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GUIA-TUTORIAL DE CULTIVO AMADOR PF TEK – 
ILUSTRADO E ATUALIZADO ATÉ 2022 
 
SUMÁRIO 
Parte I – Preparo do Substrato ........................................... p. 01 
Parte II – Inoculação do Substrato ..................................... p. 05 
Parte III – Preparação do Terrário em Garrafa Pet ............ p. 10 
Parte IV – Do Aniversário à Colheita .................................. p. 13 
Parte V – Secagem, Conservação e Consumo .................... p. 16 
Parte VI – Confecção de Carimbo e Seringa ....................... p. 19 
 
 
PARTE I – PREPARO DO SUBSTRATO 
(hora de cozinhar) *não precisa de assepsia 
 
Introdução. Fazer um Substrato PF Tek é seguir a receita abaixo para criar um alimento nutritivo (FAI), úmido 
(água) e aerado (vermiculita) para o Psilocybe Cubensis. Em sequência, será feita sua autoclave caseira em panela 
de pressão (PP) para esterilizar o substrato e ao mesmo tempo o deixar cozido para melhor digestão pelo fungo. 
 
I.1 – RECEITA PF TEK, MATERIAL USADO, PREPARO DO SUBSTRATO 
 
A) Substrato PF Tek (Receita): 
• 2 volumes de vermiculita – pode substituir por fibra de coco, que deve ser bem picadinha ou moída; 
• 1 volume de água mineral – se quiser, pode usar qualquer água potável; 
• 1 volume de farinha de arroz integral (FAI) – ou pelo menos arroz integral bem quebrado no 
liquidificador. É possível transformar o arroz integral em farinha usando um moedor de café ou de grãos 
em geral. Quanto mais fina a farinha, melhor. 
 
Observações sobre o substrato: 
1. Exemplo: para 400 ml de FAI, usar 400 ml de água e 800 ml de vermiculita. Na minha experiência, 400 ml 
de FAI com 400 ml de água mineral e 800 ml de vermiculita resultam em 7 a 8 copos de requeijão grandes 
(250 ml) com espaço pra camada de selo de vermiculita. Esta é apenas uma estimativa inicial, você terá 
mais noção sobre como isso ocorre com seus copos e potes quanto mais cultivos fizer; 
2. Arroz branco não substitui o integral – os cogumelos virão quase sem potência; 
3. As medidas são em volume, e não em peso. Não faria sentido ser em peso, quando o volume é a forma 
mais fácil de medir e de dar a proporção arredondada de 2:1:1; 
4. A PP realiza uma autoclave caseira, que esterilizará o substrato para que somente o Psilocybe Cubensis o 
devore, impedindo bactérias e fungos concorrentes/contaminantes de se desenvolverem; 
5. Vermiculita não substitui perlite, nem perlite substitui vermiculita; 
6. Qualquer mudança na proporção da receita gerará atraso na colonização e/ou maiores chances de 
contaminações. 
Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
2 
 
Dispensa-se a assepsia. Você só precisa ter a higiene normal que teria na cozinha. Pode mexer no substrato e 
tudo mais com as mãos. Depois, a PP irá esterilizar tudo. Então esqueça álcool 70%, luvas, máscaras e etc. 
 
B) Materiais: 
1) Copos de vidro e/ou potes de vidro ou de polipropileno (possuem a sigla PP5 escrita embaixo). Neste 
guia falaremos apenas em “copo”, mas entenda também “pote” se for usar um. O volume mínimo pra dar 
um bolo que renda bem deve ser a partir de 200-220 ml. Mas não há volume mínimo nem máximo. Apenas, 
quanto maior o volume, mais tempo deve passar na PP e mais cada bolo tenderá a produzir; 
2) Papel alumínio – pro selamento, se não for usar a própria tampa do copo ou pote; 
3) Fita isolante – para selar; 
4) Tesoura ou faca de serra – para recortar o alumínio; e 
5) Bacia de cozinha, para misturar os ingredientes dentro dela. 
 
C) Ordem para a Mistura dos Ingredientes 
Nesta exata ordem o substrato ficará bem aerado: 
 
1. Primeiro vermiculita; 
 
2. Então adicione a água mineral e misture até ficar homogêneo; 
 
3. E só por fim coloque a FAI e a misture até ficar homogêneo. 
 
Ponto de umidade: aquele em que você espreme o substrato na mão e escorre até umas poucas gotas. Não deve 
estar enxarcado nem sem escorrer nada. Siga a receita com o uso de medidores de volume que dará certo: na 
dúvida se ao espremer escorreu a quantidade certa, confie nos volumes da receita que você usou, se a seguiu à 
risca. 
 
ILUSTRAÇÕES 
 
 
 
Pode usar as mãos nuas e limpas com sabão ou detergente. 
 
Na foto, o substrato já está misturado. E, apoiada na bacia, está a 
colher para colocá-lo nos copos sem o compactar. 
 
 
Coloque o substrato em colheradas nos copos. Em seguida, dê 
batidinhas leves na superfície para acomodar o que colocou sem 
compactar. Jamais compacte, ou atrapalhará a taxa de colonização. 
 
Deixe um ou dois dedos para a camada de vermiculita. 
 
Dica. Trabalhar sobre um pano de prato ajuda a limpar a sujeira e a 
amortecer as batidinhas dos copos para ajeitar o substrato. 
 
https://teonanacatl.org/attachments/20200723_204842-jpg.116423/
Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
3 
 
Adicione a camada de vermiculita nova, de um a poucos centímetros. 
 
Preencha os selos de vermiculita, mas deixe um pequeno espaço até a 
boca para que o substrato expanda na PP sem forçar muito o selo, o 
que ocorre devido ao ganho de volume da FAI cozida. 
 
 
Essa camada é opcional, mas reduz a quase zero a chance de 
contaminação que se origine no ar sobre os copos na hora de inocular 
com uma seringa e também em caso de incidentes com o lacre de 
alumínio ou a tampa do copo durante a inoculação. 
 
Vão grudar umas sujeirinhas de vermiculita e/ou substrato na beira dos 
copos, que podem prejudicar a aderência do selo de alumínio e 
também criar passagens de ar para contaminantes. 
 
A ideia é liberar as bordas para que o selo de alumínio ou a tampa 
possam aderir sem sujeiras e passagens de contaminantes. 
 
Só precisa retirar o excesso. Pode remover com os dedos mesmo pra 
limpar as bordas, pois a PP irá esterilizar tudo. 
 
Na imagem ao lado, dentro dos copos, veem-se os substratos embaixo 
e a camada de vermiculita em cima. 
 
A foto dá uma noção de como pode variar a grossura da camada de 
vermiculita, mas que é sempre substancialmente a menor parte do 
copo. 
 
 
Na foto: já se veem as bordas limpas dos excessos e prontas pra 
receberem o lacramento. 
 
 
Se a tampa do copo ou do pote fizerem pressão suficiente para vedar bem (não precisa ser hermético), o uso de 
fita isolante é descartado. 
 
Há diversas técnicas para a selagem dos copos. Segue abaixo a técnica mais comum, que é fazer um recorte no 
alumínio na boca dos copos, para então aplicar a fita isolante de vedação. 
 
Antes, corte o alumínio em quadrados suficientes para que deem um recorte em torno da boca do copo. Então: 
https://teonanacatl.org/attachments/20200723_205441-jpg.116424/
https://teonanacatl.org/attachments/20200723_205723-jpg.116425/
https://teonanacatl.org/attachments/20200723_205801-jpg.116426/
Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
4 
 
Corte o alumínio ao redor da boca do pote. 
Você pode fazer não só com uma tesoura, mas 
também com uma faca de serra (com jeito) sem 
rasgar o alumínio. 
 
 
Na foto: é usada a caixa de uma fita isolante 
grande pra fazer a fôrma de corte do alumínio 
em torno do copo para agilizar. Mas o mais 
comum é fazer apenas com as mãos. 
 
 
Daí passe aquela fita isolante esperta e... 
 
 
 
E eis os copos prontos para ir à autoclavagem, 
onde ficarão em fogo baixo por 1 hora a até 
1h30min, após a PP pegar pressão. 
 
I.2 – FAQ SOBRE PREPARO E ESTERILIZAÇÃO DE SUBSTRATO PF TEK 
 
A) Qual a Medida de Água? 
O suficiente para encher até que os copos ou potes não comecem a flutuar, caso sejam finos ou leves. Mas não 
coloque menos que 3 a 5 centímetros – ou duas falanges de um dedo indicador adulto mediano. 
 
Teste de volume de água. Se quiser, encha a PP com o volume de água que calculou usar para a autoclave 
com os copos dentro. Depois, simule tudo: abaixe o fogo após abrir pressão e deixe pelo tempo que planeja. 
Espere esfriar e abra. Sehouver água restante no fundo da PP, então está com margem de segurança. 
 
B) Qual o Tempo de Fogo baixo após pegar Pressão? 
De 45 minutos a 1h30min, limite que não deve ser ultrapassado. De começo, faça 1 hora pra cima pelo menos, 
para ter mais garantia da eficácia. Esse tempo começa a contar a partir de quando a válvula começar a apitar, 
momento em que o fogo deverá ser abaixado. 
 
Teste da válvula. Pegue a tampa da PP, vire de cabeça pra baixo e encha de água. Se a válvula deixar passar 
água, então ela não está entupida e pode ser usada com segurança. 
 
C) Como evitar que os Recipientes dentro da PP caiam? 
Para impedir que os copos caiam, coloque-os todos bem juntinhos na PP, sem espaços pra quedas. Caso haja 
espaço entre eles o suficiente pra que caiam, use um recipiente ou mais de vidro ou PP5 cheio de água para 
preencher o vazio e impedir eventuais quedas. 
https://teonanacatl.org/attachments/20200723_210454-jpg.116427/
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Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
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D) Precisa evitar que os Recipientes encostem no fundo da PP? 
Não. É opcional. Em regra, não haverá danos se sua PP5 não for muito fina ou de má qualidade, nem seus vidros 
muito frágeis; e se não deixar a água da PP chegar perto de secar totalmente. 
 
São apontados 3 problemas que têm chance de ocorrerem no caso do contato direto: derreter o PP5, rachar 
o vidro ou caramelizar o amido do substrato. Por isso, seguem abaixo... 
 
D.1) Dois métodos mais adotados para que os Recipientes não encostem no fundo da PP: 
 
1) Usar pano no fundo. É perigoso. Sem panos, copos e potes tendem a cair menos na PP. Além disso, o 
pano pode soltar um fiapo, entupir a válvula e causar uma explosão. 
 
2) Suporte no fundo da panela. Se for usar algo, use isso. Pode ser usado descanso de panela, fôrma de 
bolos ou de pizza furada e emborcada, suporte pra cozimento em vapor de legumes dentro de panelas, 
fôrma de pudim própria pra PP, etc., qualquer coisa que mantenha os copos firmes e afastados do fundo. 
 
F) Precisa furar o Alumínio do Selo? 
Não precisa furar. A esterilização dos copos será eficaz e o lacre não romperá. A fita isolante com o lacre de 
alumínio não impede a troca de vapores entre o interior dos copos e da PP, pois não é uma vedação hermética. 
 
Além disso, na hora de tirar da PP para inocular, pode-se ter mais praticidade porque os copos saem lacrados 
e só quem os fura é a seringa, o que quase anula a chance de contaminação na retirara da PP. Só não grude 
o selo de vermiculita no selo de alumínio para que o inchamento não o rasgue; mas, no máximo, o estufe. 
 
 
PARTE II – INOCULAÇÃO DO SUBSTRATO 
(hora de furar) *assepsia necessária 
 
Introdução. Inoculação, nos cultivos de Psilocybe Cubensis, significa inserir seus esporos ou micélio em substrato 
nutritivo para que se desenvolva. Nosso guia usará uma seringa multiesporos (ME) para inocular. 
 
II.1 – LOCAL DE TRABALHO E MATERIAL USADO 
 
A) Local de Trabalho: Tampa da Boca do Forno do Fogão 
Em nosso tutorial faremos todas as etapas assépticas nessa modalidade de capela de fluxo laminar caseira: 
funciona com ar quente que sai do forno aquecido, o que forma uma proteção contra a queda de contaminantes 
na área de trabalho. O ar frio entra por baixo ou por trás do fogão, e o ar quente sai direto na sua testa e pra cima. 
 
Você pode fazer em qualquer outro método de ambiente controlado, como dentro de um banheiro 
espargido com desinfetante, numa glovebox ou still air box improvisadas, ou como desejar. 
 
A escolha da tampa do forno é porque (1) funciona muito bem; (2) dá amplo espaço para livre movimentação das 
mãos e braços nos procedimentos; (3) quase todo mundo tem fogão em casa, o que dispensa gastos com 
materiais; e (4) os bicos do fogão podem ser usados para flambar a agulha de inoculação nas chamas azuis. 
 
Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
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Deve-se limpar as tampas, laterais, alças e frestas da PP antes de a levar para ser aberta em frente ao forno. 
Faça essa limpeza em algum local próximo ao fogão, mas não na frente do fogo. 
 
Jamais maneje álcool 70% em frente ao forno aceso!!! 
 
Caso resolva usar álcool 70% para assepsia, ele deve ser esfregado na superfície a ser higienizada mediante o 
uso de algum paninho ou papel toalha, ou não terá efeito nenhum na assepsia da PP. 
 
O forno deve ser ligado alguns minutos antes para pré-aquecer e começar a funcionar o fluxo laminar de ar. 
 
B) Material usado para a Inoculação 
 
Na foto, a maioria dos materiais a serem usados: 
1. Máscara cirúrgica ou de pano; 
2. Touca cirúrgica – ou aquela redinha de cabelo que se 
usa em cozinha de restaurante, ou uma sacola plástica 
de mercado amarrada na cabeça, etc.; 
3. Luvas de procedimento – ou desinfecte bem as mãos 
com álcool 70% antes de sentar na frente do forno; 
4. Seringa ME + Agulha – veja como fazer na Parte VI; 
5. Micropore – sempre será aplicado após a inoculação. 
Pode ser aplicado antes se quiser ajuda para firmar a 
agulha, caso em que será reaplicada após a inoculação; 
6. Papel toalha ou guardanapo – serve para secar a 
superfície dos lacres de alumínio antes de furá-los, para 
permitir que o micropore se fixe posteriormente; 
7. Caneta marcadora ou comum – para escrever a data 
de inoculação e a strain inoculada sobre o micropore, 
antes de levar os recipientes à incubadora. 
 
Dica. Pra fins de praticidade, grude antecipadamente na parte 
superior da boca do forno as fitas micropore que serão usadas 
no fim da inoculação, pois manejá-las com as luvas de 
procedimento é bem trabalhoso. 
 
Quando os micropores voarem com o fluxo constante de ar 
quente, a tampa do forno estará adequada para os trabalhos. 
Este fluxo de ar quente torna a tampa da boca do forno apta 
aos trabalhos em assepsia, pois bloqueia que esporos ou 
bactérias pousem. 
 
Melhor tipo de micropore: os que possuem uma textura de tecido de linha, e não uma textura plástica. 
 
Melhor preço para a compra dos materiais: em lojas de material hospitalar, medicinal ou de odontologia. 
Raramente as farmácias terão preços tão baratos, mas alguns itens podem ser comprados nelas também. 
 
II.2 – RETIRADA DOS SUBSTRATOS PARA INOCULAR 
Passadas pelo menos 6 horas desde que a PP foi desligada, os copos ou potes dentro dela já estarão com a 
temperatura interna segura para inocular sem matar os esporos cozidos. E não adianta esfriar a PP mais rápido na 
bica da pia, pois os recipientes no interior ainda estarão quentes. Aguarde as 6 horas, no mínimo. 
https://teonanacatl.org/attachments/img_1146-jpg.116461/
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Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
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E o tempo máximo? Não existe. Se a válvula da PP estiver boa e a autoclave for bem feita, o substrato pode ficar 
até semanas a meses lá sem estragar, por ausência de agente decompositor. 
 
A partir daqui você deve usar luva (ou mão esterilizada), 
máscara e touca (ou equivalente): 
 
 
 
 
Abra a PP na área de trabalho. 
 
 
 
Retire os copos e os coloque na área de trabalho. 
 
➔ Por fim, seque o lacre de alumínio com papel toalha 
ou guardanapo, para que depois da inoculação a 
umidade não prejudique os micropores de colarem. 
 
E então terá, sobre a área de trabalho, os copos – que 
saíram já lacrados da PP – e a seringa ME. 
 
II.3 – HORA DE INOCULAR 
Sexy time, babe. É hora de injetarmos os esporos da seringa ME no copo, furando o lacre ou tampa, passando 
a camada de vermiculita e liberando a água com esporos dentro do substrato previamente autoclavado. 
 
A) Esterilização da Agulha da Seringa ME 
Antes de injetar os esporos, é preciso esterilizar a agulha da seringa, para que ela não levecontaminação para 
dentro do copo. E, para tanto, dois métodos são os usados, alternativa ou cumulativamente: 
 
1. Uso de produto desinfetante por meio de pano ou guardanapo que é então esfregado na agulha; e/ou 
 
2. Flambagem da agulha em fogo até que fique vermelha. Pode usar fogo de vela ou de boca de fogão. 
 
O método aqui usado será apenas o de flambagem, pois dispensa desinfetantes e estamos num fogão: 
 
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Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
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Sentado em frente ou ao lado da tampa do forno, leve a agulha 
até a boca simples do fogão para flambá-la. Espere ficar 
vermelha e pronto. 
 
No tempo até trazer ela de volta na área de trabalho não há 
condição de contaminação. E então é só dar leves tapinhas 
no êmbolo (o bumbum da seringa) para ela espirrar uns 
vapores e jatinhos que vão resfriar a agulha e então permitir 
a inoculação. Com a prática, não se gasta no total nem 0,5 ml 
com esses tapinhas de resfriamento durante a inoculação. 
 
Observação. Esse processo pode ser repetido a cada copo, ou apenas uma vez no começo das inoculações. 
Considera-se mais seguro esterilizar entre os copos, pois um eventual contaminante de um não passará ao outro. 
 
Pronto, finalmente leve sua seringa para os copos e inocule: 
 
 
 
 
Obs.: a agulha de cor preta que vem por padrão 
com as seringas descartáveis é 100% funcional. 
Mas se desejar, pode procurar por seringas mais 
largas e profundas em lojas de medicina. 
 
 
Quantos pontos de inoculação? Para iniciantes, dois pontos 
equidistantes ou quatro pontos. 
 
Inocular nas laterais com 2 ou 4 furos permite ver a eclosão das 
hifas em alguns poucos dias, bem como enxergar o líquido da 
seringa descer pelo substrato. 
 
 
Quantos mililitros por furo? Cerca de 0,5 ml por furo, 
podendo ser mais ou menos. 
 
Demora alguns cultivos até pegar o controle preciso da 
quantidade de líquido despejado no copo, então não se cobre 
a fazer menos de 0,5 ml, tampouco se exagerar na pressão e 
largar mais de 1 ml. 
 
 
Bem, terminadas todas as inoculações, pode desligar o forno – desde que tenha feito a camada de 
vermiculita; caso contrário, só desligue depois de colocar os micropores. Então, retire a luva para voltar a 
manipular o micropore. Pegue um a um os copos inoculados e: 
 
 
Tape os furos de inoculação com os micropores. Esses locais 
serão o respiro para o desenvolvimento do micélio. 
 
Evite bolsões de ar no micropore, pois podem abrir caminho 
para a entrada de contaminantes. Procure deixar o micropore 
todo bem colado, ou vede bem o que não der pra ficar bem 
coladinho. 
https://teonanacatl.org/attachments/img_1158-jpg.116468/
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Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
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II.4 – INCUBAÇÃO 
Agora pegue uma caneta marcadora ou comum e escreva sobre o micropore a strain e a data da inoculação, 
para fins de controle. E então coloque-os na incubadora que escolheu para a colonização. 
 
A) Local e Temperatura da Incubadora 
Uma incubadora é qualquer recipiente em que os copos fiquem guardados para a colonização. Pode botar 
numa caixa de sapato ou numa marmita dentro do armário ou sobre a geladeira, dentro de uma geladeira-
incubadora, numa caixa de isopor, etc. Só cuide para que seja um recipiente limpo. 
 
A temperatura deve estar idealmente entre 23 e 30 °C, mas na prática pode transitar entre 21 e 32 °C sem 
grandes prejuízos – exceto uma taxa menor de colonização. O micélio gosta de estar na mesma faixa de 
temperatura agradável que os humanos. Assim, medições exatas com termômetros são úteis, mas totalmente 
dispensáveis para cultivos amadores, se você não estiver em um clima extremo de quente ou frio. 
 
Dentro do copo a temperatura estará 2 ºC acima da temperatura dentro da incubadora, devido à 
atividade metabólica dos micélios em colonização. Inclusive, poderá ver tanto manchas amarelas (secreção 
micelial) quanto suores/condensações nas paredes dos copos – tudo normal. 
 
Cuidado! Evite 16 ºC ou menos, pois o micélio irá estagnar de vez. E também 38 ºC, pois o micélio morre com 
40 ºC (38 ºC da incubadora + 2 ºC dentro dos copos = 40 ºC). Se sua região estiver nestes extremos de 
temperatura, precisará usar métodos de aquecimento (termostato é o mais usado) ou de refrigeração (garrafas 
com água congelada em caixa de isopor é o mais usado). No Teonanacatl há várias técnicas disponíveis espalhadas 
pelo portal, na Biblioteca e no fórum de Cultivo Básico. 
 
B) Não precisa colonizar no Escuro 
Repita-se: a colonização não precisa ser no escuro, pois a luminosidade não influi na pinagem até que o substrato 
esteja todo colonizado. Luminosidade é irrelevante na colonização. Recomenda-se a leitura desta postagem no 
tópico “Reiniciando do Início” do Teonanacatl para compreensão dos fatores que influem na pinagem. 
 
C) Pode mexer nos Copos, mas com Cuidado 
Uma vez que os copos estão lacrados e com micropore, não precisa de excesso de cautela em não mexer. Pode ir 
lá meter a cara todo dia para ver se eclodiu ou não, o quanto cresceu, etc. Só o faça com cuidado para não romper 
os lacres e procure que o ambiente de colonização seja o menos sujo possível pra também não dar mole para as 
falhas dos lacres, nem os romper você mesmo. 
 
Inclusive, acompanhar a colonização com poucos dias de intervalos é bom para identificar cedo um 
contaminante e retirar logo o copo contaminado da incubadora a fim de reduzir as chances de passar 
aos demais. 
 
A ideia de que se deve desenvolver a paciência nos cultivos permanece válida, pois terá que aguardar 
esta etapa e as próximas. Mas a noção que não se deve ir ver todo dia como está a colonização não 
faz mais sentido. 
 
 
 
 
https://teonanacatl.org/biblioteca/
https://teonanacatl.org/forums/b%C3%A1sico.9/
https://teonanacatl.org/threads/reiniciando-o-in%C3%ADcio.4869/page-2#post-147362
https://teonanacatl.org/threads/reiniciando-o-in%C3%ADcio.4869
Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
10 
 
PARTE III – PREPARAÇÃO DO TERRÁRIO EM GARRAFA PET 
(hora de artesanato) 
 
Introdução. Nas semanas em que os micélios colonizam os substratos, você terá tempo para a preparação dos 
terrários em Garrafa Pet, ou de qualquer outro terrário que tenha optado em usar. Uma vez que nosso guia é com 
terrários em Garrafas Pet, trataremos apenas da técnica para prepará-los na melhor configuração possível. 
 
III.1 – INFORMAÇÕES BÁSICAS 
Tamanho sugerido: 3 (três) litros, ou um pouco a mais ou a menos. Essa média de volume tem melhores 
resultados nos controles de aumento de umidade, ou de redução de umidade com aumento de circulação de ar. 
 
Vantagens da Garrafa Pet: 
1. Funciona normalmente como qualquer terrário; 
2. É acessível. Basicamente, custo zero, pois é reaproveitamento de material reciclável; 
3. Possui troca gasosa mecânica passiva devido ao formato da garrafa, o que facilita cultivos de pouca ou 
nenhuma manutenção diária, sem ventilar manualmente. Ou, melhor ainda, anula a vantagem de ventilar 
manualmente se a garrafa estiver em ponto de passagem de ar constante, como janelas; 
4. O volume interno pode ser alterado para menos (ajuda a aumentar a umidade) ou para mais (reduz o 
impacto da umidade e realça a troca de ar); 
5. A contaminação de um bolo não passa para os outros, pois cada um fica em sua garrafa; 
6. Troca gasosa manual prática ao bombear a parte superior pra cima e pra baixo algumas vezes. 
 
III.2 – PREPARAÇÃO DA GARRAFA PET 
 
A) Corte da Garrafa 
A importância desse corte é que: 
1. A Garrafa Pet pode ser ventilada sem a abrir, bombeando a parte superiorpara cima e para baixo; 
 
2. Permite dois níveis de encaixes diferentes. Um normal que só permite a ventilação pela tampa, e outro 
que usa os cortes para abrir mais 2 entradas de ventilação com o tampo mais para cima; 
 
3. Pode realçar umidade ou ventilação. Se quiser realçar a umidade, pode deixar o encaixe mais pra baixo, 
reduzindo o volume interno. Se quiser realçar a ventilação, pode deixar o encaixe mais pra cima, com a 
opção de fazer o que está na parte final do item 2, acima. 
 
 
 
➔ Primeiro, faça um corte reto 
exatamente acima do rótulo, para 
separar as partes superior e inferior. 
 
Além de te ajudar a fazer o corte reto, o 
rótulo costuma marcar o fim da área 
apta a fazer o corte de forma a manter 
pressão com a parte inferior. 
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_183112-jpg.116912/
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11 
 
➔ Após, faça dois 
cortes piramidais 
em duas áreas 
opostas das bordas 
da parte superior. 
 
Com apenas esses dois cortes, você terá as partes inferior e superior prontas para o encaixe: 
 
Figura 1 Figura 2 
Figura 3 
Figura 1: Aperte a parte de cima nas laterais não 
cortadas, o que estreitará os pontos de cortes 
triangulares para deformá-la e assim... 
 
Figura 2: Ela poderá ser inserida na parte inferior de 
forma que... 
 
Figura 3: Entrará na parte debaixo e se fixará por 
pressão. Como dito, isso possibilita bombear o ar com 
a parte superior sem abrir a garrafa. 
 
B) Não faça furos de respiro na Garrafa Pet! 
Ou poderá estragar o funcionamento dela e impossibilitar o controle de umidade. Ela fará a troca gasosa pela 
tampa e apenas pela tampa – ou, opcionalmente, como explicado acima, pelos cortes e vãos de encaixe. É 
suficiente e eficiente. Abrir furos nas Garrafas Pets vem de hábitos com outros terrários que precisam. Mas aqui 
não ajuda e se fizer algo só atrapalhará ao arriscar tornar sua garrafa incultivável por impossibilitar a umidade 
adequada. 
 
Por fim, o gás carbônico não pode ser retirado do terrário com furos nas partes baixas, “puxando” por 
pressão nos furos em cima o ar novo com oxigênio. O gás carbônico é um gás, logo, como qualquer gás, 
se espalha por todo o ambiente disponível. Não há “decantação” de gases, nem volume ou tempo de que 
algo parecido com isto ocorra. Decantação é uma técnica de separação ente líquidos ou destes e sólidos, e 
nunca entre gases. Consulte o seguinte tópico do Teonanacatl para entender melhor: “O CO2 se acumula 
no fundo do terrário? E no terrário em geral? E outras questões sobre a troca de ar”. 
https://teonanacatl.org/threads/o-co2-se-acumula-no-fundo-do-terr%C3%A1rio-e-no-terr%C3%A1rio-em-geral-e-outras-quest%C3%B5es-sobre-a-troca-de-ar.11715/
https://teonanacatl.org/threads/o-co2-se-acumula-no-fundo-do-terr%C3%A1rio-e-no-terr%C3%A1rio-em-geral-e-outras-quest%C3%B5es-sobre-a-troca-de-ar.11715/
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_183407-jpg.116914/
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_183449-jpg.116915/
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_183518-jpg.116916/
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_183521-jpg.116917/
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12 
C) Configuração Final da Garrafa Pet 
E agora, como fica a garrafa Pet? 
 
 
Figura 1 
 
Figura 2 
 
Figura 1: 
 
Argila expandida bem lavada (não precisa esterilizar, 
apenas enxague com sabão ou detergente neutros e 
lave até sair tudo com a poeira) e água embaixo até 
pelo menos a metade sem submergir as argilas (pode 
ser água oxigenada 3%, que acabará esterilizando a 
argila; ou água corrente simples, tanto faz). 
 
Só precisa esterilizar se for uma argila 
reaproveitada de cultivo anterior. Mergulhe em 
água com cloro com mais de 6% de concentração por 
pelo menos algumas horas, depois enxague até retirar 
todo o cloro. 
 
 
 
Figura 2: 
 
Use perlon no lugar da tampa. Fará muita diferença 
para a troca gasosa com boa manutenção de umidade. 
É o material perfeito para furos de ventilação em 
qualquer terrário. 
 
E a tampa? Se quiser, pode usar a tampa original, mas 
será muito menos eficiente, apesar de funcionar. Neste 
caso, afrouxe bem a tampa para maior troca gasosa e 
menos umidade; e aperte-a sem vedar para menor 
troca gasosa e mais umidade. 
 
D) Perguntas, Respostas e Procedimentos Extras 
 
D.1) Por que Argila Expandida? 
De manejo simples, é mais barata e acessível do que a perlite, pois tem na maioria das lojas de jardinagem e em 
algumas petshops. 
 
D.2) Por que não esterilizar a Argila Expandida? Quando devo lavá-las? 
Porque na frutificação a assepsia é dispensada, e também impossível. Só precisa esterilizar as argilas expandidas 
se elas forem reaproveitadas de cultivo anterior: as submerja em mistura de cloro com água (concentração de mais 
de 6%) por pelo menos algumas horas. No mais, tenha apenas higiene e seus bolos ficarão felizes. 
 
Lave as argilas a cada colheita, para manter a higiene e assim reduzir chances de contaminações e produção de 
CO2 por formação de biofilme bacteriano nas argilas. 
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_193443-jpg.116920/
https://teonanacatl.org/attachments/20200804_193449-jpg.116921/
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13 
Pode fazer a limpeza dentro da garrafa: com o bolo fora, jogue um pouco de detergente ou sabão neutros, 
adicione água, agite, depois vá enxaguando e esvaziando com as mãos na boca do corte, para que as argilas não 
caiam, até que o sabão ou detergente tenha ido todo embora. Pronto, garrafa e argila lavadas juntas, 
fresquinhas para o retorno do bolo recém-colhido ao terrário. 
 
Se não quiser limpar a cada colheita, lave pelo menos a cada 2 (duas) colheitas. Mas lembre-se de que a 
limpeza interna da garrafa feita entre colheitas ajudará a manter seu bolo mais saudável, feliz e produtivo. 
 
D.3) Por que Perlon (Polyfill / Polifil)? 
Por que torna possível uma troca de ar bem melhor que a da tampa na técnica original, com filtragem excelente 
e ótima manutenção da umidade no interior da Garrafa Pet. O custo é ínfimo e rende dezenas de cultivos – compre 
a de menor qualidade, que sairá por cerca de 5 reais. Pode ser comprada em qualquer loja de aquários. 
 
Se não tiver perlon, pode usar o micropore da fase de inoculação/incubação ou outro tecido que permita a 
troca gasosa com boa manutenção da umidade. 
 
D.4) Por que “Água normal” ou “Água oxigenada 10 Volumes (ou 3%)”? 
Água normal corrente porque não precisa de assepsia, como dito no item D.2 acima, e a argila estará lavada. 
 
Mas se quiser ter assepsia sem trabalho, coloque água oxigenada de 10 volumes (ou 3%) no fundo e pronto. 
Lembre-se de comprar garrafas de água oxigenada 10 volumes de 1 litro ou mais para não pagar um absurdo por 
frasquinhos de 100 ml. 
 
D.5) Qual o Nível de Água no Fundo do Terrário? 
Coloque água até a metade ou pouco mais da linha das argilas expandidas. Nunca coloque até o nível máximo 
das argilas, ou elas não transferirão a umidade para o interior do terrário, por falta de contato com o ar. 
 
 
PARTE IV – DO ANIVERSÁRIO À COLHEITA 
(hora de frutificar) *higiene necessária 
 
IV.1) PRECISA DE HIGIENTE, NÃO DE ASSEPSIA 
Esqueça preocupação com assepsia, pois o cultivo PF Tek só precisa de esterilização para inocular e fazer a 
seringa. Também se recomenda para a confecção do carimbo. Mas a frutificação só exige higiene. 
 
Uma casa mantida limpa, ou não imunda pelo menos, te dará um ambiente salubre para o manejo dos bolos 
livremente na cozinha, na sala, ou onde for, de mãos limpas. 
 
Isso porque o bolo já envolveu todo o substrato, que era o alimento muito desejado pelos contaminantes. 
Esporos e bactérias podem pousar no bolo micelial que não vão vingar, se o bolo estiverem ambiente 
favorável ao Cubensis, e este estiver saudável. O micélio já fortalecido com o fim da colonização só 
contamina quando enfraquecido e/ou sob certas condições – para cada contaminante diferente, uma 
condição diferente. 
 
Então, invista mais em como deixar seu micélio sempre fresquinho e vivo do que em isolar ele do ambiente 
se deseja evitar contaminações, e, claro, tirar o máximo de produção com o seu setup. 
https://teonanacatl.org/biblioteca/terr%C3%A1rio-de-garrafa-pet.116/
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14 
IV.2) PROCEDIMENTOS DO ANIVERSÁRIO À COLHEITA 
 
A) Aniversariar o Bolo 
 
Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos flushes de vida! Êêêêêê!!! 
 
 
É simples: 
1. Abra o copo onde ele está dentro; 
2. Vire de cabeça pra baixo; 
3. Dê as batidinhas necessárias para desgrudar; e 
4. Pegue o bolo. 
 
 
 
➔ Olha o bolo saindo do copo aí, pessoal! 
 
 
 
Tudo que tem pra saber sobre como aniversariar está 
dito neste quadro, mas se quiser mais fotos e detalhes 
desse procedimento, visite o link ➔ Diário Completo 
#1 – Ciclo de Vida Cool Bensis. 
 
A.1) Roll ou Rolar 
O roll é o procedimento de rolar ou polvilhar um bolo molhado em vermiculita seca e nova, para que elas 
possam aderir ao bolo todo. Isso ajudará a reter umidade, o que trará benefícios na frutificação. É uma etapa 
opcional, mas fortemente recomendada, pois tem alta eficácia na retenção de umidade pelo bolo, que o ajudará 
nas frutificações. Além disso, auxilia na saúde do bolo ao longo dos flushes, se for repetido a cada nova leva, 
pois gera micélio secundário novo para colonizá-lo. 
 
A.2) Dunk ou Submersão 
O dunk é o procedimento de submergir em água potável um bolo por 12 a até no máximo 48 horas, para 
que absorva água e se reidrate. Se o bolo estiver seco ao ser aniversariado, é bom fazer antes de colocar no 
terrário. Outra recomendação é que se faça apenas no intervalo entre flushes, após cada colheita – em especial se 
o bolo estiver seco. Muitos cultivadores costumam fazer sempre no aniversário e após cada colheita, 
independentemente de o bolo estar seco, úmido ou normal. 
 
Cold shock. Trata-se de colocar o bolo na geladeira durante um dunk. Não tem nenhuma eficácia para a 
produtividade de Psilocybe Cubensis. Alguns deduzem que reduz a chance de desenvolver contaminação 
devido à redução da temperatura. Mas isso pode ser melhor evitado com a troca da água quando ela ficar 
turva (amarelada), que é inclusive mais higiênico para o bolo. 
 
B) Colocação no Terrário 
Com a Garrafa Pet preparada, a argila expandida limpa e a água até a metade do nível de argila, coloque o bolo 
em cima, do jeito que quiser. 
https://teonanacatl.org/threads/di%C3%A1rio-completo-1-ciclo-de-vida-cool-bensis-tksss-em-pf-tek-9%C2%BA-cultivo.12715/#post-180026
https://teonanacatl.org/threads/di%C3%A1rio-completo-1-ciclo-de-vida-cool-bensis-tksss-em-pf-tek-9%C2%BA-cultivo.12715/#post-180026
https://teonanacatl.org/attachments/whatsapp-image-2020-08-23-at-19-14-43-1-jpeg.117565/
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15 
Bolo não tem lado de cima nem de baixo, mas usar o lado da camada de vermiculita pra baixo deixa mais 
fácil de equilibrar, achochando com firmeza a camada contra as argilas até estabilizar o bolo. 
 
Em seguida, encaixe a parte superior da garrafa e finalize com a colocação do perlon no buraco da tampa: 
 
 
➔ Eis o bolo dentro do terrário pronto. 
 
Local e temperatura. Se possível, coloque em local de temperatura 
amena: idealmente entre 23 °C a 26 °C, mas até cerca de 28 °C vai bem. 
Se sair muito disso, reduz a produtividade sensivelmente. Não precisa de 
termômetro: apenas sinta que o terrário está em local fresco, com base 
na sua sensação térmica mesmo. Lembre-se de que estamos tratando de 
cultivo amador, e não profissional. 
 
Iluminação. É dispensável o uso de luz artificial para direcionar os 
cogumelos: eles que cresçam para onde bem entenderem, que em regra 
costumam ir para cima mesmo devido ao geotropismo. Simplesmente 
deixe o terrário em local com luz natural: seja direta, por poucas 
horas do dia; seja indireta. Em suma, a menos que você viva em uma 
caverna escura, qualquer lugar da casa tá bom no quesito iluminação. 
_________________________________ 
 
*Na foto, foi feito um roll com o bolo, por isso a cor não tá toda 
branquinha, devido às vermiculitas. 
 
C) Manutenção do Terrário 
 
C.1) Ventilação 
Em regra, se der, ventile 3x ao dia. Pode abrir e abanar ou simplesmente bombear com a parte superior da 
garrafa, na forma explicada na Parte III.2 (Preparação da Garrafa Pet). Mas, idealmente, coloque-a em local com 
boa passagem de ar, para realçar a ventilação automática passiva mecânica que a forma afunilada da garrafa cria, 
o que reduz a necessidade de ventilação ativa. Com isso, por vezes, nem ventilar precisa. 
 
Se for fazer outra forma de ventilação manual, deve-se criar um turbilhão que movimente todo o ar dentro do 
terrário, para que o gás carbônico possa ser retirado com um ar todo renovado sem afetar demais a umidade. 
 
C.2) Umidade 
Procure espargir 3x ao dia nas laterais dos terrários. Também pode espargir de leve sobre os bolos, se não tiver 
cogumelos jovens, só que nada proibitivo. Mas, se for carimbar, é melhor que amadureçam o mais seco possível. 
 
Se o terrário estiver com umidade suficiente dentro, detectável pela condensação nas paredes (não precisa de 
higrômetro), não precisa espargir se não quiser. Mas o cogumelo curte frescor, então, esparja quando der. 
 
C.3) Outros Detalhes 
 
Desde que a água não cubra a camada de vermiculita, não se preocupe se o líquido tocar levemente ou se 
aproximar-se muito do bolo embaixo. O micélio tirará proveito dela. Mas isso não dispensa que o ambiente dentro 
do terrário esteja com alta umidade no ar, indicada por alguma condensação nas laterais. 
https://teonanacatl.org/attachments/whatsapp-image-2020-08-23-at-19-14-43-jpeg.117566/
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16 
Caso os pinos venham a partir debaixo, se quiser, vire o bolo após essa pinagem embaixo. Ou deixe como estão, 
pois os frutos sabem se virar muito bem e ir em regra para cima em busca de um lugar para melhor esporularem. 
É assim na natureza, afinal: eles se esquivam de obstáculos enquanto sobem. 
 
Cogumelos suicidas? Aqueles que vão pra tudo que é lado, menos pra cima. Também não há problema, só se ele 
mergulhar parte de seu corpo na camada de água. Nesse caso, basta colher assim que amadurecer e caprichar na 
secagem logo, pois tenderão a estragar mais rápido com a alta umidade; e não servem pra tirar carimbos. Por fim, 
evidentemente, a relação deles com o peso seco será muito diferente de 10%, pois estarão encharcados. 
 
D) Colheita 
Os cogumelos cresceram! Como eles devem ser colhidos? 
1. Tire o bolo da Garrafa Pet; 
2. Vá até a base do(s) cogumelo(s) e o(s) retire com um suave puxão junto a uma suave e firme torção, 
como se fosse desenroscar da base; 
3. Procure que toda a base dele venha e limpe com uma faca o que ficar pra trás. 
 
 
Nesta sequência de imagens, a torção com a puxada para sair de forma menos traumática ao micélio. 
 
Mais detalhes no link ➔ Diário Completo #1 – Ciclo de Vida Cool Bensis. 
 
Colha também os abortos, que são os pinos (pins) de cabeças pretas. Não confunda com os pinos ainda viáveis 
da próxima leva (flush), com cabeças da cor da cepa (strain), que já podem ter nascido. Na dúvida, deixe-os no 
bolo e confira se crescem até a próxima colheita. Pinos não estragam enquanto o micélio estiver vivo ou saudável. 
 
 
PARTE V – SECAGEM, CONSERVAÇÃO E CONSUMO 
(hora de degustar) *higiene necessária 
 
Introdução. Tá você aí agora com seus tão desejados cogumelos. O que fazer se não for comê-los nem tomar seu 
chá logo após a colheita?Conservar. 
 
V.1) SECAGEM E CONSERVAÇÃO 
O método mais comum e efetivo de conservação é através da secagem, que pode manter os cogumelos 
psicoativos indefinidamente: ninguém deu ainda um limite de tempo em anos para os cogumelos bem 
conservados em pote hermético com sílica gel estragarem ou perderem a potência. 
https://teonanacatl.org/threads/di%C3%A1rio-completo-1-ciclo-de-vida-cool-bensis-tksss-em-pf-tek-9%C2%BA-cultivo.12715/#post-181264
https://teonanacatl.org/attachments/c-retirando-com-tor%C3%A7%C3%A3o-jpg.96458/
https://teonanacatl.org/attachments/d-retirando-com-tor%C3%A7%C3%A3o-jpg.96459/
https://teonanacatl.org/attachments/e-retirando-com-tor%C3%A7%C3%A3o-jpg.96460/
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17 
Eis a secagem com túnel de vento e sílica gel: 
 
 
1) Coloque os cogumelos em um túnel de vento (ou pendurados em 
frente a um ventilador dentro de uma touca cirúrgica ou outro tecido fino 
que deixe o ar fluir sem obstáculos) para que comecem a secar. 
 
Tire o excesso de vermiculita das bases e corpos dos cogumelos, mas deixe 
a limpeza fina para as próximas etapas, pois com eles secos as vermiculitas 
descolam sozinhas ou facilmente, em sua maioria. 
 
Observação: existem outros métodos além do túnel de vento e do 
ventilador ligado, só não são os mais comuns. Dê uma olhada nos tópicos 
de debate deste guia, bem como no Fórum de Cultivo Básico e na 
Biblioteca, inclusive para aprender a fazer um túnel de vento. 
 
*Na foto: esse túnel de vento é uma adaptação do feito com Garrafa Pet 
(Túnel de Vento em 5 Minutos) para cano de PVC de esgoto 100 mm, em 
que o cooler encaixa certinho seus parafusos com pressão na área externa. 
 
2) Quando estiverem aparentemente bem secos, mas ainda um pouco 
flexíveis, leve-os para terminar a secagem num pote hermético com 
sílica gel, enrolados em uma fina camada de papel toalha. 
 
Os cogumelos não devem tocar na sílica diretamente! O papel toalha 
permite a transmissão da umidade dos cogumelos para a sílica gel através 
do ar. 
 
Nesta fase, já poderá limpar a maioria da vermiculita que estava grudada 
na base do cogumelo na hora da colheita, pois estarão soltas. Mas se 
esperar até ficarem cracker dry, mais vermiculitas vão desgrudar, antes da 
pesagem. 
 
3) Quando chegarem no ponto cracker dry, ou seja, secos a ponto de 
ficarem quebradiços ou extremamente duros, está na hora do 
armazenamento a longo prazo em pote hermético. 
 
Pese-os e coloque-os em um ziplock marcado com a pesagem e a data 
do fim da secagem, pelo menos, para que você controle a dosagem e a 
antiguidade dos cogumelos. (Na foto: 4,6 gramas secas de 01/09/2020). 
 
Também é comum adicionar a strain nas informações do ziplock, para 
fins de maior controle e seleção de qual strain deseja tomar, se tiver várias 
armazenadas no(s) pote(s) hermético(s). 
 
*Na foto: não adicionei a strain porque foi um cultivo com apenas uma 
genética, de forma que a data já me indica qual é a cepa. 
https://teonanacatl.org/forums/b%C3%A1sico.9/
https://teonanacatl.org/biblioteca/categorias/secagem-conserva%C3%A7%C3%A3o.14/
https://teonanacatl.org/biblioteca/t%C3%BAnel-de-vento-em-5-minutos.91/
https://teonanacatl.org/attachments/20200903_154055-jpg.117953/
https://teonanacatl.org/attachments/20200903_154146-jpg.117954/
https://teonanacatl.org/attachments/20200903_160711-jpg.117956/
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18 
 
4) Coloque o ziplock dentro de um pote hermético com sílica gel 
dentro e guarde em local escuro e ameno. 
 
O plástico dos saquinhos impedirá o contato direto dos cogumelos secos 
com a sílica gel. 
 
Luz e calor decompõem a psilocibina, mas nada de tão relevante 
enquanto o cogumelo estiver inteiro e dentro de um pote hermético com 
sílica gel. 
 
 
*Na foto: eu envolvo meu pote hermético de armazenagem em um pano 
preto e deixo dentro do armário; ou, no mínimo, deixo dentro de um 
armário, atrás das roupas, em local escurecido. 
 
E se sobrarem algumas vermiculitas no cogumelo, pode comer? Sim, pode. Ela vai ser eliminada pelo 
seu organismo sem maiores problemas na evacuação. 
 
Esse é o método mais comum de secagem e conservação: a secagem total com armazenagem em pote hermético 
com sílica gel. Mas outros também são feitos, como você poderá ver em vários artigos e tutoriais do Teonanacatl 
(Biblioteca e Subfórum de Secagem e Conservação). Por exemplo: 
1. Fazer chá de frescos ou secos e manter o chá no congelador (pra anos de conservação), que é o 
método alternativo que eu uso e que tem 100% de eficácia. Este é meu método alternativo preferido, 
pois mantém os efeitos dos cogumelos frescos indefinidamente; 
• Para diversas receitas e dicas de chá, visite o link “Como eu preparo o chá de cogumelos” e use 
Vitamina C em comprimido macerada para melhores resultados. 
2. Fazer o chá e manter na geladeira (para até alguns meses de conservação em boas geladeiras), enrolado 
em papel alumínio para reduzir a degradação da psilocibina pela luz; 
3. Ao fim da secagem, moer os cogumelos e conservar em cápsulas de remédio (que são herméticas) num 
pote normal ou daqueles de Vitamina C ou de remédios que vêm com dessecante na tampa; 
4. Ao fim da secagem, colocar o cogumelo envolto em mel para conservação a longo prazo; etc. 
 
V.2) CONSUMO 
O cogumelo de Psilocybe Cubensis é uma comida, ainda que psicoativa. Vale pra ele o que vale pra qualquer 
alimento. Então, para ser consumido sem causar danos ao sistema digestivo, basta não estar estragado. Logo, pelo 
Amor dos Santos Cogumelos, nada de tentar salvar cogumelo apodrecido, com cheiro de decomposição, gosmento, 
etc. Coma só os saudáveis! Você come maçã estragada? Não. O mesmo vale pros cogumelos. 
 
Já a questão da psicodelia e/ou enteogenia em si dos cogumelos é assunto para a FAQ da Experiência 
Psicodélica e outros tópicos do Guia para o Iniciante, e dos Subfóruns de Experiências e Dosagens; e não de cultivo. 
 
Para consumo, então, coma os cogumelos frescos, faça chá, faça como quiser, mas faça de forma oral, com a 
boca e estômago, ou vai desperdiçar seus cogumelos com outros meios de ingestão. Não tente fumar, 
vaporizar, nem enfiar no... 
https://teonanacatl.org/biblioteca/categorias/secagem-conserva%C3%A7%C3%A3o.14/
https://teonanacatl.org/forums/secagem-e-conserva%C3%A7%C3%A3o.42/
https://teonanacatl.org/threads/como-eu-preparo-o-ch%C3%A1-de-cogumelos.1012/
https://teonanacatl.org/threads/como-eu-preparo-o-ch%C3%A1-de-cogumelos.1012/page-2#post-14192
https://teonanacatl.org/threads/faq-da-experi%C3%AAncia-psicod%C3%A9lica.11086/
https://teonanacatl.org/threads/faq-da-experi%C3%AAncia-psicod%C3%A9lica.11086/
https://teonanacatl.org/tags/guia-para-o-iniciante/
https://teonanacatl.org/forums/experi%C3%AAncias.99/
https://teonanacatl.org/forums/dosagens-de-cogumelos.38/
https://teonanacatl.org/attachments/20200903_154234-jpg.117955/
Guia-Tutorial de Cultivo Amador PF Tek – Ilustrado e Atualizado até 2022 
 
 
19 
 
PARTE VI – CONFECÇÃO DE CARIMBO E SERINGA 
(hora da próxima geração) *assepsia recomendada, e assepsia necessária 
 
VI.1) CONFECÇÃO DO CARIMBO 
 
A) Lista de Materiais 
Para fazer o carimbo conforme o método desse guia, são necessários no mínimo os seguintes materiais: 
1. Faca de ponta redonda, bisturi, ou outro item cortante – para seccionar o estipe na base do chapéu; 
2. Alumínio – onde o chapéu irá depositar seus esporos e formar o carimbo; 
3. Vasilhame de cozinha daqueles de guardar comida na geladeira – para dar ao carimbo um ambiente 
relativamente sem contaminantes durantes as horas de depósito de esporos e posterior secagem; 
4. Pote hermético com sílica gel – para armazenamento a longo prazo dos carimbos; 
5. Máscara – para não respirar em cima do chapéu ou alumínio; 
6. Luvas procedimentais ou mãos higienizadascom álcool 70% – para a manipulação do chapéu 
reduzindo os contaminantes por contato; 
7. Caneta marcadora ou comum – para escrever a cepa e a data de confecção do carimbo. 
 
 
Alguns dos materiais listados acima 
 
B) Precisa de um Ambiente de Trabalho Asséptico? 
Não. A assepsia é recomendada, mas desde que haja higiene e com os itens acima limpos, funciona bem e sem 
maiores chances de contaminações que numa ambiente caseiro asséptico. Então, não, pois o mínimo necessário 
é a higiene, e de preferência estar-se num local limpo. Mas usar um ambiente de trabalho asséptico é o ideal caso 
se queira ter maiores garantias, ou se não der nenhum trabalho. 
 
Basta não demorar muito entre retirar o bolo da Garrafa Pet, seccionar o chapéu, colocar no alumínio e 
fechar o vasilhame. Confira nas imagens o procedimento, em seguida. 
 
C) Procedimento de Confecção de Carimbo 
Serão usadas as mesmas fotos da apostila de cultivo Diário Completo #1 – Ciclo de Vida Cool Bensis na parte de 
confecção de carimbos. Para detalhes mais profundos, basta visitar o link. 
 
O procedimento pode ser feito em cima de qualquer mesa ou bancada. Mantenha a casa limpa, mas não 
precisa ser no mesmo dia da faxina. Só não abuse da sorte para fazer num dia em que esteja imunda. Nesse caso, 
melhor usar uma área de trabalho asséptica. 
https://teonanacatl.org/threads/di%C3%A1rio-completo-1-ciclo-de-vida-cool-bensis-tksss-em-pf-tek-9%C2%BA-cultivo.12715/post-183523
https://teonanacatl.org/attachments/1-potes-para-carimbo-preparados-jpg.119317/
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O alumínio será desenrolado, então já estará limpo. Logo após colocá-lo sobre a tampa do pote, já pode 
encaixar sem força o vasilhame – para marcar no alumínio qual área ficará interna – e deixar apoiado de leve até 
a hora de botar o chapéu. Aí, só dar uma levantadinha, depositar o chapéu sobre o alumínio e encaixar de vez. 
 
É bem tranquilo. Vamos às fotos para facilitar a visualização: 
 
 
1) Escolha um chapéu que já tenha começado a 
esporular, de preferência seco (ou pouco úmido) e 
quanto mais aberto melhor, mas ainda côncavo. 
 
*Na foto: ainda tinha pouca prática. Hoje não colho o 
cogumelo, nem deixo o chapéu virado. Secciono o 
chapéu sem colher o cogumelo nem vira-lo e o levo 
diretamente ao alumínio. São poucos segundos de 
exposição ao ar fora do terrário. Depois, colho ou não. 
 
Os chapéus de carimbos, para terem chances reais de 
não serem totalmente contaminados, devem ser de 
frutos desenvolvidos dentro de terrários, de 
preferência, com filtragem de ar – como o perlon. 
 
2) Seccione a conexão do estipe com o chapéu 
usando o utensílio cortante de sua preferência. 
 
Dica. Se você deixar o ponto de corte um pouco 
abaixo da altura das extremidades do chapéu, irá 
marcar o alumínio. Isso poderá ajudar você na hora de 
dobrar o alumínio, porque poderá ver a marca central 
do chapéu do outro lado do alumínio ao fazer as 
dobraduras, o que reduz a chance de dobrar em cima 
do carimbo - o que não é nenhuma desgraça, mas 
também não é o ideal. 
 
3) Coloque logo em seguida, sem demoras, o 
chapéu sobre a superfície do alumínio e os feche 
com o vasilhame para isolar do contato externo e 
de excesso de contaminantes. 
 
Dica. Pressione bem o vasilhame contra a tampa para 
fechar bem e rasgar o alumínio na vedação. Então, o 
alumínio externo em excesso já poderá ser retirado 
para ficar apenas a região dentro do vasilhame. (Na 
foto, o excesso de alumínio ainda não foi retirado). 
https://teonanacatl.org/attachments/2a-seccionando-o-chap%C3%A9u-pra-carimbar-jpg.119318/
https://teonanacatl.org/attachments/2d-seccionando-o-chap%C3%A9u-pra-carimbar-jpg.119319/
https://teonanacatl.org/attachments/3b-tampado-jpg.119320/
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4) Eles devem carimbar ao menos 12 horas, mas não 
estragarão nem em 48 horas – só é desnecessário. 
 
Após 12 horas, retire-os sem tocar neles: incline o 
vasilhame que o chapéu vai escorregar, e então abra 
pra ele cair, fechando rapidamente logo em seguida. 
 
Deixe secar por 12 a 24 horas, no mínimo. Caso haja 
umidade condensada nas paredes do pote, por ter 
usado um chapéu muito úmido, aguarde alguns dias 
até que seque tudo. O pote impede contaminantes, 
mas não é hermético: a umidade será dissipada em 
poucos dias até chegar ao ponto ideal para o carimbo. 
Basta aguardar. 
 
5) Por fim, dobre os alumínios (use máscara sempre; 
e luvas ou mãos muito bem higienizadas) e marque os 
carimbos com pelo menos duas informações: strain 
e mês/ano da confecção. 
 
Na foto: eu coloco também o tamanho do carimbo 
(P/M/G) e a intensidade (forte/médio/fraco). 
 
*Na foto: uso ziplocks para finalizar os carimbos, pois é 
nos ziplocks que escrevo as informações de cada 
carimbo, e não diretamente no alumínio. Mas tanto faz. 
É só como prefiro fazer. 
 
6) Pronto! Só guardar num pote hermético com 
sílica gel em local ameno e de pouca iluminação. 
 
Eles permanecerão viáveis por 1 a 2 anos sem maiores 
problemas. A partir de 2 anos, a viabilidade reduz 
drasticamente, até ficar inviável para produzir seringas 
em menos de 3 anos. 
 
E ali os carimbos ficarão, até o dia de fazer a seringa. Quanto mais tempo tiver o carimbo, mais se deve deixar a 
seringa hidratando. Recomendo pelo menos duas semanas para carimbos com mais de 1 ano. A hidratação 
prolongada aumentará a possiblidade de eclosão dos esporos ainda viáveis. 
 
VI.2) CONFECÇÃO DA SERINGA 
Esse trecho do guia se baseia no método apresentado no tópico Seringas extremamente simples. 
 
A) Ambiente de Trabalho Asséptico necessário 
Produza a seringa num ambiente de trabalho asséptico: tampa do forno de fogão, glovebox, still air box (SAB), etc. 
A consequência de uma contaminação que caia em quantidade relevante no potinho pode ser a inviabilidade total 
da(s) seringa(s). 
https://teonanacatl.org/threads/seringas-extremamentes-simples.511/
https://teonanacatl.org/attachments/3-primeiros-carimbos-dia-16-07-jpg.119321/
https://teonanacatl.org/attachments/3-primeiros-carimbos-j%C3%A1-finalizados-dia-17-jpg.119322/
https://teonanacatl.org/attachments/pote-dos-carimbos-jpg.119323/
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O mesmo não ocorre com a confecção do carimbo, em que uma parte ou outra dele podem ter algum 
contaminante, mas pode-se não raspar aquela parte. Além disso, dentro da seringa o contaminante pode se 
desenvolver mais facilmente. Mas um carimbo contaminado influi mais no caso de seringas 100% inviáveis. 
 
B) Lista de Materiais 
Materiais mínimos necessários segundo o procedimento apresentado neste guia: 
1. Potinho de coleta e pazinha esterilizados (de fábrica ou em casa com uso de PP) – pote para depositar 
os esporos que serão raspados com a pazinha. Se o potinho vier sem pazinha, use faca de ponta redonda, 
swab, bisturi, ou algo que sirva para raspar e esteja esterilizado (seja na PP, seja com desinfetante); 
2. Seringas e agulhas – a agulha preta vem por padrão de fábrica com a seringa descartável, e é 100% 
funcional. Mas como já dito anteriormente, você pode comprar agulhas mais largas e compridas se quiser; 
3. Água mineral – se for de garrafa, deve ser fervida para ajudar a não ter contaminantes. A água mineral de 
copinho não precisa ser fervida, pois vem esterilizada de fábrica. Muitos relatam sucesso usando água 
corrente, mas o custo é muito baixo (200 ml fazem de 10 a 20 seringas!) para arriscar; 
4. Papel alumínio – para embrulhar a seringa antes de guardá-la na geladeira para hidratação dos esporos 
e/ou conservação deles em seringa até cerca de 1 ano; 
5. Luvas de procedimento ou mãos esterilizadas, máscara de qualquer tipo, e touca cirúrgica ou 
equivalente – para assegurar melhor a assepsia; 
6. Ambiente de trabalho asséptico (glovebox, banheiroesterilizado, boca de fogão, etc.) – para reduzir ao 
máximo que caiam contaminantes na água misturada com os esporos antes de sugar para a seringa. Como 
sempre, usaremos a boca de fogão também nesta etapa; e 
7. Pano limpo – para forrar a tampa da boca do fogão, onde serão feitos os procedimentos. 
 
Ambiente de trabalho já pronto, com a maioria 
dos materiais da lista já prontos para uso 
 
C) Procedimento de Confecção da Seringa 
Vamos diretamente às fotos: 
 
1) Ainda não é hora de se sentar na frente do forno. 
Primeiro tem que ferver a água mineral, encher a 
seringa com a água ainda quente e então resfriá-
la; 
 
➔ puxe a água mineral ainda quente, após 
ferver, para dentro da seringa. 
 
Dica. Ao puxar, tente dar uma pequena folga além 
do limite da marcação, para na parte final da 
confecção não ficar abaixo dos mililitros 
planejados. 
https://teonanacatl.org/attachments/1-ambiente-de-trabalho-e-alguns-materiais-jpg.119324/
https://teonanacatl.org/attachments/2-puxe-a-%C3%A1gua-ainda-quente-pra-seringa-jpg.119326/
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2) Bote de volta a tampinha da agulha e resfrie 
a seringa em água corrente para acelerar. 
Mantenha a tampinha na agulha até chegar na 
tampa da boca do forno do fogão. 
 
3) Abra o carimbo e use a pazinha para raspar 
um pouco dele. A proporção de 1/4 é um bom 
tamanho para iniciantes, e já produz mais de uma 
seringa se desejar. 
 
*Pode-se raspar bem menos, muito menos. Sua 
seringa não precisa estar escura. Basta ver um ou 
outro esporo em suspensão que já haverá milhões 
deles na água dentro da seringa. 
 
4) Poderá ver os esporos depositados no 
potinho. 
 
*Na foto: há alguns blocos grandes de esporos, 
pois o carimbo estava muito seco. Mas não há 
grandes problemas nisso. 
 
5) Esguiche a água da seringa no potinho com 
vontade, pra fazer uma boa mistura e soltar os 
que estão presos nas paredes e fundo; e puxe de 
volta para a seringa. 
 
Repita isso umas 2 ou 3 vezes, para soltar e 
misturar bem os esporos. 
 
 
 
 
6) Finalize enchendo então a seringa pela última 
vez. Tampe a agulha da seringa. 
 
E pronto. 
 
Repita tudo acima para cada seringa que for fazer 
na mesma oportunidade, e guarde o carimbo ao 
fim. 
 
 
https://teonanacatl.org/biblioteca/uma-seringa-de-esporos-escura-nem-sempre-e%CC%81-uma-seringa-de-qualidade.1/
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https://teonanacatl.org/attachments/3-abra-o-carimbo-e-raspe-jpg.119327/
https://teonanacatl.org/attachments/3a-ver%C3%A1-os-esporos-no-potinho-jpg.119331/
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D) Armazenamento da Seringa 
Se não for inocular na mesma hora e quiser armazenar a seringa ME para hidratação ou conservação: 
 
➔ Enrole a seringa em papel alumínio. 
 
Se quiser, escreva em algum lugar a data de 
confecção e a strain. Essas anotações são mais 
relevantes se houver seringas de 
diferentes strains armazenadas ao mesmo tempo. 
Pode escrever no alumínio mesmo. 
 
➔ Finalize guardando a seringa na geladeira. 
 
Pronto, o ciclo de cultivo está completo. 
 
 
Fim... 
...e Recomeço 
 
Que os Meninos Santos lhes abençoem. 
 
ExPoro 
 
 
Links relacionados a esse Guia-Tutorial: 
 
Tópicos de Debate, Dúvidas e Aprofundamento: 
1 - Substrato 
2 – Inoculação 
3 – Preparo do Terrário de Garrafa Pet 
4 – Do Aniversário à Colheita 
5 – Secagem, Conservação e Consumo 
6 – Confecção de Carimbo e Seringa 
 
Guia-Apostila de Cultivo com Teoria e Prática detalhadas de Cada Etapa: 
Diário Completo #1 – Ciclo de Vida Cool Bensis 
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