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Introdução à
Administração
Autoria
Leonardo Sousa Vilela
INTRODUÇÃO À
ADMINISTRAÇÃO
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, total ou parcialmente, por 
quaisquer métodos ou processos, sejam eles eletrônicos, mecânicos, de cópia fotostática ou outros, sem a auto-
rização escrita do possuidor da propriedade literária. Os pedidos para tal autorização, especificando a extensão 
do que se deseja reproduzir e o seu objetivo, deverão ser dirigidos à Reitoria.
ReitoR:
Prof. Cláudio ferreira Bastos
PRó-ReitoR administRativa financeiRo:
Prof. rafael raBelo Bastos
PRó-ReitoR de Relações institucionais:
Prof. Cláudio raBelo Bastos
PRó-ReitoRa acadêmica:
Profa. flávia alves de almeida
diRetoR de oPeRações:
Prof. José Pereirs de oliveira 
cooRdenação nead:
Profa. luCiana rodrigues ramos
ExpEdiEntE
ficha técnica
autoRia: 
leonardo sousa vilela
suPeRvisão de PRodução nead:
franCisCo Cleuson do nasCimento alves
design instRucional: 
João Paulo s. Correia
caPa:
franCisCo erBínio alves rodrigues
autoRia de leituRa comPlementaR: 
João emmanuel evangelista
Revisão textual: 
maria estela aPareCida giro
Ficha catalográFica
catalogação na publicação
bibliotEca cEntro univErsitário atEnEu
VILELA, Leonardo Sousa. Introdução à administração. / Leonardo Sousa Vilela. – 
Fortaleza: Centro Universitário Ateneu, 2020.
 
136 p. 
ISBN: 978-85-64026-26-1
1. Tendências e Perspectivas. 2. Áreas funcionais. 3. Organização. 4. Tendências. I. 
Centro Universitário Ateneu. II. Título.
Seja bem-vindo!
Caro estudante, é com grande satisfação que apresento o material di-
dático da nossa disciplina de “Introdução à Administração”. Ao ler e estudar 
por este material, você terá condições de responder as atividades no Ambiente 
Virtual de Aprendizagem.
 
Este livro está dividido em quatro unidades de acordo com a ementa da 
disciplina. Estudaremos as seguintes etapas: o que é Administração e seu desen-
volvimento histórico; o funcionamento organizacional; o importante processo do pla-
nejamento; a organização e suas especificidades; a liderança; o controle; e por fim, 
o que nos reserva o futuro da Administração com suas tendências. 
 
Não é nosso objetivo esgotar todo o assunto, ao contrário, você deverá pro-
curar outras fontes além deste livro para aprofundar seu conhecimento e estar sem-
pre atualizado sobre os temas estudados aqui.
 
A partir da leitura, você estará apto a corresponder às exigências solici-
tadas na disciplina e terá o embasamento teórico para continuar seus estudos 
de graduação.
Bons estudos!
Sumário
UNIDADE 01
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO .................................................................................. 7
1. ADMINISTRAÇÃO ........................................................................................................... 8
1.1. O papel da administração, tendências e perspectivas ................................................. 8
1.2. Primórdios e surgimento ............................................................................................ 14
1.3. Evolução da Administração ........................................................................................ 20
Referências ....................................................................................................................... 29
UNIDADE 02
ÁREAS FUNCIONAIS DAS ORGANIZAÇÕES E PLANEJAMENTO ............................... 31
1. ÁREAS FUNCIONAIS DAS ORGANIZAÇÕES ............................................................. 32
1.1. Recursos humanos ..................................................................................................... 32
1.2. Financeira ................................................................................................................... 35
1.3. Produção .................................................................................................................... 37
1.4. Materiais ..................................................................................................................... 38
1.5. Mercadológica ............................................................................................................ 41
1.6. Processo administrativo ............................................................................................. 43
2. PLANEJAMENTO .......................................................................................................... 47
2.1. Componentes de um plano ........................................................................................ 47
2.2. Tipos de planos .......................................................................................................... 50
2.3. Níveis de planejamento .............................................................................................. 53
2.4. Tomada de decisão .................................................................................................... 62
Referências ....................................................................................................................... 68
UNIDADE 03
ORGANIZAÇÃO E LIDERANÇA ....................................................................................... 69
1. ORGANIZAÇÃO ............................................................................................................ 70
1.1. Tipos de organizações ............................................................................................... 70
1.2. Estrutura organizacional ............................................................................................. 75
1.3. Poder, autoridade e responsabilidade ........................................................................ 79
1.4. Centralização e descentralização nas organizações ................................................. 83
2. LIDERANÇA .................................................................................................................. 87
2.1. Tipos de liderança ...................................................................................................... 87
2.2. Estilos de liderança .................................................................................................... 90
2.3. Grupos e motivação nas organizações ..................................................................... 94
Referências ....................................................................................................................... 98
UNIDADE 04
CONTROLE E TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO ...................................................... 99
1. CONTROLE ................................................................................................................. 100
1.1. Tipos de controle ...................................................................................................... 100
1.2. O papel do controle nas organizações ..................................................................... 105
1.3. Controle nas áreas da organização .......................................................................... 108
2. TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO ........................................................................ 112
Referências ..................................................................................................................... 116
Material complementar: Globalização e Indústria Cultural: Considerações 
Críticas sobre a Atualidade de tais Conceitos. ................................................................ 117
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 7
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
Apresentação
Nesta unidade, você entenderá que a administração tornou-se nos últimos 
anos o principal desafio para o mundo dos negócios e para todas as organizações 
que dele participam. Perceberá que, por envolver o direcionamento das empresas 
para serem competitivas e lucrativas, é um dos campos mais excitantes e impor-
tantes dos cursos universitários. 
Ao longo de seu estudo, visualizará que o administrador passou a sero 
elemento fundamental para a sobrevivência e sucesso das organizações, qualquer 
que seja o nível administrativo em que esteja situado.
Perceberá ao longo dessa unidade que o administrador utiliza o processo 
administrativo de planejar, organizar, dirigir e controlar a ação organizacional para 
alcançar resultados (eficácia) e fazer o melhor uso possível dos recursos disponí-
veis (eficiência). 
Notará que, para tanto, as habilidades do administrador devem ser apri-
moradas de modo que ele possa desempenhar todos os papéis dentro da sua 
organização.
• Definir o papel da administração;
• Clarificar as tendências e perspectivas da administração;
• Elucidar sobre os primórdios da administração;
• Explicar sobre o surgimento da administração;
• Esclarecer a respeito da evolução da administração.
Objetivos de aprendizagem
Uni
8 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
1. ADMINISTRAÇÃO
Neste tópico, você aprenderá sobre o papel da administração, as suas ten-
dências e perspectivas. Também irá aprofundar seus conhecimentos a respeito 
dos primórdios e do surgimento da administração e finalizará essa unidade desco-
brindo sobre o seu processo de evolução.
1.1. O papel da administração, tendências e perspectivas
Antes de iniciarmos a unidade, vamos entender um pouco sobre o papel 
do administrador. Para tanto, entenda que a necessidade social de os doentes 
serem tratados propiciou o aparecimento do curandeiro da tribo, depois do “físico” 
da Idade Média e, por fim, do médico atual.
Com isso, a Medicina foi institucionalizada através dos tempos, à semelhan-
ça da Advocacia, Farmácia e Engenharia. Dentro de um processo semelhante, a 
necessidade das organizações terem alguém que conduza suas operações presen-
tes e futuras fez surgir a figura do administrador: de início, um prático hábil e hoje 
um profissional cada vez mais qualificado. (BERNARDES; MARCONDES, 2003).
Para Lacombe & Heilborn (2008), “a essência do papel do administrador é 
a obtenção de resultados por meio de terceiros, do desempenho da equipe que ele 
supervisiona e coordena”. Para os autores, o administrador depende de terceiros 
para alcançar seus objetivos e os do seu grupo. Ele deve, assim, ter condições de 
liderar os membros da sua equipe e de tomar decisões em nome desta equipe.
Mary Parker Follet apud Lacombe & Heilborn (2008) disse que a adminis-
tração é a arte de fazer coisas por meio das pessoas. Esta definição dá ênfase ao 
papel do administrador no sentido de obter resultados, conseguindo que outros 
façam o que é necessário, em vez de fazê-lo pessoalmente.
Na nova era da informação, a capacidade de obter resultados por meio de 
terceiros torna-se prioritária, pois o conhecimento está na mente das pessoas e a 
capacidade do administrador para saber transformar conhecimento em resultados 
requer grande habilidade, além dos conhecimentos de administração.
Para Chiavenato (2000), a palavra administração tem sua origem do latim 
(ad, direção para, tendência, minister, comparativo de inferioridade; e sufixo ter, 
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INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 9
subordinação ou obediência, isto é, aquele que realiza uma função abaixo do co-
mando de outrem, aquele que presta um serviço a outro) e significa subordinação 
e serviço. Portanto, em sua origem, a palavra administração significa a função que 
se desenvolve sob o comando de outro, um serviço que se presta a outro.
De acordo com Bateman e Snell (1998, p. 27), “administração é o processo 
de trabalhar com pessoas e recursos para realizar objetivos organizacionais”. Para 
os autores, bons administradores fazem essas coisas eficaz e eficientemente. Ser 
eficaz é atingir os objetivos organizacionais. Ser eficiente é atingir os objetivos com 
um mínimo de perda de recursos, isto é, fazer o melhor uso possível do dinheiro, 
de tempo, materiais e de pessoas.
Desta forma, a administração pode ser entendida como o conjunto inte-
grado e coerente de conhecimentos das diferentes áreas da atividade humana, 
aplicado às organizações, visando a sua sobrevivência, eficácia e eficiência.
A administração é definida por Megginson et al. (1998, p. 13) “como o trabalho 
com recursos humanos, financeiros e materiais, para atingir objetivos organizacio-
nais através do desempenho das funções de planejar, organizar, liderar e controlar”.
Portanto, a tarefa da administração é interpretar os objetivos propostos 
pela empresa e transformá-los em ação empresarial. Para Maximiano (2000), ad-
ministração, significa, em primeiro lugar, ação. Para o autor, ela é um processo 
de tomar decisões e realizar ações que compreende quatro processos principais 
interligados: planejamento, organização, execução e controle. 
1. Qual a sua definição para administração?
2. Por que são necessários administradores em todas as organizações? Explique.
 Caso necessite, busque discutir esta(s) questão(ões) com seu(sua) tutor(a) e colega na sala virtual. 
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Pratique
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10 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
PLANEJAMENTO
CONTROLE ORGANIZAÇÃO
DIREÇÃO
Figura 01: O processo administrativo
Fonte: Adaptado de Maximiano (2000).
Os processos administrativos são também chamados funções administrati-
vas ou funções gerenciais. Outros processos ou funções importantes, como coor-
denação, direção, comunicação e participação, contribuem para a realização dos 
quatro processos principais. 
FUNÇÃO DESCRIÇÃO
Planejamento Processo de definir objetivos, atividades e recursos.
Organização
Processo de definir e dividir o trabalho a ser realizado e as responsabilidades 
pela realização; é também o processo de distribuir os recursos disponíveis 
segundo algum critério.
Liderança Processo de trabalhar com pessoas para assegurar a realização dos objetivos.
Execução
Processo de realizar atividades e utilizar recursos para atingir os objetivos. O 
processo de execução envolve outros processos, especialmente o processo de 
direção, para acionar os recursos que realizam as atividades e os objetivos.
Controle Processo de assegurar a realização dos objetivos e de identificar a necessida-de de modificá-los.
Quadro 01: Funções do processo administrativo
Fonte: Adaptado de Maximiano (2004).
Para Maximiano (2000, p. 27), “entender a administração como processo 
que se compõe de outros processos ou funções é a essência do chamado enfoque 
funcional ou abordagem funcional da administração, criado por Henri Fayol, no 
início do século XX”. Para o referido autor, o mais importante do enfoque funcional 
proposto por Fayol está em separar a tarefa da administração das tarefas ope-
racionais e técnicas, como fazer as máquinas funcionar ou prestar serviços aos 
consumidores. Essa distinção é particularmente importante para as pessoas que 
administram organizações.
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INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 11
O administrador, mesmo que não trabalhe numa empresa, deve agir se-
gundo Lacombe & Heilborn (2008), como empresário, transformando recursos em 
produtos, isto é, em bens e serviços desejados pelas pessoas. Para os autores, 
o administrador tem uma função econômica e esta tem de ser privilegiada nas 
suas decisões. Uma das principais qualidades do administrador é saber tomar 
decisões, pois não existe decisão perfeita e ele terá que pesar as vantagens e 
desvantagens de cada alternativa para escolher a melhor.
Perceba que o administrador deve sempre, em toda ação e decisão, colo-
car, em primeiro lugar, o desempenho econômico. Ele só pode justificar sua exis-
tência e autoridade pelos resultados econômicos obtidos. Há também resultadosnão econômicos: a satisfação dos membros do negócio, contribuição ao bem-estar 
ou à cultura da comunidade.
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• Anote suas ideias e dúvidas para ampliar sua discussão na sala virtual, no fórum tira-dúvidas.
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No entanto, o administrador terá falhado se não produzir os bens e serviços 
desejados pelo consumidor por um preço que ele esteja disposto a pagar. Toda 
organização, com fins ou sem fins lucrativos, precisa ter lucro. Associações sem 
fins lucrativos não são as que se obrigam a não ter lucro, pois isso equivaleria ao 
suicídio, mas as que se obrigam a não distribuí-lo.
As organizações são grupos estruturados de pessoas que se juntam para 
alcançar objetivos comuns. Surgem como resposta à necessidade dos indivíduos de 
alcançar metas que, isoladamente, não conseguiriam atingir, em virtude da comple-
xidade e da variedade das tarefas ou trabalho a se efetuar. (SOBRAL E PECI, 2008)
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12 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
De acordo com Sobral e Peci (2008), em um mundo cada vez mais globali-
zado e competitivo, o sucesso ou o insucesso das organizações depende da qua-
lidade de sua administração. São os administradores que estabelecem objetivos 
e guiam a organização de forma a alcançá-los. São também eles que preparam a 
organização para a mudança, procurando adaptá-la a um ambiente cada vez mais 
dinâmico e imprevisível.
Podemos, então, afirmar que a tarefa administrativa nas próximas déca-
das será incerta e desafiadora, pois deverá ser atingida por mudanças e transfor-
mações carregadas de ambiguidades e de incertezas. Para Chiavenato (2000), 
o administrador irá se defrontar com problemas cada vez mais diferentes e mais 
complexos do que os anteriores e sua atenção será disputada por eventos e gru-
pos situados dentro e fora da empresa, que lhe proporcionarão informações con-
traditórias que complicarão o seu diagnóstico e sua visão dos problemas a resolver 
ou das situações a enfrentar: são as exigências da sociedade, dos clientes, dos 
fornecedores; são os desafios dos concorrentes; as expectativas da alta adminis-
tração, dos subordinados, dos acionistas etc.
Perceba que todas essas exigências, desafios e expectativas sofrem pro-
fundas mudanças, que ultrapassam a capacidade que o administrador tem para 
poder acompanhá-las de perto e compreendê-las adequadamente. Essas mudan-
ças tendem a aumentar em face da inclusão de outras novas variáveis, à medida 
que o processo se desenvolve, criando uma turbulência que perturba e complica 
a tarefa administrativa de planejar, organizar, dirigir e controlar uma empresa efi-
ciente e eficaz.
E o futuro parece complicar essa realidade. De acordo com Chiavenato 
(2000), inúmeros fatores causarão profundos impactos sobre as empresas. 
Para o autor, as próximas décadas trarão os seguintes desafios e turbulências 
para a administração:
• As empresas estão continuamente se adaptando aos seus ambientes: essa 
adaptação contínua pode provocar o crescimento, a estabilidade provisória ou 
o enxugamento da empresa.
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INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 13
• Existe uma tendência para a continuidade de taxas elevadas de inflação: 
os custos de energia, de matérias-primas e de mão-de-obra estão se elevando 
sensivelmente, o que exigirá, cada vez mais, maior eficiência na administração 
das empresas no sentido de obter melhores resultados com os recursos dispo-
níveis e programas de redução de custos operacionais.
• A concorrência se torna cada vez mais aguda: à medida que aumentam os 
mercados e os negócios, crescem também os riscos na atividade empresarial. 
Mais do que nunca, o produto ou serviço que demonstra ser superior (mais 
avançado, mais seguro, mais desejável) será o mais procurado.
• Existe uma tendência para uma crescente sofisticação da tecnologia: os 
novos processos e instrumentos introduzidos pela tecnologia nas empresas 
sempre causaram impacto sobre sua estrutura organizacional. A tecnologia 
proporcionará, cada vez mais, uma eficiência maior, uma precisão mais avan-
çada e a liberação da atividade humana para tarefas mais complicadas e que 
exijam planejamento.
• A própria internacionalização do mundo dos negócios: a chamada globa-
lização é o fator mais significativo do desenvolvimento das empresas e não é 
difícil prever uma série de profundas mudanças na estrutura e no comportamento 
das empresas em consequência desse desenvolvimento.
• A maior visibilidade das empresas: enquanto crescem ou diminuem, as 
empresas tornam-se mais competitivas, mais sofisticadas tecnologicamente, 
internacionalizam-se mais e, com isto, sua influência ambiental necessa-
riamente aumenta. O que não permite dúvidas é o fato de que a empresa 
jamais será ignorada e sua visibilidade causará impacto à sua estrutura e 
a seu comportamento. 
Para Chiavenato (2000), possuir administradores inteligentes e bem pre-
parados é a principal arma que as empresas dispõem para enfrentar todos esses 
desafios, pressões e ameaças que recaem sobre as empresas, e que no futuro 
serão muito maiores. 
Corroborando com esse pensamento, Masiero (2009) cita que para atingir 
seus propósitos, a administração utiliza um conjunto de princípios e conhecimentos 
integrados para propor técnicas, estratégias e ações capazes de levar as empre-
sas a atingirem seus objetivos, suas metas e, ao mesmo tempo, buscar relações 
mais harmoniosas que conflituosas com seus membros e a sociedade em geral.
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14 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
Em resumo, podemos afirmar que em cada organização o administrador so-
luciona problemas, dimensiona recursos, planeja sua aplicação, desenvolve estra-
tégias, efetua diagnósticos de situações etc., exclusivos daquela organização. Um 
administrador bem-sucedido em uma organização pode não sê-lo em outra, pois 
cada organização tem seus objetivos, seu ramo de atividade, seus dirigentes e seu 
pessoal, seus problemas internos e externos, seu mercado, sua situação financei-
ra, sua tecnologia, seus recursos básicos, sua ideologia e política de negócios etc.
3. Quais são as funções do administrador identificadas nesta unidade? Explique cada uma delas.
 Caso necessite, busque discutir esta(s) questão(ões) com seu(sua) tutor(a) e colega na sala virtual. 
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Pratique
1.2. Primórdios e surgimento 
Embora seja uma arte ou prática antiga, a administração tem uma história 
recente como corpo organizado de conhecimentos. De acordo com Masiero (2009), 
desde a mais remota antiguidade chegam ao presente os registros das tentativas 
de formular princípios de administração. Complementando o seu pensamento, o 
autor afirma que nos dois últimos séculos tornou-se necessário profissionalizar a 
formação de gerentes, para aprimorar o processo administrativo e tornar as orga-
nizações mais eficazes. Surgiram livros, escolas, pesquisadores e consultores de 
administração. O processo de administrar organizações transformou-se em dis-
ciplina. A administração é objeto de estudo sistemático, que produzum corpo de 
conhecimentos organizados, chamados teorias.
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Nota
Parei aqui
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 15
Teoria é uma palavra elástica, que compreende não apenas proposições que explicam os 
fatos da realidade prática, mas também princípios e doutrinas que orientam a ação dos adminis-
tradores, e técnicas que são proposições para resolver problemas práticos. (MAXIMIANO, 2004) 
Fique atento
Muitas das teorias e técnicas usadas para administrar as organizações da 
atualidade são ideias que evoluíram de práticas do passado. Países, exércitos 
e organizações religiosas vêm há muito tempo criando soluções para lidar com 
recursos e realizar objetivos.
Grandes Projetos 
do Oriente Desde 4.000 a.C.
Administração de projetos de engenharia: cida-
des, pirâmides, projetos de irrigação.
Organizações 
Militares Desde 3.500 a.C.
Organização, disciplina, hierarquia, logística, 
planejamento de longo prazo, formação de 
recursos humanos.
Grécia 500 a.C. Democracia, Ética, qualidade, método científi co.
Roma Entre VII a.C. e IV a.D.
Administração de império multinacional, forma-
ção de executivos, grandes empresas privadas, 
exército profi ssional.
Renascimento Século XVI
Retomada dos valores humanistas, grandes 
empresas de comércio, invenção da contabilida-
de, Maquiavel.
Revolução Industrial Século XVIII Invenção das fábricas, surgimento dos sindica-tos, início da administração como disciplina.
Quadro 02: Origens da administração moderna
Fonte: Adaptado de Maximiano (2004).
Para Maximiano (2004), entre muitas outras contribuições importantes do 
passado, todo estudante de administração deve conhecer pelo menos os funda-
mentos das ideias dos gregos, dos romanos e das organizações militares. Tam-
bém faz parte da moderna educação administrativa o conhecimento de figuras 
como Sun Tzu e Maquiavel.
16 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
• Grécia
No século V a.C., começou na Grécia um fértil período de produção de 
ideias que viriam a influenciar profundamente a prática da administração. Algumas 
dessas ideias, segundo Maximiano (2004), são:
Democracia: há 2.500 anos, os gregos inventaram e implantaram a 
administração democrática de suas cidades-estados. A democracia participa-
tiva foi uma grande inovação, numa época em que os monarcas governavam 
segundo os interesses da aristocracia (o governo dos poucos que detinham a 
maior parte das riquezas).
Ética: no diálogo O político, Platão defende a ideia de que a responsabilida-
de fundamental dos políticos (os administradores da polis, a cidade) era promover 
a felicidade dos cidadãos. Administrar a cidade segundo os princípios da ética 
absoluta, de acordo com os interesses dos cidadãos, é uma proposição de todos 
os filósofos gregos.
Qualidade: entre os gregos, qualidade era o ideal da excelência (caracte-
rística que distingue algo pela superioridade em relação aos semelhantes e de-
pende do contexto, para o cavalo de corrida, é a velocidade e para o homem, é a 
superioridade moral, intelectual e física). Segundo afirma Maximiano (2004), para 
Platão, o teste básico de qualquer ação pública consistia em perguntar: isso faz os 
homens melhores do que eram antes? Qualidade como sinônimo de melhor e nível 
mais alto de desempenho são conceitos que continuam atuais depois de séculos.
• Roma e a Igreja Católica
Princípios e técnicas de administração construíram e mantiveram Roma 
durante seus 12 séculos de existência, como monarquia, república e império. A 
capacidade de construir e manter o domínio sobre o que hoje é a Europa comprova 
as aguçadas habilidades administrativas dos romanos. Para Maximiano (2004), é 
importante o fato de que a má administração ajudou a destruir Roma no final de 
seu longo período de glória. Para o autor, as principais ideias são:
Construção e administração do império: Roma apresenta o primeiro 
caso no mundo de organização e administração de um império multinacional. Para 
cuidar desse império, os romanos criaram diferentes tipos de executivos: reis, im-
peradores, césares, cônsules, magistrados e outros.
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 17
Grandes empresas: a tributação das cidades conquistadas era uma das 
principais fontes da receita do Estado. Os coletores de impostos (publicanos) arre-
cadavam o direito de recolher os impostos e assumiam a obrigação de remunerar 
o Estado. Segundo Maximiano (2004), para explorar esse mercado, criaram-se 
grandes empresas sob a forma de sociedades por ações. As assembleias de acio-
nistas escolhiam um presidente, que era assessorado por um conselho adminis-
trativo. Havia os sócios portadores de ações, com mais direitos do que os simples 
investidores. As províncias, normalmente, eram exploradas de forma predatória 
por esses empresários.
Igreja Católica: à medida que o Império Romano desaparecia, outra or-
ganização de grande porte começava a escrever sua história. A Igreja Católica 
herdou muitas das tradições administrativas dos romanos, a começar pela admi-
nistração do território. Com suas dioceses, províncias e vigários, a Igreja copiou 
não apenas o tipo de organização geográfica, mas também a linguagem que os 
romanos usavam para designar os administradores locais. 
• Organizações militares
Há mais de 3.000 anos, os exércitos vêm criando soluções para a adminis-
tração de grandes contingentes de pessoas envolvidas em operações complexas 
e arriscadas. De acordo com Maximiano (2004), conceitos sobre estratégia, pla-
nejamento, logística e hierarquia, que são usados hoje não apenas nas Forças 
Armadas, mas também em todos os tipos de empreendimentos, nasceram com os 
militares do passado distante. Para o autor, os principais aspectos envolvidos, são:
Exército assírio: a partir do século XIV a.C., o império assírio controlou a 
Mesopotâmia. Começou então um período de importantes avanços no campo da 
organização militar. Por volta do século VIII a. C., o exército assírio desenvolveu as 
características que vieram a servir de modelo para exércitos posteriores, destacan-
do-se a logística: depósitos de suprimentos, colunas de transporte, companhias 
para a construção de pontes. Segundo Maximiano (2004), no início do século VII 
a.C., construíram-se navios que desciam pelo Rio Tigre e depois eram carregados 
para o Eufrates, chegando em seguida ao Golfo Pérsico. Eram então abastecidos 
com soldados, cavalos e provisões, para fazer campanhas na região que viria a 
ser o sul do Irã. Os assírios tiveram o primeiro exército de longo alcance, capaz de 
fazer campanhas distantes até 500 quilômetros de suas bases.
18 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
Exército romano: no século III a.C., o exército romano havia avançado mui-
to em termos de organização e já apresentava características que pouco se modifi-
cariam nos séculos seguintes, como alistamento de profissionais, regulamentação, 
burocratização, planos de carreira e organização. Para Maximiano (2004), o que 
faria do exército romano o modelo para os próximos milênios, no entanto, era o 
centurião. Os centuriões formaram a primeira corporação de oficiais profissionais 
da história. Comando em campanha, motivação dos soldados e transmissão do 
código de disciplina eram suas principais responsabilidades.
Sun Tzu e a arte da guerra: Sun Tzu é o maior autor chinês que escreveu 
no século IV a. C. a respeito de estratégia militar. Embora a verdadeira identida-
de de Sun Tzu seja objeto de polêmica, quem quer que tenha escrito com esse 
nome desenvolveu, no tratado A arte da guerra, teorias que recomendam evitar 
a batalha, intimidar psicologicamente o inimigo e usar o tempo, em vez da força, 
para desgastá-lo e atacá-lo quando estivesse desprevenido. Segundo Maximiano 
(2004), o livro A arte da guerra é um manual de recomendações que sobreviveu à 
passagem dos séculos por tratar de princípios fundamentais permanentes sobre 
planejamento, comando e doutrina, entre outros assuntos.
• Maquiavel
Das muitas contribuições do Renascimento para a administração, as ideias 
de Maquiavel (1469-1527) constam-se entre as mais influentes.Segundo Maxi-
miano (2004), sua obra mais conhecida é O príncipe, na qual faz recomendações 
sobre como um governante deve comportar-se. Maquiavel pode ser entendido 
como um analista do poder e do comportamento dos dirigentes em organizações 
complexas. Se tivesse vivido entre os séculos XX e XXI, certamente seria um es-
critor de textos de administração e liderança. Muitas de suas ideias poderiam ser 
endossadas em qualquer época sem restrições. Para o autor, os principais exem-
plos envolvidos, são:
A primeira qualidade do príncipe é a qualidade dos homens que o 
cercam. Maquiavel acreditava na importância do trabalho de equipe como as-
pecto mais relevante no trabalho do dirigente. O príncipe deveria procurar os 
colaboradores individualmente mais capazes, que também soubessem trabalhar 
em conjunto.
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 19
A aprovação dos governados é essencial para o sucesso dos gover-
nantes. Não importa por qual meio o príncipe chegue ao poder, herança ou usur-
pação. Qualquer tipo de governo, monárquico, aristocrático ou democrático depen-
de sempre do apoio das massas.
Independentemente de sua origem, o governante deveria, pelo exem-
plo pessoal, inspirar os governados. Em situações de perigo, o príncipe deveria 
tentar fortalecer o moral e o espírito de seus governados, incentivando-os como 
uso de suas qualidades intangíveis de liderança.
Entenda, portanto, que essas grandes organizações que surgiram há muito 
tempo (Império Romano, a Igreja Católica e os exércitos), tinham tanta necessi-
dade de administração como hoje tem o Governo Federal, as grandes empresas 
da nossa cidade, nossa prefeitura etc. Pode-se perceber, também, que através da 
história a maioria dos administradores operou estritamente numa base de tentativa 
e erro e que, por milhares de anos, os administradores têm lutado pelas mesmas 
questões e problemas que confrontam os executivos de hoje.
4. O que são organizações?
5. O que é teoria?
 Caso necessite, busque discutir esta(s) questão(ões) com seu(sua) tutor(a) e colega na sala virtual. 
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Pratique
20 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
1.3. Evolução da Administração
Deve-se ficar claro que da mesma forma como ocorre com quase todas as 
áreas do conhecimento humano, para a administração, o aprendizado deve ser 
permanente. De acordo com Lacombe e Heilborn (2008), o campo é muito vasto, 
requer conhecimentos diversificados, o ambiente muda, a ciência e a tecnologia 
evoluem, os processos produtivos se alteram e tudo isso requer permanente atua-
lização dos conhecimentos.
Não se deve, porém, imaginar que não adianta aprender muito, porque 
os conhecimentos mudam. É exatamente o contrário: quanto mais se sabe, mais 
rapidamente se aprendem coisas novas; nada surge do nada, muitas novidades 
aparentes utilizam os mesmos princípios básicos e conhecimentos que já estão 
vigendo há várias décadas ou há vários séculos.
A capacidade de fazer analogias e assimilar conhecimentos novos é dire-
tamente proporcional ao volume de conhecimentos possuídos. A aprendizagem é 
um processo contínuo e permanente para todos os que desejam posições de alto 
nível, especialmente numa era de grandes mudanças.
Especialização
Figura 02: Por que existe Administração
Fonte: Adaptado de Lacombe e Heilborn (2008).
Padrão de vida 
satisfatório
Alto padrão 
de consumo
Alto nível de produção 
per capita
Alta
produtividade
Divisão de 
Trabalho
Troca de bens e 
serviços produzidos 
pelos especialistas
Vida em 
grupo
Liderança
Organização Administração
Requer Requer
Requer Requer Requer
Requer Requer Requer
RequerRequer
De acordo com Silva (2001), historicamente havia três abordagens principais 
para o estudo da administração. Para o autor, a administração era vista como: a) 
um conjunto de funções, b) uma série de papéis e c) a aplicação de certas ha-
bilidades específicas. Todas estas abordagens focavam o comportamento do ad-
ministrador, mas cada uma definia este comportamento de uma maneira diferente.
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INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 21
A abordagem funcional sugere que os administradores se empenhem 
em certas funções ou atividades para levar adiante seus trabalhos. A abordagem 
dos papéis é similar, mas focaliza um conjunto diferente de ações administra-
tivas. A abordagem das habilidades indica que os administradores devem ser 
capazes de aplicar um conjunto particular de qualificações, se desejam obter 
sucesso nos seus cargos.
Perceba que nenhuma dessas abordagens é independente das outras 
duas. Mais ainda, está se tornando bastante visível que as funções, papéis e 
habilidades requeridos pelos administradores estão mudando. Segundo Silva 
(2001), os administradores usam teorias administrativas para a tomada de boas 
decisões nos seus esforços diários de planejar, organizar, dirigir e controlar a 
produtividade organizacional.
Conforme vimos no tópico anterior, uma teoria administrativa explica e pre-
diz o comportamento das organizações e dos seus membros. De acordo com Silva 
(2001), algumas destas teorias são de configuração, isto é, teorias desenvolvidas 
pelos próprios estudiosos ou aprendidas de outros com o tempo e como resultado 
das experiências. Outras são teorias científicas, que são desenvolvidas por meio 
de métodos científicos. 
6. Quais são as três abordagens principais para o estudo da Administração, segundo Silva 
(2001), apresentadas nessa unidade? Comente cada uma delas.
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Pratique
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22 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
Existe uma relatividade de valores entre os dois tipos mencionados. So-
mente a experiência pode não ser válida; somente a metodologia não garante su-
cesso. A história da teoria administrativa é recente e para Chiavenato (2000), ela 
pode ser resumida em cinco fases bem distintas e que se superpõem. Para o autor, 
cada uma dessas fases realça e enfatiza um aspecto importante da administração, 
conforme a seguir:
• Ênfase nas tarefas: 
É composta pela Administração Científica.
Teoria da Administração Científica: é uma abordagem iniciada no come-
ço do século XX pelo engenheiro americano Frederick W. Taylor (1856-1915), e 
que recebeu esse nome por causa da tentativa de aplicação dos métodos da ciên-
cia aos problemas da administração, a fim de alcançar elevada eficiência industrial. 
Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da administração são a 
observação e a mensuração.
Princípio do 
Planejamento
Substituir no trabalho o critério individual do operário, a improvisação e a atuação 
empírico-prática, pelos métodos baseados em procedimentoscientíficos. Substituir a 
improvisação pela ciência, por meio do planejamento do método.
Princípio de 
Preparo
Selecionar cientificamente os trabalhadores de acordo com suas aptidões, prepará-los 
e treiná-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado. Além 
do preparo da mão de obra, preparar também as máquinas e os equipamentos de 
produção, bem como o arranjo físico e a disposição racional das ferramentas e dos 
materiais.
Princípio do
Controle
Controlar o trabalho para se certificar de que o mesmo está sendo executado de 
acordo com as normas estabelecidas e segundo o plano previsto. A gerência deve 
cooperar com os trabalhadores, para que a execução seja a melhor possível.
Princípio da
Execução
Distribuir distintamente as atribuições e as responsabilidades, para que a execução 
do trabalho seja bem mais disciplinada.
Fonte: Adaptado de Chiavenato (2000).
Quadro 03: Os quatro princípios da administração científica de Taylor
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Parei aqui 05/08/22.
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 23
• Ênfase na estrutura organizacional: 
É composta pela teoria clássica, teoria da burocracia e pela teoria estruturalista.
Teoria Clássica: abordagem que nasceu com Henri Fayol (1841-1925), 
engenheiro francês que substituiu o enfoque analítico e concreto de Taylor por 
uma visão sintética, global e universal. De acordo com Chiavenato (2000), Fayol 
defendia uma visão anatômica da empresa em termos de organização formal, isto 
é, a síntese dos diferentes órgãos que compõem a estrutura organizacional, suas 
relações e suas funções dentro do todo.
Funções 
Técnicas Relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa.
Funções 
Comerciais Relacionadas com a compra, venda e permutação.
Funções 
Financeiras Relacionadas com a procura e gerência de capitais.
Funções 
de Segurança Relacionadas com proteção e preservação dos bens e das pessoas.
Funções 
Contábeis Relacionadas com os inventários, registros, balanços e custos e estatísticas.
Funções 
Administrativas
Relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções. As funções 
administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando 
sempre acima delas.
Fonte: Adaptado de Chiavenato (2000).
Quadro 04: As funções básicas da teoria clássica de Fayol
Para Chiavenato (2000), a teoria clássica de Fayol caracteriza-se pelo seu 
enfoque eminentemente prescritivo e normativo: como o administrador deve con-
duzir-se em todas as situações através do processo administrativo e quais os prin-
cípios gerais que deve seguir para obter a máxima eficiência.
Teoria da Burocracia: também é uma abordagem relacionada com a 
estrutura organizacional, nasceu com Max Weber (1864-1920), sociólogo ale-
mão que entendia a burocracia como característica de organização formal vol-
tada exclusivamente para a racionalidade e para a eficiência. De acordo com 
Chiavenato (2000), o tipo ideal de burocracia, segundo Weber, apresenta sete 
dimensões principais:
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24 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
Formalização
Todas as atividades da organização são definidas por escrito (rotinas e procedi-
mentos) e a organização opera de acordo com um conjunto de leis ou regras que 
são aplicáveis a todos os casos individuais, sem exceção.
Divisão do 
Trabalho
Cada participante tem um cargo ou posição definidos com esfera específica de com-
petência, com deveres oficiais, atribuições estritamente especificadas e delimitadas.
Princípio da 
Hierarquia
Cada funcionário é submetido a ordens impessoais que guiam suas ações de 
modo a assegurar sua obediência. Cada função mais baixa está sob controle e 
supervisão da mais alta.
Impessoalidade A ênfase está no cargo e não nas pessoas, pois as pessoas entram e saem da orga-nização, mas os cargos permanecem para garantir sua continuidade e perpetuação.
Competência 
Técnica
A seleção e escolha dos participantes são baseadas na competência técnica e 
qualificação profissional dos candidatos e não em preferências de ordem pessoal.
Separação entre 
Propriedade e 
Administração
A administração está separada da propriedade dos meios de produção, pois o dirigente 
ou o burocrata não é necessariamente o dono da organização ou dos seus meios de 
produção, mas um profissional especializado na sua administração.
Profissionalização 
do Funcionário
Os funcionários são profissionais, pois são especialistas em face da divisão do 
trabalho; são assalariados de acordo com suas funções ou posição hierárquica; 
seus cargos constituem a sua principal atividade dentro da organização; são 
nomeados pelo superior imediato; seus mandatos são por tempo indeterminado; 
seguem carreira dentro da organização e não possuem a propriedade dos meios 
de produção da organização.
Fonte: Adaptado de Chiavenato (2000).
Quadro 05: As sete dimensões principais da teoria da burocracia
Teoria Estruturalista: abordagem que enfatiza a estrutura organizacional 
e que se desenvolveu a partir dos estudos sobre as limitações e rigidez do mo-
delo burocrático, desta forma, traz um conceito de sistema aberto, com múltipla 
e compreensiva análise das organizações, visualizando-as como complexos de 
estruturas formais e informais.
• Ênfase nas pessoas: 
É composta pela teoria das relações humanas, pela teoria do comporta-
mento organizacional e pela teoria do desenvolvimento organizacional.
Teoria das relações humanas: abordagem humanística que teve em Elton 
Mayo (1880-1943) e Kurt Lewin (1890-1947) seus principais precursores. Surgiu, 
segundo Chiavenato (2000), disposta a democratizar e humanizar a administração 
das empresas, fortalecer e reforçar seus pontos de vista. Nessa escola, contudo, 
prevalece ainda o pressuposto de que o homem é um instrumento a ser usado pela 
organização, ao invés de se encarar a organização como instrumento do homem.
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INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 25
Teoria Comportamental: abordagem humanística, que surgiu em 1947 
com o livro O comportamento administrativo de Herbert A. Simon, onde o autor 
desenvolve uma teoria das decisões, salientando que a decisão é muito mais im-
portante do que a execução que a sucede. Segundo Chiavenato (2000), a partir 
daí as empresas são visualizadas como sistemas de decisões, onde as pessoas 
percebem, sentem, decidem e agem, definindo seus comportamentos frente às 
situações com que se deparam.
Teoria do desenvolvimento organizacional: é um movimento voltado 
para estratégias de mudança organizacional planejada por meio de modelos de 
diagnóstico, intervenção e de mudança, envolvendo modificações estruturais ao 
lado de modificações comportamentais para melhorar a eficiência e eficácia das 
empresas. Segundo Chiavenato (2000), este movimento incorpora a teoria dos 
sistemas, técnicas de sensibilização herdadas dos laboratórios de treinamento 
de sensitividade iniciados por Lewin e se apoia na própria teoria do comporta-
mento organizacional.
• Ênfase na tecnologia: 
É composta pela teoria da contingência.
É a fase em que administrar é lidar com a tecnologia, a fim de extrair dela 
a máxima eficiência possível. Para Chiavenato (2000), com o advento da ciber-
nética, da mecanização, da automação, da computação e, mais recentemente, 
da robotização, a tecnologia da informação posta a serviço da empresa passou a 
moldar-lhe a estrutura e a condicionar o seu funcionamento. 
A teoria da contingência incumbiu-se de absorver rapidamente a pre-
ocupação com a tecnologia ao lado da preocupação com o ambiente para 
definir uma abordagem mais ampla a respeito do desenho organizacional, 
desta forma, a teoria da contingência enfatiza que não há nada de absoluto 
nas organizações ou na teoria administrativa, tudo é relativo, tudo depende. 
A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as 
condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcan-
ce eficaz dos objetivos da organização.
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26 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
7. Comente o significado da frase: “Administração é a arte de fazer coisas por meio das 
pessoas.” Faça suas anotações e registros para conversar com seus colegas e profes-
sor(a) sobre esta arte.
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Pratique
• Ênfase no ambiente: 
É composta pela teoria estruturalista e pela teoria da contingência.
É a fase em que administrar é, sobretudo, lidar com as demandas do 
ambiente e obter o máximo de eficácia da empresa. Com a influência da teoria 
de sistemas, verificou-se que apenas o estudo das variáveis internas (variáveis 
endógenas) não proporcionava uma compreensão mais ampla da estrutura e do 
comportamento organizacionais. Tornava-se necessário o estudo das variáveis 
exógenas, situadas fora dos limites da empresa e que influenciam profundamente 
os seus aspectos estruturais e comportamentais. Para Chiavenato (2000), essa 
ênfase no ambiente surgiu com o aparecimento da teoria da contingência, segundo 
a qual não existe uma única “melhor maneira” de organizar as empresas. Pelo con-
trário, as características estruturais das empresas dependem das características 
ambientais que as circundam.
Perceba que o significado e o conteúdo da Administração sofreram uma 
formidável ampliação e aprofundamento através dessas diferentes teorias e a se-
guir é apresentado um resumo com as principais teorias administrativas e seus 
principais enfoques. 
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 27
ÊNFASE TEORIAS ADMINISTRATIVAS PRINCIPAIS ENFOQUES
Nas Tarefas Administração Científica Racionalização do trabalho no nível operacional.
Na Estrutura
Teoria Clássica
Teoria Neoclássica
Organização formal. 
Princípios gerais da Administração.
Funções do administrador.
Teoria da Burocracia Organização formal burocrática.Racionalidade organizacional.
Teoria Estruturalista
Múltipla abordagem.
Organização formal e informal.
Análise intraorganizacional e análise 
interorganizacional.
Nas Pessoas
Teoria das Relações Humanas
Organização informal.
Motivação, liderança, comunicações e 
dinâmica de grupo.
Teoria do Comportamento 
Organizacional
Estilos de Administração.
Teoria das decisões.
Integração dos objetivos 
organizacionais e individuais.
Teoria do Desenvolvimento 
Organizacional
Mudança organizacional planejada. 
Abordagem de sistema aberto.
No Ambiente
Teoria Estruturalista
Análise intraorganizacional e 
análise ambiental.
Abordagem de sistema aberto.
Teoria da Contingência
Análise ambiental (imperativo 
ambiental).
Abordagem de sistema aberto.
Na Tecnologia Teoria da Contingência Administração da tecnologia (imperativo tecnológico).
Quadro 06: As principais teorias administrativas e seus principais enfoques
Fonte: Adaptado de Chiavenato (2000).
Segundo Chiavenato (2000), o estado atual da teoria administrativa é 
bastante complexo, permitindo uma variedade enorme de abordagens a respeito 
de seu objeto de estudo e engloba um enorme leque de variáveis que devem 
ser levadas em consideração. Completando o seu pensamento, o referido autor 
afirma que atualmente, o foco é estudar as organizações do ponto de vista da 
interação e interdependência dessas cinco ênfases, e que o comportamento de-
las é sistêmico e complexo, ou seja, cada qual influencia e é influenciada pelas 
outras variáveis.
28 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
8. Comente as cinco fases da Administração, segundo Chiavenato (2000), apresentadas ao 
longo da unidade.
9. Comente sobre os desafios da Administração apresentados durante a unidade.
10. Fale sobre as importantes contribuições do passado para a Administração moderna.
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Pratique
Ao longo desta unidade, você entendeu que a tarefa da administração é interpretar 
os objetivos propostos pela empresa e transformá-los em ação empresarial por meio de 
planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as 
áreas e em todos os níveis da empresa, a fim de atingir tais objetivos.
Notou que os administradores atuais se confrontam com desafios extraordinários, que 
seus predecessores raramente enfrentaram. Estes desafios incluem uma crescente competição 
global, uma improcedente demanda por qualidade de mudar radicalmente o modo como as 
organizações funcionam.
Mais importante, entendeu que os administradores de amanhã vão enfrentar um 
ambiente de negócios ainda mais competitivo e para vencer os desafios do ambiente dos 
negócios, de hoje e de amanhã, os administradores devem ser flexíveis, proativos e centrados 
na qualidade de tudo o que fazem.
Percebeu também que, como disciplina, a administração tem sido fortemente afetada 
por significativas mudanças ambientais e organizacionais que têm ocorrido nas últimas déca-
das. Desta forma, compreendeu a importância de se desenvolver um claro entendimento do 
conceito de administração, bem como de todas as implicações no ambiente organizacional 
onde ocorre a administração.
Relembre
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO 29
Referências
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dos nas empresas brasileiras. São Paulo: Atlas, 2004.
BATEMAN, Thomas S.; SNELL, Scott A. Administração: construindo vantagem 
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gerenciamento organizações. São Paulo: Saraiva, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 3. ed. São 
Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
LACOMBE, Francisco J. M.; HEILBORN, Gilberto Luiz J. Administração: princí-
pios e tendências. 2. ed. rev. e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2008.
MASIERO, Gilmar. Administração de empresas: teoria e funções com exercícios 
e casos. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2009.
MAXIMIANO, Antônio Cesar A. Introdução à administração. 5. ed. rev. e ampl. 
São Paulo: Atlas, 2000.
MAXIMIANO, Antônio Cesar A. Introdução à administração. 6. ed. rev. e ampl. 
São Paulo: Atlas, 2004.
MEGGINSON, Lean C.; DONALD, C. Mosley; JR, Paul H. Pietri. Administração 
Conceitos e Aplicações. 4. ed. São Paulo: Harbra, 1998.
SILVA, Reinaldo Oliveira da. Teorias da administração. São Paulo: Pioneira 
Thomson Learning, 2001.
SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: teoria e prática no contexto brasi-
leiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
30 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
Anotações:
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