Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 1 
 
 
Tutorial 9 – mod XIII 
Parto 
Pelve materna 
Canal do parto: constituído pela pelve óssea (sacro, cóccix, 
ilíaco esquerdo e direito) e pelos tecidos moles (cérvice e 
musculatura do assoalho pélvico) 
- Pequena pelve é a que tem expressão obstétrica: forma o 
trajeto duro do parto: limite superior tem estreito superior e 
embaixo o inferior, o estreito médio é área de menores 
diâmetros da pequena pelve, no nível das espinhas 
isquiáticas 
• Estreito superior: diâmetros de interesse: conjugata vera 
anatômica (anteroposterior, do promontório à borda superior 
da sínfise púbica: 11 cm), a conjugata vera obstétrica 
(anteroposterior, do promontório à face posterior da sínfise: 
10,5 cm), a conjugata diagonalis (anteroposterior do 
promontório à borda inferior da sínfise: 12 cm, por ela 
consegue estimar medida de outras conjugatas) e o 
diâmetro transverso máximo (tranversal, dos dois pontos 
mais afastados da linha inominada do ilíaco: 13-13,5 cm). 
• Estreito médio: tem o diâmetro anteroposterior (12cm) e 
o transverso (10,5: biespinha isquiatica) 
• Estreito inferior: conjugata exitus (anteroposterior, da 
margem inferior da sínfise até o cóccix – quando mede em 
geral 9,5 cm – ou até a articulação sacrococcígea após 
retropulsão do cóccix – com 11 cm) e o diâmetro transverso 
bi-isquiático (11 cm). 
Na apresentação cefálica: começa com ligeira flexão, ai a 
cabeça vai fletindo gradualmente: substitui diâmetros 
maiores por menores, começa com occiptofrontal de 
12cm, passando para suboccipitofrontalde 11 e por fim 
suboccipitobregmatico de 9,5 cm. 
 
4 tipos de bacia: ginecoide, antropoide, androide e 
platipieloide: determinados pela relação da porção posterior 
do estreito superior (diâmetro transverso maximo) com a 
região anterior: pelve mais arredondadas, ovaladas ou 
triangulares. 
 
Planos da bacia: imaginários, traçados por alturas da 
escavação pélvica: 
 Planos de Hodge: primeiro traçado pela borda superior 
do púbis e pelo promontório; segundo correspondente 
à borda inferior do púbis; terceiro na altura das espinhas 
isquiáticas; e quarto partindo da ponta do cóccix 
 Planos de De Lee: ponto 0 na altura da espinha isquiática, 
outros planos são traçados a cada cm acima (-1, -2...) ou 
abaixo (+1, +2...). 
Pelvimetria clínica pode ser útil para qualitativamente 
identificar pelves com maior risco de distocia, mas a 
pelvimetria radiológica caiu em desuso pela ausência de 
associação fidedigna dos parâmetros com desfechos no 
nascimento. 
 Parâmetros que ainda são utilizados: conjugata 
diagonalis (cujo valor se deduz 1,5 cm para obter a 
conjugata vera obstétrica, sendo favoráveis ao parto 
eutócico quando medem em torno de 12 e 10,5 cm, 
respectivamente, ou quando o promontório não é acessível), 
a conjugata exitus (favorável de 9-11 cm), o ângulo de 
abertura da arcada púbica (desfavorável se <90°, favorável 
se >90°) e o diâmetro bi-isquiático (favorável se 9 cm ou 
mais ou, subjetivamente, se as espinhas isquiáticas não 
estão muito aproximadas). 
 
Contratilidade uterina 
- Método mais usado para avaliar contratilidade uterina é 
tocografia: interpretação gráfica das contrações uterinas 
durante o TP, podendo ser feita externa ou internamente 
(invasiva). Avalia contração em relação a pressão ou 
tônus,intensidade, frequência, duração e forma de onda 
contrátil. 
- As contrações acontecem em toda a gestação: início são 
as ondas de Alvarez (2-4mmHg de intensidade a cada 1-3 
minutos a partir da 9° semana: paciente não sente), 
contrações de Braxton Hicks da 13-30° semana (10-
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 2 
 
 
15mmHg a cada 30 segundos), após 30° semana frequência 
se aproxima de 1 a cada 10 minutos: ritmo regular nas 2 
ultimas semanas antes do parto. No TP ativo aumenta 
intensidade e frequência das contrações a medida que 
dilatação progride, até período expulsivo. Depois do parto 
tem contração rítmica para dequitação placentária e 
hemostasia. 
 
Mecanismo do parto 
- Teoria da menor resistência: apresentação fetal tem que 
se adaptar aos menores diâmetros possíveis a fim de 
transpor as dimensões e os contornos mais favoráveis que 
são alcançados durante o trajeto do parto 95 a 96% dos 
casos o parto se processa em apresentação cefálica fletida, 
ou apresentação de vértice. 
- Mecanismo do parto depende da morfologia e configuração 
da pelve (parte óssea e musculoaponeurotica), da 
apresentação e tamanho fetal, e da contratilidade uterina. 
PROCESSO DO PARTO E O PAPEL DO FETO 
- Trabalho de parto: aumento da atividade miometrial, 
mudança dos padrões contráteis de baixa frequência e 
intensidade, para modelo de concentração de alta 
densidade e frequência, com esvaecimento progressivo e 
dilatação do colo uterino. 
- Habilidade do feto em negociar o final de passar pela 
trajetória depende da interação de variáveis: 
 Poder propulsor, fornecido pelas contrações 
uterinas. 
 Mobilidade do passageiro (móvel-feto) 
 Passagem (trajeto duro e mole do canal de parto) 
Tempos do mecanismo do parto 
ENCAIXAMENTO OU INSINUAÇÃO 
- Passagem da maior circunferência da apresentação pelo 
anel do estreito superior da pelve. Nulíparas acontece nas 
duas últimas semanas de gestação (insinuação estática) e 
nas multíparas após inicio do TP (insinuação dinâmica). 
- Encaixe x Morfologia da Pelve: morfologias ginecoide, 
androide e platipeloide geralmente o encaixamento se dá 
pelo diâmetro transverso, nas andropoides é pela posição 
posterior e direita. 
- Posições transversas a sutura sagital penetra estreito 
superior de maneira sinclitica (mesma distancia do púbis e 
promontório sacral) ou assinclitica (flexão lateral da cabeça 
do feto). Normal grau moderado de assinclitismo no TP, 
muito acentuado indica desproporção cefalopelvica. 
 Assinclitismo posterior: obliquidade de Litzmann 
quando a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica 
com exposição maior do parietal posterior ao exame digital. 
 Assinclitismo anterior: obliquidade de Naegele quando 
a sutura sagital está mais próxima do promontório com 
exposição maior do parietal anterior ao exame digital. 
 
FLEXÃO 
- Acontece quando encontra resistência do colo uterino, 
paredes pélvicas ou do assoalho pélvico. Importante para 
passagem do menor diâmetro cefálico pelo menor diâmetro 
da pelve: importante substituir diâmetro occipitofrontal por 
subocciptobregmatico (que é menor) 
DESCIDA 
- Desde o início do TP e acaba quando tem expulsão do feto: 
acontece por forças do TP e apagamento do segmento 
inferior uterino. Velocidade depende da resistência pélvica e 
intensidade das contrações. 
ROTAÇÃO INTERNA DA CABEÇA 
- Descida da cabeça em direção ao estreito médio da pelve: 
distende/dilata o conjunto musculoaponeurotico do 
diafragma pélvico. 
- Quando cabeça alcança músculos elevadores do anus faz 
movimento espiralado rodando o ápicefetal no sentido de 
menor resistência: com rotação interna da cabeça e 
pregressão no canal tem penetração dos ombros no estreito 
superior da bacia. 
DESPRENDIMENTO OU EXTENSÃO DA CABEÇA 
FETAL 
- Depois da rotação interna da cabeça a base do occipital 
será colocada sob arcada púbica: sutura sagital na direção 
anteroposterior. 
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 3 
 
 
- Movimento de extensão (deflexão): polo cefálico direciona 
desprendimento seguindo curvatura inferior do canal do 
parto, nuca se apoia na margem inferior da sínfise púbica e 
a cabeça vai passando e distendendo tecido vulvar: vulva se 
abre e períneo se alonga: couro cabeludo visível entre 
contrações. 
- Depois acontece movimento de bascula apoiado na 
margem inferior do púbis: permite passagem de occipital, 
bregma, fronte, nariz, boca e por fim mento pela fenda 
vulvar. 
RESTITUIÇÃO OU ROTAÇÃO EXTERNA DA CABEÇA 
FETAL 
- Depois da deflexão da cabeça e passagem dela pela vulva,ela retorna a posição anatômica correta em relação ao dorso 
fetal (esquerda ou direita): movimento passivo: por liberação 
das forças que estavam no polo cefálico pela pelve óssea e 
musculatura materna. 
SAÍDA DE OMBROS E EXPULSÃO 
- Desde a passagem no estreito superior da bacia os ombros 
estão com diâmetro biacromial no sentido obliquo direito ou 
transverso da bacia. Quando chega no assoalho pélvico 
sofrem movimento de rotação interno para orientar o 
biacromial para direção anteroposterior da saída do canal. 
- Ombro anterior se coloca sob arcada púbica e o posterior 
junto ao assoalho pélvico:impelindo cóccix materno para 
tras. Após desprendimento da cabeça continua descida do 
feto com transposição do ombro anterior pela arcada púbica 
(quando aparece pelo orifício vulvar) para depois se 
desprender. 
- Continua progressão para saída, e com tronco fletido 
lateralmente desprende o ombro posterior. 
- Comum a saída dos ombros precisar de ajuda manual: 
depressão suave da cabeça sem tração exagerada para não 
lesar plexo braquial, depois que passa ombro anterior sob 
sínfise faz elevação suave da cabeça para liberar o posterior 
e o resto do feto. 
EFEITOS DO MECANISMO DO PARTO 
Efeitos mecânicos: acomodação à área doestreito 
superior, com diminuição linear e volumétrica dos diâmetros 
fetais; insinuação e sinclitismo ou assinclitismo; rotação 
interna, desprendimento e rotação externa da apresentação; 
rotação interna e desprendimento dos ombros; 
desprendimento do resto do corpo fetal. 
Efeitos dinâmicos: apagamento e dilataçãocervical; 
formação e expansão do segmentoinferior do útero; 
dilatação da inserção cervical na vagina; dilatação de 
vagina, vulva e períneo; formação e ruptura da bolsa 
amniótica. 
Efeitos plásticos: bossa serossanguinolenta. 
Assistência ao parto 
Trabalho de parto: do início das contrações uterinas 
regulares associadas ao apagamento e a dilatação cervical 
até a expulsão do concepto e da placenta. 
 Acompanha dependendo do grau da dilatação, além das 
contrações uterinas regulares e frequentes: nas sem risco 
prefere só na fase ativa, para ter TP menos longo, menor 
uso de ocitocina, menor taxa de cesárea e maior satisfação 
da paciente. No caso de fatores de risco gestacional como 
RCF, DMG e hipertensão admite no acompanhamento 
mesmo na fase latente, pelo risco de insuficiência placentar 
e comprometimento fetal. 
Avaliação da paciente 
Admissão hospitalar: diagnostico de trabalho de parto, 
identifica situações de risco materno e fetal, faz anamnese 
(idade, paridades, álcool, fumo, DMG e pré-eclâmpsia na 
história familiar, cálculo IG), avalia carteira de pré-natal, 
como tipagem sanguínea e sorologias de sífilis, hepatite B e 
HIV, fax exame físico geral (mamas) e obstétrico (PA, altura 
uterina, manobra de leopold, ausculta BCF antes durante e 
após uma contração, contratilidade uterina em 10 minutos, 
inspeção da vulva, exame especular se suspeita de 
RUPREME e placenta previa e toque vaginal bimanua para 
ver apagamento e dilatação, evita se tem ruptura de bolsa) 
- Sangramentos podem estar associados a placentação 
anômala, descolamento da placenta ou a micro lesões 
provocadas pela dilatação do colo do útero, pode ter 
eliminação de muco com raias de sangue na fase latente do 
parto, que seria o tampão mucoso. Perda de líquido 
amniótico associado a contrações uterinas já considera 
trabalho de parto independente do grau de dilatação 
cervical. 
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 4 
 
 
USG no TP: principalmente em pacientes obesas, na 
suspeita de apresentações incomuns, gemelaridade, 
aumento ou diminuição do volume de liq amniótico, 
diagnostico diferencia de placenta previa e descolamento 
prematuro de placenta, e avaliação de vitalidade fetal 
 
Admissão de parturiente 
- Internação hospitalar é indicada na fase ativa do TP: 
quando tem contração a cada 3-5 min (>2-
3contrações/10min) e dilatação cervical >4 cm, com colo 
fino e apagado. 
- Rotina precisa avaliar sinais vitais maternos, precisando 
registrar peso, PA, temperatura corporal e FC materna e 
fetal. 
- Enema e tricotomia perineal não tem benefício de fazer em 
rotina. Quando admitida em TP precisa fazer teste rápido 
para HIV e sífilis (mesmo que fez no 3° tri), já toxoplasmose 
e hepatite B faz nas suscetíveis. 
Fases clínicas do parto 
Primeiro período: de dilatação: intervalo entre início do TP 
até a dilatação completa: pega fase latente (até 4cm de 
dilatação do colo: lenta com padrão contrátil irregular) e ativa 
(dilatação rápida dos 4-10cm, padrão contrátil regular e 
doloroso, com fase de aceleração, aceleração máxima e 
desaceleração da dilatação) do TP. 
Segundo período: de expulsão: descida da apresentação e 
expulsão do feto: período entre dilatação completa e 
desprendimento do concepto. Subdividido em fase inicial 
(passiva: dilatação total do colo, sem sensação de puxo e 
polo cefálico alto na pelve) e ativa (dilatação total do colo, 
cabeça fetal visível, presença de puxos/esforços maternos 
ativos). 
Terceiro período: dequitação ou secundamento: período 
entre a expulsão do feto e a saída da placenta e membranas 
ovulares. Tem relação temporal inversa com quantidade de 
perda sanguínea materna. 
Quarto período: 1°h pós-parto: 1°h depois da expulsão da 
placenta: risco de complicações hemorrágicas 
Primeiro período do parto 
- Monitorização clínica da progressão do TP e vigilância da 
saúde fetal. Pode ter acompanhante de escolha durante 
todo período de trabalho de parto, parto e pós-parto 
imediato: lei desde 2005!!! Medidas não farmacológicas para 
alívio de dor: hipnose, ioga, técnicas de relaxamento e 
acupuntura. 
- Avaliação no 1° período: sinais vitais maternos a cada 1h, 
evitando decúbito dorsal pois pode provocar compressão 
aorto-cava pelo útero gravídico induzindo a hipotensão 
arterial e bradicardia fetal: síndrome da hipotensão supina. 
- Pacientes com maior chance de necessitar de cesariana e 
com maior risco de aspiração de conteúdo gástrico (obesas, 
diabéticas, via aérea difícil de intubar) mantem restrição de 
ingestão de líquidos. 
- Avaliação fetal no 1° período: faz pela ausculta intermitente 
do ritmo cardíaco fetal, pelo menos a cada 30 minutos. 
- Ausculta dos BCF faz com pinard ou sonar doppler antes, 
durante e depois das contrações (20s) para tentar ver 
alterações no ritmo cardíaco associados a contrações: se 
tem desaceleração suspeita ou bradicardia persistente (< 
100 por > 3 minutos) faz cardiotografico intraparto: não 
indicado uso rotineiro de monitorização eletrônica fetal nas 
gestantes de baixo risco. 
PARTOGRAMA 
- Gráfico de acompanhamento do TP: curva de dilatação 
cervical tem aspecto sigmoide e divide em fase latente e 
ativa. O de escolha é o da OMS que considera apenas a 
fase ativa. 
- Com isso avalia evolução do TP, observando 
precocemente progressão lenta ou não evolução do TP: 
facilita identificação de TP disfuncional (diagnostico da 
disfunção se contrátil ou desproporção é clínico e confirma 
depois do exame físico). 
- Começa registro com um X, marcando dilatação cervical 
na linha de alerta. Altura da apresentação usa um círculo: 
referência são planos de De Lee 
 
VARIAÇÕES DE POSIÇÕES DE APRESENTAÇÃO 
CEFÁLICA 
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 5 
 
 
 
DILATAÇÃO E DESCIDA DA APRESENTAÇÃO A CADA 
2H, DINÂMICA UTERINA A CADA HORA E BCF A CADA 
30 MINUTOS 
- No 1°período é medido a progressão satisfatória 
principalmente pela dilatação do colo do útero, tendo menos 
importância a altura da apresentação fetal. 
- 2h após inclusão do partograma não tiver dilatação 1cm/h 
(no caso menos que isso) procura causas de disfunção pela 
avaliação do trajeto pélvico e altura uterina. 
- Correção de TP lento pode ser por amniotomia ou infusão 
de ocitocina: se não tiver sinais de desproporção 
cefalopelvica (bossa serossanguinea, edemade colo) e 
condição fetal não tranquilizadora (cardiotocografia grau II 
ou III), se tem sinais faz cesárea. Não faz ocitocina + 
amniotomia junto para não hiperestimular: faz uma e depois 
de 2h novo toque vaginal, dependendo faz outro. 
CESARIANA 
- Indica quando tem DCP (desproporção cefalopelvica) e 
condição fetal não tranquilizadora. Se já tem uma cesariana 
prévia a decisão é da paciente junto com a médica. 
 
 
RUPTURA UTERINA 
- Tríade clássica de dor, sangramento vaginal e CTG 
anormal. 
 
Segundo período do parto 
- Depois que tem completa a dilatação cervical começa os 
esforços expulsivos ou puxos. Precisa fazer toque vaginal 
para avaliar altura e variedade da apresentação: 
occipitoposteriores são associadas a períodos expulsivos 
prolongados e maior necessidade de parto instrumentado. 
- Nas que estão em uso de analgesia peridural esforços 
expulsivos não acontecem espontaneamente: pois são 
desencadeados por estímulos dolorosos. Maioria dos casos 
espera a rotação interna da apresentação fetal para que 
comece o atendimento ativo da expulsão da cabeça fetal. 
- Posição mais utilizada no 2° e 3° período de parto: Laborie 
Duncan, com decúbito dorsal, mesa de parto verticalizada 
ao máximo e flexão e abdução máximas das pernas e coxas: 
amplia estreito inferior e expõe suficientemente períneo e 
fenda vulvar, favorecendo manobras de episiotomia 
(procedimento cirúrgico: incisão no períneo) e 
instrumentalização quando necessário. Posições mais 
verticalizadas como cócoras são associadas a períodos 
expulsivos menos dolorosos ou maior tolerância a dor. 
- Depois de escolher a posição: antissepsia das 
mãos/antebraços, luvas e avental, em seguida faz 
antissepsia da região perineal e coxas da paciente, com 
colocação de campos esterilizados. 
- Para aproveitar máximo das contrações expulsivas 
(manobra de Valsalva: enche peito de ar, fecha a boca e 
faz força) que se originam de músculos estriados do 
abdômen que em parto estão submetidos a vontade do 
paciente: consegue intensificar esforços expulsivos. 
- Vitalidade do concepto rastreia por ausculta aos BCFs a 
cada 5 min: antes, durante e após contrações uterinas: essa 
fase pode ter compressão funicular e diminuição da 
perfusão fetal. 
- No desprendimento da cabeça evita deflexão súbita da 
apresentação, que pode fazer laceração de 3° e 4° grau, 
pela técnica de duas mãos que diminui risco de ruptura 
obstétrica do esfíncter anal. 
- Evita prensa abdominal durante deflexão do polo 
cefálico, sendo que o occipito nas apresentações anteriores 
é contido com a mão esquerda do parteiro, enquanto os 
dedos indicador e polegar da mão direita fazem pressão nos 
músculos elevadores do anus no períneo a esquerda e 
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 6 
 
 
direita em direção à linha média: tirar tensão sobre os 
músculos do esfíncter anal. 
- Se tiver circular frouxa de cordão umbilical desfaz 
deslizando cordão sobre a cabeça fetal, se circular apertada 
o cordão precisa ser seccionado entre duas pinças. 
- Se desprendimento dos ombros não acontece 
espontaneamente faz realizar episiotomia e segura cabeça 
fetal com ambas as mãos e traciona delicadamente para 
baixo, junto com flexão e abdução máximas dos mmii da 
parturiente, enquanto auxiliar faz pressão suprapubica 
contra ombro impactado: manobra de McRoberts: para 
liberar o ombro anterior e em seguida faz tração para cima 
que desprende o ombro posterior: depois de liberar ombros 
aplica ocitocina IM em dose única para diminuir perda 
sanguínea e prevenir hemorragia por atonia uterina. 
Cordão umbilical: clampeamento tardio, de 1-3 minutos 
depois do nascimento nos fetos que estão bem (apgar >7 no 
1° minuto) melhora níveis de hb do RN. Quando sangue da 
mãe for Rh- ou HIV+ já pinça imediatamente para diminuir 
risco de transfusão materno-fetal. 
• Gasometria do sangue do cordão umbilical: coleta logo 
depois do clampeamento, preferencialmente da artéria 
(sangue venoso): avalia oxigenação fetal imediatamente 
antes do nascimento: diagnostico diferencial nos neonatos 
deprimidos. 
Duração média do 2° período de parto em primíparas cerca 
de 45 min. Se >60 min sem ausência de progressão de 
descida fetal avalia possíveis causas como sinais de DCP 
(desproporção cefalopelvica), se verifica hipocontratilidade 
uterina faz infusão de ocitocina ou aumenta gotejo. Se CTG 
anormal indica parto operatório (vaginal assistido por 
fórcipe, ventosa ou cesariana). Não precisa abreviar período 
expulsivo que esteja durando menos de 3h em nulípara ou 
menos de 2h em multípara. 
EPISIOTOMIA 
- Cirurgia sobre o assoalho pélvico com objetivo de facilitar 
ou encurtar o período expulsivo. Usa para tentar evitar 
ruptura obstétrica do esfíncter anal. Indicações: corpo 
perineal <3cm, condição fetal não tranquilizadora, 
macrossomia fetal, distocia de ombro, variedades 
posteriores da apresentação, parto instrumentado, 
apresentação pélvica, doenças maternas que impeçam 
puxos vigorosos. 
- Uso restritivo mostrou menor risco de morbidade relevante, 
incluindo laceração perineal posterior, necessidade de 
sutura de lacerações perineais ou complicações de 
cicatrização em 7 dias. 
 
Terceiro período do parto 
- Seria o descolamento, descida e desprendimento da 
placenta e membranas. Tem relação direta entre tempo de 
duração do período expulsivo com quantidade de perda 
sanguínea. Dura cerca de 5-6 minutos, 90% nos primeiros 
15 minutos após o nascimento: demora mais nos partos 
prematuros. 
- Muitas mortes acontecem por complicação nesse período 
principalmente hemorragia pós-parto. 
- Manejo ativo: ocitocina 10UI IM imediatamente após 
nascimento (após desprendimento do ombro do RN), 
massagem uterina e tração controlada do cordão umbilical 
associada a contrapressão no corpo uterino acima da sínfise 
púbica. 
- Esse manejo ativo tem menos % de hemorragia puerperal 
do que expectante. 
- Depois da dequitação faz toque retal para ver se não teve 
lesão anal e intestinal. Repete antissepsia no períneo, troca 
os campos estéreis e luvas e faz revisão do trajeto pélvico: 
só é obrigatório no uso de fórcipe, fetos macrossomicos, 
sangramento aumentado, expulsão distócica ou abrupta. 
- Se necessário episiorrafia: mucosa vaginal suturada 
continua até carúncula himenal antes da sutura dos planos 
muscular e subcutâneo para facilitar fechamento e evitar 
permanência de vasos sangrantes (principal causa de 
hematoma na episiotomia), da carúncula a junção 
escamomucosa faz sutura com pontos separados com fios 
de ac poliglicolico. No final repete toque retal, confere tônus 
uterino e sinais vitais maternos. 
Quarto período do parto 
- 1° hora depois da saída da placenta: mantem paciente em 
observação por risco de complicações hemorrágicas: avalia 
sinais vitais, grau de contratura uterina (formação do globo 
de segurança de Pinard: para cicatrizar vasos locais) e a 
presença ou não de hemorragia. Causa mais comum de 
hemorragia pós-parto é a hipotonia uterina!!! 
Indução do trabalho de parto 
Estimulação artificial da dinâmica uterina antes do início 
espontâneo do trabalho de parto com objetivo de atingir 
parto vaginal. Faz quando risco materno/fetal de manter 
gestação são maiores que os benefícios, e quando não tem 
contraindicação de parto vaginal. 
- Tem risco aumentado de hemorragia materna intensa pós-
parto quando comparado ao trabalho de parto espontâneo, 
além de aumento de risco de endometrite e histerectomia. 
Pode ser menos eficiente, mais longo e doloroso. 
- Contraindicações da indução de parto: contraindicações de 
parto por via vaginal: 2+ cesáreas previas com incisão baixa 
ou uma previa com incisão corporal, incisão uterina 
transmural previa, infecção herpética ativa, placenta previa, 
prolapso de cordão, situação fetal transversa, carcinoma 
invasivo de colo uterino, monitorização anteparto III 
- Avaliaçãoda condição fetal: antes do início da indução: 
cardiotocografia, perfil biofísico fetal, USG obstétrico, USG 
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 7 
 
 
doppler, amniocentese para determinar maturidade 
pulmonar fetal. 
- Indução de parto na gestação a termo não aumenta índices 
de cesariana. 
- Preditores de sucesso mais importantes são as condições 
do colo uterino: avalia pelo escore de Bishop: > 8 indica colo 
de útero favorável e < 6 não favorável (nesses casos 
probabilidade para parto vaginal é menor para parto 
induzido quando comparado ao espontâneo). 
ESCORE DE BISHOP 
Parâmetro 0 1 2 3 
Dilatação 0 1-2 3-4 5-
6 
Apagamento 0-30 40-50 60-70 80 
Alt. da apr. -3 -2 -1/0 +1/ 
+2 
Consistência 
do colo 
Endurecido Médio Amolecido 
Posição do 
colo 
Posterior Médio Anterior 
 
Técnicas de amadurecimento cervical 
(induzir o parto) 
DESCOLAMENTO DIGITAL DE MEMBRANAS 
- Libera intracervicalmente fosfolipase A2 e prostaglandina: 
estimula atividade uterina: aumenta probabilidade do parto 
espontâneo em 48h evitando indução formal do parto. 
- Técnica: inserção do dedo do examinador pelo canal 
cervical, passando orifício cervical interno, o mais alto 
possível, com rotação circunferencial para descolar as 
membranas do segmento uterino inferior. De acordo com 
revisão sistemática: precisaria de 8 descolamentos de 
membrana para evitar uma indução formal. 
MÉTODOS MECÂNICOS 
- São os mais antigos: incluem dilatadores higroscópicos, 
dilatadores osmóticos, sonda foley intracervical (+ utilizado 
por baixo custo, facilidade de conservação, reversibilidade, 
menor risco de efeitos colaterais sistêmicos, menor risco de 
taquissistolia no feto) e infusão salina extra amniótica. 
- Ação mecânica: ação direta no colo uterino e liberação das 
prostaglandinas endógenas. 
 
 
AMNIOTOMIA 
- Ruptura intencional das membranas isoladamente não é 
recomendado para indução do parto, usa quando Bishop > 
4 e bolsa integra com uso junto com ocitocina. 
- Tem risco de infecção intrauterina aumentada quando faz 
amniotomia antes do início do trabalho de parto. 
MÉTODOS FARMACOLÓGICOS 
- Misoprostol (análogo sintético do PEG1) pode ser usado 
por via vaginal, sublingual ou oral no amadurecimento 
cervical e indução de parto. Melhor que a PEG2 no 
amadurecimento cervical e indução do parto a termo: > n° 
de partos vaginas em 12-24h e menor uso de ocitocina. 
- OMS considera o misoprostol oral a cada 2h como opção 
mais eficaz e segura para indução do parto: método de 
escolha nas mulheres com maior risco de infecção como nas 
rupturas de membranas. 
- Estudos que comparam o misoprostol oral e sonda Foley 
mostram que taxa de cesariana, corioamnionite, infecção 
puerperal ou neonatal são iguais, com tempo similar da 
indução ao parto. 
- Na cesariana previa com gestação a termo e colo 
desfavorável que querem parto vaginal usa a sonda foley de 
escolha, pois prostaglandinas aumentam risco de ruptura 
uterina. 
Ocitocina 
- Hormônio hipotalâmico, liberado pela neuro-hipofise de 
forma pulsátil. Induz produção de ac araquidonio pela 
decídua, que se transforma em PGF2alfa: potencializa efeito 
contrátil da ocitocina. 
- Dose é aumentada até que o TP progrida normalmente ou 
que contrações fortes ocorram a cada 2-3 minutos, podendo 
ser suspensa ou não após esse período (controvérsia na 
literatura). 
- Taquissistolia é aparecimento de contrações uterinas 
excessivas provocadas por ocitocina ou prostaglandinas: 
manejo é diminuição ou suspensão da infusão, que vai fazer 
relaxamento uterino pela curta meia vida do fármaco. 
- Riscos associados a infusão de ocitocina: intoxicação 
hídrica, hipotensão, hiperestimulação uterina com ou sem 
alteração da frequencia cardíaca fetal, ruptura uterina, 
descolamento de placenta e hiperbilirrubinemia neonatal. 
Uso prolongado é associado a hipotonia uterina pós-natal. 
- Em altas doses tem efeito vasodilatador e antidiurético: 
por similaridade estrutural com vasopressina. 
 
EMANUELA HANNOFF PILON – MEDICINA 202 8

Mais conteúdos dessa disciplina