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Conjunto de questões sobre processo penal: princípio da congruência (adstrição/contraditório), emendatio e mutatio libelli, aditamento da denúncia (art. 383 e 384 do CPP) e aspectos sobre produção de provas e buscas domiciliares.

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Questões resolvidas

O princípio da congruência, também conhecido por princípio da correlação ou adstrição possui relação direta com o princípio do contraditório. Sobre o tema, marque a opção correta.
O membro do Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio Carlos, pela prática do crime de extorsão. Encerrada a instrução, entendeu o promotor que não houve emprego de grave ameaça. Em razão disso, realizou o aditamento à denúncia para modificar os fatos narrados e imputar o crime de estelionato ao réu. O aditamento foi recebido e novas provas foram produzidas, conforme a nova descrição dos fatos. Após, o promotor pedir a condenação de acordo com o aditamento e a defesa a absolvição, o magistrado condenou Antônio Carlos pela prática do crime de extorsão, de acordo com a denúncia originária/fatos originários. Diante do exposto, é correto afirmar, segundo o Código de Processo Penal, que trata-se do instituto da:
1. A emendatio libelli não se aplica em grau de recurso, conforme previsto na legislação processual penal.
2. O juiz do feito pode realizar, de ofício a mutatio libelli se for colhida prova sobre elementar não contida no pedido.
3. A mutatio libelli deverá ser realizada através de aditamento da inicial de forma espontânea pelo acusador.
4. A emendatio libelli não pode ser conhecida pelo juiz para adequar o pedido a classificação do delito.
5. É possível que o próprio juiz, de ofício, adite a denúncia caso o ministério público não faça o aditamento, em razão de prova colhida durante a instrução que importe alteração do pedido.

O importante tema das provas no processo penal é disciplinado no Título VII do Código de Processo Penal brasileiro. A respeito das provas e sua previsão legal, aponte a proposição correta.
1. emendatio libelli, podendo o magistrado, conforme o art. 383 do CPP, condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, em razão da máxima: "dá-me os fatos que te darei o direito".
2. emendatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, por ser mais grave.
3. mutatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, uma vez que que são garantias do réu: ter a certeza de que não poderá ser condenado sem que tenha tido oportunidade de defender-se da imputação e que será julgado apenas nos limites do pedido do autor da ação penal.
4. mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão qualificada.
5. mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo que quiser.

A transação penal consiste em um acordo celebrado entre o MP (ou querelante, nos crimes de ação penal privada) e o autor do fato delituoso, por meio do qual é proposta a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa, evitando-se, assim, a instauração do processo. De acordo com a jurisprudência majoritária e atual do STF, a homologação da transação penal prevista na Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais nº 9.099/1995:
Pablo e Leonardo foram condenados, em primeira instância, pela prática do crime de furto qualificado, à pena de 02 anos e 06 meses de reclusão e 12 dias-multa, por fatos que teriam ocorrido quando Pablo tinha 18 anos e Leonardo, 21 anos. A pena-base foi aumentada, não sendo reconhecidas atenuantes ou agravantes nem causas de aumento ou diminuição. Intimados da sentença, o promotor e o advogado de Leonardo não tiveram interesse em apresentar recurso, mas o advogado de Pablo apresentou recurso de apelação. Por ocasião do julgamento do recurso, entenderam os desembargadores por reconhecer que o crime restou tentado, bem como que deveria ser aplicada a atenuante da menoridade relativa a Pablo. Com base nas informações expostas, os efeitos da decisão do Tribunal defesa, nesta ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.
1. Não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento da denúncia ou requisição de inquérito policial.
2. Faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à persecução penal, devendo ser aplicadas as penas alternativas constantes da própria transação.
3. Faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia, sendo vedada a requisição de novo inquérito policial.
4. Não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público optar pelo oferecimento da denúncia ou aplicação da penalidade alternativa já pactuada, sendo, todavia, vedada a requisição de abertura de inquérito policial nessa fase processual.
5. Não faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à persecução penal, sendo o caso de imediata aplicação das astreintes fixadas pelo juízo.

Em razão de uma determinada conduta de um juiz de direito de 1ª instância, que atuava em uma Vara Criminal da Comarca de Curitiba, o advogado Frederico ingressou com um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, figurando como autoridade coatora o magistrado. A ordem de habeas corpus foi denegada pelo Tribunal. Dessa decisão, desconsiderando a hipótese de habeas corpus, caberá ao advogado interpor a seguinte medida:
1. A Lei 12.016/09 é responsável por dispor sobre o mandado de segurança. Segundo ela, da sentença concessiva da segurança cabe recurso ordinário constitucional perante o STJ.
2. Recurso ordinário constitucional perante o STF.
3. Apelação.
4. Recurso em sentido estrito, que permite o exercício do juízo de retratação.
5. Recurso especial perante o STJ.

Frida foi condenada pela prática de determinado crime. Como nenhuma das partes interpôs recurso da sentença condenatória, tal decisão transitou em julgado, definitivamente, dentro de pouco tempo. Pablo, esposo de Frida, sempre soube da inocência de sua consorte, mas somente após a condenação definitiva é que conseguiu reunir as provas necessárias para inocentá-la. Ocorre que Frida não deseja vivenciar novamente a angústia de estar perante o Judiciário, preferindo encarar sua condenação injusta como um meio de tornar-se uma pessoa melhor. Nesse sentido, tomando-se por base o caso apresentado e a medida cabível à espécie, assinale a afirmativa correta.
1. Recurso ordinário constitucional perante o STJ.
2. Recurso ordinário constitucional perante o STF.
3. Apelação.
4. Recurso em sentido estrito, que permite o exercício do juízo de retratação.
5. Recurso especial perante o STJ.

Pablo pode ingressar com revisão criminal em favor de Frida, ainda que sem a concordância desta.
1. Cabe HC substitutivo da revisão criminal.
2. Caso Frida tivesse sido absolvida com base em falta de provas, seria possível ingressar com revisão criminal para pedir a mudança do fundamento da absolvição.
3. Caso a sentença dada à Frida, no caso concreto, a tivesse condenado mas, ao mesmo tempo, reconhecido a prescrição da pretensão executória, seria incabível revisão criminal.
4. Da decisão que julga a revisão criminal são cabíveis, por exemplo, embargos de declaração, mas não cabe apelação.

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Questões resolvidas

O princípio da congruência, também conhecido por princípio da correlação ou adstrição possui relação direta com o princípio do contraditório. Sobre o tema, marque a opção correta.
O membro do Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio Carlos, pela prática do crime de extorsão. Encerrada a instrução, entendeu o promotor que não houve emprego de grave ameaça. Em razão disso, realizou o aditamento à denúncia para modificar os fatos narrados e imputar o crime de estelionato ao réu. O aditamento foi recebido e novas provas foram produzidas, conforme a nova descrição dos fatos. Após, o promotor pedir a condenação de acordo com o aditamento e a defesa a absolvição, o magistrado condenou Antônio Carlos pela prática do crime de extorsão, de acordo com a denúncia originária/fatos originários. Diante do exposto, é correto afirmar, segundo o Código de Processo Penal, que trata-se do instituto da:
1. A emendatio libelli não se aplica em grau de recurso, conforme previsto na legislação processual penal.
2. O juiz do feito pode realizar, de ofício a mutatio libelli se for colhida prova sobre elementar não contida no pedido.
3. A mutatio libelli deverá ser realizada através de aditamento da inicial de forma espontânea pelo acusador.
4. A emendatio libelli não pode ser conhecida pelo juiz para adequar o pedido a classificação do delito.
5. É possível que o próprio juiz, de ofício, adite a denúncia caso o ministério público não faça o aditamento, em razão de prova colhida durante a instrução que importe alteração do pedido.

O importante tema das provas no processo penal é disciplinado no Título VII do Código de Processo Penal brasileiro. A respeito das provas e sua previsão legal, aponte a proposição correta.
1. emendatio libelli, podendo o magistrado, conforme o art. 383 do CPP, condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, em razão da máxima: "dá-me os fatos que te darei o direito".
2. emendatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, por ser mais grave.
3. mutatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, uma vez que que são garantias do réu: ter a certeza de que não poderá ser condenado sem que tenha tido oportunidade de defender-se da imputação e que será julgado apenas nos limites do pedido do autor da ação penal.
4. mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão qualificada.
5. mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo que quiser.

A transação penal consiste em um acordo celebrado entre o MP (ou querelante, nos crimes de ação penal privada) e o autor do fato delituoso, por meio do qual é proposta a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa, evitando-se, assim, a instauração do processo. De acordo com a jurisprudência majoritária e atual do STF, a homologação da transação penal prevista na Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais nº 9.099/1995:
Pablo e Leonardo foram condenados, em primeira instância, pela prática do crime de furto qualificado, à pena de 02 anos e 06 meses de reclusão e 12 dias-multa, por fatos que teriam ocorrido quando Pablo tinha 18 anos e Leonardo, 21 anos. A pena-base foi aumentada, não sendo reconhecidas atenuantes ou agravantes nem causas de aumento ou diminuição. Intimados da sentença, o promotor e o advogado de Leonardo não tiveram interesse em apresentar recurso, mas o advogado de Pablo apresentou recurso de apelação. Por ocasião do julgamento do recurso, entenderam os desembargadores por reconhecer que o crime restou tentado, bem como que deveria ser aplicada a atenuante da menoridade relativa a Pablo. Com base nas informações expostas, os efeitos da decisão do Tribunal defesa, nesta ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.
1. Não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento da denúncia ou requisição de inquérito policial.
2. Faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à persecução penal, devendo ser aplicadas as penas alternativas constantes da própria transação.
3. Faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia, sendo vedada a requisição de novo inquérito policial.
4. Não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público optar pelo oferecimento da denúncia ou aplicação da penalidade alternativa já pactuada, sendo, todavia, vedada a requisição de abertura de inquérito policial nessa fase processual.
5. Não faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à persecução penal, sendo o caso de imediata aplicação das astreintes fixadas pelo juízo.

Em razão de uma determinada conduta de um juiz de direito de 1ª instância, que atuava em uma Vara Criminal da Comarca de Curitiba, o advogado Frederico ingressou com um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, figurando como autoridade coatora o magistrado. A ordem de habeas corpus foi denegada pelo Tribunal. Dessa decisão, desconsiderando a hipótese de habeas corpus, caberá ao advogado interpor a seguinte medida:
1. A Lei 12.016/09 é responsável por dispor sobre o mandado de segurança. Segundo ela, da sentença concessiva da segurança cabe recurso ordinário constitucional perante o STJ.
2. Recurso ordinário constitucional perante o STF.
3. Apelação.
4. Recurso em sentido estrito, que permite o exercício do juízo de retratação.
5. Recurso especial perante o STJ.

Frida foi condenada pela prática de determinado crime. Como nenhuma das partes interpôs recurso da sentença condenatória, tal decisão transitou em julgado, definitivamente, dentro de pouco tempo. Pablo, esposo de Frida, sempre soube da inocência de sua consorte, mas somente após a condenação definitiva é que conseguiu reunir as provas necessárias para inocentá-la. Ocorre que Frida não deseja vivenciar novamente a angústia de estar perante o Judiciário, preferindo encarar sua condenação injusta como um meio de tornar-se uma pessoa melhor. Nesse sentido, tomando-se por base o caso apresentado e a medida cabível à espécie, assinale a afirmativa correta.
1. Recurso ordinário constitucional perante o STJ.
2. Recurso ordinário constitucional perante o STF.
3. Apelação.
4. Recurso em sentido estrito, que permite o exercício do juízo de retratação.
5. Recurso especial perante o STJ.

Pablo pode ingressar com revisão criminal em favor de Frida, ainda que sem a concordância desta.
1. Cabe HC substitutivo da revisão criminal.
2. Caso Frida tivesse sido absolvida com base em falta de provas, seria possível ingressar com revisão criminal para pedir a mudança do fundamento da absolvição.
3. Caso a sentença dada à Frida, no caso concreto, a tivesse condenado mas, ao mesmo tempo, reconhecido a prescrição da pretensão executória, seria incabível revisão criminal.
4. Da decisão que julga a revisão criminal são cabíveis, por exemplo, embargos de declaração, mas não cabe apelação.

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O princípio da congruência, também conhecido por princípio da correlação ou adstrição possui relação direta com o
princípio do contraditório. Sobre o tema, marque a opção correta.
O membro do Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio Carlos, pela prática do crime de extorsão. Encerrada a
instrução, entendeu o promotor que não houve emprego de grave ameaça. Em razão disso, realizou o aditamento à
denúncia para modificar os fatos narrados e imputar o crime de estelionato ao réu. O aditamento foi recebido e novas
provas foram produzidas, conforme a nova descrição dos fatos. Após, o promotor pedir a condenação de acordo com o
aditamento e a defesa a absolvição, o magistrado condenou Antônio Carlos pela prática do crime de extorsão, de acordo
com a denúncia originária/fatos originários. Diante do exposto, é correto afirmar, segundo o Código de Processo Penal,
que trata-se do instituto da:
O importante tema das provas no processo penal é disciplinado no Título VII do Código de Processo Penal brasileiro. A
respeito das provas e sua previsão legal, aponte a proposição correta.
 
1.
A emendatio libelli não se aplica em grau de recurso, conforme previsto na legislação processual penal.
O juiz do feito pode realizar, de ofício a mutatio libelli se for colhida prova sobre elementar não contida no pedido.
A mutatio libelli deverá ser realizada através de aditamento da inicial de forma espontânea pelo acusador.
A emendatio libelli não pode ser conhecida pelo juiz para adequar o pedido a classificação do delito.
É possível que o próprio juiz, de ofício, adite a denúncia caso o ministério público não faça o aditamento, em razão
de prova colhida durante a instrução que importe alteração do pedido.
Data Resp.: 02/09/2022 16:51:15
Explicação:
O Ministério Público deverá realizar o aditamento de forma espontânea, conforme o previsto no artigo 384 do CPP.
Mutatio Libelli é realizada pelo MP e está prevista no art. 384 do CPP. Vejamos. "Encerrada a instrução probatória, se
entender cabível nova definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou
circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no
prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-
se a termo o aditamento, quando feito oralmente". A Emendatio, por sua vez, é realizada pelo magistrado e sua
previsão se encontra no art. 383 do CPP: "O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa,
poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave". 
 
 
2.
emendatio libelli, podendo o magistrado, conforme o art. 383 do CPP, condenar Antônio Carlos pelo crime de
extorsão, em razão da máxima: "dá-me os fatos que te darei o direito".
emendatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, por ser mais grave.
mutatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, uma vez que que são
garantias do réu: ter a certeza de que não poderá ser condenado sem que tenha tido oportunidade de defender-se
da imputação e que será julgado apenas nos limites do pedido do autor da ação penal.
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão qualificada.
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo que quiser.
Data Resp.: 02/09/2022 16:56:12
Explicação:
Havendo aditamento, o juiz ficará adstrito aos termos do aditamento, conforme o artigo 384 parágrafo 4º do CPP.
Mutatio Libelli é realizada pelo MP e está prevista no art. 384 do CPP. Vejamos. "Encerrada a instrução probatória, se
entender cabível nova definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou
circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no
prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-
se a termo o aditamento, quando feito oralmente". A Emendatio, por sua vez, é realizada pelo magistrado e sua
previsão se encontra no art. 383 do CPP: "O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa,
poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave". 
 
03189PROVAS NO PROCESSO PENAL
 
3.
As buscas domiciliares poderão ser executadas de dia ou de noite, independente de consentimento do morador.
A busca em mulher será feita por outra mulher, ainda que importe em retardamento ou prejuízo da diligência.
Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução,
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
(FCC-Juiz Substituto- PE/ 2011 - adaptada) A prova, no processo penal, está ligada a uma busca pela reconstrução de
fatos ocorridos no passado e que irá conformar a opinião do julgador para que profira um provimento jurisdicional. No
tocante à prova, o juiz:
(TJRJ-Técnico Judiciário - 2021 - CESPE - adaptada) O processo comum ordinário está previsto nos arts. 394 e seguintes
do Código de Processo Penal. A respeito do tema, na audiência do processo comum ordinário, o último ato da instrução
criminal é:
concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.
O mandado de busca e apreensão domiciliar não precisa mencionar o motivo e os fins da diligência.
Finda a diligência de busca e apreensão, os executores lavrarão auto circunstanciado, assinando-o com cinco
testemunhas presenciais.
Data Resp.: 02/09/2022 16:53:16
Explicação:
Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução,
concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias, nos termos do art. 239 do CPP. A busca em mulher será
feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência (art. 249). O mandado de busca
deverá: I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo
proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a
identifiquem; II - mencionar o motivo e os fins da diligência;
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir.
 
 
4.
Formará sua convicção pela livre apreciação daquela produzida nos autos, sem qualquer restrição.
Formará sua convicção pela livre apreciação da produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua
decisão em provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.
Poderá, de ofício, ordenar a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, mas apenas depois
de iniciada a ação penal.
Não poderá determinar, de ofício, no curso da instrução, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto
relevante.
Observará a necessidade, adequação e proporcionalidade da produção antecipada de provas, mesmo antes de
iniciada a ação penal.
Data Resp.: 02/09/2022 16:55:38
Explicação:
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não
podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas
as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. Somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as
restrições estabelecidas na lei civil. Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado
ao juiz de ofício: I - ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas
urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida; II - determinar, no
curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligênciaspara dirimir dúvida sobre ponto
relevante.
 
03190PROCEDIMENTOS PROCESSUAIS PENAIS
 
5.
a tomada de declarações do ofendido.
o interrogatório do réu.
a acareação.
a inquirição das testemunhas da defesa.
a inquirição das testemunhas da acusação.
Data Resp.: 02/09/2022 16:56:02
Explicação:
Segundo o art. 400 do CPP, na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 60 dias,
proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
(MPE-TO - 2022 - CESPE - adaptada)
A transação penal consiste em um acordo celebrado entre o MP (ou querelante, nos crimes de ação penal privada) e o
autor do fato delituoso, por meio do qual é proposta a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa,
evitando-se, assim, a instauração do processo. De acordo com a jurisprudência majoritária e atual do STF, a
homologação da transação penal prevista na Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais nº 9.099/1995:
(OAB/2018 - adaptada) Pablo e Leonardo foram condenados, em primeira instância, pela prática do crime de furto
qualificado, à pena de 02 anos e 06 meses de reclusão e 12 dias-multa, por fatos que teriam ocorrido quando Pablo tinha
18 anos e Leonardo, 21 anos. A pena-base foi aumentada, não sendo reconhecidas atenuantes ou agravantes nem
causas de aumento ou diminuição. Intimados da sentença, o promotor e o advogado de Leonardo não tiveram interesse
em apresentar recurso, mas o advogado de Pablo apresentou recurso de apelação. Por ocasião do julgamento do recurso,
entenderam os desembargadores por reconhecer que o crime restou tentado, bem como que deveria ser aplicada a
atenuante da menoridade relativa a Pablo. Com base nas informações expostas, os efeitos da decisão do Tribunal
defesa, nesta ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e
coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.
 
 
6.
Não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao
Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento da denúncia ou requisição de
inquérito policial.
Faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à
persecução penal, devendo ser aplicadas as penas alternativas constantes da própria transação.
Faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público a
continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia, sendo vedada a requisição de novo
inquérito policial.
Não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público optar pelo
oferecimento da denúncia ou aplicação da penalidade alternativa já pactuada, sendo, todavia, vedada a requisição
de abertura de inquérito policial nessa fase processual.
Não faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar
continuidade à persecução penal, sendo o caso de imediata aplicação das astreintes fixadas pelo juízo.
Data Resp.: 02/09/2022 16:57:34
Explicação:
Conforme a Súmula vinculante 35, a homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz
coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério
Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial.
 
03191RECURSOS NO PROCESSO PENAL
 
7.
não poderão ser estendidos a Leonardo, pois inexiste efeito extensivo nos recursos.
não poderão ser estendidos a Leonardo, pois, ainda que sem trânsito em julgado, em recurso exclusivo de Pablo
não poderia haver reformatio in mellius para o corréu.
poderão ser parcialmente estendidos a Leonardo, aplicando-se a causa de diminuição de pena da tentativa, mas
não a atenuante.
não poderão ser estendidos a Leonardo, tendo em vista que houve trânsito em julgado da sua condenação.
poderão ser integralmente estendidos a Leonardo, aplicando-se a atenuante e a causa de diminuição de pena da
tentativa.
Data Resp.: 02/09/2022 16:58:22
Explicação:
Gabarito: poderão ser parcialmente estendidos a Leonardo, aplicando-se a causa de diminuição de pena da tentativa,
mas não a atenuante.
Justificativa: Poderão ser parcialmente estendidos a Leonardo, aplicando-se a causa de diminuição de pena da
tentativa, mas não a atenuante, haja vista o art. 580 do CPP, afinal o reconhecimento da tentativa aproveita
Leonardo, mas a menoridade de 21 anos não, porque personalíssima, atinente apenas a Pablo.
 
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
(OAB/2016 - adaptada) Em razão de uma determinada conduta de um juiz de direito de 1ª instância, que atuava em
uma Vara Criminal da Comarca de Curitiba, o advogado Frederico ingressou com um habeas corpus junto ao Tribunal de
Justiça do Paraná, figurando como autoridade coatora o magistrado. A ordem de habeas corpus foi denegada pelo
Tribunal. Dessa decisão, desconsiderando a hipótese de habeas corpus, caberá ao advogado interpor a seguinte medida:
A Lei 12.016/09 é responsável por dispor sobre o mandado de segurança. Segundo ela, da sentença concessiva da
segurança cabe:
Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2013 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XI - Primeira Fase -
ADAPTADA
Frida foi condenada pela prática de determinado crime. Como nenhuma das partes interpôs recurso da sentença
condenatória, tal decisão transitou em julgado, definitivamente, dentro de pouco tempo. Pablo, esposo de Frida, sempre
soube da inocência de sua consorte, mas somente após a condenação definitiva é que conseguiu reunir as provas
necessárias para inocentá-la. Ocorre que Frida não deseja vivenciar novamente a angústia de estar perante o Judiciário,
preferindo encarar sua condenação injusta como um meio de tornar-se uma pessoa melhor. Nesse sentido, tomando-se
por base o caso apresentado e a medida cabível à espécie, assinale a afirmativa correta.
 
8.
Recurso ordinário constitucional perante o STJ.
Recurso ordinário constitucional perante o STF.
Apelação.
Recurso em sentido estrito, que permite o exercício do juízo de retratação.
Recurso especial perante o STJ.
Data Resp.: 02/09/2022 16:58:59
Explicação:
Gabarito: Recurso ordinário constitucional perante o STJ.
Justificativa: Recurso ordinário constitucional perante o STJ. Descartadas as demais, considerado o art. 105, II, a,
da CRFB/88.
 
03192AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO
 
9.
recurso ordinário constitucional ao STJ.
recurso ordinário constitucional perante o STF.
recurso especial perante o STJ.
apelação
novo mandado de segurança.
Data Resp.: 02/09/2022 16:59:50
Explicação:
Descartadas as demais, considerado o art. 14 da Lei nº 12016/09.
 
 
10.
Pablo pode ingressar com revisão criminal em favor de Frida, ainda que sem a concordância desta.
Cabe HC substitutivo da revisão criminal.
Caso Frida tivesse sido absolvida com base em falta de provas, seria possível ingressar com revisão criminal para
pedir a mudança do fundamento da absolvição.
Caso a sentença dada à Frida, no caso concreto, a tivesse condenado mas, ao mesmo tempo, reconhecido a
prescrição da pretensão executória, seria incabível revisão criminal.
Da decisão que julga a revisão criminal são cabíveis, por exemplo, embargos de declaração, mas não cabe
apelação.
Data Resp.: 02/09/2022 17:00:24
Explicação:
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio_ensineme.asp#
A competência para examinar a revisão criminal é, no mínimo, de um dos Tribunais Inferiores, daí a possibilidade de
embargos de declaração, ex vi do art.619 do CPP, mas não de apelação, porquanto reservada contra sentenças (art.
593 do CPP). A opção 1 contraria o art. 623 do CPP; a 2 não possui respaldo no art. 621 do CPP, que contempla
apenas condenações; e a 4 ignora que, por se tratar de sentença condenatória, cabe, em tese, revisão criminal, sendo
irrelevante a prescrição da pretensão executória, ex vi do art. 622, caput, do CPP. O HC alternativo à revisão criminal
é excepcional, mostrando-se, em regra, inadmissível. E, no caso em tela, mostra-se inadequado ante a inescapável
dilação probatória.

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