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Curso Introdução à Auditoria 
de Obras Públicas
Realização: Apoio:
Módulo 2: 
Análise de preços da obra 
Apoio:Realização:
3
Sumário do Módulo 2
Aula 7: Introdução aos orçamentos de obras
​Aula 8: Sobrepreço e superfaturamento
​Aula 9: Sistema SINAPI
Aula 10: Conhecendo o SICRO 2​
Aula 11: Inovações metodológicas introduzidas pelo 
NOVO SICRO
▷ Messias Anain Almeida Faria
Graduado em Engenharia Elétrica;
Pós-graduado em Gestão de Projetos, Gestão 
Pública e Controle Externo e Auditoria de Obras 
Públicas;
Mestre em Tecnologia de Processos Sustentáveis 
pelo Instituto Federal de Goiás - IFG;
Auditor de Controle Externo no Tribunal de Contas 
dos Municípios do Estado de Goiás - TCMGO.
Contato: messias.faria@tcm.go.gov.br
4
Aula 7: Introdução aos 
orçamentos de obras
5
SUMÁRIO –
Módulo 2: Aula 7: Introdução aos orçamentos de 
obras
6
• Conceitos e propriedades do orçamento de obras
• Tipos de orçamentos
• Preço x custo de uma obra
• Seleção do custo de referência e paradigma
• Composições de custos unitários
• Salários e Encargos Sociais
• Mobilização e Desmobilização, Administração Local e Canteiro de
Obras
• BDI e BDI diferenciado – referência e paradigma
Principais fontes consultadas:
7
Leis n.º
8.666/1993;
12.462/2011;
13.303/2016;
IBRAOP
OT - IBR 
004/2012
OT - IBR 
005/2012
OT - IBR 
006/2016
Decreto Federal 
nº 7.983/2013;
Acórdão nº 
2.622/2013-
Plenário-TCU.
Orientações 
para elaboração 
de planilhas 
orçamentárias 
de obras 
públicas. TCU, 
2014.
▷ Na elaboração do conteúdo desta aula procurou-se abordar o 
máximo de itens relacionados aos orçamentos de obras públicas;
▷ Visto a abrangência de assuntos e a importância de cada um 
deles, optou-se por expor os temas de modo resumido para que 
o material não fique muito extenso, mas sem deixar de abordar 
as principais situações;
▷ No decorrer da apresentação sugere-se a leitura de materiais 
complementares;
▷ Destaca-se que este curso foi desenvolvido antes da publicação 
da Lei nº 14.133/2021 (nova lei de licitações e contratos) e por 
este motivo não contempla suas orientações.
8
Introdução
Conceitos e propriedades do 
orçamento de obras
9
▷ Documento técnico cujo objetivo é refletir o valor total 
estimado de uma obra;
▷ É personalizado e único para cada obra;
▷ Tem sua validade associada a uma determinada data-base;
▷ Pode ser elaborado em diversas ocasiões, desde os estudos 
iniciais até a conclusão da obra;
▷ É uma previsão de custos e, portanto, carrega algum grau de 
imprecisão. 
▷ Deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado 
(engenheiros, arquitetos, técnicos em edificação, etc.)
10
Orçamento (estimativa) de obra
Tipos de orçamentos
11
“Precisão do orçamento: desvio máximo esperado entre o valor
do custo de uma obra nas várias fases de projeto (estimativa de
custo, orçamento preliminar, orçamento analítico) e o seu
orçamento real, apurado após sua conclusão, considerando-se
que o projeto orçado tenha sido efetivamente executado sem
significativas alterações de escopo.
12
OT - IBR 004/2012 - IBRAOP
PRECISÃO DO ORÇAMENTO DE OBRAS PÚBLICAS
13
Quanto ao grau de precisão, os tipos de orçamento 
se diferenciam em razão dos seguintes elementos: 
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1, Prof. Celso Bernardes Silva;
“
14
OT - IBR 004/2012 - IBRAOP
Faixa de precisão esperada do custo estimado 
de uma obra em relação ao seu custo final
Tipo de 
orçamento
Fase do 
Projeto
Cálculo do Preço Faixa de 
imprecisão
Estimativa de 
custo 
Estudos 
preliminares 
Área de construção multiplicada por um 
indicador.
± 30%*
Preliminar Anteprojeto
Quantitativos de serviços apurados no 
projeto ou estimados por meio de índices 
médios, e custos de serviços tomados em 
tabelas referenciais. 
± 20%
*Para obras de edificações, a faixa de precisão esperada da estimativa de
custo é de até 30%, podendoser superior em outras tipologias de obras.
“
15
OT - IBR 004/2012 - IBRAOP
Faixa de precisão esperada do custo estimado 
de uma obra em relação ao seu custo final
Tipo de 
orçamento
Fase do 
Projeto
Cálculo do Preço Faixa de 
imprecisão
Detalhado ou 
analítico
Projeto 
básico
Quantitativos de serviços apurados no projeto, e custos 
obtidos em composições de custos unitários com preços de 
insumos oriundos de tabelas referenciais ou de pesquisa de 
mercado relacionados ao mercado local, levando-se em conta 
o local, o porte e as peculiaridades de cada obra.
± 10%
Detalhado ou 
analítico 
definitivo
Projeto 
executivo
Quantitativos apurados no projeto e custos de serviços obtidos 
em composições de custos unitários com preços de insumos 
negociados, ou seja, advindos de cotações de preços reais 
feitas para a própria obra ou para outra obra similar ou, ainda, 
estimados por meio de método de custo real específico.
± 5%
Continuação da tabela anterior.
1 – Não se confunde com o:
▷ limite de aditamento contratual;
▷ critério de aceitabilidade de preços de uma licitação;
2) Não pode ser usado como justificativa para erros de projeto ou de 
orçamentação, nem para pleitear aditamentos contratuais;
3) Não se relaciona a percentual de sobrepreço ou de 
superfaturamento decorrente da comparação dos seus preços com 
preços obtidos em sistemas referenciais ou paradigmas de mercado.
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1, Prof. Celso Bernardes Silva; 16
ATENÇÃO - O conceito de precisão de um 
orçamento
17
Material complementar
Estimativa x Orçamento
Metodologia 
(estimativa) 
Expedita
É baseada em preços por unidade de capacidade ou na utilização
de indicadores de preços médios por unidade característica do
empreendimento (Ex.: m² para edificação);
Metodologia 
(estimativa) 
Paramétrica
Consiste em utilizar parâmetros de custos ou de quantidades de
parcelas do empreendimento obtidos a partir de obras com
características similares
Orçamento
Sintético
Elaborado mediante levantamentos de quantitativos de serviços
calculados com base no anteprojeto de engenharia e nos preços
unitários de sistemas de referência (ex.: SINAPI, SICRO, etc);
Orçamento
Detalhado 
ou Analítico
Elaborado mediante quantitativos de serviços apurados no projeto
básico ou executivo, e custos obtidos em composições de custos
unitários com preços de insumos oriundos de tabelas (ex.: SINAPI,
SICRO, etc);
Fontes: OT - IBR 006/2016 - IBRAOP; OT - IBR 004/2012 - IBRAOP; 18
“
19
OT - IBR 006/2016 - IBRAOP
Equação e exemplos de índices
Exemplos de índices (‘P’ da equação): 
○ obras de edificação: preço por metro 
quadrado de área construída; 
○ obras de geração de energia: preço por 
MW de potência instalada; 
○ estações de tratamento de água ou de 
esgoto: preço por unidade de volume 
tratado; 
○ linhas de transmissão de energia: preço 
por quilômetro de linha com as mesmas 
características técnicas. 
Oe = Q x P
Onde:
Oe = orçamento estimativo do 
empreendimento; 
Q = quantidade de unidades relativas à 
execução do empreendimento; e 
P = preço por unidade característica ou de 
capacidade do empreendimento. 
Obs: BDI e risco já devem estar incluso nos 
índices (P) a serem adotados.
Metodologia Expedita
▷ O CUB (custo unitário básico) apresenta o custo do m² para diversos 
tipos de empreendimentos da construção civil. Para maiores 
informações:
○ http://www.cub.org.br;
○ ABNT NBR 12721:2006 (atenção especial ao item 8.3.5);
○ Lei Federal nº 4.591/64 (art. 54);
▷ Lei nº 12.462/2011 (art. 9º, §2º, II; art. 2º, Parágrafo único, VI);
▷ Lei nº 13.303/2016, art. 42 (§1º, II; §2º, II); 
▷ OT - IBR 006/2016 - IBRAOP; 20
Metodologia Expedita - Material Complementar
http://www.cub.org.br/
▷ Diferentemente da metodologia expedita, que utiliza um único 
índice para representar a obra como um todo (ex.: m² para 
edificação), na metodologia paramétrica adota-se diversos 
parâmetros/índices para representar as macro parcelas da obra 
a ser precificada;▷ Tem-se como base valores de obras com características 
similares.
21
Metodologia Paramétrica
“
22
OT - IBR 006/2016 - IBRAOP
Exemplos de parâmetros/índices
○ percentual do custo total da obra: mobilização e desmobilização, 
administração local e projetos; 
○ custo por unidade de comprimento: defensa, meio-fio e sarjeta; 
○ custo por unidade de área: canteiro de obras, impermeabilização e limpeza
final de obra;
○ custo por unidade de volume: demolição, movimentação de terra e sistema 
de climatização de ar; e 
○ custo por ponto de utilização: instalações hidráulicas, instalações sanitárias, 
instalações elétricas e circuito fechado de vídeo (CFTV). 
Metodologia Paramétrica
▷ Lei nº 12.462/2011 (art. 9º, §2º, II; art. 2º, Parágrafo único, VI)
▷ Lei nº 13.303/2016, art. 42 (§1º, II; §2º, I e II);
▷ Decreto Federal nº 7.983/2013:
○ Art. 2º, XVI;
○ Art. 17, §§ 3º, 4º e 5º;
○ Art. 17-A, caput;
▷ Portaria Interministerial nº 13.395, de 5 de junho de 2020;
▷ OT - IBR 006/2016 - IBRAOP
23
Metodologia Paramétrica - Material Complementar
“
24
OT - IBR 006/2016 - IBRAOP
Orçamento Sintético
O orçamento sintético é elaborado mediante levantamentos de quantitativos de 
serviços calculados com base no anteprojeto de engenharia, com precisão 
compatível com o seu nível de detalhamento, composto pela descrição, unidade de 
medida, preço unitário, quantidades e preço dos serviços da obra. 
O orçamento sintético deve ser balizado pelos sistemas referenciais oficiais tais 
como Sinapi e Sicro, ou outro de reconhecida utilização, devidamente adaptados às 
condições regionais e peculiares de cada obra, além de levar em consideração 
possíveis ganhos de escala e os advindos de otimizações do anteprojeto permitidas 
para a elaboração do projeto básico.
25
Orçamento Sintético - Material Complementar
Lei nº 12.462/2011
(art. 9º, §2º, II; art. 
2º, Parágrafo 
único, VI)
Lei nº
13.303/2016, art. 
42, §1º, II;
OT – IBR
006/2016 -
IBRAOP
“
26
Orçamento Detalhado ou Analítico
Lei nº 8.666/93, art. 7o , § 2o, II: 
As obras e os serviços somente 
poderão ser licitados quando 
existir orçamento detalhado em 
planilhas que expressem a 
composição de todos os seus 
custos unitários;
Lei nº 8.666/93
Lei nº 12.462/11, art. 2º, 
parágrafo único, VI:
O projeto básico [...] deverá 
conter, no mínimo, [...] 
orçamento detalhado do custo 
global da obra, fundamentado 
em quantitativos de serviços e 
fornecimentos propriamente 
avaliados.
Lei nº 12.462/11
“
27
OT - IBR 004/2012 - IBRAOP
Orçamento Detalhado ou Analítico
Orçamento detalhado ou analítico: orçamento elaborado com base nas 
composições de custos unitários e extensa pesquisa de preços dos insumos, 
realizado a partir do projeto básico ou do projeto executivo.
(...)
Quantitativos de serviços apurados no projeto, e custos obtidos em 
composições de custos unitários com preços de insumos oriundos de tabelas 
referenciais ou de pesquisa de mercado relacionados ao mercado local, 
levando-se em conta o local, o porte e as peculiaridades de cada obra. 
“
28
As composições de custos unitários e o detalhamento de encargos 
sociais e do BDI integram o orçamento que compõe o projeto 
básico da obra ou serviço de engenharia, devem constar dos 
anexos do edital de licitação e das propostas das licitantes e não 
podem ser indicados mediante uso da expressão 'verba‘ ou de 
unidades genéricas.
Súmula TCU nº 258
Orçamento Detalhado ou Analítico
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1, Prof. Celso Bernardes Silva (adaptado);
29
Preço x custo de uma obra
30
“
31
Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014.
Custos e Despesas
Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para produção ou a prestação de 
serviços previstos no objeto social da entidade. 
Despesa é o valor gasto com bens e serviços relativos à manutenção da atividade da 
empresa, bem como aos esforços para a obtenção de receitas através da venda dos 
produtos. 
Os custos têm a capacidade de serem atribuídos ao produto final, enquanto as 
despesas são de caráter geral, de difícil vinculação aos produtos obtidos.
Custo Unitário: É o custo de um determinado serviço por unidade de medida, obtido 
por meio de composições de custo unitário contendo todos os insumos com os seus 
respectivos consumos ou produtividades.
“
32
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Custos Diretos e Indiretos e Despesas Indiretas
Custos diretos (CD): são os custos apropriados diretamente a cada produto, bem ou 
serviço produzido, sem a necessidade de rateios, podendo ser identificados na composição 
de custo unitário do serviço.
Custos indiretos (CI): são os custos que não podem ser apropriados diretamente a cada 
tipo de bem ou serviço, mas podem ser perfeitamente apropriados em determinada obra, 
discriminados na planilha orçamentária, bem como ser passíveis de medição.
Despesas indiretas: são os gastos relativos à manutenção da atividade da empresa, bem 
como aos esforços para a obtenção de receitas através da venda dos produtos. Não 
podem ser apropriadas diretamente a uma determinada obra e não são passíveis de 
medição e discriminação na planilha orçamentária, necessitando de algum critério de 
rateio.
“
33
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Custos Diretos e Indiretos e Despesas Indiretas
Preço ou preço de venda (PV): corresponde ao custo da obra acrescido 
do BDI, mediante a seguinte equação:
PV = C (1 + BDI) - Onde: C = CD + CI
Sendo:
C - custo;
CD – custo direto;
CI – Custo indireto
BDI - Bonificação e despesas indiretas
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1, Prof. Celso Bernardes Silva;
34
Seleção do custo de referência e 
paradigma
35
▷ Quanto se tratam de orçamentos e de auditorias em orçamentos muito 
se vê as expressões referência (custo de referência, preço de referência, 
orçamento de referência, etc.) e paradigma (custo paradigma, preço 
paradigma, orçamento paradigma, etc.);
▷ A expressão referência geralmente é utilizada para itens de orçamento 
da licitação ou da contratação, por exemplo: 
○ O orçamento de referência da licitação tem montante de R$ 
500.000,00; 
○ Para elaborar orçamento com recursos federais deve-se adotar como 
referência os custos dos sistemas SINAPI e SICRO;
○ O preço de referência desse produto foi obtido via cotação de mercado;
36
Diferença entre referência e paradigma
▷ Já a expressão paradigma está ligada à auditoria, em regra, utilizada para 
comparar com o que se está analisando, por exemplo: 
○ O contrato nº 38/2020 está comprando cimento por R$ 40,00, no 
entanto, o custo paradigma no SINAPI é R$ 30,00;
○ Sobrepreço: valor representativo da diferença positiva entre o 
orçamento contratado ou orçamento base e o orçamento paradigma 
[...];
▷ Nesta aula, para fins práticos, pode-se entender que as expressões 
referência e paradigma são “sinônimas”, isso porque as mesmas 
orientações aqui passadas podem ser utilizadas na elaboração de um 
orçamento de obra pública e, também, na auditoria de uma obra pública;
37
Diferença entre referência e paradigma
▷ Para a elaboração de orçamentos de obras, a Lei nº 8.666/93 não define 
qual sistema de custos deve ser utilizado;
▷ Já a Lei nº 12.462/2011 (RDC) define prioritariamente os sistemas 
SINAPI e SICRO (art. 8º, § 3º), no entanto, deixa uma ressalva (art. 8º, §
6º) para quando o recurso de fomento for estadual ou municipal, 
situação que autoriza o uso de outros sistemas de custos já adotados 
pelos respectivos entes e aceitos pelos respectivos tribunais de contas 
(TCEs e TCMs);
▷ A Lei nº 13.303/2016 (Estatais) define prioritariamente os sistemas 
SINAPI e SICRO;
38
Seleção do custo de referência
Seleção do custo de referência
39
FONTE DOS 
RECURSOS ORIENTAÇÃO PARA ORÇAMENTOS DE OBRAS
União
O Decreto Federal nº 7.983/13 estabelece critérios e regras 
para a elaboração dos orçamentos e também define 
prioritariamente o usodos sistemas SINAPI e SICRO, na 
mesma linha das leis citadas anteriormente;
Estados e/ou 
Municípios
Independentemente da legislação que esteja utilizando, 
verifique junto ao tribunal de contas competente para a 
fiscalização qual o sistema de custos deve ser priorizado.
Esta orientação é prudente e está alinhada com art. 8º, § 6º 
da Lei nº 12.462/2011.
▷ Como apresentado anteriormente algumas leis citam a forma 
prioritária de se obter o custo do serviços a serem orçados, em regra, 
definindo o sistema a ser utilizado;
▷ No entanto, existem itens/serviços que não estão contemplados 
nesses sistemas, daí surge a necessidade de buscar outras fontes;
▷ Na sequência são apresentadas as orientações do IBRAOP e do TCU 
para tal finalidade;
40
Seleção do custo de referência/paradigma
“OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Na seleção de preços paradigmas, realizam-se consultas de acordo com a 
seguinte ordem de prioridade: (i) fontes oficiais; (ii) fontes privadas; (iii) fontes 
alternativas.
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas. TCU, 2012.
Na seleção de preços referenciais, a equipe de auditoria deve adotar preços 
paradigma de acordo com a seguinte ordem de prioridade: (i) fontes oficiais; 
(ii) fontes subsidiárias; (iii) fontes privadas; e (iv) fontes alternativas.
41
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas. TCU, 2012.
Seleção do custo paradigma
“Fontes oficiais: sistemas ou tabelas de custos referenciais mantidos por órgãos e entidades das esferas federal, estadual e municipal, obedecendo-se 
às disposições da legislação aplicável ao órgão contratante, em função da 
origem dos recursos públicos. Exemplos¹: SINAPI, SICRO, GOINFRA;
Fontes privadas: publicações especializadas ou de bancos de dados de 
sistemas privados de orçamentação de obras (Exemplos¹: TCPO, PINI).
Fontes alternativas (exemplos): editais e contratos de obras semelhantes; 
cotações obtidas diretamente junto a fornecedores ou prestadores de serviço; 
notas fiscais de aquisição; etc;
¹ Inserido pelo autor. 42
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Seleção do custo paradigma
▷ Como visto a utilização de fontes alternativas é a última opção para 
ser obter os custos referencias;
▷ Ao adotar uma fonte alternativa deve-se atentar quanto à sua 
aplicabilidade no caso concreto, além de verificar a autenticidade das 
informações ali prestadas;
▷ O Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012) apresenta uma 
série de opções de fontes alternativas e os cuidados a serem tomados 
em cada uma delas. 
▷ Recomenda-se a leitura do item I.2.3.4. “Seleção de preços referenciais” 
do Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012) .
43
Material complementar
A seguir são apresentados alguns acórdãos do TCU relacionados ao tema.
▷ Preços de outras obras: Acórdãos 1.551/2008, 915/2019, Plenário (P); 
▷ Notas fiscais: Acórdãos 157/2009, 1992/2015, 3032/2015, 2109/2016, 
2.677/2018, 2.396/2018, todos P;
▷ Subcontratos: Acórdão 1.551/2008-P;
▷ Engenharia consultiva: Acórdão 1.009/2011–P;
▷ FGTS e GFIPs vinculadas à obra: Acórdão 446/2011-P;
▷ Tabelas da Relação Anual de Informações Sociais–RAIS: Ac. 2.447/2010-P;
▷ Métodos Econométricos: Acórdãos 3.089/2015, 1.583/2016, 2619/2019 e 
1.568/2020, Plenário;
Nota do autor: cuidado ao se adotar qualquer acórdão como embasamento para a tomada de 
decisão, pois podem não se encaixar ao seu caso concreto. Como exemplo, alguns aqui citados são 
oriundos de grandes esquemas de corrupção;
44
Material complementar
“A comparação direta entre o custo dos serviços constantes do orçamentoanalisado e os obtidos nos sistemas referenciais de preços só pode ocorrer
quando eles corresponderem exatamente ao serviço analisado, apresentando
descrição semelhante à do serviço a ser executado e contiverem previsão de
insumos que guarde correspondência com os necessários para atender às
especificações técnicas do serviço analisado.
Sempre que necessário, as composições de custos obtidas nos sistemas
referenciais devem ser ajustadas para se adequar às especificações técnicas e
aos adequados critérios de medição e pagamento do serviço analisado.
45
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Ajustes
“Em regra geral, adota-se a data-base da proposta ou do contrato como procedimento padrão. 
No caso de inexistência de preços paradigmas para a data-base adotada 
como referência, recomenda-se adotar, por conservadorismo, as datas mais 
próximas posteriores à da data-base para evitar contestações. 
Todavia, se a data dos preços paradigmas estiver muito distante da data-base 
adotada como referência (mais de seis meses¹), cabe retroagir os preços 
paradigmas, de acordo com o índice de reajuste aplicável.
¹ Nota do autor: o Roteiro de Auditoria de Obras Públicas. TCU, 2012 cita 1 (um) ano;
46
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Data-base do custo paradigma
Composições de custos unitários
47
“
48
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Composições de custo unitário: parcela de um orçamento analítico que define o
valor financeiro a ser despendido na execução de uma unidade do respectivo serviço
e é elaborada com base em coeficientes de produtividade, de consumo e de
aproveitamento de insumos, cujos preços são coletados no mercado, contendo, no
mínimo:
a) Discriminação de cada insumo, unidade de medida, sua produtividade/consumo
na realização do serviço, preço unitário e custo parcial;
b) Custo unitário total do serviço, representado pela soma dos custos parciais de
cada insumo.
Composições de Custos Unitários - CCU
▷ O orçamento deverá ser lastreado em composições de custos unitários e 
expresso em planilhas de custos e serviços, referenciadas à data de sua 
elaboração;
▷ Cada serviço possui sua composição;
▷ Nas composições unitárias são considerados*:
○ Material: consumo calculado + perdas;
○ Mão de obra: inclui encargos sociais e produtividade média;
○ Equipamentos: produtividade média;
* Tudo isso para uma unidade de serviço (1 m²; 1 m³; 1 unid.)
▷ Importante: considerar no coeficiente o reaproveitamento de materiais.
49
Composições de Custos Unitários - CCU
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1, Prof. Celso Bernardes Silva;
50
Exemplo de uma CCU do SICRO (recorte)
[...]
Salários e Encargos Sociais
51
▷ Sistemas referenciais de custos: Sicro, Sinapi, dentre outros
▷ Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho 
(http://www2.mte.gov.br/sistemas/mediador/)
▷ Caged/MTE- Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do 
Ministério do Trabalho e Emprego (com o devido tratamento)
▷ Salariômetro (http://www.salariometro.sp.gov.br)
▷ Instituto Datafolha: salários na construção civil, comércio, indústria e 
serviços na região metropolitana de São Paulo 
(http://datafolha.folha.uol.com.br/precos/salarios/salarios-index.php).
▷ RAIS -Relação Anual de Informações Sociais
▷ Folhas de pagamento
52
Fontes Referenciais para Obtenção de Salários:
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1, Prof. Celso Bernardes Silva;
“
53
Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014.
Encargos Sociais
Os custos com encargos sociais e trabalhistas, conforme legislação em vigor, geralmente
são expressos como um percentual incidente sobre os salários.
Os encargos sociais são tratados de duas formas diferentes: sobre a folha de
pagamento, no caso de profissionais que trabalham em regime mensal, os mensalistas,
ou sobre o custo operacional de mão de obra, no caso dos profissionais horistas.
Os custos com a mão de obra horista são apropriados considerando-se apenas as horas
efetivamente trabalhadas.
Os custos com a mão de obra mensalista são apropriados pela permanência dos
trabalhadores, ou seja, considerando o total de horas remuneradas, independentemente
do período efetivamente trabalhado.
Para maiores detalhamentos do assunto recomenda-se a leitura dos 
materiais complementares:
▷ Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014 (em especial, item 2.21);
▷ SINAPI:Referências para Custos Horários e Encargos: Sistema Nacional 
de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil / Caixa Econômica 
Federal. – 1ª Ed. – Brasília: CAIXA, 2020. (em especial, capítulo 2);
54
Encargos Sociais - Material Complementar
▷ Com o avento da Lei nº 12.546/2011 instituiu-se a Contribuição 
Previdenciária sobre a Receita Bruta – CPRB que prevê a 
substituição da contribuição previdenciária sobre a folha de 
pagamento pela contribuição sobre a receita bruta;
▷ Desde a sua criação houveram diversas alterações, em especial:
○ Os ramos empresariais envolvidos;
○ A obrigatoriedade ou não de adesão à CPRB por 
determinados ramos empresariais;
○ Percentual da alíquota;
○ Vigência de regime de CPRB;
55
Desoneração da Folha de pagamento
▷ A partir da criação da CPRB passamos a “ouvir” alguns novos termos 
relacionados à orçamentos:
○ Orçamento onerado (ou não desonerado):
■ Em resumo, não utiliza a CPRB. Pode-se chamar de “orçamento 
tradicional”;
○ Orçamento desonerado:
■ Adotam a CPRB, inclusa no BDI, ao invés de encargos sociais 
referentes a contribuição de 20% de INSS sobre a folha de 
pagamento;
■ Os encargos sociais são menores do que na situação onerada, 
porém, tem-se uma CPBR inclusa nos tributos do BDI;
▷ Na maioria das vezes, em obras de edificações o menor preço se dá no 
orçamento desonerado, já para obras rodoviárias o menor será o orçamento 
onerado.
56
Desoneração da Folha de pagamento - Impactos
57
Desoneração da Folha de pagamento –
Material Complementar
Lei nº 
12.546/11
e
alterações 
posteriores;
Instrução 
Normativa 
RFB nº 
1.436/2013.
Mobilização e Desmobilização, 
Administração Local e Canteiro de Obras
58
“
59
Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014.
Mobilização e Desmobilização de Obras
Os custos com mobilização correspondem aos gastos com transporte de
equipamentos, ferramentas, utensílios e pessoal para o canteiro de obras.
Os gastos com desmobilização são feitos na retirada do pessoal, maquinário e
instalações do canteiro de obras ao final do contrato ou em eventual
interrupção dos trabalhos.
As despesas com mobilização/desmobilização devem estar incluídas na planilha
orçamentária da obra, vedando-se sua inclusão no BDI [...]
“
60
Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014.
Administração Local
Compreende a estrutura administrativa de condução e apoio à execução
da construção, composta de pessoal de direção técnica, pessoal de
escritório e de segurança (vigias, porteiros, seguranças etc.) bem como,
materiais de consumo, equipamentos de escritório e de fiscalização.
Pelo fato de poderem ser quantificadas e discriminadas por meio de
contabilização de seus componentes, devem constar na planilha
orçamentária da respectiva obra como custo direto.
“
61
Acórdão nº 2.622/2013-Plenário-TCU
Administração Local
9.3.2.2. estabelecer, nos editais de licitação, critério objetivo de
medição para a administração local, estipulando pagamentos
proporcionais à execução financeira da obra, abstendo-se de utilizar
critério de pagamento para esse item como um valor mensal fixo,
evitando-se, assim, desembolsos indevidos de administração local
em virtude de atrasos ou de prorrogações injustificadas do prazo de
execução contratual, com fundamento no art. 37, inciso XXI, da
Constituição Federal e no arts. 55, inciso III, e 92, da Lei n.
8.666/1993;
“
62
Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014.
Canteiro de Obras
É um componente do custo (in)direto, incluído na planilha orçamentária da obra, 
que compreende:
○ casas, alojamentos, áreas de vivência, refeitórios, vestiários, sanitários etc.;
○ escritórios, barracões, laboratórios, oficinas, almoxarifados, guarita etc;
○ montagem de alguns equipamentos e instalações industriais para obras de 
maior porte (central de britagem, usina de CBUQ, gruas etc.);
○ preparação do terreno para instalação do canteiro, construções de cercas, 
tapumes ou muros, sinalização do canteiro e placas da obra, arruamentos e 
caminhos de serviço e instalações provisórias de água, luz, gás e telefone.
▷ Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014, em especial, os seguintes itens:
○ Estimativa dos Custos com Mobilização e Desmobilização;
○ Estimativa dos Gastos com Administração Local da Obra;
○ Estimativa dos Custos com o Canteiro de Obras;
▷ Acórdão nº 2.622/2013-Plenário-TCU;
▷ NBR 12.284/1991;
▷ Normas Regulamentadoras - NRs;
63
Material Complementar
BDI e BDI diferenciado – referência e 
paradigma
64
“
65
Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras 
públicas. TCU, 2014.
BDI - Bonificações e Despesas Indiretas
OBSERVAÇÕES:
• Não existe BDI único;
• Vai depender de cada caso concreto;
• A maior referência para faixas 
aceitáveis de BDIs é o Acórdão nº 
2.622/2013-Plenário-TCU;
• Conforme cita o Acórdão, mediante 
justificativa técnica as faixas de BDI 
podem ser extrapoladas;
Figura 55 – Rubricas que compõem o BDI
“
66
Súmula TCU nº 253/2010
BDI diferenciado
Comprovada a inviabilidade técnico-econômica de parcelamento do
objeto da licitação, nos termos da legislação em vigor, os itens de
fornecimento de materiais e equipamentos de natureza específica que
possam ser fornecidos por empresas com especialidades próprias e
diversas e que representem percentual significativo do preço global da
obra devem apresentar incidência de taxa de Bonificação e Despesas
Indiretas- BDI reduzida em relação à taxa aplicável aos demais itens.
Decreto Federal nº 7.983/2013 (art. 9º, §1º)
“
67
Acórdão nº 2.622/2013-Plenário-TCU (Relatório)
BDI diferenciado
282. Aspecto importante relacionado ao orçamento de obras públicas 
refere-se à adoção de BDI diferenciado especificamente para o 
fornecimento de materiais e equipamentos relevantes de natureza 
específica, como é o caso de materiais betuminosos para obras 
rodoviárias, tubos de ferro fundido ou PVC para obras de abastecimento 
de água, elevadores e escadas rolantes para obras aeroportuários, dentre 
outros, inseridos no objeto de obra, os quais demandam a incidência de 
taxa de BDI própria e inferior à taxa aplicável aos demais itens da obra.
Exemplos de uso de BDI diferenciado
“Para se obter um BDI paradigma de análise, deve-se preliminarmente exigir a apresentação da composição do BDI, tanto do órgão contratante quanto da empresa 
contratada, possibilitando a análise da adequação de seus valores e parcelas.
Recomenda-se que os órgãos que realizam auditorias ou perícias em obras públicas 
estabeleçam faixas referenciais de BDI¹ a serem utilizadas como referência na análise 
de orçamentos, levando em consideração o porte e o tipo de obra.
Os percentuais das rubricas que compõem o BDI paradigma devem ser obtidos 
mediante a análise em concreto da obra fiscalizada [...].
1Nota do autor: um excelente exemplo é o Acórdão nº 2.622/2013-Plenário-TCU. 
68
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
BDI paradigma
▷ Como citado anteriormente, em algumas situações¹, na elaboração 
do orçamento deve-se utilizar um BDI reduzido;
▷ Na auditoria e no exame de orçamentos, de igual forma, deve-se 
adotar um BDI reduzido paradigma, de acordo com o caso concreto 
em apreciação;
▷ O Acórdão nº 2.622/2013-Plenário-TCU também apresenta faixas 
aceitáveis de BDI reduzido;
¹ Exemplos do Acórdão nº 2.622/2013-Plenário-TCU: materiais betuminosos para obras 
rodoviárias, tubos de ferro fundido ou PVC para obras de abastecimento de água, 
elevadores e escadas rolantes para obras aeroportuários.
69
BDI diferenciado paradigma
▷ Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de 
obras públicas. TCU, 2014, em especial, do capítulo 
“Terceira Etapa: Definição da Taxa de BDI”; 
▷ Recomenda-se a leitura integral do Acórdão nº 
2.622/2013-Plenário-TCU;
70
Material Complementar
71
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 1,Prof. Celso Bernardes Silva (adaptado);
Resumindo:
Resumo 
videoaula 
1. Conceitos básicos 
sobre 
orçamento/estimativa 
de obras;
2. Tipos de 
orçamentos/estimativas 
segundo as
Orientações Técnicas do 
IBRAOP(nº 004/2012 e nº 
006/2016)
3. Custos de 
referência;
4. BDI e BDI 
Diferenciado;
5. Resumindo os 
conceitos 
apresentados.
Créditos
Conteudistas & Docentes
▷ Francisco Marcelo Assunção de Queiroz 
(TCE-RN)
▷ Maurício Vinagre Maia (TCE-RJ)
▷ Messias Anain Almeida Faria (TCM-GO)
▷ Omar da Silveira Neto (TCE-RS)
▷ Paulo Augusto Daschevi (TCE-PR)
Coordenação do Programa
▷ Chrislayne Moraes (IRB)
▷ Karen Estefan Dutra (TCE-RJ)
Coordenação Pedagógica
▷ Marcia Araujo Calçada (TCE-RJ)
Apoio:Realização:
Créditos
Este curso foi desenvolvido tendo como principal referência o
curso Auditoria de Obras Públicas ofertado pelo Instituto
Serzedello Corrêa - ISC, Escola Superior do Tribunal de Contas da
União - TCU, no período de setembro à dezembro de 2020.
Aproveitamos para agradecer ao ISC/TCU e seus docentes pela
parceria.
Apoio:Realização:
Curso Introdução à Auditoria 
de Obras Públicas
Realização: Apoio:
Módulo 2: 
Análise de preços da obra
Apoio:Realização:
3
Sumário do Módulo 2
Aula 7: Introdução aos orçamentos de obras
​Aula 8: Sobrepreço e superfaturamento
​Aula 9: Sistema SINAPI
Aula 10: Conhecendo o SICRO 2​
Aula 11: Inovações metodológicas introduzidas pelo 
NOVO SICRO
Aula 8: Sobrepreço e 
superfaturamento
4
SUMÁRIO –
Módulo 2: Aula 7
5
• Amostra do orçamento - Curva ABC de Serviços
• Conceitos e tipos de sobrepreço e superfaturamento
• Superfaturamento por preços
• Superfaturamento por quantidade
• Superfaturamento por qualidade
• Superfaturamento por alteração de metodologia executiva
• Superfaturamento por jogo de planilha
• Outros tipos de superfaturamento
Principais fontes consultadas
IBRAOP
OT - IBR 
005/2012
Roteiro de 
Auditoria de 
Obras Públicas 
.TCU, 2012.
Orientações 
para elaboração 
de planilhas 
orçamentárias 
de obras 
públicas. TCU, 
2014.
Jurisprudência 
TCU
▷ Há algumas divergências no entendimento dos Tribunais de 
Contas brasileiros sobre a metodologia de auditoria e exame dos 
orçamentos de obras públicas;
▷ Neste curso adotou-se como referência as orientações do 
Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas – IBRAOP;
▷ Sugere-se verificar junto ao seu tribunal se existe manual, 
roteiro ou procedimentos de auditoria – e até mesmo 
jurisprudência – que abordem os conceitos/entendimentos aqui 
apresentados;
▷ Destaca-se que este curso foi desenvolvido antes da publicação 
da Lei nº 14.133/2021 (nova lei de licitações e contratos) e por 
este motivo não contempla suas orientações. 7
Introdução
8
Reflexão
Fonte: Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas. TCU, 2014.
Amostra do orçamento -
Curva ABC de Serviços
9
▷ Durante a fiscalização o auditor pode realizar a análise de todos os 
serviços inclusos no orçamento, no entanto, no caso de obras esse 
trabalho pode ser extenso devido à grandes quantidades de itens 
inclusos;
▷ Assim, para facilitar tal atividade pode-se realizar uma amostra 
representativa desse orçamento;
▷ Essa amostra é realizada através da utilização da técnica de curva 
ABC;
▷ A depender das alterações contratuais (ex.: termos aditivos, 
reajustes, reequilíbrio) e da modificação dos responsáveis 
envolvidos, pode ser necessário realizar a avaliação do orçamento 
em diversas situações (ver OT - IBR 005/2012 - IBRAOP); 10
Amostra do Orçamento
“Curva ou classificação ABC: tabela obtida a partir da planilha
contratual ou do orçamento base da licitação, na qual os itens do
orçamento são agrupados e, posteriormente, ordenados por sua
importância relativa de preço total, em ordem decrescente,
determinando-se o peso percentual do valor de cada um em
relação ao valor total do orçamento, calculando-se em seguida os
valores percentuais acumulados desses pesos.
11
Curva ABC
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
“Para maior consistência da análise, a amostra avaliada deve ser 
representativa, recomendando-se corresponder a, no mínimo, 70% do 
preço final do contrato¹, salvo casos devidamente justificados.
O tamanho da amostra deve ser estabelecido considerando-se o prazo 
de fiscalização, o valor do edital/contrato e os riscos de existência de 
irregularidades no empreendimento.
¹ Nota do autor: a depender da situação/tipo de fiscalização, pode ser o orçamento base da 
licitação ou a planilha contratual;
12
Curva ABC – tamanho da amostra
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
“Admite-se imputação de débito com base em superfaturamento
apurado em amostra de itens¹ do orçamento da obra.
Para itens não avaliados, compete ao responsável comprovar que
eventuais subpreços compensam os sobrepreços detectados na
amostra.
¹ Nota do autor: em regra, não se deve aplicar o percentual de sobrepreço encontrado nos itens 
amostrados (curva ABC) nos demais itens não avaliados (que ficaram fora da amostra);13
Acórdão 1.194/2018-Plenário (enunciado)
Itens fora da curva ABC
Conceitos e tipos de sobrepreço 
e superfaturamento
14
“Lei nº 13.303/2016: Quando os preços orçados para a licitação ou os preçoscontratados são expressivamente superiores aos preços referenciais de
mercado, podendo referir-se ao valor unitário de um item, se a licitação ou a
contratação for por preços unitários de serviço, ou ao valor global do objeto,
se a licitação ou a contratação for por preço global ou por empreitada;
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP: Valor representativo da diferença positiva
entre o orçamento contratado ou orçamento base e o orçamento paradigma,
podendo se referir a um valor unitário de um item de serviço ou a um valor
global do objeto licitado ou contratado.15
Sobrepreço
Lei nº 13.303/2016
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
“Quando houver dano ao patrimônio da empresa pública ou da sociedade de economia mista caracterizado, por exemplo:
a) pela medição de quantidades superiores às efetivamente executadas ou fornecidas;
b) pela deficiência na execução de obras e serviços de engenharia que resulte em 
diminuição da qualidade, da vida útil ou da segurança;
c) por alterações no orçamento de obras e de serviços de engenharia que causem o 
desequilíbrio econômico-financeiro do contrato em favor do contratado;
d) por outras alterações de cláusulas financeiras que gerem recebimentos contratuais 
antecipados, distorção do cronograma físico-financeiro, prorrogação injustificada do 
prazo contratual com custos adicionais para a empresa pública ou a sociedade de 
economia mista ou reajuste irregular de preços.
16
Superfaturamento
Lei nº 13.303/2016
▷ Em resumo, pode-se entender que:
▪ o sobrepreço é um dano potencial.;
Ex.: orçamento (na fase de licitação) ou um contrato com preço 
global superior ao paradigma;
▪ o superfaturamento já é considerado dano ao erário;
Ex.: medição de obras com preços superiores aos paradigmas ou 
com quantidades superiores às efetivamente executadas;
▪ o caso dessa medição de obra com superfaturamento (ex. 
anterior) se agravará com o efetivo pagamento, situação em 
que se terá um débito, ou seja, haverá a necessidade de 
ressarcir o erário.
17
Sobrepreço e superfaturamento
▷ Existem diversos tipos de superfaturamento, como pode ser 
visto em:
▪ Lei nº 13.303/2016 (transcrita anteriormente);
▪ OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
▪ Roteiro de Auditoria de Obras Públicas . TCU, 2012;
▪ Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de 
obras públicas. TCU, 2014.
▷ Assim, com base nos documentos citados, na sequência, 
apresentaremos os principais tipos de superfaturamento 
ocorridos em obras e serviços de engenharia;
18
Tipos de superfaturamento:
19
Principais tipos de superfaturamento:
Metodologia 
Executiva
Jogo de 
Planilha Qualidade
Quantidade Preço
Superfaturamento por preços
20
“Superfaturamento por preços: é o dano ao erário caracterizado pelo pagamento de obras, bens e serviços por preços manifestamentesuperiores aos tomados 
como paradigma.
A análise de preços deve ser realizada sempre mediante a comparação de preço 
contratado/orçado com algum preço paradigma de mercado, a seguinte forma:
PREÇO contratado/orçado ≤ PREÇO de mercado
ou
(CUSTO contratado/orçado + BDI contratual/orçado) ≤ (CUSTO paradigma + BDI paradigma)
Nota do autor: o superfaturamento por preço é oriundo de um sobrepreço por preço. 21
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
“A análise isolada de apenas um dos componentes do preço (custo ou 
BDI) não é suficiente para caracterização de sobrepreço. 
Assim, um BDI contratual elevado pode ser compensado por um custo 
contratual abaixo do paradigma, de forma que o preço do serviço 
contratado esteja abaixo do preço de mercado.
22
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Orient. elab. plan. orçamentárias de obras públicas (TCU, 2014) – Com adaptações
ATENÇÃO !!!!!!!
▷ Estes temas já foram tratados na aula anterior (Aula: Introdução 
aos orçamentos de obras, Módulo 2), caso tenha alguma dúvida, 
retorne, mais especificadamente nos tópicos:
○ 1.4. Seleção do custo de referência e paradigma;
○ 1.8. BDI e BDI diferenciado – referência e paradigma;
23
Custo e BDI paradigmas 
▷ De acordo com o IBRAOP (OT 05/2012) existem 2 (dois) principais 
métodos para se avaliar os preços de um orçamento ou de um 
contrato (sem termo aditivo), sendo:
○ Método de limitação dos preços unitários – MLPU¹;
○ Método de limitação do preço global – MLPG.
Nota do autor: ¹ O Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012) adota a nomenclatura 
“Método de limitação dos preços unitários ajustado – MLPUA”, no entanto, apresenta 
conceitos semelhantes ao do IBRAOP.
24
Métodos de análise de preços 
“O método de limitação de preços unitários aplica-se em análises de 
sobrepreço original, nas fases anteriores à celebração de contratos, 
não admitindo compensações entre serviços com preços inferiores aos 
preços paradigmas com sobrepreços unitários verificados em outros 
serviços.
Nenhum preço unitário de serviço pode ser injustificadamente 
superior ao preço unitário paradigma correspondente.
25
MLPU - Definições
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
26
MLPU – Quando utilizar?
IBRAOP
(OT 05/2012)
TCU
(Ex.: Acórdão nº 2.307/2017, Plenário)
Análise de planilhas
orçamentárias de licitações para 
execução de obras sob o regime de 
empreitada por preço unitário, desde 
que o objeto ainda não tenha sido 
contratado.
Em editais de licitação, independente 
do regime de empreitada da obra.
27
MLPU – Quando utilizar?
➢ Tanto o IBRAOP quanto o TCU entendem que o MLPU deve ser 
utilizado em orçamentos de obras na fase de licitação, ou seja, antes 
de se firmar o contrato;
➢ No entanto, o IBRAOP direciona apenas a obras cujo regime de 
execução seja a empreitada por preço unitário. Já o TCU orienta sua 
utilização para todas as obras, independente do regime de execução;
➢ Considerando que o sobrepreço de um item poderá causar 
superfaturamento futuro, por exemplo, com o acréscimo de suas 
quantidades via termo aditivo, sugere-se a adoção do MLPU para a 
análise de orçamento (na fase de licitação) de qualquer tipo de obra.
“Em que:
pi é o preço unitário orçado para o serviço i;
ppi é o preço unitário paradigma do serviço i;
qi é a quantidade do item i;
di é o sobrepreço do item de serviço i;
SF é o sobrepreço global do orçamento.
28
MLPU – Como calcular?
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
(com adaptações)
Se (pi > ppi):
di = qi . (pi -
ppi)
Se (pi ≤ ppi):
di = 0 (zero)
SF = ∑di
“
29
MLPU – Exemplo de aplicação
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
“O método de limitação do preço global aplica-se em análises de
sobrepreço original nas fases posteriores à celebração de
contratos [...].
No método de limitação do preço global deve haver a
compensação entre os valores medidos ou pagos que se
encontram inferiores ao valor paradigma.
30
MLPG - Definições
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
31
MLPG – Quando utilizar?
➢ Tanto o IBRAOP quanto o TCU entendem que o MLPG deve 
ser utilizado na análise de preços de contratos, já firmados, de 
obras e serviços de engenharia;
➢ Como citado anteriormente, o IBRAOP também sugere o MLPG 
para a análise de orçamento (fase de licitação) de obra quando o 
regime de execução for empreitada por preço unitário. No 
entanto, conforme já esclarecido, em se tratando de análise de 
orçamentos (fase de licitação) sugere-se a adoção do MLPU;
“26. Acerca dessa questão, o entendimento deste Tribunal sobre a 
matéria (...) é no sentido de que esse método [MLPG], na maior parte 
das vezes, apresenta-se como o mais apropriado na análise de 
contratos de obras públicas, já que “permite a garantia da justa 
remuneração pela obra, uma vez que a Administração não pagará pelo 
objeto mais do que seu valor de referência”, evitando que “a 
consideração unitária de sobrepreços possa repercutir, até, ao 
enriquecimento sem causa da administração”.
32
MLPG – Quando utilizar?
Acórdão n. 2307/2017 – Plenário TCU
“Em que:pi é o preço unitário contratado para o serviço i;
ppi é o preço unitário paradigma do serviço i
qi final é a quantidade final do item i;
di é o sobrepreço do item de serviço i;
SF é o sobrepreço global do contrato (pode se tornar o
valor de superfaturamento).
33
MLPG – Como calcular?
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
(com adaptações)
di = qi final . (pi - ppi)
SF = ∑di
“
34
MLPG – Exemplo de aplicação
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
35
Resumindo:
MLPU
Método de limitação dos preços unitários
MLPG
Método de limitação do preço global
Não há compensação entre itens com 
sobrepreço e com subpreço. 
O sobrepreço total é a somatória da 
análise apenas dos itens com 
sobrepreço.
Há compensação entre itens com 
sobrepreço e com subpreço. 
O sobrepreço total é a somatória da 
análise de todos os itens.
Deve ser utilizado na análise de 
orçamentos, na fase de licitação.
Deve ser utilizado na análise de 
contratos já firmados.
Superfaturamento por 
quantidade
36
“Superfaturamento por quantidade: é o dano ao erário caracterizado pela medição de quantidades superiores às efetivamente executadas/fornecidas.
No caso de obras ainda não iniciadas¹, a análise de quantitativos do orçamento é 
feita mediante o confronto dos quantitativos de serviços previstos na planilha 
orçamentária com as quantidades de serviço aferidas mediante cálculos executados 
a partir da análise dos projetos da obra.
Nos casos de obras em execução ou concluídas, deve-se, adicionalmente confrontar 
os quantitativos acumulados constantes das planilhas de medição dos serviços com 
aqueles efetivamente constatados durante a realização de vistoria na obra.
Nota do autor: ¹ neste caso, havendo resultado positivo tem-se sobrepreço por quantidade; 37
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Conceito
“Serviço extracontratual: serviço executado, porém, não formalizado, ou seja, não integrante do contrato original e/ou de seus termos aditivos, que não 
tenha sido medido ou pago durante a execução contratual.
Deve-se observar a necessidade de se considerar a eventual ocorrência de 
serviços extracontratuais que podem minorar a ocorrência de 
superfaturamento de quantidades.
Nos casos em que os quantitativos foram alterados sem a formalização de um 
aditivo, deve-se computar o conjunto de serviços efetivamente realizados, 
inclusive a eventual execução de serviços extracontratuais.
38
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
ATENÇÃO !!!
“
Em que:
SFQT é o superfaturamento devido à quantidade
QM é a quantidade de serviços medidos ou pagos;
QP é a quantidade de serviços efetivamente executados; e
PM é o preço unitário dos serviços medidos ou pagos. 39
Como calcular?
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
SFQT = ∑ [(QM – QP) . PM]
40
Exemplo de aplicação
Item 
Qtde Medida 
e/ou Paga
Preço unitário
pago (R$)
Qtde executada
Superfaturamento 
(R$)
A B C D = (A-C).B
Serviço 
contratado 1 700 5,00 200 2.500,00
Serviço 
contratado 2 250 8,00 400 -1.200,00
Serviço 
contratado 3 1000 15,00 700 4.500,00
Serviço 
extracontratual0 6,00 ¹ 150 -900,00
TOTAL => 4.900,00
¹ Para serviço extracontratual sugere adotar o preço unitário paradigma, conforme orienta o parágrafo 213 do 
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012), visto a omissão da OT - IBR 005/2012 - IBRAOP);
Superfaturamento por 
qualidade
41
“IBRAOPSuperfaturamento por qualidade: é o dano ao erário caracterizado pela deficiência na execução de obras e serviços de engenharia que resulte em diminuição da qualidade, 
vida útil ou segurança.
TCU, 2012.
É o dano ao erário decorrente de pagamentos em excesso por serviços executados em 
desconformidade com as especificações ou normas técnicas.
Normalmente decorre da adoção, na execução do serviço, de materiais com qualidade 
inferior à especificada na respectiva composição de custos unitários.
O custo direto efetivamente incorrido pela contratada para a execução do serviço é 
menor, mas essa diferença não é contabilizada na planilha orçamentária contratual. 42
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012)
Conceito
“Pode-se adotar os seguintes métodos para quantificar o superfaturamento de qualidade:
▪ alteração de serviço;
▪ custo de reparo ou refazimento dos serviços defeituosos;
▪ valor presente líquido da perda de receita decorrente da menor 
qualidade;
▪ perda econômica decorrente da redução da vida útil;
Nota do autor: nesta apresentação será detalhado o método de alteração de serviços. Para 
informações sobre os demais métodos, consultar a OT - IBR 005/2012 - IBRAOP. 43
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Métodos de quantificação
“Nos casos onde houve, comprovadamente, substituição de serviços por 
outros de qualidade inferior, os itens substituídos terão a quantidade 
levantada na fiscalização desconsiderada, por não terem sido executados.
Os serviços executados com qualidade inferior ou sem atender ao 
especificado no edital poderão ter os quantitativos efetivamente 
executados considerados pela equipe de auditoria, desde que a qualidade 
inferior ou o não atendimento da especificação técnica não comprometa a 
durabilidade, destinação ou viabilidade do empreendimento . 
44
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Método da alteração de serviço –
Quando utilizar?
“
45
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Método da alteração de serviço –
Como calcular?
Em que:
SFQL é o superfaturamento devido à qualidade;
QO é a quantidade de serviços originais;
QS é a quantidade de serviços substituídos efetivamente executados;
PO é o preço unitário dos serviços originais;
PS é o preço unitário do serviço com qualidade alterada que foi efetivamente executado, em 
substituição ao serviço originalmente especificado. Se o novo serviço com qualidade alterada já 
estiver previsto em contrato, será adotado o preço unitário da planilha contratual, caso 
contrário, será utilizado um preço paradigma para o serviço efetivamente executado.
SFQL = ∑ [(QO . PO) – (QS . PS)]
46
ATENÇÃO!!!
▷ Podem existir situações em que a alteração da qualidade do serviço 
contratado ou a sua execução a menor (quantidade) comprometa a 
durabilidade, destinação ou viabilidade do empreendimento. 
▷ Nesse caso, pode não bastar apenas o cálculo do superfaturamento 
por quantidade e/ou qualidade, visto que o serviço é inservível, ou 
seja, não tem utilidade adequada para aquela obra. Tal situação 
remete à necessidade de seu refazimento. Em caso negativo, sugere-
se a indicação de superfaturamento no valor total desse serviço 
medido;
▷ Ademais, um serviço mal executado pode comprometer a qualidade 
e/ou durabilidade de outros, situação em que se pode/deve computar 
o superfaturamento de tais serviços;
Superfaturamento por alteração de 
metodologia executiva
47
“Ocorre quando o orçamento da obra considerou metodologia executivaclaramente ineficiente, antieconômica, ultrapassada ou contrária à boa
técnica da engenharia, e, posteriormente, durante a execução da obra, a
contratada adota outro método construtivo, mais racional e econômico, sem
que se proceda ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Outra causa dessa modalidade de superfaturamento consiste na alteração da
forma de aquisição de insumos relevantes. Em vista da grande repercussão
econômica para o contrato, a Administração contratante deve avaliar, com
base em estudos adequados, se determinados insumos devem ser adquiridos
comercialmente ou produzidos diretamente pelo contratado.
48
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012)
Conceito
“▷ Acórdão 3.301/2011-Plenário-TCU: caso em questão, o preço unitário orçado do concreto para obras de arte especiais foi estimado considerando sua confecção 
em betoneira de 720 litros, apesar de o volume de concreto necessário para as 
obras corresponder a dezenas de milhares de metros cúbicos de concreto .
▷ Especificação de motoscraper para serviços de escavação, carga e transporte em 
terraplenagem. O uso desse equipamento é economicamente vantajoso para 
distâncias até 200 metros. Para distâncias superiores a 400 metros, a escavadeira 
hidráulica torna-se a alternativa mais econômica. O entendimento do Tribunal 
quanto a esse tema é no sentido de que a escolha por uma alternativa de 
execução com custo unitário mais oneroso deve ser justificada pelo gestor 
(Acórdão 1.537/2010-Plenário). 49
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012)
Exemplos
“Cita-se o caso da areia e da brita, que podem ser obtidas mediante compra direta junto a fornecedores ou podem ser extraídas em pedreiras ou areais pela própria 
contratada, após licenciamento ambiental e minerário das jazidas próximas ao local de 
execução do empreendimento. 
Outros exemplos de alteração da forma de aquisição de insumos que podem causar o 
desequilíbrio do contrato contra uma das partes: aquisição de cimento a granel ou 
compra de cimento em sacos, utilização de fôrmas e escoramento metálico ou fôrmas 
de madeira, fabricação de tijolos e blocos no canteiro de obras ou aquisição comercial, 
e armação com corte e dobra do aço no canteiro ou aquisição do aço cortado e 
dobrado. 
50
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012)
Exemplos
“Não se configura superfaturamento por metodologia executiva quando o projeto 
básico prevê a solução mais eficiente e usual de mercado e o executor realiza o 
trabalho com técnicas ou equipamentos inovadores que aumentam a produtividade 
na execução do serviço. 
Contudo, se o contratado executa o trabalho por meio de sistema mais produtivo, não 
por este ser uma inovação, mas porque o projeto básico previu metodologia 
antieconômica, o erro de projeto deve ser considerado para a apuração do efetivo 
custo referencial da obra e de eventual superfaturamento .
51
Acórdão 2.986/2016 – Plenário – TCU
(com adaptações)
ATENÇÃO!!!
Fonte: ISC-TCU, Curso de Aud. Obras Públicas 2020, Mod. II, Aula 3, Instrutor: Sérgio Veiga Fleury.
52Fonte: Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012).
Fluxograma para 
identificação de 
superfaturamento 
decorrente de 
alteração de 
metodologia 
executiva.
“
53
Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012)
Como calcular?
Em que:
SFME é o superfaturamento decorrente da alteração de metodologia executiva;
Q é a quantidade do serviço efetivamente executado ;
PC é o preço unitário original do serviço, orçado com base em metodologia executiva inadequada;
PM é o preço unitário do serviço orçado com base na metodologia executiva efetivamente adotada.
SFME = ∑ Q (PC – PM)]
Superfaturamento por jogo de 
planilha
54
“Jogo de planilha: alterações contratuais em decorrência de aditamentos que modifiquem a planilha orçamentária alterando, em favor do contratado, a diferença 
percentual entre o valor global do contrato e o obtido a partir dos preços de mercado, 
exigindo a revisão da avença para manter a vantagem em relação aos preços 
referenciais de mercado.
Superfaturamento por jogo de planilha: é o dano ao erário caracterizado pela quebra 
do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em desfavor da Administraçãopor meio da alteração de quantitativos e/ou preços durante a execução da obra.
Nota do autor: a citada OT apresenta 2 (dois) métodos de cálculo: “método de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro” 
(também chamado de método do desconto) e “método do balanço”. Nesta apresentação trataremos apenas do primeiro, visto 
que o segundo está em desuso. 55
OT - IBR 005/2012 - IBRAOP
Conceitos
“Art. 14. A diferença percentual entre o valor global do contrato e o preço globalde referência não poderá ser reduzida em favor do contratado em decorrência de
aditamentos que modifiquem a planilha orçamentária.
Parágrafo único. Em caso de adoção dos regimes de empreitada por preço
unitário e tarefa, a diferença a que se refere o caput poderá ser reduzida para a
preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato em casos
excepcionais e justificados, desde que os custos unitários dos aditivos
contratuais não excedam os custos unitários do sistema de referência utilizado na
forma deste Decreto, assegurada a manutenção da vantagem da proposta
vencedora ante a da segunda colocada na licitação. 56
Decreto Federal nº 7.983/2013
Fundamentação legal (Federal)
Atenção para a 
exceção (§ único)
“Acórdão 167/2017-Plenário: A caracterização de jogo de planilha prescinde da intenção de conferir vantagem indevida por parte dos agentes 
administrativos ou dos prepostos da pessoa jurídica contratada.
Acórdão 1153/2015-Primeira Câmara: Na celebração de aditivos 
contratuais, deve ser mantido o desconto proporcional oferecido pela 
contratada em relação ao valor total estimado pela Administração, de modo 
a se evitar o “jogo de planilhas”, tanto para modificação de quantidades de 
itens existentes quanto para inclusão de novos serviços.
57
Julgados TCU
58
Método do desconto –
Como calcular?
Fonte: OT - IBR 005/2012 - IBRAOP.
“A definição do critério de aceitabilidade dos preços unitários e global
nos editais para a contratação de obras, com a fixação de preços
máximos para ambos, é obrigação e não faculdade do gestor (Súmula
TCU 259), ainda que se trate de empreitada por preço global. Essa
obrigação tem por objetivo mitigar a ocorrência dos riscos
associados tanto ao “jogo de cronograma” quanto ao “jogo de
planilha”.
59
Acórdão nº 1695/2018-Plenário-TCU
Como minimizar tal ocorrência?
“9.1.3. em caso de aditivos contratuais em que se incluam ou se suprimam 
quantitativos de serviços:
(...)
9.1.3.2. calcule os descontos globais antes e depois do aditivo, para, em caso de 
diminuição desse percentual, ser inserida no contrato parcela compensatória 
negativa como forma de se dar cumprimento ao art. 65, §6º, da Lei n. 
8.666/1993 (por interpretação extensiva) e aos arts. 112, §6º, da Lei n. 
12.017/2009 – LDO 2010 e 109, §6º, da Lei n. 11.768/2008 – LDO2009;
60
Acórdão nº 1.200/2010 –Plenário-TCU
Como corrigir? (sugestão)
Outros tipos de superfaturamento
61
62
▷ Em leitura a documentos técnicos constata-se a indicação de diversos 
tipo de superfaturamento, além dos já citados nesta apresentação;
▷ Para fins de informação, tomando como base a OT - IBR 005/2012 -
IBRAOP e o Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012), na 
sequência apresentam-se outros tipos de superfaturamento, no 
entanto, sem adentrar nos seus conceitos e exemplos;
▷ Para facilitar o estudo serão indicadas referências pra obtenção de 
maiores detalhamentos.
Outros tipos de superfaturamento:
63
Superfaturamento por adiantamentos de pagamentos
▷ OT - IBR 005/2012 - IBRAOP: item 5.7;
▷ Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012): item I.3.2.6;
Superfaturamento por distorção do cronograma físico-financeiro
▷ OT - IBR 005/2012 - IBRAOP: item 5.8;
▷ Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012): item I.3.2.7;
Superfaturamento por reajustamentos irregulares de preços
▷ OT - IBR 005/2012 - IBRAOP: item 5.9;
▷ Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012): item I.3.2.8;
Outros tipos de superfaturamento - Exemplos
64
Superfaturamento devido à prorrogação injustificada do prazo 
contratual com custos adicionais para a Administração Pública
▷ OT - IBR 005/2012 - IBRAOP: item 5.10;
▷ Roteiro de Auditoria de Obras Públicas (TCU, 2012): item I.3.2.9;
Superfaturamento por superdimensionamento
▷ OT - IBR 005/2012 - IBRAOP: item 5.11;
Outros tipos de superfaturamento - Exemplos
• 1 - Amostra do orçamento - Curva ABC de Serviços;
• 2 - Conceitos e tipos de sobrepreço e 
superfaturamento;
• 3 - Superfaturamento por preços:
• MLPU;
• MLPG;
Resumo da 
videoaula
Créditos
Conteudistas & Docentes
▷ Francisco Marcelo Assunção de Queiroz 
(TCE-RN)
▷ Maurício Vinagre Maia (TCE-RJ)
▷ Messias Anain Almeida Faria (TCM-GO)
▷ Omar da Silveira Neto (TCE-RS)
▷ Paulo Augusto Daschevi (TCE-PR)
Coordenação do Programa
▷ Chrislayne Moraes (IRB)
▷ Karen Estefan Dutra (TCE-RJ)
Coordenação Pedagógica
▷ Marcia Araujo Calçada (TCE-RJ)
Apoio:Realização:
Créditos
Este curso foi desenvolvido tendo como principal referência o
curso Auditoria de Obras Públicas ofertado pelo Instituto
Serzedello Corrêa - ISC, Escola Superior do Tribunal de Contas da
União - TCU, no período de setembro à dezembro de 2020.
Aproveitamos para agradecer ao ISC/TCU e seus docentes pela
parceria.
Apoio:Realização:
Curso Introdução à Auditoria 
de Obras Públicas
Realização: Apoio:
Módulo 2: 
Análise de preços da obra
Apoio:Realização:
3
Sumário do Módulo 2
Aula 7: Introdução aos orçamentos de obras
Aula 8: Sobrepreço e superfaturamento
​Aula 9: Sistema SINAPI
Aula 10: Conhecendo o SICRO 2​
Aula 11: Inovações metodológicas introduzidas pelo 
NOVO SICRO
Aula 9: Sistema SINAPI
4
SUMÁRIO –
Módulo 2: Aula 9: Sistema SINAPI
5
• Considerações iniciais
• Quando seu uso é prioritário/obrigatório?
• Insumos – Conceitos Básicos
• Composições Unitárias de Serviços – Conceitos 
Básicos
• Outros temas relevantes
• Leitura complementar
Leis n.º 12.462/2011 e 
13.303/2016;
Decreto Federal nº 7.983/2013;
SINAPI - Metodologias e 
Conceitos - 8ª Edição, 2020.
Principais fontes consultadas
6
▷ Cabe destacar que existem outros sistemas de custos aceitos 
pelos Tribunais de Contas, sendo impossível apresentar todos 
eles. Optou-se por apresentar o SINAPI por ser um dos mais 
utilizados, sendo inclusive prioritário em algumas ocasiões;
▷ Por se tratar de um sistema amplo e relativamente complexo, 
neste material procurou-se abordar orientações básicas, de 
modo que aos alunos possam complementar o aprendizado com 
a leitura de materiais a serem sugeridos;
▷ Destaca-se que este curso foi desenvolvido antes da publicação 
da Lei nº 14.133/2021 (nova lei de licitações e contratos) e por 
este motivo não contempla suas orientações.
7
Introdução
Considerações iniciais
8
▷ Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da 
Construção Civil – SINAPI;
▷ Mantido pela Caixa Econômica Federal - CEF, segundo 
definições técnicas de engenharia da CEF e de pesquisa de 
preço realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística – IBGE (Decreto Federal nº 7.983/2013, art. 3º, parágrafo 
único);
▷ Divulga mensalmente relatórios de composições e de insumos 
para todas as capitais brasileiras e para o Distrito Federal;
▷ Sugestões: enviar para gepad02@caixa.gov.br;
9
SINAPI
▷ Possui uma série de documentos divulgados que ajudam a 
compreendê-lo melhor, eles estão disponíveis em: 
www.caixa.gov.br/sinapi;
▷ Para facilitar a localização dos documentos recomenda-se a 
utilização do Sumário de Publicações, disponível em: 
https://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-composicoes-aferidas-sumario-composicoes-
aferidas/SUMARIO_DE_PUBLICACOES_E_DOCUMENTACAO_DO_SINAPI.pdf; 
▷ Uma visão geral do sistema pode ser encontrada no livro “SINAPI 
- Metodologias e Conceitos - 8ª Edição - 2020”, disponível em: 
https://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-manual-de-metodologias-e-
conceitos/Livro1_SINAPI_Metodologias_e_Conceitos_8_Edicao.pdf ;
10
SINAPI
http://www.caixa.gov.br/sinapi
https://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-composicoes-aferidas-sumario-composicoes-aferidas/SUMARIO_DE_PUBLICACOES_E_DOCUMENTACAO_DO_SINAPI.pdfhttps://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-manual-de-metodologias-e-conceitos/Livro1_SINAPI_Metodologias_e_Conceitos_8_Edicao.pdf
“A documentação do SINAPI é formada por:
▷ Livro SINAPI –Metodologias e Conceitos;
▷ Livro SINAPI – Cálculos e Parâmetros;
▷ Fichas de Especificações Técnicas de Insumos;
▷ Cadernos Técnicos de Composições;
▷ Relatórios Mensais de Preços de Insumos e Custos de Composições;
11
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composição do SINAPI
Quando seu uso é 
prioritário/obrigatório?
12
▷ Como citado na introdução, o SINAPI é de uso 
prioritário/obrigatório em algumas situações, como 
exemplo, citam-se:
○ Decreto Federal nº 7983/2013;
○ Lei nº 12.462/2011 (Lei do RDC);
○ Lei nº 13.303/2016 (Lei das Estatais);
Notas do autor: 
1 - Registra-se que o SINAPI também é citado na nova lei de licitações e contratos (Lei nº 
14.133/2021, art. 23, § 2º, I);
2 - Verifique junto ao seu tribunal de contas se existem legislações ou orientações para a 
priorização de algum sistema de custos para obras custeadas com recursos estaduais e/ou 
municipais; 13
Legislações
“Art. 3º O custo global de referência de obras e serviços de engenharia,exceto os serviços e obras de infraestrutura de transporte, será obtido a
partir [...] do Sinapi, excetuados os itens caracterizados como montagem
industrial ou que não possam ser considerados como de construção civil.
Art. 5º - Parágrafo único. Os novos sistemas de referência de custos
somente serão aplicáveis no caso de incompatibilidade de adoção dos
sistemas referidos nos arts. 3º e 4º, incorporando-se às suas composições
de custo unitário os custos de insumos constantes do Sinapi e Sicro.
14
DECRETO FEDERAL Nº 7983/2013
Elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de 
engenharia com recursos dos orçamentos da união
“Art. 8º§ 3º O custo global de obras e serviços de engenharia deverá ser obtido a
partir [...] (Sinapi), no caso de construção civil em geral, ou [...] (Sicro), no caso
de obras e serviços rodoviários.
§ 6º No caso de contratações realizadas pelos governos municipais, estaduais
e do Distrito Federal, desde que não envolvam recursos da União, o custo
global de obras e serviços de engenharia a que se refere o § 3º deste artigo
poderá também ser obtido a partir de outros sistemas de custos já adotados
pelos respectivos entes e aceitos pelos respectivos tribunais de contas.
15
LEI Nº 12.462/2011
Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC
“Art. 31
§ 2º O orçamento de referência do custo global de obras e serviços de
engenharia deverá ser obtido a partir de custos unitários de insumos ou
serviços menores ou iguais à mediana de seus correspondentes no Sistema
Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), no caso
de construção civil em geral, ou no Sistema de Custos Referenciais de Obras
(Sicro), no caso de obras e serviços rodoviários, devendo ser observadas as
peculiaridades geográficas.
16
LEI Nº 13.303/2016
Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da 
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias [...]
Insumos – Conceitos Básicos
17
▷ Como todo sistema de custos o SINAPI possui algumas regras 
para realizar a coleta de preços dos insumos a serem divulgados 
posteriormente em suas tabelas;
▷ Considerando a abrangente divulgação de custos do sistema, para 
todas as capitais brasileiras e para o Distrito Federal, e a curta 
periodicidade – mensal, nem sempre é possível obter todos os 
valores dos insumos para todas as localidades;
▷ Na sequência são apresentadas algumas citações sobre o assunto, 
podendo ser complementada com a leitura do livro “SINAPI -
Metodologias e Conceitos - 8ª Edição - 2020”, em especial, no 
item 2.1.2;
18
COLETA DE PREÇOS
“Os insumos do SINAPI são organizados em famílias homogêneas (ex: Família de Pastilhapara Revestimentos Interno e Externo), para as quais é selecionado o insumo mais recorrente
no mercado nacional (ex: 4396 - PASTILHA CERAMICA/PORCELANA, REVEST INT/EXT E
PISCINA, CORES BRANCA OU FRIAS, *2,5 X 2,5* CM) como insumo representativo, sendo
os demais da mesma família denominados representados.
O preço dos insumos representativos é coletado, enquanto que os preços dos demais
insumos são obtidos por meio da utilização de coeficientes de representatividade, os quais
indicam a proporção entre o preço do chefe da família (insumo representativo) e os preços
de cada um dos demais insumos da família. A Figura 2.1 apresenta exemplo da família de
pastilha, com a indicação do representativo, código 4396, e os outros 8 insumos
representados com seus respectivos coeficientes.
19
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Famílias homogêneas de insumos
“
20
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Famílias homogêneas de insumos
▷ Os insumos do SINAPI apesar de serem divulgados para as capitais, 
possuem validade para o estado, enquanto referência (item 2.1);
▷ Os preços dos insumos são para aquisição com pagamento à vista, 
não incluindo o frete, exceto se indicado na descrição do insumo;
▷ Não contemplam possíveis diferenças entre preços praticados em 
capitais e outras regiões da unidade da federação ou efeitos obtidos 
em processo de negociação e compra, inclusive relativos ao 
quantitativo de itens;
▷ Na impossibilidade de obtenção de preço de determinado insumo 
para uma capital é atribuído o preço de São Paulo para essa 
localidade. Na sequência veja como distinguir cada situação.
21
FRETES, DEMAIS CIDADES DO ESTADO...
“C – Insumo: correspondente a preço coletado pelo IBGE adotado para o mês de referência do Relatório;C – Composição: Quando todos os itens utilizados na composição têm preço coletado pelo IBGE ou Coletado
CAIXA (quando indicado na descrição do insumo) adotado para o mês de referência do relatório;
CR – Insumo: Correspondente a preço obtido por meio do coeficiente de representatividade do insumo
(metodologia família homogênea de insumos);
CR – Composição: Quando existe ao menos um item da composição com preço obtido por meio do coeficiente
de representatividade do insumo, desde que não haja nenhum item com preço atribuído;
AS – Insumo: Correspondente a preço atribuído com base no preço do insumo para a localidade de São Paulo
(devido à impossibilidade de definição de preço para localidade em função da insuficiência de dados coletados);
AS – Composição: Quando existe ao menos um item da composição com preço atribuído com base no preço de
insumo para a localidade de São Paulo.
22
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Sigla indicativa da origem dos preços do insumo ou da composição por 
localidade
“
23
SINAPI - REFERÊNCIA DE INSUMOS – GOIÂNIA – 06/2021
Exemplo de apresentação da sigla indicativa da origem dos preços do insumo
▷ Todo insumo possui sua ficha de especificações técnicas;
▷ Objetivo: identificar as suas características, padronizar a pesquisa 
de preços e facilitar a utilização pelo usuários;
▷ A ficha contém descrição, unidade de cálculo, unidade de 
comercialização, normas técnicas, imagem, informações gerais e 
referencial de pesquisa do insumo; 
▷ As fichas não devem ser utilizadas para compor o Caderno de 
Encargos de órgão contratante de obra ou serviço, pois seu 
intuito é apenas ser referência para a caracterização do insumo no 
momento em que for especificado;
24
FICHA DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DE INSUMO
“
25
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Exemplo de Ficha de Especificação Técnica de Insumo
▷ O valor do insumo mão de obra é pesquisado junto às construtoras ou 
entidades representantes das categorias profissionais;
▷ Os insumos de mão de obra também formam famílias homogêneas (insumos 
representativos e representados). 
▷ Sobre os insumos de mão de obra incidem Encargos Sociais para cada 
estado;
▷ Considerando a Lei 13.161/2015 que prevê a desoneração da folha de 
pagamento, mensalmente são divulgados dois tipos de relatórios de preços: 
○ desonerados – excluem a incidência de20% dos custos com INSS no 
cálculo do percentual relativo aos Encargos Sociais; 
○ não desonerados – consideram a parcela de 20% de INSS nos Encargos 
Sociais.
▷ A metodologia de cálculo de Encargos Sociais pode ser encontrada no 
capítulo 5 do livro SINAPI - Metodologias e Conceitos - 8ª Edição;26
MÃO DE OBRA
“Cabe ressaltar que o orçamentista, de posse de informações sobre a origem dos preços e ametodologia de coleta empregada, deve promover os ajustes eventualmente necessários nas
referências para o caso específico que quer orçar. Esta condição pode se apresentar quando as
premissas de coleta de preços de insumos do SINAPI são muito diferentes do caso particular do
orçamento. Como exemplos temos:
o Caso de obras de grande porte, onde a compra de material seja predominante por atacado
e/ou diretamente com a indústria ou produtores;
o Circunstância de obras distantes da capital, que tenham preços de insumos locais
diferenciados ou que precisam ser transportados de outro centro urbano, com a necessidade de
inclusão de frete;
o Situação onde o insumo tem origem de preço “AS” (atribuído São Paulo) e é muito significativo
na curva ABC do orçamento. 27
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
ATENÇÃO !!!!!
Composições Unitárias de 
Serviços – Conceitos Básicos
28
▷ A composição unitária contempla os elementos necessários para a 
execução de um determinado serviço, sendo constituída por:
○ Descrição - Caracteriza o serviço, explicitando os fatores que 
impactam na formação de seus coeficientes e que diferenciam a 
composição unitária das demais;
○ Unidade de medida - Unidade física de mensuração do serviço 
representado;
○ Insumos/composições auxiliares (item) - Elementos necessários à 
execução de um serviço, podendo ser insumos (materiais, 
equipamentos ou mão de obra) e/ou composições auxiliares;
○ Coeficientes de consumo e produtividade - Quantificação dos 
itens considerados na composição de custo de um determinado 
serviço.
29
DEFINIÇÃO RESUMIDA
“
30
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Exemplo de Composição de Serviço Analítica (SINAPI, ref. 02/2015)
▷ Para a realização de um mesmo serviço (ou muito similar) 
existem mais de uma possibilidade, variando, dentre outros, 
pelo tipo de insumo utilizado, forma de execução, local de 
aplicação, espessura, maneira de preparo;
▷ Diante disso, o SINAPI procurou abranger boa parte dessa 
possibilidades em suas composições;
▷ Assim, tem-se grupos de serviços similares, conforme figura a 
seguir.
31
ÁRVORES DE FATORES
“
32
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Árvore do Grupo de Revestimento de Fachada com Massa Única (SINAPI, ref. 
06/2014)
▷ As composições do SINAPI procuram apropriar em cada etapa do 
serviço os recursos necessários para sua realização;
▷ Com isso, há uma segregação em diferentes composições, visando 
representar da melhor forma cada serviço;
▷ As composições são classificadas em: 
33
TIPOS DE COMPOSIÇÕES
Principais; Auxiliares;
Custo Horário 
de 
Equipamentos;
Custo Horário 
de Mão de Obra;
Transportes;
Combinações e 
Kits;
Composições 
Representativas; 
e
Composições 
por Ponto.
“Retratam a execução dos serviços principais, como a composição de
alvenaria [...].
Contemplam o consumo de materiais e o esforço da mão de obra e os
equipamentos diretamente envolvidos no serviço e são agrupadas de
forma a apresentar as possibilidades de execução usuais e mais
recorrentes no mercado nacional, variando apenas conforme os fatores
que impactam na produtividade ou consumo de materiais. Cada grupo
temático é retratado por meio de sua Árvore de Composições.
34
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composições Principais
“Grupos criados com o intuito de retratar a composição de custos deelementos que são empregados nos serviços principais. Ainda no exemplo da
alvenaria, a produção de argamassa é considerada composição auxiliar.
As composições auxiliares adequadas para a realização dos serviços são
indicadas nos Cadernos Técnicos dos Grupos de composições principais,
combinadas com aquelas que foram consideradas mais recorrentes em
canteiros de obra. Conforme a necessidade do caso concreto, o orçamentista
pode optar por combinação distinta, a depender das especificações de cada
projeto.
35
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composições Auxiliares
“Definem os custos de propriedade e uso dos equipamentos existentes no SINAPI.Para cada equipamento existem composições para os custos horários produtivos
(CHP) e improdutivos (CHI), com base nas seguintes variáveis:
a) Custo de aquisição do equipamento; b) Vida Útil em anos (tempo de
amortização); c) Seguros e impostos; d) Horas Trabalhadas por Ano; e)
Depreciação; f) Juros; g) Custos de manutenção; h) Custos de materiais na
operação; i) Custo de mão de obra na operação.
As composições que utilizam equipamentos relacionam os coeficientes produtivos
e improdutivos a serem considerados para a execução de uma unidade do serviço.
Os detalhes podem ser encontrados no Capítulo 4 do livro em epígrafe.
36
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composições de Custo Horário de Equipamentos
“O SINAPI incorpora aos custos de mão de obra os Encargos Sociais Complementares,denominados de Encargos Complementares, por meio de composições de custo horário
de mão de obra.
Essas composições, além do insumo principal – o profissional representado em cada
composição com encargos sociais – incluem os custos de alimentação, transporte
urbano, equipamentos de proteção individual, ferramentas manuais, exames médicos,
seguros obrigatórios e custos de capacitação.
Tais custos são oriundos de exigências estabelecidas nas convenções coletivas de cada
estado do País e/ou Normas Regulamentadoras, obtidos através de pesquisa de
mercado e representados por insumos do SINAPI.
O Capítulo 5 do livro em epígrafe trata de encargos sociais e complementares. 37
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composições de Custo Horário de Mão de Obra
▷ Criadas para representar o esforço da mão de obra e equipamentos 
necessários ao transporte de materiais dentro do canteiro de obras;
▷ Esse transporte depende do arranjo de cada canteiro de obras;
▷ Existem 3 (três) formas de apropriar esse custo:
(i) estimar o esforço de uma equipe dedicada ao transporte de 
materiais de toda a obra e alocar esse custo como um item na 
planilha orçamentária, com horas de servente necessárias; 
(ii) empregar as composições de transporte de materiais do SINAPI 
como composições auxiliares de serviço e agregá-las dentro das 
composições de serviço (somar o custo do serviço ao do transporte);
(iii) empregar as composições de transporte de materiais do SINAPI 
e apresentá-las em linhas de planilha do orçamento.38
COMPOSIÇÕES DE TRANSPORTES DE MATERIAIS 
DENTRO DO CANTEIRO DE OBRA
▷ A forma mais simples é com a utilização de composições auxiliares, 
evitando-se a utilização de composições autônomas. No entanto, a 
decisão é do orçamentista, que deve justificar sua escolha.
▷ As composições de transporte somente devem ser utilizadas para 
distâncias superiores a 15 metros, pois o esforço para distâncias 
inferiores está contemplado na composição principal.
▷ As composições de transporte horizontal manual são limitadas à 
distância de 30 metros em atendimento à NR-17 e devem ser 
utilizadas somente quando constatada a impossibilidade de se adotar 
outras formas de transporte mais eficientes, como no caso de 
restrição de acesso de carrinhos de mão ou plataforma.
39
COMPOSIÇÕES DE TRANSPORTES DE MATERIAIS 
DENTRO DO CANTEIRO DE OBRA
ATENÇÃO!
▷ O transporte horizontal no pavimento de execução não deve ser 
considerado por já estar contemplado nas composições principais dos 
serviços.
▷ Visando a otimização da movimentação do material, é recomendado 
conceber a organização do canteiro com apenas uma das distâncias 
iguais ou superiores a 30m (trechos 1, 2 ou 3 da Figura a seguir).
▷ Nos coeficientes das composiçõesdo SINAPI já estão considerados os 
esforços do ciclo de transporte e as improdutividades decorrentes da 
ociosidade inerente ao ciclo de transporte.
40
COMPOSIÇÕES DE TRANSPORTES DE MATERIAIS 
DENTRO DO CANTEIRO DE OBRA
“
41
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Distâncias de Transporte Horizontal em Obras
▷ As combinações foram criadas para facilitar o uso do SINAPI;
▷ São montadas levando em consideração as situações mais 
recorrentes no processo de produção;
▷ Tomando como exemplo a argamassa, verifica-se que o SINAPI 
apresenta a composição do serviço principal (contrapiso, alvenaria 
de vedação, chapisco, massa única, dentre outros) combinada com 
diversas composições auxiliares de argamassa, variando o seu 
traço representativo, forma de preparo e opção industrializada;
▷ Nas figuras a seguir são apresentados exemplos de argamassa 
para a execução do serviço de contrapiso;
42
COMBINAÇÕES
“
43
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Exemplo de combinações de argamassa no serviço de contrapiso
“
44
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Exemplo de combinações de argamassa no serviço de contrapiso
OBS: Parte 
da tabela 
está no 
próximo slide.
“
45
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Exemplo de combinações de argamassa no serviço de contrapiso
OBS: Parte 
da tabela 
está no slide 
anterior.
“Os kits de composições são criados como seleções pré-definidas decomposições de serviços usualmente encontrados em conjunto nas obras,
mesmo que executados em momentos distintos.
Exemplo de kits de Composições do Grupo Louças e Metais, em que se
criam referências com os diversos serviços de mesmo padrão de
acabamento de forma agrupada, selecionados como item único, pode ser
observado na composição da Figura (a seguir), que engloba bancada em
granito, cuba de embutir, válvula, sifão, engate flexível e misturador.
46
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Kits de Composições
“
47
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composição de Bancada de Granito com Cuba e Acessórios (SINAPI, ref. 
03/2016)
▷ Concebidas com o intuito de simplificar a etapa de quantificação 
dos serviços, permitindo que o orçamentista opte por referência 
de custo similar e que represente, com boa aderência, os custos 
dos serviços quantificados individualmente;
▷ Elaboradas a partir da ponderação de composições detalhadas e 
quantitativos levantados em situações paradigmas;
▷ Na descrição da composição é informado se ela é uma 
Representativa;
▷ Para exemplificar, na sequência apresenta-se a composição 
representativa para o serviço de alvenaria de vedação para 
edificação habitacional unifamiliar;
48
COMPOSIÇÃO REPRESENTATIVA
“
49
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Edificação Habitacional Unifamiliar
“
50
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composição Representativa de Alvenaria de Vedação (SINAPI, ref. 12/2014)
“No SINAPI há composições para os serviços de pontos de instalações elétricas deiluminação; tomadas; iluminação e tomadas; pontos de utilização para instalação
de equipamentos elétricos, tais como chuveiros e ar condicionado. Os pontos
contemplam a instalação de caixas elétricas em PVC, eletrodutos flexíveis, cabos
elétricos isolados, interruptores e/ou tomadas com suportes e espelhos, quebras de
caixas, rasgos, fixações e chumbamentos. Estas composições consideram as
produtividades e consumos médios quantificados em projetos residenciais
referenciais.
Da mesma forma que composições por pontos de instalações elétricas, há
composições por postos de consumo de água.
51
SINAPI - METODOLOGIAS E CONCEITOS - 8ª EDIÇÃO 
Composição Por Ponto
Outros temas relevantes
52
▷ CODIFICAÇÃO, NOMENCLATURA E SITUAÇÃO
○ Ver itens 2.2.6 e 2.2.7 do livro “SINAPI - Metodologias e Conceitos - 8ª Edição –
2020”;
▷ METODOLOGIA DE AFERIÇÃO
○ Ver capítulo 3 do livro “SINAPI - Metodologias e Conceitos - 8ª Edição – 2020”;
▷ DEMONSTRAÇÕES DO USO DO SINAPI
○ Ver capítulo 6 do livro “SINAPI - Metodologias e Conceitos - 8ª Edição – 2020”;
▷ PROJETOS PADRONIZADOS CADASTRADOS NO SINAPI
o Contém diversas informações, incluindo o custo/m²;
o As fichas técnicas podem ser localizadas via SUMARIO DE PUBLICAÇÕES, no tópico 
DEMONSTRAÇÕES DO USO DO SINAPI;
53
OUTROS TEMAS RELEVANTES
Leitura complementar
54
▷ Como citado no início desta apresentação, o SINAPI é formado por um
conjunto de documentos, a saber:
o Livro SINAPI – Metodologias e Conceitos;
o Livro SINAPI – Cálculos e Parâmetros;
o Fichas de Especificações Técnicas de Insumos;
o Cadernos Técnicos de Composições;
o Relatórios Mensais de Preços de Insumos e Custos de Composições
▷ Para facilitar a localização utilize o Sumário de Publicações, disponível 
em: https://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-composicoes-aferidas-sumario-
composicoes-
aferidas/SUMARIO_DE_PUBLICACOES_E_DOCUMENTACAO_DO_SINAPI.pdf;
55
SINAPI
https://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-composicoes-aferidas-sumario-composicoes-aferidas/SUMARIO_DE_PUBLICACOES_E_DOCUMENTACAO_DO_SINAPI.pdf
▷ No intuito de complementar o entendimento do sistema SINAPI entende-
se como obrigatória a leitura dos seguintes documentos:
o Livro SINAPI – Metodologias e Conceitos;
o Livro SINAPI – Cálculos e Parâmetros;
▷ Ademais, recomenda-se a leitura dos documentos a seguir:
o Fichas de Especificações Técnicas de Insumos;
o Cadernos Técnicos de Composições;
▷ Por fim, sugere-se que o aluno observe, no mínimo, um conjunto dos:
o Relatórios Mensais de Preços de Insumos e Custos de Composições;
56
LEITURA COMPLEMENTAR
• Considerações iniciais;
• Insumos – Conceitos Básicos;
• Composições Unitárias de Serviços – Conceitos 
Básicos;
Resumo da 
videoaula
Créditos
Conteudistas & Docentes
▷ Francisco Marcelo Assunção de Queiroz 
(TCE-RN)
▷ Maurício Vinagre Maia (TCE-RJ)
▷ Messias Anain Almeida Faria (TCM-GO)
▷ Omar da Silveira Neto (TCE-RS)
▷ Paulo Augusto Daschevi (TCE-PR)
Coordenação do Programa
▷ Chrislayne Moraes (IRB)
▷ Karen Estefan Dutra (TCE-RJ)
Coordenação Pedagógica
▷ Marcia Araujo Calçada (TCE-RJ)
Apoio:Realização:
Créditos
Este curso foi desenvolvido tendo como principal referência o
curso Auditoria de Obras Públicas ofertado pelo Instituto
Serzedello Corrêa - ISC, Escola Superior do Tribunal de Contas da
União - TCU, no período de setembro à dezembro de 2020.
Aproveitamos para agradecer ao ISC/TCU e seus docentes pela
parceria.
Apoio:Realização:
Curso Introdução à Auditoria 
de Obras Públicas
Realização: Apoio:
Módulo 2:
Análise de preços da obra 
Apoio:Realização:
3
Sumário do Módulo 2
Aula 7: Introdução aos orçamentos de obras
Aula 8: Sobrepreço e superfaturamento
​Aula 9: Sistema SINAPI
Aula 10: Conhecendo o SICRO 2​
Aula 11: Inovações metodológicas introduzidas pelo 
NOVO SICRO
Aula 10: Conhecendo o SICRO 2
4
Omar da Silveira Neto
Eng. Civil, Msc
APE - TCE/RS
5
Coloque aqui sua foto
Visão Geral do SICRO
Considerações Iniciais
6
Por que aprender sobre o SICRO 2
A versão atual do SICRO, disponível desde janeiro de 2017, 
é o SICRO (NOVO SICRO). Por que, então, aprender sobre 
o SICRO 2?
▷ Além de haver muitas obras em andamento ainda orçadas
pelo SICRO 2, ele é a base da atual versão. O NOVO
SICRO é uma atualização com aperfeiçoamentos. Por isso,
é importante conhecer o SICRO 2 como embasamento
para operar e compreender as alterações da nova versão,
que veremos na sequência do curso.
7
Fluxo de elaboração de um projeto rodoviário
Fonte: Guia de Análise de Projetos Rodoviários 2018 (DNIT) - https://www.gov.br/dnit/pt-
br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/desenvolvimento-e-projetos-
1/1_GuiadeAnalise_Leituradigital_V3_.pdf 8
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/desenvolvimento-e-projetos-1/1_GuiadeAnalise_Leituradigital_V3_.pdf
SICRO
▷ Ferramenta de formação de custos de serviços,
criada e aperfeiçoada pelo DNIT com o objetivo de
fornecer parâmetros consistentes e capazes de
referenciara elaboração dos orçamentos de projetos
rodoviários e licitações de obras.
▷ Repositório de informações referenciais para obras
de infraestrutura de transportes, conforme consta no
Decreto nº 7.983/2013.
9
Estabelece regras e critérios para elaboração do orçamento de
referência de obras e serviços de engenharia, contratados e
executados com recursos dos orçamentos da União, e dá outras
providências.
▷ Art. 3º - SINAPI – obras e serviços de engenharia
▷ Art. 4º - SICRO – serviços e obras de infraestrutura de transporte
O decreto indica as regras para a utilização do SINAPI e o SICRO como
os sistemas referenciais para teto de preços de obras e serviços de
engenharia realizados para a União.
10
Decreto Federal n. 7983/2013
Então não se pode alterar os preços 
referenciais que dão origem as planilhas 
de composições de custo do SICRO?
▷ Pode, e deve!
▷ Sempre que necessário. Como o próprio nome diz, os
preços são de referência, e estabelecem parâmetros
ponderados dos pontos de coleta, para cada região. Mas,
dentro de cada região há variações importantes de
preços nos insumos e serviços. Essas peculiaridades
locais devem, sempre que possível, ser trazidas para as
composições de preço pelo orçamentista.
11
Preços Referência x Realidade da obra
Manual do Sicro, vol. 1, Metodologia e Conceitos:
▷ A utilização indiscriminada dos preços divulgados pelo
Sistema de Custos Referenciais de Obras ‐ SICRO, sem
o devido tratamento que a elaboração de um
orçamento para contratação de obras públicas requer,
independentemente do nível de detalhamento do
projeto, constitui grave erro para a correta formação
dos preços das obras de infraestrutura de transportes.
12
“Desde que haja a devida motivação e a justificativa técnica, 
admitem‐se ajustes nos preços do SICRO na fase de 
orçamentação para a contratações de obras rodoviárias.
(Enunciado do Acórdão 2004/2015‐TCU‐Plenário, de relatoria do Ministro José 
Múcio Monteiro)
13
Conhecendo o SICRO 2
Manual 
Arquivos com as informações do sistema - relatórios
14
Manual Técnico do SICRO 2
▷ A documentação técnica que fundamenta o que se visualiza
resumido nas planilhas de composição de custos, está discriminada
em um manual com 7 volumes (alguns com mais de um tomo) além
de um volume anexo, que explicam, ponto a ponto, todas as
premissas e critérios utilizados na composição do sistema como um
todo. Ele pode ser consultado e baixado clicando aqui.
15
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/custos-e-pagamentos/sicro2/manual-de-custos-rodoviarios
Volume 1: Metodologia e Conceitos 
Volume 2: Tomo 1 – Projeto Conceitual
Volume 2: Tomo 2 – Programa fonte
Volume 2: Tomo 3 – Manual do usuário 
Volume 3: Atividades auxiliares
Volume 4: Tomo 1 – Terraplenagem e pavimentação
Volume 4: Tomo 2 – Obras de arte especiais
Manual do SICRO 2
Volume 4: Tomo 3 - Drenagem e outros custos I
Volume 4: Tomo 4 – Drenagem e outros custos II
Volume 5: Conservação rodoviária
Volume 6: Sinalização rodoviária
Volume 7: Restauração rodoviária
Anexo 1: Manual de pesquisa de preços de equipamentos e 
materiais 
Manual do SICRO 
ARQUIVOS DO SICRO 2
Encargos 
Sociais -
DNIT
Resumo 
dos custos 
unitários de 
referência
Composiçõ
es de 
preços 
unitários
Preços 
unitários de 
equipament
os 
Preços 
unitários de 
Materiais
Custos 
unitários de 
mão de 
obra
Relatórios do Sistema – UF/mês/ano 
Os relatórios são publicações periódicas com os dados do sistema para 
cada unidade de federação, agrupadas por região do Pais. O acesso aos 
relatórios pode ser feito clicando aqui. (aba SICRO 2)
Atenção: o link não carrega completo no Internet Explorer. (Funciona no Google)
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/custos-e-pagamentos/custos-e-pagamentos-dnit/sistemas-de-custos
PRIMEIRA PARADA!
Hora de acionar os links para 
conhecer e navegar pelo 
Manual e pelos relatórios do 
sistema. Conhecê-los é 
fundamental para poder operar 
o SICRO 2. Na sequência, 
estudaremos a lógica das 
composições de custo. 
19
Composições de Custo 
Montagem das composições
20
Composições de 
Custos Unitários
As composições de 
custos do SICRO são 
classificadas, quanto à 
sua utilização nos 
orçamentos, em dois 
tipos:
▷ 1) Principais
▷ 2) Auxiliares
21
Composições Principais
As composições de custos principais representam os
serviços que serão efetivamente executados na obra,
devem ser acrescidas do percentual de BDI aplicado e,
quando for o caso, das atividades auxiliares que lhe são
necessárias e dos custos de transportes dos materiais.
Elas compõem a relação de serviços que formam a
planilha orçamentária do projeto. Em função disto, são
também denominadas “Composições de Preços
Unitários”.
22
Composições Auxiliares
Já as composições auxiliares contemplam as atividades
de produção de insumos ou de execução de parcela de
um serviço principal. Estes serviços, quando nessa
condição, são agregados à composição principal sem a
incidência do BDI, uma vez que este será aplicado apenas
ao do custo final do serviço principal, tendo como base
de cálculo o custo total da composição principal.
23
Como identifico se uma composição 
é principal ou auxiliar do SICRO 2?
As composições de custo das atividades auxiliares tem o
código iniciando com 1 A (Ex: 1 A 01 395 01) e não
contém, no campo final de somatório, a linha para a
inserção do LDI (=Lucro e despesas Indiretas). (LDI = BDI)
As composições de custo principais tem o código
iniciando com 2 S (Construção Rodoviária), 3 S
(Conservação rodoviária), 4 S (Sinalização rodoviária) ou
5S (Restauração rodoviária) (Ex: 5 S 09 002 91). Elas
contém o campo para a inserção do LDI (BDI) da obra.
24
Exemplo prático composições
Principais x Auxiliares
25
Atividade Principal – Base de brita graduada
26
Atividade 
auxiliar 1
Atividade auxiliar 1 – Usinagem de brita 
graduada
27
Atividade 
auxiliar 2
Valor levado à 
composição 
principal
Atividade auxiliar 2 – Brita produzida em 
central de britagem
28
Atividades 
Auxiliares 3 e 4
Valor levado à 
composição 
Auxiliar 1
Relação entre Atividades 
BDI
Atividade 
principal
Atividade 
auxiliar 1
Atividade 
auxiliar 2
Atividade 
auxiliar 3
Atividade 
auxiliar 4
Atividade 
auxiliar 
“n”
Atividades principais e auxiliares 
Poderíamos seguir buscando as composições auxiliares que
compõem as composições auxiliares que lhes antecedem,
até que não mais houvesse uma composição vinculada. Mas
o objetivo é mostrar que, por trás de uma composição
principal, pode haver muitos galhos de uma árvore de
composições auxiliares (que em outras situações poderiam
ser principais), e que são necessárias para que a composição
principal possa expressar o custo unitário real do serviço
principal, item do orçamento.
30
Orçar com ou sem desoneração?
Recomenda-se orçar a obra não desonerada (com
inclusão de INSS de 20% nos encargos sociais) e a obra
desonerada (com CPRB de 4,5% no BDI e 0% de INSS),
adotando a alternativa que resultar no menor valor de
orçamento.
▷ A seguir, uma regra prática para aferir a opção feita 
pelo orçamentista:
31
Regra prática 
Sendo “M” o valor da mão de obra e “T” o valor total da obra,
admitindo que a redução efetiva nos encargos sociais seja de 29,38%,
no regime desonerado, e que a elevação de um BDI de referência de
25% com CPRB (Contribuição previdenciária sobre a receita bruta) de
4,5% seja de 6,33%, se pode inferir que o equilíbrio entre os regimes
ocorreria na seguinte situação:
0,2938 . M = 0,0633 . T ou M/T = 0,0633/0,2938 = 21,54%
Ou seja, se a proporção da mão de obra no contrato for superior a
21,54%, é mais econômico adotar o regime desonerado. Caso contrário,
o regime não-desonerado é mais vantajoso.
32
Desoneração – obras rodoviárias
Nas obras rodoviárias, na maioria dos casos, o menor
custo é obtido com a utilização das composições não
desoneradas, uma vez que o peso da mão de obra é,
normalmente, inferior a 21,54% em relação ao custo
total da obra.Nessa situação, como se verá, os encargos
sociais no SICRO são calculados da forma tradicional,
sem as alterações introduzidas pela desoneração.
33
SEGUNDA PARADA!
Vamos fazer aqui a segunda 
parada. Hora de você 
acessar alguns conjuntos de 
relatórios do sistema, 
onerados e desonerados e 
navegar um pouco pelas 
composições sintéticas e 
analíticas para conhecê-las 
melhor. Na sequência 
estudaremos os elementos 
das composições. 
34
Composições de custo unitário 
Elementos das composições 
35
Elementos das Composições
1. Mão de obra
36
Mão de Obra
Conjunto de todos os trabalhadores envolvidos na
execução direta de um determinado serviço ou obra.
O custo desse insumo é obtido por meio da definição do
salário referencial do trabalhador acrescido dos seus
respectivos encargos sociais e adicionais, inerentes a cada
categoria profissional, e que pode ser expresso de forma
horária ou mensal.
37
Custo da Mão de obra
O custo da mão‐de‐obra é calculado pelo SICRO
considerando todo o trabalho desenvolvido em horas
normais, gastas para a realização do serviço, somando a
estas os encargos sociais. Não são consideradas horas
extraordinárias ou trabalho noturno.
Custo horário da M.O = Salário horas normais + Encargos 
sociais
38
Custo da mão de obra – Encargos sociais
O regime de trabalho considerado é o de horista com
horas normais de trabalho, sendo que o percentual
aplicado é o resultado dos encargos trabalhistas
obtidos com o somatório dos grupos A, B, C e D
(calculados conforme a seguir) sobre o custo da
mão‐de‐obra. Os relatórios de mão de obra do SICRO
2 trazem os valores de mão de obra sem e com
encargos atualizados para cada caso e região.
39
RS – JAN – 2015 – SEM – enc : 113,91%
Salário min. = 
R$ 788,00 
Encargos de 
113,91%= 
R$ 897,61
Total = 
R$ 1.685,61
/220 = 7,6619 
40
Salários da mão de obra considerados nas 
composições
▷ Para categorias contempladas pelas Convenções 
Coletivas de Trabalho (servente e operário 
qualificado): Maior piso salarial da região.
▷ Para as demais categorias serão calculados pela 
fórmula:
Salário horário = padrão salarial* x (Salario mínimo/220)
*fator multiplicador tabelado
41
Encargos Sociais
sem desoneração
Quatro grupos:
* O valor total não é fixo. Varia conforme o período e a 
região. 42
A – obrigações que 
incidem diretamente 
sobre a folha de 
pagamento;
B – dias em que não 
há prestação de 
serviço mas há 
remuneração;
C – desligamento 
profissional do 
funcionário
D – incidência sobre 
outros encargos e 
multa do FGTS
Encargos Sociais opção
com desoneração
Quatro grupos:
43
A – obrigações que 
incidem diretamente 
sobre a folha de 
pagamento;
B – dias em que não 
há prestação de 
serviço mas há 
remuneração;
C – desligamento 
profissional do 
funcionário
D – incidência sobre 
outros encargos e 
multa do FGTS
Encargos Adicionais
Percentual incidente sobre o custo a ser calculado para a 
mão de obra, sendo, portanto, diretamente proporcional à 
mão de obra.
Comumente, leva‐se em conta os custos dos EPIs, do 
transporte e da alimentação (1,12%+ 4,79% + 9,60% = 
15,51%)
44
Encargos Adicionais - Ferramentas
Caso, seja levado em conta o custo das ferramentas
manuais* (5,00%), o valor do adicional de mão‐de‐obra
será 20,51%.
*Por ferramentas manuais entendem‐se as de uso exclusivo de um
profissional e de uso proporcional à atividade executada por ele (colher de
pedreiro, desempenadeira, picareta, enxada, machado, martelo, chave
turquesa, etc). 45
Encargos Adicionais – Observações
▷ Até janeiro/2007, – EPI, Transportes e Alimentação ‐
não eram inclusos no sistema, o que pode gerar a
necessidade de adaptação em caso de uso das
composições antigas (acrescer 15,51%, sem encargos).
▷ O percentual, de 15,51% somente foi incorporado às
composições de referência do Sicro 2 a partir da edição
da Instrução de Serviço DG‐DNIT nº 15/2006.
▷ Ferramentas Manuais (5,00%) quando necessário, já
era considerada, desde a implantação do SICRO 2.
46
Mão de obra com encargos adicionais
47
Elementos das composições 
2. Materiais
48
Materiais
Correspondem à matéria prima empregada na confecção de
determinado bem ou na execução de determinado serviço.
Os materiais podem ser comercializados a granel,
individualizados por meio de embalagens ou produzidos no
local da obra, devendo atender às especificações de ordem
técnica e construtiva.
49
Pesquisa de preços - Premissas
50
1) Menor preço da região para pagamento, a vista;
2) Conter toda a carga tributária incidente (ICMS e IPI);
3) Pelo menos três cotações por insumo;
4) Preferencialmente cotar fornecedores do local da obra (se possível com 
expressividade), em especial para os itens mais relevantes da curva ABC;
5) Sem frete (exceto cimento à granel). Utilizar depois as composições de 
transporte comercial do SICRO;
6) Qualidade compatível com as especificações da obra.
Agregados Pétreos
De acordo com o Informativo nº 1/2016 da Diretoria
Executiva do DNIT, no caso específico dos agregados
pétreos e areia, os preços de referência divulgados pelo
DNIT, oriundos de pesquisa realizada pela Fundação
Getúlio Vargas, contém uma parcela de frete conforme
entendimento apresentado na Nota Técnica divulgada no
Sicro 2 de Janeiro de 2013.
51
Agregados Pétreos
Para esse caso, a CGCIT (Coordenação Geral de Custos
de Infra-Estrutura) orienta que os orçamentistas, na
impossibilidade de realização de cotação local, adotem
os preços referenciais dos agregados pétreos e areia
divulgados pelo Sicro 2, sem, entretanto, incluir
qualquer parcela de frete até o canteiro de obras.
52
Custo dos Materiais Betuminosos
Os produtos asfálticos necessários à pavimentação
rodoviária são classificados e comercializados em 4 (quatro)
formas distintas, a saber:
▷ Cimentos asfálticos de petróleo ‐ CAP (CBUQ, PMQ,
tratamentos superficiais, etc.);
▷ Asfaltos diluídos de petróleo – ADP (imprimação);
▷ Emulsões asfálticas ‐ EA (pintura de ligação e 
tratamentos superficiais);
▷ Asfaltos modificados.
53
Custo dos materiais asfálticos
54
Note que o preço 
dos materiais 
asfálticos está 
zerado
Os preços dos materiais betuminosos são os
acompanhados e divulgados pela Agência Nacional do
Petróleo – ANP*, acrescidos das respectivas alíquotas de
ICMS e LDI (=BDI).
Materiais Betuminosos = (Preço ANP + ICMS**) x BDI***
*A ANP divulga os preços regionalizados dos produtos asfálticos, mensalmente
(http://www.anp.gov.br/precos-e-defesa-da-concorrencia/precos/precos-de-distribuicao), conforme
determinação contida nos Acórdãos 377/2009‐P e 2649/2007‐P, todos do TCU.
**O ICMS possui alíquota própria para cada estado, e deverá ser considerado, no orçamento, o do estado
onde a obra está sendo executada.
*** BDI =15% (Acórdãos 2.649/2007 e 1.077/2008 – TCU Plenário e Portaria DNIT 709/2008). Artigo 4º
da Portaria DNIT 1078, de 11 de Agosto de 2015 ajustou esse BDI para 17,69% em função dos efeitos da
desoneração.
55
http://www.anp.gov.br/precos-e-defesa-da-concorrencia/precos/precos-de-distribuicao
Variação dos preços produtos asfálticos 
A tabela ao lado ilustra o
motivo dos preços dos
produtos asfálticos estar
em branco nas planilhas.
Num ambiente de inflação
anual prevista para algo
entre 4 e 5%, somente em
um mês os produtos
asfálticos subiram 25%.
56
Itens da planilha de Preços
57
7.969.427,90R$ 8.402.167,84R$ 
M1943 Aquisição de Cimento asfáltico CAP 50/70 p/ MBUQ m³ 12.899,10 298,02R$ 3.844.189,78R$ 314,20R$ 4.052.929,29R$ 
M2092 Aquisição de emulsão asfáltica para imprimação m³ 197,1 3,02R$ 595,24R$ 3,18R$ 627,56R$ 
M1946 Aquisição de RR-1C p/ pintura de ligação- Tapa buraco m³ 1095 15,68R$ 17.169,60R$ 16,53R$ 18.101,91R$ 
M1946 Aquisição de RR-1C p/ pintura de ligação- Correção de Defeitos m³ 876 26,14R$ 22.898,64R$ 27,56R$ 24.142,04R$ 
M104 Aquisição de RR 1C p/ pintura de ligação - recapeamento m³ 876015,68R$ 137.356,80R$ 16,53R$ 144.815,27R$ 
M1947 Aquisição de RM-1C para MBUF m³ 206,95 352,84R$ 73.020,24R$ 372,00R$ 76.985,24R$ 
M1950 Aquisição de emulsão com polímero para micro revestimento a frio m² 473040 8,19R$ 3.874.197,60R$ 8,63R$ 4.084.566,53R$ 
ANP
Elementos das composições 
3. Operações de transporte
58
Transportes locais
São aqueles realizados no âmbito da obra para o
deslocamento dos materiais necessários à execução das
diversas etapas de serviço, como por exemplo, o
transporte de massa asfáltica da usina para a pista.
O Sicro 2 considera o transporte local incorporado em
alguns serviços, como os de escavação, carga e transporte.
Devem ser consideradas as distâncias de ida(carregado) e
de retorno (vazio). O custo também é dependente dos
tempos gastos com carga, descarga e manobras.
59
Fator de eficiência para transporte local
1) Via pavimentada / não pavimentada + distância 
percorrida + influência de tráfego - determinam a 
velocidade média do transporte;
2) Hora de 50 min (hora produtiva) – Fator=0,83 (50/60);
3) Esperas (10% tempo) – Fator =0,90. 
Então, para transportes locais o fator de eficiência é 0,75
(0,83x0,90)
60
61
62
Transporte comercial
É aquele relativo ao deslocamento de materiais que,
embora decorrente da execução direta dos serviços, vêm
de fora dos limites da obra.
No transporte comercial, o frete informado considera a
operação de ida e retorno do veículo. Quando calculado,
o frete deve informar as distâncias de ida (carregado) e de
retorno (vazio).
63
Transporte comercial
Nesse caso, não são considerados os custos das parcelas
de carga, descarga e manobras.
Esse tipo de transporte é feito, geralmente, com
caminhão carroceria, a não ser no caso de brita e areia
cujo transporte comercial é feito em caminhão
basculante.
64
Transporte local x comercial
65
66
Alerta: Os custos do 
transporte de 
insumos (fábrica-
canteiro e canteiro-
pista) não estão 
incluídos nas 
composições do 
SICRO 2. 
É necessário 
acrescentá-los!
Custos unitários de 
transporte
São medidos em t.Km e
especificados por tipo de
pavimento, tipo de caminhão
(basculante, carroceria, betoneira,
material betuminoso e tanque) e
tipo de transporte ( local ou
comercial). Escolhido o valor
unitário, esse deve ser levado para
a composição e aplicado à
distância média de transporte do
material para o trecho.
67
*o exemplo é ilustrativo. Os valores não correspondem aos da tabela do slide anterior 
68
Ajuste do custo de transporte na 
composição de preços
Ajuste do custo de transporte na 
composição de preços
▷ Se o transporte se der parte em rodovias pavimentadas
(P) e parte em não pavimentadas (NP), o custo deve
ponderar o valor com base nas duas distâncias.
▷ O custo do transporte do cimento asfáltico não foi
preenchido pois tem equação tarifária própria, que se
verá a seguir.
69
TERCEIRA PARADA!
Vamos fazer aqui a terceira
parada. Nesse momento é
necessário que você acesse
o material complementar
para ler a Portaria DNIT
1078, de 11 de agosto de
2015 que diz respeito aos
preços de referência de
materiais betuminosos e
contém as equações
tarifárias
70
Equações Tarifárias Materiais Betuminosos
As equações não incluem o ICMS, o BDI diferenciado, e tem data base julho/2014.
Devem ser, portanto, atualizadas pelo índice setorial de pavimentação aplicado à
formula de reajuste conforme Instrução de Serviço DNIT nº 04/2012.
71
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/custos-e-pagamentos/custos-e-pagamentos-dnit/indices-de-reajustamentos/indices-de-reajustamentos-de-obras-rodoviario
Atualização das equações tarifárias
O ajuste ocorre pelo índice setorial da pavimentação,
disponibilizado na Instrução de Serviço DNIT n° 04 (2012),
através da equação:
Onde:
R = Valor da parcela de reajustamento a ser calculada;
Io = Índice de preço verificado no mês‐base do contrato
(base julho /14 = 270,237);
Ii = Índice de preço referente ao mês de reajustamento;
V = Valor, a preços iniciais, da parcela do contrato ou serviço a ser reajustado (equação tarifária)
72
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/custos-e-pagamentos/custos-e-pagamentos-dnit/indices-de-reajustamentos/indices-de-reajustamentos-de-obras-rodoviario
QUARTA PARADA!
Vamos fazer aqui a quarta 
parada. Hora de você 
acessar no material 
complementar o 
exemplo/exercício sobre os 
ajustes dos cálculos das 
distâncias de transporte dos 
materiais betuminosos e 
dos demais materiais 
(Arquivo: exercício ajuste 
transporte) 
73
Elementos das composições
4. Equipamentos
74
Equipamentos
Conjunto de todas as máquinas, instrumentos ou
aparelhos necessários à produção de determinado bem
ou à execução de determinado serviço.
O custo horário de um equipamento é definido por
meio de seus custos horários de propriedade, de
manutenção e de operação.
75
Custo – Pesquisa de Preços
▷ Menor valor pesquisado na região;
▷ Efetuada junto aos fabricantes ou seus concessionários autorizados
para equipamentos novos;
▷ Considera‐se como preço do equipamento o seu valor unitário para
venda à vista, acrescido dos impostos (ICMS e IPI), frete e
embalagem;
▷ Serviços extras como supervisão de montagem, garantia,
assistência técnica, peças de reposição, etc, não deverão ser
incluídos no preço dos equipamentos;
▷ Base para o cálculo da depreciação e manutenção.
76
Patrulha Mecânica
Os serviços rodoviários são realizados normalmente por
grupos de equipamentos de diferentes tipos, que
trabalham em conjunto, constituindo o que se denomina
equipe ou patrulha mecânica.
Cada um desses equipamentos, nas condições em que
trabalha, tem uma determinada produção efetiva. Surge,
então, a necessidade de se dimensionar a quantidade
dos diferentes tipos de equipamentos de forma a
maximizar a produção da patrulha = otimização do
equilíbrio interno da patrulha.
77
Ritmo da patrulha mecânica
Em termos práticos, o equilíbrio se dá sempre em torno
do equipamento eleito como principal ou que comandará
o ritmo da patrulha, figurando os demais como seus
coadjuvantes.
Na composição de custo, o equipamento principal é
aquele cuja utilização operativa é igual a 1,00 (100%), o
que limita a produção dos coadjuvantes e determina,
portanto, a produção da equipe mecânica.
78
Equip. principal = Trator de Esteiras
79
Ciclo do equipamento
Os equipamentos trabalham, normalmente, em operações
repetitivas, que constituem ciclos.
80
Cada equipamento tem seu ciclo
A definição de ciclo é para o equipamento, e não para a
equipe ou conjunto de equipamentos. O tempo decorrido
entre duas passagens consecutivas é denominado
duração do ciclo ou tempo total do ciclo = intervalo,
durante o qual o equipamento em questão realiza certa
quantidade de serviço.
Ciclo = tempo fixo + tempo de ida + tempo de retorno
Tempos fixos não dependem de distâncias (Ex: carga)
81
Ciclo x Produção
A quantificação do serviço realizado durante um ciclo e
seu tempo total de duração são elementos fundamentais
para a determinação da produção horária do
equipamento, para dimensionar e equilibrar o restante dos
equipamentos que com ele formam patrulha, bem como
para calcular a produção da própria patrulha.
Quanto menor o tempo de ciclo, maior será a produção.
82
Exemplo de ciclo de um caminhão tipo 
caçamba
▷ Carregamento: tempo para carga = 2 min (120 s);
▷ Transporte: distância 500 m, velocidade carregado 25
Km/h = 6,94444 m/s (72 s);
▷ Manobra para descarga: 0,5 min (30 s);
▷ Descarga: tempo de descarga = 0,5 min (30 s);
▷ Retorno: distância 500m, velocidade vazio 40 Km/h =
11,11 m/s (45 s);
▷ Manobra para nova carga: 1 min (60 s).
▷ Tempo de ciclo = 357s = 5,95 minutos = 00:05:57.
83
Tempos produtivo e improdutivo
Produtivo: É aquele em que o equipamento está dedicado
ao serviço, na frente de trabalho, com seus motores ou
acionadores ligados ou em condições de trabalho. O tempo
de espera durante uma operação é consideradoprodutivo;
Improdutivo: Na hora improdutiva, o equipamento está
parado, com o motor desligado, fora de um ciclo produtivo,
aguardando que o equipamento que comanda a equipe
permita‐lhe operar.
84
Custo horário equipamentos
O custo horário operativo é calculado somando‐se os
custos horários de depreciação, operação, manutenção
e mão‐de‐obra.
O custo horário improdutivo é igual ao custo horário da
mão‐de‐obra. Não se consideram outros custos.
85
Custo horário equipamentos
Foram incluídos no sistema os custos nas três condições de trabalho:
leves, médias e pesadas. As composições de serviços do SICRO,
entretanto, levam em conta os custos horários dos equipamentos
trabalhando em condições médias.
86
Custo horário equipamentos
▷ 4 x (0,97x507,47+0,03x 17,16)=1.971,06
▷ R$ 2.446,63/ 320 m³ = R$ 7,65/hora 87
Fatores de Correção
Visam adequar as produções das equipes às condições
próximas a realidade da execução das obras.
Fator de Eficiência - É a relação entre o tempo de produção
efetiva e tempo de produção nominal de determinado
equipamento. No SICRO 2 , hora de 50 min. = 0,83*.
* Para as obras de restauração o fator de eficiência adotado é de 45 min/60 min = 0,75 e
para conservação rodoviária 40 min/60 min = 0,67.
88
Fatores de Correção
Fator de Conversão - É definido como relação entre o
volume do material medido ou pago, que obedece a um
critério objetivo de medição, e o volume manipulado pelos
equipamentos que dispõem de caçambas, reservatórios ou
implementos equivalentes.
▷ Material de 1ª categoria: FC = 1,0/1,3 = 0,77
▷ Material de 2ª categoria: FC = 1,0/1,39 = 0,72
▷ Material de 3ª categoria: FC = 1,0/1,75 = 0,57
89
Conversão e empolamento
O inverso do fator de conversão, é o fator de
empolamento.
90
Fatores de Correção
Fator de carga - Utilizado para corrigir a capacidade ideal
do equipamento com a situação real. Por exemplo, mede a
percentagem de ocupação do material na caçamba do
caminhão, já que nem todo o espaço é ocupado pelo
material, que necessitaria de uma acomodação para
melhor ocupar o espaço.
Também varia conforme as categorias de classificação dos
solos, ou seja, esse fator é tanto maior quanto menor os
grãos do material.
91
Fatores de Correção
Os valores do fator de carga são os seguintes:
▷ Material de 1ª categoria: FC = 0,90
▷ Material de 2ª categoria: FC = 0,80
▷ Material de 3ª categoria: FC = 0,70
Os fatores de correção aqui apresentados já são
considerados entre as variáveis envolvidas na formulação
das composições de custo do SICRO 2.
92
ÚLTIMA PARADA!
Pois bem, chegamos quase 
ao final. Agora só falta 
fazer o Exercício sobre o 
SICRO 2 que está 
disponibilizado no material 
complementar. 
93
SICRO 2 
Obrigado!
Na sequência veremos o que mudou na nova versão 
do SICRO .
Apoio:Realização:
V1 - Videoaula 01 - Slides 05 a 44
• Visão geral do SICRO 2
• Relatórios do sistema
• Composições de Custo Unitário
• Elementos das composições - Mão de Obra
V2 - Videoaula 02 - Slides 45 a 89
• Elementos das composições – Materiais
• Elementos das composições - Operações de 
Transporte
• Elementos das composições – Equipamentos
• Exercício SICRO 2
Resumo da 
videoaula
Créditos
Conteudistas & Docentes
▷ Francisco Marcelo Assunção de Queiroz (TCE-RN)
▷ Maurício Vinagre Maia (TCE-RJ)
▷ Messias Anain Almeida Faria (TCM-GO)
▷ Omar da Silveira Neto (TCE-RS)
▷ Paulo Augusto Daschevi (TCE-PR)
Coordenação do Programa
▷ Chrislayne Moraes (IRB)
▷ Karen Estefan Dutra (TCE-RJ)
Coordenação Pedagógica
▷ Marcia Araujo Calçada (TCE-RJ)
Apoio:Realização:
Créditos
Este curso foi desenvolvido tendo como principal referência o
curso Auditoria de Obras Públicas ofertado pelo Instituto
Serzedello Corrêa - ISC, Escola Superior do Tribunal de Contas da
União - TCU, no período de setembro à dezembro de 2020.
Aproveitamos para agradecer ao ISC/TCU e seus docentes pela
parceria.
Apoio:Realização:
Curso Introdução à Auditoria 
de Obras Públicas
Realização: Apoio:
Módulo 2:
Análise de preços da obra 
Apoio:Realização:
3
Sumário do Módulo 2
Aula 7: Introdução aos orçamentos de obras
Aula 8: Sobrepreço e superfaturamento
​Aula 9: Sistema SINAPI
Aula 10: Conhecendo o SICRO 2​
Aula 11: Inovações metodológicas introduzidas pelo 
NOVO SICRO
Aula 11: Inovações 
metodológicas introduzidas 
pelo NOVO SICRO 
4
Visão Geral do SICRO
Considerações Iniciais
5
SICRO
▷ É uma ferramenta criada e aperfeiçoada pelo DNIT
para manter atualizada a definição de custos, de
forma a fornecer parâmetros capazes de referenciar
a elaboração dos orçamentos de projetos rodoviários
e licitações de obras.
▷ Consta do Decreto nº 7.983/2013 como repositório
de informações referenciais para obras de
infraestrutura de transportes.
6
Nosso objetivo
O que veremos aqui é o “behind the scenes”. É o que
está por trás das mudanças na elaboração das
composições de custos do NOVO SICRO que você vai
utilizar na formação de um orçamento.
Entendendo essa lógica, você vai ter melhores
condições de encontrar a composição mais adequada,
dentre as que o sistema te disponibiliza, ou dentre as
que você vai criar ou adaptar a partir delas, para o
serviço que está precificando ou auditando.
7
Conhecendo o SICRO
Os manuais
8
Por que aprender sobre o SICRO?
Já estudamos o SICRO 2, a base da versão atual. Agora
veremos quais os acréscimos e alterações que foram
introduzidos nessa nova versão.
Aqui vamos tentar te dar um panorama das mudanças da
versão. Entretanto, o SICRO, por inteiro, é muito maior. O
detalhamento do sistema está no Manual de Custos de
Infraestrutura e Transportes composto por 12 volumes. São
eles que vão te permitir utilizar todo o potencial do SICRO.
9
Onde está o SICRO?
▷ Tudo o que você vai precisar consultar para conhecer 
o SICRO está listado nesse link: https://www.gov.br/dnit/pt-
br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/custos-e-pagamentos/custos-e-
pagamentos-dnit/sistemas-de-custos
Atenção: o link não carrega completo no Internet Explorer.
10
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/custos-e-pagamentos/custos-e-pagamentos-dnit/sistemas-de-custos
Manual Técnico do SICRO
A documentação técnica que fundamenta o que se visualiza resumido
nas planilhas de composição de custos, está discriminada em 12
cadernos (volumes) que explicam, ponto a ponto, todas as premissas e
critérios utilizados na composição do sistema como um todo. Ele
estará no link que indicamos, na aba do SICRO, no título:
▷ Manual de Custos de Infraestrutura de Transporte
11
Volume 1: Metodologia e Conceitos 
Volume 2: Pesquisa de Preços
Volume 3: Equipamentos
Volume 4: Mão de Obra 
Volume 5: Materiais
Volume 6: Fator de Influência das Chuvas
Volume 7: Canteiros
Manual do SICRO 
Volume 8: Administração Local
Volume 9: Mobilização e Desmobilização
Volume 10: Manuais Técnicos
Volume 11: Composições de Custos
Volume 12: Produções de Equipes Mecânicas
Manual do SICRO 
Conhecendo o SICRO
Arquivos com as informações do sistema -
relatórios
14
ARQUIVOS DO SICRO
Informativo
Relatório 
Analítico 
das CCUs
Relatório 
Sintético 
das CCUs
Relatório 
Sintético de 
equipamen-
tos 
Relatório 
Sintético de 
Materiais
Relatório 
Sintético 
de mão de 
obra
Relatórios do Sistema – UF/mês/ano 
Os relatórios são publicações periódicas com os dados atualizados para
cada unidade de federação, agrupadas por região do Pais. O acesso aos
relatórios é feito também a partir do link que fornecemos anteriormente.
Há um conjunto de arquivos para cada região do Pais, e ao acessar o link
da região, você terá acesso aos arquivos relativos às composições de
custo unitário (CCUs) desde 2017, quando a versão entrou em uso.
Conhecendo o SICRO 2
Planilha Editável
16
Planilha Excel Editável
A planilha editável foi introduzida pelo NOVO SICRO. Ela
está no mesmo link que leva aos relatórios, na aba do
SICRO. Com ela o orçamentista pode fazer os ajustes e
adaptações necessários à sua obra diretamente a partir da
composição original. Variações de preços, impostos, leis
sociais, equipamentos na composição de serviço, enfim,
converter, onde for necessário, composições referenciais
nas que melhor expressem a realidade da sua obra.
17
18
PRIMEIRA PARADA!
Vamos fazer aqui a primeira 
parada. Hora de acionar os 
links para conhecer e 
folhear o manual, os 
relatórios do sistema e a 
planilha editável. Conhecê-
los é fundamental para 
poder operar o SICRO. Na 
sequência, veremos o que 
mudou nas composições de 
custo em relação à versão 
anterior. 
19
Conhecendo o NOVO SICRO
O que mudou no NOVO SICRO em relação ao 
SICRO 2?
20
O que mudou no NOVO SICRO?
21
1. Manutenção de composições de custos mistas
2. Eliminação dos custos indiretos das composições
3. Eliminação da generalização de atividades
4. Inclusão de composições de custos de carga, descarga e 
manobras
5. Metodologia para a definição dos custos de referência da mão 
de obra
O que mudou no NOVO SICRO?
22
6. Fator de Influência de Chuvas ‐ FIC
7. Fator de Interferência do Tráfego ‐ FIT
8. Eliminação da distinção entre composições de custos de 
construção e restauração rodoviária no sistema
9. Alteração na metodologia de cálculo do custo horário dos 
equipamentos
10. Alteração da metodologia para definição dos custos de 
referência dos insumos da pesquisa de preços
O que mudou no NOVO SICRO?
23
11. Eliminação da diferenciação de transporte local e comercial
12. Inclusão de composições de custos dos modais ferroviário e 
aquaviário
13. Ajustes nos fatores de correção
14. Metodologia para definição dos custos de referência para 
aquisição e transporte de materiais asfálticos
15. Atualização das equações tarifárias de transporte rodoviário 
dos materiais asfálticos
O que mudou no NOVO SICRO?
24
16. Criação de equações tarifárias de transporte fluvial dos 
materiais asfálticos
17. Alteração na parcela de bonificação e despesas indiretas
18. Metodologia para definição dos custos de canteiros de obras
19. Metodologia para definição dos custos de administração 
local
1. Composições de custo mistas
Foi alterada a forma de 
apropriar os custos de 
transporte. Eles saíram das 
composições e passaram a 
ter composições de custos 
próprias de TEMPO FIXO e 
de MOMENTO DE 
TRANSPORTE . Passaram a 
ser inseridos como 
composições auxiliares.
25
CONCEITOS IMPORTANTES
▷ TEMPO FIXO corresponde ao tempo da carga e 
descarga no transporte dos materiais. Varia com o 
material, com os equipamentos envolvidos na 
operação e modalidades de carga e descarga. 
26
Exemplo de Composição de Tempo Fixo 
de carga, manobra e descarga
27
CONCEITOS IMPORTANTES
▷ MOMENTO DE TRANSPORTE é o produto dos
volumes transportados pelas distâncias médias de
transporte - em trajetos pavimentados (P), com
revestimento primário (RP) ou com leito natural(LN).
Varia com o equipamento e com o tipo de leito do
trajeto. Para cada situação, uma composição.
▷ M= V.dmt (m³.Km)
28
Exemplo de Composição de Momento de 
Transporte
29
Manutenção composições 
Horárias/Unitárias ou Mistas
30
C. HORÁRIOS
C. UNITÁRIOS
▷ Realocação dos custos referentes a encarregados, retirados das
composições de custos e incluídos agora em metodologia
específica da Administração Local.
▷ Redefinição dos custos referentes à alimentação, transporte,
ferramentas e equipamentos de proteção. Anteriormente
apropriados em função de um percentual do custo da mão de
obra, passam a ser definidos de forma analítica por categoria
profissional e unidade da federação, e incluídos nos encargos
complementares (não mais adicionais como no Sicro 2).
31
2 - Eliminação dos custos indiretos das 
composições
32
33
Encargos Adicionais e Complementares
34
3 – Eliminação da generalização de 
atividades – limpeza camada vegetal
Nas composições de base ou sub‐base em solo e de reforço do
subleito, o SICRO 2 prevê sempre a execução de serviços auxiliares
de limpeza da camada vegetal e de expurgo de material.
Entretanto, estes serviços nem sempre estão presentes nas
condições de obras, como no caso de exploração de jazidas
existentes e de situações em que não há necessidade de limpeza do
terreno.
No novo SICRO, os referidos serviços auxiliares só são incorporados
à composição de custo principal quando necessários.
35
36
37
3 – Eliminação da generalização de 
atividades – caminhos de serviço
Nas composições de custos de escavação, carga e transporte de
materiais de jazida do Sicro 2 sempre estava incluída uma
motoniveladora para fins de manutenção dos caminhos de serviço.
Essa manutenção só era necessária em caminhos de leito natural. Para
os caminhos pavimentados ou com revestimento primário, essa
manutenção era desnecessária ou de pequena monta.
Para corrigir esta inconsistência, o novo SICRO eliminou a
motoniveladora das composições de custos citadas e criou novas
composições para remunerar a manutenção de caminhos de serviço.
38
39
40
3 – Eliminação da generalização de 
atividades –SICRO 2 x NOVO SICRO
41
SICRO 2
Motoniveladora 
nas escavações
Expurgo de 
jazida
Limpeza de 
camada vegetal
NOVO SICRO
CCU Manutenção de 
caminho de serviço
Itens de serviço do 
orçamento (quando 
necessário)
4- Inclusão de composições de custos de 
carga, descarga e manobras 
42
SICRO 2
Tempo fixo presente na 
produção da equipe 
mecânica 
NOVO SICRO
Tempo fixo apropriado em 
CCUs específicas e 
incluídas nas CCUs dos 
serviços que se destinam
Composição de Tempo Fixo
43
44
5 - Metodologia para definição dos 
custos de referência de mão de obra 
A nova metodologia para definição dos custos de referência da mão de
obra, apresentada no volume 4 do Manual Técnico, consiste na análise
e no tratamento dos dados de salários de mercado constantes do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do
Trabalho e Emprego ‐ CAGED (Secretaria Especial do Trabalho do Min.
Economia).
Tal inovação permitiu ampliar de forma significativa o número de
categorias profissionais necessárias face ao incremento de
composições de custos do novo SICRO e a obtenção de valores
referenciais médios aderentes à realidade de mercado.
45
5 - Metodologia para definição dos 
custos de referência de mão de obra 
O novo método possibilita a apresentação bimestral de todos os custos
associados à mão de obra, divididos em salários, encargos sociais
básicos (Grupos A, B, C e D), encargos complementares (alimentação,
transporte, equipamentos de proteção individual ‐ EPI, ferramentas e
exames médicos ocupacionais), encargos adicionais (seguro de vida,
auxílio funeral, cesta básica, assist. médica) e condições especiais de
trabalho (extraordinário, noturno, insalubre, perigoso) , por categoria
profissional e unidade da federação;
Os salários médios são definidos para um período de um ano, para todas
as unidades da federação, por meio do estabelecimento de
equivalências entre as categorias profissionais do SICRO e da
Classificação Brasileira de Ocupações ‐ CBO. 46
47
Algumas categorias do SICRO não têm equivalência direta com a 
CBO, razão pelo qual tornou‐se necessária a adoção de outros 
critérios para formação dos salários.
48
Metodologia para definição dos custos 
de referência de mão de obra. 
49
S
IC
R
O
 2
Pesquisa de salários nas 
convenções coletivas de 
trabalho
24 categorias profissionais
Encargos trabalhistas 
comuns a todas as 
categorias profissionais N
O
V
O
 S
IC
R
O
Pesquisa no cadastro geral de empregados e 
desempregados (CAGED) do Ministério da 
Economia 
98 categorias profissionais
Encargos sociais diferenciados por categoria profissional
Encargos complementares (alimentação, epi, ...)
Encargos adicionais (cesta básica, assistência 
médica, seguro de vida)
Condições especiais de trabalho (extraordinário, 
insalubre, ...)
6 – Fator de Influência de Chuvas (FIC)
Para compensar a influência negativa da chuva e de
condições climáticas desfavoráveis sobre a produção dos
equipamentos e da mão de obra, o novo SICRO introduziua
variável Fator de Influência de Chuvas ‐ FIC, que deve ser
aplicado sobre o custo unitário de execução de alguns
serviços.
50
6- Fator de Influência de Chuvas (FIC)
A metodologia do SICRO estabelece que o FIC é
calculado pela seguinte fórmula:
FIC = fa x fp x fe x nd
Onde:
▷ fa representa o fator da natureza da atividade;
▷ fp representa o fator de permeabilidade do solo;
▷ fe representa o fator de escoamento superficial;
▷ nd representa o fator de intensidade das chuvas, que expressa o
percentual médio de dias efetivamente paralisados em função das chuvas.
51
6 – Fator de Influência de Chuvas
O volume 6 do Manual do DNIT se dedica especificamente
ao tema. Nele você encontrará a metodologia de cálculo e
todas as tabelas necessárias à definição dos fatores que
integram o cálculo do Fator de Influência de Chuvas (FIC). O
fator “standard” aparecerá no cabeçalho das composições
de custo dos serviços com acréscimo de custo devido à
influência da chuva na produção (exemplo a seguir). As
peculiaridades de cada caso deverão estar indicadas no
projeto, e trazidas ao cálculo do FIC pelo orçamentista por
meio do ajuste dos fatores.
52
Exemplo utilização do FIC
FIC=1,5x0,75x0,95x0,02961 = 0,03164 x R$ 2,7196= 0,0860
“fa” = 1,50 – Tabela 1 – fator natureza da atividade;
“fp”= 0,75 Tabela 2 – fator permeabilidade do solo- (inexistência de informação);
“fe”= 0,95 Tabela 3 – fator escoamento superficial – (ausência de informação);
“nd”= 0,02961 – Tabela 10 – fator intensidade de chuva média para o estado do 
RS. 53
Na execução de obras em rodovias já existentes, o volume
de tráfego provoca redução de produção dos serviços. Essa
redução é ainda mais acentuada na execução de obras
próximas aos perímetros urbanos.
Em função disso, o Sicro 2 adotava uma redução de 10,0%
no fator de eficiência dos serviços de restauração (0,75) em
relação ao de construção(0,83) rodoviária. Entretanto, nem
sempre a intensidade da interferência era à compatível com
a magnitude do referido fator de eficiência.
54
7 – Fator de Interferência de Tráfego (FIT)
7 – Fator de Interferência de Tráfego (FIT)
De forma a qualificar a utilização dos fatores de eficiência,
o SICRO propõe a utilização de um Fator de Interferência de
Tráfego ‐ FIT a ser aplicado no orçamento da obra para
adequação dos preços a essa situação.
O FIT é calculado a partir da apuração do volume médio
diário de veículos e da ocorrência de centros urbanos no
trecho da obra. Só deve ser utilizado se ocorrer a interdição
de faixas de rolamento ou se necessárias medidas
adicionais de segurança para prevenção de acidentes
55
7 – Fator de Interferência de Tráfego (FIT) 
56
Exemplo de cálculo do FIT
57
Inserção do FIT na composição
FIT = R$ 2,7196 x 0,097 = R$ 0,2638
58
8- Eliminação da distinção entre CCUs de 
Construção Rodoviária e Restauração
59
No SICRO 2 havia 
diferenciação entre as 
composições de 
construção, restauração e 
conservação. Os fatores de 
eficiência na produção de 
serviços eram de 0,83 para 
construção e de 0,75 para 
restauração e conservação, 
sem consideração de cada 
caso em particular. 
No NOVO SICRO não há 
mais essa diferenciação para 
construção e restauração. O 
fator de eficiência 
considerado é de 0,83, e é 
calculado o FIT quando há 
necessidade de interdição de 
pista e de medidas de 
segurança que reduzem o 
rendimento. O FIT é aplicado 
sobre o custo unitário (sem 
incidência em materiais) 
9- Alteração no método de cálculo de custo 
horário de equipamentos
60
Custos horários de Propriedade
- Depreciação (Dh)
- Custo dos juros da oportunidade do 
capital (Jh)
- Seguros e impostos (Ih)
Custos horários de Manutenção (Mh)
- Material rodante – pneus
- Partes de desgaste
- Reparos em geral
Custos horários de Operação
- Combustível (Cc)
- Filtros e lubrificantes
- Mão de obra de operação (Cmo)
Custo Horário Produtivo
CHP = Dh+Jh+Ih+Mh+Cc+Cmo
Custo Horário Improdutivo
CHI = Cmo+Ih+Dh+Jh
O SICRO 2 considerava somente 
o custo de mão de obra de 
operação para o custo horário 
improdutivo. O NOVO SICRO 
inclui os custos de propriedade. 
10 - Alteração da metodologia para
definição dos custos de referência
dos insumos da pesquisa de preços
61
SICRO 2
Menor 
preço
Novo SICRO
Tratamento 
Estatístico
Preço 
médio
Ampliação do 
universo 
amostral da 
pesquisa de 
preços
10 - Alteração da metodologia para
definição dos custos de referência
dos insumos da pesquisa de preços
Foi estabelecida também, a metodologia de preço estimado
por meio do cálculo dos custos de transporte em função da
distância média de transporte - DMT (Metodologia de
Frete), que consiste na estimativa do preço através da soma
do valor de aquisição, coletado na origem de
fabricação/fornecimento do insumo (Unidade da Federação
Fabricante - UFF), com o custo de frete da origem até o local
de utilização do insumo.
62
11. Eliminação da diferenciação de 
transporte local e comercial
O Sicro 2 diferenciava os transportes aceitando que a
interferência de trafego é maior no transporte local do que
no comercial, as curtas distâncias do transporte local
resultam em baixas velocidades enquanto o comercial em
função das distâncias maiores permite velocidades médias
maiores. Entretanto as aferições de campo mostraram que
essas premissas não se confirmam. Em função disso, o Novo
SICRO acabou com essa diferenciação, que se materializava
nos fatores de eficiência e nas velocidades médias.
63
11. Eliminação da diferenciação de 
transporte local e comercial
A nova metodologia, fixa o fator de eficiência único em 0,83.
Os custos referentes à carga, descarga e manobras passam a
ser considerados em composições de custos específicas.
Na ocasião do orçamento, na possibilidade de identificação
das origens e da natureza de aquisição dos insumos (CIF ou
FOB), o orçamentista define a quem caberá o custeio das
operações. As composições de custos de carga, descarga e
manobras na planilha de preços serão utilizadas apenas
quando a atividade de transporte for considerada a cargo
do executor. 64
11. Eliminação da diferenciação 
de transporte local e comercial
65
12. Inclusão de CCUs dos modais 
ferroviário e aquaviário
O novo SICRO apresenta composições de custos que
representam a execução de serviços de superestrutura
ferroviária e infraestrutura aquaviária. Tal inovação reflete
ineditismo e confirma o caráter multimodal conferido ao
DNIT desde a sua criação. Nos manuais no SICRO:
Volume 10 – Manuais Técnicos
Conteúdo 9 – Ferrovias, Conteúdo 10 – Hidrovias
Volume 11 – Composições de Custos
66
13. Ajustes nos fatores de correção
67
14. Metodologia para definição dos custos 
de referência para aquisição e transporte 
de materiais asfálticos
68
- Preços médios disponibilizados pela ANP
- Binômio “Aquisição +Transporte”
- Três origens diferentes e com maior proximidade da obra
CUSTO DOS PRODUTOS ASFÁLTICOS
- Emulsões Asfálticas
- Asfaltos modificados
(preços Estaduais)
- Cimento Asfáltico de Petróleo ( CAP)
- Asfalto Diluído de Petróleo (ADP)
Origens: bases de 
industrialização 
mais próximas à 
obra.
Origem: Refinarias ou 
capitais
15. Atualização das equações tarifárias de 
transporte rodoviário dos materiais asfálticos
▷ No NOVO SICRO não há mais a distinção entre o 
transporte a frio, e a quente
69
16. Criação de equações tarifárias de 
transporte fluvial dos materiais asfálticos
▷ Transporte com utilização de empurrador e balsas com tanques isotérmicos
(Alternativa 01)
▷ Transporte com utilização de empurrador e balsa de convés com cavalo
mecânico e semi reboques com tanques isotérmicos (Alternativa 02)
70
17. Alteração na parcela de 
Bonificação e Despesas Indiretas
71
BDI OBRAS ONERADAS
72
BDI OBRAS DESONERADAS
73
Legendas BDI Obras
▷ PV = preço de venda
▷ CD = Custo direto
▷ DF = Despesa financeira
Para as DESONERADAS, DF função da SELIC: 
▷ DF = [(1+SELIC)1/12-1]sobre (PV-Lucro)
*Para uma SELIC de 6,5% a.a = (1+0,065)1/12-1= 
0,53% sobre(PV-Lucro) = tabela exemplo.
74
18. Metodologia para definição dos Custos 
de Canteiros de Obras
▷ As variáveis para cálculo do custo são a NATUREZA e o
PORTE da obra, e o TIPO das instalações do canteiro.
▪ NATUREZA OBRA= construção, restauração ou
conservação rodoviária; construção ou reforço de obras
de arte especiais; construção ferroviária.
▪ PORTE OBRA= pequeno, médio ou grande
▪ TIPO INSTALAÇÃO= FIXO (montados in loco -
provisório, permanente ou adaptado) ou MÓVEL (pré
fabricados - conteiner ou barco hotel).
75
76
Exemplo de canteiro tipo
77
SEGUNDA PARADA!Nesse momento te remetemosaos Manuais do SICRO. O
Volume 7 dos Manuais de
Custos de Infraestrutura de
Transporte do DNIT se dedica
aos Canteiros de Obras. É
neles que você vai encontrar
toda a lógica de cálculo dos
diversos tipos de canteiro de
obras e as tabelas com os
fatores das equações que se
apresenta a seguir.
78
Equação para Instalação TIPO FIXO
79
Equação para instalação TIPO MÓVEL
80
19. Metodologia para definição dos custos 
de Administração Local
A necessidade de maior detalhamento dos custos
envolvidos e as recomendações dos órgãos de controle,
motivaram a pesquisa e o desenvolvimento de uma
metodologia para definição dos custos de referência da
administração local de obras de infraestrutura de
transportes em função do seu porte, natureza e
características.
81
19. Metodologia para definição dos custos 
de Administração Local
O Acórdão nº 2.622/2013‐TCU‐Plenário orienta os órgãos
da Administração Pública Federal a estabelecer critério
objetivo de medição para a administração local das obras,
abstendo‐se de remuneração por valores fixos mensais.
Dessa forma, sugere que os pagamentos referentes à
administração local sejam realizados conforme a execução
financeira da obra.
82
TERCEIRA PARADA!Nesse momento te remetemos novamente aos Manuais do 
SICRO. O Volume 8 dos 
Manuais de Custos de 
Infraestrutura de Transporte 
do DNIT se dedica à 
Administração Local. Nele 
você vai encontrar a 
metodologia e toda a lógica de 
cálculo da Administração Local.
83
MÃO DE OBRA -
função do porte e 
natureza das obras
84
PARCELA FIXA
PARCELA 
VINCULADA
PARCELA 
VARIÁVEL
Manutenção do 
canteiro de 
obras e 
acampamento
Gerência técnica e administrativa 
– Engenheiro, gestores 
administrativos, supervisores, etc.
Atividades específicas –
encarregados de produção 
(mestres de obra e encarregados), 
equipes de topografia e de 
medicina e segurança do trabalho.
Frentes de serviço, controle 
tecnológico e manejo florestal
Pedreiro,eletricista, servente, 
operador moto niveladora, 
motorista caminhão tanque
VEÍCULOS
EQUIPAMENTOS
DESPESAS 
DIVERSAS – água, luz, 
cópias, aluguéis, segurança 
e vigilância
ADMINISTRAÇÃO 
LOCAL
QUARTA PARADA
Concluída a apresentação das 
alterações introduzidas no 
sistema pelo NOVO SICRO. 
No material de apoio você vai 
encontrar um exercício de 
fixação, cujo objetivo é o 
ajuste de uma composição de 
custo unitário após a 
introdução dos fatores FIT e 
FIC. 
85
• Novo SICRO x SICRO 2
• Manuais e Documentação Técnica
• Planilha de Excel editável
• O que mudou no Novo Sicro. Abordagem dos 19 
pontos.
• Conclusão
Resumo da 
videoaula
Créditos
Conteudistas & Docentes
▷ Francisco Marcelo Assunção de Queiroz (TCE-RN)
▷ Maurício Vinagre Maia (TCE-RJ)
▷ Messias Anain Almeida Faria (TCM-GO)
▷ Omar da Silveira Neto (TCE-RS)
▷ Paulo Augusto Daschevi (TCE-PR)
Coordenação do Programa
▷ Chrislayne Moraes (IRB)
▷ Karen Estefan Dutra (TCE-RJ)
Coordenação Pedagógica
▷ Marcia Araujo Calçada (TCE-RJ)
Apoio:Realização:
Créditos
Este curso foi desenvolvido tendo como principal referência o
curso Auditoria de Obras Públicas ofertado pelo Instituto
Serzedello Corrêa - ISC, Escola Superior do Tribunal de Contas da
União - TCU, no período de setembro à dezembro de 2020.
Aproveitamos para agradecer ao ISC/TCU e seus docentes pela
parceria.
Apoio:Realização:

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