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D a n i e l A r r u d a A m o
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
1. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) Define-se como valor 
agregado o montante de trabalho valorado de quanto deveria ter sido 
realizado conforme previsão em cronograma, e, como custo real, o custo do 
trabalho que deixou de ser realizado. 
A análise de valor agregado é uma ferramenta de gerenciamento de projetos. 
O gerenciamento do valor agregado consiste em avaliar a execução do 
planejamento pela comparação do custo do projeto com seu valor agregado. De 
forma resumida, significa analisar três curvas de desempenho. Uma curva 
representa o valor planejado ao longo do tempo, outra representa o valor 
realmente gerado até o momento e a terceira curva representa o valor do custo do 
projeto. No exemplo abaixo, é mostrado um projeto de R$ 50.000,00, atrasado e 
acima do custo previsto: 
 
Gráfico COTA x COTR x CRTR 
COTA (PV): Custo Orçado do Trabalho Agendado ou PV – Planned Value: É o 
custo planejado do projeto na sua linha de base, sendo em regra o custo usado 
para o cotação do projeto. No gráfico acima está representado pela linha preta. 
COTR (EV): Custo Orçado do Trabalho Realizado ou EV – Earned Value: É o 
custo planejado do projeto para o trabalho realizado até o momento. No gráfico 
está representado pela linha azul. Como o valor atual da linha azul está abaixo da 
Análise orçamentária: cronogramas físico e físico-financeiro. 
 
D a n i e l A r r u d a A m o r i m
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linha preta, o projeto está atrasado. O COTR (EV) é o valor dos serviços 
realmente executados baseados nos preços orçados, ou seja, é o valor da medição 
– em Reais – de um empreendimento. 
CRTR (AC): Custo Real do Trabalho Realizado ou AC – Actual Cost: É o custo 
efetivamente desembolsado no projeto até o momento. No gráfico está 
representado pela linha vermelha. Como o valor atual da linha vermelha está 
acima da linha preta, o projeto está acima do custo previsto. 
Dessa forma, a questão está errada porque se define como valor agregado o 
montante de trabalho valorado de quanto foi realizado (valor medido). Ainda, o 
quanto deveria ter sido realizado conforme previsão em cronograma é o valor 
planejado (COTA) e o custo real é o custo do trabalho que foi realizado. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
O bom planejamento e o acompanhamento de projetos são condições 
indispensáveis para o sucesso de empreendimentos da indústria da 
construção civil. Acerca desse assunto, julgue os itens subsequentes. 
2. (CESPE/Banco da Amazônia/Técnico Científico /Engenharia Civil/2007) 
O cronograma físico-financeiro de uma obra é a representação gráfica do 
andamento previsto para a obra ou serviço, em relação ao tempo e 
respectivos desembolsos financeiros. 
Atenção! Pessoal, esta questão trata de um assunto muito cobrado em prova: 
o cronograma físico-financeiro. 
Em termos gerais, quando fazemos a programação da obra, os resultados são 
apresentados na forma de cronogramas de redes, de barras, de mão-de-obra, de 
materiais, de equipamentos, e físico-financeiro. Os cronogramas normalmente 
são gerados por algum software (ex: MSProject, Primavera). Atualmente há 
softwares inclusive para o planejamento com linha de balanço, cujas 
características veremos ao longo dessa aula. 
O cronograma é uma ferramenta de planejamento que permite acompanhar o 
desenvolvimento físico dos serviços e efetuar previsões de quantitativos de mão-
de-obra, materiais e equipamentos, tanto os incorporados à obra construída 
quanto aqueles usados na construção. Ainda, permite que se determine o 
desembolso e o faturamento a ser feito ao longo da execução da obra, 
constituindo-se no chamado cronograma físico-financeiro. 
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Ilustração de um cronograma físico-financeiro: 
 
Dessa forma, a questão está correta. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
3. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) 
O cronograma físico-financeiro é a representação gráfica do plano de 
execução da obra, em que todas as fases de execução são representadas. 
Um cronograma é a representação gráfica da execução de um projeto, indicando 
os prazos em que deverão ser executadas as atividades necessárias, mostradas de 
forma lógica, para que o projeto termine dentro de condições previamente 
estabelecidas. 
Pode ser apresentado como rede (gráficos PERT/CPM) ou como gráfico de 
barras (gráfico de Gantt), sendo estes mais usados para mostrar partes detalhadas 
que aqueles. É interessante mostrar através de cronogramas de recursos como 
mão-de-obra, materiais e equipamentos, em que medida cada tipo de tais recursos 
será necessário durante a execução do projeto. 
Assim, a questão está correta porque o cronograma físico-financeiro, como todo 
cronograma, é a representação gráfica do plano de execução da obra e, para que 
todo o projeto seja visualizado, todas as suas fases de execução devem estar 
representadas. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
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O orçamento, além do objetivo de valorar a obra, constitui a entrada de 
vários processos de acompanhamento e controle. Em relação às ferramentas 
de controle desses processos, julgue o item a seguir. 
4. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) 
Os custos indiretos não são considerados na elaboração do cronograma 
físico-financeiro, pois não podem ser quantificados para fins de 
acompanhamento e controle por parte da fiscalização. 
Vimos que o cronograma físico-financeiro é a representação gráfica do plano de 
execução da obra, permitindo inclusive a visualização do desembolso e do 
faturamento realizados ao longo da execução da obra. Logo, não seria possível 
visualizar o desembolso e o faturamento se todos os custos não estivessem 
considerados no cronograma. Assim, a questão está errada porque os custos 
indiretos, assim como os diretos, são considerados na elaboração do cronograma 
físico-financeiro. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
O bom planejamento e o acompanhamento de projetos são condições 
indispensáveis para o sucesso de empreendimentos da indústria da 
construção civil. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente. 
5. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) Em uma rede PERT/CPM, só pode 
existir um caminho crítico. 
Atenção! Nesta questão é cobrado o conhecimento de uma técnica de 
planejamento importantíssima para o nosso estudo: o PERT/CPM. 
 
PERT/CPM, na realidade são dois modelos de planejamento em rede, PERT e 
CPM, ambos desenvolvidos na década de 1950, respectivamente desenvolvidos 
para a Marinha americana (pela empresa Bozz-Allen and Hamilton) e pela 
empresa Dupont. 
O PERT – (Program Evaluation and Review Technique – Técnica de Avaliação e 
Revisão de Programas), foi elaborado por volta de 1958 por uma equipe de 
Projetos Especiais da Marinha dos EUA que necessitava desenvolver um projeto 
muito complexo, construir um foguete, o qual requeria um sólido planejamento e 
um rígido controle. O projeto envolveu muitos profissionais e componentes, 
nunca produzidos antes em série. O projeto contava com 200 empreiteiras, 9000 
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subempreiteiras e deveriam ser construídas em torno de 70.000 peças. O prazo 
inicial era de cinco anos e por razões políticas foi reduzido para três. Como não 
se tinha experiência nos prazos de fabricação de cada componente, perguntou-se 
aos fabricantes que prazos máximos (b), normal (m) e mínimo (a) seriam 
necessários para produzir cada peça. Com estes dados determinou-se o tempo 
esperado (T): T= (a + 4 m + b)/6. O desvio padrão é σ = (b – a)/6 e a variância é 
σ². Por causa desse tratamento estatístico a técnica PERT é chamada de 
probabilística. 
A técnicaCPM (Critical Path Method - Método do Caminho Crítico) foi 
desenvolvida em 1957, por uma empresa de produtos químicos (Dupont) que ao 
expandir seu parque fabril resolveu planejar suas obras por meio da técnica de 
redes, considerando para as atividades durações obtidas em projetos muito 
semelhantes, executados por ela anteriormente. Assim, para uma dada atividade a 
empresa possuía em seus arquivos o prazo e as condições em que foi executada, 
possibilitando a elaboração da rede com uma única determinação de prazo para 
cada atividade. Por causa disto o CPM é chamado de determinístico. 
Como os procedimentos operacionais de montagem de redes propostos para os 
dois métodos se mostraram semelhantes, ocorrendo diferença apenas no 
estabelecimento da duração do atributo tempo das atividades, atualmente ambos 
os métodos estão abrigados sob a denominação: PERT/CPM. 
Assim, a diferença entre os dois métodos está adstrita à determinação do atributo 
tempo de cada atividade. No método do PERT, a duração das atividades é 
determinada de forma probabilística. E, no CPM, de forma determinística. 
O diagrama PERT/CPM sistematicamente é um método de análise de tarefas, 
sobretudo do tempo necessário para cumpri-las. O objetivo é minimizar o tempo, 
ou seja, encontrar o tempo para concluir cada uma das tarefas e identificar um 
“caminho”, um tempo mínimo total necessário para concluir o projeto. 
O PERT/CPM, então, é uma metodologia recomendada para ser aplicada no 
processo de gestão de projetos, dada a facilidade em integrar e correlacionar, 
adequadamente, as atividades de planejamento, coordenação e controle. 
Gestão e PERT/CPM: 
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Atenção! O PERT/CPM pode ser aplicado em tudo que se possa imaginar que 
tenha uma origem e um término previamente fixado. Desde a fabricação de um 
prego até a elaboração de um projeto de uma missão espacial. 
 
Objetivo 
O método do PERT/CPM foi desenvolvido com o objetivo de: 
 Minimizar problemas localizados de projetos, tais como: atrasos, 
estrangulamentos da produção e interrupções de serviços; 
 Conhecer, antecipadamente, atividades criticas cujo cumprimento possa 
influenciar a duração total do programa; 
 Manter a administração informada quanto ao desenvolvimento, favorável 
ou desfavorável, de cada etapa ou atividade do projeto, permitindo a 
constatação, antecipada, de qualquer fator crítico que possa prejudicar o 
desempenho e permitir uma adequada e corretiva tomada de decisão; 
 Estabelecer o momento em que cada envolvido deverá iniciar ou concluir 
suas atribuições. 
 Ser um forte instrumento de planejamento, coordenação e controle. 
Qualquer rede de planejamento é definida segundo suas atividades constitutivas, 
suas durações, as datas em que elas ocorrem, e outros atributos que as 
caracterizam. 
Caminho crítico 
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O caminho crítico é a sequência de atividades compreendidas entre o início e o 
fim da rede que apresentam folga zero. Ou seja, são as atividades que devem ter 
controle prioritário para que o projeto possa ser concluído dentro do prazo final. 
Se o prazo final for excedido, é porque no mínimo uma das atividades do 
caminho crítico não foi concluída na data programada. 
É importante entender a sequência do caminho crítico para saber onde você tem e 
onde você não tem flexibilidade. Por exemplo, você poderá ter uma série de 
atividades que foram concluídas com atraso, no entanto, o projeto como um todo 
ainda será concluído dentro do prazo, porque estas atividades não se 
encontravam no caminho crítico. Por outro lado, se o seu projeto está atrasado, e 
você alocar recursos adicionais em atividades que não estão no caminho crítico, 
isto não fará com que o projeto termine mais cedo. 
As atividades que integram o caminho crítico são chamadas de atividades 
críticas. Na ilustração abaixo, elas estão ressaltadas com setas cujo corpo é mais 
largo que as demais, sendo o caminho crítico composto pelas seguintes 
atividades: A→ D→ F→ I. 
Ilustração de uma rede PERT/CPM segundo o Método Americano (as setas 
representam as atividades, com sua duração, e os nós representam eventos, com 
as datas de início e fim limitantes das atividades): 
 
A partir do entendimento do que significa o caminho crítico, vislumbra-se que 
em uma rede pode haver mais de uma sequência de atividades cujas folgas, caso 
ultrapassadas, farão com que o projeto não seja concluído no tempo planejado, 
fazendo com que possa existir mais de um caminho crítico. Quando há mais de 
um caminho crítico, ele é conhecido como caminho crítico alternativo. 
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Gabarito: Item ERRADO. 
 
Considerando que, no planejamento de uma obra, o tempo é um parâmetro 
importante para que se garanta a conclusão da obra dentro dos prazos 
acordados, julgue o seguinte item. 
6. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) 
Na elaboração de redes de planejamento, em função do tratamento 
estatístico, a técnica PERT é também chamada de probabilística. 
Conforme vimos na questão anterior, por causa do tratamento estatístico 
empregado, a técnica PERT é chamada de probabilística. Já a técnica CPM, 
como foi elaborada com base em um histórico de projetos semelhantes, 
resultando na elaboração da rede com uma única determinação de prazo para 
cada atividade, é chamada de determinística. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
7. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) O caminho crítico de 
um projeto é a sequência das atividades que determinam o prazo total do 
projeto, ou seja, representa o menor caminho entre o início e o fim do 
projeto. 
O caminho crítico determina o menor tempo no qual um projeto pode ser 
concluído. Como, em regra, não há razão para se prolongar um projeto além do 
necessário, sendo do interesse de todos os envolvidos que o projeto seja 
concluído no menor prazo possível, o menor tempo possível costuma ser 
entendido como prazo total do projeto. 
Dizer que o caminho crítico determina o menor tempo no qual um projeto pode 
ser concluído é o mesmo que dizer que ele determina o caminho mais longo do 
projeto. Ou seja, o caminho MAIS longo determina o MENOR tempo do projeto. 
Assim, a questão está errada porque o caminho crítico representa o maior 
caminho entre o início e o fim do projeto e não o menor, como afirmado no 
enunciado. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
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8. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) 
Em uma rede de planejamento, o caminho crítico é a sequência de atividades 
críticas compreendidas entre o início e o fim da rede; já as atividades 
críticas são aquelas que apresentam sempre as menores folgas. 
Pessoal, nós vimos que o caminho crítico é a sequência de atividades 
compreendidas entre o início e o fim da rede que apresentam folga zero. Dizer 
que apresentam folga zero não é o mesmo que dizer que apresentam as menores 
folgas e isto pode gerar uma polêmica. Contudo, não torna a questão errada 
porque as atividades que possuírem folga zero serão consequentemente as 
atividades que apresentam as menores folgas. 
Existe uma divergência entre os estudiosos do método do caminho crítico com 
relação à existência de folga diferente de zero no caminho crítico. 
O que devemos ter em mente para nossa prova é que o fundamento teórico do 
método CPM é que as atividades críticas possuem folga zero. Contudo, este 
método foi validado segundo determinadas hipóteses, como, por exemplo, a 
utilização de um único calendário para todas as atividades e a disponibilidade dos 
insumos necessários às atividades. 
Porém, por exemplo, em um planejamento real podemos nos deparar com 
atividades que não podem ser realizadasaos sábados ou domingos, ou que apenas 
podem ser realizadas em um determinado dia da semana. Isto fará com que sejam 
inseridas folgas no cronograma do projeto por condicionantes externas à 
execução da própria atividade. Por exemplo, uma atividade que teoricamente 
poderia ser iniciada na segunda-feira, com duração de dois dias, seria finalizada 
na quarta-feira. Contudo, se esta atividade depende de um evento que apenas 
acontece às quintas-feiras (uma reunião ou uma vistoria, por exemplo), teremos 
um tempo ocioso de segunda a quinta, no qual a atividade não poderá ser 
realizada por causa de eventos externos. Isso causa a existência de folgas no 
caminho crítico do cronograma do projeto. O mesmo aconteceria se houvesse o 
conhecimento prévio da indisponibilidade dos recursos necessários à execução de 
uma atividade. Essas folgas criadas por eventos externos às atividades 
consequentemente aumentam o prazo do projeto. 
Mas pessoal, atenção! Citei esse exemplo de planejamento apenas para alertá-los 
para a existência desta discussão e porque o enunciado da questão falou em 
“menor folga”. Para a nossa prova isso não deve ser abordado e fiquem com a 
regra: no método CPM, o caminho crítico tem atividades com folga zero. 
Gabarito: Item CERTO. 
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9. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) 
O tempo de duração de determinada atividade é obtido dividindo-se a 
produtividade da equipe de trabalho a ser empregada na atividade pela 
quantidade de serviço a ser executado. 
Segundo Limmer (1997), o tempo de duração de um projeto constitui um dos 
elementos fundamentais do seu planejamento. Sua determinação é feita a partir 
da duração de cada uma das atividades que compõem o projeto e do respectivo 
inter-relacionamento, resultante da metodologia de execução definida. 
A duração de cada atividade é determinada em função do tipo e da quantidade de 
serviço que a compõe, bem como em função da produtividade da mão-de-obra 
que a executa, admitindo-se inicialmente estarem disponíveis tempestivamente a 
mão-de-obra, os tipos e quantidades de materiais, equipamentos e outros recursos 
necessários a sua execução. A duração de uma dada atividade é: D = Q x P 
D -> duração. 
Q -> quantidade de serviço a ser executado na atividade. 
P -> produtividade da mão-de-obra que a executa. 
A duração é estimada por profissionais experientes ou orçamentistas. O tempo é 
representado por cronogramas e definido no planejamento, com a função de 
alimentar a programação e o controle da obra. 
A mão-de-obra é constituída por equipes de trabalhadores de diferentes 
profissões e níveis de especialização (pedreiros, montadores, serventes). 
Quando os prazos são estimados a partir da mão-de-obra necessária à sua 
execução, na verdade está-se alocando o recurso mão-de-obra às atividades. Isto 
acontece porque a mão-de-obra é um dos dois insumos mais presentes em todas 
as atividades de um projeto. 
Assim, a questão está errada porque o tempo de duração de determinada 
atividade é obtido multiplicando-se, e não dividindo-se, a produtividade da 
equipe de trabalho a ser empregada na atividade pela quantidade de serviço a ser 
executado. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
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10. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) Há dois métodos de 
construção de diagramas de rede: o método das flechas e o método dos 
blocos. Em ambos os métodos, convenciona-se representar cada atividade 
por um reta interligando dois círculos. Diferentemente do que ocorre no 
método dos círculos, no método que utiliza flechas, é permitida a inclusão do 
nome da atividade sobre a reta, no sentido paralelo a esta. 
O tempo total estimado para a duração do projeto pode ser representado na forma 
de um cronograma. No planejamento e no controle de projetos podem ser 
utilizados tanto o cronograma em rede (PERT/CPM) quanto o cronograma em 
barras (Gantt). 
Cronograma em redes: são chamados de redes de planejamento. As redes 
podem ser representadas com as atividades em setas e com as atividades em nós. 
Dois são os métodos adotados para a caracterização das redes PERT/CPM. 
 Método Americano ou de Setas ou de Flechas; 
 Método Francês de Blocos ou Redes Roy. 
A montagem de uma rede pelo método Americano ou de Setas (flechas) é de 
mais fácil utilização, especialmente quando se calcula os tempos e as folgas 
vinculados a cada evento. Recomenda-se sua utilização quando se elabora, 
manualmente, uma rede de planejamento. 
O método Francês permite uma visualização mais expedita. Porém, é mais 
trabalhoso ao se determinar as folgas e os tempos correlatos às atividades. 
Recomenda-se sua utilização quando se divulga o resultado das redes, pois é de 
mais fácil interpretação pelo leigo. 
Método Americano ou de Setas ou de Flechas 
Neste método, cada seta representa uma atividade, ou seja, o consumo de 
recursos relacionados à atividade de produção. E, os nós, caracterizam eventos, 
isto é, datas. As setas, então, indicam a seqüência de execução lógica das 
atividades. Além disto, as setas interligam os eventos que definem a data de 
início e a data de fim limitante de cada atividade. 
Exemplo de uma Rede PERT/COM utilizando o Método Americano: 
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A aplicação do PERT/CPM, utilizando o método de flechas ou americano, 
recomenda que, entre dois eventos consecutivos, ocorra apenas uma única 
atividade. No caso da rede Roy, ou método francês, tal exigibilidade não ocorre. 
Havendo a necessidade de estabelecer duas atividades entre dois eventos 
consecutivos, o artifício proposto é criar uma atividade denominada de 
“fantasma”. A atividade fantasma, ou fictícia, é um artifício utilizado visando 
facilitar a representação gráfica, mantendo a condição de unicidade de atividades 
entre eventos consecutivos. É interessante notar que a atividade fantasma é 
utilizada somente no método americano. 
As redes elaboradas segundo o método Frances prescindem de tal artifício, já que 
os nós representam atividades, diferentemente do método americano onde 
representam eventos. 
A necessidade de interpor uma atividade fantasma ocorre quando há uma 
repetição de dependência. A repetição de dependência é caracterizada quando 
uma atividade é dependente de duas ou mais atividades que lhe são precedentes. 
Pode-se definir atividade fantasma como a representação de uma atividade que 
visa solucionar problemas de interdependência entre atividades ou estabelecer 
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uma melhor comunicação gráfica. Como a atividade fantasma é um artifício, ela 
não tem atributo. Por convenção, sua duração é zero sendo representada por uma 
linha tracejada. 
Método Francês de Blocos ou Redes Roy 
O Método Francês, também denominado de rede de blocos ou redes de Roy, foi 
desenvolvido pelo matemático francês Roy. Neste formato, os nós, representados 
por blocos, especificam o nome da atividade, o seu atributo tempo bem como a 
folga total. As setas, por sua vez, indicam, simplesmente, relações de precedência 
entre atividades. Porém, o modo de calcular tempos e folgas é similar ao método 
americano. 
Visando comparar as duas redes, a ilustração abaixo mostra uma mesma rede 
elaborada pelo método francês e pelo método americano. As duas redes 
representam uma mesma EAP: 
 
Ao ser elaborada uma rede Roy, é recomendável caracterizar o evento início e o 
final da rede por um bloco de início e outro de fim. Este procedimento permite a 
perfeita caracterização do início e do final da rede. Caso contrário poder-se-á 
obter uma rede que apresente diversos inícios ou finais, fato que colide com as 
exigibilidades contratuais e, também, podelevar a equívocos quanto à 
determinação dos tempos de início e de fim de cada atividade intermediária da 
rede. 
Alguns softwares, a exemplo do Microsoft-Project e do Primavera, apresentam as 
redes de planejamento pelo método francês dada sua fácil visualização e 
entendimento. 
Como vimos, realmente há dois métodos de construção de diagramas de rede: o 
Método das Flechas (Americano) e o Método dos Blocos (Francês). Contudo, em 
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apenas um dos métodos, e não em ambos, convenciona-se representar cada 
atividade por um reta interligando dois círculos, que é no método Americano. 
Dessa forma, a questão está errada. Outro erro da questão é diferenciar o método 
dos círculos (americano) do método que utiliza flechas, sendo trata-se do mesmo 
método. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
O planejamento das atividades de construção é de fundamental importância 
para o sucesso técnico e econômico de um empreendimento. Nesse contexto, 
as redes PERT/CPM são instrumentos usados para o planejamento de uma 
obra. Com relação a planejamento e redes PERT/CPM, julgue o item 
seguinte. 
11. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) Em uma rede PERT/CPM, as atividades 
são representadas por setas. 
Atenção! 
Esta questão é exemplar para ilustrar um tipo de enunciado muito utilizado pelo 
CESPE e que causa dúvida nos alunos. Como vimos na questão anterior, o 
enunciado está incompleto porque as atividades também podem ser representadas 
por blocos. Contudo, o enunciado, apesar de incompleto, está correto. Não há 
erro em afirmar que em uma rede PERT/CPM as atividades são representadas 
por setas. Assim, a questão está correta. 
Se no enunciado houvesse a afirmação, por exemplo, que “as atividades são 
SEMPRE representadas por setas”, a questão estaria errada porque sabemos que 
não é sempre que as atividades são representadas por setas, o sendo também por 
blocos. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
12. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) O PERT/CPM 
preconiza que o planejamento deve ser feito sempre em consideração à 
sequência das atividades (precedências) e à disponibilidade de recursos. 
O PERT/CPM não preconiza que o planejamento deve ser feito sempre em 
consideração à disponibilidade de recursos, mas sim, em consideração à 
sequência das atividades. Dessa forma, a questão está errada. É com base no 
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PERT/CPM que será possível fazer a administração dos recursos da forma mais 
eficiente possível. Ao montar o PERT/CPM é feita a consideração de que os 
recursos estarão sempre disponíveis. 
É por isso que a identificação do caminho crítico de um projeto é de fundamental 
importância para o seu gerenciamento, pois assim podem-se concentrar esforços 
para que as atividades críticas tenham prioridade na alocação dos recursos 
produtivos. 
Já as atividades não críticas, como possuem folga, permitem certa margem de 
manobra pelo gestor do projeto, porém se uma delas consumir sua folga total 
passará a gerar um novo caminho crítico que merecerá atenção. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
13. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008) Um empreiteiro, antes da 
licitação, confronta-se com um preço vencedor e a necessidade de planejar 
um equilíbrio ótimo entre receita, investimentos em estoques e 
equipamentos e a produção efetiva. Para vencer a licitação, recomenda-se ao 
empreiteiro: 
a) investir em equipamentos para reduzir custos unitários e o custo total da 
obra como forma de ganhar a concorrência. 
Pessoal, essa questão cobra conceitos de programação de recursos. Vivemos num 
mundo de recursos limitados, pelo que os sistemas de produção de bens ou de 
serviços devem funcionar dentro de princípios de economia dos recursos que 
utiliza. Em consequência, o sucesso de qualquer empreendimento passa 
necessariamente pela sua viabilidade econômica. 
Torna-se assim fundamental que quaisquer propostas de alteração dos sistemas 
existentes, visando quer alterações de capacidade, quer melhorias de 
produtividade, sejam previamente avaliadas e os consequentes valor e custo 
previstos, devidamente ponderados. 
O ponto de partida para o planejamento financeiro de uma obra é a definição do 
que se pretende produzir e em quanto tempo. No caso da questão, essa é uma 
decisão muito simples, uma vez que o edital da concorrência traz todas as 
informações sobre a obra que se pretende contratar. 
Logo, em função dos quantitativos dos serviços e do prazo de execução, a análise 
financeira indicará a melhor técnica a ser empregada, dentre aquelas que atendam 
D a n i e l A r r
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aos requisitos físicos da obra. Assim, será conhecida a técnica que permita a 
construção da obra nas características e no prazo contratados, no menor custo 
possível. 
A questão está errada porque caso já tenha sido adotada a melhor opção em 
termos financeiros, o aumento do investimento em equipamentos causará o 
aumento dos custos unitários uma vez que a quantidade a ser produzida e o prazo 
são fixos (a obra está determinada). Logo, os novos equipamentos não seriam a 
opção de melhor resultado financeiro. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
b) fazer um planejamento abrangente e detalhado da produção, preparar 
planos contingenciais para situações de desequilíbrio e manter um controle 
rígido sobre a execução dos planos. 
O enunciado da questão cita as medidas corretas que devem ser adotadas pela 
empresa no sentido de aumentar suas chances de vencer a licitação. 
Ao fazer um planejamento abrangente e detalhado da produção, a empresa reduz 
a probabilidade de ocorrerem eventos não previstos ou situações não 
consideradas previamente. 
Ao preparar planos contingenciais, a empresa faz uma análise dos diversos 
cenários que podem vir a acontecer durante a execução da obra e se antecipa a 
eles, prevendo as medidas compensatórias a serem adotadas. 
Por fim, ao manter um controle rígido sobre a execução dos planos a empresa 
está em consonância com a melhor prática de gestão de projeto, assegurando 
conformidade ao plano, garantindo que as atividades planejadas sejam 
cumpridas. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
c) dar preferência à estabilidade da produção para reduzir custos, 
estabelecer uma política rígida de produção e deixar investimentos variarem 
em relação direta com a receita. 
O erro da questão está em afirmar que a empresa deve deixar os investimentos 
variarem em relação direta com a receita. 
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No caso específico da situação trazida pela questão, que trata de uma obra 
pública contratada mediante licitação, os projetos e o cronograma físico-
financeiro são parte da documentação disponibilizada aos licitantes. Assim, estes 
oferecem suas propostas tendo pleno conhecimento do objeto a ser contratado e 
do fluxo de caixa a ser gerado durante a execução. 
A grande maioria dos negócios de construção civil exige o investimento de 
capital. Embora o preço seja, em regra, superior aos custos, a receita entra no 
caixa bem depois da necessidade de pagamentos de despesas. Contratos de 
prestação de serviços de construção civil por empreitada quase sempre exigem 
que se coloque antecipadamente uma quantidade de recursos para alavancar a sua 
produção. 
Logo, em regra os investimentos são realizados anteriormente às receitas, até 
mesmo porque é necessário investir para poder realizar a obra e ter o direito a 
receber. Assim, os investimentos são definidos de forma a obter a melhor 
equação financeira para o empreendimento. 
Dessa forma, os investimentos não variam em relação direta com a receita. A não 
ser no caso de uma alteração do planejamento, não há margem para ajustar 
posteriormente os investimentos às receitas, uma vez que se tem conhecimento 
com antecedência do cronograma físico-financeiro.De acordo com o exposto, a questão está errada porque a variação dos 
investimentos em função direta com a receita não reflete a realidade da 
construção de uma obra e, caso seja feita, não configuraria um diferencial 
competitivo a ser utilizado para vencer a licitação. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
d) dar preferência à estabilidade de estoques e fazer a produção flutuar em 
relação direta com a receita. 
A gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir recursos ociosos possuidores 
de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de 
materiais na obra. 
Os investimentos não são dirigidos por uma organização somente para aplicações 
diretas que produzam lucros, tais como os investimentos em máquinas e em 
equipamentos destinados ao aumento da produção e, conseqüentemente, das 
vendas. 
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Outros tipos de investimentos, aparentemente, não produzem lucros. Entre estes 
estão as inversões de capital, destinadas a cobrir fatores de risco em 
circunstâncias imprevisíveis e de solução imediata. É o caso dos investimentos 
em estoque, que evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco 
presente. 
Por exemplo, na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de 
vendas, a paralisação de fabricação, a descontinuidade das operações ou serviços 
etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir destes fatores, igualam, 
em importância estratégica e econômica, os investimentos em estoque aos 
investimentos ditos diretos. 
Porém, toda a aplicação de capital em inventário priva de investimentos mais 
rentáveis uma organização industrial ou comercial. A gestão dos estoques visa, 
portanto, numa primeira abordagem, manter os recursos ociosos expressos pelo 
inventário, em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos 
investimentos. E isto é obtido mantendo estoques mínimos, sem correr o risco de 
não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da 
produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo. 
O conceito de estabilidade de estoque é mais aplicado em indústrias com 
produção em série, como a indústria automobilística, e está fortemente 
relacionado à dimensão quantitativa do estoque. Na construção civil, a não ser 
nos casos de obras repetitivas, este conceito não é muito adequado porque os 
materiais a serem estocados variam qualitativamente em função da etapa em que 
se encontra a obra. 
Logo, não faz sentido falarmos em estabilidade quantitativa de estoque se não há 
uma estabilidade qualitativa de estoque em função das características próprias da 
construção civil. Na construção civil, a regra é manter os estoques no menor 
nível possível. Contudo, esse nível varia ao longo da execução da obra em função 
das diversas etapas da obra (estrutura, obra bruta, acabamento, etc). 
No caso específico da questão, que trata de uma obra pública contratada 
mediante licitação, o cronograma físico-financeiro é parte da documentação 
disponibilizada aos licitantes. Assim, estes oferecem suas propostas tendo o 
pleno conhecimento do fluxo de caixa a ser gerado durante a execução. Logo, 
não há margem para ajustar a produção às receitas, uma vez que se sabe com 
antecedência a quantidade de obra a ser executada e o valor a ser faturado. 
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Dessa forma, a questão está errada porque a estabilidade de estoques e a 
flutuação da produção com as receitas são características que não configuram um 
diferencial competitivo a ser utilizado para vencer a licitação. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
e) fazer planejamento da compra de matéria-prima, de mão-de-obra, 
estoques, da utilização de equipamentos, despesas administrativas, e 
permitir que haja razoável flexibilidade para acomodar desvios. 
O erro da questão está em afirmar que para vencer a licitação a empresa deva 
permitir que haja flexibilidade para acomodar desvios em seu planejamento. 
Atenção! Pessoal, devemos ficar muito atentos às construções semânticas 
utilizadas pelas bancas examinadoras. Estas questões de planejamento 
frequentemente possuem redações prolixas e tentam confundir o candidato 
utilizando uma excessiva quantidade de termos e informações nos enunciados. 
Como vimos na aula passada, o planejamento e o controle de resultados de um 
projeto não devem ser adaptados às circunstâncias, mas sim atualizados em 
função das circunstâncias para, apesar delas, atingirem os objetivos previamente 
determinados. 
Logo, o planejamento não é flexível para acomodar desvios. Ele é flexível para 
acomodar alterações de forma a evitar desvios nos objetivos planejados. Viram 
como a diferença é sutil? Os desvios são justamente o que o planejamento busca 
evitar. 
Tenha em mente o seguinte: o planejamento não é rígido. Ele deve ser 
flexível e modificado à medida que surgem situações imprevistas que 
impactem a consecução dos objetivos planejados. Contudo, o planejamento não 
deve ser alterado para se adequar às situações imprevistas, mas sim para 
combater seus efeitos. As situações imprevistas não podem fazer com que os 
resultados planejados sejam alterados. O planejamento deve ser modificado 
para garantir que os resultados sejam atingidos apesar das eventuais situações 
imprevistas. 
 
Dessa forma, quando houver uma situação imprevista, o planejamento deve ser 
alterado para, por exemplo, contemplar um aumento na utilização de mão-de-
obra ou de algum equipamento, a troca de uma técnica por outra, a substituição 
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de um material por outro, de forma a viabilizar a obtenção do objetivo planejado 
apesar da situação imprevista. 
Ainda, há a possibilidade de o planejamento ser alterado em função de uma 
modificação do objetivo a ser atingido. Contudo, essa seria uma situação onde, 
por alguma razão, decidiu-se alterar o objetivo planejado, em tese, 
voluntariamente. Não é o caso de alterar o objetivo compulsoriamente em virtude 
de uma situação imprevista. 
Em virtude do exposto, a questão está errada porque o planejamento não deve ter 
razoável flexibilidade para acomodar desvios, mas sim para acomodar alterações 
que impeçam o desvio do objetivo previsto. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
14. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008) O estudo de viabilidade 
econômico-financeira de um projeto de construção consiste da avaliação do 
projeto específico, do local onde será implantado e do momento no tempo, e 
decorre de um conjunto de ações relacionadas com várias áreas do 
conhecimento. Nesse contexto, é correto afirmar que: 
a) uma vez que se utilizem modelos teóricos quantitativos, o resultado do 
estudo é objetivo. 
Pessoal, vamos falar um pouco de estudo de viabilidade econômico-financeira de 
projetos. 
No atual cenário econômico globalizado e em meio às diferentes tecnologias 
existentes no mundo contemporâneo, faz-se necessário ao empreendedor, no 
momento de decidir em que será aplicado seu capital, fazer um estudo da 
viabilidade econômico-financeira desse empreendimento. 
De acordo com Costa Neto, Brim Junior e Amorin (2003), a análise de 
investimentos consiste em coletar informações e aplicar técnicas de engenharia 
econômica, considerando as taxas de desconto, os prazos e os valores previstos 
em fluxo de caixa. A análise de viabilidade está relacionada especificamente ao 
estudo de uma nova construção. 
A grande maioria dos negócios de construção civil exige o investimento de 
capital. Embora o preço seja, em regra, superior aos custos, a receita entra no 
caixa bem depois da necessidade de pagamentos de despesas. Contratos de 
prestação de serviços de construção civil por empreitada e incorporações 
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imobiliárias quasesempre exigem que se coloque antecipadamente uma 
quantidade de recursos para alavancar a sua produção. 
Em suma, quando a decisão de investir está baseada na disponibilização de 
recursos, com o objetivo de se obter o equilíbrio das entradas e saídas, levando-se 
em conta os saldos a cada momento (fluxo de caixa), trata-se de viabilização 
financeira (BEZERRA DA SILVA, 1995 apud COSTA NETO, BRIM JUNIOR 
e AMORIN, 2003). 
A decisão de fazer um investimento de capital é parte de um processo que 
envolve a geração e a avaliação de alternativas que atendam às especificações 
técnicas. Depois de relacionadas as alternativas viáveis tecnicamente, se analisam 
quais delas são atrativas econômico-financeiramente. 
Para se estabelecer a viabilidade econômico-financeira de uma atividade devem-
se considerar diversos indicadores para assegurar a inferência sobre os 
resultados. Logo, a escolha de vários métodos é sempre salutar, mesmo que estes 
tenham características distintas, pois certamente vão se complementar na 
cobertura das variáveis importantes no ato da decisão. 
Além disso, utilizando-se técnicas em uma análise múltipla, ou seja, comparando 
as respostas de cada método de forma a cruzar informações, pode-se tomar 
decisões menos viesadas por um outro método individualmente. Isso também 
ajuda a respeitar os princípios e limites de cada método. 
Autores como Damodaran (1997) e Souza e Clemente (2004) ressaltam que a 
decisão de investir é de natureza complexa, porque muitos fatores, inclusive de 
ordem pessoal, entram em cena. Entretanto, é necessário que se desenvolva um 
modelo teórico mínimo para prever e explicar essas decisões. Faz-se relevante, 
então, avaliar os ganhos potenciais futuros de cada alternativa apresentada, que 
não são certos, levando em consideração o risco inerente a cada alternativa. 
Apesar disso, há várias áreas na avaliação em que existe espaço para discórdia, 
entre estas: a estimativa dos fluxos de caixa e do custo de oportunidade. Ou seja, 
mesmo que os modelos de avaliação sejam quantitativos, a avaliação possui 
aspectos subjetivos. Isso faz com que, por exemplo, dois analistas possam através 
da utilização das mesmas técnicas chegarem a conclusões diferentes com relação 
à avaliação de um ativo. 
Em função do exposto, a questão está errada. 
Gabarito: Item ERRADO. 
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b) um estudo bem pesquisado e elaborado é perecível e necessita logo ser 
atualizado. 
Pessoal, essa questão possui um enunciado “escorregadio”. A banca examinadora 
busca confundir o candidato ao vincular o conceito de “bem pesquisado e 
elaborado” a “perecível”. Devemos ter em mente que todo estudo de viabilidade 
é feito com base em projeções e tem sua validade vinculada à manutenção das 
projeções consideradas. 
De acordo com Macedo e Siqueira (2006), os gestores devem usar técnicas de 
valor de dinheiro no tempo para reconhecer explicitamente suas oportunidades de 
obter resultados positivos quando avaliando séries de fluxos de caixa esperados 
associados a alternativas de decisão. Devido ao fato deles estarem no tempo zero 
(atual) ao tomar decisões, eles preferem basear-se em técnicas de valor presente. 
Dessa forma, um estudo de viabilidade econômico-financeira, por melhor 
elaborado que seja, faz uso de projeções de situações futuras. Logo, com o passar 
do tempo, o estudo pode ou não continuar válido, uma vez que as considerações 
realizadas podem, ou não, terem se mostrado acertadas. Assim, os estudos devem 
ser constantemente atualizados, à medida que os dados estimados se 
materializem ou não. 
Ainda que a projeção realizada se materialize, o estudo deve ser atualizado 
porque aquela situação deixa de ser uma projeção para se tornar realidade, 
alterando assim os riscos inerentes à projeção uma vez que houve uma 
diminuição das incertezas. 
Diante do exposto, a questão está correta. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
c) um bom estudo oferece uma estimativa precisa de valor. 
De acordo com Macedo (2006), a aplicação de qualquer técnica não se constitui 
em uma estimativa precisa de valor, mas apenas um parâmetro para auxiliar no 
processo de tomada de decisão. Com isso, mais importante que o resultado 
encontrado é a perfeita compreensão da ferramenta de análise utilizada. É preciso 
entender as restrições, aplicações e resultados que podem ser encontrados na 
utilização de uma certa formulação matemática e não encará-la como uma 
fórmula “mágica”. 
D a n i e l A r r u d a A
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Gabarito: Item ERRADO.
 
d) quanto mais quantitativo o modelo utilizado, melhor a avaliação. 
Um dos modelos de análise econômico-financeira mais importantes e mais 
utilizados para avaliar ações de investimento, em termos financeiros, é o Modelo 
de Desconto de Fluxo de Caixa (DFC), que representa a análise, a valor presente, 
dos fluxos de caixa futuros líquidos gerados. 
Neste modelo, várias técnicas podem ser utilizadas, tais como: o Valor Presente 
Líquido (VPL), que mede a riqueza gerada por um determinado ativo a valores 
atuais; a Taxa Interna de Retorno (TIR), que representa a rentabilidade do 
projeto; a Relação Benefício Custo (B/C), que representa a relação entre o valor 
presente das entradas e o das saídas de caixa; e o Período de Payback 
Descontado (PPD), que representa o prazo de recuperação do capital investido, 
considerando explicitamente o valor do dinheiro no tempo. 
Outras técnicas também são importantes, pois complementam as ferramentas do 
modelo DFC, como é o caso da Análise do Ponto de Equilíbrio (PE), que 
representa o ponto mínimo de operação de um negócio, empresa ou projeto. 
Além disso, a consideração de condições de incerteza na análise se faz 
necessária. Para isso, tem-se a possibilidade de fazer uma análise de 
sensibilidade, que vai desde a atribuição discreta de valores a certas variáveis 
para saber o impacto desta variação nos indicadores de viabilidade, passando 
pela análise de pontos de mudança de decisão, até uma medida de risco 
representada pela probabilidade de viabilidade dos projetos. 
Como vimos no comentário da letra “c”, a aplicação de qualquer técnica não se 
constitui em uma estimativa precisa de valor, mas apenas um parâmetro para 
auxiliar no processo de tomada de decisão. É preciso entender as restrições, 
aplicações e resultados que podem ser encontrados na utilização de uma certa 
formulação matemática. Conjugando-se esta realidade com as condições de 
incerteza inerentes às previsões realizadas e o aspecto subjetivo inerente às 
considerações, temos que a melhor avaliação é a que se apresenta mais 
equilibrada entre os aspectos objetivos e subjetivos. 
Os modelos essencialmente quantitativos (objetivos) ou estritamente subjetivos 
não fornecem uma avaliação confiável, sendo preferível a conjugação de fatores 
quantitativos e subjetivos para obter uma melhor avaliação. Dessa forma, a 
questão está errada. 
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Gabarito: Item ERRADO. 
 
e) o produto da avaliação (ou seja, o valor) é o que importa. 
De acordo com Brigham & Houston (1999) as decisões de negócios não são 
tomadas em um vácuo, os tomadores de decisão têm em vista objetivos 
específicos. Certamente um dos mais presentes é a maximização da riqueza dos 
proprietários do empreendimento, que consiste na maximização do valor deste. 
Muitos fatores combinam para fazer com que a elaboração do orçamento de 
capital, ou seja, estruturar os projetos através da descrição de seu fluxo de caixa 
ao longo do tempo, para posterior análise, represente, talvez, a função mais 
importante de uma análise econômico-financeira. 
Neste sentido, Gitman (2001) afirma que vários investimentos representam 
dispêndios consideráveis de recursos que comprometem o investidor com um 
determinado curso de ação. Conseqüentemente,este necessita de procedimentos 
para analisar e selecionar apropriadamente seus investimentos. Para tanto se faz 
necessário mensurar os fluxos de caixa relevantes e aplicar técnicas de decisão 
apropriadas. O Modelo de Desconto de Fluxo de Caixa (DFC) é um processo que 
cumpre este papel em consonância com a meta de maximização da riqueza dos 
proprietários do empreendimento. 
Na análise de qualquer projeto se faz necessário uma abordagem de viabilidade 
econômico-financeira. Para isso, se faz importante o entendimento do timing dos 
fluxos de caixa destes, ou seja, o valor do dinheiro no tempo, que é baseado na 
idéia de que uma unidade monetária hoje vale mais do que uma outra que será 
recebida em uma data futura. Isso explica porque deseja-se receber o quanto 
antes e pagar o mais tarde possível uma determinada quantia que não será 
reajustada ao longo do tempo. 
Dessa forma, no estudo de viabilidade econômico-financeira o valor exerce papel 
primordial, mas não é o único fator a ser levado em consideração. A distribuição 
temporal dos valores, em função dos fluxos de caixa destes, também é de 
importância capital para a análise de projetos. 
O valor não pode ser considerado de forma absoluta, devendo ser considerado 
juntamente com as demais características econômico-financeiras do 
empreendimento. O resultado final das análises de viabilidade econômica pode 
ser expresso sob a forma de taxas internas de retorno, valor presente líquido, 
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custo anual, períodos de recuperação (pay-back) e índices de lucratividade. Logo, 
a questão está errada. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
15. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) A técnica denominada 
linha de balanço é utilizada no planejamento de atividades repetitivas. Essa 
técnica consiste em traçar, referidas a um par de eixos cartesianos, linhas 
que representam cada uma das atividades e seu respectivo andamento. No 
eixo das ordenadas, é marcado o tempo e, no das abscissas, os valores 
acumulados do andamento planejado para cada unidade do conjunto. 
No planejamento de longo prazo, o horizonte dos planos abrange todo o período 
de construção e tem como objetivo a definição dos ritmos das atividades, que 
constituem as grandes etapas construtivas do empreendimento como, por 
exemplo, a estrutura, a alvenaria e as instalações hidrossanitárias (MENDES JR e 
HEINECK, 1998). Em função do fluxo de recursos financeiros, desenvolvidos no 
estudo de viabilidade e da estimativa de custo, são dadas instruções para a 
coordenação destas atividades (TOMMELEIN e BALLARD, 1997). 
Outra importante decisão, relacionada a esse nível de planejamento, trata da 
definição da estratégia de ataque à obra. Através deste estudo é estabelecido o 
sequenciamento das atividades, eliminando-se possíveis interferências entre 
equipes, propiciando a melhoria dos fluxos de materiais e mão-de-obra dentro do 
canteiro. 
A elaboração dos planos é realizada a partir do uso de técnicas de programação, 
como a Linha de Balanço, no qual são especificadas informações a respeito do 
início e fim das atividades, bem como a duração máxima necessária para a 
execução do empreendimento (TOMMELEIN e BALLARD, 1997; MENDES 
JR. E HEINECK, 1998). 
A técnica da Linha de Balanço (Line of Balance – LOB) para programação de 
tarefas foi criada pela empresa Goodyear nos anos 40. Suas primeiras aplicações 
foram na indústria de manufaturados para programar o fluxo de produção. O 
Método da LOB é um dos métodos mais conhecidos entre os pesquisadores para 
a programação de projetos lineares. 
Seu uso na construção civil se difundiu mais na Europa em obras com serviços 
bastante repetitivos, como estradas e pontes. Recentemente vários pesquisadores 
vêm procurando diversas formas de difundir o uso da Linha de Balanço nos EUA 
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e outros países, em conjuntos habitacionais e edifícios altos, estudando os seus 
conceitos juntamente com outras técnicas matemáticas ou computacionais, como 
simulação, e sistemas baseados no conhecimento. 
A técnica da Linha de Balanço se resume ao conceito de que as tarefas são 
repetidas inúmeras vezes ao longo de uma unidade de repetição. Por exemplo, o 
serviço de revestimento de paredes é realizado inúmeras vezes ao longo de todas 
as unidades de um conjunto habitacional ou pavimentos de um edifício. O ritmo 
de conclusão da tarefa nas diversas unidades dependerá de quantas equipes sejam 
alocadas. A técnica é de aplicação bastante simples principalmente por que pode 
ser feita graficamente, se assumirmos a linearidade do desenvolvimento da 
tarefa, podendo ser visualizada num gráfico espaço versus tempo, indicando a 
unidade e quando a tarefa é executada nesta unidade. 
A Linha de Balanço é uma técnica de planejamento e controle que considera o 
caráter repetitivo das atividades de uma edificação. Por meio da Linha de 
Balanço o engenheiro da obra passará a ter uma visão mais simples da execução 
das atividades, servindo como ferramenta de apoio na melhoria da produtividade 
e qualidade nos canteiros. Ainda, poderá dispor de uma técnica eminentemente 
gráfica (visual) que será um valioso aliado nas suas comunicações na obra. 
Atenção! Esta técnica é adotada principalmente quando se trata de obras 
repetitivas. 
Exemplo de planejamento utilizando Linha de Balanço: 
 
D a n i e l A r r u d a A m o r
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A LOB é derivada do gráfico de barras (Gantt), onde ao invés de colocarmos as 
atividades ou fases da obra no eixo vertical, colocamos, por exemplo, os 
pavimentos, as casas ou as repetições do mesmo serviço. Assim cada barra 
continua representando uma atividade ou fase da obra, obtendo-se um conjunto 
de curvas de produção mostradas num plano cartesiano com unidades de 
repetição (cômodos, apartamentos, pavimentos, fachadas, etc.) e durações 
(semanas) definindo-se ritmos de trabalho (iguais ou diferentes) que promovam 
linhas balanceadas, inclinadas, representando o seu ritmo de avanço. 
Dessa forma a Linha de Balanço pode indicar o sequenciamento da atividade 
pelas diversas unidades de repetição da obra (pavimentos, apartamentos, casas, 
quilômetros de estrada, metros de canalização, etc). 
O balanceamento das linhas pode ser obtido através de: eliminação de conflitos 
entre equipes pela mudança da precedência de uma atividade ou pela mudança de 
ritmo (número de operários executando a tarefa basicamente é o que indica o 
ritmo); eliminação dos gargalos na obra – tarefas que são executadas com ritmo 
lento atrapalhando as demais; definição de estratégias de execução que permitam 
o espalhamento das atividades pela obra diminuindo o tempo de ocupação ou de 
entrega de uma unidade, entre outras decisões gerenciais que a Linha de Balanço 
pode apoiar de uma forma mais efetiva do que outras técnicas de planejamento e 
controle. 
Através da adoção do conceito da Linha de Balanço as atividades seguirão ritmos 
de produção definidos. Nesta situação diz-se que a produção está balanceada. 
Este balanceamento permite definir quantas unidades (cômodos, apartamentos ou 
pavimentos) estarão concluídas num determinado tempo, permitindo: estudo de 
reaproveitamento de equipes, melhor programação das equipes, evitar 
interrupções do trabalho de uma equipe melhorando sua produtividade, 
minimização dos estoques e produtos em processo, melhores possibilidades de 
implantação do trabalho em grupo (células de produção), agrupamento do 
trabalho com melhor definição de tarefas, e uma gerência facilitada – visual, 
entre os benefícios mais importantes. 
Resumindo, a Linha de Balanço permite atender às necessidades de programação 
de uma obra tradicional, a melhoria da produtividade na forma clássica 
(taylorista – repetição e volume de trabalho) ou o apoio à gestão moderna da 
produtividadee qualidade. A sua estratégia de produção, atendendo aos objetivos 
da empresa, é que irá determinar quais os benefícios mais importantes e qual a 
ênfase a ser dada na aplicação da Linha de Balanço. 
D a n i e l A r r u d a A m o
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Todos os principais componentes necessários à programação de obra são 
identificados na Linha de Balanço: 
 O quê (qual atividade, qual pacote de trabalho) deve ser feito; 
 Quem deve fazer (qual ou quais equipes); 
 Onde fazer (qual cômodo, apartamento, pavimento ou fachada); 
 Quando fazer (qual semana). 
O enunciado da questão está errado apenas porque troca o eixo das abscissas (x) 
pelo eixo das ordenadas (y). Perceba no exemplo acima que temos “casas” nas 
ordenadas e “tempo (minutos)” nas abscissas. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
16. (CESPE/CEF/Engenheiro Civil/2010) O controle de projeto requer um 
sistema que seja adequado às suas peculiaridades. Esse controle recai sobre 
as atividades desenvolvidas em obra, que podem ser de duas formas, 
qualitativas e quantitativas. Acerca desse assunto, assinale a opção correta. 
a) A classificação ABC é feita com base no princípio de Pareto e pode ser 
utilizada para controle de estoque de materiais nos processos de produção 
da construção. 
Atenção! Pessoal, a classificação ABC é um assunto que é constantemente 
cobrado em provas, por todas as bancas examinadoras. As questões cobram tanto 
os casos de sua aplicação quanto sua base teórica no princípio de Pareto. 
O controle de projeto requer um sistema que seja adequado a suas peculiaridades. 
Este deve: ser relacionado com as demais funções do projeto; ser econômico, 
para justificar seu custo operacional; antecipar e permitir que a gerência seja 
informada em prazo oportuno sobre desvios, de modo que ações corretivas 
possam ser iniciadas; e ser acessível para se ajustar rapidamente às mudanças do 
ambiente organizacional. 
O controle deve ser feito por profissionais alocados no canteiro de obras, atuando 
diretamente nas frentes de serviços. Ele recai sobre as atividades desenvolvidas 
em obra, que podem ser de duas formas, qualitativas e quantitativas. As primeiras 
são aquelas voltadas ao controle de qualidade da obra, como: verificações e 
liberações, controle de lançamento de materiais, controle de instalações, controle 
D a n i e l A r r u d a A m o r i m ,
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de montagem, ensaios e testes, entre outros. As segundas envolvem a verificação 
ou elaboração das medições, exatidão de faturas, controle de quantitativos 
executados, etc. 
Atualmente as empresas recorrem ao uso de softwares para a execução do 
planejamento e seu acompanhamento na forma de controle, para que a resposta 
seja rápida e permita-se a tomada de decisão em tempo hábil. 
As informações de controle podem ser: atualização do cronograma físico-
financeiro; mapas padrões, recursos humanos, equipamentos e materiais; 
alocação de custos unitários dos serviços; apuração de índices de produtividade 
da mão-de-obra, materiais e equipamentos; faturamento. 
Para determinar o que deve ser controlado pode-se utilizar o princípio de Pareto. 
A Lei de Pareto (também conhecida como princípio 80-20), afirma que para 
muitos fenômenos, 80% das consequências advém de 20% das causas. A 
classificação ABC é baseada neste princípio. Ela controla os estoques nos 
processos de produção. A faixa A abrange cerca de 20% do total de todos os 
itens considerados e corresponde a 80% do valor total; a B, cerca de 30% e 
corresponde a 15% do valor total e a C 50% e corresponde a 5%. 
Os itens devem ser ordenados por sua importância relativa, determinando-se o 
peso do valor de cada um em relação ao valor do conjunto, calculando-se em 
seguida os valores acumulados desses pesos. O número de ordem do item e o 
respectivo valor acumulado definem um ponto e com uma série de pontos, a 
classificação ABC pode ser representada de forma gráfica, conforme abaixo: 
 
A classe A reflete os itens mais importantes e que merecem tratamento especial 
em termos de acompanhamento e controle de obra. A classe C representa os itens 
menos importantes. A classe B é uma situação intermediária. 
D a n i e l A r r u d a A m
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Gabarito: Item CERTO. 
 
b) O controle de um projeto resulta da integração dos controles de prazos, 
de recursos e de custos, comparando-se com o controle dos ensaios de 
materiais, de forma a garantir o realizado com o planejado. 
O controle pode abranger aspectos econômicos ou operacionais. Tudo depende 
de seu objetivo. Na curva ABC é possível controlar a intensidade dos custos dos 
itens. 
Na execução de um projeto são feitos os seguintes controles: custos e prazo, 
qualidade e produtividade. Verificam-se ainda falhas em materiais, ferramentas e 
equipamentos, arranjo físico e mão-de-obra. Para operacionalizar os controles 
utilizam-se cronogramas, orçamentos, fichas de execução das atividades, 
composições de custos unitários ou de custo global segmentado por componentes 
desse custo e fichas de produtividade. 
No caso do controle da qualidade há uma metodologia relacionada com o sistema 
de controle da qualidade. 
O controle de um projeto resulta da integração dos controles de prazos, de 
recursos e de custos, comparando-se o que foi realizado com o planejado. 
Curva de controle – comparação entre o planejado e o realizado (Limmer, 1997): 
 
Bom, agora que já vimos os conceitos relacionados ao controle de execução de 
obras, fica fácil responder essa questão, não é mesmo? 
D a n i e l A r r u d a A m o r
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O erro da questão está na parte final do enunciado, sendo que não há relação 
entre o controle de um projeto e o controle de ensaios de materiais. O primeiro 
tem o objetivo de garantir a execução do planejamento. O segundo tem o 
objetivo de verificar o atendimento das especificações técnicas dos materiais. 
Logo, o CESPE misturou dois conceitos diferentes de controle na questão. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
c) A técnica de linha de balanço utilizada na indústria da construção civil 
visa permitir maior controle contábil de uma obra. 
Diante do conceito visto na questão anterior, concluímos que este item está 
errado porque a técnica de Linha de Balanço utilizada na indústria da construção 
civil visa permitir maior controle da execução da obra, não tenho nenhuma 
relação com o controle contábil. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
d) A modelação por intermédio de redes de PERT/CPM permite a 
visualização do planejamento de um empreendimento de construção, e não 
permite a visualização dos processos de controle da produção. 
Como vimos, o método do PERT/CPM foi desenvolvido com o objetivo de ser 
um forte instrumento de planejamento, coordenação e controle, dentre outros. 
Com relação ao processo de controle, considerando que as datas de início e final 
de cada atividade são adequadamente definidas, torna-se expedita a definição da 
mobilização de cada ator envolvido no processo, da responsabilidade lhe 
atribuída e da duração de sua participação. E, também, permite prever as datas de 
contratação de projetistas e fornecedores de modo a não ocorrer solução de 
continuidade entre a atuação dos diversos atores durante a execução do projeto. 
Finalizando, o exercício de atividades de controle fica favorecido, pois torna-se 
imediato comparar os tempos e custos realizados com aqueles planejados, dada a 
expressão de coerência dos fluxos de caixa com as atividades previstas ou 
realizadas. Assim, em decorrência, pode-se conhecer o desempenho do projeto. 
Logo, a questão está errada. 
Gabarito: Item ERRADO. 
D a n i e l A r
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e) O controle é a operação pela qual se obtém o custo relativo de 
determinado serviço por meio do acompanhamentode cada etapa de sua 
execução. 
O controle tem por objetivo acompanhar a execução de determinado produto ou 
processo e dar suporte ao sistema construtivo no sentido de garantir que as 
atividades planejadas sejam cumpridas. Isto é feito ao comparar os resultados 
contra um padrão, para que medidas de correções de desvios possam ser tomadas 
em tempo hábil e para fornecer meios para correções de ações. 
Deve-se também verificar a parte por executar para ver sua adequação ao plano. 
Isto tornou o processo de controle dinâmico. Quanto mais eficientes forem estas 
ações, menores serão os desvios, o tempo e as despesas para correções. 
Uma das atividades do controle é a verificação da execução de uma ou mais 
etapas de serviços e o controle dos preços de seus insumos, para comparação 
com os parâmetros orçados e planejados. 
Obter o custo de determinado serviço é o objetivo da orçamentação e não do 
controle. O controle permite avaliar se o custo da execução de um serviço ou de 
uma etapa de serviço está de acordo com o custo orçado. Assim, a questão está 
errada. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
17. (CESPE/CEF/Engenheiro Civil/2010) O estudo de viabilidade técnico-
econômica, definido na NBR 14653, destina-se a diagnosticar a viabilidade 
técnico-econômica de um empreendimento, com a utilização de indicadores 
de viabilidade. A respeito dos indicadores de viabilidade, seus significados e 
aplicações na avaliação de empreendimentos, assinale a opção correta. 
a) O índice de lucratividade é o tempo necessário para que a renda líquida 
acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido, 
sendo que a utilização isolada do índice de lucratividade como indicador de 
viabilidade não é conclusiva. 
A NBR 14653-4 (Parte 4: Empreendimentos) é a primeira Norma da ABNT que 
trata da avaliação de empreendimentos. Anteriormente, o assunto foi tratado de 
forma limitada em algumas das normas de avaliação específicas. 
D a n i e l A r r u d a
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Esta parte da NBR 14653 visa detalhar e complementar os procedimentos gerais 
estipulados na NBR 14653-1, nos aspectos que dizem respeito à avaliação de 
empreendimentos. 
A NBR 14653-4 fixa as diretrizes para a avaliação de empreendimentos quanto a: 
a) classificação da sua natureza; b) instituição de terminologia, definições, 
símbolos e abreviaturas; c) descrição das atividades básicas; d) definição da 
metodologia básica; e) especificação das avaliações; f) requisitos básicos de 
laudos e pareceres técnicos de avaliação. 
Indicadores de viabilidade 
O resultado final das análises de viabilidade econômica pode ser expresso sob a 
forma de taxas internas de retorno, valor presente líquido, custo anual, períodos 
de recuperação (pay-back) e índices de lucratividade (por exemplo: retorno sobre 
ativos - ROA, retorno sobre investimentos – ROI, valor econômico adicionado – 
EVA, valor de mercado adicionado (market value added) – MVA e o Retorno 
sobre o patrimônio líquido – ROE). 
Índice de lucratividade 
É a relação entre o valor presente das receitas líquidas e o dos investimentos. O 
empreendimento será considerado viável quando o seu índice de lucratividade for 
igual ou superior à unidade, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de 
oportunidade de igual risco. 
Tempo de retorno 
Este indicador de viabilidade é expresso pelo tempo necessário para que a renda 
líquida acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido. 
O tempo de retorno pode ser simples ou descontado: o simples corresponde ao 
tempo necessário para anular a diferença entre as despesas de investimento e as 
receitas líquidas, sem considerar a remuneração do capital; o descontado 
corresponde ao tempo necessário para anular a mesma diferença, quando as 
parcelas são descontadas a uma taxa de desconto. 
A utilização isolada do período de recuperação como indicador de viabilidade 
não é conclusiva, mas é útil para comparar alternativas de investimento a uma 
mesma taxa de desconto. 
A questão está errada porque trocou os conceitos de tempo de retorno e índice de 
lucratividade. 
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Gabarito: Item ERRADO. 
 
b) O índice de lucratividade é a relação entre o valor presente das receitas 
líquidas e o valor dos investimentos, sendo o empreendimento considerado 
viável quando seu índice de lucratividade for igual ou superior à taxa de 
desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. 
Como vimos na letra “a”, o empreendimento será considerado viável quando o 
seu índice de lucratividade for igual ou superior à unidade, para uma taxa de 
desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. 
A condição de viabilidade de empreendimento trazida pelo enunciado da questão 
é o da taxa interna de retorno. 
Taxa interna de retorno 
Este indicador de viabilidade é expresso pela taxa de desconto que anula o valor 
presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento, incluindo 
o valor do investimento a realizar. 
O empreendimento será considerado viável quando a sua taxa interna de retorno 
for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de 
igual risco. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
c) O valor presente líquido é expresso pelo tempo necessário para que a 
renda líquida acumulada do empreendimento se iguale ao investimento nele 
comprometido, sendo o empreendimento considerado viável quando o seu 
valor presente líquido for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto 
equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. 
A questão está errada porque mistura os conceitos de Valor Presente Líquido e 
Tempo de Retorno. 
Valor presente líquido 
Este indicador de viabilidade é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa 
descontado, projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do 
investimento a realizar. 
D a n i e l A r r u d a A
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O empreendimento será considerado viável quando o seu valor presente líquido 
for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de 
oportunidade de igual risco. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
d) O tempo de retorno é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa 
descontado, projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor 
do investimento a realizar, sendo o empreendimento considerado viável 
quando o seu tempo de retorno for nulo ou positivo, para uma taxa de 
desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. 
Esta questão cobra conceitos que já vimos na letra “a” e “c” e está errada porque 
mistura os conceitos de Valor Presente Líquido e Tempo de Retorno. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
e) A taxa interna de retorno é um valor expresso pela taxa de desconto que 
anula o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do 
empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar, sendo o 
empreendimento considerado viável quando a sua taxa interna de retorno 
for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de 
oportunidade de igual risco. 
Como vimos no item “b”, o enunciado traz corretamente o conceito de Taxa 
Interna de Retorno. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
18. (ESAF/MPU/Analista – Área: Pericial – Especialidade: Engenharia 
Civil/2004) Diversas ferramentas de planejamento podem ser utilizadas para 
a montagem de um cronograma físico para execução de obras. Com relação 
às ferramentas utilizadas para planejamento de obras, é incorreto afirmar 
que: 
a) a aplicação do método da Linha de Balanço se restringe a projetos de 
construção com serviços não-repetitivos. 
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Como vimos, a Linha de Balanço é uma técnica de planejamento e controle que 
considera o caráter repetitivo das atividadesde uma edificação. 
Dessa forma, a questão está errada porque o método da Linha de Balanço se 
aplica principalmente em projetos de construção com serviço repetitivos. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
b) os métodos PERT e CPM fundamentam-se na montagem de uma rede de 
trabalho que retrate o projeto real. 
O PERT/COM é um instrumento de planejamento que distribui as atividades a 
serem realizadas em rede, com o início e o final de cada uma delas devidamente 
definidos, bem como a lógica de execução segundo a tecnologia adotada, 
retratando o projeto que se pretende executar. 
Dessa forma, o enunciado da questão está correto. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
c) o caminho crítico representa a seqüência de atividades que definem o 
prazo mínimo para realização de uma obra. 
Conforme já comentamos, o caminho crítico é a seqüência de atividades que 
devem ser concluídas nas datas programadas para que o projeto possa ser 
finalizado dentro do prazo final. Se o prazo final for excedido, é porque no 
mínimo uma das atividades do caminho crítico não foi concluída na data 
programada. 
Atenção! O caminho crítico é definido como sendo o caminho da rede em que 
todos os eventos/atividades que o constituam apresentem FOLGA ZERO. 
Dessa forma, o caminho crítico define o prazo mínimo para a realização de uma 
obra, estando correta a questão. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
d) o Diagrama de Gantt é um recurso gráfico que permite a visualização 
direta das datas de início e término das atividades previstas. 
D a n i e l A r r u d a A m o r i
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O cronograma de barras, criado por Gantt, é uma forma de representar as 
atividades com suas precedências e distribuídas em um intervalo de tempo. O 
Gráfico de Gantt (Cronograma de Gantt ou Gráfico de Barras) é um gráfico que 
apresenta as “atividades” em uma coluna, indicando as respectivas durações por 
barras horizontais. 
Exemplo genérico do cronograma de barras: 
 
No MSProject é esse cronograma que aparece na tela. O PERT/CPM é a forma 
como este programa organiza a precedência entre as atividades. 
A desvantagem desse cronograma é não mostrar com clareza a interdependência 
entre as atividades. Outra desvantagem e que as datas de início e fim de uma 
atividade, assim como as folgas, devem ser definidas antes de se desenhar, pois 
qualquer mudança na programação implicará seu redesenho, o que lhe confere 
certa rigidez. 
As vantagens são: facilidade de entendimento e pode ser empregado como 
complemento de outras técnicas de programação. É perfeitamente aplicável 
quando se lida com um número não muito grande de atividades e de durações 
relativamente curtas, como é o caso do detalhamento de pacotes de trabalho. 
São utilizados na representação de cronogramas de demanda de mão-de-obra, de 
materiais e de equipamentos, sendo de fundamental importância no uso da 
técnica de alocação e nivelamento de recursos. As atividades do caminho crítico 
são destacas das demais por outra coloração. 
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Assim, conforme vimos, o Diagrama de Gantt é um recurso gráfico que permite a 
visualização direta das datas de início e término das atividades previstas, estando 
correta a questão. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
e) a apresentação do planejamento PERT pode ser feita com o uso de 
diagramas de flechas ou de diagramas de blocos. 
Pessoal, vimos que existem dois métodos para a caracterização das redes 
PERT/CPM: 
 Método Americano ou de Setas ou de Flechas; 
 Método Francês de Blocos ou Redes Roy. 
Logo, a questão está correta. 
Observe que a redação desta questão é mais adequada tecnicamente do que a da 
questão 11 (do CESPE), conforme comentamos naquela oportunidade. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
O planejamento das atividades de construção é de fundamental importância 
para o sucesso técnico e econômico de um empreendimento. Nesse contexto, 
as redes PERT/CPM são instrumentos usados para o planejamento de uma 
obra. Com relação a planejamento e redes PERT/CPM, julgue os itens 
seguintes. 
19. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) Na programação das atividades de uma 
construção, o tempo inicial de uma atividade não-crítica não precisa ser 
necessariamente igual ao tempo final da sua atividade precedente. 
Pessoal, agora que já vimos os conceitos básicos das redes PERT/CPM, veremos 
com maior detalhe alguns aspectos que também são cobrados em provas. 
Definições 
a) Atividade – é a denominação pela qual se caracteriza uma tarefa, serviço ou 
projeto a ser realizado e que consome tempo e recursos. Recursos esses: 
humanos, materiais tecnológicos ou financeiros. 
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b) Evento – representa um marco temporal, ou seja, uma data delimitando o 
tempo de início ou de término de qualquer atividade. Não consome tempo ou 
recursos. 
c) Evento Inicial – representa a data de início do programa. Alerta-se que todo 
programa deve ser iniciado em um único evento. 
d) Evento Final – representa a data final do programa. Similarmente à definição 
anterior, alerta-se que todo programa deve ser finalizado em um único evento. 
e) Atributo – exprime a medida (unidade) da atividade. Como atributos são 
considerados: o tempo de duração, o custo e os recursos envolvidos. 
f) Tempo Mais Cedo de Início – TCI é definido como o tempo mais cedo 
possível de se iniciar uma atividade. Equivale à data mais cedo possível de se 
iniciar uma atividade sem ocorrer atraso na data mais cedo de término previsto 
para o evento final da rede. 
g) Tempo Mais Tarde de Início – TTI corresponde ao tempo mais tarde possível 
de se iniciar uma atividade sem causar atraso no início da(s) atividade(s) 
subseqüente(s). Corresponde à data mais tarde possível de se iniciar uma 
atividade sem causar atraso na data mais tarde de término prevista para o evento 
final da rede. 
h) Tempo Mais Cedo de Fim – TCF é definido como o tempo mais cedo possível 
de se concluir uma atividade. Equivale à data mais cedo possível de se concluir 
uma atividade sem ocorrer atraso na data mais cedo de término previsto para o 
evento final da rede. 
i) Tempo Mais Tarde de Fim – TTF corresponde ao tempo mais tarde possível 
para ser concluída uma atividade sem causar atraso no início da(s) atividade(s) 
subseqüente(s). Corresponde à data mais tarde possível de se concluir uma 
atividade sem causar atraso na data mais tarde de término prevista para o evento 
final da rede. 
j) Folga de Evento – é definida como a disponibilidade de tempo medida pela 
diferença entre a data mais tarde e a data mais cedo de ocorrência de um evento. 
k) Caminho Crítico – é definido como sendo o caminho da rede em que todos os 
eventos que o constituam apresentem FOLGA ZERO. Ou, caso ocorra folga nos 
eventos iniciais e finais da rede, o caminho crítico corresponde àquele que 
apresentar a MENOR FOLGA TOTAL. 
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l) Dependência – é definida como a relação entre duas atividades contíguas, de 
modo que uma atividade, denominada dependente, somente possa ser iniciada 
quando a imediatamente precedente estiver conclusa, data a tecnologia adotada. 
Exemplo de representação de tempos e eventos: 
 
Como vimos, o Tempo Mais Cedo de Fim de qualquer atividade corresponde ao 
Tempo Mais Cedo de Início da atividade subseqüente. Ainda, vimos que caso a 
atividade faça parte do caminho crítico (atividade crítica), não haverá folga nos 
eventos. 
Logo, na programação das atividades de uma construção, o tempo inicial de uma 
atividade não-crítica não precisa ser necessariamente igual ao tempo final da sua 
atividade precedente em função da folga inerente às atividades não-críticas. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
20. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) O diagrama de Gantt consiste de barras 
horizontais eparalelas que indicam atividades executadas, ou a executar, 
dispostas em série em uma escala de tempo horizontal, ou dispostas umas 
sobre as outras, indicando concomitância de prazos. 
Pessoal, podemos visualizar isso no item “d” da questão 18, onde há atividades 
dispostas em série e em paralelo, indicando respectivamente prazos sequenciais e 
concomitância de prazos. Assim, a questão está correta. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
21. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) O tarde de um evento corresponde à data 
de início do evento que será realizado por último na programação da obra. 
D a n i e l A r r u d
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A questão está errada porque o tarde de um evento corresponde à data de início 
do evento que será realizado em seguida e não do último evento a ser realizado. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
22. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) A curva S é amplamente utilizada 
no planejamento de projetos e, entre outras características, permite 
visualizar o ritmo de andamento previsto para a implementação do projeto. 
A representação gráfica da correlação entre variáveis é um dos recursos 
amplamente usados no planejamento, pela sua facilidade de visualização e de 
entendimento. 
A “Curva S”, tal como a “Curva ABC”, é outra curva de aspecto particular e 
característico, representativa de “fatos” do nosso dia-a-dia. 
Apresentando a soma acumulada de recursos (materiais, humanos, financeiros, 
etc.) aplicados na realização de empreendimentos quaisquer. Tem tipicamente a 
forma de um “S” porque essa é a aparência da soma acumulada (“integral”) de 
uma distribuição de “valores” que crescem no início e decrescem próximo ao fim 
de um período. E isso é o que acontece na maioria dos nossos empreendimentos: 
numa construção civil, numa montagem industrial, no desenvolvimento de uma 
tecnologia, etc. 
Ela é muito usada e particularmente útil para as atividades de planejamento e 
controle porque fornece uma visão que propicia uma interpretação bastante 
sensível e prática para ajustes e adequações tanto na fase do planejamento quanto 
na do controle. Ainda, permite visualizar o ritmo de andamento previsto para a 
implementação do projeto. 
Dessa forma, está correta a questão. 
Existem tabelas de curva S. Porém, a curva é característica da individualidade de 
cada projeto. 
Ilustração exemplificativa de uma “Curva S”: 
D a n i e l A r r u d a A m o r i m
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Gabarito: Item CERTO. 
 
23. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) 
A curva S, elaborada a partir do cronograma físico-financeiro da obra, 
representa a curva do valor agregado que, graficamente, corresponde ao 
planejamento inicial. 
Conforme vimos na questão 1 da aula, as curvas de valor planejado (PV), valor 
agregado (EV) e custo real (AC) representam a soma acumulada de recursos 
(materiais, humanos, financeiros, etc.) aplicados na realização de 
empreendimentos quaisquer e têm tipicamente a forma de um “S”. 
A questão está errada porque a curva S elaborada a partir do cronograma físico-
financeiro da obra não representa a curva do valor agregado, mas sim a curva do 
valor planejado que, graficamente, corresponde ao planejamento inicial. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
24. (ESAF/MPU/Analista – Área: Pericial – Especialidade: Engenharia 
Civil/2004) A curva S é uma ferramenta gráfica utilizada para controle da 
aplicação e consumo de recursos ao longo da execução de um 
empreendimento. Com relação a esta ferramenta, é incorreto afirmar que: 
D a n i e l A r r
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a) a curva S depende da existência de um planejamento adequado para o 
consumo de recursos durante a execução da obra. 
Para traçar a curva S é necessário ter o conhecimento do comportamento do 
consumo dos recursos ao longo do tempo de execução da obra. Dessa forma, a 
questão está correta. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
b) a curva S pode ser utilizada como ferramenta no controle do consumo de 
concreto durante a execução da obra. 
A questão está correta porque a curva S pode ser utilizada como ferramenta no 
controle do consumo de qualquer recurso necessário à execução da obra. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
c) a curva S caracteriza os recursos a serem utilizados apenas em termos 
monetários, relacionando-os às datas previstas de utilização. 
A questão está errada porque a curva S pode ser utilizada como ferramenta no 
controle do consumo de qualquer recurso necessário à execução da obra, como 
mão-de-obra, material, equipamentos e recursos monetários. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
d) a curva S pode ser utilizada na avaliação do progresso físico da obra em 
função do custo apropriado. 
Conforme já vimos, a curva S também permite visualizar o ritmo de andamento 
previsto para a implementação da obra. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
e) a curva S apresenta sempre o consumo acumulado de recursos ao longo 
do tempo de construção. 
A questão está certa porque a curva S é um tipo de curva de carga, apresentando 
sempre a utilização de recursos ao longo do tempo de forma acumulada. 
D a n i e l A r r u d a
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
Gabarito: Item CERTO. 
 
25. (CESPE/TCU/ACE/ Auditoria de Obras Públicas/2007) A representação 
de um recurso, como mão-de-obra, pela curva S, mostra a distribuição desse 
recurso de forma cumulativa. 
Pessoal, essa questão é boa para que vocês vejam como alguns assuntos são 
sempre cobrados em prova, independentemente de qual seja a banca 
examinadora. Na questão anterior, letra “e”, temos uma cobrança idêntica à 
questão atual, sendo que aquela é da ESAF (2004) e esta é do CESPE (2007). 
Como vimos anteriormente, a questão está correta porque a curva S mostra a 
distribuição de qualquer recurso da obra de forma cumulativa. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
26. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) A curva S, empregada 
em estudos e análises para tomada de decisões gerenciais sobre desembolso e 
fluxos de caixa, é sempre crescente, pois os valores que a compõem são 
acumulados. 
Atenção! Nessa questão temos mais uma vez um exemplo de como o CESPE, ou 
outras bancas, cobram um mesmo conhecimento ao longo dos anos, chegando até 
mesmo a praticamente repetir questões. Comparem esta questão do MPU 2010 
com a anterior do TCU 2007 e com o item “e” da questão do MPU 2004. 
Novamente, a curva S mostra a distribuição de qualquer recurso da obra, 
inclusive recursos monetários, de forma cumulativa. Logo, a questão está correta. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
27. (CESPE/TSE/Analista Judiciário/Engenharia Civil/2006 – Item 46) As 
figuras I, II e III a seguir mostram a distribuição da alocação de três 
recursos (mão-de-obra, matéria-prima e equipamentos) na execução de um 
projeto hipotético em função do tempo. 
D a n i e l A r r u d a A m o
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
 
A figura IV mostra a curva S de custos totais e a curva de receitas. A partir 
da análise dos cronogramas ilustrados nas figuras, assinale a opção correta. 
a) A figura I mostra que a alocação da mão-de-obra ao longo do tempo foi 
satisfatória, uma vez que picos de alocação são seguidos por vales. 
As oscilações do gráfico da figura I demonstram que houve grande variação da 
mão-de-obra mobilizada. Esta variação brusca deve ser evitada, sendo preferível 
uma variação mais suave. As ilustrações abaixo demonstram como deve ser a 
alocação “ideal” e como é na prática a alocação “real” de recursos. 
Ilustrações: 
D a n i e l A r r u d a A m o r i m
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
b) A figura II mostra que a alocação de equipamentos segue uma curva 
teórica ideal. 
Como vimos na ilustração da questão anterior, a alocação “ideal” não tem 
variações bruscas. Embora a figura II esteja com o pico um tanto achatadose 
comparado com a curva tida como “ideal” pela doutrina, a questão está correta. 
 
Gabarito: Item CERTO. 
 
c) A figura III mostra que a alocação da matéria-prima na obra foi 
intensificada para encurtar o prazo de execução da obra, e, desse modo, 
pode ser considerada como satisfatória. 
Analisando a figura III percebemos que a alocação da matéria-prima não foi 
intensificada para encurtar o prazo de execução da obra porque o pico de 
utilização não se deu próximo ao período final da obra. 
Ocorreu um pico de utilização de matéria-prima ao longo da obra, mas sem 
características que permitam concluir que a obra teve seu prazo de execução 
encurtado. 
Gabarito: Item ERRADO. 
D a n i e l A r r u d a A m o r
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
 
d) A sobreposição do cronograma de desembolso acumulado (curva S) com o 
da receita acumulada, representados na figura IV, não deve ser entendida 
como o fluxo de caixa do projeto, já que uma curva é contínua e a outra, 
escalonada. 
A Curva “S” é um tipo de curva de carga, instrumento destinado ao 
acompanhamento periódico de seu andamento. (M. Casarotto, 1995). 
Sob sua forma clássica, a utilização é recomendada para a análise do 
comportamento dos fluxos de caixa, quando permite verificar se ocorre 
compatibilidade entre o que foi pago e o efetivamente realizado. Ou, em outras 
palavras, se os recursos despendidos correspondem ao volume de serviços 
realizados. (Antonio V. Avila) 
Assim, a questão está errada porque a Curva S da figura IV permite a análise do 
fluxo de caixa apesar da curva representativa das entradas das receitas ser 
escalonada. O caixa em determinado momento é dado pela diferença entre a 
Curva S de desembolso e a curva escalonada de receitas. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
O resumo das atividades previstas para o primeiro período da construção de 
um edifício, cujo planejamento global inclui uma área total de construção 
igual a 5.000 m2 distribuídos em um terreno com 40.000 m2 de área, é 
apresentado na figura e na tabela seguintes. 
D a n i e l A r r u d a A m
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
 
 
Tendo em vista esse resumo de atividades e sua composição usual nas obras 
de engenharia, julgue os itens que se seguem, relativos ao planejamento das 
atividades para acompanhamento da obra em questão. 
28. (CESPE/INSS/Analista/Engenheiro Civil/2008) A execução de fundações 
com estacas pré-fabricadas tem como evento de início o nó 3 e depende do 
término das atividades de instalação provisória e de drenagem. 
Em função da rede apresentada, percebemos que a atividade “E” tem como 
predecessores as atividades “B” e “D”, e tem como evento de início o nó 3. 
Assim, a questão está correta. 
Gabarito: Item CERTO. 
 
29. (CESPE/INSS/Analista/Engenheiro Civil/2008) A duração total do 
projeto com evento de início no nó 1 e com evento de término no nó 5 é de 60 
unidades de tempo. 
A duração total do projeto será obtida pela soma da duração das atividade que 
formam o caminho mais demorado entre os nós de início (1) e fim (5). Dessa 
forma, a duração total será a soma da duração das atividades “A”, “C” e “F”, 
totalizando 120 unidades de tempo. Logo, a questão está errada. 
Gabarito: Item ERRADO. 
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
 
Cronogramas de atividades são ferramentas de planejamento que permitem 
acompanhar o desenvolvimento físico dos serviços e efetuar previsões de 
quantitativos de obras, materiais e equipamentos. No planejamento e no 
controle de projetos, um dos tipos básico de cronograma é o cronograma em 
barra, exemplificado na tabela a seguir. 
 
Em relação a esse assunto e ao cronograma apresentado acima, julgue os 
itens a seguir. 
30. (CESPE/SECONT-ES/Auditor do Estado/Engenharia Civil) A partir do 
cronograma de barra apresentado acima, é correto afirmar que a execução 
da atividade C somente será iniciada após a conclusão da atividade B. 
Como vimos na resolução da questão 9, letra “d”, a principal desvantagem do 
cronograma de barras (Gantt) é não mostrar com clareza a interdependência entre 
as atividades. 
Com base no cronograma não é possível afirmar que a atividade C somente será 
iniciada após a conclusão da atividade B. O que é possível afirmar é que se 
planejou que a atividade C comece no período de tempo imediatamente posterior 
ao término da atividade B. Contudo, não é possível afirmar que haja uma relação 
de dependência entre as atividades, podendo ter sido planejado assim por mera 
conveniência. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
31. (CESPE/SECONT-ES/Auditor do Estado/Engenharia Civil/2009) O 
esquema de cronograma apresentado é um exemplo de gráfico de Gantt. 
Pessoal, vejam que esta questão é recente (2009) e de resolução muito simples. 
D a n i e l A r r u d a
D a n i e l A r r u d a A m o r i m , C P F : 8 7 7 0 2 1 1 8 3 3 4
Como vimos ao longo da aula, o cronograma de barras é também conhecido 
como cronograma (diagrama, gráfico) de Gantt. 
Gabarito: Item CERTO.