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Estrutura Eletrônica dos Átomos Reações Químicas Altera-se a distribuição dos e nos átomos Há a quebra e/ou a formação de ligações químicas Estrutura Eletrônica dos Átomos Propriedades relacionadas 1 2 Origem dos elementos químicos O Universo está em expansão a 15 bilhões de anos Big Bang (10 9 K) Inicialmente H (89%) e He(11%) ... e praticamente isso não mudou desde então! E os elementos mais pesados? Reações nucleares no interior de Estrelas. Diferentes elementos são formados e ai... Nasce a química. Buscar informações no Química Inorgânica do Shrives 3 Reações nucleares envolvem mais energia que reações químicas! 10 3 kJ/mol 10 9 kJ/mol 4 Partícula Símbolo Massa (u)* Nº de massa Carga** Spin Elétron e- 5,486 x 10-4 0 -1 ½ Próton p 1,0073 1 +1 ½ Nêutron n 1,0087 1 0 ½ Fóton 0 (radiação eletromagnética do núcleo) 0 0 1 Neutrino c.0 0 0 ½ Pósitron e+ (ou +) 5,486 x 10-4 0 +1 ½ Alfa Núcleos de 4He expulsos do núcleo 4 +2 0 Beta (ou -) e- expulsos do núcleo 0 -1 ½ * u = unidade de massa atômica, 1u = 1,6605 x 10 -27 kg ** Carga elementar = 1,602 x 10 -12 C. Partículas subatômicas de relevância à química Tipos de emissões radioativas 5 Nuclear (Forte e Fraca): curto alcance, une os núcleons Eletromagnética: interação entre cargas Gravitacional: muito fraca atração de massas Isótopos Isótonos Isóbaros Forças n° atômico n° de massa massa atômica A alta abundância de Fe e Ni no universo é resultado da alta estabilidade de seus núcleos (elevada energia de ligação entre os núcleons, forças nucleares). Tal energia pode ser calculada a partir da equação de Einstein E= mc2 m= m núcleons – m núcleos i.e. parte da massa é transformada em energia. Energia de ligação entre o núcleons 6 Por que os Z pares são mais estáveis? 7 Os elementos com até Z= 26 (Fe) foram formados no interior das estrelas, “queima nuclear”. Os elementos pesados são formados durante o colapso de uma estrela atingindo d= 10 5 g/cm 3 (d Au ~ 20 g/cm 3 ) Nucleossíntese dos elementos mais leves 8 Fusão nuclear geração de núcleos mais pesados e liberação de energia O que acontece no nosso Sol? 9 pC nN 11 14 6 1 0 14 7 Outras reações de nucleossíntese, captura de nêutrons Obs.: essa reação ocorre na nossa atmosfera (raios cósmicos) e permite que o nível de 14 C se mantenha. Nucleossíntese dos elementos mais leves Núcleos mais pesados são produzidos por captura de nêutrons, nos estados mais avançadas de uma estrela. Fusão e Fissão nuclear Ex.: 10 Esquema de fissão nuclear por captura de nêutrons 141Ba 92Kr 11 Exercício: 1) Acredita-se que a síntese de elementos pesados ocorre por reações de captura de nêutrons em estrelas Gigantes- Vermelhas. Uma possível reação é a conversão de em por captura de nêutrons, formando que sofre decaimento β. Escreva o balanceamento da equação nuclear desse processo. 1) Por que núcleos com Z pares são mais estáveis que Z impares? Ver exercícios Cap. 1 Shriver Química Inorgânica. Zn6830 Ga 69 31 Zn6930 12 Em 600 a.C., Tales, filósofo grego, propôs que toda a alteração química era meramente uma alteração de uma substância fundamental ou Elemento. 450 a.C., Empédocles, propôs a existência de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. 350 a.C., Aristóteles, baseado nas ideias de Empédocles, considerava que cada elemento resultava de duas das quatro qualidades fundamentais: quente, frio, úmido e seco. Modelos Atômicos FOGO ÁGUA ARTERRA quente úmido seco frio 13 Modelos atômicos A origem da palavra átomo A palavra átomo foi utilizada pela primeira vez na Grécia antiga, por volta de 400 a.C. Leucipo e Demócrito acreditavam que todo tipo de matéria fosse formado por diminutas partículas que denominou átomos (sem divisão). Acreditava-se que tais partículas representavam a menor porção de matéria possível, ou seja, eram indivisíveis. 14 http://www-groups.dcs.st-and.ac.uk/~history/PictDisplay/Democritus.html Modelo Atômico de Dalton As ideias de Demócrito permaneceram inalteradas por aproximadamente 2200 anos. Em 1808, Dalton retomou estas ideias sob uma nova perspectiva: a experimentação. Baseado em reações químicas, pesagens minuciosas e observações, Dalton chegou à conclusão de que os átomos realmente existiam e que possuíam algumas características: 15 Modelo Atômico de Dalton . Com base em estudos de outros cientistas, anteriores a ele, criou um modelo de átomo onde pregava as seguintes ideias: – toda matéria é composta por átomos; – os átomos são indivisíveis; – os átomos não se transformam uns nos outros; – os átomos não podem ser criados nem destruídos; – os elementos químicos são formados por átomos simples; – os átomos de determinado elemento são idênticos entre si em tamanho, forma, massa e demais propriedades; – átomos de elementos diferentes são diferentes entre si; – toda reação química consiste na união ou separação de átomos; – átomos iguais entre si se repelem e átomos diferentes se atraem; – substâncias compostas são formadas por átomos compostos (as atuais moléculas); – átomos compostos são formados a partir de elementos diferentes, em uma relação numérica simples. 16 Modelos Atômicos • A descoberta da primeira partícula subatômica : O ELÉTRON. 17 O átomo é divisível! No final do séc. XIX, o inglês Willian Crookes (1832 - 1919) inventou uma ampola que permite realizar descargas elétricas (raios catódicos) através do ar a baixa pressão em seu interior . Em outras palavras, observa-se uma luminosidade entre os polos (funcionando até mesmo como lâmpada). Com gás Sem gás O físico britânico Joseph John Thomson descobriu em 1897 o elétron, partícula elementar de carga negativa Com uma ampola de vidro com vácuo, verificou que os raios catódicos eram de fato partículas negativamente carregadas (elétrons) desviando estes “raios “ através de campos elétricos e magnéticos. J. J. Thomson (1856-1940) 18 Com seus experimentos, ele determinou a relação carga/massa do e- como sendo: 1,17 x 1011 C kg-1 O valor atual é 1,759 x 1011 C kg-1 Além disso ele determinou que em sua ampola, os raios catódicos saiam com v = 1,85 x 107 m s-1 Lembrando que c = 3 x 108 m s-1 Modelos Atômicos Sendo os raios catódicos um fluxo de elétrons, podemos concluir finalmente que: - os elétrons se propagam em linha reta, - os elétrons possuem massa (são corpusculares) e - os elétrons possuem carga elétrica de natureza negativa. J. J. Thomson (1856-1940) 19 Obs: mais tarde (1910), Robert Millikan mede com grande precisão a carga elétrica de elétrons individuais. Modelos Atômicos •A descoberta da segunda partícula subatômica: o próton • Em 1886, o físico alemão Eugen Goldstein, (1850-1930) descobriu um novo tipo de raio utilizando uma ampola de Crookes, modificada. Goldstein adaptou à ampola, que continha gás a baixa pressão, um cátodo perfurado e, ao provocar uma descarga elétrica no gás a baixa pressão, observou um feixe de raios coloridos surgir atrás do cátodo (raios canais), vindo da direção do ânodo. 20 Raios canais Modelo Atômico de Thomson O modelo do “pudim de ameixas” de Thomson tinha cargas positivas espalhadas uniformemente numa esfera do tamanho do átomo com elétrons imersos nesta matriz uniforme Os prótons ainda não haviam sido descobertos, mas cargas positivas deviam estar presentes para atingir a neutralidade de cargas Obs: Thomson não conseguia explicar os espectros de linhas dos átomos com este modelo Os elétrons eram muito leves comparados com os átomos 21 Experimentos de Rutherford, Geiger and Marsden Em 1911 Rutherforde seus estudantes Geiger e Marsden desenvolveram uma nova técnica para investigar a estrutura da matéria fazendo incidir partículas alfa nos átomos de ouro, e medindo o espalhamento destas partículas Os resultados mostraram que muitas partículas alfa eram espalhadas para trás pelas folhas de ouro muito finas em ângulos maiores que 90° Os resultados experimentais não eram consistentes com o modelo de Thomson 22 Resultados previstos segundo o modelo de Thomson Resultados obtidos As partículas α deveriam atravessar as folhas de ouro sem sofrer grandes desvios A maior parte das partículas α comportava-se como esperado, mas um significativo número delas sofria desvios acentuados Experiência de Rutherford . . . . . . . . 23 Rutherford propôs então que o átomo era uma estrutura praticamente vazia, e não uma esfera maciça, ou mesmo macia, e deveria ter um caroço positivamente carregado (núcleo) cercado pelos elétrons negativos. Ernest Rutherford (1871-1937) O átomo seria um sistema semelhante ao sistema solar: - Modelo Planetário Modelo Atômico de Rutherford Órbitas Elétrons Núcleo 24 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/92/Rutherford_atom.svg O Modelo Planetário é Condenado Existem duas dificuldades básicas com o modelo estrutural planetário de Rutherford: Segunda – este modelo não consegue explicar como o elétron se mantém em torno do núcleo. De acordo com a teoria eletromagnética, uma carga elétrica acelerada irradia energia (radiação eletromagnética), e como o elétron tem aceleração centrípeta perderia energia acabando por cair sobre o núcleo, colapsando a estrutura atômica. Primeira - este modelo não consegue explicar as frequências características discretas de radiação eletromagnética emitidas pelo átomo 25 Átomo de Bohr 1º Modelo Quântico Para Bohr: As leis que governam o movimento e comportamento de grandes corpos eram inadequadas para explicar o comportamento de pequenas partículas. Bohr sabia que elétrons mais distantes do núcleo deveriam ter mais energia, uma vez que era necessária energia para vencer a força de atração do núcleo. Segundo Teoria Quântica: A matéria emitindo ou absorvendo radiação não faz de modo contínuo, mas sim em discretos “pacotes”de energia, chamados Quantum. Essa teoria foi o ponto de partida para o desenvolvimento das ideias de Bohr 26 Espectro Eletromagnético c = l vel. da luz = 3,0 x 10 8 m/s = 300 000 km/s = 1 080 000 000 km/h l (m) (s-1) Para entender o Modelo Bohr temos que entender um pouco sobre a natureza ondulatória da LUZ 27 Ondas Eletromagnéticas 28 Espectro Eletromagnético Um espectro visível pode ser obtido passando um feixe de luz branca através de um prisma (cores do arco-íris). 29 Espectro contínuo e espectros atômicos de emissão 30 Espectro contínuo e espectros atômicos de emissão 31 Espectro contínuo e espectros atômicos de emissão 32 Planck: O Nascimento da Teoria Quântica (1900) Aquecendo-se um corpo negro vermelho branco Física Clássica qualquer corpo acima 0 °C poderia emitir radiações UV, raios-X e raios- ! Primeira manifestação da teoria quântica: uma radiação de frequência é gerada somente quando uma energia E estiver disponível. E = h = hc/l h = 6,63 x 10 -34 J.s (const. de Planck) 33 https://www.youtube.com/watch?v=YEn-vX4duUc Para Planck, a luz é absorvida e gerada num corpo negro via pequenos pacotes de energia (quanta). 34 Modelo de Bohr para o Átomo de H Luz solar espectro contínuo Luz emitida espectro de raias por elementos Ex: Na diversas raias as mais intensas 5,093 x 10 14 Hz 5,088 x 10 14 Hz luz amarela A partir do espectro de raias Bohr associou a teoria quântica com a estrutura atômica 3p → 3s 35 Espectro de Raias para o hidrogênio temos: Radiação eletromagnética é emitida quando uma descarga elétrica passa através do gás hidrogênio. 36 Lyman (ultravioleta) n = 2, 3, 4, 5... Balmer (visível/ultravioleta) n = 3, 4, 5, 6... Paschen (infravermelho) n = 4, 5, 6, 7... Brackett (infravermelho) n = 5, 6, 7, 8... Pfund (infravermelho) n = 6, 7, 8, 9... 22 n 1 1 1 R l 1 22 n 1 2 1 R l 1 22 n 1 3 1 R l 1 22 n 1 4 1 R l 1 22 n 1 5 1 R l 1 Espectro de Raias para o hidrogênio temos: 37 A partir da observação dos espectros de raias é que Bohr idealizou seu modelo atômico. 38 39 Somente certas mudanças de Energia são possíveis dentro de um átomo Postulados de Bohr: I) Órbitas: o elétron gira em torno do núcleo em órbitas circulares permitidas sem irradiar energia (estados estacionários ou níveis de energia). onde: F e = força de interação eletrostática “Lei de Coulomb” F c = força centrípeta e = carga eletrostática fundamental (1,602 x 10-19 C) Z = número de cargas elementares m e = massa do elétron (9,1095 x 10-25 kg) v = velocidade do elétron (~107 m s-1) 0 = constante dielétrica (8,854 x 10-12 C2 J-1 m-1) F e = F c r vm r Ze e 2 2 0 2 4 2 0 2 4 vm Ze r e (1) 40 II) Saltos Eletrônicos: quando em elétron passa de uma órbita para outra absorve ou emite um número inteiro de quantum ou fóton de energia. E f – E i = E = III) Momento Angular (L): um elétron pode ocupar mais do que uma órbita. No entanto só serão permitidos os estados estacionários de energia onde o momento angular seja proporcional a h/2 , ou seja, o momento angular é quantizado. Postulados de Bohr l hc hv E n er g ia L = mvr h/2 onde n = 1, 2, 3... (n° quântico principal) E = energia do fóton nvrme rm n v e (2) 2 h 41 Cálculos Baseados no Modelo de Bohr =r n2 Z 0,54(A) o Estes cálculos mostraram-se bastante coerentes para sistemas hidrogenoides (1 elétron na eletrosfera). 1) Raio das Órbitas Exercício: Calcular as 1 as e a 2 as órbitas do único elétron do átomo de H e do íon He + (Å e nm). substituindo (2) em (1), temos: 2 2 0 2 4 emZ n r e n (3) onde a0 é chamado de raio de Bohr. É o diâmetro do átomo de Hidrogênio (no seu estado de mais baixa energia, ou estado fundamental) 0 2 a Z n rn 2 2 0 0 4 em a e 42 2) Energia Total do Elétron em cada órbita E 0 : energia de Rydberg = 2,18 x 10 -18 J 02 2 E n Z Eelétron -E l hc EEEE fótonelétronelétron fi 02 2 02 2 E n Z E n Z E fi fóton 22 02 111 fi nnhc E Z l 02 2 02 2 E n Z E n Zhc fi l (4) hcR n Z Eelétron 2 2 43 Note: Lembras? 22 02 111 fi nnhc E Z l 22 2 111 fi nn RZ l 22 2 11 fi fóton nn hcRZE hc E R 0 R: const. de Rydberg = 1,097 x 10 7 m -1 hcRE 0 E 0 : energia de Rydberg = 2,18 x 10 -18 J ou 13,6 eV (5) (6) 2 0 3 4 8 ch em R e 2 0 2 4 0 8 h em E e 44 Energias do Átomo de Hidrogênio Usando o resultado clássico para a energia: ou Obtemos as energias para os estados estacionários 2 2 0 2 4 emZ n r e n 2 0 2 4 2 2 8 h em n Z E eelétron 2 2 0 2 em h Z n r e n n elétron r e ZE 0 2 8 00 2 2 2 8 a e n Z Eelétron 45 Há emissão de luz quando o átomo está num estado excitado e decai para um estado com energia mais baixa lu EEh Transições no átomo de Hidrogênio No equilíbrio, todos os átomos de hidrogênio estão no estado n = 1, o estado fundamental e lu nn O átomo permanece num estado excitado por um período curto de tempo antes de emitir um fótonde energia eV 6.131 E e retornar a um estado estacionário mais baixo Espectro do hidrogênio 46 1) Qual a diferença de energia entre o nível 3 e o nível 2 no átomo de H? n = 1 n = 2 n = 3 n = 4 n = 5 Origem das raias da série de Balmer, segundo o modelo de Bohr 2) Qual a frequência e o comprimento de onda relacionados com esse quantum de radiação? Obs: O modelo proposto por Bohr, apesar de falho em muitos aspectos foi um marco bastante importante no conhecimento do mundo atômico, tomando a nova teoria quântica como ferramenta importante no entendimento da natureza. 47 Amarelo Na Laranja Sr Verde Ba 48 • Não conseguia explicar a ligação dos átomos para formar moléculas Falhas do Modelo de Bohr • Funcionava somente para átomos com um elétron (hidrogenoides) • Não conseguia calcular a estrutura fina das linhas espectrais - quando os átomos eram colocados em campos magnéticos O modelo de Bohr foi um grande passo na nova teoria quântica, mas tinha as suas falhas: 49 Modelo Ondulatório elétrons l associado combinação de duas equações: Einstein e de Planck. Louis de Broglie (1924) Dualidade Onda-Partícula Obs: Sua teoria foi comprovada experimentalmente em 1927 por Davisson e Gerner que observaram a difração de elétrons. A difração é um fenômeno tipicamente ondulatório. Dualidade Onda-Partícula 50 Einstein: efeito fotoelétrico (1905) Elétrons são emitidos de uma superfície metálica quando da incidência de uma radiação eletromagnética fóton E i = h E i = E le + E ce Na Obs: a E c do elétron é em função da E do fóton incidente e não da intensidade da radiação. Obs: a ideia de fóton está relacionada com o fato de que a radiação eletromagnética ter característica de partícula! Dualidade Onda-Partícula 51 Einstein: efeito fotoelétrico (1905) A energia cinética do elétron arrancado depende da energia do fóton! Dualidade Onda-Partícula 52 Einstein: efeito fotoelétrico (1905) A energia cinética do elétron arrancado depende da energia do fóton! Fotocélula Dualidade Onda-Partícula 53 Difração de ondas Fenômeno típico para ondas Será que partículas podem apresentar tal característica? Dualidade Onda-Partícula 54 Em processos de difração, temos combinações de ondas. Estas podem ser combinações construtivas ou destrutivas. Difração de ondas Fenômeno típico para ondas Dualidade Onda-Partícula 55 hc E = mc2 E = hv = lhc mcl = h mc2 l =ou mv h l = hc E = mc2 E = hv = l hc mcl = h mc2 l =ou para o elétron Einstein Planck 1) Supondo que um elétron se desloque a 4,0 x 10 4 m/s. Qual o comprimento de onda associada a esse elétron? (resp: 18 nm) 2) Qual o l associado a uma pessoa que viaja a 80 km/h e pesa 66 kg? (resp: 4,5 x 10 -33 m) Responda: Dualidade Onda-Partícula (1) 56 Modelo Ondulatório elétrons l associado combinação de duas equações: Einstein e de Planck. Louis de Broglie (1924) Dualidade Onda-Partícula Obs: Sua teoria foi comprovada experimentalmente em 1927 por Davisson e Gerner que observaram a difração de elétrons. A difração é um fenômeno tipicamente ondulatório. Dualidade Onda-Partícula 57 Radiação Eletromagnética: não tem massa, não é afetada por campos elétricos e magnéticos, se propaga com velocidade constante em um dado meio; sua propagação é retilínea; interage com a matéria (absorção ou espalhamento) Uma onda é caracterizada por: - amplitude (A),- É a distância de um nó até a crista da onda, relacionada com a intensidade da onda que se propaga (no caso de onda na região do visível, determina a intensidade da cor) - comprimento de onda (l) – distância que separa duas cristas consecutivas da onda - frequência () - número de ondas que percorrem determinado espaço por unidade de tempo - período (T) – tempo transcorrido entre dois máximos consecutivos de uma onda. Comportamento ondulatório versus corpuscular O que ocorre quando duas ondas interagem (interferência)? Como uma onda se comporta? Difração de Raios X Interferência Construtiva: Lei de Bragg ,...3,2,1,2 mmdsen l Esta hipótese pode ser confirmada experimentalmente em 1927 por Davisson e Germer, quem utilizaram um cristal de Ni para difratar um feixe de elétrons. O cristal foi escolhido porque o espaçamento atômico (ou famílias de planos) tem ordem de grandeza próxima ao do comprimento de onda do feixe de elétron, conforme definido por de Broglie. - de Broglie ganhou o prêmio Nobel em 1929. - Davisson e Germer receberam o prêmio Nobel em 1937. Difração de Elétrons Difração de elétrons • Evidenciou comportamento dual do elétron “dualidade partícula-onda” 63 Se os elétrons se comportassem somente como onda Apenas duas linhas seriam observadas No entanto, o experimento apresentou um padrão típico de interferência Difração de Elétrons Máximos de interferência: O cristal é composto por vários monocristais com orientações aleatórias com relação ao feixe → Isso faz com que os máximos de difração deem origem a círculos de difração sobre a tela Difração em fenda dupla de elétrons Difração de nêutrons (folha de cobre) Difração de elétrons (folha de alumínio) Difração de raios X (folha de alumínio) Dualidade Onda-Partícula Princípio da Incerteza de Heisenberg 4 . h xp p = incerteza na quantidade de movimento = m.v x = incerteza na posição da partícula Como consequência imediata da dualidade onda-partícula é o fato de que é impossível determinar, de modo exato e simultâneo, a energia de uma partícula e sua posição. Para medir um objeto devemos perturbá-lo. Uma luz de pequeno l deve ser usada para melhor visualizar uma partícula pequena, mas perturbaríamos a mesma demasiadamente. 65 Consequências do princípio da incerteza e dualidade partícula onda: A descrição do átomo deixou de ser determinística para se tornar probabilística O desenvolvimento matemático do modelo ondulatório tem como maior referência o trabalho de Schrödinger 66 Eq. de Schrödinger Tudo o que pode prever sobre o sistema está contido em seu estado quântico, ou seja, em sua função de onda. Schrödinger introduziu o conceito de função de onda (), como uma função da posição da partícula. A função descreve a amplitude de probabilidade de se obter valores para as grandezas associadas aos sistemas. As previsões da mecânica quântica são expressas em termos de probabilidades E Η ^ 67 Equação de Onda de Schrödinger (1926) Para uma onda estacionária (corda), sua amplitude ao longo de x pode ser descrita pela função (x) como: )( 4)( 2 2 2 2 xf dx xfd l Para o elétron movendo-se em uma única dimensão x, temos como função de onda : l 2 2 2 2 4 dx d Para as três dimensões x, y e z temos: l 2 2 2 2 2 2 2 2 4 zyx É possível descrever qualquer movimento ondulatório por um tipo de equação conhecida como equação de onda. 0 4 2 2 2 2 2 2 2 2 l zyxreescrevendo: (2) 68 substituindo l da equação (2) por (1) totalpotencial e EE zyxm h 2 2 2 2 2 2 2 2 8 temos a equação de onda do elétron preso ao núcleo do átomo: São várias as funções de onda, , aceitáveis para essa equação de onda. Essas são chamadas de orbitais, com determinados valores discretos de E. A função de onda, , contem todas as informações possíveis sobre o elétron associado a ela. Cada função de onda, , (orbital) pode ser caracterizada por integrais chamadas de números quânticos. Equação de Onda de Schrödinger K + V = E total e sabendo que(3) (4) vm h e l 69 Cada número quântico está relacionado a uma propriedade física do elétron: energia n° quântico principal (n) (1, 2, 3, 4 ... ou K, L, M, N etc.) forma n° quântico secundário (l) (0, 1, 2, 3... ou s, p, d, f, g etc.) orientação n° quântico magnético (ml) (...-3, -2, -1, 0, +1, +2, +3 ...) Que grupo de obitais é definido por n= 4 e l= 1? Quantos orbitais estão presentes nesse grupo? 70 Experimentalmente N° quântico principal (n) raias espectrais N° quântico secundário (l) desdobramento de raias (estruturas hiperfinas) N° quântico magnético (ml) modificação dos desdobramen- tos, em função da presença de um campo magnético N° quântico de spin (ms) um feixe de átomos de Ag desdobrado em um campo magnético. 71 Spin 72 O Spin do Elétron Os três números quânticos anteriores foram gerados pela solução da equação de Schrödinger O spin, do elétron, o quarto número quântico, não vem da equação de Schrödinger. O spin do elétron é um segundo tipo de momento angular no átomo Chamamos de momento angular intrínseco e tem um momento magnético associado a ele Em 1921 Otto Stern e Walther Gerlach realizaram uma experiência em que demonstrou que o momento angular de um átomo é quantizado. Enviou feixes de prata neutros através de um campo magnético não uniforme 1L 73 Otto Stern e Walther Gerlach (1921), usando átomos de prata, e mais tarde, Phipps & Taylor (1927), usando átomos de hidrogênio, realizaram o mesmo experimento que consistia passar um feixe dos respectivos átomos através de um campo magnético. Em 1925, dois estudantes de doutorado Samuel Goudsmit e George Uhlenbeck, na Holanda propuseram que o número quântico magnético de spin, teria somente dois valores: sm 2 1 sm 74 1L O Spin do Elétron Os três números quânticos anteriores foram gerados pela solução da equação de Schrödinger O spin, do elétron, o quarto número quântico, não vem da equação de Schrödinger. O spin do elétron é um segundo tipo de momento angular no átomo. Chamamos de momento angular intrínseco e tem um momento magnético associado a ele. Feixe de átomos de Ag ou H http://en.wikipedia.org/wiki/Stern%E2%80%93Gerlach_experiment http://en.wikipedia.org/wiki/Stern%E2%80%93Gerlach_experiment http://en.wikipedia.org/wiki/Stern%E2%80%93Gerlach_experiment O gráfico de 2 versus r nos fornece o dado mais importante. A partir dele podemos avaliar qual a região mais provável (90%) de se encontrar um elétron numa região estrita do espaço. Esta região de probabilidade é denominada de orbital. , matematicamente, nos fornece a probabilidade de encontrarmos o elétron dessa função em uma determinada região do espaço, mas que normalmente é escrita na forma de 2 (densidade de probabilidade). Por outro lado, 2d, d= (dxdydz), nos dá a função de distribuição radial do elétron, ou seja, nos fornece a densidade de probabilidade de encontrar o elétron em uma região do espaço de volume d. Em outras palavras: Orbital 75 Função de Onda em Coordenadas Polares Para facilitar a função de onda é divida em partes e normalmente emprega-se a descrição em termos de distribuição radial, ou seja, (R(r)). 76 R muitas vezes é representado apenas por 77 78 79 Função de Onda Radial ( R ) e Função de Onda Angular (,) 80 Obs: O número de nós em um orbital aumentam em função do nível e do sub nível. 81 82 83 R R Função de Onda ( R ) 84 Função de Onda ( R ) e Função de Distribuição Radial (P (r) ) 1s A função de distribuição radial (P (r) ) indica a probabilidade total de encontrar um e a uma determinada faixa do orbital, propriamente dito, distante r do núcleo e de espessura dr. ou Função de Probabilidade Radial 85 a 0 = 0,529 Å R R Função de Onda ( R ) e Função de Distribuição Radial (P (r) ) 86 Função de Onda ( R ) e Função de Distribuição Radial (P (r) ) 87 Distribuição radial eletrônica 88 Distribuição radial eletrônica Grau de Penetração 89 O gráfico de 2 versus r nos fornece o dado mais importante. A partir dele podemos avaliar qual a região mais provável (90%) de se encontrar um elétron numa região estrita do espaço. Esta região de probabilidade é denominada de orbital. , matematicamente, nos fornece a probabilidade de encontrarmos o elétron dessa função em uma determinada região do espaço, mas que normalmente é escrita na forma de 2 (densidade de probabilidade). Por outro lado, 2d, d= (dxdydz), nos dá a função de distribuição radial do elétron, ou seja, nos fornece a densidade de probabilidade de encontrar o elétron em uma região do espaço de volume d. Em outras palavras: Orbital 90 Exercícios: 1) Que orbitais apresentam os seguintes números quânticos: n= 4 e l= 1? 2) Quantos nós estão presentes nos orbitais 3p, 3d, 4f e 5s? 91 1s quantos nós? 2s 2p quantos nós? 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f 5s 5p 5d 5f 5g ... Resumindo: números quânticos permitidos 92 93 E x L n sen Quantização Partícula em uma Caixa (1D) l = 2L, L, 2/3L, 1/2L ... soluções: n = 1, 2, 3,... n L2 l n os quânticos a função de onda neste caso é: (em radianos) 94 Obs: cabe salientar que na mecânica ondulatória não é necessário admitir a quantização da energia, como no caso do átomo de Bohr. Ao invés disso, a condição de quantização floresce naturalmente da teoria, como consequência do caráter ondulatório do elétron. Qual a diferença entre orbital (mecânica ondulatória) e órbita (átomo de Bohr)? Quantos n° quânticos são necessários para determinar um orbital? E quantos, são necessários para determinar a energia de um elétron em um átomo? 95 “Sendo o comportamento atômico tão diferente da experiência ordinária, é muito difícil acostumar-se com ele, que parece peculiar e misterioso a todos, tanto ao físico principiante quanto ao experiente. Mesmo os especialistas não o entendem como gostariam, e é perfeitamente razoável que não possam fazê- lo, uma vez que toda a experiência humana direta e toda intuição humana aplicam-se a objetos grandes. Sabemos como os objetos grandes vão comportar-se, mas as coisas numa escala pequena simplesmente não se comportam da mesma forma”. Richard P. Feynman, Prêmio Nobel de Física em 1965 96 Átomos Polieletrônicos Devido a dificuldades matemáticas, a equação de Schrödinger só foi resolvida exatamente para espécies contendo um elétron (espécies hidrogenoides = H, He + , Li 2+ etc.) Distribuição dos elétrons Princípio de Exclusão e Pauli: “em um dado átomo, dois elétrons não podem ter os quatro números quânticos iguais.” Regra de Hund: “em um dado subnível, os elétrons tendem a ocupar orbitais diferentes e manter spins desemparelhados.” 97 Configuração Eletrônica Para um átomo de H, o n° quântico principal (n) determina a energia do orbital. E -Para o átomo de H todos os subníveis dentro de um mesmo nível apresentam (praticamente) a mesma energia. -O e do átomo de H pode ser arrancado se uma energia maior que 1312 kJ/mol for adicionada. 98 Configuração Eletrônica Com a adição de mais e, os subníveis começam a ficar diferenciados. Efeito da carga nuclear e blindagem eletrônica Elétrons internos blindam elétrons externos da carga positiva do núcleo. Alguns orbitais interagem mais fortemente com o núcleo que outros. s > p > d > f. Como resultado, observa-se diferentes energias para diferentes subníveis de um mesmo nível. 99 Carga nuclear efetiva A carga nuclear efetiva é a carga “sentida” por um elétron em um átomo polieletrônico. A carga nuclear efetiva não é igual à cargano núcleo devido ao efeito dos elétrons internos – efeito de blindagem. Uma boa aproximação para o cálculo da Carga Nuclear Efetiva pode ser: Zef = Z – σ σ sendo o número de elétrons internos, ou da camada de blindagem. 100 Carga nuclear efetiva 101 Quanto mais próximo do núcleo o elétron pode se aproximar (maior grau de penetração), mais próximos são os valores das cargas Z e Z ef . Carga nuclear efetiva, Z ef Efeito de blindagem / penetração Para o último nível de energia de um átomo no estado fundamental, um orbital s é menos blindado que um p, i.e. um orbital s penetra mais e blinda o orbital p. 102 Configuração Eletrônica E 103 Configuração Eletrônica - Principio de Aufbau - Preenchimento dos Orbitais - os e são adicionados a partir dos orbitais de menor para os de maior energia. - um mesmo orbital não comporta mais de 2 e . - se mais de um orbital apresentar o mesmo nível de energia, os e não devem ser emparelhados até que estes orbitais estejam semipreenchidos (regra de Hund). 104 Configuração Eletrônica Tendência normal de preenchimento dos e. 105 Tendência normal de preenchimento dos e. Configuração Eletrônica Diagrama de Linus Pauling 106 Energia dos Orbitais O grau de penetração dos orbitais aumento com o Z. 107 Configuração Eletrônica E Regra de Hund 108 Exceções a Regra Estão, em sua maioria, ligadas à maior estabilidade de subníveis preenchidos exatamente pela metade ou totalmente preenchidos. Cr: 4s1 3d5 em vez de 4s2 3d4 3d5 4s1 3d4 4s2 Cu: 4s1 3d10 em vez de 4s2 3d9 3d10 4s1 3d9 4s2 Configuração Eletrônica 109 Configuração Eletrônica As estruturas eletrônicas externas dos átomos repetem-se a intervalos regulares. Tabela Periódica 110 Configuração Eletrônica 111 Configuração Eletrônica Exercício: 1) Qual a configuração eletrônica dos seguintes elementos: O: Ti: Br: Br : 2) Indique em que Grupo, Período e Bloco da TP o elemento de configuração 1s22s22p63s23p4 pertence. Identifique o elemento 112 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Propriedades Periódicas Muitas das propriedades físicas e químicas de um elemento podem ser explicadas por sua configuração eletrônica. Propriedades Físicas Raio Atômico Raio Iônico Primeira Energia de Ionização Afinidade Eletrônica Propriedades Químicas 113 Lavoisier : Responsável por classificar os elementos em grupos. Mendeleyev e Meyer: Responsáveis pela classificação dos elementos em períodos. Moseley: Responsável por desenvolver o conceito de número atômico. Um pequeno histórico sobre a construção da Tabela Periódica 114 Dimitri Ivanovich Mendeleyev (1869) Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, organizou os elementos na forma da tabela periódica atual. 115 Mendeleev (1834–1907) • Ordenou elementos por massa atômica • Percebeu um padrão repetitivo de propriedades; • Lei Periódica– Quando elementos são dispostos em ordem crescente de massa atômica, certas propriedades recuam periódicamente; • Agrupou elementos em colunas com propriedades similares; • Utilizou este padrão para prever a existência de elementos até então desconhecidos; 1 1 6 Henry Mosseley (1913) Descobriu que o número de prótons no núcleo de um determinado átomo era sempre o mesmo. Mosseley usou essa ideia para o número atômico de cada átomo. Quando os átomos foram arranjados de acordo com o aumento do número atômico, os problemas existentes na tabela de Mendeleev desapareceram. 117 Glenn Seaborg (1951) (A Tabela Periódica nos dias de hoje) Realizou a última maior troca na tabela periódica em 1950. A partir da descoberta do plutônio em 1940, Seaborg descobriu todos os elementos transurânicos (do número atômico 94 até 102). Reconfigurou a tabela periódica colocando a série dos actnídeos abaixo da série dos lantanídeos. Em 1951, Seaborg recebeu o Prêmio Nobel em química, pelo seu trabalho. O elemento 106 tabela periódica é chamado seabórgio, em sua homenagem. 118 119 Estrutura da Tabela Periódica Existência dos Elementos: Elementos Naturais: Z 92 (exceção Tc e Pm) Elementos Artificiais: Z 92 H Cisurânicos U Transurânicos Mt 1 92 109 Classificação dos Elementos Artificiais: 120 Propriedades dos Elementos Definição: são as propriedades que variam em função dos números atômicos dos elementos. Podem ser de dois tipos: Aperiódicas: são as propriedades cujos valores aumentam ou diminuem continuamente com o aumento do número atômico. Periódicas: são as propriedades que oscilam em valores mínimos e máximos, repetidos regularmente com o aumento do número atômico. 121 Propriedades Aperiódicas n° atômico V a lo r n u m ér ic o n° atômico V a lo r n u m ér ic o Exemplos: 122 Propriedades Periódicas Variação Típica: n° atômico V a lo r n u m ér ic o 123 Propriedades Periódicas • São aquelas que a medida que o número atômico aumenta, assumem valores semelhantes para intervalos regulares, ou seja, repetem-se periodicamente. • São exemplos de propriedades periódicas: raio atômico, eletronegatividade, energia ou potencial de ionização, eletroafinidade. 124 Carga nuclear efetiva 125 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Raio atômico é definido como sendo a metade da distância entre dois átomo iguais ligados entre si. Raio metálico de um elemento metálico é a metade da distância internuclear entre dois átomos vizinhos mais próximos no sólido. Raio covalente de um elemento não metálico é a metade da distância internuclear entre dois átomos de um mesmo elemento na molécula. Raio iônico de um elemento está relacionado a menor distância internuclear entre um cátion e um ânion em um composto iônico. Raio de van der Waals é definido como sendo a metade da distância entre dois átomo iguais não ligados entre si em uma rede cristalina. 126 127 Obs: Raio Atômico x Raio de van der Waals Ex: molécula de I2 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Raio atômico dos elementos Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica - O raio atômico aumenta de cima para baixo em um grupo. Aumenta o n° de camadas. - O raio atômico diminui da esquerda para a direita ao longo do período. Aumenta a carga efetiva nuclear da esquerda para a direita. Neste caso há um aumento no n° de prótons, mas os elétrons são adicionados na mesma camada, que é mais fortemente atraída. Assim, num dado período, o metal alcalino é o maior átomo e o halogênio o menor. Obs1: em um período, a presença de elétrons d provocam uma diminuição na contração. Obs2: a contração dos lantanídeos resulta do decréscimo do raio atômico dos elementos que se seguem aos do bloco f. Isso resulta numa semelhança nos raios atômicos entre os elementos do 2º Período do bloco d com os correspondentes elementos do 3º Período. Os elétrons f têm pouco poder de blindagem. Obs3: Se os átomos comparados tiverem o mesmo número de níveis (camadas) de energia, usaremos: Z ef 128 129 Raio Atômico - Simplificando 130 Raio Atômico Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica 131 Raio atômico dos elementos do grupo principal Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica 132 • O raio dos átomos do mesmo grupo aumenta com o aumento do período; • O raio atômico dos metais de transição dentro do mesmo grupo é praticamente o mesmo em todo o bloco d; – Variação do raio dos elementos d é muito inferior ao observado entre elementos s e p. – O orbital mais externo com elétrons é o ns2,não o (n−1)d. – Carga nuclear efetiva dos elétrons nos orbitais ns2 é aproximadamente a mesma. Tro: Chemistry: A Molecular Approach, 2/e Raio atômico dos elementos de Transição Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica 133 Raio Atômico e Carga Nuclear Efetiva Elementos do 3º Período da Tabela Periódica 134 Raio Atômico com base no tamanho dos Orbitais de valência 135 Raio Iônico Cátions São menores que os respectivos átomos. A carga efetiva do núcleo aumenta. Ânions São maiores que os respectivos átomos. A carga efetiva do núcleo diminui. Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Alguns valores (pm) 136 RAIO IÔNICO 137 Raio iônico – Importância biológica • Movimento de íons através da menbrana celular é a responsável pela transmissão de sinais nervos em organismos vivos. Ex.: Bomba Na+/K+ aptase. • Íons Na+ e K+ são bombeados através de membranas em direções opostas por canais de íons – Na+ sai e K+ entra • O canal de íons consegue diferenciar Na+ de K+ pelo tamanho dos íons 138 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Configuração Isoeletrônica Átomos ou íons com o mesmo n° de e são chamados de isoeletrônicos. Exemplo: O2- F- Ne Na+ Mg2+ Al3+ 1s2 2s2 2p6 139 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Energia de Ionização Primeira energia de ionização Energia mínima necessária para remover um e de um átomo no estado gasoso (valores tabelados normalmente a T= 0 K). A(g) A + (g) + e Metais tendem a apresentar E.I. mais baixas que os não metais. 140 • A primeira energia de ionização, I1, é a quantidade de energia necessária para remover um elétron de um átomo gasoso, isolado e em seu estado fundamental: Na(g) → Na+(g) + e-. • A segunda energia de ionização, I2, é a energia necessária para remover um elétron de um íon gasoso: Na+(g) → Na2+(g) + e-. • Quanto maior a energia de ionização, maior é a dificuldade para se remover o elétron. ENERGIA DE IONIZAÇÃO 141 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Primeira energia de ionização Por que o Be tem maior E.I. que o B? Isso também acontece quando comparamos N e O, por quê? 142 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Energia de ionização A energia de ionização depende tanto da carga nuclear efetiva quanto da distância media do elétron ao núcleo. 143 Primeira energia de ionização Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica He Ne Ar Kr Xe Rn Questão. De um motivo para que a 1ª E.I. do N seja maior que a do O. Observe que não segue a tendência geralmente observada. 144 Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Afinidade Eletrônica É uma medida da tendência que um átomo apresenta de ganhar e em fase gás (valores tabelados normalmente a T= 0 K). A(g) + e A - (g) + energia térmica Uma alta A.E. significa que uma grande quantidade de energia é liberada com a adição de um e. A A.E. é muito menos periódica que a variação do R.A. e da E.I., contudo há uma tendência de aumentar A.E. a medida que se aproxima do canto superior direito da T.P. (exceto os gases nobres). A A.E. de um elemento está muito relacionada com a energia do orbital de menor energia desocupado (ou semipreenchido) no estado fundamental. 145 Afinidade Eletrônica Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica 146 Afinidade Eletrônica Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica 147 “ Eletronegatividade, χ (chi), é a capacidade com que o átomo tem de atrair elétrons em uma ligação química. ” Aplicações: • Justificativa das energias de ligação; • Tipos de reações que as substâncias sofrem; • A previsão das polaridades das ligações e das moléculas 148 Eletronegatividade, Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica Eletronegatividade, Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica 149 Eletronegatividade, Configuração Eletrônica e a Tabela Periódica É o poder que um átomo tem de atrair elétrons quando este faz parte de um composto. O conceito de eletronegatividade é interessante para a determinação de algumas propriedades químicas e físicas de diversos compostos Obs: buscar para próxima aula o conceito de polarizabilidade de um átomo ou íon. Iremos discutir! 150 151 Tendências nos Elementos de Transição (Bloco d) Propriedades Químicas e a Tabela Periódica A configuração eletrônica auxilia na compreensão da tendência de variação de propriedades físicas tais como: raio atômico, raio iônico, energia de ionização e afinidade eletrônica. Da mesma forma, é possível basear-se nessas tendência para uma previsão das propriedades químicas dos elementos: - a reatividade química dos metais do grupo principal aumenta de cima para baixo no grupo. - a reatividade química dos não metais aumenta de baixo para cima no grupo. 152 É usual a divisão entre elementos metálicos e não-metálicos. Metais: são tipicamente lustrosos, maleáveis, dúcteis, conduzem corrente elétrica no estado sólido a temperatura ambiente. Não metais: são geralmente gases que não conduzem a corrente elétrica de forma apreciável. Elementos metálicos combinam com não metálicos, gerando compostos sólidos não voláteis e duros. Não metais quando combinados entre si, formam compostos moleculares voláteis. Metais podem se combinar para formar ligas que continuam com propriedades de metais. Propriedades Químicas e a Tabela Periódica 153 Hidrogênio Hidrogênio é um não metal, ele pode tanto ganhar ou compartilhar e. 2 Na (l) + H 2(g) 2 NaH (s) > 200°C Gases Nobres Com exceção do He os subníveis s e p estão preenchidos. Por consequência são pouco reativos. Xe (g) + F 2(g) XeF 2(g) > 250°C Propriedades Químicas e a Tabela Periódica 154 Metais Alcalinos Os elementos do grupo 1 apresentam configuração ns 1 . A perda de um e, formando o íon +1, é a base de todas as reações desses metais. A reatividades dos elementos aumenta de cima para baixo. M M + + e Os elementos do grupo 2 são menos reativos que do grupo 1. Há a necessidade de perder 2 e para atingir a configuração de um gás nobre. A reatividade aumenta de cima para baixo. Metais Alcalinos Terrosos M M +2 + 2 e Propriedades Químicas e a Tabela Periódica 155 Halogênios Os elementos do grupo 17 são todos não metais. Cada, necessita de apenas um e para atingir a configuração de um gás nobre. Quando reage com metais, há a formação de íons –1. Quando reage com não metais, eles compartilham e. 2 Na (s) + Cl 2(g) 2 NaCl (s) O 2(g) + 2 F 2(g) 2 OF 2(g) 156 Gases Inertes Alcalinos • Último grupo da tabela periódica • Tem o subnível p fechado excepto para o Hélio • Estes átomos interagem fracamente com os outros átomos • Spin líquido zero e grande energia de ionização • Um único elétron s – elétron fora de uma camada interna • Formam facilmente íons positivos com carga +1e • Tem a mais baixa energia de ionização • A condutividade elétrica é relativamente boa •Tem maior raio atômico do período Alcalinos Terrosos • Têm dois elétrons s nas camadas mais externas • Possui alta condutividade elétrica Halogêneos • Necessitam de mais um elétron para preencher a subcamada mais externa • Formam ligações iônicas fortes com os alcalinos •As configurações mais estáveis ocorrem quando a subcamada p é preenchida Configuração Eletrônica 157 • Três linhas de elementos em que 3d, 4d, e 5d são preenchidos • As propriedades são determinadas primeiramente pelos elétrons s, em vez dos elétrons da subcamada d que começa a ser preenchida • Têm elétrons d com spins desemparelhadosMetais de Transição •Tem a subcamada mais externa 6s 2 completa • Os elétrons na subcamada 4f tem elétrons não emparelhados . Lantanídios (terras raras) • As Subcamadas mais internas começam a ser preenchidas enquanto a subcamada 7s 2 está completa • É difícil obter dados químicos porque são todos radioativos • Têm meias-vidas longas (se comparados aos elementos do período dos blocos d e p). Actinídios Configuração Eletrônica 158 Bibliografia: - Química Inorgânica Shriver e Atkins Bookman. - Química Inorgânica Uma Introdução Haroldo L.C. Barros - Química Inorgânica Não Tão Concisa J.D. Lee Ed. Edgard Blücher Ltda. - Princípios de Química Atkins e Jones Bookman 159 160 161 1) Radiação de Corpo Negro Um dos fenômenos mais intrigantes estudados no final do século XIX era o da distribuição espectral da radiação do corpo negro. Conceito de corpo negro: - É um sistema ideal capaz de absorver radiação de qualquer comprimento de onda da radiação eletromagnética que incide sobre ele, bem como emitir toda a radiação eletromagnética para qualquer frequência. Essa superfície ideal é chamada de corpo negro. Todo corpo negro é igualmente um absorvedor e um emissor de radiação. Embora o “termo” negro seja usado, essa cavidade não precisa ser negra necessariamente. Um corpo negro pode ter qualquer cor, desde que se encaixe na definição de absorvedor e emissor ideal. As características da radiação desta cavidade dependem somente da temperatura das paredes do radiador. A emissão de radiação é a mesma para vários corpos em equilíbrio térmico, independentemente do material constituinte, da massa, do volume, forma etc. 1. Lei de Stefan-Boltzmann: I: intensidade (potência por unidade de área) 4TI Constante de Stefan-Boltzmann 42 810)19(67051,5 Km W Temperatura Absoluta 2. I não é distribuída uniformemente ao longo de todos os comprimentos de onda emitância espectral I(l): intensidade por intervalo de comprimento de onda. No SI: [I(l)] =W/m3 ll 0 )( dII Intensidade total: I(l)dl: intensidades compreendidas no intervalo entre l e ldl Medidas de I(l) para várias temperaturas: KmTpico 310898,2l Segundo Wien: Lei de deslocamento de Wien: para cada temperatura a curva toda sofre um deslocamento. À medida que a temperatura aumenta, o pico de I(l) torna-se cada vez mais elevado e se desloca para comprimentos de onda menores Quem brilha mais (+quente) um corpo que emite luz amarela ou um que emite luz vermelha? A experiência mostra que a forma da função distribuição é a mesma para todas as temperaturas. Exemplo: Pode-se aproximar o Sol como sendo um corpo negro. Fazendo-se a luz solar passar por um prisma e medindo-se a intensidade de energia para as diversas frequências, obtém-se uma curva espectral. O valor máximo da curva corresponde a uma radiação de frequência aproximadamente igual a 5,6.1014 Hz - O comprimento de onda do máximo será lpico: lpico = c/fpico=(3.10 8 m/s)/(5,6.1014 Hz) = 5357.10-10m centro do espectro visível - Usando a lei de deslocamento de Wien: lpico T = 2,898 10 -3 -> T = 5410 K As tentativas de explicar os resultados experimentais disponíveis em torno de 1890 mostrando a distribuição espectral da densidade de energia (emitância) a uma dada temperatura, não foram bem sucedidas. Os trabalhos teóricos realizados utilizando os conhecimentos da mecânica clássica e da termodinâmica não podiam explicar os resultados obtidos. (1) Rayleigh (em linhas bem gerais): Um pequeno furo numa caixa poderia se comportar como um corpo negro ideal. Considerou a luz dentro dessa caixa com paredes perfeitamente refletoras. A caixa possui um série de modos normais para as ondas eletromagnéticas. Supôs que a distribuição de energia entre os diferentes modos pudesse ser calculada usando-se o teorema da equipartição de energia. Supôs, então, que a energia total de cada modo normal deveria ser igual a kT. Chegou ao resultado para a distribuição de intensidade: 4 2 )( l l ckT I Concorda para grandes comprimentos de onda. Concorda para pequenos comprimentos de onda. Rayleigh: 4 2 )( l l ckT I I,0l Curva experimental tem o comportamento oposto! Catástrofe do ultravioleta. l l d ckT I 0 4 2 -As teorias de Wien (1896 - descrição de corpos negros com base em osciladores) e de Rayleigh (1900 - descrição de corpos negros com base em ondas estacionárias) falhavam num ou noutro extremo do espectro. Até 1900 não havia uma descrição completa do comportamento da radiação de corpo negro... - Max Plank em 1900 verificou que uma nova forma de encarar o modo como as partículas da caixa geravam a radiação eletromagnética seria necessária para explicar o comportamento da radiação emitida por corpos negros. 2) A quantização de Plank Planck considerou que: - no interior de uma caixa fechada em equilbrio térmico, a radiação eletromagnética é constantemente gerada e absorvida pelas paredes da caixa. Como modelo, Planck considerou que as paredes eram formadas de osciladores harmônicos (elétrons) carregados, com frequência natural de oscilação f. - para obter um resultado para a distribuição de energia eletromagnética (entre as diferentes frequências do espectro de radiação) em acordo com os resultados experimentais, Planck supôs que a energia E do oscilador era quantizada, isto é, um múltiplo inteiro do quantum de energia h: A constante h é chamada constante de Plank e é igual a: Pelo fato de a constante de Planck ser muito pequena, o quantum de energia hf é muito menor do que as energias típicas de um oscilador macroscópico. 346,626069 10h J s ,...3,2,1,0, nnhfE 2) A quantização de Plank - Os osciladores não irradiam continuamente mas pulando de um estado estacionário para outro. Nessa transição liberam ou absorvem energia discretamente no valor: - A distribuição de intensidades obtida por ele foi: hfnnEEE )( 1212 )1( 2 )( /5 2 kThce hc I ll l Concorda com os dados experimentais. 2) A quantização de Plank 0 )(( l l d Id )1( 2 )( /5 2 kThce hc I ll l Lei de deslocamento de Wien. 0 )( ll dI Lei de Stefan-Boltzmann 2) A quantização de Plank: Resumo 1. A quantização não é relevante para osciladores macroscópicos a “granulação” associada ao quantum de energia é tão pequena que a torna indistinguível da variação contínua de energia prevista pela Mecânica Newtoniana. 2. Planck foi bem-sucedido em resolver o problema da radiação de corpo negro mas nem ele entendia/aceitava a quantização. 3. A hipótese da discretização das energias de partículas vibrando, por parte de Planck, não encontrava nenhum análogo na época. Era tão radical que, mesmo reproduzindo exatamente uma observação experimental, não foi aceita até que viesse a ser adotada por Einstein em 1905. 4. A importância fundamental da sua hipótese sobre a quantização da foi valorizada quando Einstein (1905) aplicou idéias semelhantes para explicar o efeito fotoelétrico. Para isto ele sugeriu que a quantização era uma propriedade fundamental da radiação eletromagnética. O efeito fotoelétrico 1. Foi descoberto por H. Hertz, de forma acidental, em 1887 ao realizar o seu experimento de geração de ondas eletromagnéticas em laboratório (a luz é uma onda). Hertz percebeu que a incidência de luz ultravioleta sobre a superfície de um metal produzia descargas elétricas (centelhas). 2. Observou-se que alguns eletroscópios podiam ser descarregados quando iluminados porluz, especialmente a luz ultravioleta (1888); 3. Conforme observado por Thomson essas descargas eram constituídas de elétrons arrancados da superfície graças à energia fornecida pela luz (1897). O efeito fotoelétrico consiste na emissão de partículas carregadas (elétrons,íons) de um meio material qualquer que absorva radiação eletromagnética (luz visível, ultravioleta, raios X etc.). Esquema simplificado do experimento: aplica-se uma diferença de potencial elétrico V entre o cátodo e o ânodo. O cátodo é iluminado com luz de frequência f e intensidade I. Mede-se a corrente elétrica i que circula no circuito em função do potencial aplicado, para diferentes intensidades I da luz de frequência . Gráfico da corrente elétrica no circuito em função do potencial aplicado para diferentes intensidades Ij da luz de frequência f. Todas as curvas mostram o mesmo potencial de corte V0. O efeito fotoelétrico A energia de cada fotoelétron é uma função crescente da frequência da luz empregada no efeito. E, o efeito só ocorre a partir de uma determinada frequência da luz, chamado frequência de limiar, que depende do meio usado. f constante -V0 f0 3f0 5f0 f max cinE O coeficiente angular fornece o valor de h sendo uma propriedade universal do efeito fotoelétrico. Os vários meios metálicos são caracterizados por diferentes valores da função trabalho Wmin e da frequência de limiar f0; entretanto, o coeficiente angular tem o mesmo valor para todos eles. Abaixo desse limiar de frequência f0 não há o efeito. A explicação do efeito fotoelétrico e de suas principais propriedades, foi apresentada por Einstein. Segundo ele, as partículas de luz deveriam chocar-se contra os elétrons, transferindo energia para eles na colisão. Como o elétron está preso no material e, para libertar-se de sua “prisão energética”, precisa receber uma certa dose de energia que fisicamente, corresponde ao trabalho realizado W. Essa “dose” de energia para arrancar o elétron “à força” é chamada de função trabalho Wmin min max WhfEcin min0 WhfeV 0 max max 0 0 eVE EEeVW cin cincintot Cálculo da Energia Cinética Máxima: e W f e h V min0 Diferença de potencial necessária Para reduzir a corrente a um valor nulo • Não depende da Intensidade! • A intensidade das OEMs não depende da frequência; • A Física Clássica não explica também a existência de uma frequência de corte; O elétron ganha a energia total do fóton ou não absorve energia nenhuma. O elétron escapa da superfície se a energia é maior que a função trabalho. O efeito fotoelétrico É importante ressaltar que Plank não havia sugerido anteriormente que a luz seria constituída por pacotes discretos de energia. Essa interpretação de Einstein é de fato original. Planck “quantizou” apenas a emissão e absorção de radiação pelos átomos. Em 1905 Einstein “generalizou” a hipótese de Planck introduzindo o quantum de luz, ele quantizou a própria radiação, ou seja, a própria luz. Em vez de quantizar a energia do oscilador, Einstein propôs que os processos de geração e absorção de luz de frequência ocorressem como se a luz fosse constituída de quanta de energia h, com h representando a constante de Planck. Resgatou, de certa forma, o conceito de partículas de luz. • Se a luz fosse realmente constitída de partículas, toda a interpretação ondulatória estaria comprometida! • Como explicar, por exemplo, que a luz sofre interferência se ela é feita de partículas? -> Aparente desacordo com a teoria eletromagnética. O efeito fotoelétrico A confirmação experimental da relação linear entre Emax e da universalidade do coeficiente angular só veio dez anos após o trabalho teórico de Einstein. Entre 1914 e 1916, R. Millikan publicou uma série de trabalhos experimentais sobre a variação de Emax com a frequência para vários meios metálicos diferentes. Esses resultados confirmaram a validade da equação, fornecendo o seguinte valor experimental para a constante de Planck h: 6,57.10-34 J.s compare com o valor atual h= 6,626069.10-34 J.s Mesmo após a confirmação experimental, a reação a da comunidade científica a essa interpretação foi desfavorável. O próprio Einstein evitava interpretar os seus quanta de luz como partículas. Entretanto, já em 1909, Einstein propunha que a teoria definitiva da luz deveria surgir de uma fusão dos conceitos ondulatório e corpuscular. O quantum de luz de Einstein foi gradualmente assumindo o seu caráter de corpúsculo, dando origem ao conceito de fóton (nome introduzido pelo físico-químico americano G. Lewis em 1926). Princípios da Mecânica Quântica Parte 2 Daniel Thiele UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE QUÍMICA E BIOTECNOLOGIA Propriedades Ondulatórias das Partículas: De Broglie e as ondas de matéria Partículas materiais e, em particular o elétron, teriam também comportamento ondulatório: deBroglie h p l Para o fóton: E = hf h E f l c hhfpcE Não são válidas para partículas materiais! Complementaridade: De Broglie propôs que se a luz pode se comportar como partícula então a partícula pode se comportar como uma onda. De Broglie e as ondas de matéria - Para uma partícula macroscópica: uma bola de futebol de massa igual a 1kg e de velocidade 1m/s, o comprimento vale: m smkg sJ mv h Brogliede 34 34 1063,6 /11 1063,6 l - Para o elétron no estado fundamental do átomo de hidrogênio: 2 2 1 mvE mEp 2 mE h p h deBroglie 2 l É não relativístico: -13,6eV De Broglie e as ondas de matéria - Para o elétron no estado fundamental do átomo de hidrogênio: m smkg sJ mv h smkgJkgmKp Brogliede 10 24 34 241931 1033,3 /1099,1 1063,6 /1099,1)108,21()1011,9(22 l mar 100 1032,322 Comprimento da órbita: Iguais comprimento é da ordem do raio de Bohr Comprovação experimental??? Radiação Eletromagnética: não tem massa, não é afetada por campos elétricos e magnéticos, se propaga com velocidade constante em um dado meio; sua propagação é retilínea; interage com a matéria (absorção ou espalhamento) Uma onda é caracterizada por: - amplitude (A),- É a distância de um nó até a crista da onda, relacionada com a intensidade da onda que se propaga (no caso de onda na região do visível, determina a intensidade da cor) - comprimento de onda (l) – distância que separa duas cristas consecutivas da onda - freqüência () - número de ondas que percorrem determinado espaço por unidade de tempo - período (T) – tempo transcorrido entre dois máximos consecutivos de uma onda. Comportamento ondulatório versus corpuscular O que ocorre quando duas ondas interagem (interferência)? Como uma onda se comporta? Difração de Raios X Interferência Construtiva: Lei de Bragg ,...3,2,1,2 mmdsen l Esta hipótese pode ser confirmada experimentalmente em 1927 por Davisson e Germer, quem utilizaram um cristal de Ni para difratar um feixe de elétrons. O cristal foi escolhido porque o espaçamento atômico (ou famílias de planos) tem ordem de grandeza próxima ao do comprimento de onda do feixe de elétron, conforme definido por de Broglie. - de Broglie ganhou o prêmio Nobel em 1929. - Davisson e Germer receberam o prêmio Nobel em 1937. Difração de Elétrons Difração de elétrons • Evidenciou comportamento dual do elétron “dualidade partícula-onda” 192 Se os elétrons se comportassem somente como onda Apenas duas linhas seriam observadas No entanto, o experimento apresentou um padrão típico de interferência Difração de Elétrons Máximos de interferência: O cristal é composto por vários monocristais com orientações aleatórias com relação ao feixe→ Isso faz com que os máximos de difração dêem origem a círculos de difração sobre a tela Difração em fenda dupla de elétrons Difração de nêutrons (folha de cobre) Difração de elétrons (folha de alumínio) Difração de raios X (folha de alumínio) De Broglie e as ondas de matéria - Onda estacionária numa corda de comprimento l: - Órbitas eletrônicas estacionárias no átomo de hidrogênio 2 l n n nh prL r nhh pnr n nn n n l l l 22 2 As órbitas estacionárias do modelo de Bohr: ondas estacionárias que se formariam ao longo da circunferência da órbita, fazendo uma analogia com ondas estacionárias mecânicas em cordas. Princípio da Incerteza Natureza “dual” onda-partícula Mecânica Clássica Conceito de Partícula Movimento descrito por: • 3 coord. espaciais • 3 coord. para a velocidade Limitações que impedem a exata determinação de sua posição, velocidade. Descrição em termos de probabilidades. Princípio da Incerteza de Heisenberg: 2 h px x 2 h tE Melhorar significa interagir com o sistema, o que causa perturbações que alteram/modificam o seu estado. Interferência em Fenda Dupla com Elétrons Todos os elétrons saem da fonte com mesma energia/l Detector permite contar o número de elétrons em função da posição no anteparo. (1) Contagem de um número inteiro de elétrons; (2) Contagem depende da posição: fenda 1 ou fenda 2?! Apenas a fenda 1 Apenas a fenda 2 2112 PPP *21 2 2 2 1 2 2112 2 22 2 11 Re2 P P P Qual é a solução? O elétron é detectado como partícula mas se propaga como onda. Ele se comporta como partículas quando é detectado. Interferência em Fenda Dupla com Elétrons Princípio da Complementaridade Bohr: Aspectos corpuscular e ondulatório são complementares. Ambos são necessários mas não podem ser observados simultaneamente. Quando observamos o elétron podemos determinar qual foi sua trajetória mas alteramos suas trajetórias. A figura de interferência desaparece! 2112 PPP