Prévia do material em texto
MANUAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM Gestão Ambiental 4º Ano Disciplina: PROJETO EM GESTÃO E COMUNICAÇÃO AMBIENTAL Código: ISCED41-CAMBCFE007 Total Horas/1o Semestre: 125 Créditos (SNATCA): 5 Número de Temas: 4 INSTITUTO SUP INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - ISCED ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 2 Direitos de autor (copyright) Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED), e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED). A não observância do acima estipulado o infractor é passível a aplicação de processos judiciais em vigor no País. Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) Direcção Académica Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa Beira - Moçambique Telefone: +258 23 323501 Cel: +258 82 3055839 Fax: 23323501 E-mail: isced HYPERLINK "mailto:isced@isced.ac.mz"@ HYPERLINK "mailto:isced@isced.ac.mz"isced.ac.mz Website: www.isced HYPERLINK "http://www.isced.ac.mz/".ac.mz mailto:isced@isced.ac.mz mailto:isced@isced.ac.mz http://www.isced.ac.mz/ ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 3 Agradecimentos O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) agradece a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: Autor André Camanguira Nguiraze, PhD pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte- Brasil Coordenação Design Financiamento e Logística Revisão Científica Ano de Publicação Local de Publicação Edição Direcção Académica do ISCED Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) Instituto Africano de Promoção da Educação a Distancia (IAPED) Dra. Teresa Saugina Arnaldo Rungo 2017 ISCED – BEIRA IAPED – ISCED ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 4 Índice Visão Geral Quem deve estudar este módulo ....................................................................................................... 6 Como está estruturado este módulo .................................................................................................. 7 Ícones de actividade ........................................................................................................................... 8 Habilidades de estudo......................................................................................................................... 8 Precisa de apoio? .............................................................................................................................. 10 Tarefas (avaliação e auto avaliação) ................................................................................................. 10 Avaliação ........................................................................................................................................... 11 TEMA – I: CONSIDERAÇÕES GERAIS ........................................................................... 12 UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, Noções Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. ........................................ 12 Sumário ............................................................................................................................................. 19 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 20 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 21 Unidade Temática 1.2: Comunicação e Marketing em Projectos Ambientais ............................... 22 Sumário ............................................................................................................................................. 27 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 27 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 28 Unidade temática 1.3. Sistema de Gestão Ambiental ................................................................ 30 Sumário ............................................................................................................................................. 33 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 34 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 34 Unidade temática 1.4. Planejamento Urbano x Meio ambiente. ............................................... 36 Sumário ............................................................................................................................................. 41 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 42 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 43 Unidade temática 1.5. Educação Ambiental e a Responsabilidade Prática ............................... 44 Sumário ............................................................................................................................................. 46 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 47 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 48 TEMA – II: AMBIENTE DE PROJECTOS ....................................................................... 50 UNIDADE Temática 2.1. Evoluição da ideia de ambiente do projecto ....................................... 50 Sumário ............................................................................................................................................. 55 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 56 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 57 Unidade temática 2.2. A necessidade do Projecto ..................................................................... 58 Identificando um Projecto x Stakeholder .................................................................................... 59 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 5 Sumário ............................................................................................................................................. 63 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 63 Exercícios de Avaliação .....................................................................................................................64 Unidade temática 2.3. Níveis de Influência de Cada Stakeholder, Desdobramento do Projeto e, Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT e Elaboração de Estrutura de desdobramento ............................................................................................................................ 66 Elaboração de Estrutura de desdobramento .............................................................................. 69 Sumário ............................................................................................................................................. 70 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 70 Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 71 TEMA – III: CONCEPÇAO DE PROJECTO ..................................................................... 74 Unidade temática 3.1. Roteiro do projecto ................................................................................. 74 Sumário ............................................................................................................................................. 99 Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 99 Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 100 Unidade temática 3.2. Planejamento Estratégico em Gestão e Comunicação Ambiental ...... 101 Sumário ........................................................................................................................................... 114 Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................................... 114 Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 115 Unidade temática 3.3. Programação do projecto ..................................................................... 117 Sumário ........................................................................................................................................... 119 Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................................... 119 Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 120 Unidade temática 3.4. Execução e Controlo do Projecto ......................................................... 121 Sumário ........................................................................................................................................... 125 Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................................... 125 Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 126 TEMA – IV: ACOMPANHAMENTO DE PROJETOS COM ORIENTAÇÃO: 128 Unidade temática 4.1- Orientação do projeto .......................................................................... 129 Sumário ........................................................................................................................................... 139 Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 140 Exercícios de Avaliação [15 (questões)] .......................................................................................... 142 EXERCÍCIOS FECHADOS, abrangendo todos os temas do módulo .................................................. 142 Referências Bibliográficas ............................................................................................................... 146 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 6 Visão Geral Benvindo à Disciplina/Módulo de Contabilidade Geral Objectivos do Módulo Ao terminar o estudo deste módulo de Projecto em Gestão e Comunicação Ambiental deverás ser capaz de saber os diferentes estágios de evoluição do conceito da gestão do projecto, conhecer a comunicação e markenting em projectos e no concernente ao sistema de gestão ambiental, compreender o planejamento Urbano, tendo em conta a questão de fundo do meio ambiente, saber a necessidade de um projecto e neste caso identificar os interessados verus stakeholder, saber a elaboração de roteiro de um projecto, saber que para o sucesso do projecto é necessário o planejamento estratégico em gestão e comunicacão na sua execução. Objectivos Específicos • Deverás conhecer o que a gestão de projecto; • Conhecer nações gerais a economia do meio ambiente; • Demonstrar a importância da comunicação e marketing em projecto; • Identificar os sistemas de gestão ambiental; • Compreender o desdobramento do projecto e sua estrutura de Desdobramento do Trabalho-EDT; • Saber implementar ainda o roteiro do projecto e o seu planejamento estratégico em gestão e comunicacão ambiental; • Saber definir o programa, execução e controle de um projecto; • Saber quanto a orientação, apresentação e defesa de um projecto. Quem deve estudar este módulo Este Módulo foi concebido para estudantes do 4º ano do curso de licenciatura em Gestão Ambiental do ISCED. Poderá ocorrer, contudo, que haja leitores que queiram se actualizar e consolidar seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem-vindos, não sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá adquirir o manual. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 7 Como está estruturado este módulo Este módulo de Projecto em Gestão e Comunicação Ambiental, para estudantes do 4º ano do curso de licenciatura em Gestão Ambiental, à semelhança dos restantes do ISCED, está estruturado como se segue: Páginas introdutórias • Um índice completo. • Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de começar o seu estudo, como componente de habilidades de estudos. Conteúdo desta Disciplina / módulo Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente unidades,. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma introdução, objectivos, conteúdos. No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só depois é que aparecem os exercícios de avaliação. Os exercícios de avaliação têm as seguintes caracteristicas: Puros exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e actividades práticas algunas incluido estudo de caso. Outros recursos A equipa dos académicoa e pedagogos do ISCED, pensando em si, num cantinho, recóndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na biblioteca do seu centro de recursos mais material de estudos relacionado com o seu curso como: Livros e/ou módulos, CD, CD- ROOM, DVD. Para elém deste material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode ter acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as possibilidades dos seus estudos. Auto-avaliação e Tarefas de avaliação ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectosem Gestão e Comunicação Ambiental 8 Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no final de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos exercícios de auto-avaliação apresntam duas caracteristicas: primeeiro apresentam exercícios resolvidos com detalhes. Segundo, exercícios que mostram apenas respostas. Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto- avaliação, mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. Parte das terefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo a serem entregues aos tutores/doceentes para efeitos de correcção e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exrcícios de avaliação é uma grande vantagem. Comentários e sugestões Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza diadáctico- Pedagógica, etc, sobre como deveriam ser ou estar apresentadas. Pode ser que graças as suas observações que, em goso de confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo venha a ser melhorado. Ícones de actividade Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens das folhas. Estes icones servem para identificar diferentes partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc. Habilidades de estudo O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a aprender. Aprender aprende-se. Durante a formação e desenvolvimento de competências, para facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar. Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, procedendo como se segue: 1º praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de leitura. 2º fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 3º voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 4º fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 9 5º fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as de estudo de caso se existirem. IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, respectivamente como, onde e quando...estudar, como foi referido no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à noite/de manhã/de tarde/fins de semana/ao longo da semana? Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada hora, etc. É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado durante um determinado período de tempo; deve estudar cada ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando achar que já domina bem o anterior. Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos de cada tema, no módulo. Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso (chama-se descanso à mudança de actividades). Ou seja, que durante o intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das actividades obrigatórias. Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalhjo intelectual obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento da aprendizagem. Porque o estudante acumula um elevado volume de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando interferência entre os conhecimentos, perde sequência lógica, por fim ao perceber que estuda tanto, mas não aprende, cai em insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente incapaz! Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda sistemáticamente), não estudar apenas para responder a questões de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que está a se formar. Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será uma necessidade para o estudo das diversas matérias que compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as partes que está a estudar e pode escrever conclusões, exemplos, vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a margem para colocar comentários seus relacionados com o que está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir à compreensão do texto ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 10 e não depois de uma primeira leitura; Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado não conhece ou não lhe é familiar. Precisa de apoio? Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, páginas trocadas ou invertidas, etc). Nestes casos, contacte os seriços de atendimento e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, sms, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando a preocupação. Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes (Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante – CR, etc. As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED indigetada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza pedagógica e/ou admibistrativa. O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida em que permite lhe situar, em termos do grau de aprendizagem com relação aos outros colegas. Desta maneira ficar’a a saber se precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver habito de debater assuntos relacionados com os conteúdos programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade temática, no módulo. Tarefas (avaliação e auto avaliação) O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e autoavaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de campo conta eé decisiva para ser admitido ao exame final da disciplina/módulo. Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, respeitando os direitos do autor. O plágio é uma viloção do direito intelectual do(s) autor(es). Uma transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um autor, sem o citar é considerado plágio. A honestidade, humildade científica e o respeito pelos direitos autoriais devem caracterizar a realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 11 Avaliação Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância, estando eles fisicamente separados e muito distantes do docente/turor!? Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma avaliação mais fiável e concistente. Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A avaliação do estudante consta detalhada do regulamentada de avaliação. Os trabalhos de campo por si realizaos, durante estudos e aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de frequência para ir aos exames. Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência, determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira. A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira. Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois) trabalhos e 1 (um) (exame). Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados como ferramentas de avaliação formativa. Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as recomendações, a identificação das referências bibliográficas utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de Avaliação. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 12 TEMA – I: CONSIDERAÇÕES GERAIS. UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, Noções Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. UNIDADE Temática 1.2. A Comunicação e Marketing em Projectos Ambientais. UNIDADE Temática 1.3. Sistemas de Gestão Ambiental. UNIDADE Temática 1.4. Planeamento Urbano x Meio Ambiente UNIDADE Temática 1.5. Educação Ambiental e responsabilidade prática UNIDADE Temática 1.6. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema. UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, Noções Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, Noções Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. Introdução Partindo de pressuposto que na metade do séc. XIX, um crescente aumento das estruturas econômicas do mundo ocidental foi profundamente alterado pela revolução industrial, tendo como uma de suas principais conseqüências, o desenvolvimento do capitalismo industrial. A complexidade dos novos negócios em escala mundial acarretou o surgimento dos princípios da gestão de projetos e de comunicação ambiental. Apesar de ser considerada relativamente recente, “a gestão de projetos é utilizada desde a década de 1950, época da guerra fria, com projetos militares liderados pelo governo dos EUA, desenvolvendo ferramentas específicas para seu planejamento e controle” (Valle, et al 2007, p.17). Não obstante, Novas metodologias e técnicas foram aprimorando esta tecnologia de gestão, após os EUA serem surpreendidos pelos Soviéticos, onde o Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu investir no desenvolvimento de novas técnicas e ferramentas destinadas a acelerar a implementação de projetos militares, determinando assim o “Program Evaluation and Review Technique - PERT”. De acordo com Oppelt Junior (2007), com a mesma intenção a americana Dupont, maior fabricante de explosivos na época, logo desenvolveu uma técnica similar a dos EUA, conhecida como “critical path mothod – CPM” – conhecido com o método do caminho crítico. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 13 Depreende-se que foi neste periodo que popularizou-se a “gestão por objetivos”, um processo no qual o corpo diretivo e os funcionários concordavam com os objetivos comuns e passavam a estabelecer prazos, “metrics” e modo de atingi-los. É neste contexto, que o conceito de gestão por objetivos influenciaria significamente a formulação da teoria da gestão de projetos. Logo Gaddis (1959) cita pela primeira vez o termo gerente de projeto, com o mesmo significado utilizado atualmente. Após o uso militar, as técnicas de gerenciamento de projetos foram sendo adotadas por inúmeras empresas. Após o uso militar, as técnicas de gerenciamento de projetos foram sendo adotadas por muitas empresas. Dai que, para Oppelt Junior (2007), o Project Management Institute – mundialmente conhecido por “PMI”, administra e coordena um programa de credencimento para promover o aperfeiçoamento profissional, fundado em 1969, na Pensilvânia, EUA, por cinco profissionais de projetos que tinham consigo o valor de “networking”, do compartilhamento das informações dos processos e da discussão dos problemas comuns em projetos. No entanto, busca persistente da racionalidade e da eficiência econômica, da equidade social e da conservação ambiental, base para o aumento da sustentabilidade do processo de desenvolvimento, é necessário um projecto consistente que possa ter maiores chances de êxito e a dinâmica que possibilitem diferentes formas e metodologias (objetivos, resultados, indicadores, atividades, recursos e prazos). Objectivos Específicos Ao completar esta unidade o estudante, deverá ser capaz de: • Descrever os diferentes estágios da ideia de gestão de projecto; • Identificar os critérios econômicos no gerenciamento dos recursos naturais; • Descrever o valor econômico dos recursos naturais; • Entender o papel das organizações ambientais na comunicação das empresas; • Identificar o modelo da cadeia produtiva ecologicamente responsável; • Registar o modelo de sistema de gestão ambiental; • Compreender os possíveis impactos ambientais e qualificar as mudanças projectando a proposta para o futuro; • Descrever as concepções pedagógicas ambientais. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 14 A Evoluição do Conceito de Gestão de Projecto De acordo com o “Aurélio”, projecto é uma “ideia que se forma de executar ou realizar algo no futuro; plano, intento, desígno”; um “empreendimento a ser realizado dentro de determinado esquema”; “redação ou esboço provisório de um texto” ou, ainda, “esboço ou risco de obra a se realizar”. Para Armani (2008) um projecto é uma acção planejada, estruturada em objetivos, resultado e atividades baseados em uma quantidade limitada de recursos (humanos, materiais e financeiros) e de tempo. Já para Maximiano (2002, p.26), define Gestão de Projetos como “um empreendimento temporário ou uma seqüência de atividades com começo, meio e fim programados, que tem por objetivofornecer um produto singular dentro de restrições orçamentárias”. Ainda existe outra definição da ISO 10.006, projeto é “um processo único, constituído de um grupo de atividades coordenadas e controladas com datas para início e término, empreendido para alcance de um objetivo conforme requisitos específicos, incluindo limitações de tempo, custo e recursos”. Nos ultimos anos, o próprio meio ambiente vem surgindo, de forma crescente, como um negócio na economia mundial: já se fala amplamente em “serviços ambientais”, contribuição de diferentes ecossistemas para o equilibrio e funcionamento da natureza e, portanto, da economia mundial, como a formação de solo, o abastencimento de água, os ciclos de geração de nutrientes, o processamento de dejetos e a polinização, entre outros que interagem no sistema global. Na mesma direcção, para Buarque (2006) começam a surgir também como grande negócio mundial as cotas de “sequestro de carbono” criadas por florestas e reservas ambientais, passíveis de negociação na medida em que o protocolo de Kyoto que trata de mudanças climáticas seja amplamente aceito na comunidade internacional. As negociações mundiais em torno da distribuição equitativa de direito ao meio ambiente e, portanto, à emissão de gases e poluentes podem levar a criação de cotas nacionais equivalentes à população. As cotas de poluiçao passariam a constituir um negocio mundial, algumas nações com pouca geração de poluentes venderiam suas cotas aos grandes produtores; ou os países com ecossistemas que digerem e processam os gases agressores do planeta venderiam este serviço para os agressores, como prémio económico pela conservação da natureza. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 15 Economia do Meio Ambiente e Financiamento de Projecto Conforme tem sido amplamente debatido, a proteção do meio ambiente é basicamente uma questão de eqüidade inter e intra-temporal. Quando os custos da degradação ecológica não são pagos por aqueles que a geram, estes custos são externalidades para o sistema econômico. Ou seja, custos que afetam terceiros sem a devida compensação. Atividades econômicas são, desse modo, planejadas sem levar em conta essas externalidades ambientais e, conseqüentemente, os padrões de consumo das pessoas são forjados sem nenhuma internalização dos custos ambientais. O resultado é um padrão de apropriação do capital natural onde os benefícios são providos para alguns usuários de recursos ambientais sem que estes compensem os custos incorridos por usuários excluídos. Além disso, as gerações futuras serão deixadas com um estoque de capital natural resultante das decisões das gerações atuais, arcando os custos que estas decisões podem implicar. Embora o uso de recursos ambientais não tenha o seu preço reconhecido no mercado, seu valor econômico existe na medida em que seu uso altera o nível da produção e consumo (bem-estar) da sociedade. Diante da presença destas externaridades ambientais nós temos uma situação oportuna para a intervenção governamental. Essa intervenção pode incluir instrumentos destintos tais, como: a determinação de direitos de propriedades, o uso de normas e padrões, os instrumentos econômicos, a compensação monetária por danos e outros. Existe um consenso quanto às dificuldades da gestão ambiental. Os actuais problemas podem ser classificados em três categorias: (i) baixas privisões orçamentárias face aos altos custos de gerenciamento. (ii) politicas econômicas indutoras de perdas ambientais; e, (iii) questões de iquidades que dificultam o cumprimento da lei. Assim, é possível afirmar que nós temos uma clara situação que requer a introdução do critério econômico na gestão ambiental. No entanto, a literatura sobre o critério econômico no gerenciamento dos recursos naturais tem sido usada nos últimos anos, tendo em conta as principais preposições, classificadas em três tópicos: (i) Analise Custo-Beneficio (ACB); (iii) Análise Custo-Utilidade (ACU); (III) Analise Custo-eficiencia. Depreende-se que ACB e ACU são métodos determinantes de prioridades enquanto ACE é mais proveitoso para a definição de ações. Determinando prioridades com o critério econômico a) Análise Custo-Beneficio (ABC) ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 16 ABC é a técnica da economia que permite comparar custos e benefícios associados aos impactos das estreategias alternativas de politicas em termos de seus valores monetários. Para McNeeley et al (1997), os benefícios referidos são aqueles bens e serviços ecológicos, cuja conservação acarretara na recuperação ou manutenção destes para a sociedade, impactando positivamente o bem-estar das pessoas. Por outro lado, o custo representa o bem-estar que se deixou de ter em função do desvio dos recursos da economia para politicas ambientais em detrimento de outras atividades econômicas. A mensuração dos valores monetários associados a benefícios ambientais pode ser contudo, muito difícil e, em se tratando de benefícios da biodiversidade, a mensuração é ainda mais problemática. b) Análise Custo-Utilidade (ACU) = pode-se dizer que a ACU é uma abordagem muito honorosa e, assim estaria acima da capacidade institucional, do compromisso político e da aceitação social nos países em desenvolvimento, baseando neste juízo de valor, a existência de algumas sugestões na análise de custo-viabilidade onde a capacidade institucional, o compromisso político e a aceitação social são critérios adicionais para se avaliar projectos que englobam benefícios ecológicos e econômicos. C) Análise Custos-Eficiência (ACE) = ACE é um instrumento para definição de ações, tendo em vista que a prioridade já foi devidamente definida. Haverá também situações de decisões nas quais os custos institucionais da avaliação do projecto excede aos ganhos de eficiência com o uso ACB ou ACU e, portanto, a ACE terá assim um papel importante na orientação de ações de gestão. Medindo os custos de oportunidade da Protecção Ambiental Os custos de oportunidade são mensurados, levando-se em conta o consumo de bens e serviços que foi abdicado, i. é, custos dos recursos alocados para investimentos e gastos ambientais. Por exemplo, restrições ao uso da terra em unidade de conservação impõem perdas de geração de receita, visto que a atividades econômicas são restritas in situ. A renda liquida abdicada pela restrição destas atividades é uma boa medida do custo de oportunidade associado com a criação desta unidade de conservação. De facto, a renda liquida significa a receita liquida provida pelas atividades sacrificadas e representaria, assim, o custo de oportunidade da conservação. Os custos associados aos investimentos e operação das ações para a proteção ambiental (gastos de proteção), também devem ser somados aos custos de oportunidade, visto que demanda recursos que poderia estar sendo utilizado em outras atividades. O valor econômico dos recursos ambientais. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 17 O valor econômico dos recursos ambientais Lembrar que devemos perceber que o valor econômico dos recursos ambientais é derivado de todos os seus atributos, e estes atributos podem estar ou não associados a um uso, ou seja, o consumo de um recurso ambiental ser ealiza via uso e não-uso. Assim, é comum na literatura desagregar o valor econômico do recurso ambiental (VERA) em Valor de Uso (VU) e Valor de Não-Uso (VNU). Valores de uso podem ser, por sua vez, desagregados em: Valor de uso Direto (VUD) = quando o individuo usa um recurso, por exemplo, na força de extração, ecoturismo ou outra atividade produçãoou consumo direto. Valor de Uso Indireto (VUI) = quando o beneficio actual do recurso deriva das funções de ecossistemas, como por exemplo, a proteção do solo e a estabilidade climática, decorrente de proteção de florestas. Valor de opção = quando um individuo atribui valor em uso direto e indireto que poderão ser optados em futuro próximo e cuja preservão pode ser ameçada. Por exemplo, o benefício, advindo de farmácia desenvolvido com base em propriedades medicinais ainda não descoberta de plantas em florestas tropiciais. Valor de Não-Uso (ou valor passivo) = representa o valor de existência (VE) que está dissociado do uso (embora representa consumo ambiental) e deriva-se de uma posição moral, cultural, ética ou altruísta em relação aos direitos de existência de species não-humanas ou preservação de outras riquezas naturais , mesmo que estas não representem uso actual ou futuro para o individuo, exemplo, uma expressão simples deste valor é a grande atração da opinião pública para salvamento de baleias ou sua preservação em regiões remotas do planeta onde a maioria das pessoas nunca visitaram ou nunca tiveram beneficio de uso. Valor da existência = representa o desejo do individuo de manter certos recursos ambientais para que seus herdeiros, isto é, geração futuros usfruam de usos diretos e indiretos (“bequest value”). É uma questão conceitual considerar até que ponto um valor assim definido está mais associado da opção ou da existência. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 18 Matriz 1 - que sintetiza valor econômico do recurso ambiental Taxonomia Geral do Valor econômico do recurso ambiental Valor Economico do Recurso Ambiental Valor de uso Direto Valor de uso indireto Valor de opção Valor de existencia Bens e serviços ambientais apropriedades diretamente da exploração dos recursos e consumidos hoje Bens e serviços ambientais que são gerados de funções de ecossistemas e apropriados e consumidos indirectamente hoje Bens e serviços ambientais de uso direto e indireto a serem apropriados e consumidos no futuro. Valor não associado ao uso actual ou futuro e que reflete questões morais culturais, éticas ou altruístas. Fonte: Motta, 1997. Note, entretanto, que um tipo de uso pode excluir outro tipo de uso do recurso ambiental. Por exemplo, o uso de uma área para agricultura, exclui seu uso para conservação da floresta que cobria este solo. Assim, o primeiro passo na determinação da VERA, será identificar, estes conflitos de uso. E segundo será a determinação destes valores. Os métodos de valoração aqui analisados são assim classificados: 1 - Métodos da função de produção = métodos da produtividade marginal e de mercados de bens substitutos (reposição, gastos defensivos ou custos evitados e custos de controle). O beneficio (ou custo) da variação da disponibilidade do recurso ambiental é dado pelo produto da quantidade variada do recurso vezes o valor econômico estimado. Exemplo, a perda de nutrientes do solo causada por desmatamento, pode afectar a produtividade agrícola. Ou a redução do nível de sedimento numa bacia, por conta de um projecto de regeneração, pode aumentar a vida útil de uma hidrielectrica e sua produtividade. 2- Metodo de função da demanda = estes métodos assumem que a variação da disponibilidade do recurso ambiental altera a disposição a pagar ou aceitar dos agentes econômicos em relação aquele recurso ou seu bem privado complementar. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 19 Matriz-2: Metodos de valoração Valor de uso Valor passivo ou de não uso Valor direto Valor indireto Valor opção Valor de existência Provisão de recursos básicos: alimentos, medicamentos, nutrientes, turismos e outros Fornecimento de suportes para as atividades econômicas e bens-estar humanos: por exemplo, proteção dos corpos de água, estocagem e reciclagem de lixo. Manutenção da diversidade genética e controle da erosão. Provisão de recursos básicos: por exemplo, água, oxigênio e recursos energéticos. Preservação de valores de uso direto e indireto. Uso não consumptivo: recreação e marketing Floresta como objeto de valor intrínseco como uma doação, como uma responsab ilidade que inclui valores culturais, religiosos e históricos. Recursos genéticos de plantas Provisão de benefícios, associados a informação, como como conhecimento cientifico Fonte: Sbstta (1996). Sumário Nesta unidade temática, aferimos que, a reputacão da empresa é um importante activo intangível que se relaciona fortemente com o seu desempenho financeiro e mercadológico. https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 20 Depreender-se também, que quando os custos da degradação ecológica não são pagos por aqueles que a geram, estes custos são externalidades para o sistema econômico. Outra ferramenta importante é perceber que o valor econômico dos recursos ambientais é derivado de todos os seus atributos, e estes atributos podem estar ou não associados a um uso, ou seja, o consumo de um recurso ambiental. Dai que, um tipo de uso pode excluir outro tipo de uso do recurso ambiental. Por exemplo, o uso de uma área para agricultura, exclui seu uso para conservação da floresta que cobria este solo. Exercícios de Auto-Avaliação 1- A complexidade dos novos negócios em escala mundial acarretou o surgimento dos princípios da gestão de projetos e de comunicação ambiental, teve o seu inicio em: A. 1945 B. 1950 C. 1955 D. 1960. 2- O Program Evaluation and Review Technique – PERT, novas técnicas e ferramentas destinadas a acelerar a implementação de projetos~, foi desenvolvido pela primeira vez pelo: A. China B. Estados Unidos da America C. Russia D. Africa de Sul. 3. O próprio meio ambiente vem surgindo, de forma crescente, como um negócio na economia mundial, que ficou conhecido como: A. serviços de ecossistemas B. Valores ecossistemas C. Serviços ambientais D. economia ambiental. 4- As cotas de poluiçao passariam a constituir um negócio mundial, algumas nações com pouca geração de poluentes venderiam suas cotas aos grandes produtores, que ficou conhecido por: A. Cultivo de carbono B. Externaridades negativas C. Sequestro de carbono. D. Crédito de carbono. https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 21 5- O desejo do individuo de manter certos recursos ambientais para que seus herdeiros, isto é, geração futuros usfruam de usos diretos e indiretos, ficou conceituando por: A. Valor da existência B. Valor de opção C. Valor de não uso D. Valor de uso direto. Correcção: 1 2 3 4 5 B B C D A Exercícios de Avaliação 1. Um crescente aumento das estruturas econômicas do mundo ocidental foi profundamentealterado pela revolução industrial, no século: A. Século XVII B. Século XVIII C. XIX D. Século XX. 2. A epistemologia de gestão de projecto, está intimamente relacionado com o desenvolvimento de ferramente militar durante: A. Guerra fria B. As duas guerras mundiais C. Guerra dos 100 anos D. Guerra dos EUA. 3. Em Moçambique, diante da presença das externaridades ambientais, há uma situação oportuna para a intervenção governamental, que denomina-se: A. Determinação de direito de propriedade B. Direito de uso C. Direito de não-uso D. internalização dos custos ambientais 4- Os custos associados aos investimentos e operação das ações para a proteção ambiental (gastos de proteção), também devem ser designado por: A. Custos de oportunidades B. Custo de proteção C. soma aos custos de oportunidade D. Custos das externaridades https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 22 5- Na comunicação de gestão ambiental, a análise Custo-Utilidade e análise Custo-eficiência permite: A. A mensuração dos valores monetários associados a benefícios ambientais; B. A capacidade institucional; C. Instrumento de definicão de acção; D. Situações de decisões ambientais. Correcção: 1 2 3 4 5 C A A C A Unidade Temática 1.2: Comunicação e Marketing em Projectos Ambientais Introdução Na segunda metade do século XX, o crescimento descontrolado das atividades produtivas, do consumo e da população levou a uma veloz degradação de ambientes naturais, seja para a geração de recursos produtivos, seja pelo acúmulo de poluentes. Multiplicaram-se as pessoas afetadas por sérios problemas ambientais e, como consequência, emergiram robustos movimentos sociais questionando os fazeres e os saberes dos propositores do industrialismo. Argumenta-se que esta situação transformou as condições em que ocorre o embate sobre as questões ambientais e sobre as potenciais soluções para estas questões. Neste conjunto de publicidades, aparecem elementos para construirmos hipóteses sobre as articulações realizadas pelo setor corporativo para responder ao desafio ambientalista. Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Compreender a emergência de um sistema de comunicação ambiental corporativo. Identificar a gestão socioambiental eficiente; Descrever os principais objectivos das empresas aos projectos ambientais. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 23 A emergência de um sistema de comunicação ambiental corporativo Um dos resultados mais importantes da preocupação empresarial com as questões ambientais é a emergência de um complexo sistema de comunicação publicitária voltado à produção de mensagens de cunho ambiental e patrocinado por organizações privadas e estatais. Inicialmente, tais organizações recorreram somente às agências de publicidade e às empresas de relações públicas tradicionais para elaborar seu discurso ambiental. No entanto, ficou evidente que isto não era suficiente e as próprias agências de publicidade e as empresas de relações públicas buscaram ou constituíram outros atores para participar da elaboração desse discurso ambiental. Tudo isso resultou em transformações significativas dos sistemas de comunicação publicitária tradicional. Entre outros fatores, a falta de credibilidade das corporações nas questões ambientais abriu espaço para que outros agentes, supostamente mais confiáveis, fossem chamados a atestar suas ações. Assim, surgiram empresas de certificação ambiental, organizações que patrocinam prêmios por ações ambientais, ONGs que executam projetos socioambientais com recursos das empresas, instituições que publicam índices socioambientais e outros agentes que testemunham sobre as ações, os produtos, os projetos e as tecnologias de produção empregadas pelas corporações. Desta forma, podemos tranquilamente afirmar que a imagem das empresas não é o resultado de uma mera publicidade, mas de uma rede de organizações testemunhas que atestam sua responsabilidade socioambiental. Brockhoff et al (1999) em sua pesquisa, definiu diferentes categorias que descrevem o perfil das empresas com relação à motivação para o investimento em práticas ambientais. Ele identificou que as mais preocupadas com a publicidade de suas políticas ambientais eram aquelas categorizadas como "defenders", ou seja, aquelas cujas razões para investimentos ambientais são o atendimento a requisitos legais. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 24 Organização ambiental na comunicação de empresa As empresas são responsáveis pela grande parte de alterações feitas no meio ambiente, pois elas utilizam os recursos naturais para obtenção de bens, prejudicando grandemente a natureza. Muitas empresas contaminaram o meio ambiente natural desde a Revolução Industrial no século XIX, ocasionando inúmeros estragos ao redor do planeta. Segundo Dias (2006, p.46) ‘’quando se explora o meio ambiente, que é um bem comum, buscando o benefício privado, podem ser causados impactos ambientais que afetam negativamente o bem- estar de outras pessoas que não tem relação com quem os gera’’. Se uma empresa trabalha bem seus recursos, preocupa-se com o meio ambiente em geral, seu nível de competitividade aumenta. Uma organização bem estruturada e bem administrada, que organiza seus processos de produção de forma que respeite as questões ambientais, que gerencie seus recursos tecnológicos, humanos e financeiros de forma ecoeficiente, estará elevando sua reputação e aceitação frente aos diversos. Esquema -1: Papel da organização ambiental na comunicação de empresa Fonte: A.R. Almeida Junior & H.R.M. Gomes, (2012). Neste caso, O marketing ambiental também foi definido por Kotler (2007) em seu livro Princípios de Marketing como: "(...) um movimento das empresas para criarem e colocarem no mercado produtos ambientalmente responsáveis em relação ao meio ambiente". ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 25 Michael Jay Polonsky, autor de várias obras sobre o tema, propõe um conceito para o marketing verde, que ele próprio considera como sendo o conceito mais abrangente: "Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio ambiente." Nessa mesma reflexão, Churchill & Peter (2000, p. 44) assinalam que marketing verde consiste em "atividades de marketing destinadas a minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico ou melhorar sua qualidade”. O marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e controle, desde o processo de desenvolvimento, produção, entrega, até o descarte do produto, buscando atender as necessidades e desejos dos consumidores e sugerindo aos seus demais relacionados a busca pelo lucro com responsabilidade ambiental. A cadeia produtiva ecologicamente responsável utiliza-se de ferramentas de controle como certificações ambientais, tais como a ISO:14000 - norma que controla a gestão ambientaldas empresas criada pela International Organization for Standardization - e os selos de garantia ecológica que afirmam a procedência dos materiais utilizados na fabricação dos produtos e nos seus processos. Junto a essas ferramentas estão outros membros da cadeia que são ao mesmo tempo controladores e controlados, no caso os fornecedores e compradores. O governo tem sua função como criador da legislação e aplicador de sanções aos infratores. Já as ONGs, com o seu poder de influência e mídia, são os fiscalizadores e investigadores do cliente. Elas, junto com a comunidade, têm a função de conscientizar o consumidor final sobre as empresas e seus produtos no mercado. Deprende-se de acordo com Kotler & Armstrong (2007) que uma empresa socialmente engajada toma decisões de marketing de acordo com os desejos e os interesses dos consumidores, os requisitos da empresa e interesses de longo prazo da sociedade. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 26 Gestão socioambiental eficiente No entanto, as empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental eficiente, pois os ganhos em longo prazo são enormes. Há diversas razões que podem incentivar uma empresa a adotar métodos de gestão sócio ambiental, além dos interesses econômicos, como preceitua Reinaldo Dias (2006), dividindo em: Estímulos internos, como a necessidade de redução de custos; incremento na qualidade do produto; melhoria da imagem do produto e da empresa; a necessidade de inovação; aumento da responsabilidade social; sensibilização do pessoal interno. E, estímulos externos, como a demanda do mercado; a concorrência, o poder público e a legislação ambiental; o meio sociocultural; e as certificações ambientais. A titulo de exemplo, a Natura através de suas ações e iniciativas em prol do meio ambiente e da comunidade, consegue fixar uma imagem na mente dos consumidores de ser uma marca de cosméticos que respeita as gerações futuras. Com campanha publicitária que força o lado ecosustentável e responsável, a Natura leva às consumidoras a imagem de que toda a matéria prima utilizada é natural e ecologicamente correcta, fazendo suas vendas crescerem vertiginosamente. Assim, as consumidoras, além de promever e divulgar a marca Natura, tornam-se advogadas e defensoras da marca. Figura-2: Sintetiza demanda e resposta à sociedade. Fonte: Natura (2011). O apoio das empresas aos projectos ambientais já são respostas à sociedade que está mais exigente em relação ao processo de produção e em relação a responsabilidade do sector produtivo para com os recursos naturais. Percebe-se que, são muitas as questões que vêm corroborar para estimular uma empresa utilizar técnicas de gestão ambiental. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 27 A melhoria da imagem do produto e da empresa, diz respeito à reputação da empresa junto aos seus públicos, desde os consumidores até aos fornecedores e colaboradores; o meio sociocultural, que são as pressões exercidas principalmente por consumidores e a sociedade, trazendo à mídia questões ambientais que podem desvalorizar a empresa; e a responsabilidade social (Dias & Marques, 2013). Enfim, a empresa faz parte da sociedade e deve agir de forma responsável, tendo deveres e obrigações. Deve agir ética e moralmente de forma aceitável, portanto deve respeitar o meio ambiente. Sumário Nesta unidade abordamos o envolvimento empresarial na constituição de sistemas de comunicação ambiental capaz de compor às necessidades empresariais. O marketing ambiental também foi definido como um movimento das empresas para criarem e colocarem no mercado produtos ambientalmente responsáveis em relação ao meio ambiente. Ainda, abordou-se os interesses econômicos que visam em Estímulos internos, como a necessidade de redução de custos; incremento na qualidade do produto; melhoria da imagem do produto e da empresa; a necessidade de inovação; aumento da responsabilidade social; sensibilização do pessoal interno. E, estímulos externos, como a demanda do mercado; a concorrência, o poder público e a legislação ambiental; o meio sociocultural; e as certificações ambientais. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Um dos resultados mais importantes da preocupação empresarial com as questões ambientais, é: A. Obtenção de lucros B. cunho ambiental C. mínimizar conflitos D.comunicação publicitária 2. Na segunda metade do século XX, o crescimento descontrolado das atividades produtivas, do consumo e da população levou: A. Escassez de alimentos B. Degradação dos ecossistemas C. Todas opções estão correctas D. Todas estão erradas https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 28 3. Houve transformações significativas nos sistemas de comunicação publicitária tradicional devido a: A. falta de credibilidade das corporações nas questões ambientais; B. abriu espaço para que outros agentes; C. Alinea a) e b) são as opções estão certas; D. Devido ao poder público e a legislação. Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 4- O marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e controle. 5- O apoio das empresas aos projectos ambientais não já são respostas à sociedade que está mais exigente em relação ao processo de produção e em relação a responsabilidade do sector produtivo para com os recursos naturais. Correcção: 1 2 3 4 5 D B A V F Exercícios de Avaliação 1. Multiplicaram-se as pessoas afetadas por sérios problemas ambientais e, como consequência, emergiram robustos movimentos sociais questionando os fazeres e os saberes dos propositores do industrialismo. A. Desafio ambientalista B. Acasionou embate sobre as questões ambientais C. Conjunto de publicidade D. Todas as opções estão correctas. 2. As empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental eficiente, sobretudo nos estimulos externos: A. Certificações ambientais B. Necessidade de inovação C. Aumento da responsabilidade social D. Imagem do produto e da empresa. https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 29 3. Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio ambiente: A. Satisfazer a reputação da empresa; B. Minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico; C. Inserção mercadológica; D. Descarte do produto. 4. ISO:14000 - norma que controla a gestão ambiental das empresas criada pela International Organizationfor Standardization, e tem como objectivo principal: A. Controle de consumo; B. Cadeia produtiva ecologicamente responsável utiliza-se de ferramentas de controlo como certificações ambientais; C. Os selos de garantia ecológica que afirmam a procedência dos materiais utilizados na fabricação dos produtos e nos seus processos D. Todas estão opções correctas. 5. Faça corresponder as seguintes ideias elencadas: A não melhoria da imagem do produto e da empresa, diz respeito à: Ideias elencadas Impactos no markentig 1- Fontes de pressão das empresas A-Responsabilidade sociaambiental; 2-Os passivos ambientais B-Trazendo à mídia questões ambientais que podem desvalorizar a empresa 3-Corporativismos sustentavel C-as pressões exercidas principalmente por consumidores e a sociedade; Correcção: 1 2 3 4 5 D A B C *** *** 1 2 3 C B A ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 30 Unidade temática 1.3. Sistema de Gestão Ambiental Introdução Nesta unidade, iremos abordar acerca da gestão ambiental empresarial e a sua evoluição conceitual que está fortemente relacionada com a realidade de um meio ambiente de negócios em transformação, em que a criação de sistemas e modelos de gestão está influenciada por questões sociais, ambientais, econômicas, éticas e culturais. Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Conhecer a evoluição conceitual da gestão ambiental; Identificar os sistemas e modelos de gestão que influência no carácter social, ambienal, económico, ético e cultural; Compreender a responsabilidade socioambiental das empresas. Modelo de Gestão ambiental para a reputação Fonte: PMBOK, (2000) ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 31 No entanto, as empresas devem demonstrar o seu comportamento com uma maior responsabilidade socioambiental, através da mudança no seu modelo de Gestão ambiental, uma vez que uma empresa bem estruturada para tratar dos seus aspectos ambientais apresenta um menor risco de ter que enfrentar multas, acções legais, por descumprimento da legislação, menor probabilidade de acidentes ambientais, menor passivo ambiental, redução dos riscos para os utilizadores dos produtos, além de reduzir impactos ambientais causados ao meio ambiente (Machado, 2013). No entanto, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve ser entendido como um processo voltado a resolver, mitigar e/ou prevenir os problemas de carácter ambiental, com objetivo de pôr em pratica o desenvolvimento sustentável. E de acordo com ISO: 1400 é a parte do sistema de gestão que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidade prática, procedimentos, processos e recursos para desenvolver e implementar sua politica ambiental. Matriz-4: Modelo de Sistema de Gestão Ambiental empresarial Fonte: Nicollella et al (2004) No decorrer da década de 1990, as organizações responsáveis pela padronização e normalização, notadamente aquelas localizadas nos países industrializados, começaram a atender as demandas da sociedade e as exigências do mercado, no sentido de sistematizar procedimentos pelas empresas que refletissem suas preocupações com a qualidade ambiental e com a conservação dos recursos naturais. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 32 No entato, esses procedimentos materializaram-se por meio da criação e do desenvolvimento de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) destinados a orientar as empresas a adequarem-se a determinadas normas de aceitação e reconhecimento geral. Para Nicolella et all (2004), estes sistemas, posteriormente, vieram a configurar-se como importantes componentes nas estratégias empresariais. Neste caso, a International Organization Standardization é uma instituição formada por órgãos internacionais de normalização criada em 1947, com o foco de desenvolver a normalização e atividades relacionadas para facilitar as trocas de bens e serviços no mercado internacional e a cooperação entre os países nas esferas científicas, tecnológicas e produtivas, Barbieri (2007). A mesma ideia é corroborada por ISO citado por Machado (2003), tem por objetivo, também, garantir que os produtos e serviços sejam seguros, confiáveis e de boa qualidade. Para Machado (2013), as empresas, as normas são ferramentas estratégicas que reduzem os custos, minimizando desperdícios, e, por conseguinte, aumentando a produtividade. A Série ISO:14.000 trata-se de um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão Ambiental, abrangendo seis áreas bem definidas: Sistemas de Gestão Ambiental (ISO: 14001), Auditorias Ambientais (ISO:14010, 14011, 14012 e 14015), Rotulagem Ambiental (Série ISO:14020, 14021, 14021 e 14025), Avaliação de Desempenho Ambiental (Série ISO:14031 e 14032), Avaliação do Ciclo de Vida de Produto (Série ISO:14040, 14041, 14042 e 14043) e Termos e Definições (Série ISO:14050), trata-se dos requisitos para implementação do Sistema de Gestão Ambiental, sendo passível de aplicação em qualquer tipo e tamanho de empresa. Para a obtenção e manutenção do certificado ISO:14001, a organização tem que se submeter à auditoria periódica, realizada por uma empresa certificadora, credenciada e reconhecida. Nesta auditoria são verificados os cumprimentos de requisitos como: cumprimento da legislação ambiental; diagnóstico atualizado dos aspectos e impactos ambientais de suas atividades; procedimentos padrão e planos de ação para eliminar ou diminuir os impactos ambientais e pessoal devidamente treinado e qualificado. Benefícios de se adotar o Sistema de Gestão Ambiental Para ser considerado um empreendimento verde, um negócio deve percorrer um caminho que certamente demanda esforços e investimentos, uma vez que depende de muito comprometimento em todos seus setores para a melhoria efetiva dos processos. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 33 Por outro lado, a proposta do SGA aplicada às empresas traz inúmeros benefícios, como a redução de riscos de acidentes ecológicos e a melhoria significativa na administração dos recursos energéticos, materiais e humanos, o que tem um impacto positivo direto nas contas de água e luz. O fortalecimento da imagem da empresa junto à comunidade, assim como aos fornecedores, stakeholders, clientes e autoridades também entra na lista das vantagens de se seguir um modelo verde de gerenciamento. Cumpre ressaltar que a tendência da procura por produtos e serviços oriundos de empresas ecologicamente conscientes e socialmente responsáveis, que já é comum na Europa, está se fortalecendo de forma impressionante em Moçambique. Outro ponto positivo é a possibilidade de conquistar financiamentos governamentais e bancários, assim como programas de investimento, que aumenta consideravelmente com o bom histórico ambiental das empresas. Um bom exemplo deste quesito é a iniciativa do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Sumário Nesta unidade abordamos a pertinencia da certificação dos sistemas de gestão ambiental que tem-se tornado imprescindível para as empresas devido ao aumento da conscientização ambiental e a busca pela sustentabilidade, inclusive esteve em pauta na agenda do século 21. Fazer parte deste rol é uma escolha acertada de empreendedores de todos os segmentos de atuação, mas é importante enfatizar que o sucesso da implementação da SGA depende – e muito – do comprometimento com as metas estabelecidas e dos próprios colaboradores. Qualquerempresa pode implementar o SGA. Na etapa inicial do processo, é feito um mapeamento de todas as atividades da empresa e suas necessidades. Depois deste primeiro momento, a empresa interessada deve passar por quatro etapas, organizadas do seguinte modo: Definição e comunicação do projeto, bem como a geração de um documento detalhando as bases; Revisão ambiental inicial para planejamento do SGA; Implementação; Auditoria e certificação. https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 34 Exercícios de Auto-Avaliação 1. A concepção do conceito de gestão ambiental teve como gêneses: A. Saneamento urbano B. Saneamento básico C. Planejamento urbano D. Poluição de ar 2. A evoluição do conceito de Gestão Ambiental sistematizou-se na decáda: A. 1990 B. 1960 C. 1980 D. 1970 3. O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve ser entendido como um processo voltado a resolver a questão ligada a: A. Passivos ambientais B. Risco de multas C. Contravenção ambiental D. Desenvolvimento sustentável 4. O ISO:1400 é a parte do sistema de gestão que inclui estrutura organizacional que está introjetado com: A. Atividades de planejamento B.Actividades de monitória C. Actividade de avaliação D. Todas as opções estao correctas 5. Para ser considerado um empreendimento verde, um negócio deve percorrer um caminho que certamente demanda esforços e investimentos, uma vez que depende de muito comprometimento em todos seus setores para o melhoramento efectivo dos processos. Quais os benefícios de se adotar o Sistema de Gestão Ambiental: A. Revisão ambiental B. Desenvolvimento ecológico C. Fortalecimento da imagem da empresa D. Marcas associada Correcção: 1 2 3 4 5 B A D A C Exercícios de Avaliação 1. A primeira experiência de gestão ambiental realizou-se em: A. 1950 B. 1960 C. 1970 D. 1980 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 35 2. No decorrer da década de 1990, as organizações responsáveis pela padronização e normalização, começou a adotar a seguinte medida de responsabilidade social: A. Demandas da comunidade B.Sistematizar procedimentos C. Plano de de acção D. Declaração do Milénio 3. A Série ISO:14.000 trata-se de um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão Ambiental, abrangendo: A. Seis áreas bem definidas B. Duas áreas bem definidas C. Quatro áreas bem definidas D. Oito áreas bem definidas 4. Indique o requisito válido para implementação do Sistema de Gestão Ambiental: A. Termos e Definições das empresas envolvidas B. Avaliação de cada estágio da producao C. Cumprimento da legislação ambiental D. Desempenho da responsabilidade civil 5- Das afirmações que se seguem, assinala “V”, apenas uma Verdadeiras. Para a obtenção e manutenção do certificado ISO:14001, a organização tem que se submeter à auditoria periódica: a) Nesta auditoria são verificados os cumprimentos de requisitos como: o não cumprimento da legislação ambiental; b) Nesta auditoria são verificados os cumprimentos de requisitos como: diagnóstico não atualizado dos aspectos e impactos ambientais de suas atividades; c) Nesta auditoria não são verificados pessoal devidamente treinado e qualificado d) Procedimentos padrão e planos de acção para eliminar ou diminuir os impactos ambientais. Correcção: 1 2 3 4 5 B A A C D ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 36 Unidade temática 1.4. Planejamento Urbano x Meio ambiente. Introdução Nesta unidade iremos discutir o conceito Planejamento Urbano verus Meio ambiente bem como sua gêneses, elementos que marcam os diferentes estágios da evoluição de planejamento dos espaços urbanos. No entanto, vai-se abordar também a emergência de modelos, conceitos e estratégias como: O Plano de Gestão Ambiental (PGA), a proteção dos recursos naturais, as acções antrópicas e suas interferências no ambiente natural, a idéia de ecológia e paisagem urbana, associados ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Somados a esses conceitos e exigências legais, ainda temos a interdisciplinaridade, o projeto participativo, a educação e conscientização ambiental da sociedade, que são pontos essenciais para a qualidade de qualquer projeto de urbanismo nos dias atuais. Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Definir o Planejamento urbano e Meio Ambiente Explicar a História e evolução do pensamento de construção dos espaços urbanos. Descrever o Plano de Gestão Ambiental (PGA), Caracterizar a idéia de ecológia e paisagem urbana, associados ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Compreender a necessidade de interdisciplinaridade nesta materia. Entender o Estudo Internacional da Eficácia da Avaliação Ambiental sistematizada os objetivos da AAE, relacionando- os aos benefícios Planejamento Urbano e Territorial No início dos anos 70, obras começaram a ser publicadas com poderosas influências sobre estudos urbanos e inicia-se então uma renovação crítica da pesquisa urbana, com diferentes autores, os quais são objecto de estudo até hoje. Porém, estes conceitos são constantemente revisados, como é o caso de UN-Habitat, que trata de diretrizes Internacionais sobre Planejamento Urbano. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 37 Figura-3: Parte Urbana Planificada Fonte: Camanguira 2017 Figura-4: Ocupação desordenada na zona urbana Fonte: Camanguira 2017 Depreende-se que “Planejamento Urbano e Territorial pode ser definido como um processo de tomada de decisão com o objetivo de alcançar metas econômicas, sociais, culturais e ambientais, por meio do desenvolvimento de visões, estratégias e planos territoriais e da aplicação de um conjunto de princípios de políticas, ferramentas, mecanismos institucionais e participativos de procedimentos regulatórios” (UN-HABITAT, 2015, s.p.). Este conceito de planejamento urbano – o qual deve, aliás, ser sempre pensado junto com a gestão - é analisado no recorte escalar de um espaço público, onde a vitalidade e atratividade de investimentos não depende de um fator, mas de um arranjo coerente destes. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 38 Esquema-2: Recorte de um espaço público Fonte: UN-HABITAT, (2015). É neste contexto,que se verifica, de acordo com Silva & Werle (2007), nos grandes centros urbanos é uma realidade bastante drástica de exclusão e segregação espacial e social. Diante desse quadro é que nascem as novas e possíveis respostas, muitas vezes pouco eficazes, como meio de buscar um processo de desenvolvimento mais equilibrado com o meio ambiente. Surge, assim, o conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de desenvolvimento do mesmo modo que diversas definições acompanhadas da reformulação de vocabulários de ideias dos urbanistas, o exemplo do que se discutia nos países desenvolvidos. Emergem modelos, conceitos e estratégias como: O Plano de Gestão Ambiental (PGA), a proteção dos recursos naturais, as ações antrópicas e suas interferências no ambiente natural, a idéia de ecológia e paisagem urbana, o licenciamento ambiental, a adoção de critérios para a utilização de fontes renováveis de energia e dos recursos naturais, associados ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), de acordo com Siva & Werle (2007). Para Silva e Werle (2007), o planejamento urbano atual está mais do que nunca, vinculado ao processo de planejamento ambiental e suas ferramentas legais, exigindo do urbanista conhecimento de seu papel, como também das novas formas, métodos e aplicações de conceitos que tendem a acompanhar o dinamismo complexo da vida na sociedade atual. Somados a esses conceitos e exigências legais, ainda temos a interdisciplinaridade, o projeto participativo, a educação e conscientização ambiental da sociedade, que são pontos essenciais para a qualidade de qualquer projeto de urbanismo nos dias atuais. O EIA = deve ser entendido como uma ferramenta não somente legal, mas indissociável do procedimento de planejamento e de projeto, pois a análise ambiental é, antes de tudo, a compreensão das possíveis mudanças de características sócio-econômicas, biológicas e geofísicas de um determinado local, a partir dos resultados de um plano proposto. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 39 Para tanto, o EIA propõe que quatro pontos básicos sejam primeiramente entendidos, para que depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica, são eles: Desenvolver uma compreensão daquilo que está sendo proposto, o que será feito e o tipo de material usado; Compreender o ambiente afetado como um todo, e qual ambiente (bio- geofísico e/ou sócio-econômico) será modificado pela ação; Prever possíveis impactos no ambiente e quantificar as mudanças, projetando a proposta para o futuro; Divulgar os resultados do estudo para que possam ser utilizados no processo de tomada de decisão. Quanto às questões legais, a Política Nacional de Meio Ambiente estabelece que alguns pontos capitais: Observar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, levando em conta a hipótese da não execução do mesmo; Identificar e avaliar os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação das atividades; Definir os limites da área geográfica a ser afetada pelos impactos (área de influência do projeto), considerando principalmente a "bacia hidrográfica" na qual se localiza; e considerar os planos e programas do governo, propostos ou em implantação na área de projeto e se há a possibilidade de serem compatíveis. A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é um instrumento de política ambiental que tem por objetivo auxiliar, antecipadamente, os tomadores de decisões no processo de identificação e avaliação dos impactos e efeitos, maximizando os positivos e minizando os negativos, que uma dada decisão estratégica – a respeito da implementação de uma política, um plano ou um programa – poderia desencadear no meio ambiente e na sustentabilidade do uso dos recursos naturais, qualquer que seja a instância de planejamento. Entre os benefícios que se podem esperar como resultado da aplicação da AAE, destacam-se os seguintes: • Visão abrangente das implicações ambientais da implementação das políticas, planos e programas governamentais, sejam eles pertinentes ao desenvolvimento setorial setoriais ou aplicados a uma região; • Segurança de que as questões ambientais serão devidamente tratadas; facilitação do encadeamento de acções ambientalmente estruturadas; • Processo de formulação de políticas e planejamento integrado e ambientalmente sustentável; • Antecipação dos prováveis impactos das acções e projetos necessários à implementação das políticas e dos planos e programas que estão sendo avaliados; ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 40 • E melhor contexto para a avaliação de impactos ambientais cumulativos potencialmente gerados pelos referidos projetos. A contribuição para um processo de sustentabilidade, a geração de um contexto de decisão mais amplo e integrado com a proteção ambiental e a melhor capacidade de avaliação de impactos cumulativos constituem os benefícios mais notáveis da AAE, em sua capacidade de instrumento de política ambiental. Além do mais, a AAE traz o benefício de facilitar a avaliação individual dos projetos implantados como resultado dos planos e programas que lhes deram origem. Matriz-5: Estudo Internacional da Eficácia da Avaliação Ambiental sistematizada os objetivos da AAE, relacionando-os aos benefícios. Apoiar o processo de promoção do desenvolvimento sustentável Fortalecer e facilitar a avaliação de impacto ambiental de projetos • Decisão que integra aspectos ambientais e de desenvolvimento; • Formulação de políticas e planos • ambientalmente sustentáveis • Consideração de opções e alternativas • ambientais melhores e mais praticáveis • Identificação, o mais cedo possível, dos impactos potenciais das políticas, planos e programas de governo e dos efeitos ambientais cumulativos das ações e projetos necessários à sua implementação • Consideração das questões estratégicas relacionadas à justificativa da necessidade e às propostas de localização dos futuros projetos. • Redução do tempo e dos recursos necessários à avaliação de impacto ambiental de projetos individuais Fonte: (Sadler, 1996 e 1998). A AAE é um instrumento de caráter político e técnico e tem a ver com conceitos e não com atividades específicas em termos de concepções geográficas e tecnológicas. Pode-se concluir, portanto, que a AAE não se confunde com: • a avaliação de impacto ambiental de grandes projetos, como os de rodovias, aeroportos ou barragens, que normalmente afetam uma dada área ou um local específico, envolvendo apenas um tipo de atividade; • as políticas, planos ou programas de desenvolvimento integrado que, embora incorporem algumas questões ambientais em suas formulações, não tenham sido submetidos aos estágios operacionais de avaliação ambiental, em especial, à uma apreciação de alternativas baseada em critérios e objetivos ambientais, com vista à tomada de decisão; • e os relatórios de qualidade ambiental ou as auditorias ambientais, cujos objetivos incluem o controle periódico ou a gestão de impactos ambientais das atividades humanas, mas que não possuem como objetivo ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 41 específico informar previamente a decisão relativa aos prováveis impactos de alternativas de desenvolvimento. Sumário Nesta unidade temática, concluimos que, Planejamento Urbano e Territorial pode ser definido como um processo de tomada de decisão com o objetivo de alcançar metas econômicas, sociais, culturais e ambientais, por meio do desenvolvimento de visões, estratégias e planos territoriais e da aplicação de um conjunto de princípios de políticas, ferramentas, mecanismosinstitucionais e participativos de procedimentos regulatórios. Vimos também, o conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de desenvolvimento, do mesmo modo, que diversas definições acompanhadas da reformulação de vocabulários de ideias dos urbanistas, o exemplo do que se discutia nos países desenvolvidos. Outras ferramentas, não menos importantes, a emergência dos modelos, conceitos e estratégias como: O Plano de Gestão Ambiental (PGA), a proteção dos recursos naturais, as acções antrópicas e suas interferências no ambiente natural, a idéia de ecologia e paisagem urbana, o licenciamento ambiental, a adoção de critérios para a utilização de fontes renováveis de energia e dos recursos naturais, associados ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). E por último a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), que é um instrumento de política ambiental que tem por objetivo auxiliar, antecipadamente, os tomadores de decisões no processo de identificação e avaliação dos impactos e efeitos, maximizando os positivos e minizando os negativos, que uma dada decisão estratégica – a respeito da implementação de uma política, um plano ou um programa – poderia desencadear no meio ambiente e na sustentabilidade do uso dos recursos naturais, qualquer que seja a instância de planejamento. https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 42 Exercícios de Auto-Avaliação 1. No início dos anos 70, obras começaram a ser publicadas com poderosas influências sobre estudos urbanos relacionados: A. objecto de estudo B. Renovação crítica da pesquisa urbana C. Razão metódica D. Todas opções estão correctas 2. O conceito de planejamento urbano deve, aliás, ser sempre pensado junto com a gestão, Esta é uma das caracteristicas de pensar o urbano: A. Vitalidade de investimentos B. Arranjos instituicional C. Atratividades D. Globalizadora 3. O recorte de um espaço público no planejamento urbano esta intrisicamente embriacado em: A. Ocupação desordenada B. Capacitação institucional C. Avaliação do impacto ambiental D. Todas as opções estão erradas 4. O conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de desenvolvimento vê acompanhado da reformulação de vocabulários de ideias dos urbanistas como: A. Plano de Gestão Ambiental (PGA) B. Estudo de Impacto Ambiental (EIA) C. Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). D. Todas as opções estao certas. 5. O planejamento urbano atual está mais do que nunca, vinculado ao processo de planejamento ambiental, a isso designa-se: A. Interdisciplinaridade B. Tomada de decisoes C. Meio Ambiente D. Educação Ambiental Correcção 1 2 3 4 5 B A B D A https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 43 Exercícios de Avaliação 1. Em Moçambique, nos grandes centros urbanos é uma realidade bastante drástica de exclusão e segregação espacial e social, que pressupõe: A. Melhor contexto para a avaliação de impactos ambientais cumulativos potencialmente gerados pelos referidos projetos. B. Proteção dos recursos naturais. C. Surge, assim, o conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de desenvolvimento urbanistas, o exemplo do que se discutia nos países desenvolvidos. D. Conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de desenvolvimento vê acompanhado da reformulação de vocabulários. 2. Proporcionar o projeto participativo, a educação e conscientização ambiental da sociedade, são pontos essenciais para a qualidade de qualquer projeto de urbanismo nos dias atuais, parte de princípio que: A. Modelos de desenvolvimento B. Exigências legais C. Exercício de cidadania D. Participação 3- Avaliação Ambiental Estratégica deve ter enfoque: A. Instrumento de política ambiental B. Instrumento político e técnico C. Princípio de Educacao ambiental D. Instrumento de sistema de gestao ambiental. 4-O EIA propõe quatro pontos básicos, primeiramente para que depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica: A. Formulação de políticas e planos e ambientalmente sustentáveis; B. Decisão que integra aspectos ambientais e de desenvolvimento; C. A primeira fase do trabalho é desencadeado o processo de Educação Ambiental; D. Compreender o ambiente afetado como um todo, e qual ambiente (bio-geofísico e/ou sócio-econômico) será modificado pela ação. 5. Fortalecer e facilitar a avaliação de impacto ambiental de projetos pressupõe: A. Identificação, o mais cedo possível, dos impactos potenciais das https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 44 políticas, planos e programas de governo e dos efeitos ambientais cumulativos das ações e projetos necessários à sua implementação; B. Consideração das questões estratégicas relacionadas à justificativa da necessidade e às propostas de localização dos futuros projetos; C. Redução do tempo e dos recursos necessários à avaliação de impacto ambiental de projetos individuais; D. Todas as opções estao correctas. Correcção 1 2 3 4 5 C A B B D Unidade temática 1.5. Educação Ambiental e a Responsabilidade Prática Introdução Nesta unidade temática abordaremos sobre o primeiro pronunciamento oficial relacionado a necessidade da educaçào ambiental em escala mundial. Para efeito, a Educaçào Ambiental converte-se em uma recomendação universal imprescindível, ao mesmo tempo em que se põem em marcha inúmeros projetos para a sua implementação, como no caso de PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Estudar as diferentes recomendações universais para Educação Ambiental; Compreender os diferentes organismos internacional ligada a temática de Educação Ambiental. E preciso ressaltar que apesar da existência de importantes propostas de educação ambiental como projeto educativo antes da década de 70. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo no ano de 1972, é considerada como o primeiro pronunciamento oficial sobre a necessidade da educação ambiental em escala mundial. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 45 Assim, a Educação Ambiental converte-se em uma recomendação universal imprescindível, ao mesmo tempo em que se põem em marcha inúmeros projetos para a sua implementação. O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) foi crido com a tarefa de veicular informações para a educação, capacitação e orientação preferencialmente às pessoas responsáveis pelo gerenciamento das questões ambientais. Segundo os objetivos de Estocolmo, era necessário se estabelecer um programainternacional de educaçào sobre o meio ambiente, com enfoque interdisciplinar e com carater escolar e extra-escoiar. Deveria, portanto, abranger todos os níveis de ensino, dirigindo-se ao público em geral, visando ensinar-lhe as medidas corretas que. De acordo com as suas possibilidades, ele pudesse tomar para compreender e proteger o meio ambiente. Existem várias definições de educação ambiental. O Congresso de Belgrado, promovido pela UNESCO em 1975, definiu a Educação Ambiental como sendo um processo que visa: “(...) formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e com os problemas que lhe dizem respeito, uma população que tenha os conhecimentos, as competências, o estado de espírito, as motivações e o sentido de participação e engajamento que lhe permita trabalhar individualmente e coletivamente para resolver os problemas atuais e impedir que se repitam (...)” (citado por SEARA FILHO, G. 1987). No Capítulo 36 da Agenda 21, a Educação Ambiental é definida como o processo que busca: “(...) desenvolver uma população que seja consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhes são associados. Uma população que tenha conhecimentos, habilidades, atitudes, motivações e compromissos para trabalhar, individual e coletivamente, na busca de soluções para os problemas existentes e para a prevenção dos novos (...)” (Capítulo 36 da AGENDA 21). Um dos eventos mundiais mais importantes para a Educação Ambiental ocorridos na década de 90, pós ECO- 92, foi a “Conferência Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Consciência Pública para a Sustentabilidade”, organizada pela UNESCO, em dezembro de 1997, na cidade de Thessaloniki, Grécia. Dentre as várias recomendações contidas na Declaração de Thessaloniki, destacam-se: Que os governos e líderes mundiais honrem os compromissos já assumidos durante as Conferências da ONU e dêem à Educação os meios necessários para que cumpra seu papel pela busca de uma futura sustentabilidade; Que as escolas sejam encorajadas e apoiadas para que ajustem seus currículos em direção a um futuro sustentável; Que todas as áreas temáticas, inclusive as ciências humanas e sociais, devem incluir as questões relacionadas ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável. De acordo com a lei que institui a “Política Nacional de Educação Ambiental”, fazem parte dos princípios básicos da educação ambiental: O ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 46 enfoque holístico, democrático e participativo; O pluralismo de idéias e concepções pedagógicas; A concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade Matriz-6: Concepção da ideia de meio ambiente na sua totalidade Fonte: Quintas, J. S. (2008) Depreende-se a dessa clásula, o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, incentivando à participação individual e coletiva, de forma permanente e responsável na preservação do meio ambiente. Sumário Nesta unidade, aferimos que os eventos mundiais mais importantes para a Educação Ambiental ocorridos na década de 90, pós ECO- 92, foi a “Conferência Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Consciência Pública para a Sustentabilidade”, organizada pela UNESCO, em dezembro de 1997, na cidade de Thessaloniki, Grécia. Ainda, vimos dentre as várias recomendações contidas na Declaração de Thessaloniki e os princípios básicos da educação ambiental: O enfoque holístico, democrático e participativo; O pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 47 Exercícios de Auto-Avaliação 1. A propostas de educação ambiental como projeto educativo teve lugar na década: A. 1950 B. 1960 C. 1970 D.1980 . 2. O primeiro evento que debruçou sobre a educação ambiental realizada em Estocolmo no ano de 1972, ficou conhecido por: A. AGENDA 21 B. PNUMA C. UNESCO D. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano 3. O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) foi crido com a tarefa de: A. Capacitação e orientação B. Tomada de decisões C. Patrocinar os eventos D. Todas as opções estão erradas. 4. Segundo os objetivos de Estocolmo, era necessário se estabelecer um programa internacional com enfoque em: A. Multidisciplinar B. Interdisciplinar C. Etnográfico D. Extra-curricular. 5- De acordo com as suas possibilidades, o programa internacional pudesse tomar: A. Compreender e proteger o meio ambiente B. Formar um profissional competente C. Formar habilidade para o mercado D. Aperfeiçoamento profissional. Correcção: 1 2 3 4 5 C D A B A https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 48 Exercícios de Avaliação 1. A complexidade dos novos negócios em escala mundial acarretou o surgimento dos princípios da gestão de projetos e de comunicação ambiental, teve o seu início em: A. 1945 B. 1950 C. 1955 D. 1960 2. A epistemologia de gestão de projecto, está intimamente relacionado com o desenvolvimento de ferramente militar durante: A. Guerra fria B. Duas guerras mundiais C. Guerra dos 100 anos D. Guerra dos EUA. 3-Em Moçambique, diante da presença das externaridades ambientais, há uma situação oportuna para a intervenção governamental, que denomina-se: A. Determinação de direito de propriedade B. Direito de uso C. Direito de não-uso D. Internalização dos custos ambientais. 4-As empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental eficiente, sobretudo nos estimulos externos: A. Certificações ambientais B. Necessidade de inovação C. Aumento da responsabilidade social D. Imagem do produto e da empresa. 5-Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio ambiente: A. Satisfazer a reputação da empresa; B. Minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico; C. Inserção mercadológica; D. Descarte do produto. Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 6- O Marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e controle. https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 49 7- O apoio das empresas aos projectos ambientais não já são respostas à sociedade que está mais exigente em relação ao processo de produção e em relação a responsabilidadedo sector produtivo para com os recursos naturais. 8- Planejamento urbano e ambiental é fomentar ideias inovadoras e acções para solucionar os problemas urbanos: A. Reutilizar e regenerar áreas abandonadas ou socialmente degradadas; B. Não planejamento do solo; C. Necessidade de podar as copas das acácias; D. Desgaste das malhas rodoviárias; 9-O valor económico dos recursos naturais geralmente não é observavel no mercado através de preços que reflitam seus custos de oportunidade: A. Analise custo-beneficio; B. Valor de uso direto; C. Análise custo-utilidade; D. Custos marginais nos projectos socioambientais 10- De acordo com a lei que institui a “Política Nacional de Educação Ambiental”, fazem parte dos princípios básicos da educação ambiental. A. Enfoque em rede B. Políticas públicas C. Enfoque holístico D. Acções pontuais. Correcção: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 B A A D B V F A D C ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 50 TEMA – II: AMBIENTE DE PROJECTOS. UNIDADE Temática 2.1. Evoluição da ideia de ambiente do projecto UNIDADE Temática 2.2. A necessidade de projecto UNIDADE Temática 2.3. Identificando um projecto x stakeholder, niveis de influência de cada stakeholder, Desdobramento do projecto e Estrutura de Desdobramento do Trabalho-EDT e Elaboração de Estrutura de Desdobramento UNIDADE Temática 2.4. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema UNIDADE Temática 2.1. Evoluição da ideia de ambiente do projecto Introdução Praticamente todos os projetos são planejados e implementados em um contexto social, econômico e ambiental e têm impactos intencionais e não intencionais positivos e/ou negativos. Tanto que “O projeto é a ocasião e o pretexto para a conexão, reunindo temporariamente um conjunto de pessoas bem diferentes e apresentando-se como um extremo de rede, fortemente constituída durante um curto período de tempo, mas que permite forjar vínculos mais duradouros, mesmo que permaneçam desativados por algum tempo, estarão Parasempre disponíveis” (BOLTANSKI & CHIAPELLO, 1999, p.155). Para Rogerio Ramos "Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades inter-relacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de um período de tempo dados” (Ramos, 2017, p.1). Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deverá ser capaz de: Identificar os diferentes tipos de contextos de um projecto; Descrever os estágios da evoluição do ambiente de um projecto; Estudar as regras fixas da necessidade de um projecto; Caracterizar as diferentes etapas de análise dos Stakeholders; Identificar os níveis de Influência de Cada stakeholder; Compreender a forma estruturada e hierarquica da EDTque permite uma visualização sistêmica do projecto. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 51 A Evoluição da Ideia de Ambiente do Projecto A equipe do projeto deve considerar o projeto em seus contextos ambientais cultural, social, internacional, político e físico: • Ambiente cultural e social. A equipe precisa entender como o projeto afeta as pessoas e como as pessoas afetam o projeto. Isso pode exigir um entendimento de aspectos das características econômicas, demográficas, educacionais, éticas, étnicas, religiosas e de outras características das pessoas afetadas pelo projeto ou que possam ter interesse no projeto. O gerente de projetos também deve examinar a cultura organizacional e determinar se o gerenciamento de projetos é reconhecido como uma função válida com responsabilidade e autoridade para gerenciar o projeto. • Ambiente internacional e político. Talvez seja necessário que alguns membros da equipe estejam familiarizados com as leis e costumes internacionais, nacionais, regionais e locais aplicáveis, além do clima político que poderia afetar o projeto. Outros fatores internacionais a serem considerados são as diferenças de fuso horário, os feriados nacionais e regionais, a necessidade de viagens para reuniões com a presença física dos membros e a logística de teleconferência. • Ambiente físico. Se o projeto afetar seu ambiente físico, alguns membros da equipe precisarão conhecer bem a ecologia local e a geografia física que podem afetar o projeto ou ser afetadas pelo projeto. Depreende-se que um projeto pode ter início para aproveitar uma oportunidade, para atender a um pedido do cliente, a um avanço tecnológico, a uma exigência legal ou a uma necessidade social ou ambiental. Segundo Cicmil & Hodgson (2006, p. 113) a influência cada vez maior das estruturas de gerenciamento baseado em projetos tem levado a uma “sociedade projetizada”. Na essência esse termo busca encerrar a tendência de as nossas vidas serem reguladas por princípios de projetos, como regras, técnicas, ferramentas e procedimentos, em busca da “jaula de ferro”18 de uma racionalidade de projetos. Cada vez mais as pessoas que trabalham em projetos no mundo têm sido denominadas de “trabalhadores em projetos” ou “gerentes de projetos” em diferentes setores industriais, sendo o impacto desta mudança ainda em estudo por parte dos pesquisadores, particularmente em termos de impacto na identidade da força de trabalho das pessoas. Com as mudanças ocorridas no ambiente de negócios, os projetos passaram a ocupar cada vez mais espaço. Consumidores exigentes, aumento dos níveis de competitividade entre players dos diferentes setores, inovações tecnológicas, redução do ciclo de vida de produtos foram alguns fatores. Surgem então alguns conceitos importantes, que, não raro, têm mais de um entendimento: projeto, gerenciamento de projetos, ante-projeto, projeto ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 52 de viabilidade, sub-projeto, projeto executivo, projeto básico, programa, portfólio de projetos, carteira de projetos. Morris (1979) foi o primeiro a considerar outros aspectos na construção de um modelo teórico para o entendimento do ambiente de um projeto, baseando-se fortemente nos conceitos da teoria sistêmica. Nos últimos anos, novos aspectos ligados ao gerenciamento de projetos surgiram, dentre os quais se destacam os escritórios de projetos, a gestão de portfólio de projetos, os modelos de maturidade em gerenciamento de projetos, bem como a cada vez maior disseminação do documento de referência Guia PMBOK (PMI, 2008) como ferramenta básica com as chamadas melhores práticas do setor. Antes limitado às grandes obras de engenharia, agora o gerenciamento de projetos passa a fazer parte do dia–a-dia das organizações dos mais diferentes setores. Projetos estão ligados à mudança, e as empresas, para sobreviverem no ambiente competitivo hoje presente, necessitam mudar sempre. Portanto os projetos, antes esporádicos, passaram a ocupar lugar de destaque, como mostram Evaristo e Fenema (1999). Dietrich (2006) ressalta que os pesquisadores em gerenciamento de projetos têm constatado, recentemente, que projetos e gerenciamento de projetos não apenas representam ferramentas operacionais para a organização do trabalho, mas também possibilitam importantes capacitações organizacionais estratégicas. Logo no início do Guia PMBOK, define-se “boa prática” como “um consenso geral de que a aplicação correta dessas habilidades, ferramentas e técnicas pode aumentar as chances de sucesso em uma ampla gama de projetos” (op. cit., p. 4). O conjunto de conhecimentos incluso no Guia PMBOK é o resultado de um trabalho de “consenso voluntário”, iniciado em 1983, por Um grupo de trabalho do PMI denominado ESA – Ethics, Standards and Accreditation. Ou seja, as boas práticas do Guia PMBOK nãose baseiam em pesquisas empíricas, mas em consenso de grupos de voluntários, que, nas diferentes versões e edições do documento, geraram, debateram e incluíram conjuntos de ferramentas e técnicas de gerenciamento de projetos. Figura-5: As nove áreas de aplicação (baseado em PMI, 2008) Fonte: (PMI, 2008) ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 53 O Guia PMBOK (PMI, 2008) divide o gerenciamento de projetos em nove “partes”, ou áreas de aplicação: gerenciamento da integração do projeto, gerenciamento do escopo do projeto, gerenciamento do tempo do projeto, gerenciamento do custo do projeto, gerenciamento da qualidade do projeto, gerenciamento da comunicação do projeto, gerenciamento dos recursos humanos do projeto, gerenciamento dos riscos do projeto e gerenciamento das aquisições do projeto, conforme a (figura-5). Para cada uma das áreas, são definidos conjuntos de processos, os quais por sua vez são compostos por três conjuntos de elementos: as entradas, as ferramentas e técnicas e as saídas. O quadro 2 apresenta todos os processos de gerenciamento de projetos, de acordo com a 4ª. edição do Guia PMBOK (PMI, 2008). No quadro abaixo descrito estão as nove “áreas de aplicação” e os 42 processos previstos no Guia PMBOK. O Quadro-1, apresenta a estrutura do APM BOK, documento gerado em conjunto pela APM – Association of Project Management e IPMA- International Project Management Association. O terceiro documento de referência foi o resultado do trabalho conjunto de duas associações japonesas, a ENAA – Engineering Advanced Association of Japan e JPMF- Japan Project Management Forum. Segundo Morris (op. cit., p. 713) ainda que tenham muitos pontos em comum, os dois últimos têm uma abrangência conceitual e de escopo bem maiores que as do Guia PMBOK. Quadro-1: Os conjuntos de processos do Guia PMBOK (PMI, 2008) GERENCIAMENTO DE INTEGRAÇÃO DE PROJECTO • Desenvolver o Termo de abertura do projeto • Desenvolver o plano de gerenciamento; • Orientar e gerenciar a execução do projeto; • Monitorar e controlar o trabalho do projeto; • Realizar o controle integrado de mudanças GERENCIAMENTO DO ESCOPO DO PROJETO • Coletar os requisitos • Definir o escopo • Criar a EAP • Verificar o escopo • Controlar o escopo GERENCIAMENTO DO TEMPO DO PROJETO • Definir as atividades • Sequenciar as atividades • Estimar os recursos das atividades • Estimar as durações das atividades • Desenvolver o cronograma • Controlar o cronograma ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 54 • Encerrar o projeto ou fase. GERENCIAMENTO DO CUSTO DO PROJETO • Estimar os custos • Determinar o orçamento • Controlar os custos GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DO PROJETO • Planejar a qualidade • Realizar a garantia da qualidade • Realizar o controle da qualidade GERENCIAMENTO DOS RE- CURSOS HUMANOS DO PROJETO • Desenvolver o plano de RH • Mobilizar a equipe do projeto • Desenvolver a equipe do projeto • Gerenciar a equipe do projeto GERENCIAMENTO DA COMUNICAÇÃO DO PROJETO • Identificar as partes interessadas • Planejar as comunicações • Distribuir as informações • Gerenciar as expectativas das partes interessadas • Reportar o desempenho GERENCIAMENTO DOS RISCOS DO PROJETO • Planejar o gerenciamento de riscos • Identificar os riscos • Realizar a análise qualitativa dos riscos • Realizar a análise quantitativa dos riscos • Planejar as respostas aos riscos • Monitorar e controlar os riscos GERENCIAMENTO DAS AQUISIÇÕES DO PROJETO • Planejar as aquisições • Conduzir as aquisições • Administrar as aquisições • Encerrar as aquisições Fonte: (PMI, 2008) Quadro-2: A estrutura do APM BOK (Morris et al, 2006) O contexto de Gerenciamento de projectos Gerenciamento de projetos Contexto do projeto Contexto do projecto Gerenciamento de programas Patrocinador do projeto Patrocinador do projecto Gerenciamento de portfólio Escritório de projetos Escritorio de projecto ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 55 Planejando a estratégia Critérios de sucesso do projeto Plano de gerenciamento Plano de Gerenciamento Gerenciamento de benefícios Gerenciamento de risco Gerenciamento de risco Gerenciamento de stakeholders Gerenciamento da qualidade Gerenciamento de qualidade Gerenciamento do valor do projeto Saúde, segurança e meio ambiente Executando a estratégia Técnicas Negócio Organização e Governança Pessoa e Profissão Gestão de escopo; Agendamento; Gestão de recursos; Orçamento e custo; Controle de mudança; Valor agregado; Gestão de informação; Gestão de quesitos; Gestão de requisitos; Estimativas; Gestão tecnológica; Engenharia de valor; Testes e modelagem; Gestão de configuração; Business case; Marketing e vendas; Gestão financeira; Aquisições; Aspectos legais. Ciclo de vida; Concepção; Definições; Implementações; Encerramentos; Revisões do projeto Estrutura; Papéis; Métodos; Governança. Comunicação; Trabalho em equipe; Liderança; Gestão de conflito Negociação; Gestão de RH; Comportamento; Aprendizagem; Ética; Profissionalismo; Fonte: (Morris et al, 2006) A complexidade do projeto refere-se ao seu escopo, notadamente a quantidade e variedade de elementos e suas interconexões. O ritmo está relacionado à urgência e a criticidade de obtenção dos resultados dos projetos. Sumário Nesta unidade, falaremos, a evoluição da ideia de Ambiente do Projecto, e ainda a partir do Guia PMBOK iremos entender a divisão, no concernente ao gerenciamento de projetos em nove “partes”, ou áreas de aplicação: gerenciamento da integração do projeto, gerenciamento do escopo do projeto, gerenciamento do tempo do projeto, gerenciamento do custo do projeto, gerenciamento da https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 56 qualidade do projeto, gerenciamento da comunicação do projeto, gerenciamento dos recursos humanos do projeto, gerenciamento dos riscos do projeto e gerenciamento das aquisições do projeto. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Para Ramos (2017, p.1), "Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades", que consiste: A. Participativo e democrático B. Gerencial C. Autoritário D. Inter-relacionadas e coordenadas 2. Para o sucesso de um projecto, o Ambiente cultural e social é imprescindivel. Dai que a equipe precisa entender os seguintes preceitos: A. Ambiente físico B. Examinar a cultura organizacional C. Geografia física D. Costume internacional 3. De acordo com Guia PMBOK, os conjuntos de processos de gerenciamento de escopo de projecto compreende três componentes: A. Toda as opções estão correcta B. Definir o escopo C. Controlar o escopo D. Verificar o escopo 4. O contexto de gerenciamento de projectos,deve seguir as seguintes orientações: A. Revisões do projeto B. Gerenciamento de risco C. Contexto do projecto D. Gerenciamento de qualidade 5. Para cada uma das áreas do projecto, são definidos conjuntos de processos, os quais por sua vez são compostos por três conjuntos de elementos: A. Gestão tecnológica, engenharia e ferramenta. B. Entradas, as ferramentas e técnicas e as saídas C. Marketing, vendas e gestão. D. Todas opções estão correctas. https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 57 Correcção: 1 2 3 4 5 D B A C B Exercícios de Avaliação Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 1- A complexidade do projeto refere-se ao seu escopo, notadamente a quantidade e variedade de elementos e sem as suas interconexões. 2-A equipe do projeto deve considerar o projeto em seus contextos ambientais cultural, social, internacional, político e físico. 3- Com as mudanças ocorridas no ambiente de negócios, os projetos passaram a ocupar cada vez mais espaço, seguindo os seguintes factores: A. Consumidores exigentes B. Aumento dos níveis de competitividade entre players C. Inovações tecnológicas D. Todas as opções estão correctas. 4- Faca a correspondencias dos seguintes conjuntos de processo com os respectivos elementos: Conjunto de processos de projecto Elementos 1- Gerenciamento do custo do projeto A- Planejar a qualidade 2- Gerenciamento da qualidade do projeto B-Mobilizar a equipe do projeto 3- Gerenciamento dos re-cursos humanos do projeto C- Estimar os custos https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 58 Correcção: 1 2 3 4 F V D *** *** Unidade temática 2.2. A necessidade do Projecto Introdução Nas últimas décadas, a necessidade de um projeto surge a partir da identificação de um problema ou de uma necessidade visível. Desse modo e, tendo o planejamento como requisito primário, elaborar um projeto é antes de qualquer coisa prover recursos no sentido de fornecer soluções, transformando idéias em algo concreto. Em importantes empreendimentos, a boa elaboração de um projeto é tida como algo mandatório, pois esse é o ponto de partida do desdobramento de todas as acções. Ainda, é fato que quanto mais volumoso for o número de acções e pessoas envolvidas, maior é a importância de um projeto e, quanto melhor a elaboração deste, maior a garantia de que os resultados serão atingidos. Cada projeto detém características singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre o assunto não devem ser consideradas ‘livros de receitas’, pois não existem regras fixas quando da necessidade de um projeto Consalter (2007). Objectivos Específicos Ao terminar esta unidade temática, o estudante deve: Identificar a importância da necessidade de projecto. Descrever as características singulares do projecto. Identificar as vantagens da Educação Ambiental empresarial. Características singulares do projecto Entretanto, independente de suas características ou de seu grau de complexidade, todos os projetos devem conter: 1 2 3 C A B ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 59 • Escopo (O que fazer). São propósitos específicos, alvos a serem alcançados ao longo de determinado período a fim de que a razão de ser do projeto seja alcançada; • Cronograma (Quando fazer). Relaciona as atividades a serem executadas e o tempo previsto para sua realização. O cronograma é responsável pela identificação do tempo necessário para a execução total do projeto e também de várias micro-ações que compõe o escopo. • Método (Como fazer). São os meios escolhidos que sugerem como a empresa ou pessoa espera materializar seus objetivos e, por conseguinte sua missão. • Responsável (Quem fará). Indica a pessoa, ou as pessoas responsáveis pelas micro e macro-execuções. As acções devem sempre estar ligadas a alguém, ou seja, não há (não deve haver) acções sem responsáveis. Porém, por mais que seja habitual que uma só pessoa seja responsável por várias acções, o sobrecarregamento nunca evidenciou resultados positivos. Desse modo, é muito importante o bom planejamento do número de pessoal envolvido na empreitada. • Recursos (Com quanto e com quem será feito). Identifica os recursos humanos e financeiros necessários para o empreendimento. Não obstante, o arranjo do projeto auxília a sistematização das atividades em fases a serem cumpridas, logo, tem-se um plano de acção com o propósito de que os resultados esperados sejam alcançados. O momento da elaboração de um projeto deve ser entendido como a ocasião onde ocorre a elucidação do objetivo, pois daí será arquitetada em detalhes a forma da empresa ou do profissional alcançar seu objetivo. Identificando um Projecto x Stakeholder O conjunto dos interessados (stakeholders) de um projeto engloba todas as pessoas que de alguma forma podem influir no sucesso do projeto. Assim considera-se interessado desde o patrocinador, os fornecedores, os membros da equipe de projeto, os membros da diretoria da empresa e o público externo (usuários e vizinhos) que seja afetado pelo projeto. Cada projeto tem seu grupo de stakeholders próprio. A questão crítica é identificar todos os que pode influir. Para evitar esquecer interessados importantes reveja os resultados frequentemente. Uma falha na identificação de uma parte interessada importante pode pôr em causa todo o seu projeto. De acordo com PMBOK (2011), a importância e influência de cada interessado ou grupo de interessados pode variar ao longo do ciclo de vida do projecto: • Criar lista inicial de interessados – É o ponto de partida. Não identifique os interessados na solidão do seu escritório. Pergunte aos elementos mais importantes da organização ou da comunidade quem é que eles pensam que ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 60 pode ter interesses ou questões relacionadas com o projeto. Identifique grupos organizados e caraterísticas individuais daqueles que mais provavelmente poderão ter interesses relacionados, ou vir a sofre o impacto das atividades ou dos resultados do projeto. Se não souber por onde começar, comece pelo promotor do seu projeto. Provavelmente ele será a pessoa mais indicada para, em conjunto consigo, construir a lista inicial de interessados. • Identificar os Interesses individuais – Agora que já tem uma primeira base de trabalho comece a detalhar o tipo de interesse que cada parte interessada tem em relação ao projecto. Avalie os interesses objetivos, relacionados com as funções que desempenham e as inter-relações existentes com as atividades ou resultados do projeto. Não esqueçamos os interesses mais subjetivos relacionados, por exemplo, com a existência de relacionamentos pessoais. Comece a categorizar os diferentes interessados ou grupos de interessados nas diferentes categorias anteriormente apresentadas. As duas fases do processo acima referidas permitirão começar a preencher uma matrizde interessados, semelhante a que abaixo se apresenta. Figura 6: Fases do processo de projecto Fonte: PMALL, 2010. • Avaliar o grau de importância e influência – Quanto maior for a importância e/ou a influencia de um determinado interessado ou grupo no sucesso do seu projeto, maior detalhe deverá colocar nas fases subsequentes do processo de identificação de interessados aqui descrito. Tenha em atenção a diferença existente entre importância, que geralmente se mede pelo grau de colaboração ou participação que deve ser obtido de um ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 61 determinado interessado para que o projeto, ou fase do projeto sejam bem- sucedidos, e a influência que assenta na análise da capacidade de determinado interessado ou grupo para influenciarem as opiniões de outros a favor ou contra o projeto. Como suporte a esta terceira fase a matriz de influência e importância permitirá, uma vez concluída, prioritizar os interessados e centrar os esforços das fases subsequentes nos mais importantes. Figura 7: Fases do processo de projecto Fonte: PMALL, 2010. • Avaliar implicações da cooperação entre interessados – Um aspeto que não deve ser descorado é a capacidade, disponibilidade e vontade para grupos ou interessados individuais juntarem os seus interesses, agindo de forma coordenada a favor ou contra o projeto. A análise dessa possibilidade de interdependência, relacionada com a capacidade de influenciar terceiros é um fator determinante de qualquer boa análise de interessados. • Avalie os Riscos que o Projeto Representa – Faça essa avaliação do ponto de vista do interessado, avaliando a perceção que ele tem em relação ao projeto e, muito importante, em relação a sí como gestor do projeto e ao respetivo promotor. Conhecer os riscos do ponto de vista do interessado é fundamental para estabelecer a estratégia de comunicação adequada à sua mitigação. Compare a perceção do interessado com aquilo que na sua ótica é a realidade, identifique as diferenças, perceba as suas causas e defina a melhor tática para eliminar os obstáculos. • Determinar o tipo de participação de cada interessado – Na posse de toda a informação anterior, está agora em condições de avaliar o tipo de ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 62 participação que cada interessado está disposto a prestar ao seu projeto, comparando-a com as suas necessidades. A identificação dessas diferenças permite desenvolver o plano de mitigação adequado à sua eliminação e identificar o tipo de comunicação mais apropriado, aumentando dessa forma a probabilidade de êxito do projeto. Não obstante, de acordo com o trabalho de Fernando Berbi, intitulado “análise dos Stakeholders” assevera que deve ser um processo sistemático de coleta e análise de informação sobre os interesses, objetivos e preferências dos interessados para se mapear os riscos e as necessidades de comunicação do projeto. Etapas de um processo de projecto, conforme Barbi (2017): 1º Passo: é determinar quem pode afetar o projeto. Para isso, a lista deve ser exaustiva. 2º Passo: é identificar os pontos de contato de cada interessado com o projeto. Pessoas que estão realizando o trabalho diariamente têm maior influência do que fornecedores. 3º Passo: é identificar como cada interessado pode ajudar e atrapalhar o andamento do projeto, são as influências positivas e negativas; 4º Passo: é quantificar os graus de poder/influência e interesse de cada interessado. Isso pode ser subjetivo obtido a partir do levantamento do comportamento passado ou mais objetivo usando um modelo probabilístico. Neste contexto, para sistematizar a sua análise, faça uma planilha com os nomes/cargos dos interessados. Mas para agregar valor, você precisa partir de dados concretos, portanto comece fazendo um levantamento completo. O importante mesmo é investir no levantamento de informações sobre cada participante e refletir sobre seus interesses e objetivos com o projeto. A título de exemplo, no caso de construção de uma represa, pelas dimensões do empreendimento haverá impacto para os moradores da região e ao longo do rio. Estas pessoas são afetadas pelo resultado do projeto e podem influir de várias formas no andamento dos trabalhos, desde colaborando com as equipes de construção até obstruindo a obra com denúncias junto aos orgãos de controle ambiental - Ministério de Coordenção do Meio Ambienta. Uma atitude pró-ativa por parte do Gestor do Projeto é estabelecer um canal de diálogo com estes grupos, para evitar supresas que tenham impacto negativo no andamento dos trabalhos. Na tabela de análise, você pode indicar como você vai tratar cada interessado, que pode ser: monitorar (acompanhar a distância), manter informado (este caso já merece que se formalize a comunicação no Plano de Comunicação), manter satisfeito (além de informado, este nível exige ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 63 um acompanhamento das expectativas) e gerenciar (nível máximo de acompanhamento, com contato frequente e muita transparência). Como o patrocinador tem poder total sobre todas as etapas do projeto, ele é um stakeholder crítico que deve ser gerenciado, ou seja, este deve receber um acompanhamento permanente das realizações. Sumário Nesta unidade, concluímos que a necessidade de um projeto surge a partir da identificação de um problema ou de uma necessidade visível. Desse modo e, tendo o planejamento como requisito primário, elaborar um projeto é antes de qualquer coisa prover recursos no sentido de fornecer soluções, transformando idéias em algo concreto. Não obstante, o arranjo do projeto auxilia a sistematização das atividades em fases a serem cumpridas, logo, tem-se um plano de ação com o propósito de que os resultados esperados sejam alcançados. O momento da elaboração de um projeto deve ser entendido como a ocasião onde ocorre a elucidação do objetivo, pois daí será arquitetada em detalhes a forma da empresa ou do profissional alcançar seu objetivo. Ainda, avalie os interesses objetivos, relacionados com as funções que desempenham e as inter-relações existentes com as atividades ou resultados do projeto. Não esqueçamos os interesses mais subjetivos relacionados, por exemplo, com a existência de relacionamentos pessoais. Comece a categorizar os diferentes interessados ou grupos de interessados nas diferentes categorias anteriormente apresentadas. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Independente de suas características ou de seu grau de complexidade, todos os projetos devem conter os seguintes elementos em ordem cronológico: A. Escopo, cronograma, Meta, responsavel e recurso. B. Escopo, discussão, Meta, responsavel e recurso C. Escopo, cronograma, Metodo, responsavel e recurso D. Justificativa, cronograma, Metodo, responsavel e recurso https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 64 2. O momento da elaboração de um projeto deve consistir em: A. Elucidação do Metas B. Elucidação do objetivo C. Elucidação dos custos D. Todas as opcões são correctas.3. O conjunto dos interessados - stakeholders de um projeto engloba todas as pessoas. a questão crítica é, quem: A. Pode influir B. Pode dirigir C. Pode vender D. Pode participar 4. Para evitar esquecer interessados importantes, o coordenador deve: A. Investir na gestão ambiental B. Rever as oportunidades dos projectos C. Rever os custos D. Rever os resultados frequentemente 5. De acordo com PMBOK (2011), a importância e influência de cada interessado ou grupo de interessados pode variar ao longo do ciclo de vida do projecto: A. Identificar os Interesses individuais B. Examinar a cultura organizacional C. Identificar o ambiente interpessoal D. Controlar o cronograma. Correcção: 1 2 3 4 5 C B A D A Exercícios de Avaliação 1. Para Consalter (2007), cada projeto detém características singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre o assunto não devem ser consideradas: A. Livros de receitas B. Dogma C. Livre escolha D. Taxativo https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 65 2. Não obstante, o arranjo do projeto auxiliá a: A. Avaliação das actividades B. Divisao das actividades C. Sistematização das atividades D. Todas as opções estão correctas. 3. Tenha em atenção a diferença existente entre importância de um projecto, que geralmente se mede pelo grau: A. Consumidores ou stakholder B. Colaboração ou participação C. Fornecedores D. Todas as opções estão correctas 4. Etapas de um processo de projecto, conforme Barbi (2017): A. Determinar quem pode afetar o projeto B. Identificar os pontos de contato de cada interessado com o projeto C. Identificar como cada interessado pode ajudar D. Todas as opções estão correctas. 5. Na tabela de análise, você pode indicar como você vai tratar cada interessado, que pode ser: A. Manter satisfeito B. Manter capacitado C. Necessidade ambiente D. Identificar os custos Correção 1 2 3 4 5 A C B D A ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 66 Unidade temática 2.3. Níveis de Influência de Cada Stakeholder, Desdobramento do Projeto e, Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT e Elaboração de Estrutura de desdobramento Introdução Nesta unidade iremos abordar na avaliação do nível de influência de cada stakeholder sobre o projeto. E ainda, nesta unidade se tem o interesse de mostrar os processos de fluxo das actividades de desenvolvimento de projecto, visando a redução do tempo no processo, está intenção esta baseada nos principios de conversão, fluxo e geracao de valor. Objectivos Específicos Ao terminar esta unidade temática, o estudante deve: Identificar o nível de influência de cada stakeholder sobre o projeto. Definir a aplicação da ferramenta de gerenciamente de Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT. Descrever os processos de fluxo das actividades de desenvolvimento de projecto. Níveis de Influência de Cada Stakeholder no projecto No desenvolvimento do processo de projecto há necessidade de se gerenciar uma equipe multidisciplinar que actuará em actividades que visam a busca por informações que será transformadas em especificações que tem por objectivo a satisfação das necessidades. As actividades podem ser planejadas e controladas efectivamente com o detalhadamente das etapas do processo de projecto com a aplicação da ferramenta de gerenciamente de Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT. Temos que partir de pressuposto na avaliação do nível de influência de cada stakeholder sobre o projeto — e por influência entenda a capacidade desse stakeholder de alavancar o projeto ou de paralisá-lo. Você pode inclusive montar um diagrama para entender esse nível de influência: ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 67 Figura-6: Níveis de Influência de Cada Stakeholder Fonte: PMBOK (2011) Note que o lado direito do quadrante é onde você deve focar seus esforços de comunicação e relacionamento — em especial no quadrante superior direito, que possui alta influência e alto interesse no projeto. Essas pessoas são as que têm o poder de potencializar seus esforços ou de barrá-los. No entanto, seja com base no diagrama, acima ou ainda, em um sistema de pontuação de acordo com os níveis de influência e de interesse no projeto, classifique seus stakeholders em ordem de importância e desenvolva um plano de ação para cada um deles: como você vai conversar com esses stakeholders, como vai obter seu apoio, que tipo de riscos cada um pode trazer ao projeto e como mitigá-los? E se por acaso o inesperado acontecer, como sairá de uma situação de conflito com os stakeholders mais influentes? Lembre-se que você precisará, mais do que nunca, de duas competências essenciais ao gerente de projetos: comunicação e negociação. O segredo é se manter sempre à frente da sua equipe e evitar embates desnecessários, mantendo um diálogo aberto com todas as partes interessadas. Pela natureza do seu conteúdo, para Barbi (2017), este documento é para entender o interesse de um stakeholder no projeto, pense no que ele tem a ganhar ou perder com o sucesso do projeto e não se esqueça de que mesmo as pessoas "racionais" têm comportamentos “irracionais”. Se você deixar de reconhecer ou de cooperar com alguns interessados, poderá se expor para um sério risco. Esse interessado pode forçar opiniões ou mudanças em seus planos num momento em que talvez possa ser menos conveniente para você, e prejudicar o progresso. Você é o gerente do projeto e deve estabelecer as regras básicas desde o início. A má gestão dos interessados pode levar ao caos e à desmotivação da sua equipe. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 68 Desdobramento do Projeto e Estrutura de Desdobramento do Trabalho -EDT No desenvolvimento do processo ha a necessidade de se gerenciar uma equipa multidisciplinar que actua em actividades que visam a busca por informacoes que serao transformadas em especificacoes que tem por objective a satisfacao das necessidades (requisite) do cliente. Desta forma a elaboração da maioria dos projectos é muito complexa e há necessidade de uma abordagem gerencial com ênfase no controle e melhoria continua do processo de projecto. As actividades podem ser planejadas e controladas efectivamente com o detalhamento das etapas do processo de projecto com a aplicação de ferramenta de gerenciamento Estrutural de Desdobramento do Trabalho –EDT. EDT- é uma ferramente básica para o planejamento e controle do processo de projecto a qual organiza, define explicita as etapas do processo tanto do produto a ser obtido como do trabalho a ser realizado através de uma descrção grafica (diagrama organizacional), com grau de detalhemento necessário, utilizando-se de softwares computacionais (Casarotto, et al, 1999). A Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT, também conhecida por Work Breakdown Struture – WBS, promover uma estrutura para as actividades de planejamento, programa à estimativa de tempos e custos, orçamento, autorização de trabalho do projecto. Para Ogliari (2000), a aplicação de EDT em processos visa compreender e indicar todas as actividades necessária para a realização dos objectivos do projecto (tecnicos, gerenciais e administrativos) e não deve refletira estrutura da organização nem decompor o produto por disciplinas. A forma estruturada e hierarquica da EDT permite uma visualização sistêmica do projecto, sendo que a decomposição do trabalho traz benefícios ao processo entre eles: Uniformidade de tratemento em qualquer nivel do projecto (cada responsável por uma tarefa - é um gerente); Possibilidade de terceirizar tarefas ou desenvolve-las em outros locais; Explicita clara e desejavel conexão ou relacionamento técnico das equipas das diversas tarefas por meio das interfaces respectivas partes físicas do produto; Racionalização da documentação para cada parte do projecto; Atribuição de grau de sigilo conveniente apenas nas tarefas necessárias (Valeriano, 1998). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 69 Quadro-3: forma de apresentação da EDT como tabela. Modelo de tabela de tarefa Tarefas Desponibilidade Tempo de duração Tarefa precedente Recursos Interface Tarefa A Sub-tarefa A Taref-B Sub-tarefa-B Sub-tarefa-B Fonte: Ogliari, 2000. A EDT pode ser representada de duas maneiras: em forma de organograma também conhecida como árvores de decomposição do projecto, e como uma relação ou tabela. Elaboração de Estrutura de desdobramento Com as informaçoes do escopo, o gerente do projecto e a equipa iniciam o desdobramento do projecto em tarefas de niveis mais detalhadas. O detalhamento continua ao nivel em que tarefas ou pacotes de trabalho sejam identificados e que cada tarefa ossa ser planejada, orçada, programada, monitoradae controlada. De acordo com Peralta (2002 apud Ogliari, 2000) em cada pacote de trabalho, identifica-se os dados relevantes, Como a duração da tarefa, as tecnologias ou conhecimento a serem utilizados, o pessoal e organizaçoes reponsaveis; os equipamentos e materiais fornecedores. Em cada tarefa devem ser determinados os compormissos contratuais, as interfaces e as sequências de tarefas, os marcos dos principais eventos, e os relatórios de avaliação devido a atraso de projecto. Estes dados permitem a montage do cronograma. A equipe multidisciplinar ou organizaçoes envolvidas devem verificar e revisar as informaçoes dos pacotes de trabalho explicitados pela EDT analisando requisites de recursos, cronogramas, orçamento, relaçoes ou interfaces entre tarefas de mesmo nivel, com o nivel superior e nivel inferior. Efectuando a EDT, para Peralta (2002) deve-se consolidar o cronograma, sendo necessário determinar as duraçoes das tarefas e o seu sequenciamento de execucação temporal, de maneira racional e dispo-las na melhor ordem para a execucação do projecto. Desta forma, procura-se o relacionamento entre as tarefas e consideradas as precedenciais e condicinantes existentes para se obter a rede de procedência. Para efeito, a rede de precedência do projecto mostra o encadeamento das etapas na forma exequivel, considerados os tempos de duraçã das tarefas, ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 70 respeitadas as precedencies e depois depuradas as incompatibilidades ou impossibilidades de acçoes simultaneas, etc. neste sentido, procura-se a conclus’ao da programação do projecto. A programação do projecto (Project Scheduling) é acção de aranjar sistematicamente as tarefas para realizar um projecto que é representado pelo plano, sendo este plano a referência para a verificação de progressos do projecto e caso haja desvios, a necessidade de correção. O trabalho de promação não é uma tarefa simples, exige alto grau de detalhamento. Este trabalho pode ser realizado de forma automatic com rapidez e segurança com o uso de softwaress computacionias que tratam do planejamento e controle de projecto. Estes softwares registamm as tarefas Segundo a EDT, os insumos, prazos, restriçoes, resolvem conflitos entre estes dados e geram os diagramas de precedência em forma de algum método pre- escolhido, emitem relatorios necessaries, em várias formas de apresentaçao. Sumário Da unidade, aferimos que a rede de precedência do projecto mostra o encadeamento das etapas na forma exequivel, considerados os tempos de duraçã das tarefas, respeitadas as precedencies e depois depuradas as incompatibilidades ou impossibilidades de acçoes simultaneas, etc. neste sentido, procura-se a conclus’ao da programação do projecto. Depreende que este esforço de desdobramento tem como meta a resoluçã de problemas relacionados ao fluxo de projecto. Portanto, a programação do processo de projecto identifica a successão de tarefas para satisfazer o desenvolvimento de uma solução otimo de projecto. Com conhecimento que permite ótima sucessão de projecto quando combinados com uma visão de sucessoes ideial (que é relativamente fácil de determiner prontamente com o uso de um projecto planejado) prove um bom ponto de partida para a integração do projecto no processo de execução. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Na avaliação do nível de influência de cada stakeholder sobre o projeto. Influência entende, no ambito de projecto por: 2. A capacidade desse stakeholder de alavancar o projeto ou de paralisá-lo. Você pode inclusive montar um diagrama para entender esse nível de influência: https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 71 A. capacidade de prever os custos do projecto B. Capacidade do stakeholder de alavancar o projeto C. capacidade de definir o projecto D. Todas as opções estão erradas 2. De acordo com o esquema de influência dos quadrantes, o esforco deve ser focado em: A. Comunicacao B. Relacionamento C. Participação D. Comunicação e relacionamento 3. Em caso de conflitos no projecto o gerente de projeto, deverá recorrer duas competências essenciais: A. Comunicação e negociação B. Recorrer ao judiciário C. Resolução interna D. Todas as opções estão erradas Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 4. Com as informações do escopo, o gerente do projecto e a equipa iniciam o desdobramento do projecto em tarefas de níveis mais detalhadas. O detalhamento continua ao nivel em que tarefas ou pacotes de trabalho sejam identificados e que cada tarefa ossa ser planejada, orçada, programada, monitorada e controlada. 5. A forma estruturada e hierarquica da EDT não permite uma visualização sistêmica do projecto, sendo que a decomposição do trabalho traz beneficios ao processo entre eles: Correcção: 1 2 3 4 5 B D A V F Exercícios de Avaliação Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 1-A complexidade do projeto refere-se ao seu escopo, notadamente a quantidade e variedade de elementos e sem as suas interconexões. 2-A equipe do projeto deve considerar o projeto em seus contextos ambientais cultural, social, internacional, político e físico. https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 72 3- Faca a correspondencias dos seguintes conjuntos de processo com os respectivos elementos: Conjunto de processos de projecto Elementos 1- Gerenciamento do custo do projeto A- Planejar a qualidade 2- Gerenciamento da qualidade do projeto B-Mobilizar a equipe do projeto 3- Gerenciamento dos re- cursos humanos do projeto C- Estimar os custos 4- Para Consalter (2007), cada projeto detém características singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre o assunto não devem ser consideradas: A. Livres de receitas B. Dogma C. Livre escolha D. Taxativo 5- Não obstante, o arranjo do projeto auxilia a: A. Avaliação das actividades B. Divisao das actividades C. Sistematização das atividades D. Todas as opções estão correctas. 6. Tenha em atenção a diferença existente entre importância de um projecto, que geralmente se mede pelo grau: A. Consumidores ou stakholder B. Colaboração ou participação C. Fornecedores D. Todas as opções estão correctas 7. Etapas de um processo de projecto, conforme Barbi (2017): A. Determinar quem pode afetar o projeto B. Identificar os pontos de contato de cada interessado com o projeto C. Identificar como cada interessado pode ajudar D. Todas as opções estão correctas. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 73 8. Na tabela de análise, você pode indicar como você vai tratar cada interessado, que pode ser: A. Manter satisfeito B. Manter capacitado C. Necessidade ambiente D. Identificar os custos 9. A abordagem gerencial ficou conhecido por: A. Análise dos Stakeholders B. Estrutura de Desdobramento do Trabalho -EDT C. Project Management Institute D. Estrutura de desdobramento 10. A EDT, para Peralta (2002) deve-se: A. Consolidar o desdobramento B. Consolidar a equipa C. Consolidar a equipe D. Consolidar o cronograma 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 F V *** A C B D A B D *** 1 2 3 C A B ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 74 TEMA III: CONCEPÇAO DE PROJECTO UNIDADE Temática 3.1. Roteiro do projecto UNIDADE Temática 3.2. Planejamento estratégico em gestão e comunicação ambiental UNIDADE Temática 3.3. Programa de projecto UNIDADE Temática 3.4. Execução e controle do projecto. UNIDADE Temática 3.5. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema. Unidade temática 3.1. Roteiro do projecto Introdução São diversas as maneiras de se iniciar um projeto, mas todas começam com uma ideia. Projetos podem começar de maneira formal ou informal. A maneira formal de começar um projeto compreende uma estrutura de guias, modelos de documentos, apresentando uma seqüência de etapas determinadas com pontos definidos de controlo para facilitar o trabalho do gerente e da equipe durante a fase de concepção do projeto. Na maneira informal, normalmente, um grupo de pessoas discute uma boa idéia e busca adeptos para desenvolver o projeto. À medida que a idéia evolui, o grupo sente que necessita, num determinado momento, de formalização e documentação, passando então a registrar o plano a ser seguido. Do exposto depreende-se que os projetos podem variar em termos de magnitude e complexidade, mas todos devem ter algum nível de documentação inicial. Para alguns, este documento pode tomar apenas algumas horas ou dias para ser elaborado, para outros pode levar semanas. Em essência, os projetos são criados por razões diferentes, contudo os projetos dedicam consideração especial para o custo, duração e prioridade para a empresa. Uma característica comum a todos os projetos é que eles são criados para atender a uma necessidade. São muitas as necessidades que nos levam a decidir por implementar um projeto. Pode ser uma solicitação de um cliente, a identificação de uma oportunidade de mercado, a verificação de que algum concorrente possui um produto que nossa empresa não tem, a necessidade de um novo produto detectada por pesquisa, etc. De seguida, vamos discutir os processos básicos a serem seguidos para se reconhecer o fato de que um projeto deve ser iniciado e de quais documentos devem ser produzidos para caracterizar que um novo projeto começou. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 75 Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deverá ser capaz de: Descrever as atividades que constituem a fase inicial dos projetos. Discorrer sobre os documentos produzidos que caracterizam o término da fase. Identificar as necessidades do início de um novo projeto Caracterizar o modelo ideal de roteiro de um projecto; Estudar planejamento Estratégico em Gestão e Comunicação Ambiental; Definir a comunicação ambiental. Etapas da Iniciação Todas as metodologias de gerenciamento de projeto enfatizam a necessidade de um bom Início, através de uma clara definição, que culmina numa série de documentos que caracterizam a Iniciação do projeto. O objetivo desta fase é dar uma clara indicação dos impactos e benefícios esperados e uma idéia, grosso modo, do custo global, da duração estimada e de produtos intermediários que se espera que o projeto produza. Os documentos iniciais devem apresentar de forma concisa a justificativa do projeto, os objetivos, os fatores críticos de sucesso, os produtos intermediários custos e benefícios, projetos relacionados e os riscos aos quais o projeto está exposto. A elaboração destes documentos assegura com que os tópicos principais como necessidades e objetivos estejam completamente definidos, entendidos e aceitos por todos os envolvidos. O objetivo não é produzir documentos extensos, mas fornecer informações necessárias para se avaliar a oportunidade de iniciar (ou não) um projeto. A seguir, vamos apresentar uma seqüência de atividades que pode ser aplicada à grande maioria dos projetos e que auxilia na definição dos parâmetros gerais, durante a fase de Iniciação. Os tópicos foram organizados de maneira consistente a partir do desenvolvimento do projeto, durante esta fase, Segundo (AP, s/d): a) Indicação de um Líder = na fase embrionária do projeto, nomeia-se uma pessoa que será responsável por conduzir os primeiros estudos sobre a idéia e seu desenvolvimento. Este Líder, que poderá ou não ser o futuro gerente do projeto, é responsável por: Definir os objetivos do projeto; Coordenar a elaboração dos documentos iniciais do projeto; Apresentar as conclusões e obter autorização para prosseguir. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 76 b) Identificação do patrocinador = o Patrocinador é responsável pela direção estratégica do projeto. Ele deve ter autoridade para definir os objetivos do projeto, assegurando recursos para resolver prioridades organizacionais e conflitos. Diversos estudos indicam que existe uma relação direta entre a falta de um Patrocinador e o fracasso de projetos. c) Definição da Necessidade/Oportunidade= Projetos são criados a partir de necessidades ou de oportunidades. A correta identificação é fundamental para todo o desenvolvimento das atividades do projeto. Tipicamente, uma necessidade ou uma oportunidade pode ser relacionada com: Prestar serviço mais eficiente; Reduzir custos; Gerar mais lucros; Oferecer um novo produto; Implantar um sistema mais confiável. As discussões da equipe devem fornecer entendimento para: Que originou a necessidade ou como a oportunidade foi reconhecida; A magnitude da oportunidade; As conseqüências, casoa necessidade/oportunidade não seja atendida. d) Definição do Escopo geral do projeto = redija um texto conciso que trate do que o projeto vai cumprir e, se apropriado, o que está fora do escopo. O nível de detalhamento deste texto deve ser suficiente para se desenvolver a declaração de escopo na fase de planejamento. e) Definição dos objetivos do projeto = objetivos descrevem os produtos, serviços ou processos que o projeto quer realizar. Cada objetivo deve ser descrito de forma que se possa avaliar se ele foi alcançado, ao término do projeto. Eles são usados para medir o desempenho do projeto por meio da comparação entre o que foi planejado e o que foi efetivamente realizado. Alguns gerentes de projeto classificam os objetivos em torno de duas naturezas. Objetivos hard – Relacionados com a duração, o custo e a qualidade do produto do projeto; Objetivos soft – Relacionados com a forma como os objetivos serão atingidos, podendo incluir atitudes, comportamento, expectativas e comunicação. Os Objetivos do projeto devem estar de acordo com as necessidades dos stakeholders e serem comunicados no Documento Inicial de Projeto (DIP), também conhecido como Anteprojeto. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 77 f) Identificação das Premissas e Restrições Premissas - são fatores que, para os propósitos do planejamento, são consideradas verdadeiras, reais ou certas. Por exemplo, se a data na qual uma pessoa-chave estiver disponível para o projeto é incerta, a equipe poderá assumir uma data de início específica. As premissas geralmente envolvem certo grau de risco. (PMBOK, 2004). Restrições - são fatores que limitam as opções da equipe de gerência do projeto. Por exemplo, um orçamento pré-definido é uma restrição que na maioria das vezes limita as opções da equipe com relação ao escopo, pessoal e prazos. Quando um projeto é desenvolvido sob contrato, as provisos contratuais são geralmente restrições. (PMBOK, 2004). Projetos têm restrições em termos de tempo, recursos, equipamentos, instalações, etc. As restrições formam a base para a estratégia do projeto. Por exemplo, podemos decidir ampliar o prazo em função da indisponibilidade de uma determinada máquina por um período. É importante identificar as restrições e premissas de um projeto, logo na fase inicial, antes que as atividades do projeto comecem para evitar iniciar projetos que não tenham suficiente fundamentação. g) Identificação e envolvimento dos principais stakeholders = como já vimos na aula anterior, stakeholders são pessoas ou organizações que têm interesse no sucesso (ou fracasso) do projeto. A identificação dos stakeholders auxilia na definição e no direcionamento, contribuindo para a definição do escopo do projeto. A equipe do projeto deve identificar os stakeholders, determinar suas necessidades e expectativas, além de influenciar suas decisões de modo a assegurar o sucesso do projeto, pois o entendimento e o gerenciamento das necessidades bem como expectativas é crucial para o sucesso do projeto. Uma ferramenta muito útil é a Matriz de Stakeholders que permite conceber uma matriz relacionando os stakeholders, seus interesses, grau de influência, e estratégia da equipe para lidar com a situação. h) Identificação dos potenciais riscos = Projetos encerram incertezas, principalmente no seu início. Por isso, é importante se elaborar um documento de estudo dos riscos ao qual o projeto está exposto para identificar, quantificar, priorizar, e estabelecer estratégias de mitigação para os principais riscos. Risco é qualquer fator que pode potencialmente afectar na capacidade do projeto concretizar seu resultado. Identificar o risco é reconhecer que algum evento pode se transformar num problema. Um risco não é um problema, pois problema é um risco que se materializou. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 78 i) Estimativa de Prazo = Divida o projeto em etapas distintas, e identifique as macro-atividades necessárias para completar o projeto. Estabeleça uma seqüência e estime suas durações. Identifique as atividades críticas. Especifique o produto de cada etapa. Elabore um cronograma mostrando as fases e as atividades críticas. Por último, identifique pontos de medição e relação ao progresso do projeto e assinale estes pontos no cronograma. j) Estimativa de Custo = com base no cronograma, relacione os recursos necessários para realizar as atividades. Determine custos para os recursos e calcule o custo por atividade, por fase, e também o custo total estimado do projeto. Com as informações coletadas, a equipe produzirá pelo menos dois documentos que sinalizam o fim da fase de Iniciação. Estes documentos são: o Termo de Referência e o Anteprojeto. Termo de Referência (Project Charter) - O Termo de Referência = é o documento criado para comunicar formalmente a existência de um novo projeto. Este documento é editado no final da fase de Iniciação e serve como base para a elaboração do Plano do Projeto. Ele deve conter, seja diretamente ou por referência a outros documentos: As necessidades que o projeto está incumbido de tratar; A descrição do produto. O Termo de Referência deve ser emitido por um gerente externo e em um nível apropriado às necessidades do projeto. Ele fornece autoridade ao gerente do projeto para usar recursos organizacionais nas atividades do projeto. Quando um projeto é regido por um contrato, o contrato assinado servirá, geralmente, como o Termo de Referência para o vendedor. (PMBOK, 2004). Ele serve para fornecer informações gerais a respeito do projeto e deve ser preparado com nível de detalhe, apropriado para a complexidade do projeto, a qual permita a avaliação por parte da alta administração. O Termo de Referência pode conter, mas não se limitar ao seguinte conteúdo: escopo do projeto, autoridade do gerente do projeto e fatores críticos de sucesso. Vejamos a seguir o que significa cada um deles. Anteprojeto ou Documento Inicial do Projeto (DIP), ao final da fase de Iniciação, depois de coletadas todas as informações, você deve redigir um documento contendo as principais definições do projeto. A este documento damos o nome de Anteprojeto. O Anteprojeto serve para definir o que deve ser feito, por que deve ser feito, e que benefícios o projeto poderá apresentar. Ele também deve ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 79 especificar os produtos que cada fase deve produzir e um cronograma macro das fases o projeto dividido numa seqüência de atividades. Este documento fornece a fundamentação para se iniciar o projeto e serve para medir o sucesso ao seu término. À medida que o projeto avança, são necessárias mudanças que serão efetuadas de maneira consciente, considerando todas as alternativas para sua implementação. O período de preparação deste documento pode variar de horas a semanas, dependendo da complexidade do projeto. Todo projeto é único e cada um requerer níveis de detalhamento e pesquisa diferentes, levando a diferentes prazos para a elaboração do anteprojeto. Vários são os métodos aplicados à elaboração do anteprojeto, como, por exemplo: Sessões de brain storming; Reuniões executivas formais; Reuniões com stakeholders; Contribuição de especialistas. O anteprojeto pode conter, mas não se limitar ao seguinte conteúdo: objetivo, descrição do produto, determinação da viabilidade, indicação do anteprojeto pode conter, mas não se limitar ao seguinte conteúdo: objetivo, descrição do produto, determinação da viabilidade, indicação do gerente, indicação da equipe do projeto, identificação dos stakeholders e clientes. Realizar Reunião para Permitir a Comunição com os Stakeholder e Clientes De acordocom CNJ (2008), para que haja fludez na comunicação de um projecto, é preciso planejar e estabelecer os objectivos da reunião, tal como: Periodicidade – estabelecer a frequência das reuniões; Tipo de reunião – o tipo de reunião é definido em função do seu objectivo; Informação – organizar, gerar e disseminar conhecimento; Tomada de decisão – estabelecer factos, determinar problemas (análise de causa e efeito), listas possiveis solucões, avaliar alternativas (prós e contras) e estabelecer os cursos de acção; Ponto de controlo - analisar a situação arrolar recursos, estabelecer prioridades (prazos, custos e prioridades), tomar acção correctivas e preventivas. Fases de uma reunião – lista de controlo Preparação – estabelecer os objectivos da reunião, selecionando os participantes, planejar e divulgar a agenda e, finalmente, preparar os tópicos que serão abordados na reunião: ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 80 Condução – quebrar o gelo no inicio da reunião, estabelecer papéis dos participantes e tratar os assuntos dentro do tempo estabelecidos e, orientando à soluação, à tomada de decisão. Acção final – avaliar a produtividade da reunião e informa e discutir ccom os participantes. Papéis na reunião – estabelecimento dos papéis na reunião Facilitador – participantes que irá coordenar o tempo de cada assunto, não deixando que haja divagação e nem fuga do assunto principal. Realator – participante que irá registar a reunião, os tópicos discutidos, as decisões, as responsaabilidades e as acções a serem tomadas. Regras bàsicos – sempre que possível, siga as seguintes regras: Inicie e termine a reunião na hora agendada, e observe como limite máximo para duração duas horas. Não aceite interrupções; Crie um clima de descontração; Conteúdo da reunião é importante e a forma como é apresentada; Priorize os assuntos e estabeleça o tempo parcial para cada assunto; Exercite o acto de ouvir mais do que falar. Do exposto depreende-se que cabe ao responsável pela fase elaborar o relatório na periocidade e na data-base estabelecidas pelos escritório corporativo de projectos, buscando fornecer aos interessados informações sobre a situação actual, o progresso e as privisões de projecto são defeinidos no Roteiro de um projecto, ora vejamos, abaixo. Roteiro do projecto Partimos de pressuposto que a palavra “projeto” deriva do termo latino “projectus”, o qual remete à de “algo lançado para frente”. Um projeto está associado à ideia de antecipação do futuro, por meio da construção de novos cenários e possui, no mínimo, dois componentes distintos, mas interligados: “o que se quer atingir” e “como se vai atingir”. Dizendo de outra forma, os projetos podem ser entendidos como um procedimento de planejamento e realização de ações, a partir da explicitação de objetivos e dos modos de atingi- los (Rosa, 2007). Assim, um projeto configura-se como um conjunto de acções contínuas e interligadas, voltadas para um determinado objetivo. Para efeito deve descreve em detalhes: o problema a ser enfrentado; quem serão as pessoas envolvidas; o que se pretende fazer; como, onde e por quem será desenvolvido; quais serão os recursos necessários. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 81 A elaboração do projeto para o desenvolvimento das propostas de ação para solucionar o problema identificado é um bom instrumento de planejamento. Quando bem elaborado e organizado, facilita a obtenção de recursos junto a possíveis financiadores. O Roteiro a seguir apresenta, de forma resumida, os elementos básicos que usualmente compõe um projeto. Não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas de facilitar o desenvolvimento e planejamento das propostas e a elaboração textual do projeto: FOLHA DE ROSTO A folha de rosto reúne informações para rápida identificação da instituição e do projeto. Identificação da Instituição Nome:_________________________________________________________ Responsável Legal:__________________________________________________________ Forma Jurídica:________________________________________________________ Caixa Postal:_________________________________________________________ Endereço:_______________________________________________________ Telefone: _______________________________________________________ Site: ___________________________________________________________ e-mail: _________________________________________________________ Identificação do Projeto Título:__________________________________________________________ Responsável pelo projeto (nome, telefone e e-mail):____________________ Área de Abrangência: _____________________________________________ Público-alvo: ____________________________________________________ Período previsto: _________________________________________________ Fonte de Recurso/Financiamento: ___________________________________ Parceiros:_______________________________________________________ Título O Título é a representação da ideia principal do projeto e, de preferência, deve retratar “o que”, “para quem”, “com que finalidade” e “o onde”. O projeto deve ter um titulo claro e conciso. Ex. Formação de Lideranças Comunitárias em saúde socioambiental em Nhambita - “Nhambita em Ação”. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 82 Apresentação institucional (Quem somos?) Breve descrição da atuação da instituição, seu histórico, quais são seus objetivos, área de atuação e os principais projetos desenvolvidos, citando parcerias já realizadas. Esta apresentação deve demonstrar a aptidão da instituição para o desenvolvimento do projeto, descrevendo, por exemplo, as atividades já desenvolvidas pela instituição, relacionadas com o projeto proposto. Introdução (Em que contexto está inserido o problema?) A introdução apresenta o contexto, ou seja, o cenário atual da região/ local onde se pretende desenvolver o projeto. Deve trazer informações gerais sobre a área de atuação do projeto, sobre o público-alvo e os problemas socioambientais existentes, buscando aproximar o leitor da realidade em que o projeto está inserido. Justificativa (Por que e para que executar o projeto?) Uma vez apresentado o contexto, é importante justificar a necessidade de intervenção, e por que é importante realizá-la por meio do projeto. Na justificativa, é preciso descrever o problema a ser enfrentado, as dificuldades e desafios sobre os quais o projeto pretende atuar e os benefícios socioambientais esperados. Deve ser bem fundamentada, preferencialmente a partir de um diagnóstico da área de atuação do projeto: situação socioambiental, principais atividades econômicas, utilização dos recursos naturais e a caracterização do público-alvo do projeto. Assim, a inclusão de dados qualitativos e quantitativos, referências bibliográficas, documentos oficiais, legislação e outras experiências semelhantes é fundamental para embasar a justificativa: A justificativa da proposta deve ser apresentada em forma de um texto conciso e bem fundamentado, levando em consideração a descrição das seguintes informações: Apresentar a pertinência e a oportunidade do projeto como resposta a um problema ou demanda específica verificada na região, identificando claramente o problema a ser superado ou reduzido com a proposta; Descrever as características sociais, culturais, econômicas e políticas do público-alvo com o qual o projeto irá trabalhar. Inserir dados estatísticos da região que confirmem a situação de vulnerabilidade do território em questão; Quantificar a incidência do problema identificado na população; Descrição das necessidades da localidade onde será desenvolvido o projeto, informandoo porquê da escolha específica do Projeto proposto; ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 83 Motivos relacionados à seleção do público que será beneficiado pelo projeto, justificando as atividades propostas (considerar público alvo prioritário); Índices estatísticos do município que indicam relevância para a realização do projeto. Perguntas que orientam: Quais são as razões pelas quais o projeto deve ser realizado e como poderá contribuir para a solução ou amenização dos problemas identificados? Qual a importância do projeto para a comunidade? Quais os benefícios Socioambientais e econômicos que o projeto trará para a comunidade envolvida? Qual o alcance do projeto diante do problema abordado? (Isa & Apremavi, 2001). PÚBLICO-ALVO (Quem são os beneficiários do projeto?) Este item descreve o público que será diretamente beneficiado pelo projeto. A indicação precisa do público facilita o estabelecimento de linguagens e métodos adequados para atingir os objetivos propostos. Assim, deve-se levar em consideração as características do público envolvido, como a faixa etária, o grupo social, a situação socioeconômica, dentre outros aspectos. A delimitação do público-alvo deve ser coerente com as metas e resultados almejados, podendo haver, se for o caso, a indicação de beneficiários indiretamente atingidos pelo projeto. Perguntas que orientam: Para quem o projeto está destinado? Quem são os beneficiários? Como foram definidos? Quais as características deste público? Quais as particularidades que devem ser consideradas? Quantas pessoas serão diretamente envolvidas no projeto? Qual é a estimativa de pessoas que serão indiretamente envolvidas? Como se dará a participação da comunidade? Estará envolvida desde a concepção e elaboração do projeto? E ao longo do desenvolvimento? OBJETIVOS (O que se pretende alcançar?) Tanto que, o “objetivo é a situação que se deseja obter ao final do período de duração do projeto, mediante a aplicação dos recursos e da realização das ações previstas.” (Cohen & Franco, 2000, p. 9). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 84 O objetivo deve refletir os propósitos do projeto e descrever o resultado que se pretende alcançar por meio de sua execução. Portanto, sua descrição deve ser clara e realista. Além disso, o objetivo deve ser passível de ser alcançado, por meio das metas e atividades propostas no projeto, sempre mantendo coerência com a justificativa. (Secretaria do Meio Ambiente, 2011). Objetivo Geral O objetivo geral reflete a situação ideal almejada e deve expressar o que se pretende fazer e alcançar no local, em longo prazo. Deve apresentar, de maneira geral e ampla, os benefícios a serem atingidos com a realização do projeto (Idem). Assim sendo, deve estar diretamente ligado ao problema e demonstrar o resultado que se pretende alcançar com as ações do projeto, ou seja, contribuir para a melhoria da realidade descrita na apresentação. O objetivo geral é formulado em apenas uma frase, iniciando com um verbo de ação no infinitivo, passível de ser alcançado e avaliado. O objetivo geral demonstra de forma ampla os benefícios que devem ser alcançados com a implantação do projeto. Não é um texto descritivo de atividades e/ou números. Exemplos: Fortalecer o Plano Ecoturísmo de Nhambita por meio da criação de oportunidades de ocupação e de renda adequadas à situação histórica e natural do local. Contribuir para a construção de uma Agenda Socioambiental da Zona Tampao de Nhambita - Gorongosa, que possibilite o desenvolvimento econômico local. Objetivos Específicos Os objetivos específicos são alcançados por meio das atividades desenvolvidas no projeto. Refletem, portanto, os resultados esperados para estas atividades. Devem ser executáveis, viáveis, concretos e de verificação possível. Os objetivos específicos são o detalhamento do objetivo geral, os passos e estratégias a serem utilizados para que ele possa ser alcançado. Devem ser viáveis e mensuráveis, mostrando o que se pretende realizar. Da mesma forma que o objetivo geral, os objetivos específicos são formulados em apenas uma frase, iniciando com um verbo de ação no infinitivo. Mas, tome o cuidado de formular objetivos que possam efetivamente ser realizados no período de execução do projeto. Podem ser alcançados por meio das atividades desenvolvidas durante o projeto e ser entendidos como as conseqüências dessas atividades. Devem ser apoiados, no mínimo, por um resultado que possa ser verificado por meio de ações singulares e completas. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 85 Exemplos: Possibilitar o desenvolvimento humano sustentável de jovens da comunidade de Nhambita por meio da formação cidadã para o mercado de trabalho. Ampliar o repertório de conhecimentos básicos e profissionalizantes que promovam a geração de renda e a fixação dos jovens na Comunidade. Criar rede de cooperação capaz de absorver os produtos gerados pelos jovens e promover a qualificação contínua e a sustentação do projeto. Metas (O que, com que alcance e em quanto tempo?) As metas apresentam o descritivo dos objetivos específicos. Devem ser concretas, quantificáveis e temporais, ou seja, expressar o período de tempo necessário para que sejam alcançadas. Cada objetivo específico pode ter uma ou mais metas. Por meio das metas é possível, no decorrer do projeto, acompanhar o quanto do que estava previsto foi realizado. Ainda, as metas qualificam e quantificam os objetivos. Projeto com metas torna-se mais delimitado, viável e claro). É fundamental destacar NÚMEROS que demonstrem os resultados concretos a serem obtidos com a execução do projeto. Isso ajuda a situar a comissão de avaliação quanto às dimensões e ao potencial transformador do projeto. Cada meta apresentada pode contemplar uma ou mais atividades – as quais devem ser descritas. Exemplo: Objectivos Metas Possibilitar o desenvolvimento sustentável de jovens de Nhambita por meio da formação cidadã para o mercado de trabalho. Realizar um curso de um ano de jovens apicultores e viveristas; Formar 35 jovens no período de 6 meses; Ampliar o repertório de conhecimento básicos e profissionalizantes que promovam a geração de renda e a fixação dos jovens na comunidade. Implantar um viveiro de mudas de essências nativas de umbila e chanfuta para sequestro de carbono. Elaborar três projectos de intervenção e obter patrocionio para sua implantação. Criar rede de cooperação capaz de absover os produtos gerados pelos e promover a qualificação continua e a sustentação do projecto. Promover parcerias pelos menos com duas empresas e Autoridade estatal local para absorção dos serviços gerados pelos jovens a partir do 4º mês. Obter pelo menos quatro parcerias com empresas de áreas afins que possam oferecer estágio para os 35 jovens formado a partir de 5º mês. METODOLOGIA (Como fazer?) ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 86 O método de trabalho descreve, passo a passo, o caminho para que as metas sejam alcançadas. Desta forma, todas as atividades a serem realizadas devem ser descritas em detalhes, incluindo as técnicas e instrumentos, os recursos necessários, a carga horária, o período previsto para a realização, os responsáveis (quais pessoas da equipe estarão envolvidas na execução), a divulgação, o registro, a forma de acompanhamento e de avaliação. Devem ser destacados outros aspectos metodológicos importantes, como a forma de mobilização e integração; os locais de execução das atividades; as principais funçõesdos beneficiários envolvidos (por exemplo, o caso de projetos relativos a linha de ação do fortalecimento das administrações locais). É preciso que se descreva com precisão de que maneira o projeto será desenvolvido, ou seja, o COMO FAZER. A Metodologia indica os referenciais teóricos, ideias e conceitos considerados importantes e que contribuem para nortear a prática do projeto, justificando os métodos escolhidos e garantindo maior consistência ao projeto. Segue um exemplo, de como podem ser apresentadas as informações a partir de cada um dos objetivos específicos do projeto. Lembre-se que cada objetivo específico pode ter mais de uma meta, da mesma forma que cada meta pode ser cumprida por meio de mais de uma atividade. Segue o seguinte exemplo: Método de trabalho Objetivo específico 01: informe o objetivo específico Atividade 01: informe o nome da atividade. Descrição: apresente todas as informações fundamentais da atividade e dos produtos previstos. Período de execução: indique em que mês/meses a atividade será realizada. Ex: meses 01 e 02. A informação do período de execução de cada uma das atividades será utilizada para a elaboração do cronograma do projeto. Recursos necessários: indique e justifique os equipamentos e materiais necessários para a realização da atividade. Descreva o memorial de cálculo utilizado. Os elementos dispostos neste item irão compor o orçamento do projeto. Equipe: indique os profissionais que estarão envolvidos e a previsão de horas de trabalho necessárias para a execução desta atividade. Os profissionais indicados irão compor a equipe do projeto. Meios de verificação: indique as formas que serão utilizadas para comprovar a realização das atividades. Os meios de verificação estão diretamente relacionados com a meta proposta. Exemplos: material produzido, relatórios, pesquisa por amostragem, relatórios fotográficos, atas de reuniões, questionários, listas de presença, instrumentos jurídicos, notícias da mídia, entre outros. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 87 Perguntas que orientam: Quais atividades serão realizadas a fim de alcançar cada uma das metas? Quais técnicas, instrumentos e recursos serão empregados em cada atividade? As atividades, as técnicas e os instrumentos estão adequados ao público-alvo? Quem será responsável por cada atividade? Como e quando os participantes e a comunidade serão envolvidas? Como serão relatadas e registradas cada uma das atividades? Como será feita a divulgação? Como será verificado o cumprimento de cada atividade e de cada meta? Como será realizada a avaliação? Comunicação do Projeto (Como divulgar o projeto?) Uma das ações fundamentais ao longo do desenvolvimento do projeto é a comunicação. Neste sentido, é importante desenvolver um plano de comunicação para, além de transmitir às pessoas o que está sendo feito, mobilizar a comunidade envolvida antes e durante a implantação do projeto, divulgar experiências bem-sucedidas e os resultados alcançados, bem como buscar apoio e incentivar a adesão de novos parceiros ao projeto. Uma das ações fundamentais ao longo do desenvolvimento do projeto é a comunicação. Neste sentido, é importante desenvolver um plano de comunicação para, além de transmitir às pessoas o que está sendo feito, mobilizar a comunidade envolvida antes e durante a implantação do projeto, divulgar experiências bem-sucedidas e os resultados alcançados, bem como buscar apoio e incentivar a adesão de novos parceiros ao projeto (SMA, 2013). Nos projetos de Educação Ambiental a comunicação pode tornar-se uma prática educativa e deve ir além da produção de informações pela equipe do projeto para os demais envolvidos. É importante reconhecer que todas as pessoas podem contribuir com seu conhecimento, e a comunidade participante do projeto também pode e deve ser produtora da informação. Exemplo de estratégias contempladas em um Plano de Comunicação: RECURSOS OU MEIO OBJECTIVO DA COMUNICAÇÃO LOCAL PUBLICO PERÍODO QUANTIDADE Divulgação por meio de altifolante Mobilizar a comunidade – divulgar inicial Rua do Bairro Comunidade local 03 dias antes da reunião 06 horas 2h/dia nos 03 dias. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 88 Adquirir camisetes Divulgar o projecto e suas identidade visual; Facilitar associação do logotipo ao projecto Utilizar em todas as atividades do projecto. Equipe do projecto, parceiros e liderança Pronto para reunião 60 unidades Mural Trocar informação com a comunidade; estimular a produção de noticiais pela própria comunidade; divulgar noticiais, curiosidade, acontecimento locais; comunicar ações do projecto. Associações dos amigos do Bairro Comunidade diretamente envolvida. Continuou a partir da 1ª reunião. 01 unidade Jornal produzido pelos participantes Mobilizar a comunidade; Integração; Estimular a produção de noticiais pela própria comunidade; Estimular a produção de noticiais; Comunicar ações do projecto. Pontos de distribuição: Associação, sede;Posto de saude; Posto de saude; Cresche. Comunidade Distribuição bimestral a partir do 3º mês do projecto. Tiragem para 01 ano. 15:000/ por edição. Blog Estimular a produção de noticiais pela própria comunidade; Comunicar ações do projecto. Rede virtual Comunidade A partir do 2º mês, actualização semanal 01 unidade Fonte: (SMA, 2013). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 89 A comunicação do projeto deve prever um responsável para cada atividade, qual o objetivo de cada uma, como os participantes serão envolvidos, quais os meios de divulgação utilizados (folhetos, banners, cartazes, cartilhas, artigos em jornais ou revistas, vídeos, murais, carros de som, rádios, televisão, redes sociais, etc.), se a abrangência das acções será local ou regional, entre outros. Acompanhamento∕Monitoria e Avaliação de Projecto (Como podemos acompanhar a realização das ações e o cumprimento das metas do projeto, e como verificar as mudanças que estão acontecendo por meio do projeto?) Avaliação é o processo orientado a determinar sistemática e objetivamente a pertinência, eficiência, eficácia e impacto de todas as atividades à luz de seus objetivos. Trata-se de um processo organizativo para melhorar as atividades ainda em marcha e ajudar a administração no planejamento, programação e futuras tomadas de decisões (SMA, 2006). A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o replanejamento das ações. Este processo de avaliação pode constituir-se de diferentes fases, sendo usualmente realizado nas seguintes etapas: i). Diagnóstico, realizado no início do projeto para levantar a situação do local antes da implementação do projeto; ii). Monitoramento, realizado no decorrer do projeto, como meio de verificação das ações já desenvolvidas e em curso, permitindo o replanejamento quando necessário. iii). Conclusão, realizada ao final do projeto a fim de verificar se as metas foram cumpridas e os objetivos alcançados. É importante que sejam contempladas metodologias participativas de avaliação, extrapolando a equipe da instituição e envolvendo a comunidade participante, parceiros e outros envolvidos. (SMA, 2011). É fundamental a sistematização e a interpretação dos dados colhidos a partir da utilizaçãode qualquer instrumento escolhido. A avaliação sempre requer a análise dos dados obtidos. Enquanto caminham as pessoas e as organizações costumam parar, respirar fundo, comer e beber alguma coisa, olhar para trás e fazer um balanço do caminho percorrido, comparando-o com o que falta andar para chegar ao destino. Assim, mais repousadas e com mais forças, voltam a iniciar a sua caminhada. Numa primeira aproximação, este processo periódico e habitual é o acompanhamento que pode ser concebido como o momento em que se compara aquilo que se queria fazer com o que ainda está por fazer. Por isso, a avaliação é vivida como uma etapa fundamental, como uma paragem no caminho para repor as forças e tomar decisões para o futuro. No entanto, a avaliação é mais que tudo isso, porque é uma ferramenta de grande ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 90 valor para a acção. É uma função cíclica da mesma, ao mesmo tempo útil e estratégica. Útil, porque com ela, se conhecem melhor as razões e as causas do que foi feito, fica-se mais consciente da situação em que cada um se encontra e percebe-se onde se pretende chegar. É estratégica, porque se podem tomar decisões que melhorem o que está a ser feito. Uma forma de aprender com o passado para melhorar as possibilidades de futuro. Grande parte dos desafios que se colocam às intervenções de desenvolvimento pode ser resolvido através de um dispositivo de acompanhamento e avaliação adequado. Assim pode-se evitar perder a orientação, sair do caminho, cansar-se demasiado por não saber gerir bem as energias, os esforços e as dificuldades, não alcançar as metas definidas e, sobretudo, voltar a cometer os mesmos erros. O acompanhamento, igualmente designado de monitorização, é uma importante tarefa no ciclo do projecto e uma fonte chave de informação para a avaliação. É, fundamentalmente, um processo interno, realizado pelos responsáveis pela execução do projecto ou programa e efectuado para apreciar o progresso em intervalos regulares na vida de um projecto ou programa. Pode, também, ser um processo contínuo de recolha e análise de informação para responder à gestão imediata das actividades que estão a ser realizadas (K‘ Cidade, 2007). Permite identificar a existência de desfasamentos entre o nível de execução e o previsto e rapidamente adoptar medidas correctivas. Centra-se no estado de avanço do projecto e efectua o controlo por comparação com o planeado. Os indicadores e os métodos para verificar o progresso são normalmente incluídos na fase de concepção, mas para serem efectivos, necessitam de ser compreendidos e apropriados pela equipa e pelos detentores de interesse da intervenção de desenvolvimento. O acompanhamento é, pois, um instrumento de execução e uma base de dados para a avaliação. A avaliação é um processo ulterior de identificação e reflexão sobre os efeitos do que foi feito e apreciação do seu valor. Mais esporádica que o acompanhamento, a avaliação é facilitada pelas informações e análises do acompanhamento mas utiliza fontes de informação suplementares. Alguns tipos de avaliação, particularmente no percurso, são muito próximas do acompanhamento. Cada vez mais se reconhece que as avaliações ex-post e de impacte de certos tipos de intervenções de desenvolvimento centradas nas populações são muito difíceis de realizar se o sistema de acompanhamento não tiver recolhido os dados de base necessários. Reconhece-se também, de forma crescente, o valor das avaliações participativas que combinam as competências e os pontos de vista de todos os envolvidos nas intervenções a avaliar (SMA, 2006). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 91 Principais diferenças entre o acompanhamento e a avaliação Acompanhamento/ monitorização Questões a formular Avaliação Monitorizar é olhar e ver, ouvir e escutar, constatar e anotar, clarificar e fazer o relatório O que é? Avaliar é basear-se no processo de acompanhamento, mas avançar na reflexão sobre o que aconteceu, analisar os efeitos e, apreciar o valor global do que foi feito. O acompanhamento é feito para assegurar que todas as pessoas que necessitam de ter conhecimento sobre uma intervenção ou actividade desenvolvimento são devidamente informadas. Também é feito para que decisões adequadas de gestão possam ser tomadas e possam ser prestadas contas de forma responsável e rigorosa sobre a forma como os recursos estão a ser utilizados. Porquê? A avaliação é feita para que as pessoas envolvidas na intervenção possam reflectir sobre o que foi e o que não foi alcançado, podendo descobrir as mais valias e as fragilidades de um projecto ou programa e aprender com a experiência para o trabalho futuro. O acompanhamento é usualmente feito pelos responsáveis pela realização das diferentes atividades havendo necessidade de registar esta informação para que outras pessoas ou organizações possam saber o que está a acontecer. Quem faz? A avaliação pode ser feita por pessoas exteriores que têm competências específicas para apreciar intervenção segundo vários critérios. Também pode ser feita de forma participativa com os diversos detentores de interesse, com ou sem o envolvimento de especialistas externos. O acompanhamento pode ser feito de forma contínua ou com determinada periodicidade, por forma a que qualquer desafio ou oportunidade seja revelado sem atraso e se tomem as decisões acertadas para que as iniciativas produzam os objetivos estabelecidos. Quando? A avaliação é tradicionalmente feita no final de determinadas fases ou final de um projecto. O acompanhamento deve ser feito no local onde as actividades estão a ser executadas, mas os resultados também devem de ser Onde? Uma vez que a avaliação faz apreciações de valor. Ela não deve ser feita remotamente do exterior ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 92 transmitidos a outros níveis das organizações afectadas, para que tenha amplas implicações. por peritos que não apreendam os valores locais. Por isso, uma avaliação implica processos de inclusão das pessoas envolvidas e implicadas nas iniciativas. O acompanhamento implica olhar, ouvir e aprender. Num projecto, iniciativas diversas requerem métodos específicos e o processo deve ser planeado cuidadosamente antes da intervenção começar. Como? Há muitos métodos que podem ser usados no trabalho de avaliação e uma vez mais devem ser equacionados de forma realista e com antecedência, com a respectiva calendarização e recursos que implicam. O acompanhamento deve ter objectivos e canais de comunicação previamente acordados se pretende ser algo mais do que um mero procedimento de rotina. Deve ser definido desde o início com realismo e clareza quanto às responsabilidades, volume de trabalho que envolve e resultados específicos que se espera que produza. Com que resultados? A avaliação deve ser feita para apreender para o futuro bem como para apreciar o valor do trabalho do passado. Deve traduzir-se numa contribuição decisiva para melhor planear o trabalho futuro de promoção do desenvolvimento e, também, prestar contas quanto às oportunidades e recursos usados no passado. Fonte: Adaptado de Laurence Taylor (2001) em http:www.parcinfo.org Depreende-se que a problemática da sustentabilidade e do impacto das intervenções vem colocar a questão sobre como as actividades de acompanhamento e de avaliação são planeadas e implementadas. Há uma relação íntima entre estas duas actividades. Para K‘Cidade (2007), quanto mais recursossão afectos ao acompanhamento, menos recursos são necessários para as avaliações tradicionais e maior ênfase se coloca nos estudos de impactos. Da mesma forma, quanto melhores são os métodos de gestão do ciclo do projecto, incluindo, é claro, o acompanhamento/monitorização, mais fácil é a tarefa do avaliador, porque os dados fundamentais sobre a realização dos objectivos e os dados para os indicadores de sucesso foram recolhidos de forma rotineira. Enfim, um processo de avaliação promove ele próprio uma clarificação dos objectivos, melhora a comunicação, aumenta o conhecimento e lança as bases para as actividades de acompanhamento. Indicadores (Onde estamos e onde pretendemos chegar?) O processo de avaliação pressupõe o estabelecimento de indicadores de desempenho. Os indicadores têm a função de medir e avaliar em que grau ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 93 os objetivos, os resultados e produtos estão sendo ou foram alcançados, em um tempo e local estabelecidos. Para cada resultado/ objetivo que se pretende atingir, medir e avaliar pode existir mais de um indicador. Muitas vezes, os indicadores são estabelecidos em números e medidas, a fim de que sejam comparados com as metas previstas no projeto, podendo ser expressões numéricas que refletem uma dada realidade (SMA, 2006). Os indicadores podem ser classificados basicamente em: Quantitativos ou objetivos: medem os resultados de forma numérica; Qualitativos ou subjetivos: perceptíveis sensorialmente, refletem resultados que não são mensuráveis facilmente (SMA, 2005). Especialmente quando definidos logo na fase de planejamento do projeto, os indicadores permitem monitorar e avaliar o seu andamento e os resultados obtidos. Os indicadores permitem a correção de caminhos tomados no decorrer do projeto, mediante a avaliação dos avanços alcançados e das dificuldades encontradas. Orçamento do projeto (Quanto custa e quais são os recursos necessários?) Esta etapa indica todos os gastos do projeto e exige muita atenção. Qualquer erro pode tornar impossível cumprir o que foi prometido no projeto. Um orçamento incoerente com o que foi proposto, pode não obter aprovação. Para projetos de maior vulto, uma vez que as contratações de técnicos e consultores são normalmente feitas por tempo determinado (trabalho temporário) com a carga tributária específica, é recomendável a orientação das áreas administrativa e da contábilidade da entidade. Alguns financiadores, especialmente os Fundos de erários Públicos, não permitem a inclusão dos impostos no orçamento do projeto. Em outros casos, dependendo da modalidade de relação com o financiador (contrato, convênio, patrocínio, doação), pode-se incluir uma taxa de administração que normalmente varia entre 10% a 20% do valor total do projeto. Muitas vezes é preciso adequar os custos às exigências do financiador, particularmente na modalidade convênio, em que todos os gastos são rubricados e os custos não podem ser transferidos de uma rubrica a outra. Esses trabalhos de ajuste geram planilhas orçamentárias muito complexas e de difícil entendimento para a maioria da equipe. Para isso, recomenda-se, neste caso, que seja feita uma memória de cálculo, que poderá ser consultada sempre que houver dúvidas quanto às despesas a serem efetuadas. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 94 Exemplo de orçamento: RECURSOS HUMANOS Equipe técnica Carga horária semanal Meses Valor unitário (Mts) Valor total (Mts) 1 Educador ambiental sênior 30 horas 12 2.000,00 24.000,00 1 Engenheiro fl orestal 30 horas 12 2.000,00 24.000,00 1 Educomunicador júnior 20 horas 12 1.200,00 14.400,00 1 Técnico em informática/web 8 horas 11 900,00 9.900,00 1 Coordenadora geral 30 horas 12 2.500,00 30.000,00 SUBTOTAL 8.600,00 102.300,00 Encargos 20% do valor total (20% x subtotal) 1.720,00 20.460,00 Impostos 14,45% do valor total [14,45% x (subtotal + encargos)] 825,60 17.738,82 TOTAL 1 11.145,60 140.498,82 Fonte: Camanguira (2017). RECURSOS MATERIAIS Recurso necessário Descrição Quantidade Valor unitário (Mts) Valor total (Mts) Material escolar coletivo Cartolina, canetas, marcadores, réguas, fita-crepe 10 meses 50,00 500,00 Material escolar individual Kit: 1 caderno, 1 pasta, 1 caneta, 1 lápis, 1 borracha 35 jovens 25,00 875,00 Alimentação (dia) Lanche 10 meses 3.500,00 35.000,00 Transporte (dia) Vale-transporte 10 meses 2.618,00 26.180,00 Bolsa auxílio para menina do Bairro (mês) Bolsa de estudos 10 meses 2.100,00 21.000,00 Cesta básica (mês) Apoio à família carenciada 10 meses 2.000,00 20.000,00 Uniforme Camiseta, calça, boné 35 jovens 70,00 2.450,00 Aquisição de livros Apoio ao curso 4 publicações 80,00 320,00 SUBTOTAL 10.443,00 106.325,00 Impostos 14,45% do valor 1.509,00 15.363,96 TOTAL 2 11.952,01 121.688,96 TOTAL 1+2 262.187,78 Taxa administrativa (15% do total do projeto) 39.328,17 301.515, ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 95 Fonte: Camanguira (2017). N.B. Os valores dos recursos materiais não refletem a realidade actual. CRONOGRAMA (Quando cada atividade será desenvolvida?) O cronograma apresenta como cada uma das ações propostas se distribui ao longo do tempo de duração do projeto, permitindo uma rápida visualização do conjunto das atividades e da sequência em que elas devem acontecer. Deve relacionar em que momento cada atividade será realizada no período de realização do projeto. Para o efeito, a atividade define-se a partir do período de duração do projeto e como o conjunto das ações propostas se distribui no tempo. Se o período proposto for muito longo, a própria revisão do cronograma pode ser prevista como uma atividade. Mas o ideal é que o cronograma seja apresentado do início ao fim. No cronograma também devem aparecer todos os produtos que serão entregues ao longo do projeto, como publicações, vídeos e relatórios localizados no tempo. Relatórios do projeto são uma forma de prestação de contas das atividades propostas, seu andamento, dificuldades e conquistas. Além disso, são material de pesquisa permanente para a equipe e outras pessoas. Para tanto, é preciso que sejam elaborados de forma clara e objetiva. (SMA, 2005). Podem ser incluídos, além do período de desenvolvimento de cada atividade, a previsão de entrega de produtos (vídeos, publicações, etc.) e relatórios. Exemplo de Cronograma de execução: ACTIVIDADE SEMESTRE 1 SEMESTRE 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1.Seleção e contratação da equipe técnica 2.Capacitação inicial da equipe técnica 3.Formação contínua da equipe do projeto 4.Elaboração e produção do conteúdo do curso 5.Elaboração e produção de material e divulgaçãO ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 96 6.Divulgação das atividades do curso nos meios de divulgação 7.Seleção de participantes 8.Curso de Formação de Jovens Jardineiros e Viveiristas 9.Produção de mudas e manutenção do viveiro 10.Articulação da Rede de Cidadania Ativa 11.Registro, avaliação e sistematização das atividades do Projeto Fonte: (SMA, 2005) Cronograma de desembolso Geralmente o desembolso dos recursos financeiros aprovados não é liberado pelo Agente Financiador ou pelos Apoiadores de uma única vez. É necessário a apresentação de um cronograma de desembolso, que varia de acordo com a instituição financiadora.Ele deverá, por exemplo, estar relacionado às etapas de desenvolvimento do projeto, ou ser preestabelecido de forma periódica ao longo do tempo (por exemplo, desembolsos mensais, trimestrais etc. (SMA, 2005). Na maioria dos casos o desembolso está vinculado à comprovação do cumprimento de metas e do uso adequado dos recursos por meio de prestação de contas da etapa em curso. Neste caso, o valor de cada parcela do desembolso será equivalente aos custos de cada etapa. Exemplo de Cronograma de Desembolso: Parcelas Data Programada Fonte do Recurso Total Financiamento Recursos Próprios 1ª Parcela (Mts) 10/3/2013 14.450,00 3.850,00 18.300,00 2ª Parcela (Mts) 10/9/2013 24.650,00 4.850,00 29.500,00 3ª Parcela (Mts) 10/6/2014 12.500,00 3.850,00 16.350,00 Valor Total (Mts) 51.600,00 12.550,00 64.150,00 Fonte: Camaguira, 2017 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 97 Contrapartida A aplicação de recursos próprios da entidade executora do projeto para realização das ações é também conhecida como Contrapartida. É comum que as instituições financiadoras exijam que parte das despesas do projeto sejam assumidas pela instituição que está pleiteando os recursos, o que corresponde à Contrapartida da instituição. (SMA, 2005). A Contrapartida pode ser financeira, quando a instituição pleiteante dispõe recursos monetários (dinheiro), ou pode ser “economicamente mensurável”, quando a instituição disponibiliza serviços, como, por exemplo, da equipe técnica dedicada ao projeto. Fontes de Financiamento (onde buscar recursos?) De acordo com SMA (2005), muitas vezes, é necessário, para o desenvolvimento do projeto, captar recursos junto a outras instituições. Os recursos podem ser de fontes nacionais ou estrangeiras, públicas ou privadas: Recursos públicos: são os originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. Exemplos de modalidades: Linhas de crédito: são empréstimos oferecidos por agentes financeiros, com juros menores que os de mercado. Incentivos fiscais: são oferecidos à iniciativa privada pelo governo, sob a forma de dedução de impostos e se apresentam como benefício fiscal. Recursos a fundo perdido: a oferta desses recursos possui critérios preestabelecidos e eles são despendidos sem necessidade de reembolso à instituição financiadora, alocados nos fundos nacionais. Recursos privados: podem ser originários de diversas instituições, como, por exemplo, empresas, associações e fundações. Geralmente, estas instituições possuem modelos específicos para apresentação de projetos e linhas de financiamento bem definidas. Antes de solicitar o recurso, é importante conhecer a respeito da área de atuação e missão da instituição. Empresas: diversas empresas dispõem linhas de financiamento para projetos. Geralmente, são ações ligadas aos programas de responsabilidade socioambiental das empresas, e os projetos financiados devem estar “alinhados” a estes programas. Associações: diversas associações fazem doações ou financiamentos para o desenvolvimento de projetos em sua área de atuação. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 98 Fundações: são instituições, nacionais ou estrangeiras, que têm como propósito executar ou financiar projetos sociais, ambientais e culturais. Bancos: alguns Bancos, nacionais e internacionais, oferecem financiamento a fundo perdido para o desenvolvimento de projetos socioambientais e socioculturais, voltados para o desenvolvimento e o bem--estar social. Exemplos: o Banco Mundial concede financiamento a fundo perdido para implementação de projetos que pretendam promover ações que tenham a colaboração entre governo, sociedade civil e o Banco Mundial, em áreas como gestão pública, infraestrutura, desenvolvimento urbano, educação, saúde e meio ambiente. O apoio do Banco a esses projetos busca impulsionar o crescimento econômico e o desenvolvimento social, com redução da pobreza e da desigualdade. O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID - fonte de financiamento para o desenvolvimento na América Latina e Caribe, concede financiamento para países em desenvolvimento, complementando os investimentos privados. O Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento - BIRD - atua como uma cooperativa de países, que disponibilizam seus recursos financeiros, o seu pessoal e seus conhecimentos para apoiar os esforços das nações em desenvolvimento, para atingir um crescimentomequitativo e sustentável. O objetivo principal é a redução da pobreza e das desigualdades. (ONU, 2013). Estratégias de Sustentabilidade (Como dar continuidade ao projeto?) De maneira geral, os projetos devem ter continuidade, seja na forma dedesdobramento em novas etapas, seja na continuidade da ação após a conclusão do projeto, como nos casos de implantação de Centros de Educação Ambiental, por exemplo. É importante identificar quais os desdobramentos do projeto que podem implicar em novos projetos ou novas etapas, bem como identificar formas de dar continuidade ao projeto buscando parceiros para executá-lo ou novos financiamentos. É necessária a adoção de estratégias que garantam recursos (administrativos, financeiros, humanos) para a sustentabilidade do projeto, uma vez que os órgãos financiadores nem sempre terão disposição de apoiá- lo indefinidamente. Bibliografia Apresenta a lista dos materiais consultados durante a elaboração do projeto que subsidiaram as informações, metodologias e dados apresentados, constante de: livros, artigos, documentos, mapas, filmes, inventários, jornais, sites, entre outros. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 99 Sumário Nesta unidade, abordamos sobre os componentes do Roteiro de um projecto, que se desdobra em termos de magnitude e complexidade, mas todos devem ter algum nível de documentação inicial. Para alguns, este documento pode tomar apenas algumas horas ou dias para ser elaborado, para outros pode levar semanas. Em essência, os projetos são criados por razões diferentes, contudo os projetos dedicam consideração especial para o custo, duração e prioridade para a empresa. Uma característica comum a todos os projetos é que eles são criados para atender a uma necessidade. Pode ser uma solicitação de um cliente, a identificação de uma oportunidade de mercado, a verificação de que algum concorrente possui um produto que nossa empresa não tem, a necessidade de um novo produto detectada por pesquisa ate pode ser para a resolução de uma questão social. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Uma característica comum a todos os projetos é para atender: A. Oportunidade de mercado B. Obtenção de lucro C. Tomada de decisão D. Necessidade 2. Todas as metodologias de gerenciamento de projeto enfatizam a necessidade de um: A. Solicitação de um cliente B. Bom início C. Clara definição D. Todas opções estão correctas 3. A seqüência de atividades que pode ser aplicada à grande maioria dos projetos e que auxilia na definição dos parâmetros gerais, durante a fase de Iniciação, que pressupõe: A. Identificação de um lider B. Identificação de patrocinador C. Definção de necessidade/oportundades D. Todas as opções estão correctas https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 100 4. Na definição da Necessidade/Oportunidade, a correta identificação é fundamental para todo o desenvolvimento das atividades do projeto. Tipicamente, uma necessidade ou uma oportunidade pode ser relacionada com: A. Reduzir custos B. Minimizar riscos C. Plano de acção D. Todas opções estão correctas 5. É necessário a apresentação de um cronograma de desembolso, que varia de acordo com a instituição financiadora. Ele deverá, por exemplo: A. Etapa de desenvolvimento B. Prestabelecido C. Forma períodica D. Todas opções estão correctas Correcção 1 2 3 4 5 D B D A D Exercícios de Avaliação 1- Os objetivos do projeto devem estar de acordo com as necessidades dos stakeholders e serem comunicados no Documento Inicial de Projeto (DIP), também conhecido como Anteprojeto, que pressupõe: A. Aplicação de EDT B. Estrutura da organização C. Identificação dos potenciais riscos D. Identificação dos clientes 2. Os métodos aplicados à elaboração do anteprojeto, consistem em: A. Sessões de brain storming B.Sessões de brain storming C. Contribuição de especialistas D.Todas opções estão correctas 3. De acordo com CNJ (2008), para que haja fludez na comunicação de um projecto, é preciso planejar e estabelecer os objectivos da reunião, tal como: A. Frequência das reuniões B. Participação C. Indicação de lider D. Todas opções estão correctas https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 101 4. A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o replanejamento das ações, que consiste nas seguintes etapas: A. Monitoramento B. Gerência C. Aplição D. Patrocínio 5. Em Moçambique, Recursos públicos são, entendidos como os originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. Exemplos de modalidades: A. Xitique B. Linhas de crédito: C. Crédito distrital D. Todas opções estão correctas Correcção 1 2 3 4 5 C D A A B Unidade temática 3.2. Planejamento Estratégico em Gestão e Comunicação Ambiental Introdução Como o suporte e participação ativos dos colaboradores são uma condição necessária para o sucesso de programas de gestão ambiental, a comunicação interna tem uma posição de destaque na comunicação ambiental. À medida que a equipe tem maior exposição ao assunto, gera-se maior consciência e motivação para atingir objetivos específicos dentro de programas ambientais. Além disso, funcionários bem informados funcionam como uma espécie de porta-voz, já que levam as informações da companhia para toda a comunidade com a qual normalmente interagem. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 102 Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Definir o planejamento estratégico. Descrever a pertinência da comunicação para o sucesso de programas de gestão ambiental, Destacar a declaração de missão e a visão de futuro da empresa. Caracterizar o modelo Balanced Scorecard - BSC para medição do desempenho estratégico que tem como objectivo traduzir a estratégia empresarial. Distinguir comunicação ambiental da comunicação de marketing na gestao estratégico ambiental. Planejamento estratégico Há muitas conceituações para planejamento estratégico. Segundo Kotler (1992, p.63), “Planejamento Estratégico = é definido como o processo gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado”. O objetivo do planejamento estratégico é orientar e reorientar os negócios e produtos da empresa de modo que gere lucros e crescimento satisfatórios. Já Drucker (1977 apud Andeuzza, 2008) define Planejamento Estratégico como um processo contínuo, sistemático, organizado e capaz de prever o futuro, de maneira a tomar decisões que minimizem riscos. Uma outra conceituação interessante apresenta o planejamento estratégico “como um processo administrativo para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de fatores externos – não controláveis – e atuando de forma inovadora e diferenciada” (Oliveira – 2007 apud Andeuzza, 2008). No entanto, pode-se dizer que quanto aos níveis, o planejamento estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para alcançá-los que afetam a empresa como um todo, enquanto o planejamento tático relaciona-se aos objetivos de mais curto prazo e com estratégias e ações que, geralmente, afetam somente parte da empresa. Já o planejamento operacional pode ser considerado como partes homogêneas do planejamento tático, sendo a formalização, principalmente através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidos. Tem foco nas atividades do dia-a-dia. De uma maneira geral, o planejamento estratégico é responsabilidade dos níveis hierárquicos mais elevados da empresa/organização, o planejamento tático é desenvolvido pelos níveis intermediários, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis e o ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 103 planejamento operacional é elaborado pelos níveis mais baixos da organização (Andeuzza, 2008). O principal instrumento que dá subsídio à gestão estratégica de uma organização é o Planejamento Estratégico. Chiavenato (2003) define esse planejamento é como um processo de formulação das estratégias organizacionais que busca inserir a organização e sua missão em seu ambiente de atuação. Dentre os principais elementos que compõem esse processo, além da definição dos objetivos estratégicos, podem ser destacadas a declaração de missão e a visão de futuro da empresa. Missão A declaração de missão da organização define o propósito fundamental da organização. O porquê da sua existência. Segundo Niven (2006), ao analisar a razão de ser da empresa, a missão vai além do simples aumento do resultado financeiro e reflete a motivação dos funcionários em se dedicar ao trabalho. Para Chiavenato (2003, p. 41), “a missão é o elemento que traduz as responsabilidades e pretensões da organização junto ao ambiente e define o negócio, delimitando sua área de atuação”. Ainda segundo o mesmo autor a missão da empresa deve ser expressa em um texto curto e simples, para permitir o fácil entendimento e disseminação, e seu conteúdo deve estar focado fora das fronteiras da organização, centrada na sociedade, visando satisfazer uma necessidade do ambiente externo. Visão A visão de futuro retrata a imagem que a empresa vislumbra a respeito do seu futuro, isto é, o que ela pretende ser futuramente. De acordo com Chiavenato (2007 p. 54), “enquanto a missão trata da filosofia básica da organização, a visão serve para vislumbrar o futuro que se deseja alcançar”. Para Niven (2006), a declaração de visão fornece um panorama daquilo que a organização finalmente pretende ser, em um prazo que pode ser de 5, 10 ou 15 anos. O autor também afirma que o poder de uma visão compartilhada,vivida por todos os funcionários, é capaz de prover uma significante força motivacional. Abaixo estão citados exemplos de visões de futuro de algumas organizações públicas. Visão de Infloma – Industrial Florestal de Manica Ser a pimeira industrial florestal em Moçambique, das empresas e do setor, referência no exterior, reconhecido pelo desempenho, relacionamentos duradouros e responsabilidade socioambiental. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 104 Visão da SASOL Ser uma das empresas integradas de Gás do mundo e a preferida pelos nossos públicos de interesse. Balanced Scorecard - BSC O Balanced Scorecard - BSC é um modelo de medição do desempenho estratégico que tem como objectivo traduzir a estratégia empresarial em termos operacionais, oferecendo aos gestores explicações consistentes sobre a eficácia da estratégia, analisando o desempenho observado e subsidiando a tomada de decisão. Este modelo oferece a medição, monitoração e controle da estratégia com base no balanceamento de diversos indicadores de resultado, além de proporcionar um maior alinhamento da organização à estratégia (Maciel & Teixeira, 2008). Tradicionalmente os processos de avaliação do desempenho organizacional se baseavam essencialmente em relatórios financeiros, expressando os resultados de uma organização a partir de medidas como lucratividade, rentabilidade e retorno sobre o patrimônio. Esses indicadores isolados, embora possam ser uma boa maneira de apresentar um retrato do desempenho organizacional em situações passadas, não dão suporte ao planejamento, à melhoria contínua e à geração de valor futuro. Foi com o intuito de aprimorar os mecanismos de avaliação da estratégia que Kaplan e Norton (1996) desenvolveram o BSC, propondo uma avaliação de resultados baseada em métricas que incluem, além dos indicadores financeiros, componentes menos tangíveis como a satisfação do cliente, qualidade de produtos, capacidade dos funcionários e eficiência dos processos. Este modelo reforça a articulação entre as estratégias de longo prazo e as ações de curto prazo, contempla aspectos financeiros e não financeiros e contribui para a atuação gerencial proativa. De acordo com Niven (2006), o BSC pode ser definido como um conjunto cuidadosamente selecionado de métricas quantificáveis derivadas da estratégia de uma organização. É um instrumento que assume funções de um sistema de medidas, de sistema de gestão estratégica e de ferramenta de comunicação. Ainda segundo Kaplan e Norton (1996), o BSC se destaca por apresentar um sistema de medidas que, sem desprezar os indicadores financeiros do desempenho passado, os complementa com métricas não financeiras que permitem a previsão de futuro da organização. Ao ser utilizado para gerenciar a estratégia organizacional, o BSC promove um maior alinhamento das atividades de gestão. Funcionando também como ferramenta de comunicação, traduz a estratégia em de medidas de performance claras e objetivas, possibilitando um melhor entendimento e um maior envolvimento por parte dos funcionários. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 105 O BSC organiza a estratégia organizacional em quatro diferentes perspectivas de desempenho: financeira, clientes, processos internos, e aprendizado e crescimento, como detalhadas a seguir (Kaplan & Norton, 1996 apud Macil & Teixeira 2008): Perspectiva financeira: Relaciona-se com os resultados de desempenho financeiro, geralmente representado por medidas de lucratividade e rentabilidade usadas nos sistemas tradicionais de avaliação de desempenho. Se essas medidas, isoladas, representam apenas os resultados passados, combinadas com os indicadores das demais perspectivas, como satisfação do cliente e qualidade do produto, permitem avaliar se a execução da estratégia está sendo refletida em melhores resultados financeiros para a organização. As métricas desta perspectiva são importantes não só para as empresas privadas, mas também para empresas públicas e organizações sem fins lucrativos. No setor privado, as métricas financeiras indicam o reflexo da estratégia na lucratividade do negócio, enquanto que, no setor público e das organizações sem fins lucrativos, permitem avaliar se os resultados foram alcançados com eficiência, minimizando custos. Perspectiva de clientes: Voltada para medidas como satisfação do cliente, índice de reclamações, percentual de participação no mercado, imagem e reputação da organização, permite à empresa direcionar suas ações para a identificação, conquista e manutenção de determinados segmentos de clientes. Para a escolha de medidas nesta perspectiva é necessário definir questões como quem é o público-alvo e o que os clientes esperam da organização. Trazendo essa premissa para o contexto da administração pública, percebe-se que a resposta a essas questões e a definição de medidas para esta perspectiva costuma ser mais custosa para a administração pública, devido à grande variedade de grupos de clientes – beneficiários, contribuintes, entidades de classe, órgãos de controle, etc. – envolvidos no pagamento, prestação e recebimento de serviços públicos. Perspectiva de processos internos: a partir de indicadores como qualidade do serviço, produtividade, quantidade de reclamações, devoluções de produto, entre outros, auxilia na identificação dos processos que geram maior impacto na satisfação dos clientes e nos resultados financeiros da empresa. Com base nessas medidas, a empresa pode tanto identificar quais de seus processos devem ser aperfeiçoados como também identificar a necessidade de criar novos processos nos quais deve alcançar a excelência para atingir seus objetivos. Perspectiva de aprendizado e crescimento: considera medidas relacionadas a pessoas como clima organizacional, capacitação dos colaboradores, e a procedimentos e sistemas, como disponibilidade e eficiência, com o objetivo de identificar os fatores que geram melhoria contínua e crescimento a longo prazo. O funcionamento do BSC requer a identificação de objetivos (extraídos dos documentos estratégicos institucionais) e o estabelecimento de indicadores de desempenho e respectivas metas. A introdução de componentes menos tangíveis nos ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 106 objetivos e indicadores do BSC traz dificuldades naturais de mensuração que serão reduzidas à medida que novas quantificações forem sendo realizadas ao longo do tempo. Isto permitirá clarificar as relações de causa e efeito entre os indicadores e introduzir alterações para que estes representem cada vez melhor o desempenho da empresa. No entanto, Kaplan e Norton (2001 apud Silva 2009) afirmam que o Balanced Scorecard pode auxiliar a administração pública na definição de sua missão institucional, na comunicação dos resultados atingidos aos funcionários e aos cidadãos, além de elevar a importância da perspectiva do cliente. Esquema-2: Balanced Scorecard para organizações públicas Fonte: (adaptado de Niven, 2003): Para o efeito, Silva (2009), ao estudar o trabalho de Niven (2003), elencou algumas das dificuldades mais comuns na implementação do Balanced Scorecard em uma organização governamental ou sem fins lucrativos, são elas: Dificuldades na medição dos resultados finais; Encarar os resultados alcançados como veículo de punição; Definição da missão; Dificuldade por parte dos cidadãos em entender a obtenção de resultados negativos; Legislaturas curtas que interferem na implementação dos sistemas; Cultura visa desconfiança nas soluções empresariais; Existência de menor competitividade, o que dificulta a introdução de alterações; ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectosem Gestão e Comunicação Ambiental 107 Limitações técnicas; Limitação da qualificação dos recursos humanos; e Restrições orçamentais. Para Carneiro (2010), o primeiro passo para a implantação do BSC é a concepção do mapa estratégico. Ele representa graficamente, nas quatro perspectivas do BSC, a relação de causa e efeito entre os objetivos estratégicos da organização. De a cordo com Niven (2006), os mapas estratégicos são compostos por objetivos, metas, medidas e ações, servindo como uma poderosa ferramenta de comunicação para transmitir a estratégia ao colaborador. Relacionando os componentes estratégicos, o mapa explicita o caminho a ser seguido para levar a organização de uma situação atual para uma outra, relacionada à visão de futuro estabelecida. Costa (2006 apud Carneiro, 2010 p. 80) afirma que o mapa estratégico também permite à alta administração monitorar o cumprimento da estratégia. Apresentamos como exemplo, na figura a seguir, o mapa estratégico do Instituto Nacional de Tecnologia, mostrando a organização em quatro perspectivas estratégicas e as relações de causa e efeito entre elas, além da identificação dos objetivos, indicadores e metas. Para colocar em prática o planejamento e alcançar a visão de futuro estabelecida, foi criado um novo modelo de gestão que recebeu o nome de Pró-Gestão. A estratégia desse novo modelo é baseada em metodologias de Gestão Efetiva de Projetos, que busca garantir a execução dos projetos planejados. A autora elencou também os principais desafios encontrados na implementação do Pró-Gestão (Carneiro, 2010): a) Ausência de cultura: Muitos dos funcionários que estão à frente dos projetos não compreendem a importância da monitoração dos prazos, escopo, riscos e qualidade. Esse desafio só é superado graças ao diálogo, buscando conscientizar os envolvidos da importância da gestão de projetos. b) Rotina complexa: As demandas cotidianas da administração pública impedem a dedicação adequada às questões estratégicas. Obstáculo superado com a definição de equipes com dedicação exclusiva aos projetos estratégicos do governo. c) Exposição de fragilidades: Algumas entidades oferecem resistência às mudanças, com o receio de que as falhas em sua gestão ficassem explicitas. Com o tempo, fica claro para todos os órgãos que o objetivo principal do Pró-Gestão não é expor fragilidades, e sim colaborar para o sucesso na execução de projetos. d) Indefinição sobre atribuições dos gerentes de projeto: Os gerentes, indicados por suas respectivas secretarias, neste caso, têm que ter profundo conhecimento em diversas áreas como saúde, educação, ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 108 segurança. Tal dificuldade foi superada através da capacitação das equipes envolvidas. Neste contexto, a falta de conhecimento acerca da gestão estratégica e de outras práticas administrativas modernas, também foi relatada como um entrave à implantação das mudanças. Isso revela a necessidade de maior capacitação dos servidores e maior disseminação dos conceitos e da importância da administração gerencial. Só conhecendo as melhores práticas de gestão e entendendo seus benefícios é que a população e os gestores públicos irão se convencer da importância de um novo modelo de gestão e se engajar na sua implantação. O planejamento estratégico é apenas o primeiro passo para o alcance dos objetivos da organização. Após planejar, é preciso comunicar, executar e avaliar periodicamente a estratégia para mantê-la alinhada à missão e visão estabelecidas. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM, 2009), mais de 95% dos funcionários não compreendem a visão de futuro das instituições e mais de 85% dos gestores reservam menos de uma hora ao mês para discutir a estratégia. Comunicação ambiental Partindo de pressuposto que a comunicação ambiental é distinta da comunicação de marketing se corretamente conduzida e estruturada, pode resultar em melhoras na gestão das atividades ambientais, além de ganhos de credibilidade e aceitação por parte dos stakeholders. O estabelecimento de uma comunicação ambiental eficaz com todos os stakeholders é uma atividade que deve ser desempenhada de modo contínuo; na prática, entretanto, se detecta que muitas vezes ela ocorre somente em momentos de crise, quando o máximo que se consegue obter é uma minimização, usualmente insuficiente, dos danos à imagem da organização (Rotondaro & Turatti, 2005). Além da demanda dos stakeholders, há outro fator que impulsiona as organizações a estabelecer uma comunicação ambiental efetiva: os programas e normas de gestão ambiental como a ISO 14001, o Responsible Care da indústria química, que regulam sobre comunicação externa e também interna. Assim sendo, podemos tratar dos elementos da comunicação ambiental em seus três níveis - normativo, estratégico e operacional - e verificar e evidenciar sua aplicação em um caso prático. Definição da Comunicação Ambiental A comunicação ambiental é um dos elementos-chave de estratégias eco-orientadas, ao lado de fatores como a eco-eficiência, os sistemas de ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 109 controle ambiental, entre outros fatores que têm se tornado uma questão de competitividade nas empresas. Diferentemente da comunicação de marketing, a comunicação ambiental pressupõe a divulgação franca e abrangente de informações para stakeholders relevantes - internos e externos – com o objetivo de informar sobre a performance e os impactos ambientais da organização, fazendo uso de um processo de comunicação de vias múltiplas, linguagem focada no público, recebendo e respondendo demandas, questões e comentários de stakeholders, e, se possível, implementando-as em seus processos. Por fazer parte tanto do sistema de Gestão Ambiental quanto das atividades genéricas de Comunicação do Negócio, a Comunicação Socioambiental deve estar em linha com ambos para garantias de consistência e de coerência com os demais princípios da organização. Assim como nos conceitos de origem (isto é, na Comunicação Geral e na Gestão Ambiental), na Comunicação Socioambiental é possível distinguir diferentes níveis: políticas, estratégias e programas ou ferramentas (Rotondaro & Turatti, 2005). Esquema-3: origens e dependências da Comunicação socioambiental Fonte: Rotondaro & Turatti (2005). Depreende-se que para a questão das atividades de gerenciamento como um todo, pode-se detectar, a partir da visão de uma empresa, uma série de elementos agrupados em três diferentes níveis. No primeiro nível, chamado Normativo, encontram-se as estruturas chave do gerenciamento, como a missão, os princípios e políticas que irão nortear a administração. No nível seguinte, o Estratégico, estão as estruturas típicas de modelos de gerenciamento, com as estratégias e todos os processos; e por fim, no nível Operativo estão as estruturas dos programas de atividades, como as metas, projetos e ferramentas. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 110 a) Nível normativo A maioria das organizações apresenta neste nível elementos como a Visão, a Missão ou Propósito, com diretrizes sobre a condução de suas operações. Em alguns casos, nestes elementos está expresso o comprometimento com a abordagem de triple bottom line. A principal função de políticas sociombientais é a de expressar o comprometimento da gestão em relação ao maio ambiente. Internamente, isto significa as condições básicas do comportamento ambiental dos colaboradores e também a disseminação de conceitos de segurança e preservação ambiental; externamente, representa a documentação da responsabilidade socioambiental da companhia, gerando ganhos de imagem e estabelecendo confiança junto aos maisdiversos stakeholders. De acordo com Dubach (2000), as políticas socioambientais podem ser classificadas em quatro estágios: técnico-reativas, ativas orientadas pelo lucro, ambientalmente pró-ativas e por fim voltadas à sustentabilidade. Figura-7: Estágios evolutivos da política socioambiental Fonte: Rotondaro & Turatti (2005) Empresas no estágio técnico-reativo ou defensivo somente reagem a pressões externas; normalmente têm postura no-profile ou low-profile e se comunicam se necessário, como nos casos de crise de imagem. Para Rotondaro & Turatti (2005), as empresas com comunicação ambiental ativa orientada pelo lucro vêem a variável ambiental como uma nova área na qual é possível obter lucros; por essa razão, adotam uma abordagem ativa na comunicação, mas orientada para gerar retornos ou resultados econômicos. Para companhias ambientalmente pró-ativas, o meio ambiente representa um desafio para melhoria de performance e posição de mercado. A variável ambiental não é somente um elemento da mensagem que ela pretende transmitir ao mercado, mas também uma diretriz que permeia suas operações como um todo. Neste contexto sua comunicação ambiental é pró- ativa, procura estabelecer um processo de duas vias com o receptor e voltada para a melhoria contínua de sua imagem. No estágio seguinte, do desenvolvimento pela sustentabilidade, a Política deve refletir um equilíbrio entre questões econômicas, sociais e ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 111 ambientais -o triple bottom line - e os princípios de comunicação devem ser consistentes com essa Visão b) Nível estratégico – o processo O ponto-chave no nível estratégico é a concretização da Política Ambiental através das estratégias de comunicação. Organizações que têm por objetivo comunicar efetivamente suas atividades ambientais devem cumprir um processo que compreenda as seguintes etapas: Identificar seus problemas socioambientais; Realizar uma análise do mercado, Das demandas políticas, Sociais e ambientais dos stakeholders; Identificar e priorizar os stakeholders mais relevantes; E por fim adotar estratégias adequadas de comunicação ambiental. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que os fatores sejam divididos em dois grandes pilares: identificação e avaliação, com o entendimento das demandas dos stakeholders e gerenciamento da informação de múltiplas vias; e seleção de estratégias de comunicação ambiental, para assegurar ações efetivas de comunicação. No primeiro pilar está a necessidade de conhecer de fato a audiência. Identificar percepções, problemas e demandas relativas aos stakeholders tem por vantagens a prevenção de perdas econômicas, maiores garantias da autonomia da empresa e também detecção de oportunidades de negócio. Cabe lembrar que um fator de complexidade é a heterogeneidade de stakeholders relacionados a uma indústria. Para gerar as formações necessárias, há diversos caminhos como pesquisas diretas junto aos públicos, painéis de discussão e comitês com a comunidade, audiências públicas, consultas, etc. Ao identificar os problemas é possível determinar qual será o conteúdo da informação ambiental; caso esta identificação seja feita de forma regular, ela funciona ainda como uma ferramenta de controle e avaliação da evolução das demandas e preocupações dos diversos públicos, permitindo inclusive planejar com antecedência próximos passos. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 112 Matrize-7: pilares da estratégia de comunicação ambiental Fonte: (adaptado de Dubach,2000) O segundo pilar é relativo à definição da estratégia de comunicação ambiental. Tal definição é uma condição para que exista uma só orientação e discurso e se evitem ações desordenadas e sem um objetivo comum. Segundo Rotondaro & Turatti (2005), a orientação estratégica, varia desde um nível de disponibilização de informação, passando pelo estabelecimento de diálogo e relacionamento de múltiplas vias, e chegando até conscientização e mudança de atitude nos públicos-alvo. Estes níveis refletem os princípios adotados, partindo de modelo defensivo até um pró-ativo e de sustentabilidade. A adoção de uma ou outra estratégia depende da cultura corporativa da companhia, dos objetivos estabelecidos para a comunicação ambiental, das ameaças e oportunidades em um continuum que parte do defensivo ao proativo, e, em muitos casos de multinacionais, dos efeitos observados nas estratégias adotadas por empresas coligadas em outros mercados. c) Nível operativo – projetos e ferramentas Para implementar a estratégia de comunicação ambiental, as organizações devem escolher os canais e adequar seus projetos e ferramentas de comunicação. As ferramentas disponíveis para estabelecer a comunicação de Marketing, conforme Kotler (1994) podem ser divididas em cinco categorias: propaganda, relações públicas (onde se inclui a publicidade), venda pessoal, marketing direto e promoção de vendas. No planejamento de campanhas de comunicação, é necessário que se contemple o uso combinado dessas ferramentas, uma vez que na comunicação dificilmente basta estabelecer vínculos com somente um tipo de receptor e somente por uso de uma das ferramentas. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 113 Deste modo, é provável que dentro de um plano devam existir objetivos de geração de motivos para a compra de um produto pelos consumidores, e isso pode ser feito por propaganda; ao mesmo tempo, pode ser necessário gerar um incentivo à compra, no ponto de venda, o que se obtém por meio de promoção; para falar com colaboradores, a comunicação interna tem à sua disposição registros, murais, vídeos, manuais, entre outros meios; ou ainda quando é necessário estabelecer uma comunicação com potenciais investidores ou opinião pública em geral (não necessariamente os consumidores do produto), podem ser utilizadas atividades de relações públicas. As principais etapas da implantação de programas e projetos de comunicação, de acordo com Rotondora e Turatti (2005), e que podem ser aplicadas à comunicação socioambiental, são: identificação da audiência-alvo – para quem ou que grupos é necessário fazer a comunicação socioambiental; determinação dos objetivos de comunicação – com expectativas de resposta em seus diferentes níveis - cognição, afetividade e comportamento; preparação da mensagem - em termos de conteúdo, formatação e fonte; seleção dos canais - usualmente classificados entre canais pessoais (como o boca-a-boca, visitas técnicas, audiências, etc) e canais impessoais (condução da mensagem sem contato direto, por exemplo, por meio de mídia, relatórios ambientais ou eventos); decisões sobre o composto comunicacional - com a alocação de recursos entre as diferentes ferramentas da comunicação e programas; mensuração dos resultados - com controles para checar efetividade de veículos e pesquisas para avaliar fixação de mensagem, entre outros métodos. Na escolha do mix de comunicação, quando se trata da variável ambiental, a organização deve estabelecer formas mais interativas de comunicar-se com seus stakeholders, uma vez que tanto a opinião pública, o mercado e o poder público apresentam diferentes demandas de informação. Como o suporte e participação ativos dos colaboradores são uma condição necessária para o sucesso de programas de gestão ambiental, a comunicação interna tem uma posição de destaque na comunicação ambiental. À medida que a equipe tem maior exposição ao assunto, gera-se maior consciência e motivação para atingir objetivos específicos dentro de programas ambientais. Além disso, funcionários bem informadosfuncionam como uma espécie de porta-voz, já que levam as informações da companhia para toda a comunidade com a qual normalmente interagem. A propaganda ambiental contempla mensagens institucionais - sobre a própria companhia - ou sobre seus produtos. Quando trata de produtos, mais que anunciar ofertas ou recursos, a propaganda ambiental objetiva aumentar ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 114 as vendas ou recall de produtos ou serviços baseados em atributos ambientais; quando lida com mensagens institucionais, a propaganda se propõe a construir a imagem de uma organização como um todo. O que se “vende” é o aumento de conhecimento da marca, estabelecer uma associação entre a variável ambiental e a marca, e ganhar a preferência ou lealdade do público por meio de mensagens que reflitam uma “orientação para o ambiental”. Neste contexto, diferente da propaganda tradicional de produtos que é voltada essencialmente para o consumidor final ou prospect, a propaganda ambiental corporativa ou de produto tem como audiências-alvo uma variedade de stakeholders como ONG’s, líderes de opinião, fornecedores, bancos, entre tantos. Sumário Nesta unidade abordamos sobre as principais etapas da implantação de programas e projetos de comunicação que podem ser aplicadas à comunicação socioambiental. Deste modo, dentro de um plano devam existir objetivos de geração de motivos para a compra de um produto pelos consumidores, e isso pode ser feito por propaganda; ao mesmo tempo, pode ser necessário gerar um incentivo à compra, no ponto de venda, o que se obtém por meio de promoção; para falar com colaboradores, a comunicação interna tem à sua disposição registros, murais, vídeos, manuais, entre outros meios; ou ainda quando é necessário estabelecer uma comunicação com potenciais investidores ou opinião pública em geral (não necessariamente os consumidores do produto), podem ser utilizadas atividades de relações públicas. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Segundo Kotler (1992, p.63), “Planejamento Estratégico é definido como o processo gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado que tem como objectivo: A. Orientar e avaliar B. Orientar e reorientar os negócios C. Divulgar D. Diagnosticar https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 115 2. Já Drucker (1977 apud Andeuzza, 2008) define Planejamento Estratégico como um processo contínuo, sistemático, organizado e capaz de: A. Prever o futuro B. Tomar decisões C.Todas opções estão correctas D. Minimizar riscos 3. O Planejamento Tático relaciona-se aos objetivos de mais curto prazo e com estratégias e ações que, geralmente, afetam: A. Somente os stakeholder B. Somente parte da empresa. C. Somente os consumidores D. Controla os destino Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 4. Na empresa, a variável ambiental é único elemento da mensagem que ela pretende transmitir ao mercado, mas também uma diretriz que permeia suas operações como um todo 5. A comunicação ambiental é um dos elementos-chave de estratégias eco-orientadas, ao lado de fatores como a eco-eficiência, os sistemas de controlo ambiental, entre outros fatores que têm se tornado uma questão de competitividade nas empresas Correcção: 1 2 3 4 5 B C B F V Exercícios de Avaliação 1. O intuito de aprimorar os mecanismos de avaliação da estratégia que Kaplan e Norton (1996) desenvolveram o BSC, propos se uma avaliação de resultados baseada em métricas que incluem: A. Indicadores financeiros B. Indicadores de lucros C. Indicadores sociais D. Gerência. https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 116 2. O ponto-chave no nível estratégico é a concretização da Política Ambiental através das estratégias de comunicação. Organizações que têm por objetivo comunicar efetivamente suas atividades ambientais devem cumprir um processo que compreenda as seguintes etapas: A. Identificar seus problemas socioambientais C. Propaganda ambiental B. Seleção de estratégias de comunicação D. Todas opções estão correctas 3. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que os fatores sejam divididos em dois grandes pilares: A.Diagnóstico B. Meio de promoção C. Identificação e avaliação D. Comunicação com potenciais 4. As ferramentas disponíveis para estabelecer a comunicação de Marketing, conforme Kotler (1994) podem ser divididas em: A. Duas categorias B. Cinco categorias C. Quatro categoria D. Todas opções estão correctas 5. Faça corresponder a coluna de Eventos e os respectivos locais de ocorrência. Nivel estrategicos Factores I. Identificação e avaliação A. Entendimento da demanda dos stakholder e controle dos processos. B. Mudança de atitude C. Auditoria de informação D. Disponilibilidade de informação II. Estrategias Correcção: 1 2 3 4 5 A A C B *** *** I II A C B D ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 117 Unidade temática 3.3. Programação do projecto Introdução Lembrar que é necessário compartilhe as ideias com outras pessoas antes de iniciar o projecto e crie um cronograma com elas. Para isso, é necessário conhecer os estágios iniciais do planejamento de projetos. Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Identificar as etapas de criacao de um projecto Caracterizar os diferentes estágios de como adicionar as tarefas num projecto. Descrever como organizar as tarefas. Conhecer a configuração o calendário do projeto Compreender a metodologia do Marco Lógico Etapas iniciais de criação de um projeto Nas etapas iniciais de criação de um projeto, pode não estar claro o suficiente ou ter uma definição muito ampla. Eis alguns exemplos que ajudam você a detalhar a programação para almejar os objetivos do seu projeto. Para isso, tem que seguir as seguintes etapas: Etapa 1: Adicionar tarefas Adicionar novas tarefas; Adicione tarefas a uma programação para dividir o trabalho em partes fáceis de administrar; Definir o comprimento da duração da tarefa; Defina o intervalo de tempo (ou horário do calendário) de uma tarefa. Você pode inserir um número ou apenas digitar um período geral, como “A ser determinado” ou “Falar com Sarah antes”; Definir a quantidade de trabalho que as pessoas realizarão em cada tarefa; Defina a quantidade de tempo (ou horas de trabalho) para que uma tarefa seja concluída.Esta é a quantidade de tempo independente da quantidade de pessoas que realizarão a tarefa; Importar dados do Excel para o Projecto; ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 118 Se as suas tarefas já estiverem no Excel, você poderá copiá-las para o Projecto. O Projecto manterá a formatação e a estrutura organizacional da lista de tarefas; Adicionar um marco, uma vez que é um instrumento muito útil para a elaboração, analise e gerenciamento de projectos. Sua maior contribuição a elaboração de um projecto está em que ele oferece uma sucessão de passos encadeados, ao final da qual se tem um projecto bem estruturado nas suas relações de causas e efeito. A “equação” básica dessas relações é então resumida numa matriz; Marque o final das fases ou etapas maiores de seu projeto com marcos, para mostrar o progresso em relação às principais entregas; Desativar uma tarefa em vez de excluí-la; Você pode cancelar uma tarefa e manter seu registro no plano do projeto. Isso é útil para testar como as alterações podem afetar seu projeto. Etapa 2: Organizar as tarefas Vincule quaisquer tarefas em um projeto para revelar sua relação (também chamada de dependência de tarefa). As tarefas vinculadas refletem a realidade do projecto. Quando uma tarefa é alterada, a outra também muda; Organizar em estrutura de tópicos as tarefas em subtarefas e tarefas de resumo; Exiba a hierarquia de tarefas criando uma estrutura de tópicos com os botões Recuo à esquerda e Recuo à direita; Se houver interrupções em uma tarefa, você poderá dividi-la em seções para mostrar quando ela para ou começa; Use os códigos Work Breakdown Structure (WBS - estrutura de divisão de trabalho) para organizar em estrutura de tópicos numérica as tarefas, para que o trabalho corresponda às práticas contábeis de seu negócio; Defina as fases principais primeiro e, depois, divida-as em tarefas individuais; Aprenda mais sobre como o Projecto trabalha com tarefas e seus relacionamentos para ajudar a calcular a programação. Etapa 3: Configurar o calendário do projeto Definir os dias de trabalho para todos no projeto; Definar os dias de trabalho padrão para todos o projeto, como de segunda-feira a sexta-feira, das 8h00 às 17h00; Adicionar feriados e dias de férias; Alterar a programação de trabalho das pessoas adicionando feriados e férias; ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 119 Criar um calendário para apenas uma tarefa = começando por identificar os horários comerciais e não comerciais de apenas uma tarefa, como um processo de computador que é executado durante 24 horas em um dia de folga para manutenção. Depreende-se que a programação de projecto define o volume de operações e recursos estimados para o desenvolvimento dos projetos elaborados. Esse instrumento permite que sejam acompanhadas as ações a serem desenvolvidas e executadas. A metodologia do marco lógico A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de seus projetos, caracteriza-se pela gestão baseada em resultados, com a definição de uma hierarquia de objetivos a serem alcançados, associados a indicadores, que dá transparência na gestão e na utilização de recursos. Possibilita o trabalho em equipe e a participação, convertendo-se em um processo contínuo de avaliação e aprendizagem sob uma perspectiva holística e sistêmica ao considerar as realidades políticas, sociais e organizacionais em sua elaboração. Sumário Nesta unidade falaremos sobre a necessidade de compartilhe as ideias com outras pessoas antes de iniciar o Projecto e criar um cronograma com elas. Ainda, abordaremos as principais Etapas de iniciação de criação de um projeto, adicionar tarefas, organizar as tarefas, configurar o calendário do projeto, a utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de seus projetos. Exercícios de Auto-Avaliação 1. Alguns exemplos, que ajudam você a detalhar a programação para almejar os objetivos do seu projeto, que consistem nas seguintes etapas: A. Definir metas B. Definir o comprimento da duração da tarefa; C. Definir programação D. Todas opções estão correctas https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 120 2. Adicionar um Marco, uma vez que é um instrumento muito útil para a elaboração, analise e gerenciamento de projectos. Sua maior contribuição a elaboração de um projecto está em: A. Oferecer orientação B. Oferecer metas necessárias C. Oferece uma sucessão de passos encadeados, D. Todas opções estão correctas 3. Vincular quaisquer tarefas em um projeto para revelar sua relação, também designa se por: A. Dependência de tarefa B. Tarefa de resumo C. Dependência de ideias D. Dependência de programação Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com “F” as Falsas: 4. A programação de projecto não define o volume de operações e recursos estimados para o desenvolvimento dos projetos elaborados. Esse instrumento permite que sejam acompanhadas as ações a serem desenvolvidas e executadas. 5. Use os códigos Work Breakdown Structure (WBS - estrutura de divisão de trabalho) para organizar em estrutura de tópicos numérica as tarefas, para que o trabalho corresponda às práticas contábeis de seu negócio. Correcção: 1 2 3 4 5 B C A F V Exercícios de Avaliação 1. Na Etapa 2: Organizar tarefas como: A. Adicionar novas tarefas; B. Definir os dias de trabalho para todos no projeto; C. Definir os dias de trabalho para todos no projeto; D. Se houver interrupções em uma tarefa, você poderá dividi-la em seções para mostrar quando ela para ou começa; https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 121 2. Na Etapa 1: Adicionar tarefas pressupõe: A. Definir a quantidade de trabalho que as pessoas realizarão em cada tarefa. B. Adicionar feriados e dias de férias; C. Definir os dias de trabalho para todos no projeto D. Todas opções estão correctas. 3. Na Etapa 3: Configurar o calendário do projeto pressupõe: A. Definir os dias de trabalho para todos no projeto B. Adicionar feriados e dias de férias C. Criar um calendário para apenas uma tarefa D. Todas opções estão correctas. 4. A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de seus projetos, caracteriza-se A. Definir o comprimento da duração da tarefa; B. Gestão baseada em resultados C. Importar dados do Excel para o Projecto D. Desativar uma tarefa em vez de excluí-la 5- Enfim, nas etapas iniciais de criação de um projeto, pode não estar claro o suficiente ou ter: A. Definição muito ampla B. Definição vaga C. Definição de estrutura D. Definição da organização Correcção: 1 2 3 4 5 D A D B A Unidade temática3.4. Execução e Controlo do Projecto Introdução Tem o foco voltado para a estruturação e a viabilização operacional do projeto. Para efeito, consiste na implementação de todos os processos de negócio, configurações, parametrizações, baseados no Modelo Proposto Gerado. Os usuários serão capacitados no sistema. Os testes unitários e integrados são ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 122 efetuados nesta fase. É importante monitorar e controlar o avançamento do projeto e os riscos mapeados. Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Compreender as incertezas de vida de um projecto Descrever o estudo de viabilidade sobre o que se pretende desenvolver. Identificar o sistema de controlo e monitoriamento de um projecto Caracterizar o processo de encerramento de um projecto O ciclo de vida de um projeto Os projetos sempre apresentam um início e um fim determinados. Segundo Luís César de Moura Menezes, autor do livro “Gestão de Projetos”, são estas as únicas certezas no ciclo de vida de um projeto e através delas é possível conhecer melhor o que precisa ser desenvolvido. Entre esse início e o fim, o projeto sofre todo um desenvolvimento, uma estruturação, uma implantação e uma conclusão. É evidente que a realidade dos projetos é bastante dinâmica, mas de modo geral é possível identificar 4 fases típicas para representar o ciclo de vida: a conceitual, o planejamento, a execução e a conclusão. Como pode ser observado, o ciclo de vida de um projeto não deixa claro quais são os limites de cada uma das fases, mas representa um modelo que auxilia na visualização do desenvolvimento do projeto, na adoção de padrões, na elaboração das atividades e nas tomadas de decisão. Isso se deve ao fato de alguns projetos possuírem características que impossibilitam uma visão definida de cada uma das fases e, para fazê-los nos prazos e orçamentos previstos, torna-se necessária a antecipação de atividades do planejamento e da execução ainda na fase de concepção. Mesmo com todas estas incertezas, a elaboração do ciclo de vida pode prever o consumo de recursos e permitir aprofundar ideias e conceitos através de um estudo de viabilidade sobre o que se pretende desenvolver. A Fase I - Conceitual Marca a concepção da ideia de projeto, do nascimento até a aprovação da proposta para sua execução. Nesta fase são identificadas as necessidades e os problemas, são definidos os objetivos e estimados os recursos necessários para a execução do projeto. Posteriormente, a proposta do projeto é elaborada, apresentada e avaliada para ser submetido a ida a uma decisão quanto à sua execução (Wolfart, 2013). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 123 Fase II- Planejamento A proposta já foi aprovada e passa a ser detalhada por meio de um plano de execução. É a fase em que ocorrem a definição do gerente do projeto e dos recursos humanos e materiais necessários para a execução. Também são detalhados os objetivos, programadas as atividades e definidos os procedimentos de acompanhamento e de controle utilizados na implantação do projeto. Fase III - Execução Do trabalho propriamente dito, o desenvolvimento dos produtos ou dos serviços. É comum que ajustes apareçam ao longo desta fase, mas o foco deve estar voltado para o plano inicial e para a correção dos planos intermediários, principalmente no que diz respeito a prazos e orçamentos. Neste ponto, o controle sobre o que foi planejado pode determinar o sucesso ou o fracasso de todo o projeto. Consiste na implementação de todos os processos de negócio, configurações, parametrizações, baseados no Modelo Proposto gerado. Os usuários serão capacitados no sistema. Os testes unitários e integrados são efetuados nesta fase. É importante monitorar e controlar o avanço do projeto e os riscos mapeados. Fase VI - Monitoramento e controle As responsabilidades do gerente de projetos não param ao final do planejamento do projeto. Isso porque o Líder do Projeto é o responsável para os envolvidos internos e externos, a equipe do projeto, vendedores, gerentes executivos e outros. A visibilidade da posição é intensificada porque muitos dessas pessoas não irão esperar para ver e discutir os resultados entregáveis que eles detalharam na fase de Planejamento. Como um Líder de Projetos, é importante guardar-se de ter "ervas daninhas", especialmente nos grandes projetos. Isso irá permitir a ele/ela focar sua atenção na habilitação dos Planos de Projeto e processos de gerenciamento das expectativas dos clientes e envolvidos. O processo de gerenciamento do projeto assegura que as atividades planejadas são realizadas de forma efetiva e eficaz, assegurando que as medidas para garantir o Plano de Projeto, as premissas, restrições, enfim, o conceito original de viabilidade do projeto continuará a ser recolhidas, analisadas e postas em prática ao longo do ciclo de vida do projeto. Sem um processo definido de monitoramento e controle do projeto, cada integrante da Equipe do Projeto poderia executar suas tarefas e atividades usando suas ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 124 melhores práticas, experiências e métodos, em detrimento ao controle, monitoramento e impedindo atividades de ação corretiva. Matriz-8: Um sistema de controle e monitoriamento de um projecto Fonte: Wolfart, 2013). Uma atenção especial deve ser dada para manter os interessados atualizados com o Status do projeto, lidando com questões de administração de contratos e escopo, ajudando a gerenciar o controle de qualidade e monitoramento de riscos do projeto. Também é fundamental, durante a fase de Monitoramento e Controle, acompanhar a aplicação de outros aspectos importantes do projeto, como a abordagem das Comunicações, Riscos, Qualidade e Aquisições dos recursos, através da interação periódica com a equipe do projeto e as partes interessadas. V - ENCERRAMENTO A conclusão é a última fase e corresponde ao término do projeto. É marcada pela dificuldade em manter as atividades dentro do que foi planejado e por realocar os recursos humanos e materiais para outros projetos. Nesta fase são elaborados os relatórios e avaliados os resultados alcançados. As atividades em cada uma das fases podem variar muito de empresa para empresa e de projeto para projeto. Porém, a visão macroscópica apresentada pelo ciclo de vida é muito importante para que os mentores, os financiadores e os demais envolvidos possam avaliar as dimensões do projeto, prever os problemas e resolver os conflitos. A não definição do ciclo de vida ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 125 dificulta este controle e pode impactar na conclusão do projeto dentro do prazo e do orçamento determinados, bem como na qualidade exigida para os resultados gerados (Wolfart, 2013). A última fase do projeto é o Encerramento, que somente é completado quando todas as atividades do projeto e marcos tenham sido completadas e o cliente tenha aceitado os entregáveis do projeto. O Encerramento do Projeto inclui os seguintes elementos-chave: verificação da aceitação formal pelos envolvidos e Comitê Diretivo Desmobilização dos recursos (staff, facilidades, equipamentos, infraestrutura e sistemas automatizados) Fechamento e qualquer assunto financeiro. Documentação dos sucessos, problemas e assuntos técnicos do projeto. Documentação das lições aprendidas. Produzir um Relatório ou Termo de Encerramento do Projeto Completar a coleta e arquivamento dos registros do projeto. Sumário Entender que o ciclo de vida de um projeto não deixa claro quais são os limitesde cada uma das fases, mas representa um modelo que auxilia na visualização do desenvolvimento do projeto, na adoção de padrões, na elaboração das atividades e nas tomadas de decisão. Isso se deve ao fato de alguns projetos possuírem características que impossibilitam uma visão definida de cada uma das fases e, para fazê- los nos prazos e orçamentos previstos, torna-se necessária a antecipação de atividades do planejamento e da execução ainda na fase de concepção. Exercícios de Auto-Avaliação 1. As únicas certezas no ciclo de vida de um projeto e através delas é possível conhecer melhor o que precisa ser desenvolvido, são: A. Início e o fim B. Durante todo o processo C. Durante todas as etapas D. Do início sem fim 2. É evidente que a realidade dos projetos é bastante dinâmica, mas de modo geral é possível identificar uma das quatro fases típicas para representar o ciclo de vida: A. Plano de monitoria https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 126 B. Avaliação C. Planejamento D. Todas opções estão correctas 3. A elaboração do ciclo de vida pode prever: A. Consumo de recursos B. Execucão do projecto C. Controle das actividades D. Todas opções estão correctas 4. Uma atenção especial deve ser dada para manter os interessados atualizados com o Status do projeto, lidando com questões de: A. Administração de contratos B. Administração de escopo C. Gerenciar o controle de qualidade e monitoramento de riscos do projeto. D. Todas opções estão erradas 5. Um sistema de controlo e monitoriamento de um projecto, abranger os seguintes princípios: A. Planejamento e controle centralizado B. Planejamento e programação C. Comunicação e monitoria D. Todas opções estão correctas. Correcção: 1 2 3 4 5 A C A D D Exercícios de Avaliação 1. Os objetivos do projeto devem estar de acordo com as necessidades dos stakeholders e serem comunicados no Documento Inicial de Projeto (DIP), também conhecido como Anteprojeto, que pressupõe: A. Aplicacao de EDT B. Estrutura da organização C. Identificação dos potenciais riscos D. Identificação dos clientes https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 127 2. Os métodos aplicados à elaboração do anteprojeto, consistem em: A. Sessões de brain storming B. Sessões de brain storming C. Contribuição de especialistas D.Todas opções estão correctas 3. De acordo com CNJ (2008), para que haja fludez na comunicação de um projecto, é preciso planejar e estabelecer os objectivos da reunião, tal como: A. Frequência das reuniões B. Participação C. Indicação de lider D.Todas opções estão correctas 4. A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o replanejamento das ações, que consiste nas seguintes etapas: A. Monitoramento B. Gerência C. Aplicação D. Patrocínio 5. Em Moçambique, recursos públicos são, entendidos como os originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. Exemplos de modalidades: A. xitique B. Linhas de crédito: C. Crédito distrital D. Todas opções estão correctas 6. O intuito de aprimorar os mecanismos de avaliação da estratégia que Kaplan e Norton (1996) desenvolveram o BSC, propôs se uma avaliação de resultados baseada em métricas que incluem: A. Indicadores financeiros B. Indicadores de lucros C. Indicadores sociais D. Gerência 7. O ponto-chave no nível estratégico é a concretização da Política Ambiental através das estratégias de comunicação. Organizações que têm por objetivo comunicar efetivamente suas atividades ambientais devem cumprir um processo que compreenda as seguintes etapas: A. Identificar seus problemas socioambientais C. Propaganda ambiental B. Seleção de estratégias de comunicação ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 128 D. Todas opções estão correctas 8. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que os fatores sejam divididos em dois grandes pilares: A.Diagnóstico B. Meio de promoção C. Identificação e avaliação D. Comunicação com potenciais 4. As ferramentas disponíveis para estabelecer a comunicação de Marketing, conforme Kotler (1994) podem ser divididas em: A. Duas categorias B. Cinco categorias C. Quatro categoria D. Todas opções estão correctas 5. Faça corresponder a coluna de Eventos e os respectivos locais de ocorrência. Nivel estrategicos factores III. Identificação e avaliação E. Entendimento da demanda dos stakholder e controle dos processos. F. Mudança de atitude G. Auditoria de informação H. Disponilibilidade de informação IV. Estrategias Correcção: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C D A A B A A C B ** ** I II A C B D ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 129 TEMA-IV: ACOMPANHAMENTO DE PROJETOS COM ORIENTAÇÃO: UNIDADE Temática 4.1- Orientação, apresentação e defesa do projeto UNIDADE Temática 3.3. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema Unidade temática 4.1- Orientação do projeto Introdução A apresentação é parte fundamental de um projeto, É a partir dela que pode-SE entender, de forma rápida e objetiva, a proposta do projeto. Seja claro e objetivo, incluindo apenas as informações essenciais ao entendimento do projeto. Descreva de modo sucinto o projeto, seu local de aplicação e público-alvo, seu objetivo geral, as atividades previstas, as metodologias a serem aplicadas, os resultados esperados e o valor do investimento solicitado. Ainda, é fundamental destacar números indicativos que demonstrem os resultados concretos que se espera obter com a execução do projeto. Isso ajuda a situar a Comissão de Selecção quanto às dimensões e ao potencial transformador do projeto. Objectivos Específicos Ao completar esta unidade, o estudante deve: Caracterizar um bom projecto Conhecer falhas mais comuns observadas nos projetos. Compreender orientações na elaborar o projeto. Identificar as instituições envolvidas no projeto. Compreender os indicadores físicos para acompanhamento. Conhecer o roteiro de apresentação Orientacao do projecto O que é um projeto? É um documento que organiza ideias para se realizar um empreendimento, explicitando o motivo de realizá-lo, as etapas de trabalho, as atividades, os custos, as pessoas envolvidas e os prazos para se atingirdeterminados resultados. Um projeto tem objetivos claramente ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 130 definidos, que somente serão atingidos pelo alcance pleno dos resultados esperados (Carvalho & Leite, 2005). Caracteristicas de um bom projeto Questão a ser resolvida, identificada de forma clara e objetiva; Objetivos e metas alcançáveis\realizáveis, enunciados com clareza, objetividade e de forma concisa; Coerência entre as metas e os objetivos propostos; Estratégia de ação e metodologia coerentes com a busca de soluções para os problemas identificados; Planejamento racional das atividades, de forma compatível com os recursos disponíveis. Falhas mais comuns observadas nos projetos Considerar o projeto como uma mera formalidade para conseguir recursos. Análise superficial da situação, gerando fragilidades na identificação do problema e na justificativa da necessidade do projeto. Falta de clareza e precisão dos objetivos e produtos esperados. Confusão conceitual entre meta, atividade e produto. Falta de coerência, consistência e objetividade na redação da proposta de forma geral. Falta de alinhamento entre a metodologia e os resultados esperados. Proposta orçamentária mal elaborada, inconsistente com as metas, atividades e insumos doprojeto. Falta de aderência aos objetivos da fonte financiadora. Não atendimento aos requisitos básicos do edital. Orientações e a ordem abaixo para elaborar o projeto 1. Título É aconselhável utilizar nomes curtos, de fácil compreensão e que reflitam a idéia central do projeto, para possibilitar que o título possa ser utilizado pelas pessoas envolvidas e em possíveis divulgações, no caso do projeto ser selecionado. 2 - Apresentação É um resumo do projeto, dos problemas existentes, do que se pretende realizar para solucioná-los. A apresentação é parte fundamental de um projeto. É a partir dela que a Comissão Especial de Julgamento poderá entender, de forma rápida e ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 131 objetiva, a proposta do projeto. Seja claro e objetivo, incluindo apenas as informações essenciais ao entendimento do projeto. Descreva de modo sucinto o projeto, seu local de aplicação e público- alvo, seu objetivo geral, as atividades previstas, as metodologias a serem aplicadas, os resultados esperados e o valor do investimento solicitado.É fundamental destacar NÚMEROS indicativos que demonstrem os resultados concretos que se espera obter com a execução do projeto. Isso ajuda a situar omissão de Seleção quanto às dimensões e ao potencial transformador do projeto. A apresentação deve ocupar, no máximo, 01 (uma) lauda. Como a redação da apresentação exige que o projeto já esteja claro e resolvido, é recomendável escrevê-lo por último. 3- Diagnóstico∕contextualização Fazer uma “leitura” da situação atual, identificando os problemas com os quais se pretende trabalhar, relacionando-os com a realidade em que se situam; Identificar possíveis origens dos problemas e suas implicações locais, iniciativas já desenvolvidas, quando for o caso, e os atores necessários para solucionar o problema em questão; Identificar a melhor maneira de solucionar os problemas. 4-Objetivo Os Objetivos de um projeto devem refletir, de forma resumida, a finalidade do mesmo. E podem ser subdivididos em: Objetivo Geral e Objetivos Específicos. 4.1. Objetivo Geral O Objetivo Geral define explicitamente o propósito do projeto, demonstrando o resultado que se pretende alcançar com a execução do projeto. 4.2. Objetivos Específicos Os Objetivos Específicos são um detalhamento do Objetivo Geral e devem caracterizar etapas ou fases do projeto. Sendo assim, o conjunto dos objetivos específicos não deve ultrapassar o que está proposto no Objetivo ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 132 Geral. Os Objetivos devem ser redigidos utilizando verbos no infinitivo, como forma de caracterizar ações que são propostas pelo projeto. 5-Justificativa Deverá responder à seguinte pergunta: “Por que executar o projeto?”. Deve-se ressaltar os seguintes aspectos: O problema ambiental a ser enfrentado e suas dimensões; Os principais motivos de se trabalhar o problema; O público-alvo do projeto; A relevância do projeto, sua efetiva capacidade de contribuir positivamente na solução do problema ambiental apresentado; O potencial do projeto para promover ou induzir outros projetos ambientais de interesse local ou regional; O potencial do projeto como estímulo para a organização social e para a gestão ambiental integrada. 6 - Local de realização e área de abrangência Caracterizar a área de abrangência do projeto e as principais características da população (demográficas, sócio-econômicas, sócio-políticas, ambientais e culturais); 7-Instituições envolvidas no projeto Apresentar a instituição proponente: ano de fundação e histórico. Neste item, deve-se descrever também, caso haja, projetos já executados pela organização, que tenham relação ou não com o tema proposto, mas que sejam passíveis de se comprovar sua boa execução. Essa forma de comprovação pode ser o resultado alcançado (um vídeo ou folder), ou até mesmo um contato, com algum distrito, por exemplo, onde se possa confirmar a boa execução do projeto. Também neste item, deve-se justificar o porquê a instituição proponente se considera apta a executar o projeto. Apontar outras instituições públicas ou privadas envolvidas na execução do projeto, nos casos em que se aplique, apresentando-as, explicitando o papel de cada uma e justificando o motivo e a importância de sua participação. Deve ser apresentado documento ou declaração que comprove o comprometimento de cada instituição com o projeto. 8-Equipe Relacionar a equipe principal do projeto, incluindo formação e/ou qualificação profissional (biólogo, engenheiro, agrônomo, assistente social, ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 133 etc.), a função ou cargo (diretor, coordenador, educador, etc.) e a experiência profissional coerente com os objetivos e atividades principais do projeto. 9-Metas Instrumento para identificar as etapas necessárias à obtenção dos resultados pretendidos. Devem ser: Mensuráveis (refletir a quantidade a ser atingida). Específicas (remeter-se a questões específicas, não genéricas). Temporais (indicar prazo para sua realização). Alcançáveis (serem factíveis, realizáveis). Significativas (estabelecer correlação entre os resultados a serem obtidos e o problema a ser solucionado ou minimizado As Metas deverão ser desdobradas em Etapas, que, por sua vez, serão compostas por atividades. 10-Atividades São as ações e os procedimentos necessários para a realização de cada Etapa, que, então,possibilitarão a concretização de cada Meta. 11- Metodologia Deve-se apresentar, para cada atividade, uma descrição detalhada dos métodos. Os métodos representam o COMO cada atividade será realizada na prática. A metodologia explica, portanto, a forma como cada atividade será desenvolvida. Deve-se incluir os principais procedimentos, as técnicas e os instrumentos a serem empregados. Destacar outros aspectos metodológicos importantes, como a forma de atração ou de integração dos públicos atendidos; os locais de abordagem desses grupos ou de execução das atividades; a natureza e as principais ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 134 funções dos agentes multiplicadores; os mecanismos de participação comunitária no projeto e outros (Carvalho& Leite, 2005). Não é obrigatória a descrição de todos esses itens. No entanto, é preciso que se descreva com precisão de que maneira o projeto será desenvolvido em cada atividade, ou seja, o COMO FAZER. 12- Insumos ou recursos São os bens e serviços (recursos materiais e humanos) necessários à execução das atividades do projeto. 13-Indicadores físicos para acompanhamento É necessário definir indicadores físicos de desempenho, mensuráveis, de modo que demonstrem evidências capazes de confirmar o atendimento as metas propostas. Para tanto, é necessário definir unidades de medida (como horas, m2, unidade, verba) e quantidade esperada para cada atividade. 14- Cronograma de execução O cronograma de execução constitui instrumento essencial de planejamento, gestão e acompanhamento da implementação do projeto, por isso, deve ser elaborado com critério. Deve-se levar em consideração quando e em quanto tempo as atividades devem acontecer ao longo do projeto, agrupadas em etapas. A seguir, há um exemplo de como apresentam Cronograma de execução. Os meses, os números de metas, etapas e atividades estão colocados de modo meramente ilustrativo. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 135 Exemplo de Cronograma de execução Meta Etapa Actividade Descrição Indicador físico Duração Unidade Quant. Inicio Termino 1 1 1.1.1 Mês 1 Mês 2 1.1.2 Mês 2 Mês 4 1.1.3 Mês 3 Mês 4 2 2.1 2.1.1 Mês 5 Mês 6 2.1.2 Mês 6 Mês 7 2.2 2.2.1 2.2.2 3 3.1 3.1.1 Mês 9 Mês 10 3.1.2 Mês 11 Mês 12 Fonte: Camanguira, 2017 15- Orçamento Deve-se questionar: quanto vai custar o projeto? Com o quê e quem (insumos - recursos materiais e humanos) o projeto precisa contar? Neste momento é possível identificar, dentre os insumos descritos (recursos materiais e humanos), o que pode ser fornecido pela instituição proponente e parceira (s). Recomendações para melhor gestao do projecto: Ser rigoroso nas cotações, fornecendo sempre preços coerentes aos de mercado, tanto para a contratação de serviços de qualquer natureza quanto para a aquisição de bens; para o levantamento dos preços, fazer ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 136 cotações em mais de um fornecedor, optando pela inclusão no orçamento do projeto do menor preço obtido; Observar os valores-limite para gastos, referente a transporte, hospedagem e alimentação; Expressar todos os valores em moeda nacional (MTs). 16-Cronograma de desembolso De acordo com a necessidade de recursos para a execução do projeto ao longo do mesmo, baseado nas atividades e fases propostas, deve-se fazer um Cronograma dedesembolso, colocando de quanto em quanto tempo e em quais quantias o recurso solicitado deverá ser repassado, sendo este repasse feito em três parcelas. O estabelecimento do Cronograma de Desembolso deverá ter uma relação direta com os prazos e valores necessários para a implementação das atividades previstas no projeto. N.B = Não será admitida a inclusão, no orçamento, de valores referentes a despesas com a elaboração do projeto e com a administração do mesmo, como taxas deadministração ou de serviço. 17 - Riscos Deve-se buscar identificar e indicar possíveis limitações ou obstáculos que possam comprometer a execução do projeto, afetando, por exemplo, exatidão do orçamento e do cronograma. Além disso, apontar possíveis estratégias para minimizá-los. 4.2. Apresentação do projeto Nestes apontamentos, descreve-se algumas orientações para a apresentação de um projecto ou um trabalho acadêmico. Para Arrab (2011), prepare o conteúdo da apresentação: por mais que você conheça o conteúdo do seu trabalho e tenha segurança em comunicar-se em público, é necessário planejar a apresentação. Ela deverá respeitar o tempo de duração estabelecido pela instituição. O preparo para a apresentação demanda esforço na elaboração de um material adicional ao projecto que servirá como “base” ou “roteiro”. Encare o nervosismo e a ansiedade como uma condição natural. Mesmo o mais experiente palestrante fica nervoso ao ser submetido à uma avaliação. Caso ocorra algum erro durante a apresentação, não peça ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 137 desculpas. Errar é humano.Respeite suas qualidades: Não existe um “estereótipo ideal” para comunicação. Todos têm características que podem ser exploradas como qualidades. Por exemplo, pessoas com voz retumbante podem sustentar argumentos com impostação vigorosa; já pessoas com voz baixa podem sustentar seus argumentos com impostação envolvente e reflexiva (Idem). Conheça o local: Recomendo que, sendo possível, visite dias antes o local (sala) onde será realizada a apresentação, mesmo que já seja conhecida. Avalie as condições de espaço e recursos disponíveis. E ainda, mesmo que a sua apresentação seja assistida por várias pessoas, sua fala deve ser dirigida especialmente aos avaliadore do projecto. Sequência para a apresentação: I- Cumprimente a banca e aos presentes: seja cortês no início, mas registe agradecimentos (se desejar) apenas quando concluída a apresentação, do contrário, o tempo empregado para cumprimentar e agradecer pode comprometer o tempo total disponível; II- Entrega de material adicional e/ou errata: na sequência, você pode entregar aos membros da banca avaliadores (um roteiro da apresentação, por exemplo) e/ou uma errata. Mas atenção, a errata deve apenas ser entregue. Não mencione verbalmente os erros identificados, nem tão pouco, explique as respectivas correções. Apenas entregue a errata e diga algo como “…ao realizar os estudos e preparativos para esta apresentação foram identificadas algumas incorreções no texto do projecto que, por meio desta errata, consideram-se supridas…”; III- Introdução: na sequência, dedique os minutos iniciais para explicitar claramente o objeto, os objetivos, a estrutura adotada no trabalho e outras questões metodológicas de relevo; IV- Conteúdo: evidêncie os aspectos de destaque de todo o trabalho. Não há dúvida que, para tanto, você vai exercitar seu poder de síntese. Não deixe de descrever conteúdos de cada capítulo, pois, do contrário, você poderá ser questionado sobre a importância do capítulo não abordado; V- Conclusão: recomenda-se retomar o problema a justificativa e as hipóteses de pesquisa, a fim de explicar, a partir dos estudos realizados, se as mesmas foram ou não confirmadas. De acordo com Passarelli (2010), assevera a existência das seguintes dicas para uma excelente apresentação: ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 138 1) Fala - Geralmente, o tempo máximo de defesa não passa de 20 minutos. Apesar disto, não arrisque falar rapidamente, os avaliadores podem não entender alguma parte do discurso ou até mesmo causar confusão. Fale devagar, de forma clara e num tom de voz adequado, que não transpareça o nervosismo e que não seja preciso interromper para pedir que você fale mais alto. Seja firme. Fale com motivação e “Seja formal, use corretamente a língua portuguesa. Deixe gírias para outro momento” (Idem, p. 2). 2) Postura - toda atenção deve estar no projeto, por isso manter uma postura neutra é o mais indicado. Gesticular excessivamente e andar de um lado para o outro da sala tira a atenção de quem assiste. Para que não isso não aconteça, ensaie e treine o corpo para o grande dia. Aproveite e faça exercícios apenas para os avaliadores, mas sim para a plateia. Outro ponto de gera dúvida é a roupa.Use peças formais com cores coringas, do tipo preto e branco. Outras cores podem ser adotadas, mas com sutileza. Lembre-se: o clima é de formalidade, portanto looks carregados devem ser deixados para comemorar a aprovação. Não se esqueça também de deixar o celular desligado para não ser interrompido com uma ligação inesperada. 3) Saiba o que está falando - dominar o conteúdo é a principal arma para se dar bem em apresentações. “O melhor a fazer é observar os pontos fracos do trabalho e estudá-los. Com certeza os avaliadores irão questionar o que não está bem claro no projecto”, ensina o professor da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Ernesto Vieira Neto. Se o trabalho for em grupo, é bom que todos estejam afiados. 4) Justifique-se - Depois de ter lido o projeto de ponta a ponta você estará preparado para os comentários e questionamentos. Evite ser monossilábico, responda com firmeza. Justifique todas as ações tomadas para que não haja dúvidas que o caminho escolhido é o certo. “Uma apresentação só será boa se o apresentador conhecer a fundo o trabalho, do contrário terá dificuldade para defendê-lo”, afirma Passarelli (2010, p. 4). 5) Slide - ao montar uma apresentação de slides, tenha bom gosto para não deixá-la poluída. O ideal é colocar apenas palavras-chave para conduzir a apresentação, recomenda Vieira Neto. “Não se deve ler. Slides são apenas um apoio para o apresentador.” Ilustrações são válidas, desde que tenham relação com o trabalho. Roteiro de apresentação Está na dúvida do que colocar nos slides? Antes de começar a escrevê-los, faça um roteiro. O modelo irá conduzir sua apresentação oral. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 139 Introdução: mostre os caminhos que levaram à escolha do assunto central. Justifique o motivo da escolha do tema, o objetivo problema e justificativa do projecto. Desenvolvimento: apresente o desenrolar do trabalho, a abordagem dada, as alterações feitas em curso. Uma boa opção é comentar rapidamente a abordagem dos capítulos do projecto. Conclusão: retomada a ideia central e mostre o resultado e sustentabilidade do projecto. Feito isto, é de bom-tom agradecer as pessoas que ajudar no desenvolvimento do projeto e a atenção dada pela banca. A sugestão do roteiro para a apresentação em PowerPoint é a seguinte: Título do projeto, equipe e coordenador (1 slide) Resumo do projeto (1 slide): explicar resumidamente a motivação do projeto (problema a ser resolvido) e o que será proposto. Estrutura da apresentação (1 slide): Fornecer a lista dos títulos das seções da apresentação. Detalhar a motivação do projeto (2 a 4 slides). Explicar o problema que será resolvido e sua importância; Comentar as propostas de projetos similares (1 a 3 slides). Indicar as vantagens e desvantagens de cada proposta, e os aspectos de execução mais importantes; Explicar o trabalho a ser desenvolvido (3 a 6 slides). Mostrar o diagrama em blocos do projeto. Explicar resumidamente o que faz cada bloco; Indicar aspectos funcionais e desempenho que o projeto deve atingir do ponto de vista do usuário final e do ambiente; Apresentar o quadro resumo com a análise de riscos (1 slide); Apresentar o cronograma (1 slide); Apresentar a conclusão (1 slide). Sumário Nesta unidade, abordamos como orientar e apresentar um projecto, tendo em conta que é um documento que organiza idéias para se realizar um empreendimento, explicitando o motivo de realizá-lo, as etapas de trabalho, as atividades, os custos, as pessoas envolvidas e os prazos para se atingir determinados resultados. Um projeto tem objetivos claramente definidos, que somente serão atingidos pelo alcance pleno dos resultados esperados. https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 140 Exercícios de Avaliação 1. Uma das caracteristicas de um bom projeto: A. Questão a ser resolvida, identificada de forma clara e objetiva B. Objetivos e metas alcançáveis C. Coerência entre as metas e os objetivos propostos D. Todas as opcoes estao correctas 2. Análise superficial da situação, gerando fragilidades na identificação do problema e na justificativa da necessidade do projeto, representa: A. Plano de monitoria B. Avaliação adequado de projecto C. Falta de colaroção D. Falhas mais comuns observadas nos projetos 3. É aconselhável utilizar nomes curtos, de fácil compreensão e que reflitam a idéia central do projeto, para possibilitar que o título possa ser utilizado pelas pessoas envolvidas e em possíveis divulgações, no caso do projeto ser selecionado. A. Título B Justificativa C. Cronograma D. Problematização. 4. _________É um resumo do projeto, dos problemas existentes, do que se pretende realizar para solucioná-los. A. Comunicação B. Roteio de um projecto C. Apresentação D. Todas as opcoes estao correctas 5. Os Objetivos devem ser redigidos utilizando verbos no infinitivo, como forma de: A. Caracterizar ações que são propostas pelo projeto B. Temporais (indicar prazo para sua realização) C. Alcançáveis (serem factíveis, realizáveis). D. Todas opções estão correctas. 6. Justificativa deverá responder à seguinte pergunta: “Por que executar o projeto?”. Deve-se ressaltar os seguintes aspectos: A. A relevância do projeto, sua efetiva capacidade de contribuir positivamente na solução do problema ambiental apresentado https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 141 B. O potencial do projeto para promover ou induzir outros projetos ambientais de interesse local ou regional. C. O potencial do projeto como estímulo para a organização social e para a gestão ambiental integrada. D. Todas opções estão correctas. 7. No item, referente a instituição envolvida no projecto, deve-se justificar o porquê: A. A instituição proponente preocupa-se com questões ambientais B. A instituição proponente se considera apta a executar o projeto C. Comentar as propostas de projetos similares D. Todas opções estão correctas. 8. Metas é instrumento para identificar as etapas necessárias à obtenção dos resultados pretendidos. Devem ser: A. Fácil comprensao por todos os envolvidos B. Alcançáveis (serem factíveis, realizáveis). C. Orientação do projecto D. Ser exequiveis 9. Os métodos representam o como cada atividade será realizada na prática. A metodologia explica, portanto, a forma como cada atividade será desenvolvida. Para isso, deve-se incluir: A. Os principais procedimentos B. As técnicas C. Os instrumentos a serem empregados D. Todas opções estão correctas. 10. Para Arrab (2011), prepare o conteúdo da apresentação: por mais que você conheça o conteúdo do seu trabalho e tenha segurança em comunicar-se em público, é necessário planejar a apresentação. Ela deverá respeitar o tempo de duração estabelecido pela instituição. A. Detalhar a motivação do projeto B. O preparo para a apresentação demanda esforço na elaboração de um material adicional ao projecto que servirá como “base” ou “roteiro”. C. Saiba o que está falando D. Apresentaro quadro resumo com a análise de riscos Correcção: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D D A C A D A B D B ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 142 Exercícios de Avaliação [15 (questões)] EXERCÍCIOS FECHADOS, abrangendo todos os temas do módulo 1. Um crescente aumento das estruturas econômicas do mundo ocidental foi profundamente alterado pela revolução industrial, no século: A. Século XVII B. Século XVIII C. XIX D. Século XX. 2. As empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental eficiente, sobretudo nos estímulos externos: A. As certificações ambientais B. Necessidade de inovação C. Aumento da responsabilidade social D. Imagem do produto e da empresa. 3. A Série ISO:14.000 trata-se de um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão Ambiental, abrangendo: A. Seis áreas bem definidas B. Duas áreas bem definidas C. Quatro áreas bem definidas D. Oito áreas bem definidas 4-O EIA propõe quatro pontos básicos, primeiramente para que depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica: A. Formulação de políticas e planos e ambientalmente sustentáveis; B. Decisão que integra aspectos ambientais e de desenvolvimento; C. Primeira fase do trabalho é desencadeado o processo de Educação Ambiental; D. Compreender o ambiente afetado como um todo, e qual ambiente (bio-geofísico e/ou sócio-econômico) será modificado pela acção 5- O valor económico dos recursos naturais geralmente não é observavel no mercado através de preços que reflitam seus custos de oportunidade: A. Analise custo-beneficio; B. Valor de uso direto; C. Analise custo-utilidade; https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8 ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 143 D. Custos marginais nos projectos socioambientais 6- Faca a correspondencias dos seguintes conjuntos de processo com os respectivos elementos: Conjunto de processos de projecto Elementos 1- Gerenciamento do custo do projeto A- Planejar a qualidade 2- Gerenciamento da qualidade do projeto B-Mobilizar a equipe do projeto 3- Gerenciamento dos re-cursos humanos do projeto C- Estimar os custos 7- Tenha em atenção a diferença existente entre importância de um projecto, que geralmente se mede pelo grau: A. Consumidores ou stakholder B. Colaboração ou participação C. Fornecedores D. Todas as opções estão correctas 8-Para Consalter (2007), cada projeto detém características singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre o assunto não devem ser consideradas: A. Livres de receitas B. Dogma C. Livre escolha D. Taxativo 9. A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o replanejamento das ações, que consiste nas seguintes etapas: A. Monitoramento, B. Gerência C. Aplição D. Patrocínio 10. Em Moçambique, Recursos públicos são, entendidos como os originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. Exemplos de modalidades: ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 144 A. Xitique B. Linhas de crédito: C. Crédito distrital D. Todas opções estão correctas 11- Na Etapa 3: Configurar o calendário do projeto pressupõe: A. Definir os dias de trabalho para todos no projeto B. Adicionar feriados e dias de férias C. Criar um calendário para apenas uma tarefa D. Todas opções estão correctas. 12. A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de seus projetos, caracteriza-se A. Definir o comprimento da duração da tarefa; B. Gestão baseada em resultados C. Importar dados do Excel para o Projecto D. Lesativar uma tarefa em vez de excluí-la. 13 Na Etapa 3: Configurar o calendário do projeto pressupõe: A. Definir os dias de trabalho para todos no projeto B. Adicionar feriados e dias de férias C. Criar um calendário para apenas uma tarefa D. Todas opções estão correctas. 14. A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de seus projetos, caracteriza-se A. Definir o comprimento da duração da tarefa; B. Gestão baseada em resultados C. Importar dados do Excel para o Projecto D. Desativar uma tarefa em vez de excluí-la 15. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que os factores sejam divididos em dois grandes pilares: A. Diagnóstico B. Meio de promoção C. Identificação e avaliação D. Comunicação com potenciais ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 145 Correcção: *** 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 C A A D D *** B A A B C B D B C 1 2 3 C A B ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 146 Referências Bibliográficas ADMINSTRAÇÃO DE PROCETOS – (AP). (s/d). Aula-3. Fase de inicição de projectos: Anotaçao do aluno, Sao Paulo: Faculdade on-line. ALMEIDA JR., A.R et al. (2012). Gestão ambiental e interesses corporativos: imagem ambiental ou novas relações com o ambiente? Ambient. soc. vol.15 no.1 São Paulo Jan./Apr. 2012. ANDEUZZA, M.G.S.B. (2008). Planejamento estratégico: Politica e gestão estratégica aplicadas, SP: SAGRES. ARMANI, D. (2008). Como elaborar projecto? Guia prático para elaboração e gestão de projectos sociais: TOMO Editoral. ARRAB, A. K. (2011) Dicas para apresentações ou defesa oral de trabalho acadêmico S∕L. BARBI, F. C. (2017). Análise dos Stakeholders. Rio de Janeio: PMP. BARBIERI, J. C. (2007). Gestão ambiental empresarial: conceitos. BOLTANSKI, L & CHIAPELLO E. (1995). Le novuel espirit du capitalisme. In Revue francaise Sociologie – Anee 2001, v. 42, n.1 (pp - 171-176). BROCKHOFF, K; CHAKRABARTI, A.K; KIRCHGEORG, M. Corporate strategies in environmental management. Research Technology Management, v. 42, n.4, pg.26, 1999.modelos e instrumentos. 2. ed. São Paulo: Saraiva. CASAROTTO, N.F. FAVERO, J.S. CASTRO, J.E. (1999). Gerenciamento de Projectos/Engenharia Simultanea. Sao Paulo: Editora Atlas. CARVALHO, J.C. & LEITE, F.A. (2005). Orientações para a elaboração de projecto. Minas Gerais: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolimento Sustentável. CHIAVENATO, Idalberto (2003). Planejamento estratégico: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro: Elsevier. CHIAVENATO, I. (2007). Administração: teoria, processo e prática. Rio de Janeiro: Elsevier. CICMIL, S. & HODGSON, D. (2006). Making Projects critical, palgrve McMillan Basing Stoke, UK and New York. USA. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 147 CNM - Confederação Nacional de Municípios (2009); Nova Administração Pública: Gestão Municipal e Tendências Contemporâneas. Brasília: CNM. CONSALTER, M. A. S. (2007). Elaboração de projetos: da introdução à conclusão. 2. ed. Curitiba: IBPEX. CONSELHO NACIONALDE JUSTIÇA. (CNJ). (2008). Manual de gestão de projectos, versao 1, Brasilia: CNJ. COHEN, E. & FRANCO R. (2000). Avaliação de projecto sociais. Petropolis, RJ: Vozes DIAS, L. S. M. (2013). Dias Marques. Responsabilidade social das organizações empresariais diante de desenvolvimento sustentável. In: FORUM AMBIENTAL da Atlas Paulista. V, 9, n.10. DIAS, R. (2006). Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. São Paulo: Atlas. DUBACH, B. (2000). Managing Enviromental Communications in Multinational Companies - Zurich: Universidade de St. Gallen. Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK) (2004). Project Management Institute, EUA. KAPLAN, R. S. e NORTON, D. P. (1996). The Balanced Scorecard: Translating Strategy into Action. Harvard Business Press. K‘CIDADE (2007) – Roteiro de Acompanhamento e avaliação de projecto de intervenção comunitária (GPS). Fundação Aga Khan Portugal? Santa Casa de Misercordia de Lisboa. KOLTER P. & ARMSTRONG G. (2007). Princípios de Marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall. KOTLER, P. (1994) Administração de Marketing. São Paulo: Prentice Hall. MACIEL, D. & TEIXEIRA, R.A.C. (2008) Desafio para implementar uma gestão estratégia em organização. In Revista Tecnologus, 7ª edição. MACHADO, J. G. (2003). Gestão ambiental: um estudo à luz de cases empresariais sob perspectivas socioambientais. Monografia. Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. MAY, P. H. (org). Economia do meio ambiente: teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, ( pp - 181-204). ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 148 MAXIMIANO, A. C. A. (2002). Administraçao de projectos: como transformar ideias em resultados. 2ªed, São Paulo: Atlas. McNeeley, J.A. (1997). Assesssing methods for setting conservation priorities. In: Investing in Biological Diversity: The Cairns Conference, OECD, Paris. MORRIS, et al (2006). Plano de amostragens baseados em modelos de blocos incompletos equilibrados para avaliar a importância das entradas do modelo do computador. In Revista de Planejamento e inferência estatística, 136 (9), (pp 3203-3220). MOTTA, R. S. (1997). Manual para valoração econômico de recursos ambientais, Rio de Janeiro: IPEA/MMA/PNUD/CNPq. NICOLELLA, G. M. et al (2004). Sistema de gestão ambiental: aspectos teóricos e análises de um conjunto de empresas da região de Campinas, SP. Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente. NIVEN, P. R. (2006). Balanced Scorecard Step-by-Step: Maximizing Performance and Maintaining Results; Editora John Wiley & Sons. NIVEN, P. R. (2003). Balanced Scorecard Step-by-Step for Government and Nonprofit Agencies; Editora John Wiley & Sons. OGLIARI, A. (2000). Gerenciamento do desenvolvimento de Produtos. Florianopolis. Apostila da disciplina gerenciamento do desenvolvimento. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, UFSC. ONU - Organização das Nações Unidas. (2013). Disponível em: http://www.onu.org.br/onu-no-brasil/ bancomundial/. Acesso em: 09/04/2013. PANGEA. (2013). A influência da certificação ISO 14001 nas empresas: gestão ambiental empresarial. Disponível em: <http://www.esalq.usp.br/pangea/artigos/pangea_ga.pdf>. Acesso em: 12 out. 2013. PASSARELLI, L. (2010) Dicas na defesa do trabalho de um projecto. PUC- São Paulo. PERALTA, A.C. (2002). Um modelo do processo de projecto de edificação, baseado na engenharia simultanea, em empresas construtoras incoporados de pequeno porte. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em engenharia de Produção da UFSC. ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 149 PMBOK, (2011). Identificação das Partes Interessadas (Stakeholders) – v.5. Maio, 31 HYPERLINK "http://pm2all.blogspot.com/2011/05/identificacao-das- partes-interessadas.html". n.13. PROJECTO MANAGEMENT INSTITUTE [PMI], 2008 – um Guia do conhecimento em gerenciamento de projecto. Guia PMBOK®. 4ªed. – EUA: Project Management Institute. PROJECTO MANAGEMENT INSTITUTE [PMI], 2004 – Site oficial do PMI. htt//www.pmi.org. Acesso em 31/07/2017. RAMOS, R. (2017). Elaboração de Projetos: Os Princípios de Retaguarda, s/ed. Acesso no dia 20 de Agosto de 2010. http://www.infoescola.com/administracao_/elaboracao-de-projetos-os- principios-de-retaguarda/. ROTONDARO, A. & TURATTI, L. F. (2005). Comunicação ambiental: aplicação de modelo de planejamento sistêmico – analise de caso da industrial da construção civil. IIº Simposio Internacional de Ciências Integradas da UNAERP Campus Gurujá- USP. SBSTTA (1996). Economic Valuation of Biological Diversity, Convention on Biological Diversity, UNEP/CDD/SBSTTA/2/13. SEARA, F.G. (1987). Apontamentos de introdução à educação ambiental. In Revista Ambiental, ano 1, v. 1. SILVA, R. F. P. B. da. (2009). O Balanced Scorecad aplicado à administração pública: um modelo aplicável a uma instituição de ensino superior. Universidade do Porto, Portugal. SILVA, V. A. R, et. al. (2003). Aproximando ISO 14001 aos objetivos ambientais públicos. In: SEMINÁRIO ECONOMIA DO MEIO AMBIENTE, 3. 2003, Campinas. Regulação estatal e auto-regulação empresarial para o desenvolvimento sustentável. Anais... Campinas: Instituto de Economia, UNICAMP, ( p. 15-16). SILVA, G. J. A. & WERLE, H. J. S (2007). Planejamento urbano e ambiental nas municipalidades: da cidade à realidade. In Revista electronica da área Paisagem e ambiente, FAU. USP, n.5, dezembro. SMA-Secretaria do Meio Ambiente (2013) - Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Educação Ambiental – Elaboração de Projetos FEHIDRO. São Paulo: SMA/CPLEA. SMA - Secretaria do Meio Ambiente (2013). Manual de Implantação de Centros de Educação Ambiental. São Paulo: SMA/CEA, 2013. Disponível em: <http://www.ambiente.sp.gov.br/cea/>. Acesso em: 25/11/2013. http://www.infoescola.com/administracao_/elaboracao-de-projetos-os-principios-de-retaguarda/ http://www.infoescola.com/administracao_/elaboracao-de-projetos-os-principios-de-retaguarda/ ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 150 SMA-Secretaria do Meio Ambiente (2011) - Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Educação Ambiental – Elaboração de Projetos FEHIDRO. São Paulo: SMA/CPLEA. SMA-Secretaria do Meio Ambiente (2006). Departamento de Projetos da Paisagem: Apostila do Curso “Gestão de Projetos” do Projeto de Recuperação de Matas Ciliares da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo: SMA/DPP, 2006. SMA-Secretaria do Meio Ambiente (2005) - Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Educação Ambiental – Elaboração de Projetos FEHIDRO. São Paulo: SMA/CPLEA. VALERIANO, D.L. (1998). Gerencia em Projectos – Pesquisa, desenvolvimento e engenharia. Sao Paulo: Makron Book, 1ªed. VINHA, V. da. (2010). As empresas e o desenvolvimento sustentável: a trajetória da construção de uma convenção.