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Escola Municipal de Estética Animal Lado a Lado PET Cecília Moura da Silva Ester da Silva Campos Thais Barbosa Neves AUXILIAR DE VETERINÁRIO TRABALHO I: Bactérias SÃO PAULO 2022 Cecília Moura da Silva Ester da Silva Campos Thais Barbosa Neves AUXILIAR DE VETERINÁRIO TRABALHO I: Bactérias Trabalho para composição da nota para conclusão do curso de auxiliar de veterinário. Apresentado para os professores Felipe Nunes e Tatiana Elias da Escola Municipal de estética animal lado a lado Pet. Tema bactérias. SÃO PAULO 2022 Sumário Introdução __________________________________ 04 Bactérias _________________________________ 05 á 09 Coloração de Gram _________________________ 10 á 11 Bactérias Gram. positivas e Negativas _________ 11 á 12 Crescimento bacteriano _____________________ 12 á 13 Caso clínico ______________________________ 14 á 16 Caso clínico ii __________________________________ 17 Caso clínico iii __________________________________ 18 Conclusão _____________________________________ 19 Referências Bibliográficas _________________________ 20 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo apresentar as características das bactérias e sua importância clínica dentro da área veterinária. As bactérias são microrganismos considerados unicelulares, procariotos, que está presente no organismo para manter um equilíbrio, além dessas bactérias que está em equilíbrio no organismo, no meio ambiente tem bactérias patogênicas que ao entrar em contato com organismo, acaba desencadeando um processo infeccioso. Para classificar essas bactérias deve ser analisada sua morfologia que são classificadas em dois grupos: gram positivo e gram negativo. Para ser realizado um tratamento adequado no caso das bactérias patogênicas que causam dano ao hospedeiro. A análise das bactérias é realizada dentro de um laboratório de análises clínicas através da técnica da coloração de Gram. que identifica como Gram. positiva as bactérias que se cora em cor azul/roxa e Gram. negativas as bactérias que se cora em uma coloração avermelhada. Está diferença de coloração acontece, pois as bactérias Gram. positivas possuem ácidos teicóicos e muitas camadas de peptideoglicano, já as bactérias Gram. negativas não possuem ácidos teicóicos, possuem uma ou poucas camadas de peptideoglicano, além de possuírem a camada de lipopolissacarídeo. A análise é concluída através da leitura de lâminas no microscópio, por ser microorganismos não consegue ser observados macroscópicamente. ● BACTÉRIAS As bactérias são microrganismos, que são constituídos por uma única célula (unicelulares), também são chamadas de procariotos devido ao fato do material genético da bactéria não ser envolto por uma membrana nuclear especial. A célula bacteriana é constituída por DNA (ácido desoxirribonucléico) contendo um cromossomo circular, Plasmídeo, Ribossomos, Membrana celular, Parede celular, cápsulas, Flagelos, Fímbrias. Suas organelas não são revestidas por membrana, sua parede apresenta polissacarídeo complexo denominado “peptideoglicano” e sua divisão celular é feita por fissão binária (duplicação do DNA), medem cerca de 0,5 µm a 1,0 µm de diâmetro e de 2,0 µm a 5,0 µm de comprimento, não são visíveis a olho nu e sua visualização só é possível com auxílio de um microscópico óptico. ● ESTRUTURAS BACTERIANAS E SUAS FUNÇÕES As bactérias apresentam várias estruturas internas e externas: parede celular, citoplasma, membrana citoplasmática, ribossomos, cápsula, fimbrias e DNA bacteriano. A cápsula, os flagelos e as fímbrias estão presentes em apenas alguns gêneros e espécies. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. ● PAREDE CELULAR A parede celular das bactérias Gram-positivas e Gram-negativas apresenta diferenças marcantes em sua estrutura e composição química e, de modo geral, conferem proteção à célula bacteriana. A parede celular das bactérias Gram-positivas é mais espessa, sendo composta por uma camada única quimicamente constituída por proteína denominada peptideoglicano e por ácidos teicoicos. Os ácidos teicoicos são divididos em dois tipos: os ácidos teicoicos de paredes, que estão ligados ao peptideoglicano, e os ácidos lipoteicoicos , que estão ligados aos lipídeos da membrana plasmática. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. Em contraposição, às bactérias Gram-negativas são formadas por duplas camadas, sendo a primeira constituída de lipopolissacarídeos, fosfolipídeos e lipoproteína, e a outra camada fina de peptideoglicano, entre a membrana externa e o peptideoglicano existe um espaço denominado espaço periplasmático, que contém alta concentração de enzimas degradadoras, além das proteínas de transporte. Quimicamente, a membrana externa é composta por uma dupla camada de lipídios e lipopolissacarídeos (LPS). O LPS é constituído por um lipídeo A, que está ligado ao antígeno O. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. Membrana citoplasmática A membrana citoplasmática da célula bacteriana apresenta uma espessura de 8 nm (nanômetros), servindo de barreira responsável pela separação entre o meio interno (citoplasma) e o externo. Essa barreira é altamente seletiva e atua impedindo a passagem livre de moléculas e íons. A membrana bacteriana, como vista na Figura 3.8, é composta por 60% de proteínas imersas em uma bicamada de lipídeos (40%), sendo os fosfolipídeos os de maior importância. Tal proporção varia de acordo com algumas condições, como a espécie da bactéria. ● CÁPSULA A cápsula representa uma estrutura que fica ligada à parede celular e que promove o revestimento externo de algumas bactérias, sendo considerada um fator de virulência por conferir resistência à fagocitose. Outras funções da cápsula bacteriana incluem a propriedade de servir de reservatório de água e nutrientes, aumentando a capacidade invasiva de bactérias patogênicas, além de favorecer a aderência ao hospedeiro . ● DNA E PLASMÍDEO O DNA bacteriano contém praticamente todas as informações necessárias para a sobrevivência da célula e sua auto duplicação. O seu conteúdo está dividido em duas estruturas: cromossomo bacteriano (nucleotídeos ou DNA) e plasmídeos. O cromossomo bacteriano é único e circular, formado por moléculas que ficam aderidas à parte interna da membrana citoplasmática. Essa estrutura apresenta genes que codificam proteínas úteis para a manutenção biológica da célula bacteriana. Os plasmídeos bacterianos são pequenas moléculas de DNA circulares que ficam livres no citoplasma. São genes que codificam proteínas associadas à resistência bacteriana a antibióticos, promovendo a degradação dessas moléculas farmacológicas . ● FLAGELOS Os flagelos são estruturas que conferem motilidade à célula bacteriana, estando presentes praticamente com exclusividade nos bacilos Gram-negativos e raramente encontrados nos cocos. Estruturalmente os flagelos são complexos, possuindo um corpo basal com 20 nm (nanômetros) de espessura, que fica ancorado na membrana citoplasmática e atravessa a parede celular dabactéria. Em continuidade com o corpo basal, encontramos uma peça intermediária com morfologia semelhante a um gancho, que termina numa estrutura filamentosa. A estrutura basal do flagelo é composta por uma proteína denominada flagelina, responsável pela vibração dessa projeção de membrana. De acordo com o número de flagelos, as bactérias são classificadas em monótricas, lofótricas, anfítricas e perítricas. : TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. ● FÍMBRIAS As fímbrias ou pilis são estruturas curtas menores que os flagelos, localizadas na parte externa das bactérias. Atuam como condutor do material genético de célula a célula. Muitas bactérias que apresentam esse tipo de fímbria (ou pili sexual) possuem a capacidade de transferir a resistência bacteriana. ● Ribossomos Os ribossomos são partículas citoplasmáticas responsáveis pela síntese de proteínas, sendo constituídos por 60% de RNA e por 40% de proteína. ● MORFOLOGIA BACTERIANA Microscopicamente as bactérias são diferenciadas de acordo com suas características morfológicas em cocos, bacilos e espirilos. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. Os cocos são esféricos e podem formar diferentes arranjos: ● Cocos em dupla são denominados diplococos. ● Cocos em cadeia passam a ser chamados de estreptococos ● Arranjados em cachos, estafilococos ● Cocos em quatro, formam tétrades ● Grupo de oito cocos unidos de forma semelhante a um cubo são sarcina. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. Os bacilos são bactérias que possuem forma de bastonetes. Eles apresentam poucos arranjos ou agrupamentos, podendo aparecer aos pares, originando os diplobacilos, ou em cadeias, formando os estreptobacilos. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. As bactérias que apresentam forma semelhante a um saca-rolha são denominadas espirilos, c. Essa morfologia exibe uma diferença em relação ao comprimento, à largura, ao número e à amplitude dos espirais. Algumas formas são rígidas e outras mais flexíveis, como as espiroquetas e os vibriões (forma de vírgula). TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. Além da classificação morfológica em cocos, bacilos e espirilos, as bactérias são classificadas, de acordo com suas características tintoriais,. ● Gram-positivas sua coloração fica em cor azul/roxa ● Gram-negativas sua coloração fica em tom avermelhado A técnica de coloração de Gram foi descoberta pelo bacteriologista Dinamarquês Hans Christian Gram em 1884 baseia-se na diferença da composição da estrutura da parede celular da célula bacteriana. O método de coloração de Gram é feito a partir de um esfregaço bacteriano, fixado em calor e corado com cristal violeta, lugol, álcool e fucsina, respectivamente. A coloração de Gram é uma metodologia tintorial simples, rápida e de baixo custo que contribui em até 80% para o diagnóstico bacteriológico. ● Técnica A técnica de coloração é baseada na metodologia aplicada a seguir: 1)Cubra o esfregaço com violeta de metila por 15 minutos; 2)Em seguida, lave a lâmina em um filete de água corrente; 3)Cubra a lâmina com lugol por 1 minuto. 4)Em seguida, adicione o álcool 99,5 °GL sobre a lâmina, descurando-a até que não desprenda mais corante; 5)Lave a lâmina em um filete de água corrente; 6)Cubra a lâmina com safranina e deixe agir por aproximadamente 30 segundos; 7)Lave em um filete de água corrente; 8)Deixe secar ao ar livre ou seque suavemente com auxílio de um papel-filtro limpo; 9)Coloque uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço e leia em objetiva de 100 vezes (microscópio); 10)O resultado deve ser interpretado pela cor da coloração das bactérias; as Gram-positivas vão se tornar roxas e as Gram-negativas, vermelhas, como demonstrado. BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 https://kasvi.com.br/bacteria-gram-positiva-gram-negativa/ A interpretação das lâminas coradas pela coloração de Gram requer conhecimento técnico e profissional treinado e habilitado capaz de reconhecer as características da coloração, tamanho, forma e agrupamento das células bacterianas. É necessário também levar em conta os fatores que influenciam na qualidade da lâmina, tais como a idade da cultura (esfregaço), meios de cultura utilizados para o cultivo das cepas, atmosfera de incubação e presença de fatores inibitórios. Embora a maioria das bactérias sejam saprófitas, crescem em matéria orgânica encontrada no meio ambiente, existe uma pequena população de bactérias patogênicas induzem infecções e doenças em animais e humanos.As infecções causadas por essas bactérias patogênicas são influenciadas por status fisiológico e imunológico. Os animais são infectados por duas vias, as vias endógenas e exógenas Infecções exógenas ocorrem após a transmissão direta ou indireta de um patógeno presente em um animal infectado ou no ambiente. Infecções endógenas podem ser causadas por bactérias comensais quando um animal é submetido a fatores ambientais estressantes, por exemplo. Infecções podem ser adquiridas por meio de diversas vias. Em infecções exógenas, os patógenos podem ser introduzidos no hospedeiro pela pele, pela conjuntiva ou por membranas mucosas dos sistemas respiratório, gastrointestinal, urogenital, ou, ainda, por meio de vetores. Outras possíveis vias são o canal do teto e o umbigo. A patogenia de uma bactéria está associada à sua habilidade de invadir e desencadear doenças severas ou morte em um animal sadio. Já as bactérias de baixa patogenia raramente produzem doenças graves. ● Bactérias Gram. positivas ● Bacillus, ● Nocardia, ● Clostridium, ● Propionibacterium, ● Actinomyces, ● Enterococcus, ● Corynebacterium, ● Listria, ● Lactobacillus, ● Gardnerella, ● Mycoplasma, ● Staphylococcus ● Streptomyces, ● Streptococcus ● Bactérias Gram. Negativa ● Escherichia, ● Bartonella ● Helicobacter, ● Haemophilus, ● Neisseria, ● Klebsiella, ● Enterobacter, ● Chlamydia, ● Pasteurella ● Pseudomonas, ● Salmonella, ● Shigella. BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 Crescimento bacteriano O aumento da população bacteriana depende de um somatório de fatores metabólicos progressivos que resultam na origem de duas células-filhas idênticas a partir de uma célula-mãe. As bactérias se reproduzem por um processo assexuado denominado de fissão binária. Nesse processo os conteúdos celulares e o material genético da célula-mãe se duplicam e posteriormente essa célula se divide, originando duas células-filhas idênticas. O tempo de geração, ou seja, o intervalo de tempo requerido para que cada microrganismo se divida ou para que a população de uma cultura duplique em número é diferente para cada espécie, sendo fortemente influenciado pela composição nutricional do meio em que o microrganismo se encontra. BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 Curva de crescimento bacteriano A curva de crescimento bacteriano é obtida quando se realiza a contagem da população de bactérias num determinado intervalo de tempo, após um pequeno inóculo em meio líquido. Existem basicamente quatro fases de crescimento: inicial, exponencial, estacionária e declínio.BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 ● Fase inicial: é uma fase de adaptação bacteriana caracterizada pela intensa atividade enzimática da célula e pelo aumento do tamanho da bactéria, porém não ocorre a divisão celular. ● Fase exponencial : é um período caracterizado pela intensa e constante multiplicação da população de bactérias, que crescem e se reproduzem assexuadamente por fissão binária; cada duplicação origina uma nova geração. ● Fase estacionária: nessa fase, a falta de nutrientes e o acúmulo de materiais tóxicos no meio podem cessar o crescimento bacteriano. Em determinado momento, a velocidade de crescimento diminui e o número de morte celular passa a ser equivalente ao número de células novas, contribuindo para a estabilidade da população bacteriana ● Fase de declínio: nessa fase, a falta de nutrientes acentua o número de células mortas e a população entra em declínio. BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 ● Caso clínico I. Cão, fêmea, 8 anos, SRD, não castrada, se apresenta no período do ciclo na fase diestro.Citologia vaginal,coloração de Gram: achados Bactérias do gênero E.coli. Anamnese : ● Apa�a e hiporexia há 5 dias; ● Presença de secreção vaginal. Exame físico: ● Animal Prostrado; ● Desidratação Moderada. ● Exames solicitados para complementar o diagnóstico: ● Hemograma, leucograma. Resultados: ● Eritrograma ● Hemácias: Normais; ● Hemoglobina: Acima; ● Hematócrito: Acima; ● VCM: Normocí�ca; ● CHCM: Normocrômica; ● Proteína Plasmá�ca: Hiperproteinemia; ● Plaquetas: Normais. Paciente não apresenta anemia; Morfologia celular normal. Foi observado uma leve alteração na hemoglobina e hematócrito que pode estar relacionada à desidratação. Hiperproteinemia que pode estar relacionada a desidratação ou processo inflamatório devido a infecção causada por causa da bactéria E.coli. Plaquetas dentro da normalidade. Leucograma ● Leucócitos: Leucocitose; ● Bastonete: Desvio a esquerda; ● Neutrófilo Segmentado: Neutrofilia; ● Linfócito: Linfocitose; ● Monócito: Monocitose. *Processo inflamatório agudo regenerativo. Resolução do caso clínico trata-se de um processo infeccioso no útero causado pelo acúmulo de bactérias do gênero E.coli (Piometra). Devido as alterações hormonais.Com a baixa da progesterona ocorre uma diminuição na imunidade natural da vagina neste período é onde ocorre o processo infeccioso causado pelas bactérias E.coli (Piometra). 15 TRATAMENTO: O tratamento é realizado através da ovariohisterectomia (castração). Pós operatório ● Uso de roupa cirúrgica , colar protetor. ● Medicação : dipirona para dor ● Realizar assepsia superficial e aplicação de Rifocina spray. PREVENÇÃO: ● Castração THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 2007. 582 p. ISBN 16 Caso clínico Il. Cão, fêmea, 11 anos SRD, castrada, obesa. Anamnese : ● Tosse produ�va, corrimento nasal purulento bilateral. ● Dispnéia , letargia, anorexia, febre. Exame físico: ● Auscultação: crepitações pulmonares/estertores/taquipnéia. ● Febre ● Desidratação ● Cianose Exames solicitados para complementar o diagnóstico: ● Hemograma - Leucograma: leucocitose , neutrofilia e desvio a esquerda ● Raio-x tórax: padrão inters�cial e alveolar ● Lavado bronco alveolar + citologia + cultura (na cultura bacteriana ocorreu crescimento da bactéria Staphylococcus spp). Tratamento : ● Medicação: amoxicilina clavulanato ● Fluidoterapia (tratamento de suporte) ● Inalação ● Tapotagem ● Lavagens da narina ● Broncodilatadores ● Oxigenoterapia Não é indicado antitussígeno, pois diminui a tosse e ocorre o acúmulo de secreções piorando o quadro de pneumonia do paciente. THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 2007. 582 p. ISBN 17 Caso clínico IIl. Gato, macho, 2 anos SRD.Com livre acesso a rua , apresenta infestação de pulgas. Anamnese : ● Inapetência e apatia . ● Puliciose intensa (infestação de pulgas) Exame físico: ● Taquipneia ● Febre ● Sopro cardíaco Exames solicitados para complementar o diagnóstico: ● Ecocardiográfico: evidenciou espessamento miocárdico do ventrículo esquerdo ● Sorologia( PCR) para detecção de Bartonella spp., com resultado positivo. ● Sorologia(ELISA) para o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e vírus da leucemia felina (FELV), sendo ambos negativos . Diagnóstico final : Bartonelose, ou doença da arranhadura do gato, é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria do gênero Bartonella. Os felinos contaminados transmitem a doença através da arranhadura, por isto o nome também é conhecido como a doença da arranhadura do gato. Tratamento: ● Doxiciclina (10 mg/kg, VO, BID) , 30 DIAS. Prevenção: ● Tratamentos regulares contra pulgas THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 2007. 582 p. ISBN 18 Conclusão As bactérias são microorganismo que só conseguem ser visualizados com auxílio de um microscópio, são seres unicelulares , procariotos contém apenas um cromossomo , são classificadas em dois grupos como gram positiva e gram negativa ,uma parte da população de bactérias são consideradas patogênicas (desenvolve doenças ao organismo sadio). Para identificação é realizada a técnica de coloração de Gram, onde as bactérias são identificadas pois se cora em coloração diferentes. 19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 Porto Alegre: Artmed, 2009. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J.Biologia celular e molecular. THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 2007. 582 p. ISBN TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, CL. Microbiologia. 10. ed., Porto Alegre: Artmed, 2010. TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 20