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IMAGEM 
PESSOAL 
 Eliane Dalla Coletta
Conceito e princípios 
da imagem pessoal
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Definir imagem e constituição do eu a partir da teoria psicanalítica.
 � Explicar a imagem e a representação social do eu a partir da psicologia 
social.
 � Relacionar corpo com identificação e imagem, com foco nos prin-
cípios da psicanálise para a constituição psíquica e existencial do 
sujeito.
Introdução
Neste capítulo, será abordada a constituição do eu na teoria psicanalítica, 
a partir de três autores principais: Freud, Lacan e Dolto. Buscaremos o 
entendimento das relações entre o inconsciente e a consciência nas 
dimensões tópica, dinâmica e econômica do psiquismo, com as teorias 
dos domínios e das ações do psiquismo. Iniciaremos com a constituição 
do eu, buscando a compreensão do estado de desamparo caracterís-
tico do recém-nascido até a sua inserção no mundo — via os sistemas 
percepção-consciência. 
Freud, a partir de 1920, com a segunda tópica da psicanálise, am-
plifica o entendimento sobre o eu — que inicialmente era somente 
consciência — para um entendimento de que o ego, como represen-
tante da personalidade, é o eu do indivíduo. Este último toma decisões 
e controla ações considerando as condições objetivas da realidade e se 
desenvolve desde o nascimento. Lacan, por sua vez, a partir de 1936, 
postulou uma nova abordagem, na qual o eu pode ser compreendido 
como instância do imaginário, durante o estádio do espelho. Em 1984, 
Dolto especifica diferenças fundamentais entre a imagem do corpo e o 
esquema corporal, no qual a imagem do corpo é o principal elemento 
na constituição do eu.
Na ótica da psicologia social, estudaremos as representações com as 
três questões fundamentais: comunicação, construção de uma realidade 
e o domínio do mundo. As representações podem e conseguem induzir 
sentidos aos comportamentos, inclui-los em redes sociais e midiáticas. 
Assim como temos as representações sociais, temos também as repre-
sentações de uma experiência perceptiva não presente, que a psicologia 
cognitiva concebe como uma imagem mental. Dessa forma, poderá ser 
obtido um conhecimento sobre os principais conceitos e princípios da 
imagem pessoal.
Imagem e constituição do eu na psicanálise
A psicanálise surgiu em 1900, com a publicação da primeira obra de Freud 
(1856-1939), A interpretação dos sonhos. Freud descobriu o inconsciente através 
da análise dos sonhos, atos falhos e lapsos. Com a investigação sistemática, 
construiu uma teoria unificada da mente, demonstrando que a certeza da 
consciência não é verdadeira, porque a nossa vida intencional poderá ter outros 
“sentidos” que não o imediato. Entre a certeza da consciência e o verdadeiro 
saber, instala-se o inconsciente, revelando um saber que não nos é dado, mas 
que deve ser procurado para ser encontrado. A descoberta do inconsciente 
gerou um efeito radical no pensamento da época em todas as áreas da ciência.
Abordar a constituição do eu na teoria psicanalítica envolve percorrer 
um caminho que Freud chamou de metapsicológica, ou seja, é um campo de 
estudo sobre as relações entre o inconsciente e a consciência, considerando 
um conhecimento psicológico na busca das dimensões tópica, dinâmica e 
econômica do psiquismo, o que quer dizer abordar uma teoria das localiza-
ções, dos domínios e das ações do psiquismo. Podemos iniciar este caminho 
da constituição do eu relembrando o desenvolvimento do ser humano. Ao 
nascer, existe uma total impotência que deixa o recém-nascido impedido 
de experienciar um comportamento articulado, efetivo e eficiente, que é o 
estado de desamparo expresso por Freud no termo alemão Hilflosigkeit, que 
diz respeito à condição de alguém estar sem ajuda, sem socorro. Como refere 
Feres (2009, p. 17):
Tal impotência é tomada em duas vertentes: motorisch Hilflosigkeit (estado de 
desamparo motor) e psychische Hilflosigkeit (estado de desamparo psíquico). 
Do ponto de vista biológico (motor), temos a constatação da prematuridade 
do ser humano, quando do seu nascimento. Do ponto de vista psíquico, temos 
um aparelho que não é capaz de dominar o aumento de tensão. 
Conceito e princípios da imagem pessoal2
Necessitamos entender esse estado de desamparo que o ser humano expe-
rimenta ao nascer, com sua total incapacidade de lidar com a abundância de 
estímulos e com suas próprias forças remover o excesso através da satisfação. 
Essa é uma das principais tarefas atribuídas à psique, que o acompanhará 
ao longo de sua vida. É nesse cruzamento entre uma progressiva invasão de 
estímulos e a sua inaptidão de evadir-se deles por suas próprias forças, que 
o estado de desamparo se torna um constructo teórico, sendo essa posição, 
segundo Feres (2009, p. 18), o requisito para o “tornar-se humano ou, simples-
mente, para humanizar-se [...] a incapacidade do humano frente a si mesmo 
e frente ao mundo está intimamente ligada ao desamparo (Hilflosigkeit), 
que é a abertura à estruturação do psiquismo”. Nesse estado de desamparo, 
podemos imaginar uma situação com total inexistência de compreensões ou 
interpretações ou concepções, como se não existisse ninguém (nem corpo 
e nem psiquismo pré-estabelecido), e é este estádio, segundo Freud, que 
possibilita o caminho rumo ao campo do humano. Para tanto, há a neces-
sidade de que outro ser humano já instituído auxilie (papel geralmente da 
mãe) para que o recém-nascido possa introduzir-se no mundo que já existe, 
ou seja, possibilite o desenvolvimento do seu próprio eu (FERES, 2009).
A partir de 1920, com a segunda tópica de Freud, o termo “eu”, que 
inicialmente era a sede da consciência na primeira tópica que abrangia o 
consciente, pré-consciente e o inconsciente, no seu processo de identificação 
(com o outro) pode constituir-se com este traço, e ter uma alteração por essa 
imagem /referência desse outro. Portanto, o eu é a parte do que foi modifi-
cado pela interferência do outro, ou seja do mundo externo, via os sistemas 
percepção-consciência. Nesta sua segunda teoria do aparelho psíquico, Freud 
introduziu os conceitos de id, ego e superego para referir-se à estrutura da 
personalidade. É uma estrutura dinâmica que possui interação interna e com 
o mundo externo, com forças e instintos que motivam o comportamento. O 
id é a instância inconsciente, sendo o reservatório das energias psíquicas, 
onde se localizam as pulsões, os instintos, os desejos. São impulsos com 
uma torrente de energia ilimitada que exerce pressão contínua sobre a per-
sonalidade, cujo objetivo é a satisfação imediata para reduzir a tensão, pois 
é regido pelo princípio do prazer (a realidade impede esta descarga) e está 
presente desde o nascimento. A realidade é representada pelo ego. O ego 
tenta equilibrar as demandas do id com as exigências da realidade do mundo 
externo e as ordens do superego. É a instância que busca manter a segurança 
do indivíduo e ajuda na integração com a sociedade. O ego é regido pelo prin-
cípio da realidade, sendo um regulador com as funções básicas de percepção, 
memória, sentimento e pensamento. Ele representa a personalidade, é o eu 
3Conceito e princípios da imagem pessoal
do indivíduo, que toma decisões e controla ações considerando as condições 
objetivas da realidade (sociedade) e se desenvolve desde o nascimento. 
Durante o desenvolvimento da infância, outra instância da personalidade 
se forma: o superego. Com a internalização das proibições, dos limites e 
da autoridade imposta pelos pais e professores — em conformidade com a 
realidade. Quando estas exigências sociais e culturais são internalizadas, 
ninguém mais necessita “dizer não”, a proibição já está dentro de si, o que 
gera muitos conflitos internos (FELDMAN, 2015).
Para Bock, Furtado e Teixeira (2001, p. 101), 
O ego e, posteriormente, o superego, são diferenciações do id, o que demonstra 
uma interdependência entre estes três sistemas, retirando a ideia de sistemas 
separados. Oid refere-se ao inconsciente, mas o ego e o superego têm, também, 
aspectos ou “partes” inconscientes. 
Essas instâncias comportam as experiências pessoais de cada um e expres-
sam o estádio de desenvolvimento que está no momento. Em decorrência disso, 
o psicólogo investiga a história pessoal em relação à história dos familiares 
e dos demais grupos sociais, os quais também se inscrevem nos valores e 
crenças da sociedade que nos cerca.
Posteriormente a Freud, a noção do eu, sua concepção, suas funções, 
teriam uma nova abordagem e interpretação. Em 1936, Jacques Lacan (1901-
1981), um dos psicanalistas mais contemporâneos, fez uma releitura da teoria 
freudiana e situou o eu como instância do imaginário, ou seja, no campo do 
desconhecido, da ilusão e da alienação, cuja fase denominou de “estádio do 
espelho”, o formador da função do eu. Esse estádio ocorre entre os seis e 
dezoito meses, quando o bebê, diante do espelho, oportuniza um espetáculo 
fascinante, onde ainda não controla a marcha (parte motora) e nem possui uma 
postura equilibrada/ereta, mas com algum apoio de um andador, por exemplo, 
reconhece sua imagem quando está na frente de um espelho, sustentando 
sua postura. Segundo Lacan (1998, p. 97), o bebê “supera, numa azáfama 
jubilatória, os entraves desse apoio, para sustentar sua postura numa posição 
mais ou menos inclinada e resgatar, para fixá-lo, um aspecto instantâneo da 
imagem”. Durante conferência no XVI Congresso Internacional de Psicanálise 
(Zurique, 1949), Lacan expôs sua tese sobre o estádio do espelho:
Basta compreender o estádio do espelho como uma identificação [....] como 
a transformação produzida no sujeito quando ele assume uma imagem - cuja 
predestinação para esse efeito de fase é suficientemente indicada pelo uso, na 
Conceito e princípios da imagem pessoal4
teoria, do antigo termo imago. A assunção jubilatória de sua imagem especular 
por esse ser ainda mergulhado na impotência motora e na dependência da 
amamentação que é o filhote do homem nesse estádio de infans parecer-nos-
-á pois manifestar, numa situação exemplar, a matriz simbólica em que o 
[eu] se precipita numa forma primordial, antes de se objetivar na dialética da 
identificação com o outro e antes que a linguagem lhe restitua, no universal, 
sua função de sujeito (LACAN, 1998, p. 97).
Disso decorre, que o sujeito antevê, em uma ilusão, a sua maturação. 
Ao se reconhecer na própria imagem, existe um fascínio pelo que surge no 
espelho, um sorriso que indica o reconhecimento e ao mesmo tempo a busca 
de uma autorização quanto a esse reconhecimento, ou seja, ele busca algo 
fora do espelho, uma confirmação através do outro (que pode ser a figura 
materna) de que ele fez uma conquista de que aquela imagem é sua, mas tem 
que haver alguma coisa que venha de um outro lugar, que intervenha nesse 
auto-reconhecimento. Nesse sentido, o eu é o produto de uma identificação 
com o outro, de um reconhecimento de uma posição que antes era uma posição 
do outro. Podemos entender também que o espelho dessa experiência, não 
é simplesmente um espelho, mas tudo aquilo que é capaz de devolver para 
a criança a sua imagem, podendo ser uma superfície que possibilita que ela 
se reconheça e se distinga do outro, ou o grupo ou o olhar do outro. Essa 
experiência se desdobra em muitas situações e se torna um modelo para seu 
corpo numa ilusão de unicidade, seu eu antes de sua determinação social. 
Porém, essa forma total do corpo é concedida externamente, numa imagem 
que se torna também a base simbólica. 
O estádio do espelho fundamentalmente trata do momento de constituição 
do eu, da identidade, do momento em que se estabelece a diferenciação entre o 
eu e o outro, em que ocorre também o delineamento das bordas e dos limites 
do nosso corpo. Lacan retoma a teoria freudiana de como o eu é constituído, 
e o estádio do espelho demonstra que essa não parte de um amadurecimento 
biológico, mas se constitui pela intermediação de uma relação em que o eu 
se apresenta precipitado, como resultado. 
Com relação ao reconhecimento da própria imagem pela criança, Roudi-
nesco e Plon explicam: 
A criança se reconhece em sua própria imagem, caucionada neste movimento 
pela presença e pelo olhar do outro (a mãe ou um substituto) que a identifica, 
que a reconhece simultaneamente nessa imagem. Nesse instante, porém o 
eu [je] é como que captado por esse eu [moi] imaginário: de fato, o sujeito, 
que não sabe o que é, acredita ser aquele eu [moi] a quem vê no espelho 
(ROUDINESCO; PLON, 1998, p. 212).
5Conceito e princípios da imagem pessoal
Imagem e representação social pela ótica da 
psicologia social
As representações sociais se constituem uma perspectiva teórica da psicologia 
social, que é atributo do conhecimento e da compreensão do contexto social. 
São elementos cognitivos (imagens, conceitos, categorias, teorias) socialmente 
desenvolvidos e compartilhados, que auxiliam na construção de uma realidade 
comum, favorecendo dessa forma a comunicação, ou seja, são fenômenos 
sociais que devem ser entendidos a partir do contexto em que foram gerados. 
As representações sociais abrangem três questões fundamentais: a comuni-
cação, a construção de uma realidade e o domínio do mundo. A comunicação 
se torna facilitada pela unicidade e codificação da história individual e coletiva. 
Na construção da realidade, em função da comunicação da história, esta 
é interpretada e reinterpretada e dessa forma possibilita a reconstrução da 
realidade cotidiana através de posicionamentos e ações. Sendo um conjunto 
de conhecimentos sociais, possibilita que as pessoas se situem e dominem 
uma realidade (TORRES; NEIVA, 2011). 
A teoria das representações sociais tem como objetivo elucidar os diver-
sos fenômenos coletivos, sem desconsiderar o ponto de vista individual. As 
representações sociais são suportadas pelo saber do senso comum das expe-
riências vivenciadas rotineiramente, que podem se apoderar de significados 
consolidados no decorrer da sua história. Consequentemente, são decorrências 
do apoderamento de constructos estruturados em diferentes períodos crono-
lógicos e produzidos nos novos contextos. O seu propósito é converter algo 
não familiar em familiar através do modo operante de classificar, tipificar, 
estereotipar e denominar novos eventos e convicções, para torná-los compre-
ensivos a partir de ideias e teorias preexistentes e incorporados no momento 
em que são amplamente respeitados pela sociedade.
Segundo, Torres e Neiva (2011, p. 292):
Como saber do senso comum, elas ainda orientam os comportamentos e as 
práticas: intervém na definição da finalidade da situação e antecipam ou 
prescrevem práticas obrigatórias, na medida em que definem o que é aceitável 
em dado contexto social.
Isso permite corroborar e fundamentar comportamentos e tomadas de de-
cisão que rompem com os conhecimentos científicos. A temática é apreendida 
das falas individuais e coletivas, dos pontos de vista, atitudes e das práticas 
do cotidiano que são expressas nas mídias e redes sociais. 
Conceito e princípios da imagem pessoal6
As representações podem e conseguem induzir sentidos aos comporta-
mentos, inclui-los em redes sociais. Para Tonin e Azubel (2017, p. 130), “as 
representações sociais possuem duas funções primordiais”: convencionalização 
e caráter prescritivo:
[Na convencionalização temos que a] forma de saber do senso comum, as 
representações permitem categorizar ideias, indivíduos e acontecimentos, 
na matriz da cultura, e produzir uma série de classificações que vão dina-
mizar os critérios e mecanismos de inclusão/exclusão, bem como balizar as 
formas do ajustamento, graduando a relação identidade/alteridade (TONIN; 
AZUBEL, 2017, p. 130).
[Com seu caráter prescritivo], as representações são concebidas como fe-
nômeno histórico, “produto de uma sequência completa de elaborações e 
mudanças que ocorrem no decurso do tempo e são o resultado de sucessivas 
gerações” (MOSCOVICI, 2003, p. 3 apud TONIN; AZUBEL, 2017,p. 131), 
elas se impõem com uma força irresistível, resultado da combinação de uma 
sólida estrutura prévia ao pensamento e de uma tradição capaz de estabelecer 
o que deve ser pensado (TONIN; AZUBEL, 2017, p. 131).
Nas convenções das representações sociais, uma realidade que é estabe-
lecida pelo socialmente adotado, existindo uma opressão pertinente, onde há 
a possibilidade de inclusão/exclusão meramente por se enquadrar ou não ao 
modelo instituído. E como determinam o que deve ser pensado, é possível 
perceber o quanto regulam a área de comunicações e definem as interações 
humanas, capazes de instaurar uma consciência coletiva (TONIN; AZUBEL, 
2017).
Assim como temos as representações sociais, temos também as represen-
tações de uma experiência perceptiva não-presente, que a psicologia cognitiva 
concebe como uma imagem mental. Segundo Santaella e Nöth (2008, p. 30):
Piaget define imagem como “esquema representativo” de um acontecimento 
externo e vê nela uma “imitação interiorizada” e uma transformação de um 
tal acontecimento [...] esta é a capacidade do ser humano de representar algo 
através de um signo ou um símbolo ou um objeto.
A representação mental de imagens gerou discussão entre os cientistas 
da psicologia cognitiva que estudam o processamento de informação a 
respeito do pensamento: pensamento como codificado simbolicamente 
versus pensamento em forma de imagens. 
A imagem tem um caráter de esquema, um mapa cognitivo e uma disposição 
espacial. O ato da compreensão cognitiva se dá a partir da vivência pessoal, 
7Conceito e princípios da imagem pessoal
interna, que possibilita uma síntese perceptual-sensorial dos elementos da 
consciência, que são organizados e constituídos de uma forma singular que 
tem interferência interna e externa, que são concepções mentais que originarão 
o pensamento cognitivo e seus vínculos lógico-didáticos. Como podemos 
explicar as capacidades do ser humano de absorver, lembrar e compreender 
imensas informações como a sua história, lugares, vivências, sem a presença 
de esquemas corporificados, imagens, modelos mentais e representações que 
constituem, estabelecem, incorporam e preservam grandes quantidades de 
informações, conhecimentos de sensações e memórias? Conforme Pallasmaa 
(2013, p. 28), 
Uma recente pesquisa psicolinguística confirmou, de modo convincente, 
o uso de imagens mentais e modelos neurais em processo de pensamento e 
fala. [...] as descobertas dessa pesquisa apoiam a suposição de que modelos 
mentais corpóreos contêm conhecimento e também são usados em vários 
sistemas de símbolos.
A função das imagens na formação e sustentação das representações 
sociais é manifestada pela respectiva estrutura da representação que contêm 
um elemento imaginário. Nas ciências sociais e humanas iremos encontrar 
a palavra imagem para indicar uma figura, uma imagem mental ou um con-
junto de opiniões de um grupo social. Na psicologia social existem vários 
campos de estudo dedicados à investigação de imagens e sua utilização em 
pesquisas sociais têm apresentado resultados significativos para o estudo da 
vida social. A inserção de elementos visuais em pesquisas de representações 
sociais oportuniza o acesso a temáticas que não são explicitadas verbalmente 
e que se encontram na estrutura da representação, como a investigação de 
imagens publicitárias veiculadas nos diversos meios de comunicação (TERRA; 
NASCIMENTO, 2016).
Podemos dizer que as imagens são entidades quase palpáveis que se 
movimentam, se entrelaçam e se solidificam continuamente no nosso coti-
diano. São ao mesmo tempo culturais, transculturais, temporais, atemporais 
e simbólicas.
Imagem do corpo na constituição do sujeito
A imagem do corpo na psicanálise é um dos registros mais significantes na 
constituição do sujeito. O corpo para a psicanálise não é o corpo biológico e sim 
Conceito e princípios da imagem pessoal8
o corpo erógeno de Freud, que em função da evolução do sujeito nos estádios 
de desenvolvimento, passa por quatro zonas erógenas em quatros regiões do 
corpo. Para Lacan, o corpo é visto em três dimensões, o corpo como imagem 
(imaginário), o corpo assinalado pelo significante (simbólico) e o corpo como 
sinônimo de gozo (real) dentro dos três registros fundamentais na constituição 
do sujeito. Nas abordagens de Freud e Lacan, existe a análise da conexão do 
corpo com o eu e a sua influência no narcisismo e nas identificações primárias. 
Segundo Amparo, Magalhães e Chatelard (2013, p. 518), 
[...] para que o sujeito possa, a partir dessa imagem, [...] existir como su-
jeito do desejo, sujeito falante e sujeito do inconsciente, é fundamental o 
cruzamento simultâneo entre a imagem especular e a palavra enquanto 
lei mediadora. [...] Dessa forma, haveria uma articulação do corpo com o 
espaço e a linguagem. 
Na constituição do sujeito, o corpo é um elemento de fundamental im-
portância no acesso ao mundo subjetivo, no atributo primordial de todo o ser 
humano - a sua subjetividade, conduzindo-o ao mundo afetivo e simbólico e 
sua conexão com a constituição psíquica e existencial. Para Freud, o eu é antes 
de tudo um eu corporal, pois é a projeção de sua exterioridade. Ao nascer, 
a criança não distingue os limites de seu corpo, o que é interno ou externo, 
pois ainda está num estado de confusão. A imagem corporal será construída 
a partir da percepção do seu corpo (mundo interior) e do mundo externo. No 
corpo biológico advêm as sensações externas e internas: tato, audição, olfato, 
paladar e visão. Como também as sensações de dor (nocicepção), o sentido de 
localização corporal (propriocepção). Mas o sentido de maior importância para 
a constituição do eu é a visão, pois é através do olhar que o outro é conhecido, 
onde partes do corpo tem o contorno definido e onde o se olhar no espelho 
cria a imagem que Freud chamou de imagem especular, que foi originada 
desde o ato de olhar a si próprio no espelho, olhar para o outro e do olhar do 
outro (CAMPOS, 2007).
Outros sentidos desempenham um papel especial na formação do eu, o tato 
e a nocicepção (sensação de dor). Freud refere que o corpo de uma pessoa, ou 
seja, mais precisamente a sua superfície, pode gerar sensações tanto internas 
quanto externas (percebemos o objeto que toca nossa pele e simultaneamente 
sentimos nossa pele sendo tocada). O tato produz duas espécies de sensações, e 
uma delas pode ser interna. Com a sensação de dor, atingimos um conhecimento 
de nossos órgãos internos durante uma doença que provoque dor, nos levando 
a concepção de nosso corpo (FREUD, 1996a). Segundo Amparo, Magalhães 
9Conceito e princípios da imagem pessoal
e Chatelard (2013, p. 504), “[...] a dialética dentro/fora, não é simplesmente 
efeito de processos fisiológicos, mas produto, principalmente, da constituição 
do imaginário ligado ao corpo e da capacidade de representar a si e ao outro 
enquanto entidade separada de si mesmo”.
Devemos considerar, também, na constituição do eu freudiano, a fun-
ção das pulsões. Desde o nascimento se faz presente um complexo universo 
sensório além dos sentidos oriundos do corpo biológico, que relaciona os 
estímulos externos provenientes do mundo externo e neste momento a figura 
materna é uma representante importante, com as excitações pulsionais (inter-
nas), requerendo um sistema percepção-consciência capacitado para tornar 
o que é sentido, vivido e compreendido/percebido em traços ou referências 
de percepção e, mais tarde, em traços de memória (mnêmicos). Essas seriam 
as primeiras reproduções inconscientes da experiência somática no espaço 
psíquico originário, e a influência dessas forças pulsionais necessita, para 
serem mediadas e simbolizarem-se, da experiência de satisfação atingida 
da ligação com o objeto (externa-figura materna) (LEO; VILHENA, 2010).
Segundo Freud (1996b, p. 73):
Se agora nos dedicarmos a considerar a vida mental de um ponto de vista 
biológico, [uma pulsão] nos aparecerá como sendo um conceito situado na 
fronteira entre o mentale o somático, como o representante psíquico dos es-
tímulos que se originam dentro do organismo e alcançam a mente, como uma 
medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em conseqüência 
de sua ligação com o corpo. 
Inicialmente, na experiência neonatal, o bebê ainda não alcança a percepção 
na sua totalidade de si e nem dos objetos externos (mãe). A percepção de seu 
corpo e do corpo da mãe ocorre de forma desmembrada, segmentada em 
diversas partes separadas como objetos parciais (mão, boca, seio, fezes). So-
mente mais tarde essas percepções espedaçadas, que são próprias da atividade 
autoerótica do narcisismo primordial, abrandam e dão lugar a uma percepção 
do conjunto (LEO; VILHENA, 2010). O narcisismo primário/ primordial, 
ocorre na fase em que a criança ainda não é capaz de se voltar para objetos 
externos, e ela própria é seu objeto de amor, que Freud situou como o primeiro 
estado da vida, anterior à constituição do eu, cuja fase é caracterizada por um 
período em que o eu e o inconsciente são indiferenciados. É esse narcisismo 
primário que fundamentou a teoria lacaniana do estádio do espelho e dá início 
à constituição do eu (ROUDINESCO; PLON, 1998). 
Conceito e princípios da imagem pessoal10
Narcisismo
O termo “narcisismo”, na tradição grega, significa o amor de uma pessoa por si 
mesma. A lenda e o protagonista chamado Narciso foram afamados por Ovídio na 
terceira parte de suas Metamorfoses.
Diz a lenda: Narciso era de uma beleza singular, filho do deus Césifo, protetor do 
rio de mesmo nome, e da ninfa Liríope. Atraía várias ninfas, entre elas Eco, a quem 
rechaçou. Eco, no desespero, suplicou à deusa Nêmesis que a vingasse. Numa caçada, 
Narciso parou para se refrescar numa fonte de águas claras e quando percebeu seu 
reflexo na água, pensou inicialmente estar vendo outra pessoa; ficou paralisado, não 
conseguia desviar os olhos daquele rosto que era o seu. Mergulhou os braços na água 
para abraçar aquela imagem que não parava de se distanciar. Estava apaixonado por 
si mesmo e esse era um desejo impossível. Chorou e percebeu que ele era o objeto 
de seu amor. Quis, então, desesperadamente se separar de sua própria pessoa e se 
feriu até sangrar e morrer.
Fonte: Roudinesco e Plon (1998, p. 530).
O estádio do espelho estabelece um delineamento inicial do eu fundamen-
tado na imagem unificada do corpo na presença efetiva do outro, que presencia, 
por meio do olhar, a forma do semelhante. Para Lacan, essa é a primeira e 
crucial identificação, efetivada com a imagem ideal de si. Nesse início imaginá-
rio, no qual a criança é presa, o eu irá se constituir ligado à imagem do corpo, 
marcando o início da instância imaginária, o eu-imaginário. Ao mesmo tempo, 
também marca um momento inédito, no qual a criança começa a diferenciar 
o seu corpo e o mundo externo a partir de sua imagem corporal. E é neste 
momento que a imagem do corpo concede ao sujeito o primeiro modo que lhe 
permite posicionar o que é e o que não é do eu. A identificação do sujeito com 
a imagem proporciona à criança transpor o momento pré-especular, com a 
imagem do corpo segmentado, constituindo uma subjetividade, pois a criança 
conquista nesse momento a autenticação e o reconhecimento dessa imagem 
como de um sujeito (CUKIERT; PRISZKULNIK, 2002).
Uma nova ótica: a imagem inconsciente do corpo
As abordagens psicanalíticas sobre a concepção das representações do corpo, 
nas décadas de 1940-1950, se canalizaram em torno da tese de Freud sobre o 
narcisismo e em Lacan com a tese sobre o estádio do espelho, baseando uma 
nova ótica quanto à função da imagem do corpo na constituição do eu. Em 
11Conceito e princípios da imagem pessoal
1984, a psicanalista Françoise Dolto (1908-1988) apresenta uma nova visão 
sobre a imagem do corpo, trazendo a perspectiva de um registro do incons-
ciente como traço estrutural, como sendo uma parte da história emocional da 
relação do ser humano com o outro desde a sua concepção. Essa concepção 
da imagem do corpo inconsciente caracteriza-a, segundo Amparo, Magalhães 
e Chatelard (2013, p. 512), “[...] como uma representação psíquica primária, 
precoce, sem figuração no instante em que é elaborada, só sendo possível sua 
representação num momento posterior”.
Dolto (1984 apud LEO; VILHENA, 2010, p. 163), especifica diferenças 
fundamentais entre a imagem do corpo e o esquema corporal. O esquema 
corporal caracteriza o indivíduo como representante da espécie humana, 
não importando o lugar, a época ou as circunstâncias em que vive. É ele que 
desempenha o papel ativo ou passivo da imagem do corpo, no sentido de que 
propicia a objetivação de uma intersubjetividade, de uma relação da linguagem 
com os outros. Sem esta sustentação que ele representa, o indivíduo continuaria 
eternamente um fantasma não comunicável. É inconsciente, pré-consciente e 
consciente, evolutivo no tempo e no espaço, estruturando-se pela experiência e 
pela aprendizagem, imputando o corpo atual no espaço à experiência imediata, 
sendo independente da linguagem, ou seja, independente da história relacional 
do sujeito com os outros (DOLTO, 2008). 
O uso da linguagem pela espécie humana possibilita distinguir o esquema 
e a imagem do corpo, pois é pela palavra que a humanização se efetiva, 
viabilizando a transição do imediato para mediatização. Assim, a imagem 
do corpo se institui sendo da ordem simbólica (AMPARO; MAGALHÃES; 
CHATELARD, 2013).
Dolto (2008) caracteriza a imagem do corpo como sendo específica de 
cada indivíduo, estando associada ao sujeito e à sua história, sendo peculiar de 
uma libido em situação dinâmica, de um tipo de relação libidinal. A imagem 
do corpo é inconsciente, podendo tornar-se em parte pré-consciente, apenas 
quando se vincular à linguagem consciente, em que são utilizadas as metá-
foras e metonímias relacionadas à imagem do corpo, tal qual as mímicas e 
na linguagem verbal. Ela se estrutura pela comunicação entre os sujeitos. A 
imagem do corpo, segundo Dolto (2008, p. 14-15):
[...] é a síntese viva de nossas experiências emocionais: inter-humanas, re-
petitivamente vividas através das sensações erógenas eletivas, arcaicas ou 
atuais. Ela pode ser considerada como a encarnação simbólica inconsciente 
do sujeito desejante e, isto, antes mesmo que o indivíduo em questão seja 
capaz de designar-se a si mesmo pelo pronome pessoal eu e saiba dizer eu [...] 
o sujeito inconsciente desejante em relação ao corpo existe desde a concepção. 
Conceito e princípios da imagem pessoal12
A imagem do corpo é, a cada momento, memória inconsciente de todo o 
vivido relacional e, ao mesmo tempo, ela é atual, viva, em situação dinâmica, 
simultaneamente narcísica e inter-relacional: camuflável ou atualizável na 
relação aqui e agora, por qualquer expressão linguageira, desenho, modelagem, 
invenção musical, plástica, assim como mímica e gestos.
Segundo a autora, a comunicação interpessoal é possibilitada em função 
da imagem do corpo ser sustentada e cruzada com o esquema corporal. Toda 
a comunicação é implicitamente compreendida pela imagem do corpo, pois é 
na imagem do corpo, alicerce do narcisismo, que o tempo se entrelaça com o 
espaço, e que o estado pregresso inconsciente repercute na relação presente. 
A imagem do corpo é estruturada pela comunicação entre os indivíduos e os 
fragmentos, no dia a dia, e memorizado, reprimido ou proibido. Ela pode se 
independizar do esquema corporal, pois se articula com ele pelo narcisismo, 
gerado na carnalização do sujeito na concepção. A visão de mundo de uma 
criança está de acordo à sua imagem atual do corpo e depende desta. Portanto, 
será por intermediação dessa imagem do corpo que podemos entrar em contato 
com ela. Desde o nascimento são palavras e fonemas que conviveram com os 
contatos captados pelo corpo.
Imagem do corpo e caso particular do nome, segundo Dolto (2008):
O nome, desde o nascimento, é ligado ao corpo e à presença do outro, contribuindo 
determinantemente para a estruturação das imagens do corpo,incluindo as imagens 
mais primitivas. “O prenome é o ou os fonemas que acompanham o sensório da criança, 
inicialmente em sua relação com os pais, mais tarde com o outro, do nascimento à 
morte” (DOLTO, 2008, p. 35). O prenome, quando pronunciado no sono profundo 
de uma pessoa, a despertará, assim como quando estiver em coma é provável que 
abra os olhos. O prenome é o primeiro e último fonema que está em relação com a 
própria vida e com o outro, e que a sustenta, pois foi também, desde o nascimento, 
o significante da relação com a mãe, desde que esta não tenha sempre chamado a 
criança de “meu lindinho”, ”meu amorzinho”, o que esclarece porque não se pode e 
não se deve trocar o prenome de uma criança sem correr um grave risco.
Fonte: Dolto (2008, p. 35).
A imagem do corpo é realizada como uma “rede de segurança linguageira 
com a mãe”, nos diz Dolto (2008, p. 122). O pré-eu da criança advém na 
dialética presença-ausência materna, que é continuamente legitimada de 
13Conceito e princípios da imagem pessoal
uma percepção que é gradualmente concatenada com a presença prometida, 
esperada, reencontrada e pela memorização em linguagem. Segundo a autora, 
A criança que ouve conhece a si mesma por quem lhe fala; e, dia após dia, 
este encontro personaliza, sendo ela representada, auditivamente, através 
de fonemas de seu nome pronunciado por esta voz, pelas percepções que ela 
reconhece e que fazem a especificidade daquela pessoa (a mãe) repetidamente 
reencontrada (DOLTO, 2008, p. 122).
Como vimos, o estudo do corpo na psicanálise é complexo e possui diferen-
tes pontos de vista e de abordagens teóricas. Destaca-se a posição pulsional do 
corpo, a dimensão imaginária, sua correlação com o eu e com o narcisismo. A 
imagem do corpo se constitui no campo das identificações, na imagem refletida, 
sob o olhar do outro, tal como o estádio do espelho, sendo de fundamental 
importância na constituição do eu e da constituição psíquica. Finalizando, o 
estudo do corpo e da sua imagem possui abordagens que se diferenciam e 
que se complementam na psicanálise, que contribuem para o entendimento 
da constituição do sujeito, de sua imagem e do seu corpo.
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