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Você está quase lá...
Falta pouco para que você comece a viver os melhores 
anos da sua vida! 
Sabemos que muito chegaram aqui cansados e com 
incertezas em suas mentes. Se esse é o seu caso, não se 
preocupe! Cansaço e insegurança — entre outras questões 
desafiadoras — fazem parte da caminhada de qualquer 
pessoa, inclusive, das mais bem-sucedidas.
Fique tranquilo (a), você já fez o seu melhor e agora che-
gou o momento de relembramos juntos os assuntos mais 
importantes que estudamos até aqui. Esperamos que este 
material lhe traga confiança e que você tire todas as suas 
dúvidas durante nossa super-revisão.
Por fim, precisamos dizer mais uma vez que alcançar a tão 
sonhada farda só depende do seu esforço, mas lembre-se: 
você nunca esteve sozinho na grande maratona chamada 
concurso público. Pelo contrário, os alunos do IRS tiveram 
acesso ao melhor conteúdo preparatório e aos melhores 
professores do Brasil. Acredite, você está pronto!
Com a convicção de que fizemos um excelente trabalho, 
ficaremos na torcida por cada um que embarcou nessa 
jornada conosco. Esperamos encontrá-los e abraçá-los 
quando cruzarem a linha de chegada, que finalmente dei-
xará de ser um sonho para ser sua nova realidade!
A propósito, reacenda sua paixão e mentalize a sua vitória. 
Lembre-se do caminho percorrido e todo seu esforço, você 
merece esta conquista!
Conte sempre conosco, boa prova e até breve, futuro 
policial!
Instituto Rodolfo Souza
#RumoÀGloriosaPMGO
Acesse e saiba mais sobre nossos cursos:
https://institutorodolfosouza.com.br/
S
U
M
Á
R
IO
S
U
M
Á
R
IO
LÍNGUA PORTUGUESA
REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, 
GEOGRAFICA, CULTURAL, POLÍTICA E 
ECONÔMICA DO ESTADO DE GOIÁS
DIREITO PENAL
DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITO PROCESSUAL PENAL
DIREITO ADMINISTRATIVO
DIREITO PENAL MILITAR
DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE
REDAÇÃO
5
8 
 
14
19
23
29
34
40
46
59
5
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
LÍNGUA PORTUGUESALÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO 1
O vento gemera durante o dia todo e a chuva fustigara as 
janelas com tal fúria que mesmo ali, no coração da grande 
Londres feita de homens, éramos obrigados a afastar a 
mente da rotina da vida por um instante e reconhecer a 
presença daquelas grandes forças elementares que gritam 
para a humanidade através das grades de sua civilização, 
como animais indomáveis numa jaula. À medida que a noite 
se fechava, a tempestade ficava mais intensa e mais ruidosa; 
na chaminé, o vento chorava e soluçava como uma criança.
Adaptado de: Doyle, A. C. Um caso de Sherlock 
Holmes: as cinco sementes de laranja. Tradução de 
Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 
2011. p. 142.
01. No trecho “[…] o vento chorava e soluçava como 
uma criança.”, observa-se a presença de duas figu-
ras de linguagem. São elas, respectivamente:
A) prosopopeia e comparação.
B) comparação e sinestesia.
C) sinestesia e metáfora.
D) metáfora e hipérbole.
E) hipérbole e prosopopeia.
02. No trecho “[...] a presença daquelas grandes forças 
elementares que gritam para a humanidade [...]”, o 
“que” funciona morfologicamente como pronome 
relativo e exerce a função sintática de
A) sujeito.
B) objeto direto.
C) objeto indireto.
D) adjunto adverbial.
E) complemento nominal.
03. Sobre a regência verbal nas frases a seguir, assinale 
a alternativa correta.
A) Em “O professor assiste os alunos com total aten-
ção.”, “os alunos” é objeto indireto de “assiste”. O 
verbo, portanto, é intransitivo.
B) Em “Governo assiste, inerte, à destruição da 
Amazônia.”, “inerte” é objeto direto de “assiste”. O 
verbo, portanto, é transitivo direto.
C) Em “Essa decisão não assiste ao juiz.”, “ao juiz” é 
adjunto adnominal de “assiste”. O verbo, portanto, 
é intransitivo.
D) Em “O menino aspirou uma fumaça muito tóxica.”, 
“uma fumaça muito tóxica” é objeto indireto de “aspi-
rou”. O verbo, portanto, é transitivo indireto.
E) Em “Não é a primeira vez que um filme brasileiro 
aspira ao Oscar.”, “ao Oscar” é objeto indireto de 
“aspira”. O verbo, portanto, é transitivo indireto.
04. Considerando os usos do “se” no seguinte excerto, 
analise as assertivas e assinale a alternativa que 
aponta as corretas.
“Por exemplo, se pessoas sentem que não são merecedo-
ras de bondade ou suspeitam que há algum motivo por trás 
da bondade, os benefícios da gratidão não se realizarão.”
I. Nas duas ocorrências, o “se” é um pronome que 
integra o sentido do verbo.
II. Na primeira ocorrência, o “se” tem valor condicional.
III. Na segunda ocorrência, o “se” indica que a oração 
está na voz passiva.
IV. Nas duas ocorrências, servem para indeterminar os 
sujeitos verbais.
A) Apenas I e IV.
B) Apenas II e IV.
C) Apenas I e II.
D) Apenas II e III.
E) Apenas I e III.
05. Assinale a alternativa em que a divisão silábica de 
todas as palavras está correta
A) In-sul-to; ex-pre-ssão; ques-ti-o-na-men-to.
B) So-cie-da-des; exa-mi-no; o-bra.
C) A-per-fe-i-ço-a-men-to; ques-tõ-es; con-tradi-tó-rio.
D) A-va-li-a-ção; li-ber-da-de; ad-je-ti-van-do.
E) Ar-gui-dor; su-bs-tan-ti-vos; cer-ta-men-te.
6
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
06. Assinale a alternativa em que todas as palavras apre-
sentam dígrafo e encontro consonantal.
A) Essencial, alguém, olímpico.
B) Interesse, nascimento, internacional.
C) Nascimento, empresário, próxima.
D) Internacional, empresário, depressão.
E) Próxima, depressão, internacional.
07. O dia ___ dia dos alunos revela o que ___ pesquisas 
indicam ____ tempos: bons professores estimulam 
___ aprendizagem.
A) a – as – há – a.
B) à – às – a – à.
C) à – as – há – à.
D) a – às – a – à.
E) à – as – à – há.
08. Assinale a alternativa em que a utilização do sinal de 
pontuação esteja INCORRETA.
A) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção 
petulante de esperar dela grandes consequências.”
B) “A realidade, Maria, é louca.”
C) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?”
D) “[…] eu te dou este livro: Alice no País das 
Maravilhas.”
E) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, 
acabarás louca.”
09. Em “Nós não sabemos o que faz […]” e em “[…] 
para convencermos a nós mesmos […]”, o pronome 
“nós” funciona, respectivamente, como
A) sujeito e objeto direto.
B) sujeito e objeto indireto.
C) sujeito e objeto direto preposicionado.
D) sujeito e sujeito.
E) sujeito e sujeito preposicionado.
10. Assinale a alternativa em que todas as propriedades 
são atributos da redação oficial.
A) Impessoalidade, concisão, padronização e coerência.
B) Clareza, eloquência, formalidade e uso da norma-
-padrão da língua portuguesa.
C) Objetividade, precisão, expressividade e formalidade.
D) Padronização, coesão, estilo e objetividade.
E) Eloquência, originalidade, uso da norma-padrão da 
língua portuguesa e formalidade.
Gabarito: 01-A; 02-A ; 03-E ; 04-D ; 05-D ; 06-D ; 
07- A; 08-A ; 09-C ; 10-A.
BIZU PROFÉTICO
FIGURAS DE LINGUAGEM 
Elipse: quando há omissão de um termo que pode ser 
subentendido no texto: “A cidade dormia, ninguém na 
rua.” (falta ‘estava’).
Onomatopeia: indica a reprodução de sons ou ruídos 
naturais: “ai”, “atchim”.
Metáfora: Comparação sem conectivos (como, tal qual) 
“ A vida é uma nuvem que voa”. (A vida é como uma 
nuvem que voa.) ”.
Comparação: Comparação com conectivos (como, tal 
qual, assim). “Seus olhos são como jabuticabas.
Metonímia: produto pela marca, parte pelo todo: “adoro 
ler Maurício de Souza”.
Pleonasmo: É a repetição da palavra ou da ideia contida 
nela para intensificar o significado: “sair para fora; descer 
para baixo”.
Antítese: É o uso de termos que têm sentidos opostos. 
“Toda guerra acaba por onde devia ter começado: a paz.”
Paradoxo: O paradoxo representa o uso de ideias que 
têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como 
no caso da antítese). “Estou cego de amor e vejo o quanto 
isso é bom”. (Como é possível alguém estar cego e ver?)
Eufemismo: Suavizar: “partiu dessa pra melhor”.
Ironia: A ironia é a representação do contrário daquilo que 
se afirma. “Ele correu tão rápido quantouma tartaruga”.
Hipérbole: Exagero Intencional: “Quase morri de estudar”.
Personificação: Qualidades pessoais em objetos ou seres 
irracionais. “ Os livros me olhavam e não diziam nada”.
Sinestesia: Acontece pela associação de sensações por 
órgãos de sentidos diferentes. Com aqueles olhos frios, 
disse que não gostava mais da namorada. (A frieza está 
associada ao tato e não à visão.)
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
(INDEPENDENTES)
Adversativas: Mas, porém, todavia, entretanto, no 
entanto, contudo, não obstante, senão, etc.
Alternativas: Ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja, ou...
ou, etc.
7
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
Conclusivas: Logo, portanto, então, assim, por isso, por 
conseguinte, pois (deslocado), de modo que, em vista 
disso, etc.
Explicativas: porque, pois (antes do verbo), porquanto, 
que, etc.
Aditivas: E, nem, não só, mas também, não apenas, como 
ainda, etc.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS 
(DEPENDENTES)
Causais: Porque, pois, por isso que, uma vez que, já que, 
visto que, que, porquanto.
Condicionais: Se, caso, salvo se, desde que, contanto 
que, dado que, a menos que, a não ser que.
Conformativas: Conforme, segundo, como, consoante.
Concessivas: Por mais que, por menos que, apesar de 
que, embora, conquanto, mesmo que, ainda que, se bem 
que.
Comparativas: Mais, menos, menor, maior, pior, melhor, 
seguidas de que ou do que. Qual depois de tal. Quanto 
depois de tanto. Como, assim como, como se, bem como, 
que nem.
Consecutivas: Tal, tão, tamanho, tanto (em uma oração, 
seguida pelo que em outra oração). De maneira que, de 
forma que, de sorte que, de modo que.
Proporcionais: À proporção que, ao passo que, à medida 
que, à proporção que.
Temporais: Depois que, até que, desde que, cada vez 
que, todas as vezes que, antes que, sempre que, logo 
que, quando.
Finais: A fim de que, para que.
Integrantes: Que, se, como.
VOZES VERBAIS
Ativa: O sujeito pratica a ação do verbo. Ex.: Ele realizou 
o trabalho.
Passiva: Sujeito não pratica a ação do verbo; ele sofre 
essa ação. Ex.: O trabalho foi realizado por ele.
• Voz passiva analítica: VL + Particípio (ado/ido)
• Voz passiva sintética: VTD + SE
Reflexiva: Sujeito pratica e recebe a ação do verbo. Ex.: 
João cortou-se com o vidro.
SEPARAÇÃO SILÁBICA
1- TODA sílaba tem uma vogal.
2- Toda sílaba tem apenas uma vogal.
3- Cuidado com os dígrafos:
São dígrafos separáveis: SS, RR,SC.
São dígrafos que não se separam: NH, LH, GU, QU.
CRASE
Preposição A + Artigo A = À
Nunca:
• Palavras masculinas
• Antes de Pronomes
• Antes de verbos
• A no singular + palavra no plural
• Palavras repetidas
• Dias da semana
• Expressões futuro e distância
Facultativo:
• Antes dos nomes próprios femininos
• Depois da preposição “até”
• Antes de pronomes possessivos femininos (minha, 
sua, tua)
Sempre:
• Substitui ao + masculino
• À moda/ à maneira
• Casa/terra = especificado
• Locuções adverbiais
• Horas (exceto até, após, desde, entre, para)
• Àquele/àquilo = a este
• Lugares – Vou à, volto da = crase há!
• Vou à, volto de = crase pra quê?
REDAÇÃO OFICIAL
A redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público 
redige comunicações oficiais e atos normativos. Para 
que isso ocorra, o Manual de Redação da Presidência 
da República lista as sete características fundamentais 
que um texto precisa ter. São elas: clareza e precisão; 
objetividade; concisão; coesão e coerência; impesso-
alidade; formalidade e padronização; e uso da norma 
culta padrão da língua portuguesa.
8
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
01. “Vindas de São Paulo, as Bandeiras tinham como 
objetivo a captura de índios para o uso como mão 
de obra escrava na agricultura e minas. Outras expe-
dições saíam do Pará, nas chamadas descidas com 
vistas à catequese e ao aldeamento dos índios da 
região. Ambas passavam pelo território, mas não 
criavam vilas permanentes, nem mantinham uma 
população em número estável na região.
 A ocupação, propriamente dita, só se tornou mais 
efetiva com a descoberta de ouro nessas regiões. 
Na época, havia sido achado ouro em Minas Gerais, 
próximo a atual cidade de Ouro Preto (1698), e em 
Mato Grosso, próximo a Cuiabá (1718). Como havia 
uma crença, vinda do período renascentista, que o 
ouro era mais abundante quanto mais próximo ao 
Equador e no sentido leste-oeste, a busca de ouro 
no ‘território dos Goyazes’, passou a ser foco de 
expedições pela região.”
 Disponível em: < http://www.goias.gov.br/pagi-
nas/conheca-goias/ historia/colonia>. Acesso 
em: 14 dez. 2013.
O trecho acima se refere ao período colonial goiano. Esta 
fase da história de Goiás é marcada
A) Pela ausência de contato entre os portugueses e os 
indígenas.
B) Pelo hibridismo cultural, decorrente da ausência 
de interação entre as culturas africanas, europeias 
e indígenas.
C) Pela utilização generalizada do trabalho assalariado 
dos indígenas e dos africanos.
D) Pela ação dos bandeirantes que chegaram à região 
no período citado no texto.
E) Pela homogeneização étnica das populações que 
habitavam a área, assim como das que migraram 
para a região.
02. Sobre as consequências da Guerra dos Emboabas 
para a povoação do Estado de Goiás, é correto 
afirmar:
A) Com o fim da guerra, houve uma migração em massa 
de pessoas que deixaram Goiás, despovoando-o.
B) Após a vitória dos paulistas, muitos goianos emi-
graram para Minas Gerais em busca de ouro.
C) Com a derrota dos paulistas, os emboabas reivin-
dicaram para si o território onde hoje se encontra o 
Estado de Goiás, iniciando sua povoação.
D) A derrota dos paulistas fez com que alguns deles 
migrassem para onde hoje se encontra o Estado de 
Goiás, em busca de ouro, iniciando a povoação do 
território.
03. Se aqueles feitos extraordinários da santa foram o 
bastante para renovar a fé dos sertanejos, criando 
para eles a esperança de um mundo novo, desper-
taram também a preocupação e o ressentimento dos 
coronéis e fazendeiros, classe dominante, com as 
possíveis consequências que poderiam advir daquele 
ajuntamento.
VASCONCELOS, Lauro de. Santa Dica: encantamento 
do povo. Goiânia: UFG, 1991. p. 91.
Apesar das desconfianças da elite política goiana, em 
alguns momentos, Santa Dica e seus seguidores foram 
convocados para participar das disputas políticas que 
afetaram Goiás. Nesse sentido, Santa Dica
A) auxiliou o governo de Brasil Ramos Caiado ao 
impedir que a tropa dos revolucionários da Coluna 
Prestes adentrasse o território goiano.
B) incorporou-se à Coluna Artur Bernardes, contri-
buindo para a destituição dos representantes da 
República Velha em Goiás, na chamada Revolução 
de 1930.
C) recrutou voluntários para participar, junto com os 
legalistas da Revolução Constitucionalista de 1932, 
enfrentando inclusive vários combates armados.
D) usou o seu prestígio para se tornar uma protagonista 
política na região de Pirenópolis, sendo eleita prefeita 
do município por duas vezes, na década de 1970.
04. Nas últimas décadas, o bioma cerrado, presente no 
território goiano, transformou-se em uma nova e 
importante fronteira agrícola brasileira. Essa trans-
formação modificou os aspectos socioeconômicos 
REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, 
HISTÓRICA, GEOGRAFICA, CULTURAL, HISTÓRICA, GEOGRAFICA, CULTURAL, 
POLÍTICA E ECONÔMICA POLÍTICA E ECONÔMICA 
DO ESTADO DE GOIÁSDO ESTADO DE GOIÁS
9
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
regionais e impulsionou a produtividade agropecu-
ária, tornando o Brasil um dos principais produtores 
mundiais de commodities agrícolas.
No que tange às transformações socioeconômicas e ao 
aumento da produtividade no cerrado, assinale a alter-
nativa correta.
A) O bom desempenho do agronegócio goiano se deve 
à pesquisa e à tecnologia implementadas no cerrado 
pela agricultura moderna.
B) A agricultura tradicional, praticada no estado de 
Goiás, é a responsável pelo crescimento das expor-
tações de commodities agrícolas.
C) O aumento da produtividade de commodities agrí-
colas em Goiás só foi possível com a implantação 
domodelo de agricultura familiar.
D) A alta produtividade do cerrado está relacionada com 
a boa qualidade do solo, que dispensa correção e 
adubos.
E) O clima predominantemente ameno na região do 
cerrado, com chuvas distribuídas ao longo de todos 
os meses do ano, constitui fator importante para o 
aumento da produtividade agrícola.
05. A construção da Estrada de Ferro Goiás foi um marco 
importante para a economia goiana e responsável 
pelo incremento das relações comerciais com o 
sudeste brasileiro. Acerca da referida estrada de ferro 
e da modernização da economia goiana, assinale a 
alternativa correta.
A) A ferrovia adentrou o território goiano efetivamente 
em 1911, proveniente do triângulo mineiro. A par-
tir da respectiva construção, houve um impulso 
da agropecuária regional mediante o aumento das 
exportações, bem como o fortalecimento da econo-
mia urbana nas áreas de influência da ferrovia.
B) A Estrada de Ferro Goiás representou uma das inicia-
tivas pioneiras de investimento do capital produtivo 
local para construção de infraestrutura de transporte 
sem a participação do Estado.
C) A região norte de Goiás foi a que mais se beneficiou 
com a construção da ferrovia, tendo em vista a pos-
sibilidade de escoamento da produção agropecuária 
inicialmente para o triângulo mineiro.
D) Ligando os municípios de Uberlândia (MG) e Goiânia 
(GO), a Estrada de Ferro Goiás alcançou uma exten-
são de 480 km, totalizando 30 estações.
E) Inaugurada posteriormente à transferência da capi-
tal para Goiânia em 1937, a ferrovia significou um 
incentivo à industrialização da região integrada de 
Goiânia e Anápolis.
06. Sobre aspectos físicos do território goiano: vegeta-
ção, hidrografia, clima e relevo. É incorreto afirmar 
que
A) O Cerrado é considerado o segundo maior bioma 
brasileiro, atrás apenas da Floresta Amazônica, 
possui representatividade no território goiano. 
Mesmo com elevado nível de desmatamento 
registrado desde a década de 1960, Goiás conse-
guiu manter reservas da mata nativa em algumas 
regiões, o que gera discussões entre fazendeiros e 
ambientalistas.
B) O Estado de Goiás tem apenas duas estações sazo-
nais que são a seca e a chuvosa. A “estação seca” 
tem seu início no mês de abril e estende-se até a pri-
meira quinzena de outubro. Já a “estação chuvosa” 
tem seu início na segunda quinzena de outubro e 
se estende até março do ano seguinte. (Simehgo/
Sectec).
C) O Estado de Goiás possui vegetação de savana, típica 
do cerrado, reflexo da escassez de água na região. 
Goiás é precário em recursos hídricos.
D) Além da presença marcante dos planaltos, dentro dos 
limites do Estado de Goiás, encontramos também 
áreas de planícies e depressões.
E) O Estado de Goiás está localizado no Planalto Central 
Brasileiro, o que justifica a predominância de planal-
tos em seu relevo.
07. Referente à Revolução de 1930 e ao estado de Goiás, 
informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se 
afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequ-
ência correta.
( ) Foi uma revolução popular formada pela classe 
trabalhadora que visava à defesa de seus direitos 
trabalhistas.
( ) Tratava-se de uma revolução política feita por grupos 
heterogêneos da classe dominante com a finalidade 
de atender seus objetivos.
( ) A revolução estava relacionada ao desenvolvimento 
do que seria a nova capital de Goiás e a atração de 
pessoas para residirem naquele local.
( ) Foi um movimento social que reivindicava melhorias 
políticas e crescimento da democracia e teve uma 
grande participação popular.
A) F – V – V – F.
B) V – V – F – F.
C) F – F – V – F.
D) F – V – F – V.
E) V – V – V – V.
10
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
08. O conceito de patrimônio cultural expressa a criati-
vidade coletiva de um povo, presente no conheci-
mento, na arte, na religiosidade e em outros aspectos 
da vida, legados ao longo de gerações. A esse res-
peito, assinale a alternativa correta quanto a um dos 
aspectos do patrimônio histórico, cultural, turístico 
ou religioso de Goiás.
A) Em dezembro de 2001, a Unesco concedeu à 
cidade de Goiás o título de Patrimônio Histórico da 
Humanidade, reconhecendo que a respectiva memó-
ria, cultura e arquitetura constituem características 
únicas representativas do passado colonial, bem 
como são testemunha das experiências coletivas e 
individuais partilhadas por uma mesma cultura.
B) Um folclore religioso, com uma clara influência por-
tuguesa, é a congada, presente em diversas cida-
des de Goiás, como, por exemplo, em Catalão. Por 
meio de danças e batuques, na congada, celebra-se 
a Paixão de Cristo e organiza-se uma hierarquia de 
participantes, em que se destacam o rei, a rainha, os 
generais, os capitães etc.
C) A Festa de Trindade representa uma devoção religiosa 
que remonta ao período da construção de Goiânia. 
A novena que ali se realiza, e culmina no primeiro 
domingo de julho, nasceu da devoção cristã em torno 
de milagres atribuídos a uma imagem contida em 
uma antiga capela abandonada.
D) Evocando os torneios medievais que encenaram 
batalhas entre cristãos e mouros, as cavalhadas 
são folguedos representados durante o período 
natalino, e uma das mais famosas é a da cidade de 
Pirenópolis. Ao final dessa representação, cristãos 
e mouros se unem, representando a tolerância entre 
as religiões.
E) Muitos edifícios e monumentos públicos (22 ao 
todo), localizados no centro da cidade de Goiânia, e 
o núcleo pioneiro de Campinas formam o conjunto 
tombado pelo Iphan em 2003, caracterizado prin-
cipalmente pelo estilo arquitetônico neoclássico, 
símbolo da renovação moderna da cultura ocidental 
na primeira metade do século 20.
09. Planejada para 50 mil pessoas, Goiânia possui hoje 
mais de 1,3 milhão de habitantes. Distante 209 
quilômetros de Brasília e com área aproximada de 
740 quilômetros quadrados, a cidade faz parte da 
Mesorregião do Centro-Oeste e da Microrregião 
de Goiânia. Possui uma geografia contínua, com 
poucos morros e baixadas, tendo terras planas na 
maior parte de seu território, com destaque para o 
Rio Meia Ponte.
A respeito da cidade de Goiânia e da respectiva região 
metropolitana, assinale a alternativa correta.
A) Goiânia surgiu por determinação do governo de 
Juscelino Kubitschek (1956 a 1961) para acelerar o 
programa de desenvolvimento denominado marcha 
para o Oeste.
B) Com uma arquitetura modernista, Goiânia ficou 
conhecida como o maior sítio Art Déco da América 
Latina
C) A região metropolitana de Goiânia integra 32 muni-
cípios e uma população aproximada de 4,5 milhões 
de habitantes.
D) Sendo considerada um centro estratégico para 
áreas como indústria, medicina, moda e agricul-
tura, Goiânia é também a cidade mais populosa do 
Centro-Oeste.
E) Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental da nova 
capital do estado de Goiás em 24 de outubro de 
1956.
10. Sobre a hidrografia, é importante destacar que é no 
território de Goiás que nascem drenagens alimenta-
doras de três importantes rios. São eles:
A) Parnaíba, Tietê e Rio Doce.
B) Tapajós, Xingú e Paraíba do Sul.
C) Jaguaribe, Paranapanema e Corumbá.
D) Jequitinhonha, Piracicaba e Paranaíba.
E) Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná.
Gabarito: 01-D; 02-D ; 03-C; 04- A; 05-A ; 06-C; 07-A; 
08- A; 09-B ; 10-E.
BIZU PROFÉTICO
PRÉ HISTÓRIA GOIANA
• Os fósseis mais antigos são de 9.000 anos.
• A teoria mais aceita da chegada do homem a América 
é a do Estreito de Bering.
• Tribos pré-existentes – Goyazes, Caiapós, Xavantes, 
Avá-Canoeiros.
GOIÁS PERÍODO COLONIAL (SÉCULO XVI-XVII)
• O território permanecia inóspito, contendo várias 
tribos.
• Queda da produção do engenho açucareiro no Brasil 
devido à concorrência holandesa nas Antilhas.
• Incentivo da coroa Portuguesa as expedições 
mineradoras:
11
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
Expedições: Entradas, Bandeiras, Descidas, Monções.
• A primeira bandeira que se tem registro foi a de 
Domingos Grau e Antônio Macedo (1590-93)
GOIÁS NO SÉCULO XVIII
• O século XVIII marcouo apogeu e a decadência das 
minas auríferas goianas.
• A expedição de Bartolomeu Bueno da Silva 
(Anhanguera) não foi a primeira a descobrir ouro 
em Goiás, mas foi a primeira a fixar moradia 
(1722-1725).
• As primeiras expedições foram por via fluvial (rios). 
Foi só posteriormente, com a introdução dos muares 
(mulas), que as expedições passaram a adentrar por 
terra.
• Guerra Justa – extermínio de terras indígenas.
• Goiás pertenceu a capitania de São Paulo até 1749, 
quando veio o primeiro Governador da província inde-
pendente D. Marcos de Noronha “Conde dos Arcos”.
• Pecuária – a princípio a pecuária foi introduzida no 
litoral brasileiro para gerar força motora nos enge-
nhos açucareiros. Com a mineração, a pecuária foi 
se interiorizando no centro da colônia para atender 
a minas auríferas.
• Impostos: Capitação – Quantidade de escravos. 
Quinto – 20% do outro extraído era destinado a 
coroa através das casas de fundição.
• A partir de 1780 as minas auríferas goianas já esta-
vam esgotadas.
GOIÁS NO SÉCULO XIX
• No final do século XVIII e início do século XIX já não 
havia mais ouro nas minas goianas.
• Muitos retornaram para os polos litorâneos e houve 
um acelerado êxodo urbano.
• A pecuária passou a ser a atividade econômica de 
subsistência.
• Segundo o historiador Palacin “Goiás viveu um perí-
odo de isolamento e abandono durante o século XIX.
• A escravidão em Goiás – No período da mineração, a 
mão-de-obra escrava era a principal força de trabalho 
nas minas. Com o esgotamento das minas e o pro-
cesso de ruralização através da pecuária extensiva de 
subsistência, o escravo goiano foi sendo alforriado, 
pois a escravidão era incompatível com a pecuária.
• Quando foi assinado a lei Áurea, já não haviam mais 
escravos cativos em Goiás, portanto a abolição não 
surtiu impactos econômicos em Goiás como ocorreu 
com o café.
• Félix de Bulhões foi o poeta abolicionista goiano, 
sendo chamado de “Castro Alves” de Goiás.
• Quilombos – o principal foi o de Kalunga 
(Cavalcante).
Obs.: A separação do Estado do Tocantins em relação a 
Goiás ocorreu de fato com a constituição de 1988, porém 
desde 1821, o norte goiano já queria se desmembrar do 
Sul, alegando que os recursos recolhidos com os impos-
tos não eram devidamente repassados através de obras 
governamentais.
GOIÁS NO SÉCULO XX
Com a proclamação da república e o formato federativo, 
os governos dos Estados passaram a ser ao critério de 
seus respectivos eleitores e da força de seus coronéis.
GOIÁS E A REVOLUÇÃO DE 1930
A Revolução de 1930, embora sem raízes próprias em 
Goiás, teve uma significação profunda para o Estado. É 
o marco de uma nova etapa histórica. Esta transformação 
não se operou imediatamente no campo social, mas no 
campo político. Não foi popular, nem sequer uma revo-
lução de minorias com objetivos sociais. A consciência 
social não havia atingido tal ponto e faltava organização 
de classe. Foi feita por grupos heterogêneos da classe 
dominante descontente em Minas Gerais e Rio Grande do 
Sul, de militantes tenentistas e das classes médias, sem 
uma ideologia determinada e coerente, aglutinados por 
sua repulsa à ordem política estabelecida na República 
Oligárquica.
A Revolução não provocou muita mudança social, mas 
sem dúvida trouxe uma renovação política, com trans-
formações profundas e decisivas no estilo de governo, 
que buscou decididamente o desenvolvimento. Ocorreu 
a construção de Goiânia.
Com a revolução e 1930, Vargas assumiu a Presidência 
do Brasil colocando interventores em todos os Estados 
brasileiros, menos para Minas Gerais que havia o apoiado 
no golpe.
Para o Estado de Goiás, Vargas colocou como interven-
tor o Dr. Pedro Ludovico Teixeira que governou o Estado 
pelo mesmo período que ele foi Presidente (1930-45) e 
(1951-54).
MARCHA PARA O OESTE
A “Marcha para o Oeste” definiu-se assim como uma das 
faces da política econômica de Vargas, necessária para a 
consolidação global dos planos presidenciais.
Foi dentro desta política federal de “Marcha para o Oeste” 
12
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
que se deu a construção de Goiânia, marco fundamental 
deste primeiro ciclo de expansão de Goiás sob novos 
moldes.
Principais objetivos da Marcha para o Oeste:
• Interiorização do desenvolvimento nacional;
• Suporte para a ocupação da Amazônia;
• Incentivo a migração;
• Reforma agrária;
• Criação de Colônias Agrícolas (Eng. Bernardo Sayão) 
- 1941 - CANG – Colônia Agrícola Nacional de Goiás 
(Ceres);
• Incentivo a agropecuária.
ALGUNS GOVERNOS
• GOVERNO JUCA LUDOVICO (1955 - 1959): 
Construção da usina de Cachoeira Dourada/ 
Contribuição para a construção de Brasília/ 
Aeroporto Santa Genoveva.
• GOVERNO JOSÉ FELICIANO (1959-1961): Apoio 
logístico na construção de Brasília / Pavimentação: 
Goiânia – Trindade e Goiânia – Inhumas.
• MAURO BORGES (1961-64): Primeiro governo 
cientificamente planejado de Goiás (Plano MB).
 Reforma agrária inspirada nos Kibutz de Israel.
 Reforma Administrativa.
 Criou diversos órgãos, autarquias e empresas esta-
tais e paraestatais, para promover o desenvolvimento 
do estado.
 Cotelgo (telefones–depois Telegoiás), Metago, 
Iquego, Casego, Crisa, Osego, Caixego, Cosego 
(seguros), Idago, etc..
 Construiu o Centro administrativo de Goiás (atual 
Palácio Pedro Ludovico).
GOVERNOS DO REGIME MILITAR 
• RIBAS JUNIOR (1965-1966)
• OTÁVIO LAGE (1966-71)
• LEONINO CAIADO (1971-1975)
• IRAPUÃ COSTA JR (1975-1979)
• ARI VALADÃO (1979-1983)
IRIS REZENDE 
• Maior tocador de obras de Goiás.
• Foi o primeiro eleito após o período militar.
• Socialmente ficou conhecido como “Governador dos 
Mutirões” – 1.000 casas em um dia.
• Aumentou em 2,5 estradas asfaltadas em Goiás e fez 
14.000 km de rede de energia.
• Programas assistencialistas.
• Investimento e infraestrutura.
RONALDO CAIADO (2019-Atual)
• Governou meio a maior crise sanitária dos últimos 
103 anos.
• Ponto alto de sua gestão, segurança pública: queda 
em homicídios latrocínios, roubos em residências, 
comércio, veículos e a transeuntes.
VISÃO GERAL DE GOIÁS
Goiás está situado na região Centro-Oeste do país ocu-
pando uma área de 340.106 km². Sétimo estado em exten-
são territorial, Goiás tem posição geográfica privilegiada. 
Limita-se ao norte com o estado do Tocantins, ao sul com 
Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a leste com a Bahia 
e Minas Gerais e a oeste com Mato Grosso. Goiás possui 
246 municípios e uma população de 6,921 milhões de 
habitantes.
Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região 
Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga 
2,494 milhões de habitantes e 40% do Produto Interno 
Bruto goiano. O crescimento econômico com grande oferta 
de oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar 
de sediar grandes indústrias, é o setor de Serviços o pilar 
de sua economia. A capital é um centro de excelência em 
medicina e vem consolidando sua vocação para o turismo 
de negócios e eventos. Além de apresentar bons índices 
de qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é 
uma das cidades com a área urbana mais verde do país.
O clima tropical predomina em Goiás, com a presença 
de duas estações bem definidas: um verão úmido e um 
inverno seco, cujas temperaturas médias variam entre 18º 
e 26ºC. O índice pluviométrico acontece entre os meses de 
setembro a abril, oscila entre 1.200 a 2.500 mm, ocorrendo 
chuvas mais concentradas no verão.
COMPOSIÇÃO DO PIB
Dentre os grandes setores da economia, o de Serviços é 
o que predomina em Goiás. Neste setor pode-se ressaltar 
o Comércio, tanto o varejista como o atacadista, bastante 
dinâmico principalmente na capital, bem como as ativida-
des imobiliárias. O setor industrial fica em 2º lugar no PIB 
goiano, e o agropecuário em 3º. Embora tenha participação 
inferior, o setor agropecuário é de grande importância para 
a economia goiana, pois dele deriva a agroindústria, uma 
das atividades mais pujantes do estado, quer seja na pro-
13
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZAdução de carnes, derivados de leite e de soja, molhos de 
tomates, condimentos e outros itens da indústria alimen-
tícia, bem como na produção sucroenergética.
RODOVIAS
A malha rodoviária goiana é composta de 28,0 mil km de 
rodovias dos quais cerca de 53% são pavimentados. Há 
1.278,7 km de rodovias duplicadas sendo 60% delas fede-
rais e o restante estaduais. As principais rodovias federais 
do estado são a BR-153 que atravessa toda sua extensão 
ligando o norte ao sul do país, a BR-060, que liga Goiânia 
a Brasília bem como o sudoeste goiano e a BR-050, que 
liga o Distrito Federal ao sul do Brasil.
FERROVIAS
Goiás dispõe de 685 km da Ferrovia Centro-Atlântica 
(FCA) que atende o sudeste do estado e o Distrito Federal. 
A FCA tem 7.080 km de extensão e é considerada o prin-
cipal e mais eficiente eixo de conexão entre as regiões 
Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Integra gran-
des portos como os de Vitória-ES, Santos-SP, Angra dos 
Reis-RJ, de Salvador (BA) e Porto Seco de Anápolis-GO. 
É um grande corredor de importação e exportação de 
produtos para Goiás como: açúcar, adubos e fertilizantes, 
derivados de petróleo e álcool, produtos siderúrgicos, soja 
e farelo de soja, fosfato, ferro-gusa, minérios, contêineres 
de carga geral.
A Ferrovia Norte-Sul entre Anápolis-GO e Açailândia-MA 
está pronta para operação e se integrarão ao trecho da 
Ferrovia Carajás que leva ao porto de Itaqui no Maranhão. 
Outro trecho da ferrovia Norte-Sul, 1.537 quilômetros entre 
Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP), que passa por 
Goiás, que ainda falta ocorrer a concessão para operação. 
Essa ferrovia tem, em território goiano, 991 km de trilhos, 
os quais atravessarão as regiões norte, central e o sudoeste 
do estado. A expectativa é que ela mude o perfil econômico 
do Brasil Central. Quando em funcionamento, esse modal 
permitirá alcançar os portos do norte do país e consolidará 
a cidade de Anápolis como uma inédita referência logística 
bem no centro do Brasil.
Goiás também será contemplado com um trecho da 
Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Esta ferrovia 
é a primeira parte de um projeto de grandes proporções, 
a Ferrovia Transcontinental, com 4.400 quilômetros de 
extensão, que ligará o litoral brasileiro à fronteira Brasil-
Peru. Há trechos entre Ilhéus-BA e Figueirópolis-TO em 
construção, já o trecho a partir do estado do Tocantins está 
sem previsão de início. O trecho goiano dessa ferrovia 
será de 210 km, saindo de Campinorte e passando pelos 
municípios de Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Santa 
Terezinha de Goiás, Crixás e Nova Crixás até alcançar a 
fronteira com o Mato Grosso.
14
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
01. Acerca dos princípios da legalidade e da anteriori-
dade insculpidos no art. 1° do Código Penal e no 
art. 5°, XXXIX, da Constituição Federal, analise as 
alternativas a seguir e assinale a correta.
A) Uma das funções do princípio da legalidade é 
permitir a criação de crimes e penas pelos usos e 
costumes.
B) No Brasil, em um primeiro momento, a União Federal 
pode legislar sobre matéria penal. No entanto, de 
forma indireta e urgente, leis estaduais podem impor 
regras e sanções de natureza criminal.
C) A lei penal incriminadora somente pode ser aplicada 
a um fato concreto desde que tenha tido origem antes 
da prática da conduta. Em situações temporárias e 
excepcionais, no entanto, admite-se a mitigação do 
princípio da anterioridade.
D) Desdobramento do princípio da legalidade é o da 
taxatividade, que impede a edição de tipos penais 
genéricos e indeterminados.
E) O princípio da legalidade afasta a aplicação da 
interpretação extensiva, mas permite a aplicação da 
analogia de forma ampla e irrestrita.
02. O marinheiro Jonas matou seu colega de farda 
a bordo do navio-escola NE Brasil, da Marinha 
Brasileira, quando o navio estava em águas sob 
soberania do Japão. Assim:
A) a lei penal japonesa será aplicada ao caso, em razão 
do crime ter ocorrido em águas sob soberania do 
Japão.
B) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão 
do princípio do pavilhão.
C) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão 
do princípio da justiça universal.
D) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão 
do princípio da defesa.
E) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão 
do princípio da territorialidade.
03. Sobre a aplicação da lei penal no tempo, assinale a 
alternativa incorreta.
A) O que determina se a lei é mais favorável ao réu e 
com isso pode retroagir é a sua aplicação ao caso 
concreto (e não a análise da norma em abstrato).
B) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior 
deixa de considerar crime, cessando em virtude 
dela a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória.
C) Segundo o critério presente em nossa legislação, 
o crime é considerado cometido no momento do 
resultado, ainda que a conduta tenha ocorrido 
anteriormente.
D) Como regra, a lei penal se aplica aos fatos ocorridos 
durante a sua vigência, ou seja, em geral não possui 
extra-atividade.
E) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o 
período de sua duração ou cessadas as circunstân-
cias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado 
durante sua vigência.
04. De acordo com o que preceitua o Código Penal, 
foram adotadas, via de regra, quanto ao tempo e ao 
lugar do crime, respectivamente, as teorias: 
A) do resultado e da atividade. 
B) da atividade e do resultado. 
C) da atividade e mista.
D) do resultado e da ubiquidade.
E) da ubiquidade e da atividade.
05. Para evitar a dupla punição por fato único, a dou-
trina e a jurisprudência admitem determinados prin-
cípios que foram elencados para resolver conflito de 
normas penais aparentemente aplicáveis à mesma 
hipótese. Com relação a esses princípios, assinale 
a alternativa correta.
A) São princípios do conflito aparente de normas: espe-
cialidade, subsidiariedade, consunção e alteridade.
B) São requisitos do conflito aparente de normas: plura-
lidade de condutas, relevância causal das condutas, 
liame subjetivo e identidade de crime, como regra 
para todos os envolvidos.
DIREITO PENALDIREITO PENAL
15
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
C) O conflito aparente de normas é também conhecido 
pela doutrina como conflito de leis penais no tempo.
D) Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais 
potencialidade lesiva, é por este absorvido.
E) A especialidade no conflito aparente de normas é 
quando entendem configurada a alternatividade na 
hipótese em que o tipo penal contém em seu corpo 
vários fatos, alternativamente, como modalidades de 
uma mesma infração penal.
06. Em relação ao Direito Penal, assinale a alternativa 
correta.
A) A interpretação analógica consiste na aplicação, ao 
caso não previsto em lei, de lei reguladora de caso 
semelhante.
B) A lei penal excepcional é aquela que tem o seu 
termo final explicitamente previsto em data certa 
do calendário. É espécie de lei intermitente, sendo 
autorrevogável e dotada de ultratividade.
C) Analogia é uma forma de interpretação do orde-
namento jurídico necessária a extrair o sentido da 
norma mediante os próprios elementos fornecidos 
por ela.
D) A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena 
imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando idên-
ticas, ou nela é computada, quando diversas.
E) Aos crimes conexos e aos crimes plurilocais, 
quanto ao lugar do crime, não se aplica a teoria da 
ubiquidade.
07. A impossibilidade da lei penal nova mais gravosa 
ser aplicada em caso ocorrido anteriormente à sua 
vigência é chamada de
A) princípio da ultra-atividade da lei nova.
B) princípio da legalidade.
C) princípio da irretroatividade.
D) princípio da normalidade.
E) princípio da adequação.
08. Maria e Mariana, ambas nascidas com genitais femi-
ninos, auto-identificadas e socialmente reconhecidas 
como mulheres, convivem em união estável e mono-
gâmica. Ocorre que Maria, às escondidas, passa a 
manter relações sexuais com José. Mariana flagra 
Maria em ato sexualcom José e, nesse contexto, 
Maria provoca injustamente Mariana, dizendo a José, 
em tom de escárnio, que Mariana é “xucra, burra e 
ruim de cama”, e que, além disso, Mariana “gosta 
de ser traída e não tomará qualquer atitude, por ser 
covarde e medrosa”. Embora nunca tenha praticado 
ato de violência doméstica, Mariana é tomada por 
violenta emoção e dispara projétil de arma de fogo 
contra a cabeça de Maria, que morre imediatamente.
É correto afirmar que Mariana praticou
A) ato típico, mas amparado por causa excludente de 
ilicitude.
B) homicídio qualificado, por meio insidioso.
C) feminicídio.
D) homicídio privilegiado.
E) homicídio qualificado, por motivo torpe.
09. A respeito dos crimes contra o patrimônio, considere 
as afirmativas a seguir.
I. O delito de furto pressupõe o dissenso da vítima, 
devendo ainda ser praticado na ausência desta, pois, 
do contrário, será crime de roubo.
II. O agente que, durante a prática do crime de furto, 
ao ser surpreendido pela vítima, logo depois de 
subtraída a coisa, empregar grave ameaça, a fim de 
assegurar a detenção da coisa para si, responderá 
pelo crime de furto e também pelo crime de ameaça.
III. O agente que, simulando ser manobrista de estacio-
namento, recebe o veículo do cliente para estacio-
ná-lo e, ao invés disso, vende o carro para terceira 
pessoa, comete o delito de estelionato.
IV. Se o agente é primário e é de pequeno valor a coisa 
furtada, haverá o chamado furto privilegiado e, neste 
caso, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela 
de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou apli-
car somente a pena de multa.
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
10. Examine as seguintes situações hipotéticas:
1. Mário, investigador de polícia, retardou, indevidamente, 
medidas investigatórias em um inquérito policial, para 
ganhar prestígio com o Prefeito Municipal, pois a esposa 
deste é a principal suspeita da prática do crime investi-
gado; 2. Mévio, fiscal da Prefeitura, exigiu de particular 
a entrega de dinheiro para não embargar a construção 
da sua residência; 3. Ana, funcionária pública da Caixa 
Econômica Federal, em razão de seu cargo, apropriou-se 
de dólares que tinha recebido para serem trocados em 
reais.
Conforme o Código Penal, Mário, Mévio e Ana respon-
16
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
derão, respectivamente, pelos crimes de
A) concussão, corrupção passiva e prevaricação.
B) prevaricação, concussão e peculato.
C) prevaricação, corrupção passiva e peculato.
D) corrupção passiva, peculato e concussão.
E) corrupção ativa, concussão e prevaricação.
Gabarito: 01-D; 02- E; 03- C; 04-C ; 05-D ; 06-E ; 07-C; 
08- D; 09-C; 10- B.
BIZU PROFÉTICO
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL
Anterioridade da Lei
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não 
há pena sem prévia cominação legal.
Princípio da Reserva Legal. Dispositivo semelhante 
ao art.5º XXXIX, CF.
Lei penal no tempo
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei pos-
terior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela 
a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. 
(Abolitio Criminis)
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo 
favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda 
que decididos por sentença condenatória transitada em 
julgado. (Novatio legis in mellius)
STF: Súmula 611 – Transitada em julgado a sentença 
condenatória, compete ao juízo das execuções a apli-
cação de lei mais benigna.
Lei excepcional ou temporária 
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decor-
rido o período de sua duração ou cessadas as circuns-
tâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado 
durante sua vigência. 
Tempo do crime
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento 
da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento 
do resultado. (Teoria da Atividade)
STF: Súmula 711 – A lei penal mais grave aplica-se 
ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua 
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da 
permanência.
Territorialidade
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de conven-
ções, tratados e regras de direito internacional, ao crime 
cometido no território nacional. (Princípio da territoria-
lidade temperada)
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como exten-
são do território nacional as embarcações e aeronaves 
brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo 
brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as 
aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de 
propriedade privada, que se achem, respectivamente, no 
espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 
§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes prati-
cados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras 
de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no 
território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspon-
dente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
Lugar do crime 
Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que 
ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem 
como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. 
(Teoria da ubiquidade)
Extraterritorialidade 
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos 
no estrangeiro: 
I - os crimes: (Extraterritorialidade incondicionada)
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; 
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito 
Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa 
pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fun-
dação instituída pelo Poder Público; 
c) contra a administração pública, por quem está a seu 
serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domi-
ciliado no Brasil; 
II - os crimes: (Extraterritorialidade condicionada)
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a 
reprimir; 
b) praticados por brasileiro; 
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, 
mercantes ou de propriedade privada, quando em território 
17
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
estrangeiro e aí não sejam julgados. 
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo 
a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no 
estrangeiro.
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira 
depende do concurso das seguintes condições:
a) entrar o agente no território nacional; 
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; 
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei 
brasileira autoriza a extradição; 
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não 
ter aí cumprido a pena; 
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por 
outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a 
lei mais favorável. 
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido 
por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reuni-
das as condições previstas no parágrafo anterior: 
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; 
b) houve requisição do Ministro da Justiça. 
Pena cumprida no estrangeiro 
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena 
imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, 
ou nela é computada, quando idênticas. (Mnemônico 
CIDA – Computa Iguais, Diferentes Atenua)
Eficácia de sentença estrangeira 
Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei 
brasileira produz na espécie as mesmas consequências, 
pode ser homologada no Brasil para: 
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições 
e a outros efeitos civis; 
II - sujeitá-lo a medida de segurança.
Parágrafo único - A homologação depende: 
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte 
interessada; 
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extra-
dição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a 
sentença,ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro 
da Justiça.
Compete ao STJ processar e julgar, originariamente, a 
homologação de sentenças estrangeiras e a concessão 
de exequatur às cartas rogatórias.
Contagem de prazo 
Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. 
Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário 
comum. (Prazo de direito material)
Frações não computáveis da pena 
Art. 11 - Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade 
e nas restritivas de direitos, as frações de dia, e, na pena 
de multa, as frações de cruzeiro.
Legislação especial 
Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos 
fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser 
de modo diverso. (As regras gerais do Código Penal 
possuem aplicação subsidiária em relação às leis 
especiais)
Dos crimes contra a Administração Pública
Crimes funcionais próprios: ausente a condição de 
funcionário público, o fato será atípico (atipicidade 
absoluta). Ex. art. 319 do CP – Prevaricação.
Crimes funcionais impróprios: ausente a condição 
de funcionário público, o fato se enquadrará em outro 
tipo penal, deixando apenas de ser considerado um 
crime funcional (atipicidade relativa). Ex. art. 312 do CP 
- Peculato-furto. Caso esse delito não seja praticado por 
funcionário público, deverá ser tipificado como Furto, 
art. 155 do CP.
----------------------------------------------------------
STJ: Súmula 599 - O princípio da insignificância é 
inaplicável aos crimes contra a administração pública
• Peculato - Art. 312 - Apropriar-se o funcionário 
público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem 
móvel, público ou particular, de que tem a posse em 
razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou 
alheio. 
• Corrupção passiva - Art. 317 - Solicitar ou rece-
ber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas 
em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar pro-
messa de tal vantagem. 
• Concussão - Art. 316 - Exigir, para si ou para 
outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da 
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, 
vantagem indevida. 
• Excesso de exação – Art. 316 §1º - Se o fun-
cionário exige tributo ou contribuição social que 
18
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, 
emprega na cobrança meio vexatório ou gra-
voso, que a lei não autoriza. 
• Prevaricação - Art. 319 - Retardar ou deixar de 
praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo 
contra disposição expressa de lei, para satisfazer 
interesse ou sentimento pessoal. 
• Advocacia administrativa - Art. 321 - Patrocinar, 
direta ou indiretamente, interesse privado perante a 
administração pública, valendo-se da qualidade de 
funcionário.
• Condescendência criminosa - Art. 320 - Deixar 
o funcionário, por indulgência, de responsabilizar 
subordinado que cometeu infração no exercício do 
cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o 
fato ao conhecimento da autoridade competente.
• Violação de sigilo funcional - Art. 325 - Revelar 
fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva 
permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
• Desacato - Art. 331 - Desacatar funcionário público 
no exercício da função ou em razão dela.
• Resistência - Art. 329 - Opor-se à execução de ato 
legal, mediante violência ou ameaça a funcionário 
competente para executá-lo ou a quem lhe esteja 
prestando auxílio.
• Desobediência - Art. 330 - Desobedecer a ordem 
legal de funcionário público. 
• Denunciação caluniosa - Art. 339. Dar causa à 
instauração de inquérito policial, de procedimento 
investigatório criminal, de processo judicial, de pro-
cesso administrativo disciplinar, de inquérito civil 
ou de ação de improbidade administrativa contra 
alguém, imputando-lhe crime, infração ético-dis-
ciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente. 
• Corrupção ativa - Art. 333 - Oferecer ou prometer 
vantagem indevida a funcionário público, para deter-
miná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício.
 Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, 
se, em razão da vantagem ou promessa, o funcio-
nário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica 
infringindo dever funcional.
19
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
01. Conforme preceitua a Constituição Federal, informe 
se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma 
a seguir e assinale a alternativa com a sequência 
correta.
( ) A soberania e o pluralismo político constituem obje-
tivos fundamentais da República Federativa do Brasil.
( ) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, 
em locais abertos ao público, independentemente de 
autorização, desde que não frustrem outra reunião 
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo 
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.
( ) A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela 
podendo penetrar sem consentimento do morador, 
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação 
policial.
( ) No caso de iminente perigo público, a autoridade 
competente poderá usar de propriedade particular, 
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se 
houver dano.
A) F – V – F – V.
B) F – V – V – F.
C) V – V – F – V.
D) V – F – V – F.
E) V – F – V – V.
02. Sobre os direitos e deveres individuais e coletivos, 
assinale a alternativa correta.
A) Em situações específicas, poderá haver juízo ou tri-
bunal de exceção.
B) É gratuito para os reconhecidamente pobres exclu-
sivamente a certidão de nascimento.
C) É livre a manifestação do pensamento, sendo permi-
tido o anonimato.
D) Considerando o direito de propriedade, no caso de 
iminente perigo público, a autoridade competente 
não poderá usar de propriedade particular.
E) Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o natura-
lizado, em caso de crime comum, praticado antes 
da naturalização, ou de comprovado envolvimento 
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na 
forma da lei.
03. Quanto à nacionalidade, assinale a alternativa correta.
A) São brasileiros naturalizados os nascidos no estran-
geiro de pai brasileiro, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente.
B) É privativo de brasileiro nato o cargo de Vice-
Presidente do Senado Federal.
C) Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro 
que tiver cancelada sua naturalização, por sentença 
judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse 
nacional.
D) Brasileiros natos não podem perder a nacionalidade.
E) Será declarada a perda da nacionalidade do brasi-
leiro que adquirir outra nacionalidade, ainda que por 
imposição de naturalização, pela norma estrangeira, 
ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como 
condição para permanência em seu território.
04. Quanto à organização do Estado, assinale a alterna-
tiva correta.
A) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembra-
mento de Municípios far-se-ão por lei federal, den-
tro do período determinado por Lei Complementar 
Federal.
B) Os Estados não podem se incorporarem entre si, 
subdividirem-se ou se desmembrarem para se ane-
xarem a outros.
C) É permitido aos Estados e aos Municípios recusar fé 
aos documentos públicos.
D) Em regra, é legítimo à União estabelecer cultos reli-
giosos, mantendo com seus representantes relações 
de aliança.
E) A organização político-administrativa da República 
Federativa do Brasil compreende a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, sendo 
todos autônomos.
05. Tibúrcio, Presidente do Brasil, foi convidado 
DIREITO CONSTITUCIONALDIREITO CONSTITUCIONAL
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SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
para diversas reuniões que ocorrerão na Sede da 
Organização das Nações Unidas (ONU), localizada 
em Nova Iorque, Estados Unidos, com duração pre-
vista de 20 (vinte) dias, entre diversos Chefes de 
Estado e Chefes de Governo, para discutir temas de 
relevância global, como o meio ambiente e a grave 
crise econômica decorrenteda Covid19.
Considerando o caso apresentado e de acordo com a 
Constituição Federal, é competência exclusiva
A) do Senado Federal autorizar Tibúrcio a se ausentar 
do País, quando a ausência exceder a quinze dias.
B) da Câmara dos Deputados autorizar Tibúrcio a se 
ausentar do País, quando a ausência exceder a dez 
dias.
C) da Procuradoria Geral da República autorizar Tibúrcio 
a se ausentar do País, quando a ausência exceder a 
cinco dias.
D) do Congresso Nacional autorizar Tibúrcio a se ausen-
tar do País, quando a ausência exceder a quinze dias.
E) do Supremo Tribunal Federal autorizar Tibúrcio a se 
ausentar do País, quando a ausência exceder a dez 
dias.
06. Em relação às disposições da Constituição Federal, 
acerca do poder executivo, assinale a alternativa 
correta.
A) O Presidente e o Vice-Presidente da República não 
poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausen-
tar-se do País por período superior a trinta dias, sob 
pena de perda do cargo.
B) Será considerado eleito Presidente o candidato que, 
registrado por partido político, obtiver a maioria sim-
ples de votos, não computados os em branco e os 
nulos.
C) Nas eleições presidenciais, se nenhum candidato 
alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-
-se-á nova eleição em até quinze dias após a procla-
mação do resultado, concorrendo os dois candidatos 
mais votados e considerando-se eleito aquele que 
obtiver a maioria dos votos válidos.
D) Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, 
o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de 
força maior, não tiver assumido o cargo, este será 
declarado vago.
E) A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da 
República realizar-se-á, simultaneamente, no 
segundo domingo de outubro, em primeiro turno, e 
no último domingo de outubro, em segundo turno, 
se houver, do ano anterior ao do término do mandato 
presidencial vigente.
07. Assinale a alternativa incorreta acerca do Poder 
Legislativo.
A) A Câmara dos Deputados compõe-se de represen-
tantes do povo eleitos pelo sistema proporcional.
B) Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três 
Senadores, com mandato de oito anos.
C) Os Deputados e Senadores, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento perante o 
Supremo Tribunal Federal.
D) Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, 
por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo 
Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, 
por iniciativa de partido político nela representado e 
pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até 
a decisão final, sustar o andamento da ação.
E) Desde a expedição do diploma, os membros do 
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo, 
apenas, por sentença transitada em julgado.
08. Em relação à defesa do Estado e das instituições 
democráticas, assinale a alternativa incorreta.
A) O tempo de duração do estado de defesa não será 
superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma 
vez, por igual período, se persistirem as razões que 
justificaram a sua decretação.
B) Na vigência do estado de defesa é vedada a incomu-
nicabilidade do preso.
C) O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho 
da República e o Conselho de Defesa Nacional, 
solicitar ao Congresso Nacional autorização para 
decretar o estado de sítio nos casos de declaração 
de estado de guerra ou resposta a agressão armada 
estrangeira.
D) O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho 
da República e o Conselho de Defesa Nacional, 
decretar estado de defesa para preservar ou pron-
tamente restabelecer, em locais restritos e determi-
nados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas 
por grave e iminente instabilidade institucional ou 
atingidas por calamidades de grandes proporções 
na natureza.
E) Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, 
o Presidente da República, dentro de vinte e quatro 
horas, submeterá o ato com a respectiva justificação 
ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria 
simples.
09. A segurança pública, dever do Estado, direito e res-
ponsabilidade de todos, é exercida para a preserva-
ção da ordem pública e da incolumidade das pessoas 
e do patrimônio. Sobre o tema, assinale a alternativa 
21
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
correta.
A) A polícia federal, instituída por lei como órgão per-
manente, organizado e mantido pela União e estrutu-
rado em carreira, destina-se a exercer as funções de 
polícia judiciária da União, mas sem exclusividade.
B) A segurança viária compete, no âmbito dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos 
órgãos ou entidades executivos e seus agentes de 
trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei.
C) A lei não disciplinará a organização e o funciona-
mento dos órgãos responsáveis pela segurança 
pública, cabendo a cada órgão determinar suas dire-
trizes a fim de garantir a eficiência de suas atividades.
D) As polícias militares e os corpos de bombeiros mili-
tares, forças auxiliares e reserva do Exército subordi-
nam-se, ao contrário das polícias civis e das polícias 
penais estaduais e distrital, aos Governadores dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
E) A polícia ferroviária federal, órgão transitório, organi-
zado e mantido pelos Estados e estruturado em car-
reira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento 
ostensivo das ferrovias federais.
10. Tendo como base a Constituição Federal, assinale 
a alternativa incorreta acerca das Forças Armadas e 
da Segurança Pública.
A) Ao militar são vedadas a sindicalização e o direito à 
greve.
B) Não caberá habeas corpus em relação a punições 
disciplinares militares.
C) A lei disciplinará a organização e o funcionamento 
dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de 
maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
D) O Corpo de Bombeiros Militar não integra direta-
mente os órgãos de segurança pública, porém é 
considerado um órgão auxiliar.
E) A polícia federal é instituída por lei como órgão 
permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira.
Gabarito: 01-A; 02-E; 03-C; 04- E; 05-D ; 06-D ; 07-E; 
08-E; 09-B; 10-D.
BIZU PROFÉTICO
Separamos alguns Mnemônicos que salvam muitas ques-
tões na hora da prova:
FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA – 
SOCIDIVAPLU:
SO: SOberania
CI: CIdadania
DI: DIgnidade da pessoa humana
VA: VAlores sociais do trabalho e da livre iniciativa
PLU: PLUralismo político
OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA RFB – CONGA 
ER PRO 
CONstruir uma sociedade livre, justa e solidária: 
GArantir o desenvolvimento nacional: 
ERradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desi-
gualdades sociais e regionais: 
PROmover o bem de todos, sem preconceitos de ori-
gem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de 
discriminação: 
CARGOS PRIVATIVOS DE BRASILEIRO NATO – 
MP3.COM 
Ministro do STF.
Presidente e Vice-Presidente da República.
Presidente da Câmara dos Deputados.
Presidente do Senado Federal.
Carreira diplomática.
Oficial das Forças Armadas.
Ministro de Estado da Defesa.
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA 
UNIÃO – CAPACETE DE PM
Compete privativamente a União legislar sobre: Direito
C – Civil
A – Agrário
P – Penal
A – Aeronáutico
C – Comercial
E – Eleitoral
T – Trabalho
E – Espacial
DE - Desapropriação
P – Processual
M – Marítimo
22
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
CLÁUSULAS PÉTREAS – MNEMÔNICO 
FODIVOSE
Não será objeto de deliberação a proposta de emenda 
tendente a abolir: 
FOrma federativa de Estado.
DIreitos e garantias individuais.
VOto direto, secreto, universal e periódico.
SEparação dos poderes.
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
• REGO DEMOCRÁTICO
REgime de GOverno = Democrático
• SIGO O PRESIDENTE 
SIstema de GOverno = Presidencialismo
• FÉ NA FEDERAÇÃO
Forma de Estado = Federação
• FOGO NA REPÚBLICA
FOrma de GOverno = República
23
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
01. No que tange as disposições preliminares do Código 
de Processo Penal, é correto afirmar que:
A) A lei processual penal tem aplicabilidade imediata, 
salvo se for para prejudicar o réu.
B) A leiprocessual penal somente terá aplicabilidade 
aos crimes que forem praticados após sua entrada 
em vigor.
C) O Código de Processo Penal adota o sistema da 
unidade processual, no que tange à aplicação da lei 
processual penal.
D) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem pre-
juízo da validade dos atos realizados sob a vigência 
da lei anterior.
E) A lei processual penal admitirá interpretação exten-
siva, mas não aplicação analógica.
02. No que se refere às disposições preliminares do 
Código de Processo Penal (CPP) e ao inquérito 
policial, assinale a opção correta.
A) O delegado de polícia só poderá determinar o arqui-
vamento de inquérito policial se ficar provado que o 
investigado agiu em legítima defesa.
B) Em respeito ao princípio constitucional da legalidade, 
não são admitidas, no que concerne à lei proces-
sual penal, interpretação extensiva ou aplicação 
analógica.
C) Nova lei processual penal tem aplicação imediata, 
devendo ser desconsiderados, quando de sua edição, 
os atos realizados sob a vigência da lei anterior.
D) O CPP aplica-se em todo o território brasileiro, inclu-
sive aos processos da competência da justiça militar.
E) O MP poderá requerer a devolução do inquérito 
à autoridade policial para que se realizem novas 
diligências imprescindíveis ao oferecimento da 
denúncia.
03. Sobre as regras legais do inquérito policial, assinale 
a alternativa correta.
A) A lavratura de boletim de ocorrência pelo ofendido 
não é meio hábil para iniciar o inquérito policial.
B) A autoridade policial não poderá mandar instaurar 
inquérito após comunicação verbal de suposto crime 
feita por pessoa do povo.
C) Do despacho que indeferir o requerimento de abertura 
de inquérito, só caberá recurso para o governador.
D) O inquérito, nos crimes em que a ação pública 
depender de representação, poderá ser iniciado sem 
a própria representação.
E) Nos crimes de ação pública, o inquérito policial 
será iniciado de ofício ou mediante requisição da 
autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a 
requerimento do ofendido ou de quem tiver quali-
dade para representá-lo
04. No que se refere à ação penal, de acordo com o 
Código de Processo Penal, é incorreto afirmar que
A) Conforme o princípio da indisponibilidade, o MP 
não pode desistir de ação penal já instaurada, bem 
como de qualquer recurso por ele interposto.
B) A representação será irretratável, depois de oferecida 
a denúncia.
C) A queixa contra qualquer dos autores do crime obri-
gará ao processo de todos, e o Ministério Público 
velará pela sua indivisibilidade.
D) Aplica-se ao acordo de não persecução penal a 
mesma lógica da transação penal, sendo dispensável 
a confissão do crime para a realização do acordo.
E) Cumprido integralmente o acordo de não persecução 
penal, o juízo competente decretará a extinção de 
punibilidade.
05. De acordo com o atual Código de Processo Penal, 
assinale a alternativa correta.
A) A prisão domiciliar consiste no recolhimento do 
indiciado ou acusado em sua residência ou em 
casa de albergado, podendo dela ausentar-se com 
autorização judicial.
B) Não será concedida fiança nos crimes cometidos por 
grupos armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático.
C) Nos crimes de tortura, a fiança só poderá ser conce-
DIREITO PROCESSUAL PENALDIREITO PROCESSUAL PENAL
24
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
dida por órgão judiciário colegiado.
D) A autoridade policial somente poderá conceder fiança 
nos casos de infração cuja pena privativa de liber-
dade máxima não seja superior a três anos.
E) Se assim recomendar a situação econômica do preso, 
a fiança poderá ser reduzida em dois terços ou sus-
pensa, mas não dispensada.
06. Sobre a prisão e as medidas cautelares, assinale a 
opção INCORRETA:
A) As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz 
a requerimento das partes ou, quando no curso 
da investigação criminal, por representação da 
autoridade policial ou mediante requerimento do 
Ministério Público.
B) Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito 
ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade 
judiciária competente, em decorrência de prisão cau-
telar ou em virtude de condenação criminal transitada 
em julgado.
C) Ninguém será recolhido à prisão sem que seja exi-
bido o mandado ao respectivo diretor ou carcereiro, 
a quem será entregue cópia assinada pelo executor 
ou apresentada a guia expedida pela autoridade com-
petente, devendo ser passado recibo da entrega do 
preso, com declaração de dia e hora.
D) É vedado o uso de algemas em mulheres grávidas 
durante os atos médico-hospitalares preparatórios 
para a realização do parto e durante o trabalho de 
parto, bem como em mulheres durante o período de 
puerpério imediato.
E) Não sendo o caso de flagrante e mesmo se tratando 
de infração inafiançável, a falta de exibição do man-
dado obstará a prisão.
07. Sobre o rito especial dos processos sobre crimes de 
responsabilidade dos funcionários públicos, o que 
prescreve o direito processual penal brasileiro?
A) Nos crimes de responsabilidade dos funcionários 
públicos, competirá o processo e julgamento aos 
juízes leigos até o recebimento da denúncia.
B) Se não for conhecida a residência do acusado, ou 
este se achar fora da jurisdição do juiz, serlhe-á 
nomeado advogado público filiado à procuradoria 
respectiva ao ente federativo, a quem caberá apre-
sentar o pedido de suspensão dos autos até a devida 
citação.
C) A resposta não poderá ser instruída com documentos 
e justificações, mas tão somente com a indicação de 
eventuais testemunhas abonatórias.
D) Na instrução criminal dos crimes de responsabili-
dade dos funcionários públicos e nos demais termos 
desse tipo de processo, observar-se-á o disposto 
nos capítulos do Código de Processo Penal relativos 
após processos de rito comum.
E) O Juízo não poderá rejeitar a denúncia antes que se 
efetive a fase instrutória do processo penal com o 
interrogatório do réu.
08. Sobre o habeas corpus, é correto afirmar que
A) qualquer coação que parta de autoridade pública e 
constranja sujeito particular enseja a impetração de 
habeas corpus.
B) a concessão do habeas corpus consequentemente 
obstará o processo, pondo termo no seu prosse-
guimento jurisdicional.
C) o habeas corpus, embora classificado pela legislação 
processual penal brasileira como “recurso penal”, é 
uma ação de impugnação de natureza constitucional.
D) o habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer 
pessoa, em seu favor ou de outrem, exceto pelo 
Ministério Público, órgão de natureza acusatória.
E) apenas os tribunais colegiados têm competência para 
expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando 
no curso de processo verificarem que alguém sofre 
ou está na iminência de sofrer coação ilegal.
09. De acordo com o Código de Processo Penal, assinale 
a alternativa correta sobre jurisdição e competência.
A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar 
que for praticado o primeiro ato de execução.
B) A competência será determinada pela continência 
quando a prova de uma infração ou de qualquer de 
suas circunstâncias elementares influir na prova de 
outra infração.
C) Nos crimes de estelionato, quando praticados 
mediante depósito, mediante emissão de cheques 
sem suficiente provisão de fundos em poder do 
sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante 
transferência de valores, a competência será definida 
pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de plu-
ralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela 
prevenção.
D) A competência será determinada pela conexão 
quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela 
mesma infração.
E) Tratando-se de infração continuada ou permanente, 
praticada em território de duas ou mais jurisdições, 
a competência firmar-se-á peladistribuição.
10. Assinale a alternativa INCORRETA. 
25
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
A) O agente público que reconhecer um elemento como 
de potencial interesse para a produção da prova peri-cial remeterá seu conteúdo a um responsável para 
sua preservação.
B) O início da cadeia de custódia dá-se com a pre-
servação do local de crime ou com procedimentos 
policiais ou periciais nos quais seja detectada a 
existência de vestígio.
C) A coleta dos vestígios deverá ser realizada prefe-
rencialmente por perito oficial, que dará o encami-
nhamento necessário para a central de custódia, 
mesmo quando for necessária a realização de exames 
complementares.
D) É proibida a entrada em locais isolados bem como a 
remoção de quaisquer vestígios de locais de crime 
antes da liberação por parte do perito responsável, 
sendo tipificada como fraude processual a sua 
realização.
E) Na central de custódia, a entrada e a saída de vestígio 
deverão ser protocoladas, consignando-se informa-
ções sobre a ocorrência no inquérito que a eles se 
relacionam.
Gabarito: 01-D; 02-E ; 03-E ; 04-D ; 05-B; 06-E; 07-D; 
08- C; 09-C ; 10- A.
BIZU PROFÉTICO
Art. 1º O processo penal reger-se-á, em todo o territó-
rio brasileiro (Princípio da territorialidade), por este 
Código, ressalvados:
I - os tratados, as convenções e regras de direito 
internacional;
II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da 
República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos 
com os do Presidente da República, e dos ministros do 
Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabili-
dade (Constituição, arts. 86, 89, § 2º, e 100); (Jurisdição 
política)
III - os processos da competência da Justiça Militar;
IV - os processos da competência do tribunal especial;
V - os processos por crimes de imprensa. (Vide ADPF 
nº 130)
Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código 
aos processos preferidos nos números. IV e V, quando as 
leis especiais que os regulam não dispuserem de modo 
diverso.
Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, 
sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigên-
cia da lei anterior. (Princípio do “tempus regit actum”)
Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação 
extensiva e aplicação analógica, bem como o suple-
mento dos princípios gerais de direito.
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS PENAIS:
• Princípio da inércia: Veda-se o início da ação penal 
de ofício pelo juiz, cabendo ao titular da ação o seu 
oferecimento.
• Princípio do devido processo legal: Busca asse-
gurar um processo que respeite todas as etapas 
previstas em lei e que observe de todas as garantias 
constitucionais. É um princípio que desencadeia 
vários outros no processo penal.
• Princípio da presunção de inocência: O acusado 
deve ser presumido inocente até a sentença conde-
natória transitar em julgado.
• Princípio da paridade das armas: As partes 
devem ter as mesmas oportunidades em juízo e 
igualdade de tratamento.
• Princípio da ampla defesa: O réu deve ter amplo 
acesso aos instrumentos de defesa, garantindo-se a 
autodefesa e a defesa técnica.
• Princípio do contraditório: Ambos possuem o 
direito de manifestação quanto aos fatos e provas 
trazidos pela parte contrária.
• Princípio do “in dubio pro reo”: Havendo dúvida 
quando à inocência do réu, este não deverá ser con-
siderado culpado.
• Princípio do duplo grau de jurisdição: Como 
regra, garante-se à parte a possibilidade de reexame 
da causa por instância superior.
• Princípio do juiz natural: O julgador deve atuar 
nos feitos que foram previamente estabelecidos 
pelo ordenamento jurídico. Veda-se o Tribunal de 
Exceção.
• Princípio da publicidade: Como regra, os atos 
processuais devem ser públicos, permitindo-se o 
amplo acesso à população, contudo, essa publi-
cidade poderá sofrer restrição quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social exigirem.
• Princípio da vedação às provas ilícitas: São inad-
missíveis no processo, segundo nosso ordenamento 
jurídico, as provas obtidas por meios ilícitos e as 
ilícitas por derivação.
• Princípio da duração razoável do processo: O 
Estado deverá prestar sua incumbência jurisdicio-
nal no menor prazo possível, respeitando, porém, os 
demais princípios, como a busca pela verdade real.
• Princípio da busca pela verdade real ou mate-
26
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
rial: Diferentemente do que ocorre no processo 
civil - no qual se busca a verdade formal, a verdade 
dos autos – no processo penal, busca-se a verdade 
material dos fatos, do mundo real, uma vez que trata 
de direitos indisponíveis, como a liberdade.
• Princípio da vedação à autoincriminação: O 
acusado não é obrigado a participar de atividades 
probatórias que lhe sejam prejudiciais.
• Princípio do “non bis in idem”: Veda-se que uma 
pessoa seja processada e condenada duas vezes pelo 
mesmo fato.
• Princípio da comunhão da prova: Após ser produ-
zida, a prova pertence ao juízo, podendo ser utilizada 
pelo juiz e por qualquer das partes.
• Princípio do impulso oficial: Iniciada a ação penal, 
o juiz tem o dever de promover o seu andamento até 
a etapa final.
• Princípio do livre convencimento motivado: O 
juiz é livre para formar seu convencimento, contudo, 
deverá fundamentar suas decisões no momento de 
prolatá-las.
• Princípio da lealdade processual: Reflete o dever 
de verdade, e a vedação a qualquer forma de fraude 
processual.
INQUÉRITO POLICIAL
FORMAS DE INSTAURAÇÃO: 
• De ofício, pela autoridade policial;
• Requisição (ordem) do MP ou Juiz;
• Representação do ofendido ou de seu representante 
legal;
• Notícia oferecida por qualquer pessoa;
• Auto de Prisão em flagrante;
STF: A “denúncia anônima”, por si só, NÃO serve para 
fundamentar a instauração de inquérito policial, mas, a 
partir dela, a polícia pode realizar diligências prelimina-
res para apurar a veracidade das informações obtidas 
anonimamente e, então, instaurar o procedimento inves-
tigatório propriamente dito (INFORMATIVO 580).
CARACTERÍSITCAS:
O inquérito policial é um procedimento administrativo:
• Escrito;
• Dispensável;
• Sigiloso;
• Inquisitorial;
• Oficioso;
• Oficial;
• Indisponível;
• Temporário;
• Discricionário.
Obs.: A autoridade policial não poderá mandar 
arquivar o IP.
PRAZOS: 
 PRESO SOLTO
Regra Geral 10 30
IP Federal 15+15 30
IPM 20 40+20
Lei de Drogas 30+30 90+90
C. Econ. Popular 10 10
AÇÃO PENAL
PÚBLICA – Titular: O Estado; Meio: Denúncia; 
Veículo: MP.
• Incondicionada: Artigo 100 do CP: É a regra no 
Direito Penal. O oferecimento da denúncia independe 
de qualquer condição específica.
• Condicionada: 
*A Representação do ofendido: CCADI (Cônjuge, compa-
nheiro, ascendente, descendente, irmãos).
*Requisição do MJ: Brasileiros no exterior, autoridades.
PRIVADA – Titular: O ofendido; Meio: Queixa Crime; 
Veículo: Advogado ou Defensoria Pública.
• Exclusiva: Pode ser promovida pelo ofendido ou 
por seus representantes legais.
• Personalíssima: Pode ser promovida APENAS pelo 
ofendido.
• Subsidiária da pública: Quando o MP perde o 
prazo de 5 ou 15 dias para oferecer denúncia, o 
ofendido passa a ter esse direito, concomitante ao 
MP, pelo prazo de 6 meses.
ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL:
Trata-se de instituto de justiça penal consensual, destinado 
a infrações de médio potencial ofensivo, que, mitigando o 
princípio da obrigatoriedade da ação penal, autoriza que 
o MP realize acordo com o autor do delito para imediato 
cumprimento de sanção não privativa de liberdade.
27
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
Finalidade: busca conferir maior celeridade na aplicação 
das sanções para os delitos menos graves, permitindo ao 
MP e ao judiciário demandar maior atenção aos crimes 
mais graves.
Requisitos Subjetivos (Se preenchidos afastam a pos-
sibilidade de acordo): 
• Reincidência; 
• Habitualidade;
• Concessão de benefício anterior.
Requisitos objetivos: 
Não ser caso de arquivamento; 
• Confissão; 
• Ausência de violência ou grave ameaça;
• Pena mínima inferior a 4 anos; 
• Não ser cabível a transação Penal; 
• Necessidade de suficiência para a prevenção do 
crime; 
• Violência doméstica e familiar contra a mulher.
PRISÕES: 
A regra prevista na Constituição Federal é que “ninguémserá considerado culpado até o trânsito em julgado de 
sentença penal condenatória“, conforme artigo 5º, LVII. 
Mas há as prisões cautelares, ou seja, aquelas realizadas 
antes da sentença penal condenatória, vejamos:
A prisão em flagrante, que é aquela realizada nas hipóte-
ses previstas no artigo 302, do Código de Processo Penal, 
com previsão no artigo 5º, LXI, da CF/88: “LXI - ninguém 
será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita 
e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo 
nos casos de transgressão militar ou crime propriamente 
militar, definidos em lei”.
Já a prisão preventiva, prevista no artigo 311 e seguintes 
do Código de Processo Penal, será decretada pelo JUIZ 
em qualquer fase do INQUÉRITO POLICIAL ou da AÇÃO 
PENAL, necessita da prova da existência do crime e indí-
cios suficientes de autoria e será decretada como:
1) GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA ou da ORDEM 
ECONÔMICA;
2) CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL;
3) ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. 
A lei 13.964 de 2019 (Pacote Anticrime) acrescentou a 
necessidade de revisão da prisão preventiva a cada 90 
dias, mas não trouxe prazo determinado para referida 
modalidade de prisão cautelar. Após referido prazo não há 
soltura automática, apenas a necessidade de reavaliação da 
medida, conforme tese fixada pelo STF: “A inobservância 
da reavaliação prevista no parágrafo único do artigo 316 
do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 
13.964/2019, após o prazo legal de 90 (dias), não implica 
a revogação automática da prisão preventiva, devendo o 
juízo competente ser instado a reavaliar a legalidade e a 
atualidade de seus fundamentos.”
No que tange a prisão temporária, esta é prevista na Lei 
7.960/89, cabível na fase do inquérito policial e tem os 
requisitos para sua decretação previstos no artigo 1º da 
citada lei, vejamos:
1) imprescindível para as investigações do inquérito 
policial;
2) o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer 
elementos necessários ao esclarecimento de sua 
identidade;
3) fundadas razões de autoria ou participação dos cri-
mes previstos na lei.
A prisão temporária tem o prazo de 5 (cinco) dias, pror-
rogável por igual período em caso de extrema e compro-
vada necessidade (artigo 2º da lei 7.960/89) nos crimes 
previstos no artigo 1º, III, da lei 7.960/89 e de 30 (dias) 
prorrogável por igual período, quando se tratar de crimes 
hediondos, tráfico de drogas, terrorismo e tortura (artigo 
2º, §4º, da lei 8.072/90). Pode ser determinada pelo Juiz 
mediante requerimento do Ministério Público ou mediante 
representação da Autoridade Policial, não sendo possível 
sua decretação de ofício e somente poderá ser decretada 
na fase pré-processual.
HIPOTESES DE PRISÃO EM FLAGRANTE:
O Código de Processo Penal em seu artigo 302 traz 
as hipóteses em que se considera em flagrante delito, 
vejamos: 
1) FLAGRANTE PRÓPRIO: quem está cometendo a 
infração penal ou acabou de cometê-la; 2) FLAGRANTE 
IMPRÓPRIO: quando o agente é perseguido, logo após, 
pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, 
em situação que faça presumir ser autor da infração; 3) 
FLAGRANTE PRESUMIDO: o agente é encontrado, logo 
depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que 
façam presumir ser ele autor da infração.
Há ainda outras hipóteses em que a doutrina classi-
fica a prisão em flagrante, como 1) ESPERADO: em 
que a autoridade policial se antecipa, aguarda e realiza 
a prisão quando os atos executórios são iniciados; 2) 
PREPARADO: quando o agente teria sido induzido a 
prática da infração penal, SÚMULA 145 do STF (“não 
há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia 
torna impossível a sua consumação”); e 3) FORJADO: 
realizado para incriminar um inocente e no qual quem 
pratica ato ilícito é aquele que forja a ação.
Com relação as formalidades para a lavratura do auto de 
28
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
prisão em flagrante, tenha atenção ao fato de que:
a) na falta ou impedimento do escrivão qualquer pessoa 
poderá ser designada para lavrar o auto, após prestar 
compromisso legal;
b) a inexistência de testemunhas não impede a lavratura 
do auto de prisão em flagrante, nesse caso deverão assi-
nar duas testemunhas que tenham presenciado a apre-
sentação do preso a autoridade policial (testemunhas de 
apresentação);
c) no caso de o acusado se recusar a assinar o auto de pri-
são em flagrante, não souber assinar ou não puder assinar 
no momento, duas testemunhas, que tenham ouvido a lei-
tura do auto na presença do conduzido, assinarão o auto.
CADEIA DE CUSTÓDIA
“A cadeia de custódia visa assegurar a idoneidade dos 
objetos e bens apreendidos, de modo a evitar qualquer 
tipo de dúvida quanto à sua origem e caminho percor-
rido durante a investigação criminal e o subsequente 
processo criminal”. Renato Brasileiro de Lima.
ETAPAS (Mnemônico REI FICA TREPA 
DESCARTA)
A cadeia de custódia compreende o rastreamento do ves-
tígio nas seguintes etapas:
I - REconhecimento: ato de distinguir um elemento como 
de potencial interesse para a produção da prova pericial; 
II - Isolamento: ato de evitar que se altere o estado das 
coisas, devendo isolar e preservar o ambiente imediato, 
mediato e relacionado aos vestígios e local de crime; III 
- FIxação: descrição detalhada do vestígio conforme se 
encontra no local de crime ou no corpo de delito, e a sua 
posição na área de exames, podendo ser ilustrada por 
fotografias, filmagens ou croqui, sendo indispensável a 
sua descrição no laudo pericial produzido pelo perito res-
ponsável pelo atendimento; IV - Coleta: ato de recolher o 
vestígio que será submetido à análise pericial, respeitando 
suas características e natureza; V - Acondicionamento: 
procedimento por meio do qual cada vestígio coletado 
é embalado de forma individualizada, de acordo com 
suas características físicas, químicas e biológicas, para 
posterior análise, com anotação da data, hora e nome 
de quem realizou a coleta e o acondicionamento; VI - 
Transporte: ato de transferir o vestígio de um local para o 
outro, utilizando as condições adequadas (embalagens, 
veículos, temperatura, entre outras), de modo a garan-
tir a manutenção de suas características originais, bem 
como o controle de sua posse; VII - REcebimento: ato 
formal de transferência da posse do vestígio, que deve ser 
documentado com, no mínimo, informações referentes ao 
número de procedimento e unidade de polícia judiciária 
relacionada, local de origem, nome de quem transportou 
o vestígio, código de rastreamento, natureza do exame, 
tipo do vestígio, protocolo, assinatura e identificação de 
quem o recebeu; VIII - Processamento: exame pericial 
em si, manipulação do vestígio de acordo com a metodo-
logia adequada às suas características biológicas, físicas 
e químicas, a fim de se obter o resultado desejado, que 
deverá ser formalizado em laudo produzido por perito; 
IX - Armazenamento: procedimento referente à guarda, 
em condições adequadas, do material a ser processado, 
guardado para realização de contraperícia, descartado ou 
transportado, com vinculação ao número do laudo cor-
respondente; X - DESCARTE: procedimento referente à 
liberação do vestígio, respeitando a legislação vigente e, 
quando pertinente, mediante autorização judicial.
29
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
01. Artêmis, na qualidade de prefeito de determinado 
município goiano, após regular procedimento lici-
tatório, contratou empresa que veio realizar obras de 
ampliação do hospital público municipal, elevando 
a capacidade de leitos com respirador para enfren-
tamento da pandemia ocasionada pelo Coronavírus. 
Finalizada a obra, o prefeito determinou a confecção 
de material publicitário para divulgação do feito, 
contendo sua caricatura e os seguintes dizeres: 
“A saúde está garantida com o Prefeito Artêmis!”. 
Considerando o exposto, o governante público vio-
lou o princípio da:
A) legalidade.
B) razoabilidade.
C) moralidade.
D) isonomia.
E) impessoalidade.
02. No que concerneà organização administrativa e aos 
princípios administrativos, informe se é verdadeiro 
(V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale 
a alternativa com a sequência correta.
( ) Enquanto pela tutela a Administração exerce controle 
sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída, 
pela autotutela o controle se exerce sobre os próprios 
atos, com a possibilidade de anular ou convalidar os 
ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, 
independentemente de recurso ao Poder Judiciário.
( ) A própria Constituição dá uma consequência 
expressa ao princípio da moralidade, quando pro-
íbe que constem nome, símbolos ou imagens que 
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou 
servidores públicos em publicidade de atos, pro-
gramas, obras, serviços e campanhas dos órgãos 
públicos.
( ) Desconcentração é a distribuição de competências 
de uma para outra pessoa, física ou jurídica.
( ) A empresa pública é pessoa jurídica de direito 
privado com capital inteiramente público (com 
possibilidade de participação das entidades da 
Administração Indireta) e organização sob qualquer 
das formas admitidas em direito.
A) V – F – F – V.
B) V – V – F – F.
C) V – F – V – V.
D) F – V – F – V.
E) F – F – V – F.
03. Acerca do provimento em cargo público, assinale a 
alternativa correta.
A) É requisito básico para investidura em cargo 
público, dentre outros, a nacionalidade brasileira 
ou estrangeira.
B) A investidura em cargo público ocorrerá com a 
posse.
C) A ascensão é uma forma de provimento de cargo 
público.
D) É requisito básico para investidura em cargo público, 
dentre outros, a idade mínima de vinte e um anos.
E) O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante 
ato da autoridade competente de cada estado.
04. Analise as assertivas, a seguir, relacionadas a agentes 
públicos e, em seguida, aponte a alternativa correta.
I - Os mesários e integrantes de juntas apuradoras, 
enquanto desempenham tais funções, estão na condição 
de agentes públicos e, quanto à classificação tradicional, 
são considerados como agentes políticos.
II - As funções de confiança só poderão ser exercidas por 
servidores ocupantes de cargo efetivo.
III - Nos termos da Constituição Federal, os servidores 
nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de 
concurso público, após 03 (três) anos de efetivo exercício, 
adquirirão a prerrogativa da vitaliciedade.
IV - Todos os agentes públicos sujeitam-se ao regime 
jurídico estabelecido nos diplomas legais específicos 
denominados de estatutos.
V - Segundo José dos Santos Carvalho Filho, o desvio de 
poder ocorre quando o agente público pratica o ato, não 
voltado para o interesse público, mas sim para o interesse 
privado. 
DIREITO ADMINISTRATIVODIREITO ADMINISTRATIVO
30
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
A) Somente as assertivas II e III estão corretas.
B) Somente as assertivas II e V estão corretas.
C) Somente as assertivas I, II e V estão corretas.
D) Somente as assertivas I, III e IV estão corretas.
E) Somente as assertivas II, IV e V estão corretas.
05. Poderes administrativos representam instrumentos 
aptos a permitir à Administração o cumprimento de 
suas finalidades públicas. 
O poder disponibilizado à Administração Pública para 
apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores 
públicos e demais pessoas sujeitas à disciplina adminis-
trativa denomina-se:
A) poder militar.
B) poder regulamentar.
C) poder hierárquico.
D) poder disciplinar.
E) poder de polícia.
06. No que se refere aos elementos do ato administrativo, 
é correto afirmar que :
A) competência diz respeito à pessoa a que se des-
tinam os efeitos jurídicos produzidos pelo ato 
administrativo.
B) finalidade consiste nos pressupostos jurídicos que 
ensejaram a prática do ato.
C) forma diz respeito a evento futuro e incerto a que se 
subordinam os efeitos do ato administrativo.
D) motivo compreende exclusivamente os pressupostos 
de fato que ensejaram a prática do ato administrativo.
E) objeto representa o próprio conteúdo do ato 
administrativo.
07. João, investigador policial da Polícia Civil do Estado 
Alfa, cumpria diligência determinada por delegado 
de polícia no bojo de inquérito policial que apura 
crime de associação para o tráfico de drogas. Para 
tanto, João realizava o mapeamento de determinada 
rua, quando, por descuido, deixou sua arma cair no 
chão, causando um disparo que atingiu a perna de 
Maria, moradora da comunidade.
Após receber alta no hospital onde foi atendida, Maria 
procurou a Defensoria Pública e ajuizou ação indenizatória 
em face: 
A) de João, diretamente, com base em sua responsa-
bilidade civil objetiva, sendo desnecessária a com-
provação de ter o policial agido com culpa ou dolo;
B) de João, diretamente, com base em sua responsabi-
lidade civil subjetiva e solidária, sendo necessária a 
comprovação de ter o policial agido com culpa ou 
dolo;
C) da Polícia Civil do Estado Alfa, com base em sua 
responsabilidade civil objetiva, sendo desnecessária 
a comprovação de ter agido João com culpa ou dolo;
D) do Estado Alfa, com base em sua responsabilidade 
civil objetiva, sendo desnecessária a comprovação 
de ter agido João com culpa ou dolo;
E) do Estado Alfa, com base em sua responsabilidade 
civil subjetiva, sendo necessária a comprovação de 
ter agido João com culpa ou dolo.
08. Analise o seguinte caso hipotético:
Marinalva, prefeita municipal, foi condenada em ação de 
improbidade administrativa por ter nomeado seu cônjuge, 
José, para o exercício de cargo em comissão como Chefe 
de Gabinete. Nos termos da Lei Federal nº 8.429/1992, 
a conduta de Marinalva caracterizou ato de improbidade 
administrativa, na modalidade
A) enriquecimento ilícito, podendo acarretar, dentre 
outras penas, a perda da função pública e a sus-
pensão dos direitos políticos por até 14 (catorze) 
anos.
B) lesão ao erário, podendo acarretar, dentre outras 
penas, a perda da função pública e a suspensão 
dos direitos políticos por até 12 (doze) anos.
C) lesão ao erário, podendo acarretar, dentre outras 
penas, o pagamento de multa civil de até 12 (doze) 
vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. 
D) violação aos princípios da administração pública, 
podendo acarretar, dentre outras penas, a perda da 
função pública e a suspensão dos direitos políticos 
por até 4 (quatro) anos.
E) violação aos princípios da administração pública, 
podendo acarretar, dentre outras penas, o pagamento 
de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor 
da remuneração percebida pelo agente.
09. De acordo com a Lei de Licitações, analise as asser-
tivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. 
É dispensável a licitação:
I. nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.
II. quando não acudirem interessados à licitação anterior 
e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem pre-
juízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas 
as condições preestabelecidas.
III. na contratação de instituição brasileira incumbida regi-
mental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do 
desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada 
à recuperação social do preso, desde que a contratada 
detenha inquestionável reputação ético-profissional e não 
31
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
tenha fins lucrativos.
IV. para a impressão dos diários oficiais, de formulários 
padronizados de uso da administração, e de edições téc-
nicas oficiais, bem como para prestação de serviços de 
informática a pessoa jurídica de direito público interno, 
por órgãos ou entidades que integrem a Administração 
Pública, criados para esse fim específico.
Alternativas
A) Apenas I e III.
B) Apenas III e IV
C) Apenas I, II e III
D) Apenas I, II e IV
E) I, II, III e IV.
10. A lei estadual n. 13.800/01, que regula o processo 
administrativo, prevê em relação aos direitos dos 
administrados:
A) permissão para o interessado ter vista dos proces-
sos, porém sem obter cópias e fazer anotações dos 
documentos neles contidos.
B) assistênciaobrigatória de advogado, independen-
temente da natureza do objeto do processo em 
tramitação.
C) possibilidade de formulação de alegações e apresen-
tação de documentos, desde que apresentados antes 
da decisão da autoridade julgadora.
D) exclusão de prioridade na tramitação dos processos 
para pessoas portadoras de hanseníase, no caso de 
a doença ter surgido após o início do processo.
Gabarito: 01-E; 02-A; 03-B; 04-B; 05-D; 06-E; 07-D; 
08-E; 09-E; 10-C .
BIZU PROFÉTICO
PRINCÍPIOS
São os princípios administrativos expressos na CF, em 
seu Art. 37, caput, Mnemônico - L.I.M.P.E:
A administração pública direta e indireta de qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
HI.PO.DI.DI.VI.NO – O mnemônico abrange os poderes 
da Administração Pública:
HIerarquico.
POlícia.
DIsciplinar.
DIscricionário.
VInculado.
NOrmativo.
ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA
São atributos do Poder de Polícia – Mnemônico - DIS.
CO.AUTO:
DIScricionariedade.
COercibilidade.
AUTOexecutoriedade.
ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
Os atributos ou características dos atos administrativos 
são as qualidades que os diferem dos atos privados. Os 
atributos dos atos administrativos são representados pelo 
mnemônico PATI: 
Presunção de legitimidade (ou veracidade).
Autoexecutoriedade.
Tipicidade 
Imperatividade 
ELEMENTOS E REQUISITOS
Os elementos de formação dos atos administrativos tam-
bém conhecidos como requisitos ou aspectos de validade 
dos atos administrativos são representados pelo mnemô-
nico COFIFOMOOB:
COmpetência 
FInalidade 
FOrma 
MOtivo 
OBjeto 
COMPETÊNCIA: é o poder legal atribuído às entidades, 
aos órgãos e aos agentes públicos para o desempenho 
específico de suas funções. Apesar de ser irrenunciável e 
intransferível, a competência poderá ser passível de dele-
gação ou de avocação. 
A) Delegação: É a transferência da execução do ato 
ou da incumbência da prestação do serviço para outro 
agente ou órgão, sendo que a titularidade permanece com 
o delegante, que poderá, a qualquer momento, revogar a 
delegação. É possível delegar uma atribuição ainda que 
32
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
não haja hierarquia entre o delegante e o delegado.
A regra é a possibilidade de delegação, isto é, só não será 
possível delegar uma competência se houver algum impe-
dimento em lei. Os atos administrativos que não podem 
ser objeto de delegação são expressos pelo seguinte 
mnemônico CENORA: 
Atos não passíveis de delegação: 
CE - Competência Exclusiva. 
NO – NOrmativos. 
RA - Recursos Administrativos. 
B) Avocação: 
É o contrário da delegação, ou seja, ocorre quando órgão 
ou agente chama para si funções originalmente atribuídas 
a um outro órgão ou agente, porém ela possui algumas 
particularidades.
Enquanto a delegação pode ser feita com ou sem hierar-
quia, a avocação só é possível entre um superior e um 
subordinado. Além disso, ela é uma medida de exceção, 
que só pode ocorrer por motivos relevantes, devidamente 
justificados e somente de forma temporária. 
ABUSO DE PODER
Possui duas Espécies:
a) excesso de poder: é verificado quando o agente atua 
além dos limites de sua competência.
b) desvio de poder ou desvio de finalidade: ocorre 
quando o administrador age dentro de sua competência 
(não extrapola), mas o faz para alcançar fim diferente do 
previsto, explícita ou implicitamente, na lei, ou seja, dis-
socia-se do interesse público
Mnemônicos:
C.E.P - Competência no EXCESSO DE PODER
F.D.P - Finalidade no DESVIO DE PODER
ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS 
Existem 5 espécies de atos administrativos que se diferen-
ciam pelo conteúdo do ato emanado. São representadas 
pelo seguinte mnemônico – NONEP:
Normativo 
Ordinatório 
Negocial 
Enunciativo 
Punitivo 
Atos Normativos: Os atos ou normativos ou gerais são 
caracterizados pela generalidade e abstração. Isso significa 
que tais atos não atingem situações concretas específicas, 
mas se destinam a normatizar situações futuras. São atos 
discricionários e se submetem às mesmas regras de con-
trole judicial das leis. 
Os atos normativos podem ser representados pelo seguinte 
mnemônico - R3D2:
Resoluções 
Regulamentos 
Regimentos 
Decretos 
Deliberações 
Atos Ordinatórios: possuem a finalidade de disciplinar 
o funcionamento da Administração e a conduta funcional 
dos agentes públicos, portanto, eles têm alcance interno. 
Nessa linha, o seu fundamento é o poder hierárquico, pois 
esses atos são editados por um superior, tendo como des-
tinatários os seus subordinados. 
Os atos ordinatórios podem ser representados pelo 
seguinte mnemônico - CAIO PODE: 
Circulares 
Avisos 
Instruções 
Ordens de serviços 
Portarias 
Ofícios 
DEspachos 
Atos Negociais: Atos negociais ou de consentimento são 
aqueles em que a vontade da administração coincide com 
a pretensão de um particular. Eles são exigidos quando 
o particular necessita obter uma anuência ou consenti-
mento prévio do Estado para poder exercer legitimamente 
determinada atividade. Podem ser discricionários ou 
vinculados. 
Eles não se confundem com os contratos administrativos, 
que são acordos bilaterais firmados pelas partes interes-
sadas. No ato negocial há um pedido do particular inte-
ressado, mas o ato em si é concedido pela Administração 
de forma unilateral. 
Os atos negociais podem ser representados pelo seguinte 
mnemônico – PANELA:
Permissão 
Autorização
33
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
Nomeação
Exoneração a pedido
Licença 
Admissão 
Atos Enunciativos: São os atos pelos quais a 
Administração declara um fato preexistente, profere 
uma opinião ou emite um juízo de valor, sem que, por 
si só, produza consequências jurídicas. Por meio deles, 
a Administração Pública se limita a certificar ou atestar 
um fato. 
Os atos enunciativos podem ser representados pelo 
seguinte mnemônico – CAPA: 
Certidão
Atestado
Parecer
Apostila
Atos Punitivos: Os atos punitivos ou sancionatórios são 
atos que têm o objetivo de punir ou reprimir a prática de 
infrações administrativas. Podemos dividi-los em duas 
grandes categorias: sanções internas e sanções externas. 
As sanções internas são aplicáveis em virtude do regime 
funcional dos servidores. As sanções externas, por sua 
vez, tratam da relação entre a Administração e o adminis-
trado e ocorrem quando o destinatário infringe alguma 
norma administrativa. 
São representados pelo seguinte mnemônico - MAID:
Multa.
Autuação interna.
Interdição de atividade.
Destruição de coisa.
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01. Assinale a opção correta a respeito da aplicação da lei 
penal militar no tempo e das leis penais excepcionais 
e temporárias.
A) Ao contrário do que ocorre no direito penal comum, 
no direito penal militar, a lei posterior que deixa de 
considerar determinado fato como crime estende-se 
aos efeitos de natureza civil.
B) De acordo com o CPM, para se reconhecer qual a 
lei mais favorável, a lei posterior e a anterior devem 
ser combinadas, extraindo-se de cada uma delas o 
dispositivo que mais beneficie o réu.
C) O princípio da retroatividade benigna não é aplicável 
às medidas de segurança.
D) Aos condenados por crimes praticados em tempo de 
guerra serão aplicadas as penas mais severas esta-
belecidas, ainda que a sentença condenatória seja 
proferida depois da cessação do estado de guerra.
E) As normas do CPM relativas aos crimes militares 
praticados em tempo de guerra não constituem 
exemplo de lei penal temporária.
02. Sobre a coação irresistível e a obediência hierárquica 
e seu tratamento no Código Penal Militar, assinale a 
alternativa incorreta.
A) Não é culpado quem comete o crime em estrita obe-
diência de ordem direta de superior hierárquico, em 
matéria de serviços.
B) Se a ordem do superior tem por objetivo a prática de 
ato manifestamente criminoso, é punível também o 
inferior.
C) Não é culpado quemcomete o crime sob coação 
irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir 
segundo a própria vontade.
D) Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem.
E) Se na ordem do superior há excesso nos atos ou na 
forma da execução, não será punido o inferior.
03. Considere as assertivas abaixo, acerca do “concurso 
de agentes” no Direito Penal Militar.
I - De acordo com o Código Penal Militar, a pena é agra-
vada em relação ao agente que promove ou organiza a 
cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais 
agentes.
II - De acordo com o Código Penal Militar, a pena é ate-
nuada em relação ao agente que instiga ou determina a 
cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade, ou não 
punível em virtude de condição ou qualidade especial.
III - De acordo com o Código Penal Militar, a pena é ate-
nuada com relação ao agente, cuja participação no crime 
é de somenos importância.
IV - De acordo com o Código Penal Militar, na prática de 
crime de autoria coletiva necessária, somente os oficiais 
podem ser considerados cabeças.
V - De acordo com o Código Penal Militar, o ajuste, a 
determinação ou instigação e o auxílio sempre são puní-
veis, ainda que o crime não chegue, pelo menos, a ser 
tentado.
Assinale a opção correta.
A) Apenas as assertivas I, III e IV são verdadeiras.
B) Apenas as assertivas II e III são verdadeiras.
C) Apenas as assertivas III, IV e V são Verdadeiras.
D) Apenas a assertivas I é verdadeira.
E) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.
04. Sobre as penas previstas no Código Penal Militar, 
assinale a afirmativa correta.
A) A pena de impedimento, aplicável à maioria dos 
crimes propriamente militares, sujeita o condenado 
a permanecer no quartel, sem prejuízo da instrução 
militar.
B) Apesar de prevista no Código Penal Militar, a 
pena de morte não pode ser aplicada por vedação 
constitucional.
C) São circunstâncias que sempre agravam a pena, 
quando não integrantes ou qualificativas do crime, 
ter o agente cometido o crime militar enquanto 
estava de serviço ou contra grávida, criança, velho 
ou enfermo, conforme previsão expressa no Código 
Penal Militar.
D) A pena de inabilitação para o exercício de função 
pública pode ser aplicada pelo prazo de 2 a 20 anos, 
DIREITO PENAL MILITARDIREITO PENAL MILITAR
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em virtude de crime militar praticado com abuso de 
poder ou violação do dever militar, mas está condi-
cionada a estar expressamente imposta na sentença.
E) A suspensão dos direitos políticos, prevista como 
pena acessória no Código Penal Militar, perdura 
enquanto o condenado estiver inabilitado para o 
exercício de função pública e, como consequência, 
o condenado pode votar mas não pode ser votado.
05. Entende-se por penas acessórias aquelas que repre-
sentam uma punição extrapenal, que são imputadas 
ao condenado, por previsão legal. Assinale a alter-
nativa correta em relação às penas acessórias no 
Direito Penal Militar:
A) Fica sujeito à declaração de incompatibilidade com 
o oficialato o militar condenado nos crimes de 
Entendimento para empenhar o Brasil à neutralidade 
ou à guerra e Provocação a país estrangeiro.
B) Na declaração de indignidade ao oficialato o pres-
suposto de aplicação está vinculado à quantidade da 
pena aplicada em concreto.
C) A perda de posto e patente resulta da condenação 
a pena privativa de liberdade por tempo superior a 
dois anos, e importa a perda das condecorações.
D) A exclusão das forças armadas, penalidade acessória 
imposta às praças, será efetivada desde que a pena 
em concreto transitada em julgado seja superior a 2 
(dois) anos, se o tipo legal assim o prever.
E) O termo inicial do prazo da inabilitação para o exer-
cício da função pública tem início com o trânsito em 
julgado da decisão que determinou a pena privativa 
de liberdade ou da medida de segurança imposta em 
substituição.
06. Segundo as prescrições do Código Penal Militar 
(Decreto-lei n. 1.001/69) acerca das medidas de 
segurança, marque a alternativa CORRETA:
A) As medidas de segurança não podem ser impostas 
aos civis.
B) Quando o agente for imputável, mas suas condições 
pessoais e o fato praticado revelarem que ele não 
oferece perigo à incolumidade alheia, o juiz poderá 
determinar sua internação em manicômio judiciário.
C) As medidas de segurança são pessoais ou patri-
moniais. As da primeira espécie subdividem-se 
em detentivas e não detentivas. As detentivas são a 
internação em manicômio judiciário e a internação 
em estabelecimento psiquiátrico anexo ao manicô-
mio judiciário ou ao estabelecimento penal, ou em 
seção especial de um ou de outro. As não detentivas 
são a cassação de licença para direção de veículos 
motorizados, o exílio local e a proibição de frequentar 
determinados lugares. As patrimoniais são a inter-
dição de estabelecimento ou sede de sociedade ou 
associação, e o confisco.
D) A internação, cujo mínimo deve ser fixado de dois 
a seis anos, é por tempo determinado, perdurando 
enquanto for averiguada, mediante perícia médica, 
a cessação da periculosidade do internado.
07. São causas extintivas de punibilidade previstas no 
CPM, salvo:
A) pela retroatividade de lei que não mais considera o 
fato como criminoso;
B) pela decadência.
C) pela prescrição;
D) pela reabilitação;
E) pelo ressarcimento do dano no peculato culposo;
08. A teoria geral do crime militar, diferentemente do 
que ocorre na esfera comum, não exige apenas a 
subsunção do fato ao tipo descrito no tipo penal, 
decorrendo a sua caracterização de complementos 
insertas nos dispositivos gerais Decreto Nº 1.001/69 
(Código Penal Militar), sobretudo aqueles constantes 
do Art. 9º. De acordo com o texto, assinale a alterna-
tiva que contém os crimes previstos exclusivamente 
no Código Penal Militar:
A) Promoção ou facilitação da fuga de preso, 
Insubmissão e Amotinamento.
B) Motim de presos, Insubmissão e Abandono de posto.
C) Arrebatamento de preso, Insubmissão e Resistência.
D) Resistência, Insubmissão e Abandono de posto.
E) Revelação de notícia, Informação ou documento; 
Insubmissão e Deserção.
09. Motim, no Código Penal Militar, é considerado 
um crime contra a autoridade ou disciplina militar. 
Consiste em reunirem-se militares ou assemelha-
dos: agindo contra a ordem recebida de superior, 
ou negando-se a cumpri-la; recusando obediência 
a superior, quando estejam agindo sem ordem ou 
praticando violência; assentindo em recusa conjunta 
de obediência, ou em resistência ou violência, em 
comum, contra superior; ocupando quartel, forta-
leza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou 
dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo 
ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se 
de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, 
para ação militar, ou prática de violência, em desobe-
diência a ordem superior ou em detrimento da ordem 
ou da disciplina militar. Nas mesmas circunstâncias, 
se os agentes estavam armados, o crime é de:
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A) Conspiração.
B) Organização de grupo para a prática de violência.
C) Revolta.
D) Omissão de lealdade militar.
E) Amotinamento.
10. No tocante às disposições do Código Penal Militar, 
acerca “Dos Crimes Contra o Serviço Militar e Dever 
Militar, a conduta de “deixar de apresentar-se o con-
vocado à incorporação, dentro do prazo que lhe foi 
marcado, ou, apresentando-se, ausentar-se antes do 
ato oficial de incorporação”, corresponde ao tipo do 
crime de:
A) Deserção.
B) Abandono de posto.
C) Amotinamento.
D) Insubmissão
E) Deserção especial.
Gabarito: 01-E; 02-E; 03-E; 04-D; 05-C; 06-C; 07-B; 
08-E; 09 C-; 10- D.
BIZU PROFÉTICO
APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR
Medidas de Segurança
CPM, Art. 110. As medidas de segurança são pessoais 
ou patrimoniais. As da primeira espécie subdividem-se 
em detentivas e não detentivas. As detentivas são a 
internação em manicômio judiciário e a internação em 
estabelecimento psiquiátrico anexo ao manicômio judi-
ciário ou ao estabelecimento penal,ou em seção especial 
de um ou de outro. As não detentivas são a cassação 
de licença para direção de veículos motorizados, o exílio 
local e a proibição de frequentar determinados lugares. As 
patrimoniais são a interdição de estabelecimento ou sede 
de sociedade ou associação, e o confisco.
Crime Continuado ou Permanente
STF, Súmula 711 - A lei penal mais grave aplica-se ao 
crime continuado ou a crime permanente, se a sua vigência 
é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.) 
Deserção / Insubmissão 
Tempo do Crime
Assim como o Código Penal, o Código Penal Militar adota 
a teoria da atividade para determinar o tempo do crime.
Lugar do crime
Diferentemente do Código Penal, o código Penal Militar 
adota duas teorias diferentes para determinar o lugar do 
crime, dependendo da classificação do crime praticado.
“A cadeia de custódia visa assegurar a idoneidade dos 
objetos e bens apreendidos, de modo a evitar qualquer 
tipo de dúvida quanto à sua origem e caminho percor-
rido durante a investigação criminal e o subsequente 
processo criminal”. Renato Brasileiro de Lima.
Mnemônico LUATA CO
Lugar (Teoria Mista):
Ubiquidade - Comissivos
Atividade - Omissivos
Tempo:
Atividade
Aplicação da Lei Penal no Espaço
O Código Penal Militar adota a territorialidade e a extra-
territorialidade incondicionada como regras de aplicação 
da lei penal.
Crime militar, praticado, no todo ou em parte, no Brasil, 
ou fora dele: Aplica-se a lei penal militar brasileira, sem 
prejuízo de convenções, tratados e regras de direito inter-
nacional, ainda que o agente tenha sido julgado ou pro-
cessado pela justiça estrangeira.
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CRIMES MILITARES
Crime militar é aquela conduta que, direta ou indi-
retamente, ATENTA CONTRA OS BENS E INTERESSES 
JURÍDICOS DAS INSTITUIÇÕES MILITARES, qualquer 
que seja o agente.
Regra Geral: O autor do delito irá atentar contra um 
bem jurídico tutelado pelo Direito Penal comum e irá 
praticar um crime comum, previsto no código Penal. 
Entretanto, dependendo da situação, outros bens 
jurídicos de natureza militar e tutelados pelo DPM 
podem ser atingidos pela conduta do agente (extra-
polando, assim, o dano ao bem jurídico tutelado 
pelo Direito Penal). Quando isso acontece estamos 
diante de um crime militar.
Comparando os Bens Jurídicos Tutelados 
(Exemplos)
Pontos chave
• Existem artigos idênticos e condutas aparentemente 
iguais tanto no CPM quanto no CP.
• Os bens jurídicos tutelados é que irão variar entre 
cada esfera de Direito Penal.
• Crime militar não é exclusividade de militar.
Classificação dos Crimes Militares
Crime militar próprio
• É aquele que está previsto APENAS NO CPM.
• A conduta não está prevista em outra lei ou no CP.
• Exemplo: Omissão de eficiência da força (Art.198 do 
CPM).
• Em regra, só pode ser praticado por militares.
Crime militar impróprio
• É aquele que também está previsto no CPM. 
• Ou seja: está previsto TANTO NO CPM quanto no 
CP ou em outras leis.
• Exemplo: homicídio.
• Pode ser praticado por civis e militares.
Classificação dos Militares, segundo o CPM
Militar da Ativa: Militar que está efetivamente desempe-
nhando suas atividades.
Militar da Reserva: Militar inativo. Ainda pode vir a ser 
convocado a prestar serviço na ativa. É o militar “aposen-
tado” que ainda pode ser convocado a prestar serviço.
Militar Reformado: Militar inativo. Está definitivamente 
dispensado do serviço na ativa. Não pode mais ser con-
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vocado, podendo apenas ser excepcionalmente contratado 
para trabalhar na administração militar.
Militar de Serviço: É aquele que está em horário de ser-
viço, desempenhando suas funções. Não se confunde com 
DA ATIVA. Um militar pode ser da Ativa e não estar DE 
SERVIÇO (se estiver em sua folga, por exemplo).
Militar agregado: Em algumas situações peculiares, o 
militar será considerado agregado. Para não complicar 
muito: na hora da prova, considere o militar AGREGADO 
como militar da ATIVA.
Competência Básica da Justiça Militar
Justiça Militar da União: “à Justiça Militar compete pro-
cessar e julgar os crimes militares definidos em lei.” 
Art.124,CF/1988.
Justiça Militar Estadual: Compete à Justiça Militar estadual 
processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes 
militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos 
disciplinares militares, ressalvada a competência do júri 
quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente 
decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e 
da graduação das praças. Art.125, §4º, CF/1988.
Observações:
• A Justiça Militar ESTADUAL não pode julgar CIVIS.
• A Justiça Militar da UNIÃO pode julgar tanto militares 
quanto civis.
• Atos disciplinares não estão previstos no CPM.
Art. 9º São crimes militares:
1) Os crimes de que trata o CPM, quando definidos de 
modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, 
qualquer que seja o agente, salvo disposição especial.
2) Os crimes previsto neste CPM e os previstos na legis-
lação penal, quando praticados:
• Por militar em situação de atividade ou assemelhado, 
contra militar na mesma situação ou assemelhado.
• Por militar em situação de atividade ou assemelhado, 
em lugar sujeito à administração militar, contra mili-
tar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou 
civil.
• Por militar em serviço ou atuando em razão da fun-
ção, em comissão de natureza militar, ou em forma-
tura, ainda que fora do lugar sujeito à administração 
militar contra militar da reserva, ou reformado, ou 
civil.
• Por militar durante o período de manobras ou exer-
cício, contra militar da reserva, ou reformado, ou 
assemelhado, ou civil.
• Por militar em situação de atividade, ou asseme-
lhado, contra o patrimônio sob a administração 
militar, ou a ordem administrativa militar.
3) Os crimes praticados por militar da reserva, ou refor-
mado, ou por civil, contra instituições militares, conside-
rando-se como tais não só os compreendidos no inciso 
I, como os do inciso II, nos seguintes casos:
• Contra o patrimônio sob a administração militar, ou 
contra a ordem administrativa militar.
• Em lugar sujeito à administração militar contra militar 
em situação de atividade ou assemelhado, ou con-
tra funcionário de Ministério militar ou da Justiça 
Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo.
• Contra militar em formatura, ou durante o período de 
prontidão, vigilância, observação, exploração, exer-
cício, acampamento, acantonamento ou manobras.
• Ainda que fora do lugar sujeito à administração mili-
tar, contra militar em função de natureza militar, ou 
no desempenho de serviço de vigilância, garantia 
a preservação da ordem pública, administrativa ou 
judiciária, quando legalmente requisitado para aquele 
fim, ou em obediência a determinação legal superior.
CPM - Crimes Dolosos Contra a Vida de Civil
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DO MOTIM E DA REVOLTA
Motim
Art. 149. Reunirem-se militares ou assemelhados:
I - agindo contra a ordem recebida de superior, ou negan-
do-se a cumpri-la;
II - recusando obediência a superior, quando estejam 
agindo sem ordem ou praticando violência;
III - assentindo em recusa conjunta de obediência, ou 
em resistência ou violência, em comum, contra superior;
IV - ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou esta-
belecimento militar, ou dependência de qualquer deles, 
hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, 
ou utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios 
de transporte, para ação militar, ou prática de violência, 
em desobediência a ordem superior ou em detrimento da 
ordem ou da disciplina militar. Pena - reclusão, de quatro 
a oito anos, com aumento de um terço para os cabeças.
Revolta
Parágrafo único. Se os agentes estavam armados. Pena 
- reclusão, de oito a vinte anos, com aumento de um terço 
para os cabeças.
DA DESERÇÃO
Art. 187. Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade 
em que serve, ou do lugar em quedeve permanecer, por 
mais de oito dias: Pena - detenção, de seis meses a dois 
anos; se oficial, a pena é agravada.
DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
Art. 123. Extingue-se a punibilidade:
I - pela morte do agente;
II - pela anistia ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o 
fato como criminoso;
IV - pela prescrição;
V - pela reabilitação;
VI - pelo ressarcimento do dano, no peculato culposo.
Crime militar: 
• É aquele que se adequa às premissas do art. 9º do 
CPM.
• Não se limita aos crimes previsto no CPM.
• Pode ser praticado por Militares ou Civis.
Justiça Militar Estadual:
• Não pode julgar civis.
• Julga apenas militares do Estados (como policiais 
ou integrantes do CBM).
• Julga crimes militares e ações contra atos discipli-
nares militares.
• Não julga crimes dolosos contra a vida praticados 
pelos militares estaduais.
Justiça Militar da União
• Pode julgar tanto Militares das Forças Armadas 
quanto civis que pratiquem crimes militares que 
atinjam bens jurídicos militares da União.
• Após o advento da Lei n.13.491/2017, passou a ter 
competência para julgar crimes dolosos contra a vida 
de civil praticados por militares da Forças Armadas, 
dependendo do contexto em que ocorrer o delito.
DAS PENAS
Art. 55. As PENAS PRINCIPAIS são:
a) morte;
b) reclusão;
c) detenção;
d) prisão;
e) impedimento;
f) suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou 
função;
g) reforma.
Art. 98. São PENAS ACESSÓRIAS:
I - a perda de posto e patente;
II - a indignidade para o oficialato;
III - a incompatibilidade com o oficialato;
IV - a exclusão das forças armadas;
V - a perda da função pública, ainda que eletiva;
VI - a inabilitação para o exercício de função pública;
VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela;
VIII - a suspensão dos direitos políticos.
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01. Sobre a aplicação da lei processual penal militar, 
assinale a assertiva correta.
A) Tendo em vista o princípio da especialidade aplicável 
à Justiça Militar, as previsões constitucionais atinen-
tes ao direito processual penal não são aplicáveis 
quando da aplicação prática do direito processual 
penal militar.
B) O Código de Processo Penal Militar rege o processo 
penal militar em tempo de paz, o que não ocorre 
em tempo de guerra, caso em que deve ser aplicada 
legislação específica.
C) O Código de Processo Penal Militar estabelece a pre-
valência do Direito Internacional Público, tal como 
tratados e convenções. 
D) O Código de Processo Penal Militar aplica-se à 
Justiça Militar Estadual na execução de sentenças.
E) A analogia não é admitida no Direito Processual 
Penal Militar, visto que prevalece a interpretação 
literal da norma. 
02. Compete a polícia judiciária militar, exceto:
A) Apurar os crimes militares, bem como os que, por 
lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua 
autoria.
B) Prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos 
membros do Ministério Público as informações 
necessárias à instrução e julgamento dos proces-
sos, bem como realizar as diligências que por eles 
lhe forem requisitadas.
C) Representar a autoridades judiciárias militares 
acerca da prisão preventiva e da insanidade mental 
do indiciado.
D) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas 
civis as pesquisas e exames necessários ao comple-
mento e subsídio de inquérito policial militar.
E) Atender, com observância dos regulamentos milita-
res, a pedido de apresentação de militar ou funcio-
nário de repartição militar à autoridade civil com-
petente, ainda que seja ilegal, mas fundamentado o 
pedido.
03. Sobre Inquérito Policial Militar, é incorreto afirmar:
A) O inquérito policial militar é a apuração sumária 
de fato, que, nos termos legais, configure crime 
militar, e de sua autoria. Tem o caráter de instrução 
provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar 
elementos necessários à propositura da ação penal.
B) A designação de escrivão para o inquérito caberá 
ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita 
pela autoridade que lhe deu delegação para aquele 
fim, recaindo em segundo ou primeiro-tenente, se 
o indiciado for oficial, e em sargento, subtenente ou 
suboficial, nos demais casos.
C) Independentemente de flagrante delito, o indiciado 
poderá ficar detido, durante as investigações poli-
ciais, até sessenta dias, comunicando-se a deten-
ção à autoridade judiciária competente. Esse prazo 
poderá ser prorrogado, por mais trinta dias, pelo 
subcomandante da Região, Distrito Naval ou Zona 
Aérea, mediante solicitação fundamentada do encar-
regado do inquérito e por via administrativa.
D) Será encarregado do inquérito, sempre que possí-
vel, oficial de posto não inferior ao de capitão ou 
capitão-tenente; e, em se tratando de infração penal 
contra a segurança nacional, sê-lo-á, sempre que 
possível, oficial superior, atendida, em cada caso, a 
sua hierarquia, se oficial o indiciado.
E) Em se tratando da apuração de fato delituoso de 
excepcional importância ou de difícil elucidação, o 
encarregado do inquérito poderá solicitar do pro-
curador-geral a indicação de procurador que lhe dê 
assistência.
04. Sobre o Processo Penal Militar, informe se é ver-
dadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A 
seguir, indique a opção que apresenta a sequência 
correta.
( ) A ação penal Militar é Pública e somente pode ser 
promovida por denúncia do Ministério Público 
Militar.
( ) Apresentada a denúncia, o Ministério público não 
poderá desistir da ação penal.
( ) O juiz proverá a regularidade do processo e a execu-
DIREITO PROCESSUAL DIREITO PROCESSUAL 
PENAL MILITARPENAL MILITAR
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ção da lei, e manterá a ordem no curso dos respec-
tivos atos, podendo, para tal fim, requisitar a força 
militar.
( ) O rol de testemunhas poderá ser dispensado, se o 
Ministério Público dispuser de prova documental 
suficiente para oferecer a denúncia.
A) V -V -V -V
B) F -V -F -V
C) V -F -V -F
D) F -F -F –V
E) V -V -V -F
05. Considerando as disposições do Código de Processo 
Penal Militar (CPPM), a respeito da denúncia, assi-
nale a alternativa correta.
A) A classificação do crime poderá ser dispensada, se 
o Ministério Público dispuser de prova documental 
suficiente para oferecer a denúncia.
B) O juiz não receberá a denúncia se já estiver extinta 
a punibilidade.
C) A denúncia conterá rol de testemunhas em número 
não superior a três, com indicação do nome, da 
naturalidade e do estado civil destas.
D) No caso de ilegitimidade do acusador, a denúncia 
será rejeitada, situação que obstará o posterior exer-
cício da ação penal, ainda que proposta por acusador 
legítimo.
E) A alegação de óbito do acusado por parte da defesa 
é suficiente para a declaração de extinção da 
punibilidade.
06. Consideradas as regras estabelecidas pelo Código 
de Processo Penal Militar acerca do foro militar e da 
competência, é CORRETA a afirmação a seguir.
A) O foro militar é especial e, em crimes de qualquer 
natureza, a ele estão sujeitos, em tempo de paz, os 
militares em situação de atividade e os assemelha-
dos na mesma situação, assim como os militares da 
reserva, quando convocados para o serviço ativo.
B) Prevalecem os demais critérios de determinação e 
fixação da competência, em caso de conexão ou con-
tinência, prerrogativa de posto ou função ou, ainda, 
de desaforamento.
C) A competência será regulada pela residência ou 
domicílio do acusado nos casos de crimes dolosos 
contra a vida praticados contra civil, por opção da 
família da vítima.
D) Quando não puder ser determinado o lugar da infra-
ção, a competência será determinada pela prevenção.
E) A competência será, em regra, determinada pelo lugar 
da infração e, no caso de tentativa, pelo lugar em que 
for praticado o último ato de execução.
07. Nos incidentes processuais:
A) O Juiz que se declarar suspeito ou impedido não 
motivará o despacho.
B) Poderá opor suspeição ao encarregado do inquérito, 
e deverá este declarar-sesuspeito quando ocorrer 
motivo legal, que lhe seja aplicável.
C) Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a 
existência de causa que o torne incompetente, deverá 
ser omisso nos autos que será remetido ao juízo 
competente.
D) Qualquer das partes poderá arguir, por escrito, a 
existência de anterior processo sobre o mesmo feito.
E) Quando, em virtude de doença ou deficiência mental, 
houver dúvida a respeito da imputabilidade penal do 
acusado, será ele internado em manicômio policial.
08. Sobre as regras estabelecidas no Código de Processo 
Penal Militar acerca das medidas assecuratórias, 
assinale a alternativa CORRETA.
A) A busca pessoal sempre dependerá do respectivo 
mandado.
B) Se o executor da busca encontrar coisas obtidas por 
meios criminosos, deve destruí-las.
C) A prisão de militar deve ser feita por outro militar, 
de posto ou graduação ao menos equivalente, ainda 
que não detenha maior antiguidade.
D) A prisão preventiva não pode ser decretada de ofício, 
somente, admitindo-se a requerimento do Ministério 
Público.
E) A busca em mulher será feita por outra mulher, se 
não importar retardamento ou prejuízo da diligência.
09. Avalie as assertivas a seguir.
I. O flagrante irreal ou impróprio ocorre quando o agente 
é perseguido logo após cometer o ilícito em situação que 
faça presumir que ele é o autor da infração.
II. A prisão preventiva com fundamento para a manutenção 
das normas e princípios da hierarquia e disciplina aplica-
-se apenas nos crimes propriamente militares.
III. É vedada a realização de busca e apreensão no período 
noturno, salvo se houver consentimento do morador.
IV. O recurso ao uso de armas só se justifica quando abso-
lutamente necessário para vencer a resistência ou proteger 
a incolumidade do executor da prisão ou a de auxiliar seu.
Está correto o que se afirma em
42
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
A) I, III e IV apenas. 
B) II e III, apenas.
C) II, apenas.
D) III, apenas.
E) I, II e III.
10. Quanto à deserção e insubmissão, de acordo com as 
previsões expressas pelo Código de Processo Penal 
Militar, assinale a alternativa correta.
A) Se a deserção de praça especial ou praça sem 
estabilidade for consumada, será ela agregada, per-
manecendo nessa situação ao apresentar-se ou ser 
capturado, até decisão transitada em julgado.
B) O oficial desertor será imediatamente excluído do 
serviço ativo.
C) O insubmisso que não for julgado no prazo de 30 
dias a contar do dia da respectiva apresentação 
voluntária ou captura, sem que para isso tenha dado 
causa, será posto em liberdade.
D) A legislação proíbe a concessão de menagem ao 
insubmisso.
E) O termo de deserção tem o caráter de instrução pro-
visória e destina-se a fornecer os elementos necessá-
rios à propositura da ação penal, sujeitando, desde 
logo, o desertor à prisão.
Gabarito: 01 C; 02 E; 03 C; 04 A; 05 B; 06 E; 07 D; 08 
E; 09 A; 10 E.
BIZU PROFÉTICO
Aplicação da lei processual Penal Militar
Para instrumentalizar e permitir a aplicação do Direito 
Penal Militar existe o Direito Processual Penal Militar.
Fontes de Direito Judiciário Militar
Art. 1º O processo penal militar reger-se-á pelas normas 
contidas neste Código, assim em tempo de paz como em 
tempo de guerra, salvo legislação especial que lhe for 
estritamente aplicável.
Se houver divergência entre o CPPM e uma convenção ou 
tratado internacional do qual o Brasil é signatário, preva-
lecem as normas INTERNACIONAIS.
Aplicação subsidiária
§ 2º Aplicam-se, subsidiariamente, as normas deste 
Código aos processos regulados em leis especiais.
Normas Complementares:
Os casos omissos no CPPM serão supridos:
• Pela legislação de processo penal comum, quando 
aplicável ao caso concreto e sem prejuízo da índole 
do processo penal militar;
• Pela jurisprudência;
• Pelos usos e costumes militares;
• Pelos princípios gerais de Direito;
• Pela analogia. 
Forma adotada pelo CPPM:
• A lei de processo penal militar deve ser interpretada 
no sentido literal de suas expressões. Os termos 
técnicos hão de ser entendidos em sua acepção 
especial, salvo se evidentemente empregados com 
outra significação.
Interpretação Extensiva ou Restritiva:
• Admitir-se-á a interpretação extensiva ou a interpre-
tação restritiva, quando for manifesto, no primeiro 
caso, que a expressão da lei é mais estrita e, no 
segundo, que é mais ampla, do que sua intenção.
• Casos de inadmissibilidade de interpretação não 
literal:
− Quando cercear a defesa pessoal do acusado;
− Quando prejudicar ou alterar o curso normal do pro-
cesso, ou lhe desvirtuar a natureza;
− Quando desfigurar de plano os fundamentos da acusação 
que deram origem ao processo.
Aplicação da lei processual Penal Militar
Em tempo de Paz
• Aplica-se o CPPM em todo o território nacional.
• Fora do território nacional, nos seguintes casos:
- Quando se tratar de crime contra as instituições militares 
ou segurança nacional;
- Em zona ou lugar sob administração ou vigilância de 
força militar brasileira, ou em ligação com esta, de força 
militar estrangeira no cumprimento de missão de caráter 
internacional ou extraterritorial;
- A bordo de navios, ou quaisquer outras embarcações, 
e de aeronaves, onde quer que se encontrem, ainda que 
43
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
de propriedade privada, desde que estejam sob comando 
militar ou militarmente utilizados ou ocupados por ordem 
de autoridade militar competente.
- A bordo de aeronaves ou navios estrangeiros desde que 
em lugar sujeito a administração militar, e a infração atente 
contra as instituições militares ou a segurança nacional.
Em tempo de Guerra
• Todos os casos previstos para os temos de paz;
• Em zona, espaço ou lugar onde se realizem opera-
ções de força militar brasileira, ou estrangeira que 
lhe seja aliada, ou cuja defesa, proteção ou vigilân-
cia interesse à segurança nacional, ou ao bom êxito 
daquelas operações;
• Em território estrangeiro militarmente ocupado.
Aplicação Intertemporal:
Art. 5º As normas deste Código aplicar-se-ão a partir da 
sua vigência, inclusive nos processos pendentes, ressal-
vados os casos previstos no art. 711, e sem prejuízo da 
validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.
Justiça Militar Estadual:
Aplicação à Justiça Militar Estadual
Art. 6º Obedecerão às normas processuais previstas neste 
Código, no que forem aplicáveis, salvo quanto à organiza-
ção de Justiça, aos recursos e à execução de sentença, os 
processos da Justiça Militar Estadual, nos crimes previstos 
na Lei Penal Militar a que responderem os oficiais e praças 
das Polícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares.
Polícia Judiciária Militar
Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar:
a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei 
especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria;
b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos 
membros do Ministério Público as informações necessá-
rias à instrução e julgamento dos processos, bem como 
realizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas;
c) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça 
Militar;
d) representar a autoridades judiciárias militares acerca 
da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado;
e) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas 
aos presos sob sua guarda e responsabilidade, bem como 
as demais prescrições deste Código, nesse sentido;
f) solicitar das autoridades civis as informações e medidas 
que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que 
esteja a seu cargo;
g) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas 
civis as pesquisas e exames necessários ao complemento 
e subsídio de inquérito policial militar;
h) atender, com observância dos regulamentos militares, 
a pedido de apresentação de militar ou funcionário de 
repartição militar à autoridade civil competente, desde 
que legal e fundamentado o pedido.
A autoridade de polícia judiciária militar é o Comandante, 
Chefe ou Diretor de uma Instituição Militar.Secretário de 
Segurança e Ministro da Defesa não são autoridades de 
Polícia Judiciária Militar.
Inquérito Policial Militar
O inquérito policial militar é o conjunto de diligências 
realizadas pela polícia judiciária (militar), com o objetivo 
de apurar fato que configure crime militar e de sua auto-
ria, ministrando elementos necessários à propositura da 
ação penal.
Formas de Instauração do IPM
De ofício  Por determinação/delegação de autoridade 
superior.
Por requisição do MP  Por decisão do STM.
A requerimento da parte ofendida  Por meio de sin-
dicância da qual resulte indício da prática de crime militar.
Sigilo
Art. 16. O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado 
pode permitir que dele tome conhecimento o advogado 
do indiciado.
Investigação pelo MP
• Para o STM, não é admissível.
• Para o STF, é admissível.
Posto do Infrator x IPM
O que ocorre se o posto do infrator é superior ao do 
comandante, diretor ou chefe de serviço?
O fato deve ser comunicado à autoridade superior com-
petente: Tal autoridade torna efetiva a delegação da com-
petência ao responsável.
Caso o infrator seja Oficial General (forças Armadas): O 
fato deve sempre ser comunicado ao Ministro e ao Chefe 
de Estado Maior.
44
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
Responsabilidades da Autoridade
• Dirigir-se ao local, providenciando para que não se 
alterem o estado e a situação das coisas, enquanto 
necessário.
• Apreender os instrumentos e todos os objetos que 
tenham relação com o fato.
• Efetuar a prisão do infrator, em caso de flagrância.
• Colher todas as provas que sirvam para o esclareci-
mento do fato e suas circunstâncias.
• Ouvir o ofendido, o indiciado e as testemunhas.
• Proceder ao reconhecimento de pessoas, coisas e 
acareações.
• Determinar a realização de exame de corpo de delito 
e de perícias relevantes.
• Determinar a avaliação e a identificação da coisa 
subtraída, desviada ou destruída.
• Proceder a buscas e apreensões.
• Tomar as medidas necessárias destinadas à proteção 
de testemunhas, peritos ou do ofendido.
Prazos do IPM
Indiciado preso  20 dias - Conta-se a partir da data da 
execução da ordem de prisão.
Indiciado Solto  40 dias (+20) - Conta-se a partir da 
data da instauração do inquérito.
Finalização do IPM e Arquivamento
O titular da ação penal é o Ministério Público e cabe a ele 
a responsabilidade de oferecer a denúncia ou solicitar o 
arquivamento do inquérito.
Ação Penal Militar
• Em regra, a ação penal militar é pública e é promo-
vida pelo Ministério Público Militar.
• Não existe, no processo penal militar, a ação penal 
privada personalíssima.
• Quando o Ministério Público deixa de agir no prazo 
determinado por lei, surge ao ofendido o direito 
constitucional à chamada ação penal privada subsi-
diária da pública.
• Embora tal instituto não esteja previsto expressa-
mente no CPPM, ele é aplicável ao processo penal 
militar.
• Excepcionalmente, é cabível a ação penal pública 
condicionada à requisição.
Medidas Preventivas e Assecuratórias
Medidas que não irão aguardar o trânsito em julgado da 
sentença condenatória, tutelando desde já os bens jurí-
dicos em risco.
Da Busca
• A busca é um meio coercitivo pelo qual é, por lei, 
utilizada a força do Estado para apossar-se de ele-
mento de prova, de objetos a confiscar ou da pessoa 
do culpado, ou para investigar os vestígios de um 
crime.
• A busca pode ser domiciliar ou pessoal.
• A busca domiciliar, em regra, deve ser realizada de 
dia, salvo para acudir vítimas de crime ou desastre 
(Art. 175 CPPM).
Ordem de busca:
Quem ordena a busca domiciliar é o magistrado (a busca 
é realizada com ordem Judicial).
A busca pode ser ordenada de ofício ou a requerimento 
das partes.
Obs.: Embora o CPPM (Art. 176) faça a previsão da busca 
determinada pela autoridade policial militar, tal trecho do 
artigo não foi recepcionado pela CF/88!
Busca Pessoal
• Art. 181. Proceder-se-á à revista, quando houver fun-
dada suspeita de que alguém oculte consigo:
− Instrumento ou produto do crime;
− Elementos de prova.
• Ao contrário da busca domiciliar, é possível a rea-
lização de busca pessoal sem mandado de busca e 
apreensão – caso a situação se enquadre na previsão 
do art. 182 do CPPM.
• A busca em mulher preferencialmente deve ser rea-
lizada por outra mulher – salvo se importar retarda-
mento ou prejuízo da diligência.
Da Apreensão
• Apreensão é o ato realizado pela autoridade para 
retirar a pessoa ou coisa de quem a detém, a fim de 
conservar elementos relevantes para a infração penal.
• Quando o executor da diligência de busca encontra 
as pessoas ou coisas que são objeto do mandado 
de busca, deve apreendê-las.
45
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
1º É realizado o cumprimento do mandado de busca e 
apreensão;
2º Os objetos relevantes são encontrados;
3º Lavra-se o auto de apreensão fazendo constar a dili-
gência e os objetos apreendidos.
• Correspondência, aberta ou não, pode ser apreendida 
se houver fundadas razões de que será útil para a 
elucidação do fato criminoso.
• Documento em poder do defensor não pode ser 
apreendido, salvo se constituir elemento de corpo 
de delito.
Da Prisão Provisória
A prisão provisória é aquela que ocorre durante o inqué-
rito, ou no curso do processo, antes da condenação 
definitiva.
Prisão Pena: Decorre da condenação definitiva do 
acusado.
Prisão provisória: Ocorre durante o processo ou IP, antes 
da condenação, quando presente algum pressuposto con-
tido na legislação processual penal.
• A restrição de inviolabilidade de domicílio só se 
aplica ao Mandado de Prisão. Caso a autoridade 
policial se depare com um flagrante delito sendo 
praticado dentro de um domicílio, a inviolabilidade 
não se aplicará, e poderá a autoridade realizar a pri-
são mesmo durante o período noturno, em razão do 
flagrante em andamento.
Observações
• A prisão em flagrante se dá com a simples voz de 
prisão ao infrator.
• A prisão com Mandado se dá com a entrega de uma 
das vias do mesmo ao capturado, ato em que a voz 
de prisão será dada pelo executor.
• A recaptura de acusado evadido independe de pré-
via ordem de autoridade, podendo ser realizada por 
qualquer pessoa.
• Só se admite o emprego da força quando indispen-
sável (em casos de desobediência, resistência ou 
fuga).
• O emprego de algemas deve ser evitado, aplicando-
-se a norma prevista na Súmula Vinculante n.11 do 
STF.
• Presos provisórios devem ser mantidos em local 
separado dos presos definitivamente condenados.
Prisão em Flagrante
A prisão em flagrante nada mais é do que a prisão realizada 
nos seguintes casos:
• Quando o indivíduo está cometendo o crime ou acaba 
de cometê-lo - Flagrante Próprio.
• Quando o indivíduo é perseguido logo após o fato 
delituoso em situação que faça acreditar ser ele seu 
autor - Flagrante impróprio.
• Quando o indivíduo é encontrado, logo depois, 
com instrumentos objetos, materiais ou papéis que 
façam presumir a sua participação no fato delituoso 
- Flagrante presumido.
A prisão em flagrante independe da existência de Mandado 
de Prisão, sendo realizada pois o indivíduo está praticando 
ou acabou de praticar uma infração penal.
A falta de testemunhas não impede a autuação do indiví-
duo em flagrante delito. No entanto, serão necessárias as 
assinaturas de duas pessoas que tenham testemunhado 
a apresentação do preso.
Da Prisão Preventiva
• Enquanto a prisão em flagrante é realizada quando o 
indivíduo é encontrado em flagrante delito, a prisão 
preventiva é aquela decretada pela autoridade judi-
ciária, através de Mandado de Prisão.
• Toda prisão preventiva deve ser FUNDAMENTADA, 
de forma específica.
Menagem
• Nada mais é do que uma espécie de prisão provi-
sória, preventiva, na qual o militar fica no quartel, 
prestando serviço.
Menagem judicial  Art.263 do CPPM em diante.
Menagem legal  Art. 464 do CPPM - Específica para o 
crime de insubmissão.
• O CPPM prevê expressamente que não se concede 
a menagem ao reincidente.
Liberdade Provisória• Trata da concessão do direito, ao acusado, de res-
ponder ao processo criminal em liberdade, até que 
seja prolatada a sentença. 
46
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
Lei Maria da Penha – Lei 11.340/2006
01. A Lei nº 11.340/2006, popularmente conhecida 
como Lei Maria da Penha, é reconhecida pela ONU 
como uma das três melhores legislações do mundo 
no enfrentamento à violência contra as mulheres. 
Segundo dados de 2015 do Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada (IPEA), desde que entrou em 
vigor, já contribuiu para uma diminuição de cerca de 
10% na taxa de homicídios contra mulheres pratica-
dos dentro das residências das vítimas. Assinale a 
alternativa correta referente aos dispositivos dessa lei.
A) A violência doméstica contra a mulher só se confi-
gura quando parte de um homem. Ou seja, vítimas 
de parceiras em relacionamentos homoafetivos ou 
mesmo transexuais que se identificam como mulhe-
res em sua identidade de gênero não são amparadas 
por essa lei.
B) A vítima somente poderá renunciar à denúncia 
perante o juiz.
C) Por enquanto, a lei ainda entende violência doméstica 
apenas quando ocorre agressão física. Sendo assim, 
casos em que existe calúnia, difamação, injúria, vio-
lência psicológica e violência patrimonial devem ser 
enquadrados nas outras leis existentes.
D) Para que se enquadre na lei, a vítima tem que ter 
sofrido agressão por parte do marido, companheiro 
ou namorado. Se a agressão partir de outro homem 
da família, ou mesmo de outra mulher, não será con-
figurada violência doméstica.
E) Os serviços de Defensoria Pública ou de Assistência 
Judiciária Gratuita são disponibilizados apenas para 
mulheres de baixa renda em situação de violência 
doméstica e familiar. Nesses casos, deverá compro-
var sua condição financeira mediante o juiz para a 
liberação do benefício.
02. Conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), 
assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Aos crimes praticados com violência doméstica e 
familiar contra a mulher, independentemente da pena 
prevista, não se aplica a Lei dos Juizados (Lei nº 
9.099/1995).
B) A ação penal nos crimes de lesão corporal leve come-
tidos em detrimento da mulher, no âmbito doméstico 
e familiar, é pública incondicionada.
C) É vedada a aplicação, nos casos de violência domés-
tica e familiar contra a mulher, de penas de cesta 
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como 
a substituição de pena que implique o pagamento 
isolado de multa.
D) Nas ações penais públicas condicionadas à repre-
sentação da ofendida de que trata essa Lei, só será 
admitida a renúncia à representação perante o juiz, 
em audiência especialmente designada com tal fina-
lidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido 
o Ministério Público.
E) À ofendida é facultada a opção de propor ação 
de divórcio e de partilha de bens no Juizado de 
Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Tráfico Ilícito e uso indevido de Drogas – Lei 
nº11.343/2006
03. A Lei que institui o Sistema Nacional de Políticas 
Públicas sobre Drogas prescreve medidas para pre-
venção do uso indevido, atenção e reinserção social 
de usuários e dependentes de drogas, estabelece 
normas para repressão à produção não autorizada 
e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes. Quanto 
ao que dispõe a referida lei, marque a alternativa 
CORRETA.
A) A destruição das drogas apreendidas será execu-
tada pelo juiz competente no prazo de 10 (dez) dias 
na presença do Ministério Público e da autoridade 
sanitária.
B) O Sisnad tem a finalidade de articular, integrar, orga-
nizar e coordenar as atividades relacionadas com a 
prevenção do uso indevido, a atenção e a reinser-
ção social de usuários e dependentes de drogas, tão 
somente.
C) Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar 
ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas 
sem autorização ou em desacordo com determina-
ção legal ou regulamentar será submetido à seguinte 
pena: reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e 
LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTELEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE
47
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e qui-
nhentos) dias-multa.
D) Induzir, instigar ou auxiliar alguém a usar indevida-
mente droga não é considerado crime pela legislação 
pátria.
E) O inquérito policial será concluído no prazo de 30 
(trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 
(noventa) dias, quando em liberdade.
04. Sobre os tipos penais previstos na Lei de Drogas (Lei 
nº 11.343/2006), e considerando a interpretação que 
lhes é dada pelo STJ, assinale a alternativa correta.
A) A comprovação da materialidade do delito de posse 
de drogas para uso próprio não depende da elabo-
ração de laudo de constatação da substância entor-
pecente que evidencie a natureza e a quantidade da 
substância apreendida.
B) Para a configuração do crime de associação para o 
tráfico de drogas é indispensável que haja a apre-
ensão de drogas na posse direta do agente.
C) A conduta de posse de droga para consumo próprio 
foi descriminalizada pela referida lei, tendo havido, 
portanto, abolitio criminis.
D) O tráfico ilícito de drogas na sua forma privilegiada 
não é crime equiparado a hediondo.
E) Prescrevem em 4 anos a imposição e a execução das 
penas referentes à conduta de posse de droga para 
consumo próprio.
Crimes Hediondos – Lei nº 8.072/1990
05. Constitui crime hediondo, previsto na Lei 
8.072/1990:
A) Infanticídio.
B) Roubo com emprego de explosivo.
C) constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça e com o intuito de obter para si ou para 
outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar 
que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.
D) lesão corporal leve quando cometida contra agente 
do sistema prisional.
E) Furto qualificado pelo emprego de explosivo.
06. À luz do que dispõe o direito brasileiro sobre os 
crimes hediondos:
A) somente recebem essa classificação os crimes con-
sumados em razão do princípio da reserva legal.
B) é obrigatória a fixação de regime inicial fechado para 
o cumprimento da pena.
C) todas as modalidades de tráfico de drogas são equi-
paradas a crime hediondo, o que não ocorre no crime 
de associação para o tráfico.
D) sua prática autoriza a majoração da pena-base acima 
do mínimo legal.
E) existe vedação legal expressa à concessão dos ins-
titutos da graça e do indulto.
Crimes resultante de preconceitos de raça ou 
de cor – Lei nº7.716/1989
07. Os crimes resultantes de discriminação ou precon-
ceito, constantes na Lei n° 7.716/1989, referem-se 
a raça, cor,
A) etnia, convicção política ou procedência nacional.
B) sexo, idade, capacidade física.
C) etnia, religião ou opção sexual.
D) etnia, religião ou procedência nacional.
E) sexo, religião ou convicção política.
08. Qual, dentre as condutas a seguir enumeradas, ocorre 
a incidência de crime diverso daqueles tipificados 
como crime de discriminação ou preconceito de 
raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, 
conforme previsto na Lei nº 7.716, de 1989?
A) Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso 
de aluno em estabelecimento de ensino público ou 
privado de qualquer grau, por motivo de preconceito 
de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
B) Injuriar alguém, utilizando elementos referentes à 
raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de 
pessoa idosa ou portadora de deficiência, ofenden-
do-lhe a dignidade ou o decoro.
C) Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, 
pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento 
similar, por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, 
religião ou procedência nacional.
D) Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente 
habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta 
ou Indireta, bem como das concessionárias de ser-
viços públicos, por motivo de preconceito de raça, 
cor, etnia, religião ou procedência nacional.
E) Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comer-
cial, negando-se a servir, atender ou receber cliente 
ou comprador, por motivo de preconceito deraça, 
cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Abuso de Autoridade – Lei nº13.869/2019
09. Com relação à recente legislação que disciplinou os 
crimes de abuso de autoridade (Lei no 13.869/2019), 
é correto afirmar que
48
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
A) a legislação prevê apenas, como pena restritiva de 
direitos, a prestação de serviços à comunidade, 
que poderá ser aplicada de forma autônoma ou 
cumulativa.
B) a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou 
função pública é considerado um efeito automático 
da condenação por crime de abuso de autoridade e 
independentemente de reincidência.
C) faz coisa julgada em âmbito administrativo-discipli-
nar, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato 
praticado em estrito cumprimento de dever legal.
D) a perda do cargo é considerada um efeito automático 
da condenação por crime de abuso de autoridade e 
independentemente de reincidência.
E) a legislação prevê apenas, como pena restritiva de 
direitos, a suspensão do exercício do cargo pelo 
prazo de até 6 (seis) meses, que poderá ser aplicada 
de forma autônoma ou cumulativa.
10. Diante do que dispõe a Lei nº 13.869/2019, julgue as 
afirmações abaixo, indicando F, para a que for falsa, 
e V, para a verdadeira.
( ) As condutas descritas na Lei nº 13.869/2019 consti-
tuem crime de abuso de autoridade apenas nas hipó-
teses em que o agente as pratica por mero capricho 
ou satisfação pessoal.
( ) Configura crime a conduta do agente público que, 
por mero capricho ou satisfação pessoal, inovar arti-
ficiosamente, no curso de diligência, de investigação 
ou de processo, o estado de lugar, de coisa ou de 
pessoa, com o fim de eximir-se de responsabilidade 
ou de responsabilizar criminalmente alguém ou agra-
var-lhe a responsabilidade.
( ) Comete crime o agente público que, por satisfação 
pessoal, mantém presos de ambos os sexos na 
mesma cela ou espaço de confinamento.
( ) Incorre na prática de crime o agente público que, 
com a finalidade específica de beneficiar a terceiro, 
constrange, sob violência ou grave ameaça, funcio-
nário ou empregado de instituição hospitalar pública 
ou privada a admitir para tratamento pessoa cujo 
óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar local 
ou momento de crime, prejudicando sua apuração.
( ) É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qual-
quer agente público, mas desde que seja servidor.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de 
cima para baixo, é: 
A) F, V, F, V e F.
B) F, V, V, V e F. 
C) V, F, V, V e F.
D) V, F, F, F e V. 
E) F, F, V, V e V.
Crimes de Tortura – Lei nº 9.455/1997
11. Consoante a Lei de Tortura (Lei n. 9.455/1997), 
assinale a alternativa correta.
A) A Lei de Tortura aplica-se ainda quando o crime não 
tenha sido cometido em território nacional, sendo a 
vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local 
sob jurisdição brasileira.
B) Se o crime é cometido contra criança, gestante, 
portador de deficiência, adolescente ou maior de 70 
(setenta) anos, aumenta-se a pena um sexto até a 
metade.
C) O crime de tortura é inafiançável e suscetível de graça 
ou anistia.
D) A condenação pela prática do crime de tortura acar-
retará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo triplo do prazo 
da pena aplicada.
E) O condenado por crime previsto na Lei de Tortura, via 
de regra, iniciará o cumprimento da pena em regime 
semiaberto.
12. Em relação aos crimes de tortura, marque V para 
as afirmativas que correspondam ao tipo de crime 
descrito e F àquelas que não correspondem.
( ) Constranger alguém com emprego de violência ou 
grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou 
mental, para provocar ação ou omissão de natureza 
criminosa.
( ) Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autori-
dade, com emprego de violência ou grave ameaça, 
a intenso sofrimento físico ou mental, como forma 
de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter 
preventivo.
( ) Constranger alguém com emprego de violência 
ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental, em razão de discriminação racial ou 
religiosa.
( ) Constranger alguém com emprego de violência ou 
grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou 
mental, com o fim de obter informação, declaração 
ou confissão da vítima ou de terceira pessoa.
Assinale a sequência correta:
A) V, V, V, V
B) F, V, F, V
C) F, F, F, F
D) V, F, V, F
E) V, V, V, F
49
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 
8.069/1990
13. Conforme previsto no Estatuto da Criança e do 
Adolescente (ECA), é dever de todos velar pela 
dignidade da criança e do adolescente, pondo-os 
a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, 
aterrorizante, vexatório ou constrangedor. A partir 
dessa prerrogativa, é correto afirmar, segundo o ECA, 
que
A) a criança e o adolescente têm o direito de serem 
educados e cuidados com o uso de recursos e limites 
disponíveis como formas de correção, disciplina, 
educação, pelos pais, pelos integrantes da família 
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públi-
cos executores de medidas socioeducativas ou por 
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-
-los, educá-los ou protegê-los.
B) os pais, os integrantes da família ampliada, os res-
ponsáveis, os agentes públicos executores de medi-
das socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada 
de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, 
educá-los ou protegê-los devem utilizar de todas as 
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer 
outro que for julgado conveniente pelos responsá-
veis, de acordo com a gravidade do caso.
C) é direito da criança e do adolescente ser criado e 
educado no seio de sua família e em família subs-
tituta, em ambiente que garanta seu desenvolvi-
mento, impondo-lhes limites e restrições quando 
necessárias.
D) a criança e o adolescente têm o direito de serem 
educados e cuidados sem o uso de violência física, 
mas como formas de correção disciplinar podem 
ser impostos castigos salutares pelos pais, pelos 
integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, 
pelos agentes públicos executores de medidas socio-
educativas ou por qualquer pessoa encarregada de 
cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegêlo.
E) a criança e o adolescente têm o direito de serem 
educados e cuidados sem o uso de castigo físico 
ou de tratamento cruel ou degradante, como formas 
de correção, disciplina, educação ou qualquer outro 
pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família 
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públi-
cos executores de medidas socioeducativas ou por 
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-
-los, educá-los ou protegê-los.
14. Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é 
possível afirmar que é considerada criança a pessoa com 
até ____ anos incompletos de idade, e adolescente quem 
apresentar de ____ anos a ____ anos de idade.
A) 14 / 16 / 19
B) 12 / 14 / 18
C) 10 / 12 / 19
D) 12 / 12 / 18
E) 10 / 10 / 18
Estatuto do Desarmamento – Lei nº 
10.826/2003
15. Analise as afirmativas abaixo com base na Lei nº 
10.826, de 22 de dezembro de 2003, que “dispõe 
sobre registro, posse e comercialização de armas de 
fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas 
– Sinarm, define crimes e dá outras providências”.
1. É permitido o porte de arma de fogo em todo o território 
nacional para os integrantes das Forças Armadas.
2. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o inte-
ressado deverá comprovar capacidade técnica e aptidão 
psicológica para o manuseio de arma de fogo, sendo dis-
pensada a apresentação de documento comprobatório de 
ocupação lícita e de residência certa.
3. Os integrantes do quadro efetivo de agentes e guardas 
prisionais poderão portar arma de fogo de propriedade 
particular ou fornecida pela respectiva corporação ou 
instituição, mesmo fora de serviço, desde que estejam 
submetidos a regime de dedicação exclusiva.
4.A autorização para o porte de arma de fogo de uso per-
mitido, em todo o território nacional, é de competência da 
Polícia Civil e da Polícia Federal e somente será concedida 
após autorização do Sinarm.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas 
corretas:
A) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
B) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
C) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
D) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
E) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
16. Constitui crime do Estatuto do Desarmamento:
A) trazer consigo, culposamente e sem autorização para 
o porte, munição para arma de fogo de uso restrito.
B) realizar, no interior de um veleiro que navega distante 
da costa, disparo de arma de fogo para o alto.
C) possuir, sem autorização da autoridade competente, 
maquinismo destinado à recarga de munição.
D) manter sob sua guarda, no consultório médico de 
50
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
que é titular, arma de fogo de uso permitido regis-
trada em seu nome.
E) importar acessório de arma de fogo sem autorização 
da autoridade competente.
Crimes previstos no Código de proteção e 
defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/1990
17. Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 
n° 8.078/90), assinale a alternativa correta.
A) Os crimes culposos são apenados exclusivamente 
com multa.
B) Existe hipótese de contravenção penal.
C) Não existem crimes culposos.
D) Não existem crimes apenados com reclusão.
E) Todos os crimes são apenados com reclusão.
18. A respeito da Lei nº 8.078/90 (Código do 
Consumidor) e da Lei nº 8.137/90 (Crimes contra a 
ordem tributária e as relações de consumo), é correto 
afirmar que:
A) os crimes contra as relações de consumo, previstos 
no art. 7º da Lei nº 8.137/90, são praticados somente 
mediante dolo.
B) os crimes contra o consumidor, previstos no Código 
de Defesa do Consumidor, são de menor potencial 
ofensivo.
C) não se aplica os mecanismos da lei 9.099/95 aos 
crimes do CDC.
D) a Lei nº 8.137/90, no que concerne aos crimes contra 
as relações de consumo, estabelece a responsabili-
dade penal da pessoa jurídica.
E) a Lei no 8.137/90, no que concerne aos crimes contra 
as relações de consumo, prevê como circunstância 
agravante da pena a prática em detrimento de menor 
de 18 ou maior de 60 anos.
Crimes contra o meio ambiente – Lei 
9.605/1998
19. Atualmente há uma preocupação constante com a 
questão ambiental, pois em cada território passa-
-se a reconhecer uma necessidade de preservação 
e conservação do ambiente em que se vive. Julgue 
os itens que contemplam crimes ambientais:
I - Destruir, inutilizar ou deteriorar: bem especialmente 
protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, 
bem como destruir, inutilizar ou deteriorar arquivo, regis-
tro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou 
similar protegida por lei, ato administrativo ou decisão 
judicial.
II - Elaborar ou apresentar, no licenciamento, concessão 
florestal ou qualquer outro procedimento administrativo, 
estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente 
falso ou enganoso, inclusive por omissão.
III - Violar regras jurídicas de uso, gozo, promoção, 
proteção e recuperação do meio ambiente, inclusive por 
omissão.
IV - Fazer o funcionário público afirmação falsa ou enga-
nosa, omitir a verdade, sonegar informações ou dados 
técnico-científicos em procedimentos de autorização ou 
de licenciamento ambiental.
A) Somente os itens II e IV estão corretos.
B) Somente os itens I, II e III estão corretos.
C) Somente os itens I e III estão corretos.
D) Somente os itens I, II e IV estão corretos.
E) Todos os itens estão corretos.
20. Sobre os crimes contra o meio ambiente (Lei nº 
9.605/1998), considere as seguintes afirmativas:
1. Com relação aos crimes ambientais de menor potencial 
ofensivo, não é possível ao infrator a realização de sus-
pensão condicional do processo.
2. De acordo com o entendimento atual do STF, a res-
ponsabilização penal da pessoa jurídica por crimes 
ambientais, prevista no art. 3º da Lei nº 9.605/1998, fica 
condicionada à simultânea persecução penal de pessoa 
física (teoria da dupla imputação).
3. A prática de crime ambiental em domingos ou feriados 
constitui circunstância que agrava a pena, quando não 
constitui ou qualifica o crime.
4. De acordo com o STF, compete à Justiça Federal pro-
cessar e julgar o crime ambiental de caráter transnacional 
que envolva animais silvestres ameaçados de extinção 
e espécimes exóticas ou protegidas por compromissos 
internacionais assumidos pelo Brasil.
Assinale a alternativa correta.
A) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
B) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras
C) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. 
D) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
E) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Juizados Especiais Lei nº 9.099/95 e 
10.259/2001
21. Acerca dos Juizados Especiais Criminais, assinale 
a alternativa correta.
A) Os critérios orientadores do processo perante o 
Juizado Especial previstos na lei são: oralidade, 
51
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
brevidade, discricionariedade regrada e mitigação.
B) Uma contravenção penal cuja pena máxima ultra-
passe o patamar de 2 (dois) anos será julgada no 
Juizado Especial Criminal.
C) A competência do Juizado será determinada pelo 
lugar em que foi praticada ou consumada a infração 
penal.
D) As disposições desta Lei se aplicam no âmbito da 
Justiça Militar.
E) Se não há previsão na Lei n° 9.099/95 sobre o 
número de testemunhas que poderão ser ouvidas, 
deve ser aplicado, por analogia, o quanto previsto 
para o procedimento ordinário.
22. Com relação à competência do Juizado Especial 
Federal prevista na Lei nº 10.259/2001 (Juizados 
Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça 
Federal), é correto afirmar que
A) compete processar, conciliar e julgar causas de 
competência da Justiça Federal até o valor de qua-
renta salários mínimos, bem como executar as suas 
sentenças.
B) A transação penal tem natureza jurídica de con-
denação criminal, gerando efeitos para fins de 
reincidência.
C) no foro onde estiver instalada Vara do Juizado 
Especial, a sua competência é relativa.
D) A presença do representante do Ministério Público 
Federal na audiência preliminar não é obrigatória.
E) a competência do Juizado será determinada pelo 
lugar em que foi praticada a infração penal.
Crimes previstos no Código de Trânsito 
Brasileiro – Lei nº 9.503/1997
23. Sobre o Código de Trânsito Brasileiro, está correto 
afirmar que
A) a punição da conduta de participação em racha 
(artigo 308), está condicionada à ocorrência de 
acidente.
B) o agente que deixa de prestar socorro à vítima em 
acidente de trânsito fica isento de pena, quando essa 
omissão for suprida por terceiros.
C) a conduta de violar ordem de suspensão para dirigir 
veículo automotor é punida, administrativamente, 
com nova suspensão.
D) o crime do artigo 311 exige perigo de dano para a 
conduta de trafegar em velocidade incompatível com 
a segurança nas proximidades de escolas.
E) a conduta de entregar a direção de veículo automotor 
à pessoa não habilitada é punida, administrativa-
mente, com suspensão do direito de dirigir pelo 
prazo previsto em lei.
24. Assinale a opção correta a respeito dos crimes de 
trânsito.
A) A condução de veículo automotor em via pública por 
motorista com a habilitação suspensa configurará 
crime apenas se a situação gerar perigo de dano.
B) Para a constatação do crime de embriaguez ao 
volante, é imprescindível a realização de prova por 
teste de bafômetro ou etilômetro.
C) A lesão corporal culposa cometida na direção de 
veículo automotor por condutor sob a influência de 
álcool dispensa a representação do ofendido.
D) A suspensão da habilitação, aplicada cumulati-
vamente na sentença condenatória por homicídio 
culposo na direção de veículo automotor, deve ter 
o mesmo prazo da pena de prisão.
E) É causa de aumento de pena a utilizaçãode veículo 
em que tenham sido adulterados equipamentos ou 
características que afetem a sua segurança ou o seu 
funcionamento.
Interceptação Telefônica – Lei nº 9.296/1996
25. Assinale a opção correta com base na legislação 
sobre interceptação telefônica.
A) A interceptação das comunicações telefônicas pode 
ser determinada pelo juiz, a requerimento da auto-
ridade policial, na investigação criminal ou na ins-
trução processual penal.
B) O pedido de interceptação das comunicações tele-
fônicas deve ser feito necessariamente por escrito.
C) Não se admite interceptação das comunicações tele-
fônicas quando o fato investigado constituir infração 
penal punida, no máximo, com pena de detenção.
D) Somente após o trânsito em julgado da sentença 
penal pode a gravação ser inutilizada, mediante 
decisão judicial, ainda que não interesse à prova.
E) Ainda que a diligência possibilite a gravação da 
comunicação interceptada, é dispensada a transcri-
ção da gravação.
26. Quanto à interceptação de comunicações telefôni-
cas, para prova em investigação criminal, é correto 
afirmar:
A) É impossível a prorrogação do prazo de autoriza-
ção para a interceptação telefônica, mesmo que 
sucessivas.
B) O pedido de interceptação de comunicação telefônica 
conterá a demonstração de que a sua realização é 
52
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
necessária à apuração de infração penal, com indi-
cação dos meios a serem empregados.
C) É exigida a transcrição total das conversas 
interceptadas.
D) Não é legítima a prova obtida por meio de inter-
ceptação telefônica para apuração de delito punido 
com detenção, ainda que conexo com outro crime 
apenado com reclusão.
E) Deferido o pedido, a autoridade policial conduzirá 
os procedimentos de interceptação, sendo vedado 
o Ministério Público, acompanhar a sua realização.
Da Organização Criminosa - Lei nº 
12.850/2013
27. Sobre infiltração policial e colaboração premiada 
(Lei nº 12.850/2013 e alterações realizadas pela Lei 
nº 13.964/2019), assinale a alternativa correta.
A) A infiltração policial, tendo em vista o seu caráter 
sigiloso, independe de prévia autorização judicial.
B) O delegado de polícia não pode, nos autos de inqué-
rito policial, requerer ou representar ao juiz pela 
concessão de perdão judicial ao colaborador, como 
benefício pela colaboração.
C) A infiltração de agentes pode ser realizada se houver 
indícios de qualquer crime punido com pena mínima 
superior a 2 anos de reclusão.
D) Ao contrário da decisão de recebimento da denún-
cia e daquelas decisões que decretam medidas 
cautelares, a sentença condenatória não poderá ser 
proferida com fundamento apenas nas palavras do 
colaborador.
E) O acordo de colaboração premiada poderá ser pre-
cedido de instrução, quando houver necessidade 
de identificação ou complementação de seu objeto, 
dos fatos narrados, sua definição jurídica, relevância, 
utilidade e interesse público.
28. À luz do disposto na Lei de Organizações Criminosas 
(Lei nº 12.850/2013), assinale a alternativa correta. 
A) O acordo de colaboração premiada e os depoimen-
tos do colaborador serão mantidos em sigilo até o 
recebimento da denúncia ou da queixa-crime, sendo 
vedado ao magistrado decidir por sua publicidade 
em qualquer hipótese.
B) As informações pormenorizadas da colaboração 
serão dirigidas diretamente ao juiz a que recair a dis-
tribuição, que decidirá no prazo máximo de setenta 
e duas horas.
C) A condenação com trânsito em julgado acarretará ao 
funcionário público a perda do cargo, da função, do 
emprego ou do mandato eletivo e a interdição para 
o exercício de função ou cargo público pelo prazo de 
cinco anos subsequentes ao cumprimento da pena.
D) O juiz poderá, de ofício ou a requerimento das partes, 
conceder o perdão judicial, reduzir em até a metade 
a pena privativa de liberdade ou substituí-la por 
restritiva de direitos daquele que tenha colaborado 
efetiva e voluntariamente com a investigação e com 
o processo criminal.
E) O prazo para oferecimento de denúncia ou o pro-
cesso, relativos ao colaborador, poderão ser suspen-
sos por até um ano, prorrogável por igual período, 
até que sejam cumpridas as medidas de colaboração, 
suspendendo-se o respectivo prazo prescricional.
Gabarito: 01-B; 02-E; 03-E ; 04-D; 05-E; 06-E ; 07- D; 
08-B ; 09-C ; 10-B ; 11 A; 12 A; 13 E; 14 D; 15 A; 16 
E; 17 D; 18 B; 19 D; 20 C; 21 B; 22 E; 23 D; 24 C; 25 
C; 26 B; 27 E; 28 A.
BIZU PROFÉTICO
Lei Maria da Penha – Lei 11.340/2006
Lei 13.505 - Mulheres em situação de violência domés-
tica e familiar devem ser atendidas preferencialmente por 
policiais e peritos do sexo feminino.
Proibição de contato entre a vítima, seus familiares e tes-
temunhas e agressores ou pessoas relacionadas.
Lei 13.641 - Descumprimento de medidas protetivas de 
urgência qualifica crime que pode ser punido com deten-
ção de três meses a dois anos.
Lei 13.772 - Criminaliza o registro não autorizado com 
conteúdo de caráter sexual ou que apresente cena de nudez 
instituindo a pena de seis meses a um ano de detenção e 
multa para os infratores.
Lei 13.827 - Instituição de medidas protetivas de urgên-
cia, podendo ser aplicada por Delegado de Polícia ou por 
policiais, com chancela a posteriori do Poder Judiciário.
Lei 13.836 - Obrigatória a informação sobre condição 
de pessoa com deficiência sobre a vítima nos boletins.
Lei 13.880 - Instituiu a apreensão por ordem judicial da 
qualquer arma de fogo em posse do agressor.
Lei 13.882 - Instituiu como prioridade para mulheres 
vítimas de violência o ato de matrícula de seus filhos ou 
dependentes em uma instituição de educação básica mais 
próxima da sua residência.
Lei 13.871 - Criada a obrigação de ressarcimento ao 
Estado pelos gastos do atendimento da vítima através do 
SUS pelo agressor. Em caso de perigo eminente, também 
53
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
possibilita a utilização de dispositivos de segurança para 
monitorar o agressor e a vítima (de maneiras distintas).
Lei 13.984 - Instituídas duas novas medidas protetivas 
contra a violência doméstica/familiar: Caso o agressor 
não frequente o centro de educação e reabilitação, estará 
incorrendo em novo crime. Também deverá ser obrigatório 
o acompanhamento psicossocial.
2022 STJ decide que: A Lei Maria da Penha é aplicável 
a mulher trans vítima de violência.
A aplicação da Lei dos Juizados (Lei nº 9.099/1995) - NA 
MARIA DA PENHA - NÃO É POSSÍVEL!
Súmula 542 do STJ: A ação penal relativa ao crime de 
lesão corporal resultante de violência doméstica contra a 
mulher é pública incondicionada.
É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica 
e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou 
outras de prestação pecuniária, bem como a substituição 
de pena que implique o pagamento isolado de multa.
Súmula 600 do STJ: Para a configuração da violên-
cia doméstica e familiar prevista no artigo 5º da Lei n. 
11.340/2006 (Lei Maria da Penha) não se exige a coabi-
tação entre autor e vítima.
Evidenciada a periculosidade em concreto do agente, 
diante do descumprimento das medidas protetivas, 
fica demonstrada a insuficiência da cautela, a ensejar a 
decretação de preventiva.
Caso a mulher agredida esteja em um relacionamento 
amoroso com outra mulher (que venha a ser a agressora), 
aplicam-se os mecanismos da legislação legal sob o caso. 
O STJ inclusive já entendeu possível a aplicação da Lei 
Maria da Penha em casos envolvendo mãe e filha.
Tráfico Ilícito e uso indevido de Drogas – Lei 
nº11.343/2006
Crimes apenados com detenção na lei de Drogas 
– Mnemônico:
M - Ministrar, culposamente, drogas, sem que delas 
necessite o paciente...
I - Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido 
de droga....
C - Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo 
de drogas.....
O - Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, 
a pessoa de seu relacionamento.....
Pontos relevantes sobre a Lei:
Não há pena de prisão nem flagrante para usuário.
Há medidas para internação (inclusive involuntária).TRÁFICO: 1) Na sua forma privilegiada NÃO é crime 
hediondo.2) Não é imprescritível. 3) A majorante do trá-
fico transnacional de drogas se configura com a prova 
da destinação internacional das drogas ainda que não 
consumada a transposição das fronteiras. 4) É possível 
liberdade provisória SEM FIANÇA.
Pacote Anticrime: retirada da pena de privação de liber-
dade para crime de porte de drogas para consumo próprio.
Lei 14.322/2022: altera os artigos 60 e 61 que versam 
sobre a possibilidade de apreensão definitiva de veículos 
utilizados no transporte de drogas ilícitas. 
Artigo 28 – Usuário - Muito cobrado os seguintes 
aspectos: 1) Não cabe prisão em flagrante. 2) Não foi 
descriminalizado - foi descarcerizado. 
Crimes Hediondos – Lei nº 8.072/1990
Rol dos Crimes Hediondos:
• Homicídio quando praticada em grupos de extermínio 
e homicídio qualificado;
• Lesão Corporal de natureza gravíssima e lesão cor-
poral seguida de morte;
• Roubo:
• Quando há restrição de liberdade da vítima
• Quando há o emprego de arma de fogo ou de uso 
proibido/restrito
• Quando resulta em lesão corporal grave ou morte
• Extorsão qualificada pela restrição da liberdade da 
vítima com ocorrência de lesão corporal ou morte
• Extorsão mediante sequestro na forma qualificada
• Estupro
• Estupro de vulnerável
• Epidemia com resultado de morte
• Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de 
produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais
• Favorecimento da prostituição ou de outra forma de 
exploração sexual de criança ou adolescente ou de 
vulnerável
• Genocídio
• Crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de 
uso proibido
• Crime de comércio ilegal de armas de fogo
• Crime de tráfico internacional de arma de fogo, aces-
sório ou munição
• Crime de organização criminosa, quando direcionado 
à prática de crime hediondo ou equiparado.
54
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
Principais alterações do Pacote Anticrime:
1. Alteradas as condições para infrações de roubo 
como crime hediondo: O termo latrocínio foi retirado da 
legislação, dando lugar a uma série de especificações nas 
quais o roubo poderá ser qualificado como crime hediondo. 
Assim, aplica-se quando a infração inferir na restrição de 
liberdade da vítima, uso da arma de fogo e consequente 
lesão corporal classificada como grave ou fatal.
2. Furtos: A partir do pacote anticrime, serão conside-
rados crimes hediondos aqueles realizados com a utili-
zação de explosivos devido ao alto potencial de ferir um 
número considerável de pessoas. Apesar disso, o roubo 
com explosivos não recebe a mesma classificação.
3. Adicionadas mais condições para casos de extor-
são: Apesar de já estar prevista na Lei 8.072/90, a extorsão 
passou a ser considerada como crime hediondo também 
sob as seguintes condições:
• Praticada com ocorrência de lesão corporal;
• Caso ocorra restrição de liberdade da vítima. 
4. Casos de organização criminosa: Desde que seja 
comprovado que foi direcionado para a prática de outros 
crimes hediondos. Assim, as organizações criminosas 
envolvidas em casos de corrupção ou desvio de dinheiro 
não se enquadrarão como organização criminosa passível 
de acusação de crime hediondo.
5. Armas de fogo: A partir do pacote anticrime, passou a 
ser enquadrado como crime hediondo todos os casos em 
que houver porte ilegal de arma de fogo proibida por legis-
lação e tráfico ilegal nacional ou internacional de armas.
Outras atualizações
Anteriormente, a legislação recebeu uma atualização em 
2017, quando foi sancionada a lei 13.497/2017, que inclui 
o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso 
restrito na lista de crimes hediondos. Desse modo, o artigo 
1º passou a ter a seguinte redação:
“Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o 
crime de genocídio previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei no 
2.889, de 1º de outubro de 1956, e o de posse ou porte 
ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 
16 da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos 
tentados ou consumados. ”
Crimes resultante de preconceitos de raça ou 
de cor – Lei nº7.716/1989
Injúria Racial ≠ Racismo
A injuria é direcionada a uma pessoa.
O racismo é direcionado a uma raça, uma cor, uma etnia, 
um grupo religioso ou todo um país (é mais amplo, atinge 
uma coletividade).
Observações importantes:
1. Até que o Congresso Nacional edite lei específica, as 
condutas homofóbicas e transfóbicas, reais ou supostas, 
se enquadram nos crimes previstos na Lei nº 7.716/1989.
2. O exercício da liberdade religiosa pode caracterizar a 
prática de homotransfobia caso venha a configurar dis-
curso de ódio.
3. O conceito de racismo ultrapassa aspectos estritamente 
biológicos ou fenotípicos e alcança comportamentos de 
negação da dignidade e da humanidade daqueles que 
integram os grupos vulneráveis vítimas da homotransfobia.
4. É típica a conduta de quem, por homofobia ou transfo-
bia, recusa ou impede acesso a estabelecimento comercial, 
negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
Abuso de Autoridade – Lei nº13.869/2019
Pontos relevantes:
• Detenção de 6 meses a 2 anos + multa.
• Detenção de 1 a 4 anos + multa.
• Não existe pena de reclusão e a pena máxima é de 4 
anos.
• SEMPRE SERÁ DETENÇÃO + MULTA.
• Não há crime CULPOSO
• Sem dolo específico não será abuso de autoridade, 
portanto atípico.
• Agente público aposentado ou exonerado (sozinho) 
não comete abuso de autoridade.
• Ação Penal Pública INCONDICIONADA.
• Será admitida ação privada se a ação penal pública 
não for intentada no prazo legal.
• A ação privada subsidiária será exercida no prazo de 
6 (seis) meses, contado da data em que se esgotar o 
prazo para oferecimento da denúncia.
Elemento específico:
Só comete abuso de autoridade quem gosta de MPB.
Mero capricho ou satisfação pessoal;
Prejudicar outrem;
Beneficiar a si mesmo.
Efeitos da condenação:
Obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, 
o juiz, a requerimento do ofendido, deve fixar na sentença 
o valor mínimo;
Inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função 
pública pelo prazo de 1 a 5 anos.
55
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
Perda do cargo, do mandato ou da função pública.
Os dois últimos efeitos (inabilitação e perda) são condi-
cionados a reincidência em crime de abuso de autoridade 
e NÃO são automáticos.
Configura abuso de autoridade: Cumprir mandado de 
busca e apreensão domiciliar após as 21 h (vinte e uma 
horas) ou antes das 5 h (cinco horas).
Crimes de Tortura – Lei nº 9.455/1997
Pontos importantes para a prova:
Tortura-prova: Constranger alguém com emprego de vio-
lência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental, com o fim de obter informação, declaração ou 
confissão da vítima ou de terceira pessoa (art. 1º, I, a).
Tortura-crime: Constranger alguém com emprego de vio-
lência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental, para provocar ação ou omissão de natureza 
criminosa (art. 1º, I, b);
O agente responde pela tortura e pelo crime praticado pela 
vítima (concurso material);
Tortura discriminação: Constranger alguém com 
emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe 
sofrimento físico ou mental, em razão de discriminação 
racial ou religiosa (art. 1º, I, c).
Tortura-castigo: O agente submete alguém, sob sua 
guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência 
ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, 
como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de cará-
ter preventivo (art. 1º, II). Crime Próprio.
Tortura do preso ou pessoa sujeita a medida de segu-
rança: O agente que submete pessoa presa ou sujeita a 
medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por 
intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não 
resultando de medida legal. Crime comum.
Tortura-omissão: Aqui a lei tratou de punir aquele que 
tinha o dever de evitá-las ou apura-las. Não é crime 
hediondo.
Qualificadoras: Lesão corporal grave ou gravíssima e 
morte;
Ações preterdolosas (dolo na tortura e culpa do resultado).Aumento de pena: A pena aumenta de um sexto a um 
terço:
• Se cometido por agente público;
• Se cometido contra criança, gestante, portador de 
deficiência,
• Adolescente ou maior de 60 anos;
• Se cometido mediante sequestro.
Tentativa: Não é possível na tortura omissão.
Vedações: O crime de tortura é inafiançável e insuscetível 
de graça ou anistia.
Regime inicial: A lei prevê cumprimento inicial no regi-
mento fechado, porém conforme o STF devem ser obser-
vadas as regras comuns do CP.
A progressão se dá conforme abaixo:
Requisitos para a progressão de regime após o “Pacote 
Anticrime”:
Sem violência ou grave ameaça - Primário (inc. I) 16% da 
pena Reincidente (inc. II) 20% da pena.
Com violência ou grave ameaça - Primário (inc. III) 25% 
da pena Reincidente (inc. IV) 30% da pena.
Crime hediondo ou equiparado Primário (inc. V) 40 
% da pena
Com morte: 50% da pena (vedado o livramento 
condicional).
Reincidente (inc. VII) 60% da pena. Com morte: 70% da 
pena (vedado o livramento condicional).
Comando de organização criminosa para a prática de crime 
hediondo ou equiparado 50% da pena.
Condenado pela prática do crime de constituição de milícia 
privada 50% da pena.
Ação Penal: Pública Incondicionada.
Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 
8.069/1990
Criança: Até 12 anos incompletos.
Medida Protetiva.
Conselho Tutelar.
Adolescente: entre 12 e 18 anos. A lei não colocou “18 
anos incompletos” pois usou o termo “entre”; ou seja, 
encaixa-se aí o indivíduo com até 17 anos, 11 meses e 
29 dias de idade.
Medida Socioeducativa.
Jovem adulto: entre 18 e 21 anos.
Súmula 605: “A superveniência da maioridade penal não 
interfere na apuração de ato infracional nem na aplica-
bilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive 
na liberdade assistida, enquanto não atingida a idade de 
21 anos.”
Estatuto do Desarmamento – Lei nº 
10.826/2003
Porte + Registro vencido = crime.
56
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
Posse + Registro vencido = para o entendimento majo-
ritário = não é crime. Trata-se de infração administrativa.
Arma desmontada ou desmuniciada - Há crime da lei 
10.826/03.
Não majora o art. 157 (Roubo): Arma de brinquedo / 
Simulacro / Réplica - Não há crime da lei 10.826/06.
Cuidado - Até pode haver 157, MAS NÃO MAJORADO.
Arma branca - Não é crime da lei 10.826/03 – Mas 
CUIDADO! Majora o roubo de 1/3 até metade (Art. 157, 
§ 2º, VII).
Roubo com emprego de Arma de Fogo – Hediondo.
Roubo com emprego de arma de fogo de uso restrito 
– Hediondo.
Roubo com emprego de arma de fogo de uso proibido 
– Hediondo.
Roubo com emprego de arma de fogo de uso restrito ou 
proibido - Majora em dobro.
Tráfico internacional de arma de fogo – Hediondo.
Crime de comércio ilegal de armas de fogo – Hediondo.
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido 
– Hediondo.
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso Restrito = 
NÃO é crime HEDIONDO.
Porte de granada de gás lacrimogêneo - não se enquadra 
no conceito de artefatos explosivos.
Autorização para o Porte: PF após autorização do Sinarm;
Autorização para compra de Arma de Fogo: Sinarm;
Autorizar a aquisição de armas de fogo de uso restrito: 
Comando do Exército;
Autorização do porte de arma para os responsáveis pela 
segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados 
no Brasil: Ministério da Justiça;
Concessão de porte de trânsito de arma de fogo para cole-
cionadores, atiradores e caçadores e de representantes 
estrangeiros em competição internacional oficial de tiro 
realizada no território nacional: Comando do exército.
Crimes previstos no Código de proteção e 
defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/1990
Todos os crimes do CDC são crimes de menor potencial 
ofensivo: pena máxima cominada de até 2 anos - compe-
tência dos Juizados Especiais Criminais.
Possível a aplicação dos institutos despenalizadores 
próprios da Lei dos Juizados (composição dos danos civis, 
transação penal e suspensão condicional do processo).
A ação penal é pública incondicionada.
Todos são apenados com DETENÇÃO e/ou MULTA.
São passíveis de suspensão condicional do processo por 
terem pena mínima inferior a 1 ano.
São passíveis de arbitramento de fiança pelo delegado.
Só duas modalidades admitem CULPA:
Art. 63.Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a noci-
vidade ou periculosidade...
Art. 66.Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir infor-
mação relevante...
Agravantes:
• Crise/calamidade;
• Grave dano (individual ou coletivo);
• Dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;
• Cometido por servidor/pessoa c/ condição superior;
• Em detrimento: operário; rurícola; -18a; +60a; 
deficiente;
• Produtos/serviços essenciais;
Crimes contra o meio ambiente – Lei 
9.605/1998
Se aplica a pessoa física e/ou pessoa jurídica que de 
qualquer forma concorre para a pratica de crime previsto 
nesta lei.
As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administra-
tiva, civil e penalmente.
A responsabilidade das PJs não exclui a das PFs, autoras, 
coautoras ou participes do mesmo fato.
As penas aplicáveis isoladas, cumulativa ou alternativa-
mente ás pessoas jurídicas são 3:
• Multa;
• Restritivas de direitos; e 
• Prestação de serviços à comunidade.
A pessoa jurídica constituída ou utilizada, preponde-
rantemente, com o fim de permitir, facilitar ou ocultar 
a prática de crime definido nesta lei terá decretada sua 
LIQUIDAÇÃO FORÇADA, seu patrimônio será considerado 
instrumento do crime e como tal, perdido em favor do 
Fundo Penitenciário Nacional.
Atualização Importante: Art. 32. Praticar ato de abuso, 
maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésti-
cos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - deten-
ção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º-A Quando se tratar de cão ou gato, a pena para as 
condutas descritas no caput deste artigo será de reclusão, 
57
SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da 
guarda.
Juizados Especiais Lei nº 9.099/95 e 
10.259/2001
Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da 
Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito 
Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conci-
liação, processo, julgamento e execução, nas causas de 
sua competência.
Lei 10.259/2001 - Compete ao Juizado Especial Federal 
Criminal processar e julgar os feitos de competência da 
Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial 
ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência.
Lei 9.099/95. Consideram-se infrações penais de menor 
potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contra-
venções penais e os crimes a que a lei comine pena 
máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou 
não com multa.
Mnemônico:
Orientado pelos Princípios EPICOS
Economia Processual
Informalidade
Celeridade
Oralidade
Simplicidade
Crimes previstos no Código de Trânsito 
Brasileiro – Lei nº 9.503/1997
Omissão de Socorro: Deixar o condutor do veículo, na 
ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, 
ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, 
deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas 
- detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato 
não constituir elemento de crime mais grave.
Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste 
artigo o condutor do veículo, ainda que a sua omissão 
seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com 
morte instantânea ou com ferimentos leves.
Violar Suspensão: Violar a suspensão ou a proibição de 
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo 
automotor imposta com fundamento neste Código: Penas 
- detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova 
imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou 
de proibição. *Incorre na mesma pena quem deixa de 
entregar a CNH em 48h.
Velocidade Incompatível: Trafegar em velocidade 
incompatível com a segurança nas proximidades de esco-
las, hospitais, estações de embarque e desembarque de 
passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande 
movimentação ou concentração de pessoas, gerando 
perigode dano: Penas - detenção, de seis meses a um 
ano, ou multa. 
Embriaguez: Conduzir veículo automotor com capacidade 
psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou 
de outra substância psicoativa que determine dependên-
cia: Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa 
e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a 
habilitação para dirigir veículo automotor.
Constatada por exame de sangue, etilômetro, ou outras 
formas (sinais).
Racha: Pena: Detenção de 6 meses a 3 anos, multa e, 
suspensão da CNH. Se resultar Lesão corporal grave: 
Pena: Reclusão de 3 a 6 anos + outras penas. Se resultar 
Morte: Pena: Reclusão de 5 a 10 anos + outras penas.
Interceptação Telefônica – Lei nº 9.296/1996.
Natureza jurídica: medida cautelar - meio de obtenção 
de prova --> instrumento investigativo.
Requisitos para que seja autorizada: (atenção, São 
cumulativos)
• Indícios de autoria e participação;
• Imprescindibilidade da medida cautelar;
• Pena de reclusão.
Serendipidade (teoria do encontro fortuito de provas):
STJ: Não há ilegalidade se a interceptação telefônica foi 
determinada por notícia-crime obtida de outra intercepta-
ção, previamente autorizada.
É admitida interceptação telefônica como prova empres-
tada (PAD);
A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser 
determinada pelo juiz, de ofício ou a requerimento:
I - da autoridade policial, na investigação criminal;
II - do representante do Ministério Público, na investigação 
criminal e na instrução processual penal.
Prazo para apreciação do pedido:
24h - é um prazo impróprio (ou seja, não interfere em nada 
caso não cumprida).
Deferimento e renovação:
15 dias + 15 dias (quantas vezes for necessário);
58
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O prazo observa o princípio da razoabilidade;
É contado do início da primeira escuta;
Poderá ser renovada por mais de uma vez.
Procedimento:
Não há necessidade de transcrição integral da 
interceptação;
Não há necessidade de perícia nas vozes captadas;
Captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos 
e acústico.
Interceptação de comunicações em sistemas de informá-
tica e telemática (inserido pelo pacote anticrime)
Obtenção de prova;
Medida cautelar;
Autorizada pelo juiz a requerimento -- policial/MP;
Juiz - sem necessidade de agir de ofício.
Tipos penais:
Penas - Só reclusão.
Art 10 e 10-a (10-a aumento de pena em dobro para fun-
cionário público).
Da Organização Criminosa - Lei nº 
12.850/2013.
Associação x Organização
Associação Criminosa: Art.288 do CP
3 OU + Integrantes.
Deve ter a finalidade específica de cometer crimes.
Organização Criminosa: Lei 12.850/2013
• Associação de 4 ou mais pessoas,
• Estruturalmente ordenada e com divisão de 
tarefas,
• Com objetivo de obter vantagem,
• Mediante a prática de infrações penais cujas penas 
máximas sejam superiores a 4 anos,
• Ou que sejam de caráter transnacional.
A SABER: A Lei das Organizações Criminosas também 
se aplica às organizações terroristas e às infrações penais 
previstas em tratado ou convenção internacional quando, 
iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse 
ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente.
Meios de prova (em qualquer fase da persecução 
penal):
1) captação ambiental (artigo 3º, II): a obtenção de con-
versa ocorrida em certo local;
2) a ação controlada (artigo 3º, III): o retardamento da 
ação policial;
3) a colaboração premiada (artigo 3º, I): significa, em 
síntese, a cooperação do autor ou partícipe que permite 
a ampliação do conhecimento da infração penal e dos 
demais co-autores, e quem assim auxilia recebe uma 
“recompensa”, que vai desde a redução da pena até o 
perdão judicial;
4) o acesso a registros de ligações telefônicas e telemá-
ticas, a dados cadastrais constantes de bancos de dados 
públicos ou privados e a informações eleitorais ou comer-
ciais (artigo 3º, IV);
5) intercept. de comunicações telefônicas e telemáticas 
(art. 3º, V);
6) o afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal 
(art. 3º, VI);
7) a infiltração, por policiais, em atividade de investigação, 
(art 3º, VII);
8) a cooperação entre instituições e órgãos federais, 
distritais, estaduais e municipais na busca de provas e 
informações de interesse da investigação ou da instrução 
criminal (artigo 3º, VIII).
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SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA
A seguir disponibilizamos as habilidades e requisitos exi-
gidos pelo edital para a produção da sua redação. Também 
apontamos dicas de como você irá conseguir produzir seu 
texto alcançando a nota máxima. Vamos lá?!
A Redação para os cargos de Soldado de 2º Classe – 
Combatente e Músico, será elaborada a partir de um tema 
proposto, baseado em um ou mais textos ou fragmentos 
de textos. O candidato adotará uma linha de abordagem 
utilizando a tipologia textual “Dissertação”. O seu texto 
deverá apresentar valores, opiniões, crenças, hipó-
teses, ideias, em suma, os aspectos axiológicos ou 
cognitivos para esse tipo de produção textual.  A 
aposta é de que você tenha que produzir um TEXTO 
DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO.
A correção da Redação, de caráter eliminatório e classifi-
catório, será realizada por Banca Corretora, conforme os 
critérios estabelecidos na Tabela 11.2, cuja pontuação 
máxima será de 25 (vinte e cinco) pontos. O can-
didato deverá atingir 60% (sessenta por cento) ou 
mais do total da pontuação prevista para a Redação, 
para não ser eliminado do concurso público, além 
de não ser eliminado por outros critérios estabelecidos 
neste Edital.
A Redação será avaliada considerando-se os aspectos 
presentes na Tabela abaixo:
DICAS PARA ALCANÇAR A NOTA MÁXIMA DA 
REDAÇÃO:
1. ATENDIMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TEMA
Para que você consiga garantir os 5 pontos na habili-
dade 1, é necessário que em cada parágrafo, (introdução; 
desenvolvimento 01; desenvolvimento 02 e conclusão) 
você faça a retomada do tema, preferencialmente utilizando 
sinônimos. Isso irá garantir que você não dê fuga ao tema.
2. COESÃO REFERENCIAL E SEQUENCIAL 
(INTRA E ENTRE PARÁGRAFOS) / COERÊNCIA 
(PROGRESSÃO, ARTICULAÇÃO, NÃO 
CONTRADIÇÃO).
Para que você consiga mais 5 pontos na habilidade 2, é 
imprescindível que você utilize conectivos (intra e entre 
parágrafos) que irã totalizar 12 conectivos, veja:
REDAÇÃOREDAÇÃO
60
SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA
3. ATENDIMENTO À ESTRUTURA TEXTUAL 
PROPOSTA
Para atender a habilidade 3 lembre-se, uma boa disserta-
ção argumentativa possui 4 parágrafos.
4. INFORMALIDADE E ARGUMENTAÇÃO
• Linguagem em 3ª pessoa (analisam, pensam, obser-
vam, querem, foram);
• Use citações sobre artigos, leis, alusões históricas, 
filosóficas, musicais, midiáticas, estatísticas;
• Dê exemplos sobre o mesmo tema em outras partes 
do mundo (visão de mundo);
• Fuja do senso comum.
• Boa organização semântica do texto, ou seja, orga-
nização coerente das ideias aplicadas à dissertação, 
para que as mesmas possam facilmente ser apreen-
didas pelos leitores.
• Bom embasamento das ideias sugeridas, boa fun-
damentação dos argumentos e provas.
5. MODALIDADE GRAMATICAL: PONTUAÇÃO, 
GRAFIA ( INCLUSIVE LEGIBILIDADE), 
CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA.
Fique atento quanto a pontuação, acento indicativo de 
crase. Uma dica é, escreva períodos curtos. Dessa forma 
você não erra o posicionamento das vírgulas. E lembre-
-se, logo após preposição a vírgula é marcação (deve ser 
utilizada).
O CANDIDATO TERÁ SUA REDAÇÃO AVALIADA COM 
NOTA 0 (ZERO) EM CASO DE:
a) não atender ao Tema proposto e ao conteúdo avaliado;
b) manuscrever em letra ilegível ou grafar por outro meio 
que não o determinado neste Edital;
c) apresentar acentuada desestruturação na organização 
textual ou atentar contra o pudor;
d) redigir seu texto a lápis, ou à tinta em cor diferente de 
azul ou preta;
e) não apresentar a questão redigidas na Folha da Versão 
Definitiva ou entregá-la em branco;
f) apresentar identificação, em local indevido, de qualquer 
natureza (nome parcial, nome completo, outro nome qual-
quer, número(s), letra(s),sinais, desenhos ou códigos).
g) não redigir o número mínimo de linhas (20 linhas).
REGRAS GERAIS DA DISSERTAÇÃO
• Linguagem em 3ª pessoa (analisam, pensam, obser-
vam, querem, foram);
• Paragrafação com espaçamento de 1,5 cm de dis-
tância (tampa da caneta bic);
• Em cada parágrafo deve haver no mínimo 2 períodos;
• É interessante desenvolver- escrever- o máximo 
possível (não pode haver cópia da coletânea);
• Caso erre faça um traço no meio da palavra (idéia, 
sensassão);
• Letra cursiva ou forma (diferenciando maiúscula de 
minúscula);
• Linguagem coloquial e expressões sobre senso 
comum é necessário que se coloque aspas (“mundo 
do direito”, “cenário brasileiro”);
• Estética até o fim da linha (não cometer o erro de 
translineação);
• Prefira escrever números por extenso, exceto século, 
este faça em algarismos romanos (XX, XXXVIII);
COMO FAZER TÍTULO
• Seja crítico ao tema (encontre um problema);
• Use Figuras de Linguagem;
• No máximo cinco palavras,
• Copie um trecho do texto (preferência da conclusão);
• O único sinal gráfico que pode ser utilizado no final 
do título é a interrogação;
• Não faça sobre senso comum;
• Não coloque ponto final no título.
Obs.: Fique atento, você apenas deverá colocar título se 
for pedido na proposta da redação ou se houver o espaço 
destinado para tal:

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