Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Escola Municipal de Estética Animal 
 Lado a Lado PET 
 Cecília Moura da Silva 
 Ester da Silva Campos 
 Thais Barbosa Neves 
 AUXILIAR DE VETERINÁRIO 
 TRABALHO I: Bactérias 
 SÃO PAULO 
 2022 
 Cecília Moura da Silva 
 Ester da Silva Campos 
 Thais Barbosa Neves 
 AUXILIAR DE VETERINÁRIO 
 TRABALHO I: Bactérias 
 Trabalho para composição da nota para 
 conclusão do curso de auxiliar de 
 veterinário. Apresentado para os 
 professores Felipe Nunes e Tatiana Elias 
 da Escola Municipal de estética animal 
 lado a lado Pet. Tema bactérias. 
 SÃO PAULO 
 2022 
 Sumário 
 Introdução __________________________________ 04 
 Bactérias _________________________________ 05 á 09 
 Coloração de Gram _________________________ 10 á 11 
 Bactérias Gram. positivas e Negativas _________ 11 á 12 
 Crescimento bacteriano _____________________ 12 á 13 
 Caso clínico ______________________________ 14 á 16 
 Caso clínico ii __________________________________ 17 
 Caso clínico iii __________________________________ 18 
 Conclusão _____________________________________ 19 
 Referências Bibliográficas _________________________ 20 
 INTRODUÇÃO 
 O presente trabalho tem como objetivo apresentar as características das 
 bactérias e sua importância clínica dentro da área veterinária. 
 As bactérias são microrganismos considerados unicelulares, procariotos, que 
 está presente no organismo para manter um equilíbrio, além dessas bactérias que está 
 em equilíbrio no organismo, no meio ambiente tem bactérias patogênicas que ao entrar 
 em contato com organismo, acaba desencadeando um processo infeccioso. 
 Para classificar essas bactérias deve ser analisada sua morfologia que são 
 classificadas em dois grupos: gram positivo e gram negativo. Para ser realizado um 
 tratamento adequado no caso das bactérias patogênicas que causam dano ao 
 hospedeiro. 
 A análise das bactérias é realizada dentro de um laboratório de análises clínicas 
 através da técnica da coloração de Gram. que identifica como Gram. positiva as 
 bactérias que se cora em cor azul/roxa e Gram. negativas as bactérias que se cora em 
 uma coloração avermelhada. Está diferença de coloração acontece, pois as bactérias 
 Gram. positivas possuem ácidos teicóicos e muitas camadas de peptideoglicano, já as 
 bactérias Gram. negativas não possuem ácidos teicóicos, possuem uma ou poucas 
 camadas de peptideoglicano, além de possuírem a camada de lipopolissacarídeo. A 
 análise é concluída através da leitura de lâminas no microscópio, por ser 
 microorganismos não consegue ser observados macroscópicamente. 
 ● BACTÉRIAS 
 As bactérias são microrganismos, que são constituídos por uma única célula 
 (unicelulares), também são chamadas de procariotos devido ao fato do material 
 genético da bactéria não ser envolto por uma membrana nuclear especial. A célula 
 bacteriana é constituída por DNA (ácido desoxirribonucléico) contendo um 
 cromossomo circular, Plasmídeo, Ribossomos, Membrana celular, Parede celular, 
 cápsulas, Flagelos, Fímbrias. Suas organelas não são revestidas por membrana, sua 
 parede apresenta polissacarídeo complexo denominado “peptideoglicano” e sua 
 divisão celular é feita por fissão binária (duplicação do DNA), medem cerca de 0,5 
 µm a 1,0 µm de diâmetro e de 2,0 µm a 5,0 µm de comprimento, não são visíveis a 
 olho nu e sua visualização só é possível com auxílio de um microscópico óptico. 
 ● ESTRUTURAS BACTERIANAS E SUAS FUNÇÕES 
 As bactérias apresentam várias estruturas internas e externas: parede celular, 
 citoplasma, membrana citoplasmática, ribossomos, cápsula, fimbrias e DNA bacteriano. 
 A cápsula, os flagelos e as fímbrias estão presentes em apenas alguns gêneros e 
 espécies. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 ● PAREDE CELULAR 
 A parede celular das bactérias Gram-positivas e Gram-negativas apresenta 
 diferenças marcantes em sua estrutura e composição química e, de modo geral, 
 conferem proteção à célula bacteriana. A parede celular das bactérias 
 Gram-positivas é mais espessa, sendo composta por uma camada única 
 quimicamente constituída por proteína denominada peptideoglicano e por ácidos 
 teicoicos. Os ácidos teicoicos são divididos em dois tipos: os ácidos teicoicos de 
 paredes, que estão ligados ao peptideoglicano, e os ácidos lipoteicoicos , que estão 
 ligados aos lipídeos da membrana plasmática. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 Em contraposição, às bactérias Gram-negativas são formadas por duplas 
 camadas, sendo a primeira constituída de lipopolissacarídeos, fosfolipídeos e 
 lipoproteína, e a outra camada fina de peptideoglicano, entre a membrana externa e o 
 peptideoglicano existe um espaço denominado espaço periplasmático, que contém alta 
 concentração de enzimas degradadoras, além das proteínas de transporte. 
 Quimicamente, a membrana externa é composta por uma dupla camada de lipídios e 
 lipopolissacarídeos (LPS). O LPS é constituído por um lipídeo A, que está ligado ao 
 antígeno O. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 Membrana citoplasmática 
 A membrana citoplasmática da célula bacteriana apresenta uma espessura de 
 8 nm (nanômetros), servindo de barreira responsável pela separação entre o meio 
 interno (citoplasma) e o externo. Essa barreira é altamente seletiva e atua impedindo a 
 passagem livre de moléculas e íons. 
 A membrana bacteriana, como vista na Figura 3.8, é composta por 60% 
 de proteínas imersas em uma bicamada de lipídeos (40%), sendo os fosfolipídeos os de 
 maior importância. Tal proporção varia de acordo com algumas condições, como a 
 espécie da bactéria. 
 ● CÁPSULA 
 A cápsula representa uma estrutura que fica ligada à parede celular e que 
 promove o revestimento externo de algumas bactérias, sendo considerada um fator de 
 virulência por conferir resistência à fagocitose. Outras funções da cápsula bacteriana 
 incluem a propriedade de servir de reservatório de água e nutrientes, aumentando a 
 capacidade invasiva de bactérias patogênicas, além de favorecer a aderência ao 
 hospedeiro . 
 ● DNA E PLASMÍDEO 
 O DNA bacteriano contém praticamente todas as informações necessárias 
 para a sobrevivência da célula e sua auto duplicação. O seu conteúdo está dividido em 
 duas estruturas: cromossomo bacteriano (nucleotídeos ou DNA) e plasmídeos. O 
 cromossomo bacteriano é único e circular, formado por moléculas que ficam aderidas à 
 parte interna da membrana citoplasmática. Essa estrutura apresenta genes que 
 codificam proteínas úteis para a manutenção biológica da célula bacteriana. 
 Os plasmídeos bacterianos são pequenas moléculas de DNA circulares 
 que ficam livres no citoplasma. São genes que codificam proteínas associadas à 
 resistência bacteriana a antibióticos, promovendo a degradação dessas moléculas 
 farmacológicas . 
 ● FLAGELOS 
 Os flagelos são estruturas que conferem motilidade à célula bacteriana, 
 estando presentes praticamente com exclusividade nos bacilos Gram-negativos e 
 raramente encontrados nos cocos. Estruturalmente os flagelos são complexos, 
 possuindo um corpo basal com 20 nm (nanômetros) de espessura, que fica ancorado na 
 membrana citoplasmática e atravessa a parede celular dabactéria. Em continuidade 
 com o corpo basal, encontramos uma peça intermediária com morfologia semelhante a 
 um gancho, que termina numa estrutura filamentosa. A estrutura basal do flagelo é 
 composta por uma proteína denominada flagelina, responsável pela vibração dessa 
 projeção de membrana. De acordo com o número de flagelos, as bactérias são 
 classificadas em monótricas, lofótricas, anfítricas e perítricas. 
 : TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 ● FÍMBRIAS 
 As fímbrias ou pilis são estruturas curtas menores que os flagelos, localizadas 
 na parte externa das bactérias. Atuam como condutor do material genético de célula a 
 célula. Muitas bactérias que apresentam esse tipo de fímbria (ou pili sexual) possuem a 
 capacidade de transferir a resistência bacteriana. 
 ● Ribossomos 
 Os ribossomos são partículas citoplasmáticas responsáveis pela síntese de 
 proteínas, sendo constituídos por 60% de RNA e por 40% de proteína. 
 ● MORFOLOGIA BACTERIANA 
 Microscopicamente as bactérias são diferenciadas de acordo com suas 
 características morfológicas em cocos, bacilos e espirilos. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 Os cocos são esféricos e podem formar diferentes arranjos: 
 ● Cocos em dupla são denominados diplococos. 
 ● Cocos em cadeia passam a ser chamados de estreptococos 
 ● Arranjados em cachos, estafilococos 
 ● Cocos em quatro, formam tétrades 
 ● Grupo de oito cocos unidos de forma semelhante a um cubo são sarcina. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 Os bacilos são bactérias que possuem forma de bastonetes. Eles apresentam 
 poucos arranjos ou agrupamentos, podendo aparecer aos pares, originando os 
 diplobacilos, ou em cadeias, formando os estreptobacilos. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 As bactérias que apresentam forma semelhante a um saca-rolha são 
 denominadas espirilos, c. Essa morfologia exibe uma diferença em relação ao 
 comprimento, à largura, ao número e à amplitude dos espirais. Algumas formas são 
 rígidas e outras mais flexíveis, como as espiroquetas e os vibriões (forma de vírgula). 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 Além da classificação morfológica em cocos, bacilos e espirilos, as bactérias são 
 classificadas, de acordo com suas características tintoriais,. 
 ● Gram-positivas sua coloração fica em cor azul/roxa 
 ● Gram-negativas sua coloração fica em tom avermelhado 
 A técnica de coloração de Gram foi descoberta pelo bacteriologista Dinamarquês 
 Hans Christian Gram em 1884 baseia-se na diferença da composição da estrutura da 
 parede celular da célula bacteriana. 
 O método de coloração de Gram é feito a partir de um esfregaço bacteriano, 
 fixado em calor e corado com cristal violeta, lugol, álcool e fucsina, respectivamente. 
 A coloração de Gram é uma metodologia tintorial simples, rápida e de baixo custo que 
 contribui em até 80% para o diagnóstico bacteriológico. 
 ● Técnica 
 A técnica de coloração é baseada na metodologia aplicada a seguir: 
 1)Cubra o esfregaço com violeta de metila por 15 minutos; 
 2)Em seguida, lave a lâmina em um filete de água corrente; 
 3)Cubra a lâmina com lugol por 1 minuto. 
 4)Em seguida, adicione o álcool 99,5 °GL sobre a lâmina, descurando-a até que não 
 desprenda mais corante; 
 5)Lave a lâmina em um filete de água corrente; 
 6)Cubra a lâmina com safranina e deixe agir por aproximadamente 30 segundos; 
 7)Lave em um filete de água corrente; 
 8)Deixe secar ao ar livre ou seque suavemente com auxílio de um papel-filtro limpo; 
 9)Coloque uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço e leia em objetiva de 100 
 vezes (microscópio); 
 10)O resultado deve ser interpretado pela cor da coloração das bactérias; as 
 Gram-positivas vão se tornar roxas e as Gram-negativas, vermelhas, como 
 demonstrado. 
 BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 
 https://kasvi.com.br/bacteria-gram-positiva-gram-negativa/ 
 A interpretação das lâminas coradas pela coloração de Gram requer 
 conhecimento técnico e profissional treinado e habilitado capaz de reconhecer as 
 características da coloração, tamanho, forma e agrupamento das células bacterianas. É 
 necessário também levar em conta os fatores que influenciam na qualidade da lâmina, 
 tais como a idade da cultura (esfregaço), meios de cultura utilizados para o cultivo das 
 cepas, atmosfera de incubação e presença de fatores inibitórios. 
 Embora a maioria das bactérias sejam saprófitas, crescem em matéria orgânica 
 encontrada no meio ambiente, existe uma pequena população de bactérias patogênicas 
 induzem infecções e doenças em animais e humanos.As infecções causadas por essas 
 bactérias patogênicas são influenciadas por status fisiológico e imunológico. 
 Os animais são infectados por duas vias, as vias endógenas e exógenas Infecções 
 exógenas ocorrem após a transmissão direta ou indireta de um patógeno presente em 
 um animal infectado ou no ambiente. Infecções endógenas podem ser causadas por 
 bactérias comensais quando um animal é submetido a fatores ambientais estressantes, 
 por exemplo. Infecções podem ser adquiridas por meio de diversas vias. Em infecções 
 exógenas, os patógenos podem ser introduzidos no hospedeiro pela pele, pela 
 conjuntiva ou por membranas mucosas dos sistemas respiratório, gastrointestinal, 
 urogenital, ou, ainda, por meio de vetores. Outras possíveis vias são o canal do teto e o 
 umbigo. A patogenia de uma bactéria está associada à sua habilidade de invadir e 
 desencadear doenças severas ou morte em um animal sadio. Já as bactérias de baixa 
 patogenia raramente produzem doenças graves. 
 ● Bactérias Gram. positivas 
 ● Bacillus, 
 ● Nocardia, 
 ● Clostridium, 
 ● Propionibacterium, 
 ● Actinomyces, 
 ● Enterococcus, 
 ● Corynebacterium, 
 ● Listria, 
 ● Lactobacillus, 
 ● Gardnerella, 
 ● Mycoplasma, 
 ● Staphylococcus 
 ● Streptomyces, 
 ● Streptococcus 
 ● Bactérias Gram. Negativa 
 ● Escherichia, 
 ● Bartonella 
 ● Helicobacter, 
 ● Haemophilus, 
 ● Neisseria, 
 ● Klebsiella, 
 ● Enterobacter, 
 ● Chlamydia, 
 ● Pasteurella 
 ● Pseudomonas, 
 ● Salmonella, 
 ● Shigella. 
 BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 
 Crescimento bacteriano 
 O aumento da população bacteriana depende de um somatório de fatores 
 metabólicos progressivos que resultam na origem de duas células-filhas idênticas a partir 
 de uma célula-mãe. As bactérias se reproduzem por um processo assexuado 
 denominado de fissão binária. Nesse processo os conteúdos celulares e o material 
 genético da célula-mãe se duplicam e posteriormente essa célula se divide, originando 
 duas células-filhas idênticas. O tempo de geração, ou seja, o intervalo de tempo 
 requerido para que cada microrganismo se divida ou para que a população de uma 
 cultura duplique em número é diferente para cada espécie, sendo fortemente 
 influenciado pela composição nutricional do meio em que o microrganismo se encontra. 
 BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 
 Curva de crescimento bacteriano 
 A curva de crescimento bacteriano é obtida quando se realiza a contagem da 
 população de bactérias num determinado intervalo de tempo, após um pequeno inóculo 
 em meio líquido. Existem basicamente quatro fases de crescimento: inicial, exponencial, 
 estacionária e declínio.BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 
 ● Fase inicial: é uma fase de adaptação bacteriana caracterizada pela intensa 
 atividade enzimática da célula e pelo aumento do tamanho da bactéria, porém 
 não ocorre a divisão celular. 
 ● Fase exponencial : é um período caracterizado pela intensa e constante 
 multiplicação da população de bactérias, que crescem e se reproduzem 
 assexuadamente por fissão binária; cada duplicação origina uma nova geração. 
 ● Fase estacionária: nessa fase, a falta de nutrientes e o acúmulo de materiais 
 tóxicos no meio podem cessar o crescimento bacteriano. Em determinado 
 momento, a velocidade de crescimento diminui e o número de morte celular 
 passa a ser equivalente ao número de células novas, contribuindo para a 
 estabilidade da população bacteriana 
 ● Fase de declínio: nessa fase, a falta de nutrientes acentua o número de células 
 mortas e a população entra em declínio. 
 BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 
 ● Caso clínico I. 
 Cão, fêmea, 8 anos, SRD, não castrada, se apresenta no período do ciclo na 
 fase diestro.Citologia vaginal,coloração de Gram: achados Bactérias do gênero 
 E.coli. 
 Anamnese : 
 ● Apa�a e hiporexia há 5 dias; 
 ● Presença de secreção vaginal. 
 Exame físico: 
 ● Animal Prostrado; 
 ● Desidratação Moderada. 
 ● 
 Exames solicitados para 
 complementar o diagnóstico: 
 ● Hemograma, leucograma. 
 Resultados: 
 ● Eritrograma 
 ● Hemácias: Normais; 
 ● Hemoglobina: Acima; 
 ● Hematócrito: Acima; 
 ● VCM: Normocí�ca; 
 ● CHCM: Normocrômica; 
 ● Proteína Plasmá�ca: Hiperproteinemia; 
 ● Plaquetas: Normais. 
 Paciente não apresenta anemia; Morfologia celular normal. 
 Foi observado uma leve alteração na hemoglobina e hematócrito que pode 
 estar relacionada à desidratação. 
 Hiperproteinemia que pode estar relacionada a desidratação ou processo 
 inflamatório devido a infecção causada por causa da bactéria E.coli. 
 Plaquetas dentro da normalidade. 
 Leucograma 
 ● Leucócitos: Leucocitose; 
 ● Bastonete: Desvio a esquerda; 
 ● Neutrófilo Segmentado: Neutrofilia; 
 ● Linfócito: Linfocitose; 
 ● Monócito: Monocitose. 
 *Processo inflamatório agudo regenerativo. 
 Resolução do caso clínico trata-se de um processo infeccioso no útero causado 
 pelo acúmulo de bactérias do gênero E.coli (Piometra). Devido as alterações 
 hormonais.Com a baixa da progesterona ocorre uma diminuição na imunidade natural 
 da vagina neste período é onde ocorre o processo infeccioso causado pelas bactérias 
 E.coli (Piometra). 
 15 
 TRATAMENTO: 
 O tratamento é realizado através da ovariohisterectomia (castração). 
 Pós operatório 
 ● Uso de roupa cirúrgica , colar protetor. 
 ● Medicação : dipirona para dor 
 ● Realizar assepsia superficial e aplicação de Rifocina spray. 
 PREVENÇÃO: 
 ● Castração 
 THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 
 2007. 582 p. ISBN 
 16 
 Caso clínico Il. 
 Cão, fêmea, 11 anos SRD, castrada, obesa. 
 Anamnese : 
 ● Tosse produ�va, corrimento nasal purulento bilateral. 
 ● Dispnéia , letargia, anorexia, febre. 
 Exame físico: 
 ● Auscultação: crepitações pulmonares/estertores/taquipnéia. 
 ● Febre 
 ● Desidratação 
 ● Cianose 
 Exames solicitados para complementar o diagnóstico: 
 ● Hemograma - Leucograma: leucocitose , neutrofilia e desvio a esquerda 
 ● Raio-x tórax: padrão inters�cial e alveolar 
 ● Lavado bronco alveolar + citologia + cultura (na cultura bacteriana ocorreu 
 crescimento da bactéria Staphylococcus spp). 
 Tratamento : 
 ● Medicação: amoxicilina clavulanato 
 ● Fluidoterapia (tratamento de suporte) 
 ● Inalação 
 ● Tapotagem 
 ● Lavagens da narina 
 ● Broncodilatadores 
 ● Oxigenoterapia 
 Não é indicado antitussígeno, pois diminui a tosse e ocorre o acúmulo de secreções 
 piorando o quadro de pneumonia do paciente. 
 THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 
 2007. 582 p. ISBN 
 17 
 Caso clínico IIl. 
 Gato, macho, 2 anos SRD.Com livre acesso a rua , apresenta infestação 
 de pulgas. 
 Anamnese : 
 ● Inapetência e apatia . 
 ● Puliciose intensa (infestação de pulgas) 
 Exame físico: 
 ● Taquipneia 
 ● Febre 
 ● Sopro cardíaco 
 Exames solicitados para complementar o diagnóstico: 
 ● Ecocardiográfico: evidenciou espessamento miocárdico do ventrículo esquerdo 
 ● Sorologia( PCR) para detecção de Bartonella spp., com resultado positivo. 
 ● Sorologia(ELISA) para o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e vírus da leucemia 
 felina (FELV), sendo ambos negativos . 
 Diagnóstico final : Bartonelose, ou doença da arranhadura do gato, é uma doença 
 infectocontagiosa causada por uma bactéria do gênero Bartonella. Os felinos 
 contaminados transmitem a doença através da arranhadura, por isto o nome também 
 é conhecido como a doença da arranhadura do gato. 
 Tratamento: 
 ● Doxiciclina (10 mg/kg, VO, BID) , 30 DIAS. 
 Prevenção: 
 ● Tratamentos regulares contra pulgas 
 THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 
 2007. 582 p. ISBN 
 18 
 Conclusão 
 As bactérias são microorganismo que só conseguem ser visualizados com auxílio 
 de um microscópio, são seres unicelulares , procariotos contém apenas um 
 cromossomo , são classificadas em dois grupos como gram positiva e gram negativa 
 ,uma parte da população de bactérias são consideradas patogênicas (desenvolve 
 doenças ao organismo sadio). Para identificação é realizada a técnica de coloração de 
 Gram, onde as bactérias são identificadas pois se cora em coloração diferentes. 
 19 
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 BROCK, T.D. et al., MICROBIOLOGIA DE BROCK. 14ª Ed. Artmed, 2016 
 Porto Alegre: Artmed, 2009. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J.Biologia 
 celular e molecular. 
 THRALL, Mary Anna. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. São Paulo: Roca, 
 2007. 582 p. ISBN 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, CL. Microbiologia. 10. ed., Porto Alegre: 
 Artmed, 2010. 
 TORTORA, G.J. FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017. 
 20

Mais conteúdos dessa disciplina