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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO NORTE DE MINAS GERAIS CURSO TÉCNICO EM BIOTECNOLOGIA MICHELE GERALDA MARQUES DA CRUZ ESTUDO DIRIGIDO Estudo Dirigido, apresentado ao curso Técnico em Biotecnologia como parte dos pré-requisitos exigidos para aprovação na disciplina de Biossegurança, Instrumentação e Controle de Bioprocessos. Docentes: André Silva de Oliveira e Ana Flávia Costa da Silveira Oliva Serro 2022 ESTUDO DIRIGIDO 1. Com a atual pandemia, a preocupação com a biossegurança vai além dos laboratórios ou ambientes hospitalares avançando para todos os ambientes. Os primeiros parágrafos do artigo (disponível em https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt) tratam de uma definição. Baseado nestas informações defina "biossegurança" de forma mais abrangente considerando o contexto atual. Define-se como Biossegurança o conjunto de ações destinadas a prevenir, minimizar e eliminar os riscos inerentes às atividades que de alguma forma possam comprometer a saúde do homem, dos animais, o meio ambiente e/ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. 2. Em relação ao artigo disponível em https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt quais são os eventos marcantes para a biossegurança ocorridos na década de 70, 80 e 90? A biossegurança foi marcada por diversos eventos históricos que contribuíram para a construção do conceito e estruturação da área. Década de 70 1973 – Realização da primeira experiência utilizando técnicas de engenharia genética: transferência e expressão do gene da insulina para a bactéria Escherichia coli). 1974 – Conferência de Asilomar: discussão de questões relacionadas aos riscos das técnicas de engenharia genética e sobre a segurança dos espaços laboratoriais. Década de 80 1980 – Definição da biossegurança e classificação dos riscos: a Organização Mundial da Saúde definiu a biossegurança como práticas de prevenção para o trabalho em laboratório com agentes patogênicos e classificou os riscos como biológicos, químicos, físicos, radioativos e ergonômicos. https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt Década de 90 1991 – Inclusão de temas: foram incluídos temas como ética em pesquisa, meio ambiente, animais e processos envolvendo tecnologia de DNA recombinante em programas de biossegurança. 1995 – Criação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio): criada para estabelecer normas às atividades que envolvam construção, cultivo, manipulação, uso, transporte, armazenamento, comercialização, consumo, liberação e descarte relacionados a OGMs em todo o território brasileiro. 3. Os agentes biológicos que afetam o homem, os animais e as plantas foram classificados pelo Ministério da Saúde por meio da Comissão de Biossegurança em Saúde (CBS). Defina resumidamente as 4 classes de risco relacionando os níveis de biossegurança necessários para os laboratórios trabalharem com cada classe. Se necessário, consulte o artigo disponível em https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt. Classe de risco 1 (baixo risco individual e para a coletividade): inclui os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças em pessoas ou animais adultos sadios. Classe de risco 2 (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado, e para os quais existem medidas terapêuticas e profiláticas eficazes. Exemplo: Schistosoma mansoni. Classe de risco 3 (alto risco individual e moderado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão por via respiratória e que causam patologias humanas ou animais, potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas de tratamento e/ou de prevenção. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa. Exemplo: Bacillus anthracis. https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt Classe de risco 4 (alto risco individual e para a comunidade): inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade por via respiratória ou de transmissão desconhecida. Até o momento não há nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz contra infecções ocasionadas por estes. Causam doenças humanas e animais de alta gravidade, com alta capacidade de disseminação na comunidade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente os vírus. Exemplo: Vírus Ebola. 4. Em relação à tabela 5 (disponível em https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt), quais dessas boas práticas você acredita serem as mais negligenciadas? Comente. Na minha concepção as boas páticas mais negligenciadas são: - Uso de EPIs como luvas, jaleco, calçado fechado, óculos, máscaras, touca, entre outros, adequados a cada procedimento; - Profissionais não devem usar maquiagem; - Profissionais devem ter atenção especial à lavagem das mãos, cuidados com unhas, cabelos, barba e roupas, a fim de evitar contaminações cruzadas; - Mãos enluvadas não devem tocar áreas limpas, tais como teclados, telefones e maçanetas; - Os trabalhadores devem ser devidamente treinados e informados; - Os frascos devem conter rótulos com as informações principais do seu conteúdo; - O descarte do material perfuro cortante deve ser realizado em recipiente de paredes rígidas, com tampa e devidamente identificado e - A bancada de trabalho deve ser descontaminada ao final de cada turno de trabalho e sempre que ocorrer derramamento de agente biológico. Dentre os principais motivos para o negligenciamento e/ou descumprimento das boas práticas pode se destacar a defasagem no sistema de treinamento da equipe, onde muita das vezes não ocorrem e/ou não são realizados com a devida periodicidade, ou as formas de repassar o conhecimento acabam não atingindo de maneira eficaz o público alvo. Inclui-se também em alguns casos a indisciplina, falta de responsabilidade, comprometimento e atenção por parte dos profissionais, muitos são desatentos e acabam esquecendo e por tanto negligenciando medidas fundamentais de boas práticas. O descumprimento pode ser em função também da falta de insumos, como no caso dos EPIs. https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt 5. Em relação à OGMs, quais são os fatores que trazem maior preocupação em relação a Biossegurança? Se necessário, consulte https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt. Dentre os fatores que trazem maior preocupação pode-se citar: - Liberação dos OGMs no meio ambiente e a possível transferência do novo gene inserido, chamado transgene, e sua expressão em outras espécies: a adição de um novo genótipo numa comunidade de plantas pode proporcionar vários efeitos indesejáveis, como o deslocamento ou eliminação de espécies não domesticadas, a exposição de espécies a novos patógenos ou agentes tóxicos, a erosão da diversidade genética e a interrupção da reciclagem de nutrientes e energia. - Ameaça a espécie humana: relacionada ao consumo de alimentos provenientes de plantas transgênicas e as consequências podem ir desde manifestações de hipersensibilidade alérgica a reações metabólicas anormais. Ex: a maioria das plantas transgênicas de primeira geração contem genes de resistência a antibióticos, podendo resultar na transferência de tais genes para bactérias humanas, que poderão adquirir a característica de resistência ao antibiótico.6. Consulte o artigo disponível em https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html e responda: Que relação há entre RSS e Conama, ABNT e Anvisa? O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) são órgãos responsáveis por orientar, definir regras e regular a conduta dos diferentes agentes que geram Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). 7. Consulte o artigo disponível em https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html e responda: Como foi feita a avaliação da gestão dos RSS no Hospital de Emergência de Macapá? O gerenciamento envolve ações práticas e operacionais, que constituem o manejo dos RSS. Para a avaliação foi utilizado um roteiro construído com base na RDC ANVISA n° 306/2004 que permitiu a observação das estruturas existentes, bem como o cotidiano da atividade de manejo interno. Foram https://www.scielo.br/j/aib/a/hqt8HGY9DP6zrbSFCKRz4jt/?lang=pt https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html realizadas ainda observações dos locais de geração, trajeto e dos procedimentos adotados no manuseio dos resíduos; bem como estudo gravimétrico que possibilitou a caracterização da composição dos RSS, assim como a quantidade dos resíduos em função do local de geração e estabelecendo o seu percentual em relação ao peso total. 8. Consulte o artigo disponível em https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html e responda: No que consisti a Gravimetria dos resíduos dos serviços de saúde? A gravimetria dos RSS consiste na caracterização física do resíduo e leva em consideração a composição e a quantidade dos RSS, refletindo o percentual de presença de determinado resíduo em relação ao peso total dos RSS analisados. 9. Consulte o artigo disponível em https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html e responda: Em relação aos resultados referentes à gestão de RSS: Quais você achou mais sério? Qual dos problemas seria mais fácil de resolver? Qual seria o mais difícil? Dentre os resultados apresentados os que achei mais sérios foram: a necessidade de adequações na estrutura física do depósito externo de RSS (salientando que essa necessidade é reconhecida); não execução de suas atribuições no manejo integrado dos RSS por parte dos gestores; não atualização do PGRSS e desconsideração do mesmo como instrumento condutor da gestão dos RSS ; inexistência de procedimentos operacionais padronizados, ações de monitoramento e de procedimentos para emergências e situações de contingências; e a exclusão dos geradores do processo de construção dos editais dos contratos firmados, dificultando a fiscalização das atividades e deixando a equipe sem saber de quem cobrar. Neste contexto e considerando o fato de que os RSS apresentam características potenciais de patogenicidade e toxicidade, estes demandam gerenciamento adequado. Os problemas relatados acima comprometem por tanto a eficiência da gestão dos RSS, uma vez que, está ligada ao manejo destes. A https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html inadequada destinação final dos RSS traz riscos eminentes ao meio ambiente (contaminação do solo, água e ar), assim como riscos a saúde pública. Salienta-se ainda que, a não atualização e desconsideração do PGRSS aumentam as chances de possíveis acidentes de trabalho, assim como a não conformidade do estabelecimento com às normas pertinentes. Dentre todos os problemas apresentados pelo o artigo consultado, creio que o conhecimento superficial da legislação; a capacitação sobre a temática; elaboração de POPs, ações de monitoramento e de procedimentos de emergência; e a atualização do PGRSS são relativamente mais fáceis de resolver, visto que dependem da tomada de decisão e implementação por parte dos gestores. É necessário que a temática seja incorporada no ambiente de trabalho, de forma teórica e vivenciada na prática, conforme os profissionais envolvidos no manejo dos RSS identificam os riscos aos quais estão expostos, os mesmos passarão a ter mais atenção na execução das atividades, diminuindo as chances de acidentes de trabalho e colaborando para o adequado manejo dos RSS. Acredito que com diálogo, cumprimento das normas referentes ao gerenciamento dos RSS e a implementação efetiva destas por parte dos gestores, os problemas apontados poderão ser resolvidos e caminhar para futuras e devidas adequações. No meu ponto de vista não teve um ou outro problema que diante da realidade exposta seria o mais difícil a ser resolvido. 10. Consulte o artigo disponível em https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html e responda: Sobre os resultados do estudo gravimétrico, o que chamou mais a sua atenção? Como tais problemas poderiam ser evitados? Os resultados que mais me chamaram atenção foram: - Inadequação do local de armazenamento externo dos RSS; - Segregação deficiente; - Manejo inadequado dos RSS pelo pessoal da limpeza; - Os sacos brancos utilizados para o acondicionamento dos resíduos do grupo A não atendem a norma técnica NBR 9191 quanto à leitosidade e capacidade de acondicionamento, pois são finos e de fácil ruptura; https://www.scielo.br/j/esa/a/pnPfP8kGZ97KCKzDDP9qdJJ/abstract/?lang=pt&format=html - A maioria dos contentores não atende às recomendações da legislação, especialmente por não possuir tampa acionada por pedais e pela falta de identificação; - Não há fornecimento de caixas apropriadas para o descarte de perfurocortantes em quantidade suficiente, sendo disponibilizadas caixas comuns reaproveitadas para tal fim. Esses problemas poderiam ser evitados com ações no sentido de adequação às normas técnicas vigentes, adequação da infraestrutura, capacitação dos profissionais e efetiva participação destes no gerenciamento dos RSS.