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Parasitologia Animal
Professora:Simone M. Moreira
Toxocara canis
Toxocara canis é uma espécie de nematódeo do gênero Toxocara comumente encontrado parasitando cães e outros canídeos.O parasita adulto habita o intestino delgado do
hospedeiro e alimenta-se de substâncias líquidas do quimo. 
Nomes vulgares: Síndrome da larva migrans visceral.
Hospedeiro definitivo: Cães e gatos
Hospedeiro(s) intermediário(s): Humano
Ciclo de Vida
1. O ciclo de vida do Toxocara canis normalmente envolve cães; seres humanos só são infectados acidentalmente. Os ovos não embrionados são eliminados nas fezes dos cães
(hospedeiro definitivo).
2. No ambiente, os ovos são embrionados e tornam-se infectantes.
3. Depois que os ovos são ingeridos pelo cão, eclodem no intestino e liberam oncosferas, que penetram na parede intestinal.
4. Nos cães mais jovens, as larvas migram até o pulmão e árvore brônquica; as larvas são expelidas pela tosse, engolidas e devolvidas ao intestino delgado, onde amadurecem. Fêmeas
adultas põem ovos no intestino delgado. Embora cães mais velhos possam ser infectados da mesma maneira, é mais provável que as larvas se encistem nos tecidos.
5. Os estágios encistadas são reativados nas fêmeas durante a fase final da gestação e infectam os filhotes por via transplacentária ou transmamária.
6. Como resultado, os vermes adultos se estabelecem no intestino delgado dos filhotes (importante fonte de contaminação ambiental).
7. O T. canis também pode ser transmitido pela ingestão de hospedeiros de transporte. Os ovos ingeridos por pequenos mamíferos (p. ex., coelhos) eclodem em larvas, que penetram
na parede intestinal e migram para vários tecidos onde se encistam.
8. O ciclo de vida é concluído quando os cães ingerem esses hospedeiros, e as larvas se transformam em vermes adultos que põem ovos no intestino delgado.
9–10. Os humanos são hospedeiros acidentais que são infectados pela ingestão de ovos infectados em solo contaminado ou hospedeiros de transporte infectados. Após a ingestão por
seres humanos, os ovos eclodem em larvas.
Larva de Toxocara canis. Foto: CDC
11. As larvas penetram a parede intestinal e circulam por vários tecidos (como fígado, coração, pulmão, cérebro, músculo e olhos).
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/multimedia/image/v14457053_pt
Sinais e Sintomas: A infecção é especialmente observados nos filhotes, por apresentarem imunidade baixa. São observadas ninhadas inteiras com sintomas como cólicas, diarreia,
fraqueza, emagrecimento, tosse causada pela presença das larvas nos pulmões e o abdome de tamanho bastante aumentado.
Modo de transmissão
-Transplacentária;
- Fezes;
- Leite materno/ transmamária;
- Ingestão de hospedeiros paratênicos.
Diagnóstico
-Identificação visual do parasita em fezes ou vômitos ou a detecção de ovos nas fezes;
-Parasitológico de Fezes;
Ovo de Toxocara canis em 
flutuação fecal mostrando superfície 
com cavidades (Crédito da imagem: 
Dr. R. Traub)
Portal dos ovos - imagem Copyright das
larvas da segunda etapa do canis de Toxocara:
olgaru79/Shutterstock
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/multimedia/image/v14457053_pt
Medidas de Prevenção e controle
-O tratamento dos animais infectados é a principal forma de prevenção da doença. As cadelas infectadas devem ser tratadas para evitar possíveis complicações com as ninhadas. 
-O ambiente em que os animais vivem deve ser o mais limpo possível, removendo-se as fezes que podem contaminar o ambiente com ovos.
-Cães filhotes e adultos devem ser desparasitados com um adulticida quinzenalmente ou mensalmente com um larvicida (moxidectina) nas doses recomendadas. 
- Recomenda-se a remoção e eliminação diária e imediata de fezes. 
-Superfícies de concreto e pavimentadas podem ser desinfetadas com uma solução de hipoclorito de sódio a 1% (alvejante), para matar ou, pelo menos, reduzir a viabilidade de ovos e
larvas de helmintos. 
- A desinfecção de cascalho, superfícies profundas ou gramados com borato de sódio (5 kg/m2) matará larvas, mas também destruirá a vegetação. 
-Não alimente os cães com carne ou vísceras cruas de outros animais, pois muitos animais de produção e selvagens são hospedeiros intermediários ou paratênicos de parasitos
gastrointestinais.
Principais prejuízos associados ao parasitismo
A ingestão de ovos embrionados de T. canis presentes no ambiente pode produzir larva migrans oculta, ocular ou visceral. Crianças estão em risco maior devido ao seu
comportamento. Uma vez ingeridas, as larvas passam pela migração somática para órgãos como o fígado, pulmão, cérebro e olho. Essa migração pode ser assintomática ou levar a
uma resposta inflamatória eosinofílica que produz sinais e sintomas clínicos como dor abdominal, febre, hepatomegalia e tosse. Os sinais e sintomas geralmente são autolimitantes,
mas podem levar a complicações graves se houver comprometimento neurológico ou cardíaco. Larvas de T. canis podem entrar no olho e sua vasculatura, causando cegueira ou
redução da visão devido a retinocoroidite, neurite ótica e endoftalmite.
Haemonchus contortus
A Hemoncose é uma verminose causada pelo parasita do gênero Haemonchus, que se localiza no Abomaso de ruminantes. Essa enfermidade é facilmente disseminada no rebanho
devido a ingestão do pasto contaminado com a larva em sua fase infectante. Ela geralmente acomete Ovinos e Caprinos sendo o verme, é um organismo difícil de ser eliminado
totalmente tanto do ambiente quanto no animal. Seu ciclo necessita de poucos fatores para ser iniciado, assim como, uma temperatura adequada para o desenvolvimento de seus ovos
no ambiente.
Nomes Vulgares:Verme do poste do barbeiro.
Hospedeiros definitivos: Pequenos ruminantes (Ovinos, caprinos) e bovinos.
Hospedeiros(s) Intermediários(s):Este parasita não possui hospedeiros intermediários.
Ciclo de Vida
H. contortus tem um ciclo evolutivo direto. As fêmeas são ovíparas prolíferas. Os ovos são eliminados nas fezes e em condições ideais (18 a 26°C e 80 a 100% umidade) se desenvolvem
no pasto em terceiro estágio infectante (L3) em aproximadamente 5 dias. Em condições frias o desenvolvimento pode ser retardado por semanas ou meses. A temperatura ótima para
a sobrevivência das larvas é de 18 a 26ºC.Em baixas temperaturas as larvas sobrevivem por longos períodos devido ao seu baixo metabolismo e reservas energéticas. A umidade é
também um fator importante para a sobrevivência da larva, em condições secas, como no semi-árido brasileiro, as larvas não sobrevivem. A irrigação pode influenciar na
disponibilidade de L3, sendo encontradas em grande número em pastagens irrigadas durante o verão com temperaturas em torno de 24°C.. Após a ingestão e desembainhamento no
rúmen, as larvas sofrem duas mudas. Exatamente antes da muda final eles desenvolvem a lanceta perfurante que lhes permite a obtenção do sangue dos vasos da mucosa do abomaso,
local de fixação do parasito. Quando adultos, movem-se livremente na superfície da mucosa. O período pré-patente é de duas a três semanas.
Haemonchus contortus
Parasitologia Animal
Professora:Simone M. Moreira
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/192174/feboli_a_dr_ilha.pdfsequence=3&isAllowed=y
Sinais e Sintomas:O sintoma que mais chama a atenção é uma inflamação de aspecto mole como uma bolsa de água sob a pele, embaixo da mandíbula, o edema submandibular ou
papeira, que vem acompanhada sempre de uma severa anemia, perda de peso e apetite, finalizando com desidratação e morte. Geralmente não existe diarréia, pelo contrário, as fezes
apresentam-se um pouco mais secas que o normal e, o apetite fica inalterado até o último momento. Na fase aguda tem-se uma anemia moderada, gastroenterite catarral,
desidratação, retardo de desenvolvimento e crescimento, diarréia líquida ou pastosa e pêlos arrepiados e sem brilho. Na fase crônica, período mais avançado dos sintomas, observa-se
debilidade orgânica geral, edema submandibular, diminuição significativa na produção de leite e carne, emagrecimento, anemia acentuada e morte. As diarréias podem aparecer ou
não em verminosescrônicas.
Modo de Transmissão:a transmissão ocorre pela via fecal-oral, atráves da ingestão da larva infectante L3 pelo animal.
Diagnóstico: O diagnóstico de uma forma geral pode ser realizado pela observação dos sintomas. O diagnóstico laboratorial se faz através de exames coprológicos, verificando a
presença de ovos, larvas nas fezes. Além dos achados de necropsia, importante método para revelar as principais lesões, assim como a quantidade e as espécies de parasitos presentes
na infecção.
Ovo de H. contortus
Onze Haemonchus contortus fêmeas adultas retiradas de uma
ovelha infectada com uma única cepa deste nematódeo.
Medidas de prevenção e controle: deve buscar novos métodos de controle de verminoses visando diminuir o uso de anti-helmínticos por meio da vermifugação seletiva,
alimentação balanceada com suplementação proteica e o fornecimento de forrageiras de boa qualidade e com altos teores de proteína.
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/192174/feboli_a_dr_ilha.pdfsequence=3&isAllowed=y
Principais prejuízos associados ao parasitismo: é importante considerar que em rebanhos onde há problemas de resistência anti-helmíntica, o prejuízo econômico ocasionado pela
verminose é mais acentuado, uma vez que, além da queda na produtividade do rebanho, os produtores ainda desembolsam recursos financeiros para a aquisição de anti-helmínticos
cuja eficácia é comprometida em função da resistência parasitária. Considerando a importância da verminose gastrintestinal na produção de caprinos e ovinos. Tais infecções podem
causar ainda á redução no crescimento animal, mortalidade e excessivos custos de manejo.
Trichostrongylus sp. 
São parasitos pequenos e delgados (menos que sete milímetros), com presença de poro excretor, situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior. T. axei tem dois
espículos desiguais, com forma e tamanhos diferentes. Instala-se no abomaso de ruminantes e estômago de equídeos. T. colubriformis tem dois espículos com forma e tamanhos
iguais. Instala-se no intestino delgado de ovinos e caprinos.
Nome Vulgares: Tricostrongilose
Hospedeiros definitivos: Ruminantes,ovinos e caprinos
Hospedeiros(s) Intermediários(s):Não possui.
Ciclo de Vida:Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e, em 24 a 48 horas, caem no meio ambiente com a L1 dentro. Nas pastagens, em condições favoráveis, as larvas se
desenvolvem. A L1 liberada no conteúdo fecal se alimenta de organismos em decomposição. A formação de L2 e depois L3 ocorre em 7 dias. As chuvas dispersam a L3 – que é a forma
infectante – nas pastagens. Os hospedeiros definitivos se contaminam ao ingeri-las. No rúmen ou estômago do animal, as larvas perdem a bainha, dirigem--se ao local de ação
(abomaso ou intestino delgado) e fazem as mudas até o parasito tornar-se adulto. O período pré-patente é de 21 dias. Em alguns ciclos pode haver uma fase histotrófica, que ocorre
quando a larva realiza mudas. Pode também ocorrer a hipobiose, que é um fenômeno caracterizado pela inibição ou retenção do desenvolvimento da larva para sincronizar o ciclo de
desenvolvimento do parasito com as condições ideais no hospedeiro e no ambiente.
Parasitologia Animal
Professora:Simone M. Moreira
Trichostrongylus sp. 
http://www.uvanet.br/mestrazoo/documentos/dissertacao_5f6c995b706aa3df3d405173b37b74dc.pdf
Sinais e Sintomas: Este paradita provoca lesões traduzidas por edema gelatinoso, aumento do pH do abomaso e consequente anorexia, diarréia, devido a má digestão proteica e
metabolismo das proteinas, desidratação, diminuição do ganho de peso, levando a morte do animal ou depreciação da qualidade da carcaça.
Modo de transmissão: as larvas infectantes são ingeridas pelos animais juntamente com a pastagem. Portanto, ocorre a migração das larvas das pastagens, a sua localização na
planta também tem papel central na transmissão dos parasitas. O desenvolvimento e a sobrevivência das estágios de vida livre do Trichostrongylus sp no ambiente contribuem para a
transmissão dos parasitas. Em relação a população dos estágios de vida livre, três aspectos são relevantes:
-Desenvolvimento dos ovos até larva infectante (L3)
-Migração das larvas infectantes das fezes para a pastagem.
-Sobrevivência das larvas infectantes no ambiente
Diagnóstico:O diagnóstico seguro das nematodioses gastrintestinais em ruminantes deve ser embasado em avaliações clínicas e exames parasitológicos realizados periodicamente
nos animais e na pastagem. Além disso, o grau de infecção parasitária animal, a contaminação larval e a estrutura do pasto auxiliam na eficácia das medidas de manejo adotadas, tais
como: altura do corte, escolha da espécie forrageira, pastejo rotacionado, taxa de lotação e tratamento anti-helmíntico.
Ovo de Trichostrongylus sp. Larva de Trichostrongylus sp.
Medidas de controle e prevenção:
-Manter o nível adequado de nutrição dos animais;
-Remover fezes do estábulo. Usar esterqueiras;
-Realizar exames de fezes em períodos regulares;
http://www.uvanet.br/mestrazoo/documentos/dissertacao_5f6c995b706aa3df3d405173b37b74dc.pdf
-Prevenir a contaminação da água e do capim;
-Drenar adequadamente as pastagens;
-Utilizar sistema de vermifugação preventiva;
-Aplicação de anti-parasitários periodicamente;
-Tratamento estratégico;
-Controle curativo ou emergencial;
Principais prejuízos associados ao parasitismo: O Trichostrongylus sp. quando não controlados podem causar prejuízos de 30 a 40% no desempenho animal, principalmente o
comprometendo no desenvolvimento de animais jovens e de matrizes em período reprodutivo que são as categorias mais sensíveis, e que estão intimamente ligados ao crescimento do
plantel.Os prejuízos são decorrentes da baixa produtividade, geralmente observada no período seco e da alta mortalidade, que ocorre principalmente na estação chuvosa.
Parasitologia Animal
Professora:Simone M. Moreira
Parascaris equorum
Parascaris equorum é uma espécie de vermes nematódeos pertencentes a superfamília Ascaridoidea, localizam-se no intestino delgado dos equinos e asininos são extremamente
grandes, robustos e esbranquiçados, dificilmente podem ser confundidos com outro parasita intestinal .
Nomes Vulgares: Parascariose
Hospedeiros definitivos: Equinos e asininos.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Não possui
Ciclo de Vida:O seu ciclo é directo ou monoxeno. Os ovos produzidos pelas fêmeas adultas são eliminados pelas fezes e podem atingir o seu estado infectante (L2) em catorze dias,
embora o seu desenvolvimento possa ser atrasado por baixas temperaturas. Após a ingestão e eclosão, as larvas penetram na parede intestinal e em 48 horas atingem o fígado. Por
volta de duas semanas depois chegam aos pulmões, onde migram para os brônquios e traqueia e são deglutidos acabando por se localizarem no ID.O período pré-patente mínimo é de
10 semanas e não há evidência de infecção pré natal.
https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/3547/1/Caracteriza%C3%A7ao%20do%20parasitismo%20gastrintestinal%20em%20cavalos%20de%20desporto%20e%20lazer%2
0no%20distrito%20de%20Coimbra.pdf
Parascaris equorum
Sinais e Sintomas: este parasita pode gerar sintomas alternados como: constipação, diarreia de odor fétido, possivelmente levando a cólica, pêlos sem brilho, fraqueza e perda de
peso.Durante a fase de migração larvar, até quatro semanas após infecção, os principais sinais são tosse frequente acompanhada por corrimento nasal. Os poldros que mostram sinais
clínicos respiratórios muitas vezes adquirem infecções secundárias. As infecções intestinais leves são bem toleradas, mas as mais graves provocam diminuição do estado geral.
Modo de Transmissão: A transmissão por esse parasita é horizontal, e se dá pela ingestão de ovos presentes no ambiente. O ciclo de vida se caracteriza por ser de forma direta e
migratória, iniciando quando os ovos da fêmea adulta atingem seu estágio infectante (L2), entre 10 a 14 dias no meio ambiente. Por volta de 48 horas após a ingestão e eclosão dos
ovos, as larvas penetram a parede intestinal chegando até o fígado e apósduas semanas elas chegam até os pulmões, migrando para os brônquios, traquéia (onde são deglutidas) e
retornando ao intestino delgado para posteriormente ocorrer a muda de (L2) para (L3), que é o estágio de maturidade do parasita. O período pré-patente mínimo é de 10 semanas.
Diagnóstico:
-Suspeita Clínica:animal jovem com tosse,dor abdominal e diarreia,e ocasionalmente colíca.
-Confirmatório:exame parasitológico de fezes com identificação de ovos.
Ovo do Parascaris equorum Larva do Parascaris equorum
Medidas de Controle e Prevenção:
-Higiene das instalações;
-Rotação com outra espécie animal
-Ter atenção especial a animais mais jovens;
-Evitar usar piquetes somente para potros ano após ano.
-Potros são mas susceptíveis até 15 meses;
Além dessas importantes medidas, como alternativa para tratamento e controle desse parasita, a Ourofino oferece antiparasitários de amplo espectro que diferem entre si apenas em
sua composição e devem ser administrados conforme o peso do animal. É importante lembrar que o Moxi Duo não deve ser administrado em potros com idade inferior a seis meses. 
https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/3547/1/Caracteriza%C3%A7ao%20do%20parasitismo%20gastrintestinal%20em%20cavalos%20de%20desporto%20e%20lazer%20no%20distrito%20de%20Coimbra.pdf
Principais prejuízos associados ao parasitismo: As infecções por Parascaris equorum causam prejuízos na equinocultura em todo o mundo, pois este parasita interfere
negativamente no padrão de crescimento , desencadeando muitas vezes lesões de extrema significância, podendo levar o animal a morte. O dano é mais comum em animais de até 6
meses de idade devido a baixa resistência imunológica, podendo rapidamente acumular maciça carga parasitária. 
Hospedeiros definitivos: Caninos e felinos.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Humanos
Parasitologia Animal
Professora:Simone M. Moreira
Ancylostoma caninum 
O Ancylostoma caninum é a principal causa de verminose em animais. Alguns animais, principalmente cães domésticos ou selvagens, podem ser assintomáticos. São 
 vermes bem pequenos invisíveis a olho nu, no ambiente podem estar presentes no solo onde podem sobreviver por até 15 semanas. Essa verminose pode ocorrer em cães 
 adultos ou em filhotes, os parasitas são hematófagos, ou seja, se alimentam do sangue do hospedeiro.
Nomes Vulgares:Bicho geográfico
Ciclo de Vida:Após a cópula a fêmea faz a postura de cerca de 16 milovos no intestino, esse ovos são eliminados nas fezes do hospedeiro. No ambiente externo entre 24 a 28 
 horas eclodem e liberam a L1, a L1 alimenta-se de microrganismos presentes nas fezes e mudam para L2 e depois de um tempo mudam para L3, a fase infectante. A infecção 
 ocorre pelo contato direto com a L3, a L3 pode infectar humanos e cães como em humanos ela não consegue completar o seu ciclo biológico,ela provoca lesões cutâneas.
https://www.cdc.gov/parasites/zoonotichookworm/biology.htmlhttps://www.cdc.gov/parasites/zoonotichookworm/biology.html
Ancylostoma caninum 
Sinais e Sintomas: O parasita causa a Ancilostomíase, o animal infectado pode ser assintomático ou pode apresentar os seguintes sintomas: cansaço, vômito, alterações no 
 apetite, diarreia, queda de pelos, perda de peso, enterite hemorrágica e anemia. Em filhotes as complicações provenientes do parasita podem ser mais intensas, 
 principalmente a anemia. Quando a larva penetra no parênquima pulmonar pode causar infecções, lesões ou pneumonite hemorrágica, quando isso ocorre o animal apresenta
como sintoma dispneia e tosse seca.
Modo de Transmissão: à transmissão ocorre por contato direto com as larvas.Os cães portadores do Ancylostoma caninum eliminam vários ovos desse mesmo parasita pelas fezes.
No entanto, o perigo está no ciclo de vida do verme, já que o Ancylostoma caninum, depois de expelido, pode viver por vários meses em gramados e terras úmidas como pequenas
larvas. Desta forma, cães que tenham contato com as fezes infectadas ou com essas áreas onde as larvas vivem podem acabar se infectando também. Em alguns casos, também é
possível que os filhotes de cachorro já nasçam infectados pelo Ancylostoma caninum. Esse tipo de transmissão geralmente acontece da mãe (que está infectada) para o seu filhote por
meio da placenta ou até mesmo da amamentação.
Diagnóstico: o mesmo se dá pela identificação dos ovos nas fezes e pelo exame hematológico para constatação da anemia. 
Ancylostoma caninum - detalhe da cápsula bucal. Ovo do parasita Ancylostoma caninum 
Medidas de Controle e Prevenção: O uso adequado de vermífugos e a administração periódica são essenciais para evitar a presença deste e de outros parasitas no animal.
Além disso ,devemos levar em conta, os seguintes fatores:
-Tratamento dos animais infectados;
-Higiene Ambiental;
-Alimentação: ração (isso evita a infecção pelo carnivorismo de hospedeiros parâtemicos).
Principais prejuízos associados ao parasitismo: nos animais esta infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. Após penetrar a pele dos animais, a larva
atinge a circulação linfática ou vasos sanguíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é
no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto . Nos animais podem provocar bronquite/alveolite, nos
pulmões; no intestino a hisitiofagia e hematofagia provocam erosão da mucosa, levando a formação de úlceras intestinais, seguindo-se anemia microcítica hipocrômica e também
hipoproteinemia. 
https://www.cdc.gov/parasites/zoonotichookworm/biology.htmlhttps:/www.cdc.gov/parasites/zoonotichookworm/biology.html
http://www.ufrgs.br/para-site/siteantigo/Imagensatlas/Animalia/Ancylostoma%20caninum.htm#4
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Oxyuris equi
A parasitose por Oxyuris equi é uma enfermidade bem conhecida e cosmopolita. Os animais tendem a se tornar inquietos e perdem condição física, sendo especialmente importante
em cavalos atletas. Esse parasita Oxyuris equi é o causador da Oxiurose, uma doença de distribuição mundial, que afeta principalmente animais adultos.
Oxyuris equi
Nome Popular: Oxiúro equino,cauda de rato.
Hospedeiros definitivos: equinos e asininos. 
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Não possui.
Ciclo de Vida
https://slideplayer.com.br/slide/10387882/
Sinais e Sintomas:Este parasita habita no intestino, conferindo prurido (coceira) na região anal, (seu sintoma mais característico), que ocorre em razão da migração das fêmeas à
região anal para postura dos ovos. Irritabilidade, diarreia, náuseas, emagrecimento, vômitos e dores abdominais são os outros sintomas.
Modo de Transmissão: A principal fonte de infecção são os próprios equinos, pois quando a fêmea adulta do Oxyuris equi deposita os ovos no ânus do equino, provoca no mesmo um
intenso prurido ou coceira, e por fim na tentativa de aliviar esse prurido, os equinos mordem a cauda, ingerindo os ovos, esfregam-se nas baias, cercas, troncos, contaminando as
instalações e em muitos casos, a água e os alimentos. Por essa razão que animais estabulados acabam apresentando uma eleva carga desse parasita.
Diagnóstico:O diagnóstico pode ser feito com base nos sinais clínicos de inquietação, prurido intenso ao redor do ânus, falta de apetite ou perda de condição corpórea . Porém o
melhor método para diagnosticar esses parasitas consiste em aplicar na região anal e perianal uma tira de fita gomada transparente, os ovos presentes, ficarão aderidos na fita, que
deve ser colocada sobre uma lâmina microscopia e examinada ao microscópio,ou seja:
-sinais clínicos;
-coproparasitológico;
-visualização de ovos e fêmeas. 
Ovo do parasita Oxyuris equi Larvas do Oxyuris equi
Medidas de Controle e Prevenção:
Como forma de prevenção deve- se diariamente fazerlimpeza perianal, usar de anti-helmintico e higiene dos estábulos podendo utilizar desinfetantes a base de fenol.
Principais prejuízos associados ao parasitismo: A maioria dos efeitos patogênicos de O. equi no intestino decorre dos hábitos alimentares das L4 , o que resulta e m pequenas erosões
na mucosa; em infestações maciças, elas podem ser disseminadas e acompanhadas por resposta inflamatória. Normalmente, o efeito mais importante é a irritação perineal e o 
 prurido anal causado pelas fêmeas adultas durante a oviposição e as massas de ovos adesivas. O pelame opaco é resultado dá perda de pelos conforme o equino esfrega sua cauda
contra objetos sólidos para aliviar o prurido, onde consequentemente o animal acaba se lesionando , aumentando as chances de infecções bacterianas.
https://slideplayer.com.br/slide/10387882/
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Leishmania sp 
 O gênero Leishmania está envolvido num espectro de doenças tegumentares e viscerais, de caráter crônico, muitas vezes deformante e até fatal, transmitidas por flebotomíneos. A
doença apresenta casos esporádicos e está associada à degradação ambiental, pois a adaptação do vetor, tipicamente silvestre, ao meio urbano, tem facilitado a infecção humana. Com
mais de 12 milhões de infectados em todo o mundo, esta zoonose encontra-se em franca expansão no Brasil, ocorrendo de forma endêmica no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Devido ao grande número, as espécies de Leishmania foram classificadas em complexos, de acordo com os quadros clínicos que produzem.
Leishmania sp 
Nome Popular: Úlcera de Bauru
Hospedeiro Definitivo: Homens, cães, equinos, asininos, gatos, roedores domésticos ou sinantrópicos, preguiças, tamanduás, raposas e marsupiais.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):mosquito (fêmea) – Gênero: Lutzomyia (Flebótomos), mosquito palha ou birigui.
Ciclo de Vida:O ciclo de vida do parasita é heteroxênico, necessitando de dois tipos de hospedeiro, um inseto e outro vertebrado. A Leishmania é transmitida para o vertebrado
através da picada da fêmea de um inseto da subfamília Phlebotominae , que é hematófaga. Durante o repasto sanguíneo de uma fêmea de flebotomíneo infectada em um hospedeiro
vertebrado, as promastigotas metacíclicas são regurgitados e o dano causado pelo aparelho bucal do vetor recruta células de defesa para o local da picada, dando início à fagocitose
dos parasitos.
O inseto injeta sangue com a forma infecciosa, os promastigotas, no vertebrado. Os promastigotas são fagocitadas principalmente por macrófagos, onde são internalizadas em um
vacúolo parasitóforo e se diferenciam em amastigotas. Estas se multiplicam por divisão binária simples aumentando o número de parasitos no interior do macrófago, que pela
quantidade de amastigotas e pela destruição citoplasmática produzida, rompe-se liberando os parasitas no meio intercelular ou corrente sanguínea, fazendo com que outras células
sejam infectadas. O inseto se contamina ao ingerir sangue com células parasitadas por amastigotas.
No intestino do vetor, os parasitas são liberados e se transformam em promastigotas. Essas formas se multiplicam por mitose no intestino médio ou posterior, dependendo da
espécie da Leishmania, atravessam a membrana peritrófica (que rodeia a refeição sanguínea), fixam-se na parede do intestino do vetor e, eventualmente, migram para a válvula
estomodeal do vetor, onde formam um tampão que degrada a válvula e impede a ingestão. O inseto, ao realizar outra refeição, é obrigado a ejetar os promastigotas para a pele, de
modo a conseguir ingerir sangue, completando, assim, o ciclo.
Leishmania – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)
Sinais e Sintomas: Os sintomas de leishmaniose em cães mais comuns são: Crescimento exagerado das unhas, que ficam espessas e com aspecto de garras. Os coxins (almofadinhas
das patas) também ficam mais ásperos e rugosos. Queda de pelos e descamação da pele. Já em humanos causa febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou
das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.
Modo de Transmissão: A transmissão se dá pela picada do inseto fêmea Lutzomyia (Flebotomíneo), acidentes em laboratório, transfusão sanguínea, transplantes, uso de drogas
injetáveis e passada de mãe pra filho.
Diagnóstico: O diagnóstico clinico é feito por recordação e sintomas. Já o diagnóstico laboratorial é feito por biópsia de pele, aspiração da medula óssea, cultura em animais de
laboratório e via testes sorológicos.
Formas amastigotas de Leishmania sp. observadas no exame parasitológico direto
em amostra de linfonodo de cão sintomático.
Medidas de Prevenção e Controle: Em virtude das características epidemiológicas e do conhecimento ainda insuficiente sobre os vários elementos que compõem a cadeia de
transmissão da leishmaniose visceral, as estratégias de controle desta endemia ainda são pouco efetivas e estão centradas no diagnóstico e tratamento precoce dos casos, redução da
população de flebotomíneos, eliminação dos reservatórios e atividades de educação em saúde.
-Medidas de proteção individual população humana
Para evitar os riscos de transmissão, algumas medidas de proteção individual devem ser estimuladas, tais como: uso de mosquiteiro com malha fina, telagem de portas e janelas, uso
de repelentes, não se expor nos horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente pode ser encontrado.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_de_vida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Phlebotominae
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hemat%C3%B3fago
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fagocitose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Macr%C3%B3fago
https://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%A3o_bin%C3%A1ria
-Medidas de proteção para a população canina
 Controle da população canina errante:a rotina de captura de cães errantes é essencial, especialmente em áreas urbanas, por ser fonte disseminadora de diversas doenças de
importância médico-sanitária, entre elas a LV.
Doação de animais(cães): em áreas com transmissão de LV humana ou canina, é recomendado que seja realizado previamente o exame sorológico canino antes de proceder a doação
de cães. Caso o resultado seja sororreagente, deverão ser adotadas as medidas de vigilância e controle recomendadas pelo Programa. 
 Vacina antileishmaniose visceral canina :existe uma vacina contra a leishmaniose visceral canina, porém sem constatação de seu custo-benefício e efetividade para o controle de
reservatório da leishmaniose visceral canina em programas de saúde pública.
Uso de telas em canis individuais ou coletivos :os canis de residências e, principalmente, os canis de pet shop, clínicas veterinárias, abrigo de animais, hospitais veterinários e os que
estão sob a administração pública devem obrigatoriamente utilizar telas do tipo malha fina, com objetivo de evitar a entrada de flebotomíneos e consequentemente a redução do
contato com os cães.
Coleiras Impregnadas com Deltametrina a 4%: em condições experimentais, diversos trabalhos demonstraram a eficácia na utilização de coleiras impregnadas com deltametrina 4%
como medida de proteção individual para os cães contra picadas de flebotomíneos. Entretanto, para a sua adoção em programas de saúde publica, a fim de interromper o ciclo de
transmissão doméstico, é necessária a implementação de estudos longitudinais que demostrem sua efetividade como medida de controle.
 Principais prejuízos associados ao parasitismo: Quando em contato com seu hospedeiro , o parasita do tipo Leishmania começa a atacar as células fagocitárias (os macrófagos
,responsáveis por proteger o organismo de corpos estranhos). Ele se liga a essas células e começa a se multiplicar, atacando mais células. Nessa propagação, podem atingir órgãos como
fígado, baço e medula óssea .O animal ainda pode apresentar nódulos e caroços, que são características típicas dessa enfermidade. Geralmente, eles aparecem porque o sistema de
defesa do organismo age contra oataque da leishmania. Isso acaba aumentando o volume dos gânglios linfáticos ,em várias partes do corpo do animal ao mesmo tempo ou de forma
localizada.
Hospedeiros definitivos: Gatos
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Seres Humanos,aves,bovinos,suínos,animais silvestres.
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Toxoplasma gondii
A toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário parasita intracelular obrigatório chamado Toxoplasma gondii. É uma infecção observada em todo o mundo, apesar de ser
mais encontrada em regiões de clima tropical.
O Toxoplasma gondii é um protozoário responsável por causar a toxoplasmose.
Nome Popular: Toxoplasmose ou doença de gato.
Ciclo de Vida
1a. Os ovos são eliminados nas fezes de gato. Muitos ovos são eliminados, mas geralmente durante apenas uma a duas semanas.
Depois de um a cinco dias no ambiente, os ovos conseguem causar infecção.
1b. Os gatos podem ser reinfectados ao consumir alimentos ou outros materiais contaminados com os ovos.
2. Outros animais (como pássaros silvestres, roedores, veados, porcos e ovelhas) podem consumir os ovos em solo, água, material
de plantas ou areia para gatos contaminada.
3. Pouco depois que os ovos forem consumidos, eles liberam formas do parasita que podem se mover (chamados taquizoítos).
4. Os taquizoítos se disseminam pelo corpo do animal e formam cistos no tecido nervoso e muscular.
5. Os gatos são infectados depois de comer animais que contêm esses cistos.
6a. As pessoas podem ser infectadas ao comer carne mal cozida contendo esses cistos.
6b. As pessoas também podem infectar-se se ingerirem alimentos, água ou outros materiais (como solo) contaminados com fezes
de gato ou tocar em areia para gatos domésticos e depois levar a mão à boca.
7. Em casos raros, as pessoas são infectadas ao fazerem uma transfusão de sangue ou transplante de órgão que contenha o
parasita.
8. Em casos raros, a infecção é transmitida da mãe para o feto.
9. Nas pessoas, os parasitas formam cistos em tecidos, geralmente no músculo e no coração, cérebro e olhos.
Figure: O ciclo de vida do Toxoplasma
gondii - Manual MSD Versão Saúde
para a Família (msdmanuals.com)
Dor de cabeça e garganta;
Manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo;
Febre;
Confusão mental;
Perda da coordenação motora;
Aumento do fígado e do baço;
Aumento dos linfonodos;
Convulsões;
Sinais e Sintomas:
Modo de Transmissão:O animal contrai a infecção ao comer carnes cruas, ratos ou pássaros contaminados. Outros animais se infectam alimentando-se de pastagens contaminadas
pelas fezes.
Contágio indireto: acontece devido à ingestão de carne com o agente transmissor. O gado e o porco, por exemplo, podem se contaminar e transmitir a doença por meio da carne,
quando consumida mal passada.
Contágio direto: pode ocorrer por meio da inalação do agente transmissor, presente no solo, alimentos, fezes e contato com gatos, pombos e roedores. Transfusão de sangue e
transplante de pacientes contaminados podem transmitir a doença.
Diagnóstico: A infecção pelo T. gondii pode ser diagnosticada indiretamente, através de métodos sorológicos, e diretamente, por reação em cadeia da polimerase (PCR), hibridação,
isolamento e anatomopatologia.
Imagens das formas evolutivas do Toxoplasma gondii. 1. Oocisto 1000x; 2. Taquizoítos livres 1000x; 3. Cisto com bradizoítos 1000x.
Consumir apenas carne bem cozida;
Lavar bem frutas e legumes;
Congelar a carne por 3 dias a 15ºC negativos;
Lavar as mãos regularmente, sobretudo após a manipulação de alimentos e antes das refeições;
Medidas de Prevenção e Controle: Várias medidas simples podem ser tomadas para a prevenção da toxoplasmose dentre elas:
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/protozoarios.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/infeccao-infestacao-inflamacao.htm
Evitar contato com areia de gatos e lavar bem as mãos após este procedimento. Gestantes não devem ter contato com areia de gatos;
Manter o gato bem alimentado e sem acesso à rua para ele não caçar e se contaminar.
Evite acariciar cães que andem soltos;
Controle ratos e insetos como moscas, baratas e formigas, descartando corretamente o lixo doméstico e os dejetos das criações de animais;
lave bem as mãos e as unhas após trabalhar na terra (horta ou jardim);
Principais prejuízos associados ao parasitismo: Sem diagnóstico e tratamento adequado, muitos desenvolverão sequelas graves da infecção que pode causar complicações
cerebrais, neurológicas, visuais, auditivas, renais, hepáticas e retardo mental.
https://www.infoescola.com/mamiferos/cao/
Nome Popular: tripanossomose bovina
Hospedeiros Definitivos: Bovinos
Hospedeiro(s) Intermediário(s):os vetores são as moscas Glossina morsitans, ou tsé-tsé.
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Trypanosoma vivax
O Trypanosoma vivax é um protozoário que causa uma enfermidade em ruminantes, cuja ocorrência vem crescendo de maneira alarmante em todo o país e acomete rebanhos de leite
e de corte. No Brasil, casos da doença já foram reportados em vários estados, como Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Trypanosoma vivax
Ciclo de Vida:O ciclo biológico envolve dois hospedeiros,sendo considerados parasitas digenéricos.O animal vertebrado é o hospedeiro definitivo, enquanto que diversos
invertebrados são considerados hospedeiros intermediários. Na África, as formas tripomastígotas encontradas na corrente sanguínea são ingeridas pelo vetor de gênero Glossina e
localizadas no esôfago e faringe transformando-se em formas epimastigotas. Após 24 horas essas formas migram para o canal alimentar multiplicando-se intensamente e se
direcionando as paredes do labro permanecendo nelas. Já as formas epimastigotas migram depois em direção à hipofaringe onde se transformam em forma tripomastigotas, e depois
em formas infectantes, também chamadas de "metatripanosomas". As formas infectantes (tripomastígotas) são inoculadas nos hospedeiros definitivos através da picada das moscas
hematófagas. Estas formas se multiplicam na corrente sanguínea por divisão binária.
Sinais e Sintomas:O principal sinal clínico da doença é uma anemia profunda e, por esta razão, pode ser confundida com outras parasitoses (anaplasmose, babesiose ou verminoses). A
anemia pode ser acompanhada por caquexia, que é um emagrecimento progressivo e acentuado.Os animais infectados ainda emagrecem, apresentam febre, fraqueza progressiva e perda
substancial de peso em curto período de tempo. Depois desse processo, eles morrem. Também podem apresentar lacrimejamento excessivo, conjuntivite e hiperexcitabilidade (podem
ficam mais agitados).Além disso, a doença pode provocar perda de libido nos machos, retardamento da puberdade e baixa qualidade seminal. Nas fêmeas, ela afeta o clico de cio, pode
resultar em baixa fertilidade, morte fetal, dificuldade no parto e abortos.
Modo de transmissão:o T. vivax é um hemoparasita, sua transmissão se dá principalmente pelo contato de um animal sadio com o sangue contaminado de outro animal.Moscas
hematófagas como os tabanídeos (mutucas), a mosca-dos-estábulos (Stomoxys sp.) e a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) ajudam na propagação do T. vivax.
Objetos que favoreçam o contato com o sangue de animais infectados também possuem potencial de transmitir a doença. Este é o caso de materiais e instrumentos usados em
cirurgias e procedimentos, como lâminas, agulhas, bisturis, entre outros.
Exames parasitológicos: são testes mais seguros, porém métodos que dependem da visualização do parasita no sangue nem sempre coincidem com a fase aguda da doença (fase
de maior parasitemia). Exemplos: gota espessa, teste de Woo.
Exames sorológicos: são importantes para definir qual o nível de infecção dos rebanhos. Mas se os animais vêm sendo tratados, os exames podem indicar que os animais já foram
infectados, não necessariamente que estão infectados no momento. Exemplos: RIFI, ELISA.
Exames moleculares: estes exames procuram pelo DNA do parasita e, se o resultado for positivo, quer dizer que otripanossoma está presente. O ideal é que sejam associados a
testes sorológicos. Exemplo: PCR.
Diagnóstico: A tripanossomose é uma doença de difícil diagnóstico por causa das peculiaridades do parasita. O diagnóstico definitivo é baseado no exame clínico, em achados de
necrópsia, associação de fatores de risco, histórico dos animais e exames laboratoriais (parasitológicos, sorológicos e moleculares).
Medidas de Prevenção e Controle: As melhores dicas para manter o seu rebanho livre da tripanossomose bovina:
- Desinfecção de agulhas=Utilize mais agulhas do que você precisa para fazer a vacinação. Ao vacinar um animal, coloque a agulha por um minuto em solução de álcool 70% ou
clorexidine 1%. É importante respeitar o tempo de ação do produto e enxaguar o material desinfetante.
-Controle de vetores=Normalmente, as instalações dos animais são ambientes ricos em umidade e matéria orgânica, fatores importantes para a manutenção do ciclo das moscas. Por
isso é importante adotar medidas como remoção das fezes, construção de uma esterqueira, uso concomitante de armadilhas para as moscas, entre outras ações.
- Controle de helmintos e de carrapatos=O uso de endectocidas para reduzir as infestações por estes parasitas é muito útil, pois assim reduz-se a probabilidade de contaminação por
outras doenças e também a espoliação sanguínea.
-Monitoramento do rebanho=Animais doentes, anêmicos, apáticos e que apresentam problemas reprodutivos já nos indicam que algo está errado e chamam a atenção para algum
problema sanitário existente na fazenda.
-Dosagem correta do medicamento=Nos casos de tratamento é imprescindível usar doses corretas para evitar resistência.
-O melhor tratamento é a prevenção=Dê preferência para animais de reposição do próprio rebanho ou de fazendas com um rigoroso controle sanitário.
Trypanosoma vivax e variações de sua forma, obtidos em amostra de sangue de bovino naturalmente infectado. Extensão sanguínea corado com May Grunwald/Giemsa
e observada em microscopia com óleo de imersão (1.000x). Pequeno tripomastigota (A), grande tripomastigota (B) e tripomastigotas em divisão (C e D).
Principais prejuízos associados ao parasitismo:A doença é responsável por inúmeros prejuízos financeiros, relacionados principalmente com a morte dos animais, abortos e queda
na produção leiteira. Alguns pesquisadores relataram queda de 25% na produção de leite e mais de 45% na taxa de prenhez em alguns surtos da doença.
https://prodap.com.br/pt/blog/controle-estrategico-parasitario-bovinos
https://prodap.com.br/blog/impactos-de-doencas-reprodutivas-no-gado-de-leite
Hospedeiros definitivos :Bovinos,mas parasitam também ovinos e equinos
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Não possui
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Rhipicehalus boophilus microplus 
O Rhipicephalus microplus, antigamente denominado Boophilus microplus é o mais importante ectoparasita dos rebanhos bovinos e está presente em todas as áreas tropicais e
subtropicais entre os paralelos 32° N e 32° S, abrangendo regiões que se dedicam à pecuária nas Américas, na África, Ásia e Austrália.
Rhipicehalus boophilus microplus 
Nome Popular: Carrapato-de-boi e causa à ''tristeza parasitária''
Ciclo de Vida
https://www.passeidireto.com/arquivo/88825477/rhipicephalus-boophilus-microplus
Sinais e sintomas: A infestação pelo carrapato do boi causa grandes danos aos animais, como por exemplo lesões na na pele, que podem ser “porta de entrada” para infecções e
miíases (bicheira), perda de peso, prostração, anemia, queda na produção do leite, e pode levar o animal a morte.
Modo de Transmissão: a transmissão desse parasita se dá por via transovariana ou transestadial.
Diagnóstico
-Clínico:pelos sinais e constatação da presença de carrapatos.
-Laboratorial:coleta dos carrapatos para identificação micróscopica.
-Tick Rhipicephalus (Boophilus) microplus: (a) ovos; (b) larvas; (c) fêmeas adultas. 
Medidas de Prevenção e Controle:
-Pastoreio em campos com pastagens mantidas baixas e limpas;
-Rotação de pastagens;
-Drenagem dos campos úmidos;
 -Impedir a caça e impedir a aplicação de produtos que provocam a extinção das espécies predadoras de carrapatos;
-Usar carrapaticida (intervalos quinzenais sempre que constatar a presença de carrapatos).
-Inspeção dos animais a fim de comprovar a presença ou não de carrapatos.
Principais prejuízos associados ao parasitismo:A redução da produção em bovinos é um dos aspectos majoritários na composição total do valor de impacto econômico provocado
por R. (B.) microplus. Além disso, temos:
-Redução da produção de leite;
-Descarte do leite por presença de resíduos de produtos químicos usados no tratamento;
-Gastos com o tratamento;
-Redução da natalidade;
-Morte dos animais infestados.
https://www.passeidireto.com/arquivo/88825477/rhipicephalus-boophilus-microplus
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Amblyomma sculptum 
Amblyomma sculptum é uma espécie de carrapato da família Ixodidae.A espécie integra um complexo específico que tem como espécie mais conhecida Amblyomma cajennense.
Nome Popular: carrapato-estrela, carrapato-do-cavalo, rodoleiro, micuim ou carrapato vermelhinho.
Hospedeiros Definitivos: Equinos, capivaras e antas.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Não possui
Ciclo de Vida: O ciclo biológico de A. sculptum é do tipo trioxeno e apresenta sazonalidade ao longo do ano com picos populacionais bem definidos . Haja vista que 
 maiores taxas populacionais de larvas podem ser observadas durante os meses de abril a julho, de ninfas entre julho e outubro, enquanto os adultos são mais
frequentes durante os meses que vão de outubro a março e seus colaboradores perceberam que larvas em jejum de A. sculptum passaram um período de confinamento sob 
 o solo abaixo de vegetação. Estas larvas não estava totalmente imóveis, mas não apresentavam, aparentemente, interesse por busca ativa de hospedeiros, o que foi 
 caracterizado como comportamento de dia pausa larval. O fotoperíodo parece ter maior influência sobre a regulação da diapausa em carrapatos. Assim, aquelas larvas 
 que eclodiram mais cedo, tornar-se-ão ativas somente em abril junto da maior parte. De modo que foram observadas maior quantidade de larvas em arbustos e estas 
 encontraram seus hospedeiros, se alimentando e sofrendo ecdise para ninfas até o mês de julho e assim por diante. Após o desprendimento da fêmea ingurgitada, que cai 
 do seu hospedeiro no solo. A oviposição se inicia após, aproximadamente, 20 dias em condições ideais de temperatura e umidade, cerca de 28°C e 80% respectivamente, 
 e pode variar de cinco a vinte mil ovos. A incubação dos ovos dura aproximadamente 30 dias, quando as larvas eclodem e se dirigem às extremidades de arbustos a fim 
de esperar a passagem de um hospedeiro susceptível . Ao encontrar um hospedeiro, elas se fixam e iniciam o ingurgitamento durante um período de 3 a 6 dias e, 
 quando ingurgitadas, desprendem-se e caem ao solo realizando a ecdise para o estádio de ninfa após um período de 18 a 26 dias. As ninfas apresentam o mesmo
comportamento das larvas e, após um período de 5 a 7 dias em contato com o hospedeiro, completam seu repasto e se desprendem para realizar uma nova ecdise no 
 solo, agora para adulto macho ou fêmea. Esse período leva entre 23 e 25 dias. No hospedeiro, o macho e a fêmea realizam a cópula e após o repasto sanguíneo, as 
 fêmeas ingurgitadas se desprendem e cerca de 7 a 10 dias depois, ovipõem e iniciam um novo ciclo.
https://www.passeidireto.com/arquivo/94211490?utm_medium=mobile&utm_campaign=android
Sinais e Sintomas: Geralmente é uma doença de início abrupto, febril e com sintomas iniciais inespecíficos. Os mais comuns são: febre elevada, cefaleia, mialgia,mal-estar, náuseas e
vômitos.
Modo de Transmissão: A transmissão ocorre pela picada de carrapato infectado. Para que a rickettsia se reative e possa ocorrer a infecção, há necessidade que o carrapato fique
aderido por algumas horas (de 4 a 6 h.). Pode também ocorrer contaminação através de lesões na pele, pelo esmagamento do carrapato. Susceptibilidade e imunidade: A
susceptibilidade é geral. A imunidade provavelmente é duradoura.
Diagnóstico:O diagnóstico da febre maculosa é geralmente realizado a partir do teste sorológico, mais espe cificamente pela reação de imunofluorescência indireta. O diagnóstico
sorológico permite identificar a presença de anticorpos anti-Rickettsia no sangue do animal infectado. É importante destacar que durante a doença, principalmente entre o 7º e 10º
dia, o indivíduo não tem anticorpos para a febre maculosa e que o resultado da análise de sangue coletado no início da doença pode ser negativo. Assim, a coleta de uma segunda
amostra de sangue passa ser necessária. 
Outro teste disponível para o diagnóstico, porém menos utilizado, é a análise molecular a partir da Reação em Cadeia de Polimerase (PCR) que permite detectar a presença do
material genético da bactéria. Recomendado especialmente em casos graves e óbitos, este teste deve ser realizado na fase inicial da doença, quando anticorpos anti-Rickettsias ainda
não são detectados. Existem outras técnicas diagnosticas como a histopatologia asso ciada à imunohistoquímica e isola mento, mas raramente são realizadas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carrapato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ixodidae
https://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_espec%C3%ADfico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Amblyomma_cajennense
https://www.passeidireto.com/arquivo/94211490?utm_medium=mobile&utm_campaign=android
 Os tutores dos animais devem sempre verificar a existência de carrapatos pelo corpo do animal.
Cuidar da higiene, combatendo os carrapatos no animal e no ambiente.
Evitar os locais de surto da doença ou com infestação de carrapatos;
Evitar ficar em gramados onde há proximidades com as capivaras;
A dedetização do ambiente permite eliminar os carrapatos já nascidos, atacando seus possíveis esconderijos e matando também seus ovos. O controle químico é indicado
especialmente para os imóveis que estejam próximos às áreas com possível infestação de carrapatos, com gramados, pastos e/ou que tenham animais de grande porte em suas
proximidades.
Medidas de Prevenção e Controle:
Principais prejuízos associados ao parasitismo: A picada do carrapato-estrela pode causar alergia, sendo que, ao picar, o carrapato também pode transmitir doenças causadas por
bactérias ou protozoários, pode trazer desconforto aos animais e levar à problemas sérios de saúde. As consequências ainda contam com um quadro anêmico que faz com que ocorra
a queda de rendimento, perda de peso, queda na imunidade e até risco de morte do animal. Apesar de perigoso, esse não é o único problema associado diretamente a esses
aracnídeos, ao picar o cavalo, o carrapato libera uma substância que é irritante, induzindo o equino a se coçar para retirar o parasita, o que pode ocasionar pequenas lesões que, por
sua vez, despertam o interesse de outro parasita.
Hospedeiros Definitivos:Bovinos,animais silvestres,domésticos e até o homem.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Insetos usados pela D. hominis para dispesão de seus ovos.
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Dermatobia hominis
Dermatobia hominis é uma das várias espécies de mosca, cujas larvas parasitam humanos (além de uma ampla gama de outros animais, incluindo outros primatas).
Dermatobia hominis
Nome Popular: mosca varejeira, mosca berneira, torsalo ou mosca-de-guerra americana.
Ciclo de Vida: O ciclo de vida da Dermatobia hominis possui duas fases: a parasitária (larvas no animal) e a fase de vida livre (mosca adulta e pupa). Na fase de vida parasitária, a larva
(berne) permanece no animal por 50 dias e passa por três estágios de desenvolvimento (L1, L2, L3), quando atinge a maturidade, com cerca 2,5 cm de comprimento, sai do nódulo,
formado no subcutâneo (embaixo da pele) e cai ao solo, quando inicia a fase de vida livre. O período de pupa pode durar de 30 a 60 dias, dependendo das condições ambientais. Após
liberação da mosca, acontece a cópula iniciando assim um novo ciclo. A Dermatobia hominis vive por cerca de 12 dias.
http://www.parasitologia.icb.ufmg.br/defesas/335M.PDF
Sinais e Sintomas: Os danos causados aos animais são decorrentes da fase parasitária com o desenvolvimento de nódulos subcutâneos (processo inflamatório), irritação (dor e
desconforto), infecções secundárias bacterianas (abscessos) e sangramentos (bicheiras).
Modo de Transmissão: Inseto usado pela D. hominis pousa sobre os animais. O calor emanado da pele e liberação de gás carbônico são os estímulos para haja a abertura do opérculo
nos ovos e há a liberação das larvas. Essas larvas penetram na ativamente na pele.
Diagnóstico:Nódulos no corpo do animal.
Fases do parasita Dermatobia hominis
Medidas de Prevenção e Controle: No controle das moscas é indicado uso do Colosso Pour On ou Superhion (ectoparasiticida de contato) que podem ser associados com produtos
injetáveis como Master LP, Voss Produce (endectocidas). Os tratamentos devem ser iniciados no início do período chuvoso, entre setembro e outubro. É valido lembrar que medidas
de manejo devem ser adotadas, tais como, remoção e tratamento de esterqueiras, piscinas de decantação ou biodigestores no controle de outras moscas. Mesmo que a D. hominis
não faça postura de ovos em fezes frescas, outros vetores utilizam as fezes para completar seu ciclo. Portanto, se controlarmos a população de vetores, estamos consequentemente
controlando a população de moscas do berne (Dermatobia hominis).
Principais prejuízos associados ao parasitismo: Os prejuízos estão associados às lesões causadas pelas larvas que se instalam no subcutâneo, causando incômodo, irritabilidade e
estresse nos animais.
http://www.parasitologia.icb.ufmg.br/defesas/335M.PDF
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
Stomoxys calcitrans 
Stomoxys calcitrans é uma mosca da família dos muscídeos, de distribuição cosmopolita e de notável semelhança com a mosca-doméstica, embora dela se diferencie pela tromba
alongada do aparelho bucal, uma vez que a utiliza para sugar o sangue de animais.
Mosca-dos-estábulos numa folha de babosa
Nome Popular: mosca-dos-estábulos, mosca-do-bagaço, mosca-do-gado.
Hospedeiros Definitivos: Equinos, bovinos, caprinos, suínos.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Não possui
Ciclo de Vida: O ciclo de vida ou biológico apresenta as fases de ovo, larva de 1o instar (L1), larva de 2o instar (L2), larva de 3o instar (L3), pupa e adulto. Os adultos realizam um
acasalamento único cerca de dois a três dias após a emergência. Após o acasalamento, as fêmeas realizam a postura de forma aglomerada (massa de ovos) em grupos de, no mínimo,
20 ovos em matéria orgânica em decomposição. Cada fêmea pode produzir mais de sete ciclos ovarianos, fazendo postura de cerca de 500 a 1.000 ovos durante sua vida.A
temperatura ideal para o desenvolvimento e maior sobrevivência da mosca está ao redor de 25ºC. Sob temperatura de 25ºC, por volta de um a dois dias após a postura, ocorre a
eclosão da larva de 1o instar, que sofre duas mudas até atingir a fase de 3o instar.
Todos os instares larvais se alimentam na matéria orgânica e o período de L1 a L3 dura cerca de dez a treze dias. Essa larva de 3o instar dá origem à fase de pupa, que ocorre nas
porções mais secas da matéria orgânica em decomposição. Após cerca de quatro a seis dias a pupa dá origem a um espécime adulto. Esta mosca não pode ser criada à temperatura
igual ou superior a 35ºC.O período de desenvolvimento, ou ciclo evolutivo dessa mosca (ovo até adulto), é completo em torno de duas a três semanas em climas quentes, podendo
durar mais de dois meses em climas temperados. O período médio de vida de uma mosca adulta é de 15 a 30 dias. Os adultos, após seis horasde sua emergência, estão aptos a realizar
a hematofagia.Existem muitos dados sobre o ciclo biológico e comportamento da mosca que, em alguns casos, diferem um pouco entre si. Essas variações se devem às condições
climáticas das diferentes regiões nas quais os estudos foram realizados ou das condições artificiais quando conduzido em laboratórios. Além dos restos alimentares sob cochos,
também o vinhoto (vinhaça) pode atrair e estimular a postura desse díptero.
A postura e o desenvolvimento larval ocorrem em resíduos orgânicos de origem vegetal ou animal em processo de decomposição ou de fermentação, com umidade elevada e
temperatura entre 15ºC e 30ºC. Fezes de animais domésticos, cama de aviários e de outros animais, palha, feno, restos de lavouras, bagaço de cana ou de frutas, grãos ou farinhas
umedecidas, resíduos alimentares acumulados em confinamentos de animais misturados com fezes e urina, decomposição de lixo sanitário, e em locais que há formação de húmus
(minhocários, composteiras e esterqueiras a céu aberto) podem servir como substrato para o desenvolvimento das larvas da mosca.
https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-geral/mosca-dos-estabulos-como-evitar-surtos/
Sinais e Sintomas: O sinal clínico observado em decorrência da picada é uma lesão característica de uma dermatite, as suas picadas são muito doloridas e dependendo do grau de
infestação provocam muito estresse com alterações no comportamento dos animais, contribuindo para a redução de ganho de peso.
Modo de Transmissão: Fezes de animais domésticos, cama de aviários e de outros animais, palha, feno, restos de lavouras, bagaço de cana ou de frutas, grãos ou farinhas umedecidas,
resíduos alimentares acumulados em confinamentos de animais misturados com fezes e urina, decomposição de lixo sanitário, e em locais que há formação de húmus (minhocários,
composteiras e esterqueiras a céu aberto) podem servir como substrato para o desenvolvimento das larvas da mosca.
Diagnóstico: O método mais simples para diagnosticar as moscas dos estábulos de outros gêneros não picadores é por meio da probóscide, que na S. calcitrans é saliente e projetada
para frente. Além disso, o diagnóstico pode ser realizado através da observação de sinais clínicos presentes nos animais , caso apareçam sintomas como febre, inchaço, odor
desagradável, perda de apetite, letargia ou presença de larvas, é necessário solicitar um veterinário imediatamente para que o tratamento seja realizado.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Musc%C3%ADdeo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosca-dom%C3%A9stica
https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-geral/mosca-dos-estabulos-como-evitar-surtos/
Fases do parasita Stomoxys calcitrans
Medidas de Prevenção e Controle: Nas condições ecobiogeográficas verificadas na região de ocorrência da mosca-dos-estábulos, como medida emergencial, nos casos de surtos nas
propriedades, buscando diminuir a multiplicação da mosca recomendam-se as seguintes providências:
• Manter a higiene das instalações, principalmente naquelas propriedades com sistema de confinamento ou leiterias; limpando sistematicamente fezes e restos alimentares. 
• Remoção e destino adequado (espalhamento ou compostagem) dos resíduos alimentares de animais, bem como de dejetos e matéria orgânica acumulados, pois representam fontes
de criação de larvas de moscas nas fazendas. 
• Revolver o material de compostagem completamente duas vezes por semana e drenar a água da chuva. 
• Avaliar a eficácia dos diferentes princípios ativos inseticidas utilizados no combate às moscas adultas antes de sua aplicação visando ao controle destas.
 • Usar, quando necessário, inseticidas que sabidamente funcionam, na dose correta e com origem reconhecida e registro para uso em animais.
 • Procurar a assistência técnica, sempre, e, especialmente, quando for percebido que os produtos de controle não estão fazendo o efeito desejado por mais que sigam corretamente as
indicações contidas nos respectivos rótulos.
 • Realizar o controle químico, quando necessário, apenas nos dias previamente programados, de forma coordenada. Assim, assegura-se o controle efetivo e duradouro e aumenta o
tempo de repovoamento da área tratada. Essa programação deve incluir todas as propriedades envolvidas e adjacentes ao problema. 
Principais prejuízos associados ao parasitismo: Para os produtores pecuários no Brasil o prejuízo é estimado em US$335 milhões de dólares, representado por danos de 20-30%
na perda de ganho de peso e até 60% na perda de produção de leite. Dentre os impactos causados aos rebanhos bovinos, destacam-se as alterações comportamentais dos animais
que levam à diminuição da ingestão de alimentos, emagrecimento e queda da imunidade, proporcionando maior exposição à transmissão de doenças como tripanossomose. Os
valores estimados não consideraram os efeitos diretos e indiretos decorrentes dos surtos ocorridos nos últimos anos.
Hospedeiro(s) Intermediário(s):Não possui
Parasitologia Animal
Professora: Simone M. Moreira
 Oesophagostomum sp.
Oesophagostomum é um gênero de nematóides parasitas da família Strongylidae. Esses vermes ocorrem na África, Brasil, China, Indonésia e Filipinas. 
 Oesophagostomum sp.
Nome Popular: Bicho da cabeça
Hospedeiros Definitivos: Suínos
Ciclo de Vida
1-Ovos morulados são eliminados no ambiente junto com as fezes do HD.
2-No ambiente, evoluem para L1- L2 -L3.
3-O estágio L3 é a forma infectante.
4-O HD ingere as larvas L3 através das pastagens e água contaminada.
5- L3 segue no aparelho digestivo do animal, até chegar no intestino grosso.
6-A mucosa intestinal é invadida pela L3, a qual formam nódulos.
7-A larvas L4 emergem à superfície da mucosa e migram ao intestino grosso para se desenvolverem até adultos.
8-Os adultos liberam os ovos morulados no ambiente, dando continuidade ao ciclo.
Sinais e Sintomas:A maior parte das infecções é assintomática. Os nematódeos gastrintestinais do gênero Oesophagostomum causam diarreia verde escura e fétida, anorexia,
fraqueza, anemia, diminuição da produção de leite, perda de peso,inapetência e hipoproteinemia-resultado dos danos ocorridos nas junções adesivas dos enterócitos(células do
intestino).
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/5055/1/2009_PatriciaCoutinhoAguiar.pdf
Modo de Transmissão:A transmissão ocorre por meio do contato entre porcas e ninhadas com infecção ou ocorrendo por via oral ou percutânea.
Diagnóstico:
 Exame laboratorial: direto é um método simples e rápido. Realizado a partir de uma pequena amostra de fezes misturadas solução fisiológica em uma lâmina acentuando detalhes dos
ovos e larvas
Larva do parasita Oesophagostomum sp. Ovo do parasita Oesophagostomum sp. 
Medidas de Prevenção e Controle: Como forma de controle de parasitas, podemos definir estratégias relacionadas a genética, manejo e nutrição. Quanto a genética, destaca-se a
resistência parasitária inerente aos animais de sangue zebuíno. A nutrição também é importante, animais bem nutridos possuem maior resistência imunológica contras as
infestações parasitárias. O manejo correto também contribui para a diminuição das cargas parasitárias, a rotação de pastagens por exemplo, diminui a contaminação parasitária dos
ambientes e consequentemente do animal. Além disso, os proprietários devem também aplicar as seguintes medidas:
-Anti-Helmínticos: efetivos, mas deve ser feito de maneira criteriosa;
-Resistência;
-Limpeza e desinfecção de instalações.
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/5055/1/2009_PatriciaCoutinhoAguiar.pdf
Principais prejuízos associados ao parasitismo: As larvas do Oesophagostomum penetram na mucosa e submucosa do intestino formando nódulos. Estes nódulos podem romper
levando a peritonites graves e, em casos extremos, leva à morte do animal. Para além disso, as larvas deste parasita, ao perfurarem a serosa, invadem vários órgãos comprometendo o
aproveitamento dessas vísceras levando a grandes prejuízos econômicos.

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