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MANUAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM 
Gestão Ambiental 
 
4º Ano 
Disciplina: PROJETO EM GESTÃO E COMUNICAÇÃO AMBIENTAL 
Código: ISCED41-CAMBCFE007 
Total Horas/1o Semestre: 125 
Créditos (SNATCA): 5 
Número de Temas: 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTITUTO SUP 
 
 
 
 INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - ISCED 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
2 
 
Direitos de autor (copyright) 
Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED), e 
contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total 
deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, gravação, 
fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Instituto Superior de 
Ciências e Educação a Distância (ISCED). 
A não observância do acima estipulado o infractor é passível a aplicação de processos judiciais 
em vigor no País. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Direcção Académica 
Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa 
Beira - Moçambique 
Telefone: +258 23 323501 
Cel: +258 82 3055839 
Fax: 23323501 
E-mail: isced HYPERLINK "mailto:isced@isced.ac.mz"@ HYPERLINK 
"mailto:isced@isced.ac.mz"isced.ac.mz 
Website: www.isced HYPERLINK "http://www.isced.ac.mz/".ac.mz 
 
 
 
mailto:isced@isced.ac.mz
mailto:isced@isced.ac.mz
http://www.isced.ac.mz/
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
3 
 
Agradecimentos 
O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) agradece a colaboração dos 
seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: 
Autor André Camanguira Nguiraze, PhD pela Universidade Federal 
do Rio Grande do Norte- Brasil 
Coordenação 
Design 
Financiamento e Logística 
 
Revisão Científica 
Ano de Publicação 
Local de Publicação 
Edição 
Direcção Académica do ISCED 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Instituto Africano de Promoção da Educação a Distancia 
(IAPED) 
Dra. Teresa Saugina Arnaldo Rungo 
2017 
ISCED – BEIRA 
IAPED – ISCED 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
4 
 
Índice 
Visão Geral 
Quem deve estudar este módulo ....................................................................................................... 6 
Como está estruturado este módulo .................................................................................................. 7 
Ícones de actividade ........................................................................................................................... 8 
Habilidades de estudo......................................................................................................................... 8 
Precisa de apoio? .............................................................................................................................. 10 
Tarefas (avaliação e auto avaliação) ................................................................................................. 10 
Avaliação ........................................................................................................................................... 11 
TEMA – I: CONSIDERAÇÕES GERAIS ........................................................................... 12 
UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, Noções 
Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. ........................................ 12 
Sumário ............................................................................................................................................. 19 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 20 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 21 
Unidade Temática 1.2: Comunicação e Marketing em Projectos Ambientais ............................... 22 
Sumário ............................................................................................................................................. 27 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 27 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 28 
Unidade temática 1.3. Sistema de Gestão Ambiental ................................................................ 30 
Sumário ............................................................................................................................................. 33 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 34 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 34 
Unidade temática 1.4. Planejamento Urbano x Meio ambiente. ............................................... 36 
Sumário ............................................................................................................................................. 41 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 42 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 43 
Unidade temática 1.5. Educação Ambiental e a Responsabilidade Prática ............................... 44 
Sumário ............................................................................................................................................. 46 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 47 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 48 
TEMA – II: AMBIENTE DE PROJECTOS ....................................................................... 50 
UNIDADE Temática 2.1. Evoluição da ideia de ambiente do projecto ....................................... 50 
Sumário ............................................................................................................................................. 55 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 56 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 57 
Unidade temática 2.2. A necessidade do Projecto ..................................................................... 58 
Identificando um Projecto x Stakeholder .................................................................................... 59 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
5 
 
Sumário ............................................................................................................................................. 63 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 63 
Exercícios de Avaliação .....................................................................................................................64 
Unidade temática 2.3. Níveis de Influência de Cada Stakeholder, Desdobramento do Projeto 
e, Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT e Elaboração de Estrutura de 
desdobramento ............................................................................................................................ 66 
Elaboração de Estrutura de desdobramento .............................................................................. 69 
Sumário ............................................................................................................................................. 70 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 70 
Exercícios de Avaliação ..................................................................................................................... 71 
TEMA – III: CONCEPÇAO DE PROJECTO ..................................................................... 74 
Unidade temática 3.1. Roteiro do projecto ................................................................................. 74 
Sumário ............................................................................................................................................. 99 
Exercícios de Auto-Avaliação ............................................................................................................ 99 
Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 100 
Unidade temática 3.2. Planejamento Estratégico em Gestão e Comunicação Ambiental ...... 101 
Sumário ........................................................................................................................................... 114 
Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................................... 114 
Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 115 
Unidade temática 3.3. Programação do projecto ..................................................................... 117 
Sumário ........................................................................................................................................... 119 
Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................................... 119 
Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 120 
Unidade temática 3.4. Execução e Controlo do Projecto ......................................................... 121 
Sumário ........................................................................................................................................... 125 
Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................................... 125 
Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 126 
TEMA – IV: ACOMPANHAMENTO DE PROJETOS COM ORIENTAÇÃO: 128 
Unidade temática 4.1- Orientação do projeto .......................................................................... 129 
Sumário ........................................................................................................................................... 139 
Exercícios de Avaliação ................................................................................................................... 140 
Exercícios de Avaliação [15 (questões)] .......................................................................................... 142 
EXERCÍCIOS FECHADOS, abrangendo todos os temas do módulo .................................................. 142 
Referências Bibliográficas ............................................................................................................... 146 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
6 
 
Visão Geral 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Contabilidade Geral 
Objectivos do Módulo 
 
Ao terminar o estudo deste módulo de Projecto em Gestão e Comunicação 
Ambiental deverás ser capaz de saber os diferentes estágios de evoluição do 
conceito da gestão do projecto, conhecer a comunicação e markenting em 
projectos e no concernente ao sistema de gestão ambiental, compreender o 
planejamento Urbano, tendo em conta a questão de fundo do meio ambiente, 
saber a necessidade de um projecto e neste caso identificar os interessados 
verus stakeholder, saber a elaboração de roteiro de um projecto, saber que 
para o sucesso do projecto é necessário o planejamento estratégico em gestão 
e comunicacão na sua execução. 
 
 
 
 
 
 
Objectivos 
Específicos 
• Deverás conhecer o que a gestão de projecto; 
• Conhecer nações gerais a economia do meio ambiente; 
• Demonstrar a importância da comunicação e marketing 
em projecto; 
• Identificar os sistemas de gestão ambiental; 
• Compreender o desdobramento do projecto e sua 
estrutura de Desdobramento do Trabalho-EDT; 
• Saber implementar ainda o roteiro do projecto e o seu 
planejamento estratégico em gestão e comunicacão 
ambiental; 
• Saber definir o programa, execução e controle de um 
projecto; 
• Saber quanto a orientação, apresentação e defesa de um 
projecto. 
 
Quem deve estudar este módulo 
Este Módulo foi concebido para estudantes do 4º ano do curso de licenciatura 
em Gestão Ambiental do ISCED. Poderá ocorrer, contudo, que haja leitores que 
queiram se actualizar e consolidar seus conhecimentos nessa disciplina, esses 
serão bem-vindos, não sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá 
adquirir o manual. 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
7 
 
 
Como está estruturado este módulo 
 
Este módulo de Projecto em Gestão e Comunicação Ambiental, para estudantes 
do 4º ano do curso de licenciatura em Gestão Ambiental, à semelhança dos 
restantes do ISCED, está estruturado como se segue: 
 
 
Páginas introdutórias 
• Um índice completo. 
• Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, resumindo 
os aspectos-chave que você precisa conhecer para melhor 
estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção com 
atenção antes de começar o seu estudo, como componente de 
habilidades de estudos. 
Conteúdo desta Disciplina / módulo 
Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez 
comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente 
unidades,. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma 
introdução, objectivos, conteúdos. 
No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são 
incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só 
depois é que aparecem os exercícios de avaliação. 
Os exercícios de avaliação têm as seguintes caracteristicas: Puros 
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e 
actividades práticas algunas incluido estudo de caso. 
 
Outros recursos 
A equipa dos académicoa e pedagogos do ISCED, pensando em 
si, num cantinho, recóndito deste nosso vasto Moçambique e cheio 
de dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, 
apresenta uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu 
módulo para você explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na 
biblioteca do seu centro de recursos mais material de estudos 
relacionado com o seu curso como: Livros e/ou módulos, CD, CD-
ROOM, DVD. Para elém deste material físico ou electrónico 
disponível na biblioteca, pode ter acesso a Plataforma digital 
moodle para alargar mais ainda as possibilidades dos seus 
estudos. 
 
Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectosem Gestão e Comunicação Ambiental 
 
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Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no 
final de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos 
exercícios de auto-avaliação apresntam duas caracteristicas: 
primeeiro apresentam exercícios resolvidos com detalhes. 
Segundo, exercícios que mostram apenas respostas. 
Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-
avaliação, mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau 
crescente de dificuldades do processo de aprendizagem, umas a 
seguir a outras. Parte das terefas de avaliação será objecto dos 
trabalhos de campo a serem entregues aos tutores/doceentes 
para efeitos de correcção e subsequentemente nota. Também 
constará do exame do fim do módulo. Pelo que, caro estudante, 
fazer todos os exrcícios de avaliação é uma grande vantagem. 
Comentários e sugestões 
Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados 
aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza diadáctico-
Pedagógica, etc, sobre como deveriam ser ou estar apresentadas. 
Pode ser que graças as suas observações que, em goso de 
confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo venha a ser 
melhorado. 
 
Ícones de actividade 
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens das folhas. 
Estes icones servem para identificar diferentes partes do processo de 
aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de texto, uma nova 
actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc. 
 
Habilidades de estudo 
O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a aprender. 
Aprender aprende-se. 
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para facilitar a 
aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará empenho, dedicação e 
disciplina no estudo. Isto é, os bons resultados apenas se conseguem com 
estratégias eficientes e eficazes. Por isso é importante saber como, onde e 
quando estudar. Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que 
caro estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, procedendo 
como se segue: 
1º praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de leitura. 
2º fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 
3º voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação crítica dos 
conteúdos (ESTUDAR). 
4º fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua aprendizagem 
confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
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5º fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as de estudo 
de caso se existirem. 
IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, 
respectivamente como, onde e quando...estudar, como foi referido no início 
deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo reflicta sobre o 
ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo melhor em 
casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à noite/de manhã/de 
tarde/fins de semana/ao longo da semana? Estudo melhor com música/num sítio 
sossegado/num sítio barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em 
cada hora, etc. 
É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado durante um 
determinado período de tempo; deve estudar cada ponto da matéria em 
profundidade e passar só ao seguinte quando achar que já domina bem o 
anterior. 
Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e estudar, 
que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é juntar o útil ao 
agradável: Saber com profundidade todos conteúdos de cada tema, no módulo. 
Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por tempo superior 
a uma hora. Estudar por tempo de uma hora intercalado por 10 (dez) a 15 
(quinze) minutos de descanso (chama-se descanso à mudança de actividades). 
Ou seja, que durante o intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos 
das actividades obrigatórias. 
Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalhjo intelectual obrigatório, pode 
conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento da aprendizagem. Porque o 
estudante acumula um elevado volume de trabalho, em termos de estudos, em 
pouco tempo, criando interferência entre os conhecimentos, perde sequência 
lógica, por fim ao perceber que estuda tanto, mas não aprende, cai em 
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente incapaz! 
Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma avaliação. 
Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda sistemáticamente), não 
estudar apenas para responder a questões de alguma avaliação, mas sim estude 
para a vida, sobre tudo, estude pensando na sua utilidade como futuro 
profissional, na área em que está a se formar. 
Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que matérias 
deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que resta, deve decidir 
como o utilizar produtivamente, decidindo quanto tempo será dedicado ao 
estudo e a outras actividades. 
É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será uma 
necessidade para o estudo das diversas matérias que compõem o curso: A 
colocação de notas nas margens pode ajudar a estruturar a matéria de modo 
que seja mais fácil identificar as partes que está a estudar e pode escrever 
conclusões, exemplos, vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar 
a margem para colocar comentários seus relacionados com o que está a ler; a 
melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir à compreensão do texto 
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10 
 
e não depois de uma primeira leitura; Utilizar o dicionário sempre que surja um 
conceito cujo significado não conhece ou não lhe é familiar. 
 
Precisa de apoio? 
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o material de 
estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas como falta de clareza, 
alguns erros de concordância, prováveis erros ortográficos, falta de clareza, 
fraca visibilidade, páginas trocadas ou invertidas, etc). Nestes casos, contacte os 
seriços de atendimento e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via 
telefone, sms, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando a 
preocupação. 
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes (Pedagógico e 
Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua aprendizagem com qualidade 
e sucesso. Dai a relevância da comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o 
recurso as TIC se torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, 
estudante – CR, etc. 
As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante, tem a 
oportunidade de interagir fisicamente com staff do seu CR, com tutores ou com 
parte da equipa central do ISCED indigetada para acompanhar as sua sessões 
presenciais. Neste período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza 
pedagógica e/ou admibistrativa. 
O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% do tempo 
de estudos a distância, é muita importância, na medida em que permite lhe 
situar, em termos do grau de aprendizagem com relação aos outros colegas. 
Desta maneira ficar’a a saber se precisa de apoio ou precisa de apoiar aos 
colegas. Desenvolver habito de debater assuntos relacionados com os 
conteúdos programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade temática, 
no módulo. 
 
Tarefas (avaliação e auto avaliação) 
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e 
autoavaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é importante que 
sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues duas semanas antes das 
sessões presenciais seguintes. 
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não cumprimento 
dos prazos de entrega, implica a não classificação do estudante. Tenha sempre 
presente que a nota dos trabalhos de campo conta eé decisiva para ser 
admitido ao exame final da disciplina/módulo. 
Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os mesmos 
devem ser dirigidos ao tutor/docente. 
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo os 
mesmos devem ser devidamente referenciados, respeitando os direitos do autor. 
O plágio é uma viloção do direito intelectual do(s) autor(es). Uma transcrição à 
letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um autor, sem o citar é considerado 
plágio. A honestidade, humildade científica e o respeito pelos direitos autoriais 
devem caracterizar a realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). 
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Avaliação 
Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância, estando eles 
fisicamente separados e muito distantes do docente/turor!? Nós dissemos: Sim é 
muito possível, talvez seja uma avaliação mais fiável e concistente. 
Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com um mínimo 
de 90% do total de tempo que precisa de estudar os conteúdos do seu módulo. 
Quando o tempo de contacto presencial conta com um máximo de 10%) do total 
de tempo do módulo. A avaliação do estudante consta detalhada do 
regulamentada de avaliação. 
Os trabalhos de campo por si realizaos, durante estudos e aprendizagem no 
campo, pesam 25% e servem para a nota de frequência para ir aos exames. 
Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e decorrem 
durante as sessões presenciais. Os exames pesam no mínimo 75%, o que 
adicionado aos 25% da média de frequência, determinam a nota final com a 
qual o estudante conclui a cadeira. 
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira. 
Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois) trabalhos e 1 
(um) (exame). 
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados como 
ferramentas de avaliação formativa. 
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em consideração 
a apresentação, a coerência textual, o grau de cientificidade, a forma de 
conclusão dos assuntos, as recomendações, a identificação das referências 
bibliográficas utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. 
Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de Avaliação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TEMA – I: CONSIDERAÇÕES GERAIS. 
UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de 
Projecto, Noções Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de 
projecto. 
UNIDADE Temática 1.2. A Comunicação e Marketing em Projectos 
Ambientais. 
UNIDADE Temática 1.3. Sistemas de Gestão Ambiental. 
UNIDADE Temática 1.4. Planeamento Urbano x Meio Ambiente 
UNIDADE Temática 1.5. Educação Ambiental e responsabilidade prática 
UNIDADE Temática 1.6. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema. 
UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, 
Noções Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. 
 
 
UNIDADE Temática 1.1. Introdução, a evoluição de conceito de gestão de Projecto, Noções 
Gerais à Economia do meio ambiente e financiamento de projecto. 
 
Introdução 
 
Partindo de pressuposto que na metade do séc. XIX, um crescente 
aumento das estruturas econômicas do mundo ocidental foi profundamente 
alterado pela revolução industrial, tendo como uma de suas principais 
conseqüências, o desenvolvimento do capitalismo industrial. A complexidade 
dos novos negócios em escala mundial acarretou o surgimento dos princípios 
da gestão de projetos e de comunicação ambiental. 
Apesar de ser considerada relativamente recente, “a gestão de projetos é 
utilizada desde a década de 1950, época da guerra fria, com projetos militares 
liderados pelo governo dos EUA, desenvolvendo ferramentas específicas para 
seu planejamento e controle” (Valle, et al 2007, p.17). 
Não obstante, Novas metodologias e técnicas foram aprimorando esta 
tecnologia de gestão, após os EUA serem surpreendidos pelos Soviéticos, onde 
o Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu investir no 
desenvolvimento de novas técnicas e ferramentas destinadas a acelerar a 
implementação de projetos militares, determinando assim o “Program 
Evaluation and Review Technique - PERT”. De acordo com Oppelt Junior 
(2007), com a mesma intenção a americana Dupont, maior fabricante de 
explosivos na época, logo desenvolveu uma técnica similar a dos EUA, 
conhecida como “critical path mothod – CPM” – conhecido com o método do 
caminho crítico. 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
13 
 
Depreende-se que foi neste periodo que popularizou-se a “gestão por 
objetivos”, um processo no qual o corpo diretivo e os funcionários 
concordavam com os objetivos comuns e passavam a estabelecer prazos, 
“metrics” e modo de atingi-los. 
É neste contexto, que o conceito de gestão por objetivos influenciaria 
significamente a formulação da teoria da gestão de projetos. Logo Gaddis 
(1959) cita pela primeira vez o termo gerente de projeto, com o mesmo 
significado utilizado atualmente. Após o uso militar, as técnicas de 
gerenciamento de projetos foram sendo adotadas por inúmeras empresas. 
Após o uso militar, as técnicas de gerenciamento de projetos foram sendo 
adotadas por muitas empresas. Dai que, para Oppelt Junior (2007), o Project 
Management Institute – mundialmente conhecido por “PMI”, administra e 
coordena um programa de credencimento para promover o aperfeiçoamento 
profissional, fundado em 1969, na Pensilvânia, EUA, por cinco profissionais de 
projetos que tinham consigo o valor de “networking”, do compartilhamento 
das informações dos processos e da discussão dos problemas comuns em 
projetos. 
 No entanto, busca persistente da racionalidade e da eficiência econômica, da 
equidade social e da conservação ambiental, base para o aumento da 
sustentabilidade do processo de desenvolvimento, é necessário um projecto 
consistente que possa ter maiores chances de êxito e a dinâmica que 
possibilitem diferentes formas e metodologias (objetivos, resultados, 
indicadores, atividades, recursos e prazos). 
 
 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade o estudante, deverá ser capaz de: 
• Descrever os diferentes estágios da ideia de gestão de 
projecto; 
• Identificar os critérios econômicos no gerenciamento dos 
recursos naturais; 
• Descrever o valor econômico dos recursos naturais; 
• Entender o papel das organizações ambientais na 
comunicação das empresas; 
• Identificar o modelo da cadeia produtiva ecologicamente 
responsável; 
• Registar o modelo de sistema de gestão ambiental; 
• Compreender os possíveis impactos ambientais e qualificar 
as mudanças projectando a proposta para o futuro; 
• Descrever as concepções pedagógicas ambientais. 
 
 
 
 
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14 
 
A Evoluição do Conceito de Gestão de Projecto 
 
De acordo com o “Aurélio”, projecto é uma “ideia que se forma de 
executar ou realizar algo no futuro; plano, intento, desígno”; um 
“empreendimento a ser realizado dentro de determinado esquema”; 
“redação ou esboço provisório de um texto” ou, ainda, “esboço ou risco de 
obra a se realizar”. 
Para Armani (2008) um projecto é uma acção planejada, estruturada 
em objetivos, resultado e atividades baseados em uma quantidade limitada de 
recursos (humanos, materiais e financeiros) e de tempo. Já para Maximiano 
(2002, p.26), define Gestão de Projetos como “um empreendimento 
temporário ou uma seqüência de atividades com começo, meio e fim 
programados, que tem por objetivofornecer um produto singular dentro de 
restrições orçamentárias”. 
 Ainda existe outra definição da ISO 10.006, projeto é “um processo 
único, constituído de um grupo de atividades coordenadas e controladas com 
datas para início e término, empreendido para alcance de um objetivo 
conforme requisitos específicos, incluindo limitações de tempo, custo e 
recursos”. 
Nos ultimos anos, o próprio meio ambiente vem surgindo, de forma 
crescente, como um negócio na economia mundial: já se fala amplamente em 
“serviços ambientais”, contribuição de diferentes ecossistemas para o 
equilibrio e funcionamento da natureza e, portanto, da economia mundial, 
como a formação de solo, o abastencimento de água, os ciclos de geração de 
nutrientes, o processamento de dejetos e a polinização, entre outros que 
interagem no sistema global. 
Na mesma direcção, para Buarque (2006) começam a surgir também 
como grande negócio mundial as cotas de “sequestro de carbono” criadas por 
florestas e reservas ambientais, passíveis de negociação na medida em que o 
protocolo de Kyoto que trata de mudanças climáticas seja amplamente aceito 
na comunidade internacional. As negociações mundiais em torno da 
distribuição equitativa de direito ao meio ambiente e, portanto, à emissão de 
gases e poluentes podem levar a criação de cotas nacionais equivalentes à 
população. 
As cotas de poluiçao passariam a constituir um negocio mundial, 
algumas nações com pouca geração de poluentes venderiam suas cotas aos 
grandes produtores; ou os países com ecossistemas que digerem e processam 
os gases agressores do planeta venderiam este serviço para os agressores, 
como prémio económico pela conservação da natureza. 
 
 
 
 
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15 
 
Economia do Meio Ambiente e Financiamento de Projecto 
 
Conforme tem sido amplamente debatido, a proteção do meio 
ambiente é basicamente uma questão de eqüidade inter e intra-temporal. 
Quando os custos da degradação ecológica não são pagos por aqueles que a 
geram, estes custos são externalidades para o sistema econômico. Ou seja, 
custos que afetam terceiros sem a devida compensação. Atividades 
econômicas são, desse modo, planejadas sem levar em conta essas 
externalidades ambientais e, conseqüentemente, os padrões de consumo das 
pessoas são forjados sem nenhuma internalização dos custos ambientais. 
O resultado é um padrão de apropriação do capital natural onde os 
benefícios são providos para alguns usuários de recursos ambientais sem que 
estes compensem os custos incorridos por usuários excluídos. Além disso, as 
gerações futuras serão deixadas com um estoque de capital natural resultante 
das decisões das gerações atuais, arcando os custos que estas decisões podem 
implicar. 
Embora o uso de recursos ambientais não tenha o seu preço 
reconhecido no mercado, seu valor econômico existe na medida em que seu 
uso altera o nível da produção e consumo (bem-estar) da sociedade. Diante da 
presença destas externaridades ambientais nós temos uma situação oportuna 
para a intervenção governamental. Essa intervenção pode incluir 
instrumentos destintos tais, como: a determinação de direitos de 
propriedades, o uso de normas e padrões, os instrumentos econômicos, a 
compensação monetária por danos e outros. 
Existe um consenso quanto às dificuldades da gestão ambiental. Os 
actuais problemas podem ser classificados em três categorias: 
(i) baixas privisões orçamentárias face aos altos custos de 
gerenciamento. 
(ii) politicas econômicas indutoras de perdas ambientais; e, 
(iii) questões de iquidades que dificultam o cumprimento da lei. 
 
Assim, é possível afirmar que nós temos uma clara situação que requer 
a introdução do critério econômico na gestão ambiental. 
No entanto, a literatura sobre o critério econômico no gerenciamento 
dos recursos naturais tem sido usada nos últimos anos, tendo em conta as 
principais preposições, classificadas em três tópicos: 
(i) Analise Custo-Beneficio (ACB); 
(iii) Análise Custo-Utilidade (ACU); 
 (III) Analise Custo-eficiencia. 
Depreende-se que ACB e ACU são métodos determinantes de prioridades 
enquanto ACE é mais proveitoso para a definição de ações. 
Determinando prioridades com o critério econômico 
 a) Análise Custo-Beneficio (ABC) 
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16 
 
ABC é a técnica da economia que permite comparar custos e benefícios 
associados aos impactos das estreategias alternativas de politicas em termos 
de seus valores monetários. Para McNeeley et al (1997), os benefícios 
referidos são aqueles bens e serviços ecológicos, cuja conservação acarretara 
na recuperação ou manutenção destes para a sociedade, impactando 
positivamente o bem-estar das pessoas. Por outro lado, o custo representa o 
bem-estar que se deixou de ter em função do desvio dos recursos da economia 
para politicas ambientais em detrimento de outras atividades econômicas. 
A mensuração dos valores monetários associados a benefícios 
ambientais pode ser contudo, muito difícil e, em se tratando de benefícios da 
biodiversidade, a mensuração é ainda mais problemática. 
b) Análise Custo-Utilidade (ACU) = pode-se dizer que a ACU é uma abordagem 
muito honorosa e, assim estaria acima da capacidade institucional, do 
compromisso político e da aceitação social nos países em desenvolvimento, 
baseando neste juízo de valor, a existência de algumas sugestões na análise de 
custo-viabilidade onde a capacidade institucional, o compromisso político e a 
aceitação social são critérios adicionais para se avaliar projectos que englobam 
benefícios ecológicos e econômicos. 
 
 C) Análise Custos-Eficiência (ACE) = ACE é um instrumento para definição de 
ações, tendo em vista que a prioridade já foi devidamente definida. Haverá 
também situações de decisões nas quais os custos institucionais da avaliação 
do projecto excede aos ganhos de eficiência com o uso ACB ou ACU e, 
portanto, a ACE terá assim um papel importante na orientação de ações de 
gestão. 
 
 
Medindo os custos de oportunidade da Protecção Ambiental 
Os custos de oportunidade são mensurados, levando-se em conta o 
consumo de bens e serviços que foi abdicado, i. é, custos dos recursos 
alocados para investimentos e gastos ambientais. Por exemplo, restrições ao 
uso da terra em unidade de conservação impõem perdas de geração de 
receita, visto que a atividades econômicas são restritas in situ. A renda liquida 
abdicada pela restrição destas atividades é uma boa medida do custo de 
oportunidade associado com a criação desta unidade de conservação. 
De facto, a renda liquida significa a receita liquida provida pelas 
atividades sacrificadas e representaria, assim, o custo de oportunidade da 
conservação. Os custos associados aos investimentos e operação das ações 
para a proteção ambiental (gastos de proteção), também devem ser somados 
aos custos de oportunidade, visto que demanda recursos que poderia estar 
sendo utilizado em outras atividades. O valor econômico dos recursos 
ambientais. 
 
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17 
 
O valor econômico dos recursos ambientais 
Lembrar que devemos perceber que o valor econômico dos recursos 
ambientais é derivado de todos os seus atributos, e estes atributos podem 
estar ou não associados a um uso, ou seja, o consumo de um recurso 
ambiental ser ealiza via uso e não-uso. Assim, é comum na literatura 
desagregar o valor econômico do recurso ambiental (VERA) em Valor de Uso 
(VU) e Valor de Não-Uso (VNU). Valores de uso podem ser, por sua vez, 
desagregados em: 
Valor de uso Direto (VUD) = quando o individuo usa um recurso, por 
exemplo, na força de extração, ecoturismo ou outra atividade produçãoou 
consumo direto. 
 Valor de Uso Indireto (VUI) = quando o beneficio actual do recurso 
deriva das funções de ecossistemas, como por exemplo, a proteção do solo e 
a estabilidade climática, decorrente de proteção de florestas. 
Valor de opção = quando um individuo atribui valor em uso direto e 
indireto que poderão ser optados em futuro próximo e cuja preservão pode 
ser ameçada. Por exemplo, o benefício, advindo de farmácia desenvolvido com 
base em propriedades medicinais ainda não descoberta de plantas em 
florestas tropiciais. 
Valor de Não-Uso (ou valor passivo) = representa o valor de existência 
(VE) que está dissociado do uso (embora representa consumo ambiental) e 
deriva-se de uma posição moral, cultural, ética ou altruísta em relação aos 
direitos de existência de species não-humanas ou preservação de outras 
riquezas naturais , mesmo que estas não representem uso actual ou futuro 
para o individuo, exemplo, uma expressão simples deste valor é a grande 
atração da opinião pública para salvamento de baleias ou sua preservação em 
regiões remotas do planeta onde a maioria das pessoas nunca visitaram ou 
nunca tiveram beneficio de uso. 
Valor da existência = representa o desejo do individuo de manter 
certos recursos ambientais para que seus herdeiros, isto é, geração futuros 
usfruam de usos diretos e indiretos (“bequest value”). É uma questão 
conceitual considerar até que ponto um valor assim definido está mais 
associado da opção ou da existência. 
 
 
 
 
 
 
 
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18 
 
Matriz 1 - que sintetiza valor econômico do recurso ambiental 
Taxonomia Geral do Valor econômico do recurso ambiental 
Valor Economico do Recurso Ambiental 
Valor de uso 
Direto 
 
Valor de uso 
indireto 
Valor de opção 
 
Valor de 
existencia 
 
Bens e 
serviços 
ambientais 
apropriedades 
diretamente 
da exploração 
dos recursos e 
consumidos 
hoje 
Bens e serviços 
ambientais que 
são gerados de 
funções de 
ecossistemas e 
apropriados e 
consumidos 
indirectamente 
hoje 
Bens e serviços 
ambientais de 
uso direto e 
indireto a 
serem 
apropriados e 
consumidos no 
futuro. 
Valor não 
associado ao 
uso actual ou 
futuro e que 
reflete 
questões 
morais 
culturais, 
éticas ou 
altruístas. 
Fonte: Motta, 1997. 
Note, entretanto, que um tipo de uso pode excluir outro tipo de uso do recurso 
ambiental. Por exemplo, o uso de uma área para agricultura, exclui seu uso 
para conservação da floresta que cobria este solo. Assim, o primeiro passo na 
determinação da VERA, será identificar, estes conflitos de uso. E segundo será 
a determinação destes valores. 
 
Os métodos de valoração aqui analisados são assim classificados: 
1 - Métodos da função de produção = métodos da produtividade 
marginal e de mercados de bens substitutos (reposição, gastos defensivos ou 
custos evitados e custos de controle). O beneficio (ou custo) da variação da 
disponibilidade do recurso ambiental é dado pelo produto da quantidade 
variada do recurso vezes o valor econômico estimado. Exemplo, a perda de 
nutrientes do solo causada por desmatamento, pode afectar a produtividade 
agrícola. Ou a redução do nível de sedimento numa bacia, por conta de um 
projecto de regeneração, pode aumentar a vida útil de uma hidrielectrica e sua 
produtividade. 
2- Metodo de função da demanda = estes métodos assumem que a 
variação da disponibilidade do recurso ambiental altera a disposição a pagar 
ou aceitar dos agentes econômicos em relação aquele recurso ou seu bem 
privado complementar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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19 
 
Matriz-2: Metodos de valoração 
Valor de uso Valor passivo ou de não uso 
Valor direto Valor indireto Valor 
opção 
Valor de 
existência 
 
 
Provisão de 
recursos 
básicos: 
alimentos, 
medicamentos, 
nutrientes, 
turismos e 
outros 
Fornecimento de suportes 
para as atividades 
econômicas e bens-estar 
humanos: por exemplo, 
proteção dos corpos de 
água, estocagem e 
reciclagem de lixo. 
Manutenção da 
diversidade genética e 
controle da erosão. 
Provisão de recursos 
básicos: por exemplo, 
água, oxigênio e recursos 
energéticos. 
 
 
 
 
 
 
Preservação de 
valores de uso 
direto e 
indireto. 
 
 
 
 
 
 
Uso não 
consumptivo: 
recreação e 
marketing 
 Floresta 
como 
objeto de 
valor 
intrínseco 
como uma 
doação, 
como uma 
responsab
ilidade 
que inclui 
valores 
culturais, 
religiosos 
e 
históricos. 
 
Recursos 
genéticos de 
plantas 
Provisão de benefícios, 
associados a informação, 
como como conhecimento 
cientifico 
 
Fonte: Sbstta (1996). 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática, aferimos que, a reputacão da empresa é um 
importante activo intangível que se relaciona fortemente com o seu 
desempenho financeiro e mercadológico. 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
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20 
 
Depreender-se também, que quando os custos da degradação 
ecológica não são pagos por aqueles que a geram, estes custos são 
externalidades para o sistema econômico. 
 
Outra ferramenta importante é perceber que o valor econômico dos 
recursos ambientais é derivado de todos os seus atributos, e estes 
atributos podem estar ou não associados a um uso, ou seja, o 
consumo de um recurso ambiental. Dai que, um tipo de uso pode 
excluir outro tipo de uso do recurso ambiental. Por exemplo, o uso 
de uma área para agricultura, exclui seu uso para conservação da 
floresta que cobria este solo. 
 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
1- A complexidade dos novos negócios em escala mundial acarretou o 
surgimento dos princípios da gestão de projetos e de comunicação 
ambiental, teve o seu inicio em: 
A. 1945 B. 1950 C. 1955 D. 1960. 
 
2- O Program Evaluation and Review Technique – PERT, novas 
técnicas e ferramentas destinadas a acelerar a implementação de 
projetos~, foi desenvolvido pela primeira vez pelo: 
A. China B. Estados Unidos da America 
C. Russia D. Africa de Sul. 
 
3. O próprio meio ambiente vem surgindo, de forma crescente, como 
um negócio na economia mundial, que ficou conhecido como: 
A. serviços de ecossistemas B. Valores ecossistemas 
C. Serviços ambientais D. economia ambiental. 
 
4- As cotas de poluiçao passariam a constituir um negócio mundial, 
algumas nações com pouca geração de poluentes venderiam suas 
cotas aos grandes produtores, que ficou conhecido por: 
A. Cultivo de carbono 
B. Externaridades negativas 
C. Sequestro de carbono. 
D. Crédito de carbono. 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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21 
 
5- O desejo do individuo de manter certos recursos ambientais para 
que seus herdeiros, isto é, geração futuros usfruam de usos diretos e 
indiretos, ficou conceituando por: 
A. Valor da existência 
B. Valor de opção 
C. Valor de não uso 
D. Valor de uso direto. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
B B C D A 
 
 
Exercícios de Avaliação 
1. Um crescente aumento das estruturas econômicas do mundo 
ocidental foi profundamentealterado pela revolução industrial, no 
século: 
A. Século XVII B. Século XVIII C. XIX D. Século XX. 
 
2. A epistemologia de gestão de projecto, está intimamente 
relacionado com o desenvolvimento de ferramente militar durante: 
 A. Guerra fria B. As duas guerras mundiais 
C. Guerra dos 100 anos D. Guerra dos EUA. 
 
3. Em Moçambique, diante da presença das externaridades 
ambientais, há uma situação oportuna para a intervenção 
governamental, que denomina-se: 
A. Determinação de direito de propriedade 
B. Direito de uso 
C. Direito de não-uso 
D. internalização dos custos ambientais 
 
4- Os custos associados aos investimentos e operação das ações para 
a proteção ambiental (gastos de proteção), também devem ser 
designado por: 
A. Custos de oportunidades 
B. Custo de proteção 
C. soma aos custos de oportunidade 
D. Custos das externaridades 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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22 
 
5- Na comunicação de gestão ambiental, a análise Custo-Utilidade e 
análise Custo-eficiência permite: 
A. A mensuração dos valores monetários associados a benefícios 
ambientais; 
B. A capacidade institucional; 
C. Instrumento de definicão de acção; 
D. Situações de decisões ambientais. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
C A A C A 
 
 
 
Unidade Temática 1.2: Comunicação e Marketing em Projectos Ambientais 
 
Introdução 
 
Na segunda metade do século XX, o crescimento descontrolado das 
atividades produtivas, do consumo e da população levou a uma veloz 
degradação de ambientes naturais, seja para a geração de recursos 
produtivos, seja pelo acúmulo de poluentes. Multiplicaram-se as 
pessoas afetadas por sérios problemas ambientais e, como 
consequência, emergiram robustos movimentos sociais 
questionando os fazeres e os saberes dos propositores do 
industrialismo. 
Argumenta-se que esta situação transformou as condições em que 
ocorre o embate sobre as questões ambientais e sobre as potenciais 
soluções para estas questões. Neste conjunto de publicidades, 
aparecem elementos para construirmos hipóteses sobre as 
articulações realizadas pelo setor corporativo para responder ao 
desafio ambientalista. 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Compreender a emergência de um sistema de comunicação 
ambiental corporativo. 
 Identificar a gestão socioambiental eficiente; 
 Descrever os principais objectivos das empresas aos 
projectos ambientais. 
 
 
 
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23 
 
A emergência de um sistema de comunicação ambiental corporativo 
 
Um dos resultados mais importantes da preocupação empresarial com 
as questões ambientais é a emergência de um complexo sistema de 
comunicação publicitária voltado à produção de mensagens de cunho 
ambiental e patrocinado por organizações privadas e estatais. 
Inicialmente, tais organizações recorreram somente às agências de 
publicidade e às empresas de relações públicas tradicionais para 
elaborar seu discurso ambiental. 
No entanto, ficou evidente que isto não era suficiente e as próprias 
agências de publicidade e as empresas de relações públicas buscaram 
ou constituíram outros atores para participar da elaboração desse 
discurso ambiental. Tudo isso resultou em transformações significativas 
dos sistemas de comunicação publicitária tradicional. 
Entre outros fatores, a falta de credibilidade das corporações nas 
questões ambientais abriu espaço para que outros agentes, 
supostamente mais confiáveis, fossem chamados a atestar suas ações. 
Assim, surgiram empresas de certificação ambiental, organizações que 
patrocinam prêmios por ações ambientais, ONGs que executam 
projetos socioambientais com recursos das empresas, instituições que 
publicam índices socioambientais e outros agentes que testemunham 
sobre as ações, os produtos, os projetos e as tecnologias de produção 
empregadas pelas corporações. Desta forma, podemos tranquilamente 
afirmar que a imagem das empresas não é o resultado de uma mera 
publicidade, mas de uma rede de organizações testemunhas que 
atestam sua responsabilidade socioambiental. 
Brockhoff et al (1999) em sua pesquisa, definiu diferentes 
categorias que descrevem o perfil das empresas com relação à 
motivação para o investimento em práticas ambientais. Ele identificou 
que as mais preocupadas com a publicidade de suas políticas ambientais 
eram aquelas categorizadas como "defenders", ou seja, aquelas cujas 
razões para investimentos ambientais são o atendimento a requisitos 
legais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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24 
 
Organização ambiental na comunicação de empresa 
 
As empresas são responsáveis pela grande parte de alterações 
feitas no meio ambiente, pois elas utilizam os recursos naturais para 
obtenção de bens, prejudicando grandemente a natureza. Muitas 
empresas contaminaram o meio ambiente natural desde a Revolução 
Industrial no século XIX, ocasionando inúmeros estragos ao redor do 
planeta. Segundo Dias (2006, p.46) ‘’quando se explora o meio 
ambiente, que é um bem comum, buscando o benefício privado, podem 
ser causados impactos ambientais que afetam negativamente o bem-
estar de outras pessoas que não tem relação com quem os gera’’. 
Se uma empresa trabalha bem seus recursos, preocupa-se com 
o meio ambiente em geral, seu nível de competitividade aumenta. Uma 
organização bem estruturada e bem administrada, que organiza seus 
processos de produção de forma que respeite as questões ambientais, 
que gerencie seus recursos tecnológicos, humanos e financeiros de 
forma ecoeficiente, estará elevando sua reputação e aceitação frente 
aos diversos. 
 
 Esquema -1: Papel da organização ambiental na comunicação de 
empresa 
 
 
 Fonte: A.R. Almeida Junior & H.R.M. Gomes, (2012). 
 
Neste caso, O marketing ambiental também foi definido por 
Kotler (2007) em seu livro Princípios de Marketing como: "(...) um 
movimento das empresas para criarem e colocarem no mercado 
produtos ambientalmente responsáveis em relação ao meio ambiente". 
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25 
 
Michael Jay Polonsky, autor de várias obras sobre o tema, 
propõe um conceito para o marketing verde, que ele próprio considera 
como sendo o conceito mais abrangente: "Marketing Verde ou 
Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e 
facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e 
necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos 
e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio 
ambiente." Nessa mesma reflexão, Churchill & Peter (2000, p. 44) 
assinalam que marketing verde consiste em "atividades de marketing 
destinadas a minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico ou 
melhorar sua qualidade”. 
O marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e 
controle, desde o processo de desenvolvimento, produção, entrega, até 
o descarte do produto, buscando atender as necessidades e desejos dos 
consumidores e sugerindo aos seus demais relacionados a busca pelo 
lucro com responsabilidade ambiental. 
A cadeia produtiva ecologicamente responsável utiliza-se de 
ferramentas de controle como certificações ambientais, tais como a 
ISO:14000 - norma que controla a gestão ambientaldas empresas criada 
pela International Organization for Standardization - e os selos de 
garantia ecológica que afirmam a procedência dos materiais utilizados 
na fabricação dos produtos e nos seus processos. Junto a essas 
ferramentas estão outros membros da cadeia que são ao mesmo tempo 
controladores e controlados, no caso os fornecedores e compradores. 
O governo tem sua função como criador da legislação e aplicador 
de sanções aos infratores. Já as ONGs, com o seu poder de influência e 
mídia, são os fiscalizadores e investigadores do cliente. Elas, junto com 
a comunidade, têm a função de conscientizar o consumidor final sobre 
as empresas e seus produtos no mercado. 
Deprende-se de acordo com Kotler & Armstrong (2007) que uma 
empresa socialmente engajada toma decisões de marketing de acordo 
com os desejos e os interesses dos consumidores, os requisitos da 
empresa e interesses de longo prazo da sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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26 
 
Gestão socioambiental eficiente 
No entanto, as empresas deveriam investir em uma gestão 
socioambiental eficiente, pois os ganhos em longo prazo são enormes. 
Há diversas razões que podem incentivar uma empresa a adotar 
métodos de gestão sócio ambiental, além dos interesses econômicos, 
como preceitua Reinaldo Dias (2006), dividindo em: Estímulos internos, 
como a necessidade de redução de custos; incremento na qualidade do 
produto; melhoria da imagem do produto e da empresa; a necessidade 
de inovação; aumento da responsabilidade social; sensibilização do 
pessoal interno. E, estímulos externos, como a demanda do mercado; a 
concorrência, o poder público e a legislação ambiental; o meio 
sociocultural; e as certificações ambientais. 
A titulo de exemplo, a Natura através de suas ações e iniciativas 
em prol do meio ambiente e da comunidade, consegue fixar uma 
imagem na mente dos consumidores de ser uma marca de cosméticos 
que respeita as gerações futuras. 
Com campanha publicitária que força o lado ecosustentável e 
responsável, a Natura leva às consumidoras a imagem de que toda a 
matéria prima utilizada é natural e ecologicamente correcta, fazendo 
suas vendas crescerem vertiginosamente. Assim, as consumidoras, além 
de promever e divulgar a marca Natura, tornam-se advogadas e 
defensoras da marca. 
 
 Figura-2: Sintetiza demanda e resposta à sociedade. 
 
 
Fonte: Natura (2011). 
 
O apoio das empresas aos projectos ambientais já são respostas 
à sociedade que está mais exigente em relação ao processo de produção 
e em relação a responsabilidade do sector produtivo para com os 
recursos naturais. Percebe-se que, são muitas as questões que vêm 
corroborar para estimular uma empresa utilizar técnicas de gestão 
ambiental. 
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27 
 
A melhoria da imagem do produto e da empresa, diz respeito à 
reputação da empresa junto aos seus públicos, desde os consumidores 
até aos fornecedores e colaboradores; o meio sociocultural, que são as 
pressões exercidas principalmente por consumidores e a sociedade, 
trazendo à mídia questões ambientais que podem desvalorizar a 
empresa; e a responsabilidade social (Dias & Marques, 2013). 
Enfim, a empresa faz parte da sociedade e deve agir de forma 
responsável, tendo deveres e obrigações. Deve agir ética e moralmente 
de forma aceitável, portanto deve respeitar o meio ambiente. 
 
 
Sumário 
Nesta unidade abordamos o envolvimento empresarial na 
constituição de sistemas de comunicação ambiental capaz de compor 
às necessidades empresariais. O marketing ambiental também foi 
definido como um movimento das empresas para criarem e 
colocarem no mercado produtos ambientalmente responsáveis em 
relação ao meio ambiente. 
Ainda, abordou-se os interesses econômicos que visam em Estímulos 
internos, como a necessidade de redução de custos; incremento na 
qualidade do produto; melhoria da imagem do produto e da empresa; 
a necessidade de inovação; aumento da responsabilidade social; 
sensibilização do pessoal interno. E, estímulos externos, como a 
demanda do mercado; a concorrência, o poder público e a legislação 
ambiental; o meio sociocultural; e as certificações ambientais. 
 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
 
1. Um dos resultados mais importantes da preocupação empresarial 
com as questões ambientais, é: 
A. Obtenção de lucros B. cunho ambiental 
C. mínimizar conflitos D.comunicação publicitária 
 
2. Na segunda metade do século XX, o crescimento descontrolado das 
atividades produtivas, do consumo e da população levou: 
A. Escassez de alimentos 
B. Degradação dos ecossistemas 
C. Todas opções estão correctas 
D. Todas estão erradas 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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3. Houve transformações significativas nos sistemas de comunicação 
publicitária tradicional devido a: 
A. falta de credibilidade das corporações nas questões ambientais; 
B. abriu espaço para que outros agentes; 
C. Alinea a) e b) são as opções estão certas; 
D. Devido ao poder público e a legislação. 
 
Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e 
com “F” as Falsas: 
4- O marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e 
controle. 
5- O apoio das empresas aos projectos ambientais não já são 
respostas à sociedade que está mais exigente em relação ao processo 
de produção e em relação a responsabilidade do sector produtivo 
para com os recursos naturais. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
D B A V F 
 
 
Exercícios de Avaliação 
 
1. Multiplicaram-se as pessoas afetadas por sérios problemas 
ambientais e, como consequência, emergiram robustos movimentos 
sociais questionando os fazeres e os saberes dos propositores do 
industrialismo. 
A. Desafio ambientalista 
B. Acasionou embate sobre as questões ambientais 
C. Conjunto de publicidade 
D. Todas as opções estão correctas. 
 
2. As empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental 
eficiente, sobretudo nos estimulos externos: 
A. Certificações ambientais 
B. Necessidade de inovação 
C. Aumento da responsabilidade social 
D. Imagem do produto e da empresa. 
 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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3. Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades 
desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção 
de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que 
a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de 
impacto negativo sobre o meio ambiente: 
A. Satisfazer a reputação da empresa; 
B. Minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico; 
C. Inserção mercadológica; 
D. Descarte do produto. 
 
4. ISO:14000 - norma que controla a gestão ambiental das empresas 
criada pela International Organizationfor Standardization, e tem 
como objectivo principal: 
A. Controle de consumo; 
B. Cadeia produtiva ecologicamente responsável utiliza-se de 
ferramentas de controlo como certificações ambientais; 
C. Os selos de garantia ecológica que afirmam a procedência dos 
materiais utilizados na fabricação dos produtos e nos seus processos 
D. Todas estão opções correctas. 
 
5. Faça corresponder as seguintes ideias elencadas: A não melhoria 
da imagem do produto e da empresa, diz respeito à: 
Ideias elencadas Impactos no markentig 
1- Fontes de pressão das empresas 
A-Responsabilidade sociaambiental; 
 
2-Os passivos ambientais 
B-Trazendo à mídia questões 
ambientais que podem desvalorizar a 
empresa 
 
3-Corporativismos sustentavel 
 
C-as pressões exercidas 
principalmente por consumidores e a 
sociedade; 
 
 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
D A B C *** 
 
*** 
1 2 3 
C B A 
 
 
 
 
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Unidade temática 1.3. Sistema de Gestão Ambiental 
 
Introdução 
 
Nesta unidade, iremos abordar acerca da gestão ambiental 
empresarial e a sua evoluição conceitual que está fortemente 
relacionada com a realidade de um meio ambiente de negócios em 
transformação, em que a criação de sistemas e modelos de gestão está 
influenciada por questões sociais, ambientais, econômicas, éticas e 
culturais. 
 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Conhecer a evoluição conceitual da gestão ambiental; 
 Identificar os sistemas e modelos de gestão que influência 
no carácter social, ambienal, económico, ético e cultural; 
 Compreender a responsabilidade socioambiental das 
empresas. 
 
 
Modelo de Gestão ambiental para a reputação 
 
 
Fonte: PMBOK, (2000) 
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31 
 
No entanto, as empresas devem demonstrar o seu comportamento 
com uma maior responsabilidade socioambiental, através da mudança no seu 
modelo de Gestão ambiental, uma vez que uma empresa bem estruturada 
para tratar dos seus aspectos ambientais apresenta um menor risco de ter que 
enfrentar multas, acções legais, por descumprimento da legislação, menor 
probabilidade de acidentes ambientais, menor passivo ambiental, redução dos 
riscos para os utilizadores dos produtos, além de reduzir impactos ambientais 
causados ao meio ambiente (Machado, 2013). 
No entanto, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve ser entendido 
como um processo voltado a resolver, mitigar e/ou prevenir os problemas de 
carácter ambiental, com objetivo de pôr em pratica o desenvolvimento 
sustentável. 
E de acordo com ISO: 1400 é a parte do sistema de gestão que inclui 
estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidade 
prática, procedimentos, processos e recursos para desenvolver e implementar 
sua politica ambiental. 
 
Matriz-4: Modelo de Sistema de Gestão Ambiental empresarial 
 
 
Fonte: Nicollella et al (2004) 
 
No decorrer da década de 1990, as organizações responsáveis pela 
padronização e normalização, notadamente aquelas localizadas nos países 
industrializados, começaram a atender as demandas da sociedade e as 
exigências do mercado, no sentido de sistematizar procedimentos pelas 
empresas que refletissem suas preocupações com a qualidade ambiental e 
com a conservação dos recursos naturais. 
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32 
 
No entato, esses procedimentos materializaram-se por meio da criação 
e do desenvolvimento de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) destinados a 
orientar as empresas a adequarem-se a determinadas normas de aceitação e 
reconhecimento geral. Para Nicolella et all (2004), estes sistemas, 
posteriormente, vieram a configurar-se como importantes componentes nas 
estratégias empresariais. 
Neste caso, a International Organization Standardization é uma 
instituição formada por órgãos internacionais de normalização criada em 
1947, com o foco de desenvolver a normalização e atividades relacionadas 
para facilitar as trocas de bens e serviços no mercado internacional e a 
cooperação entre os países nas esferas científicas, tecnológicas e produtivas, 
Barbieri (2007). A mesma ideia é corroborada por ISO citado por Machado 
(2003), tem por objetivo, também, garantir que os produtos e serviços sejam 
seguros, confiáveis e de boa qualidade. 
Para Machado (2013), as empresas, as normas são ferramentas 
estratégicas que reduzem os custos, minimizando desperdícios, e, por 
conseguinte, aumentando a produtividade. 
A Série ISO:14.000 trata-se de um grupo de normas que fornece 
ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão Ambiental, 
abrangendo seis áreas bem definidas: Sistemas de Gestão Ambiental (ISO: 
14001), Auditorias Ambientais (ISO:14010, 14011, 14012 e 14015), Rotulagem 
Ambiental (Série ISO:14020, 14021, 14021 e 14025), Avaliação de 
Desempenho Ambiental (Série ISO:14031 e 14032), Avaliação do Ciclo de Vida 
de Produto (Série ISO:14040, 14041, 14042 e 14043) e Termos e Definições 
(Série ISO:14050), trata-se dos requisitos para implementação do Sistema de 
Gestão Ambiental, sendo passível de aplicação em qualquer tipo e tamanho de 
empresa. 
Para a obtenção e manutenção do certificado ISO:14001, a organização 
tem que se submeter à auditoria periódica, realizada por uma empresa 
certificadora, credenciada e reconhecida. Nesta auditoria são verificados os 
cumprimentos de requisitos como: cumprimento da legislação ambiental; 
diagnóstico atualizado dos aspectos e impactos ambientais de suas atividades; 
procedimentos padrão e planos de ação para eliminar ou diminuir os impactos 
ambientais e pessoal devidamente treinado e qualificado. 
 
Benefícios de se adotar o Sistema de Gestão Ambiental 
 
Para ser considerado um empreendimento verde, um negócio deve 
percorrer um caminho que certamente demanda esforços e investimentos, 
uma vez que depende de muito comprometimento em todos seus setores para 
a melhoria efetiva dos processos. 
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33 
 
 Por outro lado, a proposta do SGA aplicada às empresas traz 
inúmeros benefícios, como a redução de riscos de acidentes ecológicos 
e a melhoria significativa na administração dos recursos energéticos, 
materiais e humanos, o que tem um impacto positivo direto nas contas 
de água e luz. O fortalecimento da imagem da empresa junto à 
comunidade, assim como aos fornecedores, stakeholders, clientes e 
autoridades também entra na lista das vantagens de se seguir um 
modelo verde de gerenciamento. 
 
Cumpre ressaltar que a tendência da procura por produtos e 
serviços oriundos de empresas ecologicamente conscientes e 
socialmente responsáveis, que já é comum na Europa, está se 
fortalecendo de forma impressionante em Moçambique. 
Outro ponto positivo é a possibilidade de conquistar 
financiamentos governamentais e bancários, assim como programas de 
investimento, que aumenta consideravelmente com o bom histórico 
ambiental das empresas. Um bom exemplo deste quesito é a iniciativa 
do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). 
 
 
Sumário 
Nesta unidade abordamos a pertinencia da certificação dos 
sistemas de gestão ambiental que tem-se tornado imprescindível 
para as empresas devido ao aumento da conscientização ambiental 
e a busca pela sustentabilidade, inclusive esteve em pauta na agenda 
do século 21. Fazer parte deste rol é uma escolha acertada de 
empreendedores de todos os segmentos de atuação, mas é 
importante enfatizar que o sucesso da implementação da SGA 
depende – e muito – do comprometimento com as metas 
estabelecidas e dos próprios colaboradores. 
Qualquerempresa pode implementar o SGA. Na etapa inicial do 
processo, é feito um mapeamento de todas as atividades da empresa 
e suas necessidades. Depois deste primeiro momento, a empresa 
interessada deve passar por quatro etapas, organizadas do seguinte 
modo: Definição e comunicação do projeto, bem como a geração de 
um documento detalhando as bases; Revisão ambiental inicial para 
planejamento do SGA; Implementação; Auditoria e certificação. 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
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Exercícios de Auto-Avaliação 
1. A concepção do conceito de gestão ambiental teve como gêneses: 
A. Saneamento urbano B. Saneamento básico 
C. Planejamento urbano D. Poluição de ar 
 
2. A evoluição do conceito de Gestão Ambiental sistematizou-se na 
decáda: 
A. 1990 B. 1960 C. 1980 D. 1970 
 
3. O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve ser entendido como 
um processo voltado a resolver a questão ligada a: 
A. Passivos ambientais B. Risco de multas C. 
Contravenção ambiental D. Desenvolvimento sustentável 
 
4. O ISO:1400 é a parte do sistema de gestão que inclui estrutura 
organizacional que está introjetado com: 
A. Atividades de planejamento B.Actividades de monitória 
C. Actividade de avaliação D. Todas as opções estao 
correctas 
 
5. Para ser considerado um empreendimento verde, um negócio 
deve percorrer um caminho que certamente demanda esforços e 
investimentos, uma vez que depende de muito comprometimento 
em todos seus setores para o melhoramento efectivo dos processos. 
Quais os benefícios de se adotar o Sistema de Gestão Ambiental: 
A. Revisão ambiental 
B. Desenvolvimento ecológico 
C. Fortalecimento da imagem da empresa 
D. Marcas associada 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
B A D A C 
 
 
Exercícios de Avaliação 
1. A primeira experiência de gestão ambiental realizou-se em: 
A. 1950 B. 1960 C. 1970 D. 1980 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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2. No decorrer da década de 1990, as organizações responsáveis pela 
padronização e normalização, começou a adotar a seguinte medida 
de responsabilidade social: 
A. Demandas da comunidade B.Sistematizar procedimentos 
 C. Plano de de acção D. Declaração do Milénio 
 
3. A Série ISO:14.000 trata-se de um grupo de normas que fornece 
ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão 
Ambiental, abrangendo: 
A. Seis áreas bem definidas B. Duas áreas bem definidas 
C. Quatro áreas bem definidas D. Oito áreas bem definidas 
 
4. Indique o requisito válido para implementação do Sistema de 
Gestão Ambiental: 
A. Termos e Definições das empresas envolvidas 
B. Avaliação de cada estágio da producao 
C. Cumprimento da legislação ambiental 
D. Desempenho da responsabilidade civil 
 
5- Das afirmações que se seguem, assinala “V”, apenas uma 
Verdadeiras. Para a obtenção e manutenção do certificado 
ISO:14001, a organização tem que se submeter à auditoria periódica: 
a) Nesta auditoria são verificados os cumprimentos de 
requisitos como: o não cumprimento da legislação ambiental; 
b) Nesta auditoria são verificados os cumprimentos de 
requisitos como: diagnóstico não atualizado dos aspectos e 
impactos ambientais de suas atividades; 
c) Nesta auditoria não são verificados pessoal devidamente 
treinado e qualificado 
d) Procedimentos padrão e planos de acção para eliminar ou 
diminuir os impactos ambientais. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
B A A C D 
 
 
 
 
 
 
 
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36 
 
 
Unidade temática 1.4. Planejamento Urbano x Meio ambiente. 
 
Introdução 
 
Nesta unidade iremos discutir o conceito Planejamento Urbano 
verus Meio ambiente bem como sua gêneses, elementos que 
marcam os diferentes estágios da evoluição de planejamento dos 
espaços urbanos. No entanto, vai-se abordar também a emergência 
de modelos, conceitos e estratégias como: O Plano de Gestão 
Ambiental (PGA), a proteção dos recursos naturais, as acções 
antrópicas e suas interferências no ambiente natural, a idéia de 
ecológia e paisagem urbana, associados ao Estudo de Impacto 
Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Somados 
a esses conceitos e exigências legais, ainda temos a 
interdisciplinaridade, o projeto participativo, a educação e 
conscientização ambiental da sociedade, que são pontos essenciais 
para a qualidade de qualquer projeto de urbanismo nos dias atuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Definir o Planejamento urbano e Meio Ambiente 
 Explicar a História e evolução do pensamento de construção 
dos espaços urbanos. 
 Descrever o Plano de Gestão Ambiental (PGA), 
 Caracterizar a idéia de ecológia e paisagem urbana, 
associados ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) 
 Compreender a necessidade de interdisciplinaridade nesta 
materia. 
 Entender o Estudo Internacional da Eficácia da Avaliação 
Ambiental sistematizada os objetivos da AAE, relacionando-
os aos benefícios 
 
 Planejamento Urbano e Territorial 
No início dos anos 70, obras começaram a ser publicadas com 
poderosas influências sobre estudos urbanos e inicia-se então uma 
renovação crítica da pesquisa urbana, com diferentes autores, os quais 
são objecto de estudo até hoje. Porém, estes conceitos são 
constantemente revisados, como é o caso de UN-Habitat, que trata de 
diretrizes Internacionais sobre Planejamento Urbano. 
 
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37 
 
Figura-3: Parte Urbana Planificada 
 
 Fonte: Camanguira 2017 
 
 
Figura-4: Ocupação desordenada na zona urbana 
 
Fonte: Camanguira 2017 
 
Depreende-se que “Planejamento Urbano e Territorial pode ser 
definido como um processo de tomada de decisão com o objetivo de 
alcançar metas econômicas, sociais, culturais e ambientais, por meio do 
desenvolvimento de visões, estratégias e planos territoriais e da 
aplicação de um conjunto de princípios de políticas, ferramentas, 
mecanismos institucionais e participativos de procedimentos 
regulatórios” (UN-HABITAT, 2015, s.p.). 
Este conceito de planejamento urbano – o qual deve, aliás, ser 
sempre pensado junto com a gestão - é analisado no recorte escalar de 
um espaço público, onde a vitalidade e atratividade de investimentos 
não depende de um fator, mas de um arranjo coerente destes. 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
38 
 
Esquema-2: Recorte de um espaço público 
 
 
 Fonte: UN-HABITAT, (2015). 
 
É neste contexto,que se verifica, de acordo com Silva & Werle (2007), 
nos grandes centros urbanos é uma realidade bastante drástica de exclusão e 
segregação espacial e social. Diante desse quadro é que nascem as novas e 
possíveis respostas, muitas vezes pouco eficazes, como meio de buscar um 
processo de desenvolvimento mais equilibrado com o meio ambiente. 
Surge, assim, o conceito de Sustentabilidade como um novo modelo 
de desenvolvimento do mesmo modo que diversas definições acompanhadas 
da reformulação de vocabulários de ideias dos urbanistas, o exemplo do que 
se discutia nos países desenvolvidos. 
Emergem modelos, conceitos e estratégias como: O Plano de Gestão 
Ambiental (PGA), a proteção dos recursos naturais, as ações antrópicas e suas 
interferências no ambiente natural, a idéia de ecológia e paisagem urbana, o 
licenciamento ambiental, a adoção de critérios para a utilização de fontes 
renováveis de energia e dos recursos naturais, associados ao Estudo de 
Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), de acordo 
com Siva & Werle (2007). 
Para Silva e Werle (2007), o planejamento urbano atual está mais do 
que nunca, vinculado ao processo de planejamento ambiental e suas 
ferramentas legais, exigindo do urbanista conhecimento de seu papel, como 
também das novas formas, métodos e aplicações de conceitos que tendem a 
acompanhar o dinamismo complexo da vida na sociedade atual. 
Somados a esses conceitos e exigências legais, ainda temos a 
interdisciplinaridade, o projeto participativo, a educação e conscientização 
ambiental da sociedade, que são pontos essenciais para a qualidade de 
qualquer projeto de urbanismo nos dias atuais. 
O EIA = deve ser entendido como uma ferramenta não somente legal, 
mas indissociável do procedimento de planejamento e de projeto, pois a 
análise ambiental é, antes de tudo, a compreensão das possíveis mudanças de 
características sócio-econômicas, biológicas e geofísicas de um determinado 
local, a partir dos resultados de um plano proposto. 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
39 
 
Para tanto, o EIA propõe que quatro pontos básicos sejam 
primeiramente entendidos, para que depois se faça um estudo e uma 
avaliação mais específica, são eles: 
 Desenvolver uma compreensão daquilo que está sendo proposto, o que 
será feito e o tipo de material usado; 
 Compreender o ambiente afetado como um todo, e qual ambiente (bio-
geofísico e/ou sócio-econômico) será modificado pela ação; 
 Prever possíveis impactos no ambiente e quantificar as mudanças, 
projetando a proposta para o futuro; 
 Divulgar os resultados do estudo para que possam ser utilizados no 
processo de tomada de decisão. 
Quanto às questões legais, a Política Nacional de Meio Ambiente 
estabelece que alguns pontos capitais: 
 Observar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, 
levando em conta a hipótese da não execução do mesmo; 
 Identificar e avaliar os impactos ambientais gerados nas fases de 
implantação e operação das atividades; 
 Definir os limites da área geográfica a ser afetada pelos impactos (área 
de influência do projeto), considerando principalmente a "bacia hidrográfica" 
na qual se localiza; e considerar os planos e programas do governo, propostos 
ou em implantação na área de projeto e se há a possibilidade de serem 
compatíveis. 
 
 
A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) 
 
A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é um instrumento de política 
ambiental que tem por objetivo auxiliar, antecipadamente, os tomadores de 
decisões no processo de identificação e avaliação dos impactos e efeitos, 
maximizando os positivos e minizando os negativos, que uma dada decisão 
estratégica – a respeito da implementação de uma política, um plano ou um 
programa – poderia desencadear no meio ambiente e na sustentabilidade do 
uso dos recursos naturais, qualquer que seja a instância de planejamento. 
Entre os benefícios que se podem esperar como resultado da aplicação 
da AAE, destacam-se os seguintes: 
• Visão abrangente das implicações ambientais da implementação das 
políticas, planos e programas governamentais, sejam eles pertinentes ao 
desenvolvimento setorial setoriais ou aplicados a uma região; 
• Segurança de que as questões ambientais serão devidamente tratadas; 
facilitação do encadeamento de acções ambientalmente estruturadas; 
• Processo de formulação de políticas e planejamento integrado e 
ambientalmente sustentável; 
• Antecipação dos prováveis impactos das acções e projetos necessários 
à implementação das políticas e dos planos e programas que estão sendo 
avaliados; 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
40 
 
• E melhor contexto para a avaliação de impactos ambientais 
cumulativos potencialmente gerados pelos referidos projetos. 
 
A contribuição para um processo de sustentabilidade, a geração de um 
contexto de decisão mais amplo e integrado com a proteção ambiental e a 
melhor capacidade de avaliação de impactos cumulativos constituem os 
benefícios mais notáveis da AAE, em sua capacidade de instrumento de política 
ambiental. Além do mais, a AAE traz o benefício de facilitar a avaliação 
individual dos projetos implantados como resultado dos planos e programas 
que lhes deram origem. 
 
Matriz-5: Estudo Internacional da Eficácia da Avaliação Ambiental 
sistematizada os objetivos da AAE, relacionando-os aos benefícios. 
Apoiar o processo de promoção do 
desenvolvimento sustentável 
Fortalecer e facilitar a avaliação de 
impacto ambiental de projetos 
 
• Decisão que integra aspectos 
ambientais e de desenvolvimento; 
• Formulação de políticas e planos 
• ambientalmente sustentáveis 
• Consideração de opções e 
alternativas 
• ambientais melhores e mais 
praticáveis 
• Identificação, o mais cedo possível, 
dos impactos potenciais das políticas, 
planos e programas de governo e dos 
efeitos ambientais cumulativos das 
ações e projetos necessários à sua 
implementação 
• Consideração das questões 
estratégicas relacionadas à 
justificativa da necessidade e às 
propostas de localização dos futuros 
projetos. 
• Redução do tempo e dos recursos 
necessários à avaliação de impacto 
ambiental de projetos individuais 
Fonte: (Sadler, 1996 e 1998). 
 
A AAE é um instrumento de caráter político e técnico e tem a ver com 
conceitos e não com atividades específicas em termos de concepções 
geográficas e tecnológicas. Pode-se concluir, portanto, que a AAE não se 
confunde com: 
 
• a avaliação de impacto ambiental de grandes projetos, como os de 
rodovias, aeroportos ou barragens, que normalmente afetam uma dada área 
ou um local específico, envolvendo apenas um tipo de atividade; 
• as políticas, planos ou programas de desenvolvimento integrado que, 
embora incorporem algumas questões ambientais em suas formulações, não 
tenham sido submetidos aos estágios operacionais de avaliação ambiental, em 
especial, à uma apreciação de alternativas baseada em critérios e objetivos 
ambientais, com vista à tomada de decisão; 
• e os relatórios de qualidade ambiental ou as auditorias ambientais, 
cujos objetivos incluem o controle periódico ou a gestão de impactos 
ambientais das atividades humanas, mas que não possuem como objetivo 
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41 
 
específico informar previamente a decisão relativa aos prováveis impactos de 
alternativas de desenvolvimento. 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática, concluimos que, Planejamento Urbano e 
Territorial pode ser definido como um processo de tomada de 
decisão com o objetivo de alcançar metas econômicas, sociais, 
culturais e ambientais, por meio do desenvolvimento de visões, 
estratégias e planos territoriais e da aplicação de um conjunto de 
princípios de políticas, ferramentas, mecanismosinstitucionais e 
participativos de procedimentos regulatórios. 
 
 Vimos também, o conceito de Sustentabilidade como um novo 
modelo de desenvolvimento, do mesmo modo, que diversas 
definições acompanhadas da reformulação de vocabulários de ideias 
dos urbanistas, o exemplo do que se discutia nos países 
desenvolvidos. 
 
 Outras ferramentas, não menos importantes, a emergência dos 
modelos, conceitos e estratégias como: O Plano de Gestão Ambiental 
(PGA), a proteção dos recursos naturais, as acções antrópicas e suas 
interferências no ambiente natural, a idéia de ecologia e paisagem 
urbana, o licenciamento ambiental, a adoção de critérios para a 
utilização de fontes renováveis de energia e dos recursos naturais, 
associados ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de 
Impacto Ambiental (RIMA). 
 E por último a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), que é um 
instrumento de política ambiental que tem por objetivo auxiliar, 
antecipadamente, os tomadores de decisões no processo de 
identificação e avaliação dos impactos e efeitos, maximizando os 
positivos e minizando os negativos, que uma dada decisão 
estratégica – a respeito da implementação de uma política, um plano 
ou um programa – poderia desencadear no meio ambiente e na 
sustentabilidade do uso dos recursos naturais, qualquer que seja a 
instância de planejamento. 
 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
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42 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
1. No início dos anos 70, obras começaram a ser publicadas com 
poderosas influências sobre estudos urbanos relacionados: 
A. objecto de estudo 
B. Renovação crítica da pesquisa urbana 
C. Razão metódica 
D. Todas opções estão correctas 
 
2. O conceito de planejamento urbano deve, aliás, ser sempre 
pensado junto com a gestão, Esta é uma das caracteristicas de pensar 
o urbano: 
A. Vitalidade de investimentos 
B. Arranjos instituicional 
C. Atratividades 
D. Globalizadora 
 
3. O recorte de um espaço público no planejamento urbano esta 
intrisicamente embriacado em: 
A. Ocupação desordenada 
B. Capacitação institucional 
C. Avaliação do impacto ambiental 
D. Todas as opções estão erradas 
 
4. O conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de 
desenvolvimento vê acompanhado da reformulação de vocabulários 
de ideias dos urbanistas como: 
A. Plano de Gestão Ambiental (PGA) 
B. Estudo de Impacto Ambiental (EIA) 
C. Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). 
D. Todas as opções estao certas. 
 
5. O planejamento urbano atual está mais do que nunca, vinculado 
ao processo de planejamento ambiental, a isso designa-se: 
A. Interdisciplinaridade 
B. Tomada de decisoes 
C. Meio Ambiente 
D. Educação Ambiental 
 
Correcção 
1 2 3 4 5 
B A B D A 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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43 
 
 
Exercícios de Avaliação 
1. Em Moçambique, nos grandes centros urbanos é uma realidade 
bastante drástica de exclusão e segregação espacial e social, que 
pressupõe: 
A. Melhor contexto para a avaliação de impactos ambientais 
cumulativos potencialmente gerados pelos referidos projetos. 
B. Proteção dos recursos naturais. 
C. Surge, assim, o conceito de Sustentabilidade como um novo 
modelo de desenvolvimento urbanistas, o exemplo do que se discutia 
nos países desenvolvidos. 
D. Conceito de Sustentabilidade como um novo modelo de 
desenvolvimento vê acompanhado da reformulação de vocabulários. 
 
2. Proporcionar o projeto participativo, a educação e conscientização 
ambiental da sociedade, são pontos essenciais para a qualidade de 
qualquer projeto de urbanismo nos dias atuais, parte de princípio 
que: 
A. Modelos de desenvolvimento 
B. Exigências legais 
C. Exercício de cidadania 
D. Participação 
 
3- Avaliação Ambiental Estratégica deve ter enfoque: 
A. Instrumento de política ambiental 
B. Instrumento político e técnico 
C. Princípio de Educacao ambiental 
D. Instrumento de sistema de gestao ambiental. 
 
4-O EIA propõe quatro pontos básicos, primeiramente para que 
depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica: 
A. Formulação de políticas e planos e ambientalmente sustentáveis; 
B. Decisão que integra aspectos ambientais e de desenvolvimento; 
C. A primeira fase do trabalho é desencadeado o processo de 
Educação Ambiental; 
D. Compreender o ambiente afetado como um todo, e qual ambiente 
(bio-geofísico e/ou sócio-econômico) será modificado pela ação. 
 
5. Fortalecer e facilitar a avaliação de impacto ambiental de projetos 
pressupõe: 
A. Identificação, o mais cedo possível, dos impactos potenciais das 
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44 
 
políticas, planos e programas de governo e dos efeitos ambientais 
cumulativos das ações e projetos necessários à sua implementação; 
B. Consideração das questões estratégicas relacionadas à justificativa 
da necessidade e às propostas de localização dos futuros projetos; 
C. Redução do tempo e dos recursos necessários à avaliação de 
impacto ambiental de projetos individuais; 
D. Todas as opções estao correctas. 
 
Correcção 
1 2 3 4 5 
C A B B D 
 
 
 
 
Unidade temática 1.5. Educação Ambiental e a Responsabilidade Prática 
 
Introdução 
 
Nesta unidade temática abordaremos sobre o primeiro 
pronunciamento oficial relacionado a necessidade da educaçào 
ambiental em escala mundial. Para efeito, a Educaçào Ambiental 
converte-se em uma recomendação universal imprescindível, ao 
mesmo tempo em que se põem em marcha inúmeros projetos para 
a sua implementação, como no caso de PNUMA (Programa das 
Nações Unidas para o Meio Ambiente). 
 
Objectivos 
Específicos 
 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Estudar as diferentes recomendações universais para 
Educação Ambiental; 
 Compreender os diferentes organismos internacional ligada 
a temática de Educação Ambiental. 
 
 
E preciso ressaltar que apesar da existência de importantes propostas 
de educação ambiental como projeto educativo antes da década de 70. A 
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada 
em Estocolmo no ano de 1972, é considerada como o primeiro 
pronunciamento oficial sobre a necessidade da educação ambiental em escala 
mundial. 
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45 
 
Assim, a Educação Ambiental converte-se em uma recomendação 
universal imprescindível, ao mesmo tempo em que se põem em marcha 
inúmeros projetos para a sua implementação. O PNUMA (Programa das 
Nações Unidas para o Meio Ambiente) foi crido com a tarefa de veicular 
informações para a educação, capacitação e orientação preferencialmente às 
pessoas responsáveis pelo gerenciamento das questões ambientais. 
Segundo os objetivos de Estocolmo, era necessário se estabelecer um 
programainternacional de educaçào sobre o meio ambiente, com enfoque 
interdisciplinar e com carater escolar e extra-escoiar. Deveria, portanto, 
abranger todos os níveis de ensino, dirigindo-se ao público em geral, visando 
ensinar-lhe as medidas corretas que. De acordo com as suas possibilidades, ele 
pudesse tomar para compreender e proteger o meio ambiente. 
Existem várias definições de educação ambiental. O Congresso de 
Belgrado, promovido pela UNESCO em 1975, definiu a Educação Ambiental 
como sendo um processo que visa: “(...) formar uma população mundial 
consciente e preocupada com o ambiente e com os problemas que lhe dizem 
respeito, uma população que tenha os conhecimentos, as competências, o 
estado de espírito, as motivações e o sentido de participação e engajamento 
que lhe permita trabalhar individualmente e coletivamente para resolver os 
problemas atuais e impedir que se repitam (...)” (citado por SEARA FILHO, G. 
1987). 
No Capítulo 36 da Agenda 21, a Educação Ambiental é definida como 
o processo que busca: “(...) desenvolver uma população que seja consciente e 
preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhes são 
associados. Uma população que tenha conhecimentos, habilidades, atitudes, 
motivações e compromissos para trabalhar, individual e coletivamente, na 
busca de soluções para os problemas existentes e para a prevenção dos novos 
(...)” (Capítulo 36 da AGENDA 21). 
Um dos eventos mundiais mais importantes para a Educação 
Ambiental ocorridos na década de 90, pós ECO- 92, foi a “Conferência Meio 
Ambiente e Sociedade: Educação e Consciência Pública para a 
Sustentabilidade”, organizada pela UNESCO, em dezembro de 1997, na cidade 
de Thessaloniki, Grécia. 
Dentre as várias recomendações contidas na Declaração de 
Thessaloniki, destacam-se: 
 Que os governos e líderes mundiais honrem os compromissos já 
assumidos durante as Conferências da ONU e dêem à Educação os meios 
necessários para que cumpra seu papel pela busca de uma futura 
sustentabilidade; 
 Que as escolas sejam encorajadas e apoiadas para que ajustem seus 
currículos em direção a um futuro sustentável; 
 Que todas as áreas temáticas, inclusive as ciências humanas e sociais, 
devem incluir as questões relacionadas ao meio ambiente e desenvolvimento 
sustentável. 
De acordo com a lei que institui a “Política Nacional de Educação 
Ambiental”, fazem parte dos princípios básicos da educação ambiental: O 
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46 
 
enfoque holístico, democrático e participativo; O pluralismo de idéias e 
concepções pedagógicas; 
A concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a 
interdependência entre o meio natural, sócio-econômico e o cultural, sob o 
enfoque da sustentabilidade 
 
 
Matriz-6: Concepção da ideia de meio ambiente na sua totalidade 
 
 
 
Fonte: Quintas, J. S. (2008) 
 
Depreende-se a dessa clásula, o desenvolvimento de uma 
compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas 
relações, incentivando à participação individual e coletiva, de forma 
permanente e responsável na preservação do meio ambiente. 
 
 
 
Sumário 
 
Nesta unidade, aferimos que os eventos mundiais mais importantes 
para a Educação Ambiental ocorridos na década de 90, pós ECO- 92, 
foi a “Conferência Meio Ambiente e Sociedade: Educação e 
Consciência Pública para a Sustentabilidade”, organizada pela 
UNESCO, em dezembro de 1997, na cidade de Thessaloniki, Grécia. 
Ainda, vimos dentre as várias recomendações contidas na Declaração 
de Thessaloniki e os princípios básicos da educação ambiental: O 
enfoque holístico, democrático e participativo; O pluralismo de ideias 
e concepções pedagógicas. 
 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
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47 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
1. A propostas de educação ambiental como projeto educativo teve 
lugar na década: 
A. 1950 B. 1960 C. 1970 D.1980 . 
 
2. O primeiro evento que debruçou sobre a educação ambiental 
realizada em Estocolmo no ano de 1972, ficou conhecido por: 
A. AGENDA 21 
B. PNUMA 
C. UNESCO 
D. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano
 
3. O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) 
foi crido com a tarefa de: 
A. Capacitação e orientação 
B. Tomada de decisões 
C. Patrocinar os eventos 
D. Todas as opções estão erradas. 
 
4. Segundo os objetivos de Estocolmo, era necessário se estabelecer 
um programa internacional com enfoque em: 
A. Multidisciplinar 
B. Interdisciplinar 
C. Etnográfico 
D. Extra-curricular. 
 
5- De acordo com as suas possibilidades, o programa internacional 
pudesse tomar: 
A. Compreender e proteger o meio ambiente 
B. Formar um profissional competente 
C. Formar habilidade para o mercado 
D. Aperfeiçoamento profissional. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
C D A B A 
 
 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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48 
 
Exercícios de Avaliação 
1. A complexidade dos novos negócios em escala mundial acarretou 
o surgimento dos princípios da gestão de projetos e de comunicação 
ambiental, teve o seu início em: 
A. 1945 B. 1950 C. 1955 D. 1960 
 
2. A epistemologia de gestão de projecto, está intimamente 
relacionado com o desenvolvimento de ferramente militar durante: 
 A. Guerra fria 
 B. Duas guerras mundiais 
 C. Guerra dos 100 anos 
 D. Guerra dos EUA. 
 
3-Em Moçambique, diante da presença das externaridades 
ambientais, há uma situação oportuna para a intervenção 
governamental, que denomina-se: 
A. Determinação de direito de propriedade 
B. Direito de uso 
C. Direito de não-uso 
D. Internalização dos custos ambientais. 
 
4-As empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental 
eficiente, sobretudo nos estimulos externos: 
A. Certificações ambientais 
B. Necessidade de inovação 
C. Aumento da responsabilidade social 
 D. Imagem do produto e da empresa. 
 
5-Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades 
desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção 
de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que 
a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de 
impacto negativo sobre o meio ambiente: 
A. Satisfazer a reputação da empresa; 
B. Minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico; 
C. Inserção mercadológica; 
D. Descarte do produto. 
 
 Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e 
com “F” as Falsas: 
6- O Marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e 
controle. 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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49 
 
7- O apoio das empresas aos projectos ambientais não já são 
respostas à sociedade que está mais exigente em relação ao processo 
de produção e em relação a responsabilidadedo sector produtivo 
para com os recursos naturais. 
 
8- Planejamento urbano e ambiental é fomentar ideias inovadoras e 
acções para solucionar os problemas urbanos: 
A. Reutilizar e regenerar áreas abandonadas ou socialmente 
degradadas; 
B. Não planejamento do solo; 
C. Necessidade de podar as copas das acácias; 
D. Desgaste das malhas rodoviárias; 
 
9-O valor económico dos recursos naturais geralmente não é 
observavel no mercado através de preços que reflitam seus custos de 
oportunidade: 
A. Analise custo-beneficio; 
B. Valor de uso direto; 
C. Análise custo-utilidade; 
D. Custos marginais nos projectos socioambientais 
 
10- De acordo com a lei que institui a “Política Nacional de Educação 
Ambiental”, fazem parte dos princípios básicos da educação 
ambiental. 
A. Enfoque em rede 
B. Políticas públicas 
C. Enfoque holístico 
D. Acções pontuais. 
 
Correcção: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
B A A D B V F A D C 
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50 
 
TEMA – II: AMBIENTE DE PROJECTOS. 
UNIDADE Temática 2.1. Evoluição da ideia de ambiente do projecto 
UNIDADE Temática 2.2. A necessidade de projecto 
UNIDADE Temática 2.3. Identificando um projecto x stakeholder, niveis de 
influência de cada stakeholder, Desdobramento do projecto e Estrutura de 
Desdobramento do Trabalho-EDT e Elaboração de Estrutura de 
Desdobramento 
UNIDADE Temática 2.4. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema 
 
 
UNIDADE Temática 2.1. Evoluição da ideia de ambiente do projecto 
 
 
Introdução 
 
Praticamente todos os projetos são planejados e implementados em 
um contexto social, econômico e ambiental e têm impactos intencionais e não 
intencionais positivos e/ou negativos. Tanto que “O projeto é a ocasião e o 
pretexto para a conexão, reunindo temporariamente um conjunto de pessoas 
bem diferentes e apresentando-se como um extremo de rede, fortemente 
constituída durante um curto período de tempo, mas que permite forjar 
vínculos mais duradouros, mesmo que permaneçam desativados por algum 
tempo, estarão Parasempre disponíveis” (BOLTANSKI & CHIAPELLO, 1999, 
p.155). 
Para Rogerio Ramos "Um projeto é um empreendimento planejado que 
consiste num conjunto de atividades inter-relacionadas e coordenadas, com o 
fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de 
um período de tempo dados” (Ramos, 2017, p.1). 
 
Objectivos 
Específicos 
 
Ao completar esta unidade, o estudante deverá ser capaz de: 
 Identificar os diferentes tipos de contextos de um projecto; 
 Descrever os estágios da evoluição do ambiente de um 
projecto; 
 Estudar as regras fixas da necessidade de um projecto; 
 Caracterizar as diferentes etapas de análise dos 
Stakeholders; 
 Identificar os níveis de Influência de Cada stakeholder; 
 Compreender a forma estruturada e hierarquica da EDTque 
permite uma visualização sistêmica do projecto. 
 
 
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51 
 
A Evoluição da Ideia de Ambiente do Projecto 
 
A equipe do projeto deve considerar o projeto em seus contextos ambientais 
cultural, social, internacional, político e físico: 
• Ambiente cultural e social. A equipe precisa entender como o projeto 
afeta as pessoas e como as pessoas afetam o projeto. Isso pode exigir um 
entendimento de aspectos das características econômicas, demográficas, 
educacionais, éticas, étnicas, religiosas e de outras características das pessoas 
afetadas pelo projeto ou que possam ter interesse no projeto. O gerente de 
projetos também deve examinar a cultura organizacional e determinar se o 
gerenciamento de projetos é reconhecido como uma função válida com 
responsabilidade e autoridade para gerenciar o projeto. 
• Ambiente internacional e político. Talvez seja necessário que alguns 
membros da equipe estejam familiarizados com as leis e costumes 
internacionais, nacionais, regionais e locais aplicáveis, além do clima político 
que poderia afetar o projeto. Outros fatores internacionais a serem 
considerados são as diferenças de fuso horário, os feriados nacionais e 
regionais, a necessidade de viagens para reuniões com a presença física dos 
membros e a logística de teleconferência. 
• Ambiente físico. Se o projeto afetar seu ambiente físico, alguns 
membros da equipe precisarão conhecer bem a ecologia local e a geografia 
física que podem afetar o projeto ou ser afetadas pelo projeto. 
Depreende-se que um projeto pode ter início para aproveitar uma 
oportunidade, para atender a um pedido do cliente, a um avanço tecnológico, 
a uma exigência legal ou a uma necessidade social ou ambiental. Segundo 
Cicmil & Hodgson (2006, p. 113) a influência cada vez maior das estruturas de 
gerenciamento baseado em projetos tem levado a uma “sociedade 
projetizada”. Na essência esse termo busca encerrar a tendência de as nossas 
vidas serem reguladas por princípios de projetos, como regras, técnicas, 
ferramentas e procedimentos, em busca da “jaula de ferro”18 de uma 
racionalidade de projetos. 
Cada vez mais as pessoas que trabalham em projetos no mundo têm sido 
denominadas de “trabalhadores em projetos” ou “gerentes de projetos” em 
diferentes setores industriais, sendo o impacto desta mudança ainda em 
estudo por parte dos pesquisadores, particularmente em termos de impacto 
na identidade da força de trabalho das pessoas. Com as mudanças ocorridas 
no ambiente de negócios, os projetos passaram a ocupar cada vez mais espaço. 
Consumidores exigentes, aumento dos níveis de competitividade entre players 
dos diferentes setores, inovações tecnológicas, redução do ciclo de vida de 
produtos foram alguns fatores. 
Surgem então alguns conceitos importantes, que, não raro, têm mais de 
um entendimento: projeto, gerenciamento de projetos, ante-projeto, projeto 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
52 
 
de viabilidade, sub-projeto, projeto executivo, projeto básico, programa, 
portfólio de projetos, carteira de projetos. 
Morris (1979) foi o primeiro a considerar outros aspectos na construção de 
um modelo teórico para o entendimento do ambiente de um projeto, 
baseando-se fortemente nos conceitos da teoria sistêmica. Nos últimos anos, 
novos aspectos ligados ao gerenciamento de projetos surgiram, dentre os 
quais se destacam os escritórios de projetos, a gestão de portfólio de projetos, 
os modelos de maturidade em gerenciamento de projetos, bem como a cada 
vez maior disseminação do documento de referência Guia PMBOK (PMI, 2008) 
como ferramenta básica com as chamadas melhores práticas do setor. 
Antes limitado às grandes obras de engenharia, agora o gerenciamento de 
projetos passa a fazer parte do dia–a-dia das organizações dos mais diferentes 
setores. Projetos estão ligados à mudança, e as empresas, para sobreviverem 
no ambiente competitivo hoje presente, necessitam mudar sempre. Portanto 
os projetos, antes esporádicos, passaram a ocupar lugar de destaque, como 
mostram Evaristo e Fenema (1999). Dietrich (2006) ressalta que os 
pesquisadores em gerenciamento de projetos têm constatado, recentemente, 
que projetos e gerenciamento de projetos não apenas representam 
ferramentas operacionais para a organização do trabalho, mas também 
possibilitam importantes capacitações organizacionais estratégicas. 
Logo no início do Guia PMBOK, define-se “boa prática” como “um consenso 
geral de que a aplicação correta dessas habilidades, ferramentas e técnicas 
pode aumentar as chances de sucesso em uma ampla gama de projetos” (op. 
cit., p. 4). O conjunto de conhecimentos incluso no Guia PMBOK é o resultado 
de um trabalho de “consenso voluntário”, iniciado em 1983, por 
Um grupo de trabalho do PMI denominado ESA – Ethics, Standards and 
Accreditation. Ou seja, as boas práticas do Guia PMBOK nãose baseiam em 
pesquisas empíricas, mas em consenso de grupos de voluntários, que, nas 
diferentes versões e edições do documento, geraram, debateram e incluíram 
conjuntos de ferramentas e técnicas de gerenciamento de projetos. 
Figura-5: As nove áreas de aplicação (baseado em PMI, 2008) 
 
 Fonte: (PMI, 2008) 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
53 
 
 
 O Guia PMBOK (PMI, 2008) divide o gerenciamento de projetos em nove 
“partes”, ou áreas de aplicação: gerenciamento da integração do projeto, 
gerenciamento do escopo do projeto, gerenciamento do tempo do projeto, 
gerenciamento do custo do projeto, gerenciamento da qualidade do projeto, 
gerenciamento da comunicação do projeto, gerenciamento dos recursos 
humanos do projeto, gerenciamento dos riscos do projeto e gerenciamento 
das aquisições do projeto, conforme a (figura-5). 
 Para cada uma das áreas, são definidos conjuntos de processos, os quais 
por sua vez são compostos por três conjuntos de elementos: as entradas, as 
ferramentas e técnicas e as saídas. O quadro 2 apresenta todos os processos 
de gerenciamento de projetos, de acordo com a 4ª. edição do Guia PMBOK 
(PMI, 2008). 
 No quadro abaixo descrito estão as nove “áreas de aplicação” e os 42 
processos previstos no Guia PMBOK. O Quadro-1, apresenta a estrutura do 
APM BOK, documento gerado em conjunto pela APM – Association of Project 
Management e IPMA- International Project Management Association. O 
terceiro documento de referência foi o resultado do trabalho conjunto de duas 
associações japonesas, a ENAA – Engineering Advanced Association of Japan e 
JPMF- Japan Project Management Forum. Segundo Morris (op. cit., p. 713) 
ainda que tenham muitos pontos em comum, os dois últimos têm uma 
abrangência conceitual e de escopo bem maiores que as do Guia PMBOK. 
 
Quadro-1: Os conjuntos de processos do Guia PMBOK (PMI, 2008) 
GERENCIAMENTO DE 
INTEGRAÇÃO DE 
PROJECTO 
• Desenvolver o 
Termo de abertura 
do projeto 
• Desenvolver o 
plano de 
gerenciamento; 
• Orientar e gerenciar 
a execução do 
projeto; 
• Monitorar e 
controlar o trabalho 
do projeto; 
• Realizar o controle 
integrado de 
mudanças 
GERENCIAMENTO DO 
ESCOPO DO PROJETO 
 
• Coletar os 
requisitos 
• Definir o escopo 
• Criar a EAP 
• Verificar o escopo 
• Controlar o escopo 
GERENCIAMENTO 
DO TEMPO DO 
PROJETO 
 
• Definir as 
atividades 
• Sequenciar as 
atividades 
• Estimar os recursos 
das atividades 
• Estimar as durações 
das atividades 
• Desenvolver o 
cronograma 
• Controlar o 
cronograma 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
54 
 
• Encerrar o projeto 
ou fase. 
GERENCIAMENTO DO 
CUSTO DO PROJETO 
• Estimar os custos 
• Determinar o 
orçamento 
• Controlar os custos 
GERENCIAMENTO DA 
QUALIDADE DO PROJETO 
• Planejar a 
qualidade 
• Realizar a garantia 
da qualidade 
• Realizar o controle 
da qualidade 
GERENCIAMENTO DOS RE-
CURSOS HUMANOS DO 
PROJETO 
• Desenvolver o 
plano de RH 
• Mobilizar a equipe 
do projeto 
• Desenvolver a 
equipe do projeto 
• Gerenciar a equipe 
do projeto 
GERENCIAMENTO 
DA COMUNICAÇÃO 
DO PROJETO 
• Identificar as partes 
interessadas 
• Planejar as 
comunicações 
• Distribuir as 
informações 
• Gerenciar as 
expectativas das 
partes interessadas 
• Reportar o 
desempenho 
GERENCIAMENTO 
DOS RISCOS DO 
PROJETO 
• Planejar o 
gerenciamento de 
riscos 
• Identificar os riscos 
• Realizar a análise 
qualitativa dos 
riscos 
• Realizar a análise 
quantitativa dos 
riscos 
• Planejar as 
respostas aos riscos 
• Monitorar e 
controlar os riscos 
GERENCIAMENTO DAS 
AQUISIÇÕES DO PROJETO 
• Planejar as 
aquisições 
• Conduzir as 
aquisições 
• Administrar as 
aquisições 
• Encerrar as 
aquisições 
 Fonte: (PMI, 2008) 
 
Quadro-2: A estrutura do APM BOK (Morris et al, 2006) 
O contexto de Gerenciamento de projectos 
Gerenciamento de projetos Contexto do projeto 
Contexto do projecto 
Gerenciamento de programas Patrocinador do projeto 
Patrocinador do projecto 
Gerenciamento de portfólio Escritório de projetos 
Escritorio de projecto 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
55 
 
Planejando a estratégia 
Critérios de sucesso do projeto Plano de gerenciamento 
Plano de Gerenciamento 
Gerenciamento de benefícios Gerenciamento de risco 
Gerenciamento de risco 
Gerenciamento de stakeholders Gerenciamento da qualidade 
Gerenciamento de qualidade 
Gerenciamento do valor do projeto 
Saúde, segurança e meio ambiente 
Executando a 
estratégia 
Técnicas Negócio Organização e 
Governança 
Pessoa e 
Profissão 
Gestão de 
escopo; 
Agendamento; 
Gestão de 
recursos; 
Orçamento e 
custo; 
Controle de 
mudança; 
Valor agregado; 
Gestão de 
informação; 
Gestão de 
quesitos; 
Gestão de 
requisitos; 
Estimativas; 
Gestão 
tecnológica; 
Engenharia de 
valor; 
Testes e 
modelagem; 
Gestão de 
configuração; 
Business 
case; 
Marketing e 
vendas; 
Gestão 
financeira; 
Aquisições; 
Aspectos 
legais. 
Ciclo de vida; 
Concepção; 
Definições; 
Implementações; 
Encerramentos; 
Revisões do 
projeto 
Estrutura; 
Papéis; 
Métodos; 
Governança. 
Comunicação; 
Trabalho em 
equipe; 
Liderança; 
Gestão de 
conflito 
Negociação; 
Gestão de RH; 
Comportamento; 
Aprendizagem; 
Ética; 
Profissionalismo; 
 Fonte: (Morris et al, 2006) 
 
A complexidade do projeto refere-se ao seu escopo, notadamente a 
quantidade e variedade de elementos e suas interconexões. O ritmo está 
relacionado à urgência e a criticidade de obtenção dos resultados dos projetos. 
 
 
Sumário 
Nesta unidade, falaremos, a evoluição da ideia de Ambiente do 
Projecto, e ainda a partir do Guia PMBOK iremos entender a divisão, 
no concernente ao gerenciamento de projetos em nove “partes”, ou 
áreas de aplicação: gerenciamento da integração do projeto, 
gerenciamento do escopo do projeto, gerenciamento do tempo do 
projeto, gerenciamento do custo do projeto, gerenciamento da 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
56 
 
qualidade do projeto, gerenciamento da comunicação do projeto, 
gerenciamento dos recursos humanos do projeto, gerenciamento 
dos riscos do projeto e gerenciamento das aquisições do projeto. 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
 
1. Para Ramos (2017, p.1), "Um projeto é um empreendimento 
planejado que consiste num conjunto de atividades", que consiste: 
A. Participativo e democrático 
B. Gerencial 
C. Autoritário 
D. Inter-relacionadas e coordenadas 
 
2. Para o sucesso de um projecto, o Ambiente cultural e social é 
imprescindivel. Dai que a equipe precisa entender os seguintes 
preceitos: 
A. Ambiente físico B. Examinar a cultura 
organizacional 
C. Geografia física D. Costume internacional 
 
3. De acordo com Guia PMBOK, os conjuntos de processos de 
gerenciamento de escopo de projecto compreende três 
componentes: 
A. Toda as opções estão correcta B. Definir o escopo 
C. Controlar o escopo D. Verificar o escopo 
 
 
4. O contexto de gerenciamento de projectos,deve seguir as 
seguintes orientações: 
A. Revisões do projeto B. Gerenciamento de risco 
C. Contexto do projecto D. Gerenciamento de qualidade 
 
5. Para cada uma das áreas do projecto, são definidos conjuntos de 
processos, os quais por sua vez são compostos por três conjuntos de 
elementos: 
A. Gestão tecnológica, engenharia e ferramenta. 
B. Entradas, as ferramentas e técnicas e as saídas 
C. Marketing, vendas e gestão. 
D. Todas opções estão correctas. 
 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
57 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
D B A C B 
 
Exercícios de Avaliação 
 
Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e 
com “F” as Falsas: 
1- A complexidade do projeto refere-se ao seu escopo, notadamente 
a quantidade e variedade de elementos e sem as suas interconexões. 
 
2-A equipe do projeto deve considerar o projeto em seus contextos 
ambientais cultural, social, internacional, político e físico. 
 
3- Com as mudanças ocorridas no ambiente de negócios, os projetos 
passaram a ocupar cada vez mais espaço, seguindo os seguintes 
factores: 
A. Consumidores exigentes 
B. Aumento dos níveis de competitividade entre players 
C. Inovações tecnológicas 
D. Todas as opções estão correctas. 
 
4- Faca a correspondencias dos seguintes conjuntos de processo 
com os respectivos elementos: 
Conjunto de processos de 
projecto 
Elementos 
1- Gerenciamento do 
custo do projeto 
A- Planejar a qualidade 
2- Gerenciamento da 
qualidade do projeto 
B-Mobilizar a equipe do 
projeto 
 
3- Gerenciamento dos 
re-cursos humanos do 
projeto 
 
C- Estimar os custos 
 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
58 
 
Correcção: 
1 2 3 4 
F V D *** 
 
 ***
 
 
 
 
Unidade temática 2.2. A necessidade do Projecto 
 
 
Introdução 
 
Nas últimas décadas, a necessidade de um projeto surge a partir da 
identificação de um problema ou de uma necessidade visível. Desse 
modo e, tendo o planejamento como requisito primário, elaborar um 
projeto é antes de qualquer coisa prover recursos no sentido de 
fornecer soluções, transformando idéias em algo concreto. 
 Em importantes empreendimentos, a boa elaboração de um 
projeto é tida como algo mandatório, pois esse é o ponto de partida 
do desdobramento de todas as acções. Ainda, é fato que quanto mais 
volumoso for o número de acções e pessoas envolvidas, maior é a 
importância de um projeto e, quanto melhor a elaboração deste, 
maior a garantia de que os resultados serão atingidos. 
 Cada projeto detém características singulares, fica fácil afirmar 
que as publicações que tratam sobre o assunto não devem ser 
consideradas ‘livros de receitas’, pois não existem regras fixas 
quando da necessidade de um projeto Consalter (2007). 
 
Objectivos 
Específicos 
 
Ao terminar esta unidade temática, o estudante deve: 
 Identificar a importância da necessidade de projecto. 
 Descrever as características singulares do projecto. 
 Identificar as vantagens da Educação Ambiental empresarial. 
 
Características singulares do projecto 
 Entretanto, independente de suas características ou de seu grau de 
complexidade, todos os projetos devem conter: 
1 2 3 
C A B 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
59 
 
• Escopo (O que fazer). São propósitos específicos, alvos a serem 
alcançados ao longo de determinado período a fim de que a razão de ser do 
projeto seja alcançada; 
• Cronograma (Quando fazer). Relaciona as atividades a serem 
executadas e o tempo previsto para sua realização. O cronograma é 
responsável pela identificação do tempo necessário para a execução total do 
projeto e também de várias micro-ações que compõe o escopo. 
• Método (Como fazer). São os meios escolhidos que sugerem como a 
empresa ou pessoa espera materializar seus objetivos e, por conseguinte sua 
missão. 
• Responsável (Quem fará). Indica a pessoa, ou as pessoas responsáveis 
pelas micro e macro-execuções. As acções devem sempre estar ligadas a 
alguém, ou seja, não há (não deve haver) acções sem responsáveis. Porém, por 
mais que seja habitual que uma só pessoa seja responsável por várias acções, 
o sobrecarregamento nunca evidenciou resultados positivos. Desse modo, é 
muito importante o bom planejamento do número de pessoal envolvido na 
empreitada. 
• Recursos (Com quanto e com quem será feito). Identifica os recursos 
humanos e financeiros necessários para o empreendimento. 
 Não obstante, o arranjo do projeto auxília a sistematização das 
atividades em fases a serem cumpridas, logo, tem-se um plano de acção com 
o propósito de que os resultados esperados sejam alcançados. O momento da 
elaboração de um projeto deve ser entendido como a ocasião onde ocorre a 
elucidação do objetivo, pois daí será arquitetada em detalhes a forma da 
empresa ou do profissional alcançar seu objetivo. 
 
 Identificando um Projecto x Stakeholder 
 O conjunto dos interessados (stakeholders) de um projeto engloba todas 
as pessoas que de alguma forma podem influir no sucesso do projeto. Assim 
considera-se interessado desde o patrocinador, os fornecedores, os membros 
da equipe de projeto, os membros da diretoria da empresa e o público externo 
(usuários e vizinhos) que seja afetado pelo projeto. Cada projeto tem seu 
grupo de stakeholders próprio. A questão crítica é identificar todos os que 
pode influir. 
 Para evitar esquecer interessados importantes reveja os resultados 
frequentemente. Uma falha na identificação de uma parte interessada 
importante pode pôr em causa todo o seu projeto. 
 De acordo com PMBOK (2011), a importância e influência de cada 
interessado ou grupo de interessados pode variar ao longo do ciclo de vida do 
projecto: 
• Criar lista inicial de interessados – É o ponto de partida. Não identifique 
os interessados na solidão do seu escritório. Pergunte aos elementos mais 
importantes da organização ou da comunidade quem é que eles pensam que 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
60 
 
pode ter interesses ou questões relacionadas com o projeto. Identifique 
grupos organizados e caraterísticas individuais daqueles que mais 
provavelmente poderão ter interesses relacionados, ou vir a sofre o impacto 
das atividades ou dos resultados do projeto. 
 
Se não souber por onde começar, comece pelo promotor do seu projeto. 
Provavelmente ele será a pessoa mais indicada para, em conjunto consigo, 
construir a lista inicial de interessados. 
• Identificar os Interesses individuais – Agora que já tem uma primeira 
base de trabalho comece a detalhar o tipo de interesse que cada parte 
interessada tem em relação ao projecto. 
 
Avalie os interesses objetivos, relacionados com as funções que desempenham 
e as inter-relações existentes com as atividades ou resultados do projeto. Não 
esqueçamos os interesses mais subjetivos relacionados, por exemplo, com a 
existência de relacionamentos pessoais. Comece a categorizar os diferentes 
interessados ou grupos de interessados nas diferentes categorias 
anteriormente apresentadas. 
As duas fases do processo acima referidas permitirão começar a preencher 
uma matrizde interessados, semelhante a que abaixo se apresenta. 
Figura 6: Fases do processo de projecto 
 
Fonte: PMALL, 2010. 
 
• Avaliar o grau de importância e influência – Quanto maior for a 
importância e/ou a influencia de um determinado interessado ou grupo no 
sucesso do seu projeto, maior detalhe deverá colocar nas fases subsequentes 
do processo de identificação de interessados aqui descrito. 
Tenha em atenção a diferença existente entre importância, que geralmente se 
mede pelo grau de colaboração ou participação que deve ser obtido de um 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
61 
 
determinado interessado para que o projeto, ou fase do projeto sejam bem-
sucedidos, e a influência que assenta na análise da capacidade de determinado 
interessado ou grupo para influenciarem as opiniões de outros a favor ou 
contra o projeto. 
Como suporte a esta terceira fase a matriz de influência e importância 
permitirá, uma vez concluída, prioritizar os interessados e centrar os esforços 
das fases subsequentes nos mais importantes. 
 
Figura 7: Fases do processo de projecto 
 
 Fonte: PMALL, 2010. 
 
• Avaliar implicações da cooperação entre interessados – Um aspeto que 
não deve ser descorado é a capacidade, disponibilidade e vontade para grupos 
ou interessados individuais juntarem os seus interesses, agindo de forma 
coordenada a favor ou contra o projeto. A análise dessa possibilidade de 
interdependência, relacionada com a capacidade de influenciar terceiros é um 
fator determinante de qualquer boa análise de interessados. 
• Avalie os Riscos que o Projeto Representa – Faça essa avaliação do 
ponto de vista do interessado, avaliando a perceção que ele tem em relação 
ao projeto e, muito importante, em relação a sí como gestor do projeto e ao 
respetivo promotor. Conhecer os riscos do ponto de vista do interessado é 
fundamental para estabelecer a estratégia de comunicação adequada à sua 
mitigação. 
Compare a perceção do interessado com aquilo que na sua ótica é a 
realidade, identifique as diferenças, perceba as suas causas e defina a melhor 
tática para eliminar os obstáculos. 
• Determinar o tipo de participação de cada interessado – Na posse de 
toda a informação anterior, está agora em condições de avaliar o tipo de 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
62 
 
participação que cada interessado está disposto a prestar ao seu projeto, 
comparando-a com as suas necessidades. 
 
 A identificação dessas diferenças permite desenvolver o plano de 
mitigação adequado à sua eliminação e identificar o tipo de comunicação mais 
apropriado, aumentando dessa forma a probabilidade de êxito do projeto. 
 Não obstante, de acordo com o trabalho de Fernando Berbi, intitulado 
“análise dos Stakeholders” assevera que deve ser um processo sistemático de 
coleta e análise de informação sobre os interesses, objetivos e preferências 
dos interessados para se mapear os riscos e as necessidades de comunicação 
do projeto. 
 
Etapas de um processo de projecto, conforme Barbi (2017): 
1º Passo: é determinar quem pode afetar o projeto. Para isso, a lista deve ser 
exaustiva. 
2º Passo: é identificar os pontos de contato de cada interessado com o projeto. 
Pessoas que estão realizando o trabalho diariamente têm maior influência do 
que fornecedores. 
3º Passo: é identificar como cada interessado pode ajudar e atrapalhar o 
andamento do projeto, são as influências positivas e negativas; 
4º Passo: é quantificar os graus de poder/influência e interesse de cada 
interessado. Isso pode ser subjetivo obtido a partir do levantamento do 
comportamento passado ou mais objetivo usando um modelo probabilístico. 
 
 Neste contexto, para sistematizar a sua análise, faça uma planilha com 
os nomes/cargos dos interessados. Mas para agregar valor, você precisa partir 
de dados concretos, portanto comece fazendo um levantamento completo. O 
importante mesmo é investir no levantamento de informações sobre cada 
participante e refletir sobre seus interesses e objetivos com o projeto. 
 A título de exemplo, no caso de construção de uma represa, pelas 
dimensões do empreendimento haverá impacto para os moradores da região 
e ao longo do rio. Estas pessoas são afetadas pelo resultado do projeto e 
podem influir de várias formas no andamento dos trabalhos, desde 
colaborando com as equipes de construção até obstruindo a obra com 
denúncias junto aos orgãos de controle ambiental - Ministério de Coordenção 
do Meio Ambienta. Uma atitude pró-ativa por parte do Gestor do Projeto é 
estabelecer um canal de diálogo com estes grupos, para evitar supresas que 
tenham impacto negativo no andamento dos trabalhos. 
 Na tabela de análise, você pode indicar como você vai tratar cada 
interessado, que pode ser: monitorar (acompanhar a distância), manter 
informado (este caso já merece que se formalize a comunicação no Plano de 
Comunicação), manter satisfeito (além de informado, este nível exige 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
63 
 
um acompanhamento das expectativas) e gerenciar (nível máximo de 
acompanhamento, com contato frequente e muita transparência). Como o 
patrocinador tem poder total sobre todas as etapas do projeto, ele é um 
stakeholder crítico que deve ser gerenciado, ou seja, este deve receber um 
acompanhamento permanente das realizações. 
 
 
 
Sumário 
Nesta unidade, concluímos que a necessidade de um projeto surge a 
partir da identificação de um problema ou de uma necessidade 
visível. Desse modo e, tendo o planejamento como requisito 
primário, elaborar um projeto é antes de qualquer coisa prover 
recursos no sentido de fornecer soluções, transformando idéias em 
algo concreto. 
Não obstante, o arranjo do projeto auxilia a sistematização das 
atividades em fases a serem cumpridas, logo, tem-se um plano de 
ação com o propósito de que os resultados esperados sejam 
alcançados. O momento da elaboração de um projeto deve ser 
entendido como a ocasião onde ocorre a elucidação do objetivo, pois 
daí será arquitetada em detalhes a forma da empresa ou do 
profissional alcançar seu objetivo. 
Ainda, avalie os interesses objetivos, relacionados com as 
funções que desempenham e as inter-relações existentes com as 
atividades ou resultados do projeto. Não esqueçamos os interesses 
mais subjetivos relacionados, por exemplo, com a existência de 
relacionamentos pessoais. Comece a categorizar os diferentes 
interessados ou grupos de interessados nas diferentes categorias 
anteriormente apresentadas. 
 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
 
1. Independente de suas características ou de seu grau de 
complexidade, todos os projetos devem conter os seguintes 
elementos em ordem cronológico: 
A. Escopo, cronograma, Meta, responsavel e recurso. 
B. Escopo, discussão, Meta, responsavel e recurso 
C. Escopo, cronograma, Metodo, responsavel e recurso 
D. Justificativa, cronograma, Metodo, responsavel e recurso 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
64 
 
2. O momento da elaboração de um projeto deve consistir em: 
A. Elucidação do Metas 
B. Elucidação do objetivo 
C. Elucidação dos custos 
D. Todas as opcões são correctas.3. O conjunto dos interessados - stakeholders de um projeto 
engloba todas as pessoas. a questão crítica é, quem: 
A. Pode influir 
B. Pode dirigir 
C. Pode vender 
D. Pode participar 
4. Para evitar esquecer interessados importantes, o coordenador 
deve: 
A. Investir na gestão ambiental 
B. Rever as oportunidades dos projectos 
C. Rever os custos 
D. Rever os resultados frequentemente 
 
5. De acordo com PMBOK (2011), a importância e influência de 
cada interessado ou grupo de interessados pode variar ao longo 
do ciclo de vida do projecto: 
A. Identificar os Interesses individuais 
B. Examinar a cultura organizacional 
C. Identificar o ambiente interpessoal 
D. Controlar o cronograma. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
C B A D A 
 
Exercícios de Avaliação 
1. Para Consalter (2007), cada projeto detém características 
singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre 
o assunto não devem ser consideradas: 
A. Livros de receitas 
B. Dogma 
C. Livre escolha 
D. Taxativo 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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65 
 
 
2. Não obstante, o arranjo do projeto auxiliá a: 
A. Avaliação das actividades 
B. Divisao das actividades 
C. Sistematização das atividades 
D. Todas as opções estão correctas. 
 
3. Tenha em atenção a diferença existente entre importância de um 
projecto, que geralmente se mede pelo grau: 
A. Consumidores ou stakholder 
B. Colaboração ou participação 
C. Fornecedores 
D. Todas as opções estão correctas 
 
4. Etapas de um processo de projecto, conforme Barbi (2017): 
A. Determinar quem pode afetar o projeto 
B. Identificar os pontos de contato de cada interessado com o projeto 
C. Identificar como cada interessado pode ajudar 
D. Todas as opções estão correctas. 
 
5. Na tabela de análise, você pode indicar como você vai tratar cada 
interessado, que pode ser: 
A. Manter satisfeito 
B. Manter capacitado 
C. Necessidade ambiente 
D. Identificar os custos 
 
Correção 
1 2 3 4 5 
A C B D A 
 
 
 
 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
66 
 
 
Unidade temática 2.3. Níveis de Influência de Cada Stakeholder, Desdobramento do Projeto 
e, Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT e Elaboração de Estrutura de 
desdobramento 
 
Introdução 
 
Nesta unidade iremos abordar na avaliação do nível de 
influência de cada stakeholder sobre o projeto. E ainda, nesta 
unidade se tem o interesse de mostrar os processos de fluxo das 
actividades de desenvolvimento de projecto, visando a redução do 
tempo no processo, está intenção esta baseada nos principios de 
conversão, fluxo e geracao de valor. 
Objectivos 
Específicos 
 
Ao terminar esta unidade temática, o estudante deve: 
 Identificar o nível de influência de cada stakeholder sobre o 
projeto. 
 Definir a aplicação da ferramenta de gerenciamente de 
Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT. 
 Descrever os processos de fluxo das actividades de 
desenvolvimento de projecto. 
 
Níveis de Influência de Cada Stakeholder no projecto 
 No desenvolvimento do processo de projecto há necessidade de se 
gerenciar uma equipe multidisciplinar que actuará em actividades que visam a 
busca por informações que será transformadas em especificações que tem por 
objectivo a satisfação das necessidades. As actividades podem ser planejadas 
e controladas efectivamente com o detalhadamente das etapas do processo 
de projecto com a aplicação da ferramenta de gerenciamente de Estrutura de 
Desdobramento do Trabalho – EDT. 
Temos que partir de pressuposto na avaliação do nível de influência de cada 
stakeholder sobre o projeto — e por influência entenda a capacidade desse 
stakeholder de alavancar o projeto ou de paralisá-lo. Você pode inclusive 
montar um diagrama para entender esse nível de influência: 
 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
67 
 
Figura-6: Níveis de Influência de Cada Stakeholder 
 
Fonte: PMBOK (2011) 
 
Note que o lado direito do quadrante é onde você deve focar seus 
esforços de comunicação e relacionamento — em especial no quadrante 
superior direito, que possui alta influência e alto interesse no projeto. Essas 
pessoas são as que têm o poder de potencializar seus esforços ou de barrá-los. 
No entanto, seja com base no diagrama, acima ou ainda, em um sistema 
de pontuação de acordo com os níveis de influência e de interesse no projeto, 
classifique seus stakeholders em ordem de importância e desenvolva um plano 
de ação para cada um deles: como você vai conversar com esses stakeholders, 
como vai obter seu apoio, que tipo de riscos cada um pode trazer ao projeto e 
como mitigá-los? E se por acaso o inesperado acontecer, como sairá de uma 
situação de conflito com os stakeholders mais influentes? 
Lembre-se que você precisará, mais do que nunca, de duas competências 
essenciais ao gerente de projetos: comunicação e negociação. O segredo é se 
manter sempre à frente da sua equipe e evitar embates desnecessários, 
mantendo um diálogo aberto com todas as partes interessadas. 
 Pela natureza do seu conteúdo, para Barbi (2017), este documento é 
para entender o interesse de um stakeholder no projeto, pense no que ele tem 
a ganhar ou perder com o sucesso do projeto e não se esqueça de que mesmo 
as pessoas "racionais" têm comportamentos “irracionais”. 
 Se você deixar de reconhecer ou de cooperar com alguns interessados, 
poderá se expor para um sério risco. Esse interessado pode forçar opiniões ou 
mudanças em seus planos num momento em que talvez possa ser menos 
conveniente para você, e prejudicar o progresso. Você é o gerente do projeto 
e deve estabelecer as regras básicas desde o início. A má gestão dos 
interessados pode levar ao caos e à desmotivação da sua equipe. 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
68 
 
 
Desdobramento do Projeto e Estrutura de Desdobramento do Trabalho -EDT 
 No desenvolvimento do processo ha a necessidade de se gerenciar uma 
equipa multidisciplinar que actua em actividades que visam a busca por 
informacoes que serao transformadas em especificacoes que tem por 
objective a satisfacao das necessidades (requisite) do cliente. 
 Desta forma a elaboração da maioria dos projectos é muito complexa e 
há necessidade de uma abordagem gerencial com ênfase no controle e 
melhoria continua do processo de projecto. As actividades podem ser 
planejadas e controladas efectivamente com o detalhamento das etapas do 
processo de projecto com a aplicação de ferramenta de gerenciamento 
Estrutural de Desdobramento do Trabalho –EDT. 
 EDT- é uma ferramente básica para o planejamento e controle do 
processo de projecto a qual organiza, define explicita as etapas do processo 
tanto do produto a ser obtido como do trabalho a ser realizado através de uma 
descrção grafica (diagrama organizacional), com grau de detalhemento 
necessário, utilizando-se de softwares computacionais (Casarotto, et al, 1999). 
 A Estrutura de Desdobramento do Trabalho – EDT, também conhecida 
por Work Breakdown Struture – WBS, promover uma estrutura para as 
actividades de planejamento, programa à estimativa de tempos e custos, 
orçamento, autorização de trabalho do projecto. 
 Para Ogliari (2000), a aplicação de EDT em processos visa compreender 
e indicar todas as actividades necessária para a realização dos objectivos do 
projecto (tecnicos, gerenciais e administrativos) e não deve refletira estrutura 
da organização nem decompor o produto por disciplinas. 
 A forma estruturada e hierarquica da EDT permite uma visualização 
sistêmica do projecto, sendo que a decomposição do trabalho traz benefícios 
ao processo entre eles: 
 Uniformidade de tratemento em qualquer nivel do projecto (cada 
responsável por uma tarefa - é um gerente); 
 Possibilidade de terceirizar tarefas ou desenvolve-las em outros locais; 
 Explicita clara e desejavel conexão ou relacionamento técnico das 
equipas das diversas tarefas por meio das interfaces respectivas partes 
físicas do produto; 
 Racionalização da documentação para cada parte do projecto; 
 Atribuição de grau de sigilo conveniente apenas nas tarefas necessárias 
(Valeriano, 1998). 
 
 
 
 
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69 
 
 
Quadro-3: forma de apresentação da EDT como tabela. 
Modelo de tabela de tarefa 
Tarefas Desponibilidade Tempo de 
duração 
Tarefa 
precedente 
Recursos Interface 
Tarefa A 
Sub-tarefa A 
Taref-B 
Sub-tarefa-B 
Sub-tarefa-B 
Fonte: Ogliari, 2000. 
 
A EDT pode ser representada de duas maneiras: em forma de 
organograma também conhecida como árvores de decomposição do projecto, 
e como uma relação ou tabela. 
 Elaboração de Estrutura de desdobramento 
 Com as informaçoes do escopo, o gerente do projecto e a equipa 
iniciam o desdobramento do projecto em tarefas de niveis mais detalhadas. O 
detalhamento continua ao nivel em que tarefas ou pacotes de trabalho sejam 
identificados e que cada tarefa ossa ser planejada, orçada, programada, 
monitoradae controlada. 
 De acordo com Peralta (2002 apud Ogliari, 2000) em cada pacote de 
trabalho, identifica-se os dados relevantes, Como a duração da tarefa, as 
tecnologias ou conhecimento a serem utilizados, o pessoal e organizaçoes 
reponsaveis; os equipamentos e materiais fornecedores. 
 Em cada tarefa devem ser determinados os compormissos contratuais, 
as interfaces e as sequências de tarefas, os marcos dos principais eventos, e os 
relatórios de avaliação devido a atraso de projecto. Estes dados permitem a 
montage do cronograma. 
 A equipe multidisciplinar ou organizaçoes envolvidas devem verificar e 
revisar as informaçoes dos pacotes de trabalho explicitados pela EDT 
analisando requisites de recursos, cronogramas, orçamento, relaçoes ou 
interfaces entre tarefas de mesmo nivel, com o nivel superior e nivel inferior. 
 Efectuando a EDT, para Peralta (2002) deve-se consolidar o 
cronograma, sendo necessário determinar as duraçoes das tarefas e o seu 
sequenciamento de execucação temporal, de maneira racional e dispo-las na 
melhor ordem para a execucação do projecto. Desta forma, procura-se o 
relacionamento entre as tarefas e consideradas as precedenciais e 
condicinantes existentes para se obter a rede de procedência. 
 Para efeito, a rede de precedência do projecto mostra o encadeamento 
das etapas na forma exequivel, considerados os tempos de duraçã das tarefas, 
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70 
 
respeitadas as precedencies e depois depuradas as incompatibilidades ou 
impossibilidades de acçoes simultaneas, etc. neste sentido, procura-se a 
conclus’ao da programação do projecto. 
 A programação do projecto (Project Scheduling) é acção de aranjar 
sistematicamente as tarefas para realizar um projecto que é representado pelo 
plano, sendo este plano a referência para a verificação de progressos do 
projecto e caso haja desvios, a necessidade de correção. 
 O trabalho de promação não é uma tarefa simples, exige alto grau de 
detalhamento. Este trabalho pode ser realizado de forma automatic com 
rapidez e segurança com o uso de softwaress computacionias que tratam do 
planejamento e controle de projecto. Estes softwares registamm as tarefas 
Segundo a EDT, os insumos, prazos, restriçoes, resolvem conflitos entre estes 
dados e geram os diagramas de precedência em forma de algum método pre-
escolhido, emitem relatorios necessaries, em várias formas de apresentaçao. 
 
Sumário 
Da unidade, aferimos que a rede de precedência do projecto mostra 
o encadeamento das etapas na forma exequivel, considerados os 
tempos de duraçã das tarefas, respeitadas as precedencies e depois 
depuradas as incompatibilidades ou impossibilidades de acçoes 
simultaneas, etc. neste sentido, procura-se a conclus’ao da 
programação do projecto. 
Depreende que este esforço de desdobramento tem como meta 
a resoluçã de problemas relacionados ao fluxo de projecto. Portanto, 
a programação do processo de projecto identifica a successão de 
tarefas para satisfazer o desenvolvimento de uma solução otimo de 
projecto. Com conhecimento que permite ótima sucessão de 
projecto quando combinados com uma visão de sucessoes ideial (que 
é relativamente fácil de determiner prontamente com o uso de um 
projecto planejado) prove um bom ponto de partida para a 
integração do projecto no processo de execução. 
 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
1. Na avaliação do nível de influência de cada stakeholder sobre o 
projeto. Influência entende, no ambito de projecto por: 
2. A capacidade desse stakeholder de alavancar o projeto ou de 
paralisá-lo. Você pode inclusive montar um diagrama para 
entender esse nível de influência: 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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71 
 
A. capacidade de prever os custos do projecto 
B. Capacidade do stakeholder de alavancar o projeto 
C. capacidade de definir o projecto 
D. Todas as opções estão erradas 
 
2. De acordo com o esquema de influência dos quadrantes, o esforco deve 
ser focado em: 
A. Comunicacao B. Relacionamento 
C. Participação D. Comunicação e relacionamento 
 
3. Em caso de conflitos no projecto o gerente de projeto, deverá recorrer 
duas competências essenciais: 
A. Comunicação e negociação 
B. Recorrer ao judiciário 
C. Resolução interna 
D. Todas as opções estão erradas 
 
Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e 
com “F” as Falsas: 
4. Com as informações do escopo, o gerente do projecto e a equipa iniciam 
o desdobramento do projecto em tarefas de níveis mais detalhadas. O 
detalhamento continua ao nivel em que tarefas ou pacotes de trabalho 
sejam identificados e que cada tarefa ossa ser planejada, orçada, 
programada, monitorada e controlada. 
5. A forma estruturada e hierarquica da EDT não permite uma 
visualização sistêmica do projecto, sendo que a decomposição do 
trabalho traz beneficios ao processo entre eles: 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
B D A V F 
 
Exercícios de Avaliação 
 Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e com 
“F” as Falsas: 
1-A complexidade do projeto refere-se ao seu escopo, notadamente a 
quantidade e variedade de elementos e sem as suas interconexões. 
2-A equipe do projeto deve considerar o projeto em seus contextos 
ambientais cultural, social, internacional, político e físico. 
 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
72 
 
3- Faca a correspondencias dos seguintes conjuntos de processo 
com os respectivos elementos: 
Conjunto de processos de 
projecto 
Elementos 
1- Gerenciamento do custo 
do projeto 
A- Planejar a qualidade 
2- Gerenciamento da 
qualidade do projeto 
B-Mobilizar a equipe do 
projeto 
 
3- Gerenciamento dos re-
cursos humanos do 
projeto 
 
C- Estimar os custos 
 
4- Para Consalter (2007), cada projeto detém características 
singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre o 
assunto não devem ser consideradas: 
A. Livres de receitas 
B. Dogma 
C. Livre escolha 
D. Taxativo 
 
5- Não obstante, o arranjo do projeto auxilia a: 
A. Avaliação das actividades 
B. Divisao das actividades 
C. Sistematização das atividades 
D. Todas as opções estão correctas. 
 
6. Tenha em atenção a diferença existente entre importância de um 
projecto, que geralmente se mede pelo grau: 
A. Consumidores ou stakholder 
B. Colaboração ou participação 
C. Fornecedores 
D. Todas as opções estão correctas 
 
7. Etapas de um processo de projecto, conforme Barbi (2017): 
A. Determinar quem pode afetar o projeto 
B. Identificar os pontos de contato de cada interessado com o projeto 
C. Identificar como cada interessado pode ajudar 
D. Todas as opções estão correctas. 
 
 
 
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73 
 
8. Na tabela de análise, você pode indicar como você vai tratar cada 
interessado, que pode ser: 
A. Manter satisfeito B. Manter capacitado 
C. Necessidade ambiente D. Identificar os custos 
 
9. A abordagem gerencial ficou conhecido por: 
A. Análise dos Stakeholders 
B. Estrutura de Desdobramento do Trabalho -EDT 
C. Project Management Institute 
D. Estrutura de desdobramento 
 
10. A EDT, para Peralta (2002) deve-se: 
A. Consolidar o desdobramento B. Consolidar a equipa 
C. Consolidar a equipe D. Consolidar o cronograma 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
F V *** A C B D A B D 
 
*** 
1 2 3 
C A B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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74 
 
TEMA III: CONCEPÇAO DE PROJECTO 
UNIDADE Temática 3.1. Roteiro do projecto 
UNIDADE Temática 3.2. Planejamento estratégico em gestão e comunicação 
ambiental 
UNIDADE Temática 3.3. Programa de projecto 
UNIDADE Temática 3.4. Execução e controle do projecto. 
UNIDADE Temática 3.5. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema. 
 
 
Unidade temática 3.1. Roteiro do projecto 
 
Introdução 
São diversas as maneiras de se iniciar um projeto, mas todas começam 
com uma ideia. Projetos podem começar de maneira formal ou informal. A 
maneira formal de começar um projeto compreende uma estrutura de guias, 
modelos de documentos, apresentando uma seqüência de etapas 
determinadas com pontos definidos de controlo para facilitar o trabalho do 
gerente e da equipe durante a fase de concepção do projeto. 
Na maneira informal, normalmente, um grupo de pessoas discute uma 
boa idéia e busca adeptos para desenvolver o projeto. À medida que a idéia 
evolui, o grupo sente que necessita, num determinado momento, de 
formalização e documentação, passando então a registrar o plano a ser 
seguido. 
Do exposto depreende-se que os projetos podem variar em termos de 
magnitude e complexidade, mas todos devem ter algum nível de 
documentação inicial. Para alguns, este documento pode tomar apenas 
algumas horas ou dias para ser elaborado, para outros pode levar semanas. 
Em essência, os projetos são criados por razões diferentes, contudo os projetos 
dedicam consideração especial para o custo, duração e prioridade para a 
empresa. 
Uma característica comum a todos os projetos é que eles são criados 
para atender a uma necessidade. São muitas as necessidades que nos levam a 
decidir por implementar um projeto. Pode ser uma solicitação de um cliente, 
a identificação de uma oportunidade de mercado, a verificação de que algum 
concorrente possui um produto que nossa empresa não tem, a necessidade de 
um novo produto detectada por pesquisa, etc. 
De seguida, vamos discutir os processos básicos a serem seguidos para 
se reconhecer o fato de que um projeto deve ser iniciado e de quais 
documentos devem ser produzidos para caracterizar que um novo projeto 
começou. 
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75 
 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deverá ser capaz de: 
 Descrever as atividades que constituem a fase inicial dos 
projetos. 
 Discorrer sobre os documentos produzidos que caracterizam 
o término da fase. 
 Identificar as necessidades do início de um novo projeto 
 Caracterizar o modelo ideal de roteiro de um projecto; 
 Estudar planejamento Estratégico em Gestão e 
Comunicação Ambiental; 
 Definir a comunicação ambiental. 
 
Etapas da Iniciação 
Todas as metodologias de gerenciamento de projeto enfatizam a 
necessidade de um bom Início, através de uma clara definição, que culmina 
numa série de documentos que caracterizam a Iniciação do projeto. O objetivo 
desta fase é dar uma clara indicação dos impactos e benefícios esperados e 
uma idéia, grosso modo, do custo global, da duração estimada e de produtos 
intermediários que se espera que o projeto produza. 
Os documentos iniciais devem apresentar de forma concisa a 
justificativa do projeto, os objetivos, os fatores críticos de sucesso, os produtos 
intermediários custos e benefícios, projetos relacionados e os riscos aos quais 
o projeto está exposto. A elaboração destes documentos assegura com que os 
tópicos principais como necessidades e objetivos estejam completamente 
definidos, entendidos e aceitos por todos os envolvidos. 
O objetivo não é produzir documentos extensos, mas fornecer 
informações necessárias para se avaliar a oportunidade de iniciar (ou não) um 
projeto. 
A seguir, vamos apresentar uma seqüência de atividades que pode ser 
aplicada à grande maioria dos projetos e que auxilia na definição dos 
parâmetros gerais, durante a fase de Iniciação. Os tópicos foram organizados 
de maneira consistente a partir do desenvolvimento do projeto, durante esta 
fase, Segundo (AP, s/d): 
a) Indicação de um Líder = na fase embrionária do projeto, nomeia-se uma 
pessoa que será responsável por conduzir os primeiros estudos sobre a 
idéia e seu desenvolvimento. Este Líder, que poderá ou não ser o futuro 
gerente do projeto, é responsável por: 
 Definir os objetivos do projeto; 
 Coordenar a elaboração dos documentos iniciais do projeto; 
 Apresentar as conclusões e obter autorização para prosseguir. 
 
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76 
 
b) Identificação do patrocinador = o Patrocinador é responsável pela 
direção estratégica do projeto. Ele deve ter autoridade para definir os 
objetivos do projeto, assegurando recursos para resolver prioridades 
organizacionais e conflitos. Diversos estudos indicam que existe uma 
relação direta entre a falta de um Patrocinador e o fracasso de projetos. 
 
c) Definição da Necessidade/Oportunidade= Projetos são criados a partir 
de necessidades ou de oportunidades. A correta identificação é 
fundamental para todo o desenvolvimento das atividades do projeto. 
Tipicamente, uma necessidade ou uma oportunidade pode ser 
relacionada com: 
 Prestar serviço mais eficiente; 
 Reduzir custos; 
 Gerar mais lucros; 
 Oferecer um novo produto; 
 Implantar um sistema mais confiável. 
 
As discussões da equipe devem fornecer entendimento para: 
 Que originou a necessidade ou como a oportunidade foi reconhecida; 
 A magnitude da oportunidade; 
 As conseqüências, casoa necessidade/oportunidade não seja atendida. 
 
d) Definição do Escopo geral do projeto = redija um texto conciso que 
trate do que o projeto vai cumprir e, se apropriado, o que está fora do 
escopo. O nível de detalhamento deste texto deve ser suficiente para se 
desenvolver a declaração de escopo na fase de planejamento. 
 
e) Definição dos objetivos do projeto = objetivos descrevem os produtos, 
serviços ou processos que o projeto quer realizar. Cada objetivo deve 
ser descrito de forma que se possa avaliar se ele foi alcançado, ao 
término do projeto. Eles são usados para medir o desempenho do 
projeto por meio da comparação entre o que foi planejado e o que foi 
efetivamente realizado. Alguns gerentes de projeto classificam os 
objetivos em torno de duas naturezas. 
 
 Objetivos hard – Relacionados com a duração, o custo e a qualidade do 
produto do projeto; 
 Objetivos soft – Relacionados com a forma como os objetivos serão 
atingidos, podendo incluir atitudes, comportamento, expectativas e 
comunicação. 
Os Objetivos do projeto devem estar de acordo com as necessidades 
dos stakeholders e serem comunicados no Documento Inicial de Projeto (DIP), 
também conhecido como Anteprojeto. 
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77 
 
 
f) Identificação das Premissas e Restrições 
Premissas - são fatores que, para os propósitos do planejamento, são 
consideradas verdadeiras, reais ou certas. Por exemplo, se a data na qual uma 
pessoa-chave estiver disponível para o projeto é incerta, a equipe poderá 
assumir uma data de início específica. As premissas geralmente envolvem 
certo grau de risco. (PMBOK, 2004). 
Restrições - são fatores que limitam as opções da equipe de gerência do 
projeto. Por exemplo, um orçamento pré-definido é uma restrição que na 
maioria das vezes limita as opções da equipe com relação ao escopo, pessoal 
e prazos. Quando um projeto é desenvolvido sob contrato, as provisos 
contratuais são geralmente restrições. (PMBOK, 2004). 
Projetos têm restrições em termos de tempo, recursos, equipamentos, 
instalações, etc. As restrições formam a base para a estratégia do projeto. Por 
exemplo, podemos decidir ampliar o prazo em função da indisponibilidade de 
uma determinada máquina por um período. 
É importante identificar as restrições e premissas de um projeto, logo na fase 
inicial, antes que as atividades do projeto comecem para evitar iniciar projetos 
que não tenham suficiente fundamentação. 
g) Identificação e envolvimento dos principais stakeholders = como já 
vimos na aula anterior, stakeholders são pessoas ou organizações que 
têm interesse no sucesso (ou fracasso) do projeto. A identificação dos 
stakeholders auxilia na definição e no direcionamento, contribuindo 
para a definição do escopo do projeto. 
A equipe do projeto deve identificar os stakeholders, determinar suas 
necessidades e expectativas, além de influenciar suas decisões de 
modo a assegurar o sucesso do projeto, pois o entendimento e o 
gerenciamento das necessidades bem como expectativas é crucial para 
o sucesso do projeto. 
 Uma ferramenta muito útil é a Matriz de Stakeholders que permite 
conceber uma matriz relacionando os stakeholders, seus interesses, 
grau de influência, e estratégia da equipe para lidar com a situação. 
 
h) Identificação dos potenciais riscos = Projetos encerram incertezas, 
principalmente no seu início. Por isso, é importante se elaborar um 
documento de estudo dos riscos ao qual o projeto está exposto para 
identificar, quantificar, priorizar, e estabelecer estratégias de mitigação 
para os principais riscos. Risco é qualquer fator que pode 
potencialmente afectar na capacidade do projeto concretizar seu 
resultado. Identificar o risco é reconhecer que algum evento pode se 
transformar num problema. Um risco não é um problema, pois 
problema é um risco que se materializou. 
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78 
 
 
i) Estimativa de Prazo = Divida o projeto em etapas distintas, e 
identifique as macro-atividades necessárias para completar o projeto. 
Estabeleça uma seqüência e estime suas durações. Identifique as 
atividades críticas. Especifique o produto de cada etapa. Elabore um 
cronograma mostrando as fases e as atividades críticas. Por último, 
identifique pontos de medição e relação ao progresso do projeto e 
assinale estes pontos no cronograma. 
 
j) Estimativa de Custo = com base no cronograma, relacione os recursos 
necessários para realizar as atividades. Determine custos para os 
recursos e calcule o custo por atividade, por fase, e também o custo 
total estimado do projeto. 
 
Com as informações coletadas, a equipe produzirá pelo menos dois 
documentos que sinalizam o fim da fase de Iniciação. Estes documentos são: o 
Termo de Referência e o Anteprojeto. 
 Termo de Referência (Project Charter) - O Termo de Referência = é o 
documento criado para comunicar formalmente a existência de um novo 
projeto. Este documento é editado no final da fase de Iniciação e serve como 
base para a elaboração do Plano do Projeto. Ele deve conter, seja diretamente 
ou por referência a outros documentos: 
 As necessidades que o projeto está incumbido de tratar; 
 A descrição do produto. 
O Termo de Referência deve ser emitido por um gerente externo e em 
um nível apropriado às necessidades do projeto. Ele fornece autoridade ao 
gerente do projeto para usar recursos organizacionais nas atividades do 
projeto. Quando um projeto é regido por um contrato, o contrato assinado 
servirá, geralmente, como o Termo de Referência para o vendedor. (PMBOK, 
2004). 
Ele serve para fornecer informações gerais a respeito do projeto e deve 
ser preparado com nível de detalhe, apropriado para a complexidade do 
projeto, a qual permita a avaliação por parte da alta administração. 
O Termo de Referência pode conter, mas não se limitar ao seguinte conteúdo: 
escopo do projeto, autoridade do gerente do projeto e fatores críticos de 
sucesso. Vejamos a seguir o que significa cada um deles. 
Anteprojeto ou Documento Inicial do Projeto (DIP), ao final da fase de 
Iniciação, depois de coletadas todas as informações, você deve redigir um 
documento contendo as principais definições do projeto. A este documento 
damos o nome de Anteprojeto. 
O Anteprojeto serve para definir o que deve ser feito, por que deve ser 
feito, e que benefícios o projeto poderá apresentar. Ele também deve 
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79 
 
especificar os produtos que cada fase deve produzir e um cronograma macro 
das fases o projeto dividido numa seqüência de atividades. 
Este documento fornece a fundamentação para se iniciar o projeto e 
serve para medir o sucesso ao seu término. À medida que o projeto avança, 
são necessárias mudanças que serão efetuadas de maneira consciente, 
considerando todas as alternativas para sua implementação. 
O período de preparação deste documento pode variar de horas a 
semanas, dependendo da complexidade do projeto. Todo projeto é único e 
cada um requerer níveis de detalhamento e pesquisa diferentes, levando a 
diferentes prazos para a elaboração do anteprojeto. 
Vários são os métodos aplicados à elaboração do anteprojeto, como, 
por exemplo: 
 Sessões de brain storming; 
 Reuniões executivas formais; 
 Reuniões com stakeholders; 
 Contribuição de especialistas. 
O anteprojeto pode conter, mas não se limitar ao seguinte conteúdo: 
objetivo, descrição do produto, determinação da viabilidade, indicação do 
anteprojeto pode conter, mas não se limitar ao seguinte conteúdo: objetivo, 
descrição do produto, determinação da viabilidade, indicação do gerente, 
indicação da equipe do projeto, identificação dos stakeholders e clientes. 
Realizar Reunião para Permitir a Comunição com os Stakeholder e Clientes 
De acordocom CNJ (2008), para que haja fludez na comunicação de um 
projecto, é preciso planejar e estabelecer os objectivos da reunião, tal como: 
 Periodicidade – estabelecer a frequência das reuniões; 
 Tipo de reunião – o tipo de reunião é definido em função do seu 
objectivo; 
 Informação – organizar, gerar e disseminar conhecimento; 
 Tomada de decisão – estabelecer factos, determinar problemas 
(análise de causa e efeito), listas possiveis solucões, avaliar alternativas 
(prós e contras) e estabelecer os cursos de acção; 
 Ponto de controlo - analisar a situação arrolar recursos, estabelecer 
prioridades (prazos, custos e prioridades), tomar acção correctivas e 
preventivas. 
 
Fases de uma reunião – lista de controlo 
Preparação – estabelecer os objectivos da reunião, selecionando os 
participantes, planejar e divulgar a agenda e, finalmente, preparar os tópicos 
que serão abordados na reunião: 
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80 
 
 Condução – quebrar o gelo no inicio da reunião, estabelecer papéis dos 
participantes e tratar os assuntos dentro do tempo estabelecidos e, 
orientando à soluação, à tomada de decisão. 
 Acção final – avaliar a produtividade da reunião e informa e discutir 
ccom os participantes. 
 
Papéis na reunião – estabelecimento dos papéis na reunião 
 Facilitador – participantes que irá coordenar o tempo de cada assunto, 
não deixando que haja divagação e nem fuga do assunto principal. 
 Realator – participante que irá registar a reunião, os tópicos discutidos, 
as decisões, as responsaabilidades e as acções a serem tomadas. 
 
Regras bàsicos – sempre que possível, siga as seguintes regras: 
 Inicie e termine a reunião na hora agendada, e observe como limite 
máximo para duração duas horas. 
 Não aceite interrupções; 
 Crie um clima de descontração; 
 Conteúdo da reunião é importante e a forma como é apresentada; 
 Priorize os assuntos e estabeleça o tempo parcial para cada assunto; 
 Exercite o acto de ouvir mais do que falar. 
Do exposto depreende-se que cabe ao responsável pela fase elaborar o 
relatório na periocidade e na data-base estabelecidas pelos escritório 
corporativo de projectos, buscando fornecer aos interessados informações 
sobre a situação actual, o progresso e as privisões de projecto são defeinidos 
no Roteiro de um projecto, ora vejamos, abaixo. 
 
Roteiro do projecto 
 Partimos de pressuposto que a palavra “projeto” deriva do termo latino 
“projectus”, o qual remete à de “algo lançado para frente”. Um projeto está 
associado à ideia de antecipação do futuro, por meio da construção de novos 
cenários e possui, no mínimo, dois componentes distintos, mas interligados: 
“o que se quer atingir” e “como se vai atingir”. Dizendo de outra forma, os 
projetos podem ser entendidos como um procedimento de planejamento e 
realização de ações, a partir da explicitação de objetivos e dos modos de atingi-
los (Rosa, 2007). 
Assim, um projeto configura-se como um conjunto de acções contínuas 
e interligadas, voltadas para um determinado objetivo. Para efeito deve 
descreve em detalhes: o problema a ser enfrentado; quem serão as pessoas 
envolvidas; o que se pretende fazer; como, onde e por quem será 
desenvolvido; quais serão os recursos necessários. 
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A elaboração do projeto para o desenvolvimento das propostas de ação 
para solucionar o problema identificado é um bom instrumento de 
planejamento. Quando bem elaborado e organizado, facilita a obtenção de 
recursos junto a possíveis financiadores. 
O Roteiro a seguir apresenta, de forma resumida, os elementos básicos 
que usualmente compõe um projeto. Não tem a pretensão de esgotar o 
assunto, mas de facilitar o desenvolvimento e planejamento das propostas e a 
elaboração textual do projeto: 
 
 
FOLHA DE ROSTO 
 
A folha de rosto reúne informações para rápida identificação da 
instituição e do projeto. 
 
Identificação da Instituição 
 
Nome:_________________________________________________________ 
Responsável 
Legal:__________________________________________________________ 
Forma 
Jurídica:________________________________________________________ 
Caixa 
Postal:_________________________________________________________ 
Endereço:_______________________________________________________ 
Telefone: _______________________________________________________ 
Site: ___________________________________________________________ 
e-mail: _________________________________________________________ 
Identificação do Projeto 
 
Título:__________________________________________________________ 
Responsável pelo projeto (nome, telefone e e-mail):____________________ 
Área de Abrangência: _____________________________________________ 
Público-alvo: ____________________________________________________ 
Período previsto: _________________________________________________ 
Fonte de Recurso/Financiamento: ___________________________________ 
Parceiros:_______________________________________________________ 
 
Título 
O Título é a representação da ideia principal do projeto e, de 
preferência, deve retratar “o que”, “para quem”, “com que finalidade” e “o 
onde”. O projeto deve ter um titulo claro e conciso. Ex. Formação de 
Lideranças Comunitárias em saúde socioambiental em Nhambita - “Nhambita 
em Ação”. 
 
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Apresentação institucional (Quem somos?) 
 
Breve descrição da atuação da instituição, seu histórico, quais são seus 
objetivos, área de atuação e os principais projetos desenvolvidos, citando 
parcerias já realizadas. Esta apresentação deve demonstrar a aptidão da 
instituição para o desenvolvimento do projeto, descrevendo, por exemplo, as 
atividades já desenvolvidas pela instituição, relacionadas com o projeto 
proposto. 
 
Introdução (Em que contexto está inserido o problema?) 
A introdução apresenta o contexto, ou seja, o cenário atual da região/ 
local onde se pretende desenvolver o projeto. Deve trazer informações gerais 
sobre a área de atuação do projeto, sobre o público-alvo e os problemas 
socioambientais existentes, buscando aproximar o leitor da realidade em que 
o projeto está inserido. 
 
Justificativa (Por que e para que executar o projeto?) 
Uma vez apresentado o contexto, é importante justificar a necessidade 
de intervenção, e por que é importante realizá-la por meio do projeto. Na 
justificativa, é preciso descrever o problema a ser enfrentado, as dificuldades 
e desafios sobre os quais o projeto pretende atuar e os benefícios 
socioambientais esperados. Deve ser bem fundamentada, preferencialmente 
a partir de um diagnóstico da área de atuação do projeto: situação 
socioambiental, principais atividades econômicas, utilização dos recursos 
naturais e a caracterização do público-alvo do projeto. 
Assim, a inclusão de dados qualitativos e quantitativos, referências 
bibliográficas, documentos oficiais, legislação e outras experiências 
semelhantes é fundamental para embasar a justificativa: 
A justificativa da proposta deve ser apresentada em forma de um texto 
conciso e bem fundamentado, levando em consideração a descrição das 
seguintes informações: 
 
 Apresentar a pertinência e a oportunidade do projeto como resposta 
a um problema ou demanda específica verificada na região, 
identificando claramente o problema a ser superado ou reduzido com 
a proposta; 
 Descrever as características sociais, culturais, econômicas e políticas 
do público-alvo com o qual o projeto irá trabalhar. 
 Inserir dados estatísticos da região que confirmem a situação de 
vulnerabilidade do território em questão; 
 Quantificar a incidência do problema identificado na população; 
 Descrição das necessidades da localidade onde será desenvolvido o 
projeto, informandoo porquê da escolha específica do Projeto 
proposto; 
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 Motivos relacionados à seleção do público que será beneficiado pelo 
projeto, justificando as atividades propostas (considerar público alvo 
prioritário); 
 Índices estatísticos do município que indicam relevância para a 
realização do projeto. 
 
 
Perguntas que orientam: 
 Quais são as razões pelas quais o projeto deve ser realizado e como 
poderá contribuir para a solução ou amenização dos problemas 
identificados? 
 Qual a importância do projeto para a comunidade? Quais os benefícios 
 Socioambientais e econômicos que o projeto trará para a comunidade 
envolvida? 
 Qual o alcance do projeto diante do problema abordado? (Isa & 
Apremavi, 2001). 
PÚBLICO-ALVO (Quem são os beneficiários do projeto?) 
 
Este item descreve o público que será diretamente beneficiado pelo 
projeto. A indicação precisa do público facilita o estabelecimento de 
linguagens e métodos adequados para atingir os objetivos propostos. Assim, 
deve-se levar em consideração as características do público envolvido, como a 
faixa etária, o grupo social, a situação socioeconômica, dentre outros aspectos. 
A delimitação do público-alvo deve ser coerente com as metas e 
resultados almejados, podendo haver, se for o caso, a indicação de 
beneficiários indiretamente atingidos pelo projeto. 
 
 
 
Perguntas que orientam: 
 Para quem o projeto está destinado? 
 Quem são os beneficiários? 
 Como foram definidos? 
 Quais as características deste público? Quais as particularidades que 
 devem ser consideradas? 
 Quantas pessoas serão diretamente envolvidas no projeto? 
 Qual é a estimativa de pessoas que serão indiretamente envolvidas? 
 Como se dará a participação da comunidade? 
 Estará envolvida desde a concepção e elaboração do projeto? 
 E ao longo do desenvolvimento? 
 
OBJETIVOS (O que se pretende alcançar?) 
 
Tanto que, o “objetivo é a situação que se deseja obter ao final do 
período de duração do projeto, mediante a aplicação dos recursos e da 
realização das ações previstas.” (Cohen & Franco, 2000, p. 9). 
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O objetivo deve refletir os propósitos do projeto e descrever o 
resultado que se pretende alcançar por meio de sua execução. Portanto, sua 
descrição deve ser clara e realista. Além disso, o objetivo deve ser passível de 
ser alcançado, por meio das metas e atividades propostas no projeto, sempre 
mantendo coerência com a justificativa. (Secretaria do Meio Ambiente, 2011). 
 
Objetivo Geral 
O objetivo geral reflete a situação ideal almejada e deve expressar o 
que se pretende fazer e alcançar no local, em longo prazo. Deve apresentar, 
de maneira geral e ampla, os benefícios a serem atingidos com a realização do 
projeto (Idem). Assim sendo, deve estar diretamente ligado ao problema e 
demonstrar o resultado que se pretende alcançar com as ações do projeto, ou 
seja, contribuir para a melhoria da realidade descrita na apresentação. 
O objetivo geral é formulado em apenas uma frase, iniciando com um 
verbo de ação no infinitivo, passível de ser alcançado e avaliado. O objetivo 
geral demonstra de forma ampla os benefícios que devem ser alcançados com 
a implantação do projeto. Não é um texto descritivo de atividades e/ou 
números. 
 
Exemplos: 
 
 Fortalecer o Plano Ecoturísmo de Nhambita por meio da criação 
de oportunidades de ocupação e de renda adequadas à situação 
histórica e natural do local. 
 Contribuir para a construção de uma Agenda Socioambiental da 
Zona Tampao de Nhambita - Gorongosa, que possibilite o 
desenvolvimento econômico local. 
 
Objetivos Específicos 
Os objetivos específicos são alcançados por meio das atividades 
desenvolvidas no projeto. Refletem, portanto, os resultados esperados para 
estas atividades. Devem ser executáveis, viáveis, concretos e de verificação 
possível. 
Os objetivos específicos são o detalhamento do objetivo geral, os 
passos e estratégias a serem utilizados para que ele possa ser alcançado. 
Devem ser viáveis e mensuráveis, mostrando o que se pretende realizar. 
Da mesma forma que o objetivo geral, os objetivos específicos são 
formulados em apenas uma frase, iniciando com um verbo de ação no 
infinitivo. Mas, tome o cuidado de formular objetivos que possam 
efetivamente ser realizados no período de execução do projeto. 
Podem ser alcançados por meio das atividades desenvolvidas durante 
o projeto e ser entendidos como as conseqüências dessas atividades. Devem 
ser apoiados, no mínimo, por um resultado que possa ser verificado por meio 
de ações singulares e completas. 
 
 
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Exemplos: 
 Possibilitar o desenvolvimento humano sustentável de jovens da 
comunidade de Nhambita por meio da formação cidadã para o mercado 
de trabalho. 
 Ampliar o repertório de conhecimentos básicos e profissionalizantes 
que promovam a geração de renda e a fixação dos jovens na 
Comunidade. 
 Criar rede de cooperação capaz de absorver os produtos gerados pelos 
jovens e promover a qualificação contínua e a sustentação do projeto. 
 
Metas (O que, com que alcance e em quanto tempo?) 
 
As metas apresentam o descritivo dos objetivos específicos. Devem ser 
concretas, quantificáveis e temporais, ou seja, expressar o período de tempo 
necessário para que sejam alcançadas. Cada objetivo específico pode ter uma 
ou mais metas. Por meio das metas é possível, no decorrer do projeto, 
acompanhar o quanto do que estava previsto foi realizado. Ainda, as metas 
qualificam e quantificam os objetivos. Projeto com metas torna-se mais 
delimitado, viável e claro). 
É fundamental destacar NÚMEROS que demonstrem os resultados 
concretos a serem obtidos com a execução do projeto. Isso ajuda a situar a 
comissão de avaliação quanto às dimensões e ao potencial transformador do 
projeto. Cada meta apresentada pode contemplar uma ou mais atividades – as 
quais devem ser descritas. 
Exemplo: 
Objectivos Metas 
Possibilitar o desenvolvimento sustentável de jovens 
de Nhambita por meio da formação cidadã para o 
mercado de trabalho. 
 
Realizar um curso de um ano de jovens apicultores e 
viveristas; 
Formar 35 jovens no período de 6 meses; 
Ampliar o repertório de conhecimento básicos e 
profissionalizantes que promovam a geração de 
renda e a fixação dos jovens na comunidade. 
Implantar um viveiro de mudas de essências nativas 
de umbila e chanfuta para sequestro de carbono. 
Elaborar três projectos de intervenção e obter 
patrocionio para sua implantação. 
 
Criar rede de cooperação capaz de absover os 
produtos gerados pelos e promover a qualificação 
continua e a sustentação do projecto. 
Promover parcerias pelos menos com duas empresas 
e Autoridade estatal local para absorção dos serviços 
gerados pelos jovens a partir do 4º mês. 
Obter pelo menos quatro parcerias com empresas de 
áreas afins que possam oferecer estágio para os 35 
jovens formado a partir de 5º mês. 
 
METODOLOGIA (Como fazer?) 
 
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O método de trabalho descreve, passo a passo, o caminho para que as 
metas sejam alcançadas. Desta forma, todas as atividades a serem realizadas 
devem ser descritas em detalhes, incluindo as técnicas e instrumentos, os 
recursos necessários, a carga horária, o período previsto para a realização, os 
responsáveis (quais pessoas da equipe estarão envolvidas na execução), a 
divulgação, o registro, a forma de acompanhamento e de avaliação. 
Devem ser destacados outros aspectos metodológicos importantes, 
como a forma de mobilização e integração; os locais de execução das 
atividades; as principais funçõesdos beneficiários envolvidos (por exemplo, o 
caso de projetos relativos a linha de ação do fortalecimento das 
administrações locais). É preciso que se descreva com precisão de que 
maneira o projeto será desenvolvido, ou seja, o COMO FAZER. 
A Metodologia indica os referenciais teóricos, ideias e conceitos 
considerados importantes e que contribuem para nortear a prática do projeto, 
justificando os métodos escolhidos e garantindo maior consistência ao 
projeto. 
Segue um exemplo, de como podem ser apresentadas as informações 
a partir de cada um dos objetivos específicos do projeto. Lembre-se que cada 
objetivo específico pode ter mais de uma meta, da mesma forma que cada 
meta pode ser cumprida por meio de mais de uma atividade. Segue o seguinte 
exemplo: 
 
 
Método de trabalho 
 
Objetivo específico 01: informe o objetivo específico 
Atividade 01: informe o nome da atividade. 
Descrição: apresente todas as informações fundamentais da atividade e dos 
produtos previstos. 
Período de execução: indique em que mês/meses a atividade será realizada. 
Ex: meses 01 e 02. A informação do período de execução de cada uma das 
atividades será utilizada para a elaboração do cronograma do projeto. 
Recursos necessários: indique e justifique os equipamentos e materiais 
necessários para a realização da atividade. Descreva o memorial de cálculo 
utilizado. Os elementos dispostos neste item irão compor o orçamento do 
projeto. 
Equipe: indique os profissionais que estarão envolvidos e a previsão de horas 
de trabalho necessárias para a execução desta atividade. Os profissionais 
indicados irão compor a equipe do projeto. 
Meios de verificação: indique as formas que serão utilizadas para comprovar 
a realização das atividades. Os meios de verificação estão diretamente 
relacionados com a meta proposta. Exemplos: material produzido, relatórios, 
pesquisa por amostragem, relatórios fotográficos, atas de reuniões, 
questionários, listas de presença, instrumentos jurídicos, notícias da mídia, 
entre outros. 
 
 
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Perguntas que orientam: 
 Quais atividades serão realizadas a fim de alcançar cada uma das 
metas? 
 Quais técnicas, instrumentos e recursos serão empregados em cada 
atividade? 
 As atividades, as técnicas e os instrumentos estão adequados ao 
público-alvo? 
 Quem será responsável por cada atividade? 
 Como e quando os participantes e a comunidade serão envolvidas? 
 Como serão relatadas e registradas cada uma das atividades? 
 Como será feita a divulgação? 
 Como será verificado o cumprimento de cada atividade e de cada 
meta? 
 Como será realizada a avaliação? 
Comunicação do Projeto (Como divulgar o projeto?) 
Uma das ações fundamentais ao longo do desenvolvimento do projeto 
é a comunicação. Neste sentido, é importante desenvolver um plano de 
comunicação para, além de transmitir às pessoas o que está sendo feito, 
mobilizar a comunidade envolvida antes e durante a implantação do projeto, 
divulgar experiências bem-sucedidas e os resultados alcançados, bem como 
buscar apoio e incentivar a adesão de novos parceiros ao projeto. 
Uma das ações fundamentais ao longo do desenvolvimento do projeto 
é a comunicação. Neste sentido, é importante desenvolver um plano de 
comunicação para, além de transmitir às pessoas o que está sendo feito, 
mobilizar a comunidade envolvida antes e durante a implantação do projeto, 
divulgar experiências bem-sucedidas e os resultados alcançados, bem como 
buscar apoio e incentivar a adesão de novos parceiros ao projeto (SMA, 2013). 
Nos projetos de Educação Ambiental a comunicação pode tornar-se 
uma prática educativa e deve ir além da produção de informações pela equipe 
do projeto para os demais envolvidos. É importante reconhecer que todas as 
pessoas podem contribuir com seu conhecimento, e a comunidade 
participante do projeto também pode e deve ser produtora da informação. 
 
Exemplo de estratégias contempladas em um Plano de Comunicação: 
 
RECURSOS 
OU MEIO 
 
OBJECTIVO DA 
COMUNICAÇÃO 
 
LOCAL 
 
PUBLICO 
 
PERÍODO 
 
QUANTIDADE 
 
Divulgação 
por meio de 
altifolante 
 
Mobilizar a 
comunidade – 
divulgar inicial 
 
Rua do Bairro 
 
Comunidade 
local 
 
03 dias antes 
da reunião 
06 horas 
2h/dia nos 03 
dias. 
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Adquirir 
camisetes 
Divulgar o 
projecto e suas 
identidade 
visual; Facilitar 
associação do 
logotipo ao 
projecto 
 
Utilizar em 
todas as 
atividades do 
projecto. 
 
Equipe do 
projecto, 
parceiros e 
liderança 
 
Pronto para 
reunião 
 
60 unidades 
 
 
 
 
Mural 
Trocar 
informação 
com a 
comunidade; 
estimular a 
produção de 
noticiais pela 
própria 
comunidade; 
divulgar 
noticiais, 
curiosidade, 
acontecimento 
locais; 
comunicar 
ações do 
projecto. 
 
 
 
Associações dos 
amigos do 
Bairro 
 
 
 
Comunidade 
diretamente 
envolvida. 
 
 
 
Continuou a 
partir da 1ª 
reunião. 
 
 
 
01 unidade 
 
Jornal 
produzido 
pelos 
participantes 
Mobilizar a 
comunidade; 
Integração; 
Estimular a 
produção de 
noticiais pela 
própria 
comunidade; 
Estimular a 
produção de 
noticiais; 
Comunicar 
ações do 
projecto. 
 
 
Pontos de 
distribuição: 
Associação, 
sede;Posto de 
saude; Posto de 
saude; Cresche. 
 
 
Comunidade 
 
Distribuição 
bimestral a 
partir do 3º 
mês do 
projecto. 
 
Tiragem para 
01 ano. 
15:000/ por 
edição. 
 
 
Blog 
Estimular a 
produção de 
noticiais pela 
própria 
comunidade; 
Comunicar 
ações do 
projecto. 
 
 
Rede virtual 
 
 
Comunidade 
 
A partir do 2º 
mês, 
actualização 
semanal 
 
 
01 unidade 
Fonte: (SMA, 2013). 
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89 
 
A comunicação do projeto deve prever um responsável para cada 
atividade, qual o objetivo de cada uma, como os participantes serão 
envolvidos, quais os meios de divulgação utilizados (folhetos, banners, 
cartazes, cartilhas, artigos em jornais ou revistas, vídeos, murais, carros de 
som, rádios, televisão, redes sociais, etc.), se a abrangência das acções será 
local ou regional, entre outros. 
 
 
Acompanhamento∕Monitoria e Avaliação de Projecto (Como podemos 
acompanhar a realização das ações e o cumprimento das metas do projeto, e 
como verificar as mudanças que estão acontecendo por meio do projeto?) 
 
Avaliação é o processo orientado a determinar sistemática e 
objetivamente a pertinência, eficiência, eficácia e impacto de todas as 
atividades à luz de seus objetivos. Trata-se de um processo organizativo para 
melhorar as atividades ainda em marcha e ajudar a administração no 
planejamento, programação e futuras tomadas de decisões (SMA, 2006). 
A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser realizada 
continuamente ao longo de sua execução, permitindo a verificação da 
concretização parcial ou total dos objetivos, o levantamento de acertos ou 
dificuldades, possibilitando o replanejamento das ações. 
Este processo de avaliação pode constituir-se de diferentes fases, 
sendo usualmente realizado nas seguintes etapas: 
i). Diagnóstico, realizado no início do projeto para levantar a situação 
do local antes da implementação do projeto; 
ii). Monitoramento, realizado no decorrer do projeto, como meio de 
verificação das ações já desenvolvidas e em curso, permitindo o 
replanejamento quando necessário. 
iii). Conclusão, realizada ao final do projeto a fim de verificar se as 
metas foram cumpridas e os objetivos alcançados. 
 
É importante que sejam contempladas metodologias participativas de 
avaliação, extrapolando a equipe da instituição e envolvendo a comunidade 
participante, parceiros e outros envolvidos. (SMA, 2011). 
É fundamental a sistematização e a interpretação dos dados colhidos a 
partir da utilizaçãode qualquer instrumento escolhido. A avaliação sempre 
requer a análise dos dados obtidos. 
Enquanto caminham as pessoas e as organizações costumam parar, 
respirar fundo, comer e beber alguma coisa, olhar para trás e fazer um balanço do 
caminho percorrido, comparando-o com o que falta andar para chegar ao destino. 
Assim, mais repousadas e com mais forças, voltam a iniciar a sua caminhada. 
Numa primeira aproximação, este processo periódico e habitual é o 
acompanhamento que pode ser concebido como o momento em que se compara 
aquilo que se queria fazer com o que ainda está por fazer. 
Por isso, a avaliação é vivida como uma etapa fundamental, como uma 
paragem no caminho para repor as forças e tomar decisões para o futuro. No 
entanto, a avaliação é mais que tudo isso, porque é uma ferramenta de grande 
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valor para a acção. É uma função cíclica da mesma, ao mesmo tempo útil e 
estratégica. Útil, porque com ela, se conhecem melhor as razões e as causas do 
que foi feito, fica-se mais consciente da situação em que cada um se 
encontra e percebe-se onde se pretende chegar. É estratégica, porque se podem 
tomar decisões que melhorem o que está a ser feito. 
Uma forma de aprender com o passado para melhorar as possibilidades 
de futuro. Grande parte dos desafios que se colocam às intervenções de 
desenvolvimento pode ser resolvido através de um dispositivo de 
acompanhamento e avaliação adequado. Assim pode-se evitar perder a 
orientação, sair do caminho, cansar-se demasiado por não saber gerir bem as 
energias, os esforços e as dificuldades, não alcançar as metas definidas e, 
sobretudo, voltar a cometer os mesmos erros. 
O acompanhamento, igualmente designado de monitorização, é uma 
importante tarefa no ciclo do projecto e uma fonte chave de informação para 
a avaliação. É, fundamentalmente, um processo interno, realizado pelos 
responsáveis pela execução do projecto ou programa e efectuado para 
apreciar o progresso em intervalos regulares na vida de um projecto ou 
programa. Pode, também, ser um processo contínuo de recolha e análise de 
informação para responder à gestão imediata das actividades que estão a ser 
realizadas (K‘ Cidade, 2007). 
Permite identificar a existência de desfasamentos entre o nível de 
execução e o previsto e rapidamente adoptar medidas correctivas. Centra-se 
no estado de avanço do projecto e efectua o controlo por comparação com o 
planeado. Os indicadores e os métodos para verificar o progresso são 
normalmente incluídos na fase de concepção, mas para serem efectivos, 
necessitam de ser compreendidos e apropriados pela equipa e pelos 
detentores de interesse da intervenção de desenvolvimento. O 
acompanhamento é, pois, um instrumento de execução e uma base de dados 
para a avaliação. 
A avaliação é um processo ulterior de identificação e reflexão sobre os 
efeitos do que foi feito e apreciação do seu valor. Mais esporádica que o 
acompanhamento, a avaliação é facilitada pelas informações e análises do 
acompanhamento mas utiliza fontes de informação suplementares. Alguns 
tipos de avaliação, particularmente no percurso, são muito próximas do 
acompanhamento. Cada vez mais se reconhece que as avaliações ex-post e de 
impacte de certos tipos de intervenções de desenvolvimento centradas nas 
populações são muito difíceis de realizar se o sistema de acompanhamento 
não tiver recolhido os dados de base necessários. Reconhece-se também, de 
forma crescente, o valor das avaliações participativas que combinam as 
competências e os pontos de vista de todos os envolvidos nas intervenções a 
avaliar (SMA, 2006). 
 
 
 
 
 
 
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Principais diferenças entre o acompanhamento e a avaliação 
 
Acompanhamento/ 
monitorização 
Questões a 
formular 
 
Avaliação 
 
Monitorizar é olhar e ver, ouvir 
e escutar, constatar e anotar, 
clarificar e fazer o relatório 
 
 
O que é? 
Avaliar é basear-se no 
processo de 
acompanhamento, mas 
avançar na reflexão sobre o 
que aconteceu, 
analisar os efeitos e, apreciar o 
valor global do que foi feito. 
O acompanhamento é feito 
para assegurar que todas as 
pessoas que necessitam de ter 
conhecimento sobre uma 
intervenção ou actividade 
desenvolvimento são 
devidamente informadas. 
Também é feito para que 
decisões adequadas de gestão 
possam ser tomadas e possam 
ser prestadas contas de forma 
responsável e rigorosa sobre a 
forma como os recursos estão a 
ser utilizados. 
 
 
 
 
 
 
Porquê? 
 
 
A avaliação é feita para que as 
pessoas envolvidas na 
intervenção possam reflectir 
sobre o que foi e o que não foi 
alcançado, podendo descobrir 
as mais valias e as fragilidades 
de um projecto ou programa e 
aprender com a 
experiência para o trabalho 
futuro. 
O acompanhamento é 
usualmente feito pelos 
responsáveis pela realização 
das diferentes atividades 
havendo necessidade de 
registar esta informação para 
que outras pessoas ou 
organizações possam saber o 
que está a acontecer. 
 
 
 
 
Quem faz? 
A avaliação pode ser feita por 
pessoas exteriores que têm 
competências específicas para 
apreciar intervenção segundo 
vários critérios. Também pode 
ser feita de forma participativa 
com os 
diversos detentores de 
interesse, com ou sem o 
envolvimento de especialistas 
externos. 
O acompanhamento pode ser 
feito de forma contínua ou com 
determinada periodicidade, 
por forma a que qualquer 
desafio ou oportunidade seja 
revelado sem atraso e se 
tomem as decisões acertadas 
para que as iniciativas 
produzam os objetivos 
estabelecidos. 
 
 
 
 
Quando? 
 
 
 
A avaliação é tradicionalmente 
feita no final de determinadas 
fases ou final de um projecto. 
O acompanhamento deve ser 
feito no local onde as 
actividades estão a ser 
executadas, mas os resultados 
também devem de ser 
 
 
 
Onde? 
Uma vez que a avaliação faz 
apreciações de valor. Ela não 
deve ser feita remotamente do 
exterior 
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92 
 
transmitidos a outros níveis das 
organizações afectadas, para 
que 
tenha amplas implicações. 
por peritos que não apreendam 
os valores locais. Por isso, uma 
avaliação implica processos de 
inclusão das pessoas 
envolvidas e implicadas nas 
iniciativas. 
O acompanhamento implica 
olhar, ouvir e aprender. Num 
projecto, iniciativas diversas 
requerem 
métodos específicos e o 
processo deve ser planeado 
cuidadosamente antes da 
intervenção começar. 
 
 
 Como? 
Há muitos métodos que podem 
ser usados no trabalho de 
avaliação e uma vez mais 
devem ser equacionados de 
forma realista e com 
antecedência, com a respectiva 
calendarização e recursos que 
implicam. 
O acompanhamento deve ter 
objectivos e canais de 
comunicação previamente 
acordados se pretende ser algo 
mais do que um mero 
procedimento de rotina. Deve 
ser definido desde o início com 
realismo e clareza quanto às 
responsabilidades, volume de 
trabalho que envolve e 
resultados específicos que se 
espera que produza. 
 
 
 
 
Com que 
resultados? 
A avaliação deve ser feita para 
apreender para o futuro bem 
como para apreciar o valor do 
trabalho do passado. Deve 
traduzir-se numa contribuição 
decisiva para melhor planear o 
trabalho futuro de promoção 
do desenvolvimento e, 
também, prestar contas quanto 
às oportunidades e recursos 
usados no passado. 
Fonte: Adaptado de Laurence Taylor (2001) em http:www.parcinfo.org 
 
 
Depreende-se que a problemática da sustentabilidade e do impacto 
das intervenções vem colocar a questão sobre como as actividades de 
acompanhamento e de avaliação são planeadas e implementadas. Há uma 
relação íntima entre estas duas actividades. Para K‘Cidade (2007), quanto mais 
recursossão afectos ao acompanhamento, menos recursos são necessários 
para as avaliações tradicionais e maior ênfase se coloca nos estudos de 
impactos. Da mesma forma, quanto melhores são os métodos de gestão do 
ciclo do projecto, incluindo, é claro, o acompanhamento/monitorização, mais 
fácil é a tarefa do avaliador, porque os dados fundamentais sobre a realização 
dos objectivos e os dados para os indicadores de sucesso foram recolhidos de 
forma rotineira. 
Enfim, um processo de avaliação promove ele próprio uma clarificação 
dos objectivos, melhora a comunicação, aumenta o conhecimento e lança as 
bases para as actividades de acompanhamento. 
 
 
Indicadores (Onde estamos e onde pretendemos chegar?) 
 
O processo de avaliação pressupõe o estabelecimento de indicadores 
de desempenho. Os indicadores têm a função de medir e avaliar em que grau 
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93 
 
os objetivos, os resultados e produtos estão sendo ou foram alcançados, em 
um tempo e local estabelecidos. Para cada resultado/ objetivo que se pretende 
atingir, medir e avaliar pode existir mais de um indicador. 
Muitas vezes, os indicadores são estabelecidos em números e medidas, 
a fim de que sejam comparados com as metas previstas no projeto, podendo 
ser expressões numéricas que refletem uma dada realidade (SMA, 2006). 
Os indicadores podem ser classificados basicamente em: 
 Quantitativos ou objetivos: medem os resultados de forma numérica; 
 Qualitativos ou subjetivos: perceptíveis sensorialmente, refletem 
resultados que não são mensuráveis facilmente (SMA, 2005). 
 
Especialmente quando definidos logo na fase de planejamento do projeto, 
os indicadores permitem monitorar e avaliar o seu andamento e os resultados 
obtidos. Os indicadores permitem a correção de caminhos tomados no 
decorrer do projeto, mediante a avaliação dos avanços alcançados e das 
dificuldades encontradas. 
 
 
Orçamento do projeto (Quanto custa e quais são os recursos necessários?) 
Esta etapa indica todos os gastos do projeto e exige muita atenção. 
Qualquer erro pode tornar impossível cumprir o que foi prometido no projeto. 
Um orçamento incoerente com o que foi proposto, pode não obter aprovação. 
Para projetos de maior vulto, uma vez que as contratações de técnicos 
e consultores são normalmente feitas por tempo determinado (trabalho 
temporário) com a carga tributária específica, é recomendável a orientação 
das áreas administrativa e da contábilidade da entidade. Alguns financiadores, 
especialmente os Fundos de erários Públicos, não permitem a inclusão dos 
impostos no orçamento do projeto. Em outros casos, dependendo da 
modalidade de relação com o financiador (contrato, convênio, patrocínio, 
doação), pode-se incluir uma taxa de administração que normalmente varia 
entre 10% a 20% do valor total do projeto. 
Muitas vezes é preciso adequar os custos às exigências do financiador, 
particularmente na modalidade convênio, em que todos os gastos são 
rubricados e os custos não podem ser transferidos de uma rubrica a outra. 
Esses trabalhos de ajuste geram planilhas orçamentárias muito complexas e 
de difícil entendimento para a maioria da equipe. 
Para isso, recomenda-se, neste caso, que seja feita uma memória de 
cálculo, que poderá ser consultada sempre que houver dúvidas quanto às 
despesas a serem efetuadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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94 
 
Exemplo de orçamento: 
 
RECURSOS HUMANOS 
Equipe técnica Carga horária 
semanal 
Meses Valor unitário 
(Mts) 
Valor total (Mts) 
1 Educador ambiental 
sênior 
30 horas 12 2.000,00 24.000,00 
1 Engenheiro fl orestal 30 horas 12 2.000,00 24.000,00 
1 Educomunicador 
júnior 
20 horas 12 1.200,00 14.400,00 
1 Técnico em 
informática/web 
8 horas 11 900,00 9.900,00 
1 Coordenadora geral 30 horas 12 2.500,00 30.000,00 
SUBTOTAL 8.600,00 102.300,00 
 
Encargos 
20% do valor total 
(20% x subtotal) 
 1.720,00 20.460,00 
Impostos 14,45% do valor total 
[14,45% x (subtotal + 
encargos)] 
 825,60 17.738,82 
TOTAL 1 11.145,60 140.498,82 
Fonte: Camanguira (2017). 
 
 
RECURSOS MATERIAIS 
Recurso necessário Descrição Quantidade Valor unitário (Mts) Valor total 
(Mts) 
Material escolar 
coletivo 
Cartolina, canetas, 
marcadores, réguas, 
fita-crepe 
 
10 meses 
 
50,00 
 
500,00 
Material escolar 
individual 
Kit: 1 caderno, 1 
pasta, 1 caneta, 1 
lápis, 1 borracha 
35 jovens 25,00 875,00 
Alimentação (dia) Lanche 10 meses 3.500,00 35.000,00 
Transporte (dia) Vale-transporte 10 meses 2.618,00 26.180,00 
Bolsa auxílio para 
menina do Bairro 
(mês) 
 
Bolsa de estudos 
 
10 meses 
 
2.100,00 
 
21.000,00 
Cesta básica (mês) Apoio à família 
carenciada 
10 meses 2.000,00 20.000,00 
Uniforme Camiseta, calça, boné 35 jovens 70,00 2.450,00 
Aquisição de livros Apoio ao curso 4 
publicações 
 80,00 320,00 
SUBTOTAL 10.443,00 106.325,00 
Impostos 14,45% do valor 1.509,00 15.363,96 
TOTAL 2 11.952,01 121.688,96 
TOTAL 1+2 262.187,78 
Taxa administrativa 
(15% do total do 
projeto) 
 
39.328,17 
 301.515, 
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95 
 
Fonte: Camanguira (2017). 
N.B. Os valores dos recursos materiais não refletem a realidade actual. 
 
 
CRONOGRAMA (Quando cada atividade será desenvolvida?) 
 
O cronograma apresenta como cada uma das ações propostas se 
distribui ao longo do tempo de duração do projeto, permitindo uma rápida 
visualização do conjunto das atividades e da sequência em que elas devem 
acontecer. Deve relacionar em que momento cada atividade será realizada no 
período de realização do projeto. 
Para o efeito, a atividade define-se a partir do período de duração do 
projeto e como o conjunto das ações propostas se distribui no tempo. Se o 
período proposto for muito longo, a própria revisão do cronograma pode ser 
prevista como uma atividade. Mas o ideal é que o cronograma seja 
apresentado do início ao fim. 
No cronograma também devem aparecer todos os produtos que serão 
entregues ao longo do projeto, como publicações, vídeos e relatórios 
localizados no tempo. Relatórios do projeto são uma forma de prestação de 
contas das atividades propostas, seu andamento, dificuldades e conquistas. 
Além disso, são material de pesquisa permanente para a equipe e outras 
pessoas. Para tanto, é preciso que sejam elaborados de forma clara e objetiva. 
(SMA, 2005). 
Podem ser incluídos, além do período de desenvolvimento de cada 
atividade, a previsão de entrega de produtos (vídeos, publicações, etc.) e 
relatórios. 
Exemplo de Cronograma de execução: 
 
ACTIVIDADE 
SEMESTRE 1 SEMESTRE 2 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 
1.Seleção e contratação da 
equipe técnica 
 
 
 
2.Capacitação inicial da 
equipe técnica 
 
 
3.Formação contínua da equipe 
do projeto 
 
4.Elaboração e produção do 
conteúdo do curso 
 
5.Elaboração e produção de 
material e divulgaçãO 
 
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96 
 
6.Divulgação das atividades do 
curso nos meios de divulgação 
 
7.Seleção de participantes 
8.Curso de Formação de Jovens 
Jardineiros e Viveiristas 
 
9.Produção de mudas e 
manutenção do viveiro 
 
10.Articulação da Rede de 
Cidadania Ativa 
 
11.Registro, avaliação e 
sistematização das atividades do 
Projeto 
 
Fonte: (SMA, 2005) 
Cronograma de desembolso 
Geralmente o desembolso dos recursos financeiros aprovados não é 
liberado pelo Agente Financiador ou pelos Apoiadores de uma única vez. É 
necessário a apresentação de um cronograma de desembolso, que varia de 
acordo com a instituição financiadora.Ele deverá, por exemplo, estar 
relacionado às etapas de desenvolvimento do projeto, ou ser preestabelecido 
de forma periódica ao longo do tempo (por exemplo, desembolsos mensais, 
trimestrais etc. (SMA, 2005). 
Na maioria dos casos o desembolso está vinculado à comprovação do 
cumprimento de metas e do uso adequado dos recursos por meio de prestação 
de contas da etapa em curso. Neste caso, o valor de cada parcela do 
desembolso será equivalente aos custos de cada etapa. 
Exemplo de Cronograma de Desembolso: 
 
Parcelas 
Data 
Programada 
Fonte do Recurso 
 Total Financiamento Recursos 
Próprios 
1ª Parcela (Mts) 10/3/2013 14.450,00 3.850,00 18.300,00 
2ª Parcela (Mts) 10/9/2013 24.650,00 4.850,00 29.500,00 
3ª Parcela (Mts) 10/6/2014 12.500,00 3.850,00 16.350,00 
Valor Total (Mts) 51.600,00 12.550,00 64.150,00 
Fonte: Camaguira, 2017 
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97 
 
Contrapartida 
A aplicação de recursos próprios da entidade executora do projeto para 
realização das ações é também conhecida como Contrapartida. É comum que 
as instituições financiadoras exijam que parte das despesas do projeto sejam 
assumidas pela instituição que está pleiteando os recursos, o que corresponde 
à Contrapartida da instituição. (SMA, 2005). 
A Contrapartida pode ser financeira, quando a instituição pleiteante 
dispõe recursos monetários (dinheiro), ou pode ser “economicamente 
mensurável”, quando a instituição disponibiliza serviços, como, por exemplo, 
da equipe técnica dedicada ao projeto. 
 
Fontes de Financiamento (onde buscar recursos?) 
De acordo com SMA (2005), muitas vezes, é necessário, para o 
desenvolvimento do projeto, captar recursos junto a outras instituições. Os 
recursos podem ser de fontes nacionais ou estrangeiras, públicas ou privadas: 
 
Recursos públicos: são os originários de órgãos do Governo e de 
governos internacionais. Exemplos de modalidades: 
 Linhas de crédito: são empréstimos oferecidos por agentes financeiros, 
com juros menores que os de mercado. 
 Incentivos fiscais: são oferecidos à iniciativa privada pelo governo, sob 
a forma de dedução de impostos e se apresentam como benefício 
fiscal. 
 Recursos a fundo perdido: a oferta desses recursos possui critérios 
preestabelecidos 
e eles são despendidos sem necessidade de reembolso à instituição 
financiadora, alocados nos fundos nacionais. 
 
Recursos privados: podem ser originários de diversas instituições, 
como, por exemplo, empresas, associações e fundações. Geralmente, 
estas instituições possuem modelos específicos para apresentação de 
projetos e linhas de financiamento bem definidas. Antes de solicitar o 
recurso, é importante conhecer a respeito da área de atuação e missão 
da instituição. 
 Empresas: diversas empresas dispõem linhas de financiamento para 
projetos. Geralmente, são ações ligadas aos programas de 
responsabilidade socioambiental das empresas, e os projetos 
financiados devem estar “alinhados” a estes programas. 
 
 Associações: diversas associações fazem doações ou financiamentos 
para o desenvolvimento de projetos em sua área de atuação. 
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98 
 
 Fundações: são instituições, nacionais ou estrangeiras, que têm como 
propósito executar ou financiar projetos sociais, ambientais e culturais. 
 Bancos: alguns Bancos, nacionais e internacionais, oferecem 
financiamento a fundo perdido para o desenvolvimento de projetos 
socioambientais e socioculturais, voltados para o desenvolvimento e o 
bem--estar social. Exemplos: o Banco Mundial concede financiamento 
a fundo perdido para implementação de projetos que pretendam 
promover ações que tenham a colaboração entre governo, sociedade 
civil e o Banco Mundial, em áreas como gestão pública, infraestrutura, 
desenvolvimento urbano, educação, saúde e meio ambiente. O apoio 
do Banco a esses projetos busca impulsionar o crescimento econômico 
e o desenvolvimento social, com redução da pobreza e da 
desigualdade. O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID - 
fonte de financiamento para o desenvolvimento na América Latina e 
Caribe, concede financiamento para países em desenvolvimento, 
complementando os investimentos privados. O Banco Internacional 
para a Reconstrução e Desenvolvimento - BIRD - atua como uma 
cooperativa de países, que disponibilizam seus recursos financeiros, o 
seu pessoal e seus conhecimentos para apoiar os esforços das nações 
em desenvolvimento, para atingir um crescimentomequitativo e 
sustentável. O objetivo principal é a redução da pobreza e das 
desigualdades. (ONU, 2013). 
 
Estratégias de Sustentabilidade (Como dar continuidade ao projeto?) 
De maneira geral, os projetos devem ter continuidade, seja na forma 
dedesdobramento em novas etapas, seja na continuidade da ação após a 
conclusão do projeto, como nos casos de implantação de Centros de Educação 
Ambiental, por exemplo. 
É importante identificar quais os desdobramentos do projeto que 
podem implicar em novos projetos ou novas etapas, bem como identificar 
formas de dar continuidade ao projeto buscando parceiros para executá-lo ou 
novos financiamentos. 
É necessária a adoção de estratégias que garantam recursos 
(administrativos, financeiros, humanos) para a sustentabilidade do projeto, 
uma vez que os órgãos financiadores nem sempre terão disposição de apoiá-
lo indefinidamente. 
Bibliografia 
Apresenta a lista dos materiais consultados durante a elaboração do 
projeto que subsidiaram as informações, metodologias e dados apresentados, 
constante de: livros, artigos, documentos, mapas, filmes, inventários, jornais, 
sites, entre outros. 
 
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99 
 
 
Sumário 
Nesta unidade, abordamos sobre os componentes do Roteiro de 
um projecto, que se desdobra em termos de magnitude e 
complexidade, mas todos devem ter algum nível de documentação 
inicial. Para alguns, este documento pode tomar apenas algumas 
horas ou dias para ser elaborado, para outros pode levar semanas. 
Em essência, os projetos são criados por razões diferentes, contudo 
os projetos dedicam consideração especial para o custo, duração e 
prioridade para a empresa. 
Uma característica comum a todos os projetos é que eles são 
criados para atender a uma necessidade. Pode ser uma solicitação de 
um cliente, a identificação de uma oportunidade de mercado, a 
verificação de que algum concorrente possui um produto que nossa 
empresa não tem, a necessidade de um novo produto detectada por 
pesquisa ate pode ser para a resolução de uma questão social. 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
1. Uma característica comum a todos os projetos é para atender: 
A. Oportunidade de mercado B. Obtenção de lucro 
C. Tomada de decisão D. Necessidade 
 
2. Todas as metodologias de gerenciamento de projeto enfatizam a 
necessidade de um: 
A. Solicitação de um cliente B. Bom início 
C. Clara definição D. Todas opções estão correctas 
 
3. A seqüência de atividades que pode ser aplicada à grande maioria 
dos projetos e que auxilia na definição dos parâmetros gerais, 
durante a fase de Iniciação, que pressupõe: 
A. Identificação de um lider 
B. Identificação de patrocinador 
C. Definção de necessidade/oportundades 
D. Todas as opções estão correctas 
 
 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
100 
 
4. Na definição da Necessidade/Oportunidade, a correta 
identificação é fundamental para todo o desenvolvimento das 
atividades do projeto. Tipicamente, uma necessidade ou uma 
oportunidade pode ser relacionada com: 
A. Reduzir custos B. Minimizar riscos 
C. Plano de acção D. Todas opções estão correctas 
 
5. É necessário a apresentação de um cronograma de desembolso, 
que varia de acordo com a instituição financiadora. Ele deverá, por 
exemplo: 
A. Etapa de desenvolvimento 
B. Prestabelecido 
C. Forma períodica 
D. Todas opções estão correctas 
 
Correcção 
1 2 3 4 5 
D B D A D 
 
 
Exercícios de Avaliação 
1- Os objetivos do projeto devem estar de acordo com as 
necessidades dos stakeholders e serem comunicados no Documento 
Inicial de Projeto (DIP), também conhecido como Anteprojeto, que 
pressupõe: 
A. Aplicação de EDT 
B. Estrutura da organização 
C. Identificação dos potenciais riscos 
D. Identificação dos clientes 
 
2. Os métodos aplicados à elaboração do anteprojeto, consistem em: 
A. Sessões de brain storming 
B.Sessões de brain storming 
C. Contribuição de especialistas 
D.Todas opções estão correctas 
 
3. De acordo com CNJ (2008), para que haja fludez na comunicação 
de um projecto, é preciso planejar e estabelecer os objectivos da 
reunião, tal como: 
A. Frequência das reuniões B. Participação 
C. Indicação de lider D. Todas opções estão correctas 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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101 
 
 
4. A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser 
realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a 
verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o 
levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o 
replanejamento das ações, que consiste nas seguintes etapas: 
A. Monitoramento B. Gerência 
C. Aplição D. Patrocínio 
 
5. Em Moçambique, Recursos públicos são, entendidos como os 
originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. 
Exemplos de modalidades: 
A. Xitique 
B. Linhas de crédito: 
C. Crédito distrital 
D. Todas opções estão correctas 
 
Correcção 
1 2 3 4 5 
C D A A B 
 
 
 
 
 
Unidade temática 3.2. Planejamento Estratégico em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
 
Introdução 
 
Como o suporte e participação ativos dos colaboradores são 
uma condição necessária para o sucesso de programas de gestão 
ambiental, a comunicação interna tem uma posição de destaque na 
comunicação ambiental. À medida que a equipe tem maior exposição 
ao assunto, gera-se maior consciência e motivação para atingir 
objetivos específicos dentro de programas ambientais. Além disso, 
funcionários bem informados funcionam como uma espécie de 
porta-voz, já que levam as informações da companhia para toda a 
comunidade com a qual normalmente interagem. 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
102 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Definir o planejamento estratégico. 
 Descrever a pertinência da comunicação para o sucesso de 
programas de gestão ambiental, 
 Destacar a declaração de missão e a visão de futuro da 
empresa. 
 Caracterizar o modelo Balanced Scorecard - BSC para 
medição do desempenho estratégico que tem como 
objectivo traduzir a estratégia empresarial. 
 Distinguir comunicação ambiental da comunicação de 
marketing na gestao estratégico ambiental. 
 
Planejamento estratégico 
Há muitas conceituações para planejamento estratégico. Segundo 
Kotler (1992, p.63), “Planejamento Estratégico = é definido como o processo 
gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os objetivos 
e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado”. O 
objetivo do planejamento estratégico é orientar e reorientar os negócios e 
produtos da empresa de modo que gere lucros e crescimento satisfatórios. 
Já Drucker (1977 apud Andeuzza, 2008) define Planejamento 
Estratégico como um processo contínuo, sistemático, organizado e capaz de 
prever o futuro, de maneira a tomar decisões que minimizem riscos. 
Uma outra conceituação interessante apresenta o planejamento 
estratégico “como um processo administrativo para se estabelecer a melhor 
direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de fatores 
externos – não controláveis – e atuando de forma inovadora e diferenciada” 
(Oliveira – 2007 apud Andeuzza, 2008). 
No entanto, pode-se dizer que quanto aos níveis, o planejamento 
estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e 
ações para alcançá-los que afetam a empresa como um todo, enquanto o 
planejamento tático relaciona-se aos objetivos de mais curto prazo e com 
estratégias e ações que, geralmente, afetam somente parte da empresa. 
Já o planejamento operacional pode ser considerado como partes 
homogêneas do planejamento tático, sendo a formalização, principalmente 
através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e 
implantação estabelecidos. Tem foco nas atividades do dia-a-dia. 
De uma maneira geral, o planejamento estratégico é responsabilidade 
dos níveis hierárquicos mais elevados da empresa/organização, o 
planejamento tático é desenvolvido pelos níveis intermediários, tendo como 
principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis e o 
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103 
 
planejamento operacional é elaborado pelos níveis mais baixos da organização 
(Andeuzza, 2008). 
O principal instrumento que dá subsídio à gestão estratégica de uma 
organização é o Planejamento Estratégico. Chiavenato (2003) define esse 
planejamento é como um processo de formulação das estratégias 
organizacionais que busca inserir a organização e sua missão em seu ambiente 
de atuação. 
Dentre os principais elementos que compõem esse processo, além da 
definição dos objetivos estratégicos, podem ser destacadas a declaração de 
missão e a visão de futuro da empresa. 
 
Missão 
A declaração de missão da organização define o propósito fundamental 
da organização. O porquê da sua existência. Segundo Niven (2006), ao analisar 
a razão de ser da empresa, a missão vai além do simples aumento do resultado 
financeiro e reflete a motivação dos funcionários em se dedicar ao trabalho. 
Para Chiavenato (2003, p. 41), “a missão é o elemento que traduz as 
responsabilidades e pretensões da organização junto ao ambiente e define o 
negócio, delimitando sua área de atuação”. Ainda segundo o mesmo autor a 
missão da empresa deve ser expressa em um texto curto e simples, para 
permitir o fácil entendimento e disseminação, e seu conteúdo deve estar 
focado fora das fronteiras da organização, centrada na sociedade, visando 
satisfazer uma necessidade do ambiente externo. 
 
Visão 
A visão de futuro retrata a imagem que a empresa vislumbra a respeito 
do seu futuro, isto é, o que ela pretende ser futuramente. De acordo com 
Chiavenato (2007 p. 54), “enquanto a missão trata da filosofia básica da 
organização, a visão serve para vislumbrar o futuro que se deseja alcançar”. 
Para Niven (2006), a declaração de visão fornece um panorama daquilo 
que a organização finalmente pretende ser, em um prazo que pode ser de 5, 
10 ou 15 anos. O autor também afirma que o poder de uma visão 
compartilhada,vivida por todos os funcionários, é capaz de prover uma 
significante força motivacional. Abaixo estão citados exemplos de visões de 
futuro de algumas organizações públicas. 
 
Visão de Infloma – Industrial Florestal de Manica 
Ser a pimeira industrial florestal em Moçambique, das empresas e do setor, 
referência no exterior, reconhecido pelo desempenho, relacionamentos 
duradouros e responsabilidade socioambiental. 
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104 
 
Visão da SASOL 
Ser uma das empresas integradas de Gás do mundo e a preferida pelos 
nossos públicos de interesse. 
 
Balanced Scorecard - BSC 
O Balanced Scorecard - BSC é um modelo de medição do desempenho 
estratégico que tem como objectivo traduzir a estratégia empresarial em 
termos operacionais, oferecendo aos gestores explicações consistentes sobre 
a eficácia da estratégia, analisando o desempenho observado e subsidiando a 
tomada de decisão. Este modelo oferece a medição, monitoração e controle 
da estratégia com base no balanceamento de diversos indicadores de 
resultado, além de proporcionar um maior alinhamento da organização à 
estratégia (Maciel & Teixeira, 2008). 
Tradicionalmente os processos de avaliação do desempenho 
organizacional se baseavam essencialmente em relatórios financeiros, 
expressando os resultados de uma organização a partir de medidas como 
lucratividade, rentabilidade e retorno sobre o patrimônio. Esses indicadores 
isolados, embora possam ser uma boa maneira de apresentar um retrato do 
desempenho organizacional em situações passadas, não dão suporte ao 
planejamento, à melhoria contínua e à geração de valor futuro. 
Foi com o intuito de aprimorar os mecanismos de avaliação da 
estratégia que Kaplan e Norton (1996) desenvolveram o BSC, propondo uma 
avaliação de resultados baseada em métricas que incluem, além dos 
indicadores financeiros, componentes menos tangíveis como a satisfação do 
cliente, qualidade de produtos, capacidade dos funcionários e eficiência dos 
processos. Este modelo reforça a articulação entre as estratégias de longo 
prazo e as ações de curto prazo, contempla aspectos financeiros e não 
financeiros e contribui para a atuação gerencial proativa. 
De acordo com Niven (2006), o BSC pode ser definido como um 
conjunto cuidadosamente selecionado de métricas quantificáveis derivadas da 
estratégia de uma organização. É um instrumento que assume funções de um 
sistema de medidas, de sistema de gestão estratégica e de ferramenta de 
comunicação. 
Ainda segundo Kaplan e Norton (1996), o BSC se destaca por 
apresentar um sistema de medidas que, sem desprezar os indicadores 
financeiros do desempenho passado, os complementa com métricas não 
financeiras que permitem a previsão de futuro da organização. Ao ser utilizado 
para gerenciar a estratégia organizacional, o BSC promove um maior 
alinhamento das atividades de gestão. Funcionando também como 
ferramenta de comunicação, traduz a estratégia em de medidas de 
performance claras e objetivas, possibilitando um melhor entendimento e um 
maior envolvimento por parte dos funcionários. 
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O BSC organiza a estratégia organizacional em quatro diferentes 
perspectivas de desempenho: financeira, clientes, processos internos, e 
aprendizado e crescimento, como detalhadas a seguir (Kaplan & Norton, 1996 
apud Macil & Teixeira 2008): 
Perspectiva financeira: Relaciona-se com os resultados de 
desempenho financeiro, geralmente representado por medidas de 
lucratividade e rentabilidade usadas nos sistemas tradicionais de avaliação de 
desempenho. Se essas medidas, isoladas, representam apenas os resultados 
passados, combinadas com os indicadores das demais perspectivas, como 
satisfação do cliente e qualidade do produto, permitem avaliar se a execução 
da estratégia está sendo refletida em melhores resultados financeiros para a 
organização. As métricas desta perspectiva são importantes não só para as 
empresas privadas, mas também para empresas públicas e organizações sem 
fins lucrativos. No setor privado, as métricas financeiras indicam o reflexo da 
estratégia na lucratividade do negócio, enquanto que, no setor público e das 
organizações sem fins lucrativos, permitem avaliar se os resultados foram 
alcançados com eficiência, minimizando custos. 
Perspectiva de clientes: Voltada para medidas como satisfação do 
cliente, índice de reclamações, percentual de participação no mercado, 
imagem e reputação da organização, permite à empresa direcionar suas ações 
para a identificação, conquista e manutenção de determinados segmentos de 
clientes. Para a escolha de medidas nesta perspectiva é necessário definir 
questões como quem é o público-alvo e o que os clientes esperam da 
organização. Trazendo essa premissa para o contexto da administração 
pública, percebe-se que a resposta a essas questões e a definição de medidas 
para esta perspectiva costuma ser mais custosa para a administração pública, 
devido à grande variedade de grupos de clientes – beneficiários, contribuintes, 
entidades de classe, órgãos de controle, etc. – envolvidos no pagamento, 
prestação e recebimento de serviços públicos. 
Perspectiva de processos internos: a partir de indicadores como 
qualidade do serviço, produtividade, quantidade de reclamações, devoluções 
de produto, entre outros, auxilia na identificação dos processos que geram 
maior impacto na satisfação dos clientes e nos resultados financeiros da 
empresa. Com base nessas medidas, a empresa pode tanto identificar quais de 
seus processos devem ser aperfeiçoados como também identificar a 
necessidade de criar novos processos nos quais deve alcançar a excelência 
para atingir seus objetivos. 
Perspectiva de aprendizado e crescimento: considera medidas 
relacionadas a pessoas como clima organizacional, capacitação dos 
colaboradores, e a procedimentos e sistemas, como disponibilidade e 
eficiência, com o objetivo de identificar os fatores que geram melhoria 
contínua e crescimento a longo prazo. O funcionamento do BSC requer a 
identificação de objetivos (extraídos dos documentos estratégicos 
institucionais) e o estabelecimento de indicadores de desempenho e 
respectivas metas. A introdução de componentes menos tangíveis nos 
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objetivos e indicadores do BSC traz dificuldades naturais de mensuração que 
serão reduzidas à medida que novas quantificações forem sendo realizadas ao 
longo do tempo. Isto permitirá clarificar as relações de causa e efeito entre os 
indicadores e introduzir alterações para que estes representem cada vez 
melhor o desempenho da empresa. 
No entanto, Kaplan e Norton (2001 apud Silva 2009) afirmam que o 
Balanced Scorecard pode auxiliar a administração pública na definição de sua 
missão institucional, na comunicação dos resultados atingidos aos 
funcionários e aos cidadãos, além de elevar a importância da perspectiva do 
cliente. 
Esquema-2: Balanced Scorecard para organizações públicas 
 
 Fonte: (adaptado de Niven, 2003): 
 
Para o efeito, Silva (2009), ao estudar o trabalho de Niven (2003), 
elencou algumas das dificuldades mais comuns na implementação do 
Balanced Scorecard em uma organização governamental ou sem fins 
lucrativos, são elas: 
 Dificuldades na medição dos resultados finais; 
 Encarar os resultados alcançados como veículo de punição; 
 Definição da missão; 
 Dificuldade por parte dos cidadãos em entender a obtenção 
de resultados negativos; 
 Legislaturas curtas que interferem na implementação dos 
sistemas; 
 Cultura visa desconfiança nas soluções empresariais; 
 Existência de menor competitividade, o que dificulta a 
introdução de alterações; 
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 Limitações técnicas; 
 Limitação da qualificação dos recursos humanos; e 
 Restrições orçamentais. 
Para Carneiro (2010), o primeiro passo para a implantação do BSC é a 
concepção do mapa estratégico. Ele representa graficamente, nas quatro 
perspectivas do BSC, a relação de causa e efeito entre os objetivos estratégicos 
da organização. De a cordo com Niven (2006), os mapas estratégicos são 
compostos por objetivos, metas, medidas e ações, servindo como uma 
poderosa ferramenta de comunicação para transmitir a estratégia ao 
colaborador. 
Relacionando os componentes estratégicos, o mapa explicita o 
caminho a ser seguido para levar a organização de uma situação atual para 
uma outra, relacionada à visão de futuro estabelecida. Costa (2006 apud 
Carneiro, 2010 p. 80) afirma que o mapa estratégico também permite à alta 
administração monitorar o cumprimento da estratégia. Apresentamos como 
exemplo, na figura a seguir, o mapa estratégico do Instituto Nacional de 
Tecnologia, mostrando a organização em quatro perspectivas estratégicas e as 
relações de causa e efeito entre elas, além da identificação dos objetivos, 
indicadores e metas. 
Para colocar em prática o planejamento e alcançar a visão de futuro 
estabelecida, foi criado um novo modelo de gestão que recebeu o nome de 
Pró-Gestão. A estratégia desse novo modelo é baseada em metodologias de 
Gestão Efetiva de Projetos, que busca garantir a execução dos projetos 
planejados. A autora elencou também os principais desafios encontrados na 
implementação do Pró-Gestão (Carneiro, 2010): 
a) Ausência de cultura: Muitos dos funcionários que estão à frente dos 
projetos não compreendem a importância da monitoração dos prazos, 
escopo, riscos e qualidade. Esse desafio só é superado graças ao 
diálogo, buscando conscientizar os envolvidos da importância da 
gestão de projetos. 
b) Rotina complexa: As demandas cotidianas da administração pública 
impedem a dedicação adequada às questões estratégicas. Obstáculo 
superado com a definição de equipes com dedicação exclusiva aos 
projetos estratégicos do governo. 
c) Exposição de fragilidades: Algumas entidades oferecem resistência 
às mudanças, com o receio de que as falhas em sua gestão ficassem 
explicitas. Com o tempo, fica claro para todos os órgãos que o objetivo 
principal do Pró-Gestão não é expor fragilidades, e sim colaborar para 
o sucesso na execução de projetos. 
d) Indefinição sobre atribuições dos gerentes de projeto: Os gerentes, 
indicados por suas respectivas secretarias, neste caso, têm que ter 
profundo conhecimento em diversas áreas como saúde, educação, 
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segurança. Tal dificuldade foi superada através da capacitação das 
equipes envolvidas. 
Neste contexto, a falta de conhecimento acerca da gestão estratégica 
e de outras práticas administrativas modernas, também foi relatada como um 
entrave à implantação das mudanças. Isso revela a necessidade de maior 
capacitação dos servidores e maior disseminação dos conceitos e da 
importância da administração gerencial. Só conhecendo as melhores práticas 
de gestão e entendendo seus benefícios é que a população e os gestores 
públicos irão se convencer da importância de um novo modelo de gestão e se 
engajar na sua implantação. 
O planejamento estratégico é apenas o primeiro passo para o alcance 
dos objetivos da organização. Após planejar, é preciso comunicar, executar e 
avaliar periodicamente a estratégia para mantê-la alinhada à missão e visão 
estabelecidas. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM, 2009), 
mais de 95% dos funcionários não compreendem a visão de futuro das 
instituições e mais de 85% dos gestores reservam menos de uma hora ao mês 
para discutir a estratégia. 
 
Comunicação ambiental 
Partindo de pressuposto que a comunicação ambiental é distinta da 
comunicação de marketing se corretamente conduzida e estruturada, pode 
resultar em melhoras na gestão das atividades ambientais, além de ganhos de 
credibilidade e aceitação por parte dos stakeholders. 
O estabelecimento de uma comunicação ambiental eficaz com todos 
os stakeholders é uma atividade que deve ser desempenhada de modo 
contínuo; na prática, entretanto, se detecta que muitas vezes ela ocorre 
somente em momentos de crise, quando o máximo que se consegue obter é 
uma minimização, usualmente insuficiente, dos danos à imagem da 
organização (Rotondaro & Turatti, 2005). 
Além da demanda dos stakeholders, há outro fator que impulsiona as 
organizações a estabelecer uma comunicação ambiental efetiva: os programas 
e normas de gestão ambiental como a ISO 14001, o Responsible Care da 
indústria química, que regulam sobre comunicação externa e também interna. 
Assim sendo, podemos tratar dos elementos da comunicação 
ambiental em seus três níveis - normativo, estratégico e operacional - e 
verificar e evidenciar sua aplicação em um caso prático. 
 
 Definição da Comunicação Ambiental 
A comunicação ambiental é um dos elementos-chave de estratégias 
eco-orientadas, ao lado de fatores como a eco-eficiência, os sistemas de 
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controle ambiental, entre outros fatores que têm se tornado uma questão de 
competitividade nas empresas. 
Diferentemente da comunicação de marketing, a comunicação 
ambiental pressupõe a divulgação franca e abrangente de informações para 
stakeholders relevantes - internos e externos – com o objetivo de informar 
sobre a performance e os impactos ambientais da organização, fazendo uso de 
um processo de comunicação de vias múltiplas, linguagem focada no público, 
recebendo e respondendo demandas, questões e comentários de 
stakeholders, e, se possível, implementando-as em seus processos. 
Por fazer parte tanto do sistema de Gestão Ambiental quanto das 
atividades genéricas de Comunicação do Negócio, a Comunicação 
Socioambiental deve estar em linha com ambos para garantias de consistência 
e de coerência com os demais princípios da organização. Assim como nos 
conceitos de origem (isto é, na Comunicação Geral e na Gestão Ambiental), na 
Comunicação Socioambiental é possível distinguir diferentes níveis: políticas, 
estratégias e programas ou ferramentas (Rotondaro & Turatti, 2005). 
Esquema-3: origens e dependências da Comunicação socioambiental 
 
Fonte: Rotondaro & Turatti (2005). 
Depreende-se que para a questão das atividades de gerenciamento 
como um todo, pode-se detectar, a partir da visão de uma empresa, uma série 
de elementos agrupados em três diferentes níveis. No primeiro nível, chamado 
Normativo, encontram-se as estruturas chave do gerenciamento, como a 
missão, os princípios e políticas que irão nortear a administração. No nível 
seguinte, o Estratégico, estão as estruturas típicas de modelos de 
gerenciamento, com as estratégias e todos os processos; e por fim, no nível 
Operativo estão as estruturas dos programas de atividades, como as metas, 
projetos e ferramentas. 
 
 
 
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a) Nível normativo 
A maioria das organizações apresenta neste nível elementos como a 
Visão, a Missão ou Propósito, com diretrizes sobre a condução de suas 
operações. Em alguns casos, nestes elementos está expresso o 
comprometimento com a abordagem de triple bottom line. 
A principal função de políticas sociombientais é a de expressar o 
comprometimento da gestão em relação ao maio ambiente. Internamente, 
isto significa as condições básicas do comportamento ambiental dos 
colaboradores e também a disseminação de conceitos de segurança e 
preservação ambiental; externamente, representa a documentação da 
responsabilidade socioambiental da companhia, gerando ganhos de imagem e 
estabelecendo confiança junto aos maisdiversos stakeholders. 
De acordo com Dubach (2000), as políticas socioambientais podem ser 
classificadas em quatro estágios: técnico-reativas, ativas orientadas pelo lucro, 
ambientalmente pró-ativas e por fim voltadas à sustentabilidade. 
Figura-7: Estágios evolutivos da política socioambiental 
 
Fonte: Rotondaro & Turatti (2005) 
 
Empresas no estágio técnico-reativo ou defensivo somente reagem a 
pressões externas; normalmente têm postura no-profile ou low-profile e se 
comunicam se necessário, como nos casos de crise de imagem. 
Para Rotondaro & Turatti (2005), as empresas com comunicação 
ambiental ativa orientada pelo lucro vêem a variável ambiental como uma 
nova área na qual é possível obter lucros; por essa razão, adotam uma 
abordagem ativa na comunicação, mas orientada para gerar retornos ou 
resultados econômicos. 
Para companhias ambientalmente pró-ativas, o meio ambiente 
representa um desafio para melhoria de performance e posição de mercado. 
A variável ambiental não é somente um elemento da mensagem que ela 
pretende transmitir ao mercado, mas também uma diretriz que permeia suas 
operações como um todo. Neste contexto sua comunicação ambiental é pró-
ativa, procura estabelecer um processo de duas vias com o receptor e voltada 
para a melhoria contínua de sua imagem. 
No estágio seguinte, do desenvolvimento pela sustentabilidade, a 
Política deve refletir um equilíbrio entre questões econômicas, sociais e 
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ambientais -o triple bottom line - e os princípios de comunicação devem ser 
consistentes com essa Visão 
 
b) Nível estratégico – o processo 
O ponto-chave no nível estratégico é a concretização da Política 
Ambiental através das estratégias de comunicação. Organizações que têm por 
objetivo comunicar efetivamente suas atividades ambientais devem cumprir 
um processo que compreenda as seguintes etapas: 
 Identificar seus problemas socioambientais; 
 Realizar uma análise do mercado, 
 Das demandas políticas, 
 Sociais e ambientais dos stakeholders; 
 Identificar e priorizar os stakeholders mais relevantes; 
 E por fim adotar estratégias adequadas de comunicação ambiental. 
Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir um 
processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que os fatores 
sejam divididos em dois grandes pilares: identificação e avaliação, com o 
entendimento das demandas dos stakeholders e gerenciamento da 
informação de múltiplas vias; e seleção de estratégias de comunicação 
ambiental, para assegurar ações efetivas de comunicação. 
No primeiro pilar está a necessidade de conhecer de fato a audiência. 
Identificar percepções, problemas e demandas relativas aos stakeholders tem 
por vantagens a prevenção de perdas econômicas, maiores garantias da 
autonomia da empresa e também detecção de oportunidades de negócio. 
Cabe lembrar que um fator de complexidade é a heterogeneidade de 
stakeholders relacionados a uma indústria. 
Para gerar as formações necessárias, há diversos caminhos como 
pesquisas diretas junto aos públicos, painéis de discussão e comitês com a 
comunidade, audiências públicas, consultas, etc. Ao identificar os problemas é 
possível determinar qual será o conteúdo da informação ambiental; caso esta 
identificação seja feita de forma regular, ela funciona ainda como uma 
ferramenta de controle e avaliação da evolução das demandas e preocupações 
dos diversos públicos, permitindo inclusive planejar com antecedência 
próximos passos. 
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112 
 
Matrize-7: pilares da estratégia de comunicação ambiental 
 
Fonte: (adaptado de Dubach,2000) 
O segundo pilar é relativo à definição da estratégia de comunicação 
ambiental. Tal definição é uma condição para que exista uma só orientação e 
discurso e se evitem ações desordenadas e sem um objetivo comum. Segundo 
Rotondaro & Turatti (2005), a orientação estratégica, varia desde um nível de 
disponibilização de informação, passando pelo estabelecimento de diálogo e 
relacionamento de múltiplas vias, e chegando até conscientização e mudança 
de atitude nos públicos-alvo. Estes níveis refletem os princípios adotados, 
partindo de modelo defensivo até um pró-ativo e de sustentabilidade. 
A adoção de uma ou outra estratégia depende da cultura corporativa 
da companhia, dos objetivos estabelecidos para a comunicação ambiental, das 
ameaças e oportunidades em um continuum que parte do defensivo ao 
proativo, e, em muitos casos de multinacionais, dos efeitos observados nas 
estratégias adotadas por empresas coligadas em outros mercados. 
 
c) Nível operativo – projetos e ferramentas 
Para implementar a estratégia de comunicação ambiental, as 
organizações devem escolher os canais e adequar seus projetos e ferramentas 
de comunicação. 
As ferramentas disponíveis para estabelecer a comunicação de 
Marketing, conforme Kotler (1994) podem ser divididas em cinco categorias: 
propaganda, relações públicas (onde se inclui a publicidade), venda pessoal, 
marketing direto e promoção de vendas. No planejamento de campanhas de 
comunicação, é necessário que se contemple o uso combinado dessas 
ferramentas, uma vez que na comunicação dificilmente basta estabelecer 
vínculos com somente um tipo de receptor e somente por uso de uma das 
ferramentas. 
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113 
 
Deste modo, é provável que dentro de um plano devam existir 
objetivos de geração de motivos para a compra de um produto pelos 
consumidores, e isso pode ser feito por propaganda; ao mesmo tempo, pode 
ser necessário gerar um incentivo à compra, no ponto de venda, o que se 
obtém por meio de promoção; para falar com colaboradores, a comunicação 
interna tem à sua disposição registros, murais, vídeos, manuais, entre outros 
meios; ou ainda quando é necessário estabelecer uma comunicação com 
potenciais investidores ou opinião pública em geral (não necessariamente os 
consumidores do produto), podem ser utilizadas atividades de relações 
públicas. 
 As principais etapas da implantação de programas e projetos de 
comunicação, de acordo com Rotondora e Turatti (2005), e que podem ser 
aplicadas à comunicação socioambiental, são: 
 identificação da audiência-alvo – para quem ou que grupos é 
necessário fazer a comunicação socioambiental; 
 determinação dos objetivos de comunicação – com expectativas de 
resposta em seus diferentes níveis - cognição, afetividade e 
comportamento; 
 preparação da mensagem - em termos de conteúdo, formatação e 
fonte; 
 seleção dos canais - usualmente classificados entre canais pessoais 
(como o boca-a-boca, visitas técnicas, audiências, etc) e canais 
impessoais (condução da mensagem sem contato direto, por exemplo, 
por meio de mídia, relatórios ambientais ou eventos); 
 decisões sobre o composto comunicacional - com a alocação de 
recursos entre as diferentes ferramentas da comunicação e programas; 
 mensuração dos resultados - com controles para checar efetividade de 
veículos e pesquisas para avaliar fixação de mensagem, entre outros 
métodos. 
Na escolha do mix de comunicação, quando se trata da variável ambiental, 
a organização deve estabelecer formas mais interativas de comunicar-se com 
seus stakeholders, uma vez que tanto a opinião pública, o mercado e o poder 
público apresentam diferentes demandas de informação. 
Como o suporte e participação ativos dos colaboradores são uma condição 
necessária para o sucesso de programas de gestão ambiental, a comunicação 
interna tem uma posição de destaque na comunicação ambiental. À medida 
que a equipe tem maior exposição ao assunto, gera-se maior consciência e 
motivação para atingir objetivos específicos dentro de programas ambientais. 
Além disso, funcionários bem informadosfuncionam como uma espécie de 
porta-voz, já que levam as informações da companhia para toda a comunidade 
com a qual normalmente interagem. 
A propaganda ambiental contempla mensagens institucionais - sobre a 
própria companhia - ou sobre seus produtos. Quando trata de produtos, mais 
que anunciar ofertas ou recursos, a propaganda ambiental objetiva aumentar 
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as vendas ou recall de produtos ou serviços baseados em atributos ambientais; 
quando lida com mensagens institucionais, a propaganda se propõe a construir 
a imagem de uma organização como um todo. O que se “vende” é o aumento 
de conhecimento da marca, estabelecer uma associação entre a variável 
ambiental e a marca, e ganhar a preferência ou lealdade do público por meio 
de mensagens que reflitam uma “orientação para o ambiental”. Neste 
contexto, diferente da propaganda tradicional de produtos que é voltada 
essencialmente para o consumidor final ou prospect, a propaganda ambiental 
corporativa ou de produto tem como audiências-alvo uma variedade de 
stakeholders como ONG’s, líderes de opinião, fornecedores, bancos, entre 
tantos. 
 
Sumário 
 
Nesta unidade abordamos sobre as principais etapas da 
implantação de programas e projetos de comunicação que podem 
ser aplicadas à comunicação socioambiental. Deste modo, dentro de 
um plano devam existir objetivos de geração de motivos para a 
compra de um produto pelos consumidores, e isso pode ser feito por 
propaganda; ao mesmo tempo, pode ser necessário gerar um 
incentivo à compra, no ponto de venda, o que se obtém por meio de 
promoção; para falar com colaboradores, a comunicação interna tem 
à sua disposição registros, murais, vídeos, manuais, entre outros 
meios; ou ainda quando é necessário estabelecer uma comunicação 
com potenciais investidores ou opinião pública em geral (não 
necessariamente os consumidores do produto), podem ser utilizadas 
atividades de relações públicas. 
 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
 
1. Segundo Kotler (1992, p.63), “Planejamento Estratégico é definido 
como o processo gerencial de desenvolver e manter uma adequação 
razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e 
oportunidades de mercado que tem como objectivo: 
A. Orientar e avaliar 
B. Orientar e reorientar os negócios 
C. Divulgar 
D. Diagnosticar 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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2. Já Drucker (1977 apud Andeuzza, 2008) define Planejamento 
Estratégico como um processo contínuo, sistemático, organizado e 
capaz de: 
A. Prever o futuro 
B. Tomar decisões 
C.Todas opções estão correctas 
D. Minimizar riscos 
 
3. O Planejamento Tático relaciona-se aos objetivos de mais curto 
prazo e com estratégias e ações que, geralmente, afetam: 
A. Somente os stakeholder 
B. Somente parte da empresa. 
C. Somente os consumidores 
D. Controla os destino 
 
Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e 
com “F” as Falsas: 
4. Na empresa, a variável ambiental é único elemento da mensagem 
que ela pretende transmitir ao mercado, mas também uma diretriz 
que permeia suas operações como um todo 
 
5. A comunicação ambiental é um dos elementos-chave de 
estratégias eco-orientadas, ao lado de fatores como a eco-eficiência, 
os sistemas de controlo ambiental, entre outros fatores que têm se 
tornado uma questão de competitividade nas empresas 
 
Correcção: 
 
1 2 3 4 5 
B C B F V 
 
 
Exercícios de Avaliação 
 
1. O intuito de aprimorar os mecanismos de avaliação da estratégia 
que Kaplan e Norton (1996) desenvolveram o BSC, propos se uma 
avaliação de resultados baseada em métricas que incluem: 
A. Indicadores financeiros 
B. Indicadores de lucros 
C. Indicadores sociais 
D. Gerência. 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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2. O ponto-chave no nível estratégico é a concretização da Política 
Ambiental através das estratégias de comunicação. Organizações que 
têm por objetivo comunicar efetivamente suas atividades ambientais 
devem cumprir um processo que compreenda as seguintes etapas: 
A. Identificar seus problemas socioambientais 
C. Propaganda ambiental 
B. Seleção de estratégias de comunicação 
 D. Todas opções estão correctas 
 
3. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir 
um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que 
os fatores sejam divididos em dois grandes pilares: 
A.Diagnóstico 
B. Meio de promoção 
C. Identificação e avaliação 
D. Comunicação com potenciais 
 
4. As ferramentas disponíveis para estabelecer a comunicação de 
Marketing, conforme Kotler (1994) podem ser divididas em: 
A. Duas categorias 
B. Cinco categorias 
C. Quatro categoria 
D. Todas opções estão correctas 
 
5. Faça corresponder a coluna de Eventos e os respectivos locais de 
ocorrência. 
Nivel estrategicos Factores 
I. Identificação e 
avaliação 
A. Entendimento da demanda dos stakholder e 
controle dos processos. 
B. Mudança de atitude 
C. Auditoria de informação 
D. Disponilibilidade de informação 
II. Estrategias 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
A A C B *** 
 
 *** 
I II 
A C B D 
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Unidade temática 3.3. Programação do projecto 
 
Introdução 
 
Lembrar que é necessário compartilhe as ideias com outras 
pessoas antes de iniciar o projecto e crie um cronograma com elas. 
Para isso, é necessário conhecer os estágios iniciais do planejamento 
de projetos. 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Identificar as etapas de criacao de um projecto 
 Caracterizar os diferentes estágios de como adicionar as 
tarefas num projecto. 
 Descrever como organizar as tarefas. 
 Conhecer a configuração o calendário do projeto 
 Compreender a metodologia do Marco Lógico 
 
 
Etapas iniciais de criação de um projeto 
 
Nas etapas iniciais de criação de um projeto, pode não estar claro o 
suficiente ou ter uma definição muito ampla. Eis alguns exemplos que ajudam 
você a detalhar a programação para almejar os objetivos do seu projeto. Para 
isso, tem que seguir as seguintes etapas: 
 
Etapa 1: Adicionar tarefas 
 Adicionar novas tarefas; 
 Adicione tarefas a uma programação para dividir o trabalho em partes 
fáceis de administrar; 
 Definir o comprimento da duração da tarefa; 
 Defina o intervalo de tempo (ou horário do calendário) de uma tarefa. 
Você pode inserir um número ou apenas digitar um período geral, 
como “A ser determinado” ou “Falar com Sarah antes”; 
 Definir a quantidade de trabalho que as pessoas realizarão em cada 
tarefa; 
 Defina a quantidade de tempo (ou horas de trabalho) para que uma 
tarefa seja concluída.Esta é a quantidade de tempo independente da 
quantidade de pessoas que realizarão a tarefa; 
 Importar dados do Excel para o Projecto; 
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 Se as suas tarefas já estiverem no Excel, você poderá copiá-las para o 
Projecto. O Projecto manterá a formatação e a estrutura 
organizacional da lista de tarefas; 
 Adicionar um marco, uma vez que é um instrumento muito útil para a 
elaboração, analise e gerenciamento de projectos. Sua maior 
contribuição a elaboração de um projecto está em que ele oferece uma 
sucessão de passos encadeados, ao final da qual se tem um projecto 
bem estruturado nas suas relações de causas e efeito. A “equação” 
básica dessas relações é então resumida numa matriz; 
 Marque o final das fases ou etapas maiores de seu projeto com marcos, 
para mostrar o progresso em relação às principais entregas; 
 Desativar uma tarefa em vez de excluí-la; 
 Você pode cancelar uma tarefa e manter seu registro no plano do 
projeto. Isso é útil para testar como as alterações podem afetar seu 
projeto. 
Etapa 2: Organizar as tarefas 
 Vincule quaisquer tarefas em um projeto para revelar sua relação 
(também chamada de dependência de tarefa). As tarefas vinculadas 
refletem a realidade do projecto. Quando uma tarefa é alterada, a 
outra também muda; 
 Organizar em estrutura de tópicos as tarefas em subtarefas e tarefas 
de resumo; 
 Exiba a hierarquia de tarefas criando uma estrutura de tópicos com os 
botões Recuo à esquerda e Recuo à direita; 
 Se houver interrupções em uma tarefa, você poderá dividi-la em seções 
para mostrar quando ela para ou começa; 
 Use os códigos Work Breakdown Structure (WBS - estrutura de divisão 
de trabalho) para organizar em estrutura de tópicos numérica as 
tarefas, para que o trabalho corresponda às práticas contábeis de seu 
negócio; 
 Defina as fases principais primeiro e, depois, divida-as em tarefas 
individuais; 
 Aprenda mais sobre como o Projecto trabalha com tarefas e seus 
relacionamentos para ajudar a calcular a programação. 
 
Etapa 3: Configurar o calendário do projeto 
 
 Definir os dias de trabalho para todos no projeto; 
 Definar os dias de trabalho padrão para todos o projeto, como de 
segunda-feira a sexta-feira, das 8h00 às 17h00; 
 Adicionar feriados e dias de férias; 
 Alterar a programação de trabalho das pessoas adicionando feriados e 
férias; 
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119 
 
 Criar um calendário para apenas uma tarefa = começando por 
identificar os horários comerciais e não comerciais de apenas uma 
tarefa, como um processo de computador que é executado durante 24 
horas em um dia de folga para manutenção. 
Depreende-se que a programação de projecto define o volume de 
operações e recursos estimados para o desenvolvimento dos projetos 
elaborados. Esse instrumento permite que sejam acompanhadas as ações a 
serem desenvolvidas e executadas. 
 
A metodologia do marco lógico 
A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de seus 
projetos, caracteriza-se pela gestão baseada em resultados, com a definição 
de uma hierarquia de objetivos a serem alcançados, associados a indicadores, 
que dá transparência na gestão e na utilização de recursos. Possibilita o 
trabalho em equipe e a participação, convertendo-se em um processo 
contínuo de avaliação e aprendizagem sob uma perspectiva holística e 
sistêmica ao considerar as realidades políticas, sociais e organizacionais em sua 
elaboração. 
 
Sumário 
Nesta unidade falaremos sobre a necessidade de compartilhe as 
ideias com outras pessoas antes de iniciar o Projecto e criar um 
cronograma com elas. Ainda, abordaremos as principais Etapas de 
iniciação de criação de um projeto, adicionar tarefas, organizar as 
tarefas, configurar o calendário do projeto, a utilização de 
metodologia do marco lógico para a elaboração de seus projetos. 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
 
1. Alguns exemplos, que ajudam você a detalhar a programação para 
almejar os objetivos do seu projeto, que consistem nas seguintes 
etapas: 
A. Definir metas 
B. Definir o comprimento da duração da tarefa; 
C. Definir programação 
D. Todas opções estão correctas 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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120 
 
2. Adicionar um Marco, uma vez que é um instrumento muito útil 
para a elaboração, analise e gerenciamento de projectos. Sua maior 
contribuição a elaboração de um projecto está em: 
A. Oferecer orientação 
B. Oferecer metas necessárias 
C. Oferece uma sucessão de passos encadeados, 
 D. Todas opções estão correctas 
 
3. Vincular quaisquer tarefas em um projeto para revelar sua relação, 
também designa se por: 
A. Dependência de tarefa 
B. Tarefa de resumo 
C. Dependência de ideias 
D. Dependência de programação 
 
Das afirmações que se seguem, assinave com “V” as Verdadeiras e 
com “F” as Falsas: 
4. A programação de projecto não define o volume de operações e 
recursos estimados para o desenvolvimento dos projetos elaborados. 
Esse instrumento permite que sejam acompanhadas as ações a 
serem desenvolvidas e executadas. 
 
5. Use os códigos Work Breakdown Structure (WBS - estrutura de 
divisão de trabalho) para organizar em estrutura de tópicos numérica 
as tarefas, para que o trabalho corresponda às práticas contábeis de 
seu negócio. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
B C A F V 
 
Exercícios de Avaliação 
 
1. Na Etapa 2: Organizar tarefas como: 
A. Adicionar novas tarefas; 
B. Definir os dias de trabalho para todos no projeto; 
C. Definir os dias de trabalho para todos no projeto; 
D. Se houver interrupções em uma tarefa, você poderá dividi-la em 
seções para mostrar quando ela para ou começa; 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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121 
 
2. Na Etapa 1: Adicionar tarefas pressupõe: 
A. Definir a quantidade de trabalho que as pessoas realizarão em 
cada tarefa. 
B. Adicionar feriados e dias de férias; 
C. Definir os dias de trabalho para todos no projeto 
D. Todas opções estão correctas. 
 
3. Na Etapa 3: Configurar o calendário do projeto pressupõe: 
A. Definir os dias de trabalho para todos no projeto 
B. Adicionar feriados e dias de férias 
C. Criar um calendário para apenas uma tarefa 
D. Todas opções estão correctas. 
 
4. A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de 
seus projetos, caracteriza-se 
A. Definir o comprimento da duração da tarefa; 
B. Gestão baseada em resultados 
C. Importar dados do Excel para o Projecto 
D. Desativar uma tarefa em vez de excluí-la 
 
5- Enfim, nas etapas iniciais de criação de um projeto, pode não estar 
claro o suficiente ou ter: 
A. Definição muito ampla 
B. Definição vaga 
C. Definição de estrutura 
D. Definição da organização 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
D A D B A 
 
 
 
Unidade temática3.4. Execução e Controlo do Projecto 
 
 
Introdução 
Tem o foco voltado para a estruturação e a viabilização 
operacional do projeto. Para efeito, consiste na implementação de 
todos os processos de negócio, configurações, parametrizações, 
baseados no Modelo Proposto Gerado. Os usuários serão 
capacitados no sistema. Os testes unitários e integrados são 
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122 
 
efetuados nesta fase. É importante monitorar e controlar o 
avançamento do projeto e os riscos mapeados. 
 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Compreender as incertezas de vida de um projecto 
 Descrever o estudo de viabilidade sobre o que se pretende 
desenvolver. 
 Identificar o sistema de controlo e monitoriamento de um 
projecto 
 Caracterizar o processo de encerramento de um projecto 
 
 
O ciclo de vida de um projeto 
Os projetos sempre apresentam um início e um fim determinados. 
Segundo Luís César de Moura Menezes, autor do livro “Gestão de Projetos”, 
são estas as únicas certezas no ciclo de vida de um projeto e através delas é 
possível conhecer melhor o que precisa ser desenvolvido. Entre esse início e o 
fim, o projeto sofre todo um desenvolvimento, uma estruturação, uma 
implantação e uma conclusão. 
É evidente que a realidade dos projetos é bastante dinâmica, mas de 
modo geral é possível identificar 4 fases típicas para representar o ciclo de 
vida: a conceitual, o planejamento, a execução e a conclusão. 
Como pode ser observado, o ciclo de vida de um projeto não deixa claro 
quais são os limites de cada uma das fases, mas representa um modelo que 
auxilia na visualização do desenvolvimento do projeto, na adoção de padrões, 
na elaboração das atividades e nas tomadas de decisão. Isso se deve ao fato 
de alguns projetos possuírem características que impossibilitam uma visão 
definida de cada uma das fases e, para fazê-los nos prazos e orçamentos 
previstos, torna-se necessária a antecipação de atividades do planejamento e 
da execução ainda na fase de concepção. Mesmo com todas estas incertezas, 
a elaboração do ciclo de vida pode prever o consumo de recursos e permitir 
aprofundar ideias e conceitos através de um estudo de viabilidade sobre o que 
se pretende desenvolver. 
A Fase I - Conceitual 
Marca a concepção da ideia de projeto, do nascimento até a aprovação 
da proposta para sua execução. Nesta fase são identificadas as necessidades e 
os problemas, são definidos os objetivos e estimados os recursos necessários 
para a execução do projeto. Posteriormente, a proposta do projeto é 
elaborada, apresentada e avaliada para ser submetido a ida a uma decisão 
quanto à sua execução (Wolfart, 2013). 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
123 
 
 
Fase II- Planejamento 
 A proposta já foi aprovada e passa a ser detalhada por meio de um 
plano de execução. É a fase em que ocorrem a definição do gerente do projeto 
e dos recursos humanos e materiais necessários para a execução. Também são 
detalhados os objetivos, programadas as atividades e definidos os 
procedimentos de acompanhamento e de controle utilizados na implantação 
do projeto. 
 
Fase III - Execução 
Do trabalho propriamente dito, o desenvolvimento dos produtos ou 
dos serviços. É comum que ajustes apareçam ao longo desta fase, mas o foco 
deve estar voltado para o plano inicial e para a correção dos planos 
intermediários, principalmente no que diz respeito a prazos e orçamentos. 
Neste ponto, o controle sobre o que foi planejado pode determinar o sucesso 
ou o fracasso de todo o projeto. 
Consiste na implementação de todos os processos de negócio, 
configurações, parametrizações, baseados no Modelo Proposto gerado. Os 
usuários serão capacitados no sistema. Os testes unitários e integrados são 
efetuados nesta fase. É importante monitorar e controlar o avanço do projeto 
e os riscos mapeados. 
 
Fase VI - Monitoramento e controle 
As responsabilidades do gerente de projetos não param ao final do 
planejamento do projeto. Isso porque o Líder do Projeto é o responsável para 
os envolvidos internos e externos, a equipe do projeto, vendedores, gerentes 
executivos e outros. A visibilidade da posição é intensificada porque muitos 
dessas pessoas não irão esperar para ver e discutir os resultados entregáveis 
que eles detalharam na fase de Planejamento. Como um Líder de Projetos, é 
importante guardar-se de ter "ervas daninhas", especialmente nos grandes 
projetos. Isso irá permitir a ele/ela focar sua atenção na habilitação dos Planos 
de Projeto e processos de gerenciamento das expectativas dos clientes e 
envolvidos. 
O processo de gerenciamento do projeto assegura que as atividades 
planejadas são realizadas de forma efetiva e eficaz, assegurando que as 
medidas para garantir o Plano de Projeto, as premissas, restrições, enfim, o 
conceito original de viabilidade do projeto continuará a ser recolhidas, 
analisadas e postas em prática ao longo do ciclo de vida do projeto. Sem um 
processo definido de monitoramento e controle do projeto, cada integrante 
da Equipe do Projeto poderia executar suas tarefas e atividades usando suas 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
124 
 
melhores práticas, experiências e métodos, em detrimento ao controle, 
monitoramento e impedindo atividades de ação corretiva. 
Matriz-8: Um sistema de controle e monitoriamento de um projecto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Wolfart, 2013). 
 
Uma atenção especial deve ser dada para manter os interessados 
atualizados com o Status do projeto, lidando com questões de administração 
de contratos e escopo, ajudando a gerenciar o controle de qualidade e 
monitoramento de riscos do projeto. 
Também é fundamental, durante a fase de Monitoramento e Controle, 
acompanhar a aplicação de outros aspectos importantes do projeto, como a 
abordagem das Comunicações, Riscos, Qualidade e Aquisições dos recursos, 
através da interação periódica com a equipe do projeto e as partes 
interessadas. 
 
V - ENCERRAMENTO 
A conclusão é a última fase e corresponde ao término do projeto. É 
marcada pela dificuldade em manter as atividades dentro do que foi planejado 
e por realocar os recursos humanos e materiais para outros projetos. Nesta 
fase são elaborados os relatórios e avaliados os resultados alcançados. 
As atividades em cada uma das fases podem variar muito de empresa 
para empresa e de projeto para projeto. Porém, a visão macroscópica 
apresentada pelo ciclo de vida é muito importante para que os mentores, os 
financiadores e os demais envolvidos possam avaliar as dimensões do projeto, 
prever os problemas e resolver os conflitos. A não definição do ciclo de vida 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
125 
 
dificulta este controle e pode impactar na conclusão do projeto dentro do 
prazo e do orçamento determinados, bem como na qualidade exigida para os 
resultados gerados (Wolfart, 2013). 
A última fase do projeto é o Encerramento, que somente é completado 
quando todas as atividades do projeto e marcos tenham sido completadas e o 
cliente tenha aceitado os entregáveis do projeto. 
O Encerramento do Projeto inclui os seguintes elementos-chave: verificação 
da aceitação formal pelos envolvidos e Comitê Diretivo Desmobilização dos 
recursos (staff, facilidades, equipamentos, infraestrutura e sistemas 
automatizados) Fechamento e qualquer assunto financeiro. 
Documentação dos sucessos, problemas e assuntos técnicos do 
projeto. Documentação das lições aprendidas. Produzir um Relatório ou Termo 
de Encerramento do Projeto Completar a coleta e arquivamento dos registros 
do projeto. 
 
Sumário 
Entender que o ciclo de vida de um projeto não deixa claro quais 
são os limitesde cada uma das fases, mas representa um modelo que 
auxilia na visualização do desenvolvimento do projeto, na adoção de 
padrões, na elaboração das atividades e nas tomadas de decisão. Isso 
se deve ao fato de alguns projetos possuírem características que 
impossibilitam uma visão definida de cada uma das fases e, para fazê-
los nos prazos e orçamentos previstos, torna-se necessária a 
antecipação de atividades do planejamento e da execução ainda na 
fase de concepção. 
 
Exercícios de Auto-Avaliação 
1. As únicas certezas no ciclo de vida de um projeto e através delas 
é possível conhecer melhor o que precisa ser desenvolvido, são: 
A. Início e o fim 
B. Durante todo o processo 
C. Durante todas as etapas 
D. Do início sem fim 
 
2. É evidente que a realidade dos projetos é bastante dinâmica, mas 
de modo geral é possível identificar uma das quatro fases típicas para 
representar o ciclo de vida: 
A. Plano de monitoria 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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126 
 
B. Avaliação 
C. Planejamento 
D. Todas opções estão correctas 
 
3. A elaboração do ciclo de vida pode prever: 
A. Consumo de recursos 
B. Execucão do projecto 
C. Controle das actividades 
D. Todas opções estão correctas 
 
4. Uma atenção especial deve ser dada para manter os interessados 
atualizados com o Status do projeto, lidando com questões de: 
A. Administração de contratos 
B. Administração de escopo 
C. Gerenciar o controle de qualidade e monitoramento de riscos do 
projeto. 
D. Todas opções estão erradas 
 
5. Um sistema de controlo e monitoriamento de um projecto, 
abranger os seguintes princípios: 
A. Planejamento e controle centralizado 
B. Planejamento e programação 
C. Comunicação e monitoria 
D. Todas opções estão correctas. 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 
A C A D D 
 
Exercícios de Avaliação 
1. Os objetivos do projeto devem estar de acordo com as 
necessidades dos stakeholders e serem comunicados no Documento 
Inicial de Projeto (DIP), também conhecido como Anteprojeto, que 
pressupõe: 
A. Aplicacao de EDT 
B. Estrutura da organização 
C. Identificação dos potenciais riscos 
D. Identificação dos clientes 
 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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127 
 
2. Os métodos aplicados à elaboração do anteprojeto, consistem em: 
A. Sessões de brain storming B. Sessões de brain storming 
C. Contribuição de especialistas D.Todas opções estão correctas 
 
3. De acordo com CNJ (2008), para que haja fludez na comunicação 
de um projecto, é preciso planejar e estabelecer os objectivos da 
reunião, tal como: 
A. Frequência das reuniões 
B. Participação 
C. Indicação de lider 
D.Todas opções estão correctas 
 
4. A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser 
realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a 
verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o 
levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o 
replanejamento das ações, que consiste nas seguintes etapas: 
A. Monitoramento B. Gerência 
C. Aplicação D. Patrocínio 
 
5. Em Moçambique, recursos públicos são, entendidos como os 
originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. 
Exemplos de modalidades: 
A. xitique 
B. Linhas de crédito: 
C. Crédito distrital 
D. Todas opções estão correctas 
 
6. O intuito de aprimorar os mecanismos de avaliação da estratégia 
que Kaplan e Norton (1996) desenvolveram o BSC, propôs se uma 
avaliação de resultados baseada em métricas que incluem: 
A. Indicadores financeiros 
B. Indicadores de lucros 
C. Indicadores sociais 
D. Gerência 
 
7. O ponto-chave no nível estratégico é a concretização da Política 
Ambiental através das estratégias de comunicação. Organizações que 
têm por objetivo comunicar efetivamente suas atividades ambientais 
devem cumprir um processo que compreenda as seguintes etapas: 
A. Identificar seus problemas socioambientais 
C. Propaganda ambiental 
B. Seleção de estratégias de comunicação 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
128 
 
D. Todas opções estão correctas 
 
8. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir 
um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que 
os fatores sejam divididos em dois grandes pilares: 
A.Diagnóstico 
B. Meio de promoção 
C. Identificação e avaliação 
D. Comunicação com potenciais 
 
4. As ferramentas disponíveis para estabelecer a comunicação de 
Marketing, conforme Kotler (1994) podem ser divididas em: 
A. Duas categorias 
B. Cinco categorias 
C. Quatro categoria 
D. Todas opções estão correctas 
 
5. Faça corresponder a coluna de Eventos e os respectivos locais de 
ocorrência. 
Nivel estrategicos factores 
III. Identificação e 
avaliação 
E. Entendimento da demanda dos stakholder e 
controle dos processos. 
F. Mudança de atitude 
G. Auditoria de informação 
H. Disponilibilidade de informação 
IV. Estrategias 
 
Correcção: 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
C D A A B A A C B ** 
 
** 
I II 
A C B D 
 
 
 
 
 
 
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129 
 
TEMA-IV: ACOMPANHAMENTO DE PROJETOS COM ORIENTAÇÃO: 
UNIDADE Temática 4.1- Orientação, apresentação e defesa do projeto 
UNIDADE Temática 3.3. EXERCÍCIOS INTEGRADOS das unidades deste tema 
 
 
 
Unidade temática 4.1- Orientação do projeto 
 
Introdução 
 
A apresentação é parte fundamental de um projeto, É a partir 
dela que pode-SE entender, de forma rápida e objetiva, a proposta 
do projeto. Seja claro e objetivo, incluindo apenas as informações 
essenciais ao entendimento do projeto. Descreva de modo sucinto o 
projeto, seu local de aplicação e público-alvo, seu objetivo geral, as 
atividades previstas, as metodologias a serem aplicadas, os 
resultados esperados e o valor do investimento solicitado. 
Ainda, é fundamental destacar números indicativos que 
demonstrem os resultados concretos que se espera obter com a 
execução do projeto. Isso ajuda a situar a Comissão de Selecção 
quanto às dimensões e ao potencial transformador do projeto. 
 
 
Objectivos 
Específicos 
Ao completar esta unidade, o estudante deve: 
 Caracterizar um bom projecto 
 Conhecer falhas mais comuns observadas nos projetos. 
 Compreender orientações na elaborar o projeto. 
 Identificar as instituições envolvidas no projeto. 
 Compreender os indicadores físicos para acompanhamento. 
 Conhecer o roteiro de apresentação 
 
 
 Orientacao do projecto 
 O que é um projeto? É um documento que organiza ideias para se 
realizar um empreendimento, explicitando o motivo de realizá-lo, as etapas de 
trabalho, as atividades, os custos, as pessoas envolvidas e os prazos para se 
atingirdeterminados resultados. Um projeto tem objetivos claramente 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
130 
 
definidos, que somente serão atingidos pelo alcance pleno dos resultados 
esperados (Carvalho & Leite, 2005). 
 
Caracteristicas de um bom projeto 
 Questão a ser resolvida, identificada de forma clara e objetiva; 
 Objetivos e metas alcançáveis\realizáveis, enunciados com clareza, 
objetividade e de forma concisa; 
 Coerência entre as metas e os objetivos propostos; 
 Estratégia de ação e metodologia coerentes com a busca de soluções 
para os problemas identificados; 
 Planejamento racional das atividades, de forma compatível com os 
recursos disponíveis. 
 
Falhas mais comuns observadas nos projetos 
 Considerar o projeto como uma mera formalidade para conseguir 
recursos. 
 Análise superficial da situação, gerando fragilidades na identificação 
do problema e na justificativa da necessidade do projeto. 
 Falta de clareza e precisão dos objetivos e produtos esperados. 
 Confusão conceitual entre meta, atividade e produto. 
 Falta de coerência, consistência e objetividade na redação da proposta 
de forma geral. 
 Falta de alinhamento entre a metodologia e os resultados esperados. 
 Proposta orçamentária mal elaborada, inconsistente com as metas, 
atividades e insumos doprojeto. 
 Falta de aderência aos objetivos da fonte financiadora. 
 Não atendimento aos requisitos básicos do edital. 
Orientações e a ordem abaixo para elaborar o projeto 
1. Título 
É aconselhável utilizar nomes curtos, de fácil compreensão e que 
reflitam a idéia central do projeto, para possibilitar que o título possa ser 
utilizado pelas pessoas envolvidas e em possíveis divulgações, no caso do 
projeto ser selecionado. 
2 - Apresentação 
É um resumo do projeto, dos problemas existentes, do que se pretende 
realizar para solucioná-los. 
A apresentação é parte fundamental de um projeto. É a partir dela que 
a Comissão Especial de Julgamento poderá entender, de forma rápida e 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
131 
 
objetiva, a proposta do projeto. Seja claro e objetivo, incluindo apenas as 
informações essenciais ao entendimento do projeto. 
Descreva de modo sucinto o projeto, seu local de aplicação e público-
alvo, seu objetivo geral, as atividades previstas, as metodologias a serem 
aplicadas, os resultados esperados e o valor do investimento solicitado.É 
fundamental destacar NÚMEROS indicativos que demonstrem os resultados 
concretos que se espera obter com a execução do projeto. Isso ajuda a situar 
omissão de Seleção quanto às dimensões e ao potencial transformador do 
projeto. 
A apresentação deve ocupar, no máximo, 01 (uma) lauda. Como a 
redação da apresentação exige que o projeto já esteja claro e resolvido, é 
recomendável escrevê-lo por último. 
3- Diagnóstico∕contextualização 
 Fazer uma “leitura” da situação atual, identificando os problemas com 
os quais se pretende trabalhar, relacionando-os com a realidade em 
que se situam; 
 Identificar possíveis origens dos problemas e suas implicações locais, 
iniciativas já desenvolvidas, quando for o caso, e os atores necessários 
para solucionar o problema em questão; 
 Identificar a melhor maneira de solucionar os problemas. 
4-Objetivo 
Os Objetivos de um projeto devem refletir, de forma resumida, a 
finalidade do mesmo. E podem ser subdivididos em: Objetivo Geral e Objetivos 
Específicos. 
4.1. Objetivo Geral 
O Objetivo Geral define explicitamente o propósito do projeto, 
demonstrando o resultado que se pretende alcançar com a execução do 
projeto. 
4.2. Objetivos Específicos 
Os Objetivos Específicos são um detalhamento do Objetivo Geral e 
devem caracterizar etapas ou fases do projeto. Sendo assim, o conjunto dos 
objetivos específicos não deve ultrapassar o que está proposto no Objetivo 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
132 
 
Geral. Os Objetivos devem ser redigidos utilizando verbos no infinitivo, como 
forma de caracterizar ações que são propostas pelo projeto. 
5-Justificativa 
Deverá responder à seguinte pergunta: “Por que executar o projeto?”. 
Deve-se ressaltar os seguintes aspectos: 
 O problema ambiental a ser enfrentado e suas dimensões; 
 Os principais motivos de se trabalhar o problema; 
 O público-alvo do projeto; 
 A relevância do projeto, sua efetiva capacidade de contribuir 
positivamente na solução do problema ambiental apresentado; 
 O potencial do projeto para promover ou induzir outros projetos 
ambientais de interesse local ou regional; 
 O potencial do projeto como estímulo para a organização social e para 
a gestão ambiental integrada. 
6 - Local de realização e área de abrangência 
Caracterizar a área de abrangência do projeto e as principais 
características da população (demográficas, sócio-econômicas, sócio-políticas, 
ambientais e culturais); 
7-Instituições envolvidas no projeto 
Apresentar a instituição proponente: ano de fundação e histórico. 
Neste item, deve-se descrever também, caso haja, projetos já executados pela 
organização, que tenham relação ou não com o tema proposto, mas que sejam 
passíveis de se comprovar sua boa execução. Essa forma de comprovação pode 
ser o resultado alcançado (um vídeo ou folder), ou até mesmo um contato, 
com algum distrito, por exemplo, onde se possa confirmar a boa execução do 
projeto. Também neste item, deve-se justificar o porquê a instituição 
proponente se considera apta a executar o projeto. 
Apontar outras instituições públicas ou privadas envolvidas na 
execução do projeto, nos casos em que se aplique, apresentando-as, 
explicitando o papel de cada uma e justificando o motivo e a importância de 
sua participação. Deve ser apresentado documento ou declaração que 
comprove o comprometimento de cada instituição com o projeto. 
8-Equipe 
Relacionar a equipe principal do projeto, incluindo formação e/ou 
qualificação profissional (biólogo, engenheiro, agrônomo, assistente social, 
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133 
 
etc.), a função ou cargo (diretor, coordenador, educador, etc.) e a experiência 
profissional coerente com os objetivos e atividades principais do projeto. 
9-Metas 
Instrumento para identificar as etapas necessárias à obtenção dos 
resultados pretendidos. Devem ser: 
 Mensuráveis (refletir a quantidade a ser atingida). 
 Específicas (remeter-se a questões específicas, não genéricas). 
 Temporais (indicar prazo para sua realização). 
 Alcançáveis (serem factíveis, realizáveis). 
 Significativas (estabelecer correlação entre os resultados a serem 
obtidos e o problema a ser solucionado ou minimizado 
As Metas deverão ser desdobradas em Etapas, que, por sua vez, serão 
compostas por atividades. 
10-Atividades 
São as ações e os procedimentos necessários para a realização de cada 
Etapa, que, então,possibilitarão a concretização de cada Meta. 
11- Metodologia 
Deve-se apresentar, para cada atividade, uma descrição detalhada dos 
métodos. Os métodos representam o COMO cada atividade será realizada na 
prática. A metodologia explica, portanto, a forma como cada atividade será 
desenvolvida. Deve-se incluir os principais procedimentos, as técnicas e os 
instrumentos a serem empregados. 
Destacar outros aspectos metodológicos importantes, como a forma 
de atração ou de integração dos públicos atendidos; os locais de abordagem 
desses grupos ou de execução das atividades; a natureza e as principais 
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134 
 
funções dos agentes multiplicadores; os mecanismos de participação 
comunitária no projeto e outros (Carvalho& Leite, 2005). 
Não é obrigatória a descrição de todos esses itens. No entanto, é 
preciso que se descreva com precisão de que maneira o projeto será 
desenvolvido em cada atividade, ou seja, o COMO FAZER. 
12- Insumos ou recursos 
São os bens e serviços (recursos materiais e humanos) necessários à execução 
das atividades do projeto. 
13-Indicadores físicos para acompanhamento 
É necessário definir indicadores físicos de desempenho, mensuráveis, 
de modo que demonstrem evidências capazes de confirmar o atendimento as 
metas propostas. Para tanto, é necessário definir unidades de medida (como 
horas, m2, unidade, verba) e quantidade esperada para cada atividade. 
14- Cronograma de execução 
O cronograma de execução constitui instrumento essencial de 
planejamento, gestão e acompanhamento da implementação do projeto, por 
isso, deve ser elaborado com critério. 
Deve-se levar em consideração quando e em quanto tempo as 
atividades devem acontecer ao longo do projeto, agrupadas em etapas. A 
seguir, há um exemplo de como apresentam 
 Cronograma de execução. Os meses, os números de metas, etapas e 
atividades estão colocados de modo meramente ilustrativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ISCED CURSO: Gestão Ambiental - 4° Ano Disciplina/Módulo: Projectos em Gestão e Comunicação Ambiental 
 
135 
 
Exemplo de Cronograma de execução 
 
Meta 
 
Etapa 
 
Actividade 
 
Descrição 
Indicador físico Duração 
Unidade Quant. Inicio Termino 
1 
 1 
 1.1.1 Mês 1 Mês 2 
 1.1.2 Mês 2 Mês 4 
 1.1.3 Mês 3 Mês 4 
2 
 2.1 
 2.1.1 Mês 5 Mês 6 
 2.1.2 Mês 6 Mês 7 
2.2 
 2.2.1 
 2.2.2 
3 
 3.1 
 3.1.1 Mês 9 Mês 10 
 3.1.2 Mês 11 Mês 12 
 
Fonte: Camanguira, 2017 
15- Orçamento 
Deve-se questionar: quanto vai custar o projeto? Com o quê e quem 
(insumos - recursos materiais e humanos) o projeto precisa contar? 
Neste momento é possível identificar, dentre os insumos descritos 
(recursos materiais e humanos), o que pode ser fornecido pela instituição 
proponente e parceira (s). 
Recomendações para melhor gestao do projecto: 
 Ser rigoroso nas cotações, fornecendo sempre preços coerentes aos de 
mercado, tanto para a contratação de serviços de qualquer natureza 
quanto para a aquisição de bens; para o levantamento dos preços, fazer 
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136 
 
cotações em mais de um fornecedor, optando pela inclusão no 
orçamento do projeto do menor preço obtido; 
 Observar os valores-limite para gastos, referente a transporte, 
hospedagem e alimentação; 
 Expressar todos os valores em moeda nacional (MTs). 
16-Cronograma de desembolso 
De acordo com a necessidade de recursos para a execução do projeto 
ao longo do mesmo, baseado nas atividades e fases propostas, deve-se fazer 
um Cronograma dedesembolso, colocando de quanto em quanto tempo e em 
quais quantias o recurso solicitado deverá ser repassado, sendo este repasse 
feito em três parcelas. 
O estabelecimento do Cronograma de Desembolso deverá ter uma 
relação direta com os prazos e valores necessários para a implementação das 
atividades previstas no projeto. 
N.B = Não será admitida a inclusão, no orçamento, de valores referentes a despesas com a 
elaboração do projeto e com a administração do mesmo, como taxas deadministração ou de 
serviço. 
 
17 - Riscos 
Deve-se buscar identificar e indicar possíveis limitações ou obstáculos 
que possam comprometer a execução do projeto, afetando, por exemplo, 
exatidão do orçamento e do cronograma. Além disso, apontar possíveis 
estratégias para minimizá-los. 
 
4.2. Apresentação do projeto 
Nestes apontamentos, descreve-se algumas orientações para a 
apresentação de um projecto ou um trabalho acadêmico. Para Arrab (2011), 
prepare o conteúdo da apresentação: por mais que você conheça o conteúdo 
do seu trabalho e tenha segurança em comunicar-se em público, é necessário 
planejar a apresentação. Ela deverá respeitar o tempo de duração estabelecido 
pela instituição. O preparo para a apresentação demanda esforço na 
elaboração de um material adicional ao projecto que servirá como “base” ou 
“roteiro”. 
Encare o nervosismo e a ansiedade como uma condição natural. 
Mesmo o mais experiente palestrante fica nervoso ao ser submetido à uma 
avaliação. Caso ocorra algum erro durante a apresentação, não peça 
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137 
 
desculpas. Errar é humano.Respeite suas qualidades: Não existe um 
“estereótipo ideal” para comunicação. Todos têm características que podem 
ser exploradas como qualidades. Por exemplo, pessoas com voz retumbante 
podem sustentar argumentos com impostação vigorosa; já pessoas com voz 
baixa podem sustentar seus argumentos com impostação envolvente e 
reflexiva (Idem). 
Conheça o local: Recomendo que, sendo possível, visite dias antes o 
local (sala) onde será realizada a apresentação, mesmo que já seja conhecida. 
Avalie as condições de espaço e recursos disponíveis. E ainda, mesmo que a 
sua apresentação seja assistida por várias pessoas, sua fala deve ser dirigida 
especialmente aos avaliadore do projecto. 
Sequência para a apresentação: 
I- Cumprimente a banca e aos presentes: seja cortês no início, mas 
registe agradecimentos (se desejar) apenas quando concluída a 
apresentação, do contrário, o tempo empregado para cumprimentar e 
agradecer pode comprometer o tempo total disponível; 
 
II- Entrega de material adicional e/ou errata: na sequência, você pode 
entregar aos membros da banca avaliadores (um roteiro da apresentação, 
por exemplo) e/ou uma errata. Mas atenção, a errata deve apenas ser 
entregue. Não mencione verbalmente os erros identificados, nem tão 
pouco, explique as respectivas correções. Apenas entregue a errata e diga 
algo como “…ao realizar os estudos e preparativos para esta apresentação 
foram identificadas algumas incorreções no texto do projecto que, por 
meio desta errata, consideram-se supridas…”; 
 
III- Introdução: na sequência, dedique os minutos iniciais para explicitar 
claramente o objeto, os objetivos, a estrutura adotada no trabalho e outras 
questões metodológicas de relevo; 
 
IV- Conteúdo: evidêncie os aspectos de destaque de todo o trabalho. Não 
há dúvida que, para tanto, você vai exercitar seu poder de síntese. Não 
deixe de descrever conteúdos de cada capítulo, pois, do contrário, você 
poderá ser questionado sobre a importância do capítulo não abordado; 
 
V- Conclusão: recomenda-se retomar o problema a justificativa e as 
hipóteses de pesquisa, a fim de explicar, a partir dos estudos realizados, se 
as mesmas foram ou não confirmadas. 
De acordo com Passarelli (2010), assevera a existência das seguintes 
dicas para uma excelente apresentação: 
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138 
 
1) Fala - Geralmente, o tempo máximo de defesa não passa de 20 minutos. 
Apesar disto, não arrisque falar rapidamente, os avaliadores podem não 
entender alguma parte do discurso ou até mesmo causar confusão. Fale 
devagar, de forma clara e num tom de voz adequado, que não transpareça o 
nervosismo e que não seja preciso interromper para pedir que você fale mais 
alto. Seja firme. Fale com motivação e “Seja formal, use corretamente a língua 
portuguesa. Deixe gírias para outro momento” (Idem, p. 2). 
2) Postura - toda atenção deve estar no projeto, por isso manter uma postura 
neutra é o mais indicado. Gesticular excessivamente e andar de um lado para 
o outro da sala tira a atenção de quem assiste. Para que não isso não aconteça, 
ensaie e treine o corpo para o grande dia. Aproveite e faça exercícios apenas 
para os avaliadores, mas sim para a plateia. Outro ponto de gera dúvida é a 
roupa.Use peças formais com cores coringas, do tipo preto e branco. Outras 
cores podem ser adotadas, mas com sutileza. Lembre-se: o clima é de 
formalidade, portanto looks carregados devem ser deixados para comemorar 
a aprovação. Não se esqueça também de deixar o celular desligado para não 
ser interrompido com uma ligação inesperada. 
3) Saiba o que está falando - dominar o conteúdo é a principal arma para se 
dar bem em apresentações. “O melhor a fazer é observar os pontos fracos do 
trabalho e estudá-los. Com certeza os avaliadores irão questionar o que não 
está bem claro no projecto”, ensina o professor da UNESP (Universidade 
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Ernesto Vieira Neto. Se o trabalho 
for em grupo, é bom que todos estejam afiados. 
4) Justifique-se - Depois de ter lido o projeto de ponta a ponta você estará 
preparado para os comentários e questionamentos. Evite ser monossilábico, 
responda com firmeza. Justifique todas as ações tomadas para que não haja 
dúvidas que o caminho escolhido é o certo. “Uma apresentação só será boa se 
o apresentador conhecer a fundo o trabalho, do contrário terá dificuldade para 
defendê-lo”, afirma Passarelli (2010, p. 4). 
5) Slide - ao montar uma apresentação de slides, tenha bom gosto para não 
deixá-la poluída. O ideal é colocar apenas palavras-chave para conduzir a 
apresentação, recomenda Vieira Neto. “Não se deve ler. Slides são apenas um 
apoio para o apresentador.” Ilustrações são válidas, desde que tenham relação 
com o trabalho. 
 
Roteiro de apresentação 
Está na dúvida do que colocar nos slides? Antes de começar a escrevê-los, 
faça um roteiro. O modelo irá conduzir sua apresentação oral. 
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139 
 
 Introdução: mostre os caminhos que levaram à escolha do assunto 
central. Justifique o motivo da escolha do tema, o objetivo problema e 
justificativa do projecto. 
 Desenvolvimento: apresente o desenrolar do trabalho, a abordagem 
dada, as alterações feitas em curso. Uma boa opção é comentar 
rapidamente a abordagem dos capítulos do projecto. 
 Conclusão: retomada a ideia central e mostre o resultado e 
sustentabilidade do projecto. Feito isto, é de bom-tom agradecer as 
pessoas que ajudar no desenvolvimento do projeto e a atenção dada 
pela banca. 
 
A sugestão do roteiro para a apresentação em PowerPoint é a seguinte: 
 Título do projeto, equipe e coordenador (1 slide) 
 Resumo do projeto (1 slide): explicar resumidamente a motivação do 
projeto (problema a ser resolvido) e o que será proposto. 
 Estrutura da apresentação (1 slide): Fornecer a lista dos títulos das 
seções da apresentação. 
 Detalhar a motivação do projeto (2 a 4 slides). Explicar o problema que 
será resolvido e sua importância; 
 Comentar as propostas de projetos similares (1 a 3 slides). Indicar as 
vantagens e desvantagens de cada proposta, e os aspectos de execução 
mais importantes; 
 Explicar o trabalho a ser desenvolvido (3 a 6 slides). Mostrar o diagrama 
em blocos do projeto. Explicar resumidamente o que faz cada bloco; 
 Indicar aspectos funcionais e desempenho que o projeto deve atingir 
do ponto de vista do usuário final e do ambiente; 
 Apresentar o quadro resumo com a análise de riscos (1 slide); 
 Apresentar o cronograma (1 slide); 
 Apresentar a conclusão (1 slide). 
 
Sumário 
Nesta unidade, abordamos como orientar e apresentar um projecto, 
tendo em conta que é um documento que organiza idéias para se 
realizar um empreendimento, explicitando o motivo de realizá-lo, as 
etapas de trabalho, as atividades, os custos, as pessoas envolvidas e 
os prazos para se atingir determinados resultados. Um projeto tem 
objetivos claramente definidos, que somente serão atingidos pelo 
alcance pleno dos resultados esperados. 
 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVn8ubsarQAhVF7hoKHW5YC70QjRwIBw&url=https://twitter.com/bertaspaini/media&bvm=bv.138493631,d.ZGg&psig=AFQjCNHmnptONjxAKQuNgWYa1LVaRw_9gQ&ust=1479286271409070
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140 
 
Exercícios de Avaliação 
1. Uma das caracteristicas de um bom projeto: 
A. Questão a ser resolvida, identificada de forma clara e objetiva 
B. Objetivos e metas alcançáveis 
C. Coerência entre as metas e os objetivos propostos 
D. Todas as opcoes estao correctas 
 
2. Análise superficial da situação, gerando fragilidades na 
identificação do problema e na justificativa da necessidade do 
projeto, representa: 
A. Plano de monitoria 
B. Avaliação adequado de projecto 
C. Falta de colaroção 
D. Falhas mais comuns observadas nos projetos 
 
3. É aconselhável utilizar nomes curtos, de fácil compreensão e que 
reflitam a idéia central do projeto, para possibilitar que o título possa 
ser utilizado pelas pessoas envolvidas e em possíveis divulgações, no 
caso do projeto ser selecionado. 
A. Título 
B Justificativa 
C. Cronograma 
D. Problematização. 
 
4. _________É um resumo do projeto, dos problemas existentes, do 
que se pretende realizar para solucioná-los. 
A. Comunicação 
B. Roteio de um projecto 
C. Apresentação 
D. Todas as opcoes estao correctas 
 
5. Os Objetivos devem ser redigidos utilizando verbos no infinitivo, 
como forma de: 
A. Caracterizar ações que são propostas pelo projeto 
B. Temporais (indicar prazo para sua realização) 
C. Alcançáveis (serem factíveis, realizáveis). 
D. Todas opções estão correctas. 
 
6. Justificativa deverá responder à seguinte pergunta: “Por que 
executar o projeto?”. Deve-se ressaltar os seguintes aspectos: 
A. A relevância do projeto, sua efetiva capacidade de contribuir 
positivamente na solução do problema ambiental apresentado 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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141 
 
B. O potencial do projeto para promover ou induzir outros projetos 
ambientais de interesse local ou regional. 
C. O potencial do projeto como estímulo para a organização social e 
para a gestão ambiental integrada. 
D. Todas opções estão correctas. 
 
7. No item, referente a instituição envolvida no projecto, deve-se 
justificar o porquê: 
A. A instituição proponente preocupa-se com questões ambientais 
B. A instituição proponente se considera apta a executar o projeto 
C. Comentar as propostas de projetos similares 
D. Todas opções estão correctas. 
 
8. Metas é instrumento para identificar as etapas necessárias à 
obtenção dos resultados pretendidos. Devem ser: 
A. Fácil comprensao por todos os envolvidos 
B. Alcançáveis (serem factíveis, realizáveis). 
C. Orientação do projecto 
D. Ser exequiveis 
 
9. Os métodos representam o como cada atividade será realizada na 
prática. A metodologia explica, portanto, a forma como cada 
atividade será desenvolvida. Para isso, deve-se incluir: 
 A. Os principais procedimentos 
B. As técnicas 
C. Os instrumentos a serem empregados 
D. Todas opções estão correctas. 
 
10. Para Arrab (2011), prepare o conteúdo da apresentação: por mais 
que você conheça o conteúdo do seu trabalho e tenha segurança em 
comunicar-se em público, é necessário planejar a apresentação. Ela 
deverá respeitar o tempo de duração estabelecido pela instituição. 
A. Detalhar a motivação do projeto 
B. O preparo para a apresentação demanda esforço na elaboração de 
um material adicional ao projecto que servirá como “base” ou 
“roteiro”. 
C. Saiba o que está falando 
D. Apresentaro quadro resumo com a análise de riscos 
 
 Correcção: 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
D D A C A D A B D B 
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142 
 
 
 
Exercícios de Avaliação [15 (questões)] 
EXERCÍCIOS FECHADOS, abrangendo todos os temas do módulo 
 
1. Um crescente aumento das estruturas econômicas do mundo 
ocidental foi profundamente alterado pela revolução industrial, no 
século: 
A. Século XVII B. Século XVIII C. XIX D. Século XX. 
 
2. As empresas deveriam investir em uma gestão socioambiental 
eficiente, sobretudo nos estímulos externos: 
A. As certificações ambientais 
B. Necessidade de inovação 
C. Aumento da responsabilidade social 
D. Imagem do produto e da empresa. 
 
3. A Série ISO:14.000 trata-se de um grupo de normas que fornece 
ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão 
Ambiental, abrangendo: 
A. Seis áreas bem definidas 
B. Duas áreas bem definidas 
C. Quatro áreas bem definidas 
D. Oito áreas bem definidas 
 
4-O EIA propõe quatro pontos básicos, primeiramente para que 
depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica: 
A. Formulação de políticas e planos e ambientalmente sustentáveis; 
B. Decisão que integra aspectos ambientais e de desenvolvimento; 
C. Primeira fase do trabalho é desencadeado o processo de Educação 
Ambiental; 
D. Compreender o ambiente afetado como um todo, e qual ambiente 
(bio-geofísico e/ou sócio-econômico) será modificado pela acção 
 
5- O valor económico dos recursos naturais geralmente não é 
observavel no mercado através de preços que reflitam seus custos de 
oportunidade: 
A. Analise custo-beneficio; 
B. Valor de uso direto; 
C. Analise custo-utilidade; 
https://www.google.co.mz/imgres?imgurl=http://preg.sites.ufms.br/files/2014/11/metodoavaliacao.jpg&imgrefurl=http://preg.sites.ufms.br/avaliacao-de-cursos/&docid=E3ddK3jYLDgbvM&tbnid=CjCfb-AkqRndYM:&vet=1&w=570&h=347&bih=551&biw=1138&ved=0ahUKEwiOveGKo6rQAhVIB8AKHf8rBjsQMwg9KA0wDQ&iact=mrc&uact=8
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143 
 
D. Custos marginais nos projectos socioambientais 
 
6- Faca a correspondencias dos seguintes conjuntos de processo com 
os respectivos elementos: 
Conjunto de processos de projecto Elementos 
1- Gerenciamento do custo do 
projeto 
A- Planejar a qualidade 
2- Gerenciamento da qualidade 
do projeto 
B-Mobilizar a equipe do 
projeto 
 
3- Gerenciamento dos re-cursos 
humanos do projeto 
 
C- Estimar os custos 
 
7- Tenha em atenção a diferença existente entre importância de um 
projecto, que geralmente se mede pelo grau: 
A. Consumidores ou stakholder 
B. Colaboração ou participação 
C. Fornecedores 
D. Todas as opções estão correctas 
 
8-Para Consalter (2007), cada projeto detém características 
singulares, fica fácil afirmar que as publicações que tratam sobre o 
assunto não devem ser consideradas: 
A. Livres de receitas 
B. Dogma 
C. Livre escolha 
D. Taxativo 
 
9. A avaliação deve ser planejada na fase de sua elaboração e ser 
realizada continuamente ao longo de sua execução, permitindo a 
verificação da concretização parcial ou total dos objetivos, o 
levantamento de acertos ou dificuldades, possibilitando o 
replanejamento das ações, que consiste nas seguintes etapas: 
A. Monitoramento, 
B. Gerência 
C. Aplição 
D. Patrocínio 
 
10. Em Moçambique, Recursos públicos são, entendidos como os 
originários de órgãos do Governo e de governos internacionais. 
Exemplos de modalidades: 
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144 
 
A. Xitique 
B. Linhas de crédito: 
C. Crédito distrital 
D. Todas opções estão correctas 
 
11- Na Etapa 3: Configurar o calendário do projeto pressupõe: 
A. Definir os dias de trabalho para todos no projeto 
B. Adicionar feriados e dias de férias 
C. Criar um calendário para apenas uma tarefa 
D. Todas opções estão correctas. 
 
12. A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de 
seus projetos, caracteriza-se 
A. Definir o comprimento da duração da tarefa; 
B. Gestão baseada em resultados 
C. Importar dados do Excel para o Projecto 
D. Lesativar uma tarefa em vez de excluí-la. 
 
13 Na Etapa 3: Configurar o calendário do projeto pressupõe: 
A. Definir os dias de trabalho para todos no projeto 
B. Adicionar feriados e dias de férias 
C. Criar um calendário para apenas uma tarefa 
D. Todas opções estão correctas. 
 
14. A utilização de metodologia do marco lógico para a elaboração de 
seus projetos, caracteriza-se 
A. Definir o comprimento da duração da tarefa; 
B. Gestão baseada em resultados 
C. Importar dados do Excel para o Projecto 
D. Desativar uma tarefa em vez de excluí-la 
 
15. Dentro do nível estratégico, no qual as empresas devem instituir 
um processo de comunicação ambiental, Dubach (2000) propõe que 
os factores sejam divididos em dois grandes pilares: 
A. Diagnóstico 
B. Meio de promoção 
C. Identificação e avaliação 
D. Comunicação com potenciais 
 
 
 
 
 
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145 
 
 
Correcção: 
 
*** 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 
C A A D D *** B A A B C B D B C 
1 2 3 
C A B 
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146 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
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BARBI, F. C. (2017). Análise dos Stakeholders. Rio de Janeio: PMP. 
 
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