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ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR 
ESCOLA DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
DISCIPLINA: DIREITO PENAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE I 
 
1) O artigo primeiro do Código Penal estabelece que não há crime sem lei anterior que 
o defina nem pena sem prévia cominação legal. O conteúdo do mencionado artigo 
revela a adoção pelo legislador brasileiro de dois princípios basilares do Direito Penal, 
que são: 
A.( ) O princípio da criminalidade e o princípio da reserva legal. 
B.( )O princípio da legalidade e o princípio da liberdade pessoal. 
C.( ) O princípio da legalidade e o princípio da anterioridade. 
D.( ) O princípio da anterioridade e o princípio da criminalidade. 
 
2) Durante uma ação, um policial efetua disparos em legítima defesa e a vítima vem a 
falecer dias depois. Para determinar a lei penal aplicável, considera-se praticado o 
crime: 
A.( ) Na data da morte. 
B.( ) No momento da ação ou omissão. 
C.( ) No momento da investigação. 
D.( ) Quando o corpo é encontrado. 
 
3) Em 2015, determinado cidadão praticou conduta tipificada como crime. Em 2024, 
uma nova lei descriminaliza totalmente essa conduta. De acordo com o princípio da lei 
penal no tempo: 
 A.( ) A nova lei só vale para fatos futuros. 
B.( ) A nova lei retroage e beneficia o agente. 
C.( ) A pena deve ser reduzida, mas a condenação permanece. 
D.( ) A lei anterior permanece por segurança jurídica. 
 
4) Acerca das leis excepcionais e temporárias assinale a alternativa correta: 
A.( ) As leis penais temporárias e excepcionais não podem aplicadas aos fatos 
praticados durante o seu vigor após a sua vigência, por possuírem ultratividade. 
B.( ) As leis penais temporárias e excepcionais continuam a ser aplicadas aos fatos 
praticados durante o seu vigor, mesmo que após a sua vigência, por possuírem 
retroatividade. 
C.( ) As leis penais temporárias e excepcionais não podem ser aplicadas aos fatos 
praticados durante o seu vigor após a sua vigência por conta da abolitio criminis. 
D.( ) As leis penais temporárias e excepcionais continuam a ser aplicadas aos fatos 
praticados durante o seu vigor, mesmo que após a sua vigência, por possuírem 
ultratividade. 
 
5) Em relação ao local do crime, qual a teoria adotada pelo Brasil: 
A.( ) Teoria da Atividade. 
B.( ) Teoria da Ubiquidade. 
C.( ) Teoria do Lugar. 
D.( ) Teoria da Retroatividade. 
 
6) Durante patrulhamento, a guarnição recebe informação de que crime ocorreu dentro 
de embarcação pública brasileira em águas internacionais. Em relação à lei aplicável, 
deve-se considerar: 
A.( ) A lei penal do país costeiro mais próximo. 
B.( ) Que a embarcação pública brasileira é extensão do território nacional. 
C.( ) Que o fato é de competência de tribunal internacional. 
D.( ) A legislação estrangeira do país de fabricação da embarcação. 
 
7) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes: 
 A.( ) Contra o patrimônio do Presidente da República. 
 B.( ) Contra o patrimônio ou a fé pública de fundação instituída pelo Poder Público. 
 C.( ) Contra a administração pública, por qualquer agente. 
 D.( ) De genocídio, quando o agente for brasileiro ou estrangeiro. 
 
 
8) Acerca da extraterritorialidade da lei penal e sua disciplina pelo Código Penal, 
assinale a alternativa CORRETA: 
A.( ) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes de 
genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil e desde que entre no 
território nacional, não tenha sido absolvido ou não tenha cumprido pena no estrangeiro. 
 B.( ) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes 
praticados por brasileiro, ainda que absolvido ou condenado o agente no estrangeiro. 
 C.( ) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes 
praticados contra a Administração Pública por quem está a seu serviço, ainda que 
absolvido ou condenado o agente no estrangeiro. 
 D.( ) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra 
a vida ou a liberdade do Presidente da República, desde que o agente entre no território 
nacional, não tenha sido absolvido ou não tenha cumprido pena no estrangeiro e o fato 
também seja punível no país em que foi praticado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE II 
1) Em rede social, um indivíduo manifesta raiva de seu vizinho e, internamente, imagina 
diversas formas de agredi-lo, mas não realiza nenhum ato externo. Essa fase do iter 
criminis é: 
A. ( ) Punível se houver intenção séria. 
B. ( ) Punível sempre que houver perigo abstrato. 
C. ( ) Atípica por se tratar de cogitação interna. 
D. ( ) Equiparada a ato preparatório. 
 
2) Durante cerco policial, um suspeito acelera o veículo em direção à multidão para 
fugir, aceitando a possibilidade de atropelar alguém. Nessa situação, o elemento 
subjetivo é: 
A. ( ) Culpa inconsciente. 
B. ( ) Culpa consciente. 
C. ( ) Dolo eventual. 
D. ( ) Dolo direto. 
 
3) Um agressor deseja apenas provocar lesão leve, mas os golpes causam morte da 
vítima. Trata-se de crime: 
A. ( ) Doloso contra a vida. 
B. ( ) Preterdoloso. 
C. ( ) Puramente culposo. 
D. ( ) Tentado. 
 
 
4) Um policial militar, acreditando estar sob ataque devido à escuridão e ao 
comportamento suspeito de um indivíduo, reage com força letal. Posteriormente, 
verifica-se que não havia agressão real. Se havia circunstâncias que tornavam o erro 
compreensível, trata-se de: 
A. ( ) Estrito cumprimento do dever legal. 
B. ( ) Legítima defesa real. 
C. ( ) Legítima defesa putativa. 
D. ( ) Estado de necessidade. 
 
 
5) O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução incorre em: 
A.( ) Arrependimento eficaz. 
B.( ) Arrependimento posterior. 
C.( ) Desistência Voluntária. 
D.( ) Crime Tentado. 
 
6) Quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, 
atual ou iminente, a direito seu ou de outrem age em: 
 
A.( ) Legítima defesa. 
B.( ) Estado de necessidade. 
C.( ) Estrito Cumprimento do dever legal. 
D.( ) Exercício regular de um direito. 
 
7) Durante a madrugada, João está caminhando em uma rua escura quando, de 
repente, leva um forte empurrão pelas costas e cai no chão. Assustado e acreditando 
estar sendo assaltado, ele pega rapidamente um pedaço de madeira que estava no 
chão e acerta a pessoa que estava atrás dele, causando-lhe lesões leves. Logo depois, 
João descobre que quem o empurrou foi seu amigo Pedro, que estava brincando. 
Nesse caso, a conduta de João é: 
A) Típica, ilícita e culpável, pois ele efetivamente lesionou alguém. 
B) Típica, mas não ilícita, pois se trata de legítima defesa. 
C) Atípica, pois houve erro sobre uma situação de fato que excluiu o dolo. 
D) Típica, mas isenta de pena pela incidência do arrependimento eficaz. 
GABARITO UNIDADE I 
1) Alternativa C — O art. 1º do CP adota os princípios da legalidade (nullum crimen sine 
lege) e da anterioridade, exigindo lei prévia para definir crime e pena. As demais 
alternativas apresentam princípios que não correspondem ao conteúdo do dispositivo. 
 
2) Alternativa B — Aplica-se a teoria da atividade (art. 4º do CP), segundo a qual o 
crime considera-se praticado no momento da ação ou omissão, pouco importando o 
resultado. 
 
3) Alternativa B — A lei penal mais benéfica retroage (art. 5º, XL CF e art. 2º, parágrafo 
único, CP). A descriminalização alcança fatos pretéritos e extingue a punibilidade. 
 
4) Alternativa D — Leis excepcionais e temporárias possuem ultratividade (art. 3º CP), 
ou seja, aplicam-se mesmo após perderem vigência a fatos ocorridos durante seu 
período de validade. 
 
5) Alternativa B — O Brasil adota a teoria da ubiquidade (art. 6º CP), considerando lugar 
do crime tanto o local da ação/omissão quanto o do resultado. 
 
6) Alternativa B — Embarcações públicas brasileiras são extensão do território nacional 
(art. 5ºCP). Aplica-se a lei penal brasileira mesmo em águas internacionais. 
 
7) Alternativa B — Crimes contra patrimônio ou fé pública de fundações instituídas pelo 
poder público estão sujeitos à lei brasileira por extraterritorialidade incondicionada (art. 
7º, I, b CP). 
 
8) Alternativa C — Crimes contra a Administração Pública praticados por quem está a 
seu serviço são alcançados pela extraterritorialidade incondicionada (art. 7º, I, c CP). 
 
 
 
 GABARITO UNIDADE II 
 
1) Alternativa C — A cogitação é sempre atípica porque ocorre apenas no pensamento 
do agente, sem atos externos. Não há punição nessa fase do iter criminis. 
 
2) Alternativa C — O agente aceita o risco do resultado, caracterizando dolo eventual 
(art. 18, I, parte final do CP). 
 
3) Alternativa B — Crime preterdoloso ocorre quando há dolo no antecedente (lesão) e 
culpa no resultado agravado (morte), conforme art. 19 CP. 
 
4) Alternativa C — Legítima defesa putativa ocorre quando o agente acredita, por erro 
justificável, estar sendo agredido (art. 20, §1º CP). Há exclusão do dolo. 
 
5) Alternativa C — Desistência voluntária ocorre quando o agente, espontaneamente, 
deixa de prosseguir na execução. Responde apenas pelos atos já praticados (art. 15 
CP). 
 
6) Alternativa A — Legítima defesa exige agressão injusta, atual ou iminente, e 
moderação nos meios empregados (art. 25 CP). 
 
7) Alternativa C — João agiu em erro de tipo essencial inevitável ao acreditar estar 
sendo atacado. O erro exclui o dolo e torna a conduta atípica (art. 20 CP 
 
 
 
 
 
 
 
 UNIDADE III e IV 
 
1. Imputabilidade penal significa: 
 a) Juízo de reprovação sobre o fato 
 b) Capacidade mental de compreender o ilícito e se autodeterminar 
 c) Capacidade física de praticar crime 
 d) Grau de periculosidade do agente 
 
2. A teoria adotada pelo Código Penal brasileiro sobre culpabilidade é: 
a) Psicológica 
b) Normativa 
c) Limitada da culpabilidade 
d) Clássica 
 
3. São elementos da culpabilidade: 
 a) Dolo, culpa e imputabilidade 
 b) Consciência do fato, voluntariedade e tipicidade 
 c) Imputabilidade, potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa 
 d) Imputabilidade, dolo e tipicidade 
 
 4. No critério biológico, a inimputabilidade ocorre: 
 a) Apenas quando houver doença mental 
 
b) Somente quando houver causa psicológica 
c) Pela idade: menor de 18 anos 
d) Em qualquer situação de incapacidade parcial 
 
5. A embriaguez patológica: 
a) Não altera imputabilidade 
b) Aumenta pena 
c) Exclui imputabilidade 
d) É considerada voluntária 
 
6. Embriaguez voluntária: 
a) Exclui imputabilidade 
b) Reduz pena 
c) Pode excluir pena 
d) Não exclui imputabilidade 
 
7. Embriaguez preordenada é aquela em que o agente: 
a) Se embriaga sem querer 
b) É forçado a se embriagar 
c) Usa a embriaguez para cometer crime 
d) Fica bêbado por doença mental 
 
8. Erro de tipo: 
a) Exclui o dolo 
b) Reduz pena 
c) Pode excluir ilicitude 
d) Aumenta pena 
 
9. Erro de proibição escusável: 
a) Não gera consequência 
b) Apenas reduz pena 
c) Isenta de pena 
d) Aumenta pena 
 
10. A coação moral irresistível: 
a) Torna o coagido partícipe 
b) Faz o coagido responder pelo crime 
c) Exclui culpabilidade do coagido 
d) Aumenta a pena do coagido 
 
11. No concurso de pessoas, o CP adota: 
a) Teoria dualista 
b) Teoria pluralista 
c) Teoria monista 
d) Teoria objetiva 
 
12. Induzir alguém ao suicídio significa: 
a) Reforçar uma ideia já existente 
b) Ajudar materialmente 
c) Fazer surgir a ideia 
d) Executar o ato no lugar da vítima 
 
13. A pena do homicídio simples é: 
a) 12 a 30 anos 
b) 6 a 20 anos 
c) 1 a 3 anos 
d) 20 a 40 anos 
 
14. Homicídio privilegiado admite redução quando houver: 
a) Motivo torpe 
b) Motivo fútil 
c) Motivo de relevante valor social 
d) Meio cruel 
 
15. A pena do homicídio qualificado é: 
a) 6 a 20 anos 
b) 1 a 4 anos 
c) 12 a 30 anos 
d) 20 a 40 anos 
 16. Não é qualificadora do homicídio: 
a) Motivo torpe 
b) Motivo fútil 
c) Emoção violenta 
d) Meio cruel 
 
17. O homicídio culposo ocorre por: 
a) Traição 
b) Fogo 
c) Negligência, imprudência ou imperícia 
d) Motivo torpe 
 
18. O perdão judicial no homicídio culposo se aplica quando: 
a) A vítima for menor 
b) A dor do agente torna desnecessária a pena 
c) A morte for dolosa 
d) O homicídio for qualificado 
 
19. O homicídio doloso majorado ocorre: 
a) Contra menor de 14 ou maior de 60 anos 
b) Quando há motivo fútil 
c) Quando há recurso que dificulte defesa 
d) Em caso de emoção violenta 
20. Feminicídio é o homicídio: 
a) Contra homem em briga familiar 
b) Contra mulher por razões da condição feminina 
c) Causado por ciúmes 
d) Entre desconhecidos 
 
21. Infanticídio ocorre quando: 
a) Qualquer pessoa mata recém-nascido 
b) A mãe mata o filho sob influência do estado puerperal 
c) O pai mata o filho durante o parto 
d) A mãe mata por ciúmes 
 
22. O aborto praticado pela gestante está previsto em qual artigo? 
a) 121 
b) 124 
c) 129 
d) 122 
 
23. São hipóteses de aborto não punível: 
a) Infanticídio e risco leve 
b) Estado puerperal e violência sexual 
c) Terapêutico e em caso de estupro 
d) Por vontade da gestante e risco leve 
24. Partícipe é aquele que: 
a) Executa diretamente o fato 
b) Determina a prática do crime 
c) Auxilia ou instiga o autor 
d) É inimputável 
 
25. A emoção: 
a) Exclui imputabilidade 
b) Exclui culpabilidade 
c) Pode reduzir pena 
d) Aumenta pena 
 
26. O menor de 18 anos é considerado: 
a) Semi-imputável 
b) Plenamente imputável 
c) Inimputável 
d) Responsável penalmente 
 
27. "Erro de fato" corresponde a: 
a) Erro de proibição 
b) Erro de tipo 
c) Excesso doloso 
d) Culpa consciente 
 
28. Explique o conceito de actio libera in causa. 
29. Diferencie autoria e participação. 
30. O que caracteriza o homicídio privilegiado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO UNIDADE III E IV 
 
1-B – Imputabilidade é a capacidade intelectual e volitiva de compreender o ilícito. 
2-C – O CP adotou a Teoria Limitada da Culpabilidade. 
3-C – Elementos: imputabilidade, consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta 
diversa. 
4-C – No critério biológico, menor de 18 anos é inimputável pela idade. 
5-C – Embriaguez patológica decorre de doença mental e exclui imputabilidade. 
6-D – Embriaguez voluntária não exclui imputabilidade (actio libera in causa). 
7-C – Preordenada: o agente se embriaga para cometer crime. 8-A – Erro de tipo exclui o 
dolo. 
9-C – Erro de proibição escusável isenta de pena. 
10-C – Coação moral irresistível exclui a culpabilidade do coagido. 
11-C – O CP adota o monismo: crime único para todos. 
12-C – Induzir é fazer surgir a ideia do suicídio. 
13-B – Homicídio simples tem pena de 6 a 20 anos. 
14-C – Privilegiado ocorre por relevante valor social. 
15-C – Pena do homicídio qualificado: 12 a 30 anos. 
16-C – Emoção não é qualificadora. 
17-C – Culposo ocorre por negligência, imprudência ou imperícia. 
18-B – Perdão judicial pela intensa dor do agente. 
19-A – Majorante: vítima menor de 14 ou maior de 60. 
20-B – Feminicídio: morte da mulher por condição de sexo feminino. 
21-B – Infanticídio exige estado puerperal. 
22-B – Art. 124: aborto praticado pela gestante. 
23-C – Aborto não punível: terapêutico e em caso de estupro. 
24-C – Partícipe instiga ou auxilia. 
25-C – Emoção apenas reduz pena. 
26-C – Menor de 18 é inimputável. 
27-B – Erro de fato = erro de tipo. 
28 – Actio libera in causa: agente se coloca voluntariamente em estado de incapacidade 
para cometer crime. 
 
29 – Autor executa o núcleo do tipo; partícipe apenas auxilia ouinstiga. 
30 – Privilegiado: relevante valor moral, social ou violenta emoção após provocação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE V E VI 
1. Art. 129 – Lesão Corporal (caput) 
Assinale a alternativa correta sobre o crime de lesão corporal simples: 
a) A lesão corporal simples exige resultado de incapacidade para as ocupações habituais 
por mais de 30 dias. 
b) Exige dolo específico de causar dano permanente à vítima. 
c) Consiste em ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. 
d) Só se configura quando há produção de debilidade permanente. 
 
2. Art. 129 – Formas Qualificadas (§§ 1º, 2º, 3º) 
Assinale a alternativa correta sobre as qualificadoras do crime de lesão corporal: 
a) A qualificadora por perigo de vida exige que o agente atue com culpa. 
b) A lesão corporal seguida de morte (§3º) é crime preterdoloso. 
c) A lesão corporal grave sempre exige incapacidade por mais de 90 dias. 
d) A lesão gravíssima somente se configura quando houver deformidade temporária. 
 
3. Art. 129 – Aumento de Pena (§7º e outros parágrafos) 
Sobre as causas de aumento de pena no crime de lesão corporal, assinale a alternativa 
correta: 
a) A pena é aumentada se a vítima for menor de 14 anos. 
b) A lesão corporal praticada contra autoridade pública não possui majorante específica. 
c) Se a vítima for idoso ou pessoa com deficiência, a pena aumenta de 1/3. 
d) O crime é majorado quando cometido por motivo egoístico. 
 
4. Art. 129 – Violência Doméstica (§9º) 
Assinale a alternativa correta: 
a) Lesão corporal no contexto de violência doméstica tem pena aumentada de metade. 
b) A pena é agravada quando a vítima for membro da família, independentemente de 
coabitação. 
c) O §9º não se aplica para vítimas do sexo masculino. 
d) A aplicação do §9º exige lesão corporal grave ou gravíssima. 
 
 
 
5. Art. 132 – Perigo para a Vida ou Saúde de Outrem 
Assinale a alternativa correta: 
a) É crime de perigo concreto. 
b) Não admite modalidade culposa. 
c) Exige que o dano à saúde realmente ocorra. 
d) Exige resultado lesivo para sua consumação. 
 6. Art. 133 – Abandono de Incapaz 
Assinale a alternativa correta: 
a) O crime só se configura quando o incapaz sofre efetiva lesão corporal. 
b) A majorante se aplica quando o abandono ocorre em local ermo. 
c) O abandono de incapaz só pode ser praticado pelo responsável legal. 
d) Se do abandono resulta morte, o crime passa a ser culposo. 
 7. Art. 134 – Exposição ou Abandono de Recém-Nascido 
Assinale a alternativa correta: 
a) O crime é considerado de perigo abstrato. 
b) A mãe só responde se houver dolo de matar. 
c) Exige que o recém-nascido sofra efetiva lesão. 
d) Aplica-se apenas quando a conduta visa ocultar desonra. 
 
8. Art. 135 – Omissão de Socorro 
Assinale a alternativa correta: 
a) O crime exige relação jurídica prévia entre agente e vítima. 
b) É crime omissivo impróprio. 
c) Consuma-se com a mera omissão quando possível prestar socorro. 
d) Só ocorre se a vítima efetivamente morrer. 
 
9. Art. 135-A – Maus-Tratos a Animais 
Assinale a alternativa correta: 
a) É crime de ação penal privada. 
b) A pena é aumentada se o crime resultar morte do animal. 
c) O crime exige habitualidade. 
d) Só se configura mediante dolo específico de matar o animal. 
 
 
 
10. Art. 136 – Maus-Tratos (pessoa) 
Assinale a alternativa correta sobre o crime de maus-tratos: 
a) Admite forma culposa. 
b) Consiste em expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob autoridade ou guarda do 
agente. 
c) Exige resultado de lesão corporal. 
d) Não se aplica para menores de idade. 
 
11. Art. 21 da LCP – Vias de Fato 
Assinale a alternativa correta sobre a contravenção penal de vias de fato (art. 21 da 
LCP): 
a) Vias de fato exige necessariamente lesão corporal leve para se configurar. 
b) É contravenção cometida sem o propósito de causar ofensa à integridade corporal. 
c) O crime se consuma apenas se houver exame de corpo de delito confirmando lesões. 
d) É infração penal que sempre depende de representação para ser processada. 
 
12. Art. 137 CP — Participação em suicídio ou automutilação 
Assinale a alternativa correta sobre o art. 137 do Código Penal: 
a) O crime exige que a morte da vítima seja consumada para que haja responsabilização. 
b) Induzir, instigar ou prestar auxílio ao suicídio configura crime, ainda que a vítima não 
sofra lesão. 
c) Há aumento de pena se o agente for ascendente, descendente, cônjuge, irmão ou 
tutor da vítima. 
d) O crime é culposo, pois depende da previsibilidade do resultado. 
 
13. Art. 138 CP — Calúnia 
Assinale a alternativa correta sobre o crime de calúnia: 
a) A calúnia consiste em atribuir a alguém fato ofensivo à sua reputação, ainda que não 
constitua crime. 
b) Admite-se exceção da verdade, salvo quando o fato imputado for crime de ação penal 
privada. 
c) Consumasse independentemente da ciência de terceiros. 
d) Não é punível a calúnia contra os mortos. 
 
14. Art. 139 CP — Difamação 
Assinale a alternativa correta sobre difamação: 
a) Consiste em atribuir a alguém fato definido como crime. 
b) A verdade do fato sempre exclui a tipicidade. 
c) Exige que o fato seja determinado e ofensivo à reputação. 
d) Não admite qualquer exceção da verdade. 
 
15. Art. 140 CP — Injúria 
Assinale a alternativa correta sobre o crime de injúria: 
a) Consiste em atribuir fato ofensivo à reputação da vítima. 
b) Admite-se exceção da verdade quando o ofendido é funcionário público no exercício 
da função. 
c) A injúria racial (art. 140, §3º) é crime imprescritível e inafiançável. 
d) A injúria simples depende de representação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO UNIDADE V E VI 
 
1 Gabarito: c 
Fundamentação: Art. 129, caput, CP: basta qualquer ofensa à integridade física ou à 
saúde. 
2 Gabarito: b 
Fundamentação: A lesão seguida de morte é preterdolosa: dolo na lesão + culpa no 
resultado morte. 
3 Gabarito: c 
Fundamentação: Art. 129, §7º: aumenta-se a pena de 1/3 se a vítima for idosa ou 
pessoa com deficiência. 
4 Gabarito: b 
Fundamentação: Aplica-se a violência doméstica a qualquer pessoa com vínculo 
familiar ou de afeto, coabitem ou não. 
5 Gabarito: a 
Fundamentação: Art. 132 CP – exige demonstração de perigo concreto para a vida ou 
saúde. 
6 Gabarito: b 
Fundamentação: Art. 133, §1º: majorante se o abandono ocorre em lugar ermo. 
7 Gabarito: a 
Fundamentação: Art. 134 CP – crime de perigo, independe de dano efetivo 8 Gabarito: 
c 
Fundamentação: Crime omissivo próprio, consumação com a simples omissão. 
9 Gabarito: b 
Fundamentação: Art. 32, §2º-A da Lei 9.605/98 (referido no CP) prevê aumento de pena 
quando resulta morte. 
10 Gabarito: b 
Fundamentação: Crime de perigo, não exige resultado lesivo, praticado contra pessoa 
sob cuidado, guarda ou vigilância. 
11 Gabarito: b 
Fundamentação: 
Vias de fato consiste em agressão sem intenção de lesionar (ex.: empurrões, tapas, 
puxões), sem produzir lesão corporal, razão pela qual não exige resultado nem exame 
pericial. Trata-se de contravenção de ação penal pública incondicionada 
12 Gabarito: c 
Fundamentação e análise: 
c) Correta — Art. 137, § 3º: aumenta-se a pena se o agente for ascendente, 
descendente, irmão, cônjuge, companheiro, tutor ou curador. 
a) Errada — O crime admite tentativa, inclusive quando a vítima não morre. 
b) Errada — Se não houver lesão ou morte, não há crime, conforme §1º. 
d) Errada — O crime é doloso, jamais culposo. 
13 Gabarito: b 
Fundamentação e análise: 
b) Correta — Art. 138, §3º: a exceção da verdade é admissível, com algumas exceções 
legais. 
a) Errada — Atribui-se fato criminoso, não simples ofensa. 
c) Errada — Exige a comunicação a terceiro (teoria da comunicação). 
d) Errada — Art. 138, §2º: calúnia contra os mortos é punível. 
14 Gabarito: c 
Fundamentaçãoe análise: 
c) Correta — Difamação exige fato determinado, mesmo que verdadeiro, desde que 
ofensivo à reputação. 
a) Errada — Isso é calúnia. 
b) Errada — A veracidade não exclui o crime; só não admite exceptio veritatis (§ único). 
d) Errada — Admite-se exceção da verdade em crime contra funcionário público (art. 
139, parágrafo único). 
 15 Gabarito: d 
Fundamentação e análise: 
d) Correta — Injúria simples é crime de ação penal pública condicionada à 
representação (art. 145 caput). 
a) Errada — Isso é difamação. 
b) Errada — Não há exceção da verdade para injúria. 
c) Errada — Injúria racial é inafiançável, mas é prescritível; quem é imprescritível é o 
racismo (Lei 7.716/89). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE VII 
(Crimes contra a liberdade pessoal + violação de domicílio) 
1. No crime de constrangimento ilegal, haverá crime somente quando o agente obriga a 
vítima: 
 A) A cumprir uma ordem legal. 
 B) A fazer algo imposto pela lei. 
 C) A fazer o que a lei não manda ou deixar de fazer o que a lei permite. 
 D) A reparar um dano civil. 
2.Sobre o bullying previsto no Código Penal, é correto afirmar que: 
 A) Exige sempre resultado naturalístico para consumação. 
 B) Depende de motivação evidente para sua prática. 
 C) Exige condutas reiteradas e intencionais sem motivação evidente. 
 D) Exige sempre violência física. 
3. A figura do cyberbullying caracteriza-se por: 
A) Ser crime autônomo com pena idêntica ao bullying tradicional. 
B) Ser mera contravenção penal. 
C) Conduta realizada por meio da rede de computadores, de rede social, de aplicativos, 
de jogos on-line ou por qualquer outro meio ou ambiente digital, ou transmitida em 
tempo real 
D) Exigir resultado de lesão corporal. 
 
4. A ameaça se consuma quando: 
 A) A vítima sente medo real. 
 B) A vítima sofre dano material. 
 C) A vítima toma conhecimento da ameaça. 
 D) A ameaça é escrita e assinada. 
5. (No crime de perseguição (stalking), é indispensável que: 
 A) Haja violência física. 
 B) As condutas sejam habituais e reiteradas. 
 C) O agente obtenha vantagem econômica. 
 D) O agente utilize meios digitais. 
6. João envia mensagens diárias, segue Maria pela rua e monitora seus locais públicos, 
causando-lhe medo constante. A conduta caracteriza: 
 A) Ameaça. 
 B) Constrangimento ilegal. 
 C) Perseguição. 
 D) Violência psicológica contra a mulher, exclusivamente. 
7. Um médico realiza cirurgia sem consentimento do paciente para evitar morte 
iminente. Nessa situação: 
 A) Há constrangimento ilegal. 
 B) Trata-se de exclusão do crime de constrangimento ilegal. 
 C) Há lesão corporal dolosa. 
 D) Configura crime impossível. 
8. No caso de violência psicológica contra a mulher, haverá aumento de pena quando: 
 A) O crime for cometido contra ascendente. 
 B) O crime resultar em lesão corporal. 
 C) Houver uso de inteligência artificial para manipular imagem ou som. 
 D) Houver emprego de arma. 
9. Sequestro e cárcere privado se consuma quando: 
 A) A vítima sofre lesão. 
 B) Há restrição da liberdade de locomoção. 
 C) A vítima é transportada a outro local. 
 D) A vítima é mantida em recinto fechado exclusivamente. 
 10. Cárcere privado se diferencia do sequestro porque: 
 A) Sempre exige violência. 
 B) Pressupõe confinamento em recinto fechado. 
 C) Exige vantagem econômica. 
 D) Não admite tentativa. 
11. Em crime permanente como o sequestro, se durante sua duração surge lei mais 
grave: 
 A) Aplica-se a lei mais branda. 
 B) Aplica-se a lei vigente ao tempo da consumação instantânea. 
 C) Aplica-se a lei mais grave. 
 D) Nenhuma das anteriores. 
12. A violação de domicílio NÃO se configura quando: 
 A) O agente entra durante a noite sem violência. 
 B) O agente entra clandestinamente durante o dia. 
 C) A entrada ocorre para prestar socorro. 
 D) O agente entra em quarto de hotel ocupado. 
13. Policiais entram em residência às 23h sem mandado, sem flagrante, e sem motivo 
de socorro. Nesta hipótese: 
 A) Não há crime de violação de domicílio. 
 B) Não há abuso de autoridade. 
 C) Há abuso de autoridade. 
 D) Há violação de domicílio, mas não abuso de autoridade. 
14. Não constitui “casa”, para fins penais: 
 A) Quarto de hotel estranho ao público. 
 B) Uma construção sem acabamento, mas que já está sendo usada como moradia por 
andarilhos, pois a lei exige casa formalmente pronta. 
 C) Parte interna do bar destinada ao estoque. 
 D) Loja aberta ao público. 
15. A tentativa no crime de violação de domicílio: 
 A) Não é admitida, pois se trata de um crime de mera conduta. 
B) É admissível. Basta que o agente pratique atos inequívocos para invadir o domicílio, 
não consiguindo consumar a entrada. 
 C) Não existe tentativa, pois o crime só se consuma quando a pessoa entra na 
residência. 
 D) A tentativa só é possível se houver arrombamento completo da porta. 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE VIII 
(Crimes contra o patrimônio e contra a paz pública) 
16. Furto se consuma quando: 
 A) A vítima percebe a subtração. 
 B) O agente obtém posse mansa e pacífica, pois essas são imprescindíveis. 
 C) Há inversão da posse da coisa, ainda que por breve tempo. 
 D) Há transporte da coisa para outro local. 
17. A energia elétrica é: 
 A) Bem imaterial que não pode ser objeto de furto. 
 B) Equiparada à coisa móvel. 
 C) Objeto somente de estelionato. 
 D) Bem sem valor econômico. 
18. Um agente rompe o cadeado de uma porta para subtrair objeto de dentro do 
depósito. A qualificadora aplicável é: 
 A) Roubo, pois rompeu o cadeado e invadiu o local, caracterizando violência contra 
coisa. 
 B) Fraude. 
 C) Rompimento de obstáculo. 
 D) Concurso de pessoas. 
19. Sobre sistema de vigilância eletrônica em estabelecimentos comerciais: 
 A) Torna impossível o furto, caracterizando crime impossível. 
 B) Impede consumação por falta de posse mansa. 
 C) Não impede consumação, conforme entendimento sumular. 
 D) Torna crime necessariamente tentado. 
20. Furto de coisa comum só pode ser praticado por: 
 A) Qualquer pessoa. 
 B) Possuidor direto. 
 C) Condômino, coerdeiro ou sócio. 
 D) Funcionário público. 
21. Roubo se caracteriza pela subtração mediante: 
 A) Engano. 
 B) Grave ameaça ou violência. 
 C) Fraude. 
 D) Abuso de confiança. 
22. O agente subtrai relógio da vítima e, logo após, para manter o bem, empurra a 
vítima no chão. Trata-se de: 
 A) Furto simples, pois a agressão foi posterior. 
 B) Apropriação indébita 
 C) Roubo consumado 
 D) Lesão corporal seguida de furto. 
23. Latrocínio se caracteriza quando: 
 A) Há morte, independentemente de consumação da subtração. 
 B) Há tentativa de homicídio e roubo consumado. 
 C) Há roubo tentado e lesão corporal gravíssima. 
 D) Não há emprego de violência. 
24. Sobre o uso de arma desmuniciada no crime de roubo: 
 A) Sempre incide majorante. 
 B) Nunca incide majorante. 
 C) O STJ entende que não incide majorante. 
 D) O STF entende que não incide majorante. 
25.Na extorsão, a consumação ocorre: 
 A) Apenas quando o agente recebe a vantagem. 
 B) Com a mera exigência da vantagem mediante violência ou grave ameaça. 
 C) Quando há prejuízo efetivo. 
 D) Quando há entrega do bem. 
26. Restrição da liberdade da vítima para obtenção de vantagem caracteriza: 
 A) Extorsão simples. 
 B) Roubo majorado. 
 C) Extorsão mediante sequestro. 
 D) Sequestro e cárcere privado. 
27. João, inconformado com o término do relacionamento, riscou toda a pintura do carro 
da ex-namorada com uma chave, danificando a lataria e o veículo ficando inutilizável 
por alguns dias. 
Qual crime João cometeu? 
A) Furto, por retirar a pintura do carro sem consentimento. 
 B) Dano, por destruir ou deteriorar coisa alheia. 
 C) Ameaça, por causar medo à vítima com a destruição do carro. 
 D) Desacato, porque João demonstrou desrespeito à ex-namorada ao riscar o carro 
dela. 
28. No estelionato, a vítima é: 
 A) Quem sofrea violência física. 
 B) Quem é induzido ou mantido em erro. 
 C) Quem sofre prejuízo sem fraude. 
 D) Quem perde bem por subtração. 
29. Associação criminosa exige: 
 A) Pelo menos duas pessoas. 
 B) Pelo menos três pessoas, com estabilidade e permanência. 
 C) Concurso eventual de agentes. 
 D) Finalidade de cometer contravenções. 
30. Milícia privada caracteriza-se por: 
 A) Organização eventual para fins lícitos. 
 B) Conjunto de pessoas reunidas para formar associação desportiva. 
 C) Grupo paramilitar destinado à prática de crimes. 
 D) Associação civil registrada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO UNIDADE VII e VIII 
1. C — Constrangimento ilegal obriga a fazer o que a lei não manda ou proíbe o que 
permite. 
Fundamento: CP, art. 146 (caput). 
Comentário: O núcleo é “constranger” alguém mediante violência, grave ameaça ou 
qualquer meio que reduza capacidade de resistência. 
BIZU: Constrangimento ilegal = COAGIR + SEM respaldo legal. 
2. C — Bullying exige reiteração e ausência de motivação evidente. 
Fundamento: CP, art. 146-A. 
Comentário: O tipo penal menciona conduta “intencional e repetitiva, sem motivação 
evidente”. 
BIZU: Bullying = repetição + intenção + sem motivo claro. 
3. C — Cyberbullying é forma qualificada da intimidação sistemática. 
Fundamento: CP, art. 146-A, parágrafo único. 
Comentário: A lei aumenta a pena quando o bullying ocorre por meios digitais. 
BIZU: “CYBER” = QUALIFICADORA = Aumentou a pena! 
4. C — A ameaça se consuma quando chega ao conhecimento da vítima. 
Fundamento: CP, art. 147 (consumação). 
Comentário: A intimidação deve ser percebida pela vítima, pouco importando se o 
agente pretende cumpri-la. 
BIZU: Ameaça só vale quando a vítima sabe! 
5. B — Perseguição exige habitualidade e reiteração. 
Fundamento: CP, art. 147-A (“reiteradamente”). 
Comentário: O stalking é crime habitual, não há crime por ato isolado. 
BIZU: Stalking = rotina do perseguidor. 
6. C — Conduta descrita caracteriza perseguição. 
Fundamento: CP, art. 147-A. 
Comentário: Seguir, vigiar e causar medo constante = stalking. 
BIZU: Seguiu + perturbou = stalking. 
7. B — Médico que opera para evitar morte iminente está excluído do crime. 
Fundamento: CP, art. 146 §3º I. 
Comentário: Excludente expressa do crime de constrangimento ilegal. 
BIIZU: Médico + salvar vida = permitido mesmo sem consentimento. 
8. C — Aumento de pena quando há uso de IA para manipular imagem/áudio da vítima. 
Fundamento: CP, art. 147-B, parágrafo único. 
Comentário: Recurso tecnológico que amplifica o dano → aumenta a pena. 
BIZU: Violência psicológica + IA = pena maior. 
9. B — Sequestro/cárcere privado se consuma com privação da liberdade. 
Fundamento: CP, art. 148 (caput). 
Comentário: Não exige duração mínima para consumação. 
BIZU: Privou de ir e vir = consumou. 
10. B — Cárcere privado exige recinto fechado. 
Fundamento: Doutrina – distinção clássica: sequestro x cárcere. 
Comentário: Cárcere = confinamento; sequestro = restrição sem necessariamente 
fechar. 
BIZU: Cárcere = “cadeia” → local fechado. 
11. C — Aplica-se lei mais grave em crimes permanentes como sequestro. 
Fundamento: Súmula 711 STF. 
Comentário: Como a permanência se prolonga, aplica-se lei superveniente mais severa. 
BIZU: Crime permanente “pega” a lei nova. 
12. C — Entrada para prestar socorro exclui violação de domicílio. 
Fundamento: CP, art. 150 §3º II e CF art. 5º XI. 
Comentário: Situação típica de exceção constitucional. 
BIZU: Socorro sempre pode entrar. 
13. C — Entrada policial sem mandado, sem flagrante e à noite = abuso de autoridade. 
Fundamento: Lei 13.869/19, art. 22, incisos I e III. 
Comentário: Atuação fora das hipóteses legais configura abuso. 
BIZU: Policial entrar sem respaldo legal → abuso automático. 
14. D — Loja aberta ao público não é “casa” penalmente considerada. 
Fundamento: CP, art. 150 §5º I e II. 
Comentário: Locais abertos ao público não têm proteção de domicílio. 
BIZU: Ambiente público ≠ domicílio. 
15. B — Tentativa de violação de domicílio é admitida. 
Fundamento: Doutrina + crime de mera conduta. 
Comentário: Escalar o muro e ser impedido configura tentativa. 
BIZU: Tentou entrar = tentativa válida. 
UNIDADE VIII — GABARITO COMENTADO 
16. C — Furto se consuma com inversão da posse, ainda que breve. 
Fundamento: Súmula 582 STJ. 
Comentário: Não precisa posse mansa e pacífica. 
BIZU: Pegou → virou posse → consumou. 
17. B — Energia elétrica é equiparada a coisa móvel. 
Fundamento: CP, art. 155 §3º. 
BIZU: Energia = “coisa” para o furto. 
18. C — Rompimento de obstáculo é qualificadora objetiva. 
Fundamento: CP, art. 155 §4º I. 
Comentário: Cortar cadeado, quebrar porta, estourar cadeado → mesma qualificadora. 
BIZU: Quebrou → qualificou. 
19. C — Monitoramento não impede consumação do furto 
Fundamento: Súmula 567 STJ. 
BIZU: Câmera não salva vítima de furto consumado. 
20. C — Furto de coisa comum é crime próprio: só praticado por 
condômino/coerdeiro/sócio. 
Fundamento: CP, art. 156. 
 BIZU: Coisa comum → só quem divide responde. 
21. B — Roubo exige violência ou grave ameaça. 
Fundamento: CP, art. 157. 
BIZU: Furto é escondido, roubo é violento. 
 
22. C — Violência após subtração para manter a coisa = roubo. 
Fundamento: CP, art. 157 §1º. 
BIZU: Empurrou depois → continua sendo roubo. A agressão não necessariamente 
precisa ser prévia à subtração da coisa. 
23. A — Latrocínio existe mesmo sem subtração, se há morte. 
Fundamento: Súmula 610 STF. 
BIZU: Morreu → latrocínio, mesmo sem levar nada. 
24. C — STJ entende que arma desmuniciada NÃO gera majorante. 
Fundamento: Precedente: REsp 961.863/RS. 
Comentário: STF entende o contrário. 
BIZU: Arma sem munição: 
 STJ: não incide aumento de pena. 
 STF: incide aumento de pena 
25. B — Extorsão se consuma com a exigência da vantagem. 
Fundamento: Súmula 96 STJ. 
BIZU: Extorsão = crime formal. Pede → já era. 
26. C — Restrição da liberdade + obtenção de vantagem = extorsão mediante 
sequestro. 
Fundamento: CP, art. 159. 
BIZU: Sequestrou para ganhar $ → Art. 159 na veia. 
27. B — Dano, por destruir ou deteriorar coisa alheia. 
Fundamento: CP, art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. 
BIZU: Sempre que a questão envolver apenas dano à coisa, sem subtração nem 
ameaça direta à pessoa, lembre-se do Art. 163 – é dano, não furto nem roubo ou 
ameaça. 
28. B — A vítima do estelionato é quem é enganado/mantido em erro. 
Fundamento: CP, art. 171. 
BIZU: Estelionato = vítima ILUDIDA. 
29. B — Associação criminosa exige 3+ pessoas, estabilidade e permanência. 
Fundamento: CP, art. 288. 
BIZU: Associação = “trio fixo” do crime. 
30. C — Milícia privada é organização paramilitar para praticar crimes. 
Fundamento: CP, art. 288-A. 
BIZU: Milícia = mini-exército criminoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE IX 
 
1) Um agente penitenciário, responsável pela custódia dos pertences de presos no 
depósito da unidade, decide se apropriar de um relógio de luxo que havia sido 
apreendido e estava legalmente sob a guarda da Administração Pública. O objeto, no 
entanto, pertencia a um particular (o detento). 
Com base no caso, qual crime ele cometeu? 
A.( ) Furto, pois o agente subtraiu para si coisa alheia móvel. 
B.( ) Peculato-Furto, pois o agente subtraiu o bem valendo-se de facilidade que lhe 
proporciona a qualidade de funcionário. 
C.( ) Apropriação Indébita, visto que o funcionário detinha a posse do objeto, porem 
este se trata de um bem de propriedade particular e não público. 
D.( ) Peculato-Apropriação, pois ele se apropriou de bem móvel particular de que tinha a 
posse em razão do cargo. 
 
2) O escrivão de polícia "Júlio", intencionalmente deixa a chave de acesso do pátio 
onde ficam veículos apreendidos em local de fácil alcance, permitindo que seu amigo 
"Mário" (um particular que está ciente da condição de funcionário de Júlio) entre e 
subtraia o estepe de um veículoapreendido. 
Assinale a alternativa que indica corretamente o crime cometido por Júlio e Mário, 
respectivamente, de acordo com a situação e o princípio de comunicação das 
elementares: 
A.( ) Peculato Culposo para Júlio e Furto para Mário. 
B.( ) Peculato-Furto (ambos respondem por este crime). 
C.( ) Peculato-Apropriação para Júlio e Furto para Mário. 
D.( ) Furto qualificado para Mário e Condescendência Criminosa para Júlio. 
 
3) Um fiscal de obras solicita R$ 500,00 a um construtor, insinuando que, com a 
quantia, ele poderia "esquecer" de fazer a vistoria final que atrasaria a liberação do 
empreendimento. O construtor pagou a referida quantia, porém o ato não foi praticado 
conforme prometido. 
A conduta do fiscal configura qual modalidade de crime? 
A.( ) Concussão, pois houve a exigência de vantagem indevida em razão da função. 
B.( ) Corrupção ativa, pois o funcionário solicitou vantagem indevida em razão da 
função, agindo ativamente. Se apenas recebesse o valor teria cometido o crime de 
corrupção passiva. 
C.( ) Corrupção Passiva pois o funcionário solicitou vantagem indevida em razão da 
função, não sendo relevante que o ato prometido tenha ou não sido praticado. 
D.( ) Prevaricação, visto que não praticou o ato de ofício para satisfazer interesse 
pessoal. 
 
4) O funcionário público Pedro, que possui a guarda de bens da repartição, por 
descuido deixa a sala de almoxarifado aberta. Um terceiro se aproveita da falha para 
furtar um computador. Pedro, arrependido, promove a reparação integral do dano à 
Administração Pública. 
Quais são os efeitos da reparação do dano neste caso? 
A.( ) A punibilidade será extinta, desde que a reparação ocorra antes da sentença 
irrecorrível. 
B.( ) A pena será reduzida de metade, independentemente do momento da reparação 
do dano. 
C.( ) O benefício ainda seria possível caso Pedro tivesse, dolosamente, deixado a porta 
aberta para facilitar o furto, mas posteriormente tivesse arrependido e reparado 
integralmente o dano antes da sentença irrecorrível. 
D.( ) A punibilidade será extinta se a reparação for posterior à sentença irrecorrível. 
 
5) Uma secretária da repartição pública, em posição de chefia, descobre que um de 
seus subordinados cometeu uma infração grave no exercício do cargo. Por pena, e por 
ser amiga pessoal do subordinado, a chefe decide deixar de responsabilizá-lo. 
A conduta da secretária configura o crime de: 
A.( ) Prevaricação, por deixar de realizar ato de ofício indevidamente para satisfazer 
sentimento pessoal. 
B.( ) Condescendência Criminosa, por deixar, por indulgência, de responsabilizar 
subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. 
C.( ) Corrupção Passiva, por ter aceitado a promessa de vantagem indevida do 
subordinado para não ser responsabilizado. 
D.( ) Desacato, por desprestigiar a função pública ao encobrir a falta do subordinado. 
 
 
GABARITO UNIDADE IX 
Questão 1: D 
A. Errada. Essa situação se configura como peculato-apropriação e não furto devido à 
qualidade do agente e à natureza da posse do bem. O peculato-apropriação é o crime 
praticado por funcionário público (o agente penitenciário) que, em razão do cargo, tem a 
posse ou detenção lícita de um bem, mas decide apropriar-se dele. No momento em 
que o agente, que já tinha a posse legal do bem, inverte o ânimo e decide tomá-lo para 
si (apropriação), comete o peculato. O furto (Art. 155 do CP) é a conduta de subtrair 
(retirar, pegar) coisa móvel alheia, sem o consentimento de quem a detém, para si ou 
para outrem. Portanto, o crime é peculato porque o agente penitenciário aproveitou a 
facilidade inerente à sua função pública para dispor do bem, que já estava sob sua 
custódia legal. 
B. Errada. O caso se enquadra em peculato-apropriação e não em peculato-furto devido 
à natureza da posse que o agente penitenciário tinha sobre o relógio. No 
peculato-apropriação o funcionário público JÁ TEM A POSSE LÍCITA E LIVRE do bem 
em razão do cargo. Já no peculato-furto, o funcionário público NÃO TEM A POSSE 
LÍCITA do bem. Ele precisa SUBTRAIR o objeto, mas se vale da facilidade 
proporcionada pelo seu cargo para fazê-lo. 
C. Errada. O crime de apropriação indébita (Art. 168 CP) descreve a conduta de 
"Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção". No entanto, 
essa tipificação é reservada para as apropriações no âmbito privado. Como o agente 
tinha a posse do relógio em razão do cargo público, possui a qualidade de funcionário 
público e o bem estava sob custódia da administração pública, ele comete um crime 
contra a Administração, devendo ser punido pelo Peculato-Apropriação (Art. 312, 
caput), refletindo o maior grau de reprovabilidade social de um crime praticado com 
abuso de função. 
D. Certa. O caso se enquadra no Peculato-Apropriação (Art. 312, caput, 1ª parte), pois 
o funcionário público se apropria de um bem móvel (público ou particular) de que tem a 
posse lícita em razão do cargo. 
 
Questão 2: B 
A. Errada. A conduta do funcionário Júlio foi intencional (dolosa) ao deixar a porta 
aberta, enquadrando-se no núcleo "concorre para que seja subtraído". O Peculato 
Culposo (Art. 312, § 2º) ocorre se a colaboração for apenas por culpa. Ademais, os dois 
indivíduos responderão pelo mesmo crime, uma vez que Mario tinha ciência da 
condição de funcionário público e ação criminosa se consumou exatamente pela 
facilidade proporcionada pela função, sendo portanto elementar do crime (art.30). 
B. Certa. O funcionário Júlio incorre no Peculato-Furto (ou Peculato Impróprio - Art. 312, 
§ 1º) por concorrer para que o bem seja subtraído, valendo-se da facilidade 
proporcionada pela sua função. Ademais, há peculato-furto por parte do funcionário 
público e do terceiro, ambos respondendo por este crime, nos termos do art. 30, CP 
(isto é, desde que o particular saiba da condição de funcionário público do comparsa)". 
C. Errada. Júlio não tinha a posse do bem para configurar a Apropriação, mas sim 
facilitou a subtração. 
D. Errada. A Condescendência Criminosa (Art. 320) ocorre quando o funcionário deixa 
de responsabilizar subordinado, o que não é o caso. 
Questão 3: C 
A. Errada. A Concussão (Art. 316) ocorre quando o funcionário exige a vantagem 
indevida. O caso descreve a conduta de solicitar, que é núcleo da Corrupção Passiva. 
B. Errada. O crime praticado pelo indivíduo se trata de Corrupção Passiva e não 
Corrupção Ativa devido à identidade de quem toma a iniciativa no ato de corrupção. 
Essa diferenciação é crucial no Direito Penal e se baseia no princípio de que a 
Corrupção Passiva é um crime cometido pelo funcionário público que solicita ou recebe 
vantagem indevida, enquanto a Corrupção Ativa é cometida pelo particular que oferece 
ou promete vantagem indevida a funcionário público. 
C. Certa. A conduta de "Solicitar... vantagem indevida" é a Corrupção Passiva (Art. 317, 
caput). O fato de ele ter deixado ou não de praticar o ato, não desconfigura o crime visto 
que se trata de crime formal que exige apenas que a solicitação ocorra. Se o ato tivesse 
sido de fato praticado estaria caracterizado a causa de aumento de pena prevista no § 
1º. 
D. Errada. A Prevaricação (Art. 319) exige que a conduta (retardar, deixar de praticar ou 
praticar ato contra a lei) seja feita para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. No 
caso, a motivação principal é a vantagem indevida, o que tipifica a Corrupção Passiva. 
 
Questão 4: A 
A. Certa. O Art. 312, § 3º do CP, referente ao Peculato Culposo (previsto no § 2º), 
estabelece que "a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a 
punibilidade". 
B. Errada. A redução da pena pela metade ocorre se a reparação for posterior à 
sentença irrecorrível. 
C. Errada. O benefício do § 3º não se aplica ao peculato doloso, pois o dispositivo 
somente menciona aplicação ao parágrafo 2º (peculato culposo)". 
D. Errada. A extinção da punibilidade ocorre se a reparação for precedente à sentença 
irrecorrível. 
 
Questão5: 
A. Errada. A Prevaricação (Art. 319) exige que o ato seja praticado para satisfazer 
interesse ou sentimento pessoal. O crime de Condescendência Criminosa possui a 
finalidade específica da indulgência (pena). 
B. Certa. A Condescendência Criminosa (Art. 320) é o crime praticado pelo funcionário 
que "Deixar... por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no 
exercício do cargo". O caso se encaixa perfeitamente nesta descrição. 
C. Errada. Não há no caso a solicitação, recebimento, ou aceitação de vantagem 
indevida ou promessa. A motivação é a "indulgência" (pena) e amizade pessoal. 
D. Errada. O Desacato (Art. 331) é o ato de humilhar, desprestigiar, ofender, 
menosprezar o funcionário, o que não ocorreu no caso.

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