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1 Ferramentas de gestão de projetos e processos Waldirene Dantas Kátia Rodrigues Montalvão Paias Fonte: everythingpossible / 123RF. Introdução Nesta unidade, discutiremos algumas ferramentas fundamentais aos gestores que permitem desenvolver uma administração eficaz dos projetos e dos processos de uma organização, como o MRP (do inglês, Material Requirement Planning), ou Planejamento das Necessidades de Materiais, que é uma ferramenta que tem o objetivo de medir tudo o que está relacionado à produção de um determinado produto. Outra técnica é a Just In Time (em português, “Apenas a Tempo”), que é um sistema de administração da produção que determina que tudo o que for produzido, transportado ou comprado tem hora exata, no tempo íntegro do processo, sem estoque, com o menor custo possível. Há também a técnica Kanban, que é o “cartão” ou “sinalização”, cujo objetivo é minimizar atrasos a partir do desenvolvimento de um método que coordene a produção de peças com as demandas, um caminho alternativo de agilidade. Por fim, o BSC - Balanced Scorecard (em português, Indicadores Balanceados de Desempenho), que apresenta um modelo de gestão estratégico mais diversificado, utilizado para melhorar os resultados e dar maior atenção à área operacional. O BSC é utilizado para auxiliar os gestores na mensuração dos progressos da empresa em uma Perspectiva Financeira, de Mercado, de Processos Internos e de Aprendizado. 2 1. Planejamento das necessidades de materiais Existem ferramentas importantes para auxiliar os administradores na gestão de projetos e de processos que podem ser utilizadas para que os resultados sejam alcançados na busca contínua do aperfeiçoamento e da excelência organizacional. As necessidades de materiais é uma ferramenta que tem o objetivo de medir tudo o que está relacionado à produção de um determinado produto e transformar a previsão da demanda em uma programação das necessidades dos itens para comporem esse produto. 1.1 MRP Desde que surgiu, na década de 60, o MRP (do inglês, Material Requirement Planning), ou Planejamento das Necessidades de Materiais, é uma ferramenta que tem o objetivo de medir tudo o que está relacionado à produção de um determinado produto e transformar a previsão da demanda em uma programação das necessidades dos itens para comporem esse produto, ou seja, essa ferramenta auxilia na identificação da quantidade de itens necessários para a produção de determinados produtos ou serviços, possibilitando reduzir a quantidade de estoque, espaço de armazenamento, validade de produtos e disponibilidade de matéria-prima disponível em função dos pedidos em programação de entrega, trabalhando conforme demanda. Com a utilização do MRP, é possível trabalhar com informações precisas e de acordo com as necessidades e quantidades predeterminadas a curto, médio e longo prazo, considerando tempo de produção, a equipe de pessoas envolvidas e as listas de materiais definidas, isto é, toda a estrutura que compõe o produto. Por meio do MRP, é possível identificar e responder: ● Quais são as partes necessárias para atender à demanda dos produtos finais? ● Quando utilizamos esses materiais? ● Quanto de material é necessário? ● A equipe é suficiente? Essas questões devem ser absorvidas no Plano Mestre de Produção, visto que ele é um registro/documento que tem a responsabilidade de informar todo o planejamento dos processos, mencionando os produtos, datas e respectivas quantidades. O Plano Mestre de Produção deve passar por uma análise e ser configurado em Listas de Materiais responsáveis por transmitir ou explodir as informações necessárias de cada item que compõe o produto ou serviço. 3 Planos de produção na Segunda Guerra Mundial Quer saber mais sobre a história de como se deu o processo de implantação dessa ferramenta e como as indústrias desenvolviam planos de produção no período da Segunda Guerra Mundial? Acesse o link disponível a seguir e leia mais sobre o tema: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4122568/course/section/1068799/PMR3507-MRP.pdf Fonte: Elaborado pelas autoras. 1.2 MRP - Plano Mestre de Produção 1º) Plano Mestre de Produção (PMP) ou MPS (Master Production Schedule) É um documento que deve informar quais itens são produzidos e quando cada um será produzido, com determinação do período. Nesse processo, é importante considerar as seguintes questões: ● O que há de novos pedidos e quantos estão em andamento? ● Qual o prazo de entrega e como cumpri-lo? ● Qual a quantidade? ● Como evitar falhas na produção e, consequentemente, os retrabalhos? Todo o planejamento é realizado em cima de informações já existentes e firmadas, como carteira de pedidos, previsão de vendas e registros de estoque. Essas informações compõem o documento Programa Mestre de Produção. 2º) Necessidades de Materiais O foco está nos insumos e materiais semiacabados, essenciais para a base de cálculo do PMP. O processo inicial de levantamento das informações para elaboração dessa fase engloba: plano mestre de produção, lista de materiais e registros de estoque. Mediante a combinação dessas informações, são elaborados as ordens de compra, a solicitação de serviços e o plano de materiais. Resumidamente, vale ressaltar cada um desses processos de entradas e saídas: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4122568/course/section/1068799/PMR3507-MRP.pdf 4 Gestão de demandas É um processo de reconhecimento de todas as demandas de insumos e serviços necessários para atender aos pedidos, com estabelecimento de critérios de hierarquização e a sua priorização para a obtenção de resultados rentáveis ao negócio, à redução de custos e ao aumento de produtividade em todos os âmbitos da organização. O foco principal é realizar o gerenciamento da carteira de pedidos e previsão de vendas. Plano Mestre de Produção Considerado como o documento ou registro principal do planejamento e controle da organização, no qual se encontram as informações de o quê, quantos e quando precisamos produzir para atender à carteira de pedidos com a previsão de vendas. Carteira de pedidos Refere-se às vendas em aberto ou pendentes. Previsão de vendas Análise histórica da demanda para entender e antecipar o mercado, indicado para empresas que utilizam mais de um canal de prospecção de negócios. Combinação entre pedidos e previsão Representação razoável do que deve ocorrer ou o que precisará ser produzido (norte). A atenção é voltada para quando se dará a compra das matérias-primas e a iniciação da produção após o fechamento comercial e/ou trabalhar com matéria-prima, que é de uso comum entre os produtos acabados, mas aguardam o pedido para iniciar a fabricação, e outras estocam produtos semiacabados que devem aguardar o firmamento do pedido para finalização da produção. Quadro 2.1 - Processos de verificação das Necessidades de Materiais Fonte: Elaborado pelas autoras. O MRP é utilizado principalmente por empresas que dependem de vários fornecedores de matéria-prima na fabricação de seus produtos. Para esse tipo de negócio, são utilizados volumes diferentes de estoque para que haja segurança no nível quantitativo de produção, porém, para se adotar o MRP na organização, é necessário que se entenda suas vantagens e desvantagens, pois, com a otimização do estoque, pode ocorrer a não compensação dos custos elevados de aquisição de componentes, e é preciso também considerar que, dependendo da indústria, isso pode ser facilmente previsto, eliminando a necessidade deste tipo de cálculo. Cabe, assim, aos gestores analisar o cenário e decidir pela sua implementação ou não. É importante ressaltar que o MRP é indicado quando a utilização de algum material oucomponente se mostra instável no ciclo de produção da empresa e, mesmo sendo um sistema de cálculo, permite também fazer a gestão e otimização dos processos que envolvem aquisição, custos e valores, que podem demonstrar todo o planejamento do estoque com segurança, reduzindo, assim, possíveis compras na quantidade e nos custos inadequados. 5 Contudo, o uso do MRP ajuda a controlar melhor a produção e os pedidos, integra as áreas funcionais do negócio, cria processo de indicadores de dados e simula demandas de compra e de vendas. 1.3 Como calcular o MRP O MRP calcula as necessidades de cada material de acordo com as demandas (pedidos ou previsão), tendo como base a especificação de produtos e suas estruturas. Para a previsão de vendas, deve-se informar a quantidade prevista nos próximos períodos, podendo ser semanas, meses, trimestres ou outro período à escolha. Essa previsão de vendas pode ser gerada a partir dos pedidos existentes, ou seja, da Carteira de Pedidos de Vendas. O MRP calcula as necessidades líquidas de produção, isto é, designa a quantidade e tempo das necessidades totais de um material em particular, considerando-se os estoques disponíveis e os recebimentos programados, além do tamanho do lote e o lead time. As necessidades líquidas podem ser descritas ainda como os subitens necessários (componentes) que compõem uma produção determinada, podendo ser tanto os produzidos internamente pela empresa quanto os itens compartilhados comprados externamente. Todo o conjunto que compõe a produção deve fazer parte do cálculo quantitativo, sejam materiais a serem manufaturados, materiais em estoque e materiais a serem adquiridos externamente. Há toda uma rotina processual a ser seguida que gera ordens de produção, solicitações de compras, ordens de produção intermediárias, necessidades, parametrização, cadastro dos produtos etc. O lead time (em português, linha de tempo) é utilizado por meio de um gráfico de visibilidade como um modo de identificação da previsão de entradas e demandas, contemplando também subitens que necessitam ser comprados para a produção em demanda. Quando utilizado o sistema de MRP, os dados devem ser definidos no cadastro de produtos no campo “entrega”, que automaticamente fará os cálculos de planejamento necessários. A seguir, é exposto o cálculo do MRP, utilizando a fórmula básica que calcula as necessidades de materiais a partir das demandas do período: 6 Saldo Anterior Estoque (abatendo Estoque Mínimo de Segurança) + + Entradas Previstas (Ordens de Produção, Solicitações de Compra, Pedidos de Compra em Aberto etc.) + - Saídas Previstas (Empenhos, Previsões de Venda, Pedidos de Vendas etc.) = Saldo = Necessidade* *Observações ● Caso o saldo se torne negativo, haverá necessidade. ● Considerar, para cálculo de necessidade, os campos “Lote Econômico” e “Lote Mínimo”. Quadro 2.2 - Modelo de Tabela de Cálculo de MRP - I Fonte: Totvs (2018, on-line). ● Lote econômico: é quando se estabelece quantidade, valor, custos de estocagem e de entrega de um material que a empresa considere econômico ou vantajoso para compor seu produto final, considerando os seguintes elementos: volume, prazo, custo, despesas de transporte, armazenagem e manutenção. Após se fazer essa análise, geralmente em mais de um fornecedor, decide-se pela compra econômica do material/produto/serviço/matéria- prima. ● Para que seja iniciada uma produção, deve ser estabelecida uma quantidade mínima, uma vez que é considerada toda a estrutura de maquinários, materiais e pessoas envolvidas no processo, levando também em consideração o SETUP de uma máquina e planejamento de manutenção. ● Lote máximo: ao contrário do lote mínimo, deve-se considerar a capacidade e limitações que envolvem o processo, a serem consideradas na solicitação e ordem de produção. 7 Preenchendo o exemplo: Demanda de um produto baseada nos pedidos de venda, quantidade de 100 peças: Saldo Anterior Estoque (abatendo Estoque Mínimo de Segurança) 70 + Entradas Previstas (Ordens de Produção, Solicitações de Compra, Pedidos de Compra em Aberto etc.) 10 - Saídas Previstas (o próprio pedido atual) 10= Saldo (70+10-100)=-20 Necessidade* 20 Quadro 2.3 - Modelo de Tabela de Cálculo de MRP - II Fonte: Totvs (2018, on-line). Essa formulação de MRP é aplicada independentemente da estrutura e segmento da empresa, mas sua aplicação depende de um sistema informatizado que possibilite que os controles, que envolvem toda a composição do produto e seus componentes, sejam alimentados, pois, a cada solicitação de compras ou ordem de serviços, os resultados serão constituídos. 2. Ferramentas de Planejamento e de Controle As ferramentas de Planejamento e de Controle são essenciais para os processos de produção e para o gerenciamento de Projetos porque permitem ao gestor acompanhar e controlar cada fase de execução da produção ou do projeto. 2.1 Planejamento e Controle Just In Time As metodologias e instrumentos mudam, mas o objetivo é sempre o mesmo: focar na direção de resultados esperados e desejados para ajudar no sucesso da organização. Também é essencial separarmos algumas ferramentas que, se utilizadas, podem contribuir para o alcance das metas planejadas. O Just In Time (em português, “Apenas a Tempo”), técnica utilizada pelas indústrias japonesas, corresponde a um sistema de administração da produção ou requisitos que determinam que tudo o que for produzido, transportado ou comprado deve ter hora exata, no tempo íntegro do processo, evitando, assim, que a produção antecipada resulte em estoque e/ou que depois resulte em atraso, 8 podendo ser aplicado em qualquer organização para reduzir os custos decorrentes de uma produção sem controle e acompanhamento. Just In Time - JIT O JIT é dependente do equilíbrio entre a flexibilidade do fornecedor e a flexibilidade do usuário e é alcançado por meio da aplicação de elementos, que requer o envolvimento total dos funcionários e trabalho em equipe. A filosofia-chave do JIT é a simplificação. Fonte: Elaborado pelas autoras. Como podemos compreender melhor essa ferramenta? Veja, a seguir, a diferença entre os dois sistemas de manufatura utilizados mediante métodos tradicionais de planejamento e controle e a análise de contraste. Figura 2.1 - Fluxo tradicional e JIT Fonte: Slack, Chamber e Johnston (2009, p. 483). No fluxo tradicional, conforme a figura, o trabalho é realizado independentemente, ou seja, os processos não dependem um do outro, são realizados em fases separadas e se produz para depois 9 pensar em vender, enfatizando a produção, ou “empurrando-a”, protegendo-a de oscilações provenientes do mercado, possíveis faltas de matérias-primas, de demanda e de estoques. No fluxo JIT, a lógica diferencia-se, pois obedece a só produzir aquilo que se tem certeza de que pode ser vendido, “puxando a produção”. Veja, na figura a seguir, os dois modelos, puxado e empurrado: Figura 2.2 - Processo de planejamento puxado e empurrado Fonte: Tubino (1997, p.105). Podemos, então, dizer que o planejamento e controle JIT atua no estoque, no qual é percebido um dos pontos mais sensíveis de controle do processo; o que se entende é que se utiliza um tipo de processo que se inicia antes mesmo de ter uma ordem de serviço ou pedido de compra do cliente com base em históricos anteriores e nos processos de verificação que seguem o comportamento do mercado, assim como nos resultados de MRP, chamado de produção empurrada. Caso o cliente necessite desse produto, já se tem em estoque, pronto para a entrega. Esse tipo de produção pode ser visto na indústria de refrigerantes, uma vez que, independentemente da estação ou sazonalidade, o produto possui uma boa saída - vendabilidade, necessitando, assim, deestoque mínimo. 10 Lembrando que o processo se inicia por meio do recebimento da ordem de produção e fabricação, sem se preocupar com outras fases do processo produtivo. Neste tipo de produção, a quantidade é priorizada. Com a aplicação do JIT, já se percebe uma alteração nesse cenário e na produção, pois o estoque mínimo, mantido para que toda a produção aconteça por exigência do modelo, passa a ter uma abordagem mais específica, pontual e compartilhada, ou seja, é uma produção que, por não utilizar estoques, utiliza-se da entrada de pedidos - demandas - para o início da produção e o cliente passa a ser o principal personagem de entradas de processos, que chamamos de produção puxada. Mesmo com os insumos que fazem parte do processo, pois compõem o produto, só há efetivação após a solicitação do cliente. Podemos utilizar como exemplo empresas de lanches ou pizzas, em que, a partir da solicitação do cliente, inicia-se a produção, desse modo, percebe-se que, nesse tipo de produção, a qualidade é priorizada. Com isso, o planejamento e controle JIT tem atuação direta nos estoques em processo, pois se utiliza de um sistema que tem por objetivo produzir a quantidade certa, dentro dos padrões de qualidade exigidos e com agilidade, isto é, no tempo prometido e proposto a realizar junto ao cliente. Em contrapartida, caro(a) aluno(a), haverá uma participação maior na tentativa de solucionar o problema daquele estágio que parou, ampliando-se as possibilidades de encontrar uma solução. É uma abordagem que expõe os processos aos problemas, mas consegue soluções com uma velocidade mais rápida, em detrimento da necessidade urgente de solução. 2.1.1 A filosofia e sua aplicação O Just In Time (JIT) é considerado uma filosofia de trabalho ou um guia de gerenciamento na execução de atividades distintas. Surgiu no Japão, em meados da década de 50, e seu desenvolvimento é creditado à Toyota Motor Company e idealizado por Deming. Apesar de sua origem, o Deming contribui significativamente para a empregabilidade do seu conceito no Japão, transformando-o em um dos gurus da qualidade que expõe 14 princípios. Esses princípios, citados em sua obra, enfatizam que a aplicação pode ser realizada em pequenas empresas a grandes corporações, pois a aplicação independe do tamanho da empresa. Dessa forma, Deming (1990) destaca os princípios no infográfico a seguir. 1º princípio - Constância de propósitos: buscar uma constância na melhoria dos produtos e serviços oferecidos pela empresa, compreendendo que a empresa depende, para sua sobrevivência, de tornar-se competitiva dentro do seu mercado de atuação e referência. 11 2º princípio - Adotar uma nova filosofia: despertar para novas formas de trabalho, mudanças de mentalidade, de comportamento, de atitudes e de conhecimento profissional, exigido dos gestores. O mundo está mudando e, por meio dessa filosofia de Deming, tão atual, a qualidade auxilia em remodelar as atividades e processo, tornando-os mais eficientes. 3º princípio - Cessar a dependência da inspeção em massa: passa-se a ter uma nova visão e uma mudança de paradigmas, pois a qualidade não deriva da inspeção, e sim das melhorias dos processos, estruturação e atuação dos responsáveis, nas quais cada fase do processo tem sua responsabilidade e deve realizá-la de forma correta para a entrega e continuidade da próxima fase, sem necessidade de inspeção, muitas vezes determinando apenas amostragem. 4º princípio - Extinguir a aprovação de orçamentos com base nos preços: no mundo atual, podemos visualizar as parcerias comerciais, buscando custo-benefício entre empresas, desenvolvimento de qualificação de fornecedores, pensando num relacionamento mais a longo prazo, fundamentado na lealdade, confiança e profissionalismo. 5º princípio - Melhoria contínua no sistema produtivo: melhorar a comunicação, conhecer as necessidades da empresa, buscar aperfeiçoamento contínuo da mão de obra, infraestrutura e tecnologia, assegurando, assim, a qualidade e a produtividade e, consequentemente, reduzindo os custos. 6º princípio - Instituir o treinamento: capacitar as equipes de trabalho com treinamentos, conscientização e profissionalismo para ativar o interesse e comprometimento dos funcionários em resultados e conquistas. 7º princípio - Adotar e instituir a liderança: tem como objetivo principal conscientizar as lideranças sobre suas responsabilidades e capacitação técnico-profissional, podendo ajustar as pessoas, as máquinas e dispositivos a executarem um trabalho melhor. 8º princípio - Afastar o medo: eliminar, a partir de análise e monitoramento das informações contínuas, as ineficiências que possam causar o medo, para atuar de forma corretiva para que todos trabalhem confiantes e seguros. 9º princípio - Derrubar barreiras entre os setores: toda a equipe deve ter consciência da responsabilidade e dos serviços prestados para e em nome da empresa, para que, de forma integrada, todos possam contribuir na prevenção e na correção dos problemas de utilização do produto ou serviço. 10º princípio - Eliminar slogans e metas: conhecer os objetivos da empresa, trabalhar nas deficiências operacionais, estabelecer indicadores e metas atingíveis, separar profissionalismo de amizades na exigência de resultados, tendo como objetivo maior satisfação de todos os envolvidos. 12 11º princípio - Eliminar padrões (quotas numéricas): ser mais flexível em relação aos dados, pois estabelecer quotas acaba engessando os processos. Ao invés disso, procura-se estabelecer qualidade por administração de processos e por exemplos de lideranças. 12º princípio - Orgulho da mão de obra: estabelecer uma integração maior entre lideranças e equipes de trabalho e que os objetivos da empresa possam ser alcançados e estabelecidos com os envolvidos nos processos, assim, todos podem ser escutados e sentir-se orgulhosos de seu desempenho. Esse conceito exige a abolição da avaliação anual de desempenho ou de mérito, bem como da administração por objetivos. 13º princípio - Estimular a formação e o aprendizado: instituir e estimular um programa de capacitação e educação transformadora, introduzindo conceitos de tecnologias, aprendizados, reciclagens e aprimoramento contínuo. 14º princípio - Tomar iniciativa para realizar a transformação: ser referência para exigir resultados, engajar todos da empresa a assumir e responsabilizar-se pelos resultados, pois é importante que todos estejam engajados para que possa ocorrer a transformação. Dessa forma, a transformação é da competência de todos. Toda a filosofia e a forma de se trabalhar transmitem valores e dão ênfase à eliminação do desperdício e ao alto valor agregado, sempre envolvendo os funcionários da produção e em busca do aprimoramento contínuo inerente aos processos. Sendo assim, uma das ferramentas que auxilia a produção puxada é a utilização do sistema Kanban, responsável por identificar, por meio de cartões coloridos, como se dá a produção e a movimentação dos itens de processo ao longo de toda a produção. Apesar de muitos considerarem que o sucesso do JIT se deu em função do público e cultura japonesa pela exigência de disciplina profissional, todas as práticas aqui demonstradas podem ser implementadas em qualquer segmento, independente do tamanho ou localização de empresa, mas, para que seus resultados sejam atingidos, exige-se disciplina, conscientização e comprometimento com os processos e metas a serem atingidos. 7 desperdícios na produção industrial Conheça mais sobre os 7 desperdícios na produção industrial por meio do excelente artigo de Cristiano Bertulucci Silveira, focado nas indústrias que aplicam a ferramenta do Lean Manufacturing, que, em função das ocorrências mencionadas anteriormente, desencadeiam uma série de eventos que geram 13 custos financeiros e operacionais. Acesse o link: https://www.citisystems.com.br/7-desperdicios-producao/. Fonte: Elaborado pelas autoras. A aplicação do JIT resulta em enormes benefícios para a organização que o implementa. As práticas de trabalho, existentes em qualquer organização que envolve processos e padrões disciplinares, como descritas na Figura 2.3, preparam a organização e os funcionários para a implementação do JIT. Figura 2.3 - Práticas básicas de trabalho JIT - Administração da produção Fonte: Slack et al. (1999, p. 485). Mas caro(a) aluno(a), como se dá a implementação dessa prática? No texto, conseguimos identificar alguns fatores essenciais que complementam a aplicação, porém o principal fator de sucesso nas organizações se dá pela integração dos interesses da alta direção com o compartilhamento das informações e implantação dos processos, exigindo, assim, que a alta direção, ao dar o exemplo e o comprometimento de se cumprir os processos, será seguida também pelas equipes táticas e operacionais da empresa. https://www.citisystems.com.br/7-desperdicios-producao/ https://www.citisystems.com.br/7-desperdicios-producao/ 14 3. Controle Kanban Não há como falar em JIT e não mencionar o conceito Kanban, um termo de origem japonesa que significa “cartão” ou “sinalização”, também conhecido como Gestão Visual. Com o objetivo de minimizar atrasos a partir do desenvolvimento de um método que coordenasse a produção de peças com as demandas, o Kanban foi concebido como um caminho alternativo de agilidade. Modelo de produção japonês Sistema Toyota de Fabricação, ou Toyotismo, é um modelo de administração japonês cujas técnicas são utilizadas até hoje como parâmetros para o desenvolvimento de processos que podem levar as empresas à obtenção de lucros diferenciados. Nesta dica, você também poderá comparar outros modelos tão atuais e utilizados em nossa produção industrial. Acesse o link a seguir: http://www.portal- administracao.com/2013/12/sistema-toyota-de-producao.html. Fonte: Elaborado pelas autoras. Por ser uma metodologia que faz uso de cartões que são passados à etapa seguinte do processo como autorização para seguir com sua tarefa, há a criação de uma escala mais eficiente de trabalho. A vantagem do sistema Kanban é que ele pode ser adaptado a qualquer tipo de empresa em qualquer segmento em que sejam realizados trabalhos em equipe com o interesse de tornar os processos mais ágeis e a rotina mais dinâmica. Cada empresa executa o método da forma que achar mais interessante, podendo utilizar software (e-kanban) ou usar quadro com post-its. 3.1 Como funciona o Kanban dentro de uma organização Conhecida como uma metodologia que auxilia na visualização das etapas do processo e andamento, o método Kanban é baseado na ideia da visualização do que está sendo feito agora, o que foi finalizado e o que deve ser feito a seguir. O sistema Kanban busca integrar as atividades e facilitar a comunicação entre todos os departamentos, demonstrar possíveis riscos de atrasos, ruídos e retrabalhos que possam estar ocorrendo, prever duplicidade de ações, visando, por meio de “quadrados pendurados nas paredes”, a melhoria de processos e resultados. http://www.portal-administracao.com/2013/12/sistema-toyota-de-producao.html http://www.portal-administracao.com/2013/12/sistema-toyota-de-producao.html 15 A utilização de um sistema Kanban permite um controle detalhado com informações sobre quando, quanto e o que produzir, e é separado em um quadro por três campos: ● To Do (fazer/para fazer). ● Doing (fazendo/em execução). ● Done (feito/finalizado). Um quadro Kanban não deve manter somente esses campos. Na prática, em um processo de fabricação, são utilizados como um cartão por um estágio adiante no processo produtivo, podendo se utilizar critérios de cores diferenciadas para avisar o estágio anterior do processo produtivo que deve enviar mais uma quantidade de material. Assim, permite-se a atribuição de tarefas para os membros da equipe, comentários, descrições, links, arquivos e outros dados (sistemáticas utilizadas principalmente nos modelos digitais). Cada campo deve ser alimentado com informações que podem ser configuradas mediante o preenchimento de cartões (ou post-its) que devem trazer informações sobre a atividade a ser executada, o nome da pessoa responsável e a hora em que ocorreu o pedido/atividade. Cada cartão (post-it) deve conter apenas uma tarefa. Conforme o profissional executa a atividade, faz a mudança do cartão (post-it) de lugar para “fazendo” e “finalizado”, escrevendo a próxima tarefa a ser desenvolvida e indicando um responsável caso não haja uma equipe responsável por fazer essas mudanças. Para facilitar, são utilizadas cores diferentes de cartões (post-its) para identificar o andamento das atividades (em dia, atrasadas ou com impedimento), ou o departamento responsável (vendas, aquisição, estoque e qualidade) e ainda separar os primeiros momentos do dia para fazer uma análise geral das informações e definir novas diretrizes. 3.2 Utilizando o BSC - Indicadores Balanceados de Desempenho O BSC - Balanced Scorecard (em português, Indicadores Balanceados de Desempenho), também conhecido pela sigla BSC, apresenta um modelo de gestão estratégico mais diversificado utilizado para melhorar os resultados e dar maior atenção à área operacional. O BSC é utilizado para auxiliar os gestores na mensuração dos progressos da empresa em: ● Gestão estratégica; ● mensuração de progressos; ● estratégia; ● objetivos; 16 ● indicadores; ● metas; ● iniciativas estratégicas. A implantação do BSC utiliza-se de 4 perspectivas: 1. Perspectiva Financeira: quais objetivos financeiros devem ser seguidos? 2. Perspectiva do Mercado: para atingir os objetivos financeiros, quais são as necessidades dos clientes que devem ser atendidas? 3. Perspectiva de Processos Internos: para que tanto os acionistas quanto os proprietários da empresa fiquem satisfeitos, quais processos internos devem ser realizados com excelência? 4. Perspectiva de Aprendizado: para atingir as metas, como a organização pode inovar? Figura 2.4 - Ilustração Modelo BSC - Perspectivas Fonte: Andrei Krauchuk / 123RF. Para que esse nível seja atingido, é necessário definir o Planejamento Estratégico com objetivos, indicadores, metas, projetos estratégicos, que, na prática, representam: - Objetivos que a empresa deseja alcançar em cada perspectiva estratégica. - Indicadores de desempenho da empresa referente a cada objetivo definido. 17 - Em função dos indicadores, qual o nível de performance esperado, meta que se deve atingir (em formato de número, %). - Ações ou projetos estratégicos para se alcançar as metas e desempenho determinados. Por meio da definição de todas essas etapas com complemento das ações, chega-se aos objetivos estratégicos e ao nível operacional de execução, que devem ser medidos e acompanhados continuamente. Todas as informações devem ficar compiladas no Mapa Estratégico de Balanced Scorecard, conforme a Figura 2.6: Figura 2.5 - Infográficos vetoriais de funções de Inteligência Artificial Fonte: Maxim Evseev / 123RF. O Mapa deve ser dividido em 4 faixas, em uma espécie de quadro de resumo, e cada faixa deve ser ordenada de cima para baixo: 1. Perspectiva Financeira. 2. Perspectiva do Mercado. 3. Perspectiva de Processos Internos. 4. Perspectiva de Aprendizado. A seguir, coloque, em cada faixa, caixas com as ações e iniciativas estratégicas que são voltadas para cada uma delas para que se consiga atingir seus objetivos. Você pode, inclusive, 18 interligar as caixas por meio de setas, indicando interfaces, mesmo estando em diferentes perspectivas. Vale observar que, apesar do BSC possuir essa configuração, algumas empresas aumentam as perspectivas de acordo com o seu cenário e entendimento dos processos que impactam no negócio. Está sem ideias?Não consegue ter novas ideias, resolver problemas velhos e nem alavancar a sua gestão? Que tal fazer uma chuva de ideias? O brainstorm, ou chuva de ideias, é uma ótima alternativa para estimular a criatividade de pequenas, médias e grandes empresas. Leia mais sobre chuva de ideias no Portal Sebrae, no link a seguir: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/brainstorming-tempestade-de- ideias,0f08000e96127410VgnVCM1000003b74010aRCRD. Fonte: Elaborado pelas autoras. Existem outras tecnologias básicas, mas, no momento atual, é de suma importância que seja de seu conhecimento, e se possível, para a aplicação do melhor direcionamento de estratégias na sua organização, a escolha da tecnologia que a empresa mais se identifique para que todos possam ter o melhor entendimento e comprometimento com os resultados. A 4ª Revolução industrial vai mudar a realidade das empresas A indústria 4.0, também conhecida como 4ª Revolução Industrial, promete mudar o cenário em que vivemos — e acredite: já realiza o esperado. Tendo por prerrogativa integrar informações para automatizar funções e mudar a maneira como as pessoas se comunicam e vivem, esta é uma progressão natural da Era da Informação, com a diferença de que o mundo se torna mais conectado e inteligente. Com impactos nas empresas e em toda a sociedade, as transformações digitais proporcionadas por essa nova revolução têm surgido rapidamente e em larga escala. Fonte: 4ª Revolução… (2019, on-line). http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/brainstorming-tempestade-de-ideias,0f08000e96127410VgnVCM1000003b74010aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/brainstorming-tempestade-de-ideias,0f08000e96127410VgnVCM1000003b74010aRCRD 19 4. Ferramentas de qualidade e de investigação Neste item gostaríamos de compartilhar com você ferramentas úteis na resolução de problemas que são consideradas muito importantes por conduzir, através de técnicas, a investigação de causas de falhas e erros, com o objetivo de identificar e propor ações de melhoria. 4.1. Brainstorming - tempestade de ideias “Brainstorming é uma técnica usada para gerar ideias rapidamente e em quantidade e pode ser empregada em várias situações (OAKLAND, 1994, p. 227). Figura 2.6 - Brainstorming - Tempestade de Ideias Fonte: Tohey / 123RF. O uso da tempestade de ideias é recomendado para se gerar um grande número de ideias, de forma imparcial, sem interrupções ou padrões fixos, na exploração de melhores alternativas e na identificação de oportunidades nunca pensadas antes, detectadas por aqueles que estão mais próximos das atividades frente às falhas e não conformidades. Seu principal objetivo é gerar ideias, e não pensar em como implementá-las. A utilização dessa ferramenta é marcada pelas seguintes etapas: 1. Estabelecer o objetivo a ser tratado claramente - a falha ou problema específico. 2. Convocar a equipe, considerando áreas afins. 20 3. Indicar um direcionador da ferramenta, um coordenador. 4. Ter uma pessoa para registrar as ideias e administrar o tempo de cada etapa. 5. Definir a metodologia: informar sobre a ferramenta, materiais propostos para auxiliar como canetas coloridas e post-its, que ajudam na visualização das ideias e forma de participação. 6. Iniciar, com a equipe presente, a coleta de dados, liberando-os para escreverem o porquê acham que aconteceu a não conformidade ou a falha e liberar tempo. Importante estimular com itens que podem auxiliá-los, como maquinário, metodologias, mão de obra, meio, matéria-prima e medidas. Somente utilizar essa técnica caso sinta que a equipe não esteja estimulada na participação ou não consegue pensar. 7. Organizar as ideias utilizando números, ou por filtragem - afinidades, separar das possíveis com as impossíveis de serem utilizadas, eliminar repetições, e juntar as ideias que se combinam (se possível) por afinidades. 8. Avaliar com a equipe as que realmente percebe-se que têm grande impacto em relação à ocorrência, e selecionar para que seja utilizada nas priorizações. Figura 2.7 - Diagrama de Espinha de Peixe - Ishikawa Fonte: Felix Pergande / 123RF. A figura anterior é utilizada como um diagrama que auxilia os gestores no estímulo de ideias a serem contempladas no brainstorming, pois, nesse momento de análise, o foco principal é a solução do problema, e, com a participação multidisciplinar, buscam-se ideias inovadoras, impulsivas e 21 ousadas, para que haja quebra de paradigmas e se pense “fora da caixinha”. O diagrama apresentado é conhecido como Diagrama de Causa e Efeito, conforme é definido no tópico a seguir. 4.2 Diagrama de Causa e Efeito O Diagrama de Causa e Efeito, também chamado de Diagrama de Espinha de Peixe, por ter o formato com essa aparência, ou Diagrama de Ishikawa, que foi seu criador, foi criado para que todas as pessoas possam listar teorias de causas (JURAN, 1997). Utiliza-se das mesmas etapas mencionadas no brainstorming para expor a ferramenta e sua utilização. Porém, no detalhamento das principais causas, têm-se utilizado os diagramas de causa e efeito denominados 6M: • Mão de obra: depende de treinamento, capacitação e eficiência da liderança. • Máquina: envolve plano de manutenção, adequação, capacidade e utilização. • Material: considera estoque, qualidade, especificação, armazenamento, disposição e fornecedores. • Método: envolve metodologia de trabalho. • Meio ambiente: considera ambiente interno e externo à empresa, poluição, layout, clima etc. • Medida: composição e especificação. As ideias do porquê são recolhidas e inseridas no quadro de acordo com o M correspondente. Após o encerramento da coleta, a equipe deve analisar cada causa conforme os posicionamentos que contribuíram para o problema, e iniciam-se as propostas de soluções. Observação: a falha ou ocorrência deve ficar sempre na ponta, representando a cabeça do peixe. Geralmente o líder, ou pessoa designada, deve condicionar a reunião e ficar responsável pela resolução do problema e monitoramento das ações. 4.3 Fluxograma Trabalhar com fluxogramas tem sido um dos grandes desafios para alguns gestores, pois exige que a pessoa que o lê interprete o passo a passo do processo, mas aí fica a grande dúvida: “será que o conteúdo que está no fluxograma, que é o resumo visual de várias operações de um processo, está claro? Ele contém as principais informações que descrevem o processo sem impactar no resultado final?”. No planejamento sistemático ou exame de qualquer processo é necessário registrar as sequências de eventos e atividades, estágios e decisões, de tal maneira que possam ser facilmente compreendidos e comunicados a todos [...] para superar essa dificuldade foram desenvolvidos alguns métodos, sendo o da elaboração de fluxogramas o mais eficaz (OAKLAND, 1994, p. 44). 22 Para contribuir com a técnica de mapeamento, análise e melhoria de processos, é importante conhecer alguns pontos que devem ser observados na descrição, sendo: • Identificar os pontos que podem estar acumulando ou atrasando os processos, que chamamos de “gargalos”. Estes pontos devem ser priorizados devido ao impacto causado nas entregas e metodologias operacionais. • Conhecer, entender e satisfazer o público-alvo, o cliente, para que a experiência deste para com a organização seja conhecida e interpretada, independente de resultados positivos ou negativos, para servir como “termômetro”, indicativo de sucesso. • Ao descrever os processos, determinar quais são as principais atividades que impactam e agregam valor ao produto/serviço. Essas atividades devem ser analisadas constantemente, ter monitoramento contínuo e todas as partes que a envolvem devem ser contempladas para serem melhoradas ao máximo. • Integração de processos, uma vez que a entrada de uma atividade refere-se à saída de uma outra atividade,podendo ser realizada interna ou externamente, por isso o fluxo de informações deve estar estruturado de tal forma que garanta a confiança e a legitimidade do processo. Fluxograma descomplicado Quer saber mais sobre os desenhos de processos existentes sobre como desenhar um fluxograma de forma simples? Veja o link a seguir. Nele, você será apresentado(a) às técnicas que vão possibilitar escolher o melhor modelo para o seu negócio, aquele que você poderá implantar e sua equipe entender, além de trazer todas as sinalizações compreensíveis e atualizadas, utilizadas de forma padronizada pelas organizações. Acesse: https://www.heflo.com/pt-br/modelagem-processos/como- fazer-um-fluxograma-de-processos/. Fonte: Elaborado pelas autoras. 5. Técnicas de mapeamento, análise e melhoria de processos Para melhor auxiliar na descrição do mapeamento de processos, a seguir, serão apresentadas algumas ferramentas que o auxiliarão não só a conhecer o processo, mas também a escolher qual seria o mais viável de se implantar em função do seu negócio, sendo: https://www.heflo.com/pt-br/modelagem-processos/como-fazer-um-fluxograma-de-processos/ https://www.heflo.com/pt-br/modelagem-processos/como-fazer-um-fluxograma-de-processos/ 23 5.1. 5W2H Por que a escolha dessa técnica? Porque atualmente é uma das mais usadas nas organizações para conhecer o cenário em que as empresas estão envolvidas. Suas iniciais correspondem às palavras em inglês: what, where, who, when, why, how e how much, que poderíamos traduzir, respectivamente, por: o que, onde, quem, quando, por que, como e quanto vai custar. Essa técnica corresponde a responder a um checklist ou questionário com perguntas iniciadas com essas palavras, se desdobrando, assim, em alternativas e situações sobre o processo. Conheça a seguir algumas questões correspondentes que devem ser respondidas nas análises de processos: 1. Eu conheço quais insumos são utilizados nos processos? 2. Que tipo de entrega deve ser realizada? 3. Quais os objetivos das minhas atividades? 4. Conheço as tecnologias empregadas ou que deveriam ser empregadas para melhoria dos meus processos? Eu as utilizo? 5. Onde o processo é executado? 6. Quais são as minhas entregas? Etapas internas e final - cliente? 7. As equipes compreendem que os clientes do processo são considerados clientes internos? Conhecem suas necessidades? 8. Quem são os fornecedores do processo? Tanto internos quanto externos. 9. Quem executa o processo conhece com competência as fases e atividades a serem desempenhadas, além das metodologias? 10. Quando ou onde o processo começa? 11. Quando ou onde o processo termina? 12. Há avaliação de nível superior ou diferenciado de quem executa o processo? 13. Quando cada subprocesso se inicia e termina? 14. Por que especificamente este processo existe? 15. Há outra forma de se executar a atividade? 16. Como se dá o planejamento do processo? 17. Como se dá a execução do processo? 18. Como todo o processo, em sua finalização, é avaliado? 19. Como se dá o controle dos processos? 24 É importante ressaltar, caro(a) aluno(a), que estas questões podem ser ampliadas e modificadas. A partir destas questões, e detectados alguns problemas (críticos, interfaces, pontos de contato com os clientes etc.), é preciso definir as prioridades que vão auxiliar na tomada de decisões. A ferramenta 5W2H ajuda na execução e, sobretudo, no controle das tarefas, pois as dúvidas respondidas dão lugar à melhor eficiência e conhecimento dos processos. Além de, preventivamente, expor situações antes não pensadas. Com objetividade, a atribuição de atividades de cada funcionário é conhecida, assim como os envolvidos em um projeto específico vão saber exatamente o que fazer, quando, onde, de que forma etc. O resultado? Sinergia, economia e compartilhamento de informações, sendo estes diferenciais estratégicos para o negócio. 5.2. Matriz GUT Conhecida como uma técnica usada para definir a prioridade com que os problemas encontrados devem ser tratados. As letras da palavra GUT significam: • Gravidade: o grau de prejuízo causado no processo ou para a organização caso nada seja feito. • Urgência: a nivelação e conscientização do que acontecerá se nada for feito imediatamente. • Tendência: qual a projeção de agravamento da situação se postergar a solução. Após determinadas as ações advindas de uma análise de problema, deve-se aplicar uma nota de 1 a 5 a cada critério para cada processo ou ação e, em seguida, somar as notas e descobrir por onde iniciar as soluções. É importante salientar que todas essas técnicas e ferramentas de qualidade permitem um maior controle sobre os processos, atuação e direcionamentos das lideranças e um comprometimento maior com a missão e planejamentos estratégicos da organização, pois, quando aplicadas, sinalizam, mediante indicadores, uma maior exatidão das situações em tempo real para que ações sejam tomadas. 25 Livro: Gestão da produção: uma abordagem introdutória Autor: Idalberto Chiavenato Ano: 2014 Editora: Editora Manole; Edição: 3ª (23 de maio de 2014) ISBN: 13: 978-8520439098 Sinopse: O livro “Gestão da produção: uma abordagem introdutória” discute competências organizacionais que os tempos atuais exigem. Deste modo, para oferecer produtos de muita qualidade e preços competitivos, é preciso uma convergência de recursos e esforços. O livro destaca a importância de trabalhar otimizando os processos produtivos, trazendo uma introdução sobre eles Considerações Finais Esta unidade auxiliará você no planejamento e na mensuração dos projetos e dos processos, visto que o Planejamento das Necessidades de Materiais é fundamental para controlar as falhas nos processos produtivos. Bem como a utilização da técnica Just In Time (em português, “Apenas a Tempo”), que tem uma filosofia de produção com o custo zero, visto que é feito por demanda já que o estoque é zero. E o Kanban, que é o “cartão”, ou “sinalização”, que tem o intuito de minimizar atrasos. Por fim, o brainstorming visa levantar ideias inovadoras para resolver problemas, o esquema de pareto e o BSC, que são utilizados para mensurar os progressos da empresa em uma Perspectiva Financeira, do Mercado, de Processos Internos e de Aprendizado; essas são ferramentas que ajudarão você a alcançar os objetivos determinados pelos projetos e pelos processos estabelecidos. 26 4ª REVOLUÇÃO Industrial vai mudar a realidade das empresas. Ind4.0, 17 fev. 2019. Disponível em: https://www.industria40.ind.br/noticias/17756-4a-revolucao-industrial-vai-mudar-a-realidade-das- empresas. Acesso em: 20 ago. 2019. TOTVS. CÁLCULO DO MRP, [2020]. Disponível em: http://interno.totvs.com/mktfiles/tdiportais/helponlineprotheus/p12/portuguese/mata710_calculo_do_ mrp.htm. Acesso em: 12 dez. 2018. DEMING, W. E. Qualidade: A Revolução da Administração. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1990. JURAN, J. M.; GRYNA, F. M. Controle da Qualidade Handbook. Conceitos, políticas e filosofia da qualidade. 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