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ORTOPEDIA

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Sumário
ORTOPEDIA PEDIÁTRICA	2
INTRODUÇÃO À FRATURAS	2
Tipos de ossos	2
Tipos de fraturas	2
Consolidação de fraturas	3
Tratamento definitivo	3
Complicações das fraturas	4
Fratura exposta	7
Fraturas da placa epifisária/fraturas de fise	8
FRATURAS DE MMII	8
Fraturas de fêmur	8
Fraturas de joelho	11
Fraturas da perna (diafisárias de tíbia e fíbula)	12
Fraturas de tornozelo	12
Fraturas do pé	13
FRATURAS DE MEMBRO SUPERIOR	15
Fraturas de clavícula	15
Fraturas de úmero	15
Fraturas de cotovelo	16
Fraturas de antebraço	18
Fraturas do punho	18
Fraturas do punho nas crianças (metáfise de rádio ou fise do rádio)	20
Fraturas da mão	20
FRATURAS E LUXAÇÕES DA COLUNA VERTERBRAL	22
Fraturas cervicais	23
Fraturas/luxações da coluna cervical baixa (TRM)	25
Fraturas toracolombares	26
LUXAÇÕES E LESÕES LIGAMENTARES	27
ORTOPEDIA PEDIÁTRICA
INTRODUÇÃO À FRATURAS
Tipos de ossos
Ponto de vista estrutural 
· Ossos longos: cilíndricos, comprimento > espessura
· Fêmur, tíbia, fíbula, úmero, rádio, ulna, clavícula, metacarpos, metatarsos, falanges
· Possuem canal medular 
· Dividem-se em epífise (extremidade que articula com outro osso), diáfise (corpo longo do osso), metáfise (região mais alargada entre a diáfise e a epífise)
· Ossos curtos: equivalências nas três dimensões
· Ossos do carpo e tarso
· Ossos chatos, planos ou laminares: foliáceos, de comprimento e largura equivalente 
· Escápula, ossos da pelve, ossos do crânio
· Ossos irregulares: geometria complexa
· Vértebras e osso temporal
Já do ponto de histológico, temos dois tipos:
· Osso cortical ou compacto: laminas de tecido ósseo fortemente unidas, formando uma estrutura densa. Compõe a diáfise de ossos longos
· Osso esponjoso ou trabecular: lâminas de tecido ósseo formando uma rede irregular, deixando espaços lacunares entre si. Constitue epífises e metáfises de ossos longos, bem como ossos curtos e chatos
Tipos de fraturas
Fratura é a perda de continuidade do osso que pode ocorrer por trauma de alta energia quando osso hígido ou de baixa energia em ossos doentes ou ainda por pequenos traumas repetitivos, sendo chamadas de fraturas por estresse.
· Mecanismos físicos para fraturas
· Angulação fraturas transversas ou oblíquas
· Torção fraturas espirais
· Tração (por intermédio de tendão inserido no osso fraturas por avulsão
· Forças compressivas fraturas por compressão
· Classificação
· Quanto ao traço: simples, em cunha e complexa
· Quanto ao acometimento articular: intra ou extra articular
· Quanto à lesão de partes moles: aberta ou fechada
· quanto à porção do osso acometida: diafisárias, metafisárias, epifisiárias.
· Fraturas simples apresentam traço único com apenas dois fragmentos ósseos
· Fraturas em cunha apresentam pelo menos um terceiro fragmento com contato entre os dois principais
· Nas fraturas complexas, terceiro fragmento não mantém contato com os fragmentos principais
· Fratura cominutiva é multifragmentada e é classificada também em cunha ou complexa dependendo dos critérios acima
· Fratura extra articulares: traço da fratura não acomete a articulação
· Fratura intra articular: traço da fratura acomete a articulação. Comprometem a cartilagem articular epifisiária e consolidam mal se redução imperfeita
· Fratura em galho verde: incompletas por afetarem somente a cortical, esqueleto imaturo onde o periósteo é mais espesso
· Fraturas segmentares: duas linhas de fratura, separando fragmento intermediário do fragmento proximal e distal
· Fraturas completas: há completa separação dos fragmentos
· Desviadas: desalinhamento dos fragmentos. Podem ser anguladas, cavalgadas, rodadas, com desvio lateral ou com diástase (aumento da distância entre os fragmentos)
· Não desviadas: fragmentos alinhados
· Fraturas incompletas: separação parcial (galho verde, lineares)
· Fraturas lineares: traço se estende apenas por uma parte do osso
· Fraturas fechadas: sem comunicação com o meio externo
· Fraturas abertas: com comunicação ao meio externo. Maior chance de infecção.
· Fratura patológica: ocorre em um osso enfraquecido por uma patologia prévia
· Fratura por estresse: ocorre por pequenos traumas repetidos
Consolidação de fraturas
· Reconstitui-se sem deixar cicatrizes em até 4-8 meses se boa vascularização dos fragmentos e manutenção da estabilidade da fratura
· Pode ser 
· Primária: perfeita aposição dos fragmentos e estabilidade por osteossíntese por placa e parafuso, assim tecido ósseo novo é formado diretamente a partir do osso fraturado e do endósteo
· Secundária: antes de formar o tecido ósseo, ocorre formação de tecido fibrocartilaginoso intermediário (calo mole). Ocorre quando a estabilidade é relativa (gesso, haste intramedular, fios, fixador externo)
· 3 etapas
· Fase precoce (hematoma fraturário): rompimento e sangramento de pequenos vasos do osso fraturado provocando hematoma entre e ao redor das bordas do fragmento. Hematoma coagula e serve de estímulo para iniciar a consolidação, ocorrendo angiogênese que traz células mesenquimais pluripotentes originando periósteo ou dos tecidos moles circunjacentes
· Fase do colo fraturário mole: ocorre durante as primeiras 2 semanas onde começa a se formar um tecido que se interpõe aos fragmentos e circunda as bordas dando a forma de um abaulamento no ponto de fratura (calo) composto por tecido fibrocartilaginoso trazendo certa resistência e estabilidade à fratura. Não aparece no rx
· Fase do colo fraturário duro (calo ósseo): começa a formação de osteoblastos que começam a produzir tecido ósseo que vai de longe da fratura até o foco aparecendo no rx após 6 semanas. Nesse momento considera-se a fratura como estável clinicamente, mas o processo completo vai durar até 4-8 meses onde não se observa mais o traço da fratura no rx.
Tratamento definitivo
· Objetivos principais: alívio de dor, reduzir a fratura (posição satisfatória dos fragmentos), manter redução com imobilização (gessada, órtese ou fixação cirúrgica) e restaurar a função máxima do osso e articulação envolvidos
· Redução de fratura
· Reduzir se desviadas
· Fratura não reduzida adequadamente por ocorrer problema de consolidação
· Redução fechada/incruenta: 
· Por manipulação: Realizada sob anestesia local, regional ou geral. Realizar rx após para verificar resultado.
· Tração contínua: no fragmento distal para que a tensão muscular seja aliviada e permita o alinhamento da fratura. 2 semanas de tensão geralmente. Cada vez menos utilizada pelos aumento de risco de infeções, TVP, TEP, UP, etc.
· Redução aberta/cruenta/cirúrgica: extremamente cominutiivas e instáveis, principalmente se intraarticular
· Estabilização da fratura: maioria necessita mesmo se sem desvio
· Imobilização por contenção externa: aparelho gessado por mínimo de 6 semanas, salvo exceções. Podem ocorrer complicações como isquemia de extremidade e ulcera de pressão. A contenção também pode ser feita por órteses plásticas.
· Fixação externa cirúrgica: pinos e parafusos são fixados ao osso abaixo e acima do foco da fratura e mantidos juntos por barras externas para permitir a fixação.
· Fixação interna: usa-se dispositivos de osteossíntese como parafusos, placas, pinos, fios de Kirschner, cerclagem, bandas de tensão, hastes intramedulares, etc.
· Substituição por endopróteses
· Substituição por próteses em fraturas com risco de necrose avascular
· Duram cerca de 15-20 anos sem problemas
Complicações das fraturas
· Lesão arterial
· Rara
· Examinar à procura de sinais de isquemia aguda palidez, queda de temperatura, dor, cianose
· Indicação cirúrgica para reparo imediato
· Artérias lesadas: axilar (fraturas e luxações do ombro), braquial (fratura supracondiliana do úmero), femoral (fratura diafisária do fêmur), poplítea (fratura de extremidade distal do fêmur ou proximal da tíbia), dorsal do pé ou pediosa (fraturas de antepé)
· Osteomielite e artrite séptica
· Pode ser decorrente da própria fratura ou do tratamento cirúrgico, podendo se desenvolver ao redor dos tecidos sintéticos usados na fixação interna
· Artrite séptica pode ocorrer nas fraturas intra articulares
· Paciente mantém
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