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6 1 - Coproanálise em animais_

Guia sobre análise coprológica veterinária: etapas pré-analíticas, coleta (animais domésticos, grandes e exóticos), fita adesiva para Oxyuris, amostragem para protozoários, acondicionamento (temperatura, prazos, conservantes), critérios de aceite, biossegurança e descarte.

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6.1 - Eta��� p�é-an��íti��� d�� e��m��
de ����s:
➔ Introdução:
Assim como os exames
hematológicos, bioquímicos e
urinários, entre outros, a análise da
amostra fecal pode revelar ou
esclarecer quadros patológicos
importantes.
Em algumas doenças, as fezes
contaminam o ambiente, e depois o
homem, como ocorre em algumas
infecções parasitárias. Já em outros
casos, os animais não apresentam
sinais clínicos e, com isso, podem
eliminar formas evolutivas de
parasitos sem que ocorra suspeitos.
Em outras patologias, como
hepatopatias, doenças nos ductos
biliares, lesões pancreáticas,
enteropatias, síndromes de absorção,
entre outras, que podem ser
suspeitas ou acompanhadas a partir
da análise fecal.
A comproanalise emprega testes que
avaliam o funcionamento de órgãos,
como pâncreas, intestinos e fígado.
➔ Etapas pré-analíticas dos
exames de fezes
1. Coleta de fezes:
A amostra fecal é importante para a
acurácia da análise e indispensável
para obtenção de resultados
confiáveis diante do quadro do
paciente.
Além de fazer uma boa coleta e
identificação, é bom que as amostras
de fezes colhidas devem estar frescas,
recém-emitidas, de preferência sem
ter tido contato com solo/ gramados/
areia, evitando contaminantes. Devem
ser recolhidas de superfícies limpas e
secas.
OBSERVAÇÕES PARA GRANDES
ANIMAIS!!
Em grandes animais, a colheita
deve ser de preferência diretamente
da ampola retal, com o uso de
materiais de EPI.
Na criação extensiva:
- Recolhendo a parte superior
do bolo fecal, que não teve
contato com o solo, evitando
erros por contaminação;
- Coletar 10% do rebanho por
lote e grupos etários, a fim de
obter uma amostragem
segura de todo o plantel;
- Evitadas fezes ressecadas.
Fezes pastosas ou diarreicas: não é
necessário aguardar a melhora da
amostra. Certas patologias, as fezes
diarreicas são melhores para
pesquisar formas de trofozoítos de
protozoários.
● Coleta da fita adesiva: Feita em
suspeita de infecção parasitária
por Oxyuris. O método é feito
com uma fita adesiva em torno
do ânus, sendo retirada em
seguida e colocando-a sobre
lâmina de vidro limpa e seca.
Imagem: método da fita adesiva. Pode-se observar
os ovos que ficaram presos na fita que foi
colocada no no microscópio, como se fosse uma
lamínula.
● Coleta de protozoários:
É realizada em dias alternados, até
completar 3 dias de colheita, por que
a eliminação de cistos de
protozoários é intermitente e pode
causar falso negativo em uma única
amostra.
● Animais exóticos:
Deve ser feita igual a dos animais
domésticos. Amostras frescas e
analisadas o mais rápido possível;
-
2. Acondicionamento e transporte
das fezes:
Fazer o refrigeração imediata em
pote de fezes e identificado em
temperatura entre 2° e 8°C.
Dependendo da temperatura que a
amostra será guardada, terá um
tempo até o material ser levado para
análise:
- Temperatura ambiente: 24 hrs
- Temperatura de refrigeração: 48
hrs
OBSERVAÇÃO:
Uma amostra nunca congelou uma
amostra de exame parasitológico.
Em casos que a colheita for realizada
em dias alternados precisa de
líquidos conservantes. Há vários tipos
de conservantes indicados para
amostras fecais, mas o mais usado é
o formol (formalina tamponada) nas
concentrações de 5% a 10%. A
proporção ideal de conservantes
para as fezes é de 5:1.
Além da análise coprológica bem
conhecida, é possível fazer testes que
envolvem biologia molecular(EX: PCR)
e imunologia(EX: ELISA) com material
fecal.
3. Recebimento das amostras,
biossegurança e descarte:
● Atividades pré-analíticas:
Para uma amostra ser aceita em uma
laboratorios, é necessario o
preenchimento da requisição
laboratorial com dados contendo a
identificação do animal, como nome
ou número de registro, raça, idade,
sexo, responsável e as informações
resumidas do histórico do paciente.
Critérios que fazem uma amostra
NÃO ser aceita:
- Contaminação ambiental como
areia, jornal, lixo etc;
- Frasco inadequado para o
acondicionamento do material;
- Recipiente com vazamento ou
inadequado para o exame;
- Amostra sem requisição de um
médico veterinário;
- Amostra com volume
insuficiente;
- Embalagem danificada;
4. Biossegurança e descarte de
resíduos:
Quando se trata de material com
potencial infectante, logo, existem
alguns cuidados são importantes
para evitar um eventual contágio,
como:
- uso de EPI’s: luvas, jaleco, touca,
etc;
- depósito imediato em frasco
apropriado e ser fechado e
lacrado;
- Limpeza das mãos após coleta
de amostra;
- Não comer ou beber no local de
coleta/laboratório;
- Não utilizar cosméticos ou
manipular lentes de contato no
local de análise;
Após a análise laboratorial, o
descarte dos resíduos deverá ser
realizado de acordo com o Plano de
Gerenciamento de Resíduos de
Serviços de Saúde, adotado pelo
Laboratório Clínico, conforme a
RDC/ANVISA nº 222/2018.

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