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ausente usO eXCLusIVO DO FIsCaL Assinatura do candidato Nome do candidato Prédio Sala CarteiraInscriçãoRG Processo seletivo Medicina | 1o seMestre de 2019 001. Prova I �Confira�seus�dados�impressos�neste�caderno. �Nesta�prova,�utilize�caneta�de�tinta�preta. �Assine�apenas�no�local�indicado.�Será�atribuída�nota�zero�à�questão�que�apresentar�nome,�rubrica,�assinatura,� sinal,�iniciais�ou�marcas�que�permitam�a�identificação�do�candidato. �Esta�prova�contém�20�questões�discursivas�e�uma�proposta�de�redação. �A�resolução�e�a�resposta�de�cada�questão�devem�ser�apresentadas�no�espaço�correspondente.�Não�serão� consideradas�respostas�sem�as�suas�resoluções,�nem�as�apresentadas�fora�do�local�indicado. �Encontra-se�neste�caderno�a�Classificação�Periódica,�que�poderá�ser�útil�para�a�resolução�de�questões. �Esta�prova�terá�duração�total�de�4h�e�o�candidato�somente�poderá�sair�do�prédio�depois�de�transcorridas�3h,� contadas�a�partir�do�início�da�prova. �Os�últimos�três�candidatos�deverão�se�retirar�juntos�da�sala. �Ao�final�da�prova,�antes�de�sair�da�sala,�entregue�ao�fiscal�a�Folha�de�Redação�e�o�Caderno�de�Questões. 20.10.2018 | manhã 2UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã 3 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta QuEStão 01 As figuras apresentam dois processos para separação de duas misturas. O processo 1 foi utilizado para separar uma solução do seu precipitado e o processo 2 foi utilizado para separar os com- ponentes líquidos da mistura de etanol (C2H6O) e propanona (C3H6O). a) Escreva os nomes dos dois processos de separação representados na figura. b) Em relação ao processo 2, apresente a fórmula estrutural da primeira substância coletada no balão à direita da figura. Com base no tipo de interação intermolecular, explique por que é possível separar os dois líquidos dessa mistura por meio desse processo. 4UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 02 A figura representa o ciclo do nitrogênio na natureza. (http://mundoeducacao.bol.uol.com.br. Adaptado.) a) Represente a estrutura de Lewis da molécula de N2 e explique a sua baixa solubilidade em água. b) Das bactérias envolvidas no ciclo do nitrogênio na natureza, identifique a que promove um processo de oxidação. De- termine a variação do número de oxidação do nitrogênio das espécies envolvidas no processo. 5 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 03 Em avaliações clínicas de pacientes portadores de estenose da artéria renal, utilizou-se um radiofármaco injetável mar- cado com crômio-51, em ampolas em que a atividade do radioisótopo era de 100 mCi. O gráfico apresenta a atividade do radioisótopo crômio-51 em função do tempo de decaimento. Uma das formas de se produzir o crômio-51 é por meio do bombardeamento com dêuterons d (núcleos de ) de certo nuclídeo X, segundo a reação nuclear X + d 51Cr + p a) Escreva a equação balanceada da reação nuclear envolvida no processo de obtenção de cromio-51. Identifique o nuclídeo X utilizado processo. b) Determine a atividade, em mCi, do radioisótopo crômio-51 contido na ampola não utilizada após 12 semanas de sua produção. 6UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 04 A melatonina, hormônio sintetizado pelo corpo, tem a regulação do sono como sua função principal. A forma sintética desta substância é utilizada por algumas pessoas para o tratamento da insônia. a) Cite as duas funções orgânicas oxigenadas encontradas na estrutura da melatonina. b) Escreva a equação da reação de combustão completa da melatonina, considerando que os produtos de reação são o gás carbônico, a água e o gás nitrogênio. 7 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 05 O butan-2-ol é uma substância utilizada como diluente para tintas, vernizes, gorduras e ceras. Essa substância, quando oxidada, em condições experimentais adequadas, produz um composto orgânico com larga aplicação na indústria como solvente. a) Identifique o tipo de isomeria que ocorre na molécula do butan-2-ol. Na fórmula estrutural do butan-2-ol, reproduzida no campo de Resolução e Resposta, indique o átomo, ou grupo de átomos, responsável pela isomeria apresentada. b) Escreva a fórmula estrutural e dê nome IUPAC do composto orgânico obtido na oxidação do butan-2-ol. 8UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 06 As proteínas, macromoléculas constituídas de cadeias de aminoácidos, desempenham importantes funções nos organis- mos. A glicina, massa molar 75 g/mol, é um dos aminoácidos utilizados na síntese de proteínas. a) Identifique na estrutura da glicina, reproduzida no campo de Resolução e Resposta, o grupo que confere propriedades básicas ao composto. Determine o teor percentual em massa de carbono na glicina. b) Escreva a equação da reação entre duas moléculas de glicina. Dê o nome da ligação química que se estabelece entre esses dois aminoácidos. 9 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 07 A figura apresenta o esquema de produção e utilização do metano a partir da biomassa. (www.revistaespacios.com) O processo mais utilizado na conversão do metano em hidrogênio é a reforma a vapor, representada na equação: CH4 + H2O CO + 3H2 Considere que os gases seguem o comportamento dos gases ideais, em que P ⋅ V = n ⋅ R ⋅ T (R = 0,08 atm ⋅ L ⋅ K–1 ⋅ mol–1). a) Dentre os gases H2S, CH4 e CO2, produzidos nos biorreatores a partir da biodigestão da biomassa, indique aquele que apresenta a maior densidade. Explicite o raciocínio que justifica sua resposta. b) Calcule o volume máximo de gás hidrogênio, em L, que pode ser coletado a 300 K e 1 atm, a partir da reforma a vapor de 400 g de gás metano. 10UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 08 Para higienizar alimentos crus, como frutas, folhas, verduras e legumes, a dica é deixá-los de molho por 30 minutos em água com algumas gotas de hipoclorito de sódio (NaOCℓ). (http://g1.globo.com. Adaptado.) Em solução aquosa a 25 ºC, o íon hipoclorito sofre hidrólise e estabelece o equilíbrio representado na equação: CℓO– (aq) + H2O (ℓ) HCℓO (aq) + OH – (aq) K = 4,0 × 10–7 a) Como varia a concentração do íon hipoclorito no equilíbrio quando são adicionadas gotas de solução de hidróxido de potássio (KOH) à solução de hipoclorito de sódio? Justifique sua resposta de acordo com o princípio de Le Chatelier. b) Considerando 0,025 – x ≅ 0,025, em que x é a concentração de íon OH– no equilíbrio, calcule o pH de uma solução aquosa de NaCℓO 0,025 mol/L a 25 ºC. 11 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 09 Os medicamentos antiácidos comercializados nas farmácias têm diversos componentes que neutralizam o excesso de ácido clorídrico, HCℓ, do estômago, tais como hidróxido de alumínio, Aℓ(OH)3, hidróxido de magnésio, Mg(OH)2, e carbo- nato de cálcio, CaCO3. A tabela apresenta a composição de um envelope de 5 g de pó efervescente de um determinado antiácido. Componentes Quantidades Hidróxido de magnésio 190 mg Carbonato de cálcio 240 mg Hidróxido de alumínio 180 mg (www.anvisa.gov.br. Adaptado.) a) Considerando a reação de neutralização total de cada componente da tabela com o ácido clorídrico, indique qual deles tem maior ação antiácida por mol de substância. Justifique sua resposta apresentando a equação de neutralização total do componente escolhido com o ácido clorídrico. b) Calcule a concentração, em mol/L, de íons cálcio em 200 mL de solução resultante da dissolução completa de um envelope desse antiácido em água. 12UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 10 A reação de hidrogenação do gás eteno na formação do gás etano pode ser catalisada com níquel metálico conforme a equação: C2H4 (g) + H2 (g) C2H6 (g) Considere as equações termoquímicas: C2H6 (g) + O2 (g) 2CO2 (g) + 3H2O (ℓ) ∆H 0 = – 1560 kJ ⋅ mol–1 2C (gr) + 2H2(g) C2H4 (g) ∆H 0 = + 52 kJ ⋅ mol–1 C(gr) + O2 (g) CO2 (g) ∆H 0 = – 393 kJ ⋅ mol–1 H2 (g) + O2 (g) H2O (ℓ) ∆H 0 = – 286 kJ ⋅ mol–1 a) Indique as alterações que podem ocorrer no valor da energia de ativação e no valor da entalpia de reação de uma reação que ocorre na presença de um catalisador quando comparada à mesma reação ocorrida na ausência de um catalisador. b) Calcule a entalpia da reação de hidrogenação do eteno. 13 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 11 Analise a figura que representa o ciclo biogeoquímico de um elemento químico. (https://fascinantebiologia.blogspot.com.br. Adaptado.) a) A figura representa o ciclo biogeoquímico de qual elemento químico? Qual processo bioquímico integra todos os ele- mentos químicos deste ciclo bioquímico em uma única molécula orgânica? b) Que molécula liberada na atmosfera pelos microrganismos decompositores é absorvida diretamente pelas folhas da árvore? Qual a origem molecular dos átomos liberados na atmosfera pela árvore? 14UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 12 O cartaz traz informações sobre as manifestações clínicas, diagnósticos e prevenção de uma doença parasitária humana, a filariose. (http://cargocollective.com. Adaptado.) a) Em que sistema do corpo humano os vermes adultos vivos serão detectados por ultrassonografia? Por que a principal manifestação clínica da doença é o edema de membros? b) Qual a forma de transmissão dessa doença? Por que o diagnóstico laboratorial dessa doença deve ser realizado à noite? 15 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 13 Ao estudarem pessoas naturalmente protegidas contra o HIV, cientistas isolaram anticorpos capazes de neutralizar va- riantes deste vírus. Eles então testaram estes anticorpos em camundongos infectados. Como roedores não contraem o HIV naturalmente, foi preciso usar animais geneticamente modificados que possuiam células sanguíneas com traços humanos. O vírus foi inoculado em camundongos “humanizados” que passaram a manifestar os sintomas da AIDS. Os anticorpos conseguiram reduzir a infecção por HIV a níveis indetectáveis nos camundongos. (https://megaarquivo.wordpress.com. Adaptado.) a) Que moléculas orgânicas são os anticorpos? Como os anticorpos inativam o vírus HIV? b) Por que o vírus HIV não consegue invadir as células de defesa dos camundongos que não foram modificados genetica- mente? Por que não se pode afirmar que, após a injeção dos anticorpos, os camundongos ficaram imunizados? 16UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 14 Analise as micrografias que mostram algumas das fases de um único processo de divisão celular. (www.flinnsci.com) a) A qual processo de divisão celular se referem as micrografias? De acordo com as micrografias escreva a ordem numé- rica em que o processo acontece. b) Qual micrografia mostra a fase que determina a redução da ploidia nas células filhas? Justifique a sua resposta. 17 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 15 Células acinosas foram extraídas do pâncreas de um suíno e observadas ao microscópio eletrônico. Todas as células apresentavam grande quantidade de retículo endoplasmático granular e nucléolo bastante volumoso. a) Em que região da célula o nucléolo é encontrado? Que tipo de molécula predomina no nucléolo? b) Nas células acinosas, qual a relação entre a grande quantidade de retículo endoplasmático granular e o nucléolo volumoso? 18UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 16 O gráfico mostra a variação da concentração do hormônio ADH (vasopressina) que flui pelos capilares dos néfrons de um maratonista durante uma competição. a) Em que estrutura do néfron ocorre a filtração do sangue? Qual o efeito do exercício físico sobre o volume de urina produzido pelo atleta? b) Qual a importância da elevação da concentração de ADH na circulação sanguínea do atleta durante uma maratona? 19 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 17 A quitinase é uma enzima produzida por organismos de diversos grupos. Os insetos utilizam esta enzima contra o ataque de microrganismos e também em benefício próprio durante um processo crucial para o desenvolvimento. a) Sobre qual substrato age a quitinase? Cite um microrganismo do qual os insetos podem se defender utilizando a quitinase. b) Justifique por que a quitinase pode ser utilizada pelo inseto em seu benefício durante o processo de crescimento. 20UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 18 O controle de algumas pragas do maracujá-amarelo tem sido feito com emprego de agrotóxicos. Os resíduos da pulve- rização de agrotóxicos presentes na superfície da planta ao entrarem em contato com os grãos de pólen ou com o estigma podem inibir a germinação dos grãos de pólen. (Marion Moura da Silva et al. Fatores que afetam a germinação do grão de pólen do maracujá. Adaptado.) a) Que estrutura é formada durante a germinação do grão de pólen? Por que após a pulverização do estigma por agrotó- xicos a germinação do grão de pólen pode ser inibida? b) Quais estruturas não serão formadas no saco embrionário devido à inibição da germinação do grão de pólen? 21 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rESolução E rESPoSta RA SC UN HO QuEStão 19 Em uma espécie de mamífero o alelo G determina pelagem preta e o alelo g pelagem marrom. O alelo H permite a mani- festação de G e g, porém, o alelo h em homozigose bloqueia a expressão deste gene e define pelagem branca. Os dois genes são autossômicos e apresentam segregação independente. O heredograma a seguir relaciona os indivíduos de uma mesma família em que cada cruzamento gera apenas um filhote. As cores de cada símbolo do heredograma indicam a cor da pelagem dos animais. a) Qual o genótipo dos animais 1 e 2? b) Como é classificado o tipo de interação gênica que ocorre neste padrão de herança? Qual a probabilidade de os ani- mais 1 e 2 gerarem um filhote branco em um próximo cruzamento? 22UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã RA SC UN HO rESolução E rESPoSta QuEStão 20 Transformar lagartos primitivos em serpentes foi um truque complexo e lento operado pela seleção natural. Cientistas descobriram um possível elemento crucial dessa mágica: um pequeno trecho de poucas letras químicas de DNA do ge- noma das cobras que foi parando de funcionar ao longo da evolução desses répteis. Com isso, um gene essencial para o desenvolvimento dos membros deixou de ser “lido” pelo organismo, o que contribuiu para o surgimento do corpo caracte- rístico de jiboias, cascavéis e jararacas. (www1.folha.uol.com.br. Adaptado.) a) Que moléculas compreendem as “letras químicas” do DNA? O que significa dizer que o gene deixou de ser “lido” pelo organismo? b) Que lei evolucionista de Lamarck, refutada pela biologia moderna, poderia explicar a regressão das patas das cobras? Qual o evento biológico responsável pelo surgimento da primeira cobra sem patas, segundo a teoria sintética da evolução? 23 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã cl a SS If Ic a çã o P Er Ió d Ic a 24UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã rEdação TexTo 1 O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas corpus coletivo que transformará em prisão domiciliar a prisão preventiva (sem condenação) de presas gestantes ou com filhos de até 12 anos (ou mais, no caso de filhos com deficiên- cia). A medida deve beneficiar ao menos 4 560 mulheres e 1 746 crianças que estão em presídios de todo o país, segundo o Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (CADHu), que entrou com a ação coletiva no órgão. A decisão não benefi- ciará presas que praticaram crimes com violência ou grave ameaça e contra seus descendentes. (Talita Bedinelli. “STF: presas grávidas e com filhos pequenos poderão cumprir prisão em casa”. https://brasil.elpais.com, 21.02.2018. Adaptado.) TexTo 2 Entre as mulheres encarceradasno Brasil, há grávidas e mães de recém-nascidos e de crianças pequenas vivendo em péssimas condições. Essa situação deixa pouca margem para a dignidade e o exercício da maternidade. “A cadeia é um local de doenças como a sífilis e a tuberculose, não há atendimento pré-natal adequado, faltam quadros médicos. Isso sem falar do grau de violação a uma mulher que sequer foi condenada parir algemada em uma cama de hospital e voltar com o recém-nascido para uma sala fétida, suja, muitas vezes superlotada”, aponta Eloísa Machado de Almeida, uma das três advogadas (do CADHu) responsáveis por defender o pedido de prisão domiciliar perante a Segunda Turma do STF. Em nota, o coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana), Ariel de Castro Alves, afirmou que “a Constituição Federal prevê a proteção integral das crianças. Nenhuma criança deveria viver em presídio ou cadeia. É prejudicial à formação e ao desenvolvimento delas”. (Tony Oliveira. “Presas provisórias grávidas aguardarão julgamento em casa, decide STF”. www.cartacapital.com.br, 20.02.2018. Adaptado.) TexTo 3 Se o problema é a falta de estrutura das unidades prisionais, caberia ao Estado adotar as medidas cabíveis para solucioná-lo, sendo a soltura indiscriminada uma solução simplista e um verdadeiro atestado da falência carcerária, rea- cendendo, inclusive, a discussão sobre a mudança de gestão para um modelo privado. De igual modo, difícil acreditar, até prova em contrário, que uma detenta ostente condições morais e éticas para criar e educar seus filhos. Será que os pequenos rebentos não ficarão em situação de risco? Aliás, o principal, quem irá fiscalizar essas famílias? Com certeza, essas mulheres serão cooptadas pelo crime organizado, ante a facilidade de obtenção da liberdade. Talvez, até ocorra o aumento do índice de mulheres presas, pois muitos delitos que antes seriam praticados por homens passarão a ser perpetrados por mulheres. (Leandro J. B. Cano. “Ponto de vista: tese para tirar bandidos da cadeia”. https://metronews.com.br, 16.03.2018. Adaptado.) Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, empregando a norma- -padrão da língua portuguesa, sobre o tema: A prisão domiciliar para detentas gestantes ou com filhos pequenos como uma medida de proteção às crianças 25 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã RAS CU NH O Os rascunhos não serão considerados na correção. NÃO ASSINE ESTA fOlhA 26UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã RAS CU NH O NÃO ASSINE ESTA fOlHA Os rascunhos não serão considerados na correção. 27 UFRA1801 | 001-Prova-I-Manhã RAS CU NH O NÃO ASSINE ESTA fOlHA Os rascunhos não serão considerados na correção. �Confira�seus�dados�impressos�neste�caderno. �Assine�com�caneta�de�tinta�preta�a�Folha�de�Respostas�apenas�no�local�indicado. �Esta�prova�contém�60�questões�objetivas. �Para�cada�questão,�o�candidato�deverá�assinalar�apenas�uma�alternativa�na�Folha�de�Respostas,�utilizando� caneta�de�tinta�preta. �Esta�prova�terá�duração�total�de�3h�e�o�candidato�somente�poderá�sair�do�prédio�depois�de�transcorridas�2h15,� contadas�a�partir�do�início�da�prova. �Os�últimos�três�candidatos�deverão�se�retirar�juntos�da�sala. �Ao�final�da�prova,�antes�de�sair�da�sala,�entregue�ao�fiscal�a�Folha�de�Respostas�e�o�Caderno�de�Questões. 20.10.2018 | tarde Nome�do�candidato Prédio Sala CarteiraInscriçãoRG Processo seletivo Medicina | 1o seMestre de 2019 002. Prova II 2UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde 3 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde Leia o quadrinho de André Dahmer para responder às ques- tões 01 e 02. (http://folha.uol.com.br, 12.05.2018.) QUESTÃo 01 No primeiro quadrinho, a pergunta da personagem para o seu interlocutor estrutura-se com base em uma figura de lingua- gem, a saber: (A) paradoxo. (B) metonímia. (C) pleonasmo. (D) antítese. (E) gradação. QUESTÃo 02 A resposta dada à pergunta no último quadrinho apresenta uma visão (A) masoquista da juventude, na medida em que esta se tor- tura com os fatos brutos da realidade. (B) enaltecedora da juventude, pois esta aparece plenamen- te conformada com um mundo de mentiras. (C) irônica da maturidade, na medida em que esta é vista como desinteressada em relação à realidade. (D) conformista da maturidade, pois esta se apresenta de maneira comprometida com a realidade. (E) sóbria da maturidade, já que esta prepara o ser humano para enfrentar os percalços da vida. Leia o trecho do texto de Maurilio Lima Botelho para respon- der às questões de 03 a 05. Ao longo da história da favela é possível notar uma pro- gressiva tensão entre dois momentos da opinião pública: o ódio declarado ao seu significado social e a aceitação condi- cional dessa forma de habitação popular como um “produto cultural”. Essa tensão repercute na contraposição entre proje- tos de remoção e de urbanização das favelas, na medida em que o polo pende para a negação ou para a aceitação. Embo- ra essa polarização no enfrentamento urbanístico da questão da habitação popular permaneça até hoje, há cerca de três décadas as propostas de remoção de favelas – consideradas “autoritárias” no trato do problema – perderam terreno e tor- naram-se residuais, sendo lembradas apenas em discursos inflamados, saudosistas da “autoridade do passado”, ou leva- das a cabo em casos pontuais, em que o interesse imobiliário pressiona o poder público em sua “ação estratégica”. Desde a década de 1980 há um predomínio de propostas de urbanização de favelas na cidade do Rio de Janeiro. As formulações dessa urbanização partem do universo político tanto de direita quanto de esquerda, tanto dos “populistas” quanto dos “administradores eficientes”. É preciso destacar que as recentes políticas de “pacificação” de favelas incluem- -se nesse contexto ainda presente de contorno do problema habitacional que toma a própria favela como solução. As po- líticas mínimas de intervenção pública são investidas no ur- banismo, fazendo com que a regularização habitacional das moradias seja transformada num modelo de “revitalização urbana”. Se as favelas sempre foram um problema social e, ao mesmo tempo, uma solução habitacional, a aceitação oficial desse caráter solucionador desenvolve-se num contexto pro- gressivo de intervenção público-estatal mínima nas questões sociais e de ampliação constante da repressão, o que não é uma reviravolta ou uma originalidade no tratamento estatal da “questão urbana”, mas a consolidação e o ápice da transfor- mação de um problema social em um problema de segurança pública, mantendo ordeiramente intactos os conflitos sociais por meio da cristalização de uma forma habitacional precária. (“Crise urbana no Rio de Janeiro”. In: Felipe Brito e Pedro R. de Oliveira (orgs.). Até o último homem, 2013. Adaptado.) QUESTÃo 03 Está implícita na argumentação do autor a ideia de que (A) o tipo de intervenção utilizado para lidar com os proble- mas sociais existentes nas favelas tem servido à manu- tenção do status quo. (B) a tensão causada na opinião pública em relação às fave- las está associada ao autoritarismo com que se implanta- ram ações de reurbanização. (C) as forças de segurança pública solucionam de maneira inovadora os problemas sociais historicamente presentes dentro do ambiente das favelas. (D) a solução defendida atualmente pela maioria dos grupos sociais e pelo poder público privilegia a prática de remo- ção de favelas. (E) a aceitação ou negação das favelas como forma de habi- tação está relacionada, respectivamente, a uma visão de esquerda e de direita. 4UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espan- tosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queima- das pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa,longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela1 de franjas azuis que boiava e afun- dava e que, afinal, queimou a sua mão… Um rapaz de qua- torze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pesca- dores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer. Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do ca- tambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande e perigoso mar fabricando um homem… (200 crônicas escolhidas, s/d.) 1 caravela: água-viva. QUESTÃo 06 De acordo com o texto, (A) as emoções despertadas no narrador pelo conhecimento do mar nunca mais se repetiram, apesar de ele as ter buscado continuamente. (B) as experiências vividas junto ao mar contribuíram para formar a personalidade do narrador, inclusive no contato com certos enigmas em relação à vida. (C) o mar, após ser visto pela primeira vez, perdeu o fascínio para o narrador, mas entrou definitivamente em sua vida quando este ainda era menino. (D) a imensidão do mar é utilizada como contraponto da es- treita experiência subjetiva do narrador quando este já era homem feito. (E) o deslumbramento causado no narrador pelo mar não interfere na construção da sua linguagem, já que esta é desprovida de subjetividade e lirismo. QUESTÃo 04 Os vocábulos “transformação”, “público-estatal” e “reviravol- ta” são formados, respectivamente, a partir de processos de (A) derivação prefixal; composição por justaposição; e deri- vação parassintética. (B) derivação prefixal e sufixal; composição por aglutinação; e derivação prefixal e sufixal. (C) derivação parassintética; composição por aglutinação; e composição por justaposição. (D) derivação prefixal; composição por justaposição; e com- posição por aglutinação. (E) derivação prefixal e sufixal; composição por justaposição; e composição por aglutinação. QUESTÃo 05 As políticas de intervenção pública, míni- mas, investidas em urbanismo e na regula- rização habitacional das moradias, ser um modelo de “revitalização urbana”. De acordo com as ideias do texto, apresentadas no final do segundo parágrafo, as lacunas da frase devem ser preenchi- das, respectivamente, por: (A) porque são – assim que – pretende. (B) desde que sejam – se – pretendem. (C) embora sejam – quando – pretendem. (D) ainda que sejam – logo que – pretende. (E) já que são – à medida que – pretende. Leia o trecho da crônica “Mar”, de Rubem Braga, para res- ponder às questões de 06 a 08. A primeira vez que vi o mar eu não estava sozinho. Esta- va no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um me- nino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espé- cies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela ma- rola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos. Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de ines- perado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe esta- va azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a res- piração apressada, vendo o mar… 5 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde Leia o poema “História”, de Jorge de Lima, para responder às questões 09 e 10. Era princesa. Um libata1 a adquiriu por um caco de espelho. Veio encangada para o litoral, arrastada pelos comboieiros. Peça muito boa: não faltava um dente e era mais bonita que qualquer inglesa. No tombadilho o capitão deflorou-a. Em nagô elevou a voz para Oxalá. Pôs-se a coçar-se porque ele não ouviu. Navio negreiro? não; navio tumbeiro. Depois foi ferrada com uma âncora nas ancas, depois foi possuída pelos marinheiros, depois passou pela alfândega, depois saiu do Valongo, entrou no amor do feitor, apaixonou o Sinhô, enciumou a Sinhá, apanhou, apanhou, apanhou. Fugiu para o mato. Capitão do campo a levou. Pegou-se com os orixás: fez bobó de inhame para Sinhô comer, fez aluá para ele beber, fez mandinga para o Sinhô a amar. A Sinhá mandou arrebentar-lhe os dentes: Fute, Cafute, Pé-de-pato, Não-sei-que-diga, avança na branca e me vinga. Exu escangalha ela, amofina ela, amuxila ela que eu não tenho defesa de homem, sou só uma mulher perdida neste mundão. Neste mundão. Louvado seja Oxalá. Para sempre seja louvado. (Poemas negros, 2016.) 1 libata: morador de tribo africana, o chefe dessa tribo. QUESTÃo 09 O poema apresenta uma visão (A) contestadora, visto que dirige, implicitamente, uma crítica ao ressentimento cultivado pela protagonista. (B) imparcial, pois se limita a mostrar o conflito da persona- gem central pela perspectiva do Sinhô e da Sinhá. (C) irônica, pois menospreza a crença da protagonista em uma entidade espiritual capaz de protegê-la. (D) não idealizada, já que relata a trajetória de sofrimento e de solidão vivida pela personagem principal. (E) materialista, já que justifica a vida da personagem central pelo prisma da religiosidade de origem africana. QUESTÃo 07 No primeiro parágrafo, ao expor a fala do menino que já havia visto o mar, o narrador emprega (A) discurso direto, já que reproduz a fala do menino de ma- neira fiel, ou seja, sem alterações. (B) discurso indireto livre, pois elimina a distância entre a sua fala e a do personagem. (C) discurso indireto, visto que ele desaparece para dar voz à personagem. (D) discurso indireto, pois recria com suas palavras aquilo que foi dito pelo personagem. (E) discurso indireto livre, visto que reinventa a fala do meni- no de maneira subjetiva, ou seja, não confiável. QUESTÃo 08 “Um rapaz de quatorze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imen- sa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite…” (3o parágrafo). Assinale a alternativa que reescreve a passagem do texto empregando a correta relação verbal. (A) Um rapaz de quatorze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixava e descobria tudo e a praia era imensa, fosse na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, al- guém quepassaria pelo areal branco e daria boa noite… (B) Um rapaz de quatorze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixava e descobria tudo e a praia era imensa, fora na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passará pelo areal branco e dará boa noite… (C) Um rapaz de quatorze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, se a maré baixasse e descobrisse tudo e a praia fosse imensa, irá na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que pas- sando pelo areal branco e dando boa noite… (D) Um rapaz de quatorze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixara e descobrira tudo e a praia fosse imensa, irá na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passando pelo areal branco e dava boa noite… (E) Um rapaz de quatorze ou quinze anos que nas noites de lua cheia, depois que a maré baixou e descobriu tudo e a praia será imensa, irá na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passara pelo areal branco e dará boa noite… 6UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 12 A equipe de profissionais plantonistas de um pronto socor- ro ortopédico é formada por 7 enfermeiros e 4 médicos com especialização em traumas. O número de grupos distintos de 3 plantonistas, contendo necessariamente 1 médico e 2 en- fermeiros, que pode ser formado é (A) 56. (B) 70. (C) 84. (D) 42. (E) 28. QUESTÃo 13 Considere que os blocos retangulares A e B, mostrados nas fi- guras, são semelhantes e que o volume do bloco B é 640 cm3. Sabendo-se que a < b < c, a área da superfície total do bloco B é igual a (A) 398 cm2. (B) 476 cm2. (C) 496 cm2. (D) 396 cm2. (E) 498 cm2. QUESTÃo 10 Assinale a alternativa correta em relação ao poema. (A) A abordagem cínica da temática séria da escravização de uma mulher negra deixa evidente a filiação do poema à estética debochada do modernismo brasileiro. (B) A descrição crua da realidade com certa animalização da personagem feminina torna possível enquadrar o poema dentro da estética realista no Brasil. (C) Os versos livres e a incorporação da coloquialidade na revisão do passado nacional permitem identificar no poe- ma a consolidação da estética modernista no Brasil. (D) O caráter épico e a objetividade na descrição das cenas mais fortes permitem definir o poema como representan- te da estética simbolista no Brasil. (E) O tom declamatório e solene do poema ao tratar da ques- tão abolicionista permite situá-lo no interior da geração condoreira do romantismo brasileiro. QUESTÃo 11 Em 1953, Ray Bradbury, um cultuado escritor de ficção cien- tífica, terminou de escrever Fahrenheit 451, seu livro mais conhecido. A 451 graus Fahrenheit de temperatura o papel pega fogo. Usando a fórmula para fazer a correspondência de temperatura de uma unidade para a ou- tra, pode-se concluir que, em graus Celsius (ºC), a tempera- tura em que o papel pega fogo é, aproximadamente, (A) 233. (B) 247. (C) 196. (D) 228. (E) 254. 7 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 16 Na figura, o retângulo ABCD está inscrito em uma circunfe- rência de centro O e raio r. O comprimento da circunferência é igual a 6π cm, sendo . A área da região destacada em verde no círculo é igual a (A) (B) (C) (D) (E) QUESTÃo 14 Uma medicação para aplicação endovenosa é formada pela mistura de três componentes: antibiótico, anti-inflamatório e soro. Do volume total da mistura formada, 10% correspon- dem ao antibiótico, 80% do restante correspondem ao soro e 9 mililitros são de anti-inflamatório. A quantidade de soro usada para compor essa medicação é (A) 36 mL. (B) 39 mL. (C) 30 mL. (D) 50 mL. (E) 44 mL. QUESTÃo 15 Em um mesmo sistema de coordenadas cartesianas orto- gonais estão representadas as funções polinomiais de uma parábola e de uma reta, que intersecta a parábola em dois pontos. As duas funções polinomiais representadas nesse plano car- tesiano são (A) (B) (C) (D) (E) 8UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 19 Em um sistema de coordenadas cartesianas ortogo- nais estão representadas uma circunferência de equação (x – 3)2 + (y – 3)2 = 9, e uma reta r, que é bissetriz dos qua- drantes ímpares. Sabe-se que A é ponto de tangência com o eixo das ordenadas e P(k + 1; 2k – 3) está situado na intersec- ção da reta r com a circunferência. A medida, em radianos, do menor arco e o valor de k são, respectivamente, (A) (B) (C) (D) (E) QUESTÃo 20 Considere as matrizes A = (aij)2×2, tal que , e B = (bij)2×2, tal que bij = i 2 – j3. Sendo C = A × B, a soma de todos os elementos de C é igual a (A) – 23. (B) 14. (C) 16. (D) – 26. (E) 28. QUESTÃo 17 Em um triângulo equilátero ABC de lado 8 cm, marca-se o ponto Q no lado AC e o ponto P no lado BC. O lado PQ é perpendicular ao lado BC e define um outro triângulo CPQ, conforme indica a figura. Sendo , o perímetro do triângulo CPQ, desta- cado em azul na figura, é igual a (A) (B) (C) (D) (E) QUESTÃo 18 Bolinhas de gude contidas em uma caixa foram retiradas em sequência, com a quantidade de bolinhas retiradas a cada vez definidas pela progressão aritmética (a1, a2, a3, ... a25) em que a10 = 50 e a15 – a13 = 10. Desse modo, a quantidade total de bolinhas retiradas da caixa foi (A) 1 550. (B) 1 800. (C) 1 625. (D) 1 600. (E) 1 500. 9 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 23 A região Nordeste do Brasil, segundo seus aspectos naturais e humanos, divide-se em (A) meio-norte, caatinga, agreste e leste. (B) meio-norte, sertão, agreste e zona da mata. (C) noroeste, caatinga, agreste e zona litorânea. (D) norte, sertão, agreste e floresta semiúmida. (E) noroeste, sertão, mata de várzea e zona da mata. QUESTÃo 24 São Paulo tem mais de 20 mil restaurantes, 35 mil esta- belecimentos de saúde e 22 mil imobiliárias. Nessa cidade se concentra a maior parte dos empregos e é onde acontecem os principais encontros de negócios. Abriga o coração finan- ceiro, a vanguarda cultural e tecnológica. Como uma pedra arremessada ao lago, a capital propagou essa onda em todo o estado de São Paulo, que hoje representa cerca de 43% do volume total de serviços gerados no Brasil. (www.folha.uol.com.br, 29.04.2018. Adaptado.) Em uma cidade como São Paulo, o predomínio das ativida- des citadas caracteriza o processo conhecido por (A) planejamento urbano. (B) terceirização da mão de obra. (C) terciarização das cidades. (D) associação de cidades. (E) revitalização urbana. QUESTÃo 21 Analise o mapa, que representa o comércio mundial de deter- minado tipo de produto. (Levon Boligian e Andressa T. A. Boligian. Geografia espaço e vivência, 2011. Adaptado.) Considerando as atividades econômicas na Divisão Interna- cional do Trabalho, o mapa refere-se a produtos (A) industriais. (B) agrícolas. (C) artesanais. (D) inovadores. (E) tecnológicos. QUESTÃo 22 De acordo com a teoria populacional reformista, a alta taxa de crescimento vegetativo não é causa, e sim consequência do subdesenvolvimento. Nesse sentido, essa teoria defende a formulação de (A) políticas de controle de natalidade. (B) programas de controle migratório. (C) programas de redução do protecionismo. (D) políticas de reserva de valor. (E) políticas de distribuição de renda. 10UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 27 Progressiva e permanentemente, as plantações de café foram subindo os morros do planalto a partir da Baixada Flu- minense e substituíram as matas tropicais. Para tanto, as ma- tas tiveram de ser derrubadas e queimadas; outro detalhe é que os cafezais sempre foram plantados em linhas retas na direção da inclinação das vertentes dos morros, em condi- ções climáticas bastante chuvosas. Desse modo, os cafezais permaneciam produtivos por períodos que raramente ultra- passavam 20 anos. (Jurandyr Ross. Ecogeografia do Brasil, 2009. Adaptado.) As queimadas e as técnicasde cultivo praticadas nas lavou- ras de café no século XIX comprometiam maiores períodos de produtividade por favorecerem (A) a perda de matéria orgânica por erosão. (B) a redução da biodiversidade local. (C) a concentração de nitrogênio no solo. (D) a compactação do solo pela ausência de cobertura vegetal. (E) a seleção de espécies com espinhos e caules retorcidos. QUESTÃo 28 No que diz respeito às questões econômicas e ambientais mundiais, a composição de fontes de energia de que um país dispõe caracteriza sua (A) classe energética. (B) eficiência energética. (C) matriz energética. (D) compensação energética. (E) capacidade energética. QUESTÃo 25 Entre as grandes unidades geológicas da Terra, a movimen- tação convergente de placas tectônicas foi responsável por produzir (A) os dobramentos modernos, como os Alpes Escandinavos na Península Escandinava. (B) as bacias sedimentares, como a Bacia do Paraná no Brasil. (C) os maciços antigos, como os Montes Urais na Rússia. (D) os dobramentos modernos, como a Cordilheira dos An- des na América do Sul. (E) os maciços antigos, como os Alpes Suíços na Península Itálica. QUESTÃo 26 Analise a imagem. (http://parquedaciencia.blogspot.com.br. Adaptado.) A variação térmica apresentada na imagem é explicada (A) pela menor concentração de gases e vapor d’água em altitude, que promove uma menor retenção de calor pela atmosfera. (B) pela diferença na latitude e na longitude dos pontos na superfície, que promove mudanças na capacidade de re- tenção do calor. (C) pela diferença nos ângulos de incidência dos raios solares, que promove diferentes graus de albedo na superfície. (D) pela maior pressão atmosférica em elevadas altitudes, que promove a dispersão de massas de ar quente para áreas mais baixas. (E) pela menor densidade das massas de ar frio, que ca- racteriza a baixa temperatura na circulação atmosférica em altitude. 11 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 31 Se o confronto se faz inevitável, é necessário, contudo, deixar a ingenuidade à margem e não escolher os aspectos culturais, filosóficos e religiosos da confrontação sem reco- nhecer que o helenismo chegou ao antigo Oriente Próximo na forma de poder militar e político intruso. O exército – entre vá- rios outros mecanismos possíveis como a fundação de novas cidades e a língua grega – levava para o Oriente os valores do dominador estrangeiro. (Luiz A. S. Rossi. Cultura militar e de violência no mundo antigo, 2008. Adaptado.) Está de acordo com o texto a seguinte afirmação: (A) os reinos helenísticos, enfraquecidos depois da morte de Alexandre, foram subjugados pelas tropas persas. (B) o desconhecimento sobre o Oriente Próximo levou os gregos a desenvolverem uma concepção xenofóbica do mundo. (C) as conquistas militares dos macedônios difundiram a cul- tura grega pelo Oriente Próximo. (D) as sociedades helenísticas caracterizaram-se pela impo- sição das tradições greco-romanas. (E) o comércio internacional foi paralisado devido às guerras de conquista, empreendidas pelos reis helenísticos. QUESTÃo 32 Como todas as sociedades, a da Idade Média é comple- xa. Por que a chamamos de “feudal”? Antes de tudo porque ela é dominada por “senhores” que têm subordinados cha- mados “vassalos”, aos quais eles concedem terras que lhes proporcionam uma renda e que são chamadas de “feudos”, daí o nome de “feudal”. Essa palavra designa um sistema social que os filósofos do século XVIII e os homens da Re- volução Francesa detestam e denunciam, porque o povo, os camponeses, as “pessoas simples” são oprimidas pelos ricos e poderosos. (Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.) Acerca das características da sociedade feudal descritas no excerto, pode-se afirmar que (A) o contrato feudo-vassálico implicava subordinação pes- soal no interior da aristocracia feudal e o clero legitimava tais práticas. (B) a posse de bens monetários definia as diferenças e as funções dos grupos sociais durante a Alta Idade Média. (C) a nobreza era vista como intermediária entre Deus e os homens e dominava os demais grupos sociais. (D) os vassalos eram encarregados das atividades manuais e responsáveis pelo sustento dos senhores feudais. (E) os trabalhadores eram na sua maioria escravos e deviam obediência aos seus senhores guerreiros. QUESTÃo 29 Analise a imagem, que retrata o sistema de disposição oceâ- nica, um substituto às estações de tratamento de esgoto. Sistema de disposição oceânica (http://cetesb.sp.gov.br. Adaptado.) Esse sistema é denominado (A) emissário, que explora a capacidade de purificação do oceano. (B) emissário, que deposita em estratos os sólidos urbanos. (C) sonda, que retém a matéria orgânica em partes profun- das do mar. (D) trado, que elimina micro-organismos pela salinidade do mar. (E) sonda, que evita a eutrofização pela circulação oceânica. QUESTÃo 30 Observe a figura, que ilustra uma representação cartográfica. (Alfredo P. Q. Filho e Mário de Biasi. “Técnicas de cartografia”. In: Luis A. B. Venturi (org.). Geografia, 2011.) Nessa representação cartográfica, a escala numérica corres- ponde a: (A) 1:5 000. (B) 1:80. (C) 1:50 000. (D) 1:80 000. (E) 1:50. 12UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 35 A política imperial espanhola de fins do século XVIII au- mentava a insatisfação dos criollos, pois eles a consideravam demasiado indulgente com os pardos e os escravos. A elite criolla opunha-se tenazmente ao avanço da gente de color, protestava contra a venda da condição de branco e opunha- -se à educação popular e ao ingresso de pardos na Universi- dade. Preocupavam-se, entre outras coisas, com a perda de uma mão-de-obra dependente, num período de expansão da hacienda e de crescimento das exportações. (John Lynch. “As origens da independência da América espanhola”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina, 2004. Adaptado.) A oposição criolla à política imperial espanhola de fins do sé- culo XVIII atesta (A) a restrição à mestiçagem, fundada na ideia da pureza de sangue. (B) a impossibilidade de ascensão social dos grupos inter- mediários, conhecidos como castas. (C) a hierarquia social nas colônias, baseada em critérios étnicos. (D) a divisão cultural entre o mundo espanhol e o mundo indígena, existente nas colônias. (E) a abolição lenta e gradual da escravidão nas colônias pelos déspotas esclarecidos. QUESTÃo 36 A conjunção entre a pressão inglesa e a expansão do café no Vale do Paraíba fluminense levou a um aumento ver- tiginoso no preço dos escravos. O fim do tráfico internacional em 1850 intensificou ainda mais essa tendência. Os pequenos proprietários, tanto os do campo quanto os da cidade, não conseguiram repor a escra- varia. O mesmo ocorreu nas áreas em crise, como no caso do Nordeste açucareiro. (Mary del Priore. Documentos históricos do Brasil, 2016.) Uma consequência da conjuntura destacada no excerto foi (A) o aquecimento do tráfico interno de escravos para su- prir a carência de mão de obra nas fazendas de café do Sudeste. (B) a anulação da lei inglesa contra o tráfico de escravos en- tre a África e a América, conhecida como Bill Aberdeen. (C) a difusão da campanha abolicionista pelo país, apoiada por membros do Exército Brasileiro. (D) a imediata substituição do trabalho escravo pela mão de obra assalariada de imigrantes europeus. (E) a intensificação do comércio de escravos indígenas, chamados de “negros da terra”. QUESTÃo 33 No século XVII, os constantes surtos de insatisfação exi- giram de Portugal a criação de outras formas de disciplina administrativa dirigidas à colônia, razão por que foi preciso fi- xar um amplo léxico para nomear as dissensões: insurreição, sedição, revolta, levante, rebelião, assuada, motim, tumulto... E, como não se inventam nomes se não existe realidade para justificá-los, no Brasil seguiu-se o modelo habitual: dissemi- naram-se “gramáticas” e medidas voltadas para o controleda população. (Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado.) No período mencionado no texto, as revoltas contra o poder colonial na América portuguesa (A) tinham o objetivo de abolir o tráfico internacional de es- cravos africanos para o Brasil. (B) sofreram a influência de intelectuais brasileiros seguido- res dos princípios iluministas europeus. (C) projetaram movimentos emancipacionistas nas regiões Sudeste e Nordeste da colônia. (D) foram motivadas pelo descontentamento dos colonos em relação a medidas tomadas pela metrópole. (E) tiveram como principal motivação as tensões advindas da cobrança da derrama devido ao declínio da produção aurífera. QUESTÃo 34 A concepção que têm da propriedade esclarece a oposi- ção fundamental do burguês e do sans-culotte. A proprieda- de, segundo a Declaração dos Direitos de 1793, bem como a de 1789, é um direito natural absoluto, que nada pode res- tringir. Mas, para o sans-culotte, a propriedade não se conce- be senão fundamentada no trabalho pessoal e limitada pelas necessidades coletivas. (Albert Soboul. História da Revolução Francesa, 1981.) De acordo com a análise do texto, a propriedade privada, du- rante a Revolução Francesa, (A) devia cumprir a sua função social para ser legitimada pelo Estado. (B) baseava-se nos privilégios de nascimento. (C) era entendida segundo os interesses das classes sociais. (D) foi substituída pelas terras comunais. (E) consistia em um direito inalienável. 13 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 39 O país, comparado a um imenso canteiro de obras, foi tomado por incontida euforia desenvolvimentista. O governo Emílio Garrastazu Médici criou então uma agência própria de propaganda, a Assessoria Especial de Relações Públicas (Aerp), para martelar slogans otimistas, animando, encora- jando, com mensagens positivas, construtivas e ufanistas. (Daniel Aarão Reis Filho. Ditadura e democracia no Brasil, 2014.) O controle sobre os meios de comunicação foi um símbolo do governo Médici (1969-1974), sendo fundamental à propagan- da política, na medida em que visava (A) estender a participação das multidões nas decisões políticas. (B) aumentar a compreensão da população sobre as inten- ções do novo governo. (C) assegurar o apoio popular para a legitimação do governo. (D) alargar a estatização dos meios de comunicação no Brasil. (E) ampliar a oferta de informações públicas para a socieda- de civil. QUESTÃo 40 Provavelmente a coisa mais próxima de um modelo de transição para os reformadores de Gorbachev foi a vaga lem- brança histórica da Nova Política Econômica de 1921-1928. [...] Contudo, não havia comparação entre a Rússia deses- peradamente pobre, tecnologicamente atrasada e esmaga- doramente rural da década de 1920, e a URSS altamente industrializada e urbanizada da de 1980. (Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995.) A despeito dos diferentes contextos históricos descritos no excerto, as medidas governamentais citadas objetivavam (A) a estatização de empresas privadas nacionais bem como de multinacionais instaladas no país. (B) o investimento na indústria de base em detrimento da indústria de bens de consumo. (C) a implementação de uma política de coletivização força- da nas áreas rurais. (D) a recuperação econômica do país pela aplicação de prin- cípios capitalistas. (E) o desenvolvimento do país por meio da planificação econômica. QUESTÃo 37 É perfeitamente claro que a recuperação da economia brasileira, que se manifesta a partir de 1933, não se deve a nenhum fator externo e sim à política de fomento seguida in- conscientemente no país e que era um subproduto da defesa dos interesses cafeeiros. (Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, 2000. Adaptado.) Durante o governo provisório de Getúlio Vargas (1930-1934), a política econômica descrita no texto baseava-se (A) na desvalorização da moeda nacional. (B) na intervenção do Estado na economia. (C) na descentralização dos órgãos responsáveis pela ges- tão econômica. (D) na associação entre o capital nacional e o capital inter- nacional. (E) na adoção de medidas de cunho liberal. QUESTÃo 38 (www.ebc.com.br) Na imagem, observam-se referências à concepção artística dos nazistas, que se caracterizava (A) pela adoção de formas abstratas na pintura e formas na- turalistas na escultura. (B) pela conjunção entre o “primitivismo” e a estética oriental. (C) pela desvinculação entre as noções estéticas e o plano político. (D) pela valorização do movimento expressionista e pela ob- jeção aos ideais impressionistas. (E) pelo resgate da arte clássica e pela oposição às produ- ções modernistas. 14UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 42 In the excerpt from the third paragraph “He only had one good eye due to the explosion of a grenade”, the underlined expression can be correctly replaced by (A) since. (B) because of. (C) in spite of. (D) resulting in. (E) after. QUESTÃo 43 De acordo com o terceiro parágrafo, Willy Arsenault (A) conseguiu ser resgatado após os combates. (B) morreu imediatamente após a invasão de Zwolle. (C) foi morto antes da tomada da cidade de Zwolle. (D) estava desarmado quando entrou na cidade de Zwolle. (E) permaneceu à espera do Major na entrada da cidade. QUESTÃo 44 In the context of the third paragraph, the excerpt “It didn’t take Major long to locate a German soldier and disarm him” means the same as (A) It was not before long that Major found the German soldier and disarmed him. (B) After a long time searching, Major identified and disarmed a German soldier. (C) Major soon found a German soldier and disarmed him. (D) Major did not have to travel a long way to locate and disarm a German soldier. (E) It was not hard for Major to locate a German soldier and disarm him. QUESTÃo 45 O comentário do quarto parágrafo “As if this wasn’t enough” transmite a ideia de que (A) Major não havia ainda realizado tudo a que se propusera antes de iniciar a ocupação da cidade. (B) tudo parecia pouco para vencer a força militar nazista du- rante a Segunda Guerra Mundial. (C) atirar no inimigo e lançar granadas são apenas parte de um ataque a uma cidade inimiga em tempos de guerra. (D) Major foi capaz de realizar muito mais do que era espera- do, considerado o contexto da situação. (E) as ações de Major até então se haviam mostrado abso- lutamente insuficientes, dada a gravidade do momento. Leia o texto para responder às questões de 41 a 46. Montreal World War II hero, largely unknown at home, honoured in the Netherlands On the evening of April 14, 1945, Canadian soldier Léo Major single-handedly liberated the Dutch town of Zwolle from the Nazis, in a story that’s almost too incredible to be true. Major’s own son, Daniel-Aimé, didn’t have a clue what his father had done until an official from the Netherlands visited his family 30 years later, bearing words of gratitude. He remembers his mother asking his father why he never mentioned the incident. His father replied that he didn’t think anyone would believe him, and left it at that. By the time he got to Zwolle, Major was already scarred by war. He only had one good eye due to the explosion of a grenade, but refused to be taken out of the fight and sent home. On that fateful day in April 1945, Major volunteered to sneak into the town under the cover of darkness and reconnoitre1, accompanied by his friend in the forces, Willy Arsenault. Arsenault was killed early on in the mission; Major took his comrade’s firearms and munitions and charged the city, alone. It didn’t take Major long to locate a German soldier and disarm him. He managed to convince the German soldier that the town was surrounded by Canadian troops, and that if the Germans left right away, they would be spared. He let the Nazi soldier go to relay the message and gave him back his gun as a sign of good faith. Fearing his bluff would not work, Major started to run through the streetsof Zwolle firing his machine gun and setting off grenades. As if this wasn’t enough, Major located the Gestapo headquarters and set the building on fire. He also took dozens of German prisoners, with the help of some local resistance fighters. The family discovered that there is a street named for Major in Zwolle. And the liberation story is still taught in schools in the area. “For us as a city, it’s very important that our children still remember that it’s not easy to be free,” says Henk Jan Meijer, the mayor of Zwolle. (Laura Marchan e Marilla Steuter-Martin. www.cbc.ca, 21.05.2018. Adaptado.) 1 reconnoitre: (of soldiers) to get information about an area or the size and position of enemy forces. QUESTÃo 41 The first paragraph mentions that “Canadian soldier Léo Major single-handedly liberated the Dutch town of Zwolle from the Nazis”. The underlined word helps us understand that Major (A) was very courageous to have decided to participate in the war. (B) was capable of liberating the whole city of Zwolle in one single night. (C) saved the city even though he had only one healthy hand. (D) freed the Dutch town from its enemies all by himself. (E) was the one single person who knew what to do against the Nazis in the situation. 15 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 48 No trecho do primeiro parágrafo “a growing body of research that’s pointing towards the likelihood of”, a expressão “point towards the likelihood of” equivale, em português, a (A) investigar a eventualidade de. (B) sinalizar a preferência por. (C) sugerir a probabilidade de. (D) indicar uma comparação entre. (E) apontar para a certeza a respeito de. QUESTÃo 49 In the excerpt from the third paragraph “these at-risk adolescents should be targeted by”, the underlined expression refers to (A) all Hungarian young people who have become social media addicts. (B) the percentage of Hungarian youth believed to need help because of their high use of social media. (C) adolescents taking part in The Bergen Social Media Addiction Scale survey. (D) Hungarian students who follow addiction prevention and intervention programs. (E) young people in serious danger because of their different kinds of addiction. QUESTÃo 50 The results of the research mentioned in the text indicate that (A) not every heavy user of social media is necessarily addicted. (B) intervention programs must be seen as the best alternative to assist at-risk adolescents. (C) social media addiction is the main cause of mental problems in adolescents nowadays. (D) both technological and chemical addictions completely destroy relationships in the family and at work. (E) problematic use of Facebook may lead young people to migrate to other online platforms. QUESTÃo 46 Major’s story was so incredible to be true that (A) he never told anyone, including his family, about his feats. (B) he made up a more credible story to explain what had happened. (C) it became the most important World War II story in schoolbooks in Zwolle. (D) not even his Superiors believed him. (E) it came as a great surprise when a street in Zwolle was named after him. Leia o texto para responder às questões de 47 a 50. Social media: How much is too much? Social media addiction is not yet considered a recognised mental health disorder, but there’s a growing body of research that’s pointing towards the likelihood of certain people being more vulnerable to problematic social media use than others. When we say something is ‘addictive’, we don’t just mean ‘compelling’ or ‘attractive’. We mean somebody that’s reliant on social media psychologically and to the detriment of their relationships and work/life balance. Technological addictions have the same components that we would associate with chemical addictions, such as smoking or alcoholism. The Bergen Social Media Addiction Scale was used last year in its first nationally representative application to measure levels of addiction in young people in Hungary. This survey found that 4.5% of Hungarian youth are defined as an ‘at-risk’ group, reporting low self-esteem, high level of depression symptoms and elevated social media use. The researchers behind the paper recommend that these at-risk adolescents should be targeted by school-based prevention and intervention programs. This early research may point towards a conclusion where, while many of us might be heavy users of social media, only a minority actually have a problematic relationship with it. But do you know exactly where you – and your parents, your peers, your children – actually fit in? (Sophia Smith Galer. www.bbc.com, 19.01.2018. Adaptado.) QUESTÃo 47 O texto discute, principalmente, (A) a baixa autoestima e os altos níveis de depressão entre jovens no mundo digital de hoje. (B) a ideia de que o uso desmedido de mídias sociais ine- vitavelmente traz prejuízos à saúde mental. (C) a discordância de opiniões quanto ao impacto da tecnologia na saúde mental de seus usuários. (D) possíveis consequências advindas da dependência de mídias sociais. (E) a complexa relação entre os fatores que levam ao uso excessivo de mídias sociais. 16UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 53 O desenho mostra um dispositivo que restringe a aceleração da queda do corpo central para 2 m/s2. Sabe-se que os fios e roldanas são ideais, que o corpo central tem massa igual a 60 kg, que a aceleração da gravidade vale 10 m/s2 e que os corpos externos têm massas iguais. A massa de cada um desses corpos externos é (A) 40 kg. (B) 50 kg. (C) 20 kg. (D) 10 kg. (E) 30 kg. QUESTÃo 54 Uma manobra realizada com aviões Hércules C-130 con- siste em abandonar cargas com o avião em voo rasante, a 150 m/s. Nessa manobra, um conjunto de paraquedas extrai a carga do compartimento do avião, a qual imediatamente toca o solo, deslizando até ser completamente freada pelo atrito e pela ação dos paraquedas. (https://picryl.com) Em uma dessas manobras, uma carga 2 000 kg, ao tocar o solo, desliza por 50 m até cessar completamente seu movi- mento. Nessas condições, a força resultante contrária ao mo- vimento da carga, supondo-a constante, teve intensidade de (A) 500 000 N. (B) 300 000 N. (C) 200 000 N. (D) 450 000 N. (E) 150 000 N. QUESTÃo 51 O “jogo da bugalha”, também conhecido por “cinco Marias”, é composto de cinco peças, normalmente saquinhos. O obje- tivo consiste em, com apenas uma das mãos, lançar um dos saquinhos verticalmente para cima e, enquanto ele está no ar, realizar tarefas como empurrar ou pegar os outros saqui- nhos, para, finalmente, recuperar o saquinho lançado antes que este toque o chão. Durante esse jogo, um garoto, com sua mão encostada no chão, lança um saquinho verticalmente para cima, fazen- do-o subir por 0,8 m. Sendo a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2, após o lançamento, esse garoto tem, para pegar um saquinho do chão e em seguida o que foi lançado, antes que este toque o chão, um tempo mais próximo de (A) 1,0 s. (B) 1,2 s. (C) 0,8 s. (D) 0,4 s. (E) 0,6 s. QUESTÃo 52 Para simular o som de um motor, uma criança prende uma carta de baralho ao quadro de sua bicicleta, de modo que a extremidade livre da carta toque os raios da roda traseira. Quando a bicicleta se movimenta com velocidade v, as múlti- plas colisões dos raios com a extremidade da carta produzem um som de frequência f e período T. Se o local onde a carta é afixada for alterado para um ponto mais próximo ao eixo da roda traseira, de modo que a extre- midade livre da carta ainda toque os mesmos raios, conside- rando que a bicicleta se mova com a mesma velocidade v, a frequência do som produzido terá valor (A) menor que f e período menor que T. (B) menor que f e período maior que T. (C) igual a f e período igual a T. (D) maior que f e período menor que T. (E) igual a f e período menor que T. 17 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 57 Em relação aos índices de refração de meios transparentes,pode-se afirmar que (A) no Sistema Internacional, a unidade de medida de um índice de refração é a dioptria. (B) quanto maior o índice de refração absoluto de um meio, maior a velocidade de propagação da luz nesse meio. (C) o índice de refração absoluto é adimensional e seu valor é maior ou igual a um. (D) o índice de refração relativo é uma relação entre a velo- cidade de propagação da luz em um meio e a velocidade de propagação no vácuo. (E) ocorre reflexão total quando um raio de luz tenta passar de um meio de índice de refração absoluto de menor va- lor para um de maior valor. QUESTÃo 58 Uma carga elétrica Q, puntiforme e isolada, gera, a 1 mm de distância, um campo elétrico de intensidade 100 N/C. Em um ponto P, distante 2 mm dessa carga, a intensidade do campo elétrico será (A) 50 N/C. (B) 200 N/C. (C) 100 N/C. (D) 400 N/C. (E) 25 N/C. QUESTÃo 55 Um reservatório de água aquecida possui um sistema elétrico que repõe as perdas de calor, ligando e desligado de tempos em tempos um resistor elétrico mergulhado na água. O gráfico mostra a potência concedida por esse resistor du- rante uma hora de funcionamento do sistema elétrico. Sabendo que o reservatório tem capacidade de 100 litros, que a densidade da água é 1 kg/L, que o calor específico da água vale 4 × 103 J/(kg ⋅ K) e que a água não passa por mudança de fase, o sistema elétrico, no intervalo de tempo de uma hora, fornece energia suficiente para elevar a tempe- ratura da água em (A) 4,5 ºC. (B) 1,5 ºC. (C) 9,0 ºC. (D) 3,0 ºC. (E) 6,5 ºC. QUESTÃo 56 Um espelho, plano e retangular, foi instalado sobre o compri- mento total da pia de um banheiro. Por reflexão, foi detecta- do que, pelo espelho, era possível enxergar alguns pontos desse banheiro onde ficavam os boxes e os vasos sanitários, conforme indica a planta baixa que está desenhada sobre uma malha quadriculada. Observando o interior do banheiro, a partir dos pontos P e P’, todos os possíveis pontos a serem vistos, dentre os pontos R, S, T, U e V, indicados na planta, são (A) R e V. (B) S, T e U. (C) T, U e V. (D) R, S e T. (E) R, S, U e V. 18UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde QUESTÃo 60 O gráfico representa os valores de tensão e intensidade de corrente obtidos em um gerador real. Numericamente, a tangente do ângulo a no triângulo desta- cado, equivale, para o gerador, ao valor de sua (A) carga elétrica. (B) resistência interna. (C) diferença de potencial. (D) potência. (E) força eletromotriz. QUESTÃo 59 O circuito a seguir foi construído a partir de resistores de igual resistência elétrica R. Considerando que os fios e o gerador sejam ideais, para que a corrente elétrica i, indicada no circuito, tenha valor 2 A, o valor de R deve ser (A) 1 Ω. (B) 36 Ω. (C) 6 Ω. (D) 12 Ω. (E) 24 Ω. 19 UFRA1801 | 002-Prova-II-Tarde UFRA1801 PROCESSO SELETIVO MEDICINA 1o Semestre de 2019 20.10.2018 | TARDE 002. PROVA II VERSÃO 1 1 - D 2 - C 3 - A 4 - E 5 - C 6 - B 7 - D 8 - A 9 - D 10 - C 11 - A 12 - C 13 - C 14 - A 15 - D 16 - A 17 - C 18 - C 19 - A 20 - D 21 - B 22 - E 23 - B 24 - C 25 - D 26 - A 27 - A 28 - C 29 - A 30 - C 31 - C 32 - A 33 - D 34 - C 35 - C 36 - A 37 - B 38 - E 39 - C 40 - D 41 - D 42 - B 43 - C 44 - C 45 - D 46 - A 47 - D 48 - C 49 - B 50 - A 51 - C 52 - C 53 - C 54 - D 55 - A 56 - D 57 - C 58 - E 59 - B 60 - B