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Saúde Mental - Neurologia
Neurobiologia e Transtornos do Sono
- Sono é fisiológico, todos os animais fazem.
- Ciclo circadiano natural - 25h e ciclo circadiano controlado pela luz 24h.
- Sono muda ao longo do tempo (processos internos, externos, substâncias, citocinas e hormônios).
- Durante o sono as memórias adquiridas no dia são fixadas e guardadas no cérebro e hipocampo.
- Sono dividido em sono REM e NREM.
Sono REM é profundo e NREM é superficial.
NREM: diminuição do tônus, cérebro com baixa atividade, dividido em N1, N2, N3 (conhecida como sono de ondas lentas - SWS).
REM: atonia muscular com movimento de olhos, intensa atividade cerebral, onde maior parte dos sonhos ocorrem.
Vigília, N1, N2, SWS, REM.
- Neurotransmissores: 
Histamina, dopamina, noradrenalina, serotonina, acetilcolina - estimulam a vigília e fazem parte do sistema reticular ativador ascendente.
Glutamato, orexina/hipocretina. 
GABA, melatonina - inativadores.
· SONO:
- O padrão dominante de sono nas sociedades ocidentais é bifásico.
- Referências antigas na Grécia: Odisseia de Homero, escrita no final do século VIII a.C. 
- Na Eneida de Virgílio, e outros; Tucídides, Lívio e Apuleio.
- Na maioria das pessoas pré-industrialização, se deitava as 21h e 22h, e se dormia o “primeiro sono”, e um “segundo sono” até o amanhecer.
- A transformação ocorre ao longo do século XIX na Europa e nos Estados Unidos por razões tecnológicas e culturais, ambas produto em grande parte da Revolução Industrial e a iluminação artificial, primeiro a gás, seguida depois pela iluminação elétrica no século XX.
- Platão, antecipando Sigmund Freud, pensava que todos nós temos um “sangue de desejos terrível, feroz e sem lei, que parece ser revelado em nosso sono”, enquanto Aristóteles acreditava que os sonhos são apenas reflexões tardias das atividades e experiências do dia.
· SONO E SONHOS:
- O sono é um estado biológico notavelmente necessário.
- Participa um terço de nossas vidas – 25 anos na média.
- O sono consiste em alterar períodos de sono REM e NREM.
A capacidade cognitiva se mantem no sono REM.
- O sono é um comportamento circadiano composto por estágios cíclicos ou ultradianos.
- Em todas as espécies, o período de sono é ditado pela rotação da terra e pelas pistas do tempo (alemão, zeitgebers), que indicam o ciclo dia-noite.
- O principal zeitgeber é o nascer do sol. Em 1729o astrônomo suíço Jean Jacques d' Ortous de Mairan observou que, mesmo no escuro, as folhas das plantas se movem de acordo com um ciclo diurno. Desde então, ritmos endógenos de cerca de 24 horas (isto é, ritmos circadianos) foram encontrados em todos os reinos vegetal e animal.
- Os ritmos circadianos parecem ter evoluído par amaximizar o uso do ciclo dia-noite, antecipando o nascer e o pôr do sol, mesmo sem sinais claros de luz solar ou outros zeitgebers.
- O ritmo circadiano persiste, e sua duração varia entre os indivíduos e é tipicamente um pouco mais longa (por exemplo, 25h) do que o ciclo normal dia-noite, fazendo com que cada pessoa isoladamente se desfaça lentamente do ambiente externo.
· BASE NEUROANATÔMICA DA REGULAÇÃO DO SONO:
- O sono envolve mudanças na atividade em todo o cérebro, esse estado comportamental é controlado por circuitos neurais específicos.
- Os mediadores de estímulos externos de excitação incluem neurônios sensoriais que se projetam para o tálamo para promover o despertar.
- Os mediadores de pistas internas promovem a vigília ou o sono, dependendo da fonte da pista, conceito foi elegantemente articulado pela primeira vez em 1982.
- Os resultados forneceram evidências pela primeira vez que existem 2 processos:
	Processo S (orientado internamente): desempenha um papel dominante na regulação do sono. Representa o componente homeostático promotor do sono na regulação dele. Aumenta conforme o tempo acordado e dissipa-se com o tempo adormecido, refletindo a necessidade de sono.
O principal responsável por este processo é o metabolismo energético. Na vigília, o consumo de ATP libera adenosina nas fendas sinápticas, que se acumulam progressivamente em estruturas do SNC (principalmente no prosencéfalo basal, denominado “homeostato do sono). A adenosina se ligam aos receptores e promove inibição dos neurônios colinérgicos e ativação dos gabaérgicos (inibitórios), levando a propensão para o inicio do sono NREM. 
	Processo C: circadiano independente.
Apresenta variação oposta ao processo S ao longo do dia, tendo seu pico no inicio da manhã e uma redução próxima ao horário de dormir. Ele é principalmente mediado pelo ciclo claro-escuro de 24h. As pistas ambientais são percebidas e enviadas para o núcleo supraquiasmático (o “relógio biológico”). As informações processaras referente ao dia, levam a ativação de estruturas relacionadas a vigília (aumento da temperatura corporal, inibição da liberação de melatonina e aumento nas concentrações de cortisol) e as pistas do período noturno produzem um efeito inverso, levando a inibição de estruturas relacionadas a vigília (redução da temperatura corporal, libração de melatonina e redução de hormônios corticosteroides). 
Vermelho: acordar, azul: sono e rosa: tempo de sono. 
A: modelo de dois processos para controle do ciclo sono/vigília pelo relógio circadiano (processo C) e pelo homeostato do sono (processo S). O relógio aciona um padrão cíclico de excitação com um período de ~24 h.
O processo S aumenta durante a vigília até exceder um certo limiar, após o qual se descarrega, levando à supressão da vigília e início do sono.
B: loci promotores de vigília no cérebro de mamíferos, incluindo centros neuromoduladores do sistema ativador reticular ascendente.
C: neurônios orexinérgicos no hipotálamo lateral excitam loci promotores de vigília para estabilizar o estado de vigília.
D: A inibição GABAérgica de loci promotores de vigília e outros alvos desconhecidos promove o sono. Chave codificada por cores: BF, prosencéfalo basal; TC, neurônios de retransmissão talamocorticais; LH, hipotálamo lateral; VTA, área tegmental ventral; LC,locuscoeruleus; RD, núcleo dorsal da rafe; VLPO, núcleo pré-óptico ventrolateral; ZI, zona inserta do subtálamo; MO, medula oblonga; LDT/PPT, núcleos laterodorsaltegmentarese pedunculopontinos. Glut, glutamato; ORX, orexina; HA, histamina; DA, dopamina; NA, noradrenalina;5HT, serotonina; ACh, acetilcolina.
- Principais características comportamentais do sono: distinção entre convulsão –coma –hibernação e anestesia.
A: quiescência rapidamente reversível pode ser demonstrada com um estímulo suficientemente forte, distinguindo assim o sono de convulsão, coma, hibernação e anestesia.
B: excitação reduzida. Uma intensidade de estímulo maior é necessária para evocar uma determinada resposta comportamental durante o sono (linha vermelha) do que durante a vigília (linha preta).
C: a natureza homeostática do sono é aparente nas tentativas dos animais de compensar o sono perdido. As linhas pretas e vermelhas ilustram os ciclos de sono típicos para grupos de controle e privados de sono, respectivamente. A barra amarela indica o período de privação do sono. No dia seguinte, o grupo privado de sono dorme mais (ou seja, rebote) em comparação com o controle.
· BASE MOLECULAR DA REGULAÇÃO DO SONO:
- As funções dos circuitos de excitação são determinadas por moléculas específicas expressas dentro desses circuitos.
- Essas moléculas devem ser necessárias para iniciar ou manter os estados de sono/vigília.
- Identificar essas moléculas é o objeto para entender a fisiologia do sono e no tratamento de distúrbios relacionados ao sono.
- Infelizmente, os tipos de molécula que foram identificados até agora não contribuem para uma função celular coerente.
- Essa complexidade é o desafio para entender a regulação do sono.
- Moléculas endógenas que afetam o sono e as abordagens que levaram à sua descoberta (moléculas de mamíferos).
- Vermelho, promove o despertar.
- Azul, promove o sono.
- Roxo, promove o despertar e o sono; asterisco, regula o tempo de sono.
- Não listado: componentes de vias metabólicas para neurotransmissores,receptores de neurotransmissores e transportadores.
Uma mutação de ganho de função em NALCN diminui o sono REM, mas não tem efeito na duração total do sono. Mutações de perda de função no ortólogoda mosca de NALCN, chamado abdome estreito, aumentam o sono. Portanto, o NALCN recebeu provisoriamente uma função de promoção de vigília.
Durante a vigília predominam cinco neurotransmissores que fazem parte do sistema reticular ativador ascendente, sendo eles: histamina, dopamina, noradrenalina, serotonina e acetilcolina. A histamina é um neurotransmissor que estimula o estado de vigília. 
Além dos neurotransmissores, a hipocretina e a orexina também são responsáveis pela ativação cortical. 
Dentre os neurotransmissores inativadores destacam-se o Gaba e a melatonina.
· FARMACOLOGIA COMPORTAMENTAL:
- Na excitação. Por exemplo, os anti-histamínicos de primeira geração , como a difenidramina, promovam o sono principalmente antagonizando os receptores H1 da histamina
1. A liberação de histamina pelo núcleo tuberomamilar promove o despertar. Assim, faz sentido que o antagonismo da sinalização histaminérgica promova o sono. No entanto, os anti-histamínicos de primeira geração também têm efeitos fora do alvo nos receptores muscarínicos de acetilcolina estruturalmente relacionados.
2. A sinalização colinérgica promove a excitação, o antagonismo dos receptores muscarínicos por formas iniciais de anti-histamínicos provavelmente também contribui para os efeitos soníferos dessas drogas.
- Outros soníferos comuns incluem barbitúricos, benzodiazepínicos e hipnóticos não benzodiazepínicos Essas três classes de drogas potencializam a sinalização pelos receptores GABA A , o que é consistente com os efeitos supressores de excitação do GABA.
- Os estimulantes também cooptam mecanismos endógenos de regulação da excitação. Por exemplo, anfetaminas e metanfetaminas promovam o despertar, aumentando a liberação cortical de monoaminas , especialmente dopamina.
- Em contraste, acredita-se que a cafeína promova o despertar, impedindo o sonogênio endógeno, adenosina, de estimular os receptores excitatórios de adenosina A2 em neurônios ativos do sono no prosencéfalo basal.
1. A sinalização de adenosina insensível à cafeína também parece promover o sono. Os receptores de adenosina A1 (talvez devido ao aumento da liberação de adenosina dos astrócitos ), inibem os neurônios ativos de vigília no prosencéfalo basal e no tronco cerebral. Curiosamente, os aumentos na adenosina liberada sinapticamente no prosencéfalo basal correlacionam se com o tempo acordado e, portanto, com a pressão do sono no córtex.
2. Como resultado, a sinalização de adenosina foi proposta para refletir o impulso homeostático do sono. Embora alguns estudos tenham sugerido que os receptores A2 podem mediar essa sinalização, evidências crescentes sugerem que os receptores neuronais A1 estão envolvidos. Também consistente com sua função proposta como um sonógeno endógeno, a adenosina é aumentada pelo fator promotor do sono prostaglandina D2 , enquanto as manipulações genéticas que reduzem a adenosina também reduzem o sono.
Se quer manter uma sinapse inibitória deve usar medicamento excitatório (feedback -). 
· O RELÓGIO CIRCADIANO:
- Pesquisas em mamíferos, moscas e camundongos, também conhecemos a composição molecular do oscilador circadiano central, um importante regulador do momento da excitação.
1. Este oscilador utiliza o fator de transcrição CLOCK ou seu homólogo NPAS2 e outro fator de transcrição chamado BMAL1, que heterodimerizam para ativar a transcrição de genes controlados por relógio circadiano.
2. Muitos desses genes controlam as funções corporais em determinados momentos do dia. No entanto, alguns desses genes funcionam em conjunto com CLOCK/NPAS2::BMAL1 para permitir o ciclo do relógio molecular.
3. Por exemplo, o Período (Per) e o Criptocromo (Cry) produtos de tradução heterodimerizam como PER::CRY para reprimir CLOCK/NPAS2::BMAL1. Os efeitos líquidos deste feedback negativo são o aumento e a diminuição da atividade CLOCK/NPAS2::BMAL1 e, portanto, a transcrição cíclica de genes controlados por relógio, incluindo Per e Cry.
4. Em uma segunda alça, CLOCK/NPAS2::BMAL1 regulam positivamente a transcrição de Ror e Rev erb α/β , que retroalimentam para manter a transcrição apropriada de Clock e Bmal1 Outros componentes essenciais do relógio molecular regulam as estabilidades, parceiros de interação e localizações subcelulares de componentes dessas alças. 
5. A função coordenada de todas essas moléculas de relógio do núcleo leva a um ciclo transcricional ou, em alguns casos, pós transcricional indireto de genes efetores a jusante durante um período de ~ 24 h.
6. Como o relógio regula o tempo do ciclo sono/vigília, não é de surpreender que alguns genes centrais do relógio também sejam necessários para o tempo e a duração normais do sono. Por exemplo, o nocaute de Clock ou Npas2 causa uma redução no sono, e nocautes duplos dos dois Cry homólogos Cry1 e Cry2 causam um aumento no sono.
7. Os alvos transcricionais a jusante desses genes que são responsáveis pelos efeitos na excitação ainda não foram identificados.
· GENÉTICA DOS DISTÚRBIOS DO SONO (FAMÍLIAS COM TRANSTORNOS DE SONO):
- Mapear os genes responsáveis ​​em modelos animais mutantes.
- Outro modelo são as pesquisa do relógio circadiano, que forneceu genes candidatos para inspecionar aberrações em populações de pacientes. Familias com Transtorno de fase atrasada do sono (DSPD) geralmente acordam tarde da manhã e adormecem tarde da noite.
1. Esse comportamento foi mapeado para uma mutação de ganho de função no gene que codifica o gene central do relógio circadianoCry1 que faz com que seu produto de tradução reprima constitutivamente os ativadores de transcrição circadianos CLOCK e BMAL1 (que fazem dormir).
2. Outros pacientes com transtorno familiar avançado da fase do sono (ASPD) geralmente acordam e adormecem muito cedo. O comportamento em um subconjunto desses pacientes foi mapeado para mutações de perda de função em outro repressor circadiano central, Per2, e em uma quinase que controla a estabilidade de PER2 chamada CKIδ (49).
3. Por último, alguns dorminhocos naturalmente curtos acordam cedo pela manhã, como pacientes com ASPD, mas exibem um horário normal de início do sono à noite. Alguns desses indivíduos demonstraram carregar uma mutação emDec2, um repressor controlado por relógio de vários outros genes de ciclagem.
4. Camundongos projetados com a mesma mutação têm níveis elevados do neuropeptídeo promotor da vigília orexina, e seu excesso de sono pode ser atenuado com um antagonista do receptor de orexina, sugerindo que a proteína DEC2 normalmente limita os níveis de orexina para facilitar o sono. Avanços rápidos no sequenciamento do genoma completo prometem acelerar o progresso na genética do sono humano em breve.
· TRIAGENS GENÉTICAS AVANÇADAS EM MAMÍFEROS:
- Identificar moléculas adicionais envolvidas na regulação do sono tem sido difícil por muitas razões.
- Tais moléculas têm sido muitas vezes imprevisíveis, tem levado pesquisadores tentaram descobri-las usando paines imparciais para mutantes que exibem fenótipos de sono alterados.
Em mamíferos, essas paines de estudo são muito demoradas, trabalhosos e caros.
- Uma triagem genética direta para mutantes do sono foi realizada com sucesso em camundongos. Até agora, apenas dois mutantes emergiram deste painel.
- O primeiro, chamado Sleepy, contém uma mutação de splicingem um gene codificador de quinase chamadoSik3que causa aumento do sono NREM por mecanismos que ainda não estão claros.
- O segundo mutante do sono, chamado Dreamless, parece possuir uma mutação de ganho de função em um gene que codifica o vazamento do canal de sódio NALCN. Consistente com a redução seletiva no sono REM que causa, este mutante exibe aumento da atividade elétrica em parte do oscilador do tronco cerebral responsável por desligam o sono REM.
· RELAÇÃO ENTRE SONO E DOENÇA:
- Os resultados forneceram evidências pela primeira vez que existem 2 processos:
- Interaçãoentre sono e distúrbios do sistema nervoso:
Muitos distúrbios interrompem o sono (seta do círculo verde para o azul).
Em outros casos, o sono baixo agrava os problemas de saúde existentes (seta do círculo azul para o amarelo).
O feedback positivo pode existir entre o sono de má qualidade e ainda outros distúrbios (seta bidirecional entre os círculos azul e rosa).
Alterações do sono podem ser sinais precoces de demências. 
· CAUSAS SECUNDÁRIAS DE TRANSTORNOS DO SONO: 
- Transtornos psiquiátricos (depressão, ansiedade, dependência de substâncias).
Sintomas depressivos ou “leve” são causas primárias. 
- Doenças neurológicas (neurodegenerativas, inflamatórias, tumores diencefálicos).
Doenças desmielinizantes alteram o mecanismo circadiano por dor ou inflamação. 
- Neuropatias (polineuropatias).
- Síndrome das Pernas Inquietas.
- Distúrbios respiratórios relacionados ao sono (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono).
- Doença cardíaca (insuficiência cardíaca).
- Distúrbios endócrinos (hipertireoidismo).
- Fatores externos (ruido, luz, trabalho noturno).
· INSÔNIA:
- Dificuldade em adormecer, permanecer dormindo ou sentir-se revigorado após o sono.
- Até 10% dos adultos sofrem de insônia severamente o suficiente para que seja referido com um distúrbio crônico, e estima-se que pelo menos outros 40% da população sofram seus sintomas de forma intermitente.
- As causas são multivariadas, levando à hiperatividade dos circuitos neurais promotores da excitação subcortical durante o sono.
- A American College of Physicians recomenda a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) que envolve uma combinação de exercícios mentais e hábitos saudáveis de sono como abordagem primária para o tratamento da insônia.
- A insônia é moderadamente hereditária: fatores de risco genéticos específicos para ela são amplamente desconhecidos. Uma exceção é a insônia familiar fatal (FFI), uma doença autossômica dominante rara causada por mutação específica no gene da proteína príon PRNP.
Os sintomas de FFI inicialmente incluem insônia e disfunções autonômicas (taquicardia), seguidos por comprometimento cognitivo e motor progressivo e, finalmente, morte. Esses sintomas resultam da morte de células neuronais e astrocitárias em regiões do cérebro através das quais o PRNP se espalha rapidamente, incluindo o tálamo, um locus que controla o sono.
· CAUSAS PRIMÁRIAS DE INSÔNIA:
- Transtorno de adaptação, por exemplo, perda de emprego, breves estados de ansiedade, hospitalização e outros eventos estressantes da vida.
- Insônia psicofisiológica.
- Percepção errônea do estado de sono.
- Insônia idiopática.
· CAUSAS SECUNDÁRIAS DE INSÔNIA:
- Distúrbio ambiental do sono – temperatura, ruido, humidade.
- Higiene do sono adequada.
- Transtornos psiquiátricos – ansiedade, depressão, ataques de pânico, mania, esquizofrenia, alcoolismo.
- Doença médica – distúrbios respiratórios (doença obstrutiva crônica das vias aéreas, asma), doença reumatológica, distúrbios neurológicos (parkinsonismo, demência, insônia familiar fatal).
- Medicamentos – nicotina, broncodilatadores esteroides, betabloqueadores, álcool.
- Distúrbios do ciclo sono-vigília – jet-lag, trabalhos em turnos, síndrome da fase do sono atrasada ou avançada.
· TRATAMENTO:
- Os medicamentos não benzodiazepínicos são uma alternativa que funciona elevando a sinalização GABAérgica inibitória, suprimindo a excitação.
- Zolpidem, zaleplona, zopiclona, eszopiclona (drogas-z) e inidiplona são moduladores do receptor GABA-A, os quais agem de forma seletiva na subunidade alfa-1, exibindo desta forma, mecanismos similares de ação. Embora evidencias recentes sugiram que a eszopiclonanão seja tão seletiva para a subunidade alfa-1 quando o zolpidem. Ramelteon e tasimelteon são novos agentes crono-hipinóticos seletivos para os receptores de melatonina MT1 e MT2. 
- Recentemente, os antagonistas do receptor de orexinaforam aprovados para o tratamento da insônia. Antagonista do receptor de orexinaduplo -orexinaOX1R e OX2R experimental (DORA). 
1. Almorexanto, fármaco cujo desenvolvimento e interrompido em 2011.
2. Lemborexanto, aprovado pela FDA em dezembro de 2019.
3. Daridorexanto(ou Nemorexante) 25 mg e 50 mg.
4. Filorexanto.
5. Suvorexanto [BELSOMRA ] * 10 mg tem efeitos colaterais.
- Medicamentos em pesquisa clínica:
SB-334,867, fármaco em desenvolvimento que demonstrou produzir efeitos sedativos e anorexígeno sem animais. 
SB-408.124 // SB-649.868, fármaco em desenvolvimento para uso potencial em distúrbios do sono.
TCS-OX2-29, antagonista OX2seletivo // RTIOX-276, OX1seletivo.
· NARCOLEPSIA:
- Pacientes com narcolepsia apresentam sonolência diurna excessiva associada a frequentes intrusões de sono REM no estado de vigília.
- A narcolepsia também é frequentemente acompanhada de cataplexia, que é um estado temporário de fraqueza muscular paralítica cujo início é desencadeado por emoções positivas, como excitação ou riso. Durante esses períodos de paralisia, os pacientes estão conscientes do mundo ao seu redor. Assim, o estado cataplético da narcolepsia foi descrito como um híbrido entre a paralisia REM e o estado de vigília.
- Pacientes com narcolepsia têm dificuldade em manter a vigília completa por mais de algumas horas de cada vez, e também interrompem o sono noturno, levando à caracterização da narcolepsia como um distúrbio de vigília e manutenção do sono. 
- A narcolepsia é causada pela redução da sinalização envolvendo o neuropeptídeo orexina, possivelmente devido à destruição autoimune dos neurônios que o produzem.
- Os tratamentos incluem estimulantes como anfetaminas para facilitar a liberação de monoaminase assim aumentar a vigília durante o dia, hipnóticos para promover o sono à noite e assim reduzir a sonolência diurna e antidepressivos que reduzem o impulso de sono REM e a cataplexia.
· DISTÚRBIOS METABÓLICOS E OBESIDADE:
- Trinta por cento da força de trabalho dos EUA relata dormir 6 horas ou menos por noite, o que é significativamente menor do que as 7 a 8 horas recomendadas pela Academia Americana de Medicina do Sono. Essas estatísticas são particularmente preocupantes, considerando que a redução da qualidade e quantidade do sono aumenta o risco de ganho de peso e diabetes tipo 2. Embora as razões para essa relação não sejam comprovadas, vários estudos fornecem explicações plausíveis. Por exemplo, foi relatado que o sono restrito aumenta o consumo de alimentos e os níveis plasmáticos de leptina, um hormônio que promove a fome, enquanto diminui os níveis de grelina, um hormônio que promove a saciedade. Os mecanismos subjacentes pelos quais a restrição do sono pode levar a tais alterações moleculares são desconhecidos.
· APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO (AOS):
- Distúrbio respiratório do sono que afeta cerca de 15% dos adultos.
- É causada pelo colapso repetido das vias aéreas superiores, o que resulta em episódios de hipóxia intermitente.
- Os pacientes passam por repetidos despertares breves, resultando em sono de má qualidade e subsequente sonolência diurna. Esses ciclos repetidos também regulam positivamente o sistema nervoso simpático e a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS).
- Os mecanismos moleculares não estão bem compreendidos, o tônus simpático é elevado.
- ROS e fragmentação do sono: são conhecidos por aumentar o risco de processos inflamatórios e disfunção metabólica, incluindo obesidade.
· SÍNDROME DA PERNA INQUIETA (SPI):
- Caracterizado por um forte desejo de mover as pernas à noite, exacerbado pela falta de movimento.
- Embora a SPI possa ser secundária a outros distúrbios, a SPI primária (ou idiopática) tem um forte componente genérico que permite que ela exista por conta própria.
- Estudos de associação genômica ampla, seis genes foram implicados na SPI primária. No entanto, suas funções moleculares parecem ser diversas e não relacionadas, e os alelos para alto risco de RLS são excluídos de suas regiões de modificação.
- Medicamentos que elevam os níveis de dopamina no cérebro são opções de tratamento de primeira linha para RLS, sugerindo que a disfunção surge dasinalização de dopamina interrompida em pacientes.
- A relação do risco de SPI com variantes de genes envolvidos na função da dopamina até agora não foram bem-sucedidas.
- Os mecanismos moleculares que contribuem para SPI continuam a ser elusivos.
ASPS/DSPS, síndrome da fase do sono avançada.
DDx: diagnóstico diferencial.
EM esclerose múltipla.
Distúrbio de sono vigília não 24: não 24 horas.
TMPM: distúrbio do movimento periódico das pernas.
SPI: síndrome das pernas.
SRBD: distúrbios respiratórios relacionados ao sono.

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