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QUÍMICA ORGÂNICA II Professor: Bruno Cotrim EXTRAÇÃO ÁCIDO-BASE Gustavo do Nascimento Oliveira Jennyfer Souza Castro Alves Micaely da Silva de Souza Rio de Janeiro 2022 1. INTRODUÇÃO O presente relatório trata-se sobre o primeiro experimento de química orgânica realizado em laboratório, cujo assunto central é a extração ácido-base. O procedimento mais comum que se utiliza para fazer uma extração ácido-base baseia-se em extrações por solvente ativo, buscando separar ácidos e bases presentes na solução-problema. Consiste basicamente na utilização de uma substância que reaja quimicamente com o soluto que se deseja extrair. Utiliza-se geralmente em compostos orgânicos, pois possui maior facilidade de ocorrer em substâncias ácidas ou básicas, formando um sal em meio aquoso. 2. Objetivo A manipulação e montagem de equipamento para técnica de extração, execução da técnica, obtenção de dados e avaliação de resultados. 3. Materiais e métodos 3.1 Materiais - 01 Ampola de decantação ou funil de separação de 500 ml; - 01 Proveta de 50 ml; - 01 Proveta de 10 ml; - 04 Papéis de pH; - 02 Erlenmeyer de 100 ml; - 01 Erlenmeyer de 250 ml; - 01 Bastão de Vidro; - 01 Vidro de relógio; - 01 Suporte universal 3.2 Reagentes - Amostra (ácido benzóico + nitrobenzeno + p-nitroanilina); 25mL; - Solução aquosa de NaOH 10% m/v; 30mL; - HCl 10% m/v; 30mL; - KOH em pastilha; - HCl concentrado; 3.3 Metodologia e análise experimental 1 - Preparação Começamos separando todos os materiais necessários para o experimento, prendemos a mufa no suporte e apoiamos a argola numa altura suficiente para que quando fosse encaixado o funil de separação, pudesse ser encaixado um erlenmeyer ou um bécher abaixo dele. Antes de utilizarmos o funil de separação fizemos o teste para saber se o mesmo estava vazando, como não estava, o funil pôde ser usado. Encaixamos o funil de separação na argola e começamos o experimento. 2 - Extração de solução aquosa ácida Transferimos a solução para o funil de separação e adicionamos 10 mL de HCl 10%.O funil de separação foi tampado e agitado delicadamente. Para liberar a pressão, a ampola foi segurada de cabeça para baixo (segurando a tampa firmemente) e abrindo vagarosamente a torneira. O ruído do vapor saindo pela abertura pôde ser ouvido, o processo foi repetido 3 vezes. O funil foi então colocado na argola e a tampa foi removida. Houve a formação de duas fases (uma aquosa ácida e a outra orgânica, menos densa). As duas fases puderam ser separadas uma da outra drenando primeiramente a fase aquosa, que por ser mais densa ficou na parte inferior do funil, num erlenmeyer e deixado armazenado para ser neutralizado posteriormente. Quando a interface entre as fases superior e inferior começou a entrar na torneira, esta foi fechada. Esse procedimento foi repetido mais duas vezes com a fase orgânica, colocando sempre mais HCl 10%. Durante o procedimento a p-nitroanilina e o HCl reagem entre si e permite a separação da fase aquosa do composto orgânico, como observamos a seguir: (1) REAÇÃO P-NITROANILINA COM HCl 3 - Extração de solução aquosa alcalina Após a separação da solução obtida nas etapas anteriores, adicionamos 10mL de NaOH 10% ao composto orgânico da ampola e repetimos o processo de agitação feito anteriormente. No decorrer do procedimento o ácido benzóico e o NaOH reagem entre si e permite a separação da fase aquosa básica do último composto orgânico, como observamos a seguir: (2) REAÇÃO ÁCIDO BENZÓICO COM NaOH 4 - Neutralização das espécies Depois de realizar a extração das espécies, seguimos para a última parte do procedimento experimental. Iniciamos a neutralização da solução aquosa ácida, acrescendo pastilhas de KOH gradualmente. Notou-se um aumento na temperatura da mistura, sendo preciso resfriá-la em banho-maria. Usamos fitas de pH para verificar se a neutralização havia começado, tal qual não ocorreu, logo adicionamos mais KOH e foi observado um precipitado no fundo do recipiente. Seguidamente verificamos novamente o pH, finalizando a neutralização. Imediatamente continuamos o mesmo processo com a solução aquosa alcalina usando HCl concentrado, dessa vez sem precisar da etapa de resfriamento, finalizando o experimento. 4. Conclusão A partir dos experimentos realizados, obteve-se um entendimento mais elaborado sobre a extração ácido-base e solubilidade dos compostos orgânicos. Os experimentos realizados foram a extração de ácido benzóico, p-nitroanilina e nitrobenzeno; e neutralização das fases aquosas. Conseguimos fazer a prática sem grandes dificuldades, por fim, o processo foi de grande importância para entendimento de conceitos que, geralmente, são de difícil compreensão, garantindo ao químico uma melhor vivência em situações experimentais. 5. Bibliografia -PAVIA, D.L; LAMPMAN, G.M; KRIZ, G.S; ENGEL, R.G. Química orgânica Experimental: Técnicas de escala pequena. Segunda edição. Bookman. -ATKINS, P.W., JONES, L. L. Princípios de Química. 3a Ed. São Paulo: Bookman, -OPTIMIZE Liquid-Liquid Extraction. In: CHERESOURCES, Chemical Engineering Tools and Information. [S.I.] The Chemical Engineers Resource Page, 2008. Disponível em: <http://www.cheresources.com/extraction.shtml&anno=2>Acesso.em: 28 de Junho de 2010. -REGER,D.; SCOTT, G.; MERCER, E. Química: Princípios e Aplicações. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1997. -ROBBINS, M.O., Chemical Engineering Progress. 1980. SOLOMONS, TWG. Química Orgânica Vol. 1, 6a Ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1996.