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A fotossensibilização é um distúrbio causado pela ativação de pigmentos fotodinâmicos depositados na pele por luz ultravioleta, o que resulta em lesões cutâneas e, a depender do tipo, também hepáticas. As lesões cutâneas são tipicamente limitadas à pele sem pelos, pouco pigmentadas ou despigmentadas. 1) Fotossensibilização primária: a planta ingerida contém um agente fotodinâmico que, após sua absorção e deposição nos tecidos, é ativado pelos raios solares e causa lesões cutâneas. P. ex., Ammi majus (Âmio-maior). a) Fotossensibilização secundária (hepatógena): a planta ingerida possui uma substância hepatotóxica que causa disfunção hepática ou obstrução biliar que impedem a excreção normal de filoeritrina (um agente fotodinâmico) junto à bile. Os sinais clínicos são anorexia, depressão, diminuição ou parada ruminal, fezes ressequidas, inquietação, icterícia, edemas localizados, lacrimejamento, urina escura e fotossensibilização. Pode causar aborto. Plantas que causam fotossensibilização hepatógena: 1 A região centrolobular é a última a receber sangue, portanto os efeitos da hipóxia manifestam-se primeiro nessa área. Anemia aguda grave, independentemente da causa, pode levar à degeneração e até mesmo à necrose centrolobular. Lantana spp. Echium spp. Brachiaria spp. Myoporum laeteum (incomum no RS) Enterolobium spp. Macroscopicamente, o fígado mostra-se aumentado, com coloração alaranjada e padrão lobular evidente. Microscopicamente, observa-se necrose de coagulação dos hepatócitos da região centrolobular1 Pontos roxos: células necrosadas.