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O conteúdo deste curso é de uso exclusivo de Leonardo Fonseca Xavier29855884809, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação e distribuição, sujeitando-se os infratores à responsabilização civil e criminal.
BIZU – ICMS – SP – DIREITO PENAL – PROF. PEDRO IVO 
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Futuro(a) Aprovado(a), 
 
Com base nas últimas provas e na “lógica” da banca, vamos analisar os 
tópicos do edital que devem ser priorizados nesta reta final, pois, 
provavelmente, serão encontrados em sua PROVA! 
 
11 –– AAPPLLIICCAAÇÇÃÃOO DDAA LLEEII PPEENNAALL 
Este é um tema bem relevante, pois, dificilmente, encontramos este assunto 
previsto no edital sem ao menos uma questão na PROVA correspondente. 
Deste modo, muita atenção! 
Lembre-se que o Código Penal adota para o tempo do crime a teoria da 
ATIVIDADE, segundo a qual se considera praticado o crime no momento da 
ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. 
Diferentemente, para o lugar do crime adota-se a teoria da UBIQUIDADE e, 
assim, considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou 
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria 
produzir-se o resultado. 
Outra questão recorrente em prova diz respeito à retroatividade da lei penal 
mais benéfica, principalmente no que tange aos crimes permanentes e 
continuados. Neste ponto, é importante lembrar-se do preceituado pela 
importantíssima súmula 711 do STF que dispõe: 
 
A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime 
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade 
ou da permanência. 
 
Por fim, não deixe de estudar as particularidades das leis temporárias e 
excepcionais, tema este presente em diversas provas da FCC no último ano. 
Com relação a este tópico os artigos que você não pode deixar de ler no 
Código Penal são: Art. 3º / Art. 4º / Art. 6º / Art. 7º, I. 
 
22 -- TTEEOORRIIAA DDOO CCRRIIMMEE 
Este tema, normalmente, tem uma atenção especial por parte do 
examinador. Vamos analisá-lo! 
Logo no início do Código, quando o texto legal começa a tratar do crime, 
temos o assunto relação de causalidade. Este tema é bem extenso, mas 
não é muito exigido em provas. Sendo assim, tenha algum conhecimento do 
assunto, mas não recomendo que perca muito tempo com este tópico nesta 
reta final. 
Logo depois, nos artigos 14, 15 e 16 temos importantes assuntos que 
juntamente com o artigo 23 (excludentes de ilicitude) disputam a preferência 
do examinador. Não deixe de conhecer bem a diferença entre a desistência 
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voluntária, o arrependimento eficaz e o arrependimento posterior. Este tema 
é recorrente em provas e pode ser resumido da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além disso, dê atenção especial para a diferenciação entre Legítima Defesa 
e Estado de Necessidade. Relembre: 
 
� No estado de necessidade, há um conflito entre dois bens jurídicos expostos a 
perigo; na legítima defesa, uma repulsa a ataque; 
� No estado de necessidade, o bem jurídico é exposto a perigo; na legítima 
defesa, o direito sofre uma agressão atual ou iminente; 
� No estado de necessidade, o perigo pode ou não advir da conduta humana; 
na legítima defesa, a agressão só pode ser praticada por pessoa humana; 
� No estado de necessidade, a conduta pode ser dirigida contra terceiro 
inocente; na legítima defesa, somente contra o agressor; 
� No estado de necessidade, a agressão não precisa ser injusta; na legítima 
defesa, por outro lado, só existe se houver injusta agressão (exemplo: dois 
náufragos disputando a tábua de salvação. Um agride o outro para ficar com 
ela, mas nenhuma agressão é injusta). 
 
No que tange à culpabilidade, não se preocupe em aprofundar, mas tenha 
conhecimento dos seus requisitos que são: 
 
� IMPUTABILIDADE; 
� POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE ���� Para merecer uma 
pena, o sujeito deve ter agido na consciência de que sua conduta era 
ilícita. Se não detiver o necessário conhecimento da proibição (que não 
se confunde com desconhecimento da lei, o qual é inescusável), sua 
ação ou omissão não terá a mesma reprovabilidade. 
� EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA ���� Está relacionada, 
primordialmente, com a coação moral irresistível e com a obediência 
hierárquica à ordem manifestamente ilegal. 
Na coação moral irresistível, há fato típico e ilícito, mas o sujeito não é 
considerado culpado, em face da exclusão da exigibilidade de conduta 
diversa. 
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Na obediência hierárquica, se a ordem é aparentemente legal e o 
subordinado não podia perceber sua ilegalidade, exclui-se a 
exigibilidade de conduta diversa, e ele fica isento de pena.Com relação a este tópico os artigos que você não pode deixar de ler no 
Código Penal são: Art. 14, II / Art. 15 / Art. 16 / Art. 17 / Art.18, II / Art. 
20, caput, / Art. 21 / Art. 23. 
 
33 -- IIMMPPUUTTAABBIILLIIDDAADDEE // CCOONNCCUURRSSOO DDEE PPEESSSSOOAASS 
A imputabilidade penal é o conjunto de condições pessoais que dão ao 
agente capacidade para lhe ser juridicamente imputada a prática de um fato 
punível. 
Com relação a este tópico, a banca costuma repetir muito suas questões. 
Assim, se analisarmos as diversas provas, apenas uma pequena parte deste 
tema é exigido. 
Primeiramente, é importantíssimo que você tenha conhecimento do art. 26 
do Código Penal. Diversas questões são retiradas deste dispositivo e, muitas 
vezes, apenas algumas palavras são trocadas. Assim, saiba que: 
É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento 
mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-
se de acordo com esse entendimento. 
 
Outra questão muito presente nas provas da FCC diz respeito ao sistema 
adotado para aferição da inimputabilidade. 
Em nosso país, o legislador optou pelo SISTEMA BIOPSICOLÓGICO 
segundo o qual é inimputável aquele que, ao tempo da conduta, apresenta 
um problema mental e, em razão disso, não possui capacidade para 
entender o caráter ilícito do fato. 
Faz-se importante ressaltar que, excepcionalmente, o SISTEMA 
BIOLÓGICO é adotado no tocante aos menores de 18 anos, ou seja, não 
importa a capacidade mental, bastando a simples qualificação como menor 
para caracterizar a inimputabilidade. Há presunção absoluta. 
Tenha conhecimento das causas de inimputabilidade, que são: 
1. Menoridade; 
2. Desenvolvimento mental retardado; 
3. Desenvolvimento mental incompleto; 
4. Doença mental; 
5. Embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior. 
 Observação: Lembre-se que não excluem a imputabilidade penal a emoção 
ou a paixão. 
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Por fim, dê uma atenção especial às consequências da embriaguez que 
podem ser assim resumidas: 
 
Neste tópico, não deixe de ler os seguintes artigos: Art. 26 / Art. 27 e Art. 
28. 
Passemos, agora, ao concurso de pessoas. Para que seja possível a 
ocorrência do concurso de pessoas será necessária a conjugação de 05 
requisitos: 
 
1. P luralidade de agentes e condutas; 
2. R elevância causal das condutas; 
3. I dentidade de infração; 
4. V ínculo subjetivo; e 
5. E xistência de fato punível. 
 
Perceba que a primeira letra de cada um dos requisitos forma a palavra 
PRIVE e, portanto, fica fácil lembrá-los na hora da prova! 
O Código Penal, ao começar a tratar do concurso de pessoas, dispõe em seu 
art. 29: 
Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas 
penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. 
Este artigo deixa claro que o legislador penal optou por adotar a TEORIA 
MONISTA, ou seja, todos os indivíduos envolvidos na infração responderão 
por ela. 
Mas isso quer dizer que todos os envolvidos terão a mesma pena? 
A resposta é negativa, pois o que prega a teoria monista é a unidade de 
infração e não de pena. Assim, a penalização será aplicada na medida da 
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CULPABILIDADE de cada agente. (Daqui são retiradas a maioria das 
questões de prova!) 
Por fim, cabe relembrar um importante aspecto, também recorrente em 
PROVAS, que diz respeito à participação: A participação, quando analisada 
como espécie do gênero concurso de pessoas, deve ser compreendida como 
uma intervenção voluntária e consciente de um terceiro a um fato alheio, 
revelando-se como um comportamento acessório que favorece a execução 
da conduta principal. 
É nesse cenário que pode surgir a PARTICIPAÇÃO DE MENOR 
IMPORTÂNCIA que encontra previsão no parágrafo 1º do art. 29 do Código 
Penal. Observe: 
Art. 29. [...] 
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser 
diminuída de um sexto a um terço. 
Trata-se de uma contribuição ínfima, que comparada com a conduta 
praticada pelo autor ou coautor, se mostra insignificante, ou seja, quando a 
instigação, o induzimento ou o auxílio não forem determinantes para a 
realização do delito. 
Ressalte-se que somente é possível aplicar essa causa de diminuição de 
pena ao partícipe, não alcançando o coautor. Não se cogita, portanto, a 
existência de uma "coautoria de menor importância", vez que o coautor 
executa a conduta típica. 
 
44 –– EEXXTTIINNÇÇÃÃOO DDAA PPUUNNIIBBIILLIIDDAADDEE 
O art. 107 do Código Penal prevê diversas formas de extinção da 
punibilidade em rol meramente exemplificativo. Tal dispositivo é 
importantíssimo para sua PROVA. 
Conheça cada um dos conceitos e dê uma atenção especial para a 
prescrição, pois é o que normalmente aparece nas PROVAS da FCC. 
Podemos resumir o tema: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRESCRIÇÃO 
DA 
PRETENSÃO 
PRESCRIÇÃO 
DA 
PRETENSÃO 
PRESCRIÇÃO DA 
PRETENSÃO 
PUNITIVA 
PRESCRIÇÃO 
INTERCORRENTE 
PRESCRIÇÃO 
RETROATIVA 
Não há trânsito em 
julgado da 
condenação para 
nenhuma das 
Há trânsito em 
julgado para a 
acusação, mas não 
para a defesa. 
Há trânsito em 
julgado para ambas 
as partes 
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55 -- DDOOSS CCRRIIMMEESS CCOONNTTRRAA AA AADDMMIINNIISSTTRRAAÇÇÃÃOO PPÚÚBBLLIICCAA 
Este tema é questão quase certa em sua prova e merece uma atenção 
especial. Os crimes contra a administração são classificados em três grupos: 
1. Crimes cometidos por Funcionário Público contra a Administração em 
geral; 
2. Crimes praticados por Particular contra a Administração em geral; e 
3. Crimes contra a Administração da Justiça. 
Dentre os três, nesta reta final de estudos, atenha-se aos delitos tratados 
nos artigos 312 a 326. Os crimes que mais são exigidos pela banca são: 
CRIME CONDUTA CONSUMAÇÃO 
PECULATO 
PECULATO-
APROPRIAÇÃO 
E 
PECULATO-DESVIO 
Apropriar-se o funcionário público de 
dinheiro, valor ou qualquer outro 
bem móvel, público ou particular, de 
que tem a posse em razão do cargo, 
ou desviá-lo, em proveito próprio ou 
alheio. 
A consumação no peculato-
apropriação ocorre quando o 
indivíduo age como se fosse 
dono do objeto. Por sua vez, 
no peculato-desvio ocorre 
quando o indivíduo desvia o 
bem, sendo irrelevante se 
consegue ou não proveito 
próprio ou alheio. 
CONCUSSÃO 
Exigir, para si ou para outrem, direta 
ou indiretamente, ainda que fora da 
função ou antes de assumi-la, mas 
em razão dela, vantagem indevida. 
A concussão é um delito 
FORMAL e a consumação 
ocorre com a exigência, no 
momento que esta chega ao 
conhecimento do sujeito 
passivo. 
EXCESSO DE EXAÇÃO 
Se o funcionário exige tributo ou 
contribuição social que sabe ou 
deveria saber indevido ou, quando 
devido, emprega na cobrança meio 
vexatório ou gravoso que a lei não 
autoriza; OU se desvia, em proveito 
próprio ou de outrem, o que recebeu 
indevidamente para recolher aos 
cofres públicos. 
Trata-se de crime Formal e 
o delito se consuma no 
momento da exigência ou 
do emprego do meio 
vexatório ou gravoso. 
 
CORRUPÇÃO 
PASSIVA 
Solicitar ou receber, para si ou para 
outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função, ou antes 
de assumi-la, mas em razão dela, 
vantagem indevida, ou aceitar 
promessa de tal vantagem. 
A pena é aumentada de um terço se, 
em conseqüência da vantagem ou 
promessa, o funcionário retarda ou 
deixa de praticar qualquer ato de 
ofício ou o pratica infringindo dever 
funcional. 
Trata-se de crime Formal e 
o delito se consuma no 
momento em que a 
solicitação chega ao 
conhecimento do terceiro ou 
quando o funcionário recebe 
a vantagem ou aceita a 
promessa de sua entrega. 
 
PREVARICAÇÃO 
Retardar ou deixar de praticar, 
indevidamente, ato de ofício, ou 
praticá-lo contra disposição expressa 
Consuma-se o delito com a 
omissão, retardamento ou 
realização do ato. 
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de lei, para satisfazer interesse ou 
sentimento pessoal. 
 
 
 
CONDESCENDÊNCIA 
CRIMINOSA 
Deixar o funcionário, por 
indulgência, de responsabilizar 
subordinado que cometeu infração 
no exercício do cargo ou, quando lhe 
falte competência, não levar o fato 
ao conhecimento da autoridade 
competente. 
É CRIME OMISSIVO 
PRÓPRIO, consumando-se 
com a simples conduta 
negativa. 
 
ADVOCACIA 
ADMINISTRATIVA 
Patrocinar, direta ou indiretamente, 
interesse privado perante a 
administração pública, valendo-se da 
qualidade de funcionário. 
Há agravante se o interesse é 
ILEGÍTIMO. 
Consuma-se o delito com a 
realização do primeiro ato 
de patrocínio, 
independentemente da 
obtenção do resultado 
pretendido. 
Além disso, não deixe de conhecer bem o conceito de funcionário público 
previsto no artigo 327. É importantíssimo!!! 
Em relação aos demais crimes contra a Administração, não deixe de ler os 
arts. 331 / 333 e 337-A. 
 
66 -- DDOOSS CCRRIIMMEESS CCOONNTTRRAA AA HHOONNRRAA 
Faça uma revisão no capítulo V, do Título I, da Parte Especial do Código 
Penal Brasileiro que trata “Dos Crimes Contra a Honra”, definindo condutas 
delituosas do art. 138 ao 141. Não deixe de ver, também, o art. 135-A, 
introduzido pela Lei nº 12.653/12, que introduziu o crime de 
Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial 
 
77 -- DDOOSS CCRRIIMMEESS CCOONNTTRRAA OO PPAATTRRIIMMÔÔNNIIOO 
Neste tema, a FCC costuma variar bastante suas questões referentes a este 
tema. Assim, apresentarei uma tabela para que você faça uma revisão geral 
dos principais pontos: 
 
CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO 
 
CRIME 
 
CONDUTA FORMAS ESPECIAIS 
FURTO 
 
 
Subtrair, para si ou para 
outrem, coisa alheia móvel. 
FURTO QUALIFICADO - Se o crime é cometido: 
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à 
subtração da coisa; 
II - com abuso de confiança ou mediante fraude, 
escalada ou destreza; 
III - com emprego de chave falsa; 
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. 
FURTO DE COISA COMUM – Subtrair o condômino, 
co-herdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a quem 
legitimamente a detém, a coisa comum. 
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ROUBO 
 
 
Subtrair coisa móvel alheia, 
para si ou para outrem, 
mediante grave ameaça ou 
violência à pessoa, ou 
depois de havê-la, por 
qualquer meio, reduzido à 
impossibilidade de 
resistência. 
 
A pena aumenta-se de um terço até a metade: 
I - se a violência ou ameaça é exercida com emprego 
de arma; 
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; 
III - se a vítima está em serviço de transporte de 
valores e o agente conhece tal circunstância. 
IV - se a subtração for de veículo automotor que 
venha a ser transportado para outro Estado ou para o 
exterior; 
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, 
restringindo sua liberdade. 
 
 
EXTORSÃO 
 
 
Constranger alguém, 
mediante violência ou grave 
ameaça, e com o intuito de 
obter para si ou para 
outrem indevida vantagem 
econômica, a fazer, tolerar 
que se faça ou deixar fazer 
alguma coisa. 
EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO – Seqüestrar 
pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, 
qualquer vantagem, como condição ou preço do 
resgate. 
 
EXTORSÃO INDIRETA – Exigir ou receber, como 
garantia de dívida, abusando da situação de alguém, 
documento que pode dar causa a procedimento 
criminal contra a vítima ou contra terceiro. 
 
 
APROPRIAÇÃO 
INDÉBITA 
 
Apropriar-se de coisa alheia 
móvel, de que tem a posse 
ou a detenção. 
APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA - 
Deixar de repassar à previdência social as 
contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e 
forma legal ou convencional. 
 
 
ESTELIONATO E 
OUTRAS FRAUDES 
 
 
Obter, para si ou para 
outrem, vantagem ilícita, 
em prejuízo alheio, 
induzindo ou mantendo 
alguém em erro, mediante 
artifício, ardil, ou qualquer 
outro meio fraudulento. 
DISPOSIÇÃO DE COISA ALHEIA COMO PRÓPRIA - 
Vender, permutar, dar em pagamento, em locação ou 
em garantia coisa alheia como própria. 
 
RECEPTAÇÃO 
 
Adquirir, receber, 
transportar, conduzir ou 
ocultar, em proveito próprio 
ou alheio, coisa que sabe 
ser produto de crime, ou 
influir para que terceiro, de 
boa-fé, a adquira, receba ou 
oculte. 
RECEPTAÇÃO QUALIFICADA - Adquirir, receber, 
transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, 
desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, 
ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou 
alheio, no exercício de atividade comercial ou 
industrial, coisa que deve saber ser produto de crime. 
OBSERVAÇÕES 
 
É ISENTO DE PENA QUEM COMETE QUALQUER DOS CRIMES PREVISTOS 
NESTA TABELA EM PREJUÍZO: 
I - DO CÔNJUGE, NA CONSTÂNCIA DA SOCIEDADE CONJUGAL; 
II - DE ASCENDENTE OU DESCENDENTE, SEJA O PARENTESCO LEGÍTIMO OU 
ILEGÍTIMO, CIVIL OU NATURAL. 
SOMENTE SE PROCEDE MEDIANTE REPRESENTAÇÃO SE O CRIME PREVISTO 
NESTE TÍTULO É COMETIDO EM PREJUÍZO: 
I - DO CÔNJUGE DESQUITADO OU JUDICIALMENTE SEPARADO; 
II - DE IRMÃO, LEGÍTIMO OU ILEGÍTIMO; 
III - DE TIO OU SOBRINHO COM QUEM O AGENTE COABITA. 
NÃO SE APLICA O DISPOSTO ACIMA: 
I - SE O CRIME É DE ROUBO OU DE EXTORSÃO OU, EM GERAL, QUANDO HAJA 
EMPREGO DE GRAVE AMEAÇA OU VIOLÊNCIA À PESSOA; 
II - AO ESTRANHO QUE PARTICIPA DO CRIME. 
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88 -- DDOOSS CCRRIIMMEESS CCOONNTTRRAA AA FFÉÉ PPÚÚBBLLIICCAA 
É um tema muito vasto, mas que, regra geral, tem suas questões retiradas 
do seguinte artigo: 
Art. 297 [...] 
§ 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento 
público o emanado de entidade paraestatal, o título ao 
portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade 
comercial, os livros mercantis e o testamento particular. 
 
Assim, do supracitado dispositivo, podemos retirar que são documentos 
públicos por equiparação: 
 
1. O EMANADO DE ENTIDADE PARAESTATAL; 
2. O TÍTULO AO PORTADOR OU TRANSMISSÍVEL POR ENDOSSO; 
3. AS AÇÕES DE SOCIEDADE COMERCIAL; 
4. OS LIVROS MERCANTIS; E 
5. O TESTAMENTO PARTICULAR (HOLÓGRAFO). 
 
Não deixe, também, de analisar os arts. 289 e 304. 
 
99 –– AAÇÇÃÃOO PPEENNAALL 
FERNANDO CAPEZ define ação penal como o direito de pedir ao Estado-Juiz a 
aplicação do direito objetivo a um caso concreto. Segundo o renomado autor 
é também o direito público subjetivo do Estado-Administração, único titular 
do poder-dever de punir, de pleitear ao Estado-Juiz a aplicação do direito 
penal objetivo, com a conseqüente satisfação da pretensão punitiva. 
A ação penal deve cumprir as seguintes condições: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No nosso país as ações penais são divididas em dois grandes grupos: 
 
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1. AÇÃO PENAL PÚBLICA 
2. AÇÃO PENAL PRIVADA 
 
É importante ressaltar que a regra geral é a ação penal pública, sendo a 
privada, a exceção (art. 100). Trata-se de uma questão recorrente da FCC. 
Por fim, tenha conhecimento de cada uma das espécies de ação e reserve 
um tempo para o estudo da representação, necessária para a denúncia da 
ação penal pública condicionada. 
Observação importante: 
 
 
 
 
 
1100 -- AABBUUSSOO DDEE AAUUTTOORRIIDDAADDEE ((LLEEII NNºº 44..889988//11996655)) 
Antes de qualquer coisa, quem quer acertar questões referentes a este 
tema, tem que conhecer bem os artigos 3º e 4º. MUITA ATENÇÃO com esse 
ponto. 
É importante,também, levar para a prova o conhecimento de que o 
Supremo Tribunal Federal, através da súmula vinculante nº 11, impôs que o 
uso de algemas sóó éé llíícciittoo nnoo ccaassoo ddee rreessiissttêênncciiaa ee ddee ffuunnddaaddoo rreecceeiioo 
ddee ffuuggaa oouu ddee ppeerriiggoo àà iinntteeggrriiddaaddee ffííssiiccaa pprróópprriiaa oouu aallhheeiiaa,, ppoorr ppaarrttee 
ddoo pprreessoo oouu ddee tteerrcceeiirrooss,, jjuussttiiffiiccaaddaa aa eexxcceeppcciioonnaalliiddaaddeess ppoorr eessccrriittoo,, 
ssoobb ppeennaa ddee rreessppoonnssaabbiilliiddaaddee ddiisscciipplliinnaarr cciivviill ee ppeennaall ddoo aaggeennttee oouu 
ddaa aauuttoorriiddaaddee ee ddee nnuulliiddaaddee ddaa pprriissããoo oouu ddoo aattoo pprroocceessssuuaall aa qquuee ssee 
rreeffeerree,, sseemm pprreejjuuíízzoo ddaa rreessppoonnssaabbiilliiddaaddee cciivviill ddoo EEssttaaddoo.. 
 
1111 –– LLEEII NNºº 88..113377//9900 
Nesta reta final dê atenção especial aos delitos funcionais contra a ordem 
tributária presentes no artigo 3º da lei nº 8.137/90: 
 
1. Extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a 
guarda em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, 
acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social; 
2. Exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão 
dela, vantagem indevida; ou aceitar promessa de tal vantagem, para deixar 
de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social, ou cobrá-los parcialmente. 
3. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a 
administração fazendária, valendo-se da qualidade de funcionário público. 
 
Não há forma rígida para a representação, bastando a manifestação de 
vontade da ofendida para que fosse apurada a responsabilidade do 
paciente (STJ, HC 48.692/SP) 
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Com relação aos demais temas previstos no edital, releia os dispositivos do 
Código Penal, mas não perca um grande tempo nesta reta final. Regra geral, 
as questões são retiradas do TEXTO LEGAL. 
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Caro(a) Aluno(a), 
 
Desejo sinceramente que seu esforço seja recompensado e que Deus ilumine 
sua mente no dia da prova. 
Acredite em você e lembre-se que não importa a quantidade de candidatos, 
pois se há uma vaga aberta ela pode e será sua! 
No dia da prova estarei torcendo pelo seu sucesso! 
 
Abraços e bons estudos, 
Pedro Ivo 
Pedro@pontodosconcursos.com.br

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