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FISIOLOGIA MUSCULAR

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Como no esquelético, a contração ocorre pela entrada de Ca++ no citoplasma, mas a miosina só interage 
com a actina quando a miosina está fosforilada (não apresenta troponina) 
O Ca++ no citosol forma um complexo com a calmodulina (participa também em cels não musculares) 
O complexo Ca++-calmodulina ativa cinase de cadeia leve da miosina, mudando a conformação das cabeças 
da miosina, resultando no deslizamento da actina adjacente, causando a contração 
Existem outros filamentos intermediários, com proteínas diferentes, como a desmina, que nos vasos 
sanguíneos se encontra ligada a vimentina (multiunitário) 
Estes intermediários, assim como os filamentos finos se inserem nos corpos densos (localizados no 
sarcoplasma ou na face do sarcolema), formados por αactina e outras proteínas associadas a linha Z 
A força de contração é repassada, através da associação dos miofilamentos dos corpos densos, para os 
intermediários, atuando no enovelamento e encurtamento da célula 
As cavéolas são estruturas associadas aos domínios da membrana, as quais atuam como os túbulos T, na 
regulação da concentração de Ca++ livre no citosol 
Recebe fibras do SN simpático e parassimpático, mas não apresenta placa motora 
Os axônios formam dilatações entre as fibras lisas, contendo vesículas sinápticas com acetilcolina ou 
noradrenalina, que atuam de forma antagônica 
Em alguns órgãos as terminações colinérgicas estimulam e as adrenérgicas inibem a contração, enquanto em 
outros ocorre o contrário 
 
 
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A contração ocorre da seguinte forma: 
1. Sob o estímulo do sistema nervoso autônomo, íons de Ca++ migram do meio extracelular para o 
sarcoplasma (citosol) 
2. Os íons Ca++ se combinam com a proteína (calmodulina), ativando a enzima cinase 
3. A cinase fosforila uma das cadeias leves da miosina (cadeia reguladora), permitindo o desdobramento da 
miosina 
4. A cadeia leve fosforilada permite a interação entre a actina e a miosina o que resulta na contração 
Tanto a fosforilação como a dissociação das pontes cruzadas ocorrem lentamente, assim a contração é 
prolongada e requer menos energia 
 
Controles Nervoso e Hormonal da Contração do Músculo Liso 
Embora as fibras musculares esqueléticas sejam estimuladas exclusivamente pelo sistema nervoso, o 
músculo liso pode ser estimulado a contrair-se por múltiplos tipos de sinais: 
Pelos sinais nervosos 
Por estímulo hormonal 
Por estiramento do músculo 
Várias outras maneiras 
A razão principal para a diferença é que a membrana do músculo liso contém muitos tipos de receptores 
proteicos que podem iniciar o processo contrátil. Outros receptores proteicos inibem a contração do músculo 
liso, o que é outra diferença em relação ao músculo esquelético. 
 
Junções Neuromusculares do Músculo Liso 
As fibras nervosas autônomas que inervam o músculo liso geralmente ramificam-se difusamente no topo de 
um folheto de fibras musculares, na maioria dos casos, estas fibras não fazem contato direto com a 
membrana celular das fibras musculares lisas, mas formam as chamadas junções difusas que secretam a 
substância transmissora na matriz que recobre o músculo liso, que se difunde então para as células. 
Além disso, onde há muitas camadas de células musculares, as fibras nervosas inervam frequentemente 
apenas a camada externa, e a excitação muscular viaja desta camada externa para as internas por condução 
do potencial de ação pela massa muscular ou por difusão da substância transmissora 
Nas fibras lisas, a maioria dos terminais axonais finos apresentam múltiplas varicosidades distribuídas ao 
longo de seus eixos, nestes pontos, as células de Schwann que envelopam os axônios são interrompidas para 
que a substância transmissora possa ser secretada através das paredes das varicosidades 
Nas varicosidades encontram-se vesículas similares às encontradas na placa motora do músculo esquelético 
que contém substância transmissora. Porém, as fibras nervosas autônomas contêm acetilcolina em algumas 
fibras e norepinefrina em outras — e, ocasionalmente, também outras substâncias 
 
 
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Substâncias Transmissoras 
Excitatórias e Inibitórias 
A acetilcolina é uma substância transmissora excitatória para as fibras do músculo liso em alguns órgãos, 
porém um transmissor inibitório para o músculo liso em outros. Quando a acetilcolina excita uma fibra 
muscular, a norepinefrina ordinariamente a inibe. Ao contrário, quando a acetilcolina inibe uma fibra, a 
norepinefrina usualmente a excita 
Alguns dos receptores proteicos são receptores excitatórios, enquanto outros são receptores inibitórios. 
Assim, o tipo de receptor determina se o músculo liso será inibido ou excitado e também determina qual dos 
dois transmissores, acetilcolina ou norepinefrina, causa excitação ou inibição 
 
Potenciais de Membrana e Potenciais de Ação 
Potenciais de Membrana no Músculo Liso 
A voltagem quantitativa de potencial de membrana do músculo liso depende da situação momentânea do 
músculo. 
No estado normal de repouso, o potencial intracelular é de cerca de -50 a -60 mV, que é cerca de 30 mV 
menos negativo que no músculo esquelético. 
PA no Músculo Liso Unitário. 
→ Os PA ocorrem no músculo liso unitário (tal como o músculo visceral) da mesma maneira que no 
músculo esquelético. Os PA do músculo liso visceral ocorrem em: 
PA em Espícula. Como os observados no músculo esquelético, ocorrem na maior parte dos tipos de 
músculo liso unitário. A duração deste tipo de PA é de 10 a 50 ms. Tais PA podem ser desencadeados de 
várias formas, ex: pela estimulação elétrica, pela ação de hormônios sobre o músculo liso, pela ação de 
substâncias transmissoras das fibras nervosas, pelo estiramento, ou como resultado da geração espontânea na 
própria fibra muscular 
PA com Platôs. O início deste PA é semelhante ao do potencial em espícula, porém, em vez de uma rápida 
repolarização da membrana da fibra muscular, a repolarização é retardada por várias centenas a até 1.000 ms 
(l s). A importância do platô é que ele pode estar associado à contração prolongada que ocorre em alguns 
tipos de músculo liso, como o ureter, o útero em certas condições e certos tipos de músculo liso vascular 
 
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A: PA típico (em espícula), por estímulo externo 
B: PA em espículas repetitivos, por ondas elétricas rítmicas que ocorrem espontaneamente na parede 
intestinal 
C: PA em platô, na fibra uterina 
 
 
Potenciais de Onda Lenta no Músculo Liso Unitário e Geração Espontânea de PA 
Alguns músculos lisos são auto excitatórios, isto é, os PA se originam nas próprias células musculares lisas, 
sem um estímulo extrínseco, que estão frequentemente associados a um ritmo em onda lenta básico do 
potencial de membrana 
A onda lenta não é o PA, isto é, ela não é um processo autorregenerativo que se propaga progressivamente 
pelas membranas das fibras musculares, e sim, uma propriedade local das fibras musculares lisas que 
compõem a massa muscular. A causa do ritmo em onda lenta é pouco conhecida 
A importância das ondas lentas é que, quando elas são de amplitude suficiente, podem iniciar PA 
As próprias ondas lentas não causam contração muscular, porém quando o pico do potencial de onda 
negativo dentro da membrana celular aumenta na direção positiva de -60 para cerca de -35 mV (o limiar 
aproximado para provocar os PA na maioria dos músculos lisos viscerais), um PA se desenvolve e se 
propaga pela massa muscular, a contração então ocorre 
A cada pico de onda lenta ocorrem um ou mais PA, estas sequências repetitivas de PA desencadeiam a 
contração rítmica da massa muscular lisa, assim, as ondas lentas são chamadas de ondas marca-passo 
 
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