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Patologia do sistema tegumentar Lesões primárias da pele Mácula Mancha com 1 cm, pode estar despigmentada ou não Plana e bem delimitada Pápula Elevação – alterações vasculares Mede 1cm aproximadamente Pode se desenvolver por alterações na derme e epiderme Infecção no folículo piloso Se a lesão ultrapassar 1 cm é denominado placa Nódulo Elevação sólida circunscrita – maior que 1 cm Estende-se até a derme e hipoderme Geralmente associado a inflamação ou neoplasia Pode ser alopécico... Tumor Aumento de volume circunscrito Nem sempre é neoplásico Epiderme ou subcutâneo Cisto Contém líquido e é revestido com células epiteliais Encapsulamento epitelial Abcesso = coleção de neutrófilos que podem estar circunscritos por tecido conjuntivo – associado a inflamação Vesícula Estrutura elevada na intra-epidermal ou sub-epidermal Menores que 0,5 cm Contém líquido – hiperêmico Rompe com facilidade Degeneração/necrose de ceratinócitos Pode ser viral, autoimune, irritante Ex: Febre aftosa, lúpus, pênfigo Pústula Estrutura elevada – intra-epidermal ou sub-epidermal Preenchida por exsudato purulento (pûs) Formação e acúmulo de neutrófilos Associado a processos inflamatórios? Lesões secundárias de pele Urticária Estrutura elevada, achatada na superfície Transitório, pois vem de um processo alérgico e diminui/desaparece Descamação Acúmulo de fragmentos ceratinócitos soltos Crosta Produto do ressecamento do exsudato, sangue, queratinócitos Aderido a pele, recobrindo feridas Cicatriz Tecido conjuntivo fibroso, produto de uma resposta tecidual reparativa Aspecto despigmentado, alopécico Erosão Perda de epiderme, mantendo a membrana basal – descontinuidade do tecido Evolução de vesículas/pústulas Aspecto deprimido, hiperêmico Úlcera Perda de epiderme, e destruição da membrana basal Evolução da erosão Aspecto deprimido, hiperêmico, exsudato Escoriação Perda de epiderme, processo traumático Causas: Auto-mutilação, Lambedura, Arranhadura, Mordidas Frequentemente secundária a prurido Aspecto: Colarete epidérmico Descamação epidérmico em formato de anel Associado a pústula, vesículas ou bolhas rompidas Tecido morto sobre a ferida Ex: dermatofilose Liquenificação Lesão que se assemelha a “casca de árvore” Acentuação dos padrões cutâneos – espessamento da epiderme com hiperpigmentação Aspecto de pele ressecada e espessa Resposta a trauma crônico Comedão Folículos pilosos dilatados, contendo plugues cerato-sebáceos Associado a ceratose folicular Predispõe à foliculite Demodicose – Hiperadrenocorticosmo (aumento da produção de cortisol na circulação) Para diferenciar entre fezes de pulgas, embeber um algodão com álcool e friccionar na região, se for fezes terá um rastro de sangue Hiperpigmentação Melanose Alteração de cor – focal ou extensa Geralmente acompanhado de outras lesões Lesões lentiginosas = lembra sardas, manchas acastanhadas Hipopigmentação Hipomelanose Diminuição de pigmentação da pele – focal a extensa Tendem a coalescer (se junta) Conhecida como vitiligo Alopecia Ausência do pelo em áreas que possuem cobertura pilosa Ruptura das estruturas foliculares, quebra do pelo... Pode ser associado a processos endócrinos também Alopecia pode ser normal, dependendo da raça Hiperceratose Aumento da espessura da epiderme Acúmulo das células do extrato córneo Associada a desordens metabólicas da ceratinização: Vit.A, Zinco, Seborréia Alterações da espessura da pele Aumento: Inflamação crônica, hipotireoidismo, edema Diminuição: Atrofia do colágeno, senilidade, síndrome de Cushing Doenças congênitas e hereditárias Epiteliogênese imperfeita Não tem a formação da epiderme de forma adequada Ictiose = problemas na formação de colágeno na pele Seborréia congênita = Hipotricose = Não desenvolve o pelo Lesões actínicas Associadas a exposição solar Animais com pelo claro e curto, possuem mais chances Fotossensibilização 1. Primária Ingestão de substâncias fotodinâmicas pré-formada (clorofila) – plantas Ex: Erva de são joão (Hypericum perforatum) Drogas como fenotiazina, tetraciclina, sulfonamida Ou Acúmulo de pigmento endógeno Defeito na síntese de substâncias fotodinâmico Ex: Porfiria congênita Patogênese: Vasculite, necrose, alterações cutâneas na região de exposição Hepatógena Comum em ruminantes Animal ingere a planta, que possui clorofila, na metabolização (filoeritrina) eliminada via biliar Mas na hepatopatia, filoeritrina acumula no organismo Acúmulo faz com que a substância vá para camadas superficiais da pele, tendo sensibilização Ingestão de gramínea com esporidesmina (micotoxina): Destroem membrana lipídica, lesão nos ductos biliares = acúmulo de filoeritrina Lesão nas áreas brancas, que não possuem muita pigmentação Em ovinos = Lesão pode ocorrer maior intensidade na região da face Dermatoses nutricionais Deficiências vitamínicas, minerais = alterações cutâneas semelhantes a queimaduras Deficiências proteicas e de ácidos graxos Áreas simétricas – suspeitar de deficiências nutricionais, mas não descartar infecções Dermatoses endócrinas Hipotireoidismo Diminuição na produção de T3 e T4 Primário = Atrofia folicular, tireoidite linfocítica, congênito Secundário = Neoplasia, cisto de Rathke Principais sinais clínicos: Alterações Dermatológicas Hiperadrenocorticismo Aplicação de glicocorticoides Hiperestrogenismo Em machos: Tumor funcional das células de Sertoli (Sertolioma) Fêmeas: Cistos ovarianos – tumor das células da granulosa – administração Dermatoses imunomediadas Atopia Associados com quadros de hipersensibilidade do tipo 1 Alergia a algum exógeno (pólen, ácaro, poluição) Dermatite Eczematosa: Sensibilização, com degranulação de mastócito que induz uma resposta inflamatória, causam exocitose na epiderme, derme Mastócito leva a uma hiperplasia, com presença de queratinócitos... Por contato alérgica: Sensibilização, resposta imune, linfócito de memória retorna... Dermatite alérgica à saliva de pulgas – DASP Processo inflamatório contra o antígeno da saliva da pulga 1. Pulgas picam a pele para se alimentar 2. Saliva da pulga leva a uma reação antigênica (Processo alérgico, formação de eritema) 3. O trauma induzido provoca escoriação e inflamação (muito pruriginoso) Exsudação 4. Instalação de infecção bacteriana Dermatoses Autoimunes Complexo pênfigo Epiderme e lâmina basal unidos por meio de junções (desmossomos) No caso do pênfigo: Anticorpo se liga a membrana epitelial basal, quando se tem um antígeno para a ativação dos mastócitos, levando a degranulação e produção de citocinas Citocinas recrutam outros tipos celulares inflamatório (eritema, edema, hiperemia) Eosinófilos degranulam, e causam a ruptura dos hemidesmossomos, fazendo com que a epiderme de desprenda da lâmina basal, formando uma fenda suprabasal (é vista na microscopia) Pele não consegue se proteger pois não está íntegro, causando pústulas, erosão, bolhas, vesículas e favorecimento de ulcerações e infecções bacterianas secundárias Classificação: Depende do padrão morfológica e histológica Pênfigo foliáceo – Com fenda subcorneal, se forma abaixo do estrato córneo (hemorragia, pus associado) Pênfigo vulgar – Com fenda suprabasal, abaixo da membrana basal, problemas nutricional das células da epiderme, pois a conexão da derme com epiderme é cortada (chances de necrose)Penfigóide bolhoso – Fenda Subepidermal, formação de bolhas, lâmina basal integra, mas fenda acontece no meio da epiderme Extravasamento de líquido, formando exsudação serosa (bolhas) *Pode ser encontrado na microscopia células em apoptose Lúpus eritematoso Montagem de resposta (anticorpos) contra as fibras de colágeno de sustentação da membrana basal, estruturas nucleares Lesão grave envolvendo células nucleares, ulceração, hemorragia, edema, formato de “borboleta” Alterações dermatológica, com alterações sistêmicas Descartar diferenciais infecciosos (virais, bacterianas e fúngicas) Dermatites virais Dermatites pustulares ou vesiculares Poxvírus – Ectima contagioso (dermatite pustular contagiosa) prejudicial pois a formação de pústulas e vesículas podem estar presentes na cavidade oral e cascos Herpesvírus – Mamilite herpética bovina Febre Aftosa (Aphtovírus) Dermatites bacterianas Foliculite Pode evoluir para uma Furunculose Lesão cutânea envolvendo folículo piloso Alopecia, com áreas circulares, eritemas Associada a: Pioderma, demodex e dermatófitos Pode ser quadro alérgico e endocrinopatias Realizar o raspado cutâneo (raspado: cocos, leucócitos) Piodermite recurrente Staphylococcus schleiferi pode estar associado a piodermite em cães É isolado de lesões quando há ação microbiana Piodermite superficial Piodermite profunda – Furunculose Destruição de células do bulbo, folículo piloso Diferente do dermatófito, pois a dermatofitose tem tropismo com o pelo e não pelo folículo piloso (alopecia sem lesão nos tecidos profundos) pelo quebradiço Dermatites micóticas Dermatofitose Microsporum canis e gypsium, tricophyton mentagrophytis Zoonose Cultivo e exame direto – diagnóstico diferencial para demodex Degranulação de neutrófilos Geralmente prurido ausente ou leve Esporotricose Sporothrix schenkii Agregados do agente Tropismo por disseminação linfo cutânea Lesões ulcerativas cutâneas, em faces e membros torácicos – animais com acesso a rua e não castrados Diagnostico diferencial: criptococose e carcinoma de células escamosas Criptococose Cryptococcus neoformans Fungo dimórficos Lesões em faces (doença do “nariz de palhaço”) Zoonose Ficomicoses Pitiose – Pythium insidiosum Pode estar associado ao carcinoma de células escamosas Em equinos, pode causar pitiose e habronemose Zigomicose – Conidiobolus e Basidiobolus – acomete equinos e humanos Lesão cutânea no membro, hemorrágica – formação de tecido de granulação (cicatrização) Biopsia Dermatites parasitárias Leishmaniose