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Estética Capilar 
e Tricologia
ACESSE AQUI O SEU LIVRO 
NA VERSÃO DIGITAL!
Dra. Franciele Neves Moreno
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3413
FICHA CATALOGRÁFICA
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. 
Núcleo de Educação a Distância. MORENO, Franciele Neves.
Estética Capilar e Tricologia. 
Franciele Neves Moreno.
Maringá - PR.: Unicesumar, 2021.
136 p.
“Graduação - EaD”. 
1. Estética 2. Capilar 3. Tricologia. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 646.726 
CIP - NBR 12899 - AACR/2
ISBN 978-65-5615-169-4
Impresso por: 
Bibliotecário: João Vivaldo de Souza CRB- 9-1679 Fotos: Shutterstock
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar
Diretoria de Design Educacional
Equipe Produção de Materiais
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 Jd. Aclimação - Cep 87050-900 | Maringá - Paraná
www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff, James Prestes, Tiago Stachon Diretoria de Design Educacional 
Débora Leite Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia Coelho Diretoria de Permanência Leonardo 
Spaine Head de Produção de Conteúdos Celso Luiz Braga de Souza Filho Gerência de Produção de Conteúdo 
Diogo Ribeiro Garcia Gerência de Projetos Especiais Daniel Fuverki Hey Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais Nádila Toledo Supervisão Operacional de Ensino Luiz Arthur Sanglard
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de 
Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de 
EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi
DIREÇÃO UNICESUMAR
EXPEDIENTE
BOAS-VINDAS
Reitor 
Wilson de Matos Silva
Neste mundo globalizado e dinâmico, 
nós trabalhamos com princípios éticos 
e profissionalismo, não somente para 
oferecer educação de qualidade, mas 
também, acima de tudo, gerar a conversão 
integral das pessoas ao conhecimento. 
Baseamo-nos em quatro pilares: 
intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Assim, iniciamos a Unicesumar em 1990, 
com dois cursos de graduação e 180 
alunos. Hoje, temos mais de 100 mil 
estudantes espalhados em todo o Brasil, 
nos quatro campi presenciais (Maringá, 
Londrina, Curitiba e Ponta Grossa) e em 
mais de 500 polos de educação a distância 
espalhados por todos os estados do Brasil 
e, também, no exterior, com dezenas de 
cursos de graduação e pós-graduação. Por 
ano, produzimos e revisamos 500 livros e 
distribuímos mais de 500 mil exemplares. 
Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 por 
sete anos consecutivos e estamos entre os 
10 maiores grupos educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos 
educadores soluções inteligentes para as 
necessidades de todos. Para continuar 
relevante, a instituição de educação 
precisa ter, pelo menos, três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a 
qualidade.Por isso, desenvolvemos para 
os cursos híbridos, metodologias ativas, 
as quais visam reunir o melhor do ensino 
presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão,
que é promover a educação de qualidade
nas diferentes áreas do conhecimento,
formando profissionais cidadãos
que contribuam para o desenvolvimento
de uma sociedade justa e solidária.
Olá, aluno(a), tudo bem? Sou a professora 
Franciele, sou Bióloga, católica e casada. 
Amo viajar, principalmente para lugares 
com lindas paisagens naturais, por exem-
plo, praias, cachoeiras e regiões monta-
nhosas. Apesar de eu ter (um pouco) fo-
bia à altura, eu gosto de atividades, como 
rapel e tirolesa (já realizei duas vezes), e 
também caminhadas na natureza. Além 
disso, eu e meu marido praticávamos cor-
rida de rua. Há cerca de um ano, nossa 
vida mudou, nasceu nossa filha (nosso 
presente de Deus), chama-se Luna. Por 
ela, tivemos que dar uma pausa nas via-
gens, nas atividades radicais e na corrida. 
Às vezes, é necessário darmos algumas 
pausas, respeitar nossas limitações e nos 
reorganizarmos, mas logo voltaremos às 
viagens e às atividades com a nossa filha. 
Neste um ano, já aprendi muito e errei 
também, sinto-me realizada como mãe. 
Minha vida profissional também mudou 
(como de muitas mães/pais), pois tinha 
uma atividade de trabalho intenso e, após 
o nascimento, não havia retornado até 
agora. Estava me organizando para retor-
nar com uma carga horária menor quando 
fui convidada para escrever este livro. A 
princípio fiquei temerosa em aceitar, pois 
tive medo de não conseguir tempo neces-
sário para me dedicar, mas aceitei o desa-
fio, estava na hora de voltar a trabalhar, 
e nada melhor do que fazê-lo em home 
office. Espero que você também consiga 
superar seus medos, respeitar seus limites 
e ter a coragem de se lançar no universo 
da tricologia. Bons estudos!
Aqui você pode 
conhecer um 
pouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
MEU CURRÍCULO
MINHA HISTÓRIA
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4261145U6
REALIDADE AUMENTADA: sempre que encontrar esse ícone, esteja conectado 
à internet e inicie o aplicativo Unicesumar Experience. Aproxime seu dispositivo 
móvel da página indicada e veja os recursos em Realidade Aumentada. Explore as 
ferramentas do App para saber das possibilidades de interação de cada objeto.
PODCAST: professores especialistas e convidados, ampliando as discussões 
sobre os temas.
PÍLULA DE APRENDIZAGEM: uma dose extra de conhecimento é sempre 
bem-vinda. Posicionando seu leitor de QRCode sobre o código, você terá 
acesso aos vídeos que complementam o assunto discutido.
PENSANDO JUNTOS: ao longo do livro, você será convidado(a) a refletir, questionar 
e transformar. Aproveite este momento!
EXPLORANDO IDEIAS: com este elemento, você terá a oportunidade de explorar 
termos e palavras-chave do assunto discutido, de forma mais objetiva.
EU INDICO: enquanto estuda, você pode acessar conteúdos online que ampliaram a 
discussão sobre os assuntos de maneira interativa usando a tecnologia a seu favor.
Quando identificar o ícone de QR-CODE, utilize o aplicativo Unicesumar 
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IMERSÃO
RECURSOS DE 
https://apps.apple.com/br/app/unicesumar-experience/id1386242696
APRENDIZAGEM
CAMINHOS DE
9
75
43
105
7
Introdução à Tricologia
ESTÉTICA CAPILAR E TRICOLOGIA
Recursos aplicados 
aos cabelos e ao 
couro cabeludo
Anamnese e Alterações 
Patológicas
Cuidados na 
Estética Capilar
1
3
2
4
PROVOCAÇÕES INICIAIS
INICIAIS
PROVOCAÇÕES
Olá, aluno(a), tudo bem? Você ingressou em um curso que trabalhará com a saúde e o bem-estar das 
pessoas, e, uma vez que os cuidados com os cabelos e o couro cabeludo são, fundamentalmente, im-
portantes para os seres humanos, conhecê-los, saber das principais afecções tricológicas e dos cuidados 
são pontos essenciais para a formação do profissional de estética.
Pensando a respeito, este livro foi, cuidadosamente, preparado para a construção do conhecimento da 
disciplina estética capilar e tricologia, abordando, inicialmente, a importância que os cabelos e os pelos 
têm para as pessoas, em seguida, suas características biológicas, químicas, físicas e o ciclo biológico, 
incluindo seu envelhecimento. Após, contemplam-se as recomendações sobre como realizar uma boa 
anamnese, os protocolos de tratamentos e as terapias capilares, as principais afecções tricológicas, seus 
sintomas e os tratamentos mais indicados. 
Para o cuidado do cabelo e do couro cabeludo, são necessários cosméticos específicos, sendo aborda-
dos neste livro, no terceiro ciclo, além de contemplar também seus ativos. Outro ponto importante em 
relação aos cuidados e aos tratamentos na estética capilar são as técnicas utilizadas, tais como as de 
texturização, coloração, massagem, drenagem linfática, argiloterapia, esfoliação, reconstrução capilar, 
laserterapia, radioterapias, microagulhamento,entre outras, que também estão contempladas neste livro. 
Enfim, você percebe que esta disciplina aborda conhecimentos que contribuirão, de forma efetiva, para 
a sua formação como profissional de estética e cosmética? Então, convido-o a mergulhar no universo da 
estética capilar e tricologia. Bons estudos. Vamos lá?!
ESTÉTICA CAPILAR E TRICOLOGIA
1
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Introdução à 
Tricologia
Dra. Franciele Neves Moreno
Neste ciclo, você terá a oportunidade de aprender a importância do pelo 
para a vida do homem e as principais características anatômicas, fisiológicas, 
histológicas e químicas dos fios e do couro cabeludo. Também aprenderá 
as diferenças do cabelo entre as raças, a relação das glândulas exócrinas 
(sudorípara e sebácea) com o pelo e com o couro cabeludo, conhecerá os 
tipos de pelos, seu ciclo biológico (anágena, catágena e telógena) e as alte-
rações fisiológicas do seu envelhecimento. Estes conhecimentos fornecerão 
conteúdos fundamentais para exercer sua profissão de esteticista capilar 
com qualidade, uma vez que serão necessários quando, por exemplo, você 
for realizar uma avaliação tricológica, ou sugerir tratamentos ou terapias 
capilares, ou quando for verificar se os hábitos do seu cliente estão corretos, 
entre outros procedimentos estéticos. Por isso, convido-o a mergulhar no 
universo do conhecimento da estética capilar e da tricologia. Vamos lá?!
10
UNICESUMAR
Você sabia que o cabelo sempre ocupou uma posição de destaque na vida dos homens? Um exemplo disso 
é como os reis e as rainhas da Idade Média os tratavam. Para eles, os cabelos tinham um destaque especial 
que sinalizava poder e status, sendo assim, quem governava não poderia ser calvo, careca ou ter alguma 
doença/disfunção capilar. No entanto, como não tinham produtos adequados para cuidados básicos 
com os cabelos, desenvolviam algumas doenças capilares, como infestação de piolhos, caspas, seborreias, 
tricoses da haste, entre outras, e alguns até tornavam-se carecas em função disso, durante o seu reinado. 
Por isso, naquela época, usavam-se perucas, e elas eram consideradas artigos de beleza de luxo, e 
quanto mais volumosa, mais bonitas e caras elas eram, ou seja, se, na época, alguém quisesse ostentar, 
era só usar uma peruca bem volumosa. 
Atualmente, os cabelos também têm sua importância para as pessoas, determinando sua aparência 
e humor, além de continuarem ditando tendências no mundo da moda, fazendo os profissionais desta 
área cada vez mais importantes. Mas, antes de entrar no assunto e aprender tudo o que essa unidade traz, 
gostaria de fazer uma pergunta: Quantas vezes por dia você mexe no cabelo seja escovando, lavando 
seja apenas passando a mão? Tanto o cabelo quanto nossos pelos têm fundamental importância para 
nós enquanto seres humanos. Quando sentimos frio e estamos sem agasalho, nossos pelos se eriçam, 
e este é um mecanismo importante para manutenção da temperatura corporal. 
Ou seja, se pararmos para pensar, desde o início da humanidade, os pelos e cabelos tinham a sua 
importância, e isso foi se modificando ao longo dos tempos, assim como a quantidade desses fios 
pelo corpo. Conforme os hominídeos iam se dispersando pelos continentes, algumas características 
morfológicas foram se modificando e se adequando às variações ambientais, tais como quantidade e 
tipo de pelos e cabelos. Os fios foram se concentrando em algumas regiões corporais com funções e 
características específicas. E aí, você já parou para pensar por que 
algumas regiões do corpo possuem mais pelos que outras? 
O que leva à queda capilar e por que é intensificada 
nos homens após certa idade? Por que os cabelos 
ficam brancos?
Os fios de cabelo e pelos têm funções fisio-
lógicas importantes, como proteção mecânica, 
imunológica, sensorial, térmica etc. e também 
possuem características específicas, um ciclo 
biológico e como todas estruturas do nosso cor-
po, também envelhecem. Suas características 
biológicas podem ser alteradas ou preservadas 
de acordo com seus hábitos, inclusive, com sua 
alimentação. Você já ouviu dizer que “você é o que 
você come”? Embora uma pessoa com alimenta-
ção equilibrada não garanta um cabelo ou 
couro cabeludo saudável, é comprovado 
que a quantidade de nutrientes e água 
que você ingere afetará, diretamente, 
seus cabelos e couro cabeludo.
11
UNIDADE 1
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Uma vez que eles são constituídos por biomoléculas, como as proteínas, que para serem sintetizadas 
e funcionarem, adequadamente, necessitam de uma quantidade adequada de nutrientes (aminoáci-
dos, vitaminas, minerais etc.) e água, absorvidos durante a alimentação. Este é o motivo de distúrbios 
alimentares, tais como dietas radicais e anorexia, causarem a perda de brilho e queda capilar. Além 
disso, outros comportamentos podem causar danos à estrutura dos fios ou do couro cabeludo, como 
excesso de tratamentos químicos, uso inadequado de secadores e pranchas, entre outros. 
Proponho a você, estudante, que faça um simples exercício se imaginando já como profissional da 
área, mas apenas para visualizar qual sua conexão com o que conversamos anteriormente. Imagine 
que você atende uma cliente com característica caucasiana, cabelos ondulados e castanhos, de 35 anos, 
que não está contente com seu cabelo e relata que ele está sem brilho e quebradiço. Para propor um 
tratamento a ela, primeiro você deve conhecer as características de um cabelo normal e o que pode 
causar o problema capilar relatado. Portanto, sugiro que pesquise as características de um cabelo nor-
mal caucasiano e o que pode estar causando o problema mencionado por essa cliente (cabelos sem 
brilho e quebradiço). 
Você percebeu, em nossa breve conversa, que os seres humanos, no processo da sua evolução, tiveram 
adaptações morfológicas de acordo com as alterações ambientais que enfrentavam, desenvolvendo 
características específicas. Além disso, outros fatores influenciam nas características capilares. Pro-
ponho uma reflexão sobre isso. A seguir, no Diário de Bordo, anote o que você acha ser característica 
de um cabelo normal. Anote, também, quais tipos de pelos você acha que existem? E, por fim, anote 
suas impressões, pensando na seguinte pergunta: Será que a raça, o sexo e a idade podem influenciar 
nos pelos e cabelos? 
12
UNICESUMAR
Você já parou para pensar qual é a importância do pelo para a vida do homem moderno? Para 
compreendermos qual a posição de destaque que o cabelo ocupa em nossa vida, primeiro temos que 
entender a sua importância no decorrer da história do homem, iniciando pelo homem das cavernas, 
afinal, para compreendermos o hoje é importante conhecermos o passado, a nossa história. Sendo 
assim, no homem pré-histórico (homem das cavernas), a quantidade de pelos e cabelos era bem 
maior uma vez que serviam de proteção contra os fatores ambientais adversos (frio, calor, radiação 
solar, desidratação, entre outros). Afinal, você deve considerar que, naquela época, eles não tinham 
roupas e calçados para se protegerem dos fatores ambientais adversos. Mas, com o passar do tempo, 
a quantidade de pelos foi reduzida, assim como foram adquiridas novas habilidades, como confecção 
de roupas, calçados, ferramentas etc. Com isso, os pelos conquistaram também outros significados e 
importância ao homem, como representação sexual, de força e de poder.
Ao longo da evolução humana, de acordo com estudos realizados, a pele teve redução de pelos, 
aumento do número de glândulas sudoríparas, alteração na tonalidade, surgimento do tecido adiposo 
subcutâneo e redução das unhas (AZULAY, 2006). Pesquisadores sugerem que os principais fatores 
para a redução dos pelos “através das gerações dos hominídeos foram o processo de desertificação das 
florestas e a aquisição da postura ereta (bipedalismo) (Figura 1), há aproximadamente cinco milhões 
de anos” (FIGUEIREDO; ALBUQUERQUE, 2013, p. 59).
Figura 1 - Evolução da espécie humana (Homo sapiens sapiens) 
Com a desertificação das florestas,originando as savanas, os primatas ficaram mais suscetíveis à radia-
ção solar e ao mesmo tempo adquiriu a capacidade de andar ereto, isto resultou em um maior gasto de 
energia e maior geração de calor (FIGUEIREDO; ALBUQUERQUE, 2013). Sendo assim, indivíduos 
que melhor se adaptaram ao calor químico gerado pelo esforço físico do bipedalismo e ao aumento 
da radiação solar foram selecionados, favoravelmente, como podemos ver na Figura 1. Ao longo da 
evolução da espécie humana, ficou evidente que uma pele desnuda e com altos níveis de transpiração 
constituiu um meio de dissipação de calor eficaz (RIVITTI, 2018).
13
UNIDADE 1
Você sabia que a quantidade de pelos e sua importância 
foram alteradas por meio da evolução, permanecendo as 
características que proporcionaram sucesso evolutivo ao 
homem? Atualmente, os pelos e os cabelos têm importante 
destaque na vida do homem, fazendo parte da construção 
do indivíduo.
Nota-se que, ao longo dos tempos, além da importância biológica, 
os fios capilares tiveram outros significados e outra importância 
e que difere de acordo com os povos, as religiões ou as culturas. 
Para alguns povos, os cabelos e as unhas continuam relacionados 
ao indivíduo mesmo após serem cortados, desta forma não po-
dem ser removidos do seu corpo nem jogados fora. Nesta linha de 
pensamento, na quimbanda, o cabelo é utilizado em rituais. Para 
alguns povos, o cabelo significa virilidade, e, em algumas culturas, 
o primeiro corte de cabelo é uma ocasião importante, sendo rea-
lizadas cerimônias para proteger a criança contra maus espíritos. 
Já os índios do Xingu raspam os pelos do corpo, deixando apenas 
os cabelos, fazem isto porque eles acreditam que assim irão se di-
ferenciar dos macacos. Nesta tribo, eles preservam os cabelos por 
serem relacionados com a sexualidade e a sensualidade, cortando-os 
apenas quando alguém muito próximo morre, sinalizando luto ou 
como mutilação (OLIVEIRA, 2007).
Também é observado que o corte e a disposição dos cabelos 
demarcam personalidade, função social ou mudança no estilo de 
vida, desde a Antiguidade. Na Idade Média, os cabelos eram muito 
importantes, significava poder e status e, a partir desta época, co-
meçaram a surgir vários medicamentos para calvície e para outras 
doenças tricológicas (PEREIRA et al., 2016). Entre os hippies, os 
cabelos desalinhados eram sinal de liberdade e não aceitação aos 
valores da época vigentes. Cabelos Black Power foram e ainda são 
utilizados como afirmação da negritude (OLIVEIRA, 2007). Po-
demos dizer que os cabelos vêm marcando épocas, civilizações, 
religiões, culturas, grupos sociais e ditando tendências (Figura 2). 
14
UNICESUMAR
Figura 2 - Cabelos e tendências
A supervalorização atual do cabelo é evidente uma vez que as pessoas estão em busca do cabelo per-
feito. Para isso, alteram cor, cortes, formas, fazem vários tipos de tratamentos, isto tudo para exaltar sua 
beleza, sua identidade ou, até mesmo, criar um personagem (Figura 3). Você já fez algum tratamento 
ou mudança capilar? Qual importância você dá aos seus cabelos? Será que para sua cliente (do Estudo 
de Caso) o cabelo é importante e realizou algum tratamento em seu cabelo que pode ter o deixado 
quebradiço e sem brilho?
Figura 3 - Frases evidenciando os cabelos
15
UNIDADE 1
Atualmente, a valorização do cabelo é facilmente observada entre os jo-
gadores de futebol. Você notou que, nas últimas décadas, o cabelo vem 
ganhando destaque neste esporte? Muitos dizem que o futebol atual não 
é apenas um esporte, mas uma janela para a moda capilar. Quem nunca 
reparou no cabelo de algum jogador? Eles fazem cortes personalizados, 
alteram a cor, fazem penteados, utilizam técnicas capilares inovadoras e 
ditam tendências. Muitas crianças chegam a pedir a seus pais que querem 
ficar com o cabelo igual do seu ídolo. Isto também é observado em outros 
esportes, entre músicos, atores, youtubers, personagens de desenho ani-
mado/cinema, entre outros.
Além disso, para muitas pessoas, cuidar do cabelo tem efeito terapêu-
tico, isto é comumente observado em salões de beleza, como descrito 
por Oliveira (2007), que, ao entrarem no salão de beleza, algumas pes-
soas chegam, aparentemente, deprimidas e, conforme seus cabelos são 
cortados ou tratados, a postura e o humor se alteram, ficando felizes 
com a nova imagem do cabelo, como se, de repente, tivessem ganhado 
uma nova vida. De acordo com a autora, quando os cabelos crescem, 
perdem o formato e a vitalidade, com isso, a pessoa sente que perdeu 
a beleza e a identidade e, após o novo corte, a pessoa se reencontra. 
Observando o quanto as pessoas valorizam sua aparência e seus 
cabelos, o mercado cosmético e de tratamento capilar vem ganhando 
cada vez mais espaço, inclusive, no mundo masculino, que, até décadas 
atrás, era pouco explorado. São facilmente observados a quantidade 
crescente de produtos para cabelos e barbas, as técnicas e os tratamen-
tos capilares, conforme o que se deseja obter. Além, é claro, do número 
de pessoas que se submete a tudo isso que é enorme, bem como o 
tempo despendido para estes cuidados, medida da importância que os 
pelos e os cabelos têm para nossa sociedade. Dentro desse quadro de 
culto à vaidade ou de cuidados com a vida, os cabelos têm posição 
de destaque (OLIVEIRA, 2007).
Assim, podemos salientar que o cabelo tornou-se fundamental 
para a construção da identidade do indivíduo. Por isso, a estética 
capilar e a tricologia (trichos = cabelo/ logia = estudo) tornam-se 
essenciais para o profissional de estética, principalmente aos que 
desejam trabalhar com cabelos e/ou pelos uma vez que estes pro-
fissionais são responsáveis pelo embelezamento pessoal, pela saúde 
capilar e pelo bem-estar das pessoas. Você já consegue perceber como 
é importante esta disciplina para sua profissão e a responsabilidade 
que você terá? Por estes motivos, você como um futuro profissional 
de estética de sucesso deve estar em busca constante de aperfeiçoa-
mento e aprendizado.
Antes Depois
Antes Depois
16
UNICESUMAR
Visto a importância dos pelos e dos cabelos para a humanidade ao longo dos tempos, percebemos que 
eles têm funções biológicas importantes. Eles podem servir para proteção contra radiação solar, atuar no 
controle térmico, têm ação sensorial, são barreira contra entrada de sujidades e microrganismos, entre 
outras funções, dependendo da região que se encontra. Por exemplo, os cabelos, que são os pelos da cabeça, 
exercem proteção contra radiação, impactos e atua no controle térmico do crânio, e isso é necessário uma 
vez que a nossa cabeça é muito exposta aos raios ultravioletas (UV). O cérebro tem um metabolismo 
elevado com grande sensibilidade ao aquecimento e necessita que a temperatura seja controlada, e a calota 
craniana precisa de proteção contra impactos (AZULAY, 2006; FIGUEIREDO; ALBUQUERQUE, 2013). 
Já os pelos nas axilas, também denominados hircos, e os pelos da genitália, os púbios, atuam na pro-
teção contra organismos patógenos e, de acordo com alguns autores, podem ter funções associadas à 
conservação de moléculas odoríferas produzidas nestas regiões as quais são relacionadas à reprodução, 
servindo para atração de parceiros sexuais (AZULAY, 2006; FIGUEIREDO; ALBUQUERQUE, 2013). 
Mas há quem conteste a permanência de pelos nestas regiões, não é mesmo? A maioria das mulheres e 
alguns homens se submetem a procedimentos dolorosos, ou gastam tempo e dinheiro para removê-los, 
definitivamente. Atualmente, os homens estão removendo os pelos de algumas regiões do corpo, como 
tórax, costas, axilas (os hircos) e da região pubiana (os púbios) e destinam os cuidados para os cabelos, 
pelos da face, a barba, e o bigode (pelos do lábio superior). Os pelos do nariz (vibrissas), da orelha (trágios), 
dos cílios e supercílios (sobrancelhas) também têm função protetora contra a entrada de microrganismos 
e outras partículas. 
Agora, convido você a conhecer a anatomia e fisiologia do pelo e do couro cabeludo bem como 
as principais diferençasdos cabelos nas grandes raças. Os pelos e os cabelos são órgãos anexos da 
pele (ou cútis) e fazem parte do sistema tegumentar. Você sabia que a pele é o maior órgão do corpo hu-
mano e possui diversas funções, tais como proteção mecânica, imunológica, termorregulação, sensorial, 
secretora, barreira contra organismos patógenos e radiação solar? (JUNQUEIRA, 2017; RIVITTI, 2018). 
Dada a importância da pele para o sistema tegumentar e para a estrutura dos nossos fios, foco desta 
disciplina, convido você a rever um pouco mais sobre ela, pois nas disciplinas de Anatomia Humana e 
Dermatologia e disfunções da pele, estudamos a pele e seus órgãos anexos, mas, aqui, a contextualização 
será na área de tricologia e estética capilar.
A pele recobre todo o corpo, formando uma camada protetora e tem a capacidade de regenerar-se 
rapidamente. O couro cabeludo é uma pele que recobre o crânio, possui diversos folículos pilosos (também 
conhecidos como folículos capilares) e glândulas sebáceas cuja epiderme tem alta regeneração. A pele 
é constituída por dois tecidos (Figura 4), que são (HALAL, 2016; JUNQUEIRA, 2017; RIVITTI, 2018):
1. Epiderme (mais externa): constituído por um epitélio estratificado pavimentoso querati-
nizado (com camada córnea), este tecido resiste à água e protege contra os patógenos. Tem a 
espessura de cerca de 50 células, e estas se renovam, constantemente. As células mais abundantes 
são os queratinócitos, os quais são formados por mitose (divisão celular) na camada basal da 
epiderme e se move em direção à camada mais externa da epiderme, a córnea, modificando-se 
pelo processo conhecido como queratinização. A epiderme tem mais três tipos de células: os 
melanócitos, as células de Langerhans e as de Merkel. Esse tecido pode ser dividido em cinco 
camadas: camada basal ou estrato germinativo; camada espinhosa; camada granulosa; 
camada lúcida; camada córnea.
17
UNIDADE 1
2. Derme (mais interna): este tecido fica abaixo da epiderme, compõem cerca de 90% do 
peso seco da pele, ele comunica a hipoderme com a epiderme. Uma vez que a epiderme não 
é vascularizada, a derme transfere os nutrientes do tecido inferior (hipoderme) para o tecido 
superior (epiderme), além disso, oferece termorregulação para a pele. Sua espessura pode variar 
conforme a região do corpo e é importante para a percepção sensorial (tato, temperatura e 
dor) e proteção imunológica da pele. As camadas que compõem a derme são: camada papilar 
(camada superficial) e camada reticular (camada interna), são encontrados nesta camada 
os folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas (entre outras estruturas).
Epiderme
Derme
Hipoderme
Haste do cabelo/Eixo do cabelo
Poro da glândula sudorípara
Cume epidérmico
Papila dérmica
Receptores sensoriais
Músculo eretor do pelo
Glândula sebácea
Ducto da glândula sudorípara
Folículo piloso/Folículo capilar
Glândula sudorípara
Nervo
Veia
Artéria
Figura 4 - Corte da pele
A Hipoderme ou tecido celular subcutâneo (ou tela subcutânea) não faz parte da pele, ele serve 
para unir a pele aos órgãos adjacentes. É constituído de tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo, 
formando o panículo adiposo. A sua vascularização fornece os nutrientes e as trocas gasosas às ca-
madas da pele. O tecido adiposo, responsável pelas famosas gorduras localizadas, possuem funções 
importantes, como curvas ao nosso corpo, reserva energética, proteção contra choques mecânicos e 
como isolante térmico (HALAL, 2016; JUNQUEIRA, 2017; RIVITTI, 2018).
Os pelos e os cabelos possuem estruturas filiformes e queratinizadas que se desenvolvem a partir de uma 
invaginação da epiderme, nos folículos pilosos (Figura 5), estes, por sua vez, são produzidos nos primeiros 
meses de vida intrauterina. São observados em quase toda a superfície corporal, exceto em algumas regiões 
bem delimitadas. A cor, o tamanho e a disposição deles variam de acordo com a cor da pele e região corporal. 
Existem dois tipos de pelos: o vellus (ou lanugo), pilosidade fina e clara e o pelo terminal, que corresponde 
ao pelo espesso e pigmentado (cabelos, barba, pilosidade pubiana e axilar). Eles crescem, descontinuamente, 
intercalando fases de repouso com o de crescimento (JUNQUEIRA, 2017; RIVITTI, 2018).,
18
UNICESUMAR
Você sabe quantos folículos capilares existem no couro cabeludo? Apesar de ter uma variação 
entre as pessoas, de acordo com Halal (2016), existem cerca de 100 mil folículos capilares no couro 
cabeludo e, em condições normais, podem cair, aproximadamente, 100 fios de cabelos por dia.
A unidade folicular é caracterizada por um feixe de folículos pilosos, em uma área de forma hexa-
gonal, envolvido por fibras de colágeno, presente na derme superior ou ao nível da entrada do ducto 
da glândula sebácea dentro do folículo piloso. Cada unidade folicular contém vários pelos do tipo 
terminal e poucos pelos do tipo vellus (PEREIRA et al., 2016). Tanto os pelos quanto os cabelos podem 
ser divididos em duas partes (Figura 5) (FRANGIE et al., 2016; RIVITTI, 2018):
Epiderme
Derme
Hipoderme
Haste do cabelo/
Eixo do cabelo
Raiz do cabelo
Músculo eretor do pelo
Glândula sudorípara
Matiz
Folículo piloso/Folículo capilar
Papila capilar
Nervo
Veia
Artéria
Tecido adiposo
Glândula sebácea
• Raiz (parte interna): é a 
parte intradérmica e por 
onde emerge o eixo do 
pelo ou do cabelo. Sendo 
constituída principalmen-
te pelo folículo piloso, pelo 
bulbo capilar, pela papila 
dérmica; pelo músculo 
eretor do pelo e pelas glân-
dulas sebáceas.
• Haste ou eixo do cabelo 
(parte externa): é a par-
te visível do fio, a que se 
projeta para o exterior da 
epiderme, é nesta região 
onde podem ser alteradas 
a cor e a forma do cabelo. 
É produzida pela matriz e 
é constituída pela medula, 
pelo córtex e pela cutícula. 
Figura 5 - Estrutura do cabelo/pelo
O folículo piloso é uma depressão em forma de túbulo, na pele ou no couro cabeludo, que contém 
a raiz do cabelo, são distribuídos por todo o corpo, exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés 
(FRANGIE et al., 2016). Toda a descrição morfológica do folículo piloso é baseada no pelo terminal 
em sua fase anágena (período de crescimento dos fios), o qual apresenta toda sua estrutura básica 
(PEREIRA et al., 2016). Ele tem, anatomicamente, dois segmentos: o superior ou permanente e o 
inferior ou transitório.
19
UNIDADE 1
Na região superior do folículo piloso, a glândula sebácea se anexa a ele, estende-se desde a inserção 
do músculo eretor de pelo (ou músculo piloeretor), na bainha radicular externa, até a superfície da 
pele (PEREIRA et al., 2016; RIVITTI, 2018). Na região inferior, encontra-se anexo o músculo eretor 
de pelo cuja contração puxa o pelo para uma posição mais vertical, tornando-o eriçado; compreende a 
região entre a inserção do músculo eretor do pelo até a base do bulbo (PEREIRA et al., 2016; RIVITTI, 
2018). Em algumas regiões corpóreas, está anexado o ducto excretor de uma glândula apócrina, que 
desemboca no folículo acima da glândula sebácea (RIVITTI, 2018).
O folículo piloso (Figura 6) compreende as seguintes estruturas: no segmento superior, encontra o 
infundíbulo, situado entre o óstio folicular, que é à saída do infundíbulo na superfície da pele, e ponto de 
inserção da glândula sebácea; o istmo, compreende a região da inserção do músculo eretor de pelo até a 
desembocadura da glândula sebácea dentro do folículo; o acrotríquio é a porção intraepidérmica do folículo; 
e o segmento inferior, situado abaixo do músculo eretor do pelo (PEREIRA et al., 2016; RIVITTI, 2018).
Ep
id
er
m
e
D
er
m
e
Haste do cabelo/
Eixo do cabelo
Te
ci
do
 a
di
po
so
 (H
ip
od
er
m
e)
Glândula
sebácea
Superfície da pele Nervo
Músculo eretor
do pelo
Glândula
sudorípara
Folículo piloso/
Folículo capilar
Bulbo do folículo piloso
Papila dérmica
Veia
 Artéria
Medula
Cabelo
Córtex
Cutícula
Bulbo do folículo piloso
Matriz
(zona de crescimento)
Papila capilar
Suprimento
sanguine
Bainha radicular
dérmica
Melanócito
Estrato basal
Membranabasal
A queratina é o principal
material estrutural que
compõe os cabelos,
unhas e pele.
External epithelial root sheath:
Internal epithelial root sheath:
Figura 6 - Estrutura anatômica do pelo/cabelo
O músculo eretor do pelo é um pequeno músculo liso, que está representado nas Figuras 5 e 6, que se 
estende da bainha radicular externa até a derme papilar. Ao se contrair, ele deixa o pelo perpendicular em 
relação à pele, caracterizando o arrepio (PEREIRA et al., 2016; RIVITTI, 2018). Este músculo tem a finalidade 
de manter a temperatura corporal quando estamos em ambientes com baixas temperaturas e também está 
relacionado à função sensitiva (FRANGIE et al., 2016; PEREIRA et al., 2016; RIVITTI, 2018). 
20
UNICESUMAR
O bulbo piloso ou bulbo capilar (Figura 6) 
situa-se no segmento inferior do folículo, é a estru-
tura mais espessa e em forma de bastonete. Nesta 
estrutura, contém a matriz do fio, onde os pelos e os 
cabelos crescem, também é o local em que se intro-
duz a papila dérmica (Figura 6). Esta, por sua vez, é 
uma pequena elevação em forma de cone localizada 
na base do folículo piloso, que se molda ao bulbo 
piloso, é ricamente vascularizada e inervada, tendo 
como principal função fornecer nutrientes necessá-
rios para o crescimento dos fios. Se você puxar o fio 
de cabelo desde a raiz conseguirá ver o bulbo piloso. 
E os melanócitos ativos encontram-se na matriz do 
fio (FRANGIE et al., 2016; RIVITTI, 2018).
A parte externa do pelo ou do cabelo, a haste, é 
constituída pela medula, pelo córtex e pela cutícula 
(Figura 6). É a parte que vemos e que, frequentemen-
te, a alteramos com cortes, cores e formas. É desta 
região do cabelo que a sua cliente reclamou e que, 
provavelmente, está prejudicada.
A Medula é a parte mais interna do fio, mas nem 
sempre está presente no cabelo. Quando presente, ela 
é variável, possuindo diferenças morfológicas signi-
ficativas, podendo ser classificada como grossa, fina, 
fragmentada ou ausente. Possui entre duas e cinco 
fileiras de células dispostas lado a lado cujas frequên-
cia e dimensões podem variar, ainda, na cabeleira 
de um mesmo indivíduo (HALAL, 2016). Estudos 
recentes apontam que ela atua nas propriedades me-
cânicas e da cor do cabelo (HALAL, 2016). Mas, de 
acordo com o autor, para a cosmetologia, a medula é 
um espaço vazio e não envolve os serviços de salão.
O Córtex compõe, predominantemente, a massa 
capilar, cerca de 90% do peso total do cabelo, con-
fere a ele resistência, flexibilidade, elasticidade e cor 
(HALAL, 2016; PEREIRA et al., 2016). É constituído 
de células queratinizadas, de forma retangular, que 
se conectam, hermeticamente. O córtex possui dois 
tipos de células denominadas paracórtex (rico em 
enxofre) e ortocórtex (pobre em enxofre). A cor 
natural do cabelo existe em função do pigmento que 
está presente nesta região (HALAL, 2016). Sendo 
assim, quando você altera, permanentemente, a cor ou 
a forma do seu cabelo, é nesta região que os produtos 
atuam. A estrutura proteica do córtex é responsável 
pelas propriedades físicas do cabelo (HALAL, 2016).
As colorações permanentes agem, basicamente, da 
seguinte forma: ocorre o clareamento dos pigmentos 
naturais do cabelo e, ao mesmo tempo, deposita os 
pigmentos que deseja (HALAL, 2016). Você acha que 
as tintas temporárias também atuam no córtex? A 
resposta é não, este tipo de tinta atua em outra estru-
tura do cabelo, na cutícula, que, na maioria das vezes, 
é transparente.
A cutícula, por sua vez, é formada por células so-
brepostas transparentes que revestem o córtex. Con-
tém uma camada externa, a epicutícula a qual recobre 
as células cuticulares e duas camadas mais internas, a 
exocutícula, que se situa logo abaixo da epicutícula e é 
extremamente resistente, e a endocutícula, a qual não é 
queratinizada e é hidrofílica (HALAL, 2016). Em geral, 
a cutícula é rígida e queratinizada, tem a função de 
proteger o córtex e a medula e também é responsável 
por proporcionar brilho, maciez e toque sedoso do ca-
belo saudável (FRANGIE et al., 2016; HALAL, 2016). 
A aparência externa saudável é regular, de textura lisa 
e coesa. A sua deterioração pode ser causada por ação 
mecânica, associada à ação de produtos cosméticos e 
do intemperismo (HALAL, 2016). Se a cutícula é uma 
barreira impenetrável a qual protege o córtex, inclusive 
da ação de produtos químicos, como são possíveis os 
procedimentos de coloração e alisamentos ou per-
manentes? Para que isto ocorra, é necessário um pH 
alto associado ao calor, com isto, a cutícula dilata-se, 
abrindo os poros cuticulares, e os produtos conseguem 
penetrar e chegar ao córtex (HALAL, 2016).
Nos cabelos saudáveis, as três camadas (medu-
la, córtex e cutícula) “se apresentam completamen-
te seladas devido suas proteínas, onde há ceramida 
e gordura que são produzidas naturalmente pelos 
fios, compondo assim o cimento intercelular, quando 
ocorre a deficiência de algum desses componentes, 
as escamas começam a se abrir deixando o fio frágil” 
(AUDI, 2017, p. 6). 
21
UNIDADE 1
Você percebeu que estas informações podem ajudá-lo(a) a explicar o Estudo de Caso? Aqui, 
você começa a entender as características de um cabelo saudável, em que os produtos atuam 
nas possíveis causas dos problemas capilares.
Você já refletiu sobre por que os cabelos possuem formas diferentes uns dos outros (lisos, ondulados, 
enrolados, encaracolados, crespos)? As diferenças nos formatos de cabelos estão relacionadas à origem 
genética do indivíduo. E isto pode ser caracterizado pelos três grandes grupos raciais, que consideram 
a formação primária dos continentes em blocos, provavelmente, na época cenozóica, durante o período 
quaternário (HALAL, 2016). As três grandes classes raciais são a mongolóide, a caucasóide e a negróide, 
suas principais características estão representadas na Figura 7 (BRAGA, 2014; HALAL, 2016).
Mongolóide 
• Inclui os descendentes de esquimós, dos povos do Extremo
 Oriente e dos índios americanos; 
• Cabelos lisos, denominado lisótrico, grossos e resistentes; 
• Possui onze camadas cuticulares; 
• São cabelos difíceis de colorir e de fazer permanente; 
• Quando cortados curtos, �carão perpendiculares ao couro
cabeludo.
Caucasóide 
• Inclui os descendentes de europeus; 
• Cabelos ondulados, denominado cinótrico, e resistentes; 
• Possui de oito a dez camadas cuticulares; 
• Respondem positivamente aos tratamentos desde os mais
simples aos mais complexos, ou seja, são os mais fáceis de
trabalhar.
Negróide 
• Inclui os descendentes de africanos e miscigenados; 
• Cabelos encrespados, denominado ulótrico, �nos e frágeis,
tendem a serem mais ressecados, necessitando de cuidados
especiais;
• Possui seis camadas cuticulares; 
• São os cabelos mais frágeis para alisar e descolorir; 
• Seus �lamentos de micro�brilas, na formação do seu córtex,
possuem poucas ligações dissulfetos, acarretando pouca
resistência;
• Possui algumas variações: cacheados, encaracolados e frisados.
Figura 7 - Características gerais sobre os cabelos dos três grandes grupos raciais 
Fonte: a autora.
22
UNICESUMAR
Lembrando que esta classificação é baseada na formação primária dos continentes, em blocos, que se-
parou a raça humana da época. Atualmente, temos uma alta miscigenação, podendo encontrar pessoas 
descendentes de japoneses com característica caucasóide ou negróide, entre outras variações. Sua cliente 
tem características de cabelo caucasóide, sendo assim, possui as características citadas anteriormente.
Como vimos, o folículo pi-
loso possui pelos, camadas 
proteicas e anexos, tais como 
as glândulas exócrinas (su-
doríparas e sebáceas). Todo o 
folículo piloso é acompanha-
do por uma glândula sebácea 
(BRAGA, 2014). Então, que 
tal conhecer a relação das 
glândulas exócrinas (su-
dorípara e sebácea) com o 
pelo e o couro cabeludo? 
Iniciaremos pela glândula 
sebácea (Figura 8).
Lembre-se: os pelos e os cabelos são órgãos anexos da pele, possuem estruturas filiformes e 
queratinizadas que se desenvolvema partir dos folículos pilosos. Existem dois tipos de pelos: 
o vellus (ou lanugo) e o pelo terminal. Eles crescem, descontinuamente, intercalando fases de 
repouso com fase de crescimento e podem ser divididos, anatomicamente, em:
• Raiz (parte interna): constituída pelo folículo piloso; bulbo capilar; papila dérmica; mús-
culo eretor do pelo e glândulas sebáceas.
• Haste ou eixo do cabelo (parte externa): constituída pela medula, córtex e cutícula.
Os fios possuem um ciclo biológico, constituído por três fases (anágena, catágena e telógena) 
e em, determinado momento, fatores intrínsecos (como hereditariedade) e extrínsecos, que 
determinam o seu envelhecimento.
Glândula sebácea
Folículo piloso e
glândula sebácea
Célula basal
Sebo
Sebócitos
Figura 8 - Glândula sebácea
As glândulas sebáceas situam-se na derme e seus ductos desembocam na porção terminal dos folículos 
pilosos, são glândulas exócrinas e holócrinas (Figura 8). Isto quer dizer que suas células que sintetizam 
a secreção morrem e fazem parte do produto por elas sintetizado, que, posteriormente, é expelido, 
secreção. Neste caso, sua secreção é conhecida como sebo ou óleo, a qual fornece a oleosidade natural 
do cabelo. Seu tamanho é, inversamente, proporcional ao tamanho do pelo e está distribuído pelo 
corpo todo, exceto na palma das mãos, na planta dos pés e no lábio inferior da boca (BRAGA, 2014).
23
UNIDADE 1
O sebo é controlado por hormônios, principalmente a testosterona, equilíbrio emocional, clima 
e alimentação gordurosa (BRAGA, 2014; OLIVEIRA et al., 2008). Ele lubrifica a pele, participa da 
elaboração do filme hidrolipídico de superfície e mantém a flexibilidade do estrato córneo. Além dis-
so, o sebo possui propriedades antibacterianas, antifúngicas e veicula os feromônios, que dão a cada 
indivíduo um odor característico (BRAGA, 2014).
Já as glândulas sudoríparas podem ser classificadas em écrinas e apócrinas e estão localizadas 
em quase toda a extensão da pele, sendo mais concentradas nas axilas, no conduto auditivo, nas pálpe-
bras, nas aréolas dos seios, na região perianal, no púbis, nos pequenos lábios e no prepúcio. Elas nem 
sempre estão anexadas a um pelo, sua secreção ajuda a equilibrar o pH do couro cabeludo e do cabelo 
e é despejada no funil folicular, localizado acima do canal excretor da glândula sebácea, possui canal 
excretor curto e retilíneo e se situa, mais profundamente, na derme (BRAGA, 2014). Estas glândulas 
estão representadas nas Figuras 4, 5 e 6. O problema de cabelo sem brilho, como relatado no estudo de 
caso, pode estar relacionado com alguma disfunção destas glândulas, em especial, da glândula sebácea, 
que proporciona a oleosidade e o brilho natural dos fios.
Você já parou para pensar como ocorre o mecanismo de reposição capilar? Este mecanismo foi 
descrito pela primeira vez, em 1891, pelo Adeodato Garcia e ficou conhecido como ciclo biológico 
do pelo (anágena, catágena e telógena), que está representado na Figura 9 e é composto por três 
fases, as quais são (HALAL, 2016; PEREIRA et al., 2016):
• Fase anágena: consiste no período de crescimento do fio, ou seja, o cabelo encontra-se em 
uma ativa produção de novas células no folículo piloso. É o período em que a matriz se mantém 
em atividade mitótica, produzindo o cabelo e a bainha radicular interna. A duração desta fase 
varia de três a cinco anos. Após o tempo máximo de crescimento do cabelo, a matriz para de se 
proliferar, indicando o término desta fase e iniciando a fase catágena.
• Fase catágena: esta fase consiste no período de transição, sinalizando o final da fase anágena. 
Nela, percebemos o encolhimento do fio de cabelo em cerca de um terço de seu comprimento, 
colocando a papila dérmica bem abaixo e sua parte inferior, abaixo da glândula sebácea. Tam-
bém ocorre o desaparecimento do bulbo capilar e a terminação da raiz fica com aparência de 
um bastão arredondado. As células param de produzir melanina, e a raiz fica com a aparência 
esbranquiçada. Nesta fase, também ocorre a preparação para um novo ciclo biológico do pelo, 
sendo produzidas as células germinativas. Esta fase dura de duas a três semanas, até que a região 
proximal da haste fique totalmente ceratinizada, assumindo a forma ovalada, denominada de 
clava, tendo em seu interior grânulos de melanina, entrando na fase telógena.
• Fase telógena: também conhecida como fase de repouso, pois o folículo permanecerá em repou-
so por um período de três a quatro meses. Esta fase consiste no período de queda do fio. Aqui, 
a bainha radicular interna desapareceu totalmente, e na externa resta apenas um saco epitelial 
que envolve a clava, o cabelo é eliminado após dois a quatro meses. O fio pode se ancorar nas 
paredes foliculares e, desta forma, se mantém na região até que um novo fio o empurre ou por 
meio de ação mecânica direta, como de pentear os cabelos. A desmogleína 3 pode estar envolvida 
na fixação do pelo telógeno ao segmento superior do folículo piloso. O pelo é eliminado com a 
clava limpa, ou seja, sem o saco epitelial. Esta fase não é inativa e apresenta uma atividade me-
tabólica intensa, controlando a fase de expulsão do fio telógeno, que é a teloptose ou exógeno.
24
UNICESUMAR
REALIDADE
AUMENTADA
Ciclo Biológico do Pelo/Cabelo
Figura 9 - Ciclo biológico do pelo/cabelo
Anágena Catágena Telógena Anágena precoce
Haste do cabelo/
Eixo do cabelo
Papila dérmica Matriz do cabelo
Coluna epitelial
Glândula sebácea
Músculo eretor
do pelo
Em um primeiro momento, na clava do pelo telógeno são 
produzidas substâncias que inibem a formação de um novo 
anágeno, e, quando a clava é eliminada, essas substâncias de-
saparecem e um novo pelo anágeno começa a ser formado 
(PEREIRA et al., 2016). Somente no final da fase telógena as 
células-tronco começam a se proliferar, e o novo pelo telógeno 
é projetado (PEREIRA et al., 2016).
O ciclo se repete a cada quatro ou cinco anos de forma 
ininterrupta, sendo que o tempo de vida médio de um fio 
de cabelo é de quatro anos. Nos seres humanos, cada pelo 
está em uma fase independente dos demais, isto é conhecido 
como “crescimento em mosaico”, desta forma nosso couro 
cabeludo e nossa pele não fica desnuda, exceto quando ocor-
rem as alopecias (PEREIRA et al., 2016). Se o ciclo de vida 
de todos os fios fosse ao mesmo tempo, teríamos épocas em 
que ficaríamos sem cabelos ou pelos. Imagine como seria se 
não tivéssemos pelos ou cabelos algum no corpo. Para mim 
seria muito estranho.
25
UNIDADE 1
Quando se analisa o couro cabeludo, 
verifica-se que 85% dos fios se encontram 
na fase anágena, 1% na fase catágena e 14% 
na fase telógena. Admitindo-se uma média 
de 100 mil fios de cabelos no couro cabe-
ludo, uma queda de até 100 fios diários é 
considerada normal. O crescimento dos 
pelos ocorrem sob influência de vários 
fatores, tais como (OLIVEIRA et al., 2008):
• Genético: confere a distribuição, a 
quantidade, a cor, a espessura dos 
pelos, o aumento e a queda capilar.
• Hormonal: vários hormônios são 
envolvidos, entre eles há os tireoi-
dianos que estimulam a atividade 
folicular e os hormônios sexuais 
que influenciam o crescimento 
dos pelos.
• Ambiental: altas temperaturas es-
timulam o crescimento dos fios; 
no verão, os cabelos tendem a cres-
cer mais rápido do que nos demais 
períodos do ano (locais onde pos-
sui as estações do ano definidas).
• Metabólicos: carência de alguns 
nutrientes, como ferro, vitaminas, 
proteínas e minerais, e uma dieta 
hipercalórica podem promover 
aumento na queda dos cabelos.
• Emocionais: alterações emocio-
nais (ansiedade, depressão, estres-
se) podem levar à queda de cabelos 
e, até mesmo, à alopecia areata.
26
UNICESUMAR
O pH do cabelo é uma característica importante dos cabelos, principalmente para você, futuro pro-
fissional de estética capilar. Para compreender esta característica, antes recordaremos a escala do pH 
(Figura 10) à qual se refere o potencial hidrogeniônico de um meio, ou seja, ela indica as concentrações 
de íons de hidrogênio(prótons, H+) e de íons hidróxido (OH-). Ela é logarítmica e representa a con-
centração de H+, indica a acidez ou a alcalinidade em uma solução aquosa. Esta escala mede a acidez 
(H+), mas não a alcalinidade (OH-); no entanto subentende que a alcalinidade aumenta, enquanto a 
acidez diminui, ela varia de 0 (1 × 10-0) à 14 (1 × 10-14), sendo que pH menor que 7 são considerados 
ácidos, acima de 7 alcalinos e 7 neutros (HALAL, 2016; NELSON; COX, 2014). O pH da pele é 5,4 a 
5,8, e o pH do cabelo é 4,5 a 5,5, considerado levemente ácido, como pode ser observado na Figura 10 
(BRAGA, 2014; HALAL, 2016).
ÁCIDO NEUTRO ALCALINO
Figura 10 - Escala do pH
Qual a importância do pH na estética capilar? Ter o conhecimento sobre o pH do cabelo e da pele 
é importante para utilização de soluções e tratamentos. Por exemplo: o que é um xampu neutro? Se 
perguntar a qualquer químico, ele responderá que são xampus com pH igual a 7, este se refere ao pH 
químico, mas, ao considerarmos o pH fisiológico, haverá uma variação, sendo considerado aqueles 
com pH semelhante ao do cabelo (BRAGA, 2014). Ao utilizar produtos capilares com o mesmo pH 
do cabelo, a estrutura capilar não é alterada, e tanto a textura quanto o brilho serão normalizados 
(BRAGA, 2104; HALAL, 2016).
As soluções ácidas (pH 1,0 – 4,5) contraem e endurecem o cabelo, as cutículas fecham, e a porosi-
dade é reduzida, consequentemente, seu brilho aumenta. Agora, se você quer volume no cabelo, pode 
usar produtos com pH 5,5 a 10,0, eles aumentam a porosidade à medida que as cutículas dilatam-se, 
porém os cabelos podem ficar com aparência ressecada e opaca. Substâncias muito ácidas ou muito 
alcalinas podem dissolver os cabelos (HALAL, 2016).
Você notou que o brilho e a maciez do cabelo podem estar relacionados com o pH? Portanto, uma 
possível explicação para o Estudo de Caso pode ser relacionada com este parâmetro. Provavelmente, 
o pH capilar da cliente está acima de 5,5 (fisiologicamente, alcalino) e, consequentemente, as cutículas 
estão dilatadas, resultando em um cabelo ressecado e opaco. Qual seria o tratamento ideal neste caso? 
Qual tipo de produto poderia ser usado para recuperar o pH capilar? 
Você percebeu que nosso cabelo gosta de acidez, portanto, produtos ácidos proporcionarão aos 
cabelos equilíbrio químico e fisiológico, ou seja, recupera o pH fisiológico dos cabelos. Porém, em al-
guns casos, é necessário o uso de produtos alcalinos para alcançar o efeito estético desejado (BRAGA, 
2014), isto será trabalhado um pouco mais nos próximos ciclos.
27
UNIDADE 1
Você que deseja se aprofundar um pouco mais no universo da Trico-
logia, indico a leitura do livro:
Milady® Tricologia e a química cosmética capilar /John Halal (2016).
Este livro explica, de forma minuciosa e com uma linguagem clara, 
os principais conceitos sobre os cabelos, os produtos e as técnicas 
utilizadas na estética capilar. Também pode ajudar você a resolver o 
estudo de caso. Bom estudo!
Agora, convido você a dar um zoom nos fios, mergulhando nas principais características histológi-
cas, químicas e físicas do cabelo, ou seja, nas principais células que os constituem (características 
histológicas), nas moléculas químicas do cabelo (como a queratina) e, por fim, nas características físicas 
(forma, cor, elasticidade etc.).
Começaremos pela raiz do cabelo. Ela é formada na papila dérmica através das células que a recobre 
e de onde emerge o eixo do cabelo (JUNQUEIRA, 2017). Na fase de crescimento, as células da raiz 
multiplicam-se e se diferenciam em vários tipos celulares, da seguinte forma: nos pelos grossos e nos 
cabelos, as células centrais da raiz produzem células grandes, vacuolizadas e fracamente queratiniza-
das, formando a medula; ao redor da medula, diferenciam-se células mais queratinizadas e dispostas, 
compactamente, originando o córtex; as células mais periféricas formam a cutícula, constituída por 
células fortemente queratinizadas que envolvem o córtex como escamas; e, por fim, as células epiteliais 
mais periféricas, originam-se duas bainhas epiteliais, que envolvem o eixo do cabelo na sua porção 
inicial, as quais são (1) a bainha externa contínua com o epitélio da epiderme e (2) a interna que 
desaparece na altura da região onde desembocam as glândulas sebáceas no folículo (JUNQUEIRA, 
2017). Separando o folículo capilar do tecido conjuntivo que o envolve, encontra-se a membrana 
vítrea, que é uma membrana basal muito desenvolvida. O tecido conjuntivo que envolve o folículo 
forma a bainha conjuntiva do folículo capilar (JUNQUEIRA, 2017).
Figura 11 - Filamento intermediário da queratina
28
UNICESUMAR
Você sabia que o cabelo tem uma força extraordinária? Estima-se que o cabelo saudável, 
com cerca de cem mil fios, pode levantar mais de 12 mil toneladas, devido à sua estrutura de 
subfibras e ligações de dissulfeto.
A proteína que constitui o cabelo 
é a α-queratina (Figura 11), co-
mumente conhecida como que-
ratina. É uma proteína fibrosa, 
adaptada à função estrutural e 
é encontrada apenas em mamí-
feros (NELSON; COX, 2014). 
Nos seres humanos, constitui, 
praticamente, todo peso seco 
dos cabelos, pelos, unhas e epi-
derme (NELSON; COX, 2014). 
Elas foram desenvolvidas para 
força, isto foi possível, devido a 
seu arranjo molecular, tendo sua 
conformação primária do tipo 
hélice α voltada para a direita. 
Cutícula sobreposta
Células com 18-MEA
e outros lipídios na
superfície
Seção transversal
da cutícula
Célula cortical
Proteína da matriz
Micro�brila
Macro�brila
Medula
Córtex
Cutícula
Figura 12 - Estrutura do cabelo e seus filamentos
Duas cadeias de α-queratina, orientadas em paralelo, enroladas uma sobre a outra, formando uma es-
piral supertorcida, semelhante às fibras trançadas de uma corda, resultando em força (NELSON; COX, 
2014). Estas se combinam em estruturas mais complexas, chamadas de protofibrilas, e cerca de quatro 
protofibrilas formam os filamentos intermediários, presentes no interior das células do cabelo (Figura 
12) (NELSON; COX, 2014).
As proteínas são formadas por aminoácidos, ligados entre si por uma ligação covalente, denomi-
nada ligação peptídica, também conhecida como ligação terminal, e longas cadeias de aminoáci-
dos formam os polipeptídeos, como a α-queratina (NELSON; COX, 2014). A α-queratina é rica nos 
aminoácidos hidrofóbicos alanina (Ala), valina (Val), leucina (Leu), isoleucina (Ile), metionina (Met) 
e fenilalanina (Phe), os quais conferem a sua característica hidrofóbica (NELSON; COX, 2014).
29
UNIDADE 1
As cadeias polipeptídicas são conectadas por li-
gações peptídicas e ligações laterais. Unidas, elas 
formam as fibras e a estrutura capilar, e estas li-
gações conferem ao cabelo em sua conformação 
natural, força e elasticidade. As ligações peptídi-
cas são as ligações mais fortes do cabelo e, dificil-
mente, ocorre o seu rompimento, porém, quando 
isso ocorre, os fios podem se quebrar (HALAL, 
2016). As ligações laterais unem as cadeias po-
lipeptídicas, aumentando, assim, sua resistência. 
Na α-queratina, são três: as ligações dissulfeto, as 
ligações salinas (ligações iônicas) e as ligações 
de hidrogênio (HALAL, 2016; NELSON; COX, 
2014). Os procedimentos de mudança temporá-
ria e permanente do fio (escovas, relaxamentos 
e alisamentos) são possíveis por meio de alte-
rações destas ligações, então, entendê-las faz-se 
necessário para o domínio das técnicas capilares 
(HALAL, 2016).
As ligações dissulfeto são ligações covalentes, 
que estabilizam a estrutura quaternária da α-que-
ratina. Elas ocorrem entre pares dos resíduos de 
Cys (cisteínas), pela união dos átomos de enxofre 
(S), formando a cistina (HALAL, 2016; NELSON; 
COX, 2014). Os produtos químicos de ondula-
ção permanente, relaxamento e alisamento atuam 
modificando estas ligações.
As ligações salinas ou iônicas são ligações 
Vamos lembrar um pouco da Química 
básica:
• Ligações covalentes: interação en-
tre átomos não metálicos, por meio 
de compartilhamento de elétrons. 
Elas são consideradas fortes umavez que, para romper esta intera-
ção, é necessária uma alta energia 
de dissociação de ligação.
• Ligações salinas ou iônicas: é a 
interação de íons com cargas elé-
tricas opostas.
• Ligações de hidrogênio: ocorre por 
meio de uma atração eletrostática 
entre o hidrogênio (polo positivo) 
de uma molécula com oxigênio, ou 
nitrogênio, ou flúor (polo negativo) 
de outra molécula. Esta interação é 
comumente observada na molécu-
la de água.
fracas, que podem ser alteradas pela ação de soluções alcalinas (pH 8 – 14), isto resulta na abertura 
da cutícula (HALAL, 2016). As ligações de hidrogênio são ligações mais fracas, comparadas com as 
anteriores, podendo ser rompidas apenas com adição de água e retornar à sua conformação natural 
quando seco naturalmente. O cabelo, ao absorver água, as ligações de hidrogênio se rompem e, com 
isto, as cadeias polipeptídicas se afastam, fazendo que o fio se dilate (HALAL, 2016).
As mudanças temporárias na forma do cabelo, muito utilizadas em penteados e escovas, são rea-
lizadas por causa do rompimento das ligações de hidrogênio, que permite mais flexibilidade ao fio, 
o suficiente para ser alinhado com o auxílio de ferramentas (escova ou prancha). Quando a água é 
removida (ao secar), as ligações de hidrogênio são novamente formadas. Lembrando que quando o 
cabelo é molhado novamente, a forma natural retorna (HALAL, 2016). É muito comum vermos as 
mulheres correrem da chuva para não estragar a “chapinha”, aqui está a explicação.
30
UNICESUMAR
Você já percebeu que, em dias muito úmidos, as escovas ou os alisamentos temporários 
não têm um bom resultado? Isso acontece uma vez que o cabelo absorve a água presente 
na atmosfera, as ligações de hidrogênio são rompidas, e o cabelo retorna sua conformação 
natural, não permanecendo na forma desejada.
O Quadro 1 mostra as ligações do cabelo e suas características de forma resumida:
Quadro 1- Cabelo e suas características
LIGAÇÃO FORÇA ROMPIDA POR RECUPERADA POR
Hidrogênio Média Água Secagem
Salina Fraca Alterações no pH Normalizando o pH
Dissulfeto Forte
Permanentes e 
relaxantes de 
tióis; relaxantes 
hidróxidos; calor 
extremo
Oxidação com 
neutralizador; con-
vertido em ligações 
de lantionina (é um 
aminoácido)
Peptídica Forte Depiladores químicos
Não recupera, o 
cabelo se dissolve
Fonte: adaptado de Frangie et al. (2016).
O cabelo é composto, aproxi-
madamente, de 90% de proteína 
(α-queratina) e o restante por 
água e lipídios. Como sabemos, 
todos constituintes do cabelo 
são formados por elementos 
químicos que são o carbono 
(C), oxigênio (O), hidrogênio 
(H), nitrogênio (N) e enxofre 
(S), comumente conhecidos 
como elementos COHNS. O 
Quadro 2 demonstra o percen-
tual médio de cada elemento 
presente nos cabelos.
Quadro 2 - Percentual médio de cada elemento presente nos cabelos
Elemento químico Percentual
Carbono (C) 51%
Oxigênio (O) 21%
Hidrogênio (H) 6%
Nitrogênio(N) 17%
Enxofre(S) 5%
Fonte: Halal (2016, p. 96).
As propriedades físicas do ca-
belo são: espessura, elasticidade, 
permeabilidade, densidade, cor 
e forma ou padrão de onda, ca-
racterísticas que você consegue 
perceber facilmente. A espessu-
ra refere-se ao diâmetro do ca-
belo, podendo ser classificado 
como fino, médio ou grosso. 
Como é uma propriedade im-
portante, será abordada em tó-
pico específico ainda neste ciclo 
(FRANGIE et al., 2016).
31
UNIDADE 1
A elasticidade diz o quanto o cabelo pode ser estirado e con-
traído, naturalmente, sem se quebrar, como um elástico. Esta 
propriedade do cabelo é uma indicação de força das ligações 
laterais que prendem as fibras individuais do cabelo no lugar 
(FRANGIE et al., 2016). Um cabelo normal, quando molhado, se 
esticará até 50% do seu comprimento original, retornando a este 
comprimento sem se quebrar e, quando seco, pode se estender 
cerca de 20% de seu comprimento. O cabelo com pouca elastici-
dade é frágil e quebra facilmente. Quando o cabelo está assim, os 
serviços químicos requerem soluções mais suaves, com pH mais 
baixo para minimizar os danos e evitar novos traumas (FRAN-
GIE et al., 2016). Outra possível explicação para a fragilidade do 
cabelo da cliente do estudo do caso é a pouca elasticidade capilar.
Você consegue verificar a elasticidade dos cabelos fazendo o 
seguinte procedimento: deve pegar quatro mechas pequenas de 
cabelos molhados de áreas diferentes da cabeça (linha frontal, 
têmporas, coroa e nuca), após, segure, firmemente, uma única me-
cha e tente quebrá-la. Se o cabelo quebrar facilmente, ou demorar 
em retornar ao seu comprimento original, este tem elasticidade 
baixa, já se ele retornar ao seu comprimento sem se quebrar, tem 
elasticidade normal (FRANGIE et al., 2016).
A permeabilidade (ou porosidade) refere-se à capacidade de 
o cabelo absorver umidade (Figura 13). O grau da porosidade 
está relacionado à condição da cutícula. Um cabelo saudável 
é, naturalmente, resistente à umidade (baixa permeabilidade), 
denominado hidrofóbico. 
Já cabelos porosos têm uma 
cutícula levantada que absor-
ve facilmente a umidade (alta 
permeabilidade), denomina-
dos hidrofílicos (FRANGIE 
et al., 2016). Para realização 
de procedimentos em cabelos 
com baixa permeabilidade, é 
necessário usar soluções al-
calinas que ajudam a levan-
tar a cutícula e aumentar a 
porosidade capilar, já os ca-
belos com permeabilidade 
média são considerados nor-
mais, e os serviços químicos 
ocorrem como o esperado de 
acordo com a espessura, já os 
cabelos com alta permeabili-
dade são frágeis, danificados 
e quebradiços, necessitam de 
produtos com pH mais baixo, 
que ajudam a prevenir o super 
processamento e novos danos 
(FRANGIE et al., 2016). 
Figura 13 - Porosidade ou permeabilidade do cabelo
A explicação do Estudo de Caso relacionado com o pH pode ser complementada com as informações 
obtidas aqui uma vez que cabelos com pH alto as cutículas se abrem e, consequentemente, aumenta a 
permeabilidade ou a porosidade, o que leva ao rompimento das ligações laterais da queratina, resul-
tando nos cabelos frágeis e quebradiços.
32
UNICESUMAR
A densidade refere-se à quantidade de fios existentes por cm2, ou seja, diz a quantidade de fios 
existentes na cabeça. Ela pode ser classificada como baixa, média ou alta (ou fina, média ou grossa/
densa). Geralmente, a densidade do cabelo é de 2.200 fios de cabelo por 2,5 cm2 (FRANGIE et al., 2016). 
Existe uma relação interessante entre a densidade e a cor do cabelo, em geral, os ruivos (~140.000 fios 
de cabelo na cabeça) e os loiros (~110.000 fios de cabelo na cabeça) possuem uma densidade maior 
que as pessoas com cabelos castanhos (~108.000 fios de cabelo na cabeça) e pretos (~80.000 fios de 
cabelo na cabeça) (FRANGIE et al., 2016).
O pigmento responsável pela cor natural dos cabelos e dos pelos é a melanina. Mas, se apenas a me-
lanina dá a cor, por que existem cabelos de cores diferentes, como castanhos, pretos, loiros, vermelhos? 
Porque a variedade de cor natural é possível, por meio da combinação entre dois tipos de melanina: a 
eumelanina e a feomelanina. Também tem a tricosiderina, derivada da feomelanina, sua diferença 
é a presença do elemento ferro (Fe) em sua molécula, conferindo a cor vermelha (HALAL, 2016).
A coloração dos cabelos é uma característica genética e resultante da combinação dos pigmentos de 
melanina no córtex capilar. A eumelanina é o tipo mais comum de melanina, e a coloração resultante 
vai do marrom ao preto; a feomelanina, do loiro ao vermelho; e o branco é a cor real da queratina sem 
os pigmentos, ou seja, a única diferença dos cabelos brancos é que eles não têm melanina (HALAL, 
2016). A quantidade de grânulos de melanina é importante para a definição da cor do cabelo, que pode 
alterar, significativamente, entre os 13 e 20 anos de idade, escurecendo. A quantidade de melanina 
também pode facilitar ou dificultar a mudança de cor dos fios. Em geral, quanto maior a densidade 
da melanina maior o escurecimento é mais difícil à alteração de cor (HALAL, 2016).
A formado cabelo ou o padrão de onda é classificado, basicamente, em liso, ondulado, enrolado 
ou crespo (Figura 14). Esta é uma característica herdada, geneticamente. Como vimos anteriormente, 
existem três grandes raças (mongoloides, caucasianos e negroides), porém há uma variação entre 
elas, devido, principalmente à miscigenação. Mas, vias de regra, os mongoloides tendem a ter cabelos 
extremamente lisos, os caucasianos tendem a ter cabelos ondulados e os negroides tendem a ter os 
cabelos encaracolados ou crespos (FRANGIE et al., 2016).
Figura 14 - Tipos de cabelo
33
UNIDADE 1
A ondulação pode ter padrão variado de ponta a 
ponta do fio de cabelo de uma mesma pessoa, ou 
ter quantidade de ondas diferentes em diferentes 
áreas da cabeça (FRANGIE et al., 2016). O forma-
to da secção transversal do fio determina o grau 
da ondulação (Figura 15): fio com secção trans-
versal redonda é liso; fio com secção transversal 
ovalada ou achatada é ondulado ou enrolado; e 
um fio com secção transversal achatada ou elíp-
tica é crespo (FRANGIE et al., 2016).
Estrutura e disposição do folículo piloso
Seção transversal do cabelo
Cabelo liso Cabelo ondulado Cabelo encaracolado
Figura 15 - Estrutura e arranjo do folículo capilar e corte 
da seção transversal do cabelo
Nos humanos, existem dois tipos de pelo: o 
vellus/lanugo, que é uma pilosidade fina e clara 
(pouco desenvolvida) e o pelo terminal, que cor-
responde ao pelo espesso e pigmentado (cabelos, 
barba, pilosidade pubiana e axilar) (HALAL, 2016; 
JUNQUEIRA, 2017; PEREIRA et al., 2016; RI-
VITTI, 2018). Um mesmo folículo piloso é capaz 
de produzir os dois tipos de pelos. Estes dois tipos 
de pelos são muito semelhantes, sendo a diferença 
básica o tamanho (PEREIRA et al., 2016).
Os pelos de tipo vellus são curtos, geralmente, 
tem dois cm de comprimento, finos e sedosos, 
não possuem medula, melanina e músculo eretor 
de pelo. São encontrados nas pálpebras, testa, es-
calpo calvo, corpo das crianças e dos bebês. Nos 
bebês recém-nascidos, este pelo recebe o nome 
de lanugo, sendo classificado por alguns autores 
como um terceiro tipo de pelo. Após a puberdade, 
os pelos vellus de algumas regiões do corpo são 
substituídos por pelos terminais (HALAL, 2016; 
PEREIRA et al., 2016).
O pelo terminal é grosso e pigmentado (ex-
ceto os grisalhos), normalmente, possui medula 
e músculo eretor de pelo. Os pelos curtos, como 
os encontrados nas sobrancelhas e cílios, são os 
pelos terminais primários, que, após a puberda-
de, em algumas regiões do corpo, são substituídos 
por pelos terminais secundários. Estes são en-
contrados no couro cabeludo, barba, peito, costas, 
pernas e região pubiana (HALAL, 2016). Na calví-
cie masculina, os folículos param de produzir os 
pelos terminais secundários e passam a produzir 
o tipo vellus novamente (HALAL, 2016).
Alguns pelos terminais possuem denomina-
ções especiais, mencionados no início deste ciclo, 
mas os retomarei, pois você poderá se deparar 
com essas denominações durante o exercício da 
sua profissão, as quais são:
• Cabelos: pelos da cabeça.
• Hircos: pelos das axilas.
• Vibrissas: pelos das narinas.
• Púbios: pelos da região pubiana.
• Trágios: pelos da orelha (meato acústico 
externo).
• Barba: pelos da face.
• Bigode: pelos do lábio superior.
• Cílios: pelos das bordas livres das pálpe-
bras.
• Sobrancelhas: pelos dos supercílios. 
Os pelos podem ser classificados de acordo com 
seu diâmetro, os do tipo vellus são os fios com 
diâmetro menor ou igual a 0,03 mm, os interme-
diários são pelos com diâmetros que variam de 
34
UNICESUMAR
0,03 a 0,06 mm, e os terminais são pelos com diâmetro igual ou maior a 0,06 mm (PEREIRA et al., 
2016), porém esta classificação não é amplamente aceita e pode ser arbitrária.
A espessura do cabelo é o diâmetro do cabelo individual, podendo ser classificada em fina, média 
ou grossa e pode variar de fio para fio na cabeça do mesmo indivíduo (FRANGIE et al., 2016; HALAL, 
2016). A espessura do cabelo é uma das propriedades controlada, geneticamente, assim, varia de acordo 
com a origem racial do indivíduo. Em geral, o cabelo fino é frágil e mais suscetível aos danos causados 
no salão, por este motivo, processa os efeitos dos produtos químicos, rapidamente. Já os cabelos gros-
sos são mais fortes e resistentes aos procedimentos em geral (HALAL, 2016). Os cabelos médios são 
a espessura mais comum e é o padrão de comparação para os demais cabelos, estes não apresentam 
problemas ou precauções especiais (FRANGIE et al., 2016).
Como todas as células vivas, os pelos também envelhecem, e este envelhecimento é gradual e po-
tencializado por fatores extrínsecos, tais como exposição excessiva ao sol, alimentação inadequada, uso 
de álcool, tabaco e poluição do ar (Figura 16), e também fatores intrínsecos ou hereditários, como o 
envelhecimento cronológico (AUDI et al., 2017). Então, que tal conversarmos um sobre as alterações 
fisiológicas do envelhecimento do pelo? 
Fatores
ambientais
Cabelos dani�cados Cabelos normais
Figura 16 - Fatores ambientais causam danos aos cabelos
Quando se inicia o envelhecimento dos fios, observa-se a perda da densidade capilar, da sua espessura 
e da sua cor natural, resultando nos “cabelos brancos” (Figura 17). Além disso, também há a diminuição 
e o encurtamento dos fios na cabeça, este ocorre na fase de crescimento dos fios, e, com o passar dos 
tempos, os folículos terminais secundários transformam-se e voltam a produzir os pelos do tipo vellus 
(AUDI et al., 2017; HALAL, 2016).
Estudos demonstram que a rarefação (redução no crescimento capilar) ocorre, normalmente, em 
ambos os sexos, a partir dos 70 anos de idade. Podem ocorrer algumas tricoses (doenças capilares) 
que intensificam a queda capilar, tais como a alopecia androgenética; alopecia areata; eflúvio telógeno; 
líquen plano pila; alopecias cicatriciais, entre outros (AUDI et al., 2017; HALAL, 2016).
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3474
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UNIDADE 1
Figura 17 - Envelhecimento dos cabelos e da pele
Pelos motivos mencionados nesta unidade, comumente, as pessoas 
buscam ajuda de um especialista para saberem se a quantidade 
de queda dos cabelos está normal, se os cabelos estão realmente 
saudáveis ou, ainda, quais são os tratamentos recomendados para 
seu tipo de cabelo. Sendo assim, é importante você, como futuro 
profissional da área, conhecer e saber como são as características 
de um cabelo e couro cabeludo saudável e como tratá-los. A partir 
disso, você conseguirá avaliar e indicar o melhor tratamento ou 
cuidados diários a seus clientes.
Bom, acredito que você tenha percebido o quanto é importan-
te conhecer as características dos pelos e do cabelo, como eles se 
desenvolvem e quais possíveis alterações estruturais podem ser 
prejudiciais à saúde capilar. Também é possível resolver o estudo 
de caso do início, tendo a alteração no pH do cabelo da sua cliente 
como uma possível causa do seu problema capilar uma vez que o 
aumento do pH capilar leva à abertura da cutícula. Isso aumen-
ta a permeabilidade/porosidade, que pode causar o rompimento 
das ligações laterais dos filamentos de queratina, resultando na 
fragilidade, na redução do brilho e maciez do cabelo. A alteração 
do pH pode ocorrer, devido ao excesso de tratamentos químicos. 
Para resolver o problema, inicialmente, deve-se recuperar o pH do 
cabelo, indicado por meio de tratamentos. Para ajudar você com a 
escolha dos produtos e dos tratamentos adequados, os próximos 
ciclos ajudarão. Além disso, a causas do problema do Estudo de Caso 
podem ser outras, as quais você terá a oportunidade de conhecer 
nos próximos ciclos.
Jovem Velho
Cabelo
pigmentado
 Pele mais lisa
Cabelo
grisalho
 Rugas
profundas
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Olá, aluno(a)! Estamos chegando ao encerramento deste primeiro ciclo e convido 
você a fazer uma verificação crítica dos conhecimentos que você adquiriu, preen-
chendo o Mapa de Empatia a seguir, ao responder às seguintes questões:
O que PENSA E SENTE? O quevocê pensa sobre a importância dos pelos e cabelos 
para o homem? Como você se sente sobre os conhecimentos adquiridos neste ciclo? 
Quais são seus sonhos ao estudar a Estética capilar e Tricologia? E quais são suas 
preocupações?
O que OUVE? Quais pessoas e ideais te influenciam na Estética Capilar e Trico-
logia? O que você escuta sobre os pelos? O que ouve sobre as propriedades físicas do 
cabelo? Quais características do cabelo que você mais escuta as pessoas reclamarem?
O que VÊ? Qual parte do cabelo você vê (haste ou raiz)? Qual(is) forma(s) de 
cabelo você vê com maior frequência (liso, ondulado, enrolado ou crespo)?
O que FALA E FAZ? Que você faz para aprender mais sobre os cabelos? O que 
você fala sobre o ciclo do cabelo? O que você fala sobre os tipos de pelos? O que você 
faz com seus cabelos?
Quais são as DORES? Qual dos conhecimentos, abordados neste ciclo, você teve 
maior dificuldade em compreender? Qual(is) dificuldade(s) precisa superar para 
conseguir o que deseja com o curso?
Quais são as NECESSIDADES? O que você acha que precisa fazer para superar 
suas dificuldades? O que você deseja alcançar com este curso?
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1. Os pelos e os cabelos são órgãos anexos da pele (ou cútis) e fazem parte do sistema tegumentar. 
Eles são estruturas filiformes e queratinizadas que se desenvolvem a partir de uma invaginação 
da epiderme, nos folículos pilosos e podem ser divididos, anatomicamente, em duas partes: haste 
e raiz (FRANGIE et al., 2016; JUNQUEIRA, 2017; RIVITTI, 2018).
Com base nas informações apresentadas sobre os pelos e os cabelos, avalie as asserções a seguir:
I) A raiz do cabelo é a parte intradérmica do fio e é constituída principalmente pelo folículo piloso; 
bulbo capilar; papila dérmica; músculo eretor do pelo e glândulas sebáceas.
II) A haste do cabelo ou eixo do cabelo é a parte externa do fio, é produzida pela matriz e constituída 
pela medula, pelo córtex e pela cutícula.
III) O folículo piloso é uma depressão em forma de túbulo na pele ou no couro cabeludo, que contém 
a raiz do cabelo, são distribuídos por todo o corpo, exceto nas palmas das mãos e plantas dos pés.
IV) A unidade folicular é caracterizada por um feixe de folículos pilosos, e esta contém apenas um 
tipo de pelo.
É correto o que se afirma em:
a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
2. Uma mulher negra, de cabelos crespos, foi até uma clínica de estética capilar com o desejo de 
fazer modelagem e finalização dos fios (cachos permanentes). Sabemos que esses cabelos me-
recem uma atenção especial, devido às características dos fios, sendo esses classificados como 
finos e frágeis (BRAGA, 2014; HALAL, 2016). Sendo assim, o esteticista capilar necessita conhecer 
as características biológicas do cabelo crespo e onde e como os produtos atuam, evitando, assim, 
danificar os cabelos de sua cliente.
Levando em consideração as informações apresentadas, qual das afirmações a seguir melhor 
condiz com as características naturais do cabelo desta cliente:
a) Os cabelos crespos são considerados frágeis para alisamentos, isto se deve por ter muitas ligações 
laterais em seus filamentos de microfibrilas.
b) A medula é a camada mais interna dos fios e, nos cabelos crespos, esta estrutura confere resistência 
para descolori-lo uma vez que possui pigmentos de melanina.
c) A cutícula é formada por células sobrepostas transparentes que revestem o córtex e, nos cabelos 
crespos, ela é considerada fina, contendo apenas seis camadas de células cuticulares.
d) Os cabelos crespos são frágeis por não conterem a medula uma vez que esta é a estrutura que 
compõe, predominantemente, a massa capilar, confere ao cabelo resistência, flexibilidade, elasti-
cidade e cor.
e) A cutícula reveste o córtex e, nos cabelos crespos, ela é considerada grossa, contendo onze ca-
madas de células cuticulares.
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3. A proteína que constitui o cabelo é a α-queratina, uma proteína fibrosa, adaptada à função es-
trutural e é encontrada apenas em mamíferos. As proteínas são constituídas por aminoácidos 
ligados entre si por ligações peptídicas, formando as cadeias polipeptídicas, que são unidas por 
ligações laterais (NELSON; COX, 2014). Essas ligações conferem ao cabelo, em sua conformação 
natural, força e elasticidade (HALAL, 2016). Quais são as ligações laterais? Diferencie-as.
4. O Córtex compõe, predominantemente, a massa capilar, confere ao cabelo resistência, flexibili-
dade, elasticidade e cor. A cor natural do cabelo existe em função do pigmento que está presente 
nesta região, a melanina (HALAL; 2016; PEREIRA et al., 2016).
Sobre a coloração do cabelo, avalie as asserções a seguir:
I) A variedade de cor natural é possível através da combinação entre dois tipos de melanina: a 
eumelanina e a feomelanina.
II) Os cabelos ruivos são possíveis por causa de um pigmento denominado tricosiderina, este 
é derivado da feomelanina e contém o elemento ferro (Fe) em sua molécula, que confere a 
cor vermelha aos cabelos.
III) A eumelanina é o tipo mais comum de melanina, e a coloração resultante vai do marrom ao pre-
to; a feomelanina, do loiro ao vermelho; e o branco é a cor real da queratina sem os pigmentos.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e II.
5. O pH refere-se ao potencial hidrogeniônico de um meio, sendo que o pH da pele é 5,4 a 5,8, e 
do cabelo é 4,5 a 5,5. Ter o conhecimento sobre o pH do cabelo e da pele é importante para 
utilização de soluções e tratamentos. Sendo assim, diga, de forma sucinta, o que acontece com 
o cabelo quando se utiliza soluções com os seguintes pH:
a) solução com pH 3
b) solução com pH 8
c) solução com pH 5
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6. O mecanismo de reposição capilar foi descrito pela primeira vez, em 1891, por Adeodato Garcia, e 
ficou conhecido como ciclo biológico do pelo, que é composto por três fases: anágena, catágena 
e telógena (HALAL, 2016; PEREIRA et al., 2016). O ciclo se repete a cada quatro ou cinco anos, de 
forma ininterrupta, até que se inicie o envelhecimento dos fios, que é gradual e potencializado 
por fatores extrínsecos.
Sobre o ciclo biológico do pelo e seu envelhecimento, avalie as seguintes afirmações:
I) A fase anágena consiste no período de crescimento do fio. Esta fase dura de três a cinco anos, 
após, inicia-se a fase catágena que consiste em um período de transição, sinalizando o final 
da etapa anterior, dura de três a cinco semanas. E, por fim, a fase telógena, que consiste no 
período de queda do fio, tem duração de três a quatro meses.
II) A fase catágena também é conhecida como fase de repouso, importante para a preparação 
da fase telógena e início de um novo ciclo biológico.
III) Durante o envelhecimento, ocorre a diminuição e o encurtamento dos fios na cabeça e, com 
o passar dos tempos, os folículos terminais secundários transformam-se e voltam a produzir 
os pelos do tipo vellus.
IV) O envelhecimento dos fios ocorre de todos ao mesmo tempo, sendo observada a perda da 
densidade capilar, da sua espessura e da sua cor natural, resultando nos cabelos brancos.
É correto o que se afirma em:
a) II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
C
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FI
R
A
 S
U
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S 
R
ES
P
O
ST
A
S
41
1. Resposta certa é a alternativa d) I, II e III, apenas.
2. Resposta certa é a alternativa c.
3. As ligações laterais presentes nos filamentos de queratina são as seguintes:
Ligação de hidrogênio: é um tipo de ligação fraca, rompida facilmente com água ou calor e recuperadas 
com secagem ou resfriamento.
Ligações iônicas/salinas: são um tipo de ligação fraca, rompida por meio de alterações no pH e recuperada 
ao normalizar o pH.
Ligações dissulfetos: consideradas fortes, rompidas por produtos químicos que desfazem as pontes dis-
sulfeto e sãorecuperadas por oxidação com neutralizador.
4. Resposta certa é a alternativa e) I, II e III.
5. a. solução com pH 3: contrai e endurece o cabelo, as cutículas fecham, e a porosidade é reduzida, conse-
quentemente, seu brilho aumenta.
b. solução com pH 8: aumenta a porosidade à medida que as cutículas se dilatam, adquirem volume, porém 
os cabelos podem ficar com aparência ressecada e opaca.
c. solução com pH 5: a estrutura capilar não é alterada e tanto a textura quanto o brilho são normalizados.
6. Resposta certa é a alternativa b) I e III, apenas.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
42
AUDI, C. et al. Desenvolvimento e mecanismo de ação da canície e queda capilar. Revista de Iniciação Cien-
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AZULAY, R. D. Dermatologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
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PEREIRA, J. M. et al. Tratado de doenças dos cabelos e do couro cabeludo: Tricologia. São Paulo: Di Livros 
Editora Ltda., 2016.
RIVITTI, E. A. Dermatologia de Sampaio e Rivitti. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2018. 
2
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Anamnese e 
Alterações Patológicas
Dra. Franciele Neves Moreno
Olá, aluno(a)! Neste ciclo, você terá a oportunidade de aprender a fazer uma 
boa anamnese, avaliando o cliente de acordo com o sexo, a idade e a raça. 
Aprenderá que os aspectos emocionais podem estar relacionados com as 
características biológicas dos cabelos e com algumas doenças tricológicas. 
Também conhecerá algumas das alterações patológicas, estruturais e cro-
máticas dos cabelos, com objetivo de identificar possíveis alterações dos 
fios de seus clientes, podendo, inclusive, sugerir tratamentos ou auxiliá-los 
nos cuidados diários dos cabelos. Estes conteúdos contribuirão para você 
exercer sua profissão com qualidade e segurança. Então, vamos lá!
44
UNICESUMAR
Pense na seguinte situação: você está com um problema no couro cabeludo e vai a uma clínica especia-
lizada sobre o assunto. O lugar é excelente e, ao entrar, você é bem recebida(o). No entanto ninguém lhe 
pergunta nada e, ao consultar com o especialista, ele dá uma breve olhada em você e começa transcrever 
o tratamento. Não é desconfortável? Do que sentiu falta nesta situação? A investigação inicial com o 
cliente é muito importante para a realização de um diagnóstico preciso, por ela você pode levantar 
hipóteses e traçar linhas de investigação clínica que conduzirão ao diagnóstico mais rápido. Além disso, 
conhecer as principais tricoses é importante para o trabalho do esteticista capilar.
Como abordar o cliente de forma eficiente para investigar as queixas relacionadas ao cabelo e ao 
couro cabeludo? Você sabe detectar quais são as principais tricoses? 
Você aprendeu, no ciclo anterior, a importância do cabelo para o indivíduo bem como as caracte-
rísticas normais dos fios e seu desenvolvimento. Sabe-se que a saúde dos cabelos e do couro cabeludo 
é essencial para a vida das pessoas. Além disso, existem várias desordens patológicas e alterações dos 
fios que interferem na saúde capilar, com que, provavelmente, você se deparará durante o seu trabalho 
como esteticista. Você sabe que a queda dos cabelos é a principal queixa nas clínicas de estética capilar 
ou nos salões de beleza? Sabe que pode ocorrer sem ser, necessariamente, uma patologia? Uma pessoa 
com cerca de 100 a 150 mil folículos pilosos poderá ter uma perda normal de, aproximadamente, 100 
a 200 fios de cabelo/dia. Porém, quando ocorre uma queda acima disso, deve ser investigada a causa, 
podendo ser diagnosticado como alopecia aguda ou crônica, causada por desordens patológicas ou psi-
cológicas. Muitas vezes, a queda excessiva só é percebida após uma redução de cerca de 40% dos cabelos. 
Além das alopecias, as queixas rotineiras podem estar relacionadas a outras tricoses, a alterações na 
pigmentação ou na estrutura da haste dos fios e problemas no 
couro cabeludo, como caspa seborreia e oleosidade 
excessiva. Assim, seu conhecimento sobre 
as principais patologias tricológicas 
são importantes para sua prá-
tica profissional. 
45
UNIDADE 2
Vamos exercitar um pouco como seria seu atendimento ao cliente? Imagine que você atenda Pedro, 
um homem branco, de cabelos lisos, de cor natural castanho e com 30 anos de idade. Ele relatou que 
está preocupado com a queda do seu cabelo e com o surgimento de algumas falhas no couro cabeludo. 
Assim, proponho que você elabore uma ficha para o paciente responder, incluindo: identificação do 
paciente; anamnese; história pessoal; cuidados com os cabelos no momento; histórico familiar e de uso 
de drogas. Utilizando seu conhecimento geral sobre o assunto, permita-se tentar responder também a 
esta pergunta: Qual(is) tipo(s) de doença(s) ou fatores podem resultar na queda capilar? Acredito que, 
para você descobrir o que de fato está ocorrendo com este homem, necessitará de mais informações 
e análises do cabelo e couro cabeludo. Certo? 
Não se preocupe se sua resposta está certa ou errada, ela é apenas um extrato do seu conhecimento 
atual e não precisa ser satisfatória. Neste momento, estamos fazendo uma experimentação sobre o tema, 
pois este ciclo trará informações necessárias para você responder à questão e elaborar a ficha do paciente. 
A queixa relatada na experimentação é muito comum, você como esteticista capilar, provavelmente, 
vivenciará. Refletindo sobre o que conversamos, anote no diário de bordo a seguir algumas de suas 
percepções sobre as seguintes reflexões:
Quais conhecimentos você gostaria de obter para atender melhor este cliente? Como você acha 
que deva ser a investigação acerca das patologias do cabelo e do couro cabeludo? De acordo com sua 
vivência, qual(is) doença(s) relacionadas ao cabelo e ao couro cabeludo você já conhece? Para você, 
quais devem ser as principais queixas dos clientes, relacionadas ao cabelo e ao couro cabeludo?
D
IÁ
R
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 D
E 
B
O
R
D
O
46
UNICESUMAR
Como você aprendeu no ciclo 
anterior, o cabelo apresenta um 
importante papel na qualidade 
de vida do homem, como uma 
estrutura que ajuda na proteção, 
na imagem das pessoas e no seu 
bem-estar, sendo, muitas vezes, 
venerado. Desta forma, é im-
portante conhecer as afecções 
tricológicas e saber investigá-
-las, ou seja, como avaliar a 
queixa do seu cliente.
Geralmente, as pessoas procuram o esteticista e se queixam de queda de cabelos, ou que 
o cabelo não cresce, ou que está oleoso/seco, quebradiço, ou reclamam de descamações, 
pruridos, odor desagradável do couro cabeludo, entre outras. Entre tantas afecções, como 
fazer uma investigação capilareficaz?
O que você espera receber quando procura algum serviço/atendimento clínico? Acredito que você 
quer um serviço/atendimento de qualidade, com profissionais habilitados e em um lugar adequado, 
que preze pela limpeza, pela segurança e pelo conforto. Portanto, além de dominar o conhecimento 
específico e ser habilitado, você também precisa dominar as habilidades de cordialidade, comunicação 
e ter um lugar adequado para o atendimento uma vez que a primeira impressão é essencial para o 
sucesso do seu trabalho e a confiança do seu cliente (HILL; OWENS, 2017).
Para você fazer uma boa avaliação, precisa ter uma boa comunicação e saber escutar (HILL; OWENS, 
2017). O cliente sempre tem muitas informações que podem contribuir para o diagnóstico final e, 
portanto, é importante saber indaga-lo sobre a queixa, o desejo, por isso, a abordagem de um cliente 
com queixa tricológica deve obedecer aos mesmos padrões de anamnese e propedêutica clássicas 
(PEREIRA et al., 2016).
47
UNIDADE 2
A anamnese (origina-se do grego anamnesis e significa recor-
dar: Ana = para trás; mimnekesthai = recordar) e é, basicamente, 
uma entrevista que busca relembrar todos os fatos relacionados ao 
cliente, tendo como principal objetivo elaborar um diagnóstico para, 
posteriormente, desenvolver o atendimento adequado (BRAGA, 
2014; HALAL, 2016). Em tricologia, a queixa campeã é queda de 
cabelo, como abordada no Estudo de Caso, a qual pode ter várias 
interpretações, tais como (PEREIRA et al., 2016):
• Pode, realmente, ser queda de cabelos, podendo ser eflúvio 
ou alopecia.
• Pode ser “quebra dos fios”, aparentando um aumento na que-
da dos cabelos.
• E, em pacientes com transtornos psicológicos com obsessão 
por cabelos, a menor queda pode parecer um verdadeiro 
transtorno, ou ainda, pacientes com tricotilomania ou com 
psicopatia que arrancam/cortam os cabelos de forma des-
controlada.
Também há outras queixas tanto de homens quanto de mulheres, 
como as que acreditam estar com uma quantidade menor de cabe-
los, que pode ser afinamento dos fios, ou, ainda, relatarem outras 
afecções tricológicas (PEREIRA et al., 2016). Você já teve, ou co-
nheceu alguém com, pelo menos, um tipo de queixa relacionado 
ao cabelo ou ao couro cabeludo? Geralmente, as queixas sobre a 
saúde dos cabelos e do couro cabeludo são comuns e necessitam 
de informações para serem diagnosticadas, corretamente, ou para 
fazer o encaminhamento para outro profissional.
Para a investigação, é necessário obter uma grande quantidade 
de informações sobre a queixa do seu cliente e, para isto, recomen-
da-se o uso de protocolos ou da ficha de anamnese, semelhante à 
do Quadro 1. Nela, você pode anexar fotos, exames, prescrições de 
tratamentos/procedimentos químicos, além das datas das próximas 
sessões (PEREIRA et al., 2016). Lembre-se de que não é regra usá-lo, 
porém auxilia na investigação da queixa, do desejo e auxilia você 
na organização mental. Use o protocolo do Quadro 1 como base 
para fazer o seu, como sugerido no Estudo de Caso.
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UNICESUMAR
Quadro 1- Protocolo para pacientes com queixas tricológicas
1. IDENTIFICAÇÃO DO CLIENTE
Nome:__________________________________________ D/N:__/__/____ Sexo: ( )F ( )M Nacionalidade:__________ 
Profissão:_______________
Telefone:____________ WZ:_____________ e-mail:___________________
Quer receber informações via: ( ) e-mail ( ) SMS ( ) Telefone ( )WZ
Quem indicou?______________ Motivo da visita: _____________________
2. ANAMNESE
a) Qual é a sua principal queixa?
Patologia dos fios
( ) Queda dos cabelos
( ) Quebra dos cabelos
( ) Tricorrexe nodoso
( ) Córtex exposto
( ) Ressecamento
( ) Nevo lanoso
( ) Outros: __________________________________________________
Patologia do couro cabeludo
( ) Avermelhado
( ) Vermelho em pontos
( ) Odor
( ) Oleosidade espessa
( ) Oleosidade fina
( ) Coceira
( ) Descamações
( ) Comedões
( ) Pápulas purulentas
( ) Cicatrizes
( ) Outros: ___________________________________________________
b) Faz quanto tempo?
c) A queixa está estável, aumentando ou diminuindo?
d) Já teve outras crises semelhantes?
e) Os cabelos estão caindo com raiz? Em qual momento você nota a queda?
f) Sua queixa tem sido percebida por parentes ou amigos?
g) Houve alguma alteração na pele, unhas, pelos do corpo ou dentes?
h) Houve algum tratamento/procedimento nos cabelos?
i) Você costuma puxar, torcer ou tracionar os cabelos?
49
UNIDADE 2
3. HISTÓRIA PESSOAL
a) Quais foram suas últimas doenças, cirurgias ou internações?
b) Você tem alguma doença atual?
c) Perdeu peso ou teve crise emocional nos meses precedentes à queixa?
d) Fez uso de alguma medicação ou outras drogas nos últimos meses? Qual(is)?
e) Tem alergia a algum medicamento? Qual?
f) Se mulher: Qual a data da última gravidez? A gravidez piorou o problema? Teve queda de cabelos 
após o último parto? Usa algum anticoncepcional? Tem alguma alteração menstrual?
g) Tem algum problema endócrino?
h) Observou crescimento/aumento na quantidade de pelos do corpo?
i) Como é sua alimentação?
j) Teve contato com algum tipo de radiação?
k) Tem algum caso de tricose na família? Qual(is)? Parentesco?
4. CARACTERÍSTICAS DOS FIOS E CUIDADOS COM OS CABELOS ATUALMENTE
a) Você usa/faz:
( ) Bonés/chapéus/toucas
( ) Elásticos
( ) Piranhas/presilhas
( ) Tiaras/faixas
( ) Megahair/aplique
( ) Prende molhado
( ) Lava à noite
( ) Seca sempre
( ) Outros:___________________________________________________
b) Usa quais cosméticos:
( ) Xampu
( ) Condicionador
( ) Leave-in
( ) Tinturas
( ) Outros:___________________________________________________
c) Características dos fios:
Espessura: ( ) Finos; ( ) Médios; ( ) Grossos
Forma: ( ) Anelado; ( ) Ondulado; ( ) Lisos; ( ) Mistos
Comprimento: ( ) Curto; ( ) Médio; ( ) Longo
Cor natural: ( ) Loiro; ( ) Vermelho; ( ) Castanho; ( ) Preto; ( ) Branco
Avaliador: ___________________________________ Data:___/___/_____
Fonte: adaptado de Braga (2014) e Pereira et al. (2016).
Com esse protocolo você conseguirá extrair muitas informações importantes, como detalhes sobre a 
queixa, o sexo, a idade, a raça, as características visuais dos fios, a rotina de cuidados com os cabelos, 
enfim, estas informações contribuem para o diagnóstico da queixa e posterior tratamento/procedi-
mento. Lembre-se de que, ao trabalhar com informações pessoais, deve-se manter sigilo sobre elas e 
guardá-las de forma segura.
Informações básicas, como idade, podem sinalizar queixas comuns e esperadas ou que podem estar 
acontecendo, precocemente. Os hormônios também podem influenciar nas quedas e características 
50
UNICESUMAR
capilares, principalmente os andrógenos, evidenciando algumas particularidades entre os homens e 
mulheres. Além disso, as mulheres passam por eventos que não ocorrem com os homens, como gra-
videz, parto, lactação e ciclo menstrual, situações que podem desencadear alguma tricose, podendo 
ser aguda, ou se tornar crônica. Saber as características dos fios, como a espessura e a forma, evidencia 
a etnia e as características genéticas bem como os pontos fortes e fracos dos cabelos (BRAGA, 2014; 
HALAL, 2016; PEREIRA et al., 2016).
Acredito que você já percebeu que vários fatores podem influenciar na saúde dos cabelos, além dos 
descritos anteriormente, deve-se levar em consideração outras doenças, uso de drogas e alimentação 
(BRAGA, 2104; HALAL, 2016; PEREIRA et al., 2016). Você, como esteticista capilar, ao identificar 
hábitos inadequados, deve orientar seu cliente sobre eles.
Após a anamnese, deve-se examinar os cabelos e o couro cabeludo do cliente. Em tricologia, tan-
to o tato quanto a visão são recursos importantes, pois, por meio da palpação do cabelo e do couro 
cabeludo, é possível verificar o afinamento capilar, alguma tricose da haste, lesões nodulares, e, pela 
visão, observam-se alterações no couro cabeludo, como qual região está com menor densidade de 
fios, excesso de descamação ou de sebo, feridas, caspas, entre outros sintomas (PEREIRA et al., 2016). 
A melhor posição para examinar o cliente é colocá-losentado de forma que o topo da sua cabeça 
fique na altura do apêndice xifoide do examinador (Figura 1). O examinador deve ter conhecimento 
das características anatômicas do crânio, ter uma padronização de averiguação e o local onde se rea-
lizarão os exames deve ser bem iluminado. Também é importante a remoção de todos os acessórios 
presos ao cabelo (lenços, grampos, tiaras, elásticos etc.) (PEREIRA et al., 2016).
É recomendado sistematizar a 
avaliação, iniciando pela obser-
vação da orla de implantação 
dos cabelos no couro cabeludo 
(Figura 2), ficando atento na 
região de transição entre a área 
pilosa e a pele desnuda, a seguir 
examinar todas as áreas do cou-
ro cabeludo. Ao examinar, de-
vem-se anotar falhas, entradas, 
retrações, fazer a comparação da 
densidade capilar, consistência, 
comprimento e diâmetro dos 
cabelos (PEREIRA et al., 2016).
Figura 1- Posição para examinar o paciente
51
UNIDADE 2
Figura 2 - Analisando a orla de implantação dos cabelos no couro cabeludo
Também é necessário observar os cabelos desde a sua saída no óstio folicular até sua extremidade distal. 
Anotar tamanho, cor, brilho, tingimento ou não, alisamento, oleosidade, entre outras características. 
Você deve ficar atento para o estado das extremidades distais dos fios, como bifurcação também de-
nominada de tricoptilose, cortes a pique, fissuras, extremidade em pincel entre outras características 
semelhantes às mencionadas (PEREIRA et al., 2016).
Em relação à queda do cabelo, deve ser observado se a alopecia é difusa ou focal. No caso da alo-
pecia focal, deve ser analisado o número de lesões, o tamanho, a localização, a forma, a superfície, a 
periferia, se é cicatricial, ou não, entre outros. O couro cabeludo também deve ser examinado e suas 
lesões devem ser descritas, tais como nevos, tumores, foliculites, descamações, cicatrizes, entre outros 
(PEREIRA et al., 2016).
Para fazer o registro das características observa-
das, você pode usar um diagrama com o desenho 
da cabeça, semelhante ao da Figura 3. Além disso, 
é importante ter uma ideia da percentagem da 
doença no couro cabeludo. De acordo com alguns 
estudos e como mencionado por Pereira et al. 
(2016), é proposto que o crânio seja dividido em 
áreas distintas (Figura 4):
• Região parietal (topo do crânio): corres-
ponde a 40% do couro cabeludo.
• Região occipital (posterior do crânio): 
corresponde a 24% do couro cabeludo.
• Duas regiões temporais (regiões laterais 
do crânio): cada uma delas corresponde a 
18% do couro cabeludo.Figura 3 - Diagrama com desenho da cabeça
52
UNICESUMAR
Figura 4 - Divisões da cabeça: região frontal; região posterior (occipital); região 
lateral (temporal); região parietal (topo da cabeça)
Região frontal Região posterior
(occipital)
Região lateral
(temporal)
 Região parietal
(topo da cabeça)
Para calcular a percentagem de 
alopecia no couro cabeludo, pri-
meiro deve identificar em qual 
região está ocorrendo e se esti-
ma o quanto a lesão acomete a 
região, posteriormente, multipli-
ca-se pela percentagem da área 
afetada, da seguinte forma: su-
ponhamos que foi identificada 
uma alopecia na região parietal 
em Pedro (Estudo de Caso), esta 
lesão corresponde à metade da 
região (50% = 0,50), então, mul-
tiplica 0,50 por 40% (percenta-
gem que corresponde à região 
parietal), conclui-se, assim, que 
a lesão ocupa 20% do couro ca-
beludo (PEREIRA et al., 2016).
Para você fazer uma avaliação eficaz é necessário:
1. Comunicação – você precisa saber se comunicar e, principalmente, saber escutar o que 
é falado e o que deve ser subentendido.
2. Anamnese – é a entrevista que busca relembrar todos os fatos relacionados ao paciente 
tendo como principal objetivo o diagnóstico.
3. Propedêutica tricológica – é a ciência que identifica as alterações no cabelo e couro cabe-
ludo, resultando no diagnóstico, além de avaliar a intensidade e a evolução da doença.
A propedêutica tricológica é a ciência que identifica as alterações no cabelo e couro cabeludo resultando 
no diagnóstico, mede a intensidade e avalia a evolução da tricose. Algumas doenças tricológicas não 
necessitam de exames especiais para identificá-las, entretanto alguns exames propedêuticos podem 
auxiliar na avaliação da evolução da doença, tais como os (PEREIRA et al., 2016):
• Métodos não invasivos: análise dos cabelos eliminados, espontaneamente; avaliação da risca 
do cabelo; teste de compressão suave sobre a risca; diâmetro do rabo-de-cavalo; teste de 60 se-
gundos; densidade capilar; dermatoscopia; diâmetro do cabelo; exame micológico; fotografia; 
fototricograma; massa dos cabelos; resistência do cabelo à tração; teste da lavagem; luz polarizada; 
teste do atrito; teste do pente; teste do puxão, entre outros.
• Métodos semi-invasivos: tricograma; estudo da pelugem; resistência à extração do cabelo do 
folículo piloso; tempo de regeneração do pelo e espessura do couro cabeludo.
• Métodos invasivos: anatomopatológicos.
53
UNIDADE 2
Como já mencionado, os ca-
belos recebem posição de des-
taque ao longo dos tempos 
entre povos e religiões, são, 
constantemente, relacionados 
com emoções, poder, status e 
beleza. Estudos têm observado 
que pessoas ao perderem seus 
cabelos, sofrem danos psicosso-
ciais importantes, apresentando 
quadros de depressão, paranoia, 
comportamento antissocial, ob-
sessão, agressividade, sadismo e 
outros (PEREIRA, 2004). Sendo 
assim, convido você a conhecer 
os aspectos emocionais rela-
cionados aos cabelos e trico-
ses compulsivas. 
Capítulo 5 do livro “Milady laser e luz”, de Pamela Hill e Patrícia Owens 
(2017). Este capítulo aborda os conhecimentos sobre a consulta.
Capítulo 1 do Manual de instruções: terapia capilar da Denise Braga 
(2014). Este capítulo aborda os pontos da anamnese.
O livro “Tratado das doenças dos cabelos e do couro cabeludo – Tri-
cologia”, de Pereira et al. (2016). Considero este como livro de cabe-
ceira, pois ele traz conhecimentos aprofundados sobre anamnese, 
propedêutica e tricoses.
Figura 5 - Cabelos coloridos
54
UNICESUMAR
Assim, podemos dizer que o cabelo é o “ornamen-
to” mais relevante para o ser humano. Sendo fre-
quentemente encontrado em fantasias de lindos 
cabelos como idênticos à capacidade de atração, 
sendo que aquele que o possuir detém o poder, 
aflorando o desejo do outro (OLIVEIRA, 2007). 
Devido à sua importância estética, ele também é 
utilizado nas manifestações culturais, tais como 
cortes, penteados, colorações peculiares (Figura 
5), dreadlocks, black power e também em compor-
tamentos autoagressivos, as tricoses compulsivas 
(PEREIRA, 2004).
Você já notou que, de certa forma, os 
cabelos estão relacionados com nossas 
emoções? São utilizados, inclusive, em 
frase de expressão figurativa, como “Fi-
quei de cabelo em pé”, “Problema cabe-
ludo”, “É de arrancar os cabelos”.
As tricoses compulsivas são de difícil caracterização uma vez que o paciente não assume uma possível 
autoagressão, além da ocorrência de uma mistura das tricoses, e, ainda, existem outros distúrbios não 
classificados/descritos (PEREIRA, 2004). As descritas são tricotilomania, tricotemnomania, tricofagia, 
pseudoalopecia da coçadura, tricocriptomania, tricorrexomania e plica neuropática.
A tricotilomania refere-se ao ato compulsivo de extrair os cabelos e/ou pelos do corpo, de maior 
ocorrência em mulheres. A abordagem requer cautela e deve ser feita sob os pontos de vista psiquiátrico 
e dermatológico. Para o diagnóstico é observado uma alopecia perceptiva, devido à tração recorrente, e 
o quadro pode ser agravado por uma patologia no couro cabeludo (eczema, neurodermatite, dermato-
fitose, alopecia areata); pode ser acompanhado de tricofagia, podendo ser encontrado cabelos na boca, 
estômago ou intestino, formando o clássico tricobezoar (bola de pelo) e esta doença não é explicada 
apenas por causa do distúrbio mental. Geralmente, a agressão aos cabelos ocorre quando o paciente 
está assistindo à televisão, estudando, falando ao telefone e intensificada num momentoestressante. 
Uma vez que os cabelos anágenos são mais doloridos ao serem extraídos, observa-se que os cabelos 
telógenos são arrancados primeiro. Muitos clientes não assumem que extraem os cabelos, dificultando 
o diagnóstico e o tratamento (PEREIRA, 2004).
A tricofagia é o ato compulsivo de engolir os cabelos. Geralmente, ocorre em pessoas com cabelos 
longos, maioria do sexo feminino, que colocam uma mecha na boca e ficam mastigando, engolindo 
partes dos cabelos, ou indivíduos com tricotilomania, que levam o cabelo à boca. Qualquer outra tricose 
compulsiva pode levar à tricofagia, que, por sua vez, pode levar ao tricobezoar. Clinicamente, podem 
apresentar náuseas, vômitos, cólica abdominal, alterações gastrointestinais e massa epigástrica palpável. 
Esta doença precisa ser diagnosticada o quanto antes e é necessário fazer a remoção da massa epigástrica, 
se isto não ocorrer, pode haver necrose gástrica, perfuração intestinal e até levar a óbito (PEREIRA, 2004).
A tricotenomania é quando o cliente corta os cabelos, rente ao couro cabeludo, com o auxílio de 
tesouras ou lâminas. Esta doença ocorre apenas em idosos psicopatas e é, facilmente, diagnosticada 
utilizando a microscopia óptica (PEREIRA, 2004). 
55
UNIDADE 2
A pseudoalopecia da coçadura consiste no ato de a pessoa coçar, de forma compulsiva, determi-
nadas regiões do couro cabeludo, levando à queda de cabelo nos locais da coçadura (pseudoalopecia). 
Constata-se, na região afetada, cabelos quebradiços, que dão à área um aspecto aveludado, na periferia 
da lesão, o tricograma é normal e, no centro, os fios apresentam tricoptilose, tricorrexis nodosa, fraturas 
incompletas e dobras (PEREIRA, 2004).
A tricocriptomania ou tricorrexomania corresponde ao ato compulsivo de cortar os cabelos 
com as unhas. A pessoa possui cabelos em tamanhos diferentes, dando má qualidade ao penteado e 
deixando a extremidade distal igual a um pincel (PEREIRA, 2004). A plica neuropática consiste em 
cabelos muito emaranhados, levando à formação de uma massa endurecida. Ocorre em pessoas com 
problemas psiquiátricos (PEREIRA, 2004).
Além das tricoses compulsivas, alguns fatores psicológicos, como o estresse emocional e os episó-
dios traumáticos agudos (como divórcio, luto e perda de emprego) podem desencadear ou intensificar 
doenças tricológicas (YAZIGI; ANDREOLI; GODINHO, 2009). Alguns estudos relataram o efeito 
de algumas doenças dermatológicas, como acne, psoríase e alopecia areata, que resultam prejuízo na 
autoimagem e podem levar ao suicídio (YAZIGI; ANDREOLI; GODINHO, 2009; GUPTA; GUPTA, 
1998; RIVITTI, 2005).
Além das tricoses compulsivas, que acabamos de estudar, também é importante entendermos a 
relação entre alterações dos pelos e doenças sistêmicas. Apesar de as tricoses serem, primariamente, 
um problema cosmético, elas podem sinalizar a presença de alguma doença sistêmica, tais como des-
nutrição, avitaminoses, emagrecimento excessivo, doença toxêmica, alterações hormonais, entre outras 
(BERTAIOLLI et al., 2004). 
Não é raro alguém perceber que a pele está mais seca, o cabelo e/ou a unha mais quebradi-
ços, ou que apareceu alguma mancha diferente na pele. Estes podem ser sinais de que algo 
no corpo não está bem e precisa ser investigado.
Uma vez que os problemas dermatológicos podem sinalizar alguma doença sistêmica, é útil você sa-
ber quando é necessária uma investigação mais aprofundada. Então exemplificarei algumas doenças 
metabólicas relacionadas com as tricoses.
O estresse metabólico, no quadro de desnutrição, doenças febris ou procedimentos cirúrgicos po-
dem levar ao eflúvio telógeno, a qual também pode ser desencadeada após o uso de algumas drogas, 
como anticoagulantes, betabloqueadores e IECA (Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina) 
(SILVA, 2019). Mulheres com a síndrome do ovário policístico, hiperplasia adrenal congênita de início 
tardio, síndrome de Cushing e síndrome de HAIR-NA (hiperandrogenismo, resistência à insulina e 
acantose nigricans) podem levar à alopecia androgênica e ao hirsutismo (SILVA, 2019).
56
UNICESUMAR
Doenças inflamatórias, infecciosas (sífilis, tuberculose cutânea, leishmaniose ou hanseníase) e infil-
tráveis (linfomas cutâneos e metástase de tumores sólidos) podem levar à alopecia cicatricial (SILVA, 
2019). O Quadro 2 apresenta doenças sistêmicas clássicas e as alterações observadas nos pelos em 
pessoas acometidas com elas.
Quadro 2 - Alterações dos pelos em doenças sistêmicas
DOENÇAS SISTÊMICAS ALTERAÇÕES NOS PELOS
Hematológicas
Anemias crônicas
Cabelos finos e secos
Nutricionais e metabólicas
Deficiência de Ferro
Deficiência de proteínas
Deficiência de zinco
Marasmo
Kwashiorkor
Alopecia difusa – mesmo na ausência de anemia
Cabelos finos e secos
Alopecia difusa, cabelos secos
Cabelos finos e secos podendo assumir um tom avermelhado
Cabelos finos secos e esparsos
Endócrinas
Hipopituitarismo
Hipotireoidismo
Hipertireoidismo
Hipoparatireoidismo
Diabetes mellitus
Perda total dos pelos, cabelos finos, ausência de pelos púbicos 
e axilares (deficiências hipofisárias pós-parto – síndrome de 
Sheehan)
Perda difusa dos cabelos e posterior perda dos pelos corporais
Alopecia difusa
Alopecia areata, cabelos escassos, secos e grosseiros
Alopecia difusa (eflúvio telógeno)
Doenças renais e hepáticas
Insuficiência renal
Hepatite
Cirrose
Cabelos secos e finos
Alopecia difusa
Alopecia difusa
Reumatológicas
Lúpus eritematoso sistêmico
Alopecia difusa e alopecia cicatricial
Doenças crônicas graves Alopecia difusa, cabelos secos e finos
HIV Alopecia difusa, cabelos secos e finos
Fonte: Omar e Ghideti (2008).
57
UNIDADE 2
Além das tricoses mencionadas, também existem as displasias pilo-
sas. E aí, você já ouviu falar sobre as displasias pilosas: alterações 
estruturais da haste capilar? A Displasia pilosa ou displasia da 
haste refere-se às alterações estruturais que ocorrem na haste dos 
cabelos, elas podem ser congênitas ou adquiridas (PEREIRA et 
al., 2016; OMAR; GHIDETI, 2008). Algumas displasias da haste 
congênita são (PEREIRA et al., 2016; OMAR; GHIDETI, 2008):
• Moniletrix: os cabelos são normais ao nascimento, mas, 
durante a infância, ocorrem estreitamentos e dilatações al-
ternados nos cabelos e pelos (aspecto em rosário). O diag-
nóstico é clínico e microscópico. Pode melhorar com a idade.
• Tricorrexis invaginata: é a deformação distal baloniforme 
invaginada sobre uma base proximal (cabelo em bambu). 
Esta alteração é associada com a síndrome de Netherton. O 
diagnóstico é clínico e microscópico. Não tem tratamento.
• Tricopoliodistrofia (síndrome de Menkes): cabelos es-
cassos e quebradiços desde os primeiros meses de vida. O 
diagnóstico é clínico e microscópico e é tratado, por meio 
de suplementação com cobre.
REALIDADE
AUMENTADA
• Cabelos anágenos frouxos: cabelos normais ao nascimento e ocorre uma rarefação e redução 
do comprimento dos cabelos entre dois e seis anos de idade. Diagnóstico clínico, microscópico 
e com o tricograma. Pode melhorar com a idade.
• Síndrome dos cabelos que não são penteáveis: cabelos secos e ásperos, afeta crianças e jovens 
com cabelos abundantes e de difícil manuseio. Diagnóstico clínico e microscópico. Melhora 
com a idade.
• Pelo bifurcado: forte adesão entre dois fios de cabelos por toda sua extensão com eventuais 
separações por alguns milímetros e, depois, se une novamente. Cada fio é envolto por sua 
cutícula, diferenciando da tricoptilose. O cabelo pode ficar quebradiço e desenvolver alopecia 
difusa. Não há tratamento.
Cabelo saudável e danificado 
58
UNICESUMAR
• Pelo torcido (PT): é achatado ou ovalado e, periodicamente, apresentam uma torção de 90º a 360º 
ao longo do seu eixo, podendo ocorrer torções múltiplas e muito próximas umas das outras. A 
cutícula é íntegra, porém os cabelos se partem facilmente ao nível da torção. Os cabelos têm pouco 
brilho, são ásperos, facilmente quebráveis, de difícil penteado, curtos na região temporal e occipital, 
pode ocorrer alopecia cicatricial e é frequenteem mulheres. Diagnóstico clínico e microscópico. 
Melhora com a idade.
Algumas displasias da haste adquiridas são (PEREIRA et al., 2016; OMAR; GHIDETI, 2008):
• Tricorrexe nodosa: é a displasia pilosa mais frequente, nesta displasia ocorre o aparecimento de 
pseudonodosidades nos pelos, podendo ocasionar fraturas. A causa em si é desconhecida, porém 
traumas mecânicos ou químicos podem ser desencadeantes. Diagnóstico clínico e microscópico. 
O tratamento consiste em evitar os fatores desencadeantes.
• Tricoptilose: é um tipo de fratura; os cabelos são frágeis e bifurcados (pontas duplas). Ocasionados 
por traumas mecânicos e químicos. Diagnóstico clínico. O tratamento consiste em excluir as causas 
e utilizar cremes e/ou hidratantes.
• Triconodose: a haste dos cabelos tem nós ou laços. São ocasionados por traumas mecânicos ou 
tiques nervosos. Diagnóstico clínico. O tratamento consiste na exclusão da causa.
Além das displasias da haste, existem as displasias ectodérmicas as quais são (PEREIRA et al., 2016):
• Displasia ectodérmica cabelo-unha pura: afeta apenas os tecidos de origem ectodérmica, sendo 
dois tipos clínicos: distrofia ungueal congênita e hipotricose associada à foliculite descalvante.
• Displasia ectodérmica – tipo hipoidrótico ligado ao cromossomo X: os indivíduos afetados são 
do sexo masculino, possuem cabelos esparsos no couro cabeludo, raros pelos nos cílios e sobrance-
lhas e sem pelos corporais. Não suam e, frequentemente, apresentam febres altas na infância. Falta à 
maioria dos dentes, pode ocorrer pigmentação e ressecamento 
ao redor dos olhos, possuem testa proeminente, nariz em sela, 
lábios protuberantes e voz rouca. As secreções salivares e la-
crimais podem estar reduzidas e também ocorrer um discreto 
retardo no desenvolvimento.
• Displasia ectodérmica de Rapp-Hodgkin: os indivíduos pos-
suem palato em ogiva, alterações dentárias e ungueais, alopecia 
difusa, cicatricial, com presença de pelo torcido, cabelos finos 
e ouriçados, despigmentados, sobrancelhas e cílios ausentes/
esparsos e ausência de pelos sexuais secundários.
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UNIDADE 2
Outra queixa comum é relacionada com as 
alterações cromáticas dos cabelos (Leuco-
trioses), podem ser adquiridas, congênitas ou 
consequência do envelhecimento natural dos 
cabelos, conhecida como canície, que ocorre 
com a idade cronológica e em graus individuais. 
Em caucasianos, ela inicia por volta dos 34 anos 
de idade e, em negros, por volta dos 44 anos, 
e metade da população tem 50% dos cabelos 
brancos aos 50 anos de idade. Ela ocorre por 
causa da diminuição da produção da melanina, 
produzida pelos melanócitos da matriz capilar. 
O tratamento é a utilização de tinturas (OMAR; 
GHIDETI, 2008).
Existem doenças congênitas ou adquiridas que 
resultam em cabelos brancos, as leucotrioses, po-
dem ser congênitas, como a síndrome de Vogt-
-Koyanagi-Harada, síndrome de Waardenburg, 
piebaldismo e albinismo, ou adquiridas, como 
vitiligo, após tratamentos com radioterapia e após 
queimaduras (OMAR; GHIDETI, 2008).
Alopecia (do grego alópekia = diminuição 
dos pelos/cabelos) é o distúrbio caracteriza-
do pela perda dos cabelos, pode ser difusa ou 
focal, não cicatricial (sem inflamação, cicatriz 
ou atrofia da pele) ou cicatricial (destruição 
tecidual, inflamação, atrofia e fibrose) (OMAR; 
GHIDETI, 2008). 
A queda de cabelo pode ser hereditária ou 
congênita, ou causada por síndromes, distúr-
bios, traumas mecânicos, tratamentos químicos, 
drogas ou outras causas. São várias alopecias 
descritas, porém mencionarei algumas.
Alopecia areata é caracterizada por áreas 
arredondadas ou ovais, com limites precisos, 
contornos regulares, totalmente sem cabelos e 
localizadas no couro cabeludo (Figura 6). Area-
ta, do grego, significa temporária ou periódica, 
sendo assim, trata-se de uma alopecia tempo-
rária (PEREIRA et al., 2016).
Você já viu cabelos loiros ficarem esver-
deados sem serem tingidos? Isto pode 
ocorrer em indivíduos que frequentam 
muito piscinas, devido à deposição de 
cobre no córtex capilar, após exposição 
prolongada na água, o tratamento con-
siste em evitar o contato direto do cabelo 
com a água da piscina.
Você sabia que o termo alopecia foi cria-
do por Hipócrates (2600 a.C.), porém só 
foi relatado por Cornelius de Celsus (30 
a.C.), que descreveu a alopecia completa e 
definitiva e a alopecia ophiasis, queda de 
cabelo localizada na orla do couro cabelu-
do semelhante a uma serpente (PEREIRA 
et al., 2016).
60
UNICESUMAR
Geralmente, a placa é única 
ou há poucas placas, podendo 
ser localizada, total (afetando 
todo o couro cabeludo) ou uni-
versal (perda total de cabelos e 
pelos do corpo). Normalmen-
te, acomete adultos jovens e 
crianças de ambos os sexos. A 
etiologia é desconhecida, mas 
está, frequentemente, associada 
a doenças autoimunes, sugerin-
do ser um processo autoimune 
antibulbo piloso. Em geral, a 
evolução é favorável, ocorrendo 
repilação entre 2 a 6 meses. Den-
tre os tratamentos, destacam-se: 
infiltrações com corticóides; 
drogas sensibilizantes; fotoqui-
mioterapia; crioterapia e corti-
cóides orais (OMAR; GHIDETI, 
2008; PEREIRA et al., 2016). Figura 6 - Alopécia areata
Alopecia androgenética (AA) 
é a típica queda de cabelo mas-
culina ou calvície comum no 
homem (Figura 7) e padrão de 
queda de cabelo feminino. Afeta 
cerca de 50% dos homens e 6% 
das mulheres com 50 anos de 
idade e até 70% dos homens e 
35% das mulheres, no final da 
vida. Para o desenvolvimento 
da AA há: fator hereditário, an-
drogênios, idade, citocinas, neu-
ropeptídeos, fatores de cresci-
mento, entre outros (PEREIRA 
et al., 2016). Figura 7 - Alopécia androgenética 
61
UNIDADE 2
Há um progressivo declínio na 
densidade de fios visíveis no 
couro cabeludo, nos homens 
ocorre uma típica recessão bi-
temporal e calvície no vértice, 
como observado na Figura 
8A, nas mulheres ocorre um 
afinamento difuso na parte su-
perior e manutenção na linha 
frontal do cabelo, como ob-
servado na Figura 8B. Geral-
mente, os tratamentos usados 
para este tipo de alopecia são: 
uso de minoxidil; estradiol; 
progesterona (em mulheres); 
finasterida (em mulheres, ape-
nas após a menopausa); me-
latonina; mesoterapia; trans-
plante de cabelos (cirurgia de 
restauração capilar) e outros 
(OMAR; GHIDETI, 2008).
Ao longo dos anos, a AA 
recebeu várias classificações, 
e uma delas utilizou como re-
ferência os aspectos clínicos 
e as alterações morfológicas 
dos cabelos, segundo a fase 
no ciclo biológico do folículo 
piloso, caracterizando três pa-
drões básicos de AA (OMAR; 
GHIDETI, 2008; PEREIRA et 
al., 2016):
Figura 8 - Desenvolvimento da alopecia androgenética padrão masculino (8A) 
e feminino (8B)
62
UNICESUMAR
• AA padrão clássico (AA padrão mas-
culino ou hipocrático): inicia-se nas 
regiões temporais e no vértice do couro 
cabeludo, ou, eventualmente, ocorre ape-
nas uma retração em toda região frontal 
ou no vértice, evoluindo de uma forma ora 
muito lenta, ora muito acelerada para cul-
minar em uma perda significativa no topo 
do couro cabeludo (Figura 9). O tempo 
de duração do ciclo biológico do folículo 
piloso torna-se muito curto, sendo a fase 
anágena reduzida, consequentemente, os 
cabelos telógenos ficam pequenos e, a cada 
ciclo capilar, o cabelo fica cada vez menor 
de tamanho, decorrente da diminuição da 
papila dérmica e miniaturização do folícu-
lo piloso. Este padrão de apresentação da 
doença acomete cerca de 50% dos homens 
com AA e nenhuma mulher.
Com o tempo, ocorre a queda dos fios, sem 
sua reposição, levando à rarefação. O trico-
grama mostra o aparecimento de cabelos 
anágenos distróficos, cabelos anágenos 
normais ou poço afinados. Este padrão 
vai, lentamente, progredindo de forma sutil 
e insidiosa, até chegar a formas graves. A 
ocorrência é de 97% dos casos nas mulhe-
res, e 38% dos casos nos homens.
• AA padrão misto: é uma mistura dos pa-
drões descritos anteriormente. Apresenta 
uma telogenização no vérticee nas regiões 
temporais, e, ao mesmo tempo, um afina-
mento e rarefação difusa dos cabelos sem 
diminuição do comprimento nas regiões 
parietal e frontal. O tricograma mostra 
cabelos anágenos normais, aumento de 
cabelos telógenos pequenos e cabelos aná-
genos distróficos. Este padrão de alopecia 
acomete cerca de 10% dos homens com 
AA e 4% das mulheres com AA.
Alopecia por tração é caracterizada pela pre-
sença de cabelos quebradiços curtos, foliculite e 
algumas áreas circunscritas de cicatrização nas 
margens do couro cabeludo. Acontece por causa 
do atrito e da tensão. Procedimentos químicos 
associados a outros procedimentos (alisamen-
tos), excesso de tensão ao prender os cabelos ou 
por alguns penteados que podem provocar esta 
alopecia nas regiões frontal, parietal e marginal. O 
tratamento consiste em evitar os fatores causais.
Você sabe a diferença entre alopecias e eflú-
vios? Bom, acredito que alopecias você acabou de 
conhecer, mas, para você responder esta pergunta, 
precisa conhecer os eflúvios. Então, vamos lá! 
Eflúvios consistem no desprendimento dos 
pelos e/ou cabelos, eles podem ser denominados 
de Eflúvios anágeno e telógeno. O eflúvio aná-
geno consiste na perda dos fios na fase anágena, 
geralmente, o início é rápido e extenso. A queda 
Figura 9 - Alopecia androgenética padrão clássico
• AA padrão difuso (AA padrão femini-
no): manifesta-se, de forma difusa, no topo 
do couro cabeludo, acometendo as regiões 
parietal, frontal e vértice. Inicialmente, os 
cabelos ficam afilados, e não ocorre a dimi-
nuição do comprimento final dos cabelos. 
O folículo piloso torna-se miniaturizado 
e sem alterar o ciclo biológico do cabelo. 
63
UNIDADE 2
ocorre após alguns dias do fator desencadeante, 
podendo cair milhares de fios por dia. Podem 
ser causados por radioterapia, quimioterapia sis-
têmica, drogas imunossupressoras, desnutrição 
proteica grave, intervenções cirúrgicas prolonga-
das e sífilis secundária (OMAR; GUIDETI, 2008; 
PEREIRA et al., 2016). O tratamento consiste na 
identificação e na exclusão da causa, alimentação 
rica em proteínas, administração de vitaminas e 
sais minerais (OMAR; GHIDETI, 2008; PEREIRA 
et al., 2016).
O eflúvio telógeno é caracterizado pelo des-
prendimento aumentado dos pelos ou cabelos 
telógenos normais dos folículos do couro cabe-
ludo, que está na fase de repouso, secundário ao 
deslocamento acelerado da fase anágena para ca-
tágena e para telógena (OMAR; GUIDETI, 2008; 
PEREIRA et al., 2016). Podem cair mais de 600 
fios por dia, o que resulta na rarefação difusa dos 
cabelos. Pode ser causado por estresse emocio-
nal, pós-parto, deficiência protéica, deficiência 
de ferro, regimes, estresse, doenças sistêmicas e 
alguns medicamentos. O tratamento consiste na 
correção da causa, alimentação equilibrada e rica 
em proteínas, suplementação com vitaminas 
e sais minerais (OMAR; GUIDETI, 2008; 
PEREIRA et al., 2016). A utilização de so-
luções tópicas, como minoxidil a 2 ou 5%, 
também pode ajudar. Essa fase pode du-
rar de três a quatro meses, após os cabelos 
retornam ao normal (OMAR; GUIDETI, 
2008; PEREIRA et al., 2016).
Outra afecção tricológica é a aplasia 
cutânea congênita (ACC), caracterizada 
por ausência de pele em uma determina-
da localização, como face, tronco, abdô-
men e membros. O local em que mais se 
manifesta é no couro cabeludo. Ela pode se 
manifestar de forma isolada, ou fazer parte 
de alguma síndrome. Em geral, é constatada 
logo ao nascer e é acompanhada de complicações 
(infecções locais, meningite, hemorragia, trombo-
se, convulsão ou morte) (PEREIRA et al., 2016).
Pode ocorrer por causa de anomalias cro-
mossômicas, mecanismos traumáticos, defeitos 
amnióticos, problemas intrauterinos, tromboses, 
alterações vasculares, teratogênese medicamen-
tosa, entre outros. Ainda não existe tratamento 
específico para ACC, apenas a possibilidade fazer 
enxertos de pele em pequenas áreas do couro ca-
beludo (PEREIRA et al., 2016).
Você já conheceu alguém que possui muitos 
pelos nas costas, no tórax ou em outras regiões do 
corpo? Este excesso de pelos no corpo é conheci-
do como hipertricose, que pode ser classificada 
em: generalizada, localizada e sintomática. Há 
várias hipertricoses, entre elas, segundo Pereira 
et al. (2016):
64
UNICESUMAR
• Hipertricose cervical anterior (HCA): ca-
racterizada por um tufo de pelos terminais, 
em uma área arredondada, na região anterior 
do pescoço, sobre a cartilagem tricoide. Pode 
se manifestar ao nascer ou nos primeiros 
anos de vida, acredita-se que seja uma doen-
ça hereditária. Também existe a ocorrência 
da hipertricose cervical posterior.
• Hipertricose congênita localizada: 
ocorrência de excesso de pelos em algu-
mas dermatoses.
• Hipertricose adquirida: trata-se do excesso 
de pelos ocasionados por algumas doenças, 
como alterações cerebrais, anorexia nervosa, 
má nutrição, hipotireoidismo, síndrome da 
imunodeficiência adquirida e outras.
• Hipertricose iatrogênica (HI): o excesso 
de pelos pode se desenvolver em qualquer 
região do corpo e é causado por alguns me-
dicamentos, como amiodarona, clomipra-
mine, donezepil, estreptomicina, fluoxetina, 
glicocorticoides, interferon alfa, lorazepan, 
minoxidil e outros.
• Hipertricose lanuginosa adquirida 
(HLA): é considerada uma dermatose pa-
raneoplásica que pode acompanhar alguns 
tumores e a melanoma. Acomete pessoas en-
tre 40 e 70 anos de idade e pode se manifes-
tar meses ou anos antes do aparecimento do 
carcinoma. Caracterizada por pelos do tipo 
lanugo na face (face de símio), que crescem 
cerca de 2 a 3 cm por semana, podendo che-
gar a, até, 15 cm de comprimento. Na maioria 
dos casos, quando a neoplasia é curada, a 
HLA regride.
• Hipertricose lanuginosa congênita 
(HLC): é rara, na qual toda a pele, exceto 
palmas, planta dos pés, falanges distais, pre-
púcio, glande e pequenos lábios, são cober-
tos por pelos lanugos loiros, ou prateados, 
ou acastanhados, ou negros, com aspecto 
de lã, e crescem por toda a vida. A face fica 
semelhante à de um cão ou macaco, sendo 
mais intensa na coluna vertebral, região lom-
bossacra, orelhas e regiões pré-auriculares. 
Manifesta-se entre os 4 e 7 anos de idade e 
pode ser acompanhada de anomalias den-
tárias, nas orelhas e glaucoma. As pessoas 
acometidas com esta doença, geralmente, 
são discriminadas e propensas a quadros 
graves de depressão. Não tem tratamento, 
apenas a utilização da depilação a laser em 
algumas áreas.
• Hipertricose localizada adquirida (HLA): 
ocorre depois de repetidos traumas sobre a 
pele (fricção, irritação/inflamação), na região 
os pelos ficam grossos e longos.
• Hipotricose universal: não chega a ser con-
siderada uma patologia, e sim um fenômeno 
fisiológico. É caracterizada pela distribuição 
normal de pelos, porém são mais grossos e 
amplos em algumas regiões do corpo, como 
tórax e dorso (Figura 10). 
Figura 10 - Hipertricose universal
65
UNIDADE 2
O hirsutismo é uma tricose muito comum, caracterizada pela pre-
sença de pelos terminais na mulher em locais que são habituais nos 
homens, como queixo, face, abdômen inferior, ao redor dos mamilos, 
entre as mamas, glúteos, regiões lombares e parte interna da coxa, 
é a famosa mulher barbada (PEREIRA et al., 2016).
Algumas alterações são associadas ao hirsutismo, como acne, 
irregularidades menstruais, acantose nigricans, obesidade, alopecia 
androgenética, síndrome do ovário policístico, hiperplasia congênita 
de suprarrenal e hipotiroidismo. O tratamento depende da sua ori-
gem, e pode ser remoção dos pelos por raspagem ou depilação (cera 
ou laser), ou por pinças, ou por eletrólise (PEREIRA et al., 2016).
As bolhas capilares consistem na formação de bolhas na haste 
dos cabelos, podendo ser minúsculas até grandes, de formato re-
dondo, ovalado, cilíndricos ou irregulares. As principais causas das 
bolhas capilares são as altas temperaturas a seco, que, geralmente, 
ocorre por acidente com secador muito aquecido, pente quente, 
escova quente ou mesmo com fogo.Alguns casos podem ocorrer, 
devido a piscinas com água muito cloradas, manipulação para dar 
brilho nos cabelos, congelamento dos cabelos e água oxigenada 
(peróxido de hidrogênio) (PEREIRA et al., 2016).
As bolhas capilares são facilmente visíveis à microscopia. As 
hastes, geralmente, são grotescas ao teste do deslize e aos testes do 
puxão, da gaze e do atrito, e dão positivo. Quanto ao tratamento, 
poucas bolhas nas hastes não causam danos estéticos, e o tratamento, 
neste caso, é conservador. Já quando há em grandes quantidades, 
ocorre deformidade nas hastes, tornando as friáveis e é recomen-
dado o corte dos cabelos danificados (PEREIRA et al., 2016).
Dermatite seborreica ou eczema seborreico é uma doença 
inflamatória crônica que, geralmente, acomete a face, o tórax, as 
orelhas e o couro cabeludo, levando à vermelhidão, descamação e, 
por vezes, secreção. Também pode ser assintomática ou muito pru-
riginosa, de causa desconhecida. Em geral, ela ocorre nos homens 
entre 18 e 40 anos de idade, existindo uma predisposição familiar 
para o seu desenvolvimento. Nesta dermatite, há o aumento na 
multiplicação celular da epiderme, e sua gravidade é determinada 
pela quantidade de sebo. Alguns fatores podem desencadear ou 
agravar a dermatite seborreica, como calor, umidade, roupas que 
retém suor, estresse, alcoolismo, diabetes, alimentação hipercalórica, 
entre outros. O diagnóstico é clínico, e o tratamento tradicional é o 
uso de corticoides (PEREIRA et al., 2016).
Dermatite de contato ou 
eczema de contato é uma rea-
ção inflamatória da pele decor-
rente da exposição a um agente 
capaz de causar irritação ou aler-
gia, classificada como dermatite 
de contato irritativa ou alérgi-
ca. Alguns agentes causam esta 
dermatite após a exposição solar, 
como o sumo de frutas cítricas, e 
outros entram em contato com a 
pele pelo ar. Os sintomas depen-
dem da causa e podem ser vários, 
como ardor, queimação, coceira, 
vermelhidão e outros. Diagnós-
tico consiste no teste alérgico 
de contato (patch-test). O trata-
mento depende da intensidade 
e tipo de dermatite de contato, 
podendo ter medidas locais ou 
utilização de medicações de via 
oral ou injetáveis (SBD, 2017).
A foliculite é uma inflama-
ção do folículo piloso (Figura 11), 
formando uma pústula (peque-
no tumor na pele contendo pus), 
pode se manifestar em qualquer 
região do corpo e é, classicamen-
te, dividida em foliculite super-
ficial ou ostiofoliculite, quando 
o processo inflamatório acomete 
o óstio, e foliculite profunda, 
quando acomete todo ou parte 
do folículo piloso (PEREIRA et 
al., 2016). Existem vários tipos 
de foliculite, e cada um com sua 
evolução e seu tratamento. Co-
mentarei sobre dois tipos conhe-
cidos: a foliculite descalvante e a 
foliculite em tufos.
66
UNICESUMAR
Figura 11- Folículos pilosos inflamados
A foliculite descalvante acomete jovens e adul-
tos de meia-idade, predominantemente, do sexo 
masculino e afrodescendentes. Observam-se pá-
pulas eritematosas foliculares, brilhantes, com pus, 
dolorosas e com sensação de queimação no couro 
cabeludo. Com o tempo, as pápulas tornam-se 
pústulas e, ao se romperem, formam pequenas 
ulcerações e crostas amareladas ou sanguinolen-
tas. Mesmo com tratamento, após dois anos, o 
paciente evolui a uma alopecia total (PEREIRA 
et al., 2016).
Foliculite em tufos ocorre quando uma pes-
soa tem vários cabelos emergindo do mesmo ós-
tio. É sugerido que isto esteja relacionado com a 
presença da bactéria Staphylococcus albus e do 
fungo Scopulariopsis brevicaulis. O tratamento 
com eritromicina tópica e penicilina sistêmica 
mostrou-se eficaz, além de outros medicamentos 
(PEREIRA et al., 2016).
A pseudofoliculite é uma tricose crônica, 
caracterizada por erupção acneiforme com pá-
pulas e pústulas, predominantemente, na região 
da barba, principalmente no pescoço, decorrente 
da penetração do pelo na pele. Ocorre quando o 
pelo é cortado rente à pele (PEREIRA et al., 2016).
Pode ocorrer de duas formas: 1) pela pene-
tração extrafolicular, o pelo sai do óstio e, a se-
guir, penetra na pele, perfurando a epiderme, e 
2) penetração transfolicular, o pelo perfura o 
folículo piloso antes de emergir na superfície da 
pele. O diagnóstico é clínico e confirmado pelo 
dermatoscópio (PEREIRA et al., 2016).
Esta tricose acomete, principalmente, pessoas 
da raça negra ou que possuem barba encaracolada 
e que precisam fazer, frequentemente, a barba. 
Também pode aparecer no couro cabeludo e nas 
virilhas, após a depilação. A pseudofoliculite pode 
coçar muito, doer, sangrar e ter complicações, 
como imediata infecção bacteriana. Ela tem sido 
associada a problemas com a queratina da haste 
do pelo (PEREIRA et al., 2016).
O tratamento consiste em evitar a penetra-
ção do pelo na epiderme e depende do grau e 
da extensão da doença. Em casos brandos, são 
recomendados movimentos circulares com bucha 
vegetal/sintética e depilação química. Em pou-
cas lesões sem inflamação, os pelos podem ser 
removidos com uma agulha e, em casos graves, 
deve evitar cortar a barba e usar antibióticos. O 
tratamento ideal para todos os casos é a depila-
ção a laser. Na pseudofoliculite, recomenda-se o 
tratamento preventivo pelo corte diário da barba, 
evitando seu encurvamento e penetração na epi-
derme, ou outro, bem mais simples, econômico e 
que está na moda masculina, que consiste em não 
cortar a barba (PEREIRA et al., 2016).
Dermatofitose, popularmente, conhecida 
como micose, frieira (pé de atleta) entre outras 
denominações de acordo com a região do corpo 
acometida, é uma doença causada por fungos que 
67
UNIDADE 2
se alimentam da queratina da pele, dos pelos/ca-
belos e das unhas. Eles podem ser transmitidos 
entre os humanos ou entre animais e humanos, 
ou, ainda por algum objeto (pente, escova etc.) ou 
local contaminado (solo) (SBD, 2017).
No couro cabeludo, a dermatofitose é conheci-
da como tinha ou tinea capitis, infecção fúngica 
superficial do couro cabeludo. Caracterizada por 
placa alopécica única ou múltipla no couro cabe-
ludo e descamação, associada, ou não, a tonsuras 
do pelo. O diagnóstico é realizado por meio de 
exames micológicos, e o tratamento é feito com 
antifúngicos oral (SBD, 2020; OMAR; GHIDETI, 
2008; PEREIRA et al., 2016).
Existem duas modalidades de tratamento, o 
tópico e o com medicações sistêmicas ou com 
antifúngicos sistêmicos via oral (SBD, 2017). Re-
comenda-se a realização do tratamento via oral 
uma vez que o medicamento necessita entrar no 
folículo piloso. Na maioria das vezes, utiliza a 
griseofulvina, que é a única recomendada pela 
FDA (Food and Drug Administration), mas ou-
tras drogas também são usadas, como terbinafina, 
itraconazol e fluconazol (PEREIRA et al., 2016).
A psoríase pode acometer o couro cabeludo, 
isoladamente, ou fazer parte de uma psoríase es-
parsa pelo corpo. Ela compromete, predominan-
temente, a epiderme, porém pode afetar o infun-
díbulo, causando uma hiperceratose folicular e 
cilindros capilares. Pode levar a deflúvio telógeno 
ou alopecia cicatricial. O diagnóstico é clínico, e 
o tratamento consiste, nos casos leves, hidrata-
ção, medicamentos tópicos nas lesões e banho 
de sol, nos casos moderados, além do recomen-
dado anteriormente, recomenda-se exposição às 
luzes UVA e UVB em cabines, e, em casos graves, 
é necessário medicação oral ou injetável além das 
recomendações anteriores (PEREIRA et al., 2016).
A pitiríase vulgar, pitiríase furfurácea, piti-
ríase esteatoide, pitiríase simples, pitiriase ca-
pitis, ou simplesmente caspa, é uma descamação 
fina do couro cabeludo. Ela não causa nenhum 
problema biológico, porém o problema é social, 
ninguém gosta de ter caspa nos cabelos, nas rou-
pas etc. (SBD, 2017; PEREIRA et al., 2016).
O diagnóstico é simples, e a diferença entre 
pitiríase e descamação normal está na camada 
córnea, a qual, normalmente, tem de 25 a 35 ca-
madas de células queratinizadas e distribuídas, 
uniformemente, enquanto na pitiríase não passa 
de dez camadas de células,e aparecem muitas cé-
lulas paraceratóticas e desorganizadas (PEREIRA 
et al., 2016).
A pitiríase versicolor, também conhecida 
como pano branco, é uma micose superficial 
causada pelo fungo do gênero Melassezia. Esta 
pitiríase ocorre comumente nos braços, no abdô-
men, na nuca e na barba. Os pacientes acometidos 
por ela apresentam queda ou afinamento dos ca-
belos nas lesões, degeneração hidrópica da cama-
da basal, degeneração folicular, miniaturização do 
folículo piloso, atrofia, rolhas córneas e ausência 
do folículo piloso (PEREIRA et al., 2016).
Apesar de ter vários xampus ditos anticaspa, 
poucos realmente têm respaldo científico. O FDA 
aprova cinco produtos básicos para o tratamento, 
os quais são Coaltar ou alcatrão de hulha (0,5 a 
5%); piritionato de zinco (0,3 a 2%); ácido sali-
cílico (1,8 a 3%); sulfeto de selênio (0,6 a 1%) e 
enxofre (2 a 5%) (PEREIRA et al., 2016).
68
UNICESUMAR
São muitas informações para assimilar num primeiro momento, mas percebe como elas são funda-
mentais para a prática profissional no dia a dia? No expediente profissional, você encontrará casos 
como os citados e verá que, devido à grande quantidade de afecções tricológicas, por exemplo, a 
investigação inicial da queixa do seu cliente deve ser bem realizada, pois faz toda a diferença no 
diagnóstico final. Você também conheceu um pouco mais sobre as tricoses, como as relacionadas 
com a queda de cabelos, o que é uma queixa comum e frequente para quem pretende trabalhar 
com a estética capilar. No dia a dia da profissão do esteticista, você poderá ter clientes com queixas 
com os fios ou com a saúde do couro cabeludo, portanto, conhecer as várias afecções tricológicas 
torna-se fundamental.
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Olá, aluno(a)! Estamos chegando ao encerramen-
to deste segundo ciclo e convido você a fazer uma 
verificação crítica dos conhecimentos adquiridos, 
preenchendo o Mapa de Empatia a seguir, ao 
responder às seguintes questões:
O que PENSA e SENTE?
O que você pensa sobre a anamnese e a prope-
dêutica na tricologia? Como você se sente em re-
lação aos conhecimentos adquiridos neste ciclo? 
Quais são seus objetivos ao estudar as doenças 
tricológicas? E quais são suas preocupações?
O que OUVE?
Quais pessoas influenciam você na investigação 
inicial das tricoses? O que você escuta sobre as 
queixas relacionadas ao cabelo e ao couro ca-
beludo? Você é um bom ouvinte? Você acha que 
saber escutar é importante?
O que VÊ?
Qual(is) das tricoses você já viu? Como vê as quei-
xas relacionadas ao cabelo?
O que FALA e FAZ?
O que você faz para investigar as queixas dos 
seus pacientes? O que você fala sobre as trico-
ses? O que você faz para conhecer as afecções 
tricológicas?
Quais são as DORES?
Qual dos conhecimentos abordados, neste ciclo, 
você teve maior dificuldade em compreender? 
Você tem dificuldade em se comunicar e escutar 
as queixas das pessoas?
Quais são as NECESSIDADES?
O que você acha necessário para superar suas 
dificuldades? O que você deseja ao conhecer as 
principais tricoses? 
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1. Geralmente, as pessoas procuram o esteticista capilar para realizar algum desejo, ou se queixa de 
algum aspecto relacionado ao cabelo ou ao couro cabeludo. Uma vez que existem várias doenças 
tricológicas, para obtenção do diagnóstico e posterior tratamento, a avaliação é, fundamental-
mente, importante. Sendo assim, o que é necessário para a realização de uma avaliação eficaz?
2. Em tricologia, a principal queixa é queda de cabelo, a qual pode ter várias interpretações, podendo 
significar, realmente, uma queda de cabelos (alopecia ou eflúvio), ou pode ser outro problema 
(PEREIRA et al., 2016).
Levando em consideração os conhecimentos sobre eflúvio e alopecia, avalie as seguintes afirmativas:
I) Alopecias são distúrbios caracterizados pela perda dos cabelos, 
podendo ser difusa ou focal, não cicatricial ou cicatricial.
II) Eflúvios consistem no desprendimento dos pelos e/ou cabelos 
podendo ser anágeno ou telógeno.
III) O eflúvio anágeno consiste na perda dos fios na fase anágena, 
geralmente, o início é rápido e extenso.
IV) O eflúvio telógeno é caracterizado pelo desprendimento au-
mentado dos fios telógenos normais.
É correto o que se afir-
ma em:
a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
3. O cabelo apresenta um importante papel na imagem das pessoas e no seu bem-estar, sendo, 
muitas vezes, venerado. Desta forma, cuidar dos cabelos e do couro cabeludo é fundamental 
para a vida do homem moderno, sendo importante conhecer suas afecções as quais incluem 
alterações adquiridas ou congênitas que afetam tanto, quantitativa e/ou qualitativamente, a 
estrutura do fio e também o couro cabeludo (OMAR; GHIDETI, 2008).
Levando em consideração os conhecimentos sobre as doenças tricológicas, assinale a alternativa 
correta.
a) As tricoses compulsivas são resultantes de comportamentos autoagressivos, facilmente diag-
nosticada, não necessita de investigação psicológica uma vez que o próprio paciente assume 
sua doença, sendo a tricotilomania, a tricotemnomania e a tricofagia exemplos destas tricoses.
b) Tricorrexe nodosa é uma displasia da haste rara, que aumenta a vitalidade dos fios, devido ao 
aparecimento de pseudonodosidades nos pelos.
c) A hipertricose é o excesso de pelos no corpo, onde, normalmente, não existem pelos em abun-
dância, podendo ser classificada em hipertricose generalizada, localizada e sintomática.
d) Hirsutismo é uma tricose muito comum em homens, caracterizada pela presença de pelos vel-
lus no queixo, face, abdômen inferior, ao redor dos mamilos, entre as mamas, glúteos, regiões 
lombares e parte interna da coxa.
e) A pseudofoliculite, considerada uma tricose aguda, consiste na inflamação do folículo piloso, que 
se manifesta em mulheres jovens em qualquer região do corpo. 
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1. Para você fazer uma avaliação eficaz, é necessário saber se comunicar e, principalmente, saber escutar o 
que é falado e o que deve ser subentendido, realizar a anamnese, que é, basicamente, a entrevista que 
busca relembrar todos os fatos relacionados ao paciente, tendo como principal objetivo, o diagnóstico 
e a propedêutica tricológica, que levará ao diagnóstico e avaliará a intensidade e a evolução da doença.
2. E.
3. C.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
73
BERTAIOLLI, V. et al. Hirsutismo, hipertricose e alopécia/Hirsutism, hypertrichosis and alopecia. Acta Méd., 
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74
M
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O
3
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Recursos aplicados 
aos cabelos e ao 
couro cabeludo
Dra. Franciele Neves Moreno
Olá, aluno(a)! Neste ciclo, desbravaremos os conhecimentos da cosmetolo-
gia, conhecendo as características dos produtos capilares, como xampus, 
condicionadores, colorações e outras químicas utilizadas. Também conhe-
ceremos os ativos para tratamentos capilares, os quais são substâncias 
adicionadas na formulação dos cosméticos capilares com o objetivo de 
exercer suas funções, tais como de limpeza, hidratação, nutrição, fixação 
de pigmentos, entre outros. Você terá oportunidade de aprender sobre as 
alterações que ocorrem nos procedimentos de texturização capilar, como na 
ondulação permanente, no alisamento e no relaxamento químico, além de 
conhecer os principais produtos utilizados para a realização destas técnicas 
e como eles atuam. Conhecerá alguns tratamentos do couro cabeludo e 
como os procedimentos de massagem, drenagem linfática, argiloterapia 
e esfoliação, podem ser utilizados na estética capilar. E aí, está curioso(a) 
para aprender? Então, vamos lá?
76
UNICESUMAR
Podemos imaginar que você, como profissional, 
ao pegar o shampoo na prateleira, já possui o 
hábito de ler as características químicas, analisar 
primeiro e associá-las ao resultado que procura. 
Sabemos que a cosmetologia é o ramo do conhe-
cimento e da pesquisa aplicada que se dedica à 
análise e à utilização dos produtos cosméticos. 
Ela está em busca constante de inovações e, por 
consequência, há vários produtos com finalida-
des e indicação específica, sendo assim, torna-
-se difícil saber qual produto é o ideal para seu 
cliente, como usá-lo e, até mesmo, os possíveis 
efeitos adversos. Mas você sabe como funcionam 
os procedimentos que modificam a textura, a cor 
do cabelo e afetam, até mesmo, seu crescimento? 
Sabe diferenciar os componentes das colorações 
e quais devem ser utilizadas em cada tipo de ca-
belo? Tudo isso é importante analisar e conhecer 
para desenvolver um bom trabalho, assim como 
saber todos os processos químicos envolvidos 
para tratamento e prevenção da saúde capilar. 
Qual seu maior desafio na hora de escolher seus 
produtos para cada técnica que pretende utilizar?
A cosmetologia é um ramo muito promissor, 
destacado pelo crescimento deste setor, nos últi-
mos anos. De acordo com a Euromonitor, a in-
dústria brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e 
Cosmético (HPPC), em 2017, movimentou cerca 
de US$ 32,1 bilhões em consumo, alcançando o 
quarto lugar no ranking mundial deste setor. Isto 
reflete a mudança no comportamento de con-
sumo das pessoas, e que a população mundial, 
finalmente, tem reconhecido a importância deste 
segmento na promoção do bem-estar e da saúde 
das pessoas. Além disso, pesquisas mostraram que 
a mulher brasileira gasta, anualmente, onze vezes 
mais com produtos de beleza do que as mulheres 
inglesas, fato apresentado pela revista Stylist. 
Homens também têm sido grandes consu-
midores dos produtos cosméticos e de serviços 
na área estética, pois o perfil deste novo homem 
passou a ser um grande alvo de consumo e vem 
recebendo atenção especial deste setor. 
Outra parcela da população que tem recebido 
atenção especial do setor é grupo seniores, ou 
como sugerido o novo termo “adulto+”, lem-
brando que é a parcela da população que vem 
aumentando, mundialmente, por causa da maior 
expectativa de vida. Portanto, este ramo oferece 
um campo vasto de atuação, proporcionando o 
aumento na geração de emprego e de serviços. 
Você sabia que, como futuro profissional da 
área, precisa estar atento a estas transforma-
ções? A indústria cosmética acompanha este 
movimento e tem desenvolvido vários produtos 
com finalidades específicas para cada público, 
e conhecer os produtos cosméticos e os trata-
mentos pode auxiliar você na sua profissão. 
Lys é uma jovem loira com 20 anos de idade, 
chegou a você reclamando que, após usar deter-
minado produto, seu cabelo ficou verde e, aparen-
temente, começou a cair. Ela relatou que queria 
77
UNIDADE 3
voltar a ter seus cabelos na cor natural e para isso 
utilizou um produto indicado por uma amiga, co-
nhecido como restaurador de cor, comprado em 
uma loja de cosméticos e perfumaria. É possível 
que os problemas que a Lys relatou sejam conse-
quência do uso deste produto? Você conhece al-
gum restaurador de cor? Indicaria o seu uso? Qual 
procedimento e/ou produtos você recomendaria 
a Lys? Sugiro que você responda estas questões 
como se estivesse explicando para ela.
É comum as pessoas seguirem recomendações 
de amigos, conhecidos, influenciadores digitais 
ou, até mesmo, alguma dica da internet, que não 
tenha respaldo científico. Estas atitudes podem 
ser perigosas para a saúde capilar e das pessoas, 
o tal do “barato que sai caro”. 
Alguns problemas dos cabelos e do couro cabe-
ludo podem ser ocasionados por usos inadequados 
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de certos produtos ou pelo excesso de tratamentos 
químicos. Um dos problemas observados, princi-
palmente no verão, na região Sul do Brasil ou em 
regiões quentes, é alteração na cor dos cabelos claros, 
tons esverdeados, que pode ser ocasionada por ex-
cesso de água de piscina ou por produtos químicos 
inadequados. Esta alteração da cor dos fios pode ser 
causada pela deposição do chumbo na haste capilar. 
Proponho uma reflexão sobre isso. A seguir, no 
diário de bordo, anote o que você acha sobre as pes-
soas seguirem recomendações feitas por canais não 
confiáveis para realizarem tratamentos ou usarem 
produtos para os cabelos? Você já realizou algum 
tratamento caseiro recomendado por amigos, in-
fluenciadores digitais, sites etc.? Teve algum dano 
capilar? Como você agiria com um cliente que che-
ga a você para tratar do cabelo/couro cabeludo 
com danos decorrentes de práticas inadequadas?
78
UNICESUMAR
De acordo com o Dicionário Online de Português (2020, on-line)¹, cosmetologia, ou cosmética, é 
o ramo do conhecimento e da pesquisa aplicada que se dedica à análise e à utilização dos produtos 
cosméticos. Nos cenários mundial e nacional, o mercado de cosméticos e da beleza está em uma 
crescente, resultado da mudança no comportamento de consumo da população (PEREIRA, 2013). 
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos 
(ABIHPEC, 2018), em 2017, o Brasil ocupava a quarta posição no ranking mundial do setor, res-
pondendo por 6,9% do mercado mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e do Japão. 
Este consumo de cosméticos no cenário nacional é facilmente observado no dia a dia, afinal, a 
maioria das pessoas utiliza, no mínimo, um cosmético ao dia e não fica sem ele. Por exemplo, 
pense em qual produto cosmético usou hoje? Ficaria sem ele por um longo período de tempo? 
Diante deste cenário, a cosmética tem como objetivo proporcionar bem-estar e qualidade de vida. 
Nos últimos anos, o mundo vem passando por mudanças, devido a diversas crises, resultando 
em uma revolução no consumo mundial voltadas para a busca do bem-estar e da qualidade 
de vida. Diante deste cenário, qual a importância do mercado cosmético e da beleza?
79
UNIDADE 3
Mas, quando as pessoas começaram a usar cosméticos? O uso de cosmético teve início há cerca de 
30.000 anos uma vez quehá indícios de que os homens pré-históricos pintavam seus corpos e se tatua-
vam (ABC, [2020], on-line)2. Mas são os egípcios os símbolos do uso de cosméticos da Antiguidade, 
ao encontrar cremes, incensos e potes de azeite usados na decoração e no tratamento dos corpos, no 
sarcófago de Tutankamon (1.400 a.C.) e em outras tumbas, incorporando o símbolo da beleza eterna e 
também a imagem da Cleópatra (69 a.C. a 30 a.C.) se banhando com leite de cabra e de sua maquiagem 
característica ((ABC, [2020], on-line)2; PEREIRA, 2013), conforme mostra a Figura 1.
Figura 1 - Imagem da rainha egípcia Cleópatra e esfinge
Durante a dominação grega, os cosméticos tornaram-se ciência. Na 
era Romana, Claudius Galenus iniciou a era galênica dos produtos 
químico-farmacêuticos. Durante a Idade Moderna, teve uma cres-
cente evolução dos cosméticos, em Paris. Mas o grande desenvol-
vimento da cosmética ocorreu nos períodos do pré e pós Segunda 
Guerra Mundial, com o emprego de tensoativos o que possibilitou a 
fabricação de cremes contendo componentes oleosos e aquosos mais 
estáveis. Mas, apenas na Idade Contemporânea, teve o surgimento 
da indústria cosmética (ABC, [2020], on-line)2; PEREIRA, 2013).
Atualmente, a pesquisa cosmética avança para descobertas de 
matérias-primas eficazes e com baixa irritabilidade. As bases e 
os ativos dos produtos cosméticos atuam em sinergia para obter 
a ação esperada, e esses produtos devem ser, sensorialmente, 
agradáveis, ter um aspecto atrativo, facilidade de aplicação, esta-
bilidade físico-química e microbiológica e outros. Os principais 
tipos de bases cosméticas são (PEREIRA, 2013):
1. Emulsão: sistemas he-
terogêneos formados 
pela combinação de lí-
quidos imiscíveis, que, 
devido aos emulsio-
nantes ou tensoativos 
(também conhecidos 
como surfactantes), os 
tornam miscíveis. São 
constituídos por uma 
fase oleosa, formada 
por óleos, ceras e deri-
vados; fase aquosa, for-
mada pela água e pelos 
componentes hidrofíli-
cos, como umectantes, 
80
UNICESUMAR
polímeros hidrossolúveis, conservantes corantes, seques-
trantes e ativos hidrossolúveis; e interface, formada por 
tensoativos com propriedades emulsionantes. As emulsões 
podem ser classificadas, de acordo com sua viscosidade, em 
leites (sem viscosidade), loções cremosas (fluidas) e cremes 
(alta viscosidade), ou quanto à hidrofilia ou à lipofilia das 
fases em óleo em água (O/A) (Figura 2), água em óleo 
(A/O) (Figura 2), polifases (A/O/A) ou (O/A/O), emulsão 
polimérica e emulsão de cristal líquido.
Figura 2 - Emulsões O/A e A/O, evidenciando a micela e a micela invertida
2. Gel: é hidrofílico, formado por duas fases: a líquida, re-
presentada pela água, e a sólida, representada pelo agente 
gelificante. São muito usados, devido a espalhar, facil-
mente, não são gordurosos e podem veicular princípios 
ativos hidrossolúveis e lipossomas.
3. Gel-creme: são sistemas contendo alta porcentagem de 
fase aquosa e baixo conteúdo da fase oleosa, estabilizados 
por um polímero hidrofílico. Têm a vantagem sensorial 
refrescante dos géis com a maciez das emulsões, além de 
incorporar substâncias lipossolúveis, como filtros solares 
e ativos oleosos, sem que o produto deixe na pele uma 
sensação pesada e oleosa.
4. Pós: são formados pela mistura de diversas matérias-pri-
mas na forma sólida. Podem ser usados diretamente na pele 
ou preparados com o uso de solventes. Eles têm vantagens, 
como tamanho reduzido, prescrição precisa e maior esta-
bilidade, porém têm mais chance de deterioração.
ÁguaÓleo
O/A A/O
ÓleoÁgua
Micela
Micela
Invertida
81
UNIDADE 3
As matérias-primas usadas em produtos cosmé-
ticos podem ter origem natural (minerais, ani-
mais e vegetais), semissintética (emulsionantes, 
espessantes, antioxidantes, emolientes e outros) e 
sintética (conservantes, filtros solares, ésteres, po-
límeros sintéticos e silicones) (PEREIRA, 2013).
Como já mencionado, é fundamental conhecermos 
as características dos produtos (xampu, condicio-
nador, máscara, coloração, entre outros) para, en-
tão, sabermos como usá-los e quando indicá-los. 
Os cosméticos capilares são formulações 
destinadas ao cuidado com os cabelos e o couro 
cabeludo, podem ter como objetivo higieniza-
ção, hidratação, proteção, alteração da aparência 
do cabelo ou tratamento. O que diferencia um 
produto cosmético capilar de outro é o meca-
nismo de ação que está relacionado à sua for-
mulação (MATIELLO et al., 2019).
Os xampus, os condicionadores e os fixa-
dores são emulsões, contendo principalmente 
água, óleo e surfactantes. Sendo a água o princi-
pal constituinte destas emulsões e suas proprie-
• Cosmetologia ou cosmética é o 
ramo do conhecimento e da pesqui-
sa aplicada que se dedica à análise e 
à utilização dos produtos cosméticos.
• As bases e os ativos atuam em siner-
gia para obter a ação esperada.
• As matérias-primas usadas nos pro-
dutos cosméticos podem ter origem 
natural, semissintética e sintética.
• Os produtos cosméticos são, senso-
rialmetnte, agradáveis, de aspecto atra-
tivo, fáceis de aplicar, estáveis e outros.
dades químicas, tais como polaridade, ligações 
de hidrogênio, tensão superficial e solvente, são 
essenciais a essas misturas. Apesar de a água ser 
considerada solvente universal, ela não é capaz 
de dissolver o óleo, que, por sua vez, é hidrofó-
bico e lipofílico, exemplificado pela frase “óleo 
e água não se misturam” (HALAL, 2016). 
Mas um componente presente nos cosméti-
cos consegue vencer este obstáculo. Sabe qual 
é? O componente é o surfactante. Como ele faz 
isto? O termo surfactante quer dizer agente ati-
vo da superfície, eles são capazes de umedecer 
os cabelos e dispersar o óleo na água, por meio 
da redução da tensão superficial. Existem vários 
tipos de surfactantes e cada um com diferentes 
características de limpeza e de condicionamento 
do cabelo. Assim, na formulação de cosméticos, 
utiliza-se uma combinação de diferentes sur-
factantes para promover os efeitos desejados 
(HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019).
82
UNICESUMAR
O xampu tem como finalidade limpar o couro cabeludo, removendo células mortas do estrato 
córneo, componentes do suor, excesso de sebo, resíduos cosméticos e poluição que, geralmente, 
se acumulam nesta região e geram um aspecto de sujidade e oleosidade. Além disso, ele necessita 
atender às necessidades específicas dos cabelos, como o pH ácido (entre 4,5 a 5,8) e, ainda, pre-
servar a regulação fisiológica do sebo, manter níveis de hidratação local e evitar a proliferação de 
microrganismos prejudiciais, como bactérias e fungos (MATIELLO et al., 2019).
Antigamente, os babilônios usavam agentes saponáceos (sabão) para lavar seus cabelos, e estes 
tinham função de detergente cuja formulação era baseada em gordura animal ou vegetal misturadas 
a substâncias muito alcalinas. Estes sabões proporcionam uma limpeza profunda do couro cabeludo 
e dos fios, porém a alcalinidade fazia as cutículas da haste capilar dilatar, tornando-as porosas, resul-
tando em cabelo opaco e sem brilho, causando muitos danos aos fios. Por isso, a indústria cosmética 
criou xampus menos alcalinos, os quais causam menos danos aos cabelos, com o surgimento do 
primeiro xampu não alcalino, em 1933 (HALAL, 2016; LOPES, et al., 2017; MATIELLO et al., 2019).
O mecanismo de ação dos xampus atuais está baseado na sua função principal que é de limpeza 
dos cabelos e do couro cabeludo, sendo assim, seu principal ativo cosmético é o surfactante, como 
agente de limpeza. O processo de limpeza dos cabelos e do couro cabeludo ocorre, basicamente, 
da seguinte forma (MATIELLO et al., 2019):
1º - As moléculas de xampu carregadas com surfactantes entram em contato com os cabelos.
2º - Inicia-se a ação dos surfactantes, de reduzir a tensão superficial entre a água e a gordura, que 
é potencializada com a esfregação dos fios.
3º - Levando a diminuição da aderência das moléculas de gordura e sujidade com a queratina dos cabelos.
4º - Ao enxaguar a sujidade e a gordura dos fios e do couro cabeludosão removidas em conjunto 
do surfactante.
Além da água e dos surfactantes, os xampus possuem outros compostos, como desembaraçadores 
antiestéticos, agentes condicionantes, quelatos, agentes perolizantes ou opacificadores, formadores de 
espuma, conservantes, espessantes, fragrâncias, entre outros (HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019).
Mas, como escolher o xampu certo para cada cliente? A escolha 
do xampu deve levar em consideração a condição dos cabelos e 
do couro cabeludo do cliente que deve ser, previamente, avaliado. 
Em geral, os cabelos são classificados em oleoso, seco, normal 
ou tratados quimicamente (FRANGIE et al., 2016; MATIELLO 
et al., 2019). Atualmente, há uma tendência para produtos per-
sonalizados, e algumas marcas possibilitam a combinação de 
produtos com diferentes funções de acordo com a necessidade 
de cada cabelo (ABIHPEC, 2018). Entre os vários xampus exis-
tentes, alguns estão descritos aqui. 
83
UNIDADE 3
Xampus para cabelos secos não podem ser 
agressivos nem remover, profundamente, a oleosi-
dade uma vez que, nesses cabelos, há uma redução 
na hidratação natural dos fios. Geralmente, usam 
surfactantes não iônicos, que conferem suavidade 
às formulações. Além disso, esses xampus devem 
conter substâncias ativas que se depositam nos 
cabelos e permanecem mesmo após a lavagem, 
proporcionando uma hidratação extra, como 
proteínas hidrolisadas (MATIELLO et al., 2019).
Os xampus para cabelos oleosos ou xampus 
balanceadores devem apresentar maior concen-
tração de surfactantes, e estes serem mais poten-
tes, tais como surfactantes aniônicos, de forma 
que removam a maior quantidade de oleosidade 
dos cabelos. Também podem ser adicionados 
ativos excepcionais que acrescentam ao xampu 
adstringência, controle da oleosidade e efeito an-
timicrobiano. Esses xampus, além de removerem 
o excesso de oleosidade dos fios, impedem que o 
cabelo resseque (MATIELLO et al., 2019).
Xampus para cabelos ressecados e danifica-
dos possuem maior quantidade de surfactan-
tes aniônicos e podem ter em sua constituição 
compostos, como Aloe vera e óleo de argan, 
que atuam na hidratação e na regeneração dos 
fios, e, também, agentes condicionadores, como 
proteína e biotina, que restauram a umidade e 
a elasticidade dos fios, fortalece a haste e dão 
volume. Esses xampus têm a função de reter a 
umidade, tornar o cabelo mais macio, brilhante, 
maleável e não removem a cor artificial do cabe-
lo. Também podem ser denominados de xam-
pus hidratantes ou condicionadores (FRANGIE 
et al., 2016; MATIELLO et al., 2019).
Xampus anticaspas são para tratamento, con-
tém em sua formulação os ativos antifúngicos, 
como o cetoconazol, piritiona de zinco ou sul-
fureto de selênio, que controla a caspa suprimin-
do o crescimento do fungo causador da caspa. 
Devido a serem de uso diário, sua formulação é 
suave e deve ser utilizado apenas com orientação 
médica (HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019).
Xampus antiqueda são de tratamento, pos-
suem ativos de estimulação e restauração capi-
lar, como o D-pantenol e possuem surfactantes 
aniônicos mais suaves (MATIELLO et al., 2019).
Xampus de retenção de cor ou para cabelos 
quimicamente tratados são mais suaves, em ge-
ral, são livres de sulfato, criados pela combinação 
de surfactantes com pigmentos de cor básica e 
atuam prevenindo ou amenizando o desbota-
mento dos fios. Eles possuem pH ácido (entre 
4,5 a 5,8) próximo ao pH dos cabelos (pH ba-
lanceado), por isso, promovem o fechamento das 
cutículas e a manutenção da química (FRANGIE 
et al., 2016; MATIELLO et al., 2019).
Xampus infantis possuem surfactantes aniô-
nicos extremamente suaves, como o lauril ou éter 
sulfato, associados a surfactantes anfotéricos, 
como coco betaína (MATIELLO et al., 2019).
Xampus purificantes contêm um agente 
quelante ativo que se liga a metais (como fer-
ro e cobre) e os remove do cabelo, bem como 
um agente equalizador que enriquece o cabelo, 
ajuda a reter a umidade e torna o cabelo mais 
maleável. Estes xampus são indicados para pré-
-tratamentos químicos e quando há acúmulo de 
produtos químicos nos fios (FRANGIE et al., 
2016; MATIELLO et al., 2019).
Xampus a seco ou xampus em pó têm ação de 
limpeza sem usar água e sabão, o pó remove a suji-
dade e a gordura conforme passa a escova ou o pen-
te pelo cabelo. Indicado para uso em pessoas com 
estado de saúde debilitada, geralmente, em idosos. 
(FRANGIE et al., 2016; MATIELLO et al., 2019). 
84
UNICESUMAR
Devido à remoção da oleosidade natural dos cabelos pela ação dos xampus, é necessário outro 
produto para devolver aos fios sua hidratação natural, o produto que faz isto é o condicionador. 
Sendo assim, o condicionador tem a função de recuperar a hidratação natural dos cabelos e é 
destinado à aplicação logo após a lavagem (MATIELLO et al., 2019).
Os compostos dos condicionadores têm as funções de proteção da fibra capilar, aumento do 
brilho e facilitação do pentear devido ao fechamento das cutículas capilares. Os condicionadores 
podem ser considerados xampus invertidos uma vez que a porção de agentes hidratantes é maior do 
que a de surfactantes. Além dos hidratantes e surfactantes, eles possuem umectantes, espessantes, 
fragrâncias, conservantes, entre outros (HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019).
O principal ativo dos condicionadores é o agente condicionante/hidratante, como alcoóis graxos, 
silicone, umectantes, hidratantes, proteínas e derivados de proteínas, surfactantes catiônicos e outros 
(HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019). Os condicionadores podem ser, basicamente, de três tipos: 
condicionador com enxágue; condicionador de tratamento ou reparação, este é usado para repor 
nutrientes dos fios e aplicado nos fios por mais tempo que o primeiro; e o condicionador sem enxá-
gue, que permanece nos fios até a próxima lavagem (FRANGIE et al., 2016; MATIELLO et al., 2019).
As máscaras capilares, também chamadas de agentes de tratamento de condicionamento profun-
do, têm a função de tratamento de hidratação profunda dos fios, são compostas por ativos condicio-
nantes catiônicos associados a outros agentes condicionantes. Elas têm o objetivo de complementar 
os tratamentos de condicionamento dos fios. Sua composição assemelha-se ao dos condicionadores 
de uso regular, porém possuem maior concentração de agentes espessantes, maior viscosidade e 
são ricas em ativos condicionantes. Elas atuam nas duas camadas mais externas dos fios, selando 
as cutículas, e no córtex, devolvendo nutrientes, tais como as proteínas (MATIELLO et al., 2019).
Você acha que a sequência correta do uso dos produtos deve ser: xampu–condiciona-
dor–máscara ou xampu–máscara–condicionador? A sequência recomendada é: xam-
pu–máscara–condicionador.
Em geral, os condicionadores são aplicados nos cabelos por, no mínimo 5 min, já as máscaras 
levam em média 10 min. Existem máscaras com propriedade hidratante, com ativos hidratantes 
que criam um filme protetor ao longo das fibras capilares, selando as cutículas; reconstrutoras 
ou restauradoras, indicadas para cabelos que se encontram com alteração de composição, com 
perda excessiva de queratina e com porosidade aumentada, estas devem ser à base de proteínas, 
aminoácidos, silicones, óleos vegetais, entre outros; e nutritivas, indicadas para cabelos secos que 
necessitam repor nutrientes e lipídios, elas contêm ativos emolientes e hidratantes que fornecem 
um condicionamento profundo aos fios (MATIELLO et al., 2019).
85
UNIDADE 3
Os produtos finalizadores e fixadores têm a principal característica de não serem retirados dos 
cabelos e aplicados após o uso de xampus, máscaras e condicionadores. Os principais constituintes 
destes cosméticos são resinas poliméricas, surfactantes não iônicos e alcoóis. Os finalizadores têm 
a função de reduzir o frizz, facilitar o penteado e alterar o volume, e os mais usados são (HALAL, 
2016; MATIELLO et al., 2019):
• Mousse: promove maciez e é facilmente removível, contendo em sua composição polímeros 
catiônicos solúveis em águae polímeros aniônicos. Aplicados nos cabelos úmidos ou secos, 
alguns possibilitam a coloração temporária dos cabelos e/ou aumentam o volume.
• Loções: formam uma película fina sobre a haste capilar, composta por resinas poliméricas. 
Geralmente, são aplicados nos cabelos úmidos antes de alguma manipulação, como escovas 
e penteados. Com o objetivo de aumentar o volume, ou dar sustentação aos penteados, ou 
facilitar e evitar escamar durante o pentear/escovar.
• Leave-in: tem a função de proteger os fios, formando uma película na haste capilar. Contém a 
mesma formulação básica das loções, mas, em vez de terem resinas poliméricas, possuem con-
dicionadores catiônicos, também podem ter derivados de proteínas ou quaternários de amônio.
Os fixadores, como o próprio nome já diz, têm a função de fixação dos cabelos. Então, quando se 
pretende modificar, temporariamente, o aspecto dos cabelos (aumentar o volume, alterar forma 
e/ou posição) eles são utilizados. Os mais comuns são (HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019):
• Gel: endurece os fios na posição desejada e tem efeito molhado.
• Spray de fixação ou hair spray: fixa e dá forma, por meio de uma película seca e de difícil 
remoção. Geralmente, são aplicados nos cabelos secos e após o término/durante o penteado. 
Possuem compostos voláteis que promovem a secagem rápida ou instantânea. O ativo mais 
utilizado é o álcool sd (álcool especialmente desnaturado).
As colorações para cabelos (tinturas) são classificadas quanto à reatividade dos princípios ativos em 
colorações não oxidativas, que são as temporárias, as semipermanentes e a coloração permanente 
não oxidativa (coloração metálica); e em colorações oxidativas, que são as demipermanentes e as 
permanentes (Figura 3) (HALAL, 2016; FRANGIE, et al., 2016).
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UNICESUMAR
Geralmente, as colorações não oxidativas “contêm apenas um componente, não dependendo 
da mistura de revelador e/ou ativador, e não envolve reações químicas para ação e/ou formação 
da cor” (OLIVEIR45A, 2018, p. 17,). Também não é necessário fazer teste de contato antes da 
aplicação. Este tipo de coloração pode agir tanto por deposição quanto pela interação de corantes 
estáveis. A cor dessas colorações é a mesma da embalagem e se mantém durante todo o processo, 
além disso, elas não podem clarear a cor natural dos fios, tendo sua fixação restrita a um número 
pré-determinado de lavagens. Nessas colorações, não se observa uma demarcação muito grande do 
crescimento da raiz e existem três tipos de corantes associados a esta categoria: vegetais (Henna), 
metálicos e compostos (HALAL, 2016).
Figura 3 - Deposição nos fios dos pigmentos de coloração de cabelos
As colorações temporárias agem por deposição do pigmento na superfície dos cabelos (Figura 3), 
atraídas por diferenças na polaridade. Causam apenas mudança física na haste capilar e com pouca 
durabilidade da cor. As moléculas da coloração temporária são consideradas muito grandes para 
permear as camadas das cutículas de um cabelo saudável, porém, em cabelos claros ou porosos, 
as moléculas podem permear essas camadas, ocasionando manchas no cabelo. Estas colorações 
são consideradas máscaras de cor, auxiliam na neutralização dos tons indesejados, são usadas para 
uniformizar as tonalidades alcançadas após uma descoloração, restaurando a cor e o brilho dos 
fios. São soluções concentradas à base de água e podem ser encontradas como cremes enxaguantes, 
mousses e géis coloridos, máscaras, sprays e xampus. A maioria delas possuem pH levemente ácido 
e com polaridade positiva, porém algumas têm o pH levemente alcalino, que promove a dilatação 
das camadas externas da cutícula, aumentando a intensidade e a profundidade de deposição dos 
corantes na haste capilar. Isto resulta em maior durabilidade da cor e resistência ao desbotamento, 
porém também causa mais danos às fibras capilares (FRANGIE et al., 2016; HALAL, 2016).
Medula
Cutícula
Moléculas de tintura de cabelo
Córtex
Permanente Demipermanente Semipermanente
e temporária
Cutícula
87
UNIDADE 3
As colorações semipermanentes (Figura 3) são semelhantes às 
colorações temporárias que atuam por interação e não são mistu-
radas a outros componentes a serem aplicados, conhecidas como 
colorações diretas. A diferença entre elas consiste no tamanho de 
suas moléculas, que, na coloração semipermanente, são menores, e 
na afinidade ou nível de polaridade do produto com o cabelo cuja 
coloração é maior comparada à coloração temporária, resultando 
em mais durabilidade da cor (FRANGIE et al., 2016; HALAL, 2016).
A coloração permanente não oxidativa, popularmente conhe-
cida como coloração metálica, não é destinada ao uso profissional. 
São, frequentemente, comercializadas como cores progressivas 
ou restauradores de cor, termos usados, inadequadamente, uma 
vez que este tipo de coloração não tem a capacidade de restaurar a 
cor natural dos cabelos. Eles possuem, em sua composição, corante 
natural à base de sais de chumbo, prata, cobre e níquel, que são 
misturados à henna para formar corantes compostos. É conside-
rada uma coloração tóxica, e seu efeito final é um cabelo opaco 
e sem vida. Além disso, pode revelar reflexos e cores indesejadas 
ou inesperadas, como cor verde no cabelo, devido à deposição de 
cobre. Seu uso contínuo pode resultar em quebra dos fios, e os 
metais serem absorvidos pela pele, podendo levar a níveis altos no 
organismo, resultando em efeitos colaterais, como dores de cabeça, 
dermatite, inchaço, alopecias e em casos extremos envenenamento 
devido ao chumbo (HALAL, 2016).
Esse tipo de coloração é apontado como a origem dos proble-
mas graves enfrentados pelos cabeleireiros uma vez que elas são 
incompatíveis com os produtos utilizados nos salões. Quando se 
percebe que a pessoa utilizou este tipo de produto, recomenda-se 
o corte uma vez que a remoção é difícil e de risco. Fiquem atentos 
aos termos nos produtos coloração progressiva e restauradora 
(HALAL, 2016). Provavelmente, a Lys (Estudo de Caso) teve pro-
blemas ao usar este tipo de coloração e, aqui, você tem informações 
que contribuem para a resolução do Estudo de Caso.
As colorações oxidativas agem por meio de uma reação quí-
mica que possui dupla função, a de formar os corantes e fixar a 
cor no cabelo. Essa coloração não se encontra pronta, ela deve ser 
misturada a um ativador ou revelador, conhecido como agente 
oxidante, emulsões condicionadoras contendo peróxido de hidro-
gênio (H2O2), que provoca uma reação oxidativa e revela a cor da 
coloração. Sendo assim, a cor do produto da embalagem não é a 
mesma da aplicação. Em geral, essas colorações são instáveis duran-
te todo o processo e podem se 
apresentar como cremes e 
emulsões em gel. Elas podem 
variar na entrega do resultado 
em função das possibilidades 
de redução dos percentuais de 
H2O2, oferecendo durabilidade 
demipermanente e/ou per-
manente. Elas requerem teste 
de contato de 24 à 48h antes da 
aplicação (HALAL, 2016).
As colorações demiper-
manentes (Figura 3) propi-
ciam cor de longa duração 
sem o poder de clarear a cor 
natural do cabelo, podem ser 
usadas para cobrir os fios 
brancos ou realçar a cor dos 
pigmentos do cabelo. Essas 
colorações duram de quatro a 
seis semanas, são menos agres-
sivas do que as colorações per-
manentes, porque promovem 
a oxidação dos corantes entre 
as camadas cuticulares e com 
pouca interação com o córtex, 
além de exercerem um baixo 
poder de dilatação na sua es-
trutura externa. Essas colora-
ções possuem uma alcalinida-de menor do que as colorações 
permanentes, usam agentes 
alcalinizantes não amonía-
cos e podem ser diferentes do 
H2O2, como o monoetanola-
mina, que provoca dilatações 
mais lentas e viabilizam baixos 
níveis de oxidação. Podem ser 
encontradas como gel, creme 
ou líquido (FRANGIE et al., 
2016; HALAL, 2016).
88
UNICESUMAR
As colorações permanentes (Figura 3) proporcionam uma cor bonita e duradoura e ainda podem 
clarear a cor natural do cabelo e mudar sua tonalidade, simultaneamente, em um único processo. 
São mais alcalinas que as colorações demipermanentes e misturadas a um revelador com maior 
concentração de H2O2. Os níveis de dilatação das camadas cuticulares, assim como a oxidação dos 
corantes, são controlados pelo pH da coloração e pelo percentual de H2O2 do revelador. Este tipo 
de coloração tem sua capacidade de clareamento elevada de acordo com a concentração de H2O2 
presente na solução. Lembre-se: você deve sempre seguir as recomendações do fabricante uma 
vez que alterar a proporção do H2O2, também altera a concentração final do produto e poderá ter 
resultados indesejados e danos ao cabelo (FRANGIE et al., 2016; HALAL, 2016).
O que diferencia um produto 
cosmético capilar de outro é o 
mecanismo de ação que está 
relacionado à sua formulação, 
mais especificamente a seus ati-
vos (MATIELLO et al., 2019). Os 
ativos para tratamentos capila-
res podem alterar características 
dos fios, como cargas eletrostá-
ticas, fechamento de cutículas, 
hidratar, reconstruir e fortalecer 
os fios de acordo com suas carac-
terísticas (BRAGA, 2014).
Os surfactantes são agentes 
ativos de superfície, usados na 
formulação dos cosméticos ca-
pilares, são capazes de umede-
cer os cabelos e dispersar o óleo 
na água, por meio da redução 
da tensão superficial. Isto ocor-
re porque sua molécula é anfi-
pática (Figura 4), ou seja, pos-
sui duas partes distintas, sendo 
uma extremidade hidrofílica 
(possui afinidade com água, 
dissolvendo-a) e outra lipofílica 
(possui afinidade com óleo, dis-
solvendo-o), tornando a emul-
sificação (mistura) do óleo e da 
água possível (HALAL, 2016; 
MATIELLO et al., 2019). 
SUJIDADES
HASTE CAPILAR
MICELA
MOLÉCULA DO
SURFACTANTE
Água
Região
hidro�lica
Região
hidrofobica
• Xampus: agentes de limpeza destinados à remoção de 
oleosidade e sujidades que se acumulam, diariamente, 
nos cabelos e no couro cabeludo.
• Condicionadores: agentes destinados a recuperar a 
hidratação natural dos cabelos, removida pelos xampus 
durante a lavagem.
• Máscaras: agentes destinados à hidratação pro-
funda dos fios.
• Finalizadores: reduzir o frizz, facilita o penteado, alte-
rar o volume, entre outros.
• Fixadores: fixar e dar forma aos cabelos.
• Tinturas/colorações: modificar ou tonalizar a cor na-
tural dos cabelos.
Figura 4 - Ação de uma molécula surfactante ao limpar o cabelo 
e o couro cabeludo
89
UNIDADE 3
O surfactante age da seguinte forma: o seu polo hidrofílico se liga às moléculas de água e às 
sujidades (moléculas hidrofílicas), excluindo as moléculas lipofílicas (gorduras/lipídios), que 
se ligam à sua região lipofílica, resultando na formação de micelas que se deslocam nos fios 
de cabelos, removendo a sujidade e as gorduras no enxágue (Figura 4) (HALAL, 2016; MA-
TIELLO et al., 2019). Existem vários tipos de surfactantes e podem ser classificados de acordo 
com sua carga elétrica em (HALAL, 2016):
• Surfactantes aniônicos: carregados negativamente, são os mais utilizados como agentes 
de limpeza secundários, são baratos, efetivos, de usos simples e facilmente removidos do 
cabelo. Porém alguns são ásperos e agridem o couro cabeludo, além de deixarem os cabelos 
ásperos, sem brilho e com eletricidade estática aumentada (frizz). Exemplos: lauril sulfatos, 
lauril éter sulfatos, sarcosinatos e sulfosuccinatos.
• Surfactantes catiônicos: carregados positivamente, promovem os efeitos de umectação, 
antiestatismo elétrico (anti-frizz) e atividade antimicrobiana. Porém tem a capacidade 
limitada de remoção da oleosidade e não produz muita espuma. São utilizados em 
formulações com o objetivo de uma capacidade mínima de limpeza. Exemplos: sais 
de amônio quaternário.
• Surfactantes anfotéricos: carregados, positiva ou negativamente, a carga elétrica 
dependerá do pH do ingrediente utilizado. Assim, têm muita versatilidade de uso e, 
por serem caros e menos agressivos, são encontrados apenas em xampus de qualidade 
superior e em xampus infantis. Exemplos: derivados de betaína, de sulfo betaínas e 
do ácido aminopropiônico.
• Surfactantes não iônicos: não possuem carga elétrica e não têm função se aplicados, iso-
ladamente, aos fios, pois apresentam capacidade de higienização mediana, além de serem 
pouco espumosos. Entretanto são empregados em quase todas as formulações de xampus 
com o objetivo de reduzir a agressividade dos agentes de limpeza aniônicos, utilizando-os 
de maneira conjunta. Exemplos: óxidos de amina e derivados etoxilados.
Além dos surfactantes, os xampus possuem outros produtos adicionados à sua formulação e 
que também podem ser encontrados em outros cosméticos capilares, como (HALAL, 2016; 
MATIELLO et al., 2019):
• Formadores de espuma aumentam a quantidade de espuma. Exemplos: aminas gordas e 
os óxidos de amina.
• Agentes quelantes/sequestrantes previnem a formação de precipitação de metais, como 
cálcio e magnésio, evitando a deterioração dos xampus.
• Agentes desembaraçadores antiestéticos reduzem a concentração do agente de limpeza 
catiônico ao fim da lavagem, tornando o ato de pentear mais fácil e reduzindo o frizz.
• Conservantes evitam o crescimento de microrganismos no produto.
• Fragrâncias garantem um cheiro agradável ao produto.
• Agentes espessantes aumentam a viscosidade do produto, facilitando sua aplicação.
• Agentes perolizantes ou opacificadores: aumentam (perolizantes) ou reduzem (opacifica-
dores) o brilho dos cabelos sem interferir na limpeza.
90
UNICESUMAR
O principal ativo dos condicionadores é o agente condicionante, 
que pode estar presente, também, em xampus e outros cosméticos. 
Podem ser alcoóis graxos, que são gorduras, óleos ou ceras, exem-
plos são o álcool cetílico e o estearílico; silicone, menos gorduroso 
que os óleos comuns e forma uma película sobre a haste capilar, 
impede a perda de água e protege os fios de danos, e como exem-
plos: dimeticona, amodimeticona e ciclometicona; umectantes 
os quais mantêm a umidade dos fios, um exemplo é a glicerina; 
hidratantes, compostos oleosos que previnem a perda de água 
do cabelo por meio do revestimento dos fios, como exemplos a 
lanolina e o óleo mineral; proteínas e derivados de proteínas que 
selam as pontas duplas, aumentam a resistência e a elasticidade dos 
cabelos e equilibram a porosidade, como exemplos temos proteí-
nas hidrolisadas, hidrolisados proteicos de colágeno, proteínas de 
animais e seda e outros (HALAL, 2016; MATIELLO et al., 2019).
Nas colorações um agente oxidante comumente usado é o 
H2O2, que pode ser entendido como uma água (H2O) contendo 
um oxigênio extra, o qual é muito reativo e responsável pela 
capacidade de oxidar a melanina. O H2O2 concentrado não é 
permitido ser usado em salões, devido aos riscos à saúde e de 
acidentes graves. Por isso, utiliza-se uma solução aquosa de H2O2, 
sendo que o termo volume indica a porcentagem de H2O2 en-
contrado na solução, como demonstrado no Quadro 1. Essas 
soluções são estabilizadas por agentes acidificantes para prevenir 
sua degradação prematura (HALAL, 2016).
Quadro 1 - Porcentagem e volume do peróxido de hidrogênio (H2O2) em 
soluções aquosas 
Porcentagem de H2O2 em água Volume de H2O2
3% Volume 10
6% Volume 20
9% Volume 30
12% Volume 40*
*Obs.: acima do volume 40 não é permitido o uso em salões, sendo 
que apenas químicos graduados tem permissão para o manuseio.
Fonte: adaptado de Halal (2016).
A amônia (NH3) é usada como agente alcalino em clareadores, é 
um álcali orgânico. É uma pequena molécula volátil com odor forte 
e característico, usada paraaumentar o pH da solução uma vez 
que ela remove o íon hidrogênio 
(H+) da água, deixando o íon 
hidroxila (OH-) livre no meio. 
Devido à amônia ser um gás, 
as colorações contêm hidró-
xido de amônio ou amoníaco 
(NH4OH) e, no momento da 
reação química de oxidação, a 
amônia é liberada. Outro agente 
alcalino utilizado nos clareado-
res é a alcanolaminas, que subs-
tituem a amônia e vêm ganhan-
do mercado devido a não serem 
voláteis e possuírem odor mais 
fraco. Elas são formadas pela 
reação química de etoxilação do 
hidróxido de amônio com óxi-
do de eteno, e os produtos desta 
reação são o monoetanolamina 
(MEA), dietanolamina (DEA) e 
trietanolamina (TEA). Apesar 
de não terem odor forte, podem 
promover a mesma alcalinidade 
e os danos ao cabelo causados 
pela amônia (HALAL, 2016).
Existem duas categorias de 
princípios ativos utilizados para 
mudar a forma do cabelo: os 
tióis (tioglicolato de amônio, 
TGA), nas ondulações perma-
nentes e alisamentos, e os hidró-
xidos (OH-), produtos alisantes 
mais alcalinos (HALAL, 2016).
Os produtos à base de tiol 
(mercaptanos) são os agentes 
redutores do líquido de perma-
nente, sendo o ácido tioglicólico 
(HSCH2COOH) o mais usado. 
Estes compostos fornecem os 
átomos de hidrogênio (H) res-
ponsáveis pela redução que 
91
UNIDADE 3
ocorre durante o processo de ondulação permanente, alisamento ou relaxamento químico. Uma vez que 
o ácido tioglicólico não penetra no córtex capilar, é utilizado um álcali, o hidróxido de amônio, que juntos 
formam o composto TGA e, assim, penetram no córtex, ocorrendo a reação química (HALAL, 2016).
Para alisamentos e relaxamentos químicos, os alisantes hidróxidos de metal são prontos para o 
uso e não requerem ativador, sendo o íon OH- o seu princípio ativo e são incompatíveis aos tióis. Entre 
dos hidróxidos de metal usados estão (HALAL, 2016):
• Hidróxido de sódio (NaOH): também é conhecido como lixívia ou soda cáustica, é um 
alisante eficaz, substância altamente corrosiva, com pH maior que 12. O cabelo pode dilatar 
mais de duas vezes seu diâmetro normal.
• Hidróxido de lítio (LiOH) e hidróxido de potássio (KOH): o mecanismo de ação é seme-
lhante ao NaOH.
• Hidróxido de guanidina: também tem o mesmo mecanismo de ação que os anteriores, porém 
apresenta mais tolerância em contato com cabelos super processados quimicamente e agridem 
menos o couro cabeludo. Estes alisantes contêm dois componentes, o creme contendo o hi-
dróxido de cálcio e um ativador líquido contendo carbonato de guanidina, que são misturados 
no momento de uso, e ocorre uma reação química resultando no hidróxido de guanidina. Os 
cabelos tendem a ficar mais secos devido à formação residual de carbonato de cálcio.
Alterações provocadas pelos produtos e procedimentos (ex.: ondulação permanente, 
alisamento e relaxamento químico)
Acredito que a maioria das pessoas, principalmente as mulheres, já fizeram, ou pensaram em 
alterar alguma característica dos seus cabelos. Não é mesmo? Mas você já pensou quais são as 
alterações provocadas pelos produtos e procedimentos (ex.: ondulação permanente, alisamento 
e relaxamento químico) nos cabelos? Então, que tal aprender um pouco sobre isto.
As técnicas para alterar a forma do cabe-
lo são ondulação permanente, alisamento e 
relaxamento químico. O processo de ondu-
lação permanente consiste no ato de ondular 
ou encrespar o cabelo naturalmente liso, já o 
alisamento ou relaxamento químico tem por 
objetivos reduzir o volume e/ou alisar o cabelo 
naturalmente encrespado (HALAL, 2016). A 
esticabilidade das α-queratinas e suas ligações 
dissulfetos consistem na base destas técnicas, 
consideradas processos de engenharia bioquí-
mica (NELSON; COX, 2014).
92
UNICESUMAR
Apesar dos objetivos dessas técnicas serem diferentes, são procedimentos, bioquimicamente, 
semelhantes. A química dos relaxantes à base de tiol e dos permanentes é igual e, embora a quí-
mica dos alisantes à base de hidróxidos serem diferentes, todos eles mudam o formato do cabelo 
rompendo as pontes dissulfeto. Sendo assim, estes procedimentos ocorrem por mudanças químicas 
e físicas que acontecem no interior da fibra capilar (HALAL, 2016). Para melhor compreensão, 
sugiro que você relembre o conteúdo visto no primeiro ciclo deste livro.
A ondulação permanente possui uma infinidade de variações no padrão de ondulação que é 
determinado pelo diâmetro do bigudi, ou do rollers, ou bumerangues, ou de outra ferramenta. 
No alisamento e no relaxamento, químico a ação mecânica pode ser realizada com auxílio de um 
pente de cabo no cabelo já com o produto ou enluvando com as mãos o cabelo com o produto a 
fim de puxá-lo, alinhando-o (HALAL, 2016).
Os produtos destinados à ondulação permanente são compostos pelo líquido permanente, que 
consiste em uma solução alcalina que tem como função dilatar a cutícula e permitir a penetração 
do princípio ativo no córtex, e o neutralizante, que neutraliza qualquer solução que tenha ficado 
no cabelo e também tem a função de religar as pontes dissulfeto (HALAL, 2016).
No processo de ondulação permanente, o cabelo é, inicialmente, enrolado ao redor de uma forma e, 
após, aplica-se a solução de um agente redutor à base de tiol ou sulfidril (-SH) com o calor. O agente 
redutor rompe as ligações laterais (ligações transversais) pela redução de cada ligação dissulfeto em dois 
resíduos de cisteína (Cys), como pode ser observado nas Figuras 5 e 6. A umidade e o calor, atuando 
em conjunto, rompem as ligações de hidrogênio, resultando no desenrolamento da estrutura da cadeia 
polipeptídica, ou seja, ocorre a desnaturação das fibras de queratina. Depois de determinado tempo, 
remove-se a solução redutora e adiciona um agente oxidante (o neutralizante) para fazer novas liga-
ções dissulfeto entre pares de resíduos Cys de cadeias adjacentes, ocorrendo à neutralização química 
(HALAL, 2016; NELSON; COX, 2014). Depois de lavado e resfriado o cabelo, as ligações polipep-
tídicas da α-queratina voltam à sua conformação helicoidal, conformação nativa. Agora, o cabelo e 
as fibras do cabelo enrolam da forma desejada, como mostrado na Figura 6 (NELSON; COX, 2014).
(A) Cistina (B) Cisteína
Ligação
dissulfeto
Figura 5 - Cistina (A) e Cisteína (B)
93
UNIDADE 3
Figura 6 - Ondulação permanente / Fonte: Halal (2016, p. 219).
O mesmo processo bioquímico descrito é usado para o alisamento ou relaxamento químico à base 
de tióis, porém, em vez de enrolar, ocorre o alisamento e/ou o alinhamento do cabelo (Figura 7a). 
Lembre-se de que estes procedimentos não são permanentes de fato uma vez que o cabelo cresce 
e o novo cabelo terá α-queratina no padrão natural de ligações dissulfeto (NELSON; COX, 2014).
Pontes S
Pontes H
+
++
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
++
+
+ +
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
1. O Cabelo alinhado
(Tanto as pontes H 
quanto as S estão
esticadas).
2. O cabelo enrolado com
bigudi e amaciado pela
lavagem e o líquido de
permanente 
(As pontes H e parte
das S se quebraram).
3. O cabelo após
a neutralização 
(Algumas pontes H e
várias S reformadas).
4. O cabelo enrolado
com bigudis após a
devida secagem 
(A maioria das pontes
de H foi reformada,
assim como as S).
5. O cabelo após o processo
de enrolar 
(As pontes originais de S
estenderam-se na forma
de ondas).
+
+ +
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+ +
+
+
+
+
+
+
+
+
+ +
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
1. Cabelos virgens
ondulados
Cadeias polipeptídicas
virgens mostrando a
posição original do
dissulfeto de cistina
conectadas entre si.
2. Processamento 
Ligações S reduzidas
(rompimento da conexão
do dissulfeto de cistina).
3. Neutralização
Creme neutralizante
aplicado sobre os
cabelos após o
amaciamento e o
alisamento.
4. Enxágue
O excesso de neutralizante 
e água é removido, deixando
o cabelo alisado.
Hidrogênio
Ligações
normais S
Ligações H
(físicas)
Cadeia
polipeptídica
Cadeia
polipeptídica
adjacente
Oxigênio
Molécula
de água
Ligações
cruzadas
dissulfeto de
cistinaou
ligações S
Ligações S
reduzidas
A cistina é
alterada para
cisteína
Ligações S
oxidades
(pontes de
enxofre)
A secagem forma
novamente as
ligações S
Ligações S
formadas
novamente
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
Figura 7a
94
UNICESUMAR
Figura 7b
1. Cabelos ondulados
2. O cabelo sendo
processado 
3. O cabelo sendo
neutralizado 4. Enxágue
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
Processamento
do creme
Ligações S
Pontes e enxofre
(química)
Ligações H
(físicas)
Cadeia
polipeptídica
Cadeia
polipeptídica
adjacente
A cistina é
alterada para
cisteína
Neutralizante
Ligações S
originais não
quebradas
Nocas ligações
de lantionina
novamente
formadas
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
Tanto as ligações H
quanto as S retém a
cadeia polipeptídica
na posição.
Todas as ligações H
quebradas, a maioria
das ligações S é quebrada.
O manuseio e penteado
 iniciam o relaxamento do
cacho (Alteração da cadeia
polipeptídica).
O neutralizante �xa a
cadeia polipeptídica
em uma posição reta
após o cabelo ser
totalmente relaxado.
O enxágue remove
temporariamente as
ligações formadas
pelo neutralizante.
5. Cabelos alisados
Após o enxágue e o
devido secamento a
ligação cruzada da
lantionina existentes
entre as camadas
polipeptídicas mantém
o cabelo liso. A secagem
forma novamente as
ligações físicas.
Figura 7 - Alisamento à base de tiol (a) e à base de hidróxido de metal (b) 
Fonte: Halal ( 2016, p. 251-252).
O mecanismo de ação dos produtos do alisamento 
e/ou relaxamento à base de hidróxido de metal di-
ferem um pouco. Eles são soluções alcalinas fortes 
(pH 12), que dilatam o cabelo e os íons OH- em al-
tas concentrações, rompem as ligações dissulfeto, 
removendo os átomos de hidrogênios próximos 
aos átomos de enxofre. Esse rompimento é perma-
nente, ou seja, as ligações dissulfeto não poderão 
ser religadas, sendo convertidas em lantionina 
(reação de lantionização - Figura 7b). 
95
UNIDADE 3
Os neutralizantes de hidróxidos neutralizam os resíduos alcalinos deixados no cabelo pelo 
produto alisante, fixa a cadeia polipeptídica em uma posição reta, após o cabelo ser totalmente 
relaxado, e normaliza o pH fisiológico do cabelo e do couro cabeludo, ocorrendo a neutralização 
física. A secagem forma novamente as demais ligações das cadeias polipeptídicas (Halal, 2016).
Uma diferença entre o permanente e o alisamento é a viscosidade do produto, pois os produtos 
de alisamento são mais espessos por possuírem mais viscosidade, e isso facilita a ação mecânica do 
alinhamento. As soluções de ondulação permanente possuem baixa viscosidade para assegurar uma 
saturação completa do cabelo que será enrolado em uma forma. Neste processo, a alta viscosidade 
seria uma desvantagem, porque dificultaria a aplicação, o enxágue e a neutralização (HALAL, 2016).
Atualmente, existem vários efeitos destinados à redefinição dos fios que possuem a forma en-
crespada, refletindo a tendência da valorização da forma natural dos cabelos. Assim, esta tendên-
cia procura em reverter os efeitos do alisamento. Dentre os procedimentos de transição, o que se 
destaca é o de texturização permanente (ondulação permanente) e temporária (HALAL, 2016).
A texturização temporária consiste em técnicas antigas de mudança da forma do cabelo, que 
podem se utilizar, ou não, de fonte de calor para fixação da forma conferida com várias texturas 
dos fios. A texturização sem fonte de calor consiste na modelagem do cabelo molhado e secagem 
natural dos fios realizada pelas clientes, em casa, com duração aproximada de 10 à 12h, e os exem-
plos são: encaracolado com papelote, frisado com trança, twist com torcidos, cachos e caracóis 
com coquinhos e frisados com grampos. A texturização com uso de calor consiste na modelagem 
temporária do cabelo molhado e secagem feita usando o calor para acelerar o processo, pode ser 
realizado nos salões de beleza, tem duração de 4h, e os exemplos são: os efeitos de frisado, enca-
racolado e cacheado com o uso de bigudi variados (HALAL, 2016).
Quando vou cuidar dos meus cabelos com algum profissional da área, eu amo a parte da lavagem, 
pois a massagem realizada no couro cabeludo me faz relaxar. É assim com a maioria das pessoas. 
Você também gosta? Agora, falaremos sobre os Tratamentos do couro cabeludo e a massagem.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3476
96
UNICESUMAR
Para se ter um couro cabeludo saudável, é neces-
sário limpeza e estímulo, realizado pelas lavagens 
e massagens. Em todos os procedimentos de tra-
tamentos do couro cabeludo, a massagem é um 
procedimento realizado com frequência, ela deve 
ser realizada em movimentos contínuos e uni-
formes que estimulam a circulação sanguínea do 
couro cabeludo, a renovação capilar e, ao mesmo 
tempo, promoverá o relaxamento de sua cliente. 
Antes de realizar a massagem, deve-se avaliar o 
couro cabeludo, caso haja ferimentos, não é re-
comenda sua realização (FRANGIE et al., 2016).
Em cabelo e couro cabeludo normais, a finali-
dade é mantê-los limpos e saudáveis. Em cabelo e 
couro cabeludo secos, o tratamento deverá recupe-
rar a hidratação natural dos mesmos, sendo assim, 
os produtos escolhidos devem conter hidratantes e 
emolientes, e é necessário usar um vaporizador do 
couro cabeludo. Nos tratamentos do cabelo e do 
couro cabeludo oleosos, deve-se remover o excesso 
de oleosidade causada pelas glândulas sebáceas 
hiperativas, para isso, deve-se manipular o couro 
cabeludo massageando para aumentar a circulação 
sanguínea em direção à superfície, todos os sebos 
serão removidos com pressão e apertos suaves. 
Para normalizar o funcionamento das glândulas 
sebáceas, o excesso de sebo deve ser lavado em 
cada tratamento (FRANGIE et al., 2016).
Em pessoas com patologias tricológicas que 
envolvem o processo de descamação por resse-
camento do couro cabeludo, como manifestação 
fúngica, ou não, devem adotar terapias que me-
lhoram a hidratação e a lubrificação, reduzindo 
a sensibilidade, o prurido e a coceira (KUPLI-
CH; MATIELLO; PADILHA, 2018).
O tratamento cosmético para couro cabeludo 
com caspa e seborreia consiste em uma suave es-
foliação do couro cabeludo com xampu esfoliante 
ou esfoliante facial. Após enxaguar bem e fazer 
a desincrustação com lauril sulfato de sódio, en-
xaguar novamente e secar o couro cabeludo com 
uma toalha. Com o couro cabeludo seco, ativar 
sua circulação com o eletrodo pente do apare-
lho de alta frequência, por 5 a 10 minutos, após 
aplicar máscara de argila verde em pó misturada 
com loção adstringente e antisséptica no couro 
cabeludo, ocluir com touca plástica ou de alu-
mínio por 20 minutos. Após lavar o cabelo com 
xampu para cabelos oleosos e aplicar hidratante 
nos fios, massageando-os. Se necessário, secar 
com secador (OLIVEIRA et al., 2008).
Este procedimento realizado nos salões de 
beleza suaviza e solta às escamações, ajudando 
no tratamento da caspa e da seborreia. Porém, 
é necessário que o tratamento continue em casa 
com produtos anti caspas, devido à resistência 
do fungo (FRANGIE et al., 2016).
Atualmente a drenagem linfática é realizada 
em várias regiões do corpo, inclusive, no couro ca-
beludo, ela é uma técnica bem conhecida quando 
se trata de problemas, como retenção de líquidos 
e eliminação de toxinas acumuladas nos tecidos. 
Além disso, colabora com o aumento do metabo-
lismo dos tecidos por estimular a circulação local 
e descongestionar a área tratada. A Drenagem 
Linfática Manual (DLM) também pode ser rea-
lizada no couro cabeludo uma vez que é comum 
observar processos inflamatórios e problemas 
circulatórios, que podem agravar problemas de 
eflúvios e alopecias (LEITE JUNIOR, 2014).
A drenagem linfática no couro cabeludo pro-
move a redução da queda dos cabelos e acelera a 
recuperação capilar, sendo recomendado como 
uma terapia coadjuvante nos tratamentos dos 
pacientes com eflúvios ou com alopecias. Além 
de promover um relaxamento e uma sensação de 
bem-estar aos pacientes. No couro cabeludo, a 
DLMé semelhante à realizada nas demais regiões 
do corpo, exceto pela presença de cabelos que 
impedem os deslizamentos realizados em outras 
áreas com pouco pelos, necessitando de peque-
nas alterações na técnica (LEITE JUNIOR, 2014).
97
UNIDADE 3
A argila é usada, desde a Antiguidade, pelos ára-
bes e gregos como agente de recuperação física 
no tratamento dos males do corpo. Atualmente, 
ela voltou a ser muito utilizada tanto na forma de 
cataplasma como de máscaras. Ela tem a função 
descongestionante, ação tensora, controle da oleo-
sidade e remineralizante (reposição de minerais) 
da pele. É muito empregada em tratamentos faciais 
de revitalização cutânea e de acne. Em tratamentos 
capilares, a argiloterapia é utilizada para tratar do 
couro cabeludo com oleosidade excessiva, caspa 
e seborreia (OLIVEIRA et al., 2008).
A argiloterapia capilar é utilizada uma vez 
que a argila tem função de remover resíduos me-
tabólicos do espaço intersticial e resíduos exter-
nos sobre a pele, ser remineralizante, entre outras 
funções que restabelecem as funções fisiológicas 
da pele. Juntamente com as argilas, podem ser 
adicionados óleos essenciais no combate à ação 
fúngica para hidratação, reposição de nutrien-
tes, diminuição da irritação, prurido e edema. 
Ela também pode ser misturada em géis ou lo-
ções. As argilas verde, branca e a rosa são as mais 
utilizadas na estética capilar (LIMA; DUARTE; 
MOSER, 2011; OLIVEIRA et al., 2008).
A verde ou montmorilonita é amplamente 
empregada na estética por conter magnésio, 
manganês, ferro, zinco, potássio, sódio, en-
xofre e cálcio (OLIVEIRA et al., 2008). Esta 
argila possui ação adstringente, cicatrizante e 
oxigenante e é indicada para controle da oleo-
sidade por promover desintoxicação e regu-
lar a atividade da glândula sebácea. A argila 
branca, também conhecida como caulinita, é 
uma argila primária composta de silicato de 
alumínio hidratado, resultante do processo 
de decomposição da rocha matriz pela ação 
da água, possui pH próximo ao da pele e tem 
a função de absorver a oleosidade sem desi-
dratar, suavizar, cicatrizar e catalisar reações 
metabólicas do organismo (LIMA; DUARTE; 
MOSER, 2011). Ela pode ser usada junto com 
argilas verdes ou vermelhas. A argila rosa é 
a mistura da branca com a vermelha, possui 
efeito anti séptico, adstringente, cicatrizante e 
suavizante, é recomendada para reduzir a oleo-
sidade, esfoliar, renovar e fortalecer o couro 
cabeludo (LIMA; DUARTE; MOSER, 2011).
98
UNICESUMAR
O processo de esfoliação consiste na abrasão da 
epiderme com a finalidade de afinar a capa córnea 
e remover células mortas, preparando a pele para os 
diversos tratamentos estéticos. Existem três tipos de 
esfoliação, a esfoliação física, a qual utiliza grânulos 
sintéticos/vegetais adicionados a cremes, géis ou go-
mas, realizando movimentos circulares ascendentes 
e removendo o excesso com a toalha ou no banho; 
esfoliação mecânica, realizada por aparelhos de mi-
crodermoabrasão, respeitando o nível de abrasão 
superficial; e esfoliação química, feita com ácidos que 
promovem o afinamento da pele (OLIVEIRA, 2008):
Na terapia capilar, a esfoliação é comumente 
utilizada para controle de oleosidade, tratamento 
de caspas, seborreias, ou para promover a reno-
vação celular e a circulação sanguínea no couro 
cabeludo. Para o procedimento de esfoliação do 
couro cabeludo, são, frequentemente, utilizados 
os xampus esfoliantes, argilas e outros. A esfolia-
ção do couro cabeludo também é recomendada 
no tratamento de alopecias uma vez que esse 
procedimento promove aumento da absorção 
de nutrientes e oxigenação tecidual, o que favo-
rece o crescimento dos fios. Antes de realizar a 
esfoliação deve-se avaliar o couro cabeludo do 
seu cliente uma vez que não é recomendado este 
procedimento se houver lesões, dermatites, infec-
ções e alergias (OLIVEIRA et al., 2008). 
Embora você vá aplicar seu conhecimento recém-
-adquirido de diversas formas, proporei uma ação 
para que possa exercitar o que aprendeu. Uma jo-
vem mulher foi até você querendo uma recomen-
dação de xampus e condicionadores para seu uso 
cotidiano, e ela possui cabelos lisos, de cor natural 
castanhos com luzes claras e tendência a serem 
oleosos. Considerando o que você já aprendeu nesta 
disciplina sobre os cabelos, couro cabeludo e produ-
tos capilares (xampus, condicionadores, máscaras 
etc.), qual tipo de produtos para os cuidados diários 
com os cabelos você recomendaria a esta cliente?
Com esta prática e, ao chegar ao fim do Ciclo 
3, você percebe que poderá usar e indicar os pro-
dutos cosméticos capilares com mais segurança 
e assertividade uma vez que, agora, tem mais 
conhecimento sobre seus efeitos, suas indicações 
e suas contraindicações. Além disso, você conhe-
ceu algumas técnicas bem como os produtos e os 
ativos mais indicados para a realização das mes-
mas, isto permite que você tenha mais domínio 
no exercício da sua profissão ao compreender 
mais a fundo o que pode ser realizado no cabelo 
e no couro cabeludo. 
99
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1. A cosmetologia é o ramo do conhecimento e da pesquisa aplicada, que se dedica à análise e à utili-
zação dos produtos cosméticos os quais contêm bases e ativos que atuam em sinergia para obter 
a ação esperada. Os produtos cosméticos devem ser, sensorialmente, agradáveis, ter um aspecto 
atrativo, facilidade de aplicação, estabilidade físico-química, microbiológica e outros (PEREIRA, 2013).
Levando em consideração os conhecimentos sobre bases e ativos dos produtos cosméticos, 
assinale a alternativa correta.
a) As emulsões são ativos formados pela combinação de líquidos imiscíveis e constituídos por uma 
fase oleosa, uma fase aquosa e uma interface.
b) O gel é um tipo de base hidrofílica, formado por duas fases (água/óleo e óleo/água).
c) O surfactante é o ativo capaz de umedecer os cabelos e dispersar o óleo na água, por meio da 
redução da tensão superficial.
d) O principal agente ativo condicionante presente nos condicionadores e xampus é o surfactante, 
responsável por hidratar os cabelos.
e) Os mercaptanos são agentes oxidantes utilizados nas técnicas de ondulação permanente, no 
alisamento e nascolorações oxidativas.
2. Os cosméticos capilares são formulações destinadas ao cuidado com os cabelos e o couro ca-
beludo, podem ter como objetivo higienização, hidratação, proteção, alteração da aparência do 
cabelo ou tratamento. O que difere um produto cosmético capilar de outro é o mecanismo de 
ação que está relacionado à sua formulação (MATIELLO et al., 2019).
Levando em consideração os conhecimentos sobre cosméticos capilares, avalie as seguintes afirmativas:
I) Os xampus são agentes de limpeza destinados à remoção de oleosidade e sujidades que se acu-
mulam, diariamente, nos cabelos e no couro cabeludo. Já os condicionadores são agentes desti-
nados a recuperar a hidratação natural dos cabelos, removida pelos xampus durante a lavagem.
II) As máscaras capilares têm a função de tratamento de hidratação profunda dos fios, atuando 
nas camadas mais externas dos fios, selando as cutículas, e no córtex, devolvendo os nutrientes.
III) Os finalizadores têm a função de reduzir o frizz, facilitar o penteado e alterar o volume. E os 
fixadores têm a função de fixar e dar forma aos cabelos.
IV) As colorações ou tinturas são produtos destinados a alterar a cor do cabelo, podendoser 
coloração não oxidativa ou oxidativa.
É correto o que se afirma em:
a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
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3. As técnicas para alterar a forma do cabelo são ondulação permanente, que consiste no ato de 
ondular ou encrespar o cabelo naturalmente liso, alisamento ou relaxamento químico que tem 
por objetivos reduzir o volume e/ou alisar o cabelo naturalmente encrespado (HALAL, 2016). 
Apesar de os objetivos destas técnicas serem diferentes, são procedimentos, bioquimicamente, 
semelhantes. Assim, descreva, sucintamente, o processo bioquímico que ocorre nas fibras capi-
lares ao utilizar os produtos à base de tióis nas técnicas mencionadas.
4. Atualmente, existe uma variedade de produtos cosméticos e procedimentos destinados aos 
cuidados dos cabelos e do couro cabeludo. Levando em consideração os conhecimentos sobre 
estes procedimentos, responda qual é a alternativa incorreta.
a) A massagem deve ser realizada em movimentos contínuos e uniformes que estimulam a circu-
lação sanguínea do couro cabeludo e a renovação capilar.
b) A drenagem linfática manual no couro cabeludo promove a redução da queda dos cabelos e 
acelera a recuperação capilar.
c) Em tratamentos capilares, utiliza-se argila para tratar o couro cabeludo com excesso de oleosi-
dade, caspa e seborreia.
d) Existem vários efeitos destinados à redefinição dos fios, refletindo a tendência da valorização 
da forma natural dos cabelos, e dentre os procedimentos de transição que se destaca é o ali-
samento permanente.
e) A esfoliação capilar é utilizada para controle de oleosidade, tratamento de caspas e seborreias, 
renovação celular e circulação sanguínea no couro cabeludo.
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1. C.
2. E.
3. A química dos relaxantes à base de tiol e dos permanentes é igual e mudam o formato do cabelo, rompen-
do as pontes dissulfeto. O processo bioquímico que ocorre durante a realização destas técnicas à base do 
tiol é o seguinte: uma solução de um agente redutor à base de tiol ou sulfidril (-SH) é aplicada com o calor. 
O agente redutor rompe as ligações laterais pela redução de cada ligação dissulfeto em dois resíduos de 
cisteína (Cys). O calor úmido quebra as ligações de hidrogênio e causa o desenrolamento da estrutura da 
cadeia polipeptídica. Depois de um tempo, a solução redutora é removida, e o neutralizante é adicionado 
para fazer novas ligações dissulfeto entre pares de resíduos Cys de cadeias adjacentes, ocorrendo a neu-
tralização química. Depois de lavado e resfriado, as ligações polipeptídicas da α-queratina voltam à sua 
conformação helicoidal. Agora, as fibras do cabelo ficam na forma desejada, enrolado ou liso.
4. D.
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EF
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ÊN
C
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S
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ABIHPEC. Caderno de tendências 2019 – 2020: higiene pessoal, perfumaria e cosmético. ABIHPEC/
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https://www.cosmetologiabrasil.com/sobre
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4
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Cuidados na 
Estética Capilar
Olá, aluno(a)! Neste ciclo, você terá a oportunidade de aprender sobre os 
protocolos de tratamentos e as principais técnicas de hidratação, reconstru-
ção capilar, como a queratinização, cauterização, botox capilar e selagem, 
bem como diferenciá-las. Também entenderá a nutrição na estética capilar. 
Conhecerá, também, a aplicação das técnicas de laser de baixa frequência, 
alta frequência, corrente galvânica, desincruste, iontoforese, vapor de ozô-
nio, vacuoterapia e microagulhamento na estética capilar. Como você pode 
observar, este último ciclo é para fechar a disciplina com chave de ouro 
uma vez que serão abordadas técnicas com que você, futuro profissional 
da área, poderá trabalhar. Então, vamos lá?!
Dra. Franciele Neves Moreno
106
UNICESUMAR
Cuidar dos cabelos parece algo, relativamente, fácil. Talvez um cabelo curto dê a ideia de que os cuida-
dos serão menos frequentes ou mais simples, e um longo exige ações mais complexas para se manter 
saudável. Mas a verdade é que os cuidados com o cabelo vão além do comprimento dele. Por exemplo: 
você sabe diferenciar hidratação, queratinização, cauterização, selagem e botox capilar, ou para você é 
tudo igual, só muda o nome? Já realizou alguma destas técnicas? 
Observamos que o mais comum é que as pessoas utilizem vários produtos, vários tratamentos de 
hidratação ou reconstrução capilar, com o intuito de ficarem com os cabelos saudáveis e, esteticamente, 
bonitos. Afinal, atualmente, tanto para as mulheres quanto para os homens cuidar da aparência e do 
cabelo é primordial uma vez que ele é a moldura do nosso rosto. 
Mas, em meio a tantas inovações no mundo da estética capilar, é necessário buscar sempre o auxílio 
de algum profissional da área que esteja atualizado e conhece a respeito destes produtos e procedi-
mentos, a ponto de definir o protocolo ideal de acordo com as características e desejos do seu cliente. 
Futuramente, esse profissional será você. Então, para reunir os conhecimentos necessários para isso, 
pense se você mesmo já realizou algum protocolo de tratamento ou de terapia capilar. Agora, respon-
da: saberia diferenciá-los, apropriadamente? Acha necessário que os protocolos de tratamento ou de 
terapia capilar devam ser personalizados/individualizados? 
Desde o início deste livro, evidenciamos o quanto o pelo é importante na vida das pessoas, principal-
mente o que fica na região da cabeça, ou seja, os cabelos. Mas você sabia que o mercado de cosmético e 
de tratamento capilares investe nesta área e está sempre em crescimento? Nessa área, anualmente, são 
lançadas inovações que atendam o desejo e/ou a necessidade das pessoas. Um dos desafios da área e 
um obstáculo encontrado pelos profissionais da estética capilar é a falta de tempo das pessoas, pois elas 
querem seus cabelos maravilhosos, mas que seja realizado o protocolo de tratamento em apenas um 
procedimento. Ou seja,querem limpar, hidratar, controlar a oleosidade, descamação, queda capilar, pontas 
duplas, opacidade etc. em um único procedimento. Mas será que isso é possível? Bom, ainda não, pois a 
maioria dos protocolos de tratamentos ou de terapia capilar necessitam de tempo, dedicação, e ainda não 
107
UNIDADE 4
temos um produto milagroso. Porém os protocolos 
e os produtos buscam soluções para minimizar este 
problema. Afinal, quem não gosta de ser tratado 
com exclusividade e que se preocupem com seu de-
sejo, sua necessidade e sua limitação, não é mesmo?
Pensando sobre o que conversamos anterior-
mente, proponho a você, estudante, um pequeno 
exercício se imaginando como um profissional da 
área. Imagine que chegue a você Ana, uma mulher 
jovem de 33 anos de idade, cabelos ondulados, cas-
tanhos e com luzes douradas. Ela chega dizendo 
que quer cuidar dos cabelos, por perceber que estão 
ressecados, com frizz, com aumento de queda capilar 
e diz que não sabe o que pode usar uma vez que está 
grávida de quatro meses. Pegue papel, caneta e tente 
montar um protocolo de tratamento ou de terapia 
capilar para Ana, incluindo produtos e procedimen-
tos que você conheceu durante esta disciplina.
Você percebeu, em nossa conversa, que as 
pessoas almejam cuidar dos seus cabelos, mas, 
ao mesmo tempo, querem que isto não atrapalhe 
sua rotina, ou ocupe muito seu tempo. As pessoas 
buscam alternativas que são práticas, eficazes e, 
de preferência, personalizada. Neste momento, o 
bom esteticista capilar pode propor protocolos 
que atendam a estes requisitos uma vez que ele 
terá um conhecimento aprofundado sobre as ca-
racterísticas biológicas dos fios, sobre as afecções/
doenças tricológicas e sobre os diversos cosmé-
ticos e procedimentos capilares, como e quando 
usá-los. Proponho uma reflexão sobre isso. A se-
guir, no Diário de Bordo, anote qual a diferença, 
para você, que existe entre os protocolos de tra-
tamentos e os de terapias capilares? E, por fim, 
quando você acha necessário indicar hidratação, 
reconstrução e nutrição capilar? 
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UNICESUMAR
O esteticista deve saber interferir quando 
necessário, cuidando da beleza, da harmo-
nia e da essência do seu cliente. Às vezes, 
o que seu cliente deseja não é o melhor 
a ele, neste momento, entra o esteticista 
para ajudar você a fazer a escolha certa. 
Geralmente, as pessoas têm a necessidade de serem aceitas em seu ciclo social, ou seja, entre seus 
amigos, familiares e também em seu ambiente profissional. Para isso, cuidar da sua aparência tornou-
-se rotina. Antigamente, era muito bem realizado pelas mulheres apenas, e, atualmente, é realizado 
também pelos homens, que estão mais preocupados com isso e se cuidando mais. Portanto, agora, 
tanto para as mulheres quanto para os homens, sua aparência tem papel de destaque em sua vida 
(TALHATE, 2018), como podemos observar no nosso cotidiano e na imagem representativa (figura 
1) de um dia casual entre amigos, podemos observar que eles cuidam de sua aparência, cada um 
com sua particularidade de modo a serem aceitos entre eles. 
Figura 1- Ciclo social 
Como mencionado, o cabelo é muito importante 
na vida das pessoas, e não é por menos, uma vez 
que ele é a moldura do nosso rosto. Então, cuidar 
da aparência também é cuidar dos cabelos. Por 
isso, frequentemente, as pessoas buscam profissio-
nais da área para lhe ajudar a cuidar dos cabelos, 
adequadamente. Neste momento, entra a atuação 
do esteticista capilar para elaborar um protocolo 
de tratamento adequado e individualizado.
Como você deve recordar, para elaborar um 
protocolo de tratamento ideal a seu cliente, deve 
ser realizada uma boa anamnese (abordada no 
Ciclo 2), assim, você terá uma avaliação mais 
precisa do que seu cliente deseja e necessita. O 
protocolo deve ser individualizado uma vez que 
as pessoas têm características únicas e que respon-
dem de diferentes formas à ação de produtos ou 
procedimentos. Então, agora que você já estudou 
os conceitos básicos da tricologia, bem como as 
principais patologias e os cosméticos capilares, 
têm uma base de conhecimentos adequada para 
definir o melhor protocolo aos clientes. 
109
UNIDADE 4
O sucesso do protocolo capilar não depende apenas do esteticista, na maioria das vezes, requer a participação 
ativa do cliente, como nos cuidados básicos/diários com seus cabelos (Figura 2). No entanto a maioria dos 
protocolos se esbarram em um problema da atualidade, a falta de tempo, assim, as pessoas querem procedi-
mentos e tratamentos rápidos e eficientes, ou seja, que se realizem todos de uma só vez (TALHATE, 2018). 
Figura 2 - Cuidados diários com os cabelos (ID) 
Neste momento, lembrei-me dos 
contos de fadas e desejei ter uma 
varinha mágica para que, com 
um simples toque, me tornasse 
uma diva, com cabelos impecá-
veis. Acredito que muitas pes-
soas desejam ficar perfeitas a um 
simples toque de mágica (Figura 
3), esquecendo que a realidade 
não é assim (Figura 2). E você já 
quis ter uma varinha mágica? O 
que gostaria de mudar com um 
simples toque de mágica?
Antes Depois
Figura 3 - Diva a apenas um toque de mágica
110
UNICESUMAR
Uma das propostas para contornar este problema é a elaboração de protocolos personalizados e individualiza-
dos, atendendo à necessidade capilar individual e também se adequar à rotina do seu cliente. Desta forma, ele 
se sentirá importante e envolvido na execução dos procedimentos e, assim, a obtenção do resultado desejado 
e sua satisfação são mais garantidos. Os protocolos capilares podem ser classificados em (TALHATE, 2018):
• Protocolos para tratamento capilar: estes têm como objetivo tratar um problema pontual 
relacionado ao couro cabeludo ou à haste capilar, tais como falta de brilho, quebra capilar, perda 
de massa do fio, oleosidade excessiva, entre outros.
• Protocolos para terapia capilar: já estes têm como objetivo tratar a causa do problema, por 
exemplo, se há queda capilar, investiga-se o quesito nutricional, hormonal, se o cliente passou 
por algum momento estressante, ou realizou algum tratamento químico, entre outros. Após, o 
protocolo é elaborado contemplando o que descobriu.
Existem vários protocolos para tratar as patologias capilares, portanto, como já mencionado neste livro, 
a anamnese detalhada é, fundamentalmente, importante para investigar as causas do problema relatado 
e definir os possíveis tratamentos. No Ciclo 2, também foi mencionado que saber dialogar e ouvir é 
muito importante, deve-se, então, relatar, claramente, ao cliente o que descobriu e dizer que ele deverá 
se dedicar ao tratamento para a obtenção do resultado. Lembre-se de que os protocolos devem ser 
personalizados ou individualizados e, preferencialmente, definidos junto ao cliente (TALHATE, 2018).
Você pode inserir aos protocolos a utilização de vários produtos, como xampus, máscaras, con-
dicionadores, entre outros para os cuidados de rotina e de tratamento. Também poderá sugerir a 
utilização de produtos de limpeza profunda, como argilas, fazendo uso da argiloterapia e/ou sugerir 
procedimentos, como queratinização, cauterização, eletroterapia, entre outros, de acordo com o objetivo 
final do tratamento, e, ainda, acrescentar colorações e/ou texturização para o aspecto belo (estética) 
do cabelo e que contribua com o desejo do seu cliente.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3477
111
UNIDADE 4
Você percebe como o conhecimento sobre as características biológicas dos cabelos e do couro cabeludo 
bem como das patologias e das disfunções capilares, dos cosméticos e dos procedimentos capilares 
são úteis no exercício da sua futura profissão? Agora que você já sabe a respeito disso tudo e dos pro-
tocolos de tratamento e de terapia capilar, convido a conhecer outras técnicas e outros procedimentos 
utilizados na estética capilar, iniciando com a hidratação, algo, muitas vezes, tratado como corriqueiro, 
porém, é muito importante para a saúde dos cabelos.
A hidratação capilar tem a função principalde repor moléculas de água aos fios, ou seja, hidratar os 
fios. Entretanto a reposição efetiva de água no interior dos fios bem como da pele ocorre pela ingestão 
de água. Os produtos hidratantes, umectantes, reestruturantes e acidificantes agem impedindo que a 
água saia dos cabelos, que ocorra a desidratação capilar. Geralmente, quando o cabelo fica desidra-
tado, ele tem o aspecto sem brilho, levemente armado, ressecado, embaraçado, quebradiço e inchado 
(BRAGA, 2014; TALHATE, 2018). A hidratação dos cabelos desidratados tem por objetivo devolver 
aos fios a maciez, a maleabilidade e a suavidade (FRANGIE et al., 2016). 
A aparência saudável dos fios está relacionada ao estado 
das cutículas e às condições do córtex (Figura 4), sendo 
assim, os produtos para hidratação capilar, agem selando as 
cutículas e protegendo o córtex capilar (Figura 5), com isso, 
a água fica retida em seu interior (FRANGIE et al., 2016).
Uma forma de hidratar os fios é utilizar as másca-
ras capilares que têm a função de condicionar, hidratar e 
melhorar a retenção hídrica dos fios, protegendo-os dos 
fatores externos. Elas atuam, principalmente, nas camadas 
externas dos cabelos. Os principais componentes destas 
máscaras agem formando uma película protetora e oclu-
siva dos cabelos, assim, a água fica retida nos fios. Outros 
componentes importantes são os regeneradores da estru-
tura interna dos cabelos, os quais têm a função de reduzir 
o impacto da lesão sobre os fios (FRANGIE et al., 2016). 
Cutícula aberta
e dani�cada
Estrutura
interna
dani�cada
Cutícula aberta
porosa
Cabelo saudável
Córtex
Medula
Cutícula
Figura 4 - Estrutura interna do cabelo saudável e danificado
Figura 5 - Representação ilustrativa dos produtos de 
hidratação selando as cutículas
112
UNICESUMAR
Cápsulas adicionadas às máscaras são:
• de lipídios: contêm óleos de Buriti, Apricot, Pequi, com ação antioxidante, hidratante e 
emoliente e agem formando um filme oclusivo nos fios, evitando a desidratação; e de 
óleo de Copaíba, tem ação emoliente, antiinflamatória, antimicrobiana e realça o brilho 
dos cabelos.
• de vitaminas: contêm vitamina A, que tem ação de nutrir o bulbo capilar, ativar os me-
lanócitos, auxiliar o crescimento e a atividade das células epiteliais, melhorar a elastici-
dade dos fios, controlar a produção sebácea e a renovação celular; vitamina E, com ação 
antioxidante, umectante, protege as proteínas e os lipídios dos cabelos, aumenta a força 
e a tensão dos fios, fortalece a membrana celular e atua na prevenção das alopecias; e 
vitamina F, atuando como hidratante e emoliente.
• de proteínas: contêm fibras de seda, creatina e aminoácidos, que agem na reconstrução 
capilar, por recuperar os danos das hastes dos cabelos e, assim, devolve o brilho, a maciez, 
a resistência e a elasticidade aos fios.
Você sabe a diferença entre cabelos secos e cabelos ressecados? Cabelos secos são aqueles 
em que, fisiologicamente, as glândulas sebáceas produzem uma quantidade menor de sebo. 
Já os cabelos ressecados apresentam características, como opacidade e aspereza decorrente 
de fatores externos.
As máscaras e os condicionadores possuem, basicamente, a mesma formulação, diferindo, principal-
mente, em sua consistência e na concentração de seus compostos ativos. Quando se utiliza máscaras, 
você tem a possibilidade de acrescentar ampolas ou cápsulas contendo princípios ativos diferenciados, 
tais como lipídios, vitaminas e proteínas (CHILANTE; VASCONCELOS; SILVA, [2020]).
A frequência de aplicação das máscaras depende de cada tipo de cabelo, em geral, em cabelos secos re-
comenda-se que a aplicação seja semanal, e em cabelos menos secos podem ser aplicadas a cada 15 a 30 
dias, sempre levando em consideração as características individuais do cliente (FRANGIE et al., 2016). 
113
UNIDADE 4
Muitas vezes, as pessoas pro-
curam um esteticista capilar 
ou outro profissional da área 
querendo fazer a reconstru-
ção capilar (Figura 6) e che-
gam dizendo que a querem por 
meio da queratinização ou da 
cauterização, ou por meio de 
selagem, ou ainda por botox. 
Mas será que estes tratamentos 
têm a função de reconstrução 
capilar? Existe diferença entre 
estes procedimentos? Será que 
todos têm a mesma função? Ou 
possuem apenas nomes dife-
rentes para vender determina-
do produto ou procedimento 
com diferentes preços? 
São muitas questões relacio-
nadas a esses procedimentos, e 
como cuidar dos cabelos está 
em alta, todos os querem lindos 
e sedosos utilizando o melhor 
produto e procedimento que, no 
caso, será o que agrida menos os 
fios e que alcance seu objetivo 
em menor tempo e custo. Dian-
te de tantas inovações, muitas 
vezes, isto se torna difícil para 
o profissional, e, no intuito de 
lhe ajudar, conheceremos um 
pouco sobre as técnicas men-
cionadas anteriormente.
Na reconstrução capilar, os 
cosméticos têm como objetivo 
tratar os cabelos, repondo ati-
vos semelhantes aos da cons-
Figura 6 - Cabelo com texturização química e reconstituído
tituição química capilar, como queratina, lipídios, vitaminas e 
aminoácidos. Muitas vezes, são denominados por queratinização, 
cauterização, plástica de fios, nanoqueratinização, cristalização, 
reposição de massa e botox capilar (FRANGIE et al., 2016). Você 
sabe quais cabelos necessitam ser reconstruídos? Em geral, são 
os cabelos frágeis, quebradiços e sem elasticidade. E os principais 
ativos encontrados nos cosméticos de reconstrução capilar são, 
segundo Frangie et al. (2016): 
• queratina: usada para reparar danos na cutícula, fornecer 
aminoácidos e auxiliar na hidratação. Uma vez que ela pe-
netra a cutícula e, assim, consegue restaurar o brilho, o con-
dicionamento, a hidratação e a restauração dos fios.
• silicone: liga-se facilmente aos fios tanto secos quanto úmi-
dos, melhora a penteabilidade, proporciona maciez, condi-
cionamento e brilho aos cabelos.
• e os óleos vegetais: responsáveis em repor lipídios e têm 
ação emoliente.
114
UNICESUMAR
Ao pensarmos nos protocolos de trata-
mentos capilares, devemos considerar os 
fatores hormonais e emocionais, princi-
palmente em mulheres que passam por 
oscilações hormonais e apresentam qua-
dros agudos de queda capilar, observa-
do, por exemplo, durante uma gestação 
(como no Estudo de Caso) ou lactação.
A queratinização, muitas vezes, é chamada de re-
construção capilar, e não é por menos, uma vez que 
este procedimento tem como finalidade reconstruir 
as fibras dos cabelos por doses de queratina a frio, ou 
seja, sem passar ferro quente, a famosa chapinha ou 
prancha. Além de reconstruir, ela também hidrata, 
deixa os cabelos sedosos e devolve os brilhos aos fios. 
Este procedimento é recomendado após tratamentos 
químicos e quando os cabelos estiverem quebradiços 
e opacos. É uma técnica que, de acordo com alguns 
profissionais, é o avanço da cauterização (MARTINS, 
2009, on-line)1. E qual a diferença entre elas?
A cauterização, ou plástica de fios, também usa 
doses de queratina, porém à quente, ou seja, ne-
cessita selar com um ferro quente, prancha ou 
chapinha. Na cauterização, também é possível 
usar outros nutrientes além da queratina. Este 
procedimento age do córtex à cutícula e tem como 
objetivo repor massa capilar e selar as cutículas, 
desta forma, reduz a eletricidade estática (frizz), 
devolve a elasticidade dos fios e elimina as pontas 
duplas (AGUIAR, 2020, on-line)2. 
A cauterização, quando feita corretamente, po-
tencializa a hidratação e a reconstrução capilar. Ela 
reconstrói a camada mais externa dos fios e ajuda a fe-
char as cutículas, selando os nutrientes em seu interior 
(TALHATE, 2018). Ela é recomendada por alguns 
profissionais quando o cabelo precisa de tratamento 
mais profundo uma vez que altas temperaturas abrem 
as cutículas, facilitando a entrada destes nutrientes 
(MARTINS, 2009, on-line)1. Mas, para outros, a caute-
rização não é uma boa escolha como tratamento uma 
vez que o calor pode deixar os cabelos mais porosos 
e ásperos, além disso, se não fizer a técnica,correta-
mente, você ainda poderá agredir mais os fios, como 
queimá-los (VALENTE, 2017, on-line)3. 
Sendo assim, apesar dos benefícios da cauteri-
zação, deve-se tomar cuidado ao indicá-la, devido 
aos problemas mencionados anteriormente, moti-
vo também para ela não ser indicada para cabelos 
que sofreram corte químico. Além disso, em alguns 
casos, ela pode aumentar a oleosidade dos cabelos 
(AGUIAR, 2020, on-line)2. A utilização de quanti-
dades elevadas de queratina pode resultar em danos 
aos fios, portanto, deve-se tomar cuidado ao reco-
mendar o uso, dando intervalo de, no mínimo, um 
mês entre as aplicações (MARTINS, 2009, on-line)1. 
Também foi observado que a cauterização aplicada 
em cabelos saudáveis e sem tratamentos químicos 
pode provocar um efeito rebote, tornando-os mais 
frágeis e quebradiços (AGUIAR, 2020, on-line)2.
115
UNIDADE 4
Olá, aluno(a)!
Você que quer conhecer um pouco mais sobre as técnicas utilizadas na 
estética capilar e sobre visagismo capilar, recomendo a leitura do livro:
• Técnicas aplicadas à estética capilar, de Juliana Talhate.
Este livro explica, com uma linguagem clara e descontraída, algumas 
técnicas e os conteúdos que abordamos neste livro, com diversos exemplos do cotidiano de 
esteticistas. Você também encontrará nele informações sobre o visagismo capilar. Acredito 
que ler esta obra contribuirá com sua formação profissional e intelectual. Bom estudo!
Outra técnica utilizada com intuito inicial de reconstrução capilar é o Botox capilar. Apesar de este 
procedimento receber tal nome, não utiliza o mesmo princípio ativo do Botox, utilizado nos trata-
mentos antirrugas ou de preenchimento, a toxina botulínica (proveniente do Clostridium botulinum). 
Esta técnica nos cabelos tem como objetivo a renovação capilar e corrigir danos da haste, por meio 
da hidratação e da selagem dos fios. Com isso, ela tende a recuperar o brilho, reduzir a eletricidade 
estática (frizz) e acabar com as pontas duplas (TUA SAÚDE, 2020, on-line)4. 
O Botox capilar não tem como objetivo alterar a forma do cabelo, não possuindo em sua composição 
produtos à base de formol ou outros químicos alisantes. O que ocorre é a redução do volume e do frizz, 
dando um aspecto de cabelos mais lisos (CANDIDO, 2019, on-line)5. E, apesar de algumas marcas de 
cosméticos fornecerem produtos para a realização de botox em casa (Botox caseiro), muitos profissionais 
não o recomendam uma vez que não é simples de ser realizado, podendo resultar em um efeito indesejado.
A selagem, também é utilizada como tratamento para a reconstrução capilar, foi criada no Brasil e 
é feita com ampolas de queratina hidrolisada (TALHATE, 2018). Tem como objetivo fechar a cutícula 
e nutrir os cabelos, semelhante ao Botox capilar, o que diferencia os dois procedimentos é o produto 
a ser utilizado (AGUIAR, 2020, on-line2; CANDIDO, 2019, on-line5). Para dar resistência, brilho e 
hidratar, a selagem é excelente para disciplinar os fios e atingir os objetivos. (AGUIAR, 2020, on-line)2.
Alguns profissionais não consideram o Botox capilar e a selagem como procedimentos de tratamen-
to uma vez que alguns produtos utilizados para estas técnicas contêm químicos alisantes, tais como 
formol, tioglicolato de amônio, etanolamina e carbocisteína. Quando estes químicos são adicionados 
aos produtos de Botox e de selagem, eles os tornam procedimentos de alisamentos ou também as deno-
minadas escovas progressivas. Então, fiquem atentos, se houver estes compostos alisantes nos produtos 
de Botox, de Selagem e no de Cauterização, não são mais considerados produtos de tratamento, passam 
a ser produtos de escovas progressivas, ou seja, de texturização (AGUIAR, 2020, on-line)3.
Um cabelo saudável, além de ser hidratado, também deve conter nutrientes importantes, tais como os 
lipídios, e estes chegam até a raiz dos cabelos pela circulação da derme (visto no Ciclo 1 deste livro). Já 
há muito tempo sabe-se que a alimentação equilibrada é, extremamente, importante para um organismo 
116
UNICESUMAR
saudável, como dizem, “somos o que ingerimos”. Sabemos também que muitos distúrbios alimentares 
são notados na pele, unhas e cabelos, sendo assim, devemos conhecer um pouco mais sobre como os 
alimentos influenciam a saúde do cabelo, e isto deve ser incorporado nos protocolos de estética capilar. 
 De acordo com o American Medical Association’s Council on Food and Nutrition (apud OLIVEIRA 
et al., 2014, p. 488): 
 “
a nutrição é a ciência que se ocupa dos alimentos, dos nutrientes e outras substâncias que eles contêm; 
de sua ação, interação e balanço em relação à saúde e enfermidades; assim como dos processos por 
meio dos quais os organismos ingerem, absorvem, transportam, utilizam e excretam as substâncias.
Então, nutrição é a ciência que estuda os processos que os organismos realizam quando ingerem 
algum alimento, e, como utilizam os nutrientes absorvidos, ou seja, como esses alimentos contri-
buem para o funcionamento do organismo. A partir destas informações, oriente as pessoas sobre 
quais são os alimentos que deverão compor um cardápio saudável ou adequado aos objetivos e às 
características metabólicas de cada pessoa.
Alguns estudos mostram a importância da alimentação equilibrada nos protocolos de tratamento 
estético (OLIVEIRA et al., 2014). Pela ingestão dos alimentos, obtêm-se os nutrientes necessários 
para produzirmos energia, síntese de diversas biomoléculas, como proteínas, lípidos, ácidos graxos, 
hormônios, entre outras necessárias para as diversas atividades metabólicas e estruturais das células. 
Os principais nutrientes fornecidos pelos alimentos são, segundo Oliveira et al. (2014):
• Carboidratos: constituídos por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio e considerados fon-
tes primárias de energia. São classificados em monossacarídeos, como a glicose; dissacarídeos, 
como a sacarose; e polissacarídeos, como glicogênio e celulose. A celulose, por sua vez, é um 
polissacarídeo presente nas paredes das células vegetais, e faz parte das fibras alimentares, as 
quais nosso organismo não consegue digerir. Porém são importantes para regularizar o trânsito 
intestinal, auxiliar no controle glicêmico e na obesidade, reduzir o colesterol, baixar o pH das 
fezes, aumentar o bolo fecal e prevenir câncer e outras doenças.
• Lipídios: são nutrientes de origem animal ou vegetal, insolúveis em água, formados por ácidos 
graxos e glicerol, são, popularmente, conhecidos como gorduras e óleos. São, altamente, ener-
géticos, importantes para o transporte de vitaminas lipossolúveis, presentes nas membranas 
celulares, utilizados para a síntese dos hormônios esteroides, atua contra choques mecânicos e 
como isolante térmico, entre outras funções.
• Proteínas: formadas por aminoácidos, os quais podem ser classificados como essenciais, são os 
aminoácidos que necessitamos ingerir, e em não essenciais, produzidos pelo nosso organismo. Os 
aminoácidos presentes nas proteínas ingeridas são importantes para síntese de novas proteínas, 
de alguns hormônios, enzimas, anticorpos, componentes estruturais das células, entre outros.
• Vitaminas: são substâncias orgânicas que, em quantidades mínimas são essenciais ao organis-
mo para garantir o perfeito desenvolvimento e funcionamento. Elas podem ser classificadas 
em lipossolúveis (dissolvidas em gorduras), tais como vitaminas A, E, D e K, e hidrossolúveis 
(dissolvidas em água), tais como vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, B12, C e ácido fólico.
117
UNIDADE 4
• Água: presente em nosso organismo e corresponde a cerca de 70% do peso corporal. Ela é, 
extremamente, importante para o funcionamento do nosso corpo uma vez que ela dissolve 
várias substâncias, auxilia no controle da homeostase, regulando o pH, a concentração de íons, 
o controle da temperatura, entre outros. Além disso, participa, ativamente, da estrutura e no 
transporte de diversas moléculas e em reações químicas que ocorrem apenas em meios aquosos.
• Sais minerais: os minerais também são adquiridos pela alimentaçãoe são importantes na 
constituição de moléculas, órgãos e tecidos. Também podem participar de reações químicas e 
transporte de substâncias. Por exemplo: o ferro, que faz parte da hemoglobina e importante para 
o transporte de oxigênio e gás carbônico; o cálcio presente nos ossos e dentes, evita a coagula-
ção sanguínea e participa das contrações musculares; o zinco estimula a multiplicação celular, 
favorecendo o crescimento e fortalecimento dos cabelos, também tem função importante na 
pele e para o sistema imunológico.
Com o objetivo que as pessoas tivessem uma dieta equilibrada, ou seja, ingerissem a quantidades de 
nutrientes adequadas ao bom funcionamento do corpo, foi desenvolvido um guia alimentar, contendo 
informações necessárias sobre os alimentos e seus nutrientes, e uma pirâmide com quatro níveis con-
tendo os principais grupos de alimentos (Figura 7). A partir desta pirâmide base, outros pesquisadores, 
como o Walter C. Willett, desenvolveram as pirâmides funcionais, baseadas em alimentos funcionais 
e recomendando ingestão de água e a prática de atividades físicas.
Figura 7- Pirâmide alimentar
Fonte: adaptado de Oliveira et al. (2014).
Lanches, doces,
 sucos e refrigerantes
Leite, derivados de
leite e ovos 
 Carne vermelha,
 frango, porco, peixe
 e embutidos
Vegetais Frutas
Massas
118
UNICESUMAR
Se uma boa nutrição é impor-
tante para a manutenção de um 
organismo saudável, ela tam-
bém é importante para man-
ter os cabelos bem nutridos e 
saudáveis. Mas você sabe quais 
nutrientes são importantes para 
a saúde capilar? Você sabe o que 
pode acontecer com os cabelos 
caso haja uma carência destes 
nutrientes no organismo? 
Os nutrientes que não podem faltar para a saúde capilar são: água, vitamina A (retinol), vitamina B6 
(piridoxina), vitamina B3 (niacina), zinco e proteínas. Caso ocorra a deficiência de vitaminas e mine-
rais, os cabelos tornam-se fracos, tendo seu aspecto afetado. Além disso, a queda dos cabelos pode ser 
resultante de uma má alimentação. Sendo assim, recomenda-se aumentar a ingestão de leguminosas 
(feijão), melado, coco, pepino e vitaminas A e do complexo B (OLIVEIRA et al., 2014).
De acordo com Talhate (2018), uma alimentação carente de proteínas, vitaminas e minerais, como 
em quadros de desnutrição, pode alterar o ciclo biológico dos cabelos, notando-se um aumento dos 
folículos no estado de repouso e resultando em aumento na queda capilar ou de fios deficientes. Além 
disso, a desnutrição pode causar despigmentação dos fios, afinamento e perda de brilho (TALHATE, 
2018). Lembre-se de que o excesso de alguns nutrientes, como vitaminas, também pode causar pro-
blemas na saúde do indivíduo ou danos nos cabelos. 
Em tratamentos para alopecias ou eflúvios, muitas vezes, recomenda-se o aumento do consumo de 
alimentos, como peixes de água fria, linhaça e óleos, por causa do fornecimento de ácidos graxos polii-
nsaturados ômega-3 e -6; de alimentos, como levedura, trigo, miúdos de frango (fígado, rim, coração), 
ovos e carnes, para o fornecimento das vitaminas A, C e do complexo B; também é recomendado o 
consumo de frutos do mar (mariscos, ostras), carnes vermelhas, castanhas e amêndoas para obtenção 
de zinco; e de espinafre, couve, beterraba e leguminosas para obtenção de ferro. Também podem ser 
usados nestes tratamentos os nutracêuticos (suplementos alimentares), compostos por fenóis, polife-
nóis, bioflavonoides, coenzima Q10 (CQ10, presente em todas as células e participam, ativamente, na 
produção de ATP e silício (OLIVEIRA et al., 2014). 
119
UNIDADE 4
Você sabia que o cronograma capilar consiste em etapas que damos aos cabelos, o que é 
necessário para que continuem saudáveis e bonitos? Para isso, é necessário, no mínimo, três 
etapas: hidratação, umectação e reconstrução.
Geralmente, os cronogramas capilares para restauração dos fios são compostos pelos três 
tratamentos:
• Hidratação: repõe moléculas de água aos fios, proporcionando maciez e removendo o 
ressecamento.
• Nutrição: devolve lipídios e nutrientes aos fios, proporcionando a oleosidade necessária, 
dá brilho, alinha os fios e tira o frizz.
• Reconstrução capilar: corrige os danos presentes nos fios, faz as emendas, repondo 
proteínas e outros nutrientes que os fios perderam.
Atenção! Recomenda-se manter a hidratação e a nutrição em dias alternados, para que as 
necessidades de água e nutrientes sejam supridos e não ocorra uma sobrecarga de queratina, 
por meio da reconstrução capilar (TALHATE, 2018).
A nutrição capilar também é conhecida como umectação e consiste na reposição de lipídeos nos fios, 
tendo como objetivo lubrificar a fibra capilar, conservando sua hidratação. Os cabelos que necessi-
tam deste tipo de tratamento são, geralmente, porosos, opacos, indefinidos, com frizz e embaraçam, 
frequentemente. É muito comum ocorrerem estes problemas em cabelos cacheados, ou que foram 
modificados, quimicamente (tingidos, relaxados, alisados, ondulados etc.) (FRANGIE et al., 2016). 
Uma forma de tratamento é utilizar as máscaras nutritivas que contêm óleos vegetais, como os de 
argan e de coco; manteigas vegetais, como as de karité; ceramidas e tutano (FRANGIE et al., 2016). Os 
tratamentos para repor nutrientes dos fios devem ser realizados no couro cabeludo, onde se encontra o 
folículo piloso (a raiz dos cabelos), e é por esta região que os fios recebem seus nutrientes, tornando-os 
mais fortes e com mais estruturas para suportar outros procedimentos (TALHATE, 2018). 
120
UNICESUMAR
Além destes procedimentos estudados anteriormente, outras técnicas estão sendo desenvolvidas e 
adaptadas nas diversas áreas da estética, incluindo na estética capilar, tais como a laserterapia, ele-
troterapia, corrente galvânica, iontoforese, vapor de ozônio, entre outras. Então, que tal conhecer um 
pouco sobre elas?
Vários estudos têm comprovado a eficácia da utilização do laser em diversos tratamentos nas áreas 
médicas e odontológicas e, atualmente, tem se tornado um aliado em vários tratamentos estéticos. 
Assim, a laserterapia tem sido usada na cicatrização de feridas, na atenuação/remoção de tumores, na 
eliminação de manchas, no tratamento de queloides, nas cirurgias, no controle da dor, entre outros 
(OLIVEIRA et al., 2014). Na estética, é utilizado o laser de baixa frequência, também conhecido como 
laser de baixa potência (LBP) ou, ainda, como laser terapêutico, utilizado porque não causa alterações 
permanentes ou destruição dos tecidos. Este tipo de laser é utilizado nas terapias fotodinâmicas e nos 
processos de biomodulação tecidual (OLIVEIRA et al., 2014).
Mas como o laser controla os processos biológicos, como na reparação e na regeneração tecidual, 
drenagem linfática, síntese de colágeno, entre outros? O laser atua nas moléculas e interfere nos pro-
cessos celulares, auxiliando nas ações biofísicas e bioquímicas das células. Por exemplo, pelo efeito 
fotofísico, ele promove aumento da permeabilidade da membrana celular e da síntese de ATP, e pelo 
efeito fotoquímico ele acelera a proliferação celular, favorecendo a regeneração tecidual, estimulando 
a microcirculação, reduzindo processos inflamatórios, entre outros (OLIVEIRA et al., 2014).
Na estética, o LBP é utilizado nos tratamentos de flacidez tissular, na prevenção do envelhecimento 
precoce, na eliminação de edemas, na melhora da cicatrização, no clareamento de manchas, nos trata-
mentos das acnes e na estimulação de folículos pilosos em tratamentos de terapia capilar (OLIVEIRA 
et al., 2014). Na estética capilar, o LBP aumenta o metabolismo da raiz do cabelo, contribuindo para o 
crescimento e proporcionando um aumento no volume capilar (TALHATE, 2018). O laser vermelho 
também pode ser utilizado em tratamentos de alopecias, este é absorvido dentro das células pelas mito-
côndrias e pelos lisossomos (OLIVEIRA et al., 2014; TALHATE, 2018). Ele aumenta a microcirculação 
periférica, o metabolismo celular, a síntese de ATP, a síntese de proteínas (colágeno e elastina), possui 
ação analgésica,anti-inflamatória e promove a reparação de tecidos moles (OLIVEIRA et al., 2014).
O laser é mais uma ferramenta no tratamento da alopecia, sendo observados resultados satisfatórios, 
quando empregado em conjunto a outros procedimentos. Ele é utilizado neste tratamento uma vez 
que age tanto no folículo capilar como na otimização dos tônicos empregados nesta terapia (PEREIRA 
et al., 2013). Os tratamentos populares de alopecia incluem a utilização de xampus, tônicos e medica-
mentos ingeridos, os quais agem na profilaxia e também atuam nas células capilares. A associação do 
LBP é a mais nova proposta para os tratamentos capilares uma vez que o laser tem os seguintes efeitos, 
segundo Pereira et al. (2013):
• incremento energético para célula geradora do cabelo.
• degranulação do mastócito.
• otimização das drogas utilizadas.
• ativação da microcirculação.
121
UNIDADE 4
Figura 8 - Aparelho utilizado na eletroterapia capilar
Apesar de o LBP não pertencer à eletroterapia, 
muitos profissionais utilizam este procedimento 
em protocolos de eletroterapia. Mas o que é a ele-
troterapia? A eletroterapia, também conhecida 
como aparelho de alta frequência ou alta frequên-
cia, utiliza correntes elétricas para estimular algu-
mas regiões do corpo. Estas correntes possuem 
baixa intensidade elétrica, que é conduzida pelo 
organismo, podendo ser associada a vários pro-
cedimentos estéticos (TALHATE, 2018).
No couro cabeludo, a alta frequência tonifica e 
fortalece a raiz capilar. O aparelho utilizado para 
este tratamento é um pente contendo eletrodos 
(Figura 8), que, ao passar no couro cabeludo, ati-
va a circulação sanguínea desta região, auxilia no 
transporte de oxigênio e nutrientes, tornando os 
cabelos mais fortes e resistentes. Além disso, a alta 
frequência contribui para eliminação de microor-
ganismos no couro cabeludo, prevenindo proble-
mas de caspas e seborreia (TALHATE, 2018). 
Desta forma, a alta frequência pode contri-
buir em tratamentos e protocolos para distúr-
bios capilares, como no tratamento de caspas e 
seborreia, pode ser aplicada antes da limpeza, 
com os cabelos secos. No tratamento de alope-
cia, recomenda-se que a aplicação da alta fre-
quência ocorra por tempo determinado e, no 
mínimo, duas vezes por semana, podendo ser 
associada ao LBP nos locais mais atingidos. A 
eletroterapia também pode ser utilizada asso-
ciada a máscaras e a séruns capilares potencia-
lizando seu efeito (TALHATE, 2018).
A corrente galvânica consiste em uma cor-
rente elétrica de baixa frequência contínua e 
unidirecional cujo funcionamento depende da 
presença de dois eletrodos (positivo e negati-
vo) e do contato com o indivíduo. Geralmente, 
é gerada por retificadores de corrente alternada 
ligados à rede elétrica (TALHATE, 2018). Na 
estética capilar, ela pode ser usada no couro ca-
beludo para introdução de íons cosméticos, de 
forma a potencializar sua ação. O procedimento 
faz uso de um eletrodo (polo positivo) acopla-
do ao couro cabeludo e outro ao polo negativo 
da microcorrente contínua. Desta forma, o polo 
positivo acoplado ao corpo promove a dispersão 
da corrente elétrica (TALHATE, 2018).
Quando se utiliza a corrente galvânica, é 
comum o cliente relatar certo desconforto e/
ou formigamento. Se para o cliente este incô-
modo for relatado em excesso, provavelmente, 
há hipersensibilidade à corrente elétrica, o que 
pode prejudicar o tratamento uma vez que pode 
impedir o tempo correto dos eletrodos, oca-
sionando menor contato e ação, além disso, é 
válido verificar se está utilizando a intensidade 
correta (TALHATE, 2018).
122
UNICESUMAR
Antes de cada sessão da corrente galvânica, deve-se 
fazer uma limpeza no local da aplicação, utilizando 
um antisséptico, após a sessão, deve-se evitar a ex-
posição solar. A corrente galvânica leva ao aumento 
da quantidade de íons no extrato córneo do couro 
cabeludo, reduzindo a resistência da pele e facilitan-
do a penetração de substâncias durante a passagem 
do campo elétrico (TALHATE, 2018).
A quantidade de sessões de corrente galvâ-
nica pode ser variável de acordo com o objetivo 
que se deseja alcançar, não tendo um número 
de sessão obrigatório. Recomenda-se ao pro-
fissional criar o protocolo de tolerância para 
o cliente, dar um intervalo de três dias entre 
as sessões e fazer uma avaliação do objetivo 
junto ao cliente, investigando sua satisfação 
(TALHATE, 2018). A corrente galvânica pode 
ser utilizada para a desincrustação capilar, co-
nhecida também por desincruste. Este é um 
procedimento com o objetivo de remover o 
excesso de sebo da pele ou do couro cabeludo 
oleoso ou seborreico. Assim, pode-se dizer que 
a desincrustação capilar é realizada por meio 
de uma ação eletroquímica (TALHATE, 2018). 
Para a desincrustação, utiliza-se um eletrodo 
de gancho ativo totalmente envolvido por algo-
dão contendo o produto desincrustante. Em geral, 
usa-se a intensidade da corrente de acordo com a 
O desconforto provocado pelo uso de 
correntes elétricas inicia com a sensação 
de um simples formigamento, devido ao 
aumento do fluxo sanguíneo no local, 
mas se o profissional aumentar a inten-
sidade, exageradamente, passa a sentir 
agulhada, ardência e dor, podendo cau-
sar queimaduras. Então, cuidado com a 
intensidade das correntes elétricas.
sensibilidade do cliente, que deve estar confortável 
e seguro, por um período de cinco a dez minutos. 
A intensidade e o tempo poderá ser modificado de 
acordo com o cliente e objetivo (TALHATE, 2018). 
A desincrustação promove uma esfoliação profunda 
no couro cabeludo, geralmente, é utilizado um pro-
duto a base de lauril de sódio, que possui íon positivo 
em sua composição, assim, a placa do aparelho fica 
carregada, negativamente, e o produto envolverá o 
sebo e a oleosidade produzida pelo couro cabeludo, 
promovendo sua remoção (TALHATE, 2018).
A iontoforese ou ionização é uma técnica que 
também utiliza a corrente elétrica com o intuito 
de facilitar a entrada de substâncias no couro ca-
beludo. Ao utilizar ativos específicos, sua pene-
tração é aumentada com a corrente elétrica uma 
vez que ela aumenta a permeabilidade cutânea, 
como mencionado anteriormente. Desta forma, 
na estética capilar, a iontoforese pode ser realizada 
para promover a hidratação do couro cabeludo, 
utilizando máscara capilar (TALHATE, 2018). 
Em geral, recomenda-se uma dose de 80 mi-
liampere (mA) por minuto, e a intensidade da 
corrente em torno de 0,3 a 0,5 mA/cm2. Entretan-
to a dose pode variar de acordo com o tempo de 
aplicação, intensidade da corrente e a carga do íon 
presente no ativo a ser utilizado. Para promover a 
ionização e a entrada do ativo no couro cabeludo, 
deve ser realizada após a remoção da oleosidade 
do couro cabeludo, tanto o produto a ser utilizado 
quanto a placa do aparelho (eletrodos) devem 
ter cargas elétricas positivas, otimizando, assim, 
a entrada do produto (TALHATE, 2018). 
Outra técnica utilizada na estética capilar é o 
vapor de ozônio, o qual realiza uma profunda 
assepsia no couro cabeludo e nos fios, permitindo 
que absorvam melhor os nutrientes, tornando os 
cabelos mais saudáveis, brilhantes e hidratados. 
Ele também auxilia na oxigenação do couro cabe-
ludo uma vez que reduz a oleosidade dos cabelos 
e ajuda na redução da queda capilar. Este proce-
123
UNIDADE 4
dimento é indicado para promover emoliência e umectação, auxiliando na preparação da pele ou do 
couro cabeludo que receberá a esfoliação ou a hidratação profunda (TALHATE, 2018).
O vapor de ozônio é um aparelho que possui um depósito para realizar a evaporação da água, por 
meio de uma resistência calefatora e um circuito gerador de ozônio (O3), este é eliminado com o vapor 
de água. Esta técnica une o aumento da temperatura, o qual promove o aumento da circulação sanguínea 
e a abertura dos poros no local de aplicação e a ação bactericida e fungicida do ozônio, o qual promove a 
assepsia e o aumento de nutrientes na região de aplicação (TALHATE, 2018). O vapor de ozônio pode ser 
usadocom a aromaterapia, tendo em seu aparelho uma entrada específica para associar o vapor de água 
com os óleos essenciais. Esta entrada tem um recipiente para colocar os óleos essenciais que expandirão 
no ambiente, promovendo o efeito desejado, bem como o bem-estar do seu cliente (TALHATE, 2018). 
Os óleos essenciais possuem princípios ativos com ação antisséptica, cicatrizante e estimulante 
no couro cabeludo, isto ocorre, porque suas moléculas possuem baixo peso molecular e conseguem 
penetrar no tecido epitelial e chegar na circulação sanguínea, penetrar nos folículos pilosos e nas glân-
dulas sebáceas e sudoríparas (WICHROWSKI, 2007). Devido aos seus efeitos comprovados, vários 
protocolos têm utilizado a aromaterapia em conjunto, como já mencionado na argiloterapia (Ciclo 3), 
com o vapor de ozônio e também com a vacuoterapia. E o que é vacuoterapia?
A vacuoterapia, também conhecida como dermotonia ou, ainda, como endermologia, é uma téc-
nica que tem aplicação na área da saúde, como na profissão que trabalha com a estética. O aparelho 
de vacuoterapia gera uma pressão negativa, provocando uma sucção não invasiva na pele, por meio 
de ventosas de diferentes diâmetros e formas (BORGES; SCORZA, 2016; LIMA et al., 2016; OLIVEI-
RA, 2016). Essa pressão negativa pode ser contínua ou pulsada isso provoca uma depressão no local, 
formando uma prega cutânea e o rolamento das estruturas envolvidas (OLIVEIRA, 2016). 
A vacuoterapia promove o aumento da circulação sanguínea da derme e do tecido adiposo subcutâneo 
(hipoderme), melhora o metabolismo local e promove a mobilização e o deslocamento do tecido e de fibras 
elásticas, favorecendo a síntese do colágeno e consequente melhora da pele. Assim, ela pode ser utilizada em 
várias regiões do corpo, inclusive, no couro cabeludo. Nesta região, a melhora da irrigação sanguínea promo-
ve melhor oxigenação e aporte de nutrientes nos folículos capilares (LIMA et al., 2016; OLIVEIRA, 2016).
Desta forma, a vacuoterapia, na estética capilar, é usada em tratamentos de queda capilar. Outra 
técnica utilizada para tratar alopecia é o microagulhamento. Você já o conhece?
124
UNICESUMAR
O microagulhamento, também denominado Terapia de Indução de Colágeno (TIC) ou, ainda, de Indução 
Percutânea de Colágeno com Agulhas (IPCA), é uma técnica que começou a ser utilizada na década de 90 
com a finalidade de induzir a produção de colágeno no tratamento de cicatrizes e rugas. Esta técnica consiste 
na perfuração uniforme e rápida da pele, utilizando um aparelho específico para este procedimento, o Der-
maroller, criado em 2000, pelo cirurgião plástico Dermond Fernands (ALBANO; PEREIRA; ASSIS, 2018).
O Dermaroller é constituído por um cilindro de polietileno repleto de agulhas em aço inoxidável ou 
de liga de titânio, sendo que a quantidade e a disposição das agulhas são variáveis, estando de acordo com 
o tipo de tratamento e a área a ser aplicado. Os rollers também podem ser associados a outras terapias, 
como cromoterapia, LED e com efeito vibratório. Também podem ser utilizadas outras ferramentas no 
microagulhamento, como as canetas, as quais podem ser manuais ou elétricas, ou dispositivo manual 
de microagulhamento (Dermapen). Essas ferramentas são usadas em pequenas regiões ou em regiões 
de difícil acesso com o Dermaroller (ALBANO; PEREIRA; ASSIS, 2018).
(A)
(B)
(A)
(B)
Figura 9 - Imagem do Dermaroller (A) e do Dermapen (B)
O microagulhamento provoca uma lesão na região aplicada, desencadeando a síntese de colágeno com 
o intuito de reparar as fibras danificadas, a dissociação dos queratinócitos, a liberação de citocinas 
ativadas pelo sistema imune e a vasodilatação local (ALBANO; PEREIRA; ASSIS, 2018). O microa-
gulhamento no couro cabeludo causa uma lesão que provoca efeito inflamatório na pele, estimulando 
os macrófagos a liberarem fatores de crescimento derivados de plaquetas e epidérmicos, os quais são 
responsáveis por ativar a regeneração tecidual e promover a ativação das células-tronco do bulbo ca-
pilar e a superexpressão dos genes responsáveis pelo crescimento dos fios. Além disso, os macrófagos 
atraem outros fagócitos, os quais estimulam a formação de novos vasos sanguíneos e tecido conjuntivo, 
o que melhora a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação e a chegada de nutrientes no 
local da aplicação (BORGES; SCORZA, 2016; CONTIN; ALVES, 2016). 
Devido ao efeito inflamatório desencadeado pelo microagulhamento, seu baixo custo e sua com-
provação nos tratamentos de alopecia androgenética, o microagulhamento na estética capilar (Figura 
10) tem sido cada vez mais utilizado (FANO; TASSINARY, 2018). Apesar do seu principal objetivo ser a 
estimulação dos fibroblastos para recuperar a pele lesionada, ele também pode ser utilizado em conjunto 
com ativos, o drug delivery, de forma a potencializar sua ação. Os ativos podem ser aplicados antes, durante 
ou após o microagulhamento (ALBANO; PEREIRA; ASSIS, 2018; SILVA; MAGNUS, 2018).
125
UNIDADE 4
Figura 10 - Microagulhamento na estética capilar 
A potencialização pelo microagulhamento ocorre, pois as agulhas 
geram microcanais através da pele, que facilita a penetração dos 
ativos, aumentando sua permeabilidade cutânea e, consequente-
mente, seu efeito terapêutico. Esta técnica é capaz de potencializar 
a permeação dos ativos em até oitenta vezes uma vez que estes 
conseguem penetrar as camadas mais profundas da pele (ALBANO; 
PEREIRA; ASSIS, 2018; BORGES; SCORZA, 2016).
Como acabamos de ver, o microagulhamento é um procedimen-
to promissor na área da estética capilar. Vimos várias técnicas, e algo 
que se deve ter cuidado ao se escolher determinado procedimento 
é verificar as condições do couro cabeludo do seu cliente uma vez 
que diversas técnicas não podem ser realizadas caso ele esteja lesio-
nado, como é o caso do laser de 
baixa frequência, alta frequên-
cia, corrente galvânica, vapor de 
ozônio, entre outros. Agora que 
você já conheceu diversas técni-
cas, poderá responder com mais 
propriedade o Estudo de Caso 
proposto no início deste ciclo.
Bom, chegamos ao final do últi-
mo ciclo deste livro, e acredito que 
você tenha aprendido um pouco 
mais sobre os conteúdos de Estéti-
ca Capilar e Tricologia. Neste ciclo, 
você aprendeu sobre os protocolos 
de vários tratamentos, terapia ca-
pilar e técnicas que poderá utilizar 
em sua profissão. Este aprendizado 
é muito importante para sua prática 
profissional, com ele você apren-
deu um pouco mais sobre como 
montar os protocolos dos diversos 
tratamentos, entendeu melhor a 
terapia capilar e quais as técnicas 
aplicadas. Desta forma, você con-
seguirá atender a seus clientes com 
assertividade e segurança. Também 
aprendeu a se posicionar frente a 
vários produtos e a escolher melhor 
o que vai utilizar, pois tratamentos 
e técnicas capilares sem respaldos 
científicos podem causar danos aos 
cabelos e ao couro cabeludo e, até, 
afetar a saúde de seus clientes.
Lembre-se, sempre, de que 
precisa retomar as leituras e os 
estudos, procurando atualiza-
-se, afinal, o aprendizado deve 
ser constante. Espero que você 
alcance seus objetivos e tenha 
sucesso em sua vida profissio-
nal. Boa sorte!
126
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1. O cabelo é a moldura do rosto humano, desta forma, está, intimamente, relacionado com a identidade 
do indivíduo,tendo posição de destaque em sua vida. Sendo assim, cuidar da saúde e da estética 
capilar é importante para a maioria das pessoas, e, para atender a esta necessidade, buscam pelos 
serviços do profissional de estética. Você, como futuro profissional desta área, deverá realizar anam-
nese e, após, definir o protocolo capilar adequado a cada cliente. Sendo assim, em qual situação você 
elaborará um protocolo de tratamento e quando elaborará um protocolo de terapia capilar? 
2. Geralmente, os cronogramas e os protocolos de tratamento ou de terapia capilar contemplam 
os seguintes tratamentos: hidratação, reconstrução capilar e nutrição (TALHATE, 2018). Levando 
em consideração os conhecimentos sobre os tratamentos citados, assinale a alternativa correta.
a) A hidratação consiste em repor lipídios aos fios, utilizando máscaras nutritivas à base de queratina.
b) A umectação ou a reconstrução capilar tem como principal objetivo repor água e nutrientes aos 
fios, aplicando os produtos na haste capilar.
c) A nutrição ou umectação consiste em repor água aos fios, uma técnica utilizada com este intuito 
é a selagem, por selar as cutículas da haste capilar.
d) Os principais ativos presentes nos cosméticos utilizados para a reconstrução capilar são: elastina, 
carboidratos, minerais, lipídios e vitaminas.
e) Na reconstrução capilar, os cosméticos têm como objetivo tratar os cabelos, repondo ativos se-
melhantes aos da constituição química capilar, como queratina, lipídios, vitaminas e aminoácidos.
3. Na reconstrução capilar, os cosméticos têm como objetivo tratar os cabelos, repondo ativos, 
como queratina, lipídios, vitaminas e aminoácidos. Podem-se usar algumas técnicas para atender 
a este objetivo, tais como a queratinização, cauterização, botox capilar, selagem (FRANGIE et al., 
2016). Levando em consideração os conhecimentos sobre estas técnicas, relacione as colunas. 
 1. QUERATINIZAÇÃO
 2. CAUTERIZAÇÃO
 3. BOTOX CAPILAR
 4. SELAGEM
 ) ( Técnica desenvolvida no Brasil, realizada utilizando ampolas de que-
ratina hidrolisada, com o intuito de fechar as cutículas e nutrir os fios.
 ) ( Tem como objetivo a renovação capilar e corrigir danos da haste, 
por meio da hidratação e da selagem das cutículas da haste capilar. 
 ) ( Tem como finalidade reconstruir as fibras dos cabelos por doses 
de queratina à quente e age do córtex a cutícula.
 ) ( Tem como finalidade reconstruir as fibras dos cabelos por doses 
de queratina a frio.
Assinale a sequência correta.
a) 1, 2, 3, 4.
b) 4, 3, 2, 1.
c) 1, 3, 2, 4.
d) 2, 4, 1, 3.
e) 4, 1, 3, 2. 
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4. Várias técnicas estão sendo desenvolvidas e adaptadas na estética capilar com o intuito de 
alcançar, de forma mais eficiente, os resultados dos tratamentos capilares, tais como a laserte-
rapia, eletroterapia, vacuoterapia, microagulhamento, entre outras. Levando em consideração 
os conhecimentos sobre as técnicas mencionadas no enunciado, avalie as seguintes afirmativas:
I) Na estética capilar, o laser de baixa frequência é utilizado por aumentar o metabolismo da raiz 
do cabelo, contribuindo para o crescimento e proporcionando aumento no volume capilar.
II) A eletroterapia, ou alta frequência, utiliza correntes elétricas para estimular algumas regiões 
do corpo, como no couro cabeludo, tonifica e fortalece a raiz capilar.
III) A corrente galvânica pode ser utilizada para a desincrustação capilar, com o objetivo de remover 
o excesso de sebo do couro cabeludo bem como para Iontoforese, com o objetivo de facilitar 
a entrada de substâncias no couro cabeludo.
IV) O vapor de ozônio realiza uma profunda assepsia no couro cabeludo e nos fios, além de auxiliar 
a oxigenação do couro cabeludo e contribuir para redução da queda capilar. Já a vacuoterapia, 
quando utilizada no couro cabeludo, melhora a irrigação sanguínea, promove melhor oxigena-
ção e aporte de nutrientes nos folículos capilares. 
É correto o que se afirma em: 
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III e IV apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV. 
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1. Utilizarei o protocolo para tratamento capilar para tratar um problema pontual do cabelo ou do couro 
cabeludo do cliente, por exemplo a queda capilar. Já o protocolo de terapia capilar utilizarei para tratar a 
causa do problema, por exemplo, se há queda capilar. Primeiro devo investigar os possíveis desencadea-
dores, os quais podem ser múltiplos neste caso, e, após, elaborarei o protocolo de terapia a partir do que 
foi encontrado na investigação.
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5Em: https://cabelo.com.br/botox-capilar-alisa/#:~:text=1%20%E2%80%93%20Botox%20x%20selagem,do%20
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