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REANIMAÇÃO NEONATAL (Resumo SBP 2022)

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voltada 
para o profissional de saúde 
f. secar o corpo, a região da fontanela e se possível colocar um touquinha 
- o movimento de secar o RN estimula mecanorreceptores que levam a um arco reflexo -> auxilia na transição respiratória após o 
nascimento 
!! é preciso cuidar para evitar a hipertermia (>37,5°C) que configura risco de agravar lesões cerebrais em pacientes asfixiados 
 
Assegurar vias aéreas pérvias 
g. com o RN em decúbito na mesa de reanimação manter o pescoço em leve extensão 
- evitar a hiperextensão e a flexão do pescoço 
 
 
 
 
 
 
* em caso de excesso de secreção, é aspirado primeiro a boca e depois 
as narinas com sonda traqueal nº 8-10 de forma leve conectado com o 
aspirador a vácuo (pressão máxima 100mmHg) 
-> evitar aspirar a faringe posterior (estímulo vagal ao espasmo 
laríngeo com apneia e bradicardia) e a hipofaringe (pode levar a atelectasia, 
trauma e prejudicar o estabelecimento da respiração efetiva) 
 
a manutenção da temperatura e assegurar que as vias aéreas estejam pérvias devem ser executas em no máximo 30 segundos 
Se, ao nascimento, o RN tem idade gestacional ≥34 semanas, 
não está respirando ou chorando ou não inicia movimentos 
respiratórios regulares e/ou o tônus muscular está flácido Conduzir o RN para a mesa de 
reanimação e realizar os passos iniciais 
da estabilização 
A aspiração de bocas e narinas não é recomendada de rotina para 
RN >34 semanas independente do aspecto do líquido amniótico 
A aspiração de boca e narinas está reservada para RN com as vias aéreas 
superiores obstruídas por excesso de secreções 
Cuidado! 
Na vigência de líquido amniótico meconial, independentemente de sua 
viscosidade, se o RN ≥34 apresentar boa vitalidade (chora e respira bem e 
mantém tônus muscular em flexão) ele deve ser entregue a mãe para contato 
pele-a-pele enquanto aguarda o clampeamento tardio do cordão umbilical 
no RN com líquido amniótico meconial de qualquer 
viscosidade que, após os passos iniciais, apresenta apneia, 
respiração irregular e/ou FC <100 bpm, é fundamental 
iniciar a VPP com máscara facial e ar ambiente nos 
primeiros 60 segundos de vida sem a aspiração traqueal 
Líquido amniótico meconial 
* A presença de líquido amniótico meconial pode indicar sofrimento fetal e aumenta o risco 
de reanimação ser necessária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 * naqueles RN que não apresentam boa vitalidade (não respiram e não choram, apresentam movimentos respiratórios irregulares 
ou tônus muscular flácido) e que também apresentam a presença de líquido amniótico meconial durante a estabilização inicial é 
necessário levá-lo para a mesa de reanimação e 
iniciar os passos iniciais (manter a temperatura, via aérea pérvia e avaliar FC) 
 a aspiração de bocas e narinas está reservada para RNs 
 com obstrução por excesso de secreção nas vias aéreas 
 
 
 
 
 
!! nesses casos a laringoscopia direta imediata e a aspiração traqueal 
de rotina não devem ser realizadas 
- sob risco de síndrome de aspiração meconial, encefalopatia e hipóxia-isquêmica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação do RN durante a estabilização inicial 
* após assegurar a manutenção da temperatura e que as vias aéreas estão pérvias é 
preciso avaliar a FC e a respiração do RN 
h. determinar a FC por ausculta do precórdio, após os passos iniciais da estabilização 
- auscultar por 6 segundos e multiplicar o valor por 10 
i. observar o padrão respiratório 
- expansão torácica ou a presença de choro 
-> se a FC<100 bpm OU respiração não adequada (RN não chora, apresenta movimentos irregulares, gasping ou apneia) 
j. um profissional inicia a VPP e outro, simultaneamente, fixa o sensor do oxímetro (no braço direito – pré-ductal) e os três 
eletrodos do monitor cardíaco (mínimo 2 profissionais nessa etapa) 
k. determinar o boletim de APGAR no 1° e 5° minuto de vida 
 
!! o boletim de APGAR não deve ser utilizado para determinar o início da reanimação, contudo, sua aferição longitudinal permite 
avaliar, de forma retrospectiva, a resposta do RN às manobras de reanimação. 
*APGAR <7 no 5°minuto -> recomenda-se realizá-lo novamente a cada 5 minutos, até o 20° minuto de vida 
 
!! Na presença de líquido amniótico meconial – independente da viscosidade – em um RN 
sem boa vitalidade ao nascer a aspiração das vias aéreas não deve ser realizada no 
momento desprendimento do polo cefálico 
 
As decisões quanto à 
estabilização/reanimação dependem da 
avaliação simultânea da FC e da respiração. A 
SatO2 precisa ser monitorada no RN >34 
semanas que recebe VPP. 
No RN após a estabilização inicial apresentar 
FC >100 bpm e respiração espontânea regular, 
avaliar as condições clínicas gerais e, sempre 
que possível, colocar em contato pele-a-pele 
com a mãe, coberto com tecido de algodão 
seco e aquecido. 
 
Enquanto o RN está junto à mãe deve-se prover calor, 
assegurar as vias aéreas pérvias, avaliar a vitalidade de 
maneira continuada e estimular o início da amamentação 
 
No RN que recebeu os passos iniciais da 
estabilização e a avaliação a seguir mostrou 
bradicardia (FC<100 bpm) ou respiração ausente ou 
irregular, iniciar a VPP nos primeiros 60s após o 
nascimento e acompanhar a FC pelo monitor 
cardíaco e a SatO2 pelo oxímetro de pulso. 
Frequência cardíaca 
- é o principal determinante para indicar as manobras de reanimação 
- a FC deve ser avaliada de forma rápida, acurada e confiável -> ponto crítico na toma de decisão 
-> Métodos: palpação do cordão umbilical, ausculta do precórdio com o estetoscópio, detecção do sinal de pulso pela oximetria e 
verificação da atividade elétrica do coração pelo monitor cardíaco. 
- a palpação umbilical e a ausculta subestimam a FC 
- a oximetria detecta de forma continua a frequência de pulso, mas demora mais que o monitor cardíaco e subestima seu valor nos 
primeiros minutos de vida 
- o monitor cardíaco é mais acurado e rápido na detecção da FC 
 
!! está recomendado o uso do monitor cardíaco para avaliação da FC no 
RN >34 semanas que precisa de reanimação ao nascer 
-> durante a avaliação inicial com o monitor cardíaco o objetivo é determinar a FC e não avaliar possíveis ritmos anômalos no traçado 
eletrocardiográfico 
 
* considera-se adequada a FC do RN quando está é >100 bpm nos primeiros minutos de nascimento 
- bradicardia é definida como FC <100 bpm 
* além de ser um ponto crítico na avaliação da necessidade de reanimação neonatal, a FC também é o indicador mais sensível da 
eficácia da reanimação 
 
RESPIRAÇÃO 
* avalia-se a respiração do RN pela observação da expansão torácica ou presença de choro 
- quanto maior a nota no boletim de Silverman pior o desconforto respiratório 
Respiração adequada: respiração espontânea e adequada suficiente para manter a FC >100 bpm 
Respiração não adequada: presença de apneia, de movimentos respiratórios irregulares ou de gasping (suspiros profundos 
entremeados por apneias) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
!! lembrar que a avaliação clínica da respiração não possibilita conhecer efetivamente a mecânica pulmonar (capacidade residual 
funcional e oferta de volume corrente para uma troca gasosa efetiva) 
* Saturação de O2 
* a oximetria de pulso auxilia na tomada de decisões quanto ao manejo 
ventilatório do RN 
* deve ser monitorada de forma contínua, não invasiva e de fácil uso 
* a leitura confiável demora 1-2 minutos após o nascimento 
-> é preciso haver um débito cardíaco suficiente para a perfusão periférica 
* cuidado com a interpretação da SatO2 de RN com hipoxemia grave e movimentação excessiva dos membros 
 
!! lembrar que um RN saudável e com boa vitalidade demora 5 minutos para atingir uma SatO2>90% (processo de transição normal) 
* RN com boa vitalidade que não precisa de reanimação: 
SatO2 no 1° minuto -> 60-65% 
SatO2 no 5° minuto -> 87-90% 
A monitorização da SatO2 possibilita o uso criterioso e racional do O2 suplementar,

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