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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS – UNISINOS
DISCIPLINA: ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL 
ALUNO: Carla Zitzke dos Santos 
TAREFA - O BONDE DESGOVERNADO E OS RACIOCÍNIOS ÉTICOS
O aula de Michael Sander nos traz através de situações hipotéticas versões distintas sobre um mesmo acontecimento, levando à reflexão sob pontos de vista diversos e que fazem uma mesma atitude parecer certa e errada, mesmo que embasada em um mesmo princípio.
Podemos resumir o caso do bonde desgovernado de uma seguinte forma: imaginamos que você é um condutor de um bonde desgovernado que, a 100 Km/h, não esta conseguindo ativar os freios e por isso não pode mais pará-lo. Toda via mais a frente, você avista 5 funcionários nos trilhos e assim fica nervoso pois você tem certeza que os 5 funcionários serão atropelados e morrerão se você não conseguir parar o bonde. De repente, você percebe um desvio para a direita, mas porem nesse desvio tem 1 funcionário no caminho, mas apenas um. Assim você percebe que pode desviar o bonde e matar esse único trabalhador, poupando, em contrapartida, os outros 5 funcionários.  Sabendo que o trem não pode ser parado, pois está sem freios, e a única opção seria desviar o bonde para a linha auxiliar, Sander faz a indagação ao seu público, a fim de descobrir qual a linha de raciocínio adotada por eles caso estivessem no lugar do condutor. Claramente e rapidamente, a maioria concorda que seria correto poupar a vida dos 5 operários sacrificando a vida de apenas 1 que estava na linha auxiliar. Apenas alguns espectadores disseram que não desviariam o bonde de seu percurso normal. 
        Com estas respostas, Sander traz um novo contexto à história do bonde. E se agora, com somente a linha principal onde estão os cinco operários, acima desta linha tivéssemos uma ponte onde, como espectadores e não mais condutores, pudéssemos parar o trem desgovernado empurrando uma pessoa corpulenta que está olhando de cima da ponte assim como nós? Não seria utilizar o mesmo princípio de que cinco vidas valem o sacrifício de apenas uma? Com esta hipótese, porém, a maioria disse que não empurraria o homem da ponte para salvar as cinco vidas, o que faz com que Sander indague os motivos pelos quais os espectadores relativizaram o uso do mesmo princípio da situação inicial, já que o resultado seria o mesmo.
Ao tentarem justificar suas escolhas, Sander traz mais um exemplo. E se você fosse médico e em seu plantão chegassem seis pessoas, sendo uma gravemente ferida e os demais com ferimentos leves... Se você optar por cuidar do mais ferido, levaria o dia todo para isso, o que provocaria a morte dos demais. Se cuidasse dos cinco, o gravemente ferido certamente morreria. O passeio de Sander entre essas diversas situações mostra de pontos diferentes como uma mesma ação que, a primeira vista, parece o correto a se fazer, pode rapidamente se mostrar uma tarefa difícil e nem tão correta.
        A partir destes exemplos, percebemos que ambos os casos envolvem uma escolha que será tomada exclusivamente pelo agente de tirar uma vida inocente para salvar outras cinco vidas. Cabe somente ao agente saber se, em suas convicções, há alguma diferença entre desviar o bonde para a linha auxiliar ou empurrar uma pessoa para impedir a tragédia. 
Assim, abrem-se dois tipos de raciocínios éticos, a saber, o consequencialista e o categórico:
        RACIOCINIO CONSEQUENCIALISTA (situa a moralidade nas consequências de um ato; avalia uma ação unicamente em função de suas consequências). O raciocínio consequencialista nos traz a ideia de preservar o número e tem suas raízes no utilitarismo. De acordo com David Hume e Jeremy Bentham, em outras palavras, a ação do ser humano deve se reger de forma que promova o bem estar do maior número de pessoas possível. Ou seja, não importa o que você faça, se sua ação trouxer consequências positivas para um número maior de pessoas, você está no caminho certo. O certo a fazer depende da consequência gerada. Esse raciocínio pode ser relacionado a atitude de desviar o bonde para a linha auxiliar, visto que, neste caso, uma vida seria sacrificada para salvar cinco vidas, então o bem maior estaria preservado.
RACIOCINIO CATEGÓRICO (situa a moralidade em certos requisitos Morais absolutos ou em certos deveres e direitos categóricos independentemente das consequências). O raciocínio moral categórico, de acordo com o filósofo ImmanuelKant, o agir moralmente é agir em função de um dever, esse em consonância coma lei moral, verdadeiro imperativo categórico que visa tratar as pessoas como fossem a si mesmas, pois somos dotados de escolhas, e não apenas seres guiados pela natureza , visto que, categoricamente errado matar uma pessoa inocente mesmo que em um bem maior de salvar mais que uma vida e sim cinco vidas.
O dilema ético enfrentado neste contexto foi em salvar uma vida, salvar mais vidas possíveis e matar um inocente .
Ao analisar constatamos que em todas as situações proposta pelo Sandel, as escolhas entram em um dilema de tirar uma vida inocente com proposito de evitar perda maior de vidas. Michael Sandel nos afirma que dois são os princípios que ali estão em jogo, o que diz que devemos salvar o máximo de vidas possíveis, e o outro que diz ser errado matar alguém inocente, mesmo que seja para salvar muitas pessoas.
Fiquei aqui pensando e não conseguir chegar em uma resposta para as perguntas: O fazer nessa situação? Desviar o bonde seria a coisa certa a fazer?