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Tecido Ósseo

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UNISÃOMIGUEL
Histologia e Embriologia
RESUMO
TIPOS DE TECIDOS ÓSSEO
HISTOGÊNESE DO TECIDO ÓSSEO
Alunos: 
JOSE DANIEL SOARES DE LIMA
MARIA JULIANA T.DE LIMA
Recife, 2022
Tecido Ósseo – Tipos de Tecido Ósseo
 O tecido ósseo é uma componente chave dos ossos que compõem a estrutura esquelética de muitos animais vertebrados, seu revestimento com tecido ósseo serve para sustentar o corpo; proteger os órgãos mais importantes, como os encontrados na caixa craniana e no tórax; fornece suporte muscular, que atua como um sistema de alavancas; fornece cálcio ao organismo, em troca permanente, regulando principalmente a vitamina D e os hormônios tireoidianos e as glândulas paratireoides.
 Os primeiros tecidos esqueléticos a se formar são os tecidos ósseos primários que compõem o músculo esquelético principal, que são posteriormente regenerados e substituídos pelo segundo músculo esquelético, o tecido ósseo secundário. Que continuam a se misturar ao longo da vida e serem reabsorvidos, embora que lentamente.
Características
Nos ossos, além da medula óssea, existem outros tecidos de natureza diferente. Assim, eventualmente (ou epífrases) os ossos longos são tecidos hematopoiéticos; na medula óssea há tecido adiposo que forma a medula óssea amarela; circundando o osso fora do tecido conjuntivo de hialino forma-se o periósteo.
 O tecido ósseo é constituído de abundante substância intercelular (matriz óssea) e vários tipos de células. A matéria óssea é constituída de substâncias orgânicas e substâncias inorgânicas. Dentre as substâncias orgânicas estão os mucopolissacarídeos e as fibras colágenas, com o predomínio destas últimas.
Tipos de células ósseas
Osteoblastos; Osteócitos; Osteoclastos.
 Os osteoblastos formam elementos da matriz óssea. As células jovens são altamente ramificadas e têm grande atividade metabólica. Eles estão conectados uns aos outros por ramos do citoplasma. Quando adultos, eles recuam, perdem suas extensões e se instalam dentro das cavidades (osteoblastos) e são chamados de osteócitos. Nessas condições, já se forma uma matriz, e ao lado das antigas extensões celulares existem canais pelos quais os nutrientes e a vida oxigenada passam por essas células.
As células osteoclásticas são responsáveis ​​por destruir regiões compactadas (sem orifícios) e esponjas (pela maioria dos orifícios medulares). Portanto, consideramos o tecido ósseo associado à esponja (onde se encontra o osso vermelho). Canal de Havers
 Para ver o osso longo oposto, na região central, e examinar a menor correção ao microscópio, é visível uma série de lamelas ósseas paralelas entre si, dispostas em camadas retas ao redor do canal central - o canal de Havers. Existem vasos sanguíneos e nervos.
 Esses conjuntos (sistemas Havers) são cilíndricos e dispostos em um padrão longitudinal de osso. Os canais de Havers comunicam-se entre si através de outros canais, perpendiculares ou oblíquos, chamados canais de Volkman.
Renovação do tecido ósseo
O tecido ósseo é constantemente regenerado, ou seja, algumas partes são reinseridas, enquanto outras são reconstruídas. A reabsorção é realizada pelos osteoclastos, enquanto os osteoblastos regeneram o tecido. Tem grande poder rejuvenescedor. A ossificação, ou seja, a formação do tecido ósseo, pode ser feita de duas maneiras:
Ossificação intra membranosa
Neste caso, o tecido conjuntivo embrionário é formado. Essas células produzem enzimas cujo papel é liberar o cálcio das proteínas. Dessa forma, começa o objeto subterrâneo, disposto de forma a deixar orifícios ao redor dos osteoblastos, ou seja, dentro dos orifícios, chamados osteócitos. É assim que, por exemplo, são construídos os ossos chatos do crânio.
Desenvolvimento da ossificação endocondral
Neste caso, o tecido ósseo é formado a partir do modelo cartilaginoso. A cartilagem, que passa a funcionar como base, desaparece gradativamente, sendo substituída por tecido esquelético. Observe que a cartilagem não se transforma em osso, mas simplesmente se transforma em osso. É assim que os ossos longos são formados, como a coxa (fêmur), braço (úmero), perna (tíbia e fíbula), antebraço (rádio e ulna), etc.
Histogênese do Tecido ósseo
 O tecido ósseo pode ser formado por dois processos: ossificação intramembranosa e ossificação endocondral. A ossificação intramembranosa ocorre dentro da membrana intersticial, que é a principal responsável pela formação dos segmentos ósseos frontal, parietal e occipital, entre outros. A ossificação endocondral começa com a cartilagem hialina, que mais tarde será destruída e substituída por tecido ósseo formado por células adjacentes próximas. Ambos possuem alguma semelhança, sendo seu primeiro músculo esquelético formado pelo tipo principal, que aos poucos será substituído pelo segundo tecido ou lamelar. Portanto, durante o crescimento ósseo, áreas de tecido primário, áreas de reabsorção e áreas de tecido lamelar podem ser vistas próximas umas das outras. Além disso, uma combinação de regeneração e formação óssea durante o crescimento ósseo é evidente, com mudanças na velocidade em diferentes idades.
O osso forma-se a partir de dois tipos de ossificação:
· Intramembranosa: dá-se nos osso chatos da cavidade craniana, a partir de células mesenquimatosas. Estas diferenciam-se em osteoblastos que vão começar a formar o centro de ossificação primário, isto é o blastema ósseo (conjuntos de células que retraem os prolongamentos, de modo a que fiquem mais curtos e que se vão dividindo para começarem a produzir matriz óssea. Esta vai originar trabéculas de osso com os osteócitos no seu interior e osteoblastos à periferia.
· Endocondral: ocorre nos ossos longos. Aparece o molde de cartilagem hialina onde surgem o centro de ossificação primário, que são invadidos por vasos sanguíneos que trazem células osteoprogenitoras consigo. Estas começam a formar matriz óssea, e os condrócitos da cartilagem hialina vão sofrendo modificações morfológicas até morrerem por apoptose, diminuindo a cartilagem. Á medida que se forma a matriz óssea, que inicialmente é na diáfise do osso através do colar periostal e do centro de ossificação primário, ele vai progredindo para a extremidade do osso. Posteriormente, centro de ossificação secundários são formados nas epifises do osso, permitindo a substituição da cartilagem hialina por tecido ósseo. Toda a cartilagem hialina é substituída por tecido ósseo, exceto a superfície articular e a placa epifisária.
Portanto o osso vai se formar a partir de 1 centro de ossificação primário e 1 colar periostal  (na diáfise) e de 1 centro de ossificação secundário nas epífises e cresce a partir do disco epifisário. A placa epifisária é a estrutura responsável pelo crescimento do indivíduo em extensão, com o passar dos meses ela vai sendo substituída por tecido ósseo. Até o seu fechamento completo, quando cessa o crescimento do indivíduo.
 
O disco epifisário/cartigem de conjugação é formado por cartilagem hialina, que tem vária zonas:
· Zona de cartilagem propriamente dita/zona de repouso– onde existe cartilagem hialina sem qualquer alteração morfológica.
· Zona de cartilagem seriada ou de proliferação – os condrócitos se dividem rapidamente e formam fileiras paralelas de células achatadas e empilhadas no eixo longitudinal do osso.
· Zona de cartilagem hipertrófica – cavidades dos condrócitos aumentam de tamanho e morte dos condrócitos por apoptose
· Zona cartilagem calcificada – nessa zona ocorre a mineralização da matriz cartilaginosa e termina a apoptose dos condrócitos
· Zona de ossificação – esta é a zona em que aparece o tecido ósseo. Capilares sanguíneos e células osteoprogenitoras originadas do periósteo invadem as cavidades deixadas pelos condrócitos mortos. As células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblastos, que formam uma camada contínua sobre os restos da matriz cartilaginosa, os osteoblastos depositam a matriz óssea.
Os discos epifisários estão ativos no crescimento e termina a sua atividade entre os 18-20 anos. Se houver 1 puberdade

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