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Aula 05 - Movimentos Literários - Parte V_P_64

Aula 05 de Literatura Nacional (Senado Federal — Técnico/Policial Legislativo). Aborda Parnasianismo, Simbolismo e Pré‑Modernismo; contextualização histórica; autores e obras no Brasil e em Portugal; quadros sinópticos; movimentos artísticos; lista de questões, gabarito e comentários.

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Aula 05
Senado Federal (Técnico - Policial
Legislativo) Literatura Nacional -
Cebraspe 2022
Autor:
Luana Signorelli
10 de Dezembro de 2021
03164915195 - Willy Clayton Alves dos Santos
1 
 
Sumário 
Introdução ............................................................................................................................................... 3 
1 – Contextualização ............................................................................................................................. 3 
2 – Parnasianismo ................................................................................................................................... 6 
2.1 – Autores e Obras do Parnasianismo ..................................................................................... 10 
3 – Simbolismo ...................................................................................................................................... 15 
3.1 – Autores e Obras do Simboslimo .......................................................................................... 16 
4 – Pré-Modernismo ............................................................................................................................. 21 
4.1 – Autores e Obras do Pré-Modernismo ................................................................................. 23 
5 –Movimentos Literários de Transição em Portugal ............................................................................ 31 
6 – Movimentos Artísticos no Geral ...................................................................................................... 32 
6.1 – Impressionismo ................................................................................................................... 33 
6.2 – Art Nouveau ......................................................................................................................... 33 
6.3 – Vanguardas .......................................................................................................................... 34 
7 – Crítica Literária .............................................................................................................................. 36 
8 – Lista de Questões ........................................................................................................................... 39 
9 – Gabarito ........................................................................................................................................ 47 
10 – Questões Comentadas ................................................................................................................. 47 
11 – Referências Bibliográficas ............................................................................................................ 59 
12 – Considerações FInais .................................................................................................................... 61 
 
 
 
 
 
Luana Signorelli
Aula 05
Senado Federal (Técnico - Policial Legislativo) Literatura Nacional - Cebraspe 2022
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2 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professora Luana Signorelli 
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 YouTube: Professora Luana Signorelli 
 TikTok: @luanasignorelli1 
 
 
Luana Signorelli
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==5e4da==
3 
 
INTRODUÇÃO 
Olá, prezados concurseiros. 
Hoje nós vamos dar continuidade ao nosso Curso de Literatura para Técnico 
Legislativo/Policial Legislativo – Senado Federal 2022 em teoria e questões. Lembrem-se sempre do 
nosso lema: 
 
O segredo do sucesso é a constância no objetivo. 
 
Segundo o nosso cronograma de aulas, hoje estudaremos o seguinte: 
 
AULA TÓPICOS ABORDADOS 
 
 
Aula 05 
Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo 
Movimentos literários de transição (fim do século XIX e começo do século 
XX). Contexto geral da época. Portugal: Simbolismo e movimentos pré-
modernos. Brasil: Simbolismo (Cruz e Souza e Alphonsus Guimaraens), 
Parnasianismo (Olavo Bilac; Alberto de Oliveira; Raimundo Correia e 
Francisca Júlia) e Pré-Modernismo (Euclides da Cunha; Lima Barreto; Júlia 
de Almeida e Augusto dos Anjos). 
 
Hoje abordaremos quadros sinópticos de obras mais importantes. O quadro sinóptico é um 
material de apoio que irá poder ajudá-los pouco antes da prova, por se tratar de conteúdos grandes 
com muita informação. Tanto é que se quiserem ler a obra inteira, cuidado com os spoilers. Hoje em 
particular, vamos fazer a interpretação de texto e a análise sintática ao longo da própria aula. 
 
Então, vamos lá, não percamos tempo! 
 
1 – CONTEXTUALIZAÇÃO 
Para quem viveu a virada do século XX para o XXI sabe que geralmente nessas ocasiões da 
humanidade predominam dois sentimentos contraditórios: ou um completo êxtase, uma alegria, 
uma emoção por estar presenciando um fato histórico ou um medo diante do desconhecido. Era 
mais ou menos assim que também se sentiam as pessoas na virada do século XIX para o XX. 
Nesse período, houve uma determinada forma de expressão no plano artístico. Em termos de 
estilo, segue a tradição do le fin de siècle (o fim de século) e da la décadence (a decadência), 
movimentos originalmente franceses que pretendiam representar a onda de pessimismo, declínio e 
a atmosfera sufocante dessa época. Romances que são exemplos disso são Madame Bovary (1856) 
do francês Gustave Flaubert e Anna Kariênina (1877) do russo Tolstói, obras que anteviram e 
anteciparam essa temática. E ainda Os Buddenbrooks (1901), do alemão Thomas Mann, traz temas 
semelhantes acerca da falência de uma família. Logo, a tendência se propagou e esses movimentos 
não se restringiram localmente, mas sim se generalizaram. 
Entre os artistas dessa geração, prevaleciam os seguintes aspectos: 
Luana Signorelli
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4 
 
 Pessimismo diante de tantas teorias científicas do século XIX que tanto prometiam, mas 
que só acabaram acentuando problemas, como a desigualdade, por exemplo; 
 O movimento literário do Simbolismo surgiu como uma reação ao materialismo e à 
racionalidade do século XIX; 
 Havia uma parte dos jovens que adotou uma postura revolucionária e rebelde. 
Reivindicavam basicamente a queda de regimes monárquicos e proclamavam o republicanismo; 
 Porém, muitos sofriam de desânimo e tédio para com a vida burguesa. Muitos desses 
artistas procuravam negar a própria classe e até a vida, com isso procurando saídas como fuga da 
realidade; uso (mais ou menos) exagerado de drogas e apelavam até mesmo para o suicídio. 
 
Na transição do século XIX para o XX ocorreram simultaneamente 
vários movimentos literários. Já estudamos anteriormente os 
movimentos prosaicos (nos quais se escreveu prosa): Realismo e 
Naturalismo. Na aula de hoje, vamos estudar os poéticos: 
Parnasianismo e Simbolismo. E também um movimento de transição 
do início do século XX: o Pré-Modernismo. Por isso, vamos fazer uma 
revisão sobre os movimentos do Realismo e ao Naturalismo. 
 
REALISMO NATURALISMO 
Origem: França (1857) 
Gustave Flaubert – Madame Bovary 
Origem: França (1867) 
Émile Zola – Thérèse Raquin 
Representava desvios morais. Representava desvios sociais e sexuais, 
mazelas. 
Romance documental, fotografa a realidade 
para dar impressão de vida real, psicologismo. 
Retrato da alta burguesia da segunda metade 
do século XIX. 
Romance experimental, que pretende 
apoiar-se na experimentação científica e 
numa tese, no determinismo, no 
evolucionismo,no homem é fruto do meio. 
Impassibilidade. Narrador em um ângulo 
neutro, não há interesse em agradar ao 
público, mas sim em retratar a realidade tal 
qual ela é. 
Arte engajada, preocupações políticas e 
sociais. 
Seleciona os temas, tem aspirações estéticas. Detém-se nos aspectos mais torpes e 
degradantes. 
Reproduz a realidade exterior bem como a 
interior, por meio da análise psicológica. 
Centra-se nos aspectos externos: atos, 
gestos, ambientes, personagens e seus 
instintos, animalização, zoomorfismo. 
Volta-se para a psicologia, para o indivíduo. 
Nomes: Dom Casmurro, Quincas Borba, 
Memórias póstumas de Brás Cubas. 
Volta-se para o coletivo, para a biologia, a 
patologia, centra-se mais no social. 
Retrata e critica as classes dominantes, a alta 
burguesia. 
Espelha camadas inferiores: o proletariado, 
os marginais, o povão. 
É indireto na interpretação, o leitor tira as 
suas conclusões: sutil, sugere. 
É direto na interpretação, expõe conclusões, 
cabendo ao leitor aceitá-las ou discuti-las: 
grotesco, mostra. 
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Stéphane Mallarmé (1842-1898) foi de uma geração em que os 
poetas publicavam muito em revistas. Um lance de dados, uma 
reflexão sobre o acaso, por exemplo, surgiu primeiramente na revista 
Cosmopolis em 1897. Outra obra conhecida dele foi Tarde de um 
fauno (1876), que foi musicado por Claude Debussy. Seus temas eram 
obscuros, existencialistas e filosóficos. A obra Igitur (1925) já é tardia 
e traz no título um conectivo em latim. Consiste em prosa poética. 
 
 
Paul Verlaine (1844-1896) foi um poeta do simbolismo francês. 
Envolveu-se com outro poeta de sua geração, Arthur Rimbaud. 
Versos dele servem como epígrafe para o Livro de Mágoas de 
Florbela Espanca: “Isolados de amor assim que se bebe o 
negro/Nossos dois corações exalam sua ternura pacífica/Serão 
dois rouxinóis que cantão ao pôr do sol” (livre tradução). Principais 
obras: Poemas Saturnianos (1866) e Os poetas malditos (1884). 
Alguns deles são encontrados na versão brasileira: A voz dos 
botequins e outros poemas (2009). 
 
Arthur Rimbaud (1854-1891) estudou latim. Começou a 
traduzir os clássicos, mas depois tomou uma posição contra os 
parnasianos. Viveu em época turbulenta, como a Comuna de 
Paris (1871). Suas principais obras são e Temporada no inferno 
(1873) e Vogais (1883). Em português, há uma obra chamada 
Rimbaud livre, que é tradução dos Irmãos Campos: “A negro, E 
branco, I rubro, U verde, O azul, vogais” (RIMBAUD, 2013, p. 37). 
 
Grande preocupação com o estilo. O estilo é relegado ao segundo plano; no 
primeiro, há denúncia. 
NA FRANÇA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Charles Baudelaire (1821-1867) foi um célebre poeta francês. Morreu 
aos 46 anos de idade. Teve uma vida desregrada desde criança. Foi 
expulso do colégio, fez uma expedição à Índia, retorna à França onde 
vive em completa boemia com o colega Jeanne Duval. Principais obras: 
Flores do mal (1857); Paraísos artificiais (1860) e O Spleen de Paris: 
pequenos poemas em prosa (1869). O spleen definia o estado de 
melancolia. Era reconhecido como um dândi pelo seu requinte. 
 
 
 
 
Guillaume Apollinaire (1880-1918) é considerado o pai do movimento 
literário do Concretismo. Foi influenciado pela vanguarda do cubismo; 
Pablo Picasso foi seu colaborador direto. Sua obra-prima é Caligramas, 
publicados em 1918 após a Primeira Guerra Mundial, idealizado para ser 
justamente uma mistura de caligrafia e ideograma. 
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O Parnasianismo inspira seu nome no Monte Parnaso. 
Segundo a Mitologia, o monte Parnaso era uma das 
residências de Apolo e as nove musas. Nesse local, é 
produzida poesia e outras artes. Os parnasianos tinham 
proximidade com a cultura greco-latina, além de se 
inspirarem na ideia de poesia enquanto arte elevada. 
(Deus Apolo, da Mitologia Grega. Fonte: Shutterstock). 
 
 
 
2 – PARNASIANISMO 
O Parnasianismo é um movimento literário contemporâneo ao Realismo e ao Naturalismo. Se 
vocês estão lembrados da nossa aula de Realismo + Naturalismo, devem se recordar que não havia 
poesia naqueles movimentos literários. Os parnasianos eram quem produziam poesia naquele 
momento. 
Lembrem-se de que esse é um momento de valorização do pensamento científico. No 
Parnasianismo, porém, não há interesse em produzir uma crítica social a partir das teses científicas 
(como no Naturalismo) ou de utilizar a literatura ficcional como espelhamento da sociedade (como 
no Realismo). 
Ainda assim, a poesia parnasiana mantém a tendência de olhar para o mundo de maneira 
objetiva. Procura-se afastar da emotividade e idealização buscando referenciais no cotidiano, tanto 
em objetos quanto em cenas/passagens. 
A influência do pensamento científico na poesia parnasiana está na rigidez formal e na 
formalidade da linguagem. Os parnasianos valorizam aquilo que a língua tem de mais estrutural e 
lógico: a palavra. O cuidado com a forma da poesia é fundamental para essa escola literária. Esses 
escritores se filiam à ideia de arte pela arte, ou seja, o objetivo do fazer artístico é ele mesmo. A arte 
não tem outra função que não estética. Um poema deve ser bom e belo, não servir a objetivos 
didáticos, morais, sentimentais ou pedagógicos. 
Os poetas parnasianos comparam a si mesmo com um ourives. O 
ourives é o profissional que talha e lapida joias, que trabalha com ouro. Para 
que o ouro se torne uma joia, não basta apenas confiar na beleza do material. 
É preciso que haja esforço do artista, trabalho duro em cima do material, para 
que ele se transforme. Com a poesia, ocorre o mesmo. É preciso muito 
trabalho do poeta para que a obra de arte seja gerada. Para eles, na hora de 
criar uma obra de arte, a transpiração é mais importante que a inspiração. 
 
 
 
 
 
 
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO 
 
 
Vejam um exemplo de poesia parnasiana com essas características: 
 
Vaso Chinês 
Alberto de Oliveira 
Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, 
Casualmente, uma vez, de um perfumado 
Contador sobre o mármor luzidio, 
Entre um leque e o começo de um bordado. 
• O objetivo da obra de arte é ser boa e bela em si mesma.
• A arte não deve buscar ser didática, sentimental ou pedagógica.
ARTE PELA ARTE
• A obra poética deve ser trabalhada para ser o mais perfeita possível no campo da
forma. Logo, o perfeccionismo era uma obsessão.
BUSCA PELA PERFEIÇÃO
• Os temas da poesia parnasiana são próximos do cotidiano, buscando descrevê-los de
maneira detalhada, analisando sob diversos ângulos, inspirando-se no método
científico.
CIENTIFICISMO E POSITIVISMO
• Uso de rimas ricas e palavras raras, com um vocabulário rebuscado.
• Preocupação com a métrica e a versificação, sendo que a métrica preferida é o verso
alexandrino (de doze sílabas).
• As rimas são regulares.
• Soneto é a forma preferida.
CULTO À FORMA E ÀS ESTRUTURAS FIXAS
• Os poetas produzem obras fortemente detalhadas, muitas vezes descrevendo 
objetos ou situações com precisão. 
• Há uma busca pela descrição mais objetiva, inspirada na observação científica. 
DESCRIÇÃO DETALHADA
• Cotidiano (tanto objetos quanto paisagens).
• Cultura clássica (mitologia greco-latina).
• Fatos históricos.
TEMAS
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Fino artista chinês, enamorado, 
Nele pusera o coração doentio 
Em rubras flores de um sutil lavrado, 
Na tinta ardente, de um calor sombrio. 
 
Mas, talvez por contraste à desventura, 
Quem o sabe?... de um velho mandarim 
Também lá estava a singular figura. 
 
Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a, 
Sentia um não sei quê com aquele chim 
De olhos cortados à feição de amêndoa. 
 
Nesse poema, há a descrição de um vaso chinês. Um objeto do cotidiano, portanto, é tratado 
como assunto suficientemente importante para os parnasianos. O poeta trata da sua admiração ao 
ver o quadro que é descrito em detalhes: as cores, os desenhos, o lugar em que ele se encontrava. 
Percebam também que há regularidade no escrito. Além de usar a forma fixa do soneto, o 
poeta também mantém regularidade na rima e na métrica. Veja um exemplo de escansão do poema 
e perceba que todos os versos possuem 10 sílabas: 
 
 
Es / tra/ nho / mi/ mo a / que / le / va/ so! / Vi-o, (10 sílabas poéticas) 
Ca/ sual/ men/ te, u/ ma / vez, / de um / per/ fu/ ma /do (10 sílabas poéticas) 
Con / ta/ dor / so/ bre o / már / mor / lu/ zi / di /o, (10 sílabas poéticas) 
En / tre um / le/ que e o / co/ me/ ço / de um / bor/ da /do. (10 sílabas poéticas) 
 
 
 
 
 
 Soneto: poema de 14 versos, organizados em quatro estrofes. As duas primeiras estrofes 
são quartetos (4 versos por estrofe) e as duas últimas estrofes são tercetos (três versos por 
estrofe). 
 Escansão: contar as sílabas do poema até a última sílaba tônica, ou seja, a sílaba forte da 
última palavra do verso. Por vezes, unem dois sons em uma única sílaba, processo chamado 
de elisão ( ). 
 
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Além do conhecimento sobre métrica e escansão, é 
importante para essa aula revisar figuras de linguagem. São 
temas que já abordamos em aulas anteriores. 
 
 
 
 
TIPOS DE VERSOS MAIS COMUNS 
NOME DO VERSO QUANTIDADE DE SÍLABAS POÉTICAS 
Dissílabo Duas sílabas poéticas 
Trissílabo Três sílabas poéticas 
Tetrassílabo Quatro sílabas poéticas 
Pentassílabo ou redondilha menor Cinco sílabas poéticas 
Hexassílabo ou heroico quebrado Seis sílabas poéticas 
Heptassílabo ou redondilha maior Sete sílabas poéticas 
Octassílabo Oito sílabas poéticas 
Eneassílabo Nove sílabas poéticas 
Decassílabo ou heroico Dez sílabas poéticas 
Hendecassílabo Onze sílabas poéticas 
Dodecassílabo ou alexandrino Doze sílabas poéticas 
Bárbaro Treze ou mais sílabas poéticas 
 
APOIOS RÍTMICOS 
NOME DO VERSO NÚMEROS DAS SÍLABAS POÉTICAS DE APOIO 
Trissílabo 1; 1-3 
Tetrassílabo 4; 1-4; 2-4 
Pentassílabo ou redondilha menor 2-5; 3-5; 1-5; 1-3-5; 1-2-5 
Hexassílabo ou heroico quebrado 2-4-6; 2-6; 1-3-6; 1-4-6; 1-6; 3-6 
Heptassílabo ou redondilha maior 2-5-7; 2-4-7; 3-7; 4-7; 1-7 
Octassílabo 1-4-8; 2-4-8; 4-6-8; 3-6-8; 2-4-6-8; 1-3-5-8 
Eneassílabo 1-4-6-9; 1-4-9; 1-3-6-9; 3-6-9 
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Olavo Bilac (1865-1918) é o principal 
poeta parnasiano brasileiro. Além da 
literatura, possuía participação cívica 
efetiva. Foi autor do Hino à Bandeira. Era 
chamado de “príncipe dos poetas 
brasileiros”. 
Seus dois poemas mais conhecidos 
são Ora (direis ouvir estrelas e Língua 
portuguesa. 
Perceba uma característica forte do 
Parnasianismo no poema Língua 
Portuguesa: a influência da literatura 
greco-latina. 
O poeta se refere à língua portuguesa 
como “a última flor do Lácio”. O Lácio é 
uma região da Itália onde se falava uma 
variante vulgar do latim. Essa variante deve 
ter sido a origem do Português. 
 
Decassílabo ou heroico Heroico: 6-10; 
Sáfico: 4-6-10; 
Provençal: 4-7-10. 
Hendecassílabo 2-5-8-11; 3-5-9-11 
Dodecassílabo ou alexandrino 4-8-12; 2-4-8-12; 1-4-8-12 
2.1 – Autores e Obras do Parnasianismo 
Olavo Bilac 
 
XIII 
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo 
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, 
Que, para ouvi-las, muita vez desperto 
E abro as janelas, pálido de espanto... 
 
E conversamos toda a noite, enquanto 
A via-láctea, como um pálio aberto, 
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, 
Inda as procuro pelo céu deserto. 
 
Direis agora: "Tresloucado amigo! 
Que conversas com elas? Que sentido 
Tem o que dizem, quando estão contigo?" 
 
E eu vos direi: "Amai para entendê-las! 
Pois só quem ama pode ter ouvido 
Capaz de ouvir e de entender estrelas". 
 
Língua portuguesa 
Última flor do Lácio, inculta e bela, 
És, a um tempo, esplendor e sepultura: 
Ouro nativo, que na ganga impura 
A bruta mina entre os cascalhos vela... 
 
Amo-te assim, desconhecida e obscura, 
Tuba de alto clangor, lira singela 
Que tens o trom e o silvo da procela, 
E o arrolo da saudade e da ternura! 
 
Amo o teu viço agreste e o teu aroma 
De virgens selvas e de oceano largo! 
Amo-te, ó rude e doloroso idioma, 
 
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”, 
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E em que Camões chorou, no exílio amargo, 
O gênio sem ventura e o amor sem brilho! 
 
 
 
(Questão Autoral – Professora Luana Signorelli – 2020) 
Raiva o incêndio. A ruir, soltas, desconjuntadas, 
As muralhas de pedra, o espaço adormecido 
De eco em eco acordando ao medonho estampido, 
Como a um sopro fatal, rolam esfaceladas. 
 
E os templos, os museus, o Capitólio erguido 
Em mármore frígio, o Foro, as eretas arcadas 
Dos aquedutos, tudo as garras inflamadas 
Do incêndio cingem, tudo esboroa-se partido. 
 
Longe, reverberando o clarão purpurino, 
Arde em chamas o Tibre e acende-se o horizonte... 
– Impassível, porém, no alto Palatino, 
 
Nero, com o manto negro ondeando ao ombro, assoma 
Entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte, 
Lira em punho, celebra a destruição de Roma. 
Disponível em: https://tinyurl.com/yaxymyp5. 
Acesso em: 20 jul. 2020. 
A partir do trecho, julgue os itens a seguir. 
1) Nero conseguiu ver algo que ninguém via e teve uma atitude inusitada diante da catástrofe. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário. 
Atenção: e nem só de temas mitológicos se fez o Parnasianismo. Este soneto se chama “O 
incêndio de Roma” de Olavo Bilac; portanto, um tema histórico. Enquanto governador e suposto 
responsável por tomar medidas quanto ao incêndio, Nero adota uma postura imprevisível, o que é 
inferido a partir do último terceto e já um pouco antes dela: “– Impassível, porém, no alto Palatino”. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
2) Ao passo que Roma estava se incendiando pela primeira vez, Nero apreciava a paisagem. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/interdisciplinaridade. 
Ele tocava um instrumento musical (lira). A paisagem é descrita pelo eu lírico, que não 
necessariamente é o próprio Nero. O que é conhecido como Grande Incêndio de Roma aconteceu 
em 64 d. C. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
Luana Signorelli
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12 
 
O poeta Alberto de Oliveira (1857-
1937) era farmacêutico, porém acabou se 
dedicando à poesia. 
Suas poesias são focadas 
principalmente na descrição de objetos e de 
ambientes da natureza. O poema Vaso 
Grego é uma de suas obras mais conhecidas 
e que expõe de modo mais contundente 
diversas máximas do Parnasianismo: 
 Temática greco-latina. 
 Estrutura formal rígida, fazendo 
uso do soneto e dos versos de 10 sílabas 
poéticas. 
 Vocabulário rebuscado,fazendo 
uso de palavras menos comuns, tornando a 
linguagem mais trabalhada. 
 
O poeta Raimundo Correia (1859 – 
1911) é outro dos poetas parnasianos mais 
populares no Brasil. 
Boa parte de seus poemas segue a 
linha temática dos outros poetas: as 
imagens e objetos do cotidiano e a 
inspiração na cultura clássica. A diferença de 
Raimundo para os outros dois poetas é seu 
forte traço pessimista, frequentemente 
desiludido com a vida. 
O poema “As Pombas” esteve no 
centro de uma grande polêmica: ele foi 
acusado de plágio, por ser uma tradução de 
um poema de Theóphile Gautier, poeta 
parnasiano europeu. 
 
3) O poema contrasta entre a beleza criada pela arquitetura humana e a tragédia natural. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário. 
Não se sabe qual foi a causa desse incêndio especificamente. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 Alberto de Oliveira 
Alberto de Oliveira – Vaso Grego 
Esta de áureos relevos, trabalhada 
De divas mãos, brilhante copa, um dia, 
Já de aos deuses servir como cansada, 
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. 
 
Era o poeta de Teos que a suspendia 
Então e, ora repleta ora, esvazada, 
A taça amiga aos dedos seus tinia 
Toda de roxas pétalas colmada. 
 
Depois... Mas o lavor da taça admira, 
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas 
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, 
 
Ignota voz, qual se da antiga lira 
Fosse a encantada música das cordas, 
Qual se essa voz de Anacreonte fosse. 
 
 Raimundo Correia 
As pombas 
Vai-se a primeira pomba despertada... 
Vai-se outra mais... mais outra... enfim 
[dezenas 
Das pombas vão-se dos pombais, apenas 
Raia sanguínea e fresca a madrugada... 
 
E à tarde, quando a rígida nortada 
Sopra, aos pombais, de novo elas, serenas, 
Ruflando as asas, sacudindo as penas, 
Voltam todas em bando e em revoada... 
 
Também dos corações onde abotoam 
Os sonhos, um a um, céleres voam, 
Como voam as pombas dos pombais; 
 
No azul da adolescência as asas soltam, 
Fogem... Mas aos pombais as pombas [voltam, 
Luana Signorelli
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E eles aos corações não voltam mais... 
 
Os três poetas formam a chamada tríade parnasiana, grupo dos três poetas 
parnasianos mais conhecidos. Porém, também consta a produção de Francisca Júlia. 
(Questão Autoral – Professora Luana Signorelli – 2020) 
Mal secreto 
Se a cólera que espuma, a dor que mora 
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, 
Tudo o que punge, tudo o que devora 
O coração, no rosto se estampasse; 
 
Se se pudesse, o espírito que chora, 
Ver através da máscara da face, 
Quanta gente, talvez, que inveja agora 
Nos causa, então piedade nos causasse! 
 
Quanta gente que ri, talvez, consigo 
Guarda um atroz, recôndito inimigo, 
Como invisível chaga cancerosa! 
 
Quanta gente que ri, talvez existe, 
Cuja ventura única consiste 
Em parecer aos outros venturosa! 
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995. 
 
Após a leitura do soneto parnasiano, julgue os itens subsequentes. 
1) O vocábulo do título do poema é construído a partir de um substantivo (“secreto”) e um advérbio 
de modo (“mal”). 
Comentários 
 Questão de Gramática aplicada à Literatura. 
Cuidado: “secreto” no título está sendo usado como adjetivo para concordar em gênero, 
número e grau com o substantivo ao qual se refere: “mal”. Muito embora estes termos possam 
assumir as funções descritas na alternativa, isto não ocorre aqui neste contexto. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
2) O Parnasianismo é um movimento literário esteticista do fim do século XIX que preza muito pela 
forma. Porém, neste poema, o eu lírico também contesta que o conteúdo é importante, por meio 
do descaso com o sentimento alheio. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário. 
Luana Signorelli
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Pelo contrário: o eu lírico levanta a hipótese de que se as pessoas mostrassem mais suas 
essências em vez de aparências nossa reação quanto aos sentimentos delas mudaria. O que prevalece 
no poema é o jogo entre essência e aparência. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
Francisca Júlia 
Francisca Júlia (1871-1920) foi uma poetisa brasileira, nascida no interior de São Paulo. 
Começou escrevendo o Livro da Infância (1899), dedicado à educação em escolas públicas do estado. 
Suas principais obras são Mármores (1895) e Esfinges (1921). 
 
 
 
Musa! um gesto sequer de dor ou de sincero 
Luto jamais te afeie o cândido semblante! 
Diante de um Jó, conserva o mesmo orgulho; e diante 
De um morto, o mesmo olhar e sobrecenho austero. 
 
Em teus olhos não quero a lágrima; não quero 
Em tua boca o suave e idílico descante. 
Celebra ora um fantasma anguiforme de Dante, 
Ora o vulto marcial de um guerreiro de Homero. 
 
Dá-me o hemistíquio d'ouro, a imagem atrativa; 
A rima, cujo som, de uma harmonia crebra, 
Cante aos ouvidos d'alma; a estrofe limpa e viva; 
 
Versos que lembrem, com seus bárbaros ruídos, 
Ora o áspero rumor de um calhau que se quebra, 
Ora o surdo rumor de mármores partidos. 
 
De musa passiva do poema, mero objeto de representação, o eu lírico feminino agora é aquele 
quem fala da musa, fonte de inspiração. As Musas também são criaturas mitológicas, fonte de 
inspiração para os poetas. Então, é como se o eu lírico estivesse invocando inspiração para si. Já na 
Ilíada de Homero, as Musas são aclamadas logo nos primeiros versos (o Canto I é uma invocação às 
musas). Porém, essa musa, em vez de inspirar, é inspirada. A questão do sofrimento feminino é 
retratada. Ou eu lírico exorta coragem da musa, clamando que ela nunca padeça. 
Há intertextualidade bíblica, pois Jó é uma figura que muito sofreu e foi testado pela 
divindade superior. Logo, força e coragem são sentimentos universais, não só masculinos, mas que 
podem ser femininos também. O eu lírico eleva a musa à condição dos homens que muito sofreram, 
mas superaram essa fase. Pois essa musa, para fazer jus a seu nome, deveria lembrar as 
representações épicas do poeta clássico Dante e justamente de Homero. 
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De tão clássica imitaria uma forma poética grega, o hemistíquio (metade de um verso 
alexandrino). O poema revela-se metalinguístico e o eu lírico parece, afinal, querer mesmo pedir por 
inspiração. Porém, a musa deve ser forte para ser capaz de fornecer essa inspiração. 
O eu lírico deseja escrever versos que falem de ruptura, imagens compostas pelo calhau 
quebrado e o mármore partido. O foco do soneto se concentra na preocupação do eu lírico em 
fortalecer a musa primeiramente para que assim ela esteja em condições elevadas, capaz de tornar 
elevados também os versos produzidos. 
3 – SIMBOLISMO 
Na mesma época em que o Realismo, o Naturalismo e o Parnasianismo, surge mais um 
movimento literário: o Simbolismo. 
Ao longo do tempo, o homem viveu sob a ideia de que o progresso científico e tecnológico 
sempre levaria à evolução, ou seja, seríamos melhores na medida em que tivéssemos uma sociedade 
mais tecnológica. De fato, a tecnologia foi capaz de melhorar nossa vida e facilitar nossas ações 
cotidianas. A tecnologia, porém, não foi capaz de solucionar alguns problemas essenciais aos seres 
humanos: a igualdade não foi alcançada, não fomos capazes de eliminar a pobreza e ainda passamos 
por momentos de guerra e conflito intenso. Muitas vezes, inclusive, a tecnologia parece estar no 
centro de diversos desses problemas.É dessa frustração com a racionalidade e o pensamento 
científico que surge o Simbolismo. 
 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO SIMBOLISMO 
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Vejam um exemplo de poema simbolista com essas características: 
 
Dilacerações 
Cruz e Sousa 
Ó carnes que eu amei sangrentamente, 
ó volúpias letais e dolorosas, 
essências de heliotropos e de rosas 
de essência morna, tropical, dolente… 
 
Carnes, virgens e tépidas do Oriente 
do Sonho e das Estrelas fabulosas, 
carnes acerbas e maravilhosas, 
tentadoras do sol intensamente… 
 
Passai, dilaceradas pelos zelos, 
através dos profundos pesadelos 
que me apunhalam de mortais horrores… 
• A religiosidade é um tema frequente para os autores simbolistas.
• Outros temas espirituais e metafísicos, como a morte, por exemplo.
ESPIRITUALIDADE E MISTICISMO
• Uso da figura de linguagem da sinestesia (do grego, συναισθησία: syn- significa
conjunto e aesthesía sensações; mistura de sensações) e da metáfora.
• O tema da sexualidade aparece com frequência.
INTUIÇÃO E APROXIMAÇÃO DO SENSORIAL
•A linguagem trabalha com a sugestão e os símbolos, muito mais do que com a
objetividade.
• Uso de figuras de linguagem como a aliteração (repetição de consoantes) e a
assonância (repetição de vogais).
LINGUAGEM VAGA E MUSICALIDADE
• Numa espécie de resgate dos valores românticos caídos em desuso, os simbolistas
buscam se afastar da abordagem racional da realidade e buscam observá-la de
maneira mais sensível.
• Antimaterialismo.
NÃO RACIONALIDADE
• Os poetas simbolistas não se sentem confortáveis num mundo que valoriza a 
racionalidade. Assim, eles têm uma visão soturna do cotidiano. 
PESSIMISMO
• Interesse pelas noções de inconsciente; pela psicanálise e pela investigação da mente
humana, tangenciando assuntos como a loucura e o subconsciente.
• O tema do sonho é muito frequente no Simbolismo, normalmente referido pela palavra
onírico.
SUBJETIVIDADE
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Dança do ventre. 
Fonte: Pixabay. 
 
Passai, passai, desfeitas em tormentos, 
em lágrimas, em prantos, em lamentos 
em ais, em luto, em convulsões, em dores… 
 
 
Nesse poema, há traços do tema da sexualidade (“Carnes, virgens e tépidas do Oriente”), do 
pessimismo (“em lágrimas, em prantos, em lamentos”) e do sonho (“através dos profundos 
pesadelos”). Além disso, o poema é muito ligado ao sensorial (ex.: “essência morna”). Perceba 
também que, na forma do poema, há uma preocupação com a sonoridade. Veja como o verso 
“Passai, passai, desfeitas em tormentos” produz uma aliteração em “s”. O poema também faz uso de 
uma linguagem mais vaga, mais próxima da emoção do que da razão. 
 
 
3.1 – Autores e Obras do Simbolismo 
 Inicialmente, vamos tratar dos autores portugueses. 
 
 
Florbela Espanca 
Florbela Espanca (1894-1930), poetisa portuguesa, 
produziu uma poesia caracterizada pelo sofrimento, 
feminilidade e erotismo. Seus livros mais conhecidos são o Livro 
de Mágoas (1919) e o Livro de Sóror Saudade (1923). Ela morreu 
por uma overdose de barbitúricos aos 36 anos. 
 
 
Eu 
Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada... a dolorida... 
 
Sombra de névoa tênue e esvaecida, 
E que o destino amargo, triste e forte, 
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida!... 
 
Sou aquela que passa e ninguém vê... 
Sou a que chamam triste sem o ser... 
Sou a que chora sem saber por quê... 
 
Sou talvez a visão que Alguém sonhou, 
Alguém que veio ao mundo pra me ver, 
E que nunca na vida me encontrou! 
Luana Signorelli
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Comentários 
  PRIMEIRA ESTROFE. O poema lida com o duplo sentido da palavra “perdição”, que pode 
significar vagar pelo mundo sem direção ou estar moralmente condenada. Com isso, coloca-se 
também o papel da mulher no mundo, questionando-se sobre o real sentido de sua existência. 
A mulher que não tem norte também é a inominada, a não determinada, a vaga, o que nos 
remete ao plano do Simbolismo. O plano onírico se revela presente e igualmente o da 
irmandade, um tema importante para a poetisa. O termo “irmã” também é ambíguo, pois pode 
se remeter a qualquer outra mulher, no nível da sororidade, ou pode adquirir sentido religioso e 
casto, logo, outro juízo de valor atribuído à imagem da mulher, esta que é religiosamente 
sacrificada. 
  SEGUNDA ESTROFE. Em “Sombra de névoa tênue e esvaecida, /E que o destino amargo, 
triste e forte”, há coordenação por adição. O advérbio de modo “brutalmente” indica uma 
hipérbole (exagero). Depreende-se do soneto que esta alma está sempre incompreendida e 
levará essa incompreensão até o túmulo. O apego à morte é ultrarromântico, lembrando que há 
interface entre o Simbolismo e a segunda geração romântica nesse sentido. 
  TERCEIRA ESTROFE. Não só o papel da mulher como também a condição de 
invisibilidade social da mulher são abordados: “Sou aquela que passa e ninguém vê...”. O 
julgamento social é constante: mais comentam sobre a vida dela do que a ajudam. Chamam-na 
de triste, mas ninguém a ajuda. Daí advém o sentimentalismo exacerbado, característica que 
também lembra o Romantismo. 
  QUARTA ESTROFE. Chama-se atenção para o termo “Alguém”, um pronome indefinido 
com letra maiúscula, ou seja, alçado à condição de substantivo próprio. É como se ela criasse 
uma nova categoria: o pronome indefinido definido. Não é como se ele fosse de todo 
indeterminado, pois tem um propósito no mundo: a preposição “para” + infinitivo transmite ideia 
semântica de finalidade. Por fim, prevalece o apelo constante à morte como única redenção. 
 
 
 
Camilo Pessanha 
 
Camilo Pessanha (1867-1926), poeta português, é o escritor simbolista de maior 
reconhecimento em Portugal. Seu livro mais conhecido, Clepsidra (1920), apresenta traços típicos do 
movimento, como o pessimismo e o antimaterialismo. Morreu em virtude de uma overdose de ópio. 
 
 
 
 
FONÓGRAFO 
Vai declamando um cômico defunto. 
Uma plateia ri, perdidamente, 
Do bom jarreta... E há um odor no ambiente 
A cripta e a pó, – do anacrônico assunto. 
Luana Signorelli
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Muda o registo, eis uma barcarola: 
Lírios, lírios, águas do rio, a lua... 
Ante o Seu corpo o sonho meu flutua 
Sobre um paul, – extática corola. 
 
Muda outra vez: gorjeios, estribilhos 
Dum clarim de oiro – o cheiro de junquilhos, 
Vívido e agro! – tocando a alvorada... 
 
Cessou. E, amorosa, a alma das cornetas 
Quebrou-se agora orvalhada e velada. 
Primavera. Manhã. Que eflúvio de violetas! 
Camilo Pessanha – Clepsidra. Fonte: Domínio Público. 
Disponível em: https://tinyurl.com/vgdzopv. Acesso em: 12 out. 2020. 
 
Comentários 
O fonógrafo é um instrumento antigo para se tocar discos. Mudar o registro é literalmente 
como trocar o disco. Então, a relação do título com o poema em si é percebida na mudança 
do foco temático. 
O movimento literário do Simbolismo emprega frequentemente a sinestesia, figura de 
linguagem que materializa a união de sentidos, como no verso “Dum clarim de oiro o cheiro 
de junquilhos”. 
Por fim, prestem MUITA ATENÇÃO nesta dica: é muito frequente no Simbolismo o uso da 
pontuação das reticências, justamente para indicar ideia vaga, pensamentos interrompidos e 
raciocínios não completos. Assim, a pontuação contribui nãosó com o sentido do texto como 
também com o que o movimento literário pretende representar. 
 
AUTORES SIMBOLISTAS BRASILEIROS 
Cruz e Sousa 
 
Braços 
Braços nervosos, brancas opulências, 
brumais brancuras, fúlgidas brancuras, 
alvuras castas, virginais alvuras, 
latescências das raras latescências. 
 
As fascinantes, mórbidas dormências 
dos teus abraços de letais flexuras, 
produzem sensações de agres torturas, 
dos desejos as mornas florescências. 
 
Braços nervosos, tentadoras serpes 
Luana Signorelli
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Cruz e Sousa (1861-1898) foi o poeta 
simbolista brasileiro mais conhecido, tendo 
se tornado popular no mundo todo. É 
considerado um dos primeiros escritores 
negros brasileiros, tendo sido chamado de 
Cisne Negro. Ele era filho de escravos forros. 
Ao longo da vida, ele combateu o 
preconceito racial e militou pelo fim da 
escravidão. Assim, a condição do negro na 
época era um de seus temas de interesse na 
literatura. 
Outra particularidade em sua poesia é 
a fixação pela cor branca. Percebam no 
poema Braços como toda a primeira estrofe 
se foca em descrever – a partir de diversas 
sensações – braços brancos, alvos. O 
erotismo, característica comum do poeta 
também aparece aqui. 
Ele também produz muitas obras 
retratando sofrimento e dor, com uma 
fixação na ideia de morte. Perceba no 
poema Escárnio perfumado o modo 
sentimental com que fala sobre o 
sofrimento de não receber a carta da pessoa 
amada. 
que prendem, tetanizam como os herpes, 
dos delírios na trêmula coorte ... 
 
Pompa de carnes tépidas e flóreas, 
braços de estranhas correções marmóreas, 
abertos para o Amor e para a Morte! 
 
Escárnio Perfumado 
Quando no enleio 
De receber umas notícias tuas, 
Vou-me ao correio, 
Que é lá no fim da mais cruel das ruas, 
 
Vendo tão fartas, 
D’uma fartura que ninguém colige, 
As mãos dos outros, de jornais e cartas 
E as minhas, nuas – isso dói, me aflige… 
 
E em tom de mofa, 
Julgo que tudo me escarnece, apoda, 
Ri, me apostrofa, 
 
Pois fico só e cabisbaixo, inerme, 
A noite andar-me na cabeça, em roda, 
Mais humilhado que um mendigo, um verme… 
Obras principais: Broquéis (1893) e Missal 
(1893). 
Alphonsus Guimaraens 
Ismália 
Quando Ismália enlouqueceu, 
Pôs-se na torre a sonhar… 
Viu uma lua no céu, 
Viu outra lua no mar. 
 
No sonho em que se perdeu, 
Banhou-se toda em luar… 
Queria subir ao céu, 
Queria descer ao mar… 
 
E, no desvario seu, 
Na torre pôs-se a cantar… 
Estava perto do céu, 
Estava longe do mar… 
Luana Signorelli
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Alphonsus de Guimaraens (1870-
1921) é o pseudônimo do escritor Afonso 
Henrique da Costa Guimarães. Ele adaptou 
seu nome para aproximá-lo da língua latina. 
Sua obra é em sua grande maioria 
poética e muito ligada ao misticismo e à 
religiosidade, principalmente católica. 
Perceba o poema “A Catedral”, em 
que o poeta imita o som das badaladas do 
sino de uma igreja com o ritmo do seu 
próprio nome (“Pobre Alphonsus! Pobre 
Alphonsus! ”). A sonoridade dos poemas é 
muito importante para essa escola literária. 
As figuras femininas também são 
bastante espiritualizadas na obra de 
Alphonsus. As mulheres costumam ser 
representadas de maneira angelical. No 
poema “Ismália”, um de seus mais 
conhecidos, o poeta ainda aborda outro 
assunto importante para o movimento 
simbolista: a loucura. O poema conta a 
história de uma mulher que se joga do alto 
de uma torre. 
Possivelmente, muito de sua poética 
envolve a ideia da morte da mulher amada, 
pois o poeta teve em sua vida uma tragédia do 
gênero: sua noiva faleceu aos 18 anos e ele 
nunca parece ter superado o ocorrido. 
As principais características da poesia de 
Alphonsus de Guimaraes, portanto, são: 
 Descrição de ambientes, tanto 
paisagens quanto construções. 
 Melancolia e sofrimento. 
 Misticismo e religiosidade. 
 
 
E como um anjo pendeu 
As asas para voar… 
Queria a lua do céu, 
Queria a lua do mar… 
 
As asas que Deus lhe deu 
Ruflaram de par em par… 
Sua alma subiu ao céu, 
Seu corpo desceu ao mar… 
 
A Catedral 
Entre brumas, ao longe, surge a aurora, 
O hialino orvalho aos poucos se evapora, 
Agoniza o arrebol. 
A catedral ebúrnea do meu sonho 
Aparece na paz do céu risonho 
Toda branca de sol. 
 
E o sino canta em lúgubres responsos: 
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!” 
 
O astro glorioso segue a eterna estrada. 
Uma áurea seta lhe cintila em cada 
Refulgente raio de luz. 
A catedral ebúrnea do meu sonho, 
Onde os meus olhos tão cansados ponho, 
Recebe a benção de Jesus. 
 
E o sino clama em lúgubres responsos: 
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!” 
 
Por entre lírios e lilases desce 
A tarde esquiva: amargurada prece 
Põe-se a luz a rezar. 
A catedral ebúrnea do meu sonho 
Aparece na paz do céu tristonho 
Toda branca de luar. 
 
E o sino chora em lúgubres responsos: 
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!” 
 
O céu e todo trevas: o vento uiva. 
Do relâmpago a cabeleira ruiva 
Vem acoitar o rosto meu. 
Luana Signorelli
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A catedral ebúrnea do meu sonho 
Afunda-se no caos do céu medonho 
Como um astro que já morreu. 
 
E o sino chora em lúgubres responsos: 
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" 
 
4 – PRÉ-MODERNISMO 
O período do Pré-Modernismo na literatura brasileira se situa entre o fim do século XIX e início do 
século XX. Os marcos inicial e final foram a Proclamação da República (1889) e a Semana de Arte 
Moderna (1922). Uma série de eventos marcaram esse momento histórico no Brasil: 
 A Primeira República se consolida nos governos de Marechal Deodoro da Fonseca, 
Marechal Floriano Peixoto e Prudente de Morais – o primeiro presidente civil do Brasil. Durante esse 
momento, havia um esforço para solidificar a república e seus símbolos, eliminando aquilo que 
pudesse ameaçá-la. 
 Revoltas como a Revolução Federalista – no Rio Grande do Sul – e a Revolta da Armada – 
no Rio de Janeiro – questionam o governo e suas políticas econômicas. Essas revoltas eram 
principalmente fruto da insatisfação das elites. 
 A partir do governo de Prudente de Morais, ocorrem movimentos organizados pelas 
camadas populares. O primeiro e mais importante conflito foi a Guerra de Canudos, conflito que 
envolveu a comunidade liderada pelo líder messiânico Antônio Conselheiro e o exército brasileiro. 
 A Revolta da Vacina (1904), movimento de resistência à vacinação obrigatória contra a 
varíola. Muitas pessoas achavam que era um modo de eliminação em massa da população pobre. 
 A Revolta da Chibata (1910), movimento liderado pelo marinheiro João Cândido, buscando 
o fim dos castigos corporais na marinha e melhoria das condições de vida e soldo. 
 
 
 O cangaço, movimento de bandos armados compostos por homens pobres que passaram 
a praticar assaltos em fazendas, saquear estabelecimentos comerciais e sequestrar homens ricos em 
troca de resgate. O bando mais conhecido é o de Lampião e Maria Bonita. 
 O coronelismo. A figura do “coronel” não se relaciona necessariamente com um posto 
militar ou policial. Na época, devido às grandes dimensões do Brasil e as distâncias das províncias em 
relação ao governo central, era comum que grandes proprietários de terras fossem agraciados com 
o título de coronel da Guarda Nacional, o que lhes garantia direitos para impor a ordem. 
 Há muitos questionamentos acerca da legitimidade das eleições, já que o voto de cabresto, 
prática de obrigar subordinados a votar em seu candidato de preferência sob pena de punições, era 
muito comum. 
 Instaura-sea política do café com leite, nome pelo qual ficou conhecida a alternância de 
poder no governo entre as oligarquias paulistas e mineiras. 
 Há um aumento significativo da industrialização no Brasil. Os principais produtos de 
exportação eram o café, oriundo de São Paulo, e a borracha, vinda da região Norte. Esta última 
impulsionou o crescimento de Manaus, que se tornou uma cidade modernizada. 
 
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PRÉ-MODERNISMO 
 
4.1 – Autores e Obras do Pré-Modernismo 
Euclides da Cunha 
• Obras literárias que analisam o contexto social e político do país.
• Questões como a desigualdade social, pobreza e os conflitos entre o povo e o
governo aparecem nas obras.
ANÁLISE SOCIAL
• A linguagem, ainda que utilize a norma culta, se aproxima mais do falar popular,
utilizando palavras mais comuns e constuções mais simples.
• Coloquialidade em alguns autores.
LINGUAGEM INFORMAL
• Por ser um período de transição entre escolas, o pré-modernismo absorve
características de outros movimentos. Os autores se apropriam de alguns valores do
Naturalismo ao mesmo tempo em que produzem obras poéticas próximas ao
Simbolismo.
• Antecipam algumas características do Modernismo, como a maior inovação na
forma da escrita. Por isso, constitui um movimento de transição.
MISTURA DE REFERÊNCIAS
• Presença da cultura popular brasileira.
•Personagens como o caipira e o sertanejo ganham destaque.
REGIONALISMO
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Euclides da Cunha (1866-1909) nasceu no Rio 
de Janeiro. Formado engenheiro, atuou como 
jornalista e escritor. Por ter tido carreira militar e 
ainda possuir o título de primeiro-tenente na época 
em que trabalhava no jornal, Euclides da Cunha foi 
enviado como correspondente do Estado de São Paulo 
para realizar a cobertura da guerra de Canudos. 
Ao chegar em Canudos, Euclides se deparou 
com uma parte do Brasil desconhecida pelos 
habitantes do Rio de Janeiro. Era o choque daquilo 
que ele se referiu como o choque de dois brasis: o do 
litoral, portador de um projeto republicano e 
orientado pela ideia de civilização; e o do sertão, onde 
predominavam o misticismo, a miséria e a 
mestiçagem. 
Diante da violência empregada para a destruição de Canudos, Euclides questiona se a 
população do litoral era tão civilizada quanto acreditava ser. Em seu discurso, as elites diziam salvar 
a República e a unidade do território, mas excluíam parcelas da população de sua ideia de Brasil. Mas 
os habitantes dos sertões, apesar de esquecidos pelo “Brasil oficial” e castigados pela seca e miséria, 
sobreviviam, resistindo bravamente a todas as expedições enviadas pela capital federal. Em suas 
próprias palavras: "o sertanejo é, antes de tudo, um forte.” 
Com o término do conflito, Euclides retornou para o Rio de Janeiro, onde em 1902 publicou 
sua obra mais famosa: Os sertões. O livro reúne suas impressões científicas, geográficas e humanas 
sobre o que encontrou em Canudos. A obra foi o primeiro livro-reportagem publicado no Brasil. 
Os sertões é uma obra extensa, dividida em 3 partes, com muitos capítulos: 
 
 
Os Sertões (1902) 
 
CATEGORIA DEFINIÇÃO 
A Terra
Na primeira parte do livro, Euclides descreve o ambiente do sertão atingido pela
seca. A análise é geográfica, abarcando fauna, flora, relevo, clima e outros.
O Homem
Na segunda parte do livro, há uma descrição e análise do sertanejo e seus costumes.
A análise é antropológica e sociológica. Com inspiração Naturalista, entende o
homem como fruto de seu meio, raça e história. Aqui é apresentada a figura de
Antônio Conselheiro e da população de Canudos, com todo o funcionamento da
comunidade.
A Luta
Na terceira e última parte, há a descrição da Guerra de Canudos. A análise é
historiográfica: narra as quatro tentaticas de destruição de Canudos pelo Exército
do Brasil e o período após o fim da guerra. O desfecho é a trágica destruição de
Canudos.
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ESTRUTURA 630 páginas divididas em 3 partes, entre os quais, alguns capítulos se destacam: A 
Terra; O Homem e A Luta. 
TEMPO Guerra de Canudos (1896-1897). 
ESPAÇO Interior do Estado da Bahia. 
ENREDO Narra os acontecimentos da Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro 
(1830-1897). O procedimento mescla ficção (Literatura) com fatos (História). Há 
interdisciplinaridade com Antropologia, Sociologia, Geografia e História. Criticava o 
ufanismo exacerbado da época, mostrando uma faceta realista do Brasil. Há 
determinismo social (o homem é fruto do meio), a abordagem da mestiçagem e a 
descrição da fauna e da flora (uso de adjetivação). 
DESFECHO Tragédia da destruição de Canudos. 
 
 
 
 
 
 
(Questão Autoral – Professora Luana Signorelli – 2020) 
A força portentosa da hereditariedade, aqui, como em toda a parte e em todos os tempos, 
arrasta para os meios mais adiantados – enluvados e encobertos de tênue verniz de cultura – 
trogloditas completos. Se o curso normal da civilização em geral os contém, e os domina, e os 
manieta, e os inutiliza, e a pouco e pouco os destrói, recalcando-os na penumbra de uma existência 
inútil, de onde os arranca, às vezes, a curiosidade dos sociólogos extravagantes ou as pesquisas da 
psiquiatria, sempre que um abalo profundo lhes afrouxa em torno a coesão das leis, eles surgem e 
invadem escandalosamente a história. São o reverso fatal dos acontecimentos, o claro-escuro 
indispensável aos fatos de maior vulto. 
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. São Paulo: Ateliê Editorial, 2018 (p. 501). 
 
A partir do trecho acima e de seus conhecimentos quanto ao PRÉ-MODERNISMO, julgue o item 
subsequente. 
Entre as teorias predominantes do século XIX, a que se verifica no trecho é o evolucionismo. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
O evolucionismo é um conjunto de doutrinas que sustentam a tese positivista, pois considera 
o desenvolvimento inevitável do real em direção a estados mais aperfeiçoados, o que justificaria o 
incessante fluxo de transformações nos meios natural, biológico e natural. No caso, há evolucionismo 
na concepção de “força portentosa da hereditariedade”. Muito embora o narrador considere a 
possibilidade de “trogloditas completos” poderem chegar a estados “mais adiantados”, considera 
igualmente que esse processo seria o “reverso fatal dos acontecimentos”. O evolucionismo 
representaria o “curso normal da civilização”. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: difícil. 
Gabarito: C. 
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Lima Barreto 
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) 
foi escritor e jornalista. Assim como muitas pessoas da 
época, a história de Lima Barreto se mistura com a da 
escravidão no Brasil. Seus avós haviam sido escravos e 
sua mãe era agregada de uma família abonada. Por isso, 
a mãe havia sido educada e trabalhava como 
professora. 
Lima Barreto, por intermédio da família à qual 
sua mãe era ligada, foi apresentado ao visconde de 
Ouro Preto, que se tornou seu padrinho e responsável 
por sua educação. 
Duas questões, portanto, foram fundamentais 
para a constituição de seu senso crítico enquanto 
jornalista e escritor: 
 A condição do negro na sociedade, tanto antes da abolição quanto após. 
 A lembrança distante – talvez incentivada pela família e padrinho – dotempo do Império, 
e seu contraste com o regime republicano. 
Apesar de ter iniciado a graduação na Escola Politécnica, ele acabou trabalhando como 
Secretário do Ministério da Guerra, para ajudar a família, além de atuar em jornais e revistas. Ele era 
um homem de saúde mental frágil. Além do alcoolismo, ele também sofria de uma depressão 
profunda, chegando a ser internado por isso. 
 Sua obra mais famosa é Triste Fim de Policarpo Quaresma. A obra conta a história de 
Policarpo, um homem comum, funcionário público, que tem um grande projeto: valorizar a cultura 
genuinamente brasileira. Vamos aos quadros sinópticos de suas principais obras. 
 
Triste fim de Policarpo Quaresma (1915) 
 
CATEGORIA DEFINIÇÃO 
ESTRUTURA Romance em 5 capítulos. 
PERSONAGENS Policarpo Quaresma, Ricardo Coração dos Outros, Olga, Ismênia, General Albernaz, 
Adelaide. 
TEMPO Primeiros anos da República, governo de Floriano Peixoto (1891-1894). 
ENREDO Policarpo lia muito e era bastante nacionalista. Aprendia violão com Ricardo 
Coração dos Outros. Escreveu um ofício em tupi para o ministro, pelo que foi 
internado. Compra um sítio, mas políticos locais querem prejudicá-lo. Policarpo 
quer uma mudança de governo. 
DESFECHO Floriano convida Policarpo para ingressar na revolta. Policarpo aceita e é listado 
como Major. A revolta termina e Policarpo é preso. Mesmo muito patriota, 
questiona-se o porquê de ter aquele fim. 
 
 
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Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a Pátria, nas suas riquezas naturais, 
na sua história, na sua geografia, na sua literatura e na sua política. Quaresma sabia as espécies 
de minerais, vegetais e animais, que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos diamantes 
exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes e o curso 
de todos os rios. Defendia com azedume e paixão a proeminência do Amazonas sobre todos os 
demais rios do mundo. Para isso ia até ao crime de amputar alguns quilômetros ao Nilo e era 
com este rival do "seu" rio que ele mais implicava. Ai de quem o citasse na sua frente! Em geral, 
calmo e delicado, o major ficava agitado e malcriado, quando se discutia a extensão do 
Amazonas em face da do Nilo. 
BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. 
 
Comentários 
A leitura atenta do trecho apresentado, permite que se entenda a obra de Lima Barreto 
como uma obra de crítica irônica à exaltação cega das características do Brasil, aos moldes 
românticos. Se no Romantismo fauna e flora brasileiras eram idealizadas, no Pré-Modernismo 
eles seriam estudados, tornar-se-iam objetos de estudos. Porém, embora isso pressupusesse 
cientificismo, objetividade, Policarpo acabava por falar de tudo de uma maneira apaixonado 
que lembrava de novo os românticos. Logo, há ironia. 
 
Clara dos Anjos (1915) 
 
CATEGORIA DEFINIÇÃO 
ESTRUTURA 10 capítulos 
PERSONAGENS Clara, Joaquim, Engrácia, Cassi Jones de Azevedo. 
TEMPO Início dos anos 1920. 
ESPAÇO Subúrbio do Rio de Janeiro. 
ENREDO Clara tem 17 anos e é uma mulata, filho de Joaquim que, além de carteiro, é 
flautista, casado com Engrácia. Moram num lugar muito humilde. Ingênua que é, 
Clara cai no papo de Cassi, jovem de 20 anos e branco, de uma condição social 
melhor que a dela. Ironia: por causa do nome dela. 
DESFECHO Clara engravida e Cassi foge. Quer abortar, mas segue o conselho da mãe e vai atrás 
dele. No entanto, é maltratada pela mãe dele, pela sua raça. Trata-se de uma crítica 
da democracia racial brasileira. 
 
Monteiro Lobato 
 
 Monteiro Lobato (1882-1948) é um dos escritores brasileiros mais populares, principalmente 
entre o público infantil por conta do universo do Sítio do Pica-pau Amarelo, criado por ele. Todas as 
histórias se passam nesse sítio, em que vivem Dona Benta, a dona do lugar, seus netos Narizinho e 
Pedrinho, e a empregada Tia Nastácia. Narizinho tem uma boneca que fala chamada Emília. Ele 
também criou a personagem Jeca Tatu, um caipira preguiçoso que simbolizava o atraso do campo e 
do interior do Brasil. Muito desse universo tem inspiração em sua própria vida. Ele próprio fora criado 
num sítio e tivera contato com muitas pessoas que acabaram inspirando suas personagens. 
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 Além de escritor, Monteiro Lobato também foi tradutor, tendo 
trabalhado em obras importantes, incluindo muitas coletâneas de 
contos de fadas. Ele também se envolveu com negócios de petróleo, 
o que lhe rendeu muitas inimizades, principalmente entre poderosos 
que tinham interesse em ocultar a existência de petróleo no Brasil, 
para favorecer os interesses do capital estrangeiro. Era inimigo 
declarado do Estado Novo, de Getúlio Vargas e produziu uma série 
de críticas a esse regime, denunciando arbitrariedades. 
 
 
(IFAC – Docente Superior de Língua Portuguesa/Literatura – 2014 – adaptada) 
“Negrinha” – Monteiro Lobato 
Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos 
ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos 
cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa 
não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos 
padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono 
(uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando 
audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes 
apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo. 
Ótima, a Dona Inácia. (...) 
A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão, fora 
senhora de escravos — e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o bacalhau. Nunca 
se afizera ao regime novo — essa indecência de negro igual a branco e qualquer coisinha: a polícia! 
“Qualquer coisinha”: uma mucama assada ao forno porque se engraçou dela o senhor; uma novena 
de relho porque disse: “Como é ruim, a sinhá!”... 
O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana. 
Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo: 
— Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!... 
MORICONI, Ítalo. Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p.78. 
 
A partir do texto, julgue o item a seguir. 
A ironia, nesse texto, não é um expediente de construção do sentido, porque não há desacordo entre 
o que se diz e o que se quer dizer. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
 A primeira parte do item está certa. Há, sim, ironia no trecho, mas justamente por causa do 
desacordo entre o que se diz e o que se quer dizer, pois é esta a definição exata do termo. D. Inácia 
só é boa na aparência; pois sua índole guarda traços de pessoa gananciosa e torturadora, uma vez 
que mantém por perto a menina negra de propósito para que continuasse aliviando seu ímpeto de 
agredir em alguém, mesmo depois que isso se tornasse ilegal, após a Abolição da Escravidão em 1888. 
Cuidado: não é porque um escritor denuncia os atos que ele defende os atos. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
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Augusto dos Anjos 
Augusto dos Anjos (1884- 1914) é o principal 
representanteda poesia no Pré-Modernismo. Ele nasceu numa 
cidade do interior da Paraíba e começou a esboçar seus 
primeiros poemas já aos 7 anos de idade. Era muito culto e atuou 
como professor além de escritor. 
 Era muito ligado ao Naturalismo e às tendências de 
encarar o mundo de maneira direta e científica. Sua obra produz, 
inclusive, algumas ironias à religião, principalmente a católica. 
 Como os outros escritores do pré-modernismo, bebe de 
diversas fontes. Ao mesmo tempo que se aproxima da forma fixa 
dos simbolistas, também se alinha tematicamente com os 
naturalistas. Sua poesia na época chocava muito as pessoas – e 
os poetas do parnasianismo. 
As principais características de sua obra são: 
 Desânimo e pessimismo. 
 Figuras de linguagem, como a metáfora e a comparação. 
 Questão da morte. 
 Rigor formal e estrutural. 
 Vocabulário ligado às ciências exatas e biológicas. 
 Apesar de ter publicado em alguns periódicos, ele produziu apenas uma obra: o livro “Eu” 
(1912). Veja dois de seus poemas mais conhecidos presentes nesse livro: 
 
Versos Íntimos 
Vês! Ninguém assistiu ao formidável 
Enterro de sua última quimera. 
Somente a Ingratidão – esta pantera – 
Foi tua companheira inseparável! 
 
Acostuma-te à lama que te espera! 
O homem, que, nesta terra miserável, 
Mora, entre feras, sente inevitável 
Necessidade de também ser fera. 
 
Toma um fósforo. Acende teu cigarro! 
O beijo, amigo, é a véspera do escarro, 
A mão que afaga é a mesma que apedreja. 
 
Se alguém causa inda pena a tua chaga, 
Apedreja essa mão vil que te afaga, 
Escarra nessa boca que te beija! 
 
 
 
 
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Atenção para análise dos gêneros literários associando-os aos 
movimentos literários. O Simbolismo e o Parnasianismo foram 
predominantemente poéticos; porém, Cruz e Sousa escreveu 
prosa poética em Missal (1893) e Olavo Bilac escreveu alguns 
textos críticos em prosa. Já no Pré-Modernismo, houve prosa e 
poesia, mas com características diferentes. Confiram o 
esquema abaixo para maiores esclarecimentos. 
 
PRÉ-MODERNISMO 
 
 
 
Júlia de Almeida 
Júlia Lopes de Almeida nasceu em 1862 e faleceu em 
1934. F oi uma das principais escritoras de sua geração e 
uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras. Foi 
casada com o poeta português Filinto de Almeida. Começou 
sua carreira aos 19 anos, na Gazeta de Campinas, em uma 
época em que a participação da mulher na vida intelectual 
era muito rara. Por mais de trinta anos, colaborou com o 
jornal carioca O País. Apoiava o Abolicionismo e a 
República. Ao longo de sua carreira, produziu contos, peças, 
romances, crônicas e livros infanto-juvenis. 
 Seus romances de destaque foram: A viúva Simões 
(1897); Memórias de Marta (1899); A falência (1901); A 
intrusa (1908) e A Silverinha (1915). 
 
 
 
PROSA
Mistura de estilos
Nacionalismo e crítica a ele
Representação de desigualdades sociais
Linguagem coloquial e cultura popular
Autores: Lima Barreto, Euclides da Cunha e 
Júlia de Almeida.
POESIA
Presença do cientificismo do fim do século 
XIX.
Vocabulário técnico: biologia, química etc.
Frialdade orgânica
Pessimismo
Autores: Augusto dos Anjos e Euclides da 
Cunha
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TRECHO DE “A FALÊNCIA” 
“A negrinha tinha-se refugiado a um canto, perto do fogão, e exagerava as dores, 
torcendo-se toda, amparada pela compaixão da Ruth. 
D. Itelvina avançou os dedos magros, e, agarrando-a por um braço, puxou-a para si; a 
sobrinha então abraçou-se à negrinha, unindo a sua carne alva, quase nua, ao corpo preto e 
abjecto da Sancha. 
– Bata agora! tia Itelvina, bata agora! gritava ela, em um desafio nervoso, sacudindo a 
cabeleira sobre os ombros estreitos” (ALMEIDA, 2018, p. 125). 
 
 
Comentários 
A cena mostra uma cena familiar que revela a humanidade da personagem Ruth, uma 
pré-adolescente sensível que está hospedada na casa de duas tias muito religiosas. 
Ruth tem dignidade e impede a tia de bater na serva Sancha interpondo-se na situação. 
No dia seguinte, ao acordar de madrugada e acompanhar a tia Joana à igreja, ela não se 
conforma com aquela violência tampouco com aquela injustiça. Ela tem uma alma mais 
complicada, contestadora e cisma com a tia. Não vê mais sentido naquele falso moralismo, 
naquela hipocrisia de rezar de madrugada, ao passo que é incapaz de se compadecer de um 
ser humano. 
 
 
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5 – MOVIMENTOS DE TRANSIÇÃO EM PORTUGAL 
Além dos escritores portugueses já mencionados, vamos fazer outros destaques agora. 
 
SIMBOLISMO 
 
Eugênio de Castro em 1869 e faleceu em 1944. Sua produção consta de 2 fases: uma 
simbolista e outra chamada de neoclassicista. Sua poesia no geral é marcada por: rimas e métricas 
inovadoras, uso de figuras de linguagens como aliteração e os temas são paixão, pessimismo e 
necrofilia. Obras principais: Oaristos (1890); Horas (1891); Interlúnio (1894); Salomé e Outros 
Poemas (1896); Saudades do Céu (1899). 
 
EPÍGRAFE 
Murmúrio de água na clepsidra gotejante, 
Lentas gotas de som no relógio da torre, 
Fio de areia na ampulheta vigilante, 
Leve sombra azulando a pedra do quadrante, 
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre… 
 
Homem que fazes tu? Para quê tanta lida, 
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça? 
Procuremos somente a Beleza, que a vida 
É um punhado infantil de areia ressequida, 
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa. 
Fonte: https://tinyurl.com/y6kadqk9. Acesso em: 12 out. 2020. 
 
Antônio Nobre 
Nasceu em 1867 e faleceu em 1900. Sua obra foi marcada por pessimismo, subjetivismo e 
egocentrismo. Obras principais [post mortem]: Despedidas (1902); Primeiros versos (1921). 
 
PARNASIANISMO 
Antônio Feijó 
Nasceu em 1859 e faleceu em 1917. Poeta parnasiano, era também diplomata e chegou 
mesmo a desempenhar alguns cargos no Brasil. Formou em Direito pela Universidade de Coimbra e 
dirigiu a Revista Científica e Literária. Obras principais: Transfigurações (1862); Líricas e Bucólicas 
(1884); Ilha dos Amores (1897). 
 
Cesário Verde 
 Nasceu em 1855 e faleceu em 1886. Natural de Lisboa, suas tendências eram variavam na 
realidade entre parnasianas, realistas e modernistas. Morreu muito jovem, aos 31 anos de 
tuberculose. Obra principal: Nós (1894). 
 
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(IFMT – Professor de Português/Literatura – 2012) 
A história da literatura brasileira organiza didaticamente a produção literária do século XX em 
pré-modernista e modernista: Creio que se pode chamar pré-modernista (no sentido forte de 
premonição dos temas vivos em 22) tudo o que, nas primeiras décadas do século, problematiza a 
nossa realidade social e cultural. 
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1994.) 
 
Julgue o item a seguir. 
Nessa perspectiva, a velocidade e o cosmopolitismo influenciam as produções de Lobato e Lima 
Barreto. 
Comentários 
 Questão de Crítica Literária/conhecimento do movimento literário. 
 Pode ser que caia alguma questão cobrando o contexto histórico-social deste período. As 
características citadas na alternativa influenciam a primeira geração modernista e não o Pré-
Modernismo que foi um movimento de transição. Além do mais, Monteiro Lobato e Lima Barreto são 
escritores da prosa pré-modernista, mas que se diferem entresi. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: fácil. 
Gabarito: E. 
 
 
6 – MOVIMENTOS ARTÍSTICOS NO GERAL 
Iremos estudar hoje algumas principais vanguardas do fim do século XIX e início do século XX, 
no campo das Artes Visuais, mais especificamente na pintura. 
 
 
 
 
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MONET, Claude. Ponte sobre uma lagoa de 
nenúfares (1899). 
Fonte: Metropolitan Museum of Art. 
Disponível em: 
https://tinyurl.com/y5j4ncas. 
Acesso em: 12 out. 2020. 
 
6.1 – Impressionismo 
Rompia com o passado, representavam a ponte entre o realismo e o modernismo. Argan 
elenca as seguintes características principais: a aversão à arte acadêmica; 2) a orientação ainda 
realista; 3) o total desinteresse pelo objeto e a preferência pela paisagem e pela natureza-morta; 4) 
o trabalho ao ar livre, bem como o estudo das sombras coloridas e da relação entre cores 
complementares. 
 
 
 
 
6.2 – Art Nouveau 
Fenômeno novo, a principal característica é o gosto pelo estilo. Segundo Argan: “O Art 
Nouveau tem certas características constantes: “a temática naturalista (flores e animais); 2) a 
utilização de motivos icônicos e estilísticos, e até tipológicos, derivados da arte japonesa; 3) a 
morfologia: arabescos lineares e cromáticos; preferência pelos ritmos baseados na curva e suas 
variantes (espiral, voluta etc.), e, na cor, pelos tons frios, pálidos, transparentes, assonantes, 
formados por zonas planas ou eivadas, irisadas, esfumadas; 4) a recusa da proporção e do equilíbrio 
simétrico, e busca de ritmos ‘musicais’, com acentuadas desenvolvimentos na altura e na largura e 
andamentos geralmente ondulados e sinuosos, 5) o propósito evidente e constante de comunicar 
por empatia um sentido de agilidade, elasticidade, leveza, juventude e otimismo. A difusão dos traços 
estilísticos essenciais do Art Nouveau se dá por meio de revistas de arte e moda, do comércio e seu 
aparato publicitário, das exposições mundiais e espetáculos”. 
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MUCHA, Alfons Maria. As séries (1896). 
Fonte: https://tinyurl.com/y3qloy2o. Acesso em: 12 out. 2020. 
 
 
6.3 – Vanguardas 
CUBISMO 
 
 
 Na pintura, o cubismo usava a decomposição 
das imagens geométricas, volumes e formas 
diferentes e cores fechadas. Começa a partir de 
1908 na França, quando alguns artistas irão 
subverter a concepção de pintura, revelando a 
realidade em decomposições e novas facetas. Um 
marco é Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Pablo 
Picasso. Suas imagens estão protegidas por direitos 
autorais, mas segue o pintor na caricatura ao lado. 
 
 
 
 
CONSTRUTIVISMO 
Segundo o dicionário Houaiss: movimento artístico que preconiza a integração entre as 
técnicas artesanais e a produção industrial, o uso de formas geométricas e sua adequação às 
necessidades do novo mundo socialista, após a Revolução russa de 1917. 
 
 
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SURREALISMO 
Segundo Christian Demilly: “no início dos anos 1920, na França, um grupo de artistas 
revoltados contra uma sociedade asfixiante decide devolver à arte sua espontaneidade, seu mistério, 
sua loucura. Com eles, a poesia entra na vida cotidiana para chegar a outra forma de realidade, nem 
real, nem irreal, surreal”. 
 
 
DALÍ, Salvador. As acomodações do desejo (1929). 
Fonte: https://tinyurl.com/yxh8hrp7. Acesso em: 12 out. 2020. 
 
Esta obra é Composição (1921), do 
russo Piet Mondrian. Ele é 
representativo do Neoplasticismo, 
próximo ao Construtivismo, 
movimento que queria romper 
com o clássico, e tinha como 
principais características a arte 
geométrica, também, mas agora 
abstrata e bidimensional. 
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DADAÍSMO 
Segundo o dicionário Houaiss, o movimento dadaísta surgiu do conceito de Dadá: movimento 
artístico de cunho niilista, nascido durante a Primeira Guerra Mundial e que durou de 1916 a 1922, 
que utilizava a mistificação, o riso, a incongruência e a provocação para negar todas as formas de 
arte e denunciar o absurdo e o arbitrarismo reinantes no mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 – CRÍTICA LITERÁRIA 
Pois bem, concurseiros. O ideal é que a Crítica Literária dialogue com os termos abordados 
em cada aula. Nesse sentido, selecionei dois textos para trabalharmos hoje: 
  Alfredo Bosi – Pré-Modernismo. 
 Massaud Moisés – Graça Aranha. 
 A escolha predominante foi pelo movimento literário do Pré-Modernismo, para podermos 
estabelecer a ponte com a próxima aula. 
TEXTO I 
PRÉ-MODERNISMO 
 Creio que se pode chamar de pré-modernista (no sentido forte de premonição dos temas 
vivos em 22) tudo o que, nas primeiras décadas do século, problematiza a nossa realidade social 
e cultural. 
 O grosso da literatura anterior à “Semana” foi, como é sabido, pouco inovador. As obras, 
pontilhadas pela crítica de “neos” – neoparnasianas, – neossimbolistas, neorromânticas – 
traíam o marcar passo da cultura brasileira em pleno século da revolução industrial. Essa 
literatura já foi vista, em suas várias direções, nas páginas dedicadas aos epígonos do Realismo 
e do Simbolismo. No caso dos melhores prosadores regionais, como Simões Lopes e Valdomiro 
Silveira, poder-se-ia acusar um interesse pela terra diferente do revelado pelos naturalista 
típicos, isto é, mais atento ao registro dos costumes e à verdade da fala rural; mas, em última 
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análise, tratava-se de uma experiência limitada, incapaz de desvencilhar-se daquele conceito 
mimético da arte herdado ao Realismo naturalista. 
 Caberia ao romance de Lima Barreto e de Graça Aranha, ao largo ensaísmo social de 
Euclides, Alberto Torres, Oliveira Viana e Manuel Bonfim, e à vivência brasileira de Monteiro 
Lobato o papel histórico de mover as águas estagnadas da belle époque, revelando, nates dos 
modernistas, as tensões que sofria a vida nacional. 
 Parece justo deslocar a posição desses escritores: do período realista, em que nasceram e 
se formaram, para o momento anterior ao Modernismo. Este, visto apenas como estouro 
futurista e surrealista, nada lhes deve (nem sequer a Graça Aranha, a crer nos testemunhos dos 
homens da “Semana”); mas, considerado na sua totalidade, enquanto critica ao Brasil arcaico, 
negação de todo academismo e ruptura com a República Velha, desenvolve a problemática 
daqueles, como o fará, ainda mais exemplarmente, a literatura dos anos de 30. 
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015 (p. 327, grifo meu). 
 
 
Alfredo Bosi nasceu em 1936 e ainda está vivo (tem 83 anos 
de idade). Ganhou o Prêmio Jabuti 2 vezes (em 1993 e 2000). Ocupa 
a cadeira 12 da Academia Brasileira de Letras. Foi professor e 
participou de cátedras. 
Uma de suas principais obras: História Concisa da Literatura 
Brasileira. O termo “conciso” permite uma visão geral sobre tudo; a 
obra não tem prefácio, já parte direto ao assunto. Ao início de cada 
seção, o crítico resumo o movimento literário a ser estudado, como 
é o caso do trecho acima. 
 
 
 
TEXTO II 
GRAÇA ARANHA 
 José Pereira de Graça Aranha nasceu em S. Luís do Maranhã, a 21 de junho de 1868. Estudos 
de Direito noRecife. Formado (1886), ingressa na magistratura, indo servir no Estado natal, de 
onde se transfere para o Rio de Janeiro e de lá para o Espírito Santo. Demitindo-se em 1891, 
passando três nãos é nomeado Procurador Seccional da República, de que se exonera pouco 
depois, para abraçar a carreira diplomática, a partir de 1899. Em 1902 publica Canaã (...). 
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Regressa ao Brasil em 1921, participa dos acontecimentos em torno da Semana de Arte 
Moderna (1922) e rompe com a Academia Brasileira de Letras (1924). 
 (...) Como um meteoro que cruzasse os ares vertiginosamente, indo perder-se nos abismos 
do firmamento, Graça Aranha, consumiu-se ao inaugurar a belle époque com Canaã: produzida 
a obra máxima do seu engenho, parece ter intuído que nada mais lhe restava senão entregar-
se à vida diplomática. (...) 
 Sinal de passagem, anúncio de um período fronteiriço, Canaã é a própria corporificação 
do paradoxo. Gravitando ao redor de imigrantes alemães no Espírito Santo, o entrecho constitui 
frágil sustentáculo da obra: o calvário de Maria, seduzida pelo filho dos patrões e expulsa por 
estes quando se lhe evidencia a gravidez, e o seu encontro com Milkau, seguido da fuga da 
prisão, tem presença secundária, embora dramaticamente fulcral, ao longo do romance. 
Divisado pelo escritor como paradigma da sociedade preconceituosa de imigrantes, o episódio 
parece contraponto, realista é certo, verossímil e coerente, de tudo o mais que compõe a saga 
de dois imigrantes germânicos, Milkau e Lentz, no encalço da terra de Canaã. Por pouco a obra 
escaparia do perímetro da ficção para tombar no do ensaio. 
 Com efeito, quantitativa e qualitativamente, o interlúdio trágico-lírico de Maria e Milkau 
perde para a dimensão ensaística do relato: dir-se-ia que se trata de um ensaio abrigando uma 
história de amor exemplar, ilustrativa das ideias em torno do choque racial na paisagem edênica 
do Espírito Santo. Romance-ensaio, Canaã põe a doutrina antes da fabulação, quer na própria 
ordem dos acontecimentos, uma vez que o caso de Maria surge praticamente a meio caminho, 
quer no tocante à sua função: embora respeitando o caráter romanesco do enredo, o aspecto 
ensaístico sobrepuja o ficcional. 
 E a dimensão ensaística revela, quando posta em realce, uma teia de parelhas dialéticas, a 
começar de Milkau e Lentz, imigrados para o Espírito Santo por motivos diferentes e trazendo 
cada qual um passado característico, experiências pessoais inconfundíveis e uma visão do 
mundo específica. Antípodas, Milkau é liberal, sonhador, socialista, ex-crítico literário num 
jornal de Berlim, voltado para a arte, a natureza, amante da paz da comunhão fraterna entre 
os homens, ao passo que Lentz é aristocrata, prussiano, “filho de general alemão, um ser 
privilegiado de sua pátria”, prega a força, a guerra (...). 
MOISÉS, Massaud. História da literatura brasileira: do realismo à belle époque. 3. ed. São Paulo: 
Cultrix, 2016 (v. 2, p. 464-465, grifos meus). 
 
 Massaud Moisés nasceu em 1928 em São 
Paulo e Faleceu em 2018 aos 90 anos. Foi 
professor titular da USP de 1973 a 1995. Escreveu 
não só história, como também um dicionário de 
termos literários. Dedicou-se tanto à literatura 
brasileira quanto à portuguesa. 
 Nesse trecho, o crítico resume outro 
enredo importante. Canãa (1902) é um romance 
pré-modernista de Graça Aranha. Representa a 
temática da imigração europeia no Brasil no início 
do século XX, especialmente, a alemã. Os 
personagens principais são: Milkau e Lentz. 
 
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8 – LISTA DE QUESTÕES 
Prezados concurseiros. Antes de começar, eis algumas informações práticas. 
 O Senado Federal não tem tradição de cobrança na área de Literatura. Portanto, as 
questões que iremos abordar virão das seguintes fontes: 
 Banca Cebraspe. Vamos resolver questões também da mesma banca, mas para outros 
concursos, e ainda questões adaptadas, aproveitando algum texto ou alguma lógica de cobrança. 
 Questões de outras bancas. Realizei uma pesquisa detalhada de como a disciplina de 
Literatura cai em outros concursos públicos, ainda que seja em cargos especializados. Vamos tratar 
dessas questões aqui também. Nesse caso, pode ser que a tipologia de questão varie em relação à 
tradicional cobrança de julgar certo ou errado do Cebraspe. 
 Questões inéditas e autorais. Tive o prazer de elaborar questões para contribuir com o seu 
estudo. Fiz isso me baseando em pesquisas e análises minuciosas. 
 A banca Cebraspe normalmente referencia-se aos textos cobrados usando o sistema de 
indicação por linhas. Para simplificar, fiz marcações em negrito e sublinhado. 
 Aqui, tentei trazer para vocês imagens com qualidade boa, o que pode não acontecer no 
dia da prova. Caso no dia vocês não consigam ler ou entender algo, sobretudo na parte de Artes 
Visuais, vocês devem se dirigir ao fiscal da sala. 
Observação: a lista de questões presente não esgota o nosso treino no assunto. Assim que o 
edital sair, o seu material será adaptado e um volume significativo de questões será criado de acordo 
com o conteúdo programático. 
 
 
 
 
 
1. (IFB – Português – 2016 – adaptada) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 9 QUESTÕES 
CRISTAIS 
 
Mais claro e fino do que as finas pratas 
O som da tua voz deliciava... 
Na dolência velada das sonatas 
Como um perfume a tudo perfumava. 
 
Era um som feito luz, eram volatas 
Em lânguida espiral que iluminava, 
GRAU DE DIFICULDADE 
DAS QUESTÕES
FÁCIL, MÉDIO E DIFÍCIL
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Brancas sonoridades de cascatas... 
Tanta harmonia melancolizava. 
 
Filtros sutis de melodias, de ondas 
De cantos volutuosos como rondas 
De silfos leves, sensuais, lascivos... 
 
Como que anseios invisíveis, mudos, 
Da brancura das sedas e veludos, 
Das virgindades, dos pudores vivos. 
(CRUZ E SOUZA. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 1995. p. 86.) 
 
Julgue o item a seguir. 
O eu poético descreve uma voz, comparando-a a “finas pratas” (verso 1), sugerindo-lhe atributos 
estéticos. Esse recurso criador e pouco convencional aos poetas da época está a serviço de sua 
expressão poética. 
 
2. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Sabendo-se que a sonata é uma composição musical feita para ser executada por um ou mais 
instrumentos, diferentemente de uma composição vocal, depreende-se dos versos 3 e 4 que o 
poema trata de uma voz que evoca um instrumento. 
 
3. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O uso de expressões sensoriais destaca-se dentre os recursos estilísticos presentes no poema, 
prevalecendo as sensações auditivas sobre as demais sensações por se tratar da descrição de uma 
voz. 
 
4. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Pode-se depreender do título do poema uma síntese do elemento poético descrito nos versos, há 
uma voz cristalina, semelhante ao som que se desprende de objetos de cristal quando batidos ou 
tocados. 
5. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Nota-se que o poeta demonstra a mesma preocupação estética formal típica de poetas da época ao 
fazer uso do soneto, contudo mostra uma tendência à apresentação plástica e original da expressão 
artística. 
 
6. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O eu poético busca nas imagens, aparentemente inconciliáveis e repetidas, a criação do 
sensorialismo, fazendo brotar a novidade estética literária recebida com grande prestígio pela crítica 
oficialdo fim do século XIX. 
 
7. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Na tentativa de sugerir sensações aos leitores, a musicalidade trabalhada no poema pode ser 
identificada nas rimas, no uso das aliterações e na presença marcante de fonemas nasais. 
 
8. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
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A expressão vaga e imprecisa da realidade constitui-se em traço importante da poesia do final do 
século XIX e pode ser percebida nas expressões que aproximam campos sensoriais distintos. 
 
9. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O poema apresenta elementos que se alinham com um programa de renovação estética que permeia 
produções literárias da modernidade que valorizam a originalidade e a manifestação por meio do 
singular. 
 
10. (FCC – Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo – Professor de Língua Portuguesa 
2016 – adaptada) 
Lembro-me de que em 1891 formou-se um grupo de rapazes em torno da Folha Popular. Foi 
aí que os novos, tomando por insígnia um fauno, tentaram as suas primeiras exibições. A esse grupo 
prendiam-se por motivo de conveniência e por aproximação de idade Bernardino Lopes (B. Lopes), 
Perneta (Emiliano, que era o secretário da redação), Oscar Rosas e Cruz e Sousa. Tais rapazes, 
principalmente o primeiro, não eram desconhecidos. 
(Adaptado de: ARARIPE JÚNIOR, T. A. Literatura Brasileira − Movimento de 1893 − O crepúsculo dos povos. 
In: MURICY, A. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1952). 
 
Julgue o item a seguir. 
O relato refere-se ao início do movimento parnasiano. 
 
11. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 
2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
No Brasil, considera-se como marco inicial a publicação da obra Fanfarras, de Olavo Bilac, em 1882. 
Além do ‘Príncipe dos Poetas Brasileiros’, são grandes expoentes do parnasianismo brasileiro Alberto 
de Oliveira e Raimundo Correia. 
 
12. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 
2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O Parnasianismo é adepto da arte pela arte, concepção pela qual a arte deve existir apenas em função 
dela mesma, embora verse sobre problemas políticos, sociais, afetivos e religiosos. 
13. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 
2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
No Parnasianismo, a busca da forma perfeita é uma preocupação fundamental para os parnasianos: 
há a preferência por uma forma fixa, pela ordem indireta, por palavras raras, pela rima rica ou 
preciosa. 
 
14. (IFB – Português – 2016 – adaptada) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES 
O PIOR DOS MALES 
Baixando à Terra, o cofre em que guardados 
Vinham os Males, indiscreta abria 
Pandora. E eis deles desencadeados 
À luz, o negro bando aparecia. 
 
O Ódio, a Inveja, a Vingança, a Hipocrisia, 
Todos os Vícios, todos os Pecados 
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Dali voaram. E desde aquele dia 
Os homens se fizeram desgraçados. 
 
Mas a Esperança, do maldito cofre 
Deixara-se ficar presa no fundo, 
Que é última a ficar na angústia humana... 
 
Por que não voou também? Para quem sofre 
Ela é o pior dos males que há no mundo, 
Pois dentre os males é o que mais engana. 
(OLIVEIRA, Alberto de. O pior dos males. In: Parnasianismo. Seleção e prefácio de Sânzio de Azevedo. 
 
Julgue o item a seguir. 
O uso de letras maiúsculas para grafar substantivos comuns tem por finalidade universalizar os 
sentidos dos termos, sugerindo que eles são comuns à humanidade. 
 
15. (IFB – Português – 2016 – adaptada) 
A perspectiva do poema parnasiano assemelha-se ao mito clássico grego em que Pandora retém o 
pior dos males que há no mundo. 
 
16. (IFB – Português – 2016 – adaptada) 
Segundo o poeta, Pandora retém somente a esperança na caixa e, desde então, os homens se fizeram 
desgraçados, pois ela não é capaz consolar os homens diante de seus infortúnios. 
 
17. (IFB – Português – 2016 – adaptada) 
A atitude estética assumida pelo poeta no texto restringe-se a compor um quadro rígido, impassível, 
desejado no modismo parnasiano na criação do objeto poético. 
 
18. (CONSEP – Prefeitura Municipal de Camocim/CE – Professor de Educação Básica II/Português – 
2012 – adaptada) Leia atentamente o poema abaixo: 
A idéia 
 
De onde ela vem?! De que matéria bruta 
Vem essa luz que sobre as nebulosas 
Cai de incógnitas criptas misteriosas 
Como as estalactites duma gruta?! 
 
Vem da psicogenética e alta luta 
Do feixe de moléculas nervosas, 
Que, em desintegrações maravilhosas, 
Delibera, e depois, quer e executa! 
 
Vem do encéfalo absconso que a constringe, 
Chega em seguida às cordas do laringe, 
Tísica, tênue, mínima, raquítica ... 
 
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Quebra a força centrípeta que a amarra, 
Mas, de repente, e quase morta, esbarra 
No mulambo da língua paralítica. 
(Augusto dos Anjos) 
 
Julgue o item a seguir. 
Augusto dos Anjos é conhecido por ser um poeta que, recorrentemente, usa termos científicos e 
escatológicos. 
 
19. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 
2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Na prosa, a arte pré-modernista volta-se para questões políticas, econômicas e sociais, 
representadas, sobretudo, nas obras “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; “Canaã”, de Graça Aranha; 
“Triste Fim de Policarpo Quaresma”; de Lima Barreto; e “Jeca Tatu”, de Monteiro Lobato. 
 
20. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 
2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O Pré-Modernismo é considerado um período de transição e não uma escola literária, pois conserva 
algumas tendências das estéticas da segunda metade do século XIX (Romantismo, Realismo, 
Parnasianismo e Simbolismo), ao mesmo tempo que antecipa outras, aprofundadas durante o 
Modernismo. 
 
21. (MSCONCURSOS – Prefeitura Municipal de São José do Norte/RS – Tradutor e Intérprete de 
Libras – 2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O regionalismo e a situação do homem do campo são apresentados sem idealização. As obras 
denunciam a realidade brasileira, destacando aspectos como a desigualdade social, a exploração. 
Entram em cena o sertanejo, o caipira, os funcionários públicos, os moradores do subúrbio e da 
periferia. Essas são algumas características do Pré-Modernismo. 
 
 
 
22. (Cebraspe – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN – Técnico L/Área 1 – 
2018) 
O que constitui a nação é a transmissão, entre as gerações, de uma herança coletiva inalienável. A 
criação das identidades nacionais consistirá em inventariar esse patrimônio comum, isto é, de fato, 
em inventá-lo. 
Anne-Marie Thiesse. Ficções criadoras: as identidades nacionais. Anos 90, v. 9, n.º 15, nov./2008. Internet: 
<www.seer.ufrgs.br> (com adaptações). 
 
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente. 
A identidade do sertanejo, caracterizada por uma cultura específica e distinta da degenerada pelo 
cosmopolitismo, foi projetada, em grandes obras regionalistas da literatura brasileira — por exemplo, 
Os Sertões, de Euclides da Cunha — como uma possível identidade nacional em formação. 
 
23. (IPEFAE – Prefeitura Municipal de Andradas/MG – Médico Oftalmologista – 2017 – adaptada) 
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"O olhar continua desconfiado. As vestimentas são as mesmas: botina, calça e camisa esgarçados, 
chapéu de abas largas. Em vez de agregado, ele agora é funcionário. Na choupana, ainda reinam o 
fogão, a lenha e o banquinho de três pés. Do lado de fora, uma antena parabólica denuncia a 
modernidade. Nos bolsos, nada de telefone celular. Aí seria demais. O caipira do século 21 
permanece nas terras da Buquira, a fazenda do Vale do Paraíba que já foi do escritor Monteiro Lobato 
e lhe serviu de cenário para seu primeiro livro, Urupês, cujo conto inicial foi publicado nas páginas 
do Estado. No livro, aparecia pela primeira vez a figura do Jeca Tatu, descrito como uma espécie de 
'piolho da terra'." 
Fonte: Estado de S. Paulo em < http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,jeca-tatu-sobrevive-na-terra-
de-monteiro-lobato,70002212697> Acesso 07 de março de 2018. 
 
Julgue o item a seguir. 
Monteiro Lobato ficou marcado no imaginário brasileiro como autor de livros infantis. Uma de suas 
obras principais foi “Aventuras do Zé Carioca”. 
 
24. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – Prefeitura Municipal de Pontal/SP – Professor de Educação Básica 
II/História – 2018 – adaptada) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES 
“[...] Todas essas perguntas, ela formulava e não lhe dava resposta. Cassi partira, fugira... 
Agora é que percebia bem quem era o tal Cassi. O que os outros diziam dele era a pura verdade. A 
inocência dela, a sua simplicidade de vida, a sua boa fé, e o seu ardor juvenil tinham-na 
completamente cegado. Era mesmo o que diziam... Por que a escolhera? Porque era pobre e, além 
de pobre, mulata. Seu desgraçado padrinho tinha razão... Fora Cassi quem o matara. 
Ele contava, já não se dirá com o apoio, mas com a indiferença de todos pela sorte de uma 
pobre rapariga como ela. Devia ser assim, era a regra. Nessa indiferença, nessa frouxidão de persegui-
lo, de castigá-lo convenientemente, é que ele adquiria coragem para fazer o que fazia. Além de tudo, 
era covarde. Não cedia ao impulso do seu desejo, de seu capricho, por uma moça qualquer. Catava 
com cuidado as vítimas entre as pobres raparigas que pouco ou nenhum mal lhe poderiam fazer, não 
só no que toca à ação das autoridades, como da dos pais e responsáveis.” 
(BARRETO, A. H. Lima. Clara dos Anjos. São Paulo: Escala, s/d, p. 136-137) 
 
Clara dos Anjos é uma obra ficcional de Lima Barreto (1881-1922) que conta a história de uma moça 
que foi vítima da sedução de um rapaz mal intencionado. Apesar da obra não ter fins históricos, 
deixou transparecer diversos elementos contextuais e de críticas da sociedade brasileira dos finais 
do século XIX e início do século XX. Com base nessas informações, julgue o item a seguir. 
Uma das principais denúncias de Lima Barreto é o preconceito racial. Por meio de uma estória ele faz 
uma denúncia do que decorria em sua sociedade nos anos seguintes a abolição da escravidão, isto é, 
o tratamento desigual entre brancos e negros. 
 
25. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – Prefeitura Municipal de Pontal/SP – Professor de Educação Básica 
II/História – 2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Por se tratar de uma literatura ficcional, Clara dos Anjos não pode ser utilizada como documento 
histórico. Isso significa que a estória da obra se encontra desconexa da realidade, não havendo 
informações verídicas passíveis de serem conhecidas. 
 
26. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – Prefeitura Municipal de Pontal/SP – Professor de Educação Básica 
II/História – 2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
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A obra literária de Lima Barreto é um documento histórico oficial e deve ser amplamente utilizada 
como fonte histórica. Isso se deve ao fato de o texto conter fatos históricos que não necessitam na 
utilização de métodos apropriados. 
 
27. (Cebraspe – Secretaria de Estado de Educação de Alagoas – Professor de Português – 2018) 
Vidas Secas começa por uma fuga e acaba com outra. Decorre entre duas situações idênticas, 
de tal modo que o fim, encontrando o princípio, fecha a ação em um círculo. Entre a seca e as águas, 
a vida do sertanejo se organiza, do berço à sepultura, a modo de retorno perpétuo. Como os 
animais atrelados ao moinho, Fabiano voltará sempre sobre os passos, sufocado pelo meio. 
É preciso, todavia, lembrar que essa ligação com o problema geográfico e social só adquire 
significado pleno, isto é, só atua sobre o leitor, graças à elevada qualidade artística do livro. 
Graciliano soube transpor o ritmo mesológico para a própria estrutura da narrativa, mobilizando 
recursos que afazem parecer movida pela mesma fatalidade sem saída. Euclides da Cunha tomou 
o sertanejo e deu ao seu drama (que foi o primeiro a exprimir convenientemente) faíscas de 
epopeia. Graciliano esbateu-o no ramerrão das misérias diáriase o fez irremediavelmente doloroso. 
Apegou-se a um determinismo semelhante ao d’Os sertões, tornando-o inflexível pela 
representação literária do eterno retorno. E assim como José Lins do Rego produziu as obras-
primas das terras de massapé, com a planturosidade das regiões fartas, ele se tornou o escritor por 
excelência da terra estorricada. Romance da zona pastoril, encourado como ele na secura da 
fatalidade geográfica. Da consciência mortiça do bom Fabiano podem emergir os transes periódicos 
em que se estorce o homem esmagado pela paisagem e pelos outros homens. 
Antonio Candido. Ficção e confissão. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006 (com adaptações). 
 
Considerando as ideias do texto precedente e a relação que ele estabelece com aspectos da 
historiografia literária brasileira, julgue o item subsequente. 
De acordo com o texto, Euclides da Cunha antecipou marcas da prosa de ficção da segunda geração 
modernista, entre elas a preocupação com o impacto do meio sobre o indivíduo. 
 
28. (Cebraspe – Universidade de Brasília – 2013/2o semestre) 
Ângelus 
Desmaia a tarde. Além, pouco e pouco, no poente, 
O sol, rei fatigado, em seu leito adormece: 
Uma ave canta, ao longe; o ar pesado estremece 
Do ângelus ao soluço agoniado e plangente. 
 
Salmos cheios de dor, impregnados de prece, 
Sobem da terra ao céu numa ascensão ardente. 
E enquanto o vento chora e o crepúsculo desce, 
A Ave-Maria vai cantando, tristemente. 
 
Nest’hora, muita vez, em que fala a saudade 
Pela boca da noite e pelo som que passa, 
Lausperene de amor cuja mágoa me invade, 
 
Quisera ser o som, ser a noite, ébria e doida 
De trevas, o silêncio, esta nuvem que esvoaça, 
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Ou fundir-me na luz e desfazer-me toda. 
Francisca Júlia. Ângelus. In: Manuel Bandeira (Org.). Antologia dos poetas brasileiros: poesia da fase 
parnasiana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996, p. 293-4. 
 
Considerando o poema acima, julgue o item a seguir. 
Na linguagem empregada na primeira estrofe do poema Ângelus, predomina a personificação. 
 
29. (Cebraspe – Universidade de Brasília – 2017) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES 
Paisagem 
Dorme sob o silêncio o parque. Com descanso, 
Aos haustos, aspirando o finíssimo extrato 
Que evapora a verdura e que deleita o olfato, 
Pelas alas sem fim das árvores avanço. 
Ao fundo do pomar, entre as folhas, abstrato 
Em cismas, tristemente, um alvíssimo ganso 
Escorrega de manso, escorrega de manso 
Pelo claro cristal do límpido regato. 
Nenhuma ave sequer sobre a macia alfombra 
Pousa. Tudo deserto. Aos poucos escurece 
A campina, a rechã sob a noturna sombra. 
E enquanto o ganso vai, abstrato em cismas, pelas 
Selvas adentro entrando,a noite desce, desce... 
E espalham-se no céu camândulas* de estrelas... 
*rosário de contas grossas 
Francisca Júlia. Paisagem. Internet: <www.dominiopublico.org.br> (com adaptações). 
 
Com o poema Paisagem, Francisca Júlia inova no contexto do Parnasianismo brasileiro ao adotar o 
verso livre na descrição da paisagem do parque. 
 
30. (Cebraspe – Universidade de Brasília – 2017) Julgue o item a seguir. 
No poema, a construção lírica da paisagem evoca os sentidos da visão, da audição, do tato e do olfato, 
assim como sensações de movimento, o que confirma a afinidade estética da poesia de Francisca 
Júlia com a linguagem simbolista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 – GABARITO 
 
 
 
1. C 
2. C 
3. E 
4. C 
5. C 
6. E 
7. C 
8. C 
9. E 
10. E 
11. E 
12. E 
13. C 
14. C 
15. E 
16. E 
17. E 
18. C 
19. E 
20. E 
21. C 
22. C 
23. E 
24. C 
25. E 
26. E 
27. C 
28. C 
29. E 
30. C
 
 
10 – QUESTÕES COMENTADAS 
 
 
1. (IFB – Português – 2016 – adaptada) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 9 QUESTÕES 
CRISTAIS 
 
Mais claro e fino do que as finas pratas 
O som da tua voz deliciava... 
Na dolência velada das sonatas 
Como um perfume a tudo perfumava. 
 
Era um som feito luz, eram volatas 
Em lânguida espiral que iluminava, 
Brancas sonoridades de cascatas... 
Tanta harmonia melancolizava. 
 
Filtros sutis de melodias, de ondas 
De cantos volutuosos como rondas 
De silfos leves, sensuais, lascivos... 
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Como que anseios invisíveis, mudos, 
Da brancura das sedas e veludos, 
Das virgindades, dos pudores vivos. 
(CRUZ E SOUZA. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 1995. p. 86.) 
 
Julgue o item a seguir. 
O eu poético descreve uma voz, comparando-a a “finas pratas” (verso 1), sugerindo-lhe atributos estéticos. 
Esse recurso criador e pouco convencional aos poetas da época está a serviço de sua expressão poética. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Os adjetivos “finas pratas” está associado ao termo “O som da tua voz”. Trata-se do recurso da 
sinestesia, isto é, junção do sentido da audição com o da visão (percepção da cor prata) ou ainda tato 
(percepção da qualidade de fino). Consiste em uma figura de linguagem usada muito frequentemente no 
Simbolismo. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
2. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Sabendo-se que a sonata é uma composição musical feita para ser executada por um ou mais instrumentos, 
diferentemente de uma composição vocal, depreende-se dos versos 3 e 4 que o poema trata de uma voz 
que evoca um instrumento. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Sendo um movimento literário extremamente musical, o Simbolismo propunha a junção de várias 
artes e frequentemente aludia a formas musicais específicas, como a sonata e o soneto. A associação é 
possível. Quem compôs muitos noturnos por exemplo foi Frederic Chopin (1810-1849) e sonatas foi Ludwig 
van Beethoven (1770-1827). 
Não só em relação aos movimentos literários em si, mas, 
aprimorando um conceito importante do século XIX que se 
chama Gesamtkunstwerk (obra de arte total), cunhado pelo 
compositor alemão Richard Wagner, a poesia simbolista tentava 
incorporar a si elementos de outras artes, como é o caso da 
música e da pintura. Como a expressão: ut pictura poiesis 
(pintura e poesia). Por isso, vocês encontrarão frequentemente 
na poesia de Florbela a representação de cores, de sensações (e 
órgãos de sentidos: visão, tato, paladar, audição e olfato) e 
figuras de linguagens sonoras, como aliterações e assonâncias. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: difícil. 
Gabarito: C. 
 
3. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O uso de expressões sensoriais destaca-se dentre os recursos estilísticos presentes no poema, prevalecendo 
as sensações auditivas sobre as demais sensações por se tratar da descrição de uma voz. 
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Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Cuidado: trata-se, de fato, da descrição de um voz, sendo os dois últimos tercetos extremamente 
descritivos. Porém, não há supremacia de nenhum sentido em relação ao outro. Todos se interconectam, os 
perfumes, a visão (percepção de cores) etc. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
4. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Pode-se depreender do título do poema uma síntese do elemento poético descrito nos versos, há uma voz 
cristalina, semelhante ao som que se desprende de objetos de cristal quando batidos ou tocados. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
E toda a adjetivação do poema colabora com a descrição do que seria esse som, misturando-o 
igualmente a outros sentidos. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
5. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Nota-se que o poeta demonstra a mesma preocupação estética formal típica de poetas da época ao fazer 
uso do soneto, contudo mostra uma tendência à apresentação plástica e original da expressão artística. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Assim como outros escritores contemporâneos, como Raul Pompéia em O Ateneu, que inclusive era 
artista plástico, muitos escritores do período aderiam à noção de mesclar pintura e poesia para um 
refinamento maior da arte. Também faz parte do esteticismo em voga na época. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
6. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O eu poético busca nas imagens, aparentemente inconciliáveis e repetidas, a criação do sensorialismo, 
fazendo brotar a novidade estética literária recebida com grande prestígio pela crítica oficial do fim do século 
XIX. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Nem as imagens são inconciliáveis (paradoxo não é uma das figuras de linguagem tão frequentes 
assim no Simbolismo, em meio a tantas outras), tampouco o Simbolismo era tão querido pela crítica literária 
da época. Havia tabu em relação aos poetas suicidas por exemplo e muitos deles permaneceram à margem 
do cânone durante muito tempo, como Florbela Espanca. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
7. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Na tentativa de sugerir sensações aos leitores, a musicalidade trabalhada no poema pode ser identificada 
nas rimas, no uso das aliterações e na presença marcante de fonemas nasais. 
 
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Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Rimas como: “pratas/sonatas”; “deliciava/perfumava”; “volatas/cascatas”; 
“iluminava/melancolizava”; “ondas/rondas”; “mudos/veludos”; “lascivos/vivos”. Há predominância de 
termos no plural; logo, repetição do som consonantal “s”, caracterizando a aliteração. Outras consoantes 
que se repetem são: “f”, “l” e “p”. Por fim, na Fonética, sons nasais são aqueles representados pelas letras“m”, “n” ou pelo encontro vocálico “ão”. No poema, a “presença marcante de fonemas nasais” se encontra 
em: “fino”; “fina”; “som”; “dolência”; “sonatas”; “perfume/perfumava”; “lânguida”; “iluminava”; “Brancas 
sonoridades”; “tanta”; “melancolizava”; “ondas”; “cantos”; “rondas”; “sensuais”; “anseios”; “invisíveis”; 
“brancura” e “virgindade”. 
 Atenção: reparem que o poeta utilizou intencionalmente várias palavras para atingir o seu 
propósito sonoro e repetitivo. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
8. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
A expressão vaga e imprecisa da realidade constitui-se em traço importante da poesia do final do século XIX 
e pode ser percebida nas expressões que aproximam campos sensoriais distintos. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Essa imaterialidade e senso de perda da realidade é uma real tomada de posição contra as correntes 
materialistas e objetivas do fim do século XIX. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
9. (IFB – Português – 2016 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O poema apresenta elementos que se alinham com um programa de renovação estética que permeia 
produções literárias da modernidade que valorizam a originalidade e a manifestação por meio do singular. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Não eram tão originais assim os poemas simbolistas. Muitos pareciam até mesmo repetitivos. Sua 
proposta era mais temática, ao passo que foi o Parnasianismo que propunha rigor formal na estética. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
10. (FCC – Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo – Professor de Língua Portuguesa 2016 – 
adaptada) 
Lembro-me de que em 1891 formou-se um grupo de rapazes em torno da Folha Popular. Foi aí que 
os novos, tomando por insígnia um fauno, tentaram as suas primeiras exibições. A esse grupo prendiam-se 
por motivo de conveniência e por aproximação de idade Bernardino Lopes (B. Lopes), Perneta (Emiliano, que 
era o secretário da redação), Oscar Rosas e Cruz e Sousa. Tais rapazes, principalmente o primeiro, não eram 
desconhecidos. 
(Adaptado de: ARARIPE JÚNIOR, T. A. Literatura Brasileira − Movimento de 1893 − O crepúsculo dos povos. In: 
MURICY, A. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1952). 
 
Julgue o item a seguir. 
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O relato refere-se ao início do movimento parnasiano. 
Comentários 
 Questão de Crítica Literária/conhecimento do movimento literário. 
Refere-se ao movimento simbolista, pela menção a Cruz e Souza e também ao fauno, uma alusão 
implícita a Mallarmé, como estudamos já desde a contextualização desta aula. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
11. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 2018 – 
adaptada) Julgue o item a seguir. 
No Brasil, considera-se como marco inicial a publicação da obra Fanfarras, de Olavo Bilac, em 1882. Além do 
‘Príncipe dos Poetas Brasileiros’, são grandes expoentes do parnasianismo brasileiro Alberto de Oliveira e 
Raimundo Correia. 
Comentários 
 Questão de conhecimento do cânone (autores e obras mais importantes). 
Fanfarras (1882) é uma obra de Teófilo Dias e não de Olavo Bilac. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: fácil. 
Gabarito: E. 
 
12. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 2018 – 
adaptada) Julgue o item a seguir. 
O Parnasianismo é adepto da arte pela arte, concepção pela qual a arte deve existir apenas em função dela 
mesma, embora verse sobre problemas políticos, sociais, afetivos e religiosos. 
Comentários 
 Questão de conhecimento do movimento literário. 
Problemas cotidianos, científicos e históricos e não sociais, afetivos e religiosos. O movimento 
literário do período mais voltado para a religiosidade foi o Simbolismo, ainda que não em forma de culto ou 
doutrina, mas sim defesa da transcendência e do misticismo. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: fácil. 
Gabarito: E. 
 
13. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 2018 – 
adaptada) Julgue o item a seguir. 
No Parnasianismo, a busca da forma perfeita é uma preocupação fundamental para os parnasianos: há a 
preferência por uma forma fixa, pela ordem indireta, por palavras raras, pela rima rica ou preciosa. 
Comentários 
 Questão de conhecimento do movimento literário. 
Brincadeiras à parte, mas é como se os parnasianos tivessem Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): 
eles eram perfeccionistas e prezavam pela perfeição acima de tudo. Por isso, escolheram como seu símbolo 
o elevado lugar do Parnaso. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: fácil. 
Gabarito: C. 
 
14. (IFB – Português – 2016 – adaptada) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES 
O PIOR DOS MALES 
Baixando à Terra, o cofre em que guardados 
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Vinham os Males, indiscreta abria 
Pandora. E eis deles desencadeados 
À luz, o negro bando aparecia. 
 
O Ódio, a Inveja, a Vingança, a Hipocrisia, 
Todos os Vícios, todos os Pecados 
Dali voaram. E desde aquele dia 
Os homens se fizeram desgraçados. 
 
Mas a Esperança, do maldito cofre 
Deixara-se ficar presa no fundo, 
Que é última a ficar na angústia humana... 
 
Por que não voou também? Para quem sofre 
Ela é o pior dos males que há no mundo, 
Pois dentre os males é o que mais engana. 
(OLIVEIRA, Alberto de. O pior dos males. In: Parnasianismo. Seleção e prefácio de Sânzio de Azevedo. 
 
Julgue o item a seguir. 
O uso de letras maiúsculas para grafar substantivos comuns tem por finalidade universalizar os sentidos dos 
termos, sugerindo que eles são comuns à humanidade. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Esse procedimento é bastante comum no Parnasianismo como um todo. Sentimentos como 
substantivos próprios ganham aura mítica, o que colabora com um dos principais temas parnasianos. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
15. (IFB – Português – 2016 – adaptada) 
A perspectiva do poema parnasiano assemelha-se ao mito clássico grego em que Pandora retém o pior dos 
males que há no mundo. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
A esperança não é necessariamente um mal, dependendo do ponto de vista de quem a encara ou 
para quem dela precisa. Para quem depende da esperança, ela pode parecer um mal, já que muito promete 
e pouco traz. Segundo a explicação mítica do poema acima, ela seria limitada por ainda se manter presa ao 
fundo da caixa, sem ter saído dela. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
16. (IFB – Português – 2016 – adaptada) 
Segundo o poeta, Pandora retém somente a esperança na caixa e, desde então, os homens se fizeram 
desgraçados, pois ela não é capaz consolar os homens diante de seus infortúnios. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
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Não é Pandora quem retém a esperança; paira dúvida sobre o porquê de a esperança ainda 
permanecer na caixa, como se fosse uma escolha própria dela. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
17. (IFB – Português – 2016 – adaptada) 
A atitudeestética assumida pelo poeta no texto restringe-se a compor um quadro rígido, impassível, 
desejado no modismo parnasiano na criação do objeto poético. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Cuidado: embora parnasiano, o poema se permite certas dúvidas, como é o caso de “Por que não 
voou também?”. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
18. (CONSEP – Prefeitura Municipal de Camocim/CE – Professor de Educação Básica II/Português – 2012 – 
adaptada) Leia atentamente o poema abaixo: 
A idéia 
 
De onde ela vem?! De que matéria bruta 
Vem essa luz que sobre as nebulosas 
Cai de incógnitas criptas misteriosas 
Como as estalactites duma gruta?! 
 
Vem da psicogenética e alta luta 
Do feixe de moléculas nervosas, 
Que, em desintegrações maravilhosas, 
Delibera, e depois, quer e executa! 
 
Vem do encéfalo absconso que a constringe, 
Chega em seguida às cordas do laringe, 
Tísica, tênue, mínima, raquítica ... 
 
Quebra a força centrípeta que a amarra, 
Mas, de repente, e quase morta, esbarra 
No mulambo da língua paralítica. 
(Augusto dos Anjos) 
 
Julgue o item a seguir. 
Augusto dos Anjos é conhecido por ser um poeta que, recorrentemente, usa termos científicos e 
escatológicos. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
O vocabulário científico é usado até para explicar os seres mais simples, como um tipo de nuvem 
(“nebulosa”), entre tantos outros: “moléculas nervosas” (termo biológico); “estalactites” (termo geológico: 
estruturas pontiagudas em cavernas); “psicogenética” (conjunto de teorias da pedagogia para explicar a 
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gênese do comportamento humano); “laringe” (parte do corpo humano perto à garganta); “tísica” 
(tuberculose, vocabulário que remete às patologias naturalistas) e “força centrípeta” (força resultante que 
puxa um corpo em movimento circular). Atenção: mesmo o vocabulário que não é científico acaba 
parecendo pelo seu grau de complexidade, como é o caso, por exemplo, de “absconso”: escondido, 
recôndito. 
Os poemas de Augusto dos Anjos são uma verdadeira aula de ciências e na sua prova muito 
provavelmente ele deve vir acompanhado de um glossário. 
Já a escatologia é um tratado dos excrementos ou ainda doutrina sobre o final dos tempos e da 
história; doutrina sobre o destino último dos homens e da Terra (dicionário Aulete). O poema parece dialogar 
mais com estes últimos sentidos: “Mas, de repente, e quase morta, esbarra /No mulambo da língua 
paralítica”. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: difícil. 
Gabarito: C. 
 
19. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 2018 – 
adaptada) Julgue o item a seguir. 
Na prosa, a arte pré-modernista volta-se para questões políticas, econômicas e sociais, representadas, 
sobretudo, nas obras “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; “Canaã”, de Graça Aranha; “Triste Fim de Policarpo 
Quaresma”; de Lima Barreto; e “Jeca Tatu”, de Monteiro Lobato. 
Comentários 
 Questão de conhecimento do cânone (autores e obras mais 
importantes). 
Jeca Tatu é um personagem da obra Urupês e não o título da obra em si. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: difícil. 
Gabarito: E. 
 
20. (CEV/UECE – Secretaria de Estado da Educação do Ceará – Professor de Língua Portuguesa – 2018 – 
adaptada) Julgue o item a seguir. 
O Pré-Modernismo é considerado um período de transição e não uma escola literária, pois conserva algumas 
tendências das estéticas da segunda metade do século XIX (Romantismo, Realismo, Parnasianismo e 
Simbolismo), ao mesmo tempo que antecipa outras, aprofundadas durante o Modernismo. 
Comentários 
 Questão de conhecimento do movimento literário. 
É considerado ambos: tanto um movimento literário, quanto um momento de transição. Já não 
conserva tanto assim as mesmas visões do século XIX. Tenta achar forma própria e se autoafirmar, o que irá 
se transmutar no radicalismo da primeira geração. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: fácil. 
Gabarito: E. 
 
21. (MSCONCURSOS – Prefeitura Municipal de São José do Norte/RS – Tradutor e Intérprete de Libras – 
2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
O regionalismo e a situação do homem do campo são apresentados sem idealização. As obras denunciam a 
realidade brasileira, destacando aspectos como a desigualdade social, a exploração. Entram em cena o 
sertanejo, o caipira, os funcionários públicos, os moradores do subúrbio e da periferia. Essas são algumas 
características do Pré-Modernismo. 
 
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Comentários 
 Questão de conhecimento do movimento literário. 
O Pré-Modernismo apresenta várias facetas. O melhor termo-chave para defini-lo na prosa é a 
mistura de estilos. Há obras acentuadamente regionalistas e ao mesmo tempo outras mais urbanas, 
representando o subúrbio, como Clara dos Anjos de Lima Barreto, por exemplo. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
22. (Cebraspe – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN – Técnico L/Área 1 – 2018) 
O que constitui a nação é a transmissão, entre as gerações, de uma herança coletiva inalienável. A criação 
das identidades nacionais consistirá em inventariar esse patrimônio comum, isto é, de fato, em inventá-lo. 
Anne-Marie Thiesse. Ficções criadoras: as identidades nacionais. Anos 90, v. 9, n.º 15, nov./2008. Internet: 
<www.seer.ufrgs.br> (com adaptações). 
 
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente. 
A identidade do sertanejo, caracterizada por uma cultura específica e distinta da degenerada pelo 
cosmopolitismo, foi projetada, em grandes obras regionalistas da literatura brasileira — por exemplo, Os 
Sertões, de Euclides da Cunha — como uma possível identidade nacional em formação. 
Comentários 
 Questão Crítica Literária/conhecimento do movimento literário. 
O Pré-Modernismo foi importante, entre outros aspectos, pela tentativa de busca dessa identidade, 
o que se consolidará no Modernismo. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
23. (IPEFAE – Prefeitura Municipal de Andradas/MG – Médico Oftalmologista – 2017 – adaptada) 
"O olhar continua desconfiado. As vestimentas são as mesmas: botina, calça e camisa esgarçados, chapéu de 
abas largas. Em vez de agregado, ele agora é funcionário. Na choupana, ainda reinam o fogão, a lenha e o 
banquinho de três pés. Do lado de fora, uma antena parabólica denuncia a modernidade. Nos bolsos, nada 
de telefone celular. Aí seria demais. O caipira do século 21 permanece nas terras da Buquira, a fazenda do 
Vale do Paraíba que já foi do escritor Monteiro Lobato e lhe serviu de cenário para seu primeiro livro, Urupês, 
cujo conto inicial foi publicado nas páginas do Estado. No livro, aparecia pela primeira vez a figura do Jeca 
Tatu, descrito como uma espécie de 'piolho da terra'." 
Fonte: Estado de S. Paulo em < http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,jeca-tatu-sobrevive-na-terra-de-
monteiro-lobato,70002212697> Acesso 07 de março de 2018. 
 
Julgue o item a seguir. 
Monteiro Lobato ficou marcado no imaginário brasileiro como autor de livros infantis. Uma de suas obras 
principais foi “Aventuras do Zé Carioca”. 
Comentários 
 Questão de conhecimento do cânone (autores e obras mais importantes). 
“Aventuras do Zé Carioca” é um personagem da Disney. Sua primeira aparição foi em um filme com 
o Pato Donald. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: fácil. 
Gabarito: E. 
 
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24. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – Prefeitura Municipal de Pontal/SP – Professor de Educação Básica II/História 
– 2018 – adaptada) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES 
“[...] Todas essas perguntas, ela formulava e não lhe dava resposta. Cassi partira, fugira... Agora é que 
percebia bem quem era o tal Cassi. O que os outros diziam dele era a pura verdade. A inocência dela, a sua 
simplicidade de vida, a sua boa fé, e o seu ardor juvenil tinham-na completamente cegado. Era mesmo o que 
diziam... Por que a escolhera? Porque era pobre e, além de pobre, mulata. Seu desgraçado padrinho tinha 
razão... Fora Cassi quem o matara. 
Ele contava, já não se dirá com o apoio, mas com a indiferença de todos pela sorte de uma pobre 
rapariga como ela. Devia ser assim, era a regra. Nessa indiferença, nessa frouxidão de persegui-lo, de castigá-
lo convenientemente, é que ele adquiria coragem para fazer o que fazia. Além de tudo, era covarde. Não 
cedia ao impulso do seu desejo, de seu capricho, por uma moça qualquer. Catava com cuidado as vítimas 
entre as pobres raparigas que pouco ou nenhum mal lhe poderiam fazer, não só no que toca à ação das 
autoridades, como da dos pais e responsáveis.” 
(BARRETO, A. H. Lima. Clara dos Anjos. São Paulo: Escala, s/d, p. 136-137) 
 
Clara dos Anjos é uma obra ficcional de Lima Barreto (1881-1922) que conta a história de uma moça que 
foi vítima da sedução de um rapaz mal intencionado. Apesar da obra não ter fins históricos, deixou 
transparecer diversos elementos contextuais e de críticas da sociedade brasileira dos finais do século XIX 
e início do século XX. Com base nessas informações, julgue o item a seguir. 
Uma das principais denúncias de Lima Barreto é o preconceito racial. Por meio de uma estória ele faz uma 
denúncia do que decorria em sua sociedade nos anos seguintes a abolição da escravidão, isto é, o tratamento 
desigual entre brancos e negros. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Como é o caso escrachado em “Porque era pobre e, além de pobre, mulata.” Da mesma forma como 
este seria um argumento para se aproximar de Clara para início de conversa, também poderia ter sido o 
motivo de seu abandono. A obra também expressa pessimismo e determinismo, como em “Devia ser assim, 
era a regra.” 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
25. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – Prefeitura Municipal de Pontal/SP – Professor de Educação Básica II/História 
– 2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
Por se tratar de uma literatura ficcional, Clara dos Anjos não pode ser utilizada como documento histórico. 
Isso significa que a estória da obra se encontra desconexa da realidade, não havendo informações verídicas 
passíveis de serem conhecidas. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Está totalmente imersa na realidade, não só do fim do século XIX que presenciou a Abolição da 
Escravidão e uma geração de mestiços nascidos dos mais variados encontros, como também por traços 
biográficos do próprio Lima Barreto. O trecho, entre outros aspectos, denuncia o preconceito, tentando 
explicá-lo estruturalmente. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
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26. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – Prefeitura Municipal de Pontal/SP – Professor de Educação Básica II/História 
– 2018 – adaptada) Julgue o item a seguir. 
A obra literária de Lima Barreto é um documento histórico oficial e deve ser amplamente utilizada como 
fonte histórica. Isso se deve ao fato de o texto conter fatos históricos que não necessitam na utilização de 
métodos apropriados. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Não é documento histórico oficial, mas sim ficcional. O seu romance histórico propriamente dito é 
Triste fim de Policarpo Quaresma (1911), em que uma das personagens literárias é a figura histórica de 
Floriano Peixoto. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
27. (Cebraspe – Secretaria de Estado de Educação de Alagoas – Professor de Português – 2018) 
Vidas Secas começa por uma fuga e acaba com outra. Decorre entre duas situações idênticas, de tal 
modo que o fim, encontrando o princípio, fecha a ação em um círculo. Entre a seca e as águas, a vida do 
sertanejo se organiza, do berço à sepultura, a modo de retorno perpétuo. Como os animais atrelados ao 
moinho, Fabiano voltará sempre sobre os passos, sufocado pelo meio. 
É preciso, todavia, lembrar que essa ligação com o problema geográfico e social só adquire significado 
pleno, isto é, só atua sobre o leitor, graças à elevada qualidade artística do livro. Graciliano soube transpor 
o ritmo mesológico para a própria estrutura da narrativa, mobilizando recursos que afazem parecer 
movida pela mesma fatalidade sem saída. Euclides da Cunha tomou o sertanejo e deu ao seu drama (que 
foi o primeiro a exprimir convenientemente) faíscas de epopeia. Graciliano esbateu-o no ramerrão das 
misérias diárias e o fez irremediavelmente doloroso. Apegou-se a um determinismo semelhante ao 
d’Os sertões, tornando-o inflexível pela representação literária do eterno retorno. E assim como José 
Lins do Rego produziu as obras-primas das terras de massapé, com a planturosidade das regiões fartas, ele 
se tornou o escritor por excelência da terra estorricada. Romance da zona pastoril, encourado como ele 
na secura da fatalidade geográfica. Da consciência mortiça do bom Fabiano podem emergir os transes 
periódicos em que se estorce o homem esmagado pela paisagem e pelos outros homens. 
Antonio Candido. Ficção e confissão. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006 (com adaptações). 
 
Considerando as ideias do texto precedente e a relação que ele estabelece com aspectos da historiografia 
literária brasileira, julgue o item subsequente. 
De acordo com o texto, Euclides da Cunha antecipou marcas da prosa de ficção da segunda geração 
modernista, entre elas a preocupação com o impacto do meio sobre o indivíduo. 
Comentários 
 Questão de Crítica Literária/conhecimento do movimento literário. 
A segunda geração modernista era a de 1930, marcada pelo chamado romance de 1930, tipicamente 
preocupado com ao denúncia social e o regionalismo. Em certa medida, três décadas antes, o Pré-
Modernismo estava prefigurando esta forma de representação. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
28. (Cebraspe – Universidade de Brasília – 2013/2o semestre) 
Ângelus 
Desmaia a tarde. Além, pouco e pouco, no poente, 
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O sol, rei fatigado, em seu leito adormece: 
Uma ave canta, ao longe; o ar pesado estremece 
Do ângelus ao soluço agoniado e plangente. 
 
Salmos cheios de dor, impregnados de prece, 
Sobem da terra ao céu numa ascensão ardente. 
E enquanto o vento chora e o crepúsculo desce, 
A Ave-Maria vai cantando, tristemente. 
 
Nest’hora, muita vez, em que fala a saudade 
Pela boca da noite e pelo som que passa, 
Lausperene de amor cuja mágoa me invade, 
 
Quisera ser o som, ser a noite, ébria e doida 
De trevas, o silêncio, esta nuvem que esvoaça, 
Ou fundir-me na luz e desfazer-me toda. 
Francisca Júlia. Ângelus. In: Manuel Bandeira (Org.). Antologia dos poetas brasileiros: poesia da fase parnasiana. Rio 
de Janeiro: Nova Fronteira, 1996, p. 293-4. 
 
Considerando o poema acima, julgue o item a seguir. 
Na linguagem empregada na primeira estrofe do poema Ângelus,predomina a personificação. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/figura de linguagem. 
A personificação ou prosopopeia (atribuição de características humanas a seres inanimados ou 
irracionais) está empregada no fato de a tarde desmaiar e o sol estar fatigado e adormecer. 
 Atenção: muito embora as próximas questões sejam do vestibular da UnB, percebam como 
Francisca Júlia é uma autora recorrente na Banca Cebraspe. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
29. (Cebraspe – Universidade de Brasília – 2017) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES 
Paisagem 
Dorme sob o silêncio o parque. Com descanso, 
Aos haustos, aspirando o finíssimo extrato 
Que evapora a verdura e que deleita o olfato, 
Pelas alas sem fim das árvores avanço. 
Ao fundo do pomar, entre as folhas, abstrato 
Em cismas, tristemente, um alvíssimo ganso 
Escorrega de manso, escorrega de manso 
Pelo claro cristal do límpido regato. 
Nenhuma ave sequer sobre a macia alfombra 
Pousa. Tudo deserto. Aos poucos escurece 
A campina, a rechã sob a noturna sombra. 
E enquanto o ganso vai, abstrato em cismas, pelas 
Selvas adentro entrando, a noite desce, desce... 
E espalham-se no céu camândulas* de estrelas... 
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*rosário de contas grossas 
Francisca Júlia. Paisagem. Internet: <www.dominiopublico.org.br> (com adaptações). 
 
Com o poema Paisagem, Francisca Júlia inova no contexto do Parnasianismo brasileiro ao adotar o verso 
livre na descrição da paisagem do parque. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Francisca Júlia é, sim, uma escritora parnasiana; porém, o Parnasianismo costuma utilizar formas fixas 
e métrica regular. Verso livre, por sua vez, é verso sem métrica fixa. Façamos, pois a escansão de alguns dos 
versos, a fim de identificarmos se a contagem das sílabas poéticas se mantém ou se varia. 
 
 
Dor-me-sob-o-si-lên-cio o-par-que.-Com-des-can-so, (12 sílabas poéticas) 
 
Aos-haus-tos,-as-pi-ran-do o-fi-nís-si-mo ex-tra-to (12 sílabas poéticas) 
 
Que e-va-po-ra a-ver-du-ra e-que-de-lei-ta o olfa-to, (12 sílabas poéticas) 
 
Pe-las-a-las-sem-fim-das-ár-vo-res-a-van-ço. (12 sílabas poéticas) 
 
Versos com doze sílabas poéticas não são “inovadores”, mas sim tradicionais (clássicos). Também são 
chamados de versos alexandrinos. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: E. 
 
30. (Cebraspe – Universidade de Brasília – 2017) Julgue o item a seguir. 
No poema, a construção lírica da paisagem evoca os sentidos da visão, da audição, do tato e do olfato, assim 
como sensações de movimento, o que confirma a afinidade estética da poesia de Francisca Júlia com a 
linguagem simbolista. 
Comentários 
 Questão de interpretação de texto literário/conhecimento do movimento literário. 
Atenção: os movimentos literários do fim do século XIX ocorreram 
simultaneamente. Pode acontecer de um mesmo autor ou autora, como é o caso de 
Francisca Júlia, possuir traços estilísticos condizentes com mais de um movimento. A 
dica é sempre analisar caso a caso, isto é, interpretar particularmente o poema em 
questão que cair. 
 O grau de dificuldade dessa questão é: médio. 
Gabarito: C. 
 
11 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ANJOS, Augusto dos. Eu. Disponível em: https://tinyurl.com/ybtwrbj6. Acesso em: 20 set. 2019. 
APOLLINAIRE, Guillaume. Caligramas. Trad. Álvaro Faleiros. 2. ed. São Paulo; Brasília: Ateliê Editorial; Editora 
UnB, 2019. 
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ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. Trad. Denise Bottmann e Federico Carotti. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1992. 
BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. 
______. O triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: https://tinyurl.com/j7boeft. Acesso em: 20 set. 
2019. 
BASTOS, Natacha. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: https://tinyurl.com/y3ohtfst. Acesso 
em: 20 set. 2019. 
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Paulo: Hedra, 2009. 
______. As flores do mal. Trad. Júlio Castañon Guimarães. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 
2019. 
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2017. 
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(v. 3). 
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FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. Trad. Herculano Villas-Boas. São Paulo: Martin Claret, 2015. 
FRAZÃO, Dilva. Eugénio de Castro: poeta português. Disponível em: https://tinyurl.com/y6h96f88. Acesso 
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GUIMARÃES, Alphonsus de. Poemas. Disponível em: https://tinyurl.com/y6xjbx4t. Acesso em: 20 set. 2019. 
MALLARMÉ, Stéphane. Um lance de dados. 2. ed. Trad. Álvaro Faleiros. São Paulo: Ateliê Editorial, 2017. 
MANN, Thomas. Os Buddenbrooks. Trad. Herbert Caro. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. 
MOISÉS, Massaud. História da literatura brasileira: do realismo à belle époque. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 
2016 (v. 2). 
TOLSTÓI, Liev. Anna Kariênina. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Cosac Naify, 2011. 
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RIMBAUD, Arthur. Rimbaud livre. 3. ed. Trad. Augusto de Campos. São Paulo: Perspectiva, 2013 (Coleção 
Signos; v. 14). 
VERLAINE, Paul. A voz dos botequins e outros poemas. Trad. Guilherme de Almeida. São Paulo: Hedra, 2009. 
 
12 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Eu me coloco à disposição de vocês para sanar eventuais e possíveis dúvidas. 
Tenho a meta de responder ao Fórum de Dúvidas, com a qualidade e profundidade exigidas, assim 
como podem me encontrar em redes sociais. 
 
 
Versão Data Modificações 
1 04/11/2021 Primeira versão do texto. 
 
 
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