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A importância da promoção de saúde bucal nas escolas brasileiras
The importance of oral health promotion in brazilian schools
Carlos Henrique Lima Vieira 1, Jéssica Borges Moraes Amorim 2, Kayo Gama Franco Barbosa 3, Lisy Ene de Almeida Dias 4, Rafaela Oliveira Simões 5, Vitoria Manoelly Brito dos Reis6.
Resumo
O ambiente escolar tem um papel fundamental na educação e na formação da população, tendo grande influência sobre a saúde dos jovens, tornando-se o local mais indicado para a promoção de programas de saúde, em especial a saúde bucal, sendo fundamental para construção e desenvolvimento desses hábitos saudáveis, quando inseridos no cotidiano das crianças e adolescentes. O presente estudo teve como objetivo fazer uma revisão literária a respeito da importância da promoção da saúde bucal nas escolas brasileiras. O tema abordado neste estudo baseou-se em evidências bibliográficas encontradas na base de dados Google Acadêmico, no período de 2011 a 2017. Foram incluídos artigos somente em português com seus textos publicados na íntegra. Na qual, após a leitura completa cinco artigos foram descartados, devido não serem relevantes para o propósito dessa revisão. Observa-se que a escola tornou-se um local propício para ações de promoção de saúde, devido às atividades educativas, que promovem aos jovens conhecimentos crítico, desenvolvimento de atitudes mais saudáveis e qualidade de vida. É de suma importância à compreensão das crianças e adolescentes sobre a importância da saúde bucal no intuito de influenciar positivamente essa população á pratica de hábitos saudáveis.
Palavras-chaves: escola, saúde bucal, odontologia, escolas publicas, escolas privadas e educação.
1. Introdução
Durante a infância, a escola como instituição educacional, tem um papel fundamental na promoção da saúde, contribuindo para a formação de hábitos saudáveis e cuidados com a higiene, incluindo a bucal. Contudo, levando em consideração as diferenças entre as escolas públicas e particulares, o índice de doenças como a cárie dentária é mais elevado em alunos das escolas da rede pública do que da rede particular (OLIVEIRA et al., 2015)¹. Tal fato pode ser entendido pelos fatores socioeconômicos que afetam diretamente tanto o ambiente escolar como a sua administração. Neste cenário, é importante compreender a desigualdade social que assola o país, a fim de entender como isso pode afetar a educação e a saúde pública.
O Brasil é o nono país mais desigual do mundo, logo, famílias com menores condições socioeconômicas possuem maior dificuldade de acesso aos serviços básicos, como transporte público, saneamento básico e principalmente, à saúde e educação de qualidade. Consequentemente, essa desigualdade também é presente no ambiente escolar, com as escolas da rede particular tendo uma melhor infraestrutura, melhores recursos e melhores desempenhos do que nas escolas da rede pública, desta forma, tudo isso afeta diretamente na educação em saúde do aluno dentro da instituição.
Entretanto, toda escola é um ambiente propício para o desenvolvimento de programas de saúde, tendo em vista que ela reúne crianças com idades favoráveis à assimilação de medidas preventivas, independente se esta escola possui recursos escassos ou não, basta que esta seja administrada através de políticas de encorajamento à cidadania e então, poderá atuar na promoção de saúde (TAGLIETTA et al, 2011)². 
Deste modo, a presença de programas de saúde neste ambiente não só proporciona aos alunos uma adoção de comportamentos e atitudes mais saudáveis, como também pode ampliar esse conhecimento para os membros da comunidade, incluindo os familiares, prevenindo hábitos negativos de saúde e transmitindo conhecimento dos serviços de saúde (PEREIRA et al., 2017)³. Destarte, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica a respeito da importância da promoção de saúde nas escolas brasileiras.
2. Metodologia
Trata-se de uma revisão literária sobre a importância da promoção da saúde bucal nas escolas brasileiras. O processo dividiu-se em dois estágios. Inicialmente, uma busca independente foi realizada no Google Acadêmico. A busca primária resultou na identificação de 8 artigos, na qual, após leitura completa 5 foram descartados, devido não serem relevantes para o propósito dessa revisão. Assim, foram incluídos 3 artigos na revisão, tendo como critério de inclusão artigos com pesquisas em escolas brasileiras e publicados em português. 
Foi realizado um estudo transversal utilizando dados apresentados nos 3 artigos de base, na qual buscou-se por palavras-chave: escola, saúde bucal, odontologia, escolas publicas, escolas privadas e educação, no período de 2011 a 2017. A análise dos dados dos artigos foi realizada de forma descritiva, possibilitando qualidade das evidências. E assim, foram fornecidos subsídios fundamentais na ajuda de decisões do grupo para a realização do artigo com base na promoção e prevenção de saúde bucal.
3. Resultados
	Os 3 artigos selecionados foram efetivamente utilizados para a elaboração desta revisão, buscando trazer o enfoque para os efeitos de programas de promoção de saúde em escolas brasileiras. 
	Como demonstrado por OLIVEIRA et al (2015) em seu estudo no ambiente escolar em Goiânia, a desigualdade é um fator importante no momento da análise da promoção da odontologia preventiva porque as maiores concentrações, o dobro das encontradas na zona com os melhores indicadores socioeconômicos, de ocorrências de caries estavam localizadas em escolas nas zonas com os piores indicadores socioeconômicos do município, sendo que os estudantes de escolas públicas tinham um índice CPOD 1,63 v maior do que os de alunos de escolas particulares. Ademais, outro dado relevante para o estudo é que escolas com cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) apresentavam um índice CPOD 1,37 vezes maior do que as instituições sem essa estratégia.
 Segundo TAGLIETTA et al (2011), crianças que tiveram acompanhamento em programas de promoção de saúde, admitidas antes de 2007, tiveram índice CPOD/ceo de 0,98 para o gênero feminino e 1,07 para o gênero masculino, sendo a média 1,03 sem dimorfismo sexual. Entretanto para as crianças que não tiveram acompanhamento, admitidas em 2007, a média do índice foi de 1,84 para o gênero feminino e de 1,72 para o gênero masculino, havendo uma média de 1,78 sem dimorfismo sexual. Além disso, em relação a prevalência da carie, das crianças admitidas em 2007, 59,07% apresentaram um índice um índice médio CPOD/CEO igual a zero e 42,21% apresentaram um índice médio CPOD/ceo maior ou igual a um. Nas crianças admitidas antes de 2007, 67,93% apresentaram um índice médio CPOD/ceo igual a zero e 32,07 %, índice médio CPOD/ceo maior ou igual a um.
Em suma, de acordo com PEREIRA et al (2017), a escola se constitui com um ambiente privilegiado e o mais indicado para a promoção da saúde bucal devido ao seu potencial de atividades educativas que incentivam a autonomia, o conhecimento crítico, o desenvolvimento de habilidades referentes a atitudes mais saudáveis, controle das condições de saúde e a qualidade de vida. Outro ponto abordado em seu estudo foi a relevância da transmissão de valores e hábitos bucais para crianças de maneira que incentive a assimilação de práticas preventivas favoráveis a manutenção da saúde bucal como sendo uma missão de complexa realização pelos responsáveis e pelos profissionais de saúde. Nesse sentido, foi mostrada no estudo a importância desse cuidado para a saúde bucal e para a prevenção de diversos fatores negativos, sendo o principal destes a cárie dentária. Além do referido, também é ratificado ser de extrema importância ações e políticas de saúde de acordo com as necessidades de cada população.
4. Conclusão
Desta forma, analisando os resultados das pesquisas, e levando em consideração o fator da desigualdade e os índices CPOD, é possível concluir que as escolas possuem um importante papel na educação em saúde, tendo em vista que as patologias que acometem a cavidade oral, são de origem multifatorial,associadas a fatores socioeconômicos. Logo, políticas públicas no ambiente escolar tornam-se essenciais, considerando que a presença de programas de saúde nas escolas desenvolve nos alunos a criação de hábitos de higiene e atitudes mais saudáveis que corroboram para a saúde bucal, e estes podem repassá-las para a comunidade, reduzindo a prevalência de cárie dentária, contribuindo com a educação, a saúde pública e com a qualidade de vida.
5. Referências
¹OLIVEIRA, L. B.; MOREIRA, R. S.; REIS, S. C. G. B.; FREIRE, M. C. M. Cárie dentária em escolares de 12 anos: análise multinível dos fatores individuais e do ambiente escolar em Goiânia. Rev. Bras. Epidemiol., São Paulo, v. 18, n. 3, Jul-Set, 2015. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/rbepid/2015.v18n3/642-654/pt/. 
²TAGLIETTA, M. F. A.; BITTAR, T. O.; BRANDÃO, G. A. M.; VAZQUEZ, F. L.; PARANHOS, L. R.; PEREIRA, A. C. Impacto de um programa de promoção de saúde escolar sobre a redução da prevalência da cárie em crianças pré-escolares de Piracicaba – SP. RFO, Passo Fundo, v. 16, n. 1, p. 13-17, Jan-Abr, 2011. Disponível em: http://seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/2104. 
³PEREIRA, G. S.; CARNEIRO, S. V.; MARTINS, L. F. B.; BENTO, A. K. M.; LEITE, A. C. R. M.; SILVA, C. H. F. A promoção de saúde bucal no contexto escolar: Uma revisão integrativa. Revista Expressão Católica Saúde, v. 2, n. 2, Jul-Dez, 2017. Disponível em: http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/recsaude/article/view/2111.

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