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Sistema Linfático 
Funções: 
→ Drenar o excesso de líquido intersticial. Os vasos linfáticos drenam o excesso de líquido intersticial 
dos espaços teciduais e o devolvem ao sangue. Esta função conecta-o intimamente com o sistema 
circulatório. Na verdade, sem esta função, a manutenção do volume de sangue circulante não seria 
possível. 
→ Transportar lipídios oriundos da dieta. Os vasos linfáticos transportam lipídios e vitaminas 
lipossolúveis (A, D, E e K) absorvidas pelo sistema digestório. 
→ Desempenhar respostas imunes. O tecido linfático inicia respostas altamente específicas dirigidas 
contra microrganismos ou células anormais específicas. 
 
Formação e fluxo da linfa 
• A maior parte dos componentes do plasma sanguíneo, como nutrientes, gases e hormônios, 
atravessam livremente as paredes dos capilares para formar o líquido intersticial, mas um volume 
maior de líquido sai dos capilares sanguíneos do que retorna a eles por reabsorção. 
• O excesso de líquido filtrado – aproximadamente 3 ℓ/dia – drena para os vasos linfáticos e se torna 
a linfa. 
• Como a maior parte das proteínas plasmáticas é muito grande para sair dos vasos sanguíneos, o 
líquido intersticial contém apenas uma pequena quantidade de proteína. 
• As proteínas que saem do plasma sanguíneo não conseguem retornar ao sangue por difusão, 
porque o gradiente de concentração (alto nível de proteínas no interior dos capilares sanguíneos, 
baixo nível fora) se opõe a este movimento. As proteínas conseguem, no entanto, se mover 
facilmente através dos capilares linfáticos, que são mais permeáveis à linfa. 
• Assim, uma importante função dos vasos linfáticos é devolver as proteínas plasmáticas perdidas e o 
plasma à corrente sanguínea. Como as veias, os vasos linfáticos contêm válvulas, que asseguram a 
circulação linfática unidirecional. Como já mencionado, a linfa drena para o sangue venoso pelo 
ducto linfático direito e pelo ducto torácico na junção entre as veias jugular interna e subclávia. 
Assim, a sequência de fluxo de líquido é dos capilares sanguíneos (sangue) → espaços intersticiais 
(líquido intersticial) → capilares linfáticos (linfa) → vasos linfáticos (linfa) → ductos linfáticos (linfa) → 
junção entre as veias jugular interna e subclávia (sangue). Ambos os sistemas formam um sistema 
circulatório muito eficiente. 
As mesmas duas “bombas” que ajudam no retorno do sangue venoso ao coração mantêm o fluxo de linfa. 
Bomba de músculo esquelético. A “ação de ordenha” das contrações do músculo esquelético comprime os 
vasos linfáticos (assim como as veias) e força a linfa em direção à junção entre as veias jugular interna e 
subclávia. 
Bomba respiratória. O fluxo de linfa é também mantido pelas alterações de pressão que ocorrem durante 
a inspiração. A linfa flui da região abdominal, onde a pressão é maior, para a região torácica, onde ela é 
mais baixa. Quando as pressões se invertem durante a expiração, as válvulas nos vasos linfáticos evitam o 
refluxo da linfa. Além disso, quando um vaso linfático se distende, o músculo liso de suas paredes se 
contrai, o que ajuda a mover linfa de um segmento do vaso para o seguinte. 
 
 
 
 
Anatomia do Timo: 
-O timo é um órgão bilobado localizado no mediastino entre o esterno e a aorta. 
-Uma camada envolvente de tecido conjuntivo mantém os dois lobos unidos, mas separados por uma 
cápsula de tecido conjuntivo. 
-Extensões da cápsula, chamadas trabéculas, penetram internamente e dividem cada lobo em lobos do 
timo. 
-Cada lobo do timo consiste em: 
→Um córtex externo de coloração escura: composto por uma grande quantidade de linfócitos T e células 
dendríticas dispersas, células epiteliais e macrófagos. 
*As células dendríticas em outras partes do corpo, como nos linfonodos, desempenham outro papel 
fundamental na resposta imunológica 
* As células epiteliais ajudam a “educar” as células pré-T em um processo conhecido como seleção 
positiva. Além disso, produzem hormônios do timo que, acredita-se, auxiliem na maturação dos linfócitos 
T. 
* Os macrófagos do timo ajudam a remover os detritos de células mortas e morrendo. Os linfócitos T 
sobreviventes entram na medula. 
→Medula central de coloração mais clara: consiste em linfócitos T mais maduros e amplamente dispersos, 
células epiteliais, células dendríticas e macrófagos. 
* Os linfócitos T que saem do timo pelo sangue migram para os linfonodos, baço e outros tecidos linfáticos, onde 
colonizam partes destes órgãos e tecidos. 
 
Anatomia dos linfonodos: 
-Localizados ao longo dos vasos linfáticos estão aproximadamente 600 linfonodos em forma de feijão. 
-Estão espalhados por todo o corpo, tanto superficial quanto profundamente, e geralmente ocorrem em 
grupos. Grandes grupos de linfonodos estão presentes perto das glândulas mamárias e nas axilas e virilha. 
-São cobertos por uma cápsula de tecido conjuntivo denso que se estende até o linfonodo. As extensões 
capsulares, chamadas trabéculas, dividem o linfonodo em compartimentos, fornecem suporte e 
proporcionam uma via para os vasos sanguíneos até o interior de um linfonodo. 
-Internamente à cápsula está uma rede de apoio de fibras reticulares e fibroblastos. 
-A cápsula, as trabéculas, as fibras reticulares e os fibroblastos constituem o estroma (estrutura de apoio 
do tecido conjuntivo) de um linfonodo. 
 
 
 
 
Anatomia do baço 
-É uma estrutura oval, é a maior massa única de tecido linfático do corpo, tendo aproximadamente 12 cm 
de comprimento. 
-Está localizado na região do hipocôndrio esquerdo, entre o estômago e o diafragma. 
-Os órgãos vizinhos fazem endentações na face visceral do baço – a impressão gástrica (estômago), a 
impressão renal (rim esquerdo) e a impressão cólica (flexura esquerda do colo). 
-Como os linfonodos, o baço tem um hilo. Através dele passam a artéria esplênica, a veia esplênica e os 
vasos linfáticos eferentes. 
 -O parênquima do baço é composto por dois tipos diferentes de tecido chamados de polpa branca e polpa 
vermelha. 
-O sangue que flui para o baço através da artéria esplênica entra nas artérias centrais da polpa branca. Na 
polpa branca, os linfócitos B e os linfócitos T desempenham funções imunológicas, semelhantemente ao 
que ocorre nos linfonodos, enquanto os macrófagos do baço destroem agentes patogênicos que estão no 
sangue por fagocitose. 
-Dentro da polpa vermelha, o baço desempenha três funções relacionadas com as células de sangue: 
(1) remoção de células do sangue e plaquetas que estejam rompidas, desgastadas ou defeituosas pelos 
macrófagos; 
(2) armazenamento de até um terço do suprimento de plaquetas do organismo; 
(3) produção de células sanguíneas (hematopoese) durante a vida fetal. 
 
 
 
 
 
Anatomia dos capilares linfáticos 
- Os capilares linfáticos têm maior permeabilidade do que os capilares sanguíneos e, assim, 
conseguem absorver moléculas grandes como as proteínas e os lipídios. 
- Os capilares linfáticos também têm um diâmetro um pouco maior do que os capilares sanguíneos e 
têm uma estrutura unidirecional que possibilita que o líquido intersticial flua para dentro, mas não 
para fora. 
- As extremidades das células endoteliais que formam a parede de um capilar linfático se 
sobrepõem. 
- Quando a pressão é maior no líquido intersticial do que na linfa, as células se separam 
discretamente, como a abertura de uma porta de mola de sentido único, e o líquido intersticial 
entra no capilar linfático. 
- Quando a pressão é maior no interior do capilar linfático, as células aderem mais entre si e a linfa 
não consegue retornar ao líquido intersticial. 
- A pressão é aliviada conforme a linfa se move adiante pelo capilar linfático. 
- Ligado aos capilares linfáticos estão os filamentos de ancoragem, que contêm fibras elásticas. Eles 
se estendem para fora do capilar linfático, anexando as células endoteliais linfáticas aos tecidos 
circundantes. Quando o excesso de líquido intersticial se acumula e causa edema dotecido, os 
filamentos de ancoragem são puxados, tornando ainda maiores as aberturas entre as células para 
que mais líquido possa fluir para o capilar linfático. 
 
 
 
Funções das células: 
Linfócitos T e B: 
- A imunidade adaptativa envolve linfócitos chamados linfócitos B e linfócitos T. Ambos se desenvolvem 
nos órgãos linfáticos primários (medula óssea e timo) a partir das células-tronco pluripotentes que se 
originam na medula óssea. 
Os linfócitos B completam o seu desenvolvimento na medula óssea, um processo que continua ao longo da 
vida. 
Os linfócitos T se desenvolvem a partir das células pré-T que migram da medula óssea para o timo, onde 
amadurecem. São nomeados de acordo com o local em que amadurecem. A letra B significa bolsa-
equivalente, que é a medula óssea, uma vez que este é o local nos seres humanos em que os linfócitos B se 
maturam. Os linfócitos T são assim chamados porque amadurecem no timo. 
Antes de os linfócitos T deixarem o timo ou de os linfócitos B saírem da medula óssea, eles desenvolvem 
imunocompetência, a capacidade de realizar respostas imunes adaptativas. Isto significa que os linfócitos 
B e os linfócitos T começam a produzir várias proteínas distintas que são inseridas em suas membranas 
plasmáticas. Algumas destas proteínas funcionam como receptores de antígeno – moléculas capazes de 
reconhecer antígenos específicos 
 
Macrófagos: Tem capacidade fagocítica estando envolvida na eliminação de células/partículas 
estranhas ao organismo. Esta célula encontra-se largamente distribuída pelo organismo, tomando 
diferentes designações de acordo com o local que ocupa, podendo apresentar diferentes fenótipos, 
dependentes da sua via de ativação, resultando em diferentes propriedades. O macrófago tem um 
importante papel na patogênese de algumas doenças, podendo ser estimulador ou inibidor da patologia. 
Os macrófagos do timo ajudam a remover os detritos de células mortas e morrendo. 
 
Células dendríticas: As células foliculares dendríticas retêm, na superfície das projeções, 
antígenos, os quais são reconhecidos pelos linfócitos B. As células dendríticas apresentadoras de 
antígenos, por sua vez, fagocitam os antígenos e expõem os fragmentos na superfície, apresentando-os 
aos linfócitos T.

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