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Disciplina: Semiótica
	
	Docente: Tatiane Ribeiro
	
	Turma:
	A1 ( ) A2 ( X ) A3 ( ) 
	Aluno(a): Adrianny Pamplona/ Alexandra Marques de Souza 
	Matrícula: 20191102160/20191108465
ESTUDO DIRIGIDO DE SEMIÓTICA (PARTE 1) 
2 – Para Peirce, “todo pensamento é um signo. Partindo das discussões realizadas e, principalmente, dos embasamentos teóricos, discorra sobre o signo linguístico. 
RESPOSTA:
Segundo os conceitos abordados por Peirce, o signo linguístico pode ser compreendido como qualquer coisa que pode substituir outra, mediando algo real com o que isso representa para nós, de modo ilimitado. Logo, todo tipo de comunicação, ou demonstração de algo, que transmite uma mensagem ou não, é ser considerado um signo.
 Para entender essa ideia mais a fundo, é importante conhecer as três tricotomias peirceanas, sendo elas: primeiridade, que consiste no nosso primeiro contato com um signo; secundidade, que consiste no que ele deseja transmitir; e a terceiridade, que é a junção mental entre o signo e seu significado. Desse modo, seguindo a concepção das tricotomias, o signo pode se relacionar com ele mesmo, formando o quali-signo, sin-signo e legi-signo; pode se relacionar com seu objeto, obtendo-se o ícone, o índice e o símbolo; e por último, relaciona-se com o seu interpretare, formando o rema, o discente e o argumento. 
3 – No texto “Semiótica ou teoria dos signos”, Décio Pignatari explica que o signo pode ser classificado em relação ao seu referente, isto é, objeto. Discorra sobre as classificações apresentando, no mínimo, um exemplo para cada. 
RESPOSTA: 
Os signos linguísticos podem ser classificados de acordo com sua relação como ele mesmo, com o objeto e com o interpretare. Quando ele é estudado relacionando-se com o objeto, ele pode ser chamado de Ícone, dentro da primeiridade, Índice, no que diz respeito a secundidade, e Símbolo, na terceiridade. 
O ícone ocorre quando há uma associação de qualquer outra coisa, pois eles em si não possuem um significado real, pode-se dizer que ele estará sendo comparado a algo que se assemelha, por exemplo: um desenho de um coração não é um coração em si, porém, ao olhar, será nossa associação.
O índice é qualquer indício que teremos para associar-nos ao que esse indício realmente representa, por exemplo: um latido irá indicar que há algum cachorro por perto
E por fim, o símbolo, não é uma representação particular, e sim geral, de quando algo só pode ser compreendido com o seu interpretante, e assim se torna uma lei geral. Como por exemplo: a pomba branca se torna o símbolo da paz. 
ESTUDO DIRIGIDO DE SEMIÓTICA (PARTE 2)
5 – Segundo Santaella “os ícones têm um alto poder de sugestão. Qualquer qualidade tem, por isso, condições de ser um substituto de qualquer coisa que a ele se assemelhe. Daí que, no universo das qualidades, as semelhanças proliferem. Daí que os ícones sejam capazes de produzir em nossa mente as mais imponderáveis relações de comparação.” Explique como as metáforas estão presentes na obra – O ABAPORU, 1928, de Tarsila do Amaral.
RESPOSTA:
O primeiro signo icônico, tem o seu sentido instaurado pela ideia de imagem, como foi visto acima, e embora isto pareça tautológico, na verdade é um insight que permite entender o que Peirce tinha em mente com esta discriminação entre imagem e metáfora, uma vez que especifica a distinção entre esses dois termos do ponto de vista retórico. Tendo o concreto da imagem como modelo - a sua literalidade, aparece claro o papel desta como figura, no contexto do esquema do hipoícone, pois, como vimos, mesmo neste primeiro nível já existe o “sentido investido”, como o denomina Schefer, e isto significa que algo é acrescentado à reprodução da aparência do real, ou seja, a semelhança não é destituída de codificação. Este é, aliás, o que se entende como sendo o sentido semiótico 
A obra Abaporu, de Tarsila do Amaral, aponta o encantamento, o místico, as lendas sobre figuras assustadoras. O desenho da figura no contexto do deserto remete à possibilidade de construção, do que ainda está por vir. A mão e o pé em destaque, revelado na sua proporção, remetem à força de mudança contida em cada brasileiro. A figura também tem relação com os indígenas, devido ao seu nome. Está ligada ao movimento antropofágico que dá início à arte moderna, que busca a identidade nacional na arte.
 
REFERÊNCIAS
SANTAELLA, Lucia. O que é semiotica.  São Paulo: Brasiliense, 2007. (Coleções primeiros passos;)
CONSTANTINO, G. A. Análise semiótica da introdução à geometria do livro de 5ª série da coleção: idéias e relações. Dissertação de mestrado – Universidade do Sul de Santa Catarina – Santa Catarina, 2003.
Peirce, Charles S. (1934). Collected papers: Volume V. Pragmatism and pragmaticism. Cambridge, MA, USA: Harvard University Press.
PIGNATARI, Décio. Semiótica ou teoria dos signos. Linguagem. Comunicação. 5. ed., São Paulo: Perspectiva, 1971.