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Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Bactérias 
 
 
 
https://youtu.be/E63GL69BOxs (4m) - Manipulação de alimentos 
 
 
https://youtu.be/E63GL69BOxs
https://www.youtube.com/embed/E63GL69BOxs?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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As bactérias são microrganismos unicelulares procariontes, ou seja, não possuem uma carioteca 
protegendo seu material genético. 
 
A maioria das bactérias é heterótrofa, ou seja, necessitam se alimentar de outros seres vivos. Mas 
dessas, muitas são saprófitas, obtendo nutrientes do meio ambiente e de matéria orgânica em 
decomposição. Outras são simbióticas, vivendo com seus hospedeiros, sem causar doenças. 
 
Existem até mesmo bactérias autótrofas, que obtém energia por meio da oxidação de compostos 
inorgânicos, como nitritos, amônio e sulfatos, ou por fotossíntese. 
 
Porém, entre as bactérias heterótrofas, algumas são parasitas extracelulares, que causam doenças 
quando infectam tecidos de seus hospedeiros (bactérias patogênicas), e outras, como as Clamídias e 
as Rickettsias, exercem parasitismo intracelular obrigatório. 
 
https://youtu.be/6fL3uF4pNxc (1m) - Assoprando na coxinha 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/6fL3uF4pNxc
https://www.youtube.com/embed/6fL3uF4pNxc?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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A maioria das bactérias é invisível ao olho nu, medindo de 0,2 micrometros, como o Mycoplasma 
pneumoniae a dois micras, como a Escherichia coli, entretanto, há bactérias maiores que podem medir 
até 800 micrometros, como a Thiomargarita namibiensis e há recentes relatos de bactérias que 
poderiam medir cerca de 0,05 micra (nanobactérias ou ultramicrobactérias). 
Um micrometro (micra) é um milésimo de milímetro (10-3mm) ou um milionésimo do metro (10-6m). 
As bactérias se reproduzem assexuadamente, por fissão binária simples (bipartição ou 
cissiparidade), processo pelo qual uma célula se divide por mitose, gerando duas células filhas 
idênticas à original. 
 
 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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https://youtu.be/503yZzhbdNY (1m) (Mycobacterium avium) 
 
 
 
 
https://youtu.be/ZtBtM4Ns-9s (1m) (Peptostreptococcus anaerobius) 
 
 
 
https://youtu.be/503yZzhbdNY
https://youtu.be/ZtBtM4Ns-9s
https://www.youtube.com/embed/503yZzhbdNY?feature=oembed
https://www.youtube.com/embed/ZtBtM4Ns-9s?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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https://youtu.be/1_RNOyuPvlw (1m) (MRSA) 
 
 
https://youtu.be/J2fV7ux4Bqc (1m) (Fusobacterium nucleatum) 
 
 
 
https://youtu.be/1_RNOyuPvlw
https://youtu.be/J2fV7ux4Bqc
https://www.youtube.com/embed/1_RNOyuPvlw?feature=oembed
https://www.youtube.com/embed/J2fV7ux4Bqc?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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https://youtu.be/WSvgbusQCdY (1m) - Clostridium perfringens 
 
 
https://youtu.be/WSvgbusQCdY
https://www.youtube.com/embed/WSvgbusQCdY?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Morfologia e arranjos bacterianos: 
 
As bactérias são classificadas de acordo com suas formas: 
tipicamente podem ser esféricas, cilíndricas ou espiraladas (Ao lado) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diversidade das bactérias: 
A, Pseudomonas aeruginosa,(bastonete flagelado); B, 
Streptococcus aureos (esferas em cadeias); 
C, Spirillum volutans, (espiral flagelado); 
D, Chondromyces crocatus, (bastonete esporulado); E, 
Chroococcus, (cianobactérias encapsuladas). 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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As bactérias esféricas se chamam cocos (coccus), e podem apresentar-se isoladas ou em grupos: 
diplococos (b), estreptococos (a), estafilococos (e), tétrades (c) e “sarcinas” (d), dependendo do plano 
de divisão que utilizam quando se reproduzem. 
 
 
Diplococos estreptococos estafilococos Tétrades Sarcinas 
 
Neisseria gonorrhoeae - 
gonorreia 
 
Enterococcus faecalis – 
infecção hospitalar 
 
Streptococcus pneumoniae 
- pneumonias
 
Streptococcus pyogenes – 
faringites 
 
Staphylococcus aureos - 
Síndrome de choque 
tóxico 
 
Staphylococcus 
epidemidis - 
endocardites 
 
 
Planococcus citri – doença 
em vegetais
 
Micrococcus luetus – 
infecção hospitalar 
 
Sarcina ventriculi – 
úlcera gástrica 
 
Sarcina lutea – mau 
odor 
Alguns cocos podem ser ovalados, como os Enterococcus, ou formar arranjos riniformes, como a 
Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e a Neisseria meningitidis (meningococo). 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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As bactérias cilíndricas, ou em forma de bastonetes, são os bacilos 
(bacillus), que podem se apresentar isolados ou em grupos: diplobacilos 
e estreptobacilos. Há também uma formação rara, tipicamente da 
espécie Corynebacterium, como o bacilo da difteria, em que as bactérias 
se agrupam em “forma de paliçada”. 
 
 
 
Bacilos isolados 
 
Escherichia coli – infecção urinária 
Diplobacilos 
 
Klebsiella rhinoscleromatis – 
rinoscleroma (doença que afeta 
nariz, faringe e outras partes das 
vias respiratórias, causando 
deformidades). 
Estreptobacilos 
 
Bacillus Anthracis – antraz e 
carbúnculo 
“Paliçada” 
 
Corynebacterium diphtheriae - 
difteria 
 
As extremidades dos bacilos podem variar de retas (Bacillus anthracis), arredondadas (Salmonella 
sp., Escherichia coli), ou afiladas (Fusobacterium sp.), e existem bacilos arredondados, os 
cocobacilos, como a Francisella sp. e a Brucella melitensis). 
 
Fusobacterium nucleatum – 
placa dentária 
Escherichia coli – infecção 
urinária 
Bacillus anthracis – 
antraz (carbúnculo) 
Francisella tularensis – 
tularemia (doença que 
causa lesões na pele, 
olhos, mucosas e pulmões) 
 
 
 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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As bactérias espiraladas se dividem em três grupos: vibriões, que são 
bactérias com forma de vírgula, espiroquetas, que são bactérias longas, 
finas, flexíveis e apresentam diversas espirais completas, como o 
Treponema pallidum, que causa a sífilis, e espirilos, que são mais curtos, 
largos, rígidos e geralmente apresentam poucas espirais ou uma espiral 
incompleta. 
• Obs. Alguns autores consideram os vibriões como bacilos, enquanto outros consideram como espiralados. 
Vibriões Espiroquetas Espirilos 
 
Vibrio cholerae- cólera 
 
Leptospira interrogans - 
leptospirose 
 
 
Treponema pallidum -sífilis 
 
Spirillus minus – febre da mordida do 
rato 
Há ainda formas intermediárias como os cocobacilos, formas pleomórficas, quando o microrganismo 
não tem uma morfologia padrão, como o Mycoplasma, e formas peculiares, como bactérias 
filamentosas, estreladas e retangulares. 
Estrela 
 
 
Stella humosa 
retângulo 
 
Haloarcula vallismortis 
filamentos 
 
Candidatus Savagella 
pleomórfica 
 
Mycoplasma pneumoniae 
- pneumonia 
 
 
 
 
 
 
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Citologia bacteriana – ultraestrutra, componentes externos, 
componentes internos e apêndices. 
Parede Celular – Está presente em todas as bactérias 
conhecidas, exceto nos micoplasmas. Por causa da sua rigidez é 
responsável pela manutenção da forma e pela resistência da 
bactéria contra a bacteriólise osmótica, permitindo que a pressão 
interna da bactéria possa variar de 2 a 10 atmosferas. 
A parede celular bacteriana é composta principalmente por uma 
substância chamada peptídeoglicano, peptoglicano, 
mucopeptídeo ou mureína, que nada mais é do que um polímero complexo formado por dois 
derivados de açúcares, a N-acetilglicosamina (NAG) e o ácido N-acetilmurâmico (NAM), unidos 
alternadamente e por peptídeos que se ligam ao NAM, produzindo uma extensa rede que envolve toda 
a bactéria. 
 
Teste de gram 
Em 1884, o microbiologista Christian Gram desenvolveu um método decoloração que permitiu melhor 
visualizar as bactérias, e fazer sua separação em dois grupos distintos, as Gram positivas (roxas/azuis) 
e as Gram negativas (vermelhas/rosas). 
O esquema abaixo resume o método de Gram: 
Substância Tempo Gram + Gram - 
 
1- Violeta genciana 1 min Roxa Roxa 
2- Lugol 30 Seg Roxa Roxa 
3- Álcool 15 Seg 
(máximo) 
Roxa Incolor 
4- Fucsina 30 Seg Roxa Vermelha 
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Essa diferença na coloração das bactérias após o uso do método de GRAM está diretamente 
relacionada à estrutura e à espessura da parede celular delas. 
Nas bactérias Gram positivas o peptídeoglicano pode formar até 20 camadas sobrepostas, enquanto 
em células Gram negativas a mureína forma apenas uma ou duas camadas. 
Além do peptídeoglicano, as paredes das bactérias Gram positivas apresentam ácido teicóico e ácido 
lipoteicóico, substâncias envolvidas no transporte de substâncias pela espessa parede e na adesão às 
superfícies, e que podem ser reconhecidos como antígenos pelo organismo infectado (PAMPs) 
 
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Esquema ilustrando o espesso peptideoglicano de Gram+ Esquema da parede celular de organismos Gram- 
(Adaptado de Madigan et al., Brock Biology of Microorganisms, 2003) 
 
 
 
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Membrana externa - Nas bactérias gram negativas, a fina parede celular é recoberta por uma camada 
de composição lipoprotéica, semelhante à membrana celular, chamada membrana externa. 
Sua face interna é rica em pequenas lipoproteínas, denominadas lipoproteínas de Braun, que se ligam 
covalentemente ao peptideoglicano, ancorando a parede celular firmemente à membrana externa. 
A face externa da membrana externa é rica em lipopolissacarídeos (LPS), moléculas que agem como 
endotoxinas no organismo do hospedeiro, provocando febre, choque e eventualmente morte, mas que 
também servem como potentes antígenos, permitindo o reconhecimento desses microrganismos pelo 
sistema imunológico do organismo infectado (PAMPs). 
 
O LPS é uma molécula composta por 3 regiões distintas: um 
lipídeo A (endotoxina), um polissacarídeo central e uma cadeia 
polissacarídica lateral (antígeno O). 
Cápsula – É uma camada externa à parede celular, de material viscoso, de natureza principalmente 
polissacarídica e pouco proteica (polipeptídica), aderida à parede celular. 
Confere vantagens às bactérias que a possui: permite adesão às células do hospedeiro, dificulta a 
fagocitose, aumenta a resistência ao dessecamento, é fonte de nutrientes, fornece proteção contra a 
ancoragem de bacteriófagos e anticorpos. Quando a cápsula bacteriana é frouxa, fracamente aderida 
à parede celular, ela pode ser chamada de camada limosa. 
 
 
Células capsuladas. 
 
 
 
Cápsula circundando a célula 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Cepas de Streptococcus pneumoniae encapsuladas frequentemente causam pneumonia, mas as 
cepas que não possuem cápsula não causam a doença. Isso se dá principalmente porque as bactérias 
sem cápsula são fagocitadas mais facilmente. 
O Streptococcus mutans, bactéria muito comum na cavidade oral, e considerada uma das maiores 
responsáveis pela conversão de açúcares em ácidos orgânicos que produzem a desmineralização dos 
dentes característicos das cáries dentais, possui cápsula, e por meio dela, fixa-se às superfícies dos 
dentes. 
A composição química da cápsula pode variar de espécie para espécie, e é uma estrutura mais 
frequente em bactérias gram negativas, como algumas cepas de Escherichia coli, Neisseria meningitidis, 
Klebsiella pneumoniae, Haemophilus influenzae, Pseudomonas aeruginosa e Salmonella, porém, também 
podem aparecer em algumas bactérias gram positivas, como algumas cepas de Bacillus megaterium, 
Streptococcus pyogenes, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus agalactiae e Staphylococcus epidermidis. 
 
Fímbrias - Muitas bactérias, principalmente as gram negativas, mas algumas gram positivas 
também, apresentam apêndices finos (3 a 10 nm), retos e curtos, denominados fímbrias. Geralmente 
estas são bastante numerosas, podendo atingir números de 1000 ou mais por célula. Como são muito 
pequenas e delgadas, somente podem ser visualizadas pela microscopia eletrônica. As fímbrias são 
de natureza protéica, compostas por subunidades de uma proteína denominada pilina. A função das 
fímbrias é permitir a adesão das bactérias às superfícies e às células do hospedeiro. 
 
 
Micrografia eletrônica de varredura 
de bacilos apresentando fímbrias 
 
Esquema ilustrando a 
organização estrutural de uma 
fímbria, assinalando a presença 
de moléculas do tipo adesina, 
situadas na extremidade da 
estrutura 
 
 
 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Matriz Citoplasmática (citoplasma) - É uma estrutura com consistência de gel, que compõe a parte 
interna da célula. O citoplasma bacteriano é composto por aproximadamente 70% de água, eletrólitos, 
DNA cromossômico, inclusões (grânulos de armazenagem de nutrientes, por exemplo), ribossomos 
(única organela presente no citoplasma), proteínas e plasmídeos. 
 
Flagelos - Estruturas longas, delgadas e relativamente rígidas, compostos por uma proteína chamada 
flagelina, são responsáveis pela locomoção das bactérias em resposta a estímulos químicos 
(quimiotaxia), que pode ser a favor ou contra a origem do estímulo químico. Os flagelos somente podem 
ser visualizados por meio de colorações específicas, microscopia de campo escuro, ou por microscopia 
eletrônica. 
 
A flagelina pode ser reconhecida por monócitos/macrófagos, células dendríticas e células epiteliais do 
intestino, configurando assim, PAMPs. 
De acordo com o número e distribuição dos flagelos, as bactérias podem ser classificadas como: 
atríquias (sem flagelos), monotríquias (um único flagelo), anfitríquias (um flagelo em cada 
extremidade), lofotríquias (um tufo de flagelos em uma, ou ambas as extremidades) e peritríquias 
(apresentando flagelos ao longo de todo o corpo bacteriano). 
https://youtu.be/5-Aqfmq8ubM (1,5m) - Helicobacter pylori 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/5-Aqfmq8ubM
https://www.youtube.com/embed/5-Aqfmq8ubM?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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https://youtu.be/HrtQFW5_aOw (1m) - Helicobacter heilmannii 
 
 
 
 
Bactéria monotríquia 
 
 
Bactéria anfitríquia 
 
 
Bactéria lofotríquia 
 
Bactéria lofotríquia 
 
Bactéria peritríquia 
 
Bactéria peritríquia 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/HrtQFW5_aOw
https://www.youtube.com/embed/HrtQFW5_aOw?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Membrana Citoplasmática ou Plasmática – É uma estrutura delgada, composta por uma bicamada 
fosfolipídica, entremeada de proteínas, que atua como barreira osmótica com permeabilidade seletiva, 
impedindo a passagem de algumas moléculas hidrossolúveis, mas permitindo a passagem de outras. 
A membrana das bactérias não apresenta esteroides; é sede de enzimas do metabolismo respiratório; 
controla a divisão bacteriana por meio dos mesossomos. 
 
 
Esquema da membrana citoplasmática bacteriana 
(Adaptado de Madigan et al., Brock Biology of Microorganisms, 2003) 
 
Zona nuclear ou Nucleoide - Os procariotos são organismos haploides, e geralmente apresentam um 
único cromossomo circular, não envolto por carioteca, que geralmente encontra-se enovelado, em uma 
região celular denominada nucleoide 
 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Plasmídeos - Várias bactérias apresentam outras moléculas circulares de DNA, além do cromossomo 
principal, denominadas plasmídeos. Os plasmídeos geralmente contêm genes com características 
adaptativas, por exemplo, genes que conferem resistênciaà antibióticos. Tais plasmídeos podem ser 
compartilhados por meio de conjugação, através do pili sexual. 
 
 
 
 
 
Alguns plasmídeos codificam fatores de virulência, como na cepa O157:H7 de Escherichia coli, que 
permite ao bacilo causar hemólise e falência múltipla de órgãos no hospedeiro. 
O próprio plasmídeo que codifica o pili sexual (descrito mais à frente nesse texto) pode ser transferido 
por conjugação, permitindo à bactéria receptora que passe a fazer conjugação com outras. 
Fragmentos do DNA principal de uma bactéria doadora também pode ser incorporado por uma bactéria 
receptora por meio de um processo chamado transformação ou por um processo chamado 
transdução (por meio de fagos), o que favorece mutações genéticas e transferência de fatores de 
virulência entre bactérias. 
Frederick Griffith, em 1928, publicou um experimento que fez com cepas muito virulentas de 
Streptococcus pneumoniae, e constatou que essa virulência exacerbada, potencialmente fatal em ratos, 
se dava pela presença de cápsula na bactéria. 
Inoculando cepas da mesma bactéria, mas sem cápsula, notou que os ratos sobreviviam, já que a 
bactéria era pouco virulenta. 
Quando inoculava a cepa virulenta, capsulada, os ratos morriam. 
Ao inocular cepas virulentas, capsuladas, mas previamente mortas por calor, os ratos sobreviviam, 
demonstrando que não era a cápsula em si que causava a doença, mas sim, a presença de bactérias 
capsuladas vivas. 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Ao inocular bactérias vivas pouco virulentas, ou seja, sem cápsula, junto com bactérias capsuladas 
mortas, o pesquisador constatou que os ratos também adoeciam e morriam. 
Para sua surpresa, a necropsia do rato demonstrava que havia bactérias capsuladas, muito virulentas, 
vivas no sangue dos ratos mortos. 
Isso demonstrava que esse fator de virulência da bactéria morta, a cápsula, estava sendo incorporado 
nas bactérias vivas, que eram originalmente eram pouco virulentas, mas depois de incorporar o 
plasmídeo das bactérias capsuladas que estavam mortas, havia se transformado em uma cepa 
capsulada, com a mesma virulência que as bactérias capsuladas do experimento anterior. 
A esse processo de transmissão de plasmídeos, de bactérias vivas incorporando matéria genético do 
ambiente, proveniente de bactérias mortas, Griffith chamou de transformação. 
Na transdução o DNA bacteriano fragmentado ou plasmídeos da bactéria infectada, podem ser 
incorporados a vírus (bacteriófagos) que ao infectar outras bactérias, transfere esse material genético, 
que passa a ser utilizado por elas. 
Pilus F - Muitas bactérias podem ainda apresentar outro tipo de apêndice, denominado pili, pilus F, 
pilus sexual ou fímbria sexual, que exibe semelhanças estruturais com as fímbrias, mas com 
comprimento maior e menos rigidez que as fímbrias convencionais. Essa estrutura está relacionada 
com o processo de transferência de genes entre bactérias, denominado conjugação. 
O pili é mais comum em bactérias gram negativas, mas também pode ocorrer em gram positivas. 
 
 
Micrografia eletrônica colorizada, revelando a longa fímbria sexual (pilus F). 
Observar também a presença de fímbrias. 
 
 
Mesossomos – São extensões da membrana da bactéria, que se projetam para 
o interior do citoplasma, geralmente próximos da membrana (periféricos), mas em 
certos casos pode chegar até o centro do citoplasma (mesossomos centrais). 
Essa estrutura em forma de túbulo/saco acumula enzimas e parece ter função de 
produzir energia para a bactéria, ou seja, função respiratória. Os mesossomos 
centrais estão relacionados à replicação do DNA e divisão da bactéria, além de 
poder atuar na secreção de substâncias para o meio externo, como as 
exoenzimas. 
Alguns autores afirmam que essa estrutura, o mesossomo, na realidade não existe, e que seriam 
apenas artefatos produzidos durante o preparo de lâminas para observação em microscópio. 
Ribossomos – Os ribossomos bacterianos, apesar de ter a mesma função que os ribossomos de 
qualquer outro ser vivo, ou seja, traduzir as fitas de RNA mensageiro e com isso produzir as proteínas, 
tem uma estrutura diferente do ribossomo de uma célula eucariótica, e isso torna essa estrutura muito 
útil como alvo de vários antibióticos, que atuam na bactéria, impedindo a síntese de proteínas 
bacterianas, mas não prejudicam a atividade dos ribossomos humanos, conferindo mais segurança ao 
medicamento. 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Endosporos ou esporos bacterianos – São estruturas arredondadas, frequentemente ovais, parede 
espessa, com função de “latência”, e que possuem altíssima resistência ao calor, radiações, 
desinfetantes e desidratação. 
Esporos bacterianos são produzidos quando bactérias dos gêneros Bacillus, Clostridium, 
Sporolactobacillus, Desulfomatuculum ou Thermoactinomyces se encontram em condições 
inadequadas ou desfavoráveis, como ambiente com pouca umidade e nutrientes, garantindo com isso 
a manutenção de seu material genético e de sua sobrevivência. 
A esporulação geralmente inicia-se em decorrência de alguma carência nutricional, sendo um evento 
complexo e demorado, envolvendo mais de 200 genes, sete estágios e cerca de 10 horas para 
acontecer em algumas espécies. 
A enorme resistência dos esporos parece estar relacionada com a presença de um composto 
denominado ácido dipicolínico, que se associa a íons cálcio originando o dipicolinato de cálcio, que 
estabiliza os ácidos nucléicos. 
O cerne do esporo também contém enzimas, RNA e minerais, como cálcio, potássio, magnésio, 
manganês e fósforo. 
Envolvendo o protoplasto, há um córtex composto por uma substância similar ao peptideoglicano das 
paredes das células vegetativas e uma capa que corresponde a aproximadamente 50 por cento do 
volume do esporo, composta principalmente por proteínas, carboidratos, lipídeos e fósforo. 
Quando o esporo está em condições favoráveis de temperatura, pH, umidade e nutrientes, ocorrerá o 
processo de germinação, em que o endósporo originará novamente a célula vegetativa. 
Este processo pode ser subdividido em 3 estágios: Ativação, Germinação e Crescimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=Oe_AO1kQ8y8 (0.30m) 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=NAcowliknPs (1.30m) 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=Oe_AO1kQ8y8
https://www.youtube.com/watch?v=NAcowliknPs
https://www.youtube.com/embed/Oe_AO1kQ8y8?feature=oembed
https://www.youtube.com/embed/NAcowliknPs?feature=oembed
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=NdQAW0c8j8g (6m) 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=V5Qap7U7UZQ (0.30m) 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=NdQAW0c8j8g
https://www.youtube.com/watch?v=V5Qap7U7UZQ
https://www.youtube.com/embed/NdQAW0c8j8g?feature=oembed
https://www.youtube.com/embed/V5Qap7U7UZQ?feature=oembed
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https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2017/10/antraz-pode-ter-matado-100-hipopotamos-
na-namibia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2017/10/antraz-pode-ter-matado-100-hipopotamos-na-namibia
https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2017/10/antraz-pode-ter-matado-100-hipopotamos-na-namibia
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http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/08/derretimento-de-solo-congelado-expoe-ameaca-
de-virus-e-bacterias.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/08/derretimento-de-solo-congelado-expoe-ameaca-de-virus-e-bacterias.html
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/08/derretimento-de-solo-congelado-expoe-ameaca-de-virus-e-bacterias.htmlBactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Fatores de virulência 
Fatores de virulência são moléculas sintetizadas por certas cepas ou espécies bactérias, que 
aumentam sua capacidade de infectar ou produzir doença. 
Esses componentes podem fornecer alguma vantagem da bactéria sobre outras bactérias ou sobre os 
hospedeiros, e em certos casos, pode ampliar os danos causados aos tecidos do hospedeiro. 
Algumas dessas características são próprias de suas espécies, enquanto outras, podem aparecer 
apenas em determinadas cepas, mas não necessariamente nas outras bactérias da mesma espécie. 
Além disso, alguns fatores de virulência podem ser transmitidos para outras bactérias (mesmo de 
outras espécies) por meio de plasmídeos. 
Existem bactérias que desenvolveram moléculas como fímbrias, ácido teicóico, ácido lipoteicóico e 
adesinas que favorecem sua adesão ao tecido do hospedeiro, facilitando sua colonização. 
Há bactérias que produzem cápsula, que também fornecem à bactéria capacidade de fixação à outras 
células e superfícies, diminuem a resposta do sistema imune do hospedeiro, dificulta a fixação de 
proteínas do sistema complemento e de anticorpos, além de dificultar a fagocitose. 
O flagelo é outra estrutura presente em algumas espécies, que dá vantagens a elas, já que por meio 
deles, ela pode se afastar ou se aproximar de substâncias ou de outros microrganismos, de acordo 
com suas necessidades. O flagelo também permite que a bactéria se espalhe mais facilmente pelo 
ambiente e mesmo por estruturas da anatomia do hospedeiro, como bactérias que infectam o trato 
urinário, e que podem a partir da abertura uretral ascender até a bexiga e de lá para o ureter e rins. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Algumas bactérias produzem exotoxinas que podem causar danos ao hospedeiro, como as toxinas 
tetânica, eritrogênica, botulínica, estreptoquinase e estreptolisina, entre outras descritas na tabela 
abaixo: 
 
 
 
Tem bactérias que produzem endotoxinas como o lipopolissacarídeo (LPS) das bactérias Gram 
negativas, que tem a capacidade de causar uma resposta inflamatória severa com intensa ativação 
do sistema complemento, degranulação de mastócitos (inflamação), ativação plaquetária, 
secreção de citocinas como IL-1, IL-6 e TNF, causando coagulação intravascular disseminada, 
característicos do choque séptico. 
Além disso, algumas bactérias expressam proteínas que podem ser “confundidas” com autoantígenos, 
causando reações autoimunes como na febre reumática pós-estreptocócica (S. pyogenes) e no 
diabetes mellitus tipo I. 
As bactérias que produzem endósporo podem continuar viáveis por muito tempo, ainda que permaneça 
em ambientes inóspitos a ela. 
 
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PAMPs, do inglês Pathogen-associated molecular pattern, são moléculas de microrganismos, que 
podem ser reconhecidas pelas células do sistema imune inato, denunciando ao organismo que está 
havendo uma invasão por esses microrganismos. 
Exemplos de PAMPs: 
• Lipopolissacarídeos (LPS) de bactérias gram-negativas que podem ser reconhecidos por 
monócitos/macrófagos, células dendríticas, células epiteliais do intestino, linfócitos B e 
mastócitos. 
• Ácido teicóico e lipoteicóico, glicopeptídeos, lipopeptídeos e lipoproteínas de bactérias que 
podem ser reconhecidos por monócitos/macrófagos, células dendríticas e mastócitos. 
• RNA de vírus e DNA de bactérias que podem ser reconhecidos por monócitos/macrófagos, 
células dendríticas, linfócitos B e mastócitos. 
• Flagelina de bactérias que se movimentam pode ser reconhecida por monócitos/macrófagos, 
células dendríticas e células epiteliais do intestino. 
 
 
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Exemplos de bactérias que causam doenças 
Cocos: 
• Streptococcus: podem causar cárie, doenças respiratórias (pneumonias), infecções 
purulentas, placa bacteriana na gengiva, dor de garganta (amigdalite e faringite purulentas – 
90%), Fascite necrosante e febre pueperal. 
• Staphylococcus: Presentes em cerca de 30% dos adultos (nariz e pele): Causam 
amidalites, sinusites, abscessos dentários, furúnculos, septicemia, bacteremia, otites, pneumonia, 
conjuntivites, síndrome do choque tóxico, diarreia e vômitos, infecção hospitalar e antraz, um 
conjunto de furúnculos (não confundir com o antraz causado pelo bacilo anthracis que pode ser 
fatal). 
• Diplococos: Placa dental e gengival, gonorreia e meningites. 
• Cocos isolados: otitis 
• Tétrades: infecções hospitalares, úlcera gástrica. 
• Sarcinas: infecção respiratória, urinária, gastrintestinal e septicemia, infecções 
hospitalares. 
Bacilos: 
• Lactobacilos: podem causar cárie dental. 
• Bacillus anthracis: causa o carbúnculo ou antraz, uma doença grave que pode matar em 
poucos dias, não confundir com o antraz que pode ser causado por estafilococos, que é apenas 
um conjunto de furúnculos, e que apesar do nome igual, normalmente não é fatal. 
• Fusobacterium: produzem mal hálito (ácido butírico, mercaptana, sulfito de hidrogênio e 
amônia). 
• E. coli – 90% das infecções urinárias, diarreia em lactentes, algumas cepas são fatais. 
• Shiguella: diarreia 
• Salmonella: diarreia 
• Psudomonas: infecção hospitalar 
• Mycobacterium: lepra e tuberculose 
• Clostridium: tétano, botulismo e gangrena 
• Propionibacteria: acne. 
Espiroquetas: leptospirose, sífilis e lyme (borrelias) 
Espirilos: podem causar diarreia e “doença da mordida do rato” (febre, dor, diarreia, náusea e 
vômito). 
Vibriões: cólera 
 
 
 
 
 
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https://youtu.be/nT7SW4_S2s0 (45m) - Shiguelose 
 
 
https://youtu.be/RlM5mEDJpA8 (47m) - E.coli na Escócia 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/nT7SW4_S2s0
https://youtu.be/RlM5mEDJpA8
https://www.youtube.com/embed/nT7SW4_S2s0?feature=oembed
https://www.youtube.com/embed/RlM5mEDJpA8?feature=oembed
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https://youtu.be/t06dBH-eVm0 (45m) - E.coli na água 
 
 
Algumas das principais doenças causadas por bactérias. 
 
Tuberculose: causada pelo bacilo gram positivo aeróbio Mycobacterium tuberculosis, que 
frequentemente ataca os pulmões causando tosse persistente, emagrecimento, febre, fadiga e 
hemoptise (escarro com sangue). O tratamento é feito com antibióticos e medidas preventivas incluem 
vacinação e saneamento ambiental. É também chamado de Bacilo de Koch, em homenagem a Robert 
Koch, que foi quem primeiro descreveu a bactéria. 
Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), aeróbio gram 
positivo, que causa lesões e insensibilidade na pele e mucosas. O tratamento é feito com 
antibioticoterapia. 
Difteria (crupe): é causada pelo Corynebacterium diphteriae, um bacilo aeróbio gram positivo, cuja 
infecção pela via respiratória, permite que as bactérias se alojem na garganta e nas tonsilas 
(amígdalas). A lesão resultante forma pseudomembranas, por causa da ação da toxina diftérica 
sobre as células do hospedeiro. A doença dificulta a passagem de ar, podendo causar asfixia, dor, 
febre, dificuldade de falar e engolir. O tratamento envolve antibioticoterapia e a prevenção com vacina. 
https://youtu.be/t06dBH-eVm0
https://www.youtube.com/embed/t06dBH-eVm0?feature=oembed
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Coqueluche: doença que causa tosse persistente (tosse comprida), causada pelo cocobacilo gram 
negativo Bordeje-la pertussis. O tratamento consiste em antibioticoterapia e antitussígenos para 
aliviar a tosse. A prevenção pode ser feita com vacina. 
Pneumonia por pneumococo: frequentemente provocada pelo anaeróbio facultativo gram positivo 
Streptococcus pneumoniae, que ataca o pulmão, produzindo febre alta, dorno peito e nas costas, 
e tosse com expectoração (catarro). Tratamento é feito com antibióticos e a prevenção com vacina. 
Apesar do nome streptococcus (coco em fita), o pneumococo frequentemente apresenta-se em 
arranjos duplos (diplococo) e às vezes em cadeias bem curtas, (normalmente até vinte bactérias). 
Pneumonia pode ser causada por uma série de outras bactérias, vírus e fungos. 
Leptospirose: causada pela espiroqueta gram-negativa, aeróbica obrigatória, Leptospira 
interrogans. É transmitida pela urina de ratos, cães e outros animais, quando contaminam a água, 
alimentos ou objetos que o hospedeiro entra em contato. A doença gera febre alta, calafrios, dores de 
cabeça e dores musculares e articulares. Tratamento com antibióticos. 
Escarlatina: provocada pelo anaeróbio facultativo Streptococcus pyogenes ou estreptococo A 
beta hemolítico. Causa faringite, amidalite, dor de garganta, produção de pus, saliências na língua, 
febre, dores musculares, náuseas e vômitos. Posteriormente surgem erupções na pele e manchas 
vermelho-escarlates, o que deu o nome à escarlatina. Tratamento é feito com antibióticos. Alguns 
pacientes não desenvolvem o quadro clínico completo, restringindo-se à faringite ou amidalite. A 
bactéria pode também produzir fasciite necrosante, impetigo, erisipela e otite. 
Tétano: produzido pelo bacilo anaeróbio obrigatório, gram-positivo, formador de endósporos 
Clostridium tetani, que ao penetrar no organismo por lesões na pele, seus esporos germinam e 
podem colonizar o hospedeiro produzindo a toxina tetânica, que causa dor de cabeça, febre e paralisia 
espástica com contrações musculares intensas (tetania), rigidez na nuca e mandíbula e sorriso 
sardônico (contratura da musculatura da face, principalmente boca, dando a aparência de um sorriso 
“demoníaco”, também chamado trismo). Alguns casos evoluem para a morte do paciente, 
principalmente por asfixia. A vacinação é usada na sua prevenção e o uso de soro antitetânico no 
tratamento da doença. 
Tracoma: inflamação da conjuntiva e da córnea que pode levar à cegueira, causada pelo cocobacilo 
gram negativo, aeróbio estrito, Chlamydia trachomatis. Tratamento com antibióticos. 
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Diarreias e disenterias: Podem ser causadas por diversas bactérias, como Shigella, Salmonella, 
Escherichia coli e outros coliformes, Clostridium difficile., Yersinia enterocolitica, entre outros. 
Transmitidas pela ingestão de alimentos ou água contaminados. A prevenção é feita por meio de 
saneamento básico, higiene pessoal e no preparo de alimentos. O tratamento pode envolver o uso de 
antibióticos. 
Gonorreia (blenorragia): causada pelo gonococo (Neisseria gonorrhoeae), um diplococo riniforme, 
aeróbio estrito ou facultativo, gram negativo, transmitido por contato sexual. Causa dor, ardência e 
pus, principalmente ao urinar. O tratamento é a base de antibióticos. 
Febre tifoide: causada pelo bacilo gram negativo, anaeróbio facultativo, Salmonella typhi, que pode 
provocar úlceras intestinais, diarreia, cólica e febre. O tratamento é a base de antibióticos e a 
prevenção pode ser feita com vacinas, porém, a principal medida preventiva é a melhoria das 
condições sanitárias. 
 
Meningite meningocócica: causada pelo meningococo, a Neisseria meningitidis, um diplococo 
Gram negativo, aeróbio, transmitido por fontes de secreções (muco, saliva) como espirro, tosse ou 
mesmo pela fala, e pelo contato com alimentos ou objetos contendo tais secreções. Os sintomas 
principais são febre alta, náuseas, vômitos e rigidez dos músculos da nuca. Se não for tratado 
prontamente com antibióticos, o paciente pode morrer ou desenvolver sequelas permanentes, como 
falta de equilíbrio, dificuldade motora, cegueira, surdez, incapacidade intelectual e de memória, além 
de alterações de comportamento e doenças psiquiátricas. 
Sífilis: provocada pela espiroqueta gram negativa, anaeróbia facultativa, Treponema pallidum. Sua 
transmissão é geralmente por contato sexual (ou horizontal da mãe para o feto, pela placenta). A 
infecção primária produz uma ferida de bordas endurecidas e tipicamente indolor (o "cancro duro"), 
nos órgãos sexuais ou nas suas proximidades, que usualmente regride sem tratamento. 
Posteriormente, se não tratada com antibióticos, a infecção secundária compromete diversos órgãos, 
geralmente produzindo úlceras (erupções cutâneas) nos troncos e membros, otites, problemas renais, 
oftalmológicos e cardiovasculares, além de dores de coluna e na cabeça. A evolução da doença, a 
sífilis terciária, pode ocorrer tipicamente entre um e dez anos após a infecção original, mas existem 
casos descritos em que essa fase levou 50 anos para se manifestar. Nesse estágio costuma ocorrer 
a formação de tumores amolecidos na pele e mucosas, em diversas partes do corpo, deformidade 
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articular e complicações neurológicas, que incluem "paralisia geral progressiva", mudanças na 
personalidade e humor, alterações na contração pupilar durante teste com foco de luz, alterações de 
movimento, que resulta em marcha característica. Além disso, complicações cardiovasculares podem 
ocorrer, incluindo aortite, aneurisma de aorta, aneurisma do seio de valsava, e regurgitação aórtica, 
que podem levar à morte. O tratamento em todas as fases envolve o uso de antibióticos. 
Cólera: doença causada pelo vibrião anaeróbio facultativo, gram negativo, Vibrio cholerae (vibrião 
colérico), transmitido pela ingestão de água ou alimentos contaminados. A maioria dos pacientes 
apresenta apenas diarreia leve, mas as enterotoxinas da bactéria podem provocar em alguns 
pacientes sintomas gastrintestinais intensos como forte diarreia com fezes aquosas e esbranquiçadas 
como “água de arroz”, normalmente sem muco ou sangue, além de cólicas abdominais, náuseas e 
vômitos, e outros sintomas, como dores no corpo. O tratamento envolve reposição hidroeletrolítica e 
antibióticos. 
Peste bubônica (peste negra): causada pela Yersinia pestis, bacilo Gram negativo, aeróbio 
facultativo. A transmissão ocorre por meio da picada da pulga do rato. A bactéria se instala nos 
linfonodos, que inchados se transformam em bubões. A infecção pode produzir hemorragias, 
pneumonia com tosse e expectoração intensa de escarro com sangue. No homem, o aerossol gerado 
pelos sintomas respiratórios pode ser outra importante fonte de infecção pelas vias aéreas. O 
tratamento evolve o uso de antibióticos e a prevenção no controle dos animais reservatórios (rato) e 
do vetor (pulga). 
Botulismo: causado pelo Clostridium botulinum, um bacilo, anaeróbio, gram positivo, formador de 
endósporo, que habita o solo e a água. Quando os endósporos do bacilo caem em ambiente 
adequado, com umidade e nutrientes, temperatura adequada e na ausência de oxigênio, a bactéria 
germina e inicia a produção da toxina botulínica, uma neurotoxina que provoca paralisia flácida 
frequentemente fatal. Pela característica da anaerobiose, as fontes de toxinfecção mais comum são 
os alimentos enlatados, como leguminosas, palmito e oleaginosas, peixes frescos ou defumados 
embalados a vácuo e embutidos, como salames, mortadelas e salsichas. O tratamento dependendo 
da intensidade de sintomas pode envolver o uso de soro anti-botulínico. A prevenção se dá pelo 
cozimento de alimentos por pelo menos 20 minutos para inativar a toxina e destruir as formas 
germinadas da bactéria. 
Tifo: causado pela Rickettsia prowazekii, um bacilo aeróbio, gram negativo, parasita intracelular 
obrigatório. O tifo não deve ser confundido com febre tifoide, causada por uma salmonela. O tifo é 
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transmitido pelas fezes dos piolhos, que contém a bactéria que penetra pela lesão causada pela 
picada. Os humanos são os únicos hospedeiros da bactéria. A doença produz sintomascomo cefaleia, 
febre, fraqueza e erupções cutâneas. O tratamento é a base de antibióticos. 
 Febre maculosa: causada pela Rickettsia rickettsii, um cocobacilo intracelular, aeróbio gram 
negativo. A doença é transmitida pelo carrapato e o reservatório são mamíferos diversos, como a 
capivara, veados, anta, entre outros. Os sintomas mais importantes são febres, cefaleia intensa, 
erupções cutâneas, distúrbios gastrointestinais, diarreia e vômito. O tratamento é a base de 
antibióticos e a prevenção é a utilização de roupas adequadas para evitar o contato com o carrapato, 
evitar áreas onde haja infestação por carrapatos e o uso de acaricidas, além da remoção de folhas e 
mato alto para reduzir a densidade populacional do carrapato. 
 
 
 
 
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Nutrição e crescimento bacteriano 
Nos procariotos contendo parede celular os processos de nutrição ocorrem através da absorção dos 
nutrientes do ambiente externo. Entretanto, devido às diferenças estruturais da parede celular dos 
organismos Gram positivos e Gram negativos, este processo apresenta pequenas diferenças nestes 
dois grupos: 
Gram positivos: Estas bactérias sintetizam exoenzimas, que são liberadas no microambiente onde a 
bactéria se encontra, com intenção de clivar (quebrar) moléculas grandes de nutrientes, que são então, 
internalizados por difusão simples ou por meio de proteínas transportadoras que permitem ocorrer 
transporte ativo ou difusão facilitada. 
Gram negativos: Essas bactérias apresentam porinas associadas à membrana externa, que 
produzem um canal de cerca de 1 nm de diâmetro, as quais permitem a passagem de moléculas 
hidrofílicas pequenas (baixo peso molecular). Depois que essas moléculas atravessam a membrana 
externa, elas também são internalizadas ou por meio de difusão simples ou por meio de proteínas 
transportadoras (transporte ativo ou difusão facilitada), igual as bactérias gram positivas. 
Tanto nas Gram positivas quanto nas gram negativas, ao chegar à face externa da membrana celular, 
que apresenta permeabilidade seletiva e é lipídica, a maioria das moléculas hidrossolúveis é incapaz 
de atravessar a membrana, necessitando de mecanismos de transporte ativo ou de difusão facilitada 
para fazê-lo. 
 
A glicose, por exemplo, com ajuda de proteínas específicas consegue difundir-se pela membrana com 
velocidade 50 mil vezes maior do que pelo processo de simples difusão. 
A água tem a capacidade de passar livremente pela membrana pelo processo de osmose. 
Muitas moléculas lipossolúveis (ácidos graxos, álcoois, benzeno etc.), são capazes de passar 
naturalmente pela membrana e entrar na célula por difusão passiva (difusão simples). 
 
Cultura de microrganismos: 
Cada microrganismo tem necessidades diferentes de determinados nutrientes para o máximo 
crescimento de suas colônias e a partir do conhecimento dos requerimentos nutricionais de cada 
espécie bacteriana, é possível criar meios de cultura adequados que permitem o crescimento 
microbiano in vitro. 
Em microbiologia, o termo crescimento refere-se a um aumento do número de células e não ao aumento 
das dimensões celulares, ou seja, se relaciona com o crescimento populacional. 
A taxa de crescimento bacteriano é a variação no número de células por unidade de tempo. 
O tempo de geração é o intervalo de tempo necessário para que uma determinada célula se duplique. 
Esse valor muda para os diferentes organismos, podendo variar de 20 minutos para bactérias como a 
Escherichia coli e a Salmonella em condições ideais, para alguns dias, como o Bacilo de Koch, 
causador da tuberculose, e depende de fatores genéticos, nutricionais, temperatura, pH, pressão, 
presença ou ausência de substâncias e nutrientes, entre outros tantos fatores. 
Os meios de cultura líquidos consistem em caldos, que são meios aquosos 
adicionados de nutrientes. Os meios sólidos são obtidos com a adição de 1 a 2% 
de Agar, uma gelatina extraída de algas, ao caldo aquecido. A solução resultante 
normalmente é colocada numa Placa de Petri, onde solidifica depois de resfriada. 
Existem ainda os meios semissólidos, obtidos com quantidades baixas de Agar (até 
0,5%), que proporciona ao meio uma consistência de gel. 
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Quando inoculadas em meio sólido, as bactérias formam aglomerados de células que são chamados 
de colônias. Ao isolar os indivíduos de uma colônia com o auxílio de uma alça de platina, (uma varinha 
com um arame curvo na ponta), é possível replicar os indivíduos da colônia e estudar características 
próprias daquela cepa (linhagem) específica. Cada indivíduo da amostra original, que formou uma 
colônia na placa de Petri, é chamado de Unidade Formadora de Colônia (UFC). 
 
Meios de cultura, sólidos ou líquidos, podem ser simples (ou básicos), enriquecidos, seletivos, 
diferenciais ou ao mesmo tempo seletivos e diferenciais. 
• Meios simples ou básicos são aqueles que permitem o crescimento de uma ampla variedade 
de microrganismos, sem satisfazer, contudo, qualquer exigência específica. (Ex. Agar nutriente 
e caldo BHI – Brain Heart Infusion). 
• Meios enriquecidos são aqueles que proporcionam nutrientes adequados ao crescimento de 
microrganismos exigentes e/ou de crescimento lento. (Ex. Caldo com Tioglicolato para o 
crescimento de Clostridium perfringens). 
• Meios seletivos contêm substâncias que inibem o desenvolvimento de determinados grupos de 
microrganismos, permitindo, entretanto, o crescimento de outros. Por exemplo, caldos nutritivos 
com antibióticos podem selecionar cepas bacterianas que contenham genes de resistência 
contra a substância empregada, matando todas as outras cepas, ou ainda, um meio em que 
algum nutriente está ausente, como um determinado aminoácido essencial, por exemplo, que só 
permitiria o crescimento de microrganismos que sintetizassem o mesmo. 
• Meios diferenciais são os que permitem evidenciar características das cepas que estão se 
desenvolvendo, por exemplo, um meio de cultura contendo hemácias permite diferencias as 
colônias que causam hemólise das que não tem essa capacidade. 
 
Na parte esquerda da placa temos Agar eosina azul de metileno, um meio 
seletivo e diferencial, que inibe o crescimento de bactérias gram positivas 
e que deixa bactérias como a Escherichia coli com uma cor verde 
metálica. Na parte direita vemos o Ágar Macconkey, um meio diferencial, 
que contém lactose, um açúcar que algumas bactérias fermentam 
produzindo ácido lático, que torna as colônias rosas. 
Obs. Muitas bactérias presentes no organismo humano, por exemplo, na 
cavidade oral, são extremamente difíceis de se fazer crescer em meios 
de cultura convencionais, seja porque essas espécies necessitam de substâncias especiais para seu 
desenvolvimento, seja porque necessitam de uma atmosfera especial para sobreviver, como 
quantidades muito específicas de oxigênio e gás carbônico. 
 
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Medidas do crescimento microbiano 
O crescimento bacteriano pode ser medido por meio de técnicas como: 
• Contagem direta de células com um microscópio 
• Contagem de viáveis (contagem em placa), por meio da contagem de colônias que se formam a 
partir de uma amostra. 
• Massa de células: determina o número de células a partir da estimativa do peso seco ou úmido 
de uma cultura. 
• Turbidimetria: técnica que utiliza a turbidez do meio de cultura para estimar o número de células. 
• Número Mais Provável (NMP): Técnica que estima de forma estatística o número de células a 
partir de uma série de diluições e incubações dos meios de cultura inoculados. 
 
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Curva de crescimento bacteriano 
Analisando um sistema fechado, é possível 
confeccionar uma curva de crescimento 
bacteriano, ao acompanhar o número de células 
vivas ao longo do tempo. Esta curva,representada abaixo, apresenta 4 segmentos 
distintos, que correspondem a 4 etapas da vida da 
colônia: fase LAG (do inglês: demorar, retardar, 
atrasar, andar lentamente...), fase LOG ou 
exponencial, fase estacionária e fase de declínio 
ou de morte. 
 
• Na fase Lag não se reconhece um aumento significativo da população celular, pois as mesmas 
ainda estão se preparando para replicar, produzindo DNA, proteínas, enzimas e as organelas 
necessárias ao processo. Durante este período não se observa crescimento populacional, mas 
se percebe aumento na quantidade de proteínas, no peso seco e no tamanho das células. É a 
fase de taxa de crescimento zero por adaptação ao meio. 
• Na fase Log ou exponencial as células estão plenamente adaptadas, absorvendo nutrientes, 
sintetizando seus constituintes, crescendo e se reproduzindo de forma geométrica. A taxa de 
crescimento é positiva porque o número de células novas excede o de células mortas. 
• Na fase estacionária os nutrientes estão se tornando escassos e os produtos tóxicos 
provenientes do metabolismo celular se acumulam no meio de cultura. Nesta etapa não há 
crescimento da população, a taxa de crescimento é zero, pois o número de células novas é 
equivalente ao número de células que morrem. 
• Na fase de declínio ou de morte da colônia mais células estão em processo de morte do que 
em processo de replicação porque o microambiente se torna impróprio. Alguns nutrientes são 
escassos, enquanto metabólitos e produtos tóxicos são abundantes no meio de cultura, por isso, 
a taxa de crescimento é negativa. 
 
Obs. Na formação do biofilme oral (placa dental bacteriana), ocorre uma colonização inicial de bactérias 
que se aderem à película adquirida, e uma fase de adaptação, em que há quase nenhuma replicação 
celular, para que apenas 8 a 12 horas depois, ocorra a multiplicação das bactérias ali presentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Efeito dos fatores ambientais no crescimento bacteriano 
O crescimento dos microrganismos é muito influenciado pelas condições físicas e químicas do ambiente 
onde se encontram as UFC. 
 
Temperatura: É um dos principais fatores de influência ao crescimento bacteriano. Em temperaturas 
muito baixas a maioria dos organismos se torna inerte e a taxa de crescimento é zero. Com o aumento 
da temperatura, reações químicas e processos enzimáticos são favorecidos, permitindo que a taxa de 
crescimento seja positiva. Porém, quando a temperatura ultrapassa certos limites, ocorre desnaturação 
de proteínas e ácidos nucléicos, causando a morte celular. Tais limites determinam as temperaturas 
mínima e máxima para a sobrevivência de cada organismo. 
Após um descongelamento, algumas bactérias crescem de forma exponencial, como se estivessem 
despertando de um período de latência e quisessem garantir a sobrevivência da colônia, antes que a 
temperatura eventualmente volte a baixar. 
 
Em geral, os microrganismos suportam uma faixa bem ampla de temperatura, mas existe uma estreita 
faixa onde a taxa de crescimento é máxima, ou seja, onde a temperatura é ótima para o organismo. As 
temperaturas máxima, ótima e mínima constituem as “temperaturas cardeais” dos microrganismos. 
Deste modo, os microrganismos podem ser classificados em 4 grupos, de acordo com a temperatura 
ótima de crescimento: 
psicrófilos (0 a 20°C, ótimo de aproximadamente 15°C, Ex. Flavobacterium), 
mesófilos (12 a 45°C, ótimo de 37°C, Ex. E. coli), 
termófilos (42 a 68°C, ótimo de 62°C, Ex. Thermococcus), e 
hipertermófilos (80 a 113°C, ótimo de 105°C, Ex. Pyrodictium brockii). 
 
Obs. Há microrganismos mesófilos considerados psicrotolerantes, cujo ótimo encontra-se entre 20 e 
40°C, mas que sobrevivem muito bem a temperaturas tão baixas quanto 0°C. 
 
A refrigeração abaixo de 4°C diminui a deterioração de alimentos pela maioria das bactérias, mas em 
casos de armazenamento por longos períodos, essa temperatura não é suficientemente baixa para 
inviabilizar algumas colônias. 
Na realidade, nem mesmo o congelamento em refrigerador caseiro consegue conservar alimentos 
indefinidamente. Se o material suportar congelamento a temperatura de armazenamento ideal fica 
abaixo de 30°C negativos. 
Altas temperaturas são utilizadas para esterilização de materiais, mas muitas bactérias suportam altas 
temperaturas por um curto período. Por isso, o processo deve ser prolongado por vários minutos, 
inversamente proporcional à temperatura utilizada. 
Alimentos mantidos em temperaturas próximas a 40 graus, como em buffets de restaurantes, não só 
não inviabilizam a proliferação da maioria das bactérias, como também favorecem a replicação da 
maioria dos patógenos humanos. 
 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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pH: Nos mesmos moldes da temperatura, há microrganismos que suportam uma extensa faixa de pH, 
mas em geral, existem limites rígidos de tolerância, que se excedidos, inviabilizam o crescimento 
bacteriano e até causam a morte celular por desnaturação de proteínas e ácidos nucléicos. 
Em geral, a faixa de tolerância de pH da maioria das bactérias fica entre 5,4 e 8,5 e o pH ótimo, no qual 
a taxa de crescimento é máxima, fica em torno de 7 (bactérias neutrófilas), mas existem bactérias 
acidófilas que preferem pH de 0,1 a 5,4, como o Helicobacter pylori e bactérias alcalífilicas ou 
alcalinófilas, que preferem pH de 8,5 a 11,5, como o vibrião da cólera que possui taxa de crescimento 
ótima em pH 9. 
Obs. A aciduricidade é a capacidade de alguns microrganismos resistirem a ambientes mais ácidos. 
Por exemplo, o Streptococcus mutans é um importante agente etiológico na formação das cáries 
justamente porque tolera um ambiente mais ácido que muitas das demais bactérias com que 
compartilha a cavidade oral, e isso faz com que ele continue metabolizando açúcar mesmo quando o 
pH já está bem baixo, o que contribui para a produção de mais ácidos desmineralizantes. 
Essa aciduricidade do S. mutans está relacionado com a presença de uma proteína de membrana (F-
ATPase) que é responsável por bombear os íons H+ para fora da célula bacteriana, mantendo o pH 
interno menos ácido que o pH externo. 
 
Tensão de O2: As bactérias podem ser classificadas de acordo 
com o tipo de atmosfera que preferem ou que toleram. 
• Aeróbios estritos (ou aeróbios obrigatórios) são aqueles que 
necessitam de oxigênio para sobreviver, como as 
Pseudomonas. (Necessitam de 18 a 21% de oxigênio) 
• Anaeróbios estritos (ou anaeróbios obrigatórios) são aqueles 
que não suportam oxigênio, como o Clostridium, o Nitrobacter 
e a Nitrosomona. (Suportam no máximo 0,5% de oxigênio) 
• Anaeróbios facultativos (ou aeróbios facultativos) são 
aqueles que utilizam oxigênio em seus processos metabólicos, 
mas também suportam condições em que a taxa de oxigênio é 
zero, como a Escherichia coli e o Staphylococcus spp. 
(Suportam de 0 a 21% de oxigênio) 
• Microaerófilos são bactérias que requerem concentrações 
baixas de O2 para sobreviver, mas quando a tensão de oxigênio 
é muito alta ou inexistente elas não sobrevivem, como a 
Campylobacter. (Necessitam no mínimo de 1%, mas sobrevivem apenas em concentrações menores que 
5% de oxigênio) 
• Anaeróbios aerotolerantes são aquelas que toleram a presença de oxigênio, mas não o utilizam para 
seu metabolismo, como os Lactobacillus acidophillus. (Suportam até 21% de oxigênio) 
Obs. No corpo humano há regiões com maior ou menor presença de oxigênio, o que favorece ou 
desfavorece diferentes espécies bacterianas. Por exemplo, na cavidade oral ocorrem espécies que 
necessitam, que toleram pouco ou muito oxigênio e há também aquelas que não toleram quase nenhum 
oxigênio, mas nos intestinos a ausência de oxigênio favorece os anaeróbios. 
 
Bactérias - Prof. Américo Focesi Pelicioni - 21/2/2022 
 
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Obs2. Algumas espécies bacterianas, como algumas campilobacter e flavobacterium, necessitam ou 
toleramconcentrações elevadas de gás carbônico para se desenvolverem, sendo chamadas 
capnofílicas. 
 
Umidade/atividade da água: Todas as células metabolicamente ativas necessitam de água. A maioria 
das bactérias sobrevive poucas horas sem qualquer umidade, mas algumas espécies podem produzir 
endósporos, que permanecem viáveis por muitos anos nessa condição, até que encontre as condições 
ideais de atividade de água para “reviver”. 
 
Pressão osmótica: Grande parte dos microrganismos não suporta ambientes muito concentrados 
(com baixa atividade de água), porque perdem parte de sua água para o meio, por osmose, e se 
desidratam. Por esse motivo, desde a antiguidade o homem utiliza o efeito osmótico de substâncias 
como açúcar e sal para conservar alimentos, como compotas de frutas, geleias, uvas passas e frutas 
secas, bacalhau salgado e carne seca, e mais recentemente utilizamos técnicas de liofilização e 
desidratação de alimentos e medicamentos para a conservação deles. 
Por outro lado, ambientes com baixa concentração de solutos, como a água destilada, podem promover 
a entrada de grandes quantidades de água, podendo causar a ruptura da célula (lise osmótica).

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