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"O mundo e um lugar perigoso, não por causa dos que fazem, mas por causa dos 
que veem e não fazem nada." 
b 
APRESENTAÇÃO 
É com muita satisfação que a Jardim Botânico Partners co-patrocina a tradução da 
sexta edição do livro O investidor inteligente. Apesar de ser um clássico da literatura 
de investimentos, esta é a primeira tradução para a língua portuguesa. Por se tratar de 
uma filosofia de investimentos pautada no bom senso, temos certeza da sua utilidade 
e aplicabilidade tanto para o momento atual brasileiro como para o futuro. Aliás, sua 
primeira edição data de 1949 e até hoje permanece como referência entre os livros 
 
que tratam desse tema. Talvez por não seguir modismos ou fórmulas heterodoxas, 
mantém-se atual. 
Afirmar que Graham foi o mentor de verdadeiros ícones do mundo dos investimentos 
como Warren Buffett, Irving Kahn e Walter Schloss poderia ser suficiente 
recomendação para qualquer livro. Buffett, talvez o mais renomado e respeitado 
discípulo de Graham, exalta O investidor inteligente como "de longe o melhor livro 
já escrito sobre investimento". Muito do sucesso deste livro pode ser atribuído à 
clareza e sensatez com que Graham aborda os princípios necessários para que um 
investidor seja inteligente na seleção de seus investimentos, sem recorrer a modelos 
complexos ou a artifícios que mistifiquem sua aplicação. 
Os principais pilares da filosofia de investimento de Graham são: o rigor e a disciplina 
aplicados à análise fundamentada dos fatos a respeito da empresa, que permitam ao 
investidor estabelecer o seu valor intrínseco, assegurando que a sua aquisição a um 
preço abaixo deste valor lhe proporcionará uma margem de segurança e aumentará a 
probabilidade de obtenção de um retorno adequado a médio e longo prazo. 
Logo no primeiro capítulo, Graham distingue "investimento" de "especulação": 
"Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete 
segurança do capital investido e um retorno adequado. As operações que não atendem 
a essas condições são especulativas." Nos capítulos 8 e 20, o leitor é apresentado a 
um arcabouço analítico que sintetiza essa filosofia. O primeiro ensinamento é que 
um investidor não deve pautar seu comportamento pelas flutuações do mercado. 
Graham observa que o mercado sempre oscilará entre o otimismo desenfreado e o 
pessimismo profundo, e ensina que o investidor inteligente deve aproveitar esses 
movimentos acentuados para comprar ações abaixo do seu valor intrínseco ou vendê-
las quando estiverem acima. A lição a ser assimilada é que preços de mercado têm 
pouca relação com valor. O segundo ensinamento, e o mais importante na opinião de 
Warren Buffett, é comprar ações com uma "margem de segurança". A simplicidade 
e o brilhantismo desses ensinamentos dizem muito sobre a personalidade de 
Benjamin Graham e explicam o sucesso atemporal deste livro. 
Esperamos que, num momento em que a conjuntura brasileira aponta para a 
possibilidade de ganhos com a economia real, investidores possam utilizar os 
ensinamentos deste clássico para nortear suas aplicações. 
 
Jardim Botânico Partners Investimentos 
Julho de 2007 
Nota do editor: 
Na tradução procurou-se evitar anglicismos, mas evidentemente algumas palavras 
que se referem a instituições americanas ou ainda com significado universal foram 
mantidas. Da mesma forma, o capítulo referente à inflação, por ter sido escrito no 
início dos anos 1970, quando os Estados Unidos viveram um período de alta 
generalizada nos preços, talvez seja menos relevante para o investidor brasileiro, 
que até 1994 presenciou este tipo de anomalia de uma forma muito mais acentuada. 
 
PREFACIO A Q UARTA EDIÇÃO POR 
WARREN E. BUFFETT 
Li a primeira edição deste livro no início de 1950, quando tinha 19 anos. Naquela 
época, julguei que ele era, de longe, o melhor livro que existia sobre investimentos. 
Ainda penso dessa forma. 
Investir com sucesso ao longo de uma vida inteira não requer um quociente de 
inteligência estratosférico, uma visão empresarial incomum ou informações 
privilegiadas. Precisa-se de uma estrutura intelectual coerente para tomar decisões e 
ser capaz de não deixar que as emoções corroam esse arcabouço. Este livro prescreve 
com precisão e clareza o arcabouço apropriado. Você é responsável por fornecer a 
disciplina emocional. 
Se você seguir os princípios comportamentais e empresariais que Graham advoga — 
e se prestar atenção especial aos conselhos valiosos dos capítulos 8 e 20 —, não 
obterá resultados ruins em seus investimentos. (Essa conquista representa um feito 
muito mais significativo do que pode parecer à primeira vista.) A capacidade de 
atingir resultados fora do comum dependerá do esforço e da inteligência dedicados 
aos seus investimentos, assim como do grau de insensatez do mercado acionário 
predominante durante sua carreira de investidor. Quanto mais insensato o 
comportamento do mercado, maior a oportunidade para o investidor de perfil 
empresarial. Siga Graham e você lucrará com a insensatez, em vez de participar dela. 
Para mim, Ben Graham foi muito mais do que um autor ou um professor. Depois de 
meu pai, ele foi o homem que mais influenciou minha vida. Logo após a morte de 
Ben, em 1976, escrevi um breve memento sobre ele no Financial Analysts Journal, 
que se encontra a seguir. À medida que se lê o livro, acredito que ficarão evidentes 
algumas de suas qualidades mencionadas nesse tributo. 
BENJAMIN GRAHAM 
1894-1976 
 
Há alguns anos, Ben Graham, naquela altura com quase oitenta anos, revelou a um 
amigo que esperava fazer algo "tolo, criativo e generoso" todos os dias. 
A inclusão do primeiro objetivo caprichoso refletia sua habilidade para expressar 
idéias de uma forma que evitava qualquer aparência de sermão ou arrogância. Apesar 
de suas idéias serem poderosas, a exposição delas era sempre realizada de forma 
gentil. 
Os leitores desta revista não precisam de uma lista de seus feitos medidos por padrões 
de criatividade. Raramente o fundador de uma disciplina deixa de ver seu trabalho 
ofuscado, em um curto espaço de tempo, por seus sucessores. Porém, mais de 
quarenta anos após a publicação do livro que trouxe estrutura e lógica a uma atividade 
desordenada e confusa, é difícil pensar em possíveis candidatos até mesmo para a 
posição de segundo lugar no campo da análise dos valores mobiliários. Em uma área 
em que muitas coisas parecem tolas semanas ou meses após sua publicação, os 
princípios de Ben permanecem válidos, e seu valor é muitas vezes ampliado e mais 
bem entendido no rastro das tempestades financeiras que arrasam arcabouços 
intelectuais mais frágeis. Seus conselhos sensatos sempre trazem recompensas a seus 
seguidores, mesmo para aqueles com capacidade natural inferior aos praticantes mais 
talentosos, os quais tropeçam ao seguirem os conselheiros brilhantes ou da moda. 
Um aspecto notável do domínio por Ben de seu campo profissional foi que ele o 
conseguiu sem aquele estreitamento das atividades mentais que concentra todos os 
esforços em um só objetivo. Foi, pelo contrário, o subproduto incidental de um 
intelecto cuja amplitude quase excedeu as definições. Certamente,

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