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UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana 
Curso: Psicologia 2021.2 
PSICODIAGNÓSTICO II (CHF-922) 
Profª Shiniata Menezes 
Monitoras: 
Letícia Maciel Martins Tavares 
Rayana Gomes Almeida Pereira 
Estudante: 
Vitória Pereira Mendes da Silva 
Matrícula: 
19131306
Referência:
Hutz, C.S; Bandeira, D.R. & Trentini, C.M. (Orgs). (2018). Avaliação psicológica da inteligência e da personalidade. Porto Alegre: Artmed.
1. Destaque e comente duas características principais da técnica abordada no texto.
Um dos aspectos ressaltados durante um texto é a importância da articulação entre teoria, método e técnica, para que se tenha uma AP fidedigna, e que dê conta dos aspectos biopsicossociais do indivíduo que está sendo avaliado, de modo que o indivíduo é tido enquanto um ser único, com histórias de vida diferentes e singulares, sendo assim tais aspectos devem ser considerados na aplicação da técnica. Por isso a necessidade de normatização e testagem com diferentes gêneros, em diferentes fases do desenvolvimento e em diferentes contextos espaciais e sócio culturais, construindo assim evidências empíricas da funcionalidade do Rorschach, por exemplo, no contexto Brasileiro, que se difere do Francês, considerações essas que não são específicas do Rorschach.
Uma característica importante do Rorschach, é sua fundamentação qualitativa e quantitativa, de modo que o último se ancora no psicodrama, que precede a interpretação das funções psicológicas e das características da personalidade. Porque essa é uma característica importante? Pois, não implicará na análise da personalidade e de seus aspectos, de forma isolada, mas isso será feito de forma global. 
Desse modo, rompe-se com a ideia de uma personalidade estática, a partir da minha compressão, essa técnica para além da avaliação das condições internas que a constitui, essa também compreenderá as condições externas (história de vida, interações sociais, aspectos emocionais, por exemplo) ao analisá-la.
“A interpretação dos dados do Rorschach segue a abordagem da cognição e dos processos de pensamento (modos de apreensão e determinantes) e os fatores determinantes da dinâmica conflitual (cinestesias e reações sensoriais) da personalidade, organizando os indicadores como representantes das funções psíquicas, objeto de interesse do psicólogo.” (p.478-479)
Essa é uma segunda característica, que considerei importante, e que requer uma acuidade sensorial do psicólogo, pois a partir da resposta do indivíduo, as cartas que evocam comportamentos e sentimentos, este terá que identificar a partir do modo de responder, das reações emocionais e sensoriais, o modo como se organiza as condições psíquica do indivíduo analisado. O que requer técnica e uma boa fundamentação teórica, vide que por vezes são manifestações sutis. Acredito que isso implica no uso de fórmulas e passo - a- passo, que são trazidos no texto, para que assim nada, ou pouco se deixe passar sobre o entrevistado durante a AP.
Sobre a estruturação dos indicadores técnicos, que parece um passo- a passo a se seguir, em que se articularam informações qualitativas e quantitativas, em que são consideradas diferentes variáveis, como atitudes frente ao teste, nível de escolaridade, avaliação de inteligência, avaliação da efetividade e impulso, avaliação da adaptação social, além de aspectos que possam impactar no caso e causar sofrimento psíquico do indivíduo. Também são feitas análise dinâmicas e simbólicas, e por fim é feita uma síntese em que são articulados esses pontos. No que tange esses processos, acredito que existam aspectos éticos, que impossibilitam os autores darem maior detalhamento sobre as fórmulas utilizadas, assim como sobre cada passo. O que me deixou um tanto quanto confusa, no que tange a articulação dos dados obtidos, assim como sobre o significado de cada fórmula. O que ficou mais claro, a partir do modelo clínico, no qual fez-se uso do modelo interpretativo indicado no texto. No qual eu pude, visualizar que, as cartas têm imagens, cujo o significa ou o conteúdo, são interpretados de diferentes formas, e que a partir desse estímulo o indivíduo tem diferentes reações sensoriais e atitudinais, que dirão sobre sua personalidade e sua forma de estar e comportar-se no mundo. No entanto, sua história de vida, antes de tudo é levantada, pois tal como dito anteriormente cada indivíduo é único, assim como suas formulações psíquicas e consequentemente sua personalidade.
2. Reflita sobre o uso da técnica abordada no processo de avaliação psicológica: importância e impactos. Elabore um breve comentário. 
Para uma boa avaliação psicológica, é importante a escolha de técnicas e instrumentos adequados. Desse modo, têm-se que os métodos projetivos têm grande valor para o estudo da personalidade, no entanto, a mesma deve ser analisada a partir de uma investigação que a considere enquanto um todo em constante evolução, em que o todo que a constitui está em constante interação. A partir do caso clínico, pode-se perceber que a técnica projetiva confrontou o sujeito com a situação a qual enquadra-se seu crime, e assim sendo, eram evocados no sujeito o que ele era, como seu mundo externo e interno se constitui e os processos desencadeados em sua personalidade. Visto isso, acredito que esse teste tem grande importância para as avaliações psicológicas, principalmente no que tange, avaliação de personalidades violentas, no que tange a tendência ao descontrole emocional, comportamentos violentos, de modo que pode ter forte impacto, por exemplo, na conceção de posse de armas, regimes abertos de liberdade.
3. Avalie sua leitura do texto: o que já sabia e revisou? O que aprendeu de novidade? A leitura lhe remeteu a outros textos ou outras fontes (filmes, músicas, livros literários, outras disciplinas, etc...)? Quais? 
Um dos pontos que vêm sendo afirmados e reafirmados, nas aulas de AP , é a importância da articulação entre a teoria e a prática, a teoria e o método, dando maior fidedignidade aos testes, e avaliações psicológicas. Não conhecia o teste de Rorschach, e o via enquanto algo que avaliava a personalidade de forma estática, enquanto algo intrínseco ao indivíduo, imutável. O texto mostra exatamente o contrário, de modo que até suas etapas, consideram diferentes aspectos, para que justamente não se tenha uma avaliação erronea da personalidade do indivíduo, ao analisá-la de forma isolada. A leitura me remeteu à disciplina de Psicodiagnóstico I, em que a professora afirmava que a história da AP, tinha impactado na forma com que os estudantes vêm a matéria, os testes e a própria AP, sob um viés preconceituoso.

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