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Apostila Experimental II 2020-1 (1)

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0 
 
 
 
 
 
Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia 
 
UNIDADE CURRICULAR: ICT 1325 
 
 
 
 
 
 
1º semestre de 2020 
 
 
APOSTILA DE QUÍMICA 
EXPERIMENTAL II 
1 
 
CONTEÚDO 
 
EXPERIMENTO 1 - SOLUBILIDADE E SOLUÇÃO SUPERSATURADA ........................................................... 2 
EXPERIMENTO 2- DETERMINAÇÃO DAS CURVAS DE SOLUBILIDADE DE KCl e CuSO4.5H2O ................... 6 
EXPERIMENTO 3- PREPARO DE SOLUÇÕES A PARTIR DE REAGENTES SÓLIDOS E LÍQUIDOS .................. 9 
EXPERIMENTO 4 - PADRONIZAÇAO DE UMA SOLUÇÃO DE NaOH ........................................................ 14 
EXPERIMENTO 5 - PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE HCl............................................................ 18 
EXPERIMENTO 6 - SÍNTESE DE BIODIESEL POR MEIO DA REAÇÃO DE TRANSESTERIFICAÇÃO.............. 22 
EXPERIMENTO 7 - CINÉTICA- VELOCIDADE DA REAÇÃO ENTRE PERMANGANATO DE POTÁSSIO COM O 
ÍON OXALATO EM MEIO ÁCIDO ............................................................................................................ 26 
EXPERIMENTO 8- EQUILÍBRIO QUÍMICO – PRINCÍPIO DE LE CHATELIER .............................................. 30 
EXPERIMENTO 9- MEDIDAS DE pH E SOLUÇÃO-TAMPÃO..................................................................... 34 
EXPERIMENTO 10 - REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO .................................................................................. 38 
 
2 
 
EXPERIMENTO 1 – SOLUBILIDADE E SOLUÇÃO SUPERSATURADA 
 
1. Princípios básicos 
 
 Experiências nos têm mostrado que as substâncias em geral variam seu comportamento quanto à 
solubilidade em diferentes solventes. Por exemplo, o Naftaleno (C10H8) dissolve-se facilmente em 
gasolina, que é uma mistura de hidrocarbonetos; é menos solúvel em Etanol (C2H5OH), cujas moléculas 
apresentam cadeia carbônica curta, com um grupo hidroxila; e é também é praticamente insolúvel em 
água. Por outro lado o ácido bórico (H3BO3) é moderadamente solúvel em água e álcool, mas insolúvel 
em gasolina. 
O que explicaria estas diferenças de comportamento? A resposta encontra-se num exame 
cuidadoso das alterações estruturais que ocorrem durante o processo de dissolução, além das forças que 
atuam entre as partículas do soluto e do solvente. Este novo ambiente, onde predomina quantitativamente 
o solvente, é que explicará a solubilidade de uma substância naquele solvente. 
 A razão pela qual tais substâncias como a gasolina ou o naftaleno não se dissolvem em água é 
que, em solução, suas moléculas não formariam Ligações de Hidrogênio com a água. Por outro lado, o 
naftaleno dissolve-se facilmente em gasolina, pois ambos são apolares e experimentam apenas forças de 
London, relativamente fracas. Assim a intensidade das forças atrativas entre pares de moléculas de 
naftaleno e entre pares de moléculas de hidrocarbonetos que compõe a gasolina são praticamente de 
mesma intensidade. Isto explica a solubilidade entre as duas substâncias, e no caso, como são líquidos 
utiliza-se o termo “miscíveis”. 
 O ácido bórico é solúvel em água porque a ruptura das Ligações de Hidrogênio entre as 
moléculas de água é compensada pela formação de outras Ligações de Hidrogênio fortes entre as 
moléculas de água e os grupos (-OH) do ácido bórico. Desta forma, nota-se que substâncias tendem a 
dissolver-se em solventes quimicamente semelhantes, devido à proximidade de intensidade das forças 
intermoleculares. Geralmente, a eficiência do processo de dissolução envolve a quebra de interações 
intermoleculares e/ou de dissociação (quebra de ligações). 
 Os fragmentos resultantes, se eletricamente carregados, movem-se em solução conduzindo 
corrente elétrica, o que pode ser utilizado como medida de condutividade elétrica da solução. 
Dependendo da intensidade desta condutividade, pode-se determinar o grau de dissociação da espécie em 
solução. Conforme o comportamento desta solução, classificamos as substâncias em: 
a) Eletrólitos: conduzem corrente elétrica em solução. O processo de formação de partículas condutoras 
de eletricidade, íons, pode ocorrer através de dissociação; os íons podem existir antes do processo de 
dissolução e seriam separados apenas pela intensidade das forças soluto-solvente. Outro processo é a 
ionização, resultante das interações soluto-solvente de uma substância não iônica com o solvente, levando 
à ionização e separação das partículas eletricamente carregadas. Vejamos os exemplos: 
3 
 
 
NaCl(s) + H2O  Na
+
(aq) + Cl
-
(aq) (dissociação) 
 
HCl(g) + H2O  H
+
(aq) + Cl
-
(aq) (ionização) 
 
b) Não eletrólitos: não conduzem corrente elétrica em solução, em função da natureza das partículas 
geradas pelo processo de dissolução. 
No que diz respeito á uma solução supersaturada, tanto a precipitação como a cristalização 
descrevem a separação de excesso de soluto de uma solução supersaturada. No entanto, os sólidos 
formados por esses processos diferem, cada um, na sua aparência. Geralmente, pensa-se em precipitados 
como constituídos por pequenas partículas, enquanto os cristais podem ser grandes e bem formados. 
 
2. Objetivos específicos 
Verificar a variação de solubilidade em função da natureza do soluto e do solvente e estudar as 
propriedades de soluções supersaturadas. 
 
3. Materiais necessários 
 
3.1 Reagentes 
- cloreto de sódio - sulfato de potássio 
- carbonato de cálcio - açúcar (sacarose) 
- clorofórmio - iodo sólido 
- éter etílico - acetato de sódio 
- hexano - etanol 
 
3.2 Materiais por grupo 
- pipeta graduada de 5 mL - bastão de vidro 
- 15 tubos de ensaio (Secos) - bico de Bunsen 
- papel de pesagem - pinça de madeira 
- estante para tubos de ensaio - pipetador 
- vidro de relógio -balança analítica* 
 
*Equipamento de uso geral. 
 
4. Procedimento experimental 
 
Procedimento A: Variação da solubilidade de diferentes solutos em água 
 Colocar 0,3g de cada um dos solutos citados na tabela, em tubos de ensaio separados, e adicionar 
cerca de 2 mL de água destilada. Agitar e observar a solubilidade de cada soluto (solúvel ou insolúvel). 
Adicionar mais 2 mL de água em cada tubo, agitar novamente e comparar as solubilidades. 
 
Tabela 1: Solubilidade de solutos em água. 
Solutos sólidos NaCl K2SO4 CaCO3 Açúcar 
(C12H22O11) 
2 mL de H2O destilada 
+ 2 mL de H2O destilada 
 
 
Procedimento B: Variação da solubilidade de diferentes solutos em diferentes solventes 
 
Atenção: Os solventes orgânicos devem ser manipulados somente no interior da capela e os resíduos 
descartados adequadamente!! 
 
Colocar uma ponta de espátula (quantidade mínima possível) de cloreto de sódio em cinco tubos 
de ensaio, contendo cerca de 3 mL de água destilada, álcool etílico,clorofórmio, éter etílico e hexano, 
respectivamente. Agitar e observar a solubilidade em cada caso. Repetir o procedimento, utilizando alguns 
cristais de iodo. 
 
Tabela 2: Solubilidade de solutos em diferentes solventes. 
Soluto/ 
Solvente H2O C2H5OH CHCl3 (CH3CH2)2O C6H14 
NaCl(s) 
I2(s) 
 
Procedimento C: Solução supersaturada 
- A solubilidade do acetato de sódio CH3COONa em água é de 2500 gramas por litro de água a 100°C. 
- Calcule a massa de acetato de sódio que pode ser dissolvida em 1mL de água a 100°C. 
- Pese essa massa e transfira para um tubo de ensaio. 
- Adicione 1mL de água destilada com pipeta e agite para dissolver o soluto. 
 
5 
 
- Avalie a temperatura do tubo com a mão. 
- Aqueça o tubo na chama do bico de Bunsen até a dissolução total do soluto. Cuidado no aquecimento do 
tubo na chama. Não manter o tubo na chama por tempos prolongados (mais de 1s). 
- Deixe resfriar no suporte até a temperatura ambiente e anotar as observações. 
- Introduzir um pequeno cristal de acetato de sódio no tubo e anotar as observações. 
- Avalie a temperatura do tubo com a mão. 
 
5. Atividade complementar1) Procure na literatura os valores das constantes de solubilidade (Cs) em água dos reagentes sólidos 
utilizados no procedimento A. Explique os resultados observados de acordo com estes valores. 
 
2) Dê as definições para : solução insaturada, saturada e supersaturada. 
 
3) Classifique a interação soluto-solvente nas seguintes soluções da mais fraca para a mais forte, e indique 
o principal tipo de interação de cada caso: 
a) KCl em água; 
b) CH2Cl2 em benzeno (C6H6) 
c) metanol(CH3OH) em água 
 
4) O óleo e a água são imiscíveis. O que isso significa? Explique em termos de características estruturais 
de suas respectivas moléculas e as forças entre elas. 
 
5) A água e o glicerol são miscíveis em qualquer proporção. O que significa isso? Como o grupo OH do 
álcool contribui para essa miscibilidade? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
EXPERIMENTO 2 – DETERMINAÇÃO DAS CURVAS DE SOLUBILIDADE DE KCl e 
CuSO4.5H2O 
 
1. Princípios básicos 
 
 Os depósitos de vários sais comercialmente importantes encontrados em várias partes do mundo 
formaram-se na natureza por evaporação de soluções de sais produzidos por processos geológicos. A 
própria água do mar constitui uma fonte inesgotável, porém diluída de muitos sais importantes. 
 A produção industrial de vários sais, a partir dessas fontes, depende dos princípios de cristalização 
seletiva (ou fracionada) que, por sua vez, depende dos princípios de equilíbrio de solubilidade de misturas 
de sais e dos efeitos da temperatura e da concentração sobre esse equilíbrio. 
 A solubilidade de um sólido (ou soluto), em um certo solvente, pode ser especificada pela massa 
do sólido que, dissolvido em 100 g de solvente, a uma dada temperatura, produz uma solução saturada 
(solução que colocada em presença do soluto sólido não sofre variação de composição, isto é, a solução e 
o soluto estão em equilíbrio). Com a determinação da solubilidade de uma substância pode-se avaliar a 
pureza da mesma. 
 O processo de dissolução de um sólido em um solvente requer que a estrutura do sólido seja 
destruída e que suas partículas constituintes (moléculas e íons) sejam dispersas no solvente. Uma 
substância que, ao se dissolver, liberta energia (dissolução exotérmica) terá sua solubilidade diminuída por 
um aumento na temperatura. Se a dissolução for endotérmica, o aumento da temperatura aumenta a 
solubilidade. 
 Um dos métodos para se separar substâncias utiliza diferenças de solubilidade e o mais simples 
consiste em adicionar o solvente a uma dada temperatura, na qual a impureza seja solúvel, separando-a, 
depois, por filtração. Mas, desse modo, é difícil obter-se uma substância de alto grau de pureza, uma vez 
que as impurezas retidas dentro da estrutura cristalina não poderiam ser eliminadas. Seria, então, melhor 
dissolver toda a mistura, quer se utilizando um volume muito grande de solvente, quer aumentando a 
solubilidade pela variação de temperatura e, depois, conseguir a cristalização seletiva da substância de 
interesse, evaporando-se, parcialmente, o solvente ou variando a temperatura. 
A técnica de recristalização, na sua forma mais simplificada e para sólidos que se dissolvem 
endotermicamente, pode ser resumida da seguinte maneira: 
(a) Dissolve-se a substância a ser purificada no solvente à temperatura de ebulição ou perto desta; 
(b) Filtra-se a solução à quente para remover partículas de material insolúvel; 
 
7 
 
(c) Deixa-se que a solução esfrie até a cristalização da substância desejada. As impurezas solúveis 
presentes não devem cristalizar neste solvente a esta temperatura; 
(d) Separam-se por filtração os cristais da solução sobrenadante (solução-mãe) 
(e) Seca-se o sólido obtido. 
As características mais desejáveis de um solvente para recristalização são: 
(a) Alto poder de dissolução para a substância a ser purificada à temperaturas elevadas e um poder 
comparativamente baixo de dissolução à temperatura do laboratório ou abaixo dela (isto permite 
que o soluto cristalize como resfriamento); 
(b) Deve dissolver as impurezas completamente (isto impede a recristalização das impurezas) ou 
apenas em uma extensão muito pequena (isto permite separá-las por filtração); 
(c) Deve ser de fácil remoção dos cristais do composto purificado, isto é, possuir um ponto de 
ebulição relativamente baixo. 
É suposto que o solvente não reage quimicamente com a substância a ser purificada. Se existir 
mais de um solvente que preencha esses requisitos deve-se levar em conta na seleção, fatores como 
facilidade de manipulação, toxidez, inflamabilidade, custo, etc. 
Nesta experiência serão coletados dados que permitam construir a curva de solubilidade do KCl e 
CuSO4.5H2O. 
 
2. Objetivos específicos 
 Aprender a determinar a curva de solubilidade de um sal inorgânico e extrair corretamente 
informações contidas nesta curva. 
 
3. Materiais necessários 
- Cloreto de potássio (KCl) 
- Sulfato de cobre penta hidratado (CuSO4.5H2O) 
- Pipeta graduada de 5 mL 
- 8 tubos de ensaio secos 
- banho-maria 
- bastão de vidro 
- balança semi-analítica 
- 2 termômetros 
- papel para pesagem 
- suporte pra tubo de ensaio 
- béquer de 100 mL - pinça de madeira 
 
Cada grupo poderá trazer uma lanterna para facilitar a visualização de novos cristais.
 
8 
 
4. Procedimento experimental 
 
1. Separar 8 tubos de ensaio, numerá-los e carregá-los com as quantidades de sais inorgânicos 
indicados na tabela a seguir: 
 
Tubos Massa de sal Volume de água Temperatura ppt 
1 1,20 g KCl 2,5 mL 
2 1,10 g KCl 2,5 mL 
3 1,00 g KCl 2,5 mL 
4 0,90 g KCl 2,5 mL 
5 2,25 g CuSO4.5H2O 2,5 mL 
6 2,00 g CuSO4.5H2O 2,5 mL 
7 1,75 g CuSO4.5H2O 2,5 mL 
8 1,50 g CuSO4.5H2O 2,5 mL 
 
2. Coloque os tubos contendo KCl em banho-maria, eleve a temperatura da água até a completa 
dissolução do sal agitando as soluções. 
3. Retire o tubo 1 do banho-maria e insira imediatamente o termômetro em seu interior, mantendo-o 
dentro da solução porém sem tocar o fundo do tubo. 
4. Quando os primeiros cristais de sal se tornarem visíveis, anote na tabela o valor da temperatura da 
solução em que está ocorrendo o fenômeno. 
5. Tomar o tubo número 2 e repetir o procedimento até chegar ao tubo 4. 
6. Repetir os procedimentos descritos acima com os tubos contendo CuSO4.5H2O. 
 
5. Atividade Complementar 
 
1) A partir dos dados coletados durante o experimento, calcular o coeficiente de solubilidade do KCl, 
expressando-o em g(KCl)/100g H2O, e montar uma tabela e um gráfico (em papel milimetrado) destes 
valores em função da temperatura, ajustando os pontos em uma linha; 
2) Construir uma tabela e um gráfico da mesma maneira do exercício 1, porém para o CuSO4.5H2O. 
3) A partir dos gráficos obtidos nos exercícios 1 e 2 determine: 
a) qual o valor do coeficiente de solubilidade do KCl a 40oC? 
b) qual o valor do coeficiente de solubilidade do CuSO4.5H2O a 30
oC? 
 
 
9 
 
EXPERIMENTO 3 – PREPARO DE SOLUÇÕES A PARTIR DE REAGENTES SÓLIDOS E 
LÍQUIDOS 
 
1. Princípios Básicos 
Uma solução no sentido amplo é uma dispersão homogênea de duas ou mais substâncias 
moleculares ou iônicas. Nas soluções, as partículas do soluto não se separam do solvente sob a ação 
de ultracentrífugas, não são retidas por ultrafiltros e não são vistas através de microscópios potentes. 
Portanto, numa solução, o soluto e o solvente constituem uma única fase e toda a mistura homogênea 
(aquela cujo aspecto é uniforme ponto a ponto) constitui uma solução. A concentração de uma solução 
é a relação entre a quantidade do soluto e a quantidade do solvente ou da solução. Uma vez que as 
quantidades de solvente e soluto podem ser dadas em massa, volume ou quantidade de matéria há 
diversas formas de se expressar a concentração de soluções. As relações mais utilizadas são: 
 
Concentração em gramas por litro 
Esse termo é utilizado para indicar a relação entre a massa do soluto (m), expressa em gramas,e o 
volume (V), da solução, em litros: C(g/L)= m(g) / V(L) 
 
Concentração em quantidade de matéria 
É a relação entre a quantidade de matéria do soluto (nsoluto) e o volume da solução (V), expresso 
em litros: C(mol/L)=nsoluto / Vsolução(L) 
Esta unidade de concentração édenominada molaridade ou concentração molar (mol.L-1). 
 
Molalidade 
Esta relação é utilizada sempre que se pretende expressar concentrações independentes da 
temperatura, pois é expressa em função da massa (e não do volume) do solvente. A molalidade de uma 
solução (não confundir com molaridade) é calculada como o quociente entre a quantidade de matéria 
do soluto (nsoluto, em mol) e massa total do solvente (em Kg): Molalidade = nsoluto / msolvente(Kg) 
 
Fração em mol 
Muito utilizada em cálculos físico-químicos, a fração em mol (X) de um componente A em 
solução (“fração molar”), é a razão da quantidade de matéria do componente (ncomponente) pela 
quantidade de matéria total de todas as substâncias presentes na solução (ntotal). Se os componentes da 
solução forem denominados A, B, C, etc, pode-se escrever: XA = nA / (nA+ nB+ nC+....) 
Note-se que: XA+ XB+ XC+.... = 1 
 
 
 
10 
 
ppm e ppb 
Geralmente concentrações de soluções muito diluídas são expressas em partes por milhão (ppm), 
definida como: ppm do componente = massa do componente da solução(g) x 106 
 massa total da solução (g) 
 
Para soluções que sejam ainda mais diluídas, usa-se partes por bilhão (ppb). Uma concentração de 
1 ppb representa 1 g de soluto por bilhão (109) de gramas de solução, ou seja: 
 
ppb do componente = massa do componente da solução(g) x 109 
 massa total da solução (g) 
 
Composição Percentual (Título) 
Um método bastante usual de expressão da concentração baseia-se na composição percentual da 
solução. Esta unidade de concentração relaciona a massa (m) ou o volume (V) do soluto com a massa 
ou o volume do solvente ou solução, conduzindo a notações tais como: 10% (m/m); 10% (m/V) ou 
10% (V/V). 
A relação m/m corresponde à base percentual mais usada na expressão da concentração de 
soluções aquosas concentradas de ácidos inorgânicos (como o ácido clorídrico, ácido sulfúrico e o 
ácido nítrico). Exemplo: 100 g de solução concentrada de HCl a 36% (m/m) contêm 36 g de cloreto 
de hidrogênio e 64 g de água. 
Normalmente, as informações fornecidas nos rótulos dos reagentes líquidos são: densidade 
(d); P.M. (peso molecular ou massa molar) e; teor (%). O teor de um componente em uma solução 
(título) corresponde à razão entre a massa do soluto e a massa da solução, geralmente é expressa em 
percentual em massa (% m/m ou % p/p). A porcentagem em massa pode ser convertida em 
concentração em quantidade de matéria conforme mostrado no exemplo a seguir: 
 
Exemplo: Encontrar a concentração em quantidade de matéria de uma frasco de 1L de ácido clorídrico 
comercial com 37% m/m de teor de HCl: (dados dHCl= 1,19 g/mL; M.M. HCl = 36,46 g/mol): 
 
- Para encontrar o número de mols por litro de solução, temos: 
 
 1 mL de solução ------ 1,19 g de HCl 
 1000 mL de solução ------ x g de HCl x = 1190 g de HCl em 1 L de solução 
 
- Esta massa corresponde a 100% de HCl na solução, portanto em 37% temos: 
 
11 
 
 1190 g ----- 100% 
 y g ----- 37%  y = 440,3 g de HCl em 1L de solução 
 
- A concentração em quantidade de matéria para 1 L de solução será: 
 C = 440,3 g/L__ C = 12,07 mol/L 
 36,46 g/mol 
 
2. Materiais Necessários 
 
- Balança analítica 
- Papel de pesagem 
- Espátula 
- Bastão de vidro 
- 2 béqueres de 100 mL 
- 1 béquer de 50 mL 
- 2 balões volumétrico de 200 mL 
- 1 pipeta graduada de 2 mL 
- 1 balão volumétrico de 50 mL 
- Ácido acético 
- NaOH sólido 
- Pisseta com água 
- 1 vidro de relógio - frasco plástico para armazenamento 
- Etiquetas 
 
3. Procedimento Experimental 
 
Procedimento A: Cálculos com água de hidratação 
A1. Calcule a massa que é necessária ser pesada para preparar 50 mL de CuSO4 0,1 M. 
A2. Refaça o calculo anterior, considerando que o sal disponível no almoxarifado contenha 5 águas de 
hidratação (CuSO4.5H2O) e prepare esta solução 
A3. Recortar um pedaço de papel em formato retangular, de modo que o mesmo caiba em uma 
balança, tocando apenas no prato da mesma. 
A4. Dobra o papel ao meio e tornar a esticar. Colocar o papel na balança e zerar (tarar) a mesma. 
A5. Utilizando uma espátula, medir a massa calculada de CuSO4.5H2O. Transferir para um béquer de 
aproximadamente 50 mL, tomando cuidando para não perder nenhum sólido. 
A6. Adicionar cerca de 5 mL de água e dissolver o sal. Se necessário, utilizar um bastão de vidro. 
A7. Transferir para um balão volumétrico de 50 mL, utilizando, se preferir, um bastão ou um funil de 
vidro. Lavar o béquer e o bastão de vidro com aproximadamente 5 mL de água, dirigindo o jato para 
as paredes verticais do béquer, de forma a aproveitar ao máximo a solução anterior. Transferir para o 
balão. Após todo o sal ser transferido (pela observação visual), repetir a lavagem de toda a vidraria 
(bastão, béquer e funil) por mais 3 vezes. 
 
12 
 
A8. No balão, completar o volume até o traço de aferição, de tal forma que o traço de marcação 
“toque” na parte inferior do menisco. Tampar e homogeneizar. Rotular. 
 
Procedimento B: Preparo de uma solução de hidróxido de sódio 
B1. Calcule a massa necessária para preparar 200 mL de solução de NaOH 0,1 mol.L-1 a partir do 
reagente sólido considerando o teor (pureza) indicado no frasco. 
B2. Prepare a solução de NaOH seguindo a mesma rotina de preparação utilizada no procedimento A, 
porém pesando o NaOH em um vidro de relógio. 
B3. Prepare um rótulo e armazene adequadamente a solução em um frasco plástico para que a mesma 
seja padronizada na próxima aula (experimento 4) 
 
 
Procedimento C: Preparo de uma solução de ácido acético 
 
IMPORTANTE: 
- Verificar no rótulo e na ficha técnica do produto as medidas de emergência em caso de acidente; as 
substâncias ácidas são corrosivas!!! 
 
- Manipular somente na capela de exaustão, pois estes ácidos liberam vapores tóxicos; 
- Nunca adicionar água diretamente ao ácido concentrado (reação exotérmica!!!); por isso, adicionar 
primeiro (lentamente e sob agitação) o ácido concentrado em água; 
 
C1. Efetuar os cálculos necessários para preparar 200 mL de solução de ácido acético 0,1 mol.L-1 a 
partir da solução estoque; 
C2. Transferir para o balão volumétrico um pouco de água destilada ( 20mL); 
C3. Transferir para o béquer uma quantidade suficiente da solução estoque de ácido acético e pipetar o 
volume necessário; 
C4. Limpar a ponta da pipeta com um pedaço de papel antes de acertar o menisco; 
C5. Transferir o volume pipetado para o balão volumétrico. Completar o volume do balão com água 
destilada, homogeneizando periodicamente a solução; 
C6. Aferir o menisco e homogeneizar por inversão do balão. 
C7. Rotular a solução preparada 
 
 
 
 
13 
 
4. Atividade Complementar 
 
1) Calcule o volume de ácido clorídrico concentrado que deve ser medido para permitir a preparação 
de 500 mL de uma solução de HCl 0,1 M. Considere que o reagente é uma solução com uma pureza de 
35% e apresenta densidade de 1,13 g/cm3. 
 
2) Calcule a massa de Sulfato ferroso amoniacal heptahidratado (Fe(NH4)2.SO4.7H2O) que deve ser 
pesada para permitir a preparação de um litro de solução que apresente uma concentração de íons Fe2+ 
de 500 ppm. 
 
3) Calcule a concentração em mol/L do HCl concentrado, sabendo-se que a sua densidade é igual a 
1,20 g/mL e o teor é igual a 37,0% (m/m). Qual é o volume desse ácido necessário para preparar 500 
mL de solução 0,3 mol/L? 
 
4) Calcule a concentração emmol/L de H2SO4 concentrado (d = 1,89 g/mL; teor: 98,0%). Qual é o 
volume desse reagente necessário para preparar 500 mL de solução 0,5 mol/L? 
 
5) Qual é a concentração em mol/L de vinagre comercial sabendo-se que é fornecido com uma 
concentração de 4,0 % (m/m) expressa em ácido acético e densidade igual a 0,995 g/mL? Calcule 
também a %(m/v) e a concentração mássica em g/L. 
 
6) A água sanitária é fornecida com uma concentração média de 2,5% (m/m) expressa em hipoclorito 
de sódio e densidade igual a 1,05 g/mL. Qual é a concentração em mol/L? E em %(m/v)? 
 
7) Qual é a percentagem (m/m) de ferro em uma amostra de água contendo 0,20 mmol/L de cloreto de 
ferro III, sabendo-se que esta solução apresenta densidade igual a 1,05 g/mL? 
 
8) Qual é a percentagem (m/m) de ácido acético em uma amostra de vinagre contendo 360 mmol/L, 
sabendo-se que esta solução apresenta densidade igual a 1,10 g/mL? 
 
9) Calcule a massa de NaOH (teor = 97%) necessária para preparar 500 mL de uma solução de NaOH 
0,1 Mol/L. 
 
10) Qual a concentração em mol/L de peróxido de hidrogênio presente na água oxigenada comercial 
(30% v/v)? Dado d = 1,4 g/mL. 
 
14 
 
EXPERIMENTO 4 PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE NaOH 
 
1. Princípios básicos 
 
As soluções concentradas de ácidos (e também de bases) podem ter suas concentrações 
determinadas medindo-se as suas densidades e, depois, consultando-se tabelas de densidade em função 
do título. Entretanto, este procedimento não é utilizado para soluções diluídas, uma vez que a 
determinação precisa de suas densidades é mais difícil. Nesse caso, o problema é resolvido utilizando-
se reações de neutralização. 
Ácidos e bases de Arrhenius são substâncias que, em solução aquosa, levam a um aumento da 
concentração dos íons H3O
+ e OH-, respectivamente. Uma das propriedades desses íons é que eles 
reagem um com o outro num processo conhecido como reação de neutralização. A equação iônica 
que representa essa reação é: 
 
H3O (aq) + OH
- (aq) H2O (l) 
 
 Se após a reação o número de íons H3O
+ for igual ao número de íons OH-, a solução, deixa de 
ser ácida ou básica, tornando-se neutra; daí, o nome reação de neutralização. Uma reação de 
neutralização típica é a reação entre ácido clorídrico e hidróxido de sódio: 
 
HCl (aq) + NaOH (aq) NaCl (aq) + H2O (l) 
 
 Uma titulação é um processo em que se determina a quantidade de uma substância em 
solução, medindo-se a quantidade necessária de um reagente para reagir completamente com toda a 
substância. Normalmente, isso é feito adicionando-se, controladamente, um reagente de concentração 
conhecida à solução da substância, ou vice-versa, até que se julgue que ela reagiu por completo. Então, 
através do volume de reagente adicionado e da sua concentração, determina-se a quantidade de matéria 
de reagente consumido; em seguida, através da estequiometria da reação (equação química 
balanceada), determina-se a quantidade de matéria da substância e, se conhecido o volume da solução 
que a continha, a concentração da solução. 
 O reagente cuja quantidade de matéria é exatamente conhecida chama-se de solução padrão. 
A precisão com que se conhece sua concentração limita necessariamente a precisão da titulação. 
Portanto, deve-se tomar muito cuidado ao se preparar tais soluções. Comumente, a concentração de 
uma solução padrão é obtida por um dos seguintes modos: 
 
 
15 
 
 - Preparando-se uma solução de volume exatamente conhecido, utilizando-se uma porção 
cuidadosamente pesada de um reagente puro -padrão primário(método direto); 
 
 - Determinando-se qual o seu volume necessário para neutralizar uma quantidade de matéria 
exatamente conhecida (cuja massa correspondente foi cuidadosamente pesada) de um padrão primário 
(método indireto). 
 
 No primeiro caso, obtém-se uma solução conhecida como solução padrão primária; no 
segundo caso, uma solução padrão secundária. Nos dois casos, uma substância química altamente 
purificada, conhecida como padrão primário, faz-se necessária. A utilização de um padrão primário 
para determinar a concentração de uma solução padrão secundária é denominada de padronização. 
 Existem padrões primários ácidos e padrões primários alcalinos (básicos) para o caso de 
padronizações de soluções de ácidos e bases, respectivamente. Os padrões primários alcalinos mais 
comuns são o carbonato de sódio, Na2CO3 (massa molar 105,99 g/mol) e o tetraborato de sódio 
decahidratado, conhecido como bórax, Na2B4O7.10H2O (massa molar 381,36 g/mol). Os padrões 
primários ácidos mais comuns são o ácido oxálico dihidratado, H2C2O4.2H2O (massa molar 126,06 
g/mol) e o biftalato ácido de potássio, KHC8H4O4 (massa molar 204,21 g/mol). 
 Toda titulação envolve a reação de uma solução padrão em quantidade tal que seja 
exatamente, e tão-somente, a necessária para reagir com toda a substância que está sendo titulada. Essa 
condição é atingida no ponto de equivalência, que é encontrado utilizando-se indicadores ácido-base. 
 Os indicadores ácido-base são uma série de corantes orgânicos que apresentam uma cor em 
solução ácida e outra cor diferente em solução básica. Assim, eles podem ser utilizados para assinalar 
quando a reação de neutralização ocorre totalmente; então, são denominados indicadores. 
Fenolftaleína, azul de bromotimol, vermelho de cresol, azul de timol e verde de bromocresol são 
alguns dos corantes utilizados para assinalar o ponto de equivalência numa titulação. A fenolftaleína, 
por exemplo, em uma solução ácida é totalmente incolor e em uma solução básica vermelha. 
 
2. Materiais necessários 
- Biftalato de potássio seco em estufa 
- NaOH ~0,1 mol/L (preparado na aula anterior) 
- Solução de fenolftaleína 
- 2 béquers de 50 mL 
- 3 erlenmeyers de 125 mL 
- 1 bureta de 25 mL 
- 1 suporte universal 
- garra dupla para bureta 
- 1 funil de vidro 
- pisseta com água destilada 
 
 
 
16 
 
3. Procedimento experimental 
PERIGO- Hidróxido de sódio, quando ingerido, tem um efeito corrosivo sobre as mucosas, causando 
vômitos, dor intensa e diarréia. O contato de soluções concentradas com os olhos pode chegar a 
destruir a córnea. Em caso de contato com os olhos ou com a pele, lavar com água; em seguida, com 
uma solução de ácido acético 1%. 
 
- Padronização da solução de base 
 Inicialmente, há necessidade de se calcular qual é a massa de padrão primário ácido (biftalato 
ácido de potássio, KHC8H4O4) necessária para neutralizar a quantidade de matéria de NaOH contida, 
por exemplo, num volume correspondente a 60% da capacidade da bureta utilizada. Use, como 
concentração da solução aquosa de NaOH, aquela nominalmente preparada. 
 Em seguida, pese, cuidadosamente, uma amostra de biftalato de potássio de massa próxima 
daquela calculada num erlenmeyer de 125 mL. Anote o valor exato dessa massa. Acrescente cerca de 
50 mL de água destilada ao erlenmeyer e agite cuidadosamente até dissolver todo o ácido. Junte, 
então, 3 gotas da solução do indicador (fenolftaleína). 
 Prepare uma bureta para receber a solução de NaOH a ser padronizada. Com um funil 
pequeno, adicione cerca de 5 mL de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L. Retire a bureta do 
suporte e, com movimentos cuidadosos, faça com que a solução banhe todo o seu interior. Escoe e 
rejeite a solução usada. 
 Com o auxílio de um funil, encha novamente a bureta com a solução de NaOH 0,1 mol/L até 
acima da marca do zero. Cuidado, verifique se a torneira está fechada e evite um possível 
transbordamento da solução pela parte superior. Abrindo a torneira, deixe escapar, rapidamente, uma 
pequena porção de solução, de forma a eliminar qualquer bolha de ar que ficar retida abaixo da 
torneira. 
 Coloque o erlenmeyer com a solução de ácido sob a torneira e inicie a titulação deixando 
gotejar lentamente a solução alcalina, ao mesmo tempo em que o erlenmeyer é agitado com 
movimentos circulares. Observe a cor contra o fundo branco.Prossiga até o momento em que a 
coloração rósea desapareça lentamente com a agitação. Continue, então, adicionando, gota a gota 
lentamente, a solução alcalina, fechando a torneira da bureta no momento em que surgir coloração 
persistente por cerca de 1 minuto. Anote a leitura e calcule o volume total empregado. Repita a 
padronização da base mais uma vez. Calcule a concentração exata da solução de hidróxido de sódio a 
partir da massa de biftalato de potássio empregada e o volume de solução de hidróxido gasto. Depois, 
decida se há necessidade de repetição adicional (caso necessário, discuta isso com o seu professor). 
 
 
 
17 
 
4. Atividade Complementar 
1) Determine a equação de reação de neutralização. 
2) Desenhe o perfil de uma curva de titulação do NaOH (curva de variação de pH em função do 
volume de NaOH adicionado. 
3) Sabendo que a fenolftaleina tem seu ponto de viragem em torno de pH=8,2, porque este indicador 
pode ser utilizado para determinar o ponto de equivalência? 
4) Para determinar a acidez de uma amostra de vinagre, um estudante do BICT retirou uma alíquota 
de 25,0 mL da amostra e dilui, com água destilada, em balão volumétrico de 250 mL. Uma alíquota de 
25,0 mL da solução diluída foi retirada, transferida para erlenmeyer e titulada com uma solução 
padrão de NaOH 0,1000 M até viragem do indicador fenolftaleína, gastando-se 18, 56mL da solução 
alcalina. Calcule o teor de ácido acético na amostra, expressando o resultado em %(m/v). 
5) 25,0mL de uma solução de ácido fosfórico de concentração desconhecida, foi titulado com uma 
solução padrão de NaOH 0,1000M, empregando-se verde de bromocresol como indicador. Gastou-se 
13,40 mL da solução alcalina para promover a viragem do indicador. Outra amostra da mesma solução 
de ácido fosfórico, foi novamente titulada com o NaOH 0,1000 M, empregando-se fenolftaleína como 
indicador, e o volume gasto da solução alcalina foi 26,80 mL. 
a) Explique o motivo da existência de diferentes volumes gastos de NaOH nas duas titulações 
realizadas para a mesma amostra de ácido fosfórico. 
b) Calcule a molaridade da solução de H3PO4. 
6)Calcule a concentração exata da solução de hidróxido de sódio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
EXPERIMENTO 5 PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE HCl 
 
1. Princípios básicos 
 As soluções concentradas de ácidos (e também de bases) podem ter suas concentrações 
determinadas medindo-se as suas densidades e, depois, consultando-se tabelas de densidade em função 
do título. Entretanto, este procedimento não é utilizado para soluções diluídas, uma vez que a 
determinação precisa de suas densidades é mais difícil. Nesse caso, o problema é resolvido utilizando-
se reações de neutralização. 
Ácidos e bases de Arrhenius são substâncias que, em solução aquosa, levam a um aumento da 
concentração dos íons H3O
+ e OH-, respectivamente. Uma das propriedades desses íons é que eles 
reagem um com o outro num processo conhecido como reação de neutralização. A equação iônica 
que representa essa reação é: 
H3O
+ (aq) + OH- (aq) H2O (l) 
 Se o número de íons OH- adicionado à solução ácida for igual ao número de íons H3O
+ 
presente inicialmente na solução ácida, a solução deixa de ser ácida ou básica, tornando-se neutra; 
daí, o nome reação de neutralização. Uma reação de neutralização típica é a reação entre ácido 
clorídrico e hidróxido de sódio: 
HCl (aq) + NaOH (aq) NaCl (aq) + H2O (l) 
 
 Uma titulação é um processo em que se determina a quantidade de uma substância em 
solução, medindo-se a quantidade necessária de um reagente para reagir completamente com toda a 
substância. Normalmente, isso é feito adicionando-se, controladamente, um reagente de concentração 
conhecida à solução da substância, ou vice-versa, até que se julgue que ela reagiu por completo. Então, 
através do volume de reagente adicionado e da sua concentração, determina-se a quantidade de matéria 
de reagente consumido; em seguida, através da estequiometria da reação (equação química 
balanceada), determina-se a quantidade de matéria da substância e, se conhecido o volume da solução 
que a continha, a concentração da solução. 
 O reagente cuja quantidade de matéria é exatamente conhecida chama-se de solução padrão. 
A precisão com que se conhece sua concentração limita necessariamente a precisão da titulação. 
Portanto, deve-se tomar muito cuidado ao se preparar tais soluções. Comumente, a concentração de 
uma solução padrão é obtida por um dos seguintes modos: 
 
19 
 
 - Método direto: por este método a espécie a ser determinada reage diretamente com uma 
quantidade conhecida do padrão primário (solução padrão). 
Preparando-se uma solução de volume exatamente conhecido, utilizando-se uma porção 
cuidadosamente pesada de um reagente puro - padrão primário; 
 - Método indireto ou titulação de retorno: esse método consiste em adicionar um excesso, 
exatamente conhecido, da solução padrão ao analito e depois determinar a parte desse excesso que não 
reagiu com outra solução padrão. É usado, principalmente, quando a velocidade da reação direta não é 
compatível com a titulação ou quando a amostra não é solúvel em água, mas é solúvel no reagente da 
titulação direta ou ainda quando não se tem indicador adequado à titulação. 
 No primeiro caso, obtém-se uma solução conhecida como solução padrão primária; no 
segundo caso, uma solução padrão secundária. Nos dois casos, uma substância química altamente 
purificada, conhecida como padrão primário, faz-se necessária. A utilização de um padrão primário 
para determinar a concentração de uma solução padrão secundária é denominada de padronização. 
 Existem padrões primários ácidos e padrões primários alcalinos (básicos) para o caso de 
padronizações de soluções de ácidos e bases, respectivamente. Os padrões primários alcalinos mais 
comuns são o carbonato de sódio, Na2CO3 (massa molar 105,99 g/mol) e o tetraborato de sódio 
decahidratado, conhecido como bórax, Na2B4O7.10H2O (massa molar 381,36 g/mol). Especificamente, 
nesta experiência, será utilizado o carbonato de sódio como padrão primário. 
 Toda titulação envolve a reação de uma solução padrão em quantidade tal que seja 
exatamente, e tão-somente, a necessária para reagir com toda a substância que está sendo titulada. Essa 
condição é atingida no ponto de equivalência, que é encontrado utilizando-se indicadores ácido-base. 
 Os indicadores ácido-base são uma série de corantes orgânicos que apresentam uma cor em 
solução ácida e outra cor diferente em solução básica. Assim, eles podem ser utilizados para assinalar 
quando a reação de neutralização ocorre totalmente; por isso são denominados indicadores. 
Fenolftaleína, azul de bromotimol, vermelho de cresol, azul de timol e verde de bromocresol são 
alguns dos corantes utilizados para assinalar o ponto de equivalência numa titulação. A fenolftaleína, 
por exemplo, em uma solução ácida é totalmente incolor e em uma solução básica rosa. 
 
 
 
 
20 
 
2. Materiais necessários 
 
-carbonato de sódio, Na2CO3 (s), seco em estufa 
- solução de HCl 0,1 mol\L 
- solução de verde de bromocresol 
- 2 béquers de 50 mL 
- 3 erlenmeyers de 100 mL 
- 1 bureta de 25 mL 
- 1 suporte universal 
- 1 garra 
- 1 funil de vidro 
- 1 pisseta com água destilada 
 
3. Procedimento experimental 
PERIGO: - Ácido clorídrico tem um forte efeito corrosivo na pele e em mucosas em geral. Os gases 
desprendidos, se inalados, podem afetar a mucosa nasal e os pulmões. Em caso de contato externo 
(inclusive os olhos), lave a região atingida com água em abundância. 
 Pese em torno de 0,08 g de carbonato de sódio e transfira para um ernlenmeyer. Dissolva em 
água destilada e acrescente algumas gotas do indicador verde de bromocresol. 
 Prepare uma bureta para receber a solução de HCl a ser padronizada. Adicione cerca de 5 mL 
de solução de HCl 0,1 mol/L. Retire a bureta do suportee com movimentos cuidadosos faça com que a 
solução banhe todo o seu interior. Escoe e rejeite a solução usada para béquer de resíduo. 
 Com o auxílio de um funil, encha novamente a bureta com a solução de HCl 0,1 mol/L até 
acima da marca do zero. Cuidado, verifique se a torneira está fechada e evite um possível 
transbordamento da solução pela parte superior. Abrindo a torneira, deixe escapar, rapidamente, para 
um béquer de resíduo uma pequena porção de solução, de forma a eliminar qualquer bolha de ar que 
ficar retida abaixo da torneira. 
 Coloque o erlenmeyer com a solução de Na2CO3 sob a torneira e inicie a titulação deixando 
gotejar lentamente a solução ácida, ao mesmo tempo em que o erlenmeyer é agitado com movimentos 
circulares. Observe a cor contra um fundo branco. Prossiga até o momento em que a coloração verde 
seja detectada. Anote o volume total empregado. Repita a titulação por mais duas vezes. 
 
 
 
21 
 
4. Atividade Complementar 
1) Qual a equação da reação química envolvida na reação de neutralização? 
2) Qual a concentração obtida para a solução a partir do volume de HCl adicionado? 
3) Sabendo que a concentração inicial da solução de HCl é 0,1 mol/L, qual é o objetivo da 
padronização do HCl? 
4) Desenhe o perfil esperado para uma curva de titulação de HCl (curva de variação do pH em função 
do volume de HCl adicionado). 
5) Sabendo que o alaranjado de metila tem seu ponto de viragem em torno de pH=4,4, porque este 
indicador pode ser utilizado para determinar o ponto de equivalência nesta titulação? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
EXPERIMENTO 6 – SÍNTESE DE BIODIESEL POR MEIO DA REAÇÃO DE 
TRANSESTERIFICAÇÃO 
 
1. Princípios básicos 
 Os óleos e gorduras são compostos, principalmente, por triacilgliceróis. Estruturalmente, os 
triacilgliceróis são constituídos por 3 ácidos graxos (ácidos carboxílicos com cadeias carbônicas 
longas, os mais comuns contém 16 e 18 C) esterificados a uma molécula de glicerol (um poliálcool 
com 3 carbonos). A estrutura geral de um triacilglicerol está representada na Figura 1. 
 
Figura 1 – Estrutura geral de um triacilglicerol 
 
O biodiesel é um combustível renovável obtido a partir de óleos vegetais e/ou gorduras animais que 
pode ser usado como um substituto parcial (em misturas) ou total do óleo diesel extraído do petróleo, 
em motores do tipo diesel originais (não modificados ou convertidos). 
O principal processo de produção do biodiesel é o processo de transesterificação. Nele, os 
triacilgliceróis presentes em óleos e gorduras, reagem com um álcool de cadeia curta (tipicamente, 
metanol ou etanol, sendo que o primeiro é mais empregado) na presença de um catalisador. Os 
catalisadores empregados podem ser alcalinos, básicos, enzimáticos ou heterogêneos. Os mais 
utilizados, devido à velocidade de reação rápida, ao elevado grau de eficiência na conversão dos 
triacilgliceróis em biodiesel e à necessidade de baixas temperaturas reacionais são os catalisadores 
alcalinos. 
Os óleos ou gorduras utilizados na produção de biodiesel podem ser de diferentes fontes: óleo de soja, 
de amendoim, de algodão, de canola, de palma; gordura de porco e gordura de vaca são alguns 
exemplos. 
Até mesmo óleos e gorduras residuais, como os provenientes da reciclagem dos óleos e frituras 
também podem ser utilizados. Entretanto, o aproveitamento dos óleos residuais requer cuidados 
especiais durante a reação de transesterificação, como por exemplo, a troca do catalisador alcalino por 
catalisador ácido. Isto é necessário porque a acidez (teor de ácidos graxos livres) nos óleos residuais 
pode ser alta, e poderá ocorrer a reação de saponificação dos ácidos graxos livres com o catalisadores 
 
23 
 
alcalino. A formação de sabão não é desejada, pois além de diminuir o rendimento reacional pode 
tornar extremamente difícil a purificação do biodiesel devido à formação de emulsões durante a 
lavagem do produto. A figura 2 mostra a reação geral de transesterificação. 
 
Figura 2 – Reação geral de transesterificação 
 O biodiesel é a mistura de ésteres alquílicos. O glicerol é o subproduto da reação. É importante 
ressaltar que apesar da estequiometria da reação ser de 1:3 (1 mol de triacilgliceróis para 3 mols de 
álcool), a condução da reação na prática requer emprego de excesso de álcool. Usualmente, a relação 
empregada é 1:6. 
 A reação de transesterificação com óleos refinados conduzidas na presença de catalisadores 
alcalinos são muito rápidas e o procedimento simples. O álcool utilizado é primeiramente colocado na 
presença de uma base forte (usualmente NaOH ou KOH) para formar o ânion alcóxido. Segue abaixo, 
como exemplo, a reação de formação do ânion metóxido: 
CH3 – OH + NaOH ↔ H2O + CH3O
-Na+ 
Após a reação do álcool com a base, o óleo e adicionado e mistura reacional é deixada em agitação por 
algum tempo para a reação se completar. Utilizando-se catalisadores alcalinos, o emprego de 
aquecimento é opcional; se utilizado, diminui-se o tempo de reação. 
O mecanismo da reação de transesterificação está mostrado na Figura 3 
 
Figura 3 – Mecanismo da reação de transesterificação 
(fonte: Meneghetti et al, 2013) 
 
24 
 
 Ao término da reação, a mistura reacional deve ser deixada em repouso para a separação das 
fases. A fase apolar, mais leve, contém os ésteres alquílicos e impurezas. A fase polar, mais densa, 
contém glicerol e impurezas. As impurezas presentes no biodiesel compreendem excesso de metanol, 
excesso de catalisador, sais de ácidos graxos (sabão) e algum glicerol. Para remover estas impurezas, o 
método mais empregado é a lavagem com água, por sucessivas vezes. Ao final, realiza-se uma 
lavagem com uma solução diluída de HCl para remover todo e qualquer excesso de catalisador. 
 
2. Materiais necessários 
 
Parte 1: 
Óleo de soja refinado 
Metanol 
NaOH em 
1 erlenmeyer de 200 mL com tampa 
1 termômetro 
1 funil de separação de 250 mL 
1 proveta de 50 mL 
1 proveta de 200 mL 
1 agitador magnético com aquecimento 
1 barra magnética 
1 suporte universal 
1 argola para funil de separação 
 
Parte 2 
Solução de HCl 0,1 mol.L-1 
1 erlenmeyer de 200 mL com tampa 
1 béquer 
1 proveta de 100 mL 
 
3. Procedimento experimental 
 
3.1. Primeira parte: Síntese 
1) Calcule o volume e a quantidade de matéria de óleo de soja refinado (d=0,89 g.cm-3, 
M.M.= 874,8 g.mol-1 ) equivalente a 100g. 
2) Calcule o volume de metanol (d= 0,79 g.cm-3; M.M = 32,04 g.mol-1) necessário para reagir 
com 100 g de óleo de soja, utilizando-se um excesso reacional de 100% do álcool (estequiometria 1:6). 
3) Meça o volume de metanol (calculado no item 2), utilizando uma proveta e transfira para o 
erlenmeyer. Faça este procedimento em capela. 
4) Pese cerca de 1 g de NaOH e transfira para o erlenmeyer contendo o metanol. Coloque o 
erlenmeyer sobre o agitador magnético, adicione uma barra magnética ao mesmo e inicie a agitação 
até a dissolução total do NaOH (aproximadamente 10 minutos). 
 
25 
 
5) Meça a quantidade de óleo de soja calculado anteriormente em proveta e adicione ao 
erlenmeyer, sob agitação lenta. Inicie o aquecimento lento. Mantenha a temperatura entre 45 e 50oC 
(não é preciso um controle rígido). Deixe reagir por 1 hora. Transfira a mistura reacional para um funil 
de decantação. Deixe em repouso até a separação das fases. 
 
3.2. Segunda parte: Separação e lavagem 
1) Retire a tampa superior do funil de decantação. Abra a torneira e recolha a parte inferior em 
um béquer. Despreze-a (a parte inferior contém glicerol). Retenha a parte superior no funil de 
decantação. 
2) Adicione, lentamente, 100 mL de água destilada sobre o biodiesel. Agite lentamente. Deixe 
em repouso até a separação das fases. Recolha a fase inferior em béquer e despreze. Repita a operação 
por 3 ou 4 vezes. 
3) Adicione, lentamente, 100 mL de HCl 0,1 mol.L-1. Agite lentamente. Deixe em repouso até a 
separaçãodas fases. Recolha a fase inferior em béquer e despreze. 
4) Transfira o biodiesel para erlenmeyer limpo e seco previamente pesado e coloque em estufa a 
80oC por 24 horas. 
5) Determine a massa obtida. 
 
4. Atividade avaliativa 
 
1) Calcule o rendimento do processo? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
EXPERIMENTO 7- CINÉTICA- VELOCIDADE DA REAÇÃO ENTRE PERMANGANATO DE 
POTÁSSIO COM O ÍON OXALATO EM MEIO ÁCIDO 
 
1. Princípios Básicos 
 
Ao se estudar uma determinada reação química, deve-se levar em conta a espontaneidade do 
processo (estudo termodinâmico) e, também com que rapidez ela ocorre (estudo cinético). Por 
exemplo, o nitrogênio e o oxigênio da atmosfera terrestre podem reagir com a água nos oceanos 
formando ácido nítrico diluído, de acordo com a equação: 
 
2 H2O + 2N2 +5O2→ 4HNO3 ∆G = - 85 Kcal.mol
-1 
 
O valor negativo da energia livre indica que essa reação pode acontecer espontaneamente. 
Entretanto ela se processa com uma velocidade praticamente nula. 
A cinética química estuda as reações químicas do ponto de vista da velocidade com que essas 
reações se processam, dos fatores que afetam essa velocidade e do mecanismo pelo qual elas se dão. 
As leis das velocidades para a maioria das reações têm a forma geral: 
 
Velocidade= k [reagente 1]m[reagente 2]n... 
 
Os expoentes m e n em uma lei de velocidade são chamados ordens de reação. Por exemplo, 
considere outra vez a lei de velocidade para a reação de NH4
+ com NO2
- : 
 
Velocidade = k [NH4
+][NO2
-] 
 
Uma vez que o expoente de [NH4
+] é um, a velocidade é de primeira ordem em relação ao NH4
+. 
A velocidade também é de primeira ordem em relação ao NO2
-, pois o expoente 1 não é mostrado 
explicitamente nas leis das velocidades. 
As velocidades das reações químicas são determinadas através de leis empíricas, chamadas leis 
das velocidades, deduzidas a partir do efeito da concentração dos reagentes e produtos na velocidade 
de reação. 
As velocidades das reações químicas dependem de outros fatores como, por exemplo, pressão, 
temperatura e catalisadores. O efeito da temperatura é particularmente importante, pois permite 
conclusões a respeito de fatores energéticos envolvidos na reação. 
A velocidade de uma reação não depende apenas dos estados inicial e final do sistema (como é o 
caso, por exemplo, do ∆H), mas, de cada etapa intermediária pela qual o sistema alcança o estado 
 
27 
 
final. Um estudo cinético da reação permite perceber quais as etapas envolvidas, esclarecendo-se, 
assim, o “mecanismo” pelo qual a reação se processa. 
A velocidade instantânea compreende a avaliação da velocidade em um momento específico da 
reação, sendo determinada pela inclinação (ou tangente) dessa curva no ponto de interesse. 
Sem dúvida, paralelamente aos estudos dos mecanismos de reação, os dados sobre as velocidades 
das reações são de grande interesse prático. Com freqüência é importante conhecer, por exemplo, sob 
que condições uma reação pode se desenvolver mais rapidamente para se obter um produto, enquanto 
que, ao mesmo tempo, se determinam as condições para que uma reação paralela, que conduz a um 
produto não desejável, se desenvolva mais lentamente. 
 
2. Objetivos específicos 
 Verificar como a concentração dos reagentes e a temperatura influenciam na velocidade da 
reação. 
 
3. Materiais Necessários 
Parte A: Influência da concentração na velocidade de reação 
- 6 erlenmeyers 
- 1 pipeta graduada de 10,00 mL 
- 2 pipetas graduadas de 5,00 mL 
- 3 béqueres de 100 mL 
- Água destilada 
- Cronômetro 
- 1 Proveta de 50,00 mL 
- Solução de H2SO4 2,5 mol.L
-1 
- Solução de H2C2O4 0,5 mol.L
-1 
- Solução de KMnO4 0,04 mol.L
-1 
- Agitador magnético 
- barra magnética 
- pipetador 
 
 
Parte B: Influência da temperatura na velocidade de reação 
- 4 erlenmeyers 
- 1 pipeta graduada de 10,00 mL 
- 1 pipeta graduada de 5,00 mL 
- Água destilada 
- Cronômetro 
- Banho Maria 
- 1 Proveta de 50,00 mL 
- Solução de H2SO4 2,5 mol.L
-1 
- Solução de H2C2O4 0,5 mol.L
-1 
- Solução de KMnO4 0,04 mol.L
-1 
- Termômetro 
 
 
 
 
28 
 
4. Procedimento Experimental 
Parte A: Influência da concentração na velocidade de reação 
- Colocar em cada um dos 6 erlenmeyer os volumes de cada solução de H2SO4, H2C2O4 e água 
destilada, conforme descrito na Tabela 1. 
- Em cada erlenmeyer, um por vez, adicionar a solução de KMnO4, acionando o cronômetro sempre no 
mesmo instante, isto é, ao iniciar a adição do permanganato. 
- Homogeneizar a solução reagente sempre da mesma forma e velocidade de agitação. 
- Para o cronômetro no momento do descoramento total do permanganato. 
- Ler e registrar o t (tempo), em segundos. Preencher a Tabela 1. 
 
Tabela 1- Estudo da influência da concentração na velocidade de uma reação. 
Erlenmeyer Solução de 
H2SO4 (mL) 
Solução de 
H2C2O4 
(mL) 
H2O 
(mL) 
Solução de 
KMnO4 
(mL) 
Volume 
total 
(mL) 
Concentração 
do KMnO4 
(mol.L-1) 
Δt 
(s) 
Vmédia 
mol.L-1.s-1 
1 10,0 5,0 0,0 4,0 
2 10,0 5,0 10,0 4,0 
3 10,0 5,0 20,0 4,0 
4 10,0 5,0 30,0 4,0 
5 10,0 5,0 40,0 4,0 
6 10,0 5,0 50,0 4,0 
 
5.1. Atividade Avaliativa - Cálculos e gráfico 
 
1) Fazer os cálculos da concentração do KMnO4 na solução final de cada erlenmeyer. 
2) Calcular a velocidade média (vmédia) da reação pela equação 1 e preencher a Tabela 1. 
 
 Equação 1 
 
3) Em um papel milimetrado fazer o gráfico da velocidade da reação vmédia (ordenadas) versus 
concentração de KMnO4 (abscissa). Qual a conclusão a tirar do gráfico? 
 
 
Parte B: Influência da temperatura na velocidade de reação 
 
- Colocar em cada um dos 4 erlenmeyers os volumes de cada solução de H2SO4, H2C2O4 e água 
destilada, conforme descrito na Tabela 2. 







sL
mol
t
KMnO
vmédia
.
][
.
2
1 4
 
29 
 
- Colocar o erlenmeyer 7 por 2 minutos no banho maria a 35 oC e em seguida adiciona adicionar a 
solução de KMnO4, também à 35 
oC, acionando o cronômetro sempre no mesmo instante, isto é, ao 
iniciar a adição do permanganato. 
I - Homogeneizar a solução reagente sempre da mesma forma e velocidade de agitação. 
II - Parar o cronômetro no momento do descoramento total do permanganato. 
III - Ler e registrar o t (tempo), em segundos. Preencher a Tabela 2. 
- Colocar o erlenmeyer 8 por 2 minutos no banho maria a 40 oC e em seguida adiciona adicionar a 
solução de KMnO4, também à 40 
oC, acionando o cronômetro sempre no mesmo instante, isto é, ao 
iniciar a adição do permanganato. 
- Depois seguir as etapas I a III. 
- Colocar o erlenmeyer 9 por 2 minutos no banho maria a 45 oC e em seguida adiciona adicionar a 
solução de KMnO4, também à 45 
oC, acionando o cronômetro sempre no mesmo instante, isto é, ao 
iniciar a adição do permanganato. 
- Depois seguir as etapas I a III. 
- Colocar o erlenmeyer 10 por 2 minutos no banho maria a 50 oC e em seguida adiciona adicionar a 
solução de KMnO4, também à 50 
oC, acionando o cronômetro sempre no mesmo instante, isto é, ao 
iniciar a adição do permanganato. 
- Depois seguir as etapas I a III. 
 
Tabela 2 - Estudo da influência da temperatura na velocidade de uma reação. 
Erlenmeyer Solução 
de 
H2SO4 
(mL) 
Solução 
de 
H2C2O4 
(mL) 
H2O 
(mL) 
Temp 
(oC) 
Solução 
de 
KMnO4 
(mL) 
Volume 
total 
(mL) 
Concentração 
do KMnO4 
(mol.L-1) 
Δt 
(s) 
Vmédia 
mol.L-1.s-1 
7 10,0 5,0 50,0 35 4,0 
8 10,0 5,0 50,0 40 4,0 
9 10,0 5,0 50,0 45 4,0 
10 10,0 5,0 50,0 50 4,0 
 
5.2. Atividade Avaliativa - Cálculos e gráfico 
 
1) Fazer os cálculos da concentração, em mol.L-1 do KMNO4 na solução final. 
2) Calcular a velocidade média (vmédia) da reação pela equação 1 e preencher a Tabela 2. 
3) Num papel milimetrado fazer o gráfico da velocidade da reação vmédia (ordenadas) versus 
temperatura inicial dos reagentes de KMNO4 (abscissa)em graus Kelvin [T=273 + t (
oC)]. Qual a 
conclusão a tirar do gráfico? 
 
30 
 
EXPERIMENTO 8 - EQUILÍBRIO QUÍMICO – PRINCÍPIO DE LE CHATELIER 
 
1. Princípios básicos 
 
 Todos os processos que ocorrem em um sistema isolado (onde não ocorre troca de matéria ou 
de energia com as vizinhanças) atingem um estado de equilíbrio. No estado de equilíbrio, as 
propriedades macroscópicas do sistema (pressão, temperatura, volume, coloração, entre outras) 
permanecem inalteradas com o tempo. 
 Equilíbrios químicos são sempre dinâmicos. Quando se diz que um sistema atingiu o 
equilíbrio, não se quer sugerir que toda transformação foi interrompida ou completada. Ao invés disso, 
as reações direta e inversa continuam, e elas ocorrem com velocidades iguais. 
 Henry Louis de Le Chatelier, cientista francês, enunciou o princípio geral do deslocamento de 
equilíbrios químicos: “Quando uma força atua sobre um sistema em equilíbrio químico, este se 
desloca no sentido de anular a força aplicada”. É o princípio de Le Chatelier da fuga ante a força. A 
concentração, a pressão e a temperatura são as forças que atuam sobre os equilíbrios químicos. 
Quando se realizam estudos de equilíbrio em função da concentração, tem-se que: 
- Quando se aumenta a concentração de um dos componentes do equilíbrio, este se desloca no sentido 
de consumir a substância adicionada; 
- Quando se diminui a concentração de um dos componentes do equilíbrio, este se desloca para repor o 
componente retirado. 
 Um dos equilíbrios que é mais utilizado para demonstrações é representado pela reação: 
 
FeCl3 (aq) + 3 NH4SCN (aq)  Fe(SCN)3 (aq) + 3 NH4Cl (aq) 
 
O Fe(SCN)3 é um sal solúvel de cor vermelha característica, Assim, se torna fácil concluir 
que, deslocando-se o equilíbrio para a direita, ocorrerá uma intensificação na cor vermelho sangue do 
meio e vice-versa. 
 Outro equilíbrio bastante interessante é o que ocorre com os cromatos (soluções amarelas) e os 
dicromatos (soluções alaranjadas), em solução aquosa. Dissolvendo-se uma certa quantidade de 
dicromato de potássio em água, ocorrerá a dissolução do sal. 
 
K2Cr2O7 (aq)  2 K
+ (aq) + Cr2O7
— (aq) 
 
 
 
 
31 
 
O ânion Cr2O7
2- e a água entram em equilíbrio: 
 
Cr2O7
2- (aq) + H2O  2 CrO4
2- (aq) + 2 H+ (aq) 
alaranjado amarelo 
 
Deslocando-se a reação para a direita, o meio torna-se amarelo e para a esquerda, alaranjado. 
 
Outra aplicação importante do princípio de Le Chatelier é o estudo das reações envolvendo o 
chamado efeito do íon comum. Por exemplo, numa solução de hidróxido de amônio (também 
chamada solução de amônia) existe o equilíbrio: 
 
NH3(aq) + H2O  NH4
+
(aq) + OH
-
(aq) 
 
 A adição do NH4Cl, (NH4)2SO4 ou qualquer outro sal de amônio solúvel, aumentará a 
concentração de NH4
+. Consequentemente, a reção se deslocará para a esquerda e a concentração dos 
íons OH- diminuirá. O íon NH4
+, por ser comum ao hidróxido de amônio e ao sal de amônio 
adicionado, é chamado de íon comum. Analogamente, sais pouco solúveis podem se tornar ainda 
menos solúveis através do efeito do íon comum, se não ocorrerem reações secundárias. Por exemplo, 
o equilíbrio entre o sal pouco solúvel CaSO4 e seus íons em solução são representados pela equação: 
 
CaSO4 (s)  Ca
2+
 (aq) + SO4
2-
 (aq) 
 
 A adição de Ca2+ou SO4
2– (adição de um sal solúvel contendo um desses íons) deslocará a 
reação para a esquerda, diminuindo a solubilidade do sulfato de cálcio. 
 
2. Objetivos específicos 
 Demonstrar o princípio de deslocamento de equilíbrio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
3. Materiais necessários 
- 9 Tubos de ensaio 
- Estante para tubos de ensaio 
- 1 Pipeta graduada de 10 mL 
- 6 Pipetas graduadas de 5 mL 
- Proveta de 50 mL 
- Espátulas 
- Dicromato de potássio (K2Cr2O7) a 0,5 % 
 - Cromato de potássio (K2CrO4) a 1 % 
- Cloreto férrico (FeCl3) 0,05 mol.L
-1 
- Hidróxido de sódio (NaOH) a 0,5 % 
- Ácido Clorídrico (HCl) a 5 % 
- Cloreto de amônio sólido (NH4Cl) 
-Tiocianato de Amônio (NH4SCN) 0,005 mol/L 
-NH4SCN sólido 
- ácido nítrico concentrado 
- cobre metálico 
- kitassato com rolha 
 
 
 
 
4. Procedimento experimental 
 
4.1. Equilíbrio Cloreto de Ferro-Tiocianato de Ferro 
 
4.1.1. Em uma proveta de 50 mL, adicionar 1 mL de solução de FeCl3, 1 mL de solução de NH4SCN e 
38 mL de água. Agitar. Anotar as observações e a reação envolvida. 
 
4.1.2. Numerar 4 tubos de ensaio. Colocar em cada tubo 10 mL da solução da proveta. Ao tubo no 1 
adicionar 2 mL de solução de FeCl3. Agitar. Anotar as observações, comparando a coloração obtida 
com a coloração da solução do tubo no 4. Anotar as observações. Porque isto ocorreu? 
 
4.1.3. Ao tubo n° 2, adicionar NH4SCN sólido. Agitar. Comparar com a cor da solução do tubo n° 4. 
Anotar as observações. Porque isto ocorreu? 
 
4.1.4. Ao tubo n° 3, adicionar uma ponta de espátula de NH4Cl solido. Agitar. Comparar a coloração 
obtida com o tubo n° 4. Anotar as observações. Porque isto ocorreu? 
 
4.2. Equilíbrio Cromato-Dicromato 
 
4.2.1. Numerar outros 4 tubos de ensaio. Nos tubos 5 e 6 colocar 1 mL da solução de K2CrO4 e aos 
tubos 7 e 8, adicionar quantidade (volume) semelhante de K2Cr2O7. 
 
 
33 
 
4.2.2. Ao tubo 5 adicionar cerca de 2 mL de solução de HCl e agitar. Comparar agora com a coloração 
da solução do tubo 6. Anotar as observações. Porque isto ocorreu? 
 
4.2.3. Ao tubo 7 adicionar 2 mL de solução de NaOH. Agitar. Comparar a cor obtida com a da solução 
do tubo 8. Anotar as observações. Porque isto ocorreu? 
 
4.3. Equilíbrio NO2 / N2O4 
O equilíbrio da reação: 
2NO2(g)↔N2O4(g) 
 
é um excelente exemplo para verificar a influência da temperatura no estado de equilíbrio. 
O gás NO2 é um gás de coloração marrom, enquanto o gás N2O4 é incolor. A reação descrita 
acima é exotérmica no sentido direto, e, portanto, a variação da temperatura pode deslocar o 
equilíbrio. 
 
Procedimento: 
 
a) Gerar o gás NO2, a partir da adição de ácido Nítrico concentrado sobre cobre metálico (Atenção: 
Peça ao técnico ou ao professor responsável para efetuar a produção de NO2) e recolha o gás dentro de 
um tubo de ensaio com rolha ou uma proveta pequena com tampa. (Escreva a equação balanceada 
da reação entre o Cu e o HNO3 concentrado) 
 
b) Coloque o recipiente contendo o gás recolhido no item “a” dentro de um banho de gelo. Espere 
alguns minutos e observe as mudanças que ocorrerão. 
 
c) Retire o recipiente contendo o gás do banho de gelo e coloque em banho de água fervente. Espere 
alguns minutos e observe as mudanças que ocorrerão. 
Explique as modificações que foram observadas no sistema quando ele foi resfriado e posteriormente 
aquecido, aplicando conhecimentos sobre as leis que regem o deslocamento de equilíbrio. 
 
5. Atividade avaliativa 
 
 Como atividade avaliativa deverá ser entregue na próxima aula todos os resultados obtidos 
durante as etapas da aula prática e também as respostas aos questionamentos do roteiro. 
 
34 
 
EXPERIMENTO 9 – MEDIDAS DE pH E SOLUÇÃO-TAMPÃO 
 
 
1. Príncipios básicos 
 
 Em muitas aplicações é inconveniente utilizar as concentrações dos íons hidrogênio e 
hidroxila em mol/L, uma vez que, a concentração hidrogeniônica de uma solução pode variar de 
10 mol/L a menos de 1.10-5 mol/L. Assim, a escala de pH foi proposta em 1909 por S.P.L. Srensen 
para expressar este grande intervalo de acidez de uma maneira mais conveniente, podendo-se 
expressar os estados de acidez e basicidade em uma escala numérica entre 0 e 14. Matematicamente, 
pH é definido como o logaritmo negativo da concentração hidrogeniônica: 
 
pH = - log10 [H
+] ou [H+] = 10-pH 
 
 Assim sendo, a medida de acidez ou basicidade de uma solução dependerá da [H+] dissolvida 
na solução. Sabe-se que, eletrólitos fracos dissociam-se parcialmente em íons quando dissolvidos em 
líquidos com elevadaconstante dielétrica, como a água. Alguns ácidos e bases, além de outros 
compostos, classificam-se como eletrólitos fracos. Por exemplo, o ácido acético, cuja equação 
simplificada da dissociação é: 
 
CH3COOH (aq) H
+
(aq) + CH3COO
-
(aq) 
 
A dissociação do ácido acético em água constitui em um equilíbrio químico, podendo ser 
afetado pelo aumento/diminuição da concentração de íons H+, ou da concentração dos íons acetato. A 
“resistência” de uma solução a mudanças da [H+] ao adicionar pequenas quantidades de um ácido ou 
base é chamada de efeito tampão e a solução que tem esta propriedade é denominada solução 
tampão. 
Nesta prática avaliaremos o pH de diferentes soluções e estudaremos uma solução tampão e 
seu efeito tamponante. 
 
2. Materiais Necessários 
 
- Solução de Ácido Acético 0,1 M 
- Solução de Acetato de Sódio 0,1 M 
- Solução de HCl a 0,01 M 
- Solução de NaOH a 0,01 M 
- Indicador Alaranjado de Metila (ALM) 
- Indicador Azul de Bromotimol (ABT) 
 
35 
 
- Indicador Fenolftaleína (FFT) 
- Água destilada 
- 13 tubos de ensaio 
- 1 estante 
- 2 pipetas graduadas de 2 mL 
- 3 pipetas graduadas de 10 mL 
- pHmetro 
- proveta de 100mL 
- béquer de 100mL 
- béquer de 25mL 
-pipeta 
- pipetador ou pêra
3. Procedimento experimental 
 
 Numere os tubos de ensaio de 1 a 13. Meça a quantidade de líquido com as pipetas e transfira 
para os respectivos tubos de ensaio como indicado nos itens a seguir. Avalie o pH de tais líquidos. 
 
- Avaliação do pH da água destilada 
 
Coloque cerca de 70 mL de água destilada num erlenmeyer. Transfira 10 mL desta água 
destilada para cada um dos tubos de ensaio numerados de 1, 2 e 3. 
 Acrescente aos 3 tubos de ensaio 4 gotas dos indicadores conforme indicados na tabela 1. 
Anote a cor observada em cada tubo e o pH correspondente, empregando os dados a tabela 1. 
Finalmente faça a avaliação do pH da água destilada. 
 
Tabela 1: pH da água destilada. 
Tubo 
Volume de 
água (mL) 
Indicadores Cor Intervalo de pH pH da água 
1 10 ALM 
2 10 ABT 
3 10 FFT 
 
 
- Avaliação do pH de soluções aquosas 
 
 Nos tubos de ensaio de 4 a 12 coloque os volumes de solução (mL), e 4 gotas dos indicadores, 
como indicados na tabela 2. Anote suas observações: 
 
 
 
 
 
36 
 
Tabela 2: pH de soluções aquosas 
Tubo 
Ácido acético 
0,1 M 
(mL) 
Acetato de 
sódio 
 0,1 M 
(mL) 
H2O 
(mL) 
Indicador Cor 
Intervalo 
de 
pH 
pH das 
soluções 
4 8 0 2 ALM 
5 8 0 2 ABT 
6 8 0 2 FFT 
7 0 8 2 ALM 
8 0 8 2 ABT 
9 0 8 2 FFT 
10 8 2 0 ALM 
11 8 2 0 ABT 
12 8 2 0 FFT 
 
- Estudo do efeito tamponante 
 
 Esse estudo é realizado com as soluções contidas nos tubos 1, 3 e 10. Divida a solução do tubo 
10 exatamente em duas, passando metade para o tubo 13. Anote o novo volume dos tubos 10 e 13, 
que deve ser em torno de 5mL . 
 A estes tubos adicione 1 mL de solução 0,01 mol/L de HCl ou de solução 0,01 mol/L de 
NaOH ( ver tabela 3). Anote suas observações. 
Tabela 3: Avaliação do pH da água e da solução-tampão com adição de ácido ou base 
Tubos 
Volume das 
soluções (mL) 
HCl 
0,01M 
(mL) 
NaOH 
0,01M 
(mL) 
Cor inicial 
pH 
inicial 
Cor final pH final 
1 10 1 X 
3 10 X 1 
10 5* 1 X 
13 5* X 1 
*anotar o volume exato após a divisão da solução do tubo 10 
 
 
37 
 
 O pH das soluções pode ser avaliado pelo emprego de indicadores, de acordo com critérios de 
cor, ver tabela: 
 
Tabela 4: Correspondência entre pH e cores dos indicadores 
Indicador Cor da Solução pH da Solução 
Alaranjado de Metila (ALM) 
Vermelha 
Laranja 
Amarela 
<3,1 
3,1-4,4 
>4,4 
Azul de Bromotimol (ABT) 
Amarela 
Verde 
Azul 
<6,0 
6,0-7,6 
>7,6 
Fenolftaleína (FFT) 
Incolor 
Rósea 
Púrpura 
<8,0 
8,0-10,0 
>10,0 
 
4. Atividade complementar 
 
Será exigido um relatório completo referente a este experimento, o qual deve ser entregue na 
semana seguinte e conter, obrigatoriamente, as tabelas completas e as respostas aos seguintes 
questionamentos: 
 
1) Qual a concentração da solução contida nos tubos 4, 5 e 6 ? Calcule o pH destas soluções? 
2) Qual a concentração da solução contida nos tubos 7, 8 e 9 ? Calcule o pH destas soluções? 
3) Qual o pH calculado das soluções contidas nos tubos 10, 11 e 12 ? 
4) Calcule o pH das soluções do tubo 10 e 13. 
5) Compare os valores de pH calculados com aqueles encontrados experimentalmente. 
6) O que ocorreu com o pH da água destilada (tubos 1 e 3) quando a ela se acrescenta 1 mL de 
HCl 0,01 mol/L? E quando se acrescenta 1 mL de NaOH 0,01 mol/L? Explique. 
7) O que ocorre com o pH da solução que contém ácido acético e acetato de sódio ( tubos 10 e 13) 
quando a ela se acrescenta 1 mL de HCl 0,01 mol/L? E quando se acrescenta 1 mL de 
NaOH 0,01 mol/L? Explique. 
8) O que é uma solução-tampão e qual sua função? 
 
 
 
 
38 
 
EXPERIMENTO 10 - REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO 
 
1. Princípios Básicos 
 
Uma reação química onde ocorre a transferência de elétrons de uma espécie para outra é 
chamada de reação de oxidação-redução, reação de oxi-redução ou simplesmente reação redox. 
O processo de oxidação envolve a perda de elétrons por parte de uma substância, enquanto 
que a redução envolve um ganho de elétrons para a espécie química em consideração. Esta perda ou 
ganho de elétrons, formalmente, é indicada pela variação do número de oxidação (NOX) das várias 
espécies envolvidas na reação considerada. 
Exemplos: 
 
a) Exemplo de envolvimento de íons simples na reação redox. 
 
Zn0 (aq) + Cu
2+
(aq)  Zn
2+
(aq) + Cu
0
(aq)
 
 
 - O número de oxidação do zinco variou de 0 para +2, ou seja, ele perdeu elétrons, sofreu oxidação e é 
o agente redutor. 
- O número de oxidação do cobre variou de +2 para 0, ou seja, ele ganhou elétrons, sofreu redução e é 
o agente oxidante. 
 
b) Exemplo de envolvimento de átomo em agrupamentos iônicos (cromo contido no Cr2O7
2-). 
 
Cr2O7
2-
(aq) + 14H
+
(aq) + 6Fe
2+
(aq)  2Cr
3+
(aq) + 6Fe
3+
(aq) + 7H2O 
 
- O número de oxidação do cromo variou de +6 para +3 (ganhou elétrons, reduziu e é agente 
oxidante). 
- O número de oxidação do ferro variou de +2 para +3 (perdeu elétrons, oxidou e é agente redutor). 
 
c) Exemplo envolvendo substâncias moleculares, sólidas e gasosas. 
 
C (g) + O2(g)  CO2(g) 
 
- O número de oxidação do carbono variou de 0 para +4 (perdeu elétrons, oxidou e é agente redutor). 

 
39 
 
- O número de oxidação do oxigênio variou de 0 para -2 (ganhou elétrons, reduziu e é agente 
oxidante). 
Ao se estudar uma determinada reação química, deve-se levar em conta a espontaneidade do 
processo (estudo termodinâmico) e também com que rapidez ela ocorre (estudo cinético). Por 
exemplo, o nitrogênio e o oxigênio da atmosfera terrestre podem reagir com a água nos oceanos 
formando ácido nítrico diluído, de acordo com a equação abaixo: 
 
2 H2O + 2N2(g) +5O2(g) → 4HNO3 (g) ∆G = - 85 Kcal.mol
-1 
 
 O valor negativo da energia livre indica que essa reação pode acontecer espontaneamente. 
Entretanto ela se processa com uma velocidade praticamente nula. 
 No caso de reações envolvendo oxi-redução,o valor da energia livre de Gibbs (ΔG) pode ser 
determinada pela equação abaixo: 
ΔG = -nFE 
 
Onde n = número de e- transferidos; F = constante de Faraday (1F = 96500 C/mol); E= força 
eletromotriz (f.e.m.). Desta forma, um valor positivo de E indica um processo espontâneo. 
 
2. Objetivos específicos 
 Estudar as reações de oxi-redução utilizando conceitos e medidas de potencial de redução. 
3. Materiais Necessários 
Parte A: 
- 3 Tubos de ensaio 
- solução 0,10 M de sulfato de cobre 
- 2 pipetas de 5 mL 
- 1 prego de ferro 
- solução 0,10 M de sulfato de ferro 
- 2 pedaços de fio de cobre 
- solução 0,10 M de nitrato de prataParte B: 
- 1 Tubo de ensaio 
- banho Maria 
- kitassato 
– H2SO4 1,5M 
– álcool etílico 
- Solução de dicromato de potássio (K2Cr2O7) a 0,5 % 
- 1 pipeta de 1mL 
- 1 pipeta de 10 mL 
- 1 canudo
 
Parte C: 
 
40 
 
- 1 Tubo de ensaio 
- solução de peróxido de hidrogênio 0,6% v/v 
- solução 0,04 M de permanganato de potássio 
- solução 0,1 M de ácido sulfúrico 
- 2 pipetas de 1 mL 
- 1 pipeta plástica
 
4. Procedimento Experimental 
Parte A: Verificação da espontaneidade de uma reação de óxido-redução 
 
- Para todas as reações observe as condições iniciais e anote alguma evidência de transformação com o 
passar do tempo; 
- Colocar 5 mL da solução de sulfato de cobre (II) no tubo de ensaio (Tubo 1) e em seguida um prego 
limpo (caso necessário, passar uma palha de aço), fazendo com que parte do mesmo fique 
mergulhada na solução e outra fora da solução; 
- Colocar, em outro tubo de ensaio (Tubo 2) 5 mL da solução de sulfato de ferro (II) e em seguida um 
pedaço de fio de cobre, tomando o mesmo cuidado que o do prego; 
- Colocar, em outro tubo de ensaio (Tubo 3) 5 mL da solução de nitrato de prata e em seguida um 
pedaço de fio de cobre, tomando o mesmo cuidado que o do prego. 
 
Parte B: Reação de oxidação do etanol (teste do bafômetro) 
 
- Colocar cerca de 0,5 mL de solução da dicromato de potássio em um tubo de ensaio e adicionar 
10 mL de ácido sulfúrico 2,5 M; aquecer em banho-maria a 60 oC por 5 min; 
- Com a ajuda de um técnico ou do professor, colete no tubo de ensaio o vapor de álcool obtido pelo 
borbulhamento de álcool etílico em um kitassato; 
- Aguardar alguns minutos, anotar as observações e explicar o fenômeno através da equação da reação 
redox. 
 
Parte C: Reação de redução da água oxigenada 
 
- Em um tubo de ensaio adicionar 0,5 mL de uma solução de permanganato de potássio 0,04 M, 1 mL 
de ácido sulfúrico 0,1 M e 1mL (lentamente, com pipeta plástica) de água oxigenada (H2O2 6% v/v) 
. Observar e explicar o que acontece. 
 
 
5. Atividade complementar 
Responder aos seguintes questionamentos referentes às reações de oxidação-redução: 
 
41 
 
 
1) Na Parte A, explique as observações nos tubos 1 e 2 através dos potenciais padrão de eletrodo das 
semi-reações envolvidas (ver Tabela abaixo). As reações são espontâneas? 
 
2) Na Parte B, descreva o teste do bafômetro indicando a equação de oxi-redução global balanceada e 
a mudança de coloração observada. 
 
3) Na Parte C, escreva a equação de oxi-redução global balanceada e indique pelo menos 2 outros 
exemplos de reações de oxi-redução onde o permanganato de potássio é utilizado como agente 
oxidante. 
TABELA DE POTENCIAIS DE OXI-REDUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Potenciais de oxidação 
(Eoox), em volt 
 Potenciais de redução 
(Eored), 
em volt 
+ 3,04 Li+ + 1e Li 3,04 
+ 2,87 Ca2+ + 2e Ca 2,87 
+ 2,71 
 Na+ + 1e Na 2,71 
+ 2,36 Mg2+ + 2e Mg 2,36 
+ 1,66 Al3+ + 3e Al 1,66 
+ 0,76 Zn2+ + 2e Zn 0,76 
+ 0,44 Fe2+ + 2e Fe 0,44 
+ 0,28 Co2+ + 2e Co 0,28 
+ 0,25 Ni2+ + 2e Ni 0,25 
+ 0,14 Sn2+ + 2e Sn 0,14 
+ 0,13 Pb2+ + 2e Pb 0,13 
 0,00 2H+ + 2e H2 0,00 
 –0,34 Cu2+ + 2e Cu +0,34 
 –0,80 Ag+ + e Ago +0,80 
 –0,85 Hg2+ + 2e Hg +0,85 
 –1,07 Br2 + 2e 2Br 
+1,07 
 –1,36 Cl2 + 2e 2Cl 
+1,36 
 –1,50 Au3+ + 3e Au +1,50 
 
42 
 
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	EXPERIMENTO 1 – SOLUBILIDADE E SOLUÇÃO SUPERSATURADA
	EXPERIMENTO 2 – DETERMINAÇÃO DAS CURVAS DE SOLUBILIDADE DE KCl e CuSO4.5H2O
	EXPERIMENTO 3 – PREPARO DE SOLUÇÕES A PARTIR DE REAGENTES SÓLIDOS E LÍQUIDOS
	EXPERIMENTO 4( PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE NaOH
	EXPERIMENTO 5( PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE HCl
	EXPERIMENTO 7- CINÉTICA- VELOCIDADE DA REAÇÃO ENTRE PERMANGANATO DE POTÁSSIO COM O ÍON OXALATO EM MEIO ÁCIDO
	EXPERIMENTO 8 - EQUILÍBRIO QUÍMICO – PRINCÍPIO DE LE CHATELIER
	EXPERIMENTO 9 – MEDIDAS DE pH E SOLUÇÃO-TAMPÃO
	EXPERIMENTO 10 - REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO

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