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Profilaxia Antibiótica e Antibióticos

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Sheila Prates – 93 
Urgência em Odontologia 
 
Profilaxia antibiótica – prevenção da infecção. A profilaxia é encontrada de duas formas: 
 Prevenir endocardite bacteriana; 
 Prevenir infecção no local da intervenção cirúrgica – foco infeccioso (extração de 3ºmolar por exemplo) 
Antibioticoterapia – tratamento curativo, onde o paciente já se encontra doente. 
 Paciente com história prévia de endocardite bacteriana 
 Cardiopatia congênita cianótica não tratada, incluindo casos com shunts e condutos paliativos. (shunts – 
coração não definido em termos de morfologia, mistura do sangue venoso com sangue arterial). 
 Portador de prótese cardíaca valvar ou material protético usado para reparo de válvulas cardíacas . 
 Cardiopatia congênita cianótica corrigida que evoluiu com lesão residual. 
 Cardiopatia congênita corrigida com material protético, durante os primeiros 6 meses após o 
procedimento. 
 Valvopatia adquirida em pacientes transplantados cardíacos. 
^^ Diante das situações descritas acima, recomenda-se a profilaxia antibiótica para todos os procedimentos 
odontológicos que envolvem a manipulação do tecido gengival ou da região periapical dos dentes ou perfurações 
da mucosa oral. 
Dentro dos tratamentos de rotina do cirurgião dentista (profilaxia, raspagem, endodontia) podem provocar uma 
bacteremia, ou seja, a presença de bactérias na circulação sanguínea). Isso ocorre porque quando o tecido 
conjuntivo é exposto, expõe também os vasos sanguíneos. Essa exposição transporta as bactérias presentes na 
boca para a circulação. 
Se o paciente está dentro de um quadro normalizado de saúde, não corre grandes riscos caso aconteça a 
bacteremia. Porém, pacientes em situação delicada envolvendo o órgão cardíaco é extremamente perigoso, pois 
todo o sangue passa pelo bombeamento do coração, e se instala no órgão cardíaco. Dessa forma, as bactérias 
encontram-se em uma situação favorável localizada em região propícia para proliferação, com sangue oxigenado. 
Depois, ocorre uma multiplicação bacteriana e esse contingente instalado, a cada contração do coração para 
bombeamento do sangue, expulsa parcelas de microrganismos para as demais partes do corpo, promovendo 
infecção generalizada – septicemia. 
PROTOCOLO 
Amoxicilina 500mg – 04 cápsulas 
Tomar 4 cápsulas de uma única vez 1 hora antes do 
procedimento odontológico. 
Cl indamicina 300mg – 02 cápsulas 
Tomar 2 cápsulas de uma única vez 1 hora antes do 
procedimento odontológico. 
Azitromicina – 500mg --1h antes do procedimento 
E no caso de o paciente necessitar de profilaxia e de atendimento de urgência? 
O atendimento deve ser realizado de imediato e até 2h após a consulta o paciente deve receber a profilaxia. 
DOR → tratamento imediato/urgência → profilaxia (até 2h após o atendimento). Atende o paciente e em 
até 2h depois, realiza a profilaxia antibiótica. 
Caso clínico – Paciente oncológico que realiza tratamento quimioterápitico – cada ciclo de quimioterapia dura 5 dias e 
são realizados a cada 28 dias. Para tratamento endodôntico então, é ideal intervir entre 16° e 28° dias após a quimio. 
Utilização de profilaxia antibiótica – paciente imunocomprometido (glóbulos brancos comprometidos) 
Nem todos os pacientes que apresentam infecção odontogênica necessitam obrigatóriamente de antibiótico. 
 
 
Exames semiológicos → diagnóstico → terapêutica clínica + terapêutica medicamentosa (se necessário). 
Nem todos os pacientes que apresentam infecção odontogênica necessitam obrigatóriamente de antibiótico. 
Dependendo da infecção e do quadro geral do paciente, realiza-se a antibióticoterapia, caso contrário, mesmo o 
paciente tendo uma infecção, não é necessário a prescrição. 
Receita → Obrigatoriamente em duas vias – 1 via deve permanecer no prontuário do paciente → 3 vias (uma do 
paciente, outra com a farmácia e a 3ª anexada ao prontuário do paciente na faculdade). 
Genéricos →Lei dos genéricos (9.787/99) regulamentada em 9 de agosto de 1999. É obrigação do profissional 
prescrever medicamentos de forma genérica para pacientes do SUS. 
Definição 
Medicamentos que usam exclusivamente o nome do fármaco (princípio ativo) e possuem as mesmas 
características e o mesmo efeito do medicamento inovador: Prescrição SUS. NÃO pode escrever nomes comerciais, 
mas sim o nome do princípio ativo medicamento. 
O uso indiscriminado é extremamente prejudicial para o próprio doente e, a médio prazo, para todas as pessoas. 
É de obrigatoriedade de o profissional estar ciente e consciente de quando prescrever um antibiótico, caso 
contrário, o profissional favorece a resistência bacteriana no indivíduo e cada vez mais, indo em direção ao 
quadro de superbactérias. 
Super bactérias – bactérias resistentes a qualquer antibiótico fabricado no mundo. Por isso, prescrever 
antibiótico quando for estritamente necessário. 
MRSA – Methicillium Resistant Staphylococcus Ayreus 
KPC – Klebsiella Pneumoniae de Carbapenemase 
Prescrição 
 Via oral 
 Dose de ataque um pouco maior ou igual ao dobro da dose de manutenção 
 Mínimo de 5 a 7 dias 
Indicação 
Quando realizar a antibioticoterapia? 
1. Áreas com enfartamento ganglionar 
(linfadenopatia) 
2. Pacientes com mal-estar 
(debilidade/resistência do organismo) ou 
imunocomprometidos 
3. Edema infeccioso difuso em progressão 
4. Presença de febre 
5. Trismo – diante de uma infecção 
6. Sintomatologia e ou exsudato intra-canal 
persistentes após realização de todas as 
opções para controle da infecção. 
 
Contra indicação 
Quando não realizar a antibioticoterapia? 
1. Sintomatologia dolorosa sem sinal e sintoma 
de infecção. 
2. Infecções crônicas – assintomáticas, lesão 
periapical 
3. Abscesso com bordas bem definidas. 
4. Quadro inflamatório sem sinal e sintoma de 
infecção. 
5. Pulpite
 
Abcesso com bordas definidas – edema em fase evoluída – palpação - Ponto de flutuação – intervenção cirúrgica 
→ colocação do dreno. Nesse caso, se o paciente apresentar sinais e sintomas de infecção (febre) deve-se 
prescrever antibiótico. 
 
Prescrição incorreta: paciente doente 
medicamentado com antibiótico sem necessidade 
ou ainda, prescrição incorreta de antibiótico para o 
quadro infeccioso do paciente. 
Estudos – artigos 
Entrevistas com endodontistas que prescrever 
antibióticos – anos 2000 
Pulpite aguda - 16,76% 
Necrose pulpar sem edema e sem sintomatologia – 
18,85% (caso crônico) 
Necrose pulpar e fístula – 11,91% (crônico) 
Porcentagem de prescrições incorretas: 47,52% 
 
(Artigo - Membros da sociedade Espanhola) 
Resultados: 
. 40% dos entrevistados prescreveram antibiótico 
para casos de pulpite 
. 52,9% prescreveram antibiótico para casos de 
necrose pulpar sem edema 
. 21,5% prescreveram antibiótico para casos de 
necrose pulpar e fístula.
 
➢ Principais grupos de Antibióticos: 
PENICILINAS 
 Antibióticos de 1º escolha nas infecções odontogênicas. 
Amoxicilina – adulto: 1 cápsula de 500mg de 8/8 horas por 7 dias. 
Amoxicilina + inibidor de PELICILINASE (enzima produzidas por algumas 
bactérias que inativam as penicilinas, que destroem o anel beta-lactâmico da 
penicilina. 
✓ Amoxicilina + ácido clavulânico → associação favorável 
Ác. Clavulânico – não tem ação antimicrobiana / inibidor de Beta-lactamase 
Clavulin – adulto: 1 comprimido de 500mg de 8/8h por 7 dias. 
 Efeitos colaterais 
Alterações gastrointestinais – náusea, vômito e diarreia. 
Reações alérgicas – 5 a 10% das pessoas que recebem tratamento. 
MACROLÍDEOS 
 2ª opção de escolha 
 Azitromicina - 1 comprimido ao dia durante 3 dias 
 Eritromicina 
 
ILOSONE (nome comercial da Eritromicina) 
 Adulto: 1 drágea de 500mg de 6/6h 
 Criança: 10mg/Kg de 6/6h 
Apresentação: cápsulas, drágeas e solução oral. 
 
CEFALOSPORINAS 
 Está associada a resistência bacteriana 
 10 a 20% dos pacientes sensíveis às penicilinas, também os são às cefalosporinas. 
KEFLEX – adulto: 1 drágea de 500mg de 12/12h
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