Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN CURSO SUPERIOR LICENCIATURA EM PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICAS DE AÇÃO PEDAGÓGICA – PPAP III GESTÃO EM AMBIENTES ESCOLARES E NÃO ESCOLARES BULLYING NA ESCOLA: O papel da gestão escolar enfrentando casos de bullying na escola. Claudia Regina Barroso Pereira Lima/ Matrícula: Ul 20108248 Kelly Tanaely da Silva Correa/ Matrícula: Ul20111589 Rosane Policarpo Cordeiro/ Matrícula: 20121563 Rosicleia dos Santos Ferreira/ Matrícula: Ul 20107764 Tayane Da Conceição Santos da Silva/ Matrícula: Ul 20112426 MARITUBA/PA 2022 CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN Claudia Regina Barroso Pereira Lima/ Matrícula: Ul 20108248 Kelly Tanaely da Silva Correa/ Matrícula: Ul20111589 Rosane Policarpo Cordeiro/ Matrícula: 20121563 Rosicleia dos Santos Ferreira/ Matrícula: Ul 20107764 Tayane Da Conceição Santos da Silva/ Matrícula: Ul 20112426 BULLYING NA ESCOLA: O papel da gestão escolar enfrentando casos de bullying na escola. Projeto e Prática de Ação Pedagógica – PPAP apresentado ao Centro Universitário do Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN, como requisito parcial para obtenção do grau da Licenciatura em Pedagogia. Professora Orientadora: Maria da Silva MARITUBA/PA 2022 SUMÁRIO 1. SITUAÇÃO PROBLEMA........................................................................................4 2. JUSTIFICATIVA......................................................................................................5 3. EMBASAMENTO TEÓRICO...................................................................................6 4. PÚBLICO ALVO......................................................................................................8 5. OBJETIVOS.............................................................................................................8 5.1 OBJETIVO GERAL................................................................................................8 5.2 OBEJETIVOS ESPECIFICOS...............................................................................8 6. PERCURSO METODOLÓGICO..............................................................................9 7. RECURSOS...........................................................................................................10 7.1 RECURSOS HUMANOS......................................................................................10 7.2 RECURSOS MATERIAIS...................................................................................10 8.CRONOGRAMA......................................................................................................11 9.AVALIAÇÃO...........................................................................................................12 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................13 4 1. SITUAÇÃO PROBLEMA O fato bullying se apresenta de diferentes formas, algumas com características mais cruéis, outras em menores extensões, têm sido assim, cada vez mais constantes os desafios do gestor escolar, nos casos de enfrentamentos aos maus tratos pessoais e isolamentos sociais entre crianças, isso é identificado, facilmente, quando um ou mais alunos decidem atacar de maneira injusta outro colega e o submetem às mais variadas formas de agressão tanto corporal, quanto a chantagem e ameaça. Geralmente acontece a ocorrência do bullying no horário de recreação, no momento que estão mais vulneráveis por estarem na ausência do professor. Ao analisar a procedência das crianças que causam o bullying, geralmente são de famílias desestruturadas, das quais não obtém acompanhamento afetivo, tem um histórico agressivo que possivelmente possa contribuir com tais ações. Portanto, os agravos causados às crianças nessa faixa etária podem ser irreversíveis causando angustia, depressão, baixa autoestima e um provável isolamento do convívio social. O bullying devido ter inúmeras características como: humilhar, molestar, agredir, apelidar, entre outras, vem sendo um assunto polêmico refletindo como aspecto negativo no âmbito escolar, gerando com isso inúmeras inquietações para o gestor escolar, possa realizar intervenções afim de coibir este ato entre as crianças e manter um ambiente amigável. Ao avaliar os constantes pontos negativos que ocasionam o bullying, no ambiente escolar, se faz necessário questionar. Como desenvolver projetos com ações que possam despertar nas crianças atos fraternos de amor ao próximo, com objetivos claros de fácil compreensão como forma de elevar a autoestima das crianças afetadas? 5 2. JUSTIFICATIVA O objetivo deste projeto é apontar os desafios do gestor escolar no enfrentamento ao bullying nas escolas municipais das séries iniciais no município de Marituba. Nesse contexto, à medida que o tempo passa isso vem se tornando cada vez mais uma situação difícil de tolerar, haja vista, que é de suma importância analisar como o bullying acontece nas escolas municipais. Avaliar os pontos que afetam a saúde das crianças na escola, no que se refere o relacionamento social no âmbito escolar, ocasionando as dificuldades de relacionamento social entre as crianças dessa faixa etária causando um certo transtorno em relação aos traços específicos de identidade no diz respeito a ser (gordo, magro, alto, baixo, negro, usar óculos, o tipo de cabelo, o tipo de roupa que usa, problema físico etc.). Assim, causando certa humilhação aos que sofrem com essas agressões. Dessa forma, o gestor educacional, ao identificar o bulying, seja fora ou dentro de sala de aula necessita urgentemente fazer a intervenção para que não haja opressão que caracteriza o bullying, agindo assim, a superação de tais situações de agressões serão evitadas o quanto antes. 6 3. EMBASAMENTO TEÓRICO Segundo pesquisa, o relatório da Organização Mundial da Saúde (2002), determinadas crianças apresentam comportamentos problemáticos na primeira infância e que pouco a pouco vão agravando, até chegarem às formas mais graves de agressão, assim o bullying inclui todos os procedimentos violentos, intencionais e refletidos, que acontecem sem causa visível, cometidas por um ou vários estudante menosprezando outro(s), ocasionando desconforto físico e emocional, frequentemente causados num relacionamento sem igualdade de autoridade. A Lei nº 13.185, de 06 de novembro de 2015 foi estabelecida em consequência dos sérios problemas causados pelo bullying: No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas (BRASIL. Lei n° 13.185, de 06 de novembro de 2015). Nesse sentido, é essencial que haja uma atenção maior nas escolas por partes do gestor escolar e de toda a sua equipe envolvida, com as crianças que apresentam aspectos de violências, com o objetivo de restringir a intimidação no sentido de identificar o motivo pelo qual ocorre o bullying, que podem causar consequências seríssimas como: baixa estima da criança afetada, baixo rendimento escolar, entre outros. Vale ressaltar, que a articulação e o comprometimento da gestão escolar, consegue a organização, o bom funcionamento do ambiente favorável aos princípios educacionais, onde o cujo foco é coibir o bullying, garantindo assim, o equilíbrio psicológico de ambas às partes envolvidas com práticas e intervenções relevantes ao caso, dando a importância devida aos alunospara que estes fiquem em segurança na escola. 7 Sobre a depressão, Tenaglia (2008) narra a; […] ansiedade, angústia, a irritabilidade e tristeza exagerada; perda de interesse nas atividades diárias; indecisão e desinteresses generalizados; sentimento de culpa e inutilidade; dificuldades de concentração; queixas físicas com dores inexplicáveis na cabeça, musculares, estômago, pressão no peito, dentre outras; Insônia ou hipersonia; alterações de apetite e peso para mais ou para menos e, ainda, sentimento suicida, planejar uma forma ou tentativa de suicídio (TENAGLIA, 2018, p. 28). São inúmeros sentimentos por parte da criança vitima do bullying, se faz necessária uma investigação e intervenção a fim de detectar as causas que levam o agressor agir assim, havendo uma analise a partir da família da criança agressora, por outro lado, se faz necessário a realização de acompanhamento psicológico a vitima do bullying, a fim de evitar danos a criança vitimada. O bullying é um ato de violência que pode marcar e destruir a história de uma criança causando muitas consequências no decorrer da vida escolar, como já vimos em determinadas citações. É notório e alarmante as causas em relação a vitima, pois se transformam em crianças amedrontadas ou revoltadas, em algumas situações podem até acontecer a evasão escolar. 8 4. PUBLICO-ALVO O projeto terá como público alvo crianças das séries iniciais das escolas públicas municipais de Marituba. . 5. OBJETIVOS 5.1 OBJETIVO GERAL Detectar as principais causas que ampliam o bullying nas crianças das séries iniciais das escolas públicas municipais do município de Marituba. 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Investigar em que ambiente da escola acontece com mais frequência os comportamentos agressivos; Adequar ações que possam diminuir casos de bullying nas escolas municipais de Marituba. Identificar as causas de bullying entre os alunos; Identificar os tipos de bullying que ocorrem; . 9 6. PERCURSO METODOLOGICO No primeiro dia, será realizada a abertura do projeto no auditório de uma das escolas, com todos os gestores das escolas municipais de Marituba, para explanar as possibilidades de como fazer a intervenção para coibir os casos existentes de bullying. No segundo dia, apresentação de fantoches e confecção de atividades nas salas de aula, explanando a importância do respeito e do amor ao próximo no cotidiano escolar. No terceiro dia, nas salas de aula, promover roda de conversa com as crianças causadoras do bullying, conscientizando-as sobre a importância do amor, afeto, respeito entre outros valores éticos sociais. No quarto dia, no pátio de cada escola, acontecerá apresentação teatral envolvendo as crianças das turmas mais afetadas com o bullying No quinto dia, no pátio de cada escola, culminância dos relatos positivos e atividades desenvolvidas durante a execução do projeto a fim de conscientizar todos os presentes que o bullying não cabe nas escolas e em lugar nenhum. 10 7. RECURSOS 7.1 RECURSOS HUMANOS Alunos e professores 7.2 RECURSOS MATERIAIS Cartazes; Papel 40 kg Papel A 4 Cola Lápis Cadernos, Data show, Microfone Caixa amplificada, Fantoches Computadores. 11 8 .CRONOGRAMA O projeto Bullying na escola terá duração de 5 dias, será dividido por etapas e culminando com as atividades desenvolvidas no dia nacional de combate ao bullying. ETAPA DATA AÇÕES DURAÇÃO 1º DIA 01/04 Abertura do projeto Bullying na Escola para os gestores escolares enfatizando os desafios do gestor escolar no enfrentamento do bullying e as possíveis intervenções para coibir este ato nas escolas municipais. 2 h 2º DIA 04/04 Apresentação das crianças com fantoches e confecção de atividades nas salas de aula. 30 min 3º DIA 05/04 Realização de rodas de conversas em equipes nas salas de aula 20 min, para cada equipe 4º DIA 06/04 Apresentação teatral com o tema respeito ao próximo, envolvendo as crianças das turmas mais afetadas com o bullying, nas escolas. 30 min, para cada apresentação 5º DIA 07/04 Culminância dos relatos positivos e atividades desenvolvidas durante a execução do projeto no pátio de cada escola. 30 min, para cada apresentação 12 9. AVALIAÇÃO Analisando o tema bullying na escola e suas consequências nas crianças das escolas municipais de Marituba, o presente projeto buscou apontar as causas geradoras do conflito, a partir de referências teóricas na área da educação, no que refere leis e documentos que regem a educação básica, assim despertar nos gestores escolares e suas equipes, estratégias metodológicas para coibir situações frequentes de bullying na escola. Casos que acontecem com frequência em sala de aula, promovendo a exclusão. Assim, fica evidente a importância do aumento de ações sócio emocionais para o processo da formação cidadã das crianças, nas escolas municipais, visto que, essa primeira etapa de bons relacionamentos cordeais é de suma importância para o desenvolvimento éticos emocionais das crianças nessa faixa etária. A partir das ações desenvolvidas, espera-se alcançar o maior número positivo no combate ao bullying nas escolas municipais. . 13 10. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS BRASIL, Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Secretaria-Geral. Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2015. TENAGLIA, A. M. L. B. Professores com Transtornos Psicológicos e a Ausência de Políticas Públicas. Psicologado – Políticas Públicas, 2018. https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/bullying-nas-escolas, acesso em 22 de abr. de 2022. https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/bullying-nas-escolas