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O SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO E A MEDULA ADRENAL capítulo 61 Guyton

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Autônomos Cardiovasculares: 
Vários reflexos do sistema cardiovascular ajudam a controlar a pressão do sangue arterial e a frequência cardíaca. 
Um deles é o reflexo barorreceptor, junto com outros reflexos cardiovasculares. Resumidamente, receptores de 
estiramento, chamados barorreceptores, se localizam nas paredes de várias artérias principais, incluindo 
especialmente as artérias carótidas internas e o arco da aorta. Quando são estirados pela alta da pressão, sinais 
são transmitidos ao tronco cerebral, onde inibem os impulsos simpáticos para o coração e para os vasos 
sanguíneos e excitam os parassimpáticos; isso permite que a pressão arterial caia de volta ao normal. 
 Reflexos Autônomos Gastrointestinais: 
A parte mais superior do trato gastrointestinal e o reto são controlados, principalmente, por reflexos autônomos. 
Por exemplo, o cheiro de comida saborosa ou a presença de comida na boca iniciam sinais da boca e do nariz para 
os núcleos vagais, glossofaríngeos e salivatórios do tronco cerebral. Esses núcleos por sua vez transmitem sinais 
pelos nervos parassimpáticos para as glândulas secretoras da boca e do estômago, causando a secreção de 
fluidos digestivos às vezes antes mesmo que a comida entre na boca. Quando o material fecal preenche o reto, na 
outra ponta do trato digestivo, impulsos sensoriais, iniciados pelo estiramento do reto, são transmitidos à porção 
sacral da medula espinal, e o sinal de reflexo é transmitido de volta pelos parassimpáticos sacrais até as partes 
distais do cólon; esses sinais provocando fortes contrações peristálticas que ocasionam a defecação. 
 Outros Reflexos Autônomos: 
O esvaziamento da bexiga é controlado da mesma forma que o esvaziamento do reto; o estiramento da bexiga 
transmite impulsos à medula espinal sacra e esta, por sua vez, causa a contração reflexa da bexiga e o 
relaxamento dos esfíncteres urinários promovendo dessa forma a micção. Importantes também são os reflexos 
sexuais, iniciados tanto por estímulos psíquicos, vindo do encéfalo, como por estímulos dos órgãos sexuais. 
Impulsos dessas duas fontes convergem na medula espinal sacral e no homem, resultam primeiro na ereção em 
grande parte função parassimpática e depois, na ejaculação, função parcialmente simpática. 
 
ESTIMULAÇÃO DE ÓRGÃOS DISCRETOS EM ALGUMAS CIRCUNSTÂNCIAS E ESTIMULAÇÃO EM MASSA EM OUTRAS 
CIRCUNSTÂNCIAS PELOS SISTEMAS SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO 
 
 O Sistema Simpático às Vezes Responde por Descarga em Massa: 
Em algumas circunstâncias, quase todas as porções do sistema nervoso simpático descarregam simultaneamente como 
unidade completa, fenômeno chamado descarga de massa. Isso ocorre com frequência quando o hipotálamo é ativado 
por medo ou terror, ou por dor intensa. O resultado é a reação disseminada por todo o corpo chamada resposta de 
alarme ou de estresse, que discutiremos resumidamente. Em outras ocasiões, a ativação ocorre em porções isoladas do 
sistema nervoso simpático. 
Exemplos importantes são: 
1. Durante o processo da regulação de calor, os simpáticos controlam a sudorese e o fluxo sanguíneo na pele, sem afetar 
os outros órgãos inervados pelos simpáticos. 
2. Muitos “reflexos locais” envolvem fibras aferentes sensoriais que trafegam pelos nervos periféricos, em direção aos 
gânglios simpáticos e à medula espinal, e causam respostas reflexas muito localizadas. Por exemplo, o aquecimento de 
área da pele provoca vasodilatação local e sudorese aumentada nesse mesmo local, enquanto o resfriamento causa 
efeitos opostos. 
3. Muitos dos reflexos simpáticos que controlam funções gastrointestinais operam por vias neurais que não entram na 
medula espinal simplesmente passando do trato digestivo até os gânglios paravertebrais, e, depois, de volta ao trato 
digestivo pelos nervos simpáticos para controlar a atividade motora ou secretora. 
 
 O Sistema Parassimpático, Usualmente, Causa Respostas Localizadas Específicas: 
As funções controladas pelo sistema parassimpático são, com frequência, muito específicas. Por exemplo, os reflexos 
cardiovasculares parassimpáticos, em geral, só agem no coração para aumentar ou diminuir sua frequência de 
batimentos. De forma semelhante, outros reflexos parassimpáticos causam secreção principalmente pelas glândulas da 
boca, e em outras ocasiões, de modo majoritário pelas glândulas do estômago. Por fim, o reflexo de esvaziamento retal 
não afeta outras partes do intestino de modo significativo. 
Mesmo assim, muitas vezes há associação entre funções parassimpáticas intimamente conectadas. Por exemplo, embora 
a secreção salivar possa ocorrer, independentemente da secreção gástrica, essas duas muitas vezes também acontecem 
juntas, e a secreção pancreática também ocorre com frequência no mesmo momento. O reflexo de esvaziamento retal 
também muitas vezes inicia o reflexo de esvaziamento vesical, resultando no esvaziamento simultâneo da bexiga e do 
reto. Por sua vez, o reflexo de esvaziamento vesical pode ajudar a iniciar o esvaziamento retal. 
 
RESPOSTA DE “ALARME” OU “ESTRESSE” DO SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO 
 
Quando grandes porções do sistema nervoso simpático descarregam ao mesmo tempo — isto é, por descarga em massa 
— isto aumenta de muitas formas a capacidade do organismo exercer atividade muscular vigorosa, como se resume na 
lista seguinte: 
1. Pressão arterial elevada. 
2. Fluxo sanguíneo para os músculos ativos aumentado e, ao mesmo tempo, fluxo sanguíneo diminuído para os órgãos 
não necessários para a rápida atividade motora, tais como o trato gastrointestinal e os rins. 
3. O metabolismo celular aumentado no corpo todo. 
4. Concentração de glicose no sangue aumentada. 
5. Glicólise aumentada no fígado e no músculo. 
6. Força muscular aumentada. 
7. Atividade mental aumentada. 
8. Velocidade/intensidade da coagulação sanguínea elevada. 
A soma desses efeitos permite à pessoa exercer atividade física com muito mais energia do que seria possível de outra 
forma. Como o estresse mental ou físico pode excitar o sistema simpático, muitas vezes se diz que a finalidade do sistema 
simpático é a de fornecer a ativação extra do corpo nos estados de estresse, que é chamado resposta ao estresse 
simpática. 
O sistema simpático é ativado de forma especialmente forte em muitos estados emocionais. Por exemplo, no estado de 
raiva suscitado, em grande parte, pela estimulação do hipotálamo sinais são transmitidos pela formação reticular do 
tronco cerebral para a medula espinal, causando descarga simpática maciça; a maioria dos efeitos simpáticos 
mencionados se segue imediatamente. Isso é chamado reação de alarme simpática. Também é chamado reação de luta 
ou fuga porque o animal, nesse estado, decide quase instantaneamente se é para parar e lutar ou para fugir. Em ambos 
os casos, a reação de alarme simpática torna as atividades subsequentes do animal mais vigorosas. 
 
CONTROLE BULBAR, PONTINO E MESENCEFÁLICO DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 
 
Muitas áreas da formação reticular no tronco cerebral e, ao longo do trato solitário do bulbo, da ponte e do mesencéfalo, 
bem como em muitos núcleos especiais, controlam funções autônomas diferentes, tais como a pressão arterial, a 
frequência cardíaca, a secreção glandular no trato 
gastrointestinal, o peristaltismo gastrointestinal e o grau de 
contração da bexiga. Alguns dos fatores mais importantes 
controlados pelo tronco cerebral são a pressão arterial, a 
frequência cardíaca e a frequência respiratória. De fato, a 
transecção do tronco cerebral acima do nível médio-pontino 
permite ao controle basal da pressão arterial continuar como 
antes, mas impede sua modulação pelos centros nervosos 
superiores, como o hipotálamo. Por sua vez, a transecção, 
imediatamente abaixo do bulbo, faz com que a pressão arterial 
caia para menos da metade do normal. 
Os centros bulbares e pontinos para a regulação da respiração 
estão intimamente associados aos centros regulatórios 
cardiovasculares, no tronco cerebral. Embora a regulação da 
respiração não seja considerada uma função