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MATERIAL DE QUESTÕES DO ENEM- EDUCAÇÃO FÍSICA BY: ANA SARA SOUZA 1 - (ENEM - 2016) A educação física ensinada a jovens do ensino médio deve garantir o acúmulo cultural no que tange à oportunização de vivência das práticas corporais; a compreensão do papel do corpo no mundo da produção, no que tange ao controle sobre o próprio esforço, e do direito ao repouso e ao lazer; a iniciativa pessoal nas articulações coletivas relativas às práticas corporais co- munitárias; a iniciativa pessoal para criar, planejar ou buscar orientação para suas próprias práticas corporais; a intervenção política sobre as iniciativas públicas de esporte e de lazer. Disponível em: www.portal.mec.gov.br. Acesso em: 19 ago. 2012. Segundo o texto, a educação física visa propiciar ao indivíduo oportunidades de aprender a conhecer e a perceber, de forma permanente e contínua, o seu próprio corpo, concebendo as práticas corporais como meios para: A) ampliar a interação social; B) atingir padrões de beleza; C) obter resultados de alta performance; D) reproduzir movimentos predeterminados; E) alcançar maior produtividade no trabalho. COMENTÁRIO: Dentre outros benefícios causados pela atividade física está a interação social. GABARITO: A 2 - (ENEM - 2016) A perda de massa muscular é comum com a idade, porém, é na faixa dos 60 anos que ela se torna clinicamente perceptível e suas consequências começam a incomodar no dia a dia, quando simples atos de subir escadas ou ir à padaria se tornam sacrifícios. Esse processo tem nome: sarcopenia. Essa condição ocasiona a perda da força e qualidade dos músculos e tem um im- pacto significante na saúde. Disponível em: www.infoescola.com. Acesso em: 19 dez. 2012 (adaptado). A sarcopenia é inerente ao envelhecimento, mas seu quadro e consequentes danos podem ser retardados com a prática de exercícios físicos, cujos resultados mais rápidos são alcançados com o(a): A) hidroginástica; B) alongamento; C) musculação; D) corrida; E) dança. COMENTÁRIO: Essa questão exige a correlação de conhecimentos e interpretação de texto. O enunciado quer saber como retardar os efeitos da sarcopenia – inerente à velhice – e seus consequentes danos, o texto traz informações sobre perda de massa muscular. Cabe ao candidato juntar todas essas informações e concluir que a resposta é “C”, pois a consequência da musculação é o ganho de massa muscular. GABARITO: C 3 - (ENEM - 2016) É possível considerar as modalidades esportivas coletivas dentro de uma mes- ma lógica, pois possuem uma estrutura comum: seis princípios operacionais divididos em dois gru- pos, o ataque e a defesa. Os três princípios operacionais de ataque são: conservação individual e co- letiva da bola, progressão da equipe com a posse da bola em direção ao alvo adversário e finaliza- ção da jogada, visando a obtenção de ponto. Os três princípios operacionais da defesa são: recupera- ção da bola, impedimento do avanço da equipe contrária com a posse da bola e proteção do alvo pa- ra impedir a finalização da equipe adversária. DAOLIO, J. Jogos esportivos coletivos: dos princípios operacionais aos gestos técnicos — modelo pendular a partir das ideias de Claude Bayer. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, out. 2002 (adaptado). Considerando os princípios expostos no texto, o drible no handebol caracteriza o princípio de: A) recuperação da bola; B) progressão da equipe; C) finalização da jogada; D) proteção do próprio alvo; E) impedimento do avanço adversário. COMENTÁRIO: No handebol, o drible serve para mostrar uma continuidade, uma sequenciação da jogada; logo, isso revela o que a questão chama de progressão. GABARITO: B 4 - (ENEM - 2021) A história do futebol brasileiro contém, ao longo de um século, registros de epi- sódios racistas. Eis o paradoxo: se, de um lado, a atividade futebolística era depreciada aos olhos da “boa sociedade” como profissão destinada aos pobres, negros e marginais, de outro, achava-se in- vestida do poder de representar e projetar a nação em escala mundial. A Copa do Mundo no Brasil, em 1950, viria a se constituir, nesse sentido, em uma rara oportunidade. Contudo, na decisão contra o Uruguai sobreveio o inesperado revés. As crônicas esportivas elegiam o goleiro Barbosa e o de- fensor Bigode como bodes expiatórios, “descarregando nas costas” dos jogadores os “prejuízos” da derrota. Uma chibata moral, eis a a sentença proferida no tribunal do brancos. Nos anos 1970, por não atender às expectativas normativas suscitadas pelo estereótipo do “bom negro”, Paulo César Li- ma foi classificado como “jogador – problema”. Ele esboçava a revolta da chibata no futebol brasi- leiro. Enquanto Barbosa e Bigode, sem alternativa suportaram o linchamento moral na derrota 1950, Paulo César contra-atacava os que pretendiam condená-lo pelo insucesso de 1974. O jogador assumia as cores e as causas defendidas pela esquadra dos pretos em todas as esferas da vida social. “Sinto na pele esse racismo subjacente” revelou a imprensa francesa: “Isto é, ninguém ousa pronun- ciar a palavra ‘racismo’. Mas posso garantir que ele existe, mesmo na seleção Brasileira”. Sua ousa- dia constituiu em pronunciar a palavra interdita no espaço simbólico do discurso oficial para reafir- mar o mito da democracia racial. Disponível em: https://observatorioracialfutebol.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado) O texto atribui o enfraquecimento do mito da democracia racial no futebol à: A) responsabilização dos jogadores negros pela derrota na final da Copa de 1950; B) projeção mundial da nação por um esporte antes destinados aos pobres; C) depreciação de um esporte associado a marginalidade; D) interdição da palavra "racismo" no contexto esportivo; E) atitude contestadora de um "jogador-problema". COMENTÁRIO: O texto, ao mencionar a atitude de Paulo César Lima, o intitula como um “jogador-problema” den- tro do contexto que alimenta a ideia do “mito da democracia racial no futebol”, porque o jogador marca um posicionamento resistente ao racismo no esporte. GABARITO: E 5 - (ENEM - 2021) O skate apareceu como forma de vivência no lazer em períodos de baixa nas ondas e ficou conhecido como “surfinho”. No início foram utilizados eixos e rodinhas de patins pre- gados numa madeira qualquer, para sua composição, sendo as rodas de borracha ou ferro. O grande marco na história do skate ocorreu em 1974, quando o engenheiro químico chamado Frank Naswor- thy descobriu o uretano, material mais flexível, que oferecia mais aderência às rodas. A dependên- cia dos skatistas em relação a esse novo material igualmente alavancou o surgimento de novas ma- nobras e possibilitou a um maior número de pessoas inexperientes começar a prática dessa modali- dade. O resultado foi a criação de campeonatos, marcas, fábricas e lojas especializadas. ARMBRUST, I; LAURD, G, A, A. O skate e suas possibilidades educacionais. Motriz, jul-set, 2010 (adaptado). De acordo com o texto, diversos fatores ao longo do tempo: A) contribuíram para a democratização do skate; B) evidenciaram as demandas comerciais dos skatistas; C) definiram a carreira de skatista profissional; D) permitiram que a prática social do skate substituísse o surfe; E) indicaram a autonomia dos praticantes de skate. COMENTÁRIO: O texto analisa a trajetória do skate desde a sua invenção até a apresentação atual, que atinge varia- dos grupos, de forma democrática. GABARITO: A