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Assistente Administrativo - Turma 2022B 1.5 Interpretação e intelecção No decorrer de nossa trajetória escolar, da mesma forma que fomos convidados a produzir textos, também o fomos para interpretá-los. E a concepção de interpretação textual que embasava os exercícios propostos em muitos casos era ou é errônea. Na maioria das vezes, fomos ensinados que interpretar é descobrir o que o emissor/autor do texto quis ou quer dizer, e as atividades para alcançarmos essa proposta de aula propunham a mera transcrição de dados do texto para um questionário. Quem nunca realizou uma interpretação de texto cujos questionamentos eram “Quem é o autor do texto”? “O que o autor quis dizer no texto”? As respostas a esses questionamentos muitas vezes não correspondiam ao que realmente é interpretar um texto. Interpretação Interpretar não é afirmar, pressupor, deduzir o que o autor/emissor quis dizer, mas estabelecer relações, levantar hipóteses e comprová-las no texto. Cabe ao receptor levantar os implícitos e pressupostos da mensagem, sempre ancorado no texto. Intelecção A intelecção é entender e compreender as reais intenções do emissor em relação à mensagem. É retirar do texto o que está explícito e claro. A exemplo, se o emissor expõe em um texto que é favorável ao aborto, na intelecção desse texto o receptor deve descrever o que está explícito, ou seja, mesmo o receptor não concordando com as ideias do autor/emissor, não se pode deduzir, ou achar que essa não era a ideia principal do texto, simplesmente porque o receptor não é favorável a tais ideias. Assim, a intelecção não admite o uso de termos como “o autor quis dizer”, mas sim de termos que demonstrem, afirmem o que realmente está explícito na mensagem/texto/ discurso. No processo de leitura, é importante que haja interação entre o emissor e o receptor da mensagem, mediada pelo texto, de modo que haja compreensão e interpretação da mensagem. Este material foi baseado em: MONTEIRO, Claudia Guerra; MONTEIRO, Gilson. Português Instrumental. Universidade Federal do Amazonas/Rede e-Tec Brasil, Manaus: 2009.