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Anatomia Palpatória Aula 8: Coxa e joelho Apresentação Nesta aula, apresentaremos a palpação de áreas em coxa e joelho. Essas estruturas estarão muito presentes nas queixas de seus futuros pacientes. Assim como o esporte, o sedentarismo e a obesidade associado a várias outras doenças, incapacitam funcionalmente a locomoção. Os joelhos são articulações muito sobrecarregadas e geram muitas disfunções relacionadas à marcha. A prescrição de tratamento tem como base uma avaliação coerente e, para isso, técnicas de anatomia palpatória são fundamentais para fechamento do diagnóstico cinesiológico funcional e determinação de objetivos a serem alcançados. Objetivos Identi�car através da revisão, estruturas anatômicas envolvidas em coxa e joelho; Descrever técnicas da anatomia palpatória nas estruturas de ossos, articulações, ligamentos, músculos, tendões, vasos e nervos em áreas de coxa e joelho; Relacionar a palpação dessas estruturas com avaliação �sioterapêutica e disfunções nessas regiões do corpo. A estrutura da região da coxa A coxa é o segmento entre o quadril e o joelho, certo? O fêmur é um osso totalmente revestido por forte e abundante musculatura. Se dividirmos esses músculos em compartimentos, teremos três compartimentos, divididos pelos septos intermusculares provenientes da fáscia lata. Teremos, então, os compartimentos anterior, medial e posterior. No compartimento anterior, estarão os músculos �exores do quadril e extensores do joelho, inervados pelo nervo femoral. No compartimento medial, teremos os músculos adutores do quadril (e alguns �exores do joelho), inervados pelo nervo obturatório. Os músculos do compartimento posterior são os extensores da coxa e �exores do joelho, recebendo inervação do nervo isquiático. As ações aqui descritas são de simples aplicações, certo? Entretanto, vale lembrar que alguns desses músculos atuam em movimentos rotacionais do joelho e, para um �sioterapeuta, um estudo biomecânico se torna necessário para o entendimento. Imagem: Pixabay/composita Músculos da região anterior da coxa Músculo pectíneo, músculo iliopsoas, músculo sartório, todos vistos em nossa aula 7, e o músculo quadríceps femoral. O músculo quadríceps é um músculo femoral que envolve quase que por completo o fêmur. Ele é constituído pelo reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio, sendo palpáveis somente as três primeiras porções. O músculo reto da coxa ou femoral está situado no meio da coxa e é um músculo bipeniforme. Tem inserção proximal na EIAS e cobre o vasto intermédio. O músculo vasto medial é fácil de ser identi�cado − uma lâmina muscular plana e grossa que está situada na face medial da coxa. Tem inserção proximal no lábio medial da linha áspera (dois terços inferiores). O músculo vasto lateral é o maior músculo do quadríceps. Esse músculo recobre quase que toda a face anterolateral da coxa e tem inserção proximal no trocânter maior do fêmur. O vasto lateral é recoberto pelo músculo tensor da fáscia lata na região proximal. Todas as quatro porções têm inserção distal na tuberosidade da tíbia, por tendão único na patela e este se liga à tíbia pelo ligamento patelar. Há a ação de �exão de quadril e extensão de joelho e inervação do nervo Femoral, L2-L4. Veja a seguir os músculos da coxa. Figura 1. Músculos da coxa - quadríceps. (Fonte: NETTER, 2011). Os músculos vasto lateral, vasto medial e ventre do reto femoral tornam-se evidentes através de uma contração em isometria com a perna em extensão, sendo o reto localizado entre os vastos. O indivíduo deve estar em DD, com o joelho estendido e a perna apoiada sobre a maca. O terapeuta em pé, ao lado da maca, com uma das mãos apoiada entre a região poplítea e a maca, solicita que o paciente pressione a mão interposta entre a fossa poplítea e o plano da maca (contração isométrica do quadríceps). O músculo vasto lateral aparece na região anterolateral da coxa. O músculo vasto medial aparece na região anteromedial da coxa mais distal que o anterior, e o reto da coxa aparece na região média da coxa, entre o vasto medial e o lateral. Figura 2. Palpação do vasto medial e do vasto lateral. (Fonte: TIXA, 2009b.). Músculos da região medial da coxa Pode ser denominado de grupo adutor, devido sua ação. É formado pelos músculos adutor longo, adutor curto, adutor mínimo, adutor magno, grácil e obturador externo. O músculo grácil é o mais super�cial e mais delgado dos músculos adutores. Esse músculo é o único que cruza a articulação do joelho, agindo no movimento da perna (�exão da perna). Para identi�car e testar os músculos adutores solicite a adução da coxa, contra uma resistência. A resistência pode ser feita pela mão do avaliador ou uma bola entre os joelhos, por exemplo. Esses músculos também foram apresentados na aula 7. Reveja, para o aprendizado ser proveitoso. Músculos da região posterior da coxa Conhecidos, algum tempo atrás, como músculos do jarrete. Atualmente, são chamados de músculos isquiotibiais: 01 Músculo semitendíneo; 02 Músculo semimembranáceo; 03 Músculo bíceps da coxa. Atenção A cabeça curta do músculo bíceps da coxa só age na �exão da perna. Já os outros músculos produzem a extensão da coxa e a �exão da perna. Figura 3. Músculos posteriores da coxa. (Fonte: CLAY; POUNDS, 2003.). Músculo semitendíneo é nomeado assim devido ao seu longo tendão de inserção, que cruza a região posterior e medial do joelho. O músculo semitendíneo ou semitendinoso é visualizado de forma posterossuperior, na região medial da coxa. O músculo semitendíneo tem origem no túber isquiático e insere-se na tíbia, formando a pata de ganso, junto com o músculo sartório e o grácil. É motor primário na extensão do quadril e �exão do joelho e, também, gera a rotação interna desta articulação quando �etida. Compõe, em conjunto com os músculos bíceps femoral e semimembranáceo, o grupo dos isquiotibiais. Para sua palpação, o indivíduo deve estar em DV, com o joelho �etido (cerca 30º), e o terapeuta resiste ao movimento de �exão de joelho associado à rotação medial da perna. O tendão do músculo semitendíneo é facilmente visualizado e, portanto, palpável diretamente na região medial à fossa poplítea. O músculo semimembranáceo, por possuir um tendão de origem com aparência de uma larga membrana, leva esse nome. Tem origem no túber isquiático e inserção na face medial da extremidade superior da tíbia, abaixo do côndilo medial. Cruza a região posterior e medial do joelho, profundamente ao músculo semitendíneo. O semimembranáceo é mais profundo e é recoberto pelo semitendíneo, sendo palpado abaixo dele. Após localizar o tendão do músculo semitendíneo, procure palpar profundamente o músculo semimembranáceo. Veja a identi�cação do tendão do músculo Semitendíneo na �gura a seguir. Figura 4. Identificação do tendão do músculo Semitendíneo. (Fonte: Própria autora). O músculo bíceps da coxa é triangular e largo. Esse músculo possui duas cabeças e ambas se inserem distalmente na cabeça da fíbula, são elas: Clique nos botões para ver as informações. É biarticular e cruza as articulações do quadril (extensão da coxa) e joelho (�exão da perna). A porção longa é medial, maior e tem origem no túber isquiático. Cabeça longa Cruza apenas a articulação do joelho (�exão da perna). A porção curta é menor e lateral e origina-se da linha áspera do fêmur. Cabeça curta Sua palpação é possível na mesma posição executada para o músculo semitendíneo. Localize na região mais lateral e posterior do joelho o tendão do músculo bíceps da coxa, inserindo-se na cabeça da fíbula. O terapeuta, com uma das mãos, segura o pé do paciente e resiste ao movimento de �exão de joelho associado à rotação lateral da perna. Com a outra mão, palpa o tendão do bíceps da coxa que aparece lateralmente à fossa poplítea. Figura 5. Identificação do tendão distal do bíceps femoral. (Fonte: Própria autora.). Imagem: Freepik/pressfoto A palpação do joelho Partiremos agora para a palpação do joelho. É uma articulação sinovial,do tipo condilar, biaxial (eixos para �exão/extensão e rotação medial/rotação lateral). As estruturas ósseas do joelho são facilmente palpáveis. É a mais complexa articulação do organismo, sob o ponto de vista anatômico e funcional, porque deve ser estável e, ao mesmo tempo, permitir uma boa mobilidade. É composta por três ossos: Fêmur Tíbia Patela Seria mais conveniente dividi-la em duas articulações envolvidas pela mesma cápsula articular. A articulação tíbio-femoral, formada pela epí�se distal do fêmur articulando-se com a epí�se proximal da tíbia e, a articulação femoropatelar, sendo organizada pela face anterior e distal do fêmur, articulando-se com a face posterior da patela. Na articulação do joelho, facilmente, podemos palpar os elementos ósseos: 01 A patela e suas margens; 02 Os epicôndilos do fêmur; 03 O tubérculo de Gerdy; 04 A tuberosidade anterior da tíbia; 05 A cabeça da fíbula. Também podemos identi�car os elementos moles, como: 01 O tendão do quadríceps; 02 O ligamento da patela; 03 Os ligamentos colaterais, tibial e �bular; 04 Os meniscos medial e lateral. Na �gura a seguir veja a articulação do joelho. Figura 6. Articulação do joelho. (Fonte: https://www.nmortho.com/category/acl/). Patela e ligamento da patela – é o maior osso sesamoide do corpo. javascript:void(0); A patela aumenta a força de contração do músculo quadríceps, funcionando como uma polia e, também, protegendo a articulação do joelho. Ela se articula com o fêmur na articulação femoropatelar e, em sua palpação, nos interessa, como �sioterapeutas, sua mobilidade para função plena da articulação. Nunca se esqueça de, ao identi�car a patela, pesquisar a mobilidade dessa articulação. A palpação da patela pode ser feita com o indivíduo em DD com o joelho estendido e o músculo quadríceps relaxado. A patela é um osso triangular em ápice distal e base proximal localizado anteriormente à articulação do joelho. Apresenta 2 bordas ou margens (medial e lateral) e ao palpá-la aproveita-se para veri�car a sua mobilidade. O ligamento patelar é a continuação caudal do tendão comum do músculo quadríceps femoral, estando a patela implantada no tendão. Assim, o ligamento patelar pode ser considerado como uma conexão entre tendão do quadríceps femoral a tíbia; e assim, por vezes é denominado tendão patelar. É uma �ta de tecido �broso que liga o ápice da patela à parte inferior do tubérculo da tíbia. Pode ser palpado com o indivíduo na mesma posição, com o joelho �etido ou estendido. O tendão pode ser palpado abaixo da patela. Pode-se fazer uma pegada em pinça, com os dedos polegar e indicador. Figura 7. Palpação e investigação da mobilidade patelar e ligamento patelar. (Fonte: Própria autora (à esquerda) e TIXA, 2009b (à direita).). Epicôndilo lateral e epicôndilo medial do fêmur – temos na extremidade medial do fêmur, os côndilos mediais, que se articula com a tíbia medialmente, e côndilo lateral, articulando-se com a tíbia lateralmente, a fossa intercondilar, entre os côndilos, como já visto em sua disciplina de anatomia. Os epicôndilos medial e lateral são proeminências ásperas localizadas, medialmente e lateralmente, aos seus respectivos côndilos. Pode ser palpado com o indivíduo em DD, com o joelho �etido e pé apoiado na maca. A estrutura é diretamente acessível à palpação − uma saliência óssea mais proeminente na região distal do fêmur. O epicôndilo medial estará medialmente e o lateral, lateralmente. Importante salientar que, no epicôndilo medial, teremos preso no seu ápice parte do ligamento colateral tibial ou medial, e, na porção posterior do epicôndilo lateral, em uma depressão o local de inserção do ligamento colateral �bular ou lateral. Figura 8. Palpação dos epicôndilos do fêmur. (Fonte: Própria autora.). Tuberosidade da tíbia Exceto pelo fêmur, a tíbia é o maior osso no corpo que suporta peso. Está localizada no lado anteromedial da perna e, em sua epí�se proximal, articula-se com o fêmur e a fíbula. Temos nessa extremidade o côndilo lateral, que é a eminência que articula com o côndilo lateral do fêmur, e o côndilo medial, sendo a eminência que articula com o côndilo medial do fêmur; a eminência intercondilar entre os dois côndilos, tubérculo de Gerdy e a tuberosidade da tíbia é a grande elevação oblonga que se insere o ligamento patelar. A tuberosidade da tíbia pode ser palpada com o indivíduo em DD, com o joelho �etido ou estendido. É uma estrutura diretamente acessível à palpação na região anterior proximal da perna, abaixo da patela. Figura 9. Palpação da tuberosidade da tíbia – inserção do ligamento patelar. (Fonte: Própria autora.). Tubérculo de Gerdy (inserção para o trato iliotibial) É um tubérculo onde se insere a banda iliotibial e da fáscia lata na tíbia. Pode ser palpado com o indivíduo em DD, com o joelho �etido. O terapeuta, em pé, posiciona-se ao lado e de frente para o paciente. O tubérculo de Gerdy é a saliência óssea mais proeminente do côndilo lateral da tíbia. Ele é investigado lateralmente à tuberosidade da tíbia e está situado à frente e acima da cabeça da fíbula, local de inserção do trato iliotibial. Figura 10. Identificação e palpação do tubérculo de Gerdy. (Fonte: Própria autora (à esquerda) e MOORE, 2001 (à direita).). Cabeça da fíbula Na cabeça da fíbula, é encontrada a inserção do ligamento colateral �bular e inserção do tendão do músculo bíceps femoral. Apesar de estar ligada à articulação do joelho, não participa dos movimentos do mesmo. Em suas extremidades, a fíbula articula-se com a tíbia e esse tipo de articulação possui micro movimentos. É uma articulação denominada sindesmose, com movimentos de separação e elevação na articulação tibio�bular proximal e tibio�bular distal. A palpação da cabeça da fíbula se dá com o indivíduo em DD, com o joelho �etido a 90° e a perna em posição neutra. O terapeuta, de frente para o paciente, segura com uma das mãos o pé do paciente na sua região lateral e executa uma rotação medial da perna. A palpação se faz atrás e abaixo do tubérculo de Gerdy. Esta manobra permite que a estrutura analisada se desloque para trás e para fora. Atenção O nervo �bular comum contorna posteriormente a cabeça da fíbula antes de atingir a perna (importante para a marcha). Figura 11. Palpação da cabeça da fíbula e nervo fibular – posterior a ela. (Fonte: Própria autora.). Como já dito anteriormente, o joelho é uma articulação complexa e possui ligamentos que estabilizam a articulação, auxiliados pelos meniscos, que estabilizam o joelho, amortecendo o impacto sobre as cartilagens. A chave para um joelho saudável é a estabilidade e o bom alinhamento da articulação. Para isso, necessitamos de ligamentos para sua estabilização. Os ligamentos são os estabilizadores primários para a translação anterior e posterior, angulação em varo e valgo e movimentos rotatórios da articulação do joelho. O ligamento cruzado anterior (LCA) é o estabilizador principal da translação anterior da tíbia, sendo a estrutura mais solicitada no dia a dia de uma pessoa saudável e que pratica desporto. Os meniscos são elementos �brocartilagíneos, de formato triangular, que além de transmitirem cargas, estabilizam o joelho, amortecendo choques e nutrindo a cartilagem ao espalhar uma �na película de �uido sinovial por toda a articulação. Existem dois meniscos em cada joelho, o medial e o lateral. Lembra-se de sua aula de anatomia? Pois, agora, apresentaremos as estruturas palpáveis que contribuem para essa estabilidade. Estruturas palpáveis do joelho Ligamento colateral tibial (medial) É palpado com o indivíduo em DD, com o joelho �etido a 90° e o calcanhar apoiado na maca. O terapeuta segura, com uma das mãos, a borda medial do pé de maneira que possa realizar uma rotação lateral na perna. Com a outra mão apoiada na face lateral do joelho, o terapeuta empurra-o para o interior, de modo que entreabra a interlinha articular medial, o que leva à tensão do ligamento (já que provoca estresse em valgo). A palpação ocorre entre o côndilomedial do fêmur no seu ápice e a porção superior proximal da tíbia. Ligamento colateral �bular (lateral) É palpável com o indivíduo em DD, com a coxa �etida e o joelho �etido. O terapeuta �ca em pé e posiciona-se ao lado e de frente para o paciente. Para a localização ideal deste ligamento, é preferível tensioná-lo em varo com a posição indicada anteriormente (já que provoca estresse em varo). A palpação se faz entre o epicôndilo lateral do fêmur e a cabeça da fíbula. Veja na �gura a seguir, a palpação nos ligamentos colaterais medial (tibial) e lateral (�bular). Figura 12. Ligamentos colaterais medial (tibial) e lateral (fibular). (Fonte: Própria autora (à esquerda) e MOORE, 2001 (à direita).). Retináculo da patela A instabilidade patelar é um problema que acomete a articulação da patela com o fêmur, tornando a patela mais propensa a se desencaixar de sua posição normal. Apesar de o retináculo lateral contribuir com apenas 10% da estabilidade lateral da patela, quando está sob tensão excessiva, geralmente leva a alterações patológicas da excursão patelar. O retináculo da patela é palpável com o indivíduo em DD, com o joelho estendido e o quadríceps relaxado. Empurra-se gentilmente a patela no sentido lateral, de forma a levá-la para um plano cada vez mais sagital. Percebe-se, então, um reforço capsular sob os dedos, como uma faixa �brosa, muito importante nas condropatias. Figura 13. Identificação do retináculo da patela. (Fonte: Própria autora.). Meniscos medial e lateral Os meniscos são formações acessórias das articulações. Servem, também, para orientar os movimentos. Os meniscos são resistentes porque são constituídos por um tecido �brocartilaginoso que tem como característica principal a ausência de vascularização. Por isso, as lesões do menisco não podem ser reparadas espontaneamente, através de cicatrização. Os meniscos são dois: um na metade externa da articulação, o lateral, e outro na metade interna, o medial. O menisco lateral é menor em diâmetro e menos móvel que o medial, em relação ao qual se rompe numa proporção de 10% a menos. Para palpação do menisco medial, o indivíduo deve estar sentado em uma maca, com a perna pendente. O terapeuta de frente para o paciente, com uma das mãos segurando o pé do paciente, encontra a interlinha articular e faz uma rotação medial para abordar a estrutura pesquisada com o joelho a 90°. Para encontrar o menisco lateral, o indivíduo deve estar sentado com o pé apoiado na perna do terapeuta. O joelho do paciente deve estar levemente �exionado e ser estendido gradativamente. Quando a extensão do joelho estiver quase no limite, será possível perceber a palpação na interlinha articular lateral, na sua margem anterior. Comentário Alguns autores não consideram esse menisco palpável. Figura 14. Identificação da interlinha articular. (Fonte: Própria autora (à esquerda) e MOORE, 2001 (à direita).). Outra estrutura relevante junto à palpação no joelho é o tendão pata de ganso ou também chamado, pés anserinus. A pata de ganso é um conjunto de tendões dos músculos sartório, semitendíneo e grácil. A denominação ocorre em decorrência da estrutura assemelhar-se a membrana natatória do ganso. Essa musculatura tem a função primária de promover a �exão do joelho. Ela também tem in�uência secundária na rotação interna da tíbia, protegendo contra o estresse em rotação e em valgo. Tendões da pata de ganso (pés anserinus) Sua palpação é feita com o indivíduo em DD, com o joelho levemente �etido. O terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente, localiza, previamente, a extremidade superior da margem medial da tíbia (na inserção deles, no côndilo medial da tíbia mais posteriormente) e solicita uma �exão do joelho. Atenção Autores dizem que a ordem muscular de proximal para distal é a seguinte: semitendíneo, grácil e sartório. Essa palpação se faz na inserção distal, local comum de in�amação (tendinite). Figura 15. Identificação dos tendões da pata de ganso (pés anserinos). (Fonte: https://drleandrogregorut.com.br/artigos/bursite-da-pata-de-ganso/ (à esquerda) e Própria autora (à direita).). Nervo �bular comum Como já apresentado, o nervo �bular comum passa atrás da cabeça da fíbula. Ele é um ramo do nervo isquiático e, quando lesionado, causa o pé caído . Sua palpação se faz atrás da cabeça da fíbula, uma vez que essa estrutura a contorna posteriormente antes de atingir a perna. 1 javascript:void(0); http://portaldoaluno.webaula.com.br/cursos_graduacao/go0250/aula8.html Figura 16. Palpação do nervo fibular comum, posterior da cabeça da fíbula. (Fonte: Própria autora.). A fossa poplítea está localizada da face posterior do joelho. É limitada pela inserção dos músculos da coxa e pela origem dos músculos dorsais da perna. Também pode ser chamado de losango poplíteo ou oco poplíteo. Seu limite proximal e medial se faz pelas inserções dos músculos semitendíneo e semimembranáceo, proximal e lateralmente pela inserção do músculo bíceps femoral, caudal e medialmente pela origem da cabeça medial do músculo gastrocnêmio, caudal e lateralmente pela origem da cabeça lateral do músculo gastrocnêmio e músculo plantar. Na fossa poplítea, encontramos o nervo isquiático, a artéria femoral, a veia femoral e os linfonodos poplíteos. Essas estruturas estão apenas recobertas por tecido adiposo e pela tela subcutânea. A palpação da artéria poplítea é possível com o indivíduo em DV, com as pernas estendidas relaxadas. O terapeuta, de frente ou ao lado do paciente, palpa a região poplítea na sua área mais central, onde sentirá o pulso da referida artéria. Figura 17. Palpação da artéria poplítea e linfonodos poplíteos. (Fonte: SOBOTTA, 2000.). Atividade Na extremidade superior da margem medial da tíbia, há um conjunto de tendões chamado pata de ganso ou pés anserinus. A denominação pata de ganso é em virtude de a estrutura assemelhar-se a membrana natatória do ganso. Essa musculatura tem a função primária de promover a �exão do joelho. Tem in�uência secundária, também, na rotação interna da tíbia, protegendo contra o estresse em rotação e em valgo. O tendão pata de ganso é formado pelos tendões dos músculos: a) sartório, semimembranáceo e semitendíneo. b) sartório, semitendíneo e grácil. c) sartório, semimembranáceo e grácil. d) bísceps femoral, semimenbranáceo e grácil. e) psoas, sartório e grácil. A coxa é o segmento entre o quadril e o joelho. O fêmur é um osso totalmente revestido por forte e abundante musculatura. Se dividirmos esses músculos em compartimentos, teremos três compartimentos, divididos pelos septos intermusculares provenientes da fáscia lata. Teremos então os compartimentos anterior, medial e posterior. a) Quais músculos palpáveis do compartimento anterior da coxa? b) qual a sua função? A chave para um joelho saudável é a estabilidade e o bom alinhamento da articulação. Para isso necessitamos de várias estruturas para sua estabilização. Quais seriam essas estruturas? Quais são palpáveis? Notas Causa o pé caído 1 Perda da �exão dorsal do pé. Título modal 1 Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográ�ca e de impressos. Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográ�ca e de impressos. Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográ�ca e de impressos.Referências CAEL, Christy. Anatomia palpatória e funcional [livro eletrônico]. 1. ed. São Paulo: Manole, 2013. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/36158/pdf. Acesso em: 30 out. 2019. CLAY, James H.; POUNDS, David M. Massoterapia clínica: integrando anatomia e tratamento. Barueri, SP: Manole, 2003. javascript:void(0); MOORE, Keith L. Anatomia Orientada para a Prática Clínica. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. SOBOTTA, Johannes. Sobotta. Atlas de Anatomia Humana. 21. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 2 v. TIXA, Serge. Atlas de anatomia palpatória do pescoço,do tronco e do membro superior - volume 1. 3. ed. Barueri: São Paulo: Ed. Manole, 2009a. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/47322/pdf. Acesso em: 30 out. 2019. TIXA, Serge. Atlas de anatomia palpatória do membro inferior - volume 2. 3. ed. Barueri: São Paulo: Ed. Manole, 2009b. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/47321/pdf. Acesso em: 30 out. 2019. Próxima aula Revisão de estruturas anatômicas envolvidas em perna, tornozelo e pé; Conhecimento e aplicação da palpação de ossos, articulações, ligamentos, músculos, tendões, vasos e nervos em áreas de perna, tornozelo e pé, muito presentes nas queixas de seus futuros pacientes; Re�exões sobre a relação dessas estruturas com avaliação �sioterapêutica e disfunções nessas regiões do corpo. Explore mais Assista ao vídeo Movimentos do joelho em 3D javascript:void(0); javascript:void(0); javascript:void(0);