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1 
 
DISCIPLINA DIREITO PROCESSUAL PENALI 
AFONSO LIMA DA CRUZ JÚNIOR 
 
 JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA 
CONCEITO 
• Jurisdição é o poder atribuído ao Estado, pela Constituição Federal, para aplicar a lei ao caso 
concreto, compondo litígios e resolvendo conflitos. Na verdade pode ser entendido como o 
poder-dever do juiz dizer o direito no caso concreto. 
 
CARACTERÍSTICAS DA JURISDIÇÃO. 
I. Substitutividade: o Estado substitui a vontade das partes na resolução do conflito de 
interesses, o que impede que haja a autotutela, em regra. São exceções à vedação à autotutela a 
legítima defesa, o estado de necessidade e a prisão em flagrante. 
II. Inércia (ne procedat iudex ex officio): em regra, a jurisdição deve ser provocada, não 
podendo atuar de ofício. Uma exceção é a concessão de habeas corpus de ofício pelos juízes. 
III. Imutabilidade: a jurisdição resolve o conflito em caráter definitivo, por razões de segurança 
jurídica. A revisão criminal pro reo é exceção a essa característica. 
IV. Unidade: a jurisdição é una, mas, por motivos de ordem prática, o Estado tem que distribui-
la entre diversos juízos, o que faz surgir a competência, explicada adiante. 
 
PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO. 
• Princípio do juiz natural. Ninguém pode ser processado ou julgado senão pelo juiz 
competente, de acordo com normas preestabelecidas. 
São vedados, da mesma forma, juízos e tribunais de exceção (art. 5º, XXXVII, da CF). 
• Princípio da investidura. A jurisdição só pode ser exercida por quem foi aprovado em 
concurso público, nomeado, empossado e que está no exercício de suas atividades. 
• Princípio da indeclinabilidade. O juiz não pode deixar de dar a prestação jurisdicional, 
tampouco uma lei pode ser feita para excluir da apreciação do judiciário lesão ou ameaça a 
direito de alguém (art. 5, XXXV, da CF). 
• Princípio da indelegabilidade. Nenhum juiz pode delegar sua jurisdição a outro, pois, se isso 
ocorrer, estará sendo desrespeitado o princípio do juiz natural. 
• Princípio da Improrrogabilidade. O juiz não pode invadir a área de atuação de outro, salvo 
nas hipóteses expressamente previstas em lei. 
2 
 
• Princípio da inevitabilidade (ou irrecusabilidade). As partes não podem recusar o juiz, salvo 
nos casos de suspeição, impendimento ou incompetência. 
• Princípio da inércia (ou da iniciativa das partes). O juiz não pode dar início à ação penal. 
 
COMPETÊNCIA 
A doutrina classicamente define competência como a medida da jurisdição, dentro da qual o juiz 
pode aplicar o Direito Penal. Todo juiz possui jurisdição, pois está investido na função, mas 
nem todo juiz possui competência. 
Espécies de competência 
A competência pode ser dividida em 4 espécies, das quais surge a classificação entre 
competência absoluta e competência relativa: 
I. Em razão da matéria (ratione materiae): tem relação com a natureza da infração. Ex.: crime 
eleitoral é julgado pela Justiça Eleitoral. Trata-se de competência absoluta. Encontra-se no art. 
69, III, do CPP: 
Art. 69. Determinará a competência jurisdicional: III - a natureza da infração; 
II. Em razão da pessoa ou da função (ratione personae ou ratione funcionae): determinada pela 
função desempenhada pelo agente. Renato Brasileiro classifica como ratione 
6 
MINISTÉRIO PÚBLICO 
funcionae pelo fato de guardar relação com a função e não com a pessoa que a ocupa (p. 335). 
Ex.: crime cometido por deputado federal. Trata-se de competência absoluta: 
Art. 69. Determinará a competência jurisdicional: VII - a prerrogativa de função. 
III. Territorial ou em razão do lugar (ratione loci): determina qual a comarca ou secção 
judiciária seria a competente, seja pelo lugar da infração ou pelo domicílio do réu. É 
competência relativa: 
Art. 69. Determinará a competência jurisdicional: I - o lugar da infração; II - o domicílio ou 
residência do réu; 
IV. Competência funcional: consiste na distribuição feita pela lei entre os diversos juízos e 
instâncias para a prática dos atos processuais. É competência absoluta. Pode ser dividida em 
três: 
IV.1 Competência funcional por fase do processo: os órgãos jurisdicionais responsáveis por 
cada fase do processo são distintos. Ex.: juiz que profere a sentença não é o mesmo responsável 
pela execução penal. 
3 
 
IV.2 Competência funcional por objeto do juízo: existem órgãos competentes para determinadas 
questões no mesmo processo. Ex.: tribunal do júri, em que o Conselho de Sentença julga a 
existência do fato e sua autoria de acordo com os quesitos apresentados, mas o juiz-presidente 
elabora a sentença condenatória ou absolutória. 
IV.3 Competência funcional por grau de jurisdição ou competência funcional vertical ou 
hierárquica: dividida entre órgãos superiores e inferiores, havendo os juízos de piso e o tribunal. 
A competência pode ser originária ou em razão de recurso. 
A competência funcional ainda pode ser classificada em horizontal, quando não há hierarquia 
entre os órgãos jurisdicionais. Ex.: juízos de duas varas. 
 
Distinções entre competência absoluta e competência relativa 
 Competência absoluta: Envolve interesse público; não permite prorrogação, podendo ser 
arguida a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição, inclusive de oficio pelo juiz. 
Acarreta nulidade absoluta de todos os atos praticados no feito, decisórios ou instrutórios. 
Espécies: I- Competência em razão da matéria (ratione materiae); II – Competência por 
prerrogativa de função (ratione personae); III – Competência Funcional.(Fase do processo, 
objeto do juízo, grau de jurisdição). 
Competência Relativa: Envolve sobretudo interesse das partes; Permite prorrogação, caso não 
seja oferecida a tempo a exceção de incompetência; Acarreta nulidade relativa dos atos 
decisórios, não sendo anulados os atos instrutórios (art. 567 do CPP). 
Espécies: Competência territorial (ratione loci) 
 
 Competência de foro (Ratione loci) 
 I – Foro geral ou comum  ugar da infração (locus delicti comissi) art. 70 do CPP. 
 II – Foro subordinado ou supletivo  Domicílio ou residência do réu 
 (forum domicilii) 
 III – Foro concorrente(ação penal exclusivamente privada)  art.73 CPP 
 
Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio 
ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. No crime tentado, a 
competência será do local onde tiver sido praticado o último ato de execução. 
 
 
4 
 
DICAS: 
• Nos chamados crimes a distância em que a execução do delito se inicia no território 
brasileiro, mas a consumação se dá no exterior, será competente o lugar onde no Brasil, tiver 
sido praticado o último ato de execução.(Artigo 70, §1 e §2: Teoria da Ubiquidade) 
•. Nos chamados crimes plurilocais e preterdolosos a teoria adotada é do resultado. (Artigo 70, 
caput, do CPP). 
•Nas hipóteses de crime permanente ou continuado praticado em território de duas ou mais 
comarcas, a ação penal pode ser proposta em qualquer delas, sendo a competência fixada por 
prevenção. (Artigo 71 do CPP:Teoria da Ubiquidade). 
•. Se o crime foi cometido integralmente no exterior, mas deve ser julgado no Brasil em razão 
de se tratar de hipótese de extraterritorialidade da lei penal brasileira, o julgamento se dará na 
capital do Estado onde por último tenha residido o acusado, ou, caso nunca tenha tido residência 
no país, será julgado na Capital da República. 
• Crime de emissão de cheque sem fundos (artigo 171, § 2 º, VI, do CP)-Súmula 521 do 
Supremo Tribunal Federal e 244 do Superior Tribunal de Justiça. 
• Crime de estelionato comum, cometido mediante falsificação de cheque (artigo 171, caput 
do CP)- Súmula 48 do Superior Tribunal de Justiça. 
• Crime de falso testemunho prestado em carta precatória. 
• Crime de homicídio doloso. (teoria da atividade) 
• Juizado especial criminal (art. 63 da ei 9.099/95): teoria da atividade. 
Quadro Resumo 
 
 
5 
 
1. COMPETÊNCIA PELO DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIADO RÉU. (Artigo 72 do 
CPP). 
 
2. COMPETÊNCIA PELA NATUREZA DA INFRAÇÃO PENAL. 
• Justiça Militar: julga os crimes militares próprios e impróprios previstos no Código Penal 
Militar. Crimes militares são aqueles descritos no Código Penal Militar. Tais crimes se 
subdividem em: 
Próprios: aqueles previstos no Código Penal Militar que não encontram descrição típica 
semelhante na legislação comum. Exemplo: Insubordinação, deserção. 
Impróprios: aqueles previstos no Código Penal Militar que encontram descrição típica 
semelhante na esfera comum. Ex. estupro, roubo , furto. 
• Justiça Eleitoral: A Justiça Eleitoral julga os crimes eleitorais e os seus conexos (art. 121 da 
CF). os crimes eleitorais, em regra, estão descritos no Código Eleitoral (ei 4737/65). 
• Justiça Federal: 
• Justiça Estadual: A competência da Justiça Estadual é encontrada por exclusão. 
 
3. PREVENÇÃO E DISTRIBUIÇÃO. Os critérios anteriores são suficientes para se fixar o 
foro e a Justiça. É possível que restem vários juízes igualmente competentes para o caso. Nessa 
hipótese, verificar-se-á a prevenção se um deles tiver se adiantado aos demais na prática de 
algum ato do processo ou medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denuncia 
ou queixa. Ex. Decretação de Prisão Preventiva. 
 
4. CONEXÃO E CONTINÊNCIA. É a existência de um vínculo, uma ligação, entre duas ou 
mais infrações penais, que faz com que devam ser apuradas em conjunto em uma só ação penal. 
Sempre que se falar em conexão, necessariamente duas ou mais infrações foram praticadas, o 
que não ocorre nos casos de continência. A conexão pode ser intersubjetiva, objetiva ou 
probatória. 
 
4.1. CONEXÃO INTERSUBJETIVA. 
A) Por simultaneidade(ou ocasional) – se, ocorrendo duas ou mais infrações penais, houverem 
sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, sem prévio ajuste entre elas. Ex. 
vários torcedores invadem um campo de futebol para agredir o árbitro e seu auxiliar. 
B) Por concurso – se ocorrendo duas ou mais infrações penais, houverem sido praticadas por 
várias pessoas em concurso, ainda que diversos o tempo e o lugar do delito. Nesse caso, há o 
6 
 
liame subjetivo entre os agentes que portanto, são coautores e partícipes. Ex. dois indivíduos 
entram em uma casa, onde praticam roubo e estupro. 
C) por reciprocidade – se as infrações forem praticadas por duas ou mais pessoas, umas contra 
as outras. Ex. lesoes corporais recíprocas. 
 
4.2. CONEXÃO OBJETIVA 
A) teleológica – quando uma infração penal visa assegurar a execução de outra. É o que ocorre, 
por exemplo, quando o agente mata o marido para conseguir estuprar a esposa. 
B) consequencial – quando uma infração visa assegurar a ocultação, a impunidade ou a 
vantagem de outra. Ex. atear fogo em uma casa, para que não se descubra o furto nela cometido 
(garantir a ocultação); matar a vítima de crime anterior para garantir a impunidade em relação a 
tal delito; matar fiscal de trânsito para não apreeender carro anteriormente furtado. 
 
4.3. CONEXÃO PROBATÓRIA OU INSTRUMENTAL 
Quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na 
prova de outra infração. Ex. a prova de um crime de furto em relação à receptação. 
 
4.4. HIPÓTESES DE CONTINÊNCIA (ART. 77). 
 
a) Por cumulação subjetiva – quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma 
infração. Ocorre nas hipóteses de coautoria ou participação em relação a um só crime. ( o que 
diferencia da conexão, que sempre pressupões duas ou mais infrações penais). Ex. duas ou mais 
pessoas cometem um roubo em concurso. Serão processadas em conjunto. 
b) Por cumulação objetiva – em todas as hipóteses de concurso formal, inclusive na aberratio 
ictus e na aberratio criminis, com duplo resultado. Ex. uma pessoa agindo com imprudência, 
atropela e mata outras duas. 
 
DESTAQUES: 
• Conexão entre jurisdição comum e a dos juizados especiais criminais. Se houver conexão ou 
continência entre infração de menor potencial ofensivo e outra mais grave, prevalecerá a 
competência desta última, para julgar ambas as infrações penais, incluisive em relação ao rito 
processual. É o que diz o art.60 da ei 9.099/95). 
 
7 
 
6. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. 
Em face da relevância do cargo ou da função exercida por determinadas pessoas, são elas 
julgadas originalmente por órgãos superiores da jurisdição e não pelos órgãos comuns. Em 
razão disso, sendo o delito cometido por uma dessas pessoas, não se aplicam os critérios 
estudados anteriormente porque a Constituição Federal preestabeleceu o julgamento por 
Tribunais Superiores. Assim, se o Presidente da República cometer um crime em Florianópolis, 
será julgado pelo STF e não por um dos juízes criminais de Florianopólis. 
DICA: A restrição do foro por prerrogativa de função dos Deputados Federais e 
Senadores no julgamento da questão de ordem na AP 937/RJ (Info 900). O STF restringiu 
a sua aplicação somente aos crimes praticados durante o exercício do cargo e que tenham 
relação com as funções desempenhadas. Ou seja, crimes cometidos antes ou depois do 
término do mandato, ou ainda durante, mas sem relação com a função serão julgados em 
primeira instância. 
1 Súmula 394-STF: Cometido o crime durante o exercício funcional, prevalece a competência 
especial por prerrogativa de função, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados após 
a cessação daquele exercício. 
Ainda, determinou o fim da instrução processual como limite temporal para a modificação de 
competência pelo encerramento da função detentora de foro. Assim, caso o parlamentar 
renuncie ou não se reeleja, se encerrada a instrução, a competência para julgar o crime 
permanece com o STF. Caso a instrução não esteja encerrada, os autos serão remetidos ao juízo 
de primeiro grau. 
Como explica o professor Márcio André Cavalcante opes, o entendimento firmado foi o 
seguinte: 
As normas da Constituição de 1988 que estabelecem as hipóteses de foro por prerrogativa de 
função devem ser interpretadas restritivamente, aplicando-se apenas aos crimes que tenham sido 
praticados durante o exercício do cargo e em razão dele. Assim, por exemplo, se o crime foi 
praticado antes de o indivíduo ser diplomado como Deputado Federal, não se justifica a 
competência do STF, devendo ele ser julgado pela 1ª instância mesmo ocupando o cargo de 
parlamentar federal. Além disso, mesmo que o crime tenha sido cometido após a investidura no 
mandato, se o delito não apresentar relação direta com as funções exercidas, também não haverá 
foro privilegiado. Foi fixada, portanto, a seguinte tese: O foro por prerrogativa de função 
aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às 
funções desempenhadas. Após o final da instrução processual, com a publicação do 
despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para 
8 
 
processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a 
ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo. STF. 
Plenário. AP 937 QO/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 03/05/2018 (Info 900). 
 
DESTAQUES: 
• O foro por prerrogativa de função estende-se àquele que não goza da prerrogativa de função, 
mas comete o crime em concurso com os que delam gozam. Nesse caso, ainda que o Tribunal 
venha a absolver este último, continuará julgando o outro (artigo 81, caput, do CPP). 
Nesse sentido estabelece a súmula 704 do STF. 
• A denúncia contra quem goza de tal foro por prerrogativa de foro deve ser oferecida pelo 
órgão do Ministério Público em atuação junto ao Tribunal. Ex. denúncia contra prefeitos 
municipais deve ser oferecida pelo Procurador –Geral de Justiça. 
• Estende-se a competência do Tribunal sobre seu jurisdicionado qualquer que tenha sido o 
local da prática do delito. Ex. juiz do Estado de São Paulo comete um crime em outro Estado.Será julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. 
• Súmula 721 do STF (Súmula vinculante 45) 
• Se a infração é praticada antes de o agente possuir o cargo ou função, deverão ser o inquérito 
ou ação penal remetidos no estado em que se encontram ao Tribunal, tão logo o agente os 
assuma. 
• A súmula 451 do STF dispõe que não existe foro por prerrogativa de função quando o delito 
é cometido após aposentadoria ou o término do mandato. 
 
SÚMULAS APLICAVÉIS DO STJ 
5. Compete à justiça comum estadual processar e julgar delito decorrente de acidente de 
trânsito envolvendo viatura da policia militar, salvo se autor e vítima forem policiais militares 
em situação de atividade. 
33. A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício. 
42. Compete à justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é parte 
sociedade de economia mista e crimes praticados em seu detrimento. 
53. Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado de prática de crime 
contra instituições militares estaduais. 
62.Compete à justiça estadual processar e julgar crime de anotação na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social, atribuído à empresa privada. 
9 
 
73. A utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de 
estelionato, da competência da justiça estadual. 
75. Compete à justiça comum estadual processar e julgar policial militar por crime de promover 
ou facilitar a fuga de preso de estabelecimento penal. 
78. Compete à justiça militar processar e julgar policial de corporação estadual, ainda que o 
delito tenha sido praticado em outra unidade federativa. 
104. Compete à justiça estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de 
documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino. 
122. Compete à justiça federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de 
competência da justiça federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, a, do Código de 
Processo Penal. 
140. Compete à justiça comum estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como 
autor ou vítima. 
147. Compete à justiça federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário 
público federal, quando relacionados com o exercício da função. 
151. A competência para processo e julgamento por crime de contrabando e descaminho 
define-se pela prevenção do juízo federal do lugar da apreensão dos bens. 
165. Compete à justiça federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido no 
processo trabalhista. 
172. Compete à justiça comum estadual processar e julgar militar por crime de abuso de 
autoridade, ainda que praticado em serviço. 
200. O juízo federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de passaporte 
falso é o do lugar onde o delito se consumou. 
208. Compete a justiça federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita 
a prestação de contas perante órgão federal. 
209. Compete à justiça estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e 
incorporada ao patrimônio municipal. 
244. Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante 
cheque sem provisão de fundos. 
É o juiz ou tribunal que chama para si a responsabilidade de julgar todos os crimes e/ou 
infratores nas hipóteses de conexão ou continência. 
 
 
 
10 
 
FORO PREVALENTE 
Regras definidoras: 
a) Justiça Especial > Justiça Comum: Percebe-se que a justiça especial prevalece sobre a 
justiça comum, de forma que se um delito da justiça especializada é conexo com outro da justiça 
comum, reuniremos tudo na justiça especial. Observação: essa regra NÃO se aplica a justiça 
militar, pois ela não se mistura (art. 79, I, CPP). Segundo o STJ, na Súmula 122, a justiça 
federal em que pese ser comum prevalece sobre a estadual. 
b) Júri > Órgãos da jurisdição comum: Percebe-se que o Júri é o órgão prevalente, julgando os 
crimes dolosos contra a vida e todas as infrações comuns eventualmente conexas. Nesta regra, 
podem ser atraídas ao Júri até mesmo as infrações penais de menor potencial ofensivo, 
respeitando-se, contudo, os institutos benéficos dos Juizados Especiais Criminais (art. 60, 
parágrafo único, ei nº 9.099/95). Se um crime doloso contra a vida é conexo com um crime 
federal, as infrações serão reunidas perante o Júri Federal. O Júri não se mistura com a justiça 
especial, exigindo-se a separação de processos. 
 
c) Jurisdição de maior hierarquia > Jurisdição de menor hierarquia: Por esta regra, percebe-se 
que, se o cidadão comum pratica crime juntamente com uma autoridade, ambos serão julgados 
em processo único no tribunal competente para julgar a autoridade. Segundo o STF, na súmula 
704, não há ofensa a garantias constitucionais quando o cidadão comum é julgado no tribunal 
por praticar crime com autoridade que usufrui do foro por prerrogativa de função. 
 
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA 
Jurisprudência do site Dizer o Direito e JusBrasil. 
Manual de Processo Penal – Renato Brasileiro 
Processo Penal Parte Geral – Leonardo Barreto Moreira Alves. 
Nestor Távora e Rosmar Rodrigues Alencar - Direito Processual Penal 
 
11 
 
QUESTÕES 
1) (2018-CESPE-EBSERH-ADVOGADO) Quanto ao inquérito policial, à ação penal, às regras de fixação 
de competência e às disposições processuais penais relacionadas aos meios de prova, julgue o item a 
seguir. 
A justiça federal será exclusivamente competente para o devido processo e julgamento da ação penal 
relativa a crime de concussão praticado por médico que tenha exigido benefício financeiro de paciente 
do Sistema Único de Saúde. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2) (2018-CESPE-STJ-TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA) Acerca da competência, das 
questões e dos processos incidentes e das provas, julgue o item a seguir. 
 
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a competência para processar e julgar os crimes de 
latrocínio é do tribunal do júri, e não do juiz singular. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3) (2018-CESPE-STJ-TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA) Julgue o item a seguir, relativo à 
competência para processar e julgar ações penais. 
 
No processo penal, em regra, a competência é definida pelo domicílio ou pela residência do réu; no 
entanto, se este endereço for desconhecido, a ação penal será processada no lugar de consumação da 
infração. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4) (2018-CESPE-STJ-TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA) Julgue o item a seguir, relativo à 
competência para processar e julgar ações penais. 
 
O juiz poderá desmembrar o processo quando houver excessivo número de acusados ou quando as 
infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes. 
 
12 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
5) (2017-CESPE-TRF1-ANALISTA JUDICIÁRIO) Com relação a prisão temporária, normas dos juizados 
especiais criminais e questões e processos incidentes no processo penal, julgue o item subsecutivo. 
 
A reunião de processos perante juízo comum ou tribunal do júri, em decorrência da aplicação das 
regras de conexão e continência, não impede, em relação aos delitos de menor potencial ofensivo, a 
aplicação dos institutos da transação penal e da composição dos danos civis. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
6) (2017-CESPE-TCE-PE-ANALISTA DE GESTÃO) No que diz respeito ao Poder Judiciário, julgue o 
próximo item. 
Desembargador aposentado que cometer crime comum será processado e julgado pelo primeiro grau 
de jurisdição, haja vista o foro por prerrogativa de função restringir-se aos magistrados da ativa. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7) (2016-MPE-SC-PROMOTOR DE JUSTIÇA) A competência, segundo o Código de Processo Penal, será 
determinada pela continência, quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias 
elementares influir na prova de outra infração e, por conexão, entreoutros casos, se, ocorrendo duas 
ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por 
várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as 
outras. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
8) (2016-MPE-SC-PROMOTOR DE JUSTIÇA) De acordo com o Código de Processo Penal, a conexão e a 
continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo no concurso entre a jurisdição comum 
e militar e no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores. Segundo o mesmo Estatuto, 
na determinação da competência por conexão ou continência serão observadas, entre outras, as 
seguintes regras: no concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração, 
à qual for cominada a pena mais grave; prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número 
de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13 
 
9) (2014-MPE-SC-PROMOTOR DE JUSTIÇA) Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é 
Certo ou Errado. 
 
Para o Código de Processo Penal, verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, 
concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver 
antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, exceto 
quando anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
10) (2014-MPE-SC-PROMOTOR DE JUSTIÇA) Súmulas do Superior Tribunal de Justiça estabelecem: a) 
Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime praticado contra sociedade de economia 
mista; b) Compete à Justiça Federal processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou 
vítima. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
11) Julgue os itens subsequentes, no que se refere aos recursos, à ação penal e à competência no 
processo penal brasileiro. 
Considere que Cássio, jogador de futebol residente na cidade de Montes Claros — MG, tenha 
declarado, em entrevista a jornais de circulação local no município de Governador Valadares — MG, 
que Emílio, árbitro de futebol, recebia dinheiro de agremiações para influenciar os resultados das 
partidas que arbitrava. Nessa situação hipotética, caso Emílio se considere caluniado e decida defender 
seus direitos na esfera criminal, ele poderá optar por propor a queixa-crime no foro de Montes Claros 
— MG. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
12) (2013-CESPE-POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL-PRF) Compete à justiça federal processar e julgar a 
contravenção penal praticada em detrimento de bens e serviços da União. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13) ( Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: Polícia Federal Prova: CESPE - 2018 - Polícia Federal - Escrivão de 
Polícia Federal) É sua atribuição, ainda, o controle externo da atividade policial. Para o exercício de suas 
funções com autonomia e segurança, a Constituição garantiu os membros do MP vitaliciedade (após 2 
anos), irredutibilidade de vencimentos e inamovibilidade. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
14 
 
 
14) (Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: Polícia Federal Prova: CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de 
Polícia Federal) Em cada item seguinte , é apresentada uma situação hipotética seguida de uma 
assertiva a ser julgada de acordo com o entendimento dos tribunais superiores acerca das atribuições 
da PF na persecução criminal e da competência para o processamento e o julgamento de ação penal. 
 
O prefeito de determinado município desviou, em proveito próprio, verba federal transferida e 
incorporada ao patrimônio municipal. Instaurado o competente IP, os autos foram relatados e 
encaminhados, pela autoridade policial, à justiça estadual. Nessa situação, agiu corretamente a 
autoridade policial ao encaminhar os autos à justiça comum estadual, a quem compete o 
processamento e o julgamento de casos como o relatado. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
15) (Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: Polícia Federal Prova: CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de 
Polícia Federa) lAcerca da disciplina constitucional da segurança pública, do Poder Judiciário, do MP e 
das atribuições da PF, julgue o seguinte item. 
 
Compete à justiça estadual o julgamento de crimes relativos à difusão ou aquisição, em determinado 
estado da Federação, de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes por meio da rede 
mundial de computadores. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
16 ) (CESPE-2018- ESCRIVÃO-PC/MA)De acordo com as regras para a fixação da competência no âmbito 
penal, assinale a opção correta. 
 a) A competência será definida por conexão, quando duas ou mais pessoas forem acusadas da prática 
de um mesmo fato delituoso. 
 b) Não se aplicam as regras de competência aos crimes cometidos fora do território brasileiro. 
 c) A competência será definida pelo domicílio ou pela residência da vítima, quando a execução do 
crime iniciar-se, mas este não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. 
 d) Sempre que, no inquérito policial, não se conseguir determinar o local do fato delituoso, a 
competência será fixada pelo domicílio ou pela residência do réu. 
 e) No caso de crime consumado, a competência será fixada após a descoberta do paradeiro do réu. 
 
15 
 
17) Determinado vereador de município de unidade de federação que prevê, exclusivamente em sua 
Constituição Estadual, foro por prerrogativa de função para que vereadores sejam julgados pelo 
Tribunal de Justiça do Estado, em um evento comemorativo de seu aniversário de casamento, no 
próprio município em que atua, após ingerir bebida alcoólica, vem a discutir com um ex-namorado de 
sua esposa, que atuava como Juiz de Direito em outro Estado. Durante a discussão, o vereador desfere 
diversos golpes com faca no coração do magistrado, golpes esses que foram a causa eficiente de sua 
morte. Descobertos os fatos, o vereador vem a ser denunciado pela prática do crime de homicídio 
qualificado consumado. 
Considerando apenas as informações narradas, será competente para julgamento do delito imputado: 
a) o Tribunal de Justiça do Estado onde o vereador exerce suas funções; 
b) o Tribunal do Júri do local dos fatos; 
c) a Câmara dos Vereadores à qual o vereador encontra-se vinculado; 
d) o Tribunal do Júri de comarca do Estado onde o magistrado exercia suas funções; 
e) o Tribunal de Justiça do Estado onde o magistrado exercia suas funções. 
 
18) (FCC-2018-ANALISTA JURÍDICO DA DEFENSORIA-DPE/AM) Sobre a competência, é correto afirmar: 
 a) Será, de regra, determinada pelo domicílio do réu. 
b) Os casos mais graves são de competência da justiça federal. 
 c) Será determinada pela continência quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma 
infração. 
 d) A competência por conexão é vedada se um dos crimes for contra a vida. 
 e) No crime de latrocínio pode o réu optar pelo julgamento pelo Tribunal do Júri. 
 
19) (FUNDATEC – IGP-RS – TÉCNICO EM PERÍCIAS) Segundo disposto no Código de Processo Penal, o 
que determina a competência jurisdicional é, EXCETO a: 
a) Natureza da infração. 
b) Litispendência. 
c) Distribuição. 
d) Conexão ou continência. 
e) Prerrogativa de função. 
 
16 
 
20) (FEPESE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA – PC – SC) A competência nos crimes em que não se conhece o 
lugar da infração será determinada pelo(a): 
a) prevenção. 
b) lugar da sua consumação. 
c) domicílio ou residência do réu. 
d) lugar do último ato de execução. 
e) local onde a tentativa se iniciou. 
21) (CESPE/2018 – DELEGADO DE POLICIA CIVIL – PC-MA) Após desentendimento em jantar em sua 
residência, um deputado estadual esfaqueou um colega, que morreu no local. Para ocultar o ato 
criminoso, o parlamentar enterrou o corpo da vítima no quintal de sua residência. Após o indiciamento, 
o MP ofereceu denúncia contra o parlamentar. 
 
Nessa situaçãohipotética, a competência para julgar os crimes de homicídio e de ocultação de cadáver 
será do 
a) tribunal de justiça e do juiz singular da justiça comum estadual, respectivamente. 
b) juiz singular da justiça comum estadual. 
c) tribunal do júri da comarca em que os crimes foram praticados. 
d) tribunal de justiça do estado em que o parlamentar exercer o seu mandato. 
e) tribunal do júri e o do juiz singular da justiça comum estadual, respectivamente. 
 
22) ( FEPESE/2017 – ESCRIVÃO DE POLICIA CIVIL – PC-SC)-No que tange à competência, o Direito 
Processual Penal brasileiro adotou, como regra, a teoria da(o): 
a) ubiquidade. 
b) atividade. 
c) alternatividade. 
d) equivalência dos antecedentes causais. 
e) resultado. 
 
23) (VUNESP/2015 – DELEGADO DE POLÍCIA-PC-CE) Nos termos do art. 109, § 5o da Constituição da 
República de 1988, o incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal é cabível nas 
hipóteses de grave violação de direitos humanos, com a finalidade de assegurar o cumprimento de 
17 
 
obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. 
Pode ser suscitado pelo___________ junto ao___________. 
Preenchem, correta e respectivamente, as lacunas: 
a) Procurador-Geral de Justiça de qualquer Estado ... STF 
b) Procurador-Geral da República ou Procurador-Geral de Justiça de qualquer Estado ... STF 
c) Órgão Especial de Tribunal de Justiça ... STF 
d) Procurador-Geral da República ... STJ 
e) Presidente de Tribunal de Justiça ou de Tribunal Regional Federal ... STJ 
24) (2017-CESPE-DELEGADO-PC/GO) Cláudio, maior e capaz, residente e domiciliado em Goiânia – GO, 
praticou determinado crime, para o qual é prevista ação penal privada, em Anápolis – GO. A vítima do 
crime, Artur, maior e capaz, é residente e domiciliada em Mineiros – GO. 
Nessa situação hipotética, considerando-se o disposto no Código de Processo Penal, o foro competente 
para processar e julgar eventual ação privada proposta por Artur contra Cláudio será 
a) Anápolis – GO ou Goiânia – GO. 
b) Goiânia – GO ou Mineiros – GO. 
c) Goiânia – GO, exclusivamente. 
d) Anápolis – GO, exclusivamente. 
e) Mineiros – GO, exclusivamente. 
 
25) (CESPE-2018- INVESTIGADOR DE POLICIA-PC/MA)Conforme a legislação penal e a jurisprudência do 
Superior Tribunal de Justiça, compete à justiça 
a) federal processar e julgar os crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a 
estabelecimento particular de ensino. 
b) federal processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio 
municipal. 
c) comum estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima. 
d) federal processar e julgar contravenções praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da 
União ou de suas entidades. 
e) federal processar e julgar as causas cíveis em que seja parte sociedade de economia mista e os 
crimes praticados contra esse tipo de sociedade. 
 
26) Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado. 
18 
 
Para o Código de Processo Penal, verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, 
concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver 
antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, exceto 
quando anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa. 
( ) Certo ( ) Errado

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