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AN02FREV001/REV 4.0 
 1 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 3 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
MÓDULO I 
1 DESENHO ARQUITETÔNICO 
1.1 DESENHO MANUAL 
1.1.1 Lápis 
1.1.2 Lapiseira 
1.1.3 Borracha 
1.1.4 Caneta nanquim 
1.1.5 Normógrafo e aranha 
1.1.6 Papel 
1.1.7 Esquadros 
1.1.8 Compasso 
1.1.9 Gabaritos 
1.1.10 Curvas 
1.1.11 Transferidor 
1.1.12 Escalímetro 
1.1.13 Prancha e régua 
1.2 DESENHO AUXILIADO POR COMPUTADOR 
2 NORMAS TÉCNICAS 
3 DIMENSÕES E FORMATOS DE PAPEL 
3.1 FORMATOS 
3.2 LEGENDA 
3.3 POSIÇÃO DE LEITURA 
3.4 DOBRAMENTO 
4 O TRAÇO ARQUITETÔNICO 
4.1 LINHAS 
4.2 TRAÇOS 
4.3 LETRAS, NÚMEROS E CARACTERES 
5 ESCALAS 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 4 
 
MÓDULO II 
6 FIGURAS GEOMÉTRICAS 
7 O TERRENO 
7.1 DIMENSÕES E FORMATO DO TERRENO 
7.2 A TOPOGRAFIA 
7.3 A ORIENTAÇÃO 
8 PROJETO ARQUITETÔNICO 
9 A PLANTA BAIXA 
9.1 COMPOSIÇÃO DA PLANTA BAIXA 
9.2 REPRESENTAÇÕES DE ELEMENTOS 
9.2.1 As paredes 
9.2.2 As janelas 
9.2.3 As portas 
9.2.4 Paginação de piso 
9.2.5 Equipamentos de banheiro 
9.2.6 Equipamentos de cozinha 
9.2.7 Equipamentos de lavanderia 
9.2.8 Mobiliários diversos 
9.2.9 Elementos não visíveis 
9.3 REPRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES 
9.3.1 Nomes dos ambientes 
9.3.2 Áreas dos ambientes 
9.3.3 Especificação dos pisos dos ambientes 
9.3.4 Identificação dos níveis 
9.3.5 Tamanhos de esquadrias 
9.3.6 Escadas 
9.3.7 As cotas do desenho 
9.3.8 Informações complementares 
9.4 PASSO A PASSO 
 
MÓDULO III 
10 O CORTE 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 5 
11 A INDICAÇÃO DO CORTE 
12 REPRESENTAÇÃO DE ELEMENTOS EM CORTE 
12.1 AS PAREDES 
12.2 FUNDAÇÕES E PISOS 
12.3 ESQUADRIAS 
12.4 LAJES E FORROS 
12.5 ESCADAS 
12.6 COBERTURA 
12.7 INFORMAÇÕES 
12.7.1 Cotas 
12.7.2 Níveis 
12.7.3 Especificações gerais 
13 PASSO A PASSO PARA DESENHAR CORTES 
14 AS FACHADAS 
15 REPRESENTAÇÃO DE ELEMENTOS EM FACHADAS 
15.1 JANELAS 
15.2 PORTAS 
15.3 REVESTIMENTOS 
15.4 ESPECIFICAÇÕES 
15.5 DETALHES COMPOSITIVOS 
16 PASSO A PASSO PARA DESENHAR FACHADAS 
 
MÓDULO IV 
17 PLANTA DE COBERTURA 
17.1 IDENTIFICAÇÃO DE ELEMENTOS 
17.2 O QUE REPRESENTAR 
17.3 INFORMAÇÕES 
18 REPRESENTAÇÃO DE COBERTURAS 
18.1 TIPOS DE COBERTURA 
18.2 A INCLINAÇÃO DO TELHADO 
18.3 COMPONENTES 
18.4 TIPOS DE TESOURAS 
18.5 TIPOS DE BEIRAL 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 6 
18.6 TRELIÇAS METÁLICAS 
19 PLANTA DE LOCALIZAÇÃO 
19.1 O QUE REPRESENTAR 
20 PLANTA DE SITUAÇÃO 
20.1 O QUE REPRESENTAR 
20.2 A ORIENTAÇÃO GEOGRÁFICA 
20.3 RECOMENDAÇÕES 
 
MÓDULO V 
21 PROJETOS COMPLEMENTARES 
21.1 PROJETO HIDRÁULICO E SANITÁRIO 
21.1.1 Legenda 
21.1.2 Banheiros 
21.1.3 Cozinha e lavanderia 
21.1.4 Distribuição geral 
21.1.5 Ligação no térreo 
21.2 PROJETO ELÉTRICO 
22 ESCADAS, RAMPAS E ELEVADORES 
22.1 TIPOS DE ESCADAS 
22.2 PROJETO DE ESCADA 
22.2.1 Primeiro passo 
22.2.2 Segundo passo 
22.2.3 Terceiro passo 
22.2.4 Quarto passo 
22.2.5 Considerações finais 
22.3 RAMPAS 
22.4 ELEVADORES 
23 PERSPECTIVAS 
EXERCÍCIOS 
GLOSSÁRIO 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 7 
 
 
MÓDULO I 
 
 
1 O DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
O desenho arquitetônico é um dos tipos de desenho técnico utilizado para 
representar projetos de arquitetura. Dessa forma, o desenho arquitetônico é a forma 
de comunicação entre o criador (projetista, desenhista, arquiteto) e o receptor (quem 
vai usar o desenho: cliente, construtor, etc.). Devemos ter presente, desde já, que ao 
projetar algo e representar graficamente por meio de conceitos específicos, 
estaremos elaborando uma espécie de documento. Mesmo regrado por normas e 
procedimentos, um desenho arquitetônico necessita da criatividade e habilidade do 
projetista na hora da criação do produto, para que todos os aspectos da sua ideia 
sejam compreendidos. 
Os desenhos são realizados basicamente de duas formas: o desenho a mão 
livre, com auxílio de instrumentos específicos, ou o desenho auxiliado por 
computador. 
 
 
1.1 DESENHO MANUAL 
 
 
No desenho manual, o desenhista faz uso de instrumentos específicos que 
auxiliam na construção dos diversos elementos que compõem o projeto, tais como: 
retas, curvas e figuras geométricas diversas. A seguir serão listados os principais 
instrumentos que são necessários para o trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 8 
 
 
1.1.1 Lápis 
 
 
O lápis de madeira e grafite utilizado para desenho possui uma graduação 
segundo a dureza do grafite, também chamada de mina. A classificação é feita por 
letras e números. A letra H é para lápis com mina dura – traço fino e claro, enquanto 
a letra B é para graduar o lápis com mina mais macia – traço grosso e escuro. 
 
 
FIGURA 1 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.tattoochinabrasil.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 FIGURA 2 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.amopintar.com>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 9 
 
 
 
1.1.2 Lapiseira 
 
 
Da mesma forma que o lápis, a lapiseira é utilizada para o desenho a mão. 
Seu principal diferencial é que não necessita ser apontada e permite um traço mais 
preciso e nítido. As graduações dos grafites, mais utilizados são: 0.3mm, 0.5mm, 
0.7mm, 0.9mm e 2.0mm. Na escolha dos grafites deve-se observar igualmente a 
letra H ou B para referenciar a dureza no mesmo. 
 
 
FIGURA 3 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
1.1.3 Borracha 
 
 
A borracha a ser utilizada sempre deve ser condizente com o tipo de papel 
que estamos utilizando. Indica-se que a escolha recaia sempre em um produto de 
qualidade para que a sua utilização não danifique a superfície da folha de papel. 
Não se recomenda o uso de borrachas sintéticas, pois borram o desenho. Da 
mesma forma, as borrachas utilizadas para apagar tinta não são a melhor escolha, 
porque podem rasgar o papel, em razão da sua abrasividade. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 10 
 
 
FIGURA 4 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.frutodearte.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
1.1.4 Caneta nanquim 
 
 
A caneta nanquim pode ser encontrada de duas formas: as descartáveis e 
as recarregáveis. Ambas possuem graduação de espessura que vai geralmente de 
0.05mm até 1.2mm. Nas canetas recarregáveis necessitamos adquirir um frasco de 
tinta para sua devida utilização. 
 
 
FIGURA 5 - CANETAS DESCARTÁVEIS 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.japaartmaterial.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 11 
 
 
FIGURA 6 - CANETAS RECARREGÁVEIS 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.amme.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
FONTE: Disponível em: <http://www.sinoart.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
1.1.5 Normógrafo e aranha 
 
 
O normógrafo é um instrumento utilizado para realizar o desenho de 
caracteres, necessários para inserção de informações nos desenhos técnicos. 
 
 
FIGURA 7 - NORMÓGRAFO ARANHA 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.permutalivre.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
FONTE: Disponível em: <http://www.japaartmaterial.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 12FIGURA 8 - A UTILIZAÇÃO DOS COMPONENTES 
 
FONTE: Disponível em: <http://dc252.4shared.com/doc/yHtEeHKb/preview.html>. Acesso em: 08 jan. 
2013. 
 
 
1.1.6 Papel 
 
 
Os tipos de papéis mais utilizados para o desenho arquitetônico são: papel 
manteiga e vegetal que são translúcidos. Temos ainda o papel sulfite nas suas 
diversas espessuras e o papel canson. 
 
 
1.1.7 Esquadros 
 
 
São peças em acrílico com formato triangular e retangular onde 
encontramos os formatos dos ângulos de 30°, 45°, 60° e 90°. Sua utilização é para 
traçar linhas verticais, horizontais e inclinadas, conforme a necessidade do 
desenhista. A sua utilização combinada com a régua paralela possibilita o traçado 
perfeito, e retas perpendiculares entre si. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 13 
 
 
FIGURA 9 
 
Esquadros Composição de esquadros 
FONTE: Disponível em: <http://www.oprojetista.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
FONTE: Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAABaQwAC/apostila-desenho-
arquitetura>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.1.8 Compasso 
 
 
Esse instrumento permite traçar círculos e arcos de qualquer raio ou 
diâmetro. O seu uso é realizado fixando a ponta seca na superfície de papel e 
girando em torno dela a ponta de grafite, traçando assim a circunferência. 
 
 
 
 
 
 
 
Dicas: 
 Não usar os esquadros como guia para cortes. 
 Limpar periodicamente com pano umedecido em água e 
sabão neutro. 
 Não usar o esquadro com marcadores coloridos. 
 Esquadros de boa qualidade não ficam com aspecto 
amarelado com o tempo de uso. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 14 
 
 
FIGURA 10 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://arnaut.no.sapo.pt/geom/compasso.html>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
1.1.9 Gabaritos 
 
 
São chapas plásticas que funcionam como molde para desenho de formas 
geométricas, mobiliários e peças arquitetônicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 15 
 
 
FIGURA 11 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
1.1.10 Curvas 
 
 
A curva francesa, fabricada em plástico transparente, é encontrada em 
diversos tamanhos. A curva universal ou flexível também pode ser utilizada para o 
desenho de linhas curvas. 
 
 
FIGURA 12 
 
Curva Francesa Régua Flexível 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
FONTE: Disponível em: <http://www.oprojetista.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 16 
 
 
1.1.11 Transferidor 
 
 
Instrumento que é utilizado para marcação e leitura de ângulos. 
 
 
FIGURA 13 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
1.1.12 Escalímetro 
 
 
Este é um instrumento muito útil para o desenho e leitura de medidas dos 
desenhos. Possui tipos e tamanhos diversos. Em cada escalímetro encontraremos 6 
escalas distintas, divididas em três faces, com duas escalas em cada uma delas. As 
escalas mais utilizadas no desenho arquitetônico são: 1/10, 1/20, 1/25, 1/50, 1/75, 
1/100, 1/125, 1/200, 1/250, 1/500 e 1/1000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 17 
 
 
FIGURA 14 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.artcamargo.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
1.1.13 Prancha e régua 
 
 
A prancheta é um tampo de madeira sustentado por cavaletes onde são 
fixadas as folhas de papel para confecção dos desenhos. Sua cobertura pode ser 
com uma camada de vinil ou fórmica de madeira. 
 
 
 
 
 
 
 
Dicas: 
 Nunca utilize o escalímetro para traçar linhas, somente para 
estabelecer medidas e conferir as mesmas. 
 
Dicas: 
 É importante que não exista nenhuma ranhura ou corte sobre 
a superfície da mesa para não acontecerem rasuras na hora 
de desenhar. 
 Providencie sempre boa iluminação sobre a mesa de 
desenho. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 18 
 
 
FIGURA 15 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.frutodearte.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
Associada à mesa de desenho usamos a régua paralela ou régua T. Elas 
servem de apoio para a utilização dos esquadros e para traçados de linhas 
paralelas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 19 
 
 
FIGURA 16 
 
Régua T Régua paralela 
FONTE: Disponível em: <http://www.casadaarte.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
1.2 DESENHO AUXILIADO POR COMPUTADOR 
 
 
A única diferença do desenho realizado na computação gráfica, para o 
convencional, é justamente a ferramenta de utilização. Enquanto o desenho manual 
depende de todos os instrumentos já listados anteriormente, no desenho auxiliado 
por computador faz-se necessário um equipamento de informática composto por 
computador e impressora. Para podermos desenhar é relevante termos instalado no 
computador um programa (software) de desenho. Um exemplo bastante corriqueiro 
é o AutoCAD. 
Cabe salientar que as normas e diretrizes exigidas no desenho auxiliado por 
computador são exatamente iguais ao desenho realizado manualmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 20 
 
 
2 NORMAS TÉCNICAS 
 
 
Nesse primeiro módulo você terá um primeiro contato com os fundamentos 
iniciais que delimitam, regulamentam e estabelecem critérios que padronizam a 
formatação dos desenhos técnicos. Nos capítulos subsequentes dessa apostila 
serão apresentados dados e regramentos de desenho que estão presentes nas NBR 
(Normas Brasileiras) de desenho. 
Uma vez que o desenho arquitetônico é a forma de comunicação que o 
projetista dispõe para transmitir as suas concepções e diretrizes, é vital que os 
outros envolvidos no processo possam entender e realizar o que o projeto 
apresenta. Só se consegue isso se todos os envolvidos seguirem uma normatização 
comum. Dentre as principais normas existentes para a confecção dos desenhos 
técnicos podemos citar: 
 NBR 6492 – REPRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE ARQUITETURA 
 NBR 10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO DE 
DESENHO TÉCNICO 
 NBR 10068 – FOLHAS DE DESENHO-LEIAUTE E DIMENSÕES 
 NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO-EMPREGO DE ESCALAS 
 NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTER PARA ESCRITA EM 
DESENHO TÉCNICO 
 NBR 8403 – TIPOS DE LINHA 
 NBR 10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO 
 NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO-DOBRAGEM DE CÓPIA 
 NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO 
TÉCNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 21 
 
 
Todas as normas brasileiras são editadas pela ABNT. (Associação Brasileira 
de Normas Técnicas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 DIMENSÕES E FORMATOS DE PAPEL 
 
 
As folhas em que desenhamos recebem o nome de pranchas. Os tamanhos 
de papel devem seguir a normatização estabelecida pela ABNT. No desenho manual 
adotamos a formatação de pranchas já prontas à venda no mercado. No desenho 
por computador, ao plotarmos (imprimir) o projeto, podemos assim fazer em rolos de 
papel, que posteriormente transformam-se em pranchas cortadas, obedecendo às 
dimensões estabelecidas pela norma técnica. 
 
 
3.1 FORMATOS 
 
 
Destacamos a seguir a tabela com os tamanhos regulamentados das folhas 
no padrão A0 até A5. 
 
 
 
 
 
Dicas: 
 O Site da ABNT está disponível para a consulta e compra de 
normas técnicas. 
 Link: http://www.abnt.org.br/ 
 Sempre consulte o site e certifique-se que a norma técnica 
procurada é a mais atual dentro das suas versões. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 22 
 
 
FIGURA 17 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
Na tabela acima temos a dimensão de “x”-horizontal, “y”- vertical e “a”- 
largura das margens, conforme desenho abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 23 
 
 
FIGURA 18 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
3.2 LEGENDA 
 
 
Segundoa NBR 10582, o selo (legenda) de uma prancha em desenho 
técnico deve conter as seguintes informações: 
 Designação da firma; 
 Projetista, desenhista ou outro responsável pelo conteúdo do desenho; 
 Local, data e assinatura; 
 Nome e localização do projeto; 
 Conteúdo do desenho; 
 Escala; 
 Número do desenho; 
 Designação de revisão; 
 Unidade utilizada no desenho. 
 
A localização de cada uma destas informações pode ser posicionada 
conforme a preferência do desenhista, cabendo à hierarquia seguir as informações 
de maior relevância. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 24 
Abaixo um exemplo de selo. Observa-se que o comprimento deve obedecer 
ao tamanho de 175 mm, enquanto a altura é variável. 
 
 
FIGURA 19 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
3.3 POSIÇÃO DE LEITURA 
 
 
A posição para os desenhos e inserção de informações na prancha deve 
obedecer a seguinte disposição: 
 
FIGURA 20 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 25 
 
 
3.4 DOBRAMENTO 
 
 
A NBR 6492 recomenda procedimentos para o correto dobramento das 
pranchas para seu manuseio e arquivamento. 
Abaixo as ilustrações nos mostram tal procedimento: 
 
 
FIGURA 21 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 26 
 
 
FIGURA 22 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
4 O TRAÇO ARQUITETÔNICO 
 
 
Um bom desenho é apresentado com pranchas padronizadas segundo as 
normas com todas as informações necessárias. Atente-se à limpeza e estado das 
pranchas. Os traços devem ser concisos e claros, assim como as informações 
textuais pertinentes e esclarecedoras. Lembre-se que as informações contidas na 
prancha devem ser passíveis de entendimento por outra pessoa que dela fizer uso. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 27 
Sempre que necessário consulte as normas de desenho e dê uma atenção especial 
a NBR 6492. 
 
 
4.1 LINHAS 
 
 
O componente primordial do desenho arquitetônico é a linha. As linhas são o 
nosso meio de representar os diversos elementos que constituem o desenho a ser 
apresentado, tais como: paredes, pisos, esquadrias, etc. Sendo assim, a sua 
consistência e homogeneidade facilitam a compreensão e leitura do projeto. 
Dentro do desenho a espessura das linhas determinará a hierarquia dos 
elementos representados. Nas plantas-baixas, cortes e fachadas as profundidades 
são definidas justamente por essa diferenciação. As linhas mais próximas do 
observador são mais grossas e escuras. Conforme o afastamento vai acontecendo 
as espessuras vão diminuindo. 
 
 Linha de contorno – contínua: 
 
Seu emprego acontece na representação de plantas-baixas e cortes para 
identificar as paredes e todos os elementos estruturais interceptados pelos 
planos e corte. A espessura a lápis é de 0.9mm, enquanto que com caneta 
nanquim e impressão por computador é de 0.6mm. 
 Linha de contorno – contínua: 
 
Para a representação de demais elementos que vem abaixo da linha de corte, 
tais como: soleiras, peitoris, mobiliário, piso, etc.; e, elementos em vista. A 
espessura a lápis é de 0.5mm, enquanto que com caneta nanquim e 
impressão por computador é de 0.2mm e 0.3mm 
 Linha de contorno – contínua: 
 
Essa linha é utilizada para representar linhas de relacionamento e construção 
de desenho, linhas de indicação e de cota. Usa-se ainda na representação de 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 28 
hachuras de pisos e paredes e elementos decorativos. A espessura a lápis é 
de 0.3mm, enquanto que com caneta nanquim e impressão por computador é 
de 0.05mm e 0.1mm. 
 Linha de contorno invisível – tracejada: 
 
São empregadas para representar algum elemento que está além do plano do 
desenho. A espessura a lápis é de 0.5mm, enquanto que com caneta 
nanquim e impressão por computador é de 0.2mm e 0.3mm. 
 
 
 Linha de contorno invisível – traço e dois pontos: 
 
Quando se tratar de projeções importantes, devem ter o mesmo valor que as 
linhas de contorno. São indicadas para representar projeções de pavimentos 
superiores, balanços, marquises, etc. A espessura a lápis é de 0.5mm, 
enquanto que com caneta nanquim e impressão por computador é de 0.2mm 
e 0.3mm. 
 Linha de eixo – traço e ponto: 
 
Usada para delimitar o eixo de elementos. A espessura a lápis é de 0.5mm, 
enquanto que com caneta nanquim e impressão por computador é de 0.2mm 
e 0.3mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dicas: 
 A qualidade do traço da linha define a identidade do 
desenhista. 
 Sempre trace linhas se tocando em suas extremidades, ou 
seja, começando e terminando. 
 É sempre preferível traçar uma linha de uma vez só, pois o 
acabamento é melhor. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 29 
 
 
4.2 TRAÇOS 
 
 
A seguir enumeramos algumas dicas importantes para um melhor 
aproveitamento dos instrumentos de desenho, e consequentemente, um traçado 
preciso e mais limpo. 
Enquanto executa o desenho das linhas gire gradualmente o lápis ou a 
lapiseira para que o grafite não se desgaste somente em um sentido. 
 
 
FIGURA 23 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
Durante o traçado nunca empurre ou volte no sentido da linha, puxe sempre 
a lapiseira para o controle devido do traço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 30 
 
 
FIGURA 24 
 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
Não trace as linhas apoiando o grafite nos cantos do esquadro e régua. Suja 
o instrumento e borra o desenho. (figura a) 
Desenhe sobre a borda que é reta, respeitando uma pequena distância entre 
o instrumento e o grafite. (figura b) 
 
 
FIGURA 25 
 
 
Figura a Figura b 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
Correto uso da combinação esquadro e régua na prancheta de desenho. 
(figura c) 
Confira um exemplo de graficação com utilização dos instrumentos. (figura 
d) 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 31 
 
 
FIGURA 26 
 
 
Figura c 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
FIGURA 27 
 
 
Figura d 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 32 
 
 
4.3 LETRAS, NÚMEROS E CARACTERES 
 
 
O desenho manual desses elementos deve ser realizado com grafite a mão 
livre ou com auxílio de aranha e normógrafo para o desenho com caneta nanquim. 
As características mais potenciais neste tipo de graficação é a sensibilidade 
do desenhista de observar as distâncias regulares entre os caracteres. Na NBR 
6492 estão elencados todos os tamanhos e normógrafos específicos para cada 
situação. Segue resumo padrão: 
 
 
FIGURA 28 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
5 ESCALAS 
 
 
Todo o desenho arquitetônico vai passar necessariamente pelo domínio e 
respectivo emprego das escalas. A necessidade do emprego das escalas surgiu em 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 33 
virtude da impossibilidade de representação de elementos em verdadeira grandeza 
em uma prancha de desenho. Neste caso usamos escalas de redução. Temos na 
realidade três formas de representação em escala: 
 Escala de redução – exemplo: 1/5 ou 1:5 (lê-se: escala 1 por 5) 
 Escala real – exemplo: 1/1 ou 1:1 (lê-se: escala 1 por 1) 
 Escala de ampliação – exemplo: 5/1 ou 5:1 (lê-se: escala 5 por 1) 
 
Um fator determinante para a escolha de uma escala e a real necessidade 
de informação que o desenho quer mostrar. Dependendo do nível de detalhamento 
que vamos graficar, a escala fica mais próxima da real. Com o passar do tempo e a 
experiência que o desenhistavai adquirindo, a escolha da escala fica mais fácil, já 
que uma vez decidido o tamanho do papel a ser utilizado, escolhe-se a escala mais 
adequada que caiba na área de desenho da prancha. 
Escalas recomendadas: 
 Escala 1/1 – 1/2 – 1/5 – 1/10: detalhamentos de elementos construtivos 
variados; 
 Escala 1/20 – 1/25: ampliações de ambientes; 
 Escala 1/50: é a escala utilizada para representação do projeto 
arquitetônico, tais como desenhos de plantas-baixas, cortes, fachadas, etc. 
Geralmente utilizada para desenhos que vão para aprovação em órgãos fiscais e 
para a obra de construção. 
 Escala 1/75: mesma utilização da escala anterior, porém somente em 
nível projetual. 
 Escala 1/100: igualmente utilizada para representação de desenhos 
arquitetônicos quando o nível de detalhamento é menor. Geralmente utilizado para o 
lançamento de uma primeira ideia do projeto. 
 Escala 1/200 – 1/250: usada para setorização de grandes projetos. 
Plantas de situação e localização de terrenos, paisagismo, topografias e em projetos 
urbanísticos. 
 Escala 1/500 – 1/1000: plantas de localização, zoneamentos, 
topografia e projetos urbanísticos. 
 Escala 1/2000 – 1/5000: zoneamentos, levantamentos 
aerofotogramétricos e projetos urbanísticos. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 34 
 
Escala gráfica: sua representação acontece por um gráfico que é 
proporcional à escala utilizada. Pode ser utilizada nos projetos e também em 
situações onde temos elementos expressos por meio de fotografias ou ilustrações. 
Para obter a dimensão real do desenho, basta copiar a escala gráfica em um papel e 
colocar ela sobre a figura. No exemplo abaixo, a escala utilizada foi a 1/50 
representada em segmentos 2cm, pois 1 metro dividido por 50 é igual a 0,02. (dois 
cm) 
 
 
FIGURA 29 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO I 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 35 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 37 
 
 
MÓDULO II 
 
 
 
6 FIGURAS GEOMÉTRICAS 
 
 
As figuras geométricas básicas, tais como o círculo, quadrado, triângulo, 
etc., serão pontos de partidas para a criação dos formatos das plantas baixas. 
Figura a – o quadrado com sua forma constante e simétrica nos fornece 
tipologias mais puras. As construções mais econômicas geralmente partem desse 
formato por termos um melhor aproveitamento do espaço e menos áreas perdidas 
dentro da funcionalidade da planta baixa. 
Figura b – forma retangular alongada pode limitar a distribuição dos 
espaços, enquanto o retângulo com lados proporcionais fornece opções mais 
harmônicas. 
 
 
FIGURA 30 
 
 Figura a Figura b 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
Figuras c, d, e, f – apresentam formatos em “L”, “U”, “T” e “H”, que 
distribuem bem os espaços internos e proporcionam maior contato com o meio 
externo. Dessa forma, a captação de luz e ventilação natural se faz presente em 
diversas faces. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 38 
 
 
FIGURA 31 
 
 Figura c Figura d Figura e Figura f 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
Figuras g, h, i, j – seguem alguns exemplos de formatos não convencionais, 
porém com harmonia e funcionalidade. 
 
 
FIGURA 32 
 
 
Figura g Figura h Figura i Figura j 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
Cabe salientar que não existe uma regra estabelecida para escolha do 
formato na hora de projetar a planta baixa. A forma nasce do equilíbrio entre a 
plástica arquitetônica e a funcionalidade dos ambientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 39 
 
 
7 O TERRENO 
 
 
Antes de começarmos a projetar os espaços arquitetônicos passamos pela 
análise dos condicionantes que a área de sua implantação nos impõe. A relação 
existente entre a habitação e o terreno a ser usado nos fornece o conjunto final do 
trabalho. Ao estudarmos o terreno, para lançar o projeto de arquitetura, temos que 
levar em conta o seu formato, as dimensões, a topografia, a orientação solar e de 
ventilação, a sua localização e os prédios vizinhos. 
 
 
7.1 DIMENSÕES E FORMATO DO TERRENO 
 
 
São as medidas das testadas no terreno, ou seja, as medidas das faces que 
delimitam o seu formato. A forma mais comum é a retangular, podendo-se encontrar 
formatos distintos, tais como: angulares, circulares, etc. 
 
 
FIGURA 33 
 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 40 
 
 
7.2 A TOPOGRAFIA 
 
 
A topografia do terreno pode ser basicamente em aclive, declive ou plana. 
Sua topografia na maioria das vezes nos molda uma tipologia específica de projeto. 
Na verdade o projetista deve se valer da topografia como uma aliada para tirar 
partido da disposição da habitação no terreno. 
 
 
FIGURA 34 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
7.3 A ORIENTAÇÃO 
 
 
Conforme sua orientação, em relação à insolação e percursos dos ventos na 
geografia que se encontra, pode-se inserir da melhor forma a habitação. Ao 
projetarmos uma edificação temos que levar em conta a insolação e ventilação 
natural de forma que os espaços sejam os mais salutares e confortáveis possíveis. A 
presença de sol e ventilação no interior da habitação ajuda na conservação do 
imóvel e melhor habitabilidade do mesmo. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 41 
 
 
FIGURA 35 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
 
8 PROJETO ARQUITETÔNICO 
 
 
O projeto de arquitetura deve conter todos os documentos necessários para 
o entendimento do que está se propondo. Portanto, o desenho arquitetônico deve 
contemplar plantas baixas, cortes, fachadas, plantas de situação, planta de 
localização, e, demais detalhes que se fizerem necessários. Nesses documentos 
gráficos devemos especificar medidas, materiais e formatos do futuro 
empreendimento que estamos concebendo. Nos demais capítulos, vamos estudar 
cada um destes itens em separado. 
 
 
9 A PLANTA BAIXA 
 
 
A planta é uma seção obtida de um plano paralelo ao piso, a uma altura de 
aproximadamente 1,20m para evidenciar o corte das paredes, janelas, portas, etc. O 
sentido de observação se dará de cima para baixo. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 42 
 
 
FIGURA 36 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 43 
 
Quando nosso projeto apresenta somente um pavimento, desenhamos uma 
planta baixa. Nos projetos em que a edificação possui mais de um pavimento temos 
que desenhar uma planta baixa para cada pavimento. Em um edifício, por exemplo, 
onde temos apartamentos emque a planta baixa se repete em diversos andares, 
chamamos de planta baixa do pavimento tipo. Exemplo: Planta baixa do térreo, 
Planta baixa da cobertura, Planta baixa do subsolo, etc. 
 
 
9.1 A COMPOSIÇÃO DA PLANTA BAIXA 
 
 
Todas as informações necessárias para a devida compreensão do desenho 
aparecem a partir da hierarquia de importância de cada elemento. Temos dois 
conjuntos fundamentais: os elementos que representam a parte de construção e o 
conjunto de especificações e complementos textuais. 
Dentro do grupo dos elementos construtivos aparecerão: as paredes e 
elementos de estrutura, janelas, portas, portões, pisos, escadas, rampas, lareiras e 
churrasqueiras. Teremos ainda os elementos que fazem parte de mobiliários fixos e 
móveis, tais como: sanitários, louças, pias, tanques, geladeiras, fogões, etc. 
No conjunto das informações encontraremos: nomes dos ambientes com 
sua área e tipo de piso; os níveis, cotas, os planos de corte, as simbologias diversas 
e especificações que se fizerem úteis. 
 
 
9.2 REPRESENTAÇÕES DE ELEMENTOS 
 
 
Elencaremos agora o desenho correto dos principais elementos que fazem 
parte da composição de uma planta baixa. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 44 
 
 
9.2.1 As paredes 
 
 
Esse é o elemento delimitador da planta baixa e será representado sempre 
por dois traços espaçados pela largura desejada da parede. Dependendo da função 
e intensão arquitetônica, as paredes podem ter variação em sua largura. Geralmente 
utiliza-se a parede de 15 centímetros para divisões internas e muros externos. Para 
as paredes de divisa externas a sua largura mais usual é de 25 centímetros. 
 
 
FIGURA 37 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 45 
 
 
9.2.2 As janelas 
 
 
Sua representação mais comum, que é a escala 1/50, segue a seguinte forma: 
 
 
FIGURA 38 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
Podemos representar também a janela com o peitoril mais detalhado. 
 
 
FIGURA 39 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.2.3 As portas 
 
 
A porta mais usual é a pivotante de abrir. Além da representação da porta e 
das paredes faz-se necessário desenhar o arco que simula o giro de abertura da 
mesma. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 46 
 
 
FIGURA 40 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
Temos a porta de correr. 
 
 
FIGURA 41 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 42 
Porta pivotante central. 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 47 
 
Porta sanfonada. 
 
 
FIGURA 43 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.2.4 Paginação de piso 
 
 
A representação dos pisos é feita em uma área preenchida por um 
quadriculado. Este quadriculado obedece ao tamanho das pedras de cerâmica. 
Geralmente as áreas impermeáveis recebem o desenho dos pisos. 
Entende-se impermeável por áreas onde encontramos, por exemplo, piso 
cerâmico: banheiros, garagens, cozinhas e lavanderias. 
 
 
FIGURA 44 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 48 
 
 
9.2.5 Equipamentos de banheiro 
 
 
A seguir veremos a representação de equipamentos que aparecem nos 
banheiros. 
 Cubas 
 
 
FIGURA 45 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 Vaso sanitário 
 
FIGURA 46 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 49 
 Chuveiro 
 
 
FIGURA 47 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.2.6 Equipamentos de cozinha 
 
 
A seguir veremos a representação de equipamentos que aparecem nas 
cozinhas. 
 Pia 
 
 
FIGURA 48 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 Fogão 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 50 
 
 
FIGURA 49 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 Geladeira 
 
 
FIGURA 50 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.2.7 Equipamentos de lavanderia 
 
 
A seguir veremos a representação de equipamentos que aparecem nas 
lavanderias. 
 Tanques 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 51 
 
 
FIGURA 51 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 Máquinas de lavar 
 
 
FIGURA 52 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.2.8 Mobiliários diversos 
 
 
Na imagem a seguir estão representados mobiliários de salas de jantar, 
estar e dormitórios. Temos uma mesa de seis lugares, os sofás de três e dois 
lugares, guarda-roupas e armários em geral, cama de casal e solteiro. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 52 
 
 
FIGURA 53 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.2.9 Elementos não visíveis 
 
 
Pode ocorrer que no desenho de uma planta baixa existam elementos que 
estão acima ou abaixo do plano de corte. Nesses casos, sempre que o desenhista 
julgar necessário a representação de tais elementos, a sua representação é feita 
com a linha tracejada conforme normas já citadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 53 
 
 
FIGURA 54 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9.3 REPRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES 
 
 
Além da representação gráfica se faz indispensável à especificação de todas 
as informações de textos e simbologias que veremos a seguir. 
 
Dicas: 
Nos desenhos de plantas baixas executivas são 
representados somente os móveis de banheiro, cozinha e 
lavanderia. Quando desenhamos plantas baixas para venda e 
decoração costuma-se representar os móveis de todos os 
ambientes e os elementos decorativos. 
Atividade: 
Observe os móveis de sua casa. Tire as medidas e desenhe 
em uma folha de papel. 
Dessa forma você começará a se familiarizar com as 
representações e seus respectivos tamanhos. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 54 
 
 
9.3.1 Nomes dos ambientes 
 
 
Cada ambiente componente da planta baixa deverá ser nomeado, para sua 
devida identificação. 
 Preferencialmente os nomes das letras padronizadas em NBR; 
 Tamanhos de 3 mm a 5 mm; 
 As letras são escritas em maiúsculas; 
 Escrita no sentido horizontal; 
 Textos preferencialmente no centro dos ambientes. 
 
 
9.3.2 Áreas dos ambientes 
 
 
Cada ambiente deverá ter mencionada a sua área interna, ou seja, não se 
somam as paredes, somente a área que é aproveitável. 
 Preferencialmente os nomes das letras padronizadas em NBR; 
 Tamanhos de 2 mm a 3 mm; 
 Sua colocação é logo abaixo do nome do ambiente a uma distância de 
2 mm; 
 Nunca esquecer a unidade de medida: m² no final da área; 
 Utilizar duas casas decimais após a vírgula; 
 As letras são escritas em maiúsculas ou minúsculas; 
 Escrita no sentido horizontal; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 55 
 
 
9.3.3 Especificação dos pisos dos ambientes 
 
 
Igualmente os ambientes deverão ser identificados pelo piso que os 
compõem. 
 Preferencialmente os nomes das letras padronizadas em NBR; 
 Tamanhos de 2 mm a 3 mm; 
 Sua colocação é logo abaixo a área do ambiente a uma distância de 2 
mm; 
 As letras são escritas em maiúsculas ou minúsculas; 
 Escrita no sentido horizontal. 
Exemplo: 
 
 
FIGURA 55 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.3.4 Identificação dos níveis 
 
 
Os níveis são referências de altura do piso do ambiente em relação a um 
marco inicial igual a zero. Opta-se por um ponto no projeto como sendo o marco 
inicial 0,00 m e, a partir deste, especifica-se as subidas e descidas pelos níveis em 
cada ponto de relevância de nosso projeto. 
 Preferencialmente os nomes das letras padronizadas em NBR; 
 Tamanhos de 2 mm a 3 mm; 
 Escrita no sentido horizontal; 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 56 
 Evitar repetição em pontos próximos; 
Não marcar sucessão e degraus em escadas, somente os lances; 
 Indicação sempre em metros; 
 Usar sinal de + para alturas superiores a zero e sinal de – para alturas 
inferiores; 
 Usar simbologia definida. 
Exemplo: 
 
 
FIGURA 56 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.3.5 Tamanhos de esquadrias 
 
 
As janelas, quando representadas em planta baixa serão especificadas com 
três informações: a largura (l) e altura (h) da janela e, a altura do peitoril (p). O 
peitoril é a altura do piso até o início da janela. 
 Preferencialmente algarismos padronizados em NBR; 
 Ordem das informações: l x h / p; 
 Posição da informação no centro na representação da janela. 
Exemplo: 
 
FIGURA 57 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 57 
 
 
As portas recebem informações de largura (l) e altura (h). 
 Preferencialmente algarismos padronizados em NBR; 
 Ordem das informações: l x h; 
 Posição central conforme sentido da folha. 
Exemplo: 
 
 
FIGURA 58 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
Outra forma de representar as dimensões das esquadrias é pela utilização 
de legenda e tabela. Nomeia-se cada janela e porta por um código na planta baixa. 
Após desenha-se uma tabela onde colocamos o código utilizado com sua respectiva 
descrição, funcionamento e dimensão. 
 
 
9.3.6 Escadas 
 
 
A representação de escadas é feita em planta baixa observando o limite de 
corte pelo plano horizontal. Dessa forma, teremos a o desenho de degraus em vista 
e em projeção. Sempre colocar a altura e largura dos degraus, bem como o sentido 
de subida da escada. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 58 
 
 
FIGURA 59 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.3.7 As cotas do desenho 
 
 
As dimensões de cada parte componente da planta baixa são referenciadas 
pelas linhas de cota. É interessante que sejam seguidas as recomendações abaixo, 
para que nosso desenho fique mais compreensível. Dessa forma, evitamos confusão 
de linhas de cota com linhas integrantes de nosso desenho. 
 Posicionar as cotas, sempre que possível, do lado de fora do desenho. 
A primeira bateria de cotas fica a uma distância de 2 cm a 2,5 cm do primeiro 
elemento. As cotas seguintes afastam-se, uma das outras, por 1,0 cm; 
 Todas as paredes e elementos construtivos devem ser cotados; 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 59 
 As janelas e portas devem ser cotadas a partir de uma referência de 
algum elemento construtivo; 
 As linhas de cota não podem se interceptar; 
 Cota-se sempre as subdivisões de esquadrias, depois os ambientes e 
por fim as cotas gerais; (observar exemplo). 
 
 
FIGURA 60 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
9.3.8 Informações complementares 
 
 
Sempre que for necessário serão adicionadas informações que identifiquem 
elementos ou que especifiquem procedimentos. Nunca omitir o complemento das 
informações de medidas utilizadas para algum tipo de construção de elementos, tais 
como: sentido de inclinação de rampas, capacidade de reservatórios, churrasqueiras 
e chaminés, acessos de veículos e pedestres, alturas de meia-parede, altura de 
sacada e guarda-corpo, identificação dos cortes e de elementos em projeção. 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 60 
 
 
9.4 PASSO A PASSO 
 
 
A seguir vamos descrever o procedimento para iniciar um desenho com o 
auxílio da prancheta e instrumentos de trabalho. Começamos pela fixação da folha 
escolhida na prancheta. 
 Escolhe-se a folha e apoia-se ela na régua; 
 Após prende-se cada canto com uma fita adesiva; 
 Desenhamos as margens e o selo conforme as recomendações das 
normas já vistas. 
 
 
FIGURA 61 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 Observe a figura abaixo. Nela vemos a correta utilização do esquadro e 
da régua no auxílio para traçar as linhas. 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 61 
 
 
FIGURA 62 
 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
Realizados os procedimentos iniciais, trataremos de começar o desenho de 
nossa planta baixa. Dividiremos em três etapas básicas. 
Primeira etapa: 
 Executamos traços finos; 
 Desenhamos o contorno geral da planta baixa; 
 Desenhamos as paredes externas e internas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 62 
 
 
FIGURA 63 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
Segunda etapa: 
 Executamos traços médios; 
 Desenhamos as portas e janelas; 
 Desenhamos os equipamentos de banheiro, cozinha e lavanderia; 
 Apagamos os excessos e traços dispensáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 63 
 
 
FIGURA 64 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
Terceira etapa: 
 Executamos traços médios e fortes, conforme a hierarquia de 
importância; 
 Desenhamos as linhas de projeção; 
 Inserimos as informações de cada ambiente; 
 Inserimos as informações adicionais; 
 Colocamos as informações de esquadrias e os níveis; 
 Cotamos a planta baixa; 
 Desenhamos as hachuras dos pisos; 
 Indicamos a posição dos cortes com traço grosso; 
 Acentuamos o traço das paredes que foram cortadas com traço grosso; 
 Finalizamos com as informações gerais. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 64 
 
 
FIGURA 65 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 65 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO II 
Lembre-se: 
 A escala mais indicada para a representação das 
plantas baixas é a 1/50. Em casos extraordinários 
poderemos executar na escala 1/75 ou 1/100; 
 Dedicar especial atenção para os traços das linhas, 
que devem obedecer à hierarquia de importância por 
meio da sua espessura; 
 Não omitir as informações obrigatórias e adicionais 
para a correta interpretação da planta baixa; 
 Lembre-se sempre que outras pessoas farão uso de 
nosso desenho, portanto, siga as normas e os 
esclarecimentos que vimos nesse módulo. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 66 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 67 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 68 
 
 
MÓDULO III 
 
 
10 O CORTE 
 
 
Na planta baixa o plano de corte era paralelo ao piso, ou seja, um plano de 
corte horizontal. Na representação dos cortes, de um projeto arquitetônico, o plano 
de corte será na vertical, justamente para entendermos o desenho na sua 
verticalidade. Se antes tínhamos as relações de comprimento e largura a partir de 
uma visualização superior, agora vamos evidenciar a altura e profundidade dos 
ambientes. 
Normalmente, fazemos duas representações de cortes para evidenciar 
detalhes que potencializem as alturas e suas diferenças – o corte transversal no 
menor comprimento, e o corte longitudinal no maior comprimento da planta baixa. 
Quando estamos trabalhando em um projeto com maior riqueza de detalhes e 
informações, pode ser necessária a realização de mais cortes. A recomendação é 
que se faça o número de cortes proporcionais para a melhor compreensão do 
desenho. Os principais fatores determinantes para o número de intervenções são: 
diferenças nasparedes, diversificação de detalhes construtivos, diferenças de 
alturas entre os elementos e formato da planta baixa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 69 
 
 
FIGURA 66 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
FIGURA 67 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 70 
 
 
11 A INDICAÇÃO DO CORTE 
 
 
A indicação do corte obedecerá sempre um plano paralelo às paredes, 
seguindo a relevância dos detalhes que queremos mostrar, conforme já explicado. 
A necessidade de visualização passará por pontos em que precisamos 
evidenciar particularidades, tais como escadas, poços de elevadores, áreas 
molhadas (cozinhas, banheiros, lavanderias), sacadas, telhados, etc. 
O posicionamento do corte sempre deve ser indicado na planta baixa para 
que entendamos a sua correspondente visualização. Os símbolos são alocados nas 
extremidades da planta baixa. A seguir temos a nomenclatura indicada para a 
simbologia do corte. 
Nomenclatura: 
 
 
FIGURA 68 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 71 
 
 
Indicação e Visualização: 
 
 
FIGURA 69 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 72 
 
 
FIGURA 70 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12 REPRESENTAÇÃO DE ELEMENTOS EM CORTE 
 
 
Vamos acompanhar atentamente nos itens a seguir, a correta representação 
de cada elemento que compõe o projeto, sempre que são atingidos pelo plano de 
corte vertical. 
 
 
12.1 AS PAREDES 
 
 
Nos cortes as paredes aparecem desenhadas de duas formas básicas. 
Quando atingidas pelo plano de corte sua representação é igual à forma que 
executamos na planta baixa. Quando o plano de corte não atinge a parede, mas a 
visualização do restante nos remete a alguma parede, a sua representação será em 
vista. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 73 
 
 
FIGURA 71 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12.2 FUNDAÇÕES E PISOS 
 
 
As fundações serão representadas em função da tipologia a ser adotada na 
construção. Essa determinação é feita pelo cálculo estrutural, contudo, para efeito 
de graficação, podemos adotar duas formas principais: o sistema de viga de 
baldrame ou por sapatas. 
 
 
 
 
Parede em vista 
Parede em corte 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 74 
 
 
FIGURA 72 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
As principais partes envolvidas na representação de uma fundação são: as 
paredes, as vigas de fundação, o contrapiso, o piso e a hachura da terra. 
 
 
FIGURA 73 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12.3 ESQUADRIAS 
 
 
Da mesma forma que as paredes, as portas e as janelas podem ser 
representadas em corte quando interceptadas pelo plano de corte ou em vista. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 75 
Quando aparecem em vista, desenhamos somente o seu contorno. Quando 
cortadas, a sua representação é semelhante ao método utilizado em planta baixa. 
Segue exemplo das quatro situações: 
 
 
FIGURA 74 
 
Porta em vista Janela em vista Porta em corte Janela em corte 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12.4 LAJES E FORROS 
 
 
De um modo geral os tetos dos ambientes são constituídos por uma laje de 
concreto armado com espessura média de 10 cm. Sempre lembrando que as 
espessuras de elementos que compõem a estrutura, são determinadas pelo cálculo 
estrutural. 
Podem ter, além da laje de concreto, um rebaixo em outro material, por 
exemplo, gesso, madeira, pvc, etc. Outra situação passível de existir é a ausência 
de laje de concreto armado e em seu lugar o forro de madeira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 76 
 
 
FIGURA 75 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12.5 ESCADAS 
 
 
As escadas são elementos que servem de transição entre os níveis de uma 
edificação. Elas são calculadas levando em conta seu comprimento e a altura a ser 
vencida. 
A seguir teremos o projeto completo de uma escada, sendo as duas plantas 
baixas e os dois cortes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 77 
 
 
FIGURA 76 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 78 
 
 
FIGURA 77 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 79 
 
 
FIGURA 78 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 80 
 
 
FIGURA 79 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos praticar? 
 
 Observe as figuras acima, do corte de uma escada. 
 Atividade 1: Pegue uma folha de papel e tente 
reproduzir as plantas baixas e a partir delas os dois 
cortes na escala 1/50. 
 Atividade 2: Observe a sua residência e tente 
reproduzir o corte de um ambiente. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 81 
 
 
12.6 COBERTURA 
 
 
A parte que finaliza e cobre uma habitação é a cobertura. Temos vários tipos 
de solução que são empregadas, tais como: a laje impermeabilizada, cobertura de 
telhas com estrutura de madeira, cobertura metálica com estrutura metálica ou de 
madeira, etc. 
Conforme o sistema utilizado, temos a representação característica. 
 
 
FIGURA 80 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
FIGURA 81 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 82 
 
 
12.7 INFORMAÇÕES 
 
 
As informações que aparecerão nos cortes sempre farão referência a 
alturas, elementos verticais, níveis do projeto e especificações que o projetista julgar 
relevantes para a devida compreensão. 
 
 
12.7.1 Cotas 
 
 
As medidas serão sempre de situações na vertical dos elementos de 
interesse para o projeto. Observar os seguintes pontos que merecem a indicação de 
cotas de medida: 
 Pé-direito dos ambientes; (altura entre o piso e o teto do ambiente); 
 Altura de impermeabilizações; 
 Altura de platibandas e telhados; 
 Altura de reservatórios; 
 Altura de peitoris, janelas, vergas; 
 Altura de lajes e vigas; 
 Altura de portas e vergas; 
 Altura de patamares de escada e corrimão; 
 Altura de sacada e guarda-corpo; 
 Altura de meia parede; 
 Altura de demais elementos de interesse ao projeto. 
Para as cotas no corte, observam-se algumas recomendações: 
 Posicionar as cotas, sempre que possível, do lado de fora do desenho. 
A primeira bateria de cotas fica a uma distância de 2 cm a 2,5 cm do primeiro 
elemento. As cotas seguintes afastam-se, uma das outras, por 1,0 cm; 
 Todas as paredes e elementos construtivos devem ser cotados; 
 As linhas de cota não podem se interceptar; 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 83 
 As cotas parciais devem ser as mais próximas ao desenho; 
 Todas as medidas totais devem ser cotadas. 
 
 
Observe o exemplo a seguir: 
 
FIGURA 82 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12.7.2 Níveis 
 
 
Os níveis são referências de altura do piso do ambiente em relação a um 
marco inicial igual a zero. Opta-se por um ponto no projeto como sendo o marco 
inicial 0,00 m e, a partir deste, especifica-se as subidas e descidas pelos níveis em 
cada ponto de relevância de nosso projeto. 
 Preferencialmente os nomes das letras padronizadas em NBR; 
 Tamanhos de 2 mm a 3 mm; 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 84 
 Escrita no sentido horizontal; 
 Evitar repetição em pontos próximos; 
 Não marcar sucessão e degraus em escadas, somente os lances; 
 Indicação sempre em metros; 
 Usar sinal de + para alturas superiores a zero e sinal de – para alturas 
inferiores; 
 Usar simbologia definida. 
 
 
FIGURA 83 
 
Imagem própriado autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
12.7.3 Especificações gerais 
 
 
Nunca deixar de colocar os nomes dos ambientes onde o plano de corte 
está passando. Sempre que o desenhista julgar necessário poderá complementar 
alguma parte do desenho com especificação textual. 
 
 
13 PASSO A PASSO PARA DESENHAR CORTES 
 
 
Listamos um pequeno procedimento para iniciar e desenhar o corte de uma 
edificação. Segue cronologia: 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 85 
 Com uma folha de papel manteiga colocada sobre a planta baixa já 
existente, identifique onde o plano de corte foi indicado e posicione a régua ligando 
os dois extremos; (figura a) 
 Trace a linha que intercepta as paredes e detalhes da planta baixa; 
 Fora do perímetro da planta baixa, trace uma linha que demarcará o 
piso; 
 Puxe linhas auxiliares da planta baixa, nos locais onde passou o corte, 
até a linha de piso desenhada anteriormente. Comece pelas paredes externas; 
(figura b) 
 Marque a altura das paredes externas; 
 Desenhe o contrapiso; 
 Desenhe o forro ou a laje do teto; 
 Desenhe o telhado; 
 Desenhe as paredes internas cortadas pelo plano; 
 Marque as portas e janelas secionadas pelo plano de corte; 
 Desenhe os elementos que aparecem em vista, ou seja, que não foram 
interceptados pelo plano de corte. Exemplo: paredes, esquadrias, elementos 
diversos, etc.; 
 Colocar as linhas de cotas, níveis e informações textuais; 
 Reforçar traços que devem ficar mais grossos em virtude da hierarquia 
de traços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 86 
 
 
FIGURA 84 
 
Figura a 
FONTE: Montenegro, Gildo. Desenho Arquitetônico. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher Ltda., 1978. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 87 
 
 
FIGURA 85 
 
Figura b 
FONTE: Montenegro, Gildo. Desenho Arquitetônico. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher Ltda., 1978. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 88 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 AS FACHADAS 
 
 
Este componente do projeto arquitetônico representa exatamente as visuais 
externas de nossa edificação. Nas fachadas irão aparecer os elementos que são 
visualizados quando planificamos as vistas. 
Temos a real noção da hierarquia dos volumes do corpo da edificação, bem 
como a representação de janelas, portas, sacadas, telhados e demais elementos 
externos que se fazem presente. A hierarquia dos volumes sempre se dará pela 
utilização de linhas mais grossas, para os volumes que acontecem em um primeiro 
plano, e à medida que se afastam do campo de visão, o traço vai ficando mais fino. 
Outro tipo de identificação que pode complementar a ideia de volumetria é o 
desenho das sombras projetantes pelos elementos salientes da fachada. Sempre 
seguindo a orientação solar para que a realidade possa ser expressa corretamente. 
A quantidade de fachadas a desenhar levará em conta o nível de 
detalhamento dos elementos constituintes do projeto. 
Lembre-se: 
 A escala mais indicada para a representação dos 
cortes é a 1/50. Em casos extraordinários poderemos 
executar na escala 1/75 ou 1/100; 
 Dedicar especial atenção para os traços das linhas, 
que devem obedecer à hierarquia de importância por 
meio da sua espessura; 
 Não omitir as informações obrigatórias e adicionais 
para a correta interpretação do corte; 
 O corte é um importante aliado na representação do 
projeto e no próprio entendimento do desenhista na 
hora de projetar. 
 Lembre-se sempre que outras pessoas farão uso de 
nosso desenho, portanto, siga as normas e os 
esclarecimentos que vimos nesse módulo. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 89 
A nomeação das fachadas obedecerá preferencialmente à orientação 
geográfica da edificação no lote de inserção. Teremos por exemplo, fachada norte, 
fachada leste, fachada oeste e fachada sul. Outra forma para nomear pode ser pela 
sua posição e definição de acessos: fachada frontal, fachada lateral direita, fachada 
lateral esquerda e fachada posterior. 
Nas ilustrações abaixo conseguimos ter a noção de como interpretar e criar 
as fachadas. 
 
 
FIGURA 86 
 
 
FONTE: Montenegro, Gildo. Desenho Arquitetônico. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher Ltda., 1978. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 90 
 
FONTE: Montenegro, Gildo. Desenho Arquitetônico. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher Ltda., 1978. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 91 
 
 
FIGURA 87 
 
 
FONTE: Montenegro, Gildo. Desenho Arquitetônico. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher Ltda., 1978. 
 
 
15 REPRESENTAÇÃO DE ELEMENTOS EM FACHADAS 
 
 
15.1 JANELAS 
 
 
Sempre devemos nos atentar para a representação correta e idêntica ao seu 
formato. Desenham-se todas as linhas que identificam as molduras, caixilhos, 
venezianas, peitoris, bem como suas subdivisões. Exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 92 
 
 
FIGURA 88 
 
 
Janela guilhotina com veneziana Janela de correr com persiana Janela basculante 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
15.2 PORTAS 
 
 
Devemos nos atentar para os detalhes do tipo de porta, tais como trabalhos 
nas folhas, almofadas, etc. Outro detalhe importante é a representação das 
guarnições, soleiras e a correta posição das fechaduras a uma altura de 1,00 m. 
 
 
FIGURA 89 
 
Porta comum Porta com almofadas Porta envidraçada Porta com lambris 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 93 
 
 
15.3 REVESTIMENTOS 
 
 
Este detalhe é muito particular de cada projeto. São hachuras que dão forma 
à expressão de qual tipo de material foi empregado para revestir ou compor a 
fachada. 
 
 
FIGURA 90 
 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
15.4 ESPECIFICAÇÕES 
 
 
Nas fachadas não representamos nenhuma informação de medidas. 
Podemos complementar, se necessário, especificações de elementos e 
revestimentos, por meio de informações textuais. 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 94 
 
 
FIGURA 91 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
15.5 DETALHES COMPOSITIVOS 
 
 
Para darmos mais expressividade nas fachadas podemos acrescentar 
desenhos da vegetação e de calungas humanas. É importante salientar, que a 
presença de representações de figuras humanas, auxiliam na interpretação da 
grandeza (tamanho) dos elementos da fachada, além de propiciar a humanização 
dos desenhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 95 
 
FIGURA 92 
 
Vegetação em vista 
 
 
FIGURA 93 
 
Árvores em vista 
 
FIGURA 94 
 
Floreiras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 96 
 
 
FIGURA 95 
 
Figuras Humanas 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
16 PASSO A PASSO PARA DESENHAR FACHADAS 
 
 
Da mesma forma que fizemos com a planta baixa e o corte, listamos o 
procedimento para construção de uma fachada: 
 A partir da prancha da planta baixa, fixar uma folha sobre ela e traçar 
as linhas correspondentes à fachada que queremos construir; 
 Traçar as linhas das paredes externas, janelas, portas, telhados e 
demais elementos; 
 As alturas dos elementos diversos da fachada serão alinhadas ao corte 
já construído. Dessa forma, devemos fixar a prancha do corte ao lado da fachada 
para tomarmos essas medidas; 
 Após é só reforçar os traços, conforme a hierarquia dos elementos e 
complementar com informações e elementos necessários. 
Esse método é prático, rápido e evita erros de medidas. 
A escala mais indicada, assim como a planta baixa e o corte, à escala 1/50. 
 
Montagens: 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 97 
 
 
FIGURA 96 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
FIGURA 97Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 98 
 
Exemplos: 
 
 
FIGURA 98 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO III 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 99 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 100 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 101 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
17 PLANTA DE COBERTURA 
 
 
Na planta de cobertura representamos a projeção superior da edificação em 
um plano horizontal. Trata-se do desenho de tudo que enxergamos de cima para 
baixo, levando em conta o telhado e as informações de acabamentos e, sistema de 
recolhimento e escoamento das águas pluviais. 
 
 
17.1 IDENTIFICAÇÃO DE ELEMENTOS 
 
 
O desenho da planta de cobertura é uma composição de traços que 
delimitam o encontro dos diversos elementos que o compõem. Os principais 
elementos são: 
 Beiral: é o limite externo do telhado que se projeta além do perímetro 
da edificação; 
 Cumeeira: linha que se forma do encontro dos panos do telhado no 
topo da inclinação; 
 Rincão: linha que representa o encontro inferior dos panos de telhado, 
onde se recolhem as águas; 
 Espigão: une cumeeiras em diferentes alturas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 102 
 
 
FIGURA 99 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
Estudaremos mais detalhadamente cada parte integrante de uma cobertura 
no capítulo específico deste módulo. 
 
 
17.2 O QUE REPRESENTAR 
 
 
A partir do perímetro externo da edificação traçamos, seguindo o tamanho 
do beiral, o perímetro da cobertura, isto quando for telhado aparente. Quando for 
telhado embutido desenhamos somente as linhas da cobertura. O traço da cobertura 
é feito com linha contínua, enquanto o perímetro da edificação é identificado com a 
linha tracejada. 
Desenhamos todos os elementos que aparecem acima da cobertura, tais 
como: chaminés, volumes de reservatórios, elementos da rede pluvial (algerosas, 
calhas, condutores, canalizações, etc.), e também, as delimitações do terreno que 
acontecem no térreo. 
As espessuras dos traços obedecem à mesma formatação já estudada nas 
fachadas. Conforme os elementos afastam-se do campo de visão o traço ganha 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 103 
contornos mais finos. Inversamente a isto, quando temos os elementos mais 
próximos da posição do observador, os traços são mais grossos. 
 
 
17.3 INFORMAÇÕES 
 
 
As principais informações que são incorporadas ao desenho são de 
especificações de materiais e medidas. 
 Cota com tamanho do beiral; 
 Setas de indicação do sentido de escoamento das águas pluviais e sua 
inclinação correspondente nos panos de telhado; 
 Setas de indicação do sentido de escoamento das águas pluviais nas 
calhas, canalizações e afins; 
 Cotas pertinentes; 
 Especificação de elementos compositivos do telhado; 
 Especifica-se a escala utilizada. 
A escala que se utiliza para representar a planta de cobertura é a 1/100, 
1/200 conforme o tamanho e a importância do telhado para o projeto. Podemos 
igualmente, em virtude da necessidade, desenhar a planta de cobertura na escala 
1/50. A utilização da escala 1/50 facilita na hora de desenhar, pois se usa como 
base de desenho, a planta baixa já existente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 104 
 
 
EXEMPLO 
 
 
FIGURA 100 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
18 REPRESENTAÇÃO DE COBERTURAS 
 
 
18.1 TIPOS DE COBERTURA 
 
 
Os tipos de cobertura são identificados pelo número de águas, ou seja, o 
número de painéis de telhado. Veja os quatro tipos principais: 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 105 
 
 
FIGURA 101 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 102 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 106 
 
 
FIGURA 103 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
18.2 A INCLINAÇÃO DO TELHADO 
 
 
A seguir temos a exemplificação de como chegamos à altura de um telhado 
a partir da inclinação que a telha necessita para o correto escoamento das águas 
pluviais. 
 
 
 
FIGURA 104 - AS INCLINAÇÕES E SEUS FORMATOS 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.toptelha.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 107 
 
 
Todos os tipos de telhas existentes no mercado necessitam que sua 
colocação seja feita em uma angulação que propicie o escoamento eficiente das 
águas pluviais. O fabricante sempre especificará a inclinação, cabendo ao 
desenhista, o cálculo correto da altura resultante para que o telhado funcione 
adequadamente. 
 
 
FIGURA 105 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
A partir da figura anterior temos: 
 O vão de 10 metros total é dividido em dois panos de 5 metros, logo se 
usa o 5 para multiplicar pelos 35% exigidos pelo fabricante. 
 H = altura 
 I = inclinação 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 108 
 
 
18.3 COMPONENTES 
 
 
Anexamos algumas ilustrações com a especificação de cada componente de 
uma cobertura. Os diversos elementos, que fazem parte da estrutura de sustentação 
de um telhado, estão agrupados em duas situações genéricas mais utilizadas na 
montagem de um telhado. Acompanhe atentamente e comece a se familiarizar com 
a terminologia técnica. 
 
 
FIGURA 106 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.ricardomesquita.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 109 
 
 
FIGURA 107 
 
FONTE: Disponível em: <http://robertowatanabe.tripod.com/telhado/>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
18.4 TIPOS DE TESOURAS 
 
 
Tesouras para sustentação dos telhados. Exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 110 
 
 
FIGURA 108 
 
FONTE: Disponível em: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico 
S/A,1979. 
 
FIGURA 109 
 
FONTE: Disponível em: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico 
S/A,1979. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 111 
 
 
18.5 TIPOS DE BEIRAL 
 
 
A seguir, duas formas de beiral externo: 
 
 
FIGURA 110 
 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
A seguir, um exemplo de representação de um beiral com platibanda, ou 
seja, telhado embutido. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 112 
 
 
FIGURA 111 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
18.6 TRELIÇAS METÁLICAS 
 
 
As treliças são utilizadas para cobrir grandes vãos de edificações de grandes 
proporções, tais como pavilhões e afins. 
 
 
FIGURA 112 
 
FONTE: Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/113548818/Untitled>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 113 
 
 
FIGURA 113 
 
Treliça – reta 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 114 
 
Treliça – arco 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
FIGURA 115 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 114 
Treliça – shed 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 116Treliça – pórtico 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
19 PLANTA DE LOCALIZAÇÃO 
 
 
A planta de localização tem sua importância para o entendimento da locação 
de nossa edificação e demais elementos no terreno. 
Detalhamos as informações do terreno e a inserção da casa em suas 
delimitações. Nela determinamos os limites do terreno com o passeio e a via de 
rolamento – rua com denominação oficial. Delimitamos o contorno externo da 
edificação no terreno, ou ainda, inserimos a vista da planta de cobertura, pois nosso 
visual sempre é da vista superior como um todo. Nessa planta aparecem todos os 
elementos que compõem a implantação do terreno, como por exemplo, áreas de 
lazer, passeios, acessos, muros, equipamentos, etc. Nunca se esquecer da 
indicação da posição do Norte. 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 115 
 
 
FIGURA 117 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 116 
 
 
FIGURA 118 
 
 
PLANTA DE LOCALIZAÇÃO 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 117 
 
 
 
19.1 O QUE REPRESENTAR 
 
 
Relacionamos a seguir elementos que sempre deverão aparecer na 
representação gráfica de uma planta de localização: 
 Linhas da delimitação do terreno; 
 Linhas da delimitação do passeio e da rua; 
 Contorno do perímetro da edificação. Quando utilizado a planta de 
cobertura: linhas do perímetro da cobertura com a delimitação do perímetro da 
edificação em linha tracejada; 
 Desenho de muros, acessos, elementos construtivos, calçadas, etc. 
 
Em relação às informações que farão parte do desenho, sempre evidenciar: 
 Cotas gerais do terreno; 
 Cotas angulares quando necessárias; 
 Cotas de passeios e ruas; 
 Cotas gerais e parciais da edificação, bem como suas distâncias 
básicas em relação ao terreno; 
 Indicação geográfica do Norte; 
 Indicação do alinhamento predial; 
 Indicação do passeio e da rua; 
 Indicação de acessos de veículos e pedestres; 
 Número do lote e da quadra; 
 Nome da planta e escala utilizada; 
 Outros dados que se fizerem necessários. 
 
A escala de representação da planta de localização a ser utilizada é a 1/200, 
1/250, 1/500 ou 1/1000, conforme as dimensões do terreno em questão. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 118 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 PLANTA DE SITUAÇÃO 
 
 
A planta de situação é a locação do terreno urbano ou área rural dentro de 
uma área, seja loteamento urbano ou fração rural. Sua finalidade básica é de 
representar o formato do lote e os elementos que identifiquem a conformação da 
gleba. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dicas: 
 Igualmente a que foi estudado nos outros capítulos, a 
hierarquia dos traços obedece à posição de cada 
elemento, e a sua distância em relação ao campo de 
visão do observador. 
 Cotas sempre posicionadas na parte externa do 
desenho. 
 Os elementos projetados no terreno podem receber 
hachuras para diferenciar cada tratamento ou material 
que o constituem. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 119 
 
 
FIGURA 119 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
20.1 O QUE REPRESENTAR 
 
 
Relacionamos a seguir elementos que sempre deverão aparecer na 
representação gráfica de uma planta de situação: 
 Linhas da delimitação do terreno; 
 Linhas da delimitação do quarteirão e as ruas envolvidas; 
 Contorno da fração rural para lotes não urbanizados; 
 Elementos topográficos para áreas rurais. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 120 
Em relação às informações que farão parte do desenho, sempre evidenciar: 
 Cotas gerais do terreno; 
 Cotas angulares quando necessárias; 
 Cotas de ruas; 
 Cota da distância do lote até a esquina mais próxima; 
 Indicação geográfica do Norte; 
 Nome das ruas; 
 Indicação de elementos topográficos para áreas rurais; 
 Distância de estradas ou rodovias para áreas rurais; 
 Número do lote e da quadra; 
 Nome da planta e escala utilizada; 
 Outros dados que se fizerem necessários. 
 
A escala de representação da planta de situação em áreas urbanas é 
geralmente escolhida entre a 1/500 e 1/1000. Em relação às áreas rurais, por 
englobarem muitas vezes uma área considerável, podem ser representadas em 
escalas 1/1000, 1/5000, e até 1/10000 e 1/50000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20.2 A ORIENTAÇÃO GEOGRÁFICA 
 
 
Já foi mencionado no capítulo referente à planta de localização que 
devemos indicar a posição geográfica do Norte. Igualmente na planta de situação se 
faz necessária esta representação. Exemplos: 
 
Não esqueça: 
 Igualmente a que foi estudado nos outros capítulos, a 
hierarquia dos traços obedece à posição de cada 
elemento, e a sua distância em relação ao campo de 
visão do observador. 
 Cotas sempre posicionadas na parte externa do 
desenho. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 121 
 
 
FIGURA 120 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
20.3 RECOMENDAÇÕES 
 
 
Os textos que identificam os nomes das ruas são escritos sempre em letras 
maiúsculas. As demais informações são escritas em letras minúsculas. 
Nos lotes urbanos sempre identificamos os lotes que fazem divisa com 
nosso lote pelos seus números respectivos. Nas áreas rurais a identificação é feita 
pelos nomes dos vizinhos proprietários das áreas que fazem divisa à gleba em 
questão. 
A indicação no Norte sempre deve ser feita em local de fácil visualização e 
em tamanho satisfatório. Sua indicação sempre deve ser feita voltada para cima, ou 
seja, indicando a margem superior de nossa prancha. Dessa forma, é o desenho 
que se adequa à indicação do Norte. 
O terreno sempre deve ocupar posição de destaque em nossa planta de 
situação, sendo assim, costuma-se preencher o espaço interno do terreno com o 
desenho de uma hachura de linhas na diagonal. 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO IV 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 122 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 123 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
DESENHO ARQUITETÔNICO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO V 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição do 
mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido são 
dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 124 
 
 
MÓDULO V 
 
 
 
21 PROJETOS COMPLEMENTARES 
 
 
Um projeto de arquitetura engloba tudo o que já foi visto: planta baixa, planta 
de cobertura, cortes, fachadas, planta de localização e planta de situação. Temos 
ainda a representação de projeto de distribuição de água e recolhimento do esgoto. 
Outro projeto complementar é a marcação dos pontos elétricos. Lógico que estas 
duas situações são assuntos que nos remetem a estudos específicos. Existem 
normas e regras a serem seguidas e seu desenvolvimento é feito por profissionais 
habilitados para tal serviço. Destacaremos a seguir a representação básica dos 
elementos, sua simbologia e legenda respectiva para conhecimento e possível 
graficação destes projetos. 
 
 
21.1 PROJETO HIDRÁULICO E SANITÁRIO 
 
 
Esquema básico de distribuição de água potável de um banheiro, cozinha e 
lavanderia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 125 
 
 
FIGURA 121 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.fazfacil.com.br>. Acesso em: 08 jan. 2013. 
 
 
Atente-se para a representação correta dos elementos de distribuição de 
água potável e de esgotamento sanitário. O projeto técnico pode ser encontradoconforme ilustrações que serão apresentadas nos diversos itens elencados na 
sequência do capítulo. As representações dos canos e acessórios são fiéis ao seu 
formato original. Essa é uma técnica que passou a ser utilizada nos últimos anos. As 
convenções antigas representavam os canos somente por linhas. 
A diferenciação das espessuras e utilizações era feita pela grossura do traço 
e tipos de linhas. Concluímos desta forma que quando representamos os desenhos 
da forma manual adotamos o método antigo por ser mais prático e rápido. O método 
novo pode, e, é empregado quando o desenho acontece com o auxílio de programas 
de desenho no computador. 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 126 
 
 
21.1.1 Legenda 
 
 
Abaixo listamos os principais símbolos e siglas com seus respectivos 
significados. Esta convenção será encontrada nos desenhos dos próximos itens. 
 
 
FIGURA 122 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 127 
 
 
21.1.2 Banheiros 
 
 
Observe que temos dois banheiros de um apartamento residencial. Nas 
duas situações estão demarcados os canos de alimentação de água potável e 
também os canos do esgoto sanitário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 128 
 
 
FIGURA 123 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 129 
 
 
21.1.3 Cozinha e lavanderia 
 
 
Nos exemplos utilizados abaixo, temos na primeira ilustração a cozinha e a 
lavanderia no mesmo ambiente. No outro exemplo aparece somente a lavanderia. 
 
 
FIGURA 124 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 130 
 
 
FIGURA 125 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
21.1.4 Distribuição geral 
 
 
O exemplo abaixo mostra uma ligação geral a partir de uma central, 
chamada de shaft, dentro de um andar de apartamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 131 
 
 
FIGURA 126 
 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 132 
 
 
21.1.5 Ligação no térreo 
 
 
No térreo temos os elementos, tais como, fossa séptica para decantação dos 
dejetos humanos, o filtro anaeróbico, as caixas de passagem e as ligações com a 
coleta pública. Temos ainda, a entrada de água feita pela empresa abastecedora, 
onde aparecem os registros e hidrômetros, bem como o destino até os reservatórios. 
 
 
FIGURA 127 
 
 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 133 
 
 
21.2 PROJETO ELÉTRICO 
 
 
No projeto elétrico serão distribuídos todos os elementos de iluminação e 
tomadas de força para a utilização de equipamentos elétricos. Listamos abaixo a 
simbologia e dois exemplos de representação de plantas com projeto elétrico. 
 
FIGURA 128 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 134 
 
 
FIGURA 129 
 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 135 
 
 
FIGURA 130 
 
Planta baixa – projeto elétrico 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 136 
 
 
FIGURA 131 
Planta baixa – projeto elétrico 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 137 
 
 
22 ESCADAS, RAMPAS E ELEVADORES 
 
 
Já vimos no capítulo dos cortes, o desenho da escada e seus detalhes. 
Sugerimos, inclusive, que você desenhasse o exemplo que constava no módulo. 
Agora vamos ver os tipos de escada mais usuais e como projetar uma escada para 
vencer uma diferença de altura entre pavimentos. 
 
 
22.1 TIPOS DE ESCADAS 
 
 
O desenho do formato da escada decorre do espaço disponível e da altura 
que queremos vencer entre os andares, assim o formato pode apresentar variações. 
Veremos a seguir algumas das formas mais usuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 138 
 
 
 
FIGURA 132 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 139 
 
 
FIGURA 133 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 134 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 140 
 
 
FIGURA 135 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 136 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 141 
 
 
22.2 PROJETO DE ESCADA 
 
 
Por meio das ilustrações você poderá projetar uma escada. Observe o passo 
a passo e tente desenhar em uma folha de papel o exemplo a seguir. 
 
 
22.2.1 Primeiro passo 
 
 
A partir da planta baixa delimite o início e final dos lances da escada. Logo 
abaixo desenhe a altura entre os pavimentos a vencer. Com o auxílio de uma régua 
divida a altura total em número de degraus descritos na planta baixa. No exemplo 
temos 16 degraus. 
 
 
FIGURA 137 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 142 
 
 
FIGURA 138 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
22.2.2 Segundo passo 
 
 
Trace as linhas horizontais referentes às 16 alturas dos degraus. Após puxe 
as linhas correspondentes aos degraus da planta baixa para traçar as linhas na 
vertical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 143 
 
 
FIGURA 139 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 140 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 144 
 
 
22.2.3 Terceiro passo 
 
 
Reforce o traço no encontro das linhas verticais e horizontais onde os 
degraus se interseccionam. Após acrescente a espessura da laje da escada. 
 
 
FIGURA 141 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 145 
 
 
FIGURA 142 
 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
22.2.4 Quarto passo 
 
 
Delimite a parte cortada da parte em vista com a espessura do traço e 
complete com a hachura da laje em corte. Complemente o desenho com a vista do 
corrimão e guarda-corpo da escada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 146 
 
 
FIGURA 143 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
22.2.5 Considerações finais 
 
 
Para uma escada cômoda e funcional devemos seguir a seguinte fórmula 
para determinar a altura e base dos degraus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 147 
 
 
FIGURA 144 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
22.3 RAMPAS 
 
 
Para o correto dimensionamento de rampas de acesso para pedestres, 
devemos seguir a fórmula a seguir: 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 148 
 
 
FIGURA 145 
 
Vista superior 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 146 
 
Vista lateral 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
A norma de acessibilidade – NBR 9050 – estabelece os seguintes parâmetros: 
 
FIGURA 147 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 149 
 
A cada 50 metros deve-se prever um patamar intermediário entre as rampas. 
A largura deve ser preferencialmente de 1,50 metros. 
 
 
22.4 ELEVADORES 
 
 
A área que devemos disponibilizar em nosso projeto para a inserção do 
elevador é definida pelo cálculo de fluxo de pessoas. Munido do número de pessoas 
que queremos transportar no elevador utiliza-se o dimensionamento das empresas 
que fornecem o equipamento. Para cada quantidade e peso de pessoas, existe umdimensionamento de elevador, e consequentemente, saberemos o espaço 
necessário para delimitar em nosso projeto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 150 
 
 
FIGURA 148 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
23 PERSPECTIVAS 
 
 
Outro complemento que pode aparecer no desenho arquitetônico é a 
perspectiva volumétrica da edificação que projetamos. Cabe ao desenhista 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 151 
determinar o enfoque que quer dar ao desenho, escolhendo assim a visual e 
angulação desejada para mostrar a volumetria do prédio. 
 
 
FIGURA 149 
 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A,1979. 
 
 
Há diversos métodos para a criação de perspectivas onde determinamos o 
campo de visão, a quantidade de pontos de fuga e seus ângulos. Seguem alguns 
exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 152 
 
 
FIGURA 150 
 
FONTE: Oberg, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A, 1979. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 153 
 
 
FIGURA 151 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
FIGURA 152 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 154 
 
 
No desenho com programas de computador, existem recursos que facilitam 
a criação e arte final das perspectivas. Seguem exemplos: 
 
 
FIGURA 153 
 
Imagem própria do autor (Arq. Fabiano Volpatto). 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 155 
 
 
GLOSSÁRIO 
 
 
ALGEROZA – elemento construtivo composto por cano entrecortado com finalidade 
de recolher água decorrente das chuvas. 
 
BALDRAME – parte do embasamento entre a parede e o alicerce. 
 
BASCULANTE – janela ou peça móvel em torno de um eixo horizontal. 
 
BEIRAL – parte saliente do telhado. 
 
CAIXILHO – quadro de madeira ou metal que serve de estrutura para vidro ou painel 
de vedação. 
 
CALHA – conduto de águas pluviais. 
 
CONDUÍTE – conduto flexível. 
 
CORRIMÃO – peça ao longo e nos lados das escadas, servindo de apoio a quem 
dela se serve. 
 
CUMEEIRA – parte reta mais alta dos telhados. 
 
ESPIGÃO – encontro saliente de duas águas do telhado. 
 
FORRO – vedação da parte superior dos ambientes. 
 
FUNDAÇÃO – elemento construtivo em que se apoia a construção. 
 
PÉ-DIREITO – distância entre o piso e o teto de um ambiente. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 156 
 
PEITORIL – meia parede que vai do piso até a janela. 
 
PLATIBANDA – parede de pouca altura destinada a encobrir o telhado. 
 
RALO – extremidades dos canos ligados à rede de esgotos. 
 
SOLEIRA – parte inferior da porta. 
 
TESOURA – viga de madeira ou metal destinada a suportar a cobertura. 
 
TRELIÇA – armação de madeira ou metal para telhado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO V 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 157 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
MONTENEGRO, Gildo. Desenho Arquitetônico. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher 
Ltda., 1978. 
 
 
NBR 10067 (1995). Princípios gerais de representação de desenho técnico. 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
NBR 10068 (1987). Folhas de desenho-leiaute e dimensões. Associação 
Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
NBR 8196 (1999). Desenho técnico-emprego de escalas. Associação Brasileira de 
Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
NBR 8402 (1994). Execução de caracter para escrita em desenho técnico. 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
NBR 8403 (1984). Tipos de linha. Associação Brasileira de Normas Técnicas. São 
Paulo. 
 
 
NBR 10126 (1998). Cotagem em desenho técnico. Associação Brasileira de 
Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
NBR 13142 (1999). Desenho técnico-dobragem de cópia. Associação Brasileira 
de Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
NBR 10582 (1988). Apresentação da folha para desenho técnico. Associação 
Brasileira de Normas Técnicas. São Paulo. 
 
 
OBERG, L. Desenho Arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico 
S/A,1979. 
 
 
Referências Eletrônicas: 
http://www.volpattoececcato.com.br 
http://www.volpattoececcato.com.br/
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 158 
http://www.abnt.org.br 
http://www.ufrgs.br/destec/ 
http://pt.wikipedia.org 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO CURSO 
http://www.abnt.org.br/
http://www.ufrgs.br/destec/
http://pt.wikipedia.org/

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