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DISCIPLINA: CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 
PROFESSOR TUTOR: ________________________________________ 
ALUNO: __________________________________________________ 
CURSO: __________________________________________________ 
 
TRABALHO – AP1_AV1 
 
 INDICADORES DE CORREÇÃO: 
 
INDICADORES PONTUAÇÃO 
Coerência de resposta ao enunciado proposto 0 a 2,0 pontos 
Capacidade argumentativa e clareza na exposição das ideias e conceitos 0 a 1,0 ponto 
Correção Gramatical 0 a 0,5 décimos 
Utilização das normas da ABNT na formatação, citações e referências 0 a 0,5 décimos 
TOTAL 4,0 pontos 
 
 PROPOSTA: 
O CDC é uma lei principiológica, o que significa dizer que se aplica a toda e qualquer relação 
jurídica de consumo, mesmo que o tema tenha legislação própria. Dessa forma, disposições e 
regras de uma lei infraconstitucional específica que conflitem com as normas e princípios do 
CDC perdem sua aplicabilidade, sujeitando-se ao Código do Consumidor. 
Leia com atenção o texto abaixo e, na sequência, responda aos questionamentos: 
Questão 1 - Você deve ler o texto deste trabalho, pesquisar em sua apostila e também na 
Internet e definir o conceito de fornecedor, de acordo com o CDC, Lei 8078, de 11 de setembro 
de 1990. 
Questão 2 - O CDC define que Consumidor é toda pessoa que é destinatária final, seja pessoa 
física ou jurídica, de um produto/serviço adquirido ou utilizado (art. 2º do CDC). Dentro deste 
conceito e consultando o texto deste trabalho, sua apostila ou Internet defina estes dois temas 
abaixo relacionados à relação de consumo: 
-Consumidor equiparado 
-hipossuficiência do consumidor 
 
 TRABALHO – AP1_AV1 
 
 
 
Relações de consumo e Conceitos do CDC 
 
REFLEXÃO 1: 
O CDC é uma lei principiológica, o que significa dizer que se aplica a toda e qualquer relação 
jurídica de consumo, mesmo que o tema tenha legislação própria. Dessa forma, disposições e 
regras de uma lei infraconstitucional específica que conflitem com as normas e princípios do 
CDC perdem sua aplicabilidade, sujeitando-se ao Código do Consumidor (NUNES, 2012). 
 
Conceito de fornecedor 
 
A aplicabilidade dos princípios do Código de Defesa do Consumidor exige a compreensão dos 
conceitos de consumidor e fornecedor para a correta caracterização de uma relação de 
consumo. Nesse sentido, pode-se afirmar que é fornecedor, para fins de definição legal do 
CDC, qualquer pessoa que executa atividade de produção, montagem ou transformação de um 
produto que será distribuído ou comercializado, seja pessoa jurídica ou física, privada ou 
pública, nacional ou internacional (art. 3º do CDC). 
 
Fornecedor é todo aquele que comercializa ou distribui um produto Fonte: Nestor 
Rizhniak, Shutterstock, 2018. 
Ademais, define-se como produto todo e qualquer bem que atende a uma necessidade 
do consumidor, seja bem material ou imaterial, móvel ou imóvel (art. 3º, § 1º do CDC). 
Portanto, todo aquele que atua como um agente econômico no mercado de consumo, 
seja de forma eventual ou habitual, entregando ao consumidor produto ou serviço que 
visa a atender uma necessidade específica desse consumidor, com a finalidade de 
auferir ganho financeiro ou possui interesse comercial, caracteriza-se como fornecedor 
para os fins legais (MIRAGEM, 2016). 
Conceito de consumidor 
consumidor é definido como toda pessoa que é destinatária final, seja pessoa física ou 
jurídica, de um produto/serviço adquirido ou utilizado (art. 2º do CDC). É o destinatário 
final de um produto ou serviço Fonte: Syda Productions, Shutterstock, 2018. A 
principal questão que surge na análise e interpretação dessa definição de consumidor 
reside na dificuldade de explicar o que significa ser “destinatário final”, questão esta 
que motiva um debate entre duas teorias, conhecidas como Teoria Finalista e Teoria 
Maximalista. Por essa razão, para uma compreensão precisa do conceito de 
consumidor, é necessário analisarmos cada uma dessas teorias. 
Interpretação maximalista do conceito de consumidor 
A Teoria Maximalista aborda o conceito de consumidor de forma ampliada, 
entendendo que é consumidor todo aquele que adquire um produto/serviço, seja para 
finalidade privada ou econômica. Nesse sentido, uma empresa que compra 
computadores para sua atividade produtiva é entendida como consumidor (MIRAGEM, 
2016). 
 
 
Interpretação finalista do conceito de consumidor 
A Teoria Finalista sustenta, ao contrário, que o destinatário final de um produto ou 
serviço é apenas o usuário que consome para atender uma finalidade própria e de 
cunho privado, não econômica, ou seja, não visa ao lucro com o produto/serviço; não 
sendo consumo uma atividade profissional, pois o produto/serviço não deve ser 
insumo de processo produtivo nem objeto de revenda (MIRAGEM, 2016). Logo, essa 
corrente de interpretação exclui a possibilidade de entender qualquer pessoa jurídica 
como consumidor, visto sua atividade de consumo sempre ter como objetivo a 
lucratividade. Contudo, essa interpretação, conhecida como Finalista Pura, tem sido 
revisitada pela jurisprudência do STJ, que tem desenvolvido a chamada Teoria Finalista 
Aprofundada, a qual considerada o porte do consumidor pessoa jurídica como um 
elemento relevante na análise quanto ao seu enquadramento no conceito de 
destinatário final, que passa a ser analisado caso a caso (MARQUES, 2006). Portanto, 
para a interpretação aprofundada da Teoria Finalista, se o comprador se encontra em 
situação de vulnerabilidade técnica, fática ou jurídica, também estamos diante de um 
consumidor para fins de aplicação do CDC, interpretação esta que tem sido a 
majoritária na doutrina e jurisprudência nacional. 
O consumidor equiparado 
O CDC amplia o conceito de consumidor criando a figura do consumidor equiparado, 
ao estabelecer que é consumidor a coletividade de pessoas, mesmo que 
indetermináveis, se impactadas pelas relações de consumo (art. 2º, § único do 
CDC).Nesse sentido, todo aquele que for exposto às práticas comerciais e 
consumeristas pode ser entendido como consumidor, em sentido equiparado (art. 29 
do CDC). 
Hipossuficiência do consumidor 
Como vimos, a vulnerabilidade é o elemento-chave que caracteriza o consumidor. 
Desse conceito decorre outro muito relevante: o conceito de hipossuficiência. A 
diferença entre vulnerabilidade e hipossuficiência reside no fato de que a última tem 
cunho processual e técnico, sendo o fundamento da inversão do ônus da prova 
(NUNES, 2012). FIQUE ATENTO O STJ, em julgamento realizado em 2013, afirmou que 
a jurisprudência da Corte tem mitigado os rigores da Teoria Finalista para autorizar a 
incidência do CDC nas hipóteses em que a parte (pessoa física ou jurídica), embora não 
seja tecnicamente a destinatária final do produto ou serviço, está em situação de 
vulnerabilidade (STJ, AgRg Resp 1149195, 01/08/2013). 
 
 
 
 
EXEMPLO: Uma pessoa resolve aderir a um plano de televisão e o fornecedor de 
serviços disponibiliza os canais por 90 Reais por mês, sem disponibilizar um 
documento com a descrição do pacote adquirido. Após receber o serviço, percebe na 
fatura enviada que lhe cobraram 120 Reais e resolve cancelar o serviço e é 
surpreendido com uma multa por rescindir o contrato. O consumidor então, busca o 
auxílio do órgão judicial ou do órgão administrativo para resolver a pendência, mas 
não tem nenhuma prova da sua alegação. Está hipossificiente em grande desvantagem 
com o fornecedor. Neste caso o juiz pode conceder-lhe a inversão do ônus da prova, 
ou seja caberá ao fornecedor comprovar que os fatos alegados não são verdadeiros.

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