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Grupo 3: Gabriel Riffel Gustavo Barbosa David Iara Silva Correia Julia Lopes Filagrana Laura Dillian Scheuermann Roteiro SP1 UCII ANATOMIA INTESTINO DELGADO Pregas circulares * Duodeno: * Parte superior: * Ampola * Flexura superior do duodeno * Parte descendente * Flexura inferior do duodeno * Parte horizontal * Parte ascendente * Flexura duodenojejunal * Papila maior do duodeno * Papila menor do duodeno * Jejuno * Íleo ANATOMIA INTESTINO GROSSO Ceco Papila ileal: Óstio ileal Frênulo do óstio ileal Lábio ileocólico Lábio ileocecal Apêndice vermiforme: Óstio do apêndice vermiforme Colo Colo ascendente Flexura direita do colo Colo transverso Flexura esquerda do colo Colo descendente Colo sigmóide Pregas semilunares do colo Saculações do colo Apêndices adiposos do colo Tênias do colo: Tênia mesocólica Tênia omental Tênia livre VASCULARIZAÇÃO Artérias Artéria mesentérica superior Artérias jejunais Artérias ileais Artéria ileocólica Artéria apendicular Artéria cecal anterior Artéria cecal posterior Artéria cólica direita Artéria cólica média Arco justacólico Artéria mesentérica inferior Artéria cólica esquerda Artéria sigmóideas Artéria retal superior Artéria pancreaticoduodenal superiores anterior Artéria pancreaticoduodenal inferior ANATOMIA Veias Veia mesentérica superior Veias jejunais Veias ileais Veias ileocólica Veias apendicular Veia cólica direita Veia cólica média Veia mesentérica inferior Veia cólica esquerda Veias sigmóideas Veia retal superior Veia esplênica Veia porta Linfonodos e inervação Linfonodos Ducto torácico * Cisterna do quilo * Troncos intestinais * Linfonodos mesentéricos superiores * Linfonodos mesentéricos inferiores * Linfonodos justaintestinais * Linfonodos cólicos direitos * Linfonodos cólicos médios * Linfonodos cólicos esquerdos * Linfonodos pré-cecais * Linfonodos Ileocólicos * Linfonodos retrocecais Linfonodos sigmóideos * Linfonodos lombares esquerdos ANATOMIA Inervação Nervos esplâncnicos maiores * Nervos esplâncnicos menores * Gânglio mesentérico superior * Gânglio mesentérico inferior * Plexo mesentérico superior * Plexo mesentérico inferior * Tronco vagal posterior * Nervos esplâncnicos lombares * Plexo hipogástrico inferior * Nervos esplâncnicos pélvicos * O ducto torácico é a união de vasos linfáticos dos membros inferiores no nível do abdômen aos viscerais. A cisterna do quilo é uma dilatação na origem do ducto torácico, formada pela confluência de três grandes troncos linfáticos: tronco linfático intestinal, tronco linfático lombar direito e tronco linfático lombar esquerdo. Tronco linfático intestinal: tem como função drenar a linfa dos intestinos, do estômago, do pâncreas, do baço e do fígado. Plexo mesentérico superior O plexo mesentérico superior fornece inervação simpática para o ceco, o apêndice, os cólons ascendente e transverso (próximo à flexura cólica esquerda). Plexo hipogástrico inferior HISTOLOGIA Rever a histologia do intestino delgado (duodeno H46, jejuno H-47 e íleo H-48); Descrever a histofisiologia normal do intestino delgado (relacionar o aspecto epitelial de cada uma das partes do delgado com as suas funções), particularmente com relação às funções endócrina, digestiva e absortiva; A. Diferenças histologicas B. Digestão C. Absorção D. Endócrina HISTOLOGIA ★ Se subdivide histologicamente, do lúmen para fora, em: ○ Mucosa (M) ○ Submucosa (S) ○ Muscular externa (ME) ○ Serosa (Se) Panorâmica H-46 Duodeno M S ME Se Mucosa ★ Apresenta vilosidades e microvilosidades ★ Tecido conjuntivo frouxo (lâmina própria) + epitélio simples colunar. ★ Criptas de Lerberkühn: estruturas tubulares simples, se estendem da muscular da mucosa através da espessura da LP e se abrem na base das vilosidades. São compostas de ep. simples colunar contínuo com o ep. das vilosidades. ★ Enterócitos: Absorção ★ Células caliciformes: glândulas unicelulares secretoras de mucina. ★ Células de Paneth: manter a imunidade inata por meio de secreção de substâncias antimicrobianas ★ Células enteroendócrinas: produzem vários hormônios parácrinos e endócrinos. ★ Células M (céls das micropregas): cobrem os nódulos linfáticos na LP. ★ Presença de placa de Peyer na LP, componente do GALT. ★ Muscular da mucosa: duas camadas finas de células musculares lisas (circular interna e longitudinal externa) ENTERÓCITOS: Células colunares altas com núcleos basais. As microvilosidades aumentam a área de superfície apical 600x Unidas por zônulas de oclusão. Tem função secretora: enzimas glicoproteicas, água e eletrólitos. CÉLULAS CALICIFORMES Produção de muco para proteção da mucosa intestinal. Histology guide - Íleo CRIPTAS DE LIBERKÜHN: invaginação do epitélio CÉLULAS DE PANETH Regulação da flora bacteriana normal do intestino delgado. Contém vesículas secretoras com enzima antibacteriana lisozima, a-defensinas, outras glicoproteínas, arginina e zinco. Células de Paneth DUODENO ★ Função absortiva ★ Possui pregas circulares, vilosidades e microvilosidades. ★ Criptas de Leberkühn (setas brancas): invaginações do epitélio glandular na lâmina própria. ★ Especificamente no duodeno as vilosidades são altas e largas. ★ Em direção ao íleo, elas tornam-se mais escassas, curtas e finas. Vilosidades DUODENO CC 10x Vilosidades DUODENO As células absortivas são formadas pelas microvilosidades e glicocálix. São caracterizadas pelo seu formato colunar alto e núcleo ovalado em sua base. Borda em escova DUODENO ★ A lâmina própria, de tecido conjuntivo frouxo, dá sustentação e nutrição ao epitélio. ★ Circulada está as glândulas duodenais ou de Brünner, localizadas na submucosa do duodeno. ★ Tubulares ou tubuloalveolares ramificadas ★ Formado por epitélio colunar ★ São responsáveis por secretar um muco alcalino para neutralizar o quimo ácido vindo do estômago. Glândulas na camada submucosa somente no duodeno! LP LP JEJUNO - HISTOLOGY GUIDE Mucosa Muscular da mucosa Submucosa Muscular externa Circular interna Longitudinal externa Plexo mioentérico JEJUNO H-47 Serosa CM longitudinal externa Plexo mioentérico CM circular interna Cripta de Liberkuhn Mucosa ÍLEO H-48 Panorâmica Se ME M S Vilosidades ÍLEO H-48 Possui placas de Peyer que são parte do tecido linfático associado ao trato gastrointestinal - GALT. 4x Duodeno ★ Vilosidades mais finas ★ + curto e + largo (25cm) ★ Glândulas de Brunner Jejuno ★ 2,5m de comprimento ★ Vilos digitiformes Íleo ★ Maior quantidade de células caliciformes ★ 3,5 m de comprimento ★ Vilos mais curtos ★ Placas de Peyer RADIOLOGIA + Recordar os aspectos das vilosidades intestinais nos principais exames (Entero TC e Entero RM), comparando o padrão normal com o padrão encontrado nas síndromes de má absorção (doença celíaca); -Recordar os aspectos imaginológicos das vilosidades intestinais nos principais exames (Entero TC e Entero RM), comparando o padrão normal com o padrão encontrado nas síndromes de má absorção (doença celíaca); Na TC a administração de contraste pode ser feita de diversas formas: Via Endovenosa (EV) - Mais utilizada sendo analisada em 4 fases ou trifásica. Via Retal (VR) ou Via Oral (VO) - Realce negativo RADIOLOGIA Brant, William E. Fundamentos de Radiologia: Diagnóstico por Imagem / William E. Brant e Clyde A. Helms; tradução Mariângela Vidal Sampaio Fernandes. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. Doença difusa do intestino delgado Regra 1: Dilatação do lúmen do intestino delgado significa obstrução ou disfunção do músculo do intestino delgado. Regra 2: Espessamento das pregas do intestino delgado significa infiltração da submucosa. Regra 3: Espessamento reto, uniforme e regular significa infiltração por líquido (edema ou sangue). Regra 4: Espessamento nodular, irregular e com distorção significa infiltração por células ou material não líquido.Regra 5: O diagnóstico específico exige correlação do padrão do intestino delgado com os dados clínicos. Os valores normais para o diâmetro luminal e a anatomia das pregas do intestino delgado estão na tabela. Longas listas de diagnóstico diferencial. Algumas doenças mais comuns causam a maioria das anormalidades do intestino delgado que os radiologistas encontram rotineiramente. Cinco regras/passos, simplificam o problema: Diferenciais Causas de alteração morfológica do intestino delgado. Obstrução (áreas dilatadas e não dilatadas do intestino) Aderências (75% das obstruções do intestino delgado) Doença celíaca Síndromes de má absorção Pós-cirúrgica Pós-peritonite Hérnia encarcerada Vólvulo Tumor extrínseco Estenose congênita Lesão intraluminal Tumor: geralmente maligno Intussuscepção Corpo estranho Disfunção muscular (sem zona de transição) Traumatismo Inflamação peritoneal Isquemia Fármacos Opiáceos Anticolinérgicos Vagotomia Neuropatia diabética Desequilíbrio eletrolítico Esclerodermia Dermatomiosite Íleo biliar Ascaris (bolo de vermes) Pseudo-obstrução crônica idiopática Exemplo Fig. 30.16 Figura 30.16 Intestino delgado dilatado, pregas normais. Trânsito de delgado mostra dilatação do lúmen (> 5 cm entre as setas) com espessura normal das pregas bem definidas (pontas de seta). O motivo do exame foi a obstrução do intestino delgado causada por aderências. Doença celíaca do adulto. Manifesta-se como sinais e sintomas a mal-absorção, esteatorréia e perda de peso. O glúten, proteína insolúvel encontrada no trigo, no centeio, na aveia e na cevada. A mucosa torna-se achatada, as vilosidades desaparecem e o número de células absortivas diminui. Continuam normais as camadas submucosa, muscular e serosa. As complicações da doença celíaca incluem intussuscepção do intestino delgado (Condição em que parte do intestino sofre uma invaginação), linfoma, jejunoileíte ulcerativa, síndrome de linfadenopatia com cavitação e pneumatose intestinal. Os achados radiográficos clássicos são: Exemplo Figura 30.20 Figura 30.20 Doença celíaca do adulto. Enteróclise do intestino delgado mostra discreta dilatação do lúmen do intestino delgado. O número de pregas no jejuno (seta) é menor, enquanto no íleo (ponta de seta), é maior. As pregas têm espessura normal, inferior a 3 mm. Este paciente com má absorção se tornou assintomático com dieta sem glúten. Espessamento das pregas | Irregular e distorcido.25 Esta é a categoria mais difícil de anormalidade, pois muitas doenças são raras. A distribuição da anomalia nas pregas ajuda a limitar o diagnóstico diferencial (Tabela 30.6 e Figura 30.18). Algumas condições são incluídas em várias categorias. O início da doença de Crohn é caracterizado por edema e pregas regulares. Casos mais avançados da doença de Crohn mostram infiltrado inflamatório e pregas irregulares. Linfoma no mesentério obstrui os vasos linfáticos e provoca edema. Na parede do intestino, porém, provoca pregas nodulares e irregulares. Linfoma e doença de Crohn são as duas doenças do intestino delgado mais comumente encontradas. Brant, William E. Fundamentos de Radiologia: Diagnóstico por Imagem / William E. Brant e Clyde A. Helms; tradução Mariângela Vidal Sampaio Fernandes. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. + Dilatação do lúmen do intestino delgado. A principal característica de obstrução intestinal mecânica é um ponto de transição entre o intestino dilatado e a porção não dilatada no local da obstrução. Nos casos de disfunção muscular, a dilatação do intestino delgado é difusa, sem ponto de transição. Se não houver coexistência de doença da mucosa, as pregas do intestino delgado são retas e regulares. Brant, William E. Fundamentos de Radiologia: Diagnóstico por Imagem / William E. Brant e Clyde A. Helms; tradução Mariângela Vidal Sampaio Fernandes. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. Esclerodermia. Produz atrofia da túnica muscular do intestino delgado pelo processo de deposição progressiva de colágeno resultando em flacidez, atonia e distensão intestinais. As válvulas coniventes são normais ou mais finas (Figura 30.19). O aspecto “espiculado” das pregas é produzido pela contração da camada muscular longitudinal em um grau maior do que a muscular circular. A contração excessiva da borda mesentérica do intestino delgado resulta na formação de saculações da mucosa ao longo da borda antimesentérica. O jejuno e o duodeno são mais gravemente envolvidos do que o íleo. O diagnóstico é confirmado por alterações cutâneas e envolvimento característico do esôfago. Malabsorção acaba ocorrendo. Brant, William E. Fundamentos de Radiologia: Diagnóstico por Imagem / William E. Brant e Clyde A. Helms; tradução Mariângela Vidal Sampaio Fernandes. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. PATOLOGIA PATOLOGIA + Relacionar a morfologia da doença celíaca com as lâminas patológicas (M28 e M29). + Reconhecer as alterações patológicas da doença de Crohn nas lâminas (M89 e M90). Doença celíaca A doença celíaca também é conhecida como espru celíaco ou enteropatia sensível ao glúten. Esta é uma enteropatia mediada pelo sistema imunológico, disparada pela ingestão de alimentos que contêm glúten, tais como trigo, centeio ou cevada, por indivíduos geneticamente predispostos. A doença celíaca possui uma incidência global de 0,6% a 1%, mas sua prevalência varia grandemente de acordo com o país e a região. Algumas das diferenças correlacionam-se com a variação no consumo de trigo, mas os motivos para outras disparidades não estão definidos. Apesar de ter sido rara, a incidência da doença celíaca nos países em desenvolvimento está crescendo, possivelmente como resultado da adoção de dietas do Ocidente. Patogenia A doença celíaca é desencadeada pela ingestão de glúten, a maior proteína de armazenamento do trigo e grãos similares. A fração solúvel em álcool do glúten, a gliadina, contém a maioria dos componentes que produzem a doença. O glúten é digerido pelas enzimas luminais e da borda em escova em aminoácidos e peptídeos, incluindo um peptídeo α-gliadina de 33 aminoácidos, que é resistente à degradação pelas proteases gástricas, pancreáticas e do intestino delgado. Alguns peptídeos de gliadina podem induzir células epiteliais a expressar IL-15, a qual, por sua vez, ativa e prolifera os linfócitos intraepiteliais CD8 + . Esses linfócitos expressam NKG2D, um marcador de células natural killer e receptor para MIC-A. Os enterócitos induzidos para expressar MIC-A na superfície, em resposta ao estresse, são atacados pelos linfócitos intraepiteliais expressando NKG2D. Os danos epiteliais resultantes podem aumentar a passagem de outros peptídios da gliadina para a lâmina própria, onde são desaminados pela transglutaminase tecidual. Esses peptídeos de gliadina interagem com HLA-DQ2 ou HLA-DQ8 nas células apresentadoras de antígeno, e, por sua vez, podem estimular as células T CD4 + a produzir citocinas que contribuem para a lesão tecidual. FIGURA 17-25 O painel à esquerda ilustra as alterações morfológicas que podem estar presentes na doença celíaca, incluindo atrofia das vilosidades, aumento no número de linfócitos intraepiteliais (LIEs) e proliferação epitelial, com alongamento da cripta. O painel à direita ilustra um modelo da patogenia da doença celíaca. Note que os mecanismos imunológicos, tanto inatos (Células T CD8+ intraepiteliais ativadas por IL 15) quanto adaptativos (Células T CD4+ e células B sensibilizadas à gliadina) estão envolvidos nas respostas dos tecidos à gliadina.