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Você está quase lá... Falta pouco para que você comece a viver os melhores anos da sua vida! Sabemos que muito chegaram aqui cansados e com incertezas em suas mentes. Se esse é o seu caso, não se preocupe! Cansaço e insegurança — entre outras questões desafiadoras — fazem parte da caminhada de qualquer pessoa, inclusive, das mais bem-sucedidas. Fique tranquilo (a), você já fez o seu melhor e agora che- gou o momento de relembramos juntos os assuntos mais importantes que estudamos até aqui. Esperamos que este material lhe traga confiança e que você tire todas as suas dúvidas durante nossa super-revisão. Por fim, precisamos dizer mais uma vez que alcançar a tão sonhada farda só depende do seu esforço, mas lembre-se: você nunca esteve sozinho na grande maratona chamada concurso público. Pelo contrário, os alunos do IRS tiveram acesso ao melhor conteúdo preparatório e aos melhores professores do Brasil. Acredite, você está pronto! Com a convicção de que fizemos um excelente trabalho, ficaremos na torcida por cada um que embarcou nessa jornada conosco. Esperamos encontrá-los e abraçá-los quando cruzarem a linha de chegada, que finalmente dei- xará de ser um sonho para ser sua nova realidade! A propósito, reacenda sua paixão e mentalize a sua vitória. Lembre-se do caminho percorrido e todo seu esforço, você merece esta conquista! Conte sempre conosco, boa prova e até breve, futuro policial! Instituto Rodolfo Souza #RumoÀGloriosaPMGO Acesse e saiba mais sobre nossos cursos: https://institutorodolfosouza.com.br/ S U M Á R IO S U M Á R IO LÍNGUA PORTUGUESA REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRAFICA, CULTURAL, POLÍTICA E ECONÔMICA DO ESTADO DE GOIÁS DIREITO PENAL DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO PROCESSUAL PENAL DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO PENAL MILITAR DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE REDAÇÃO 5 8 14 19 23 29 34 40 46 59 5 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA LÍNGUA PORTUGUESALÍNGUA PORTUGUESA TEXTO 1 O vento gemera durante o dia todo e a chuva fustigara as janelas com tal fúria que mesmo ali, no coração da grande Londres feita de homens, éramos obrigados a afastar a mente da rotina da vida por um instante e reconhecer a presença daquelas grandes forças elementares que gritam para a humanidade através das grades de sua civilização, como animais indomáveis numa jaula. À medida que a noite se fechava, a tempestade ficava mais intensa e mais ruidosa; na chaminé, o vento chorava e soluçava como uma criança. Adaptado de: Doyle, A. C. Um caso de Sherlock Holmes: as cinco sementes de laranja. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 142. 01. No trecho “[…] o vento chorava e soluçava como uma criança.”, observa-se a presença de duas figu- ras de linguagem. São elas, respectivamente: A) prosopopeia e comparação. B) comparação e sinestesia. C) sinestesia e metáfora. D) metáfora e hipérbole. E) hipérbole e prosopopeia. 02. No trecho “[...] a presença daquelas grandes forças elementares que gritam para a humanidade [...]”, o “que” funciona morfologicamente como pronome relativo e exerce a função sintática de A) sujeito. B) objeto direto. C) objeto indireto. D) adjunto adverbial. E) complemento nominal. 03. Sobre a regência verbal nas frases a seguir, assinale a alternativa correta. A) Em “O professor assiste os alunos com total aten- ção.”, “os alunos” é objeto indireto de “assiste”. O verbo, portanto, é intransitivo. B) Em “Governo assiste, inerte, à destruição da Amazônia.”, “inerte” é objeto direto de “assiste”. O verbo, portanto, é transitivo direto. C) Em “Essa decisão não assiste ao juiz.”, “ao juiz” é adjunto adnominal de “assiste”. O verbo, portanto, é intransitivo. D) Em “O menino aspirou uma fumaça muito tóxica.”, “uma fumaça muito tóxica” é objeto indireto de “aspi- rou”. O verbo, portanto, é transitivo indireto. E) Em “Não é a primeira vez que um filme brasileiro aspira ao Oscar.”, “ao Oscar” é objeto indireto de “aspira”. O verbo, portanto, é transitivo indireto. 04. Considerando os usos do “se” no seguinte excerto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. “Por exemplo, se pessoas sentem que não são merecedo- ras de bondade ou suspeitam que há algum motivo por trás da bondade, os benefícios da gratidão não se realizarão.” I. Nas duas ocorrências, o “se” é um pronome que integra o sentido do verbo. II. Na primeira ocorrência, o “se” tem valor condicional. III. Na segunda ocorrência, o “se” indica que a oração está na voz passiva. IV. Nas duas ocorrências, servem para indeterminar os sujeitos verbais. A) Apenas I e IV. B) Apenas II e IV. C) Apenas I e II. D) Apenas II e III. E) Apenas I e III. 05. Assinale a alternativa em que a divisão silábica de todas as palavras está correta A) In-sul-to; ex-pre-ssão; ques-ti-o-na-men-to. B) So-cie-da-des; exa-mi-no; o-bra. C) A-per-fe-i-ço-a-men-to; ques-tõ-es; con-tradi-tó-rio. D) A-va-li-a-ção; li-ber-da-de; ad-je-ti-van-do. E) Ar-gui-dor; su-bs-tan-ti-vos; cer-ta-men-te. 6 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 06. Assinale a alternativa em que todas as palavras apre- sentam dígrafo e encontro consonantal. A) Essencial, alguém, olímpico. B) Interesse, nascimento, internacional. C) Nascimento, empresário, próxima. D) Internacional, empresário, depressão. E) Próxima, depressão, internacional. 07. O dia ___ dia dos alunos revela o que ___ pesquisas indicam ____ tempos: bons professores estimulam ___ aprendizagem. A) a – as – há – a. B) à – às – a – à. C) à – as – há – à. D) a – às – a – à. E) à – as – à – há. 08. Assinale a alternativa em que a utilização do sinal de pontuação esteja INCORRETA. A) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.” B) “A realidade, Maria, é louca.” C) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” D) “[…] eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.” E) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.” 09. Em “Nós não sabemos o que faz […]” e em “[…] para convencermos a nós mesmos […]”, o pronome “nós” funciona, respectivamente, como A) sujeito e objeto direto. B) sujeito e objeto indireto. C) sujeito e objeto direto preposicionado. D) sujeito e sujeito. E) sujeito e sujeito preposicionado. 10. Assinale a alternativa em que todas as propriedades são atributos da redação oficial. A) Impessoalidade, concisão, padronização e coerência. B) Clareza, eloquência, formalidade e uso da norma- -padrão da língua portuguesa. C) Objetividade, precisão, expressividade e formalidade. D) Padronização, coesão, estilo e objetividade. E) Eloquência, originalidade, uso da norma-padrão da língua portuguesa e formalidade. Gabarito: 01-A; 02-A ; 03-E ; 04-D ; 05-D ; 06-D ; 07- A; 08-A ; 09-C ; 10-A. BIZU PROFÉTICO FIGURAS DE LINGUAGEM Elipse: quando há omissão de um termo que pode ser subentendido no texto: “A cidade dormia, ninguém na rua.” (falta ‘estava’). Onomatopeia: indica a reprodução de sons ou ruídos naturais: “ai”, “atchim”. Metáfora: Comparação sem conectivos (como, tal qual) “ A vida é uma nuvem que voa”. (A vida é como uma nuvem que voa.) ”. Comparação: Comparação com conectivos (como, tal qual, assim). “Seus olhos são como jabuticabas. Metonímia: produto pela marca, parte pelo todo: “adoro ler Maurício de Souza”. Pleonasmo: É a repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado: “sair para fora; descer para baixo”. Antítese: É o uso de termos que têm sentidos opostos. “Toda guerra acaba por onde devia ter começado: a paz.” Paradoxo: O paradoxo representa o uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da antítese). “Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom”. (Como é possível alguém estar cego e ver?) Eufemismo: Suavizar: “partiu dessa pra melhor”. Ironia: A ironia é a representação do contrário daquilo que se afirma. “Ele correu tão rápido quantouma tartaruga”. Hipérbole: Exagero Intencional: “Quase morri de estudar”. Personificação: Qualidades pessoais em objetos ou seres irracionais. “ Os livros me olhavam e não diziam nada”. Sinestesia: Acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes. Com aqueles olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. (A frieza está associada ao tato e não à visão.) CONJUNÇÕES COORDENATIVAS (INDEPENDENTES) Adversativas: Mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, contudo, não obstante, senão, etc. Alternativas: Ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja, ou... ou, etc. 7 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA Conclusivas: Logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (deslocado), de modo que, em vista disso, etc. Explicativas: porque, pois (antes do verbo), porquanto, que, etc. Aditivas: E, nem, não só, mas também, não apenas, como ainda, etc. CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS (DEPENDENTES) Causais: Porque, pois, por isso que, uma vez que, já que, visto que, que, porquanto. Condicionais: Se, caso, salvo se, desde que, contanto que, dado que, a menos que, a não ser que. Conformativas: Conforme, segundo, como, consoante. Concessivas: Por mais que, por menos que, apesar de que, embora, conquanto, mesmo que, ainda que, se bem que. Comparativas: Mais, menos, menor, maior, pior, melhor, seguidas de que ou do que. Qual depois de tal. Quanto depois de tanto. Como, assim como, como se, bem como, que nem. Consecutivas: Tal, tão, tamanho, tanto (em uma oração, seguida pelo que em outra oração). De maneira que, de forma que, de sorte que, de modo que. Proporcionais: À proporção que, ao passo que, à medida que, à proporção que. Temporais: Depois que, até que, desde que, cada vez que, todas as vezes que, antes que, sempre que, logo que, quando. Finais: A fim de que, para que. Integrantes: Que, se, como. VOZES VERBAIS Ativa: O sujeito pratica a ação do verbo. Ex.: Ele realizou o trabalho. Passiva: Sujeito não pratica a ação do verbo; ele sofre essa ação. Ex.: O trabalho foi realizado por ele. • Voz passiva analítica: VL + Particípio (ado/ido) • Voz passiva sintética: VTD + SE Reflexiva: Sujeito pratica e recebe a ação do verbo. Ex.: João cortou-se com o vidro. SEPARAÇÃO SILÁBICA 1- TODA sílaba tem uma vogal. 2- Toda sílaba tem apenas uma vogal. 3- Cuidado com os dígrafos: São dígrafos separáveis: SS, RR,SC. São dígrafos que não se separam: NH, LH, GU, QU. CRASE Preposição A + Artigo A = À Nunca: • Palavras masculinas • Antes de Pronomes • Antes de verbos • A no singular + palavra no plural • Palavras repetidas • Dias da semana • Expressões futuro e distância Facultativo: • Antes dos nomes próprios femininos • Depois da preposição “até” • Antes de pronomes possessivos femininos (minha, sua, tua) Sempre: • Substitui ao + masculino • À moda/ à maneira • Casa/terra = especificado • Locuções adverbiais • Horas (exceto até, após, desde, entre, para) • Àquele/àquilo = a este • Lugares – Vou à, volto da = crase há! • Vou à, volto de = crase pra quê? REDAÇÃO OFICIAL A redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos. Para que isso ocorra, o Manual de Redação da Presidência da República lista as sete características fundamentais que um texto precisa ter. São elas: clareza e precisão; objetividade; concisão; coesão e coerência; impesso- alidade; formalidade e padronização; e uso da norma culta padrão da língua portuguesa. 8 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. “Vindas de São Paulo, as Bandeiras tinham como objetivo a captura de índios para o uso como mão de obra escrava na agricultura e minas. Outras expe- dições saíam do Pará, nas chamadas descidas com vistas à catequese e ao aldeamento dos índios da região. Ambas passavam pelo território, mas não criavam vilas permanentes, nem mantinham uma população em número estável na região. A ocupação, propriamente dita, só se tornou mais efetiva com a descoberta de ouro nessas regiões. Na época, havia sido achado ouro em Minas Gerais, próximo a atual cidade de Ouro Preto (1698), e em Mato Grosso, próximo a Cuiabá (1718). Como havia uma crença, vinda do período renascentista, que o ouro era mais abundante quanto mais próximo ao Equador e no sentido leste-oeste, a busca de ouro no ‘território dos Goyazes’, passou a ser foco de expedições pela região.” Disponível em: < http://www.goias.gov.br/pagi- nas/conheca-goias/ historia/colonia>. Acesso em: 14 dez. 2013. O trecho acima se refere ao período colonial goiano. Esta fase da história de Goiás é marcada A) Pela ausência de contato entre os portugueses e os indígenas. B) Pelo hibridismo cultural, decorrente da ausência de interação entre as culturas africanas, europeias e indígenas. C) Pela utilização generalizada do trabalho assalariado dos indígenas e dos africanos. D) Pela ação dos bandeirantes que chegaram à região no período citado no texto. E) Pela homogeneização étnica das populações que habitavam a área, assim como das que migraram para a região. 02. Sobre as consequências da Guerra dos Emboabas para a povoação do Estado de Goiás, é correto afirmar: A) Com o fim da guerra, houve uma migração em massa de pessoas que deixaram Goiás, despovoando-o. B) Após a vitória dos paulistas, muitos goianos emi- graram para Minas Gerais em busca de ouro. C) Com a derrota dos paulistas, os emboabas reivin- dicaram para si o território onde hoje se encontra o Estado de Goiás, iniciando sua povoação. D) A derrota dos paulistas fez com que alguns deles migrassem para onde hoje se encontra o Estado de Goiás, em busca de ouro, iniciando a povoação do território. 03. Se aqueles feitos extraordinários da santa foram o bastante para renovar a fé dos sertanejos, criando para eles a esperança de um mundo novo, desper- taram também a preocupação e o ressentimento dos coronéis e fazendeiros, classe dominante, com as possíveis consequências que poderiam advir daquele ajuntamento. VASCONCELOS, Lauro de. Santa Dica: encantamento do povo. Goiânia: UFG, 1991. p. 91. Apesar das desconfianças da elite política goiana, em alguns momentos, Santa Dica e seus seguidores foram convocados para participar das disputas políticas que afetaram Goiás. Nesse sentido, Santa Dica A) auxiliou o governo de Brasil Ramos Caiado ao impedir que a tropa dos revolucionários da Coluna Prestes adentrasse o território goiano. B) incorporou-se à Coluna Artur Bernardes, contri- buindo para a destituição dos representantes da República Velha em Goiás, na chamada Revolução de 1930. C) recrutou voluntários para participar, junto com os legalistas da Revolução Constitucionalista de 1932, enfrentando inclusive vários combates armados. D) usou o seu prestígio para se tornar uma protagonista política na região de Pirenópolis, sendo eleita prefeita do município por duas vezes, na década de 1970. 04. Nas últimas décadas, o bioma cerrado, presente no território goiano, transformou-se em uma nova e importante fronteira agrícola brasileira. Essa trans- formação modificou os aspectos socioeconômicos REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRAFICA, CULTURAL, HISTÓRICA, GEOGRAFICA, CULTURAL, POLÍTICA E ECONÔMICA POLÍTICA E ECONÔMICA DO ESTADO DE GOIÁSDO ESTADO DE GOIÁS 9 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA regionais e impulsionou a produtividade agropecu- ária, tornando o Brasil um dos principais produtores mundiais de commodities agrícolas. No que tange às transformações socioeconômicas e ao aumento da produtividade no cerrado, assinale a alter- nativa correta. A) O bom desempenho do agronegócio goiano se deve à pesquisa e à tecnologia implementadas no cerrado pela agricultura moderna. B) A agricultura tradicional, praticada no estado de Goiás, é a responsável pelo crescimento das expor- tações de commodities agrícolas. C) O aumento da produtividade de commodities agrí- colas em Goiás só foi possível com a implantação domodelo de agricultura familiar. D) A alta produtividade do cerrado está relacionada com a boa qualidade do solo, que dispensa correção e adubos. E) O clima predominantemente ameno na região do cerrado, com chuvas distribuídas ao longo de todos os meses do ano, constitui fator importante para o aumento da produtividade agrícola. 05. A construção da Estrada de Ferro Goiás foi um marco importante para a economia goiana e responsável pelo incremento das relações comerciais com o sudeste brasileiro. Acerca da referida estrada de ferro e da modernização da economia goiana, assinale a alternativa correta. A) A ferrovia adentrou o território goiano efetivamente em 1911, proveniente do triângulo mineiro. A par- tir da respectiva construção, houve um impulso da agropecuária regional mediante o aumento das exportações, bem como o fortalecimento da econo- mia urbana nas áreas de influência da ferrovia. B) A Estrada de Ferro Goiás representou uma das inicia- tivas pioneiras de investimento do capital produtivo local para construção de infraestrutura de transporte sem a participação do Estado. C) A região norte de Goiás foi a que mais se beneficiou com a construção da ferrovia, tendo em vista a pos- sibilidade de escoamento da produção agropecuária inicialmente para o triângulo mineiro. D) Ligando os municípios de Uberlândia (MG) e Goiânia (GO), a Estrada de Ferro Goiás alcançou uma exten- são de 480 km, totalizando 30 estações. E) Inaugurada posteriormente à transferência da capi- tal para Goiânia em 1937, a ferrovia significou um incentivo à industrialização da região integrada de Goiânia e Anápolis. 06. Sobre aspectos físicos do território goiano: vegeta- ção, hidrografia, clima e relevo. É incorreto afirmar que A) O Cerrado é considerado o segundo maior bioma brasileiro, atrás apenas da Floresta Amazônica, possui representatividade no território goiano. Mesmo com elevado nível de desmatamento registrado desde a década de 1960, Goiás conse- guiu manter reservas da mata nativa em algumas regiões, o que gera discussões entre fazendeiros e ambientalistas. B) O Estado de Goiás tem apenas duas estações sazo- nais que são a seca e a chuvosa. A “estação seca” tem seu início no mês de abril e estende-se até a pri- meira quinzena de outubro. Já a “estação chuvosa” tem seu início na segunda quinzena de outubro e se estende até março do ano seguinte. (Simehgo/ Sectec). C) O Estado de Goiás possui vegetação de savana, típica do cerrado, reflexo da escassez de água na região. Goiás é precário em recursos hídricos. D) Além da presença marcante dos planaltos, dentro dos limites do Estado de Goiás, encontramos também áreas de planícies e depressões. E) O Estado de Goiás está localizado no Planalto Central Brasileiro, o que justifica a predominância de planal- tos em seu relevo. 07. Referente à Revolução de 1930 e ao estado de Goiás, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequ- ência correta. ( ) Foi uma revolução popular formada pela classe trabalhadora que visava à defesa de seus direitos trabalhistas. ( ) Tratava-se de uma revolução política feita por grupos heterogêneos da classe dominante com a finalidade de atender seus objetivos. ( ) A revolução estava relacionada ao desenvolvimento do que seria a nova capital de Goiás e a atração de pessoas para residirem naquele local. ( ) Foi um movimento social que reivindicava melhorias políticas e crescimento da democracia e teve uma grande participação popular. A) F – V – V – F. B) V – V – F – F. C) F – F – V – F. D) F – V – F – V. E) V – V – V – V. 10 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 08. O conceito de patrimônio cultural expressa a criati- vidade coletiva de um povo, presente no conheci- mento, na arte, na religiosidade e em outros aspectos da vida, legados ao longo de gerações. A esse res- peito, assinale a alternativa correta quanto a um dos aspectos do patrimônio histórico, cultural, turístico ou religioso de Goiás. A) Em dezembro de 2001, a Unesco concedeu à cidade de Goiás o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, reconhecendo que a respectiva memó- ria, cultura e arquitetura constituem características únicas representativas do passado colonial, bem como são testemunha das experiências coletivas e individuais partilhadas por uma mesma cultura. B) Um folclore religioso, com uma clara influência por- tuguesa, é a congada, presente em diversas cida- des de Goiás, como, por exemplo, em Catalão. Por meio de danças e batuques, na congada, celebra-se a Paixão de Cristo e organiza-se uma hierarquia de participantes, em que se destacam o rei, a rainha, os generais, os capitães etc. C) A Festa de Trindade representa uma devoção religiosa que remonta ao período da construção de Goiânia. A novena que ali se realiza, e culmina no primeiro domingo de julho, nasceu da devoção cristã em torno de milagres atribuídos a uma imagem contida em uma antiga capela abandonada. D) Evocando os torneios medievais que encenaram batalhas entre cristãos e mouros, as cavalhadas são folguedos representados durante o período natalino, e uma das mais famosas é a da cidade de Pirenópolis. Ao final dessa representação, cristãos e mouros se unem, representando a tolerância entre as religiões. E) Muitos edifícios e monumentos públicos (22 ao todo), localizados no centro da cidade de Goiânia, e o núcleo pioneiro de Campinas formam o conjunto tombado pelo Iphan em 2003, caracterizado prin- cipalmente pelo estilo arquitetônico neoclássico, símbolo da renovação moderna da cultura ocidental na primeira metade do século 20. 09. Planejada para 50 mil pessoas, Goiânia possui hoje mais de 1,3 milhão de habitantes. Distante 209 quilômetros de Brasília e com área aproximada de 740 quilômetros quadrados, a cidade faz parte da Mesorregião do Centro-Oeste e da Microrregião de Goiânia. Possui uma geografia contínua, com poucos morros e baixadas, tendo terras planas na maior parte de seu território, com destaque para o Rio Meia Ponte. A respeito da cidade de Goiânia e da respectiva região metropolitana, assinale a alternativa correta. A) Goiânia surgiu por determinação do governo de Juscelino Kubitschek (1956 a 1961) para acelerar o programa de desenvolvimento denominado marcha para o Oeste. B) Com uma arquitetura modernista, Goiânia ficou conhecida como o maior sítio Art Déco da América Latina C) A região metropolitana de Goiânia integra 32 muni- cípios e uma população aproximada de 4,5 milhões de habitantes. D) Sendo considerada um centro estratégico para áreas como indústria, medicina, moda e agricul- tura, Goiânia é também a cidade mais populosa do Centro-Oeste. E) Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental da nova capital do estado de Goiás em 24 de outubro de 1956. 10. Sobre a hidrografia, é importante destacar que é no território de Goiás que nascem drenagens alimenta- doras de três importantes rios. São eles: A) Parnaíba, Tietê e Rio Doce. B) Tapajós, Xingú e Paraíba do Sul. C) Jaguaribe, Paranapanema e Corumbá. D) Jequitinhonha, Piracicaba e Paranaíba. E) Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná. Gabarito: 01-D; 02-D ; 03-C; 04- A; 05-A ; 06-C; 07-A; 08- A; 09-B ; 10-E. BIZU PROFÉTICO PRÉ HISTÓRIA GOIANA • Os fósseis mais antigos são de 9.000 anos. • A teoria mais aceita da chegada do homem a América é a do Estreito de Bering. • Tribos pré-existentes – Goyazes, Caiapós, Xavantes, Avá-Canoeiros. GOIÁS PERÍODO COLONIAL (SÉCULO XVI-XVII) • O território permanecia inóspito, contendo várias tribos. • Queda da produção do engenho açucareiro no Brasil devido à concorrência holandesa nas Antilhas. • Incentivo da coroa Portuguesa as expedições mineradoras: 11 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA Expedições: Entradas, Bandeiras, Descidas, Monções. • A primeira bandeira que se tem registro foi a de Domingos Grau e Antônio Macedo (1590-93) GOIÁS NO SÉCULO XVIII • O século XVIII marcouo apogeu e a decadência das minas auríferas goianas. • A expedição de Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera) não foi a primeira a descobrir ouro em Goiás, mas foi a primeira a fixar moradia (1722-1725). • As primeiras expedições foram por via fluvial (rios). Foi só posteriormente, com a introdução dos muares (mulas), que as expedições passaram a adentrar por terra. • Guerra Justa – extermínio de terras indígenas. • Goiás pertenceu a capitania de São Paulo até 1749, quando veio o primeiro Governador da província inde- pendente D. Marcos de Noronha “Conde dos Arcos”. • Pecuária – a princípio a pecuária foi introduzida no litoral brasileiro para gerar força motora nos enge- nhos açucareiros. Com a mineração, a pecuária foi se interiorizando no centro da colônia para atender a minas auríferas. • Impostos: Capitação – Quantidade de escravos. Quinto – 20% do outro extraído era destinado a coroa através das casas de fundição. • A partir de 1780 as minas auríferas goianas já esta- vam esgotadas. GOIÁS NO SÉCULO XIX • No final do século XVIII e início do século XIX já não havia mais ouro nas minas goianas. • Muitos retornaram para os polos litorâneos e houve um acelerado êxodo urbano. • A pecuária passou a ser a atividade econômica de subsistência. • Segundo o historiador Palacin “Goiás viveu um perí- odo de isolamento e abandono durante o século XIX. • A escravidão em Goiás – No período da mineração, a mão-de-obra escrava era a principal força de trabalho nas minas. Com o esgotamento das minas e o pro- cesso de ruralização através da pecuária extensiva de subsistência, o escravo goiano foi sendo alforriado, pois a escravidão era incompatível com a pecuária. • Quando foi assinado a lei Áurea, já não haviam mais escravos cativos em Goiás, portanto a abolição não surtiu impactos econômicos em Goiás como ocorreu com o café. • Félix de Bulhões foi o poeta abolicionista goiano, sendo chamado de “Castro Alves” de Goiás. • Quilombos – o principal foi o de Kalunga (Cavalcante). Obs.: A separação do Estado do Tocantins em relação a Goiás ocorreu de fato com a constituição de 1988, porém desde 1821, o norte goiano já queria se desmembrar do Sul, alegando que os recursos recolhidos com os impos- tos não eram devidamente repassados através de obras governamentais. GOIÁS NO SÉCULO XX Com a proclamação da república e o formato federativo, os governos dos Estados passaram a ser ao critério de seus respectivos eleitores e da força de seus coronéis. GOIÁS E A REVOLUÇÃO DE 1930 A Revolução de 1930, embora sem raízes próprias em Goiás, teve uma significação profunda para o Estado. É o marco de uma nova etapa histórica. Esta transformação não se operou imediatamente no campo social, mas no campo político. Não foi popular, nem sequer uma revo- lução de minorias com objetivos sociais. A consciência social não havia atingido tal ponto e faltava organização de classe. Foi feita por grupos heterogêneos da classe dominante descontente em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de militantes tenentistas e das classes médias, sem uma ideologia determinada e coerente, aglutinados por sua repulsa à ordem política estabelecida na República Oligárquica. A Revolução não provocou muita mudança social, mas sem dúvida trouxe uma renovação política, com trans- formações profundas e decisivas no estilo de governo, que buscou decididamente o desenvolvimento. Ocorreu a construção de Goiânia. Com a revolução e 1930, Vargas assumiu a Presidência do Brasil colocando interventores em todos os Estados brasileiros, menos para Minas Gerais que havia o apoiado no golpe. Para o Estado de Goiás, Vargas colocou como interven- tor o Dr. Pedro Ludovico Teixeira que governou o Estado pelo mesmo período que ele foi Presidente (1930-45) e (1951-54). MARCHA PARA O OESTE A “Marcha para o Oeste” definiu-se assim como uma das faces da política econômica de Vargas, necessária para a consolidação global dos planos presidenciais. Foi dentro desta política federal de “Marcha para o Oeste” 12 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA que se deu a construção de Goiânia, marco fundamental deste primeiro ciclo de expansão de Goiás sob novos moldes. Principais objetivos da Marcha para o Oeste: • Interiorização do desenvolvimento nacional; • Suporte para a ocupação da Amazônia; • Incentivo a migração; • Reforma agrária; • Criação de Colônias Agrícolas (Eng. Bernardo Sayão) - 1941 - CANG – Colônia Agrícola Nacional de Goiás (Ceres); • Incentivo a agropecuária. ALGUNS GOVERNOS • GOVERNO JUCA LUDOVICO (1955 - 1959): Construção da usina de Cachoeira Dourada/ Contribuição para a construção de Brasília/ Aeroporto Santa Genoveva. • GOVERNO JOSÉ FELICIANO (1959-1961): Apoio logístico na construção de Brasília / Pavimentação: Goiânia – Trindade e Goiânia – Inhumas. • MAURO BORGES (1961-64): Primeiro governo cientificamente planejado de Goiás (Plano MB). Reforma agrária inspirada nos Kibutz de Israel. Reforma Administrativa. Criou diversos órgãos, autarquias e empresas esta- tais e paraestatais, para promover o desenvolvimento do estado. Cotelgo (telefones–depois Telegoiás), Metago, Iquego, Casego, Crisa, Osego, Caixego, Cosego (seguros), Idago, etc.. Construiu o Centro administrativo de Goiás (atual Palácio Pedro Ludovico). GOVERNOS DO REGIME MILITAR • RIBAS JUNIOR (1965-1966) • OTÁVIO LAGE (1966-71) • LEONINO CAIADO (1971-1975) • IRAPUÃ COSTA JR (1975-1979) • ARI VALADÃO (1979-1983) IRIS REZENDE • Maior tocador de obras de Goiás. • Foi o primeiro eleito após o período militar. • Socialmente ficou conhecido como “Governador dos Mutirões” – 1.000 casas em um dia. • Aumentou em 2,5 estradas asfaltadas em Goiás e fez 14.000 km de rede de energia. • Programas assistencialistas. • Investimento e infraestrutura. RONALDO CAIADO (2019-Atual) • Governou meio a maior crise sanitária dos últimos 103 anos. • Ponto alto de sua gestão, segurança pública: queda em homicídios latrocínios, roubos em residências, comércio, veículos e a transeuntes. VISÃO GERAL DE GOIÁS Goiás está situado na região Centro-Oeste do país ocu- pando uma área de 340.106 km². Sétimo estado em exten- são territorial, Goiás tem posição geográfica privilegiada. Limita-se ao norte com o estado do Tocantins, ao sul com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a leste com a Bahia e Minas Gerais e a oeste com Mato Grosso. Goiás possui 246 municípios e uma população de 6,921 milhões de habitantes. Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga 2,494 milhões de habitantes e 40% do Produto Interno Bruto goiano. O crescimento econômico com grande oferta de oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar de sediar grandes indústrias, é o setor de Serviços o pilar de sua economia. A capital é um centro de excelência em medicina e vem consolidando sua vocação para o turismo de negócios e eventos. Além de apresentar bons índices de qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é uma das cidades com a área urbana mais verde do país. O clima tropical predomina em Goiás, com a presença de duas estações bem definidas: um verão úmido e um inverno seco, cujas temperaturas médias variam entre 18º e 26ºC. O índice pluviométrico acontece entre os meses de setembro a abril, oscila entre 1.200 a 2.500 mm, ocorrendo chuvas mais concentradas no verão. COMPOSIÇÃO DO PIB Dentre os grandes setores da economia, o de Serviços é o que predomina em Goiás. Neste setor pode-se ressaltar o Comércio, tanto o varejista como o atacadista, bastante dinâmico principalmente na capital, bem como as ativida- des imobiliárias. O setor industrial fica em 2º lugar no PIB goiano, e o agropecuário em 3º. Embora tenha participação inferior, o setor agropecuário é de grande importância para a economia goiana, pois dele deriva a agroindústria, uma das atividades mais pujantes do estado, quer seja na pro- 13 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZAdução de carnes, derivados de leite e de soja, molhos de tomates, condimentos e outros itens da indústria alimen- tícia, bem como na produção sucroenergética. RODOVIAS A malha rodoviária goiana é composta de 28,0 mil km de rodovias dos quais cerca de 53% são pavimentados. Há 1.278,7 km de rodovias duplicadas sendo 60% delas fede- rais e o restante estaduais. As principais rodovias federais do estado são a BR-153 que atravessa toda sua extensão ligando o norte ao sul do país, a BR-060, que liga Goiânia a Brasília bem como o sudoeste goiano e a BR-050, que liga o Distrito Federal ao sul do Brasil. FERROVIAS Goiás dispõe de 685 km da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que atende o sudeste do estado e o Distrito Federal. A FCA tem 7.080 km de extensão e é considerada o prin- cipal e mais eficiente eixo de conexão entre as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Integra gran- des portos como os de Vitória-ES, Santos-SP, Angra dos Reis-RJ, de Salvador (BA) e Porto Seco de Anápolis-GO. É um grande corredor de importação e exportação de produtos para Goiás como: açúcar, adubos e fertilizantes, derivados de petróleo e álcool, produtos siderúrgicos, soja e farelo de soja, fosfato, ferro-gusa, minérios, contêineres de carga geral. A Ferrovia Norte-Sul entre Anápolis-GO e Açailândia-MA está pronta para operação e se integrarão ao trecho da Ferrovia Carajás que leva ao porto de Itaqui no Maranhão. Outro trecho da ferrovia Norte-Sul, 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP), que passa por Goiás, que ainda falta ocorrer a concessão para operação. Essa ferrovia tem, em território goiano, 991 km de trilhos, os quais atravessarão as regiões norte, central e o sudoeste do estado. A expectativa é que ela mude o perfil econômico do Brasil Central. Quando em funcionamento, esse modal permitirá alcançar os portos do norte do país e consolidará a cidade de Anápolis como uma inédita referência logística bem no centro do Brasil. Goiás também será contemplado com um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Esta ferrovia é a primeira parte de um projeto de grandes proporções, a Ferrovia Transcontinental, com 4.400 quilômetros de extensão, que ligará o litoral brasileiro à fronteira Brasil- Peru. Há trechos entre Ilhéus-BA e Figueirópolis-TO em construção, já o trecho a partir do estado do Tocantins está sem previsão de início. O trecho goiano dessa ferrovia será de 210 km, saindo de Campinorte e passando pelos municípios de Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Crixás e Nova Crixás até alcançar a fronteira com o Mato Grosso. 14 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. Acerca dos princípios da legalidade e da anteriori- dade insculpidos no art. 1° do Código Penal e no art. 5°, XXXIX, da Constituição Federal, analise as alternativas a seguir e assinale a correta. A) Uma das funções do princípio da legalidade é permitir a criação de crimes e penas pelos usos e costumes. B) No Brasil, em um primeiro momento, a União Federal pode legislar sobre matéria penal. No entanto, de forma indireta e urgente, leis estaduais podem impor regras e sanções de natureza criminal. C) A lei penal incriminadora somente pode ser aplicada a um fato concreto desde que tenha tido origem antes da prática da conduta. Em situações temporárias e excepcionais, no entanto, admite-se a mitigação do princípio da anterioridade. D) Desdobramento do princípio da legalidade é o da taxatividade, que impede a edição de tipos penais genéricos e indeterminados. E) O princípio da legalidade afasta a aplicação da interpretação extensiva, mas permite a aplicação da analogia de forma ampla e irrestrita. 02. O marinheiro Jonas matou seu colega de farda a bordo do navio-escola NE Brasil, da Marinha Brasileira, quando o navio estava em águas sob soberania do Japão. Assim: A) a lei penal japonesa será aplicada ao caso, em razão do crime ter ocorrido em águas sob soberania do Japão. B) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão do princípio do pavilhão. C) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão do princípio da justiça universal. D) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão do princípio da defesa. E) a lei penal brasileira será aplicada ao caso, em razão do princípio da territorialidade. 03. Sobre a aplicação da lei penal no tempo, assinale a alternativa incorreta. A) O que determina se a lei é mais favorável ao réu e com isso pode retroagir é a sua aplicação ao caso concreto (e não a análise da norma em abstrato). B) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. C) Segundo o critério presente em nossa legislação, o crime é considerado cometido no momento do resultado, ainda que a conduta tenha ocorrido anteriormente. D) Como regra, a lei penal se aplica aos fatos ocorridos durante a sua vigência, ou seja, em geral não possui extra-atividade. E) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstân- cias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. 04. De acordo com o que preceitua o Código Penal, foram adotadas, via de regra, quanto ao tempo e ao lugar do crime, respectivamente, as teorias: A) do resultado e da atividade. B) da atividade e do resultado. C) da atividade e mista. D) do resultado e da ubiquidade. E) da ubiquidade e da atividade. 05. Para evitar a dupla punição por fato único, a dou- trina e a jurisprudência admitem determinados prin- cípios que foram elencados para resolver conflito de normas penais aparentemente aplicáveis à mesma hipótese. Com relação a esses princípios, assinale a alternativa correta. A) São princípios do conflito aparente de normas: espe- cialidade, subsidiariedade, consunção e alteridade. B) São requisitos do conflito aparente de normas: plura- lidade de condutas, relevância causal das condutas, liame subjetivo e identidade de crime, como regra para todos os envolvidos. DIREITO PENALDIREITO PENAL 15 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA C) O conflito aparente de normas é também conhecido pela doutrina como conflito de leis penais no tempo. D) Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido. E) A especialidade no conflito aparente de normas é quando entendem configurada a alternatividade na hipótese em que o tipo penal contém em seu corpo vários fatos, alternativamente, como modalidades de uma mesma infração penal. 06. Em relação ao Direito Penal, assinale a alternativa correta. A) A interpretação analógica consiste na aplicação, ao caso não previsto em lei, de lei reguladora de caso semelhante. B) A lei penal excepcional é aquela que tem o seu termo final explicitamente previsto em data certa do calendário. É espécie de lei intermitente, sendo autorrevogável e dotada de ultratividade. C) Analogia é uma forma de interpretação do orde- namento jurídico necessária a extrair o sentido da norma mediante os próprios elementos fornecidos por ela. D) A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando idên- ticas, ou nela é computada, quando diversas. E) Aos crimes conexos e aos crimes plurilocais, quanto ao lugar do crime, não se aplica a teoria da ubiquidade. 07. A impossibilidade da lei penal nova mais gravosa ser aplicada em caso ocorrido anteriormente à sua vigência é chamada de A) princípio da ultra-atividade da lei nova. B) princípio da legalidade. C) princípio da irretroatividade. D) princípio da normalidade. E) princípio da adequação. 08. Maria e Mariana, ambas nascidas com genitais femi- ninos, auto-identificadas e socialmente reconhecidas como mulheres, convivem em união estável e mono- gâmica. Ocorre que Maria, às escondidas, passa a manter relações sexuais com José. Mariana flagra Maria em ato sexualcom José e, nesse contexto, Maria provoca injustamente Mariana, dizendo a José, em tom de escárnio, que Mariana é “xucra, burra e ruim de cama”, e que, além disso, Mariana “gosta de ser traída e não tomará qualquer atitude, por ser covarde e medrosa”. Embora nunca tenha praticado ato de violência doméstica, Mariana é tomada por violenta emoção e dispara projétil de arma de fogo contra a cabeça de Maria, que morre imediatamente. É correto afirmar que Mariana praticou A) ato típico, mas amparado por causa excludente de ilicitude. B) homicídio qualificado, por meio insidioso. C) feminicídio. D) homicídio privilegiado. E) homicídio qualificado, por motivo torpe. 09. A respeito dos crimes contra o patrimônio, considere as afirmativas a seguir. I. O delito de furto pressupõe o dissenso da vítima, devendo ainda ser praticado na ausência desta, pois, do contrário, será crime de roubo. II. O agente que, durante a prática do crime de furto, ao ser surpreendido pela vítima, logo depois de subtraída a coisa, empregar grave ameaça, a fim de assegurar a detenção da coisa para si, responderá pelo crime de furto e também pelo crime de ameaça. III. O agente que, simulando ser manobrista de estacio- namento, recebe o veículo do cliente para estacio- ná-lo e, ao invés disso, vende o carro para terceira pessoa, comete o delito de estelionato. IV. Se o agente é primário e é de pequeno valor a coisa furtada, haverá o chamado furto privilegiado e, neste caso, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou apli- car somente a pena de multa. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 10. Examine as seguintes situações hipotéticas: 1. Mário, investigador de polícia, retardou, indevidamente, medidas investigatórias em um inquérito policial, para ganhar prestígio com o Prefeito Municipal, pois a esposa deste é a principal suspeita da prática do crime investi- gado; 2. Mévio, fiscal da Prefeitura, exigiu de particular a entrega de dinheiro para não embargar a construção da sua residência; 3. Ana, funcionária pública da Caixa Econômica Federal, em razão de seu cargo, apropriou-se de dólares que tinha recebido para serem trocados em reais. Conforme o Código Penal, Mário, Mévio e Ana respon- 16 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA derão, respectivamente, pelos crimes de A) concussão, corrupção passiva e prevaricação. B) prevaricação, concussão e peculato. C) prevaricação, corrupção passiva e peculato. D) corrupção passiva, peculato e concussão. E) corrupção ativa, concussão e prevaricação. Gabarito: 01-D; 02- E; 03- C; 04-C ; 05-D ; 06-E ; 07-C; 08- D; 09-C; 10- B. BIZU PROFÉTICO DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL Anterioridade da Lei Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. Princípio da Reserva Legal. Dispositivo semelhante ao art.5º XXXIX, CF. Lei penal no tempo Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei pos- terior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Abolitio Criminis) Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (Novatio legis in mellius) STF: Súmula 611 – Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a apli- cação de lei mais benigna. Lei excepcional ou temporária Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decor- rido o período de sua duração ou cessadas as circuns- tâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. Tempo do crime Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. (Teoria da Atividade) STF: Súmula 711 – A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. Territorialidade Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de conven- ções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. (Princípio da territoria- lidade temperada) § 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como exten- são do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. § 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes prati- cados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspon- dente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil. Lugar do crime Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. (Teoria da ubiquidade) Extraterritorialidade Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os crimes: (Extraterritorialidade incondicionada) a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fun- dação instituída pelo Poder Público; c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domi- ciliado no Brasil; II - os crimes: (Extraterritorialidade condicionada) a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; b) praticados por brasileiro; c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território 17 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA estrangeiro e aí não sejam julgados. § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional; b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. § 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reuni- das as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição; b) houve requisição do Ministro da Justiça. Pena cumprida no estrangeiro Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. (Mnemônico CIDA – Computa Iguais, Diferentes Atenua) Eficácia de sentença estrangeira Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil para: I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis; II - sujeitá-lo a medida de segurança. Parágrafo único - A homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extra- dição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença,ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. Compete ao STJ processar e julgar, originariamente, a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias. Contagem de prazo Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. (Prazo de direito material) Frações não computáveis da pena Art. 11 - Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro. Legislação especial Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo diverso. (As regras gerais do Código Penal possuem aplicação subsidiária em relação às leis especiais) Dos crimes contra a Administração Pública Crimes funcionais próprios: ausente a condição de funcionário público, o fato será atípico (atipicidade absoluta). Ex. art. 319 do CP – Prevaricação. Crimes funcionais impróprios: ausente a condição de funcionário público, o fato se enquadrará em outro tipo penal, deixando apenas de ser considerado um crime funcional (atipicidade relativa). Ex. art. 312 do CP - Peculato-furto. Caso esse delito não seja praticado por funcionário público, deverá ser tipificado como Furto, art. 155 do CP. ---------------------------------------------------------- STJ: Súmula 599 - O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública • Peculato - Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. • Corrupção passiva - Art. 317 - Solicitar ou rece- ber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar pro- messa de tal vantagem. • Concussão - Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. • Excesso de exação – Art. 316 §1º - Se o fun- cionário exige tributo ou contribuição social que 18 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gra- voso, que a lei não autoriza. • Prevaricação - Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. • Advocacia administrativa - Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário. • Condescendência criminosa - Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. • Violação de sigilo funcional - Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação. • Desacato - Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela. • Resistência - Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio. • Desobediência - Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público. • Denunciação caluniosa - Art. 339. Dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório criminal, de processo judicial, de pro- cesso administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-dis- ciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente. • Corrupção ativa - Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para deter- miná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcio- nário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. 19 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. Conforme preceitua a Constituição Federal, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) A soberania e o pluralismo político constituem obje- tivos fundamentais da República Federativa do Brasil. ( ) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. ( ) A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação policial. ( ) No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano. A) F – V – F – V. B) F – V – V – F. C) V – V – F – V. D) V – F – V – F. E) V – F – V – V. 02. Sobre os direitos e deveres individuais e coletivos, assinale a alternativa correta. A) Em situações específicas, poderá haver juízo ou tri- bunal de exceção. B) É gratuito para os reconhecidamente pobres exclu- sivamente a certidão de nascimento. C) É livre a manifestação do pensamento, sendo permi- tido o anonimato. D) Considerando o direito de propriedade, no caso de iminente perigo público, a autoridade competente não poderá usar de propriedade particular. E) Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o natura- lizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei. 03. Quanto à nacionalidade, assinale a alternativa correta. A) São brasileiros naturalizados os nascidos no estran- geiro de pai brasileiro, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente. B) É privativo de brasileiro nato o cargo de Vice- Presidente do Senado Federal. C) Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. D) Brasileiros natos não podem perder a nacionalidade. E) Será declarada a perda da nacionalidade do brasi- leiro que adquirir outra nacionalidade, ainda que por imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território. 04. Quanto à organização do Estado, assinale a alterna- tiva correta. A) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembra- mento de Municípios far-se-ão por lei federal, den- tro do período determinado por Lei Complementar Federal. B) Os Estados não podem se incorporarem entre si, subdividirem-se ou se desmembrarem para se ane- xarem a outros. C) É permitido aos Estados e aos Municípios recusar fé aos documentos públicos. D) Em regra, é legítimo à União estabelecer cultos reli- giosos, mantendo com seus representantes relações de aliança. E) A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, sendo todos autônomos. 05. Tibúrcio, Presidente do Brasil, foi convidado DIREITO CONSTITUCIONALDIREITO CONSTITUCIONAL 20 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA para diversas reuniões que ocorrerão na Sede da Organização das Nações Unidas (ONU), localizada em Nova Iorque, Estados Unidos, com duração pre- vista de 20 (vinte) dias, entre diversos Chefes de Estado e Chefes de Governo, para discutir temas de relevância global, como o meio ambiente e a grave crise econômica decorrenteda Covid19. Considerando o caso apresentado e de acordo com a Constituição Federal, é competência exclusiva A) do Senado Federal autorizar Tibúrcio a se ausentar do País, quando a ausência exceder a quinze dias. B) da Câmara dos Deputados autorizar Tibúrcio a se ausentar do País, quando a ausência exceder a dez dias. C) da Procuradoria Geral da República autorizar Tibúrcio a se ausentar do País, quando a ausência exceder a cinco dias. D) do Congresso Nacional autorizar Tibúrcio a se ausen- tar do País, quando a ausência exceder a quinze dias. E) do Supremo Tribunal Federal autorizar Tibúrcio a se ausentar do País, quando a ausência exceder a dez dias. 06. Em relação às disposições da Constituição Federal, acerca do poder executivo, assinale a alternativa correta. A) O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausen- tar-se do País por período superior a trinta dias, sob pena de perda do cargo. B) Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria sim- ples de votos, não computados os em branco e os nulos. C) Nas eleições presidenciais, se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far- -se-á nova eleição em até quinze dias após a procla- mação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. D) Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. E) A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente, no segundo domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. 07. Assinale a alternativa incorreta acerca do Poder Legislativo. A) A Câmara dos Deputados compõe-se de represen- tantes do povo eleitos pelo sistema proporcional. B) Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos. C) Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. D) Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. E) Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo, apenas, por sentença transitada em julgado. 08. Em relação à defesa do Estado e das instituições democráticas, assinale a alternativa incorreta. A) O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. B) Na vigência do estado de defesa é vedada a incomu- nicabilidade do preso. C) O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. D) O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou pron- tamente restabelecer, em locais restritos e determi- nados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. E) Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria simples. 09. A segurança pública, dever do Estado, direito e res- ponsabilidade de todos, é exercida para a preserva- ção da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Sobre o tema, assinale a alternativa 21 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA correta. A) A polícia federal, instituída por lei como órgão per- manente, organizado e mantido pela União e estrutu- rado em carreira, destina-se a exercer as funções de polícia judiciária da União, mas sem exclusividade. B) A segurança viária compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei. C) A lei não disciplinará a organização e o funciona- mento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, cabendo a cada órgão determinar suas dire- trizes a fim de garantir a eficiência de suas atividades. D) As polícias militares e os corpos de bombeiros mili- tares, forças auxiliares e reserva do Exército subordi- nam-se, ao contrário das polícias civis e das polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. E) A polícia ferroviária federal, órgão transitório, organi- zado e mantido pelos Estados e estruturado em car- reira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. 10. Tendo como base a Constituição Federal, assinale a alternativa incorreta acerca das Forças Armadas e da Segurança Pública. A) Ao militar são vedadas a sindicalização e o direito à greve. B) Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. C) A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades. D) O Corpo de Bombeiros Militar não integra direta- mente os órgãos de segurança pública, porém é considerado um órgão auxiliar. E) A polícia federal é instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. Gabarito: 01-A; 02-E; 03-C; 04- E; 05-D ; 06-D ; 07-E; 08-E; 09-B; 10-D. BIZU PROFÉTICO Separamos alguns Mnemônicos que salvam muitas ques- tões na hora da prova: FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA – SOCIDIVAPLU: SO: SOberania CI: CIdadania DI: DIgnidade da pessoa humana VA: VAlores sociais do trabalho e da livre iniciativa PLU: PLUralismo político OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA RFB – CONGA ER PRO CONstruir uma sociedade livre, justa e solidária: GArantir o desenvolvimento nacional: ERradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desi- gualdades sociais e regionais: PROmover o bem de todos, sem preconceitos de ori- gem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação: CARGOS PRIVATIVOS DE BRASILEIRO NATO – MP3.COM Ministro do STF. Presidente e Vice-Presidente da República. Presidente da Câmara dos Deputados. Presidente do Senado Federal. Carreira diplomática. Oficial das Forças Armadas. Ministro de Estado da Defesa. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO – CAPACETE DE PM Compete privativamente a União legislar sobre: Direito C – Civil A – Agrário P – Penal A – Aeronáutico C – Comercial E – Eleitoral T – Trabalho E – Espacial DE - Desapropriação P – Processual M – Marítimo 22 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA CLÁUSULAS PÉTREAS – MNEMÔNICO FODIVOSE Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: FOrma federativa de Estado. DIreitos e garantias individuais. VOto direto, secreto, universal e periódico. SEparação dos poderes. ORGANIZAÇÃO DO ESTADO • REGO DEMOCRÁTICO REgime de GOverno = Democrático • SIGO O PRESIDENTE SIstema de GOverno = Presidencialismo • FÉ NA FEDERAÇÃO Forma de Estado = Federação • FOGO NA REPÚBLICA FOrma de GOverno = República 23 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. No que tange as disposições preliminares do Código de Processo Penal, é correto afirmar que: A) A lei processual penal tem aplicabilidade imediata, salvo se for para prejudicar o réu. B) A leiprocessual penal somente terá aplicabilidade aos crimes que forem praticados após sua entrada em vigor. C) O Código de Processo Penal adota o sistema da unidade processual, no que tange à aplicação da lei processual penal. D) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem pre- juízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. E) A lei processual penal admitirá interpretação exten- siva, mas não aplicação analógica. 02. No que se refere às disposições preliminares do Código de Processo Penal (CPP) e ao inquérito policial, assinale a opção correta. A) O delegado de polícia só poderá determinar o arqui- vamento de inquérito policial se ficar provado que o investigado agiu em legítima defesa. B) Em respeito ao princípio constitucional da legalidade, não são admitidas, no que concerne à lei proces- sual penal, interpretação extensiva ou aplicação analógica. C) Nova lei processual penal tem aplicação imediata, devendo ser desconsiderados, quando de sua edição, os atos realizados sob a vigência da lei anterior. D) O CPP aplica-se em todo o território brasileiro, inclu- sive aos processos da competência da justiça militar. E) O MP poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial para que se realizem novas diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 03. Sobre as regras legais do inquérito policial, assinale a alternativa correta. A) A lavratura de boletim de ocorrência pelo ofendido não é meio hábil para iniciar o inquérito policial. B) A autoridade policial não poderá mandar instaurar inquérito após comunicação verbal de suposto crime feita por pessoa do povo. C) Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito, só caberá recurso para o governador. D) O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, poderá ser iniciado sem a própria representação. E) Nos crimes de ação pública, o inquérito policial será iniciado de ofício ou mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver quali- dade para representá-lo 04. No que se refere à ação penal, de acordo com o Código de Processo Penal, é incorreto afirmar que A) Conforme o princípio da indisponibilidade, o MP não pode desistir de ação penal já instaurada, bem como de qualquer recurso por ele interposto. B) A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. C) A queixa contra qualquer dos autores do crime obri- gará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade. D) Aplica-se ao acordo de não persecução penal a mesma lógica da transação penal, sendo dispensável a confissão do crime para a realização do acordo. E) Cumprido integralmente o acordo de não persecução penal, o juízo competente decretará a extinção de punibilidade. 05. De acordo com o atual Código de Processo Penal, assinale a alternativa correta. A) A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em sua residência ou em casa de albergado, podendo dela ausentar-se com autorização judicial. B) Não será concedida fiança nos crimes cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. C) Nos crimes de tortura, a fiança só poderá ser conce- DIREITO PROCESSUAL PENALDIREITO PROCESSUAL PENAL 24 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA dida por órgão judiciário colegiado. D) A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liber- dade máxima não seja superior a três anos. E) Se assim recomendar a situação econômica do preso, a fiança poderá ser reduzida em dois terços ou sus- pensa, mas não dispensada. 06. Sobre a prisão e as medidas cautelares, assinale a opção INCORRETA: A) As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes ou, quando no curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público. B) Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de prisão cau- telar ou em virtude de condenação criminal transitada em julgado. C) Ninguém será recolhido à prisão sem que seja exi- bido o mandado ao respectivo diretor ou carcereiro, a quem será entregue cópia assinada pelo executor ou apresentada a guia expedida pela autoridade com- petente, devendo ser passado recibo da entrega do preso, com declaração de dia e hora. D) É vedado o uso de algemas em mulheres grávidas durante os atos médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto e durante o trabalho de parto, bem como em mulheres durante o período de puerpério imediato. E) Não sendo o caso de flagrante e mesmo se tratando de infração inafiançável, a falta de exibição do man- dado obstará a prisão. 07. Sobre o rito especial dos processos sobre crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, o que prescreve o direito processual penal brasileiro? A) Nos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, competirá o processo e julgamento aos juízes leigos até o recebimento da denúncia. B) Se não for conhecida a residência do acusado, ou este se achar fora da jurisdição do juiz, serlhe-á nomeado advogado público filiado à procuradoria respectiva ao ente federativo, a quem caberá apre- sentar o pedido de suspensão dos autos até a devida citação. C) A resposta não poderá ser instruída com documentos e justificações, mas tão somente com a indicação de eventuais testemunhas abonatórias. D) Na instrução criminal dos crimes de responsabili- dade dos funcionários públicos e nos demais termos desse tipo de processo, observar-se-á o disposto nos capítulos do Código de Processo Penal relativos após processos de rito comum. E) O Juízo não poderá rejeitar a denúncia antes que se efetive a fase instrutória do processo penal com o interrogatório do réu. 08. Sobre o habeas corpus, é correto afirmar que A) qualquer coação que parta de autoridade pública e constranja sujeito particular enseja a impetração de habeas corpus. B) a concessão do habeas corpus consequentemente obstará o processo, pondo termo no seu prosse- guimento jurisdicional. C) o habeas corpus, embora classificado pela legislação processual penal brasileira como “recurso penal”, é uma ação de impugnação de natureza constitucional. D) o habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, exceto pelo Ministério Público, órgão de natureza acusatória. E) apenas os tribunais colegiados têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal. 09. De acordo com o Código de Processo Penal, assinale a alternativa correta sobre jurisdição e competência. A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar que for praticado o primeiro ato de execução. B) A competência será determinada pela continência quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração. C) Nos crimes de estelionato, quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de plu- ralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. D) A competência será determinada pela conexão quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. E) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á peladistribuição. 10. Assinale a alternativa INCORRETA. 25 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA A) O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova peri-cial remeterá seu conteúdo a um responsável para sua preservação. B) O início da cadeia de custódia dá-se com a pre- servação do local de crime ou com procedimentos policiais ou periciais nos quais seja detectada a existência de vestígio. C) A coleta dos vestígios deverá ser realizada prefe- rencialmente por perito oficial, que dará o encami- nhamento necessário para a central de custódia, mesmo quando for necessária a realização de exames complementares. D) É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização. E) Na central de custódia, a entrada e a saída de vestígio deverão ser protocoladas, consignando-se informa- ções sobre a ocorrência no inquérito que a eles se relacionam. Gabarito: 01-D; 02-E ; 03-E ; 04-D ; 05-B; 06-E; 07-D; 08- C; 09-C ; 10- A. BIZU PROFÉTICO Art. 1º O processo penal reger-se-á, em todo o territó- rio brasileiro (Princípio da territorialidade), por este Código, ressalvados: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabili- dade (Constituição, arts. 86, 89, § 2º, e 100); (Jurisdição política) III - os processos da competência da Justiça Militar; IV - os processos da competência do tribunal especial; V - os processos por crimes de imprensa. (Vide ADPF nº 130) Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos processos preferidos nos números. IV e V, quando as leis especiais que os regulam não dispuserem de modo diverso. Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigên- cia da lei anterior. (Princípio do “tempus regit actum”) Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suple- mento dos princípios gerais de direito. PRINCÍPIOS PROCESSUAIS PENAIS: • Princípio da inércia: Veda-se o início da ação penal de ofício pelo juiz, cabendo ao titular da ação o seu oferecimento. • Princípio do devido processo legal: Busca asse- gurar um processo que respeite todas as etapas previstas em lei e que observe de todas as garantias constitucionais. É um princípio que desencadeia vários outros no processo penal. • Princípio da presunção de inocência: O acusado deve ser presumido inocente até a sentença conde- natória transitar em julgado. • Princípio da paridade das armas: As partes devem ter as mesmas oportunidades em juízo e igualdade de tratamento. • Princípio da ampla defesa: O réu deve ter amplo acesso aos instrumentos de defesa, garantindo-se a autodefesa e a defesa técnica. • Princípio do contraditório: Ambos possuem o direito de manifestação quanto aos fatos e provas trazidos pela parte contrária. • Princípio do “in dubio pro reo”: Havendo dúvida quando à inocência do réu, este não deverá ser con- siderado culpado. • Princípio do duplo grau de jurisdição: Como regra, garante-se à parte a possibilidade de reexame da causa por instância superior. • Princípio do juiz natural: O julgador deve atuar nos feitos que foram previamente estabelecidos pelo ordenamento jurídico. Veda-se o Tribunal de Exceção. • Princípio da publicidade: Como regra, os atos processuais devem ser públicos, permitindo-se o amplo acesso à população, contudo, essa publi- cidade poderá sofrer restrição quando a defesa da intimidade ou o interesse social exigirem. • Princípio da vedação às provas ilícitas: São inad- missíveis no processo, segundo nosso ordenamento jurídico, as provas obtidas por meios ilícitos e as ilícitas por derivação. • Princípio da duração razoável do processo: O Estado deverá prestar sua incumbência jurisdicio- nal no menor prazo possível, respeitando, porém, os demais princípios, como a busca pela verdade real. • Princípio da busca pela verdade real ou mate- 26 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA rial: Diferentemente do que ocorre no processo civil - no qual se busca a verdade formal, a verdade dos autos – no processo penal, busca-se a verdade material dos fatos, do mundo real, uma vez que trata de direitos indisponíveis, como a liberdade. • Princípio da vedação à autoincriminação: O acusado não é obrigado a participar de atividades probatórias que lhe sejam prejudiciais. • Princípio do “non bis in idem”: Veda-se que uma pessoa seja processada e condenada duas vezes pelo mesmo fato. • Princípio da comunhão da prova: Após ser produ- zida, a prova pertence ao juízo, podendo ser utilizada pelo juiz e por qualquer das partes. • Princípio do impulso oficial: Iniciada a ação penal, o juiz tem o dever de promover o seu andamento até a etapa final. • Princípio do livre convencimento motivado: O juiz é livre para formar seu convencimento, contudo, deverá fundamentar suas decisões no momento de prolatá-las. • Princípio da lealdade processual: Reflete o dever de verdade, e a vedação a qualquer forma de fraude processual. INQUÉRITO POLICIAL FORMAS DE INSTAURAÇÃO: • De ofício, pela autoridade policial; • Requisição (ordem) do MP ou Juiz; • Representação do ofendido ou de seu representante legal; • Notícia oferecida por qualquer pessoa; • Auto de Prisão em flagrante; STF: A “denúncia anônima”, por si só, NÃO serve para fundamentar a instauração de inquérito policial, mas, a partir dela, a polícia pode realizar diligências prelimina- res para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento inves- tigatório propriamente dito (INFORMATIVO 580). CARACTERÍSITCAS: O inquérito policial é um procedimento administrativo: • Escrito; • Dispensável; • Sigiloso; • Inquisitorial; • Oficioso; • Oficial; • Indisponível; • Temporário; • Discricionário. Obs.: A autoridade policial não poderá mandar arquivar o IP. PRAZOS: PRESO SOLTO Regra Geral 10 30 IP Federal 15+15 30 IPM 20 40+20 Lei de Drogas 30+30 90+90 C. Econ. Popular 10 10 AÇÃO PENAL PÚBLICA – Titular: O Estado; Meio: Denúncia; Veículo: MP. • Incondicionada: Artigo 100 do CP: É a regra no Direito Penal. O oferecimento da denúncia independe de qualquer condição específica. • Condicionada: *A Representação do ofendido: CCADI (Cônjuge, compa- nheiro, ascendente, descendente, irmãos). *Requisição do MJ: Brasileiros no exterior, autoridades. PRIVADA – Titular: O ofendido; Meio: Queixa Crime; Veículo: Advogado ou Defensoria Pública. • Exclusiva: Pode ser promovida pelo ofendido ou por seus representantes legais. • Personalíssima: Pode ser promovida APENAS pelo ofendido. • Subsidiária da pública: Quando o MP perde o prazo de 5 ou 15 dias para oferecer denúncia, o ofendido passa a ter esse direito, concomitante ao MP, pelo prazo de 6 meses. ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL: Trata-se de instituto de justiça penal consensual, destinado a infrações de médio potencial ofensivo, que, mitigando o princípio da obrigatoriedade da ação penal, autoriza que o MP realize acordo com o autor do delito para imediato cumprimento de sanção não privativa de liberdade. 27 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA Finalidade: busca conferir maior celeridade na aplicação das sanções para os delitos menos graves, permitindo ao MP e ao judiciário demandar maior atenção aos crimes mais graves. Requisitos Subjetivos (Se preenchidos afastam a pos- sibilidade de acordo): • Reincidência; • Habitualidade; • Concessão de benefício anterior. Requisitos objetivos: Não ser caso de arquivamento; • Confissão; • Ausência de violência ou grave ameaça; • Pena mínima inferior a 4 anos; • Não ser cabível a transação Penal; • Necessidade de suficiência para a prevenção do crime; • Violência doméstica e familiar contra a mulher. PRISÕES: A regra prevista na Constituição Federal é que “ninguémserá considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória“, conforme artigo 5º, LVII. Mas há as prisões cautelares, ou seja, aquelas realizadas antes da sentença penal condenatória, vejamos: A prisão em flagrante, que é aquela realizada nas hipóte- ses previstas no artigo 302, do Código de Processo Penal, com previsão no artigo 5º, LXI, da CF/88: “LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei”. Já a prisão preventiva, prevista no artigo 311 e seguintes do Código de Processo Penal, será decretada pelo JUIZ em qualquer fase do INQUÉRITO POLICIAL ou da AÇÃO PENAL, necessita da prova da existência do crime e indí- cios suficientes de autoria e será decretada como: 1) GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA ou da ORDEM ECONÔMICA; 2) CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL; 3) ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. A lei 13.964 de 2019 (Pacote Anticrime) acrescentou a necessidade de revisão da prisão preventiva a cada 90 dias, mas não trouxe prazo determinado para referida modalidade de prisão cautelar. Após referido prazo não há soltura automática, apenas a necessidade de reavaliação da medida, conforme tese fixada pelo STF: “A inobservância da reavaliação prevista no parágrafo único do artigo 316 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 13.964/2019, após o prazo legal de 90 (dias), não implica a revogação automática da prisão preventiva, devendo o juízo competente ser instado a reavaliar a legalidade e a atualidade de seus fundamentos.” No que tange a prisão temporária, esta é prevista na Lei 7.960/89, cabível na fase do inquérito policial e tem os requisitos para sua decretação previstos no artigo 1º da citada lei, vejamos: 1) imprescindível para as investigações do inquérito policial; 2) o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; 3) fundadas razões de autoria ou participação dos cri- mes previstos na lei. A prisão temporária tem o prazo de 5 (cinco) dias, pror- rogável por igual período em caso de extrema e compro- vada necessidade (artigo 2º da lei 7.960/89) nos crimes previstos no artigo 1º, III, da lei 7.960/89 e de 30 (dias) prorrogável por igual período, quando se tratar de crimes hediondos, tráfico de drogas, terrorismo e tortura (artigo 2º, §4º, da lei 8.072/90). Pode ser determinada pelo Juiz mediante requerimento do Ministério Público ou mediante representação da Autoridade Policial, não sendo possível sua decretação de ofício e somente poderá ser decretada na fase pré-processual. HIPOTESES DE PRISÃO EM FLAGRANTE: O Código de Processo Penal em seu artigo 302 traz as hipóteses em que se considera em flagrante delito, vejamos: 1) FLAGRANTE PRÓPRIO: quem está cometendo a infração penal ou acabou de cometê-la; 2) FLAGRANTE IMPRÓPRIO: quando o agente é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; 3) FLAGRANTE PRESUMIDO: o agente é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração. Há ainda outras hipóteses em que a doutrina classi- fica a prisão em flagrante, como 1) ESPERADO: em que a autoridade policial se antecipa, aguarda e realiza a prisão quando os atos executórios são iniciados; 2) PREPARADO: quando o agente teria sido induzido a prática da infração penal, SÚMULA 145 do STF (“não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”); e 3) FORJADO: realizado para incriminar um inocente e no qual quem pratica ato ilícito é aquele que forja a ação. Com relação as formalidades para a lavratura do auto de 28 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA prisão em flagrante, tenha atenção ao fato de que: a) na falta ou impedimento do escrivão qualquer pessoa poderá ser designada para lavrar o auto, após prestar compromisso legal; b) a inexistência de testemunhas não impede a lavratura do auto de prisão em flagrante, nesse caso deverão assi- nar duas testemunhas que tenham presenciado a apre- sentação do preso a autoridade policial (testemunhas de apresentação); c) no caso de o acusado se recusar a assinar o auto de pri- são em flagrante, não souber assinar ou não puder assinar no momento, duas testemunhas, que tenham ouvido a lei- tura do auto na presença do conduzido, assinarão o auto. CADEIA DE CUSTÓDIA “A cadeia de custódia visa assegurar a idoneidade dos objetos e bens apreendidos, de modo a evitar qualquer tipo de dúvida quanto à sua origem e caminho percor- rido durante a investigação criminal e o subsequente processo criminal”. Renato Brasileiro de Lima. ETAPAS (Mnemônico REI FICA TREPA DESCARTA) A cadeia de custódia compreende o rastreamento do ves- tígio nas seguintes etapas: I - REconhecimento: ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial; II - Isolamento: ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar o ambiente imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime; III - FIxação: descrição detalhada do vestígio conforme se encontra no local de crime ou no corpo de delito, e a sua posição na área de exames, podendo ser ilustrada por fotografias, filmagens ou croqui, sendo indispensável a sua descrição no laudo pericial produzido pelo perito res- ponsável pelo atendimento; IV - Coleta: ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial, respeitando suas características e natureza; V - Acondicionamento: procedimento por meio do qual cada vestígio coletado é embalado de forma individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, para posterior análise, com anotação da data, hora e nome de quem realizou a coleta e o acondicionamento; VI - Transporte: ato de transferir o vestígio de um local para o outro, utilizando as condições adequadas (embalagens, veículos, temperatura, entre outras), de modo a garan- tir a manutenção de suas características originais, bem como o controle de sua posse; VII - REcebimento: ato formal de transferência da posse do vestígio, que deve ser documentado com, no mínimo, informações referentes ao número de procedimento e unidade de polícia judiciária relacionada, local de origem, nome de quem transportou o vestígio, código de rastreamento, natureza do exame, tipo do vestígio, protocolo, assinatura e identificação de quem o recebeu; VIII - Processamento: exame pericial em si, manipulação do vestígio de acordo com a metodo- logia adequada às suas características biológicas, físicas e químicas, a fim de se obter o resultado desejado, que deverá ser formalizado em laudo produzido por perito; IX - Armazenamento: procedimento referente à guarda, em condições adequadas, do material a ser processado, guardado para realização de contraperícia, descartado ou transportado, com vinculação ao número do laudo cor- respondente; X - DESCARTE: procedimento referente à liberação do vestígio, respeitando a legislação vigente e, quando pertinente, mediante autorização judicial. 29 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. Artêmis, na qualidade de prefeito de determinado município goiano, após regular procedimento lici- tatório, contratou empresa que veio realizar obras de ampliação do hospital público municipal, elevando a capacidade de leitos com respirador para enfren- tamento da pandemia ocasionada pelo Coronavírus. Finalizada a obra, o prefeito determinou a confecção de material publicitário para divulgação do feito, contendo sua caricatura e os seguintes dizeres: “A saúde está garantida com o Prefeito Artêmis!”. Considerando o exposto, o governante público vio- lou o princípio da: A) legalidade. B) razoabilidade. C) moralidade. D) isonomia. E) impessoalidade. 02. No que concerneà organização administrativa e aos princípios administrativos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Enquanto pela tutela a Administração exerce controle sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída, pela autotutela o controle se exerce sobre os próprios atos, com a possibilidade de anular ou convalidar os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. ( ) A própria Constituição dá uma consequência expressa ao princípio da moralidade, quando pro- íbe que constem nome, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em publicidade de atos, pro- gramas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. ( ) Desconcentração é a distribuição de competências de uma para outra pessoa, física ou jurídica. ( ) A empresa pública é pessoa jurídica de direito privado com capital inteiramente público (com possibilidade de participação das entidades da Administração Indireta) e organização sob qualquer das formas admitidas em direito. A) V – F – F – V. B) V – V – F – F. C) V – F – V – V. D) F – V – F – V. E) F – F – V – F. 03. Acerca do provimento em cargo público, assinale a alternativa correta. A) É requisito básico para investidura em cargo público, dentre outros, a nacionalidade brasileira ou estrangeira. B) A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. C) A ascensão é uma forma de provimento de cargo público. D) É requisito básico para investidura em cargo público, dentre outros, a idade mínima de vinte e um anos. E) O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada estado. 04. Analise as assertivas, a seguir, relacionadas a agentes públicos e, em seguida, aponte a alternativa correta. I - Os mesários e integrantes de juntas apuradoras, enquanto desempenham tais funções, estão na condição de agentes públicos e, quanto à classificação tradicional, são considerados como agentes políticos. II - As funções de confiança só poderão ser exercidas por servidores ocupantes de cargo efetivo. III - Nos termos da Constituição Federal, os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público, após 03 (três) anos de efetivo exercício, adquirirão a prerrogativa da vitaliciedade. IV - Todos os agentes públicos sujeitam-se ao regime jurídico estabelecido nos diplomas legais específicos denominados de estatutos. V - Segundo José dos Santos Carvalho Filho, o desvio de poder ocorre quando o agente público pratica o ato, não voltado para o interesse público, mas sim para o interesse privado. DIREITO ADMINISTRATIVODIREITO ADMINISTRATIVO 30 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA A) Somente as assertivas II e III estão corretas. B) Somente as assertivas II e V estão corretas. C) Somente as assertivas I, II e V estão corretas. D) Somente as assertivas I, III e IV estão corretas. E) Somente as assertivas II, IV e V estão corretas. 05. Poderes administrativos representam instrumentos aptos a permitir à Administração o cumprimento de suas finalidades públicas. O poder disponibilizado à Administração Pública para apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à disciplina adminis- trativa denomina-se: A) poder militar. B) poder regulamentar. C) poder hierárquico. D) poder disciplinar. E) poder de polícia. 06. No que se refere aos elementos do ato administrativo, é correto afirmar que : A) competência diz respeito à pessoa a que se des- tinam os efeitos jurídicos produzidos pelo ato administrativo. B) finalidade consiste nos pressupostos jurídicos que ensejaram a prática do ato. C) forma diz respeito a evento futuro e incerto a que se subordinam os efeitos do ato administrativo. D) motivo compreende exclusivamente os pressupostos de fato que ensejaram a prática do ato administrativo. E) objeto representa o próprio conteúdo do ato administrativo. 07. João, investigador policial da Polícia Civil do Estado Alfa, cumpria diligência determinada por delegado de polícia no bojo de inquérito policial que apura crime de associação para o tráfico de drogas. Para tanto, João realizava o mapeamento de determinada rua, quando, por descuido, deixou sua arma cair no chão, causando um disparo que atingiu a perna de Maria, moradora da comunidade. Após receber alta no hospital onde foi atendida, Maria procurou a Defensoria Pública e ajuizou ação indenizatória em face: A) de João, diretamente, com base em sua responsa- bilidade civil objetiva, sendo desnecessária a com- provação de ter o policial agido com culpa ou dolo; B) de João, diretamente, com base em sua responsabi- lidade civil subjetiva e solidária, sendo necessária a comprovação de ter o policial agido com culpa ou dolo; C) da Polícia Civil do Estado Alfa, com base em sua responsabilidade civil objetiva, sendo desnecessária a comprovação de ter agido João com culpa ou dolo; D) do Estado Alfa, com base em sua responsabilidade civil objetiva, sendo desnecessária a comprovação de ter agido João com culpa ou dolo; E) do Estado Alfa, com base em sua responsabilidade civil subjetiva, sendo necessária a comprovação de ter agido João com culpa ou dolo. 08. Analise o seguinte caso hipotético: Marinalva, prefeita municipal, foi condenada em ação de improbidade administrativa por ter nomeado seu cônjuge, José, para o exercício de cargo em comissão como Chefe de Gabinete. Nos termos da Lei Federal nº 8.429/1992, a conduta de Marinalva caracterizou ato de improbidade administrativa, na modalidade A) enriquecimento ilícito, podendo acarretar, dentre outras penas, a perda da função pública e a sus- pensão dos direitos políticos por até 14 (catorze) anos. B) lesão ao erário, podendo acarretar, dentre outras penas, a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por até 12 (doze) anos. C) lesão ao erário, podendo acarretar, dentre outras penas, o pagamento de multa civil de até 12 (doze) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. D) violação aos princípios da administração pública, podendo acarretar, dentre outras penas, a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por até 4 (quatro) anos. E) violação aos princípios da administração pública, podendo acarretar, dentre outras penas, o pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. 09. De acordo com a Lei de Licitações, analise as asser- tivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. É dispensável a licitação: I. nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. II. quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem pre- juízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas. III. na contratação de instituição brasileira incumbida regi- mental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à recuperação social do preso, desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não 31 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA tenha fins lucrativos. IV. para a impressão dos diários oficiais, de formulários padronizados de uso da administração, e de edições téc- nicas oficiais, bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno, por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública, criados para esse fim específico. Alternativas A) Apenas I e III. B) Apenas III e IV C) Apenas I, II e III D) Apenas I, II e IV E) I, II, III e IV. 10. A lei estadual n. 13.800/01, que regula o processo administrativo, prevê em relação aos direitos dos administrados: A) permissão para o interessado ter vista dos proces- sos, porém sem obter cópias e fazer anotações dos documentos neles contidos. B) assistênciaobrigatória de advogado, independen- temente da natureza do objeto do processo em tramitação. C) possibilidade de formulação de alegações e apresen- tação de documentos, desde que apresentados antes da decisão da autoridade julgadora. D) exclusão de prioridade na tramitação dos processos para pessoas portadoras de hanseníase, no caso de a doença ter surgido após o início do processo. Gabarito: 01-E; 02-A; 03-B; 04-B; 05-D; 06-E; 07-D; 08-E; 09-E; 10-C . BIZU PROFÉTICO PRINCÍPIOS São os princípios administrativos expressos na CF, em seu Art. 37, caput, Mnemônico - L.I.M.P.E: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA HI.PO.DI.DI.VI.NO – O mnemônico abrange os poderes da Administração Pública: HIerarquico. POlícia. DIsciplinar. DIscricionário. VInculado. NOrmativo. ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA São atributos do Poder de Polícia – Mnemônico - DIS. CO.AUTO: DIScricionariedade. COercibilidade. AUTOexecutoriedade. ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Os atributos ou características dos atos administrativos são as qualidades que os diferem dos atos privados. Os atributos dos atos administrativos são representados pelo mnemônico PATI: Presunção de legitimidade (ou veracidade). Autoexecutoriedade. Tipicidade Imperatividade ELEMENTOS E REQUISITOS Os elementos de formação dos atos administrativos tam- bém conhecidos como requisitos ou aspectos de validade dos atos administrativos são representados pelo mnemô- nico COFIFOMOOB: COmpetência FInalidade FOrma MOtivo OBjeto COMPETÊNCIA: é o poder legal atribuído às entidades, aos órgãos e aos agentes públicos para o desempenho específico de suas funções. Apesar de ser irrenunciável e intransferível, a competência poderá ser passível de dele- gação ou de avocação. A) Delegação: É a transferência da execução do ato ou da incumbência da prestação do serviço para outro agente ou órgão, sendo que a titularidade permanece com o delegante, que poderá, a qualquer momento, revogar a delegação. É possível delegar uma atribuição ainda que 32 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA não haja hierarquia entre o delegante e o delegado. A regra é a possibilidade de delegação, isto é, só não será possível delegar uma competência se houver algum impe- dimento em lei. Os atos administrativos que não podem ser objeto de delegação são expressos pelo seguinte mnemônico CENORA: Atos não passíveis de delegação: CE - Competência Exclusiva. NO – NOrmativos. RA - Recursos Administrativos. B) Avocação: É o contrário da delegação, ou seja, ocorre quando órgão ou agente chama para si funções originalmente atribuídas a um outro órgão ou agente, porém ela possui algumas particularidades. Enquanto a delegação pode ser feita com ou sem hierar- quia, a avocação só é possível entre um superior e um subordinado. Além disso, ela é uma medida de exceção, que só pode ocorrer por motivos relevantes, devidamente justificados e somente de forma temporária. ABUSO DE PODER Possui duas Espécies: a) excesso de poder: é verificado quando o agente atua além dos limites de sua competência. b) desvio de poder ou desvio de finalidade: ocorre quando o administrador age dentro de sua competência (não extrapola), mas o faz para alcançar fim diferente do previsto, explícita ou implicitamente, na lei, ou seja, dis- socia-se do interesse público Mnemônicos: C.E.P - Competência no EXCESSO DE PODER F.D.P - Finalidade no DESVIO DE PODER ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS Existem 5 espécies de atos administrativos que se diferen- ciam pelo conteúdo do ato emanado. São representadas pelo seguinte mnemônico – NONEP: Normativo Ordinatório Negocial Enunciativo Punitivo Atos Normativos: Os atos ou normativos ou gerais são caracterizados pela generalidade e abstração. Isso significa que tais atos não atingem situações concretas específicas, mas se destinam a normatizar situações futuras. São atos discricionários e se submetem às mesmas regras de con- trole judicial das leis. Os atos normativos podem ser representados pelo seguinte mnemônico - R3D2: Resoluções Regulamentos Regimentos Decretos Deliberações Atos Ordinatórios: possuem a finalidade de disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional dos agentes públicos, portanto, eles têm alcance interno. Nessa linha, o seu fundamento é o poder hierárquico, pois esses atos são editados por um superior, tendo como des- tinatários os seus subordinados. Os atos ordinatórios podem ser representados pelo seguinte mnemônico - CAIO PODE: Circulares Avisos Instruções Ordens de serviços Portarias Ofícios DEspachos Atos Negociais: Atos negociais ou de consentimento são aqueles em que a vontade da administração coincide com a pretensão de um particular. Eles são exigidos quando o particular necessita obter uma anuência ou consenti- mento prévio do Estado para poder exercer legitimamente determinada atividade. Podem ser discricionários ou vinculados. Eles não se confundem com os contratos administrativos, que são acordos bilaterais firmados pelas partes interes- sadas. No ato negocial há um pedido do particular inte- ressado, mas o ato em si é concedido pela Administração de forma unilateral. Os atos negociais podem ser representados pelo seguinte mnemônico – PANELA: Permissão Autorização 33 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA Nomeação Exoneração a pedido Licença Admissão Atos Enunciativos: São os atos pelos quais a Administração declara um fato preexistente, profere uma opinião ou emite um juízo de valor, sem que, por si só, produza consequências jurídicas. Por meio deles, a Administração Pública se limita a certificar ou atestar um fato. Os atos enunciativos podem ser representados pelo seguinte mnemônico – CAPA: Certidão Atestado Parecer Apostila Atos Punitivos: Os atos punitivos ou sancionatórios são atos que têm o objetivo de punir ou reprimir a prática de infrações administrativas. Podemos dividi-los em duas grandes categorias: sanções internas e sanções externas. As sanções internas são aplicáveis em virtude do regime funcional dos servidores. As sanções externas, por sua vez, tratam da relação entre a Administração e o adminis- trado e ocorrem quando o destinatário infringe alguma norma administrativa. São representados pelo seguinte mnemônico - MAID: Multa. Autuação interna. Interdição de atividade. Destruição de coisa. 34 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. Assinale a opção correta a respeito da aplicação da lei penal militar no tempo e das leis penais excepcionais e temporárias. A) Ao contrário do que ocorre no direito penal comum, no direito penal militar, a lei posterior que deixa de considerar determinado fato como crime estende-se aos efeitos de natureza civil. B) De acordo com o CPM, para se reconhecer qual a lei mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser combinadas, extraindo-se de cada uma delas o dispositivo que mais beneficie o réu. C) O princípio da retroatividade benigna não é aplicável às medidas de segurança. D) Aos condenados por crimes praticados em tempo de guerra serão aplicadas as penas mais severas esta- belecidas, ainda que a sentença condenatória seja proferida depois da cessação do estado de guerra. E) As normas do CPM relativas aos crimes militares praticados em tempo de guerra não constituem exemplo de lei penal temporária. 02. Sobre a coação irresistível e a obediência hierárquica e seu tratamento no Código Penal Militar, assinale a alternativa incorreta. A) Não é culpado quem comete o crime em estrita obe- diência de ordem direta de superior hierárquico, em matéria de serviços. B) Se a ordem do superior tem por objetivo a prática de ato manifestamente criminoso, é punível também o inferior. C) Não é culpado quemcomete o crime sob coação irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir segundo a própria vontade. D) Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem. E) Se na ordem do superior há excesso nos atos ou na forma da execução, não será punido o inferior. 03. Considere as assertivas abaixo, acerca do “concurso de agentes” no Direito Penal Militar. I - De acordo com o Código Penal Militar, a pena é agra- vada em relação ao agente que promove ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes. II - De acordo com o Código Penal Militar, a pena é ate- nuada em relação ao agente que instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade, ou não punível em virtude de condição ou qualidade especial. III - De acordo com o Código Penal Militar, a pena é ate- nuada com relação ao agente, cuja participação no crime é de somenos importância. IV - De acordo com o Código Penal Militar, na prática de crime de autoria coletiva necessária, somente os oficiais podem ser considerados cabeças. V - De acordo com o Código Penal Militar, o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio sempre são puní- veis, ainda que o crime não chegue, pelo menos, a ser tentado. Assinale a opção correta. A) Apenas as assertivas I, III e IV são verdadeiras. B) Apenas as assertivas II e III são verdadeiras. C) Apenas as assertivas III, IV e V são Verdadeiras. D) Apenas a assertivas I é verdadeira. E) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 04. Sobre as penas previstas no Código Penal Militar, assinale a afirmativa correta. A) A pena de impedimento, aplicável à maioria dos crimes propriamente militares, sujeita o condenado a permanecer no quartel, sem prejuízo da instrução militar. B) Apesar de prevista no Código Penal Militar, a pena de morte não pode ser aplicada por vedação constitucional. C) São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do crime, ter o agente cometido o crime militar enquanto estava de serviço ou contra grávida, criança, velho ou enfermo, conforme previsão expressa no Código Penal Militar. D) A pena de inabilitação para o exercício de função pública pode ser aplicada pelo prazo de 2 a 20 anos, DIREITO PENAL MILITARDIREITO PENAL MILITAR 35 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA em virtude de crime militar praticado com abuso de poder ou violação do dever militar, mas está condi- cionada a estar expressamente imposta na sentença. E) A suspensão dos direitos políticos, prevista como pena acessória no Código Penal Militar, perdura enquanto o condenado estiver inabilitado para o exercício de função pública e, como consequência, o condenado pode votar mas não pode ser votado. 05. Entende-se por penas acessórias aquelas que repre- sentam uma punição extrapenal, que são imputadas ao condenado, por previsão legal. Assinale a alter- nativa correta em relação às penas acessórias no Direito Penal Militar: A) Fica sujeito à declaração de incompatibilidade com o oficialato o militar condenado nos crimes de Entendimento para empenhar o Brasil à neutralidade ou à guerra e Provocação a país estrangeiro. B) Na declaração de indignidade ao oficialato o pres- suposto de aplicação está vinculado à quantidade da pena aplicada em concreto. C) A perda de posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das condecorações. D) A exclusão das forças armadas, penalidade acessória imposta às praças, será efetivada desde que a pena em concreto transitada em julgado seja superior a 2 (dois) anos, se o tipo legal assim o prever. E) O termo inicial do prazo da inabilitação para o exer- cício da função pública tem início com o trânsito em julgado da decisão que determinou a pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição. 06. Segundo as prescrições do Código Penal Militar (Decreto-lei n. 1.001/69) acerca das medidas de segurança, marque a alternativa CORRETA: A) As medidas de segurança não podem ser impostas aos civis. B) Quando o agente for imputável, mas suas condições pessoais e o fato praticado revelarem que ele não oferece perigo à incolumidade alheia, o juiz poderá determinar sua internação em manicômio judiciário. C) As medidas de segurança são pessoais ou patri- moniais. As da primeira espécie subdividem-se em detentivas e não detentivas. As detentivas são a internação em manicômio judiciário e a internação em estabelecimento psiquiátrico anexo ao manicô- mio judiciário ou ao estabelecimento penal, ou em seção especial de um ou de outro. As não detentivas são a cassação de licença para direção de veículos motorizados, o exílio local e a proibição de frequentar determinados lugares. As patrimoniais são a inter- dição de estabelecimento ou sede de sociedade ou associação, e o confisco. D) A internação, cujo mínimo deve ser fixado de dois a seis anos, é por tempo determinado, perdurando enquanto for averiguada, mediante perícia médica, a cessação da periculosidade do internado. 07. São causas extintivas de punibilidade previstas no CPM, salvo: A) pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; B) pela decadência. C) pela prescrição; D) pela reabilitação; E) pelo ressarcimento do dano no peculato culposo; 08. A teoria geral do crime militar, diferentemente do que ocorre na esfera comum, não exige apenas a subsunção do fato ao tipo descrito no tipo penal, decorrendo a sua caracterização de complementos insertas nos dispositivos gerais Decreto Nº 1.001/69 (Código Penal Militar), sobretudo aqueles constantes do Art. 9º. De acordo com o texto, assinale a alterna- tiva que contém os crimes previstos exclusivamente no Código Penal Militar: A) Promoção ou facilitação da fuga de preso, Insubmissão e Amotinamento. B) Motim de presos, Insubmissão e Abandono de posto. C) Arrebatamento de preso, Insubmissão e Resistência. D) Resistência, Insubmissão e Abandono de posto. E) Revelação de notícia, Informação ou documento; Insubmissão e Deserção. 09. Motim, no Código Penal Militar, é considerado um crime contra a autoridade ou disciplina militar. Consiste em reunirem-se militares ou assemelha- dos: agindo contra a ordem recebida de superior, ou negando-se a cumpri-la; recusando obediência a superior, quando estejam agindo sem ordem ou praticando violência; assentindo em recusa conjunta de obediência, ou em resistência ou violência, em comum, contra superior; ocupando quartel, forta- leza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática de violência, em desobe- diência a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar. Nas mesmas circunstâncias, se os agentes estavam armados, o crime é de: 36 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA A) Conspiração. B) Organização de grupo para a prática de violência. C) Revolta. D) Omissão de lealdade militar. E) Amotinamento. 10. No tocante às disposições do Código Penal Militar, acerca “Dos Crimes Contra o Serviço Militar e Dever Militar, a conduta de “deixar de apresentar-se o con- vocado à incorporação, dentro do prazo que lhe foi marcado, ou, apresentando-se, ausentar-se antes do ato oficial de incorporação”, corresponde ao tipo do crime de: A) Deserção. B) Abandono de posto. C) Amotinamento. D) Insubmissão E) Deserção especial. Gabarito: 01-E; 02-E; 03-E; 04-D; 05-C; 06-C; 07-B; 08-E; 09 C-; 10- D. BIZU PROFÉTICO APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Medidas de Segurança CPM, Art. 110. As medidas de segurança são pessoais ou patrimoniais. As da primeira espécie subdividem-se em detentivas e não detentivas. As detentivas são a internação em manicômio judiciário e a internação em estabelecimento psiquiátrico anexo ao manicômio judi- ciário ou ao estabelecimento penal,ou em seção especial de um ou de outro. As não detentivas são a cassação de licença para direção de veículos motorizados, o exílio local e a proibição de frequentar determinados lugares. As patrimoniais são a interdição de estabelecimento ou sede de sociedade ou associação, e o confisco. Crime Continuado ou Permanente STF, Súmula 711 - A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou a crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.) Deserção / Insubmissão Tempo do Crime Assim como o Código Penal, o Código Penal Militar adota a teoria da atividade para determinar o tempo do crime. Lugar do crime Diferentemente do Código Penal, o código Penal Militar adota duas teorias diferentes para determinar o lugar do crime, dependendo da classificação do crime praticado. “A cadeia de custódia visa assegurar a idoneidade dos objetos e bens apreendidos, de modo a evitar qualquer tipo de dúvida quanto à sua origem e caminho percor- rido durante a investigação criminal e o subsequente processo criminal”. Renato Brasileiro de Lima. Mnemônico LUATA CO Lugar (Teoria Mista): Ubiquidade - Comissivos Atividade - Omissivos Tempo: Atividade Aplicação da Lei Penal no Espaço O Código Penal Militar adota a territorialidade e a extra- territorialidade incondicionada como regras de aplicação da lei penal. Crime militar, praticado, no todo ou em parte, no Brasil, ou fora dele: Aplica-se a lei penal militar brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito inter- nacional, ainda que o agente tenha sido julgado ou pro- cessado pela justiça estrangeira. 37 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA CRIMES MILITARES Crime militar é aquela conduta que, direta ou indi- retamente, ATENTA CONTRA OS BENS E INTERESSES JURÍDICOS DAS INSTITUIÇÕES MILITARES, qualquer que seja o agente. Regra Geral: O autor do delito irá atentar contra um bem jurídico tutelado pelo Direito Penal comum e irá praticar um crime comum, previsto no código Penal. Entretanto, dependendo da situação, outros bens jurídicos de natureza militar e tutelados pelo DPM podem ser atingidos pela conduta do agente (extra- polando, assim, o dano ao bem jurídico tutelado pelo Direito Penal). Quando isso acontece estamos diante de um crime militar. Comparando os Bens Jurídicos Tutelados (Exemplos) Pontos chave • Existem artigos idênticos e condutas aparentemente iguais tanto no CPM quanto no CP. • Os bens jurídicos tutelados é que irão variar entre cada esfera de Direito Penal. • Crime militar não é exclusividade de militar. Classificação dos Crimes Militares Crime militar próprio • É aquele que está previsto APENAS NO CPM. • A conduta não está prevista em outra lei ou no CP. • Exemplo: Omissão de eficiência da força (Art.198 do CPM). • Em regra, só pode ser praticado por militares. Crime militar impróprio • É aquele que também está previsto no CPM. • Ou seja: está previsto TANTO NO CPM quanto no CP ou em outras leis. • Exemplo: homicídio. • Pode ser praticado por civis e militares. Classificação dos Militares, segundo o CPM Militar da Ativa: Militar que está efetivamente desempe- nhando suas atividades. Militar da Reserva: Militar inativo. Ainda pode vir a ser convocado a prestar serviço na ativa. É o militar “aposen- tado” que ainda pode ser convocado a prestar serviço. Militar Reformado: Militar inativo. Está definitivamente dispensado do serviço na ativa. Não pode mais ser con- 38 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA vocado, podendo apenas ser excepcionalmente contratado para trabalhar na administração militar. Militar de Serviço: É aquele que está em horário de ser- viço, desempenhando suas funções. Não se confunde com DA ATIVA. Um militar pode ser da Ativa e não estar DE SERVIÇO (se estiver em sua folga, por exemplo). Militar agregado: Em algumas situações peculiares, o militar será considerado agregado. Para não complicar muito: na hora da prova, considere o militar AGREGADO como militar da ATIVA. Competência Básica da Justiça Militar Justiça Militar da União: “à Justiça Militar compete pro- cessar e julgar os crimes militares definidos em lei.” Art.124,CF/1988. Justiça Militar Estadual: Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. Art.125, §4º, CF/1988. Observações: • A Justiça Militar ESTADUAL não pode julgar CIVIS. • A Justiça Militar da UNIÃO pode julgar tanto militares quanto civis. • Atos disciplinares não estão previstos no CPM. Art. 9º São crimes militares: 1) Os crimes de que trata o CPM, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial. 2) Os crimes previsto neste CPM e os previstos na legis- lação penal, quando praticados: • Por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado. • Por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar, contra mili- tar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil. • Por militar em serviço ou atuando em razão da fun- ção, em comissão de natureza militar, ou em forma- tura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil. • Por militar durante o período de manobras ou exer- cício, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil. • Por militar em situação de atividade, ou asseme- lhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar. 3) Os crimes praticados por militar da reserva, ou refor- mado, ou por civil, contra instituições militares, conside- rando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: • Contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar. • Em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou con- tra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo. • Contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exer- cício, acampamento, acantonamento ou manobras. • Ainda que fora do lugar sujeito à administração mili- tar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia a preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior. CPM - Crimes Dolosos Contra a Vida de Civil 39 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA DO MOTIM E DA REVOLTA Motim Art. 149. Reunirem-se militares ou assemelhados: I - agindo contra a ordem recebida de superior, ou negan- do-se a cumpri-la; II - recusando obediência a superior, quando estejam agindo sem ordem ou praticando violência; III - assentindo em recusa conjunta de obediência, ou em resistência ou violência, em comum, contra superior; IV - ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou esta- belecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática de violência, em desobediência a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar. Pena - reclusão, de quatro a oito anos, com aumento de um terço para os cabeças. Revolta Parágrafo único. Se os agentes estavam armados. Pena - reclusão, de oito a vinte anos, com aumento de um terço para os cabeças. DA DESERÇÃO Art. 187. Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em quedeve permanecer, por mais de oito dias: Pena - detenção, de seis meses a dois anos; se oficial, a pena é agravada. DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE Art. 123. Extingue-se a punibilidade: I - pela morte do agente; II - pela anistia ou indulto; III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; IV - pela prescrição; V - pela reabilitação; VI - pelo ressarcimento do dano, no peculato culposo. Crime militar: • É aquele que se adequa às premissas do art. 9º do CPM. • Não se limita aos crimes previsto no CPM. • Pode ser praticado por Militares ou Civis. Justiça Militar Estadual: • Não pode julgar civis. • Julga apenas militares do Estados (como policiais ou integrantes do CBM). • Julga crimes militares e ações contra atos discipli- nares militares. • Não julga crimes dolosos contra a vida praticados pelos militares estaduais. Justiça Militar da União • Pode julgar tanto Militares das Forças Armadas quanto civis que pratiquem crimes militares que atinjam bens jurídicos militares da União. • Após o advento da Lei n.13.491/2017, passou a ter competência para julgar crimes dolosos contra a vida de civil praticados por militares da Forças Armadas, dependendo do contexto em que ocorrer o delito. DAS PENAS Art. 55. As PENAS PRINCIPAIS são: a) morte; b) reclusão; c) detenção; d) prisão; e) impedimento; f) suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função; g) reforma. Art. 98. São PENAS ACESSÓRIAS: I - a perda de posto e patente; II - a indignidade para o oficialato; III - a incompatibilidade com o oficialato; IV - a exclusão das forças armadas; V - a perda da função pública, ainda que eletiva; VI - a inabilitação para o exercício de função pública; VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela; VIII - a suspensão dos direitos políticos. 40 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 01. Sobre a aplicação da lei processual penal militar, assinale a assertiva correta. A) Tendo em vista o princípio da especialidade aplicável à Justiça Militar, as previsões constitucionais atinen- tes ao direito processual penal não são aplicáveis quando da aplicação prática do direito processual penal militar. B) O Código de Processo Penal Militar rege o processo penal militar em tempo de paz, o que não ocorre em tempo de guerra, caso em que deve ser aplicada legislação específica. C) O Código de Processo Penal Militar estabelece a pre- valência do Direito Internacional Público, tal como tratados e convenções. D) O Código de Processo Penal Militar aplica-se à Justiça Militar Estadual na execução de sentenças. E) A analogia não é admitida no Direito Processual Penal Militar, visto que prevalece a interpretação literal da norma. 02. Compete a polícia judiciária militar, exceto: A) Apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria. B) Prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos proces- sos, bem como realizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas. C) Representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado. D) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao comple- mento e subsídio de inquérito policial militar. E) Atender, com observância dos regulamentos milita- res, a pedido de apresentação de militar ou funcio- nário de repartição militar à autoridade civil com- petente, ainda que seja ilegal, mas fundamentado o pedido. 03. Sobre Inquérito Policial Militar, é incorreto afirmar: A) O inquérito policial militar é a apuração sumária de fato, que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar elementos necessários à propositura da ação penal. B) A designação de escrivão para o inquérito caberá ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu delegação para aquele fim, recaindo em segundo ou primeiro-tenente, se o indiciado for oficial, e em sargento, subtenente ou suboficial, nos demais casos. C) Independentemente de flagrante delito, o indiciado poderá ficar detido, durante as investigações poli- ciais, até sessenta dias, comunicando-se a deten- ção à autoridade judiciária competente. Esse prazo poderá ser prorrogado, por mais trinta dias, pelo subcomandante da Região, Distrito Naval ou Zona Aérea, mediante solicitação fundamentada do encar- regado do inquérito e por via administrativa. D) Será encarregado do inquérito, sempre que possí- vel, oficial de posto não inferior ao de capitão ou capitão-tenente; e, em se tratando de infração penal contra a segurança nacional, sê-lo-á, sempre que possível, oficial superior, atendida, em cada caso, a sua hierarquia, se oficial o indiciado. E) Em se tratando da apuração de fato delituoso de excepcional importância ou de difícil elucidação, o encarregado do inquérito poderá solicitar do pro- curador-geral a indicação de procurador que lhe dê assistência. 04. Sobre o Processo Penal Militar, informe se é ver- dadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, indique a opção que apresenta a sequência correta. ( ) A ação penal Militar é Pública e somente pode ser promovida por denúncia do Ministério Público Militar. ( ) Apresentada a denúncia, o Ministério público não poderá desistir da ação penal. ( ) O juiz proverá a regularidade do processo e a execu- DIREITO PROCESSUAL DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITARPENAL MILITAR 41 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA ção da lei, e manterá a ordem no curso dos respec- tivos atos, podendo, para tal fim, requisitar a força militar. ( ) O rol de testemunhas poderá ser dispensado, se o Ministério Público dispuser de prova documental suficiente para oferecer a denúncia. A) V -V -V -V B) F -V -F -V C) V -F -V -F D) F -F -F –V E) V -V -V -F 05. Considerando as disposições do Código de Processo Penal Militar (CPPM), a respeito da denúncia, assi- nale a alternativa correta. A) A classificação do crime poderá ser dispensada, se o Ministério Público dispuser de prova documental suficiente para oferecer a denúncia. B) O juiz não receberá a denúncia se já estiver extinta a punibilidade. C) A denúncia conterá rol de testemunhas em número não superior a três, com indicação do nome, da naturalidade e do estado civil destas. D) No caso de ilegitimidade do acusador, a denúncia será rejeitada, situação que obstará o posterior exer- cício da ação penal, ainda que proposta por acusador legítimo. E) A alegação de óbito do acusado por parte da defesa é suficiente para a declaração de extinção da punibilidade. 06. Consideradas as regras estabelecidas pelo Código de Processo Penal Militar acerca do foro militar e da competência, é CORRETA a afirmação a seguir. A) O foro militar é especial e, em crimes de qualquer natureza, a ele estão sujeitos, em tempo de paz, os militares em situação de atividade e os assemelha- dos na mesma situação, assim como os militares da reserva, quando convocados para o serviço ativo. B) Prevalecem os demais critérios de determinação e fixação da competência, em caso de conexão ou con- tinência, prerrogativa de posto ou função ou, ainda, de desaforamento. C) A competência será regulada pela residência ou domicílio do acusado nos casos de crimes dolosos contra a vida praticados contra civil, por opção da família da vítima. D) Quando não puder ser determinado o lugar da infra- ção, a competência será determinada pela prevenção. E) A competência será, em regra, determinada pelo lugar da infração e, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. 07. Nos incidentes processuais: A) O Juiz que se declarar suspeito ou impedido não motivará o despacho. B) Poderá opor suspeição ao encarregado do inquérito, e deverá este declarar-sesuspeito quando ocorrer motivo legal, que lhe seja aplicável. C) Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente, deverá ser omisso nos autos que será remetido ao juízo competente. D) Qualquer das partes poderá arguir, por escrito, a existência de anterior processo sobre o mesmo feito. E) Quando, em virtude de doença ou deficiência mental, houver dúvida a respeito da imputabilidade penal do acusado, será ele internado em manicômio policial. 08. Sobre as regras estabelecidas no Código de Processo Penal Militar acerca das medidas assecuratórias, assinale a alternativa CORRETA. A) A busca pessoal sempre dependerá do respectivo mandado. B) Se o executor da busca encontrar coisas obtidas por meios criminosos, deve destruí-las. C) A prisão de militar deve ser feita por outro militar, de posto ou graduação ao menos equivalente, ainda que não detenha maior antiguidade. D) A prisão preventiva não pode ser decretada de ofício, somente, admitindo-se a requerimento do Ministério Público. E) A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência. 09. Avalie as assertivas a seguir. I. O flagrante irreal ou impróprio ocorre quando o agente é perseguido logo após cometer o ilícito em situação que faça presumir que ele é o autor da infração. II. A prisão preventiva com fundamento para a manutenção das normas e princípios da hierarquia e disciplina aplica- -se apenas nos crimes propriamente militares. III. É vedada a realização de busca e apreensão no período noturno, salvo se houver consentimento do morador. IV. O recurso ao uso de armas só se justifica quando abso- lutamente necessário para vencer a resistência ou proteger a incolumidade do executor da prisão ou a de auxiliar seu. Está correto o que se afirma em 42 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA A) I, III e IV apenas. B) II e III, apenas. C) II, apenas. D) III, apenas. E) I, II e III. 10. Quanto à deserção e insubmissão, de acordo com as previsões expressas pelo Código de Processo Penal Militar, assinale a alternativa correta. A) Se a deserção de praça especial ou praça sem estabilidade for consumada, será ela agregada, per- manecendo nessa situação ao apresentar-se ou ser capturado, até decisão transitada em julgado. B) O oficial desertor será imediatamente excluído do serviço ativo. C) O insubmisso que não for julgado no prazo de 30 dias a contar do dia da respectiva apresentação voluntária ou captura, sem que para isso tenha dado causa, será posto em liberdade. D) A legislação proíbe a concessão de menagem ao insubmisso. E) O termo de deserção tem o caráter de instrução pro- visória e destina-se a fornecer os elementos necessá- rios à propositura da ação penal, sujeitando, desde logo, o desertor à prisão. Gabarito: 01 C; 02 E; 03 C; 04 A; 05 B; 06 E; 07 D; 08 E; 09 A; 10 E. BIZU PROFÉTICO Aplicação da lei processual Penal Militar Para instrumentalizar e permitir a aplicação do Direito Penal Militar existe o Direito Processual Penal Militar. Fontes de Direito Judiciário Militar Art. 1º O processo penal militar reger-se-á pelas normas contidas neste Código, assim em tempo de paz como em tempo de guerra, salvo legislação especial que lhe for estritamente aplicável. Se houver divergência entre o CPPM e uma convenção ou tratado internacional do qual o Brasil é signatário, preva- lecem as normas INTERNACIONAIS. Aplicação subsidiária § 2º Aplicam-se, subsidiariamente, as normas deste Código aos processos regulados em leis especiais. Normas Complementares: Os casos omissos no CPPM serão supridos: • Pela legislação de processo penal comum, quando aplicável ao caso concreto e sem prejuízo da índole do processo penal militar; • Pela jurisprudência; • Pelos usos e costumes militares; • Pelos princípios gerais de Direito; • Pela analogia. Forma adotada pelo CPPM: • A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas expressões. Os termos técnicos hão de ser entendidos em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra significação. Interpretação Extensiva ou Restritiva: • Admitir-se-á a interpretação extensiva ou a interpre- tação restritiva, quando for manifesto, no primeiro caso, que a expressão da lei é mais estrita e, no segundo, que é mais ampla, do que sua intenção. • Casos de inadmissibilidade de interpretação não literal: − Quando cercear a defesa pessoal do acusado; − Quando prejudicar ou alterar o curso normal do pro- cesso, ou lhe desvirtuar a natureza; − Quando desfigurar de plano os fundamentos da acusação que deram origem ao processo. Aplicação da lei processual Penal Militar Em tempo de Paz • Aplica-se o CPPM em todo o território nacional. • Fora do território nacional, nos seguintes casos: - Quando se tratar de crime contra as instituições militares ou segurança nacional; - Em zona ou lugar sob administração ou vigilância de força militar brasileira, ou em ligação com esta, de força militar estrangeira no cumprimento de missão de caráter internacional ou extraterritorial; - A bordo de navios, ou quaisquer outras embarcações, e de aeronaves, onde quer que se encontrem, ainda que 43 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA de propriedade privada, desde que estejam sob comando militar ou militarmente utilizados ou ocupados por ordem de autoridade militar competente. - A bordo de aeronaves ou navios estrangeiros desde que em lugar sujeito a administração militar, e a infração atente contra as instituições militares ou a segurança nacional. Em tempo de Guerra • Todos os casos previstos para os temos de paz; • Em zona, espaço ou lugar onde se realizem opera- ções de força militar brasileira, ou estrangeira que lhe seja aliada, ou cuja defesa, proteção ou vigilân- cia interesse à segurança nacional, ou ao bom êxito daquelas operações; • Em território estrangeiro militarmente ocupado. Aplicação Intertemporal: Art. 5º As normas deste Código aplicar-se-ão a partir da sua vigência, inclusive nos processos pendentes, ressal- vados os casos previstos no art. 711, e sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Justiça Militar Estadual: Aplicação à Justiça Militar Estadual Art. 6º Obedecerão às normas processuais previstas neste Código, no que forem aplicáveis, salvo quanto à organiza- ção de Justiça, aos recursos e à execução de sentença, os processos da Justiça Militar Estadual, nos crimes previstos na Lei Penal Militar a que responderem os oficiais e praças das Polícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares. Polícia Judiciária Militar Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar: a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria; b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessá- rias à instrução e julgamento dos processos, bem como realizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas; c) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar; d) representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado; e) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade, bem como as demais prescrições deste Código, nesse sentido; f) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo; g) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar; h) atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido. A autoridade de polícia judiciária militar é o Comandante, Chefe ou Diretor de uma Instituição Militar.Secretário de Segurança e Ministro da Defesa não são autoridades de Polícia Judiciária Militar. Inquérito Policial Militar O inquérito policial militar é o conjunto de diligências realizadas pela polícia judiciária (militar), com o objetivo de apurar fato que configure crime militar e de sua auto- ria, ministrando elementos necessários à propositura da ação penal. Formas de Instauração do IPM De ofício Por determinação/delegação de autoridade superior. Por requisição do MP Por decisão do STM. A requerimento da parte ofendida Por meio de sin- dicância da qual resulte indício da prática de crime militar. Sigilo Art. 16. O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode permitir que dele tome conhecimento o advogado do indiciado. Investigação pelo MP • Para o STM, não é admissível. • Para o STF, é admissível. Posto do Infrator x IPM O que ocorre se o posto do infrator é superior ao do comandante, diretor ou chefe de serviço? O fato deve ser comunicado à autoridade superior com- petente: Tal autoridade torna efetiva a delegação da com- petência ao responsável. Caso o infrator seja Oficial General (forças Armadas): O fato deve sempre ser comunicado ao Ministro e ao Chefe de Estado Maior. 44 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA Responsabilidades da Autoridade • Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e a situação das coisas, enquanto necessário. • Apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato. • Efetuar a prisão do infrator, em caso de flagrância. • Colher todas as provas que sirvam para o esclareci- mento do fato e suas circunstâncias. • Ouvir o ofendido, o indiciado e as testemunhas. • Proceder ao reconhecimento de pessoas, coisas e acareações. • Determinar a realização de exame de corpo de delito e de perícias relevantes. • Determinar a avaliação e a identificação da coisa subtraída, desviada ou destruída. • Proceder a buscas e apreensões. • Tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de testemunhas, peritos ou do ofendido. Prazos do IPM Indiciado preso 20 dias - Conta-se a partir da data da execução da ordem de prisão. Indiciado Solto 40 dias (+20) - Conta-se a partir da data da instauração do inquérito. Finalização do IPM e Arquivamento O titular da ação penal é o Ministério Público e cabe a ele a responsabilidade de oferecer a denúncia ou solicitar o arquivamento do inquérito. Ação Penal Militar • Em regra, a ação penal militar é pública e é promo- vida pelo Ministério Público Militar. • Não existe, no processo penal militar, a ação penal privada personalíssima. • Quando o Ministério Público deixa de agir no prazo determinado por lei, surge ao ofendido o direito constitucional à chamada ação penal privada subsi- diária da pública. • Embora tal instituto não esteja previsto expressa- mente no CPPM, ele é aplicável ao processo penal militar. • Excepcionalmente, é cabível a ação penal pública condicionada à requisição. Medidas Preventivas e Assecuratórias Medidas que não irão aguardar o trânsito em julgado da sentença condenatória, tutelando desde já os bens jurí- dicos em risco. Da Busca • A busca é um meio coercitivo pelo qual é, por lei, utilizada a força do Estado para apossar-se de ele- mento de prova, de objetos a confiscar ou da pessoa do culpado, ou para investigar os vestígios de um crime. • A busca pode ser domiciliar ou pessoal. • A busca domiciliar, em regra, deve ser realizada de dia, salvo para acudir vítimas de crime ou desastre (Art. 175 CPPM). Ordem de busca: Quem ordena a busca domiciliar é o magistrado (a busca é realizada com ordem Judicial). A busca pode ser ordenada de ofício ou a requerimento das partes. Obs.: Embora o CPPM (Art. 176) faça a previsão da busca determinada pela autoridade policial militar, tal trecho do artigo não foi recepcionado pela CF/88! Busca Pessoal • Art. 181. Proceder-se-á à revista, quando houver fun- dada suspeita de que alguém oculte consigo: − Instrumento ou produto do crime; − Elementos de prova. • Ao contrário da busca domiciliar, é possível a rea- lização de busca pessoal sem mandado de busca e apreensão – caso a situação se enquadre na previsão do art. 182 do CPPM. • A busca em mulher preferencialmente deve ser rea- lizada por outra mulher – salvo se importar retarda- mento ou prejuízo da diligência. Da Apreensão • Apreensão é o ato realizado pela autoridade para retirar a pessoa ou coisa de quem a detém, a fim de conservar elementos relevantes para a infração penal. • Quando o executor da diligência de busca encontra as pessoas ou coisas que são objeto do mandado de busca, deve apreendê-las. 45 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA 1º É realizado o cumprimento do mandado de busca e apreensão; 2º Os objetos relevantes são encontrados; 3º Lavra-se o auto de apreensão fazendo constar a dili- gência e os objetos apreendidos. • Correspondência, aberta ou não, pode ser apreendida se houver fundadas razões de que será útil para a elucidação do fato criminoso. • Documento em poder do defensor não pode ser apreendido, salvo se constituir elemento de corpo de delito. Da Prisão Provisória A prisão provisória é aquela que ocorre durante o inqué- rito, ou no curso do processo, antes da condenação definitiva. Prisão Pena: Decorre da condenação definitiva do acusado. Prisão provisória: Ocorre durante o processo ou IP, antes da condenação, quando presente algum pressuposto con- tido na legislação processual penal. • A restrição de inviolabilidade de domicílio só se aplica ao Mandado de Prisão. Caso a autoridade policial se depare com um flagrante delito sendo praticado dentro de um domicílio, a inviolabilidade não se aplicará, e poderá a autoridade realizar a pri- são mesmo durante o período noturno, em razão do flagrante em andamento. Observações • A prisão em flagrante se dá com a simples voz de prisão ao infrator. • A prisão com Mandado se dá com a entrega de uma das vias do mesmo ao capturado, ato em que a voz de prisão será dada pelo executor. • A recaptura de acusado evadido independe de pré- via ordem de autoridade, podendo ser realizada por qualquer pessoa. • Só se admite o emprego da força quando indispen- sável (em casos de desobediência, resistência ou fuga). • O emprego de algemas deve ser evitado, aplicando- -se a norma prevista na Súmula Vinculante n.11 do STF. • Presos provisórios devem ser mantidos em local separado dos presos definitivamente condenados. Prisão em Flagrante A prisão em flagrante nada mais é do que a prisão realizada nos seguintes casos: • Quando o indivíduo está cometendo o crime ou acaba de cometê-lo - Flagrante Próprio. • Quando o indivíduo é perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça acreditar ser ele seu autor - Flagrante impróprio. • Quando o indivíduo é encontrado, logo depois, com instrumentos objetos, materiais ou papéis que façam presumir a sua participação no fato delituoso - Flagrante presumido. A prisão em flagrante independe da existência de Mandado de Prisão, sendo realizada pois o indivíduo está praticando ou acabou de praticar uma infração penal. A falta de testemunhas não impede a autuação do indiví- duo em flagrante delito. No entanto, serão necessárias as assinaturas de duas pessoas que tenham testemunhado a apresentação do preso. Da Prisão Preventiva • Enquanto a prisão em flagrante é realizada quando o indivíduo é encontrado em flagrante delito, a prisão preventiva é aquela decretada pela autoridade judi- ciária, através de Mandado de Prisão. • Toda prisão preventiva deve ser FUNDAMENTADA, de forma específica. Menagem • Nada mais é do que uma espécie de prisão provi- sória, preventiva, na qual o militar fica no quartel, prestando serviço. Menagem judicial Art.263 do CPPM em diante. Menagem legal Art. 464 do CPPM - Específica para o crime de insubmissão. • O CPPM prevê expressamente que não se concede a menagem ao reincidente. Liberdade Provisória• Trata da concessão do direito, ao acusado, de res- ponder ao processo criminal em liberdade, até que seja prolatada a sentença. 46 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA Lei Maria da Penha – Lei 11.340/2006 01. A Lei nº 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra as mulheres. Segundo dados de 2015 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), desde que entrou em vigor, já contribuiu para uma diminuição de cerca de 10% na taxa de homicídios contra mulheres pratica- dos dentro das residências das vítimas. Assinale a alternativa correta referente aos dispositivos dessa lei. A) A violência doméstica contra a mulher só se confi- gura quando parte de um homem. Ou seja, vítimas de parceiras em relacionamentos homoafetivos ou mesmo transexuais que se identificam como mulhe- res em sua identidade de gênero não são amparadas por essa lei. B) A vítima somente poderá renunciar à denúncia perante o juiz. C) Por enquanto, a lei ainda entende violência doméstica apenas quando ocorre agressão física. Sendo assim, casos em que existe calúnia, difamação, injúria, vio- lência psicológica e violência patrimonial devem ser enquadrados nas outras leis existentes. D) Para que se enquadre na lei, a vítima tem que ter sofrido agressão por parte do marido, companheiro ou namorado. Se a agressão partir de outro homem da família, ou mesmo de outra mulher, não será con- figurada violência doméstica. E) Os serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita são disponibilizados apenas para mulheres de baixa renda em situação de violência doméstica e familiar. Nesses casos, deverá compro- var sua condição financeira mediante o juiz para a liberação do benefício. 02. Conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), assinale a alternativa INCORRETA. A) Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei dos Juizados (Lei nº 9.099/1995). B) A ação penal nos crimes de lesão corporal leve come- tidos em detrimento da mulher, no âmbito doméstico e familiar, é pública incondicionada. C) É vedada a aplicação, nos casos de violência domés- tica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. D) Nas ações penais públicas condicionadas à repre- sentação da ofendida de que trata essa Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal fina- lidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. E) À ofendida é facultada a opção de propor ação de divórcio e de partilha de bens no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Tráfico Ilícito e uso indevido de Drogas – Lei nº11.343/2006 03. A Lei que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas prescreve medidas para pre- venção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes. Quanto ao que dispõe a referida lei, marque a alternativa CORRETA. A) A destruição das drogas apreendidas será execu- tada pelo juiz competente no prazo de 10 (dez) dias na presença do Ministério Público e da autoridade sanitária. B) O Sisnad tem a finalidade de articular, integrar, orga- nizar e coordenar as atividades relacionadas com a prevenção do uso indevido, a atenção e a reinser- ção social de usuários e dependentes de drogas, tão somente. C) Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determina- ção legal ou regulamentar será submetido à seguinte pena: reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTELEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE 47 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e qui- nhentos) dias-multa. D) Induzir, instigar ou auxiliar alguém a usar indevida- mente droga não é considerado crime pela legislação pátria. E) O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando em liberdade. 04. Sobre os tipos penais previstos na Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), e considerando a interpretação que lhes é dada pelo STJ, assinale a alternativa correta. A) A comprovação da materialidade do delito de posse de drogas para uso próprio não depende da elabo- ração de laudo de constatação da substância entor- pecente que evidencie a natureza e a quantidade da substância apreendida. B) Para a configuração do crime de associação para o tráfico de drogas é indispensável que haja a apre- ensão de drogas na posse direta do agente. C) A conduta de posse de droga para consumo próprio foi descriminalizada pela referida lei, tendo havido, portanto, abolitio criminis. D) O tráfico ilícito de drogas na sua forma privilegiada não é crime equiparado a hediondo. E) Prescrevem em 4 anos a imposição e a execução das penas referentes à conduta de posse de droga para consumo próprio. Crimes Hediondos – Lei nº 8.072/1990 05. Constitui crime hediondo, previsto na Lei 8.072/1990: A) Infanticídio. B) Roubo com emprego de explosivo. C) constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa. D) lesão corporal leve quando cometida contra agente do sistema prisional. E) Furto qualificado pelo emprego de explosivo. 06. À luz do que dispõe o direito brasileiro sobre os crimes hediondos: A) somente recebem essa classificação os crimes con- sumados em razão do princípio da reserva legal. B) é obrigatória a fixação de regime inicial fechado para o cumprimento da pena. C) todas as modalidades de tráfico de drogas são equi- paradas a crime hediondo, o que não ocorre no crime de associação para o tráfico. D) sua prática autoriza a majoração da pena-base acima do mínimo legal. E) existe vedação legal expressa à concessão dos ins- titutos da graça e do indulto. Crimes resultante de preconceitos de raça ou de cor – Lei nº7.716/1989 07. Os crimes resultantes de discriminação ou precon- ceito, constantes na Lei n° 7.716/1989, referem-se a raça, cor, A) etnia, convicção política ou procedência nacional. B) sexo, idade, capacidade física. C) etnia, religião ou opção sexual. D) etnia, religião ou procedência nacional. E) sexo, religião ou convicção política. 08. Qual, dentre as condutas a seguir enumeradas, ocorre a incidência de crime diverso daqueles tipificados como crime de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, conforme previsto na Lei nº 7.716, de 1989? A) Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau, por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. B) Injuriar alguém, utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, ofenden- do-lhe a dignidade ou o decoro. C) Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento similar, por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. D) Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de ser- viços públicos, por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. E) Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comer- cial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador, por motivo de preconceito deraça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Abuso de Autoridade – Lei nº13.869/2019 09. Com relação à recente legislação que disciplinou os crimes de abuso de autoridade (Lei no 13.869/2019), é correto afirmar que 48 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA A) a legislação prevê apenas, como pena restritiva de direitos, a prestação de serviços à comunidade, que poderá ser aplicada de forma autônoma ou cumulativa. B) a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública é considerado um efeito automático da condenação por crime de abuso de autoridade e independentemente de reincidência. C) faz coisa julgada em âmbito administrativo-discipli- nar, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estrito cumprimento de dever legal. D) a perda do cargo é considerada um efeito automático da condenação por crime de abuso de autoridade e independentemente de reincidência. E) a legislação prevê apenas, como pena restritiva de direitos, a suspensão do exercício do cargo pelo prazo de até 6 (seis) meses, que poderá ser aplicada de forma autônoma ou cumulativa. 10. Diante do que dispõe a Lei nº 13.869/2019, julgue as afirmações abaixo, indicando F, para a que for falsa, e V, para a verdadeira. ( ) As condutas descritas na Lei nº 13.869/2019 consti- tuem crime de abuso de autoridade apenas nas hipó- teses em que o agente as pratica por mero capricho ou satisfação pessoal. ( ) Configura crime a conduta do agente público que, por mero capricho ou satisfação pessoal, inovar arti- ficiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de processo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se de responsabilidade ou de responsabilizar criminalmente alguém ou agra- var-lhe a responsabilidade. ( ) Comete crime o agente público que, por satisfação pessoal, mantém presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento. ( ) Incorre na prática de crime o agente público que, com a finalidade específica de beneficiar a terceiro, constrange, sob violência ou grave ameaça, funcio- nário ou empregado de instituição hospitalar pública ou privada a admitir para tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar local ou momento de crime, prejudicando sua apuração. ( ) É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qual- quer agente público, mas desde que seja servidor. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: A) F, V, F, V e F. B) F, V, V, V e F. C) V, F, V, V e F. D) V, F, F, F e V. E) F, F, V, V e V. Crimes de Tortura – Lei nº 9.455/1997 11. Consoante a Lei de Tortura (Lei n. 9.455/1997), assinale a alternativa correta. A) A Lei de Tortura aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. B) Se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 70 (setenta) anos, aumenta-se a pena um sexto até a metade. C) O crime de tortura é inafiançável e suscetível de graça ou anistia. D) A condenação pela prática do crime de tortura acar- retará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada. E) O condenado por crime previsto na Lei de Tortura, via de regra, iniciará o cumprimento da pena em regime semiaberto. 12. Em relação aos crimes de tortura, marque V para as afirmativas que correspondam ao tipo de crime descrito e F àquelas que não correspondem. ( ) Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, para provocar ação ou omissão de natureza criminosa. ( ) Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autori- dade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. ( ) Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, em razão de discriminação racial ou religiosa. ( ) Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. Assinale a sequência correta: A) V, V, V, V B) F, V, F, V C) F, F, F, F D) V, F, V, F E) V, V, V, F 49 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/1990 13. Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. A partir dessa prerrogativa, é correto afirmar, segundo o ECA, que A) a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados com o uso de recursos e limites disponíveis como formas de correção, disciplina, educação, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públi- cos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá- -los, educá-los ou protegê-los. B) os pais, os integrantes da família ampliada, os res- ponsáveis, os agentes públicos executores de medi- das socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los devem utilizar de todas as formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro que for julgado conveniente pelos responsá- veis, de acordo com a gravidade do caso. C) é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e em família subs- tituta, em ambiente que garanta seu desenvolvi- mento, impondo-lhes limites e restrições quando necessárias. D) a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de violência física, mas como formas de correção disciplinar podem ser impostos castigos salutares pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socio- educativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegêlo. E) a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públi- cos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá- -los, educá-los ou protegê-los. 14. Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é possível afirmar que é considerada criança a pessoa com até ____ anos incompletos de idade, e adolescente quem apresentar de ____ anos a ____ anos de idade. A) 14 / 16 / 19 B) 12 / 14 / 18 C) 10 / 12 / 19 D) 12 / 12 / 18 E) 10 / 10 / 18 Estatuto do Desarmamento – Lei nº 10.826/2003 15. Analise as afirmativas abaixo com base na Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que “dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências”. 1. É permitido o porte de arma de fogo em todo o território nacional para os integrantes das Forças Armadas. 2. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o inte- ressado deverá comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, sendo dis- pensada a apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. 3. Os integrantes do quadro efetivo de agentes e guardas prisionais poderão portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, desde que estejam submetidos a regime de dedicação exclusiva. 4.A autorização para o porte de arma de fogo de uso per- mitido, em todo o território nacional, é de competência da Polícia Civil e da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas: A) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3. B) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4. C) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3. D) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4. E) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4. 16. Constitui crime do Estatuto do Desarmamento: A) trazer consigo, culposamente e sem autorização para o porte, munição para arma de fogo de uso restrito. B) realizar, no interior de um veleiro que navega distante da costa, disparo de arma de fogo para o alto. C) possuir, sem autorização da autoridade competente, maquinismo destinado à recarga de munição. D) manter sob sua guarda, no consultório médico de 50 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA que é titular, arma de fogo de uso permitido regis- trada em seu nome. E) importar acessório de arma de fogo sem autorização da autoridade competente. Crimes previstos no Código de proteção e defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/1990 17. Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078/90), assinale a alternativa correta. A) Os crimes culposos são apenados exclusivamente com multa. B) Existe hipótese de contravenção penal. C) Não existem crimes culposos. D) Não existem crimes apenados com reclusão. E) Todos os crimes são apenados com reclusão. 18. A respeito da Lei nº 8.078/90 (Código do Consumidor) e da Lei nº 8.137/90 (Crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo), é correto afirmar que: A) os crimes contra as relações de consumo, previstos no art. 7º da Lei nº 8.137/90, são praticados somente mediante dolo. B) os crimes contra o consumidor, previstos no Código de Defesa do Consumidor, são de menor potencial ofensivo. C) não se aplica os mecanismos da lei 9.099/95 aos crimes do CDC. D) a Lei nº 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, estabelece a responsabili- dade penal da pessoa jurídica. E) a Lei no 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, prevê como circunstância agravante da pena a prática em detrimento de menor de 18 ou maior de 60 anos. Crimes contra o meio ambiente – Lei 9.605/1998 19. Atualmente há uma preocupação constante com a questão ambiental, pois em cada território passa- -se a reconhecer uma necessidade de preservação e conservação do ambiente em que se vive. Julgue os itens que contemplam crimes ambientais: I - Destruir, inutilizar ou deteriorar: bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, bem como destruir, inutilizar ou deteriorar arquivo, regis- tro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar protegida por lei, ato administrativo ou decisão judicial. II - Elaborar ou apresentar, no licenciamento, concessão florestal ou qualquer outro procedimento administrativo, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso, inclusive por omissão. III - Violar regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente, inclusive por omissão. IV - Fazer o funcionário público afirmação falsa ou enga- nosa, omitir a verdade, sonegar informações ou dados técnico-científicos em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental. A) Somente os itens II e IV estão corretos. B) Somente os itens I, II e III estão corretos. C) Somente os itens I e III estão corretos. D) Somente os itens I, II e IV estão corretos. E) Todos os itens estão corretos. 20. Sobre os crimes contra o meio ambiente (Lei nº 9.605/1998), considere as seguintes afirmativas: 1. Com relação aos crimes ambientais de menor potencial ofensivo, não é possível ao infrator a realização de sus- pensão condicional do processo. 2. De acordo com o entendimento atual do STF, a res- ponsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais, prevista no art. 3º da Lei nº 9.605/1998, fica condicionada à simultânea persecução penal de pessoa física (teoria da dupla imputação). 3. A prática de crime ambiental em domingos ou feriados constitui circunstância que agrava a pena, quando não constitui ou qualifica o crime. 4. De acordo com o STF, compete à Justiça Federal pro- cessar e julgar o crime ambiental de caráter transnacional que envolva animais silvestres ameaçados de extinção e espécimes exóticas ou protegidas por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Assinale a alternativa correta. A) Somente a afirmativa 2 é verdadeira. B) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras C) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. D) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. E) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. Juizados Especiais Lei nº 9.099/95 e 10.259/2001 21. Acerca dos Juizados Especiais Criminais, assinale a alternativa correta. A) Os critérios orientadores do processo perante o Juizado Especial previstos na lei são: oralidade, 51 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA brevidade, discricionariedade regrada e mitigação. B) Uma contravenção penal cuja pena máxima ultra- passe o patamar de 2 (dois) anos será julgada no Juizado Especial Criminal. C) A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada ou consumada a infração penal. D) As disposições desta Lei se aplicam no âmbito da Justiça Militar. E) Se não há previsão na Lei n° 9.099/95 sobre o número de testemunhas que poderão ser ouvidas, deve ser aplicado, por analogia, o quanto previsto para o procedimento ordinário. 22. Com relação à competência do Juizado Especial Federal prevista na Lei nº 10.259/2001 (Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal), é correto afirmar que A) compete processar, conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o valor de qua- renta salários mínimos, bem como executar as suas sentenças. B) A transação penal tem natureza jurídica de con- denação criminal, gerando efeitos para fins de reincidência. C) no foro onde estiver instalada Vara do Juizado Especial, a sua competência é relativa. D) A presença do representante do Ministério Público Federal na audiência preliminar não é obrigatória. E) a competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal. Crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro – Lei nº 9.503/1997 23. Sobre o Código de Trânsito Brasileiro, está correto afirmar que A) a punição da conduta de participação em racha (artigo 308), está condicionada à ocorrência de acidente. B) o agente que deixa de prestar socorro à vítima em acidente de trânsito fica isento de pena, quando essa omissão for suprida por terceiros. C) a conduta de violar ordem de suspensão para dirigir veículo automotor é punida, administrativamente, com nova suspensão. D) o crime do artigo 311 exige perigo de dano para a conduta de trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas. E) a conduta de entregar a direção de veículo automotor à pessoa não habilitada é punida, administrativa- mente, com suspensão do direito de dirigir pelo prazo previsto em lei. 24. Assinale a opção correta a respeito dos crimes de trânsito. A) A condução de veículo automotor em via pública por motorista com a habilitação suspensa configurará crime apenas se a situação gerar perigo de dano. B) Para a constatação do crime de embriaguez ao volante, é imprescindível a realização de prova por teste de bafômetro ou etilômetro. C) A lesão corporal culposa cometida na direção de veículo automotor por condutor sob a influência de álcool dispensa a representação do ofendido. D) A suspensão da habilitação, aplicada cumulati- vamente na sentença condenatória por homicídio culposo na direção de veículo automotor, deve ter o mesmo prazo da pena de prisão. E) É causa de aumento de pena a utilizaçãode veículo em que tenham sido adulterados equipamentos ou características que afetem a sua segurança ou o seu funcionamento. Interceptação Telefônica – Lei nº 9.296/1996 25. Assinale a opção correta com base na legislação sobre interceptação telefônica. A) A interceptação das comunicações telefônicas pode ser determinada pelo juiz, a requerimento da auto- ridade policial, na investigação criminal ou na ins- trução processual penal. B) O pedido de interceptação das comunicações tele- fônicas deve ser feito necessariamente por escrito. C) Não se admite interceptação das comunicações tele- fônicas quando o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. D) Somente após o trânsito em julgado da sentença penal pode a gravação ser inutilizada, mediante decisão judicial, ainda que não interesse à prova. E) Ainda que a diligência possibilite a gravação da comunicação interceptada, é dispensada a transcri- ção da gravação. 26. Quanto à interceptação de comunicações telefôni- cas, para prova em investigação criminal, é correto afirmar: A) É impossível a prorrogação do prazo de autoriza- ção para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas. B) O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a demonstração de que a sua realização é 52 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA necessária à apuração de infração penal, com indi- cação dos meios a serem empregados. C) É exigida a transcrição total das conversas interceptadas. D) Não é legítima a prova obtida por meio de inter- ceptação telefônica para apuração de delito punido com detenção, ainda que conexo com outro crime apenado com reclusão. E) Deferido o pedido, a autoridade policial conduzirá os procedimentos de interceptação, sendo vedado o Ministério Público, acompanhar a sua realização. Da Organização Criminosa - Lei nº 12.850/2013 27. Sobre infiltração policial e colaboração premiada (Lei nº 12.850/2013 e alterações realizadas pela Lei nº 13.964/2019), assinale a alternativa correta. A) A infiltração policial, tendo em vista o seu caráter sigiloso, independe de prévia autorização judicial. B) O delegado de polícia não pode, nos autos de inqué- rito policial, requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, como benefício pela colaboração. C) A infiltração de agentes pode ser realizada se houver indícios de qualquer crime punido com pena mínima superior a 2 anos de reclusão. D) Ao contrário da decisão de recebimento da denún- cia e daquelas decisões que decretam medidas cautelares, a sentença condenatória não poderá ser proferida com fundamento apenas nas palavras do colaborador. E) O acordo de colaboração premiada poderá ser pre- cedido de instrução, quando houver necessidade de identificação ou complementação de seu objeto, dos fatos narrados, sua definição jurídica, relevância, utilidade e interesse público. 28. À luz do disposto na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013), assinale a alternativa correta. A) O acordo de colaboração premiada e os depoimen- tos do colaborador serão mantidos em sigilo até o recebimento da denúncia ou da queixa-crime, sendo vedado ao magistrado decidir por sua publicidade em qualquer hipótese. B) As informações pormenorizadas da colaboração serão dirigidas diretamente ao juiz a que recair a dis- tribuição, que decidirá no prazo máximo de setenta e duas horas. C) A condenação com trânsito em julgado acarretará ao funcionário público a perda do cargo, da função, do emprego ou do mandato eletivo e a interdição para o exercício de função ou cargo público pelo prazo de cinco anos subsequentes ao cumprimento da pena. D) O juiz poderá, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até a metade a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal. E) O prazo para oferecimento de denúncia ou o pro- cesso, relativos ao colaborador, poderão ser suspen- sos por até um ano, prorrogável por igual período, até que sejam cumpridas as medidas de colaboração, suspendendo-se o respectivo prazo prescricional. Gabarito: 01-B; 02-E; 03-E ; 04-D; 05-E; 06-E ; 07- D; 08-B ; 09-C ; 10-B ; 11 A; 12 A; 13 E; 14 D; 15 A; 16 E; 17 D; 18 B; 19 D; 20 C; 21 B; 22 E; 23 D; 24 C; 25 C; 26 B; 27 E; 28 A. BIZU PROFÉTICO Lei Maria da Penha – Lei 11.340/2006 Lei 13.505 - Mulheres em situação de violência domés- tica e familiar devem ser atendidas preferencialmente por policiais e peritos do sexo feminino. Proibição de contato entre a vítima, seus familiares e tes- temunhas e agressores ou pessoas relacionadas. Lei 13.641 - Descumprimento de medidas protetivas de urgência qualifica crime que pode ser punido com deten- ção de três meses a dois anos. Lei 13.772 - Criminaliza o registro não autorizado com conteúdo de caráter sexual ou que apresente cena de nudez instituindo a pena de seis meses a um ano de detenção e multa para os infratores. Lei 13.827 - Instituição de medidas protetivas de urgên- cia, podendo ser aplicada por Delegado de Polícia ou por policiais, com chancela a posteriori do Poder Judiciário. Lei 13.836 - Obrigatória a informação sobre condição de pessoa com deficiência sobre a vítima nos boletins. Lei 13.880 - Instituiu a apreensão por ordem judicial da qualquer arma de fogo em posse do agressor. Lei 13.882 - Instituiu como prioridade para mulheres vítimas de violência o ato de matrícula de seus filhos ou dependentes em uma instituição de educação básica mais próxima da sua residência. Lei 13.871 - Criada a obrigação de ressarcimento ao Estado pelos gastos do atendimento da vítima através do SUS pelo agressor. Em caso de perigo eminente, também 53 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA possibilita a utilização de dispositivos de segurança para monitorar o agressor e a vítima (de maneiras distintas). Lei 13.984 - Instituídas duas novas medidas protetivas contra a violência doméstica/familiar: Caso o agressor não frequente o centro de educação e reabilitação, estará incorrendo em novo crime. Também deverá ser obrigatório o acompanhamento psicossocial. 2022 STJ decide que: A Lei Maria da Penha é aplicável a mulher trans vítima de violência. A aplicação da Lei dos Juizados (Lei nº 9.099/1995) - NA MARIA DA PENHA - NÃO É POSSÍVEL! Súmula 542 do STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. Súmula 600 do STJ: Para a configuração da violên- cia doméstica e familiar prevista no artigo 5º da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) não se exige a coabi- tação entre autor e vítima. Evidenciada a periculosidade em concreto do agente, diante do descumprimento das medidas protetivas, fica demonstrada a insuficiência da cautela, a ensejar a decretação de preventiva. Caso a mulher agredida esteja em um relacionamento amoroso com outra mulher (que venha a ser a agressora), aplicam-se os mecanismos da legislação legal sob o caso. O STJ inclusive já entendeu possível a aplicação da Lei Maria da Penha em casos envolvendo mãe e filha. Tráfico Ilícito e uso indevido de Drogas – Lei nº11.343/2006 Crimes apenados com detenção na lei de Drogas – Mnemônico: M - Ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente... I - Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga.... C - Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas..... O - Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento..... Pontos relevantes sobre a Lei: Não há pena de prisão nem flagrante para usuário. Há medidas para internação (inclusive involuntária).TRÁFICO: 1) Na sua forma privilegiada NÃO é crime hediondo.2) Não é imprescritível. 3) A majorante do trá- fico transnacional de drogas se configura com a prova da destinação internacional das drogas ainda que não consumada a transposição das fronteiras. 4) É possível liberdade provisória SEM FIANÇA. Pacote Anticrime: retirada da pena de privação de liber- dade para crime de porte de drogas para consumo próprio. Lei 14.322/2022: altera os artigos 60 e 61 que versam sobre a possibilidade de apreensão definitiva de veículos utilizados no transporte de drogas ilícitas. Artigo 28 – Usuário - Muito cobrado os seguintes aspectos: 1) Não cabe prisão em flagrante. 2) Não foi descriminalizado - foi descarcerizado. Crimes Hediondos – Lei nº 8.072/1990 Rol dos Crimes Hediondos: • Homicídio quando praticada em grupos de extermínio e homicídio qualificado; • Lesão Corporal de natureza gravíssima e lesão cor- poral seguida de morte; • Roubo: • Quando há restrição de liberdade da vítima • Quando há o emprego de arma de fogo ou de uso proibido/restrito • Quando resulta em lesão corporal grave ou morte • Extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima com ocorrência de lesão corporal ou morte • Extorsão mediante sequestro na forma qualificada • Estupro • Estupro de vulnerável • Epidemia com resultado de morte • Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais • Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável • Genocídio • Crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido • Crime de comércio ilegal de armas de fogo • Crime de tráfico internacional de arma de fogo, aces- sório ou munição • Crime de organização criminosa, quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado. 54 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA Principais alterações do Pacote Anticrime: 1. Alteradas as condições para infrações de roubo como crime hediondo: O termo latrocínio foi retirado da legislação, dando lugar a uma série de especificações nas quais o roubo poderá ser qualificado como crime hediondo. Assim, aplica-se quando a infração inferir na restrição de liberdade da vítima, uso da arma de fogo e consequente lesão corporal classificada como grave ou fatal. 2. Furtos: A partir do pacote anticrime, serão conside- rados crimes hediondos aqueles realizados com a utili- zação de explosivos devido ao alto potencial de ferir um número considerável de pessoas. Apesar disso, o roubo com explosivos não recebe a mesma classificação. 3. Adicionadas mais condições para casos de extor- são: Apesar de já estar prevista na Lei 8.072/90, a extorsão passou a ser considerada como crime hediondo também sob as seguintes condições: • Praticada com ocorrência de lesão corporal; • Caso ocorra restrição de liberdade da vítima. 4. Casos de organização criminosa: Desde que seja comprovado que foi direcionado para a prática de outros crimes hediondos. Assim, as organizações criminosas envolvidas em casos de corrupção ou desvio de dinheiro não se enquadrarão como organização criminosa passível de acusação de crime hediondo. 5. Armas de fogo: A partir do pacote anticrime, passou a ser enquadrado como crime hediondo todos os casos em que houver porte ilegal de arma de fogo proibida por legis- lação e tráfico ilegal nacional ou internacional de armas. Outras atualizações Anteriormente, a legislação recebeu uma atualização em 2017, quando foi sancionada a lei 13.497/2017, que inclui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito na lista de crimes hediondos. Desse modo, o artigo 1º passou a ter a seguinte redação: “Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei no 2.889, de 1º de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados. ” Crimes resultante de preconceitos de raça ou de cor – Lei nº7.716/1989 Injúria Racial ≠ Racismo A injuria é direcionada a uma pessoa. O racismo é direcionado a uma raça, uma cor, uma etnia, um grupo religioso ou todo um país (é mais amplo, atinge uma coletividade). Observações importantes: 1. Até que o Congresso Nacional edite lei específica, as condutas homofóbicas e transfóbicas, reais ou supostas, se enquadram nos crimes previstos na Lei nº 7.716/1989. 2. O exercício da liberdade religiosa pode caracterizar a prática de homotransfobia caso venha a configurar dis- curso de ódio. 3. O conceito de racismo ultrapassa aspectos estritamente biológicos ou fenotípicos e alcança comportamentos de negação da dignidade e da humanidade daqueles que integram os grupos vulneráveis vítimas da homotransfobia. 4. É típica a conduta de quem, por homofobia ou transfo- bia, recusa ou impede acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador. Abuso de Autoridade – Lei nº13.869/2019 Pontos relevantes: • Detenção de 6 meses a 2 anos + multa. • Detenção de 1 a 4 anos + multa. • Não existe pena de reclusão e a pena máxima é de 4 anos. • SEMPRE SERÁ DETENÇÃO + MULTA. • Não há crime CULPOSO • Sem dolo específico não será abuso de autoridade, portanto atípico. • Agente público aposentado ou exonerado (sozinho) não comete abuso de autoridade. • Ação Penal Pública INCONDICIONADA. • Será admitida ação privada se a ação penal pública não for intentada no prazo legal. • A ação privada subsidiária será exercida no prazo de 6 (seis) meses, contado da data em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia. Elemento específico: Só comete abuso de autoridade quem gosta de MPB. Mero capricho ou satisfação pessoal; Prejudicar outrem; Beneficiar a si mesmo. Efeitos da condenação: Obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, o juiz, a requerimento do ofendido, deve fixar na sentença o valor mínimo; Inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública pelo prazo de 1 a 5 anos. 55 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA Perda do cargo, do mandato ou da função pública. Os dois últimos efeitos (inabilitação e perda) são condi- cionados a reincidência em crime de abuso de autoridade e NÃO são automáticos. Configura abuso de autoridade: Cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21 h (vinte e uma horas) ou antes das 5 h (cinco horas). Crimes de Tortura – Lei nº 9.455/1997 Pontos importantes para a prova: Tortura-prova: Constranger alguém com emprego de vio- lência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa (art. 1º, I, a). Tortura-crime: Constranger alguém com emprego de vio- lência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, para provocar ação ou omissão de natureza criminosa (art. 1º, I, b); O agente responde pela tortura e pelo crime praticado pela vítima (concurso material); Tortura discriminação: Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, em razão de discriminação racial ou religiosa (art. 1º, I, c). Tortura-castigo: O agente submete alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de cará- ter preventivo (art. 1º, II). Crime Próprio. Tortura do preso ou pessoa sujeita a medida de segu- rança: O agente que submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultando de medida legal. Crime comum. Tortura-omissão: Aqui a lei tratou de punir aquele que tinha o dever de evitá-las ou apura-las. Não é crime hediondo. Qualificadoras: Lesão corporal grave ou gravíssima e morte; Ações preterdolosas (dolo na tortura e culpa do resultado).Aumento de pena: A pena aumenta de um sexto a um terço: • Se cometido por agente público; • Se cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, • Adolescente ou maior de 60 anos; • Se cometido mediante sequestro. Tentativa: Não é possível na tortura omissão. Vedações: O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. Regime inicial: A lei prevê cumprimento inicial no regi- mento fechado, porém conforme o STF devem ser obser- vadas as regras comuns do CP. A progressão se dá conforme abaixo: Requisitos para a progressão de regime após o “Pacote Anticrime”: Sem violência ou grave ameaça - Primário (inc. I) 16% da pena Reincidente (inc. II) 20% da pena. Com violência ou grave ameaça - Primário (inc. III) 25% da pena Reincidente (inc. IV) 30% da pena. Crime hediondo ou equiparado Primário (inc. V) 40 % da pena Com morte: 50% da pena (vedado o livramento condicional). Reincidente (inc. VII) 60% da pena. Com morte: 70% da pena (vedado o livramento condicional). Comando de organização criminosa para a prática de crime hediondo ou equiparado 50% da pena. Condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada 50% da pena. Ação Penal: Pública Incondicionada. Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/1990 Criança: Até 12 anos incompletos. Medida Protetiva. Conselho Tutelar. Adolescente: entre 12 e 18 anos. A lei não colocou “18 anos incompletos” pois usou o termo “entre”; ou seja, encaixa-se aí o indivíduo com até 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade. Medida Socioeducativa. Jovem adulto: entre 18 e 21 anos. Súmula 605: “A superveniência da maioridade penal não interfere na apuração de ato infracional nem na aplica- bilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive na liberdade assistida, enquanto não atingida a idade de 21 anos.” Estatuto do Desarmamento – Lei nº 10.826/2003 Porte + Registro vencido = crime. 56 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA Posse + Registro vencido = para o entendimento majo- ritário = não é crime. Trata-se de infração administrativa. Arma desmontada ou desmuniciada - Há crime da lei 10.826/03. Não majora o art. 157 (Roubo): Arma de brinquedo / Simulacro / Réplica - Não há crime da lei 10.826/06. Cuidado - Até pode haver 157, MAS NÃO MAJORADO. Arma branca - Não é crime da lei 10.826/03 – Mas CUIDADO! Majora o roubo de 1/3 até metade (Art. 157, § 2º, VII). Roubo com emprego de Arma de Fogo – Hediondo. Roubo com emprego de arma de fogo de uso restrito – Hediondo. Roubo com emprego de arma de fogo de uso proibido – Hediondo. Roubo com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido - Majora em dobro. Tráfico internacional de arma de fogo – Hediondo. Crime de comércio ilegal de armas de fogo – Hediondo. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido – Hediondo. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso Restrito = NÃO é crime HEDIONDO. Porte de granada de gás lacrimogêneo - não se enquadra no conceito de artefatos explosivos. Autorização para o Porte: PF após autorização do Sinarm; Autorização para compra de Arma de Fogo: Sinarm; Autorizar a aquisição de armas de fogo de uso restrito: Comando do Exército; Autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil: Ministério da Justiça; Concessão de porte de trânsito de arma de fogo para cole- cionadores, atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional: Comando do exército. Crimes previstos no Código de proteção e defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/1990 Todos os crimes do CDC são crimes de menor potencial ofensivo: pena máxima cominada de até 2 anos - compe- tência dos Juizados Especiais Criminais. Possível a aplicação dos institutos despenalizadores próprios da Lei dos Juizados (composição dos danos civis, transação penal e suspensão condicional do processo). A ação penal é pública incondicionada. Todos são apenados com DETENÇÃO e/ou MULTA. São passíveis de suspensão condicional do processo por terem pena mínima inferior a 1 ano. São passíveis de arbitramento de fiança pelo delegado. Só duas modalidades admitem CULPA: Art. 63.Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a noci- vidade ou periculosidade... Art. 66.Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir infor- mação relevante... Agravantes: • Crise/calamidade; • Grave dano (individual ou coletivo); • Dissimular-se a natureza ilícita do procedimento; • Cometido por servidor/pessoa c/ condição superior; • Em detrimento: operário; rurícola; -18a; +60a; deficiente; • Produtos/serviços essenciais; Crimes contra o meio ambiente – Lei 9.605/1998 Se aplica a pessoa física e/ou pessoa jurídica que de qualquer forma concorre para a pratica de crime previsto nesta lei. As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administra- tiva, civil e penalmente. A responsabilidade das PJs não exclui a das PFs, autoras, coautoras ou participes do mesmo fato. As penas aplicáveis isoladas, cumulativa ou alternativa- mente ás pessoas jurídicas são 3: • Multa; • Restritivas de direitos; e • Prestação de serviços à comunidade. A pessoa jurídica constituída ou utilizada, preponde- rantemente, com o fim de permitir, facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta lei terá decretada sua LIQUIDAÇÃO FORÇADA, seu patrimônio será considerado instrumento do crime e como tal, perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. Atualização Importante: Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésti- cos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - deten- ção, de três meses a um ano, e multa. § 1º-A Quando se tratar de cão ou gato, a pena para as condutas descritas no caput deste artigo será de reclusão, 57 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda. Juizados Especiais Lei nº 9.099/95 e 10.259/2001 Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conci- liação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência. Lei 10.259/2001 - Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência. Lei 9.099/95. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contra- venções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. Mnemônico: Orientado pelos Princípios EPICOS Economia Processual Informalidade Celeridade Oralidade Simplicidade Crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro – Lei nº 9.503/1997 Omissão de Socorro: Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave. Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves. Violar Suspensão: Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código: Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição. *Incorre na mesma pena quem deixa de entregar a CNH em 48h. Velocidade Incompatível: Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de esco- las, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigode dano: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. Embriaguez: Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependên- cia: Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Constatada por exame de sangue, etilômetro, ou outras formas (sinais). Racha: Pena: Detenção de 6 meses a 3 anos, multa e, suspensão da CNH. Se resultar Lesão corporal grave: Pena: Reclusão de 3 a 6 anos + outras penas. Se resultar Morte: Pena: Reclusão de 5 a 10 anos + outras penas. Interceptação Telefônica – Lei nº 9.296/1996. Natureza jurídica: medida cautelar - meio de obtenção de prova --> instrumento investigativo. Requisitos para que seja autorizada: (atenção, São cumulativos) • Indícios de autoria e participação; • Imprescindibilidade da medida cautelar; • Pena de reclusão. Serendipidade (teoria do encontro fortuito de provas): STJ: Não há ilegalidade se a interceptação telefônica foi determinada por notícia-crime obtida de outra intercepta- ção, previamente autorizada. É admitida interceptação telefônica como prova empres- tada (PAD); A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz, de ofício ou a requerimento: I - da autoridade policial, na investigação criminal; II - do representante do Ministério Público, na investigação criminal e na instrução processual penal. Prazo para apreciação do pedido: 24h - é um prazo impróprio (ou seja, não interfere em nada caso não cumprida). Deferimento e renovação: 15 dias + 15 dias (quantas vezes for necessário); 58 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA O prazo observa o princípio da razoabilidade; É contado do início da primeira escuta; Poderá ser renovada por mais de uma vez. Procedimento: Não há necessidade de transcrição integral da interceptação; Não há necessidade de perícia nas vozes captadas; Captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos e acústico. Interceptação de comunicações em sistemas de informá- tica e telemática (inserido pelo pacote anticrime) Obtenção de prova; Medida cautelar; Autorizada pelo juiz a requerimento -- policial/MP; Juiz - sem necessidade de agir de ofício. Tipos penais: Penas - Só reclusão. Art 10 e 10-a (10-a aumento de pena em dobro para fun- cionário público). Da Organização Criminosa - Lei nº 12.850/2013. Associação x Organização Associação Criminosa: Art.288 do CP 3 OU + Integrantes. Deve ter a finalidade específica de cometer crimes. Organização Criminosa: Lei 12.850/2013 • Associação de 4 ou mais pessoas, • Estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, • Com objetivo de obter vantagem, • Mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 anos, • Ou que sejam de caráter transnacional. A SABER: A Lei das Organizações Criminosas também se aplica às organizações terroristas e às infrações penais previstas em tratado ou convenção internacional quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente. Meios de prova (em qualquer fase da persecução penal): 1) captação ambiental (artigo 3º, II): a obtenção de con- versa ocorrida em certo local; 2) a ação controlada (artigo 3º, III): o retardamento da ação policial; 3) a colaboração premiada (artigo 3º, I): significa, em síntese, a cooperação do autor ou partícipe que permite a ampliação do conhecimento da infração penal e dos demais co-autores, e quem assim auxilia recebe uma “recompensa”, que vai desde a redução da pena até o perdão judicial; 4) o acesso a registros de ligações telefônicas e telemá- ticas, a dados cadastrais constantes de bancos de dados públicos ou privados e a informações eleitorais ou comer- ciais (artigo 3º, IV); 5) intercept. de comunicações telefônicas e telemáticas (art. 3º, V); 6) o afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal (art. 3º, VI); 7) a infiltração, por policiais, em atividade de investigação, (art 3º, VII); 8) a cooperação entre instituições e órgãos federais, distritais, estaduais e municipais na busca de provas e informações de interesse da investigação ou da instrução criminal (artigo 3º, VIII). 59 SUPER REVISÃO PM-GOINSTITUTO RODOLFO SOUZA A seguir disponibilizamos as habilidades e requisitos exi- gidos pelo edital para a produção da sua redação. Também apontamos dicas de como você irá conseguir produzir seu texto alcançando a nota máxima. Vamos lá?! A Redação para os cargos de Soldado de 2º Classe – Combatente e Músico, será elaborada a partir de um tema proposto, baseado em um ou mais textos ou fragmentos de textos. O candidato adotará uma linha de abordagem utilizando a tipologia textual “Dissertação”. O seu texto deverá apresentar valores, opiniões, crenças, hipó- teses, ideias, em suma, os aspectos axiológicos ou cognitivos para esse tipo de produção textual. A aposta é de que você tenha que produzir um TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO. A correção da Redação, de caráter eliminatório e classifi- catório, será realizada por Banca Corretora, conforme os critérios estabelecidos na Tabela 11.2, cuja pontuação máxima será de 25 (vinte e cinco) pontos. O can- didato deverá atingir 60% (sessenta por cento) ou mais do total da pontuação prevista para a Redação, para não ser eliminado do concurso público, além de não ser eliminado por outros critérios estabelecidos neste Edital. A Redação será avaliada considerando-se os aspectos presentes na Tabela abaixo: DICAS PARA ALCANÇAR A NOTA MÁXIMA DA REDAÇÃO: 1. ATENDIMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TEMA Para que você consiga garantir os 5 pontos na habili- dade 1, é necessário que em cada parágrafo, (introdução; desenvolvimento 01; desenvolvimento 02 e conclusão) você faça a retomada do tema, preferencialmente utilizando sinônimos. Isso irá garantir que você não dê fuga ao tema. 2. COESÃO REFERENCIAL E SEQUENCIAL (INTRA E ENTRE PARÁGRAFOS) / COERÊNCIA (PROGRESSÃO, ARTICULAÇÃO, NÃO CONTRADIÇÃO). Para que você consiga mais 5 pontos na habilidade 2, é imprescindível que você utilize conectivos (intra e entre parágrafos) que irã totalizar 12 conectivos, veja: REDAÇÃOREDAÇÃO 60 SUPER REVISÃO PM-GO INSTITUTO RODOLFO SOUZA 3. ATENDIMENTO À ESTRUTURA TEXTUAL PROPOSTA Para atender a habilidade 3 lembre-se, uma boa disserta- ção argumentativa possui 4 parágrafos. 4. INFORMALIDADE E ARGUMENTAÇÃO • Linguagem em 3ª pessoa (analisam, pensam, obser- vam, querem, foram); • Use citações sobre artigos, leis, alusões históricas, filosóficas, musicais, midiáticas, estatísticas; • Dê exemplos sobre o mesmo tema em outras partes do mundo (visão de mundo); • Fuja do senso comum. • Boa organização semântica do texto, ou seja, orga- nização coerente das ideias aplicadas à dissertação, para que as mesmas possam facilmente ser apreen- didas pelos leitores. • Bom embasamento das ideias sugeridas, boa fun- damentação dos argumentos e provas. 5. MODALIDADE GRAMATICAL: PONTUAÇÃO, GRAFIA ( INCLUSIVE LEGIBILIDADE), CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA. Fique atento quanto a pontuação, acento indicativo de crase. Uma dica é, escreva períodos curtos. Dessa forma você não erra o posicionamento das vírgulas. E lembre- -se, logo após preposição a vírgula é marcação (deve ser utilizada). O CANDIDATO TERÁ SUA REDAÇÃO AVALIADA COM NOTA 0 (ZERO) EM CASO DE: a) não atender ao Tema proposto e ao conteúdo avaliado; b) manuscrever em letra ilegível ou grafar por outro meio que não o determinado neste Edital; c) apresentar acentuada desestruturação na organização textual ou atentar contra o pudor; d) redigir seu texto a lápis, ou à tinta em cor diferente de azul ou preta; e) não apresentar a questão redigidas na Folha da Versão Definitiva ou entregá-la em branco; f) apresentar identificação, em local indevido, de qualquer natureza (nome parcial, nome completo, outro nome qual- quer, número(s), letra(s),sinais, desenhos ou códigos). g) não redigir o número mínimo de linhas (20 linhas). REGRAS GERAIS DA DISSERTAÇÃO • Linguagem em 3ª pessoa (analisam, pensam, obser- vam, querem, foram); • Paragrafação com espaçamento de 1,5 cm de dis- tância (tampa da caneta bic); • Em cada parágrafo deve haver no mínimo 2 períodos; • É interessante desenvolver- escrever- o máximo possível (não pode haver cópia da coletânea); • Caso erre faça um traço no meio da palavra (idéia, sensassão); • Letra cursiva ou forma (diferenciando maiúscula de minúscula); • Linguagem coloquial e expressões sobre senso comum é necessário que se coloque aspas (“mundo do direito”, “cenário brasileiro”); • Estética até o fim da linha (não cometer o erro de translineação); • Prefira escrever números por extenso, exceto século, este faça em algarismos romanos (XX, XXXVIII); COMO FAZER TÍTULO • Seja crítico ao tema (encontre um problema); • Use Figuras de Linguagem; • No máximo cinco palavras, • Copie um trecho do texto (preferência da conclusão); • O único sinal gráfico que pode ser utilizado no final do título é a interrogação; • Não faça sobre senso comum; • Não coloque ponto final no título. Obs.: Fique atento, você apenas deverá colocar título se for pedido na proposta da redação ou se houver o espaço destinado para tal: