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+ – III ------ Aula 21: Linfo-hematopoiético - Timo e baço ------ (Mayra) Componentes e funções - Órgãos linfoides primários: o Medula óssea: produção de leucócitos, da linhagem vermelha e das células tronco o Timo o Bursa de Fabricius/bolsa cloacal (nos mamíferos, a maturação e diferenciação de linfócitos B é feita na medula óssea, enquanto nas aves é feita na Bursa de Fabricius) - Órgãos linfoides secundários o Baço (maior órgão linfoide do organismo) o Linfonodos o Tecidos linfoides em várias partes do organismo Quando bactérias, vírus e fungos atingem a corrente sanguínea, eles vão para o baço, onde serão depurados. O baço atua como um filtro do sangue, mas não capta os microrganismos diretamente dos vasos linfáticos, apesar de os vasos linfáticos acabarem desembocando nos vasos sanguíneos. Baço - Localizado do lado esquerdo nos animais e fixado pelo ligamento gastroesplênico - Recoberto pelo peritônio - Achatado e alongado Polpa vermelha (parte mais clara – seta amarela): macrófagos + vasos sanguíneos Polpa branca (parte mais escura – seta vermelha): linfócitos (núcleo se cora de roxo) Cápsula: seta azul Trabéculas: seta verde A arteríola central é envolvida pela bainha periarteriolar (anelzinho mais escuro rico, principalmente, em linfócitos T). Ao longo da bainha, temos a presença de nódulos esplênicos (semelhantes a nódulos linfáticos) que são ricos principalmente em linfócitos B. A cápsula é composta por tecido conjuntivo e células musculares lisas. A quantidade de musculatura lisa varia entre as espécies, de forma que as espécies que têm maior quantidade de musculatura lisa apresentam maior capacidade de contração do baço. O baço tem a função de armazenamento de células e faz a retirada dos microrganismos da corrente sanguínea, defendendo o organismo. CA: arteríola central envolta pela bainha periarteriolar GC: nódulo esplênico associado (parte mais clara = centro germinativo do nódulo esplênico, que fica evidente quando o nódulo está ativo, ou seja, realizando uma resposta contra um antígeno). MZ: zona marginal do nódulo que é rica em macrófagos. OBS: mas a maior parte dos macrófagos está na polpa vermelha - Funções: → Remoção: eritrócitos → velhos/parasitados (hemocaterese) → Funções imunológicas: ativação de macrófagos, fagocitose e processamento de antígeno; produção de anticorpos e linfocinas (citocinas secretadas por macrófagos) → Armazenamento: He, pequena quantidade de linfócitos e ferro (o baço não quer perder o ferro, pois ele precisará desse elemento para sintetizar as novas hemácias, assim uma quantidade pequena de ferro é comum ficar armazenada dentro dos macrófagos no baço, mas esses estoques ficam aumentados numa remoção massiva de hemácias, como em casos de parasitemia pela maior hemocaterese) → Produção: linfócitos e produção de células da linhagem hematopoiética, se houver necessidade - Resposta à agressão → Inflamação aguda: hiperemia e abscessos → Hiperplasia do SFM (aumento do número de macrófagos): parasitemia e doenças granulomatosas » Doenças hemolíticas → proliferação de macrófagos na polpa vermelha » Septicemias graves → n° de microrganismos > que a capacidade de eliminação → congestão e hiperemia na polpa vermelha e na polpa branca (anel concêntrico em torno do nódulo esplênico) → Hiperplasia linfoide: produção de plasmócitos e anticorpos; imunidade mediada por células → Atrofia de tecidos linfoides → Armazenamento/contração → Neoplasia o Diminuição de volume/hipoplasia/atrofia do baço » Congênita - Imunodeficiências: primária → linfócitos T e/ou B - Combinada grave (IDCG) → potros árabes, que ficam mais susceptíveis às doenças - Ausência de linfócitos B e T → hipoplasia de tecidos linfoides primários e secundários - O baço fica pequeno, firme e vermelho-pálido » Envelhecimento - A população de células B e T diminui com o passar dos anos → É NATURAL - Baço pequeno e com a cápsula enrugada - Redução na polpa branca, onde se concentra os linfócitos » Contração esplênica - Liberação de hemácias na corrente sanguínea para atender uma demanda específica - Induzida pelo SNA → catecolaminas → luta ou fuga - Insuficiência cardíaca e choques (cardiogênico, hipovolêmico e séptico) - Ruptura esplênica → hemorragia (quantidade de hemácias diminui e o baço libera seu reservatório de hemácias, sendo uma resposta automática a qualquer hemorragia, inclusive hemorragia esplênica) - O baço fica pequeno, enrugado e a superfície de corte fica seca o Aumento de volume/esplenomegalia - Difusa sangrenta: o baço maior do que o normal e na necrópsia vasa sangue ao corte → Congestão: vólvulo gástrico, vólvulo esplênico, pós uso de barbitúrico → Hiperemia aguda → Anemia hemolítica aguda - Difusa firme: aumento de massa propriamente dita devido ao aumento de células naquela região (macrófagos), acometendo o baço como um todo → Aumento da fagocitose pelos macrófagos do baço → Proliferação celular → Armazenamento de substâncias (menos frequente e pode ocorrer na amiloidose) - Nodular sangrenta: → Hematomas → Infartos agudos → Neoplasia vascular - Nodular firme: → Neoplasias → Hiperplasia nodular → Granulomas → Abscessos » Esplenomegalia difusa sangrenta por congestão - Ocorre me casos de: → Vólvulo esplênico: somente o baço vira devido a uma frouxidão do ligamento gastroesplênico → mais comum em cães e suínos → Vólvulo gástrico com aprisionamento esplênico → mais comum em cães - Ligação frouxa do ligamento gastroesplênico que permite que o baço rotacione - Torção provoca oclusão das veias (congestão) + oclusão da artéria (infarto) Difusa sangrenta Difusa firme OBS: a veia oclui mais fácil, pois sua parede é mais fina que da artéria e menos muscular. Assim, a força para torcer e ocluir uma artéria deve ser maior do que para ocluir as veias. Dependendo do nível da torção, a oclusão de veias e artérias ocorre em conjunto. - Aumento uniforme de volume - Coloração: vermelha escura a azul-escura (cianose) OBS: esplenectomia: em alguns casos, pode correr a ruptura do baço, gerando hemorragia interna e, por isso, precisamos retirar o baço. » Esplenomegalia difusa sangrenta por congestão atrelada ao uso de barbitúricos - Ao relaxar o músculo liso da cápsula e das trabéculas, há permissão para que o órgão fique aumentado em tamanho e demora mais para o fluxo de sangue ser trocado - Escorre sangue ao corte - Cápsula distendida fica mais frágil - Há distensão da polpa vermelha - Ocorre em suínos após a eletrocussão - Mais comum em equinos e cães » Esplenomegalia difusa sangrenta por hiperemia aguda - Septicemias agudas - Via hematogênica → chega grande quantidade de MO → captura em excesso por macrófagos → hiperemia ativa/congestão aguda, pois o órgão entumesse por estar chegando mais sangue para retirar o microrganismo da corrente sanguínea → necrose e inflamação - Maior acometimento das zonas marginais e dos cordões esplênicos (ricos em macrófagos) OBS: o sangue passa primeiro pela zona marginal e depois para os cordões esplênicos. Baço após torção em formato de C e congesto, num vermelho bem escuro, bordos arredondados, o ligamento bem congesto também Baço de equino com coloração mais escura e bordos arredondados Cão após uso de barbitúrico: aumento da polpa vermelha, fazendo com que haja acúmulo de sangue e afastamento dos nódulos esplênicos, dando a impressão que há uma menor quantidade de nódulos - Infiltração por neutrófilos - Se a ação dos neutrófilos não for suficiente, ocorre a formação de granulomas - Carbúnculo hemático (observação na necrópsia) → não necropsiar se tiver suspeita, pois a bactéria esporula e contamina o ambiente, sendo muito resistenteo Plexo coroide (7%) - Cães adultos e idosos - Clínica: relacionados invasão/compressão o Convulsão (tumores prosencefálico) o Sinais vestibulares (tumores em tronco) o Cegueira (tumores na área occipital) - Metástases raras o Das células neuronais » Meduloblastoma - Cães, bovinos, felinos e suínos Impregnação por hemoglobina, com lesões nodulares e macias O halo branco não se cora, só cora com mucicarmin ou PAS (ácido periódico de schiff) Granuloma gelatinoso que causa efeito de massa, deformando o tronco encefálico - Predileção por animais jovens - Bem demarcados - Podem invadir o 4° ventrículo – hidrocefalia - Metástases podem ocorrer por meio do líquor o Das células da neurolglia » Astrocitomas - Classificados em: difusos, anaplásicos e glioblastoma multiforme - Cães (Boxer, Boston Terrier), 5-11 anos - Felinos e bovinos - Não invasivos, não metastáticos, difusos ou delimitados » Oligodendroma - Cães, relatos em felinos e bovinos - Braquicefálicos, 5-11 anos - Rompem a superfície ventricular, meninges - Disseminação pelo LCR - Demarcados » Ependioma - Raros - Canídeos (braquicefálicos), felinos, bovinos e equinos - Expansivo-invasivo - Ventrículos laterais, terceiro e quarto - Metástase via LCR Cresce rápido e causa hemorragia e progride em direção ao ventrículo lateral Deformidade das estruturas adjacentes Forma uma massa Glioblastoma multiforme que forma uma massa que deforma o SNC o Do plexo coroide » Papiloma e carcinoma - Cães, sem predileção por raça - 5-13 anos - Bem demarcado, expansivo (papiloma) - 4° V, mas também 3° e laterais - Hidrocefalia → Cães, sem predileção por raça → 5-13 anos → Bem demarcado, expansivo (papiloma) → 4° V, mas também 3° e laterais → Hidrocefalia não-comunicante o Dos tecidos mesodérmicos » Meningioma - O mais comum em animais - Felinos > 10 anos, cães de 7-14 anos - Solitários, bem demarcados, expansivos - Área basal do cérebro, tentório do cerebelo e foice cerebral o Neoplasias metastáticas » Osteomas, condromas e osteocondromas » Osteossarcomas » Fibrossarcomas intracranianos » Melanoma maligno Hidrocefalia por compressão Tumor progrediu do cérebro em direção aos seios nasais Tumor em canal ependimário Ocorre na área mais basal do SN Pode ocorrer na foice do cérebro e no tentório do cerebelo » Linfossarcomas » Carcinomas seio/cavidade nasal » Hemangiossarcomas » Tumores mamários ------ Aula 25: Distúrbios nutricionais e metabólicos ------ (Mayra) Doenças degenerativas o Doenças metabólicas » Encefalopatia hepática - Insuficiência hepática (aguda e crônica) por composto químico ou processo crônico que danifica os hepatócitos - Shunt (congênito ou não, sendo mais visto em gatos) - Ruminantes, equinos, cães e gatos (Senecio spp., Echium plantagineum, Crotalaria spp) - A amônia é produzida por microrganismos no TGI → detoxicação pelo ciclo da ureia → produção de ureia → eliminação pelos rins). Quando não há conversão de amônia em ureia no fígado, a amônia se acumula, sendo tóxica para o organismo e gerando efeitos deletérios - A amônia ↑ permeabilidade da barreira hematoencefálica → edema vasogênico; - Altera a osmorregulação dentro do SNC - Disfunção neuronal - Sinais clínicos: convulsões, ataxia, depressão, incoordenação e pressão da cabeça contra superfícies - Alteração espongiforme na junção da substância branca e cinzenta - Astrócitos de Alzheimer tipo II → Núcleos aumentados com cromatina periférica → Depósitos de glicogênio → Nucléolo aumentado o Nutricionais – deficiências » Deficiência de cobre - Causas: → Deficiência do solo → O alimento apresenta as quantidades de cobre necessárias, mas as interações minerais impedem a absorção de cobre ✓ Ruminantes (Ovinos* e caprinos) - Patogênese não compreendida → degeneração neuronal (vários sistemas enzimáticos) - Distúrbios bioquímicos → falência na produção de energia disfunção enzimática - Congênita: Swayback (dorso atáxico) - Até ~ 6 meses após o nascimento é chamada de ataxia enzoótica - Congênita: Swayback (dorso atáxico) → Mãe não ingeriu as quantidades de cobre adequadas durante a prenhez → Membros flácidos, caem com facilidade e podem ser cegos → Lesões no cérebro, tronco e na medula - Ataxia enzoótica → até ~ 6 meses após o nascimento → Animal não ingeriu as quantidades necessárias de cobre → Atáxicos, quedas → Lesões no tronco encefálico e na medula - Macro: → Lesões cerebrocorticais bilaterais → Córtex cerebral amolecido ou colapsado → Áreas de rarefação com consistência gelatinosa ou cavidades císticas na substância branca - Micro: → Astrogliose variável • Degeneração da substância branca • Desmielinização → Necrose neuronal na substância cinzenta cortical » Deficiência de Vitamina B1 (Tiamina) - Diagnósticos diferenciais: → Intoxicação por enxofre → Intoxicação por sal → Intoxicação por chumbo → Infecção por BHV-5 ✓ Ruminantes - Polioencefalomalácia (lesão multifatorial que leva à necrose da substância cinzenta) - MO ruminais → síntese de tiamina - ↓ da tiamina ruminal (↑ concentrado) → ↓ pH ruminal → alteração microbiota → ↑ na produção de tiaminase ruminal; - Ingestão de plantas contendo tiaminase (samambaia) - ↓ da absorção ou ↑ na excreção renal de tiamina - Polioencefalomalácia → desordem multifatorial que culminam na necrose cérebro-cortical - Bovinos: de 6 a 18 meses de idade alimentados com ração concentrada. - Ovinos: jovens (2 a 7 meses) - Sinais: depressão, letargia, ataxia, pressão da cabeça contra obstáculos, cegueira cortical aparente, opistótono, convulsões, decúbito com dificuldade de deambulação e morte (2-3 dias após). - Macro: tempo de evolução → Rápida (2 dias) → edema cerebral: achatamento dos giros cérebro-corticais e sulcos estreitos → 4 dias → amarelada (autofluorescência UV das áreas de necrose) → 8 a 10 dias → separação edematosa e necrose liquefativa com separação de tecidos → Avançados (sobrevivência prolongada) → atrofia dos giros cerebrais + sulcos largos - Micro: → Iniciais: • Edema e necrose neuronal • Influxo de monócitos → macrófagos → células gitter após fagocitar os restos necróticos → Crônico: áreas de microcavitação próximo à substância branca ✓ Carnívoros (cães, gatos e raposas) - Requisição dietética absoluta de vitamina B1 - Peixe contendo tiaminase não consegue absorver a tiamina completamente - Dietas deficientes / destruição da vitamina por aquecimento - Lesões: → Simétricas bilaterais → Tronco encefálico (colículos caudais e o núcleo periventricular) → Necrose o Intoxicações » Intoxicação por enxofre ✓ Ruminantes - Dietas ricas em enxofre → polioencefalomalácia - Mecanismo não comprovado - Lesões mais profundas no encéfalo (tálamo, colículos, hipocampo, núcleo caudado e ponte) » Intoxicação por toxinas microbianas ✓ Leucoencefalomalácia - Fumonisina B1 - Fusarium verticillioides - Acomete equinos, quando infecta outros animais produz outros sinais clínicos, como edema pulmonar - A toxina produzida pelo fungo contamina alimentos, principalmente o milho, durante o armazenamento - Pode estar atrelado à hepatotoxicidade, mas é mais relacionado à doença neurológica fatal aguda - Mecanismo exato não completamente elucidado, mas o dano vascular foi sugerido como lesão primária → edema cerebral vasogênico - Interfere na biossíntese dos esfingolipídios pela inibição da ceramida sintetase (N acetil transferase) - Sinais: → Anorexia, incapacidade de deglutição, ataxia → Tremores na cabeça, andar em círculos, pressão da cabeça, paresia, cegueira → Rápida progressão → morte (1 e 10 dias)- Macro: → Edema, malacia amarelada gelatinosa e a liquefação da substância branca afetada → quebra de lipídios acompanhada por hemorragia. → Bilaterais, não simétricas → podem ser extensas - Micro: → Necrose coagulativa ou liquefativa da substância branca ✓ Encefalopatia Clostridium perfringens tipo D - Doença do rim pulposo, enterotoxemia dos ovinos, necrose focal simétrica) - Ovinos - Toxina épsilon - Todas as idades (pico entre 3 e 10 sem) - Os animais costumam apresentar boas condições, sendo encontrados mortos no pasto de repente - Dano cerebral → lesão vascular e do colapso da barreira hematoencefálica - Toxina → CE → abertura das JO + ↑permeabilidade vascular → edema vasogênico → necrose hipoxico- isquêmica - Macro: → Muito agudos: lesões ausentes → Focos simétricos de malácia no corpo estriado, tálamo, mesencéfalo → Congestão pulmonar e edema, efusão pericardial serosa e rins amolecidos (pulposos) - Micro: → Edema vasogênico secundário à lesão vascular → Necrose aguda neuronal, edema perivascular e perineuronal → Substâncias cinzenta e branca são afetadas. ✓ Doença do edema (colibacilose enterotoxêmica) - Escherichia coli produtoras de toxina tipo Shiga - Principal espécie acometida: suínos → 4 a 8 semanas de idade (estresse pós-desmame, alimentação sólida, hierarquia) - Baixa morbidade, alta mortalidade - Receptores das células epiteliais → reações inflamatórias e imunológicas que levam ao dano vascular - Sinais: → Neurológicos (- Salmonelose fulminante - Erisipela suína » Esplenomegalia difusa firme por anemia hemolítica aguda - Ocorre em casos de: → Anemia infecciosa equina → Babesiose → Crises hemolíticas IM - Dilatação da polpa vermelha - Eritrofagocitose (fagocitose das hemácias lesadas e parasitadas) - Grande remoção de hemácias - Se o quadro se cronifica → hiperplasia dos macrófagos na polpa vermelha → congestão reduzida » Esplenomegalia difusa firme por fagocitose - Aumento do número de macrófagos principalmente dos cordões esplênicos da polpa vermelha - Ocorre em casos de: → Hiperplasia por carga de trabalho → Bacteremias prolongadas/parasitemias hemotrópicas em que há remoção desses microrganismos da corrente sanguínea → Anemia infecciosa equina (dependendo da fase da infecção, pode ter esplenomegalia difusa sangrenta ou difusa firme caso haja tempo de o baço realizar a proliferação de macrófagos) Hiperemia da região da zona marginal com extravasamento de sangue e infiltração neutrofílica D: presença do bacilo Não escorre sangue ao corte, firme (carnoso, vermelho e não congesto) » Esplenomegalia difusa firme por proliferação celular ✓ Hiperplasia linfoide folicular - Aumento do tamanho e do número dos folículos ricos em linfócitos B por estimulação antigênica - Estimulação antigênica → crônicas → indução da resposta imune - Folículos esplênicos → grandes e visíveis macroscopicamente ✓ Células inflamatórias/esplenite - Doenças infecciosas crônicas → bactérias e fungos intracelulares - Baço fica firme e difusamente aumentado de volume em casos de: → Hiperplasia de macrófagos → Doenças granulomatosa difusa → Hiperplasia linfoide ✓ Doenças granulomatosas difusas - Bactérias intracelulares facultativas de macrófagos → Mycobacterium bovis → Brucella spp. → Francisella tularensis (tularemia) - Micoses sistêmicas: → Blastomyces dermatidis (blastomicose) Babesiose em bovino com expansão da PV Hemoparasitose, doença bacteriana crônica Gato – Mycoplasma haemofelis Retenção de hemácias além do normal Maior concentração de bilirrubina Geralmente vemos uma consistência uniforme, mas nesse caso conseguimos ver pontos brancos, o que indica estimulação antigênica mais crônica e crescimento dos nódulos linfoides → Histoplasma capsulatum - Protozoários → Leishmania spp. ✓ Hematopoiese extramedular - Aumento do volume mínimo OBS: após o nascimento, o órgão responsável pela hematopoiese é a medula óssea. Entretanto, em algumas situações, é necessário produzir mais hemácias do que a medula consegue produzir, por isso outros órgãos são recrutados (hematopoiese extramedular) - Achado acidental – normal no baço de cães - Linhagens → eritroide (eritrócitos), mieloide (leucócitos) e magacariocítica (plaquetas): → Anemia crônica (falta de oxigênio) → Doenças respiratória crônica (falta de oxigênio) → Doença cardiovascular crônica (falta de oxigênio) → Doenças bacterianas supurativas – piometra (neutrófilos) → o acúmulo de pus dentro do útero provoca recrutamento de neutrófilos e o sangue é uma forma de levar os neutrófilos da medula óssea para o útero. Se a medula não está dando conta de atender essa necessidade, outros órgãos, como o baço, são recrutados a produzir neutrófilos. ✓ Neoplasias - Não são frequentes no baço - Ocorrem de forma: → Primária: linfoma (infiltração da polpa vermelha por linfócitos neoplásicos), mastocitoma visceral em gatos, leucemias agudas e crônicas → Secundária: linfoma Cão: Histoplasmose – substituição da polpa vermelha por infiltração granulomatosa difusa Vemos aumento de volume e formação de granulomas ao longo do parênquima esplênico Cão com histoplasmose Baço de bovino com infiltração difusa por linfócitos neoplásicos com ausência de diferenciação entre polpa vermelha e polpa branca » Esplenomegalia difusa firme por armazenamento - Amiloidose (acúmulo extracelular de amiloide) → AA → inflamação crônica → AL → produção de Ig → Hereditária Shar-pei e gato abissínio - Raramente causa esplenomegalia → apresenta regiões que lembram a bolinha de sagu no parênquima de cor bege e laranja - Amiloide acumula nos folículos (polpa branca - PB) - Pequenos: próximo de 2 mm » Esplenomegalia nodular sangrenta por hematoma - Origem desconhecida do hematoma - Pode ser provocado por trauma, induzido por hiperplasia nodular ou neoplasia - Sangramento na polpa vermelha → cápsula protegendo → massa vermelho-escura, saliente, macia - Coagulação e degradação → macrófagos → eritrofagocitose (bilirrubina e hemossiderina) → cicatrização do hematoma - Ruptura do hematoma → hemoperitônio → choque → morte » Esplenomegalia nodular sangrenta por infarto - Na região subcapsular - Relacionado à trombose ou à lesão endotelial: → Teileriose bovina → Hipercoagulabilidade (Anemia Hemolítica Imunomediada - AHIM) → Peste suína clássica - Hemorrágicos → congestão local → distensão da cápsula → branco-acinzentado → cicatriz » Esplenomegalia nodular sangrenta por neoplasias - As causas mais comuns são neoplasias vasculares e o baço fica vermelho-escuro/azulado e friável - Hemangiossarcoma primário ou secundário Hematoma em baço protegido pela cápsula com consistência macia Corte histológico de hematoma → os macrófagos fagocitam as hemácias e ocorre a formação dos pigmentos (bilirrubina no caso da foto, pois está amarelado) Cão com infarto séptico agudo Área cinza delimitada por borda vermelha escura Infarto crônico em baço de cão Área bege pálida em forma de cunha → Múltiplo → Metástase (fígado/peritônio/pulmão) → Hemorragia associada → Cápsula fina e brilhante - Hemangioma → Solitários → Sem metástase » Esplenomegalia nodular firme por hiperplasia - Cães idosos - Achado incidental - Inclusões de até 2 cm (ou +) - Corte → vermelho ou branco - Células que sofrem hiperplasia são: linfócitos ou linfócitos + células eritroides, mieloides e megacariócitos - Único nódulo ou múltiplos nódulos - Sem efeito deletério de forma geral → Exceto se interferir na drenagem → hematoma → ruptura » Esplenomegalia nodular firme por nódulos fibro-histiocíticos - Acometem cães - São solitários e esféricos - População de células mistas: células fusiformes, histiocitoides, hematopoiéticas, plasmócitos e linfócitos - Fica entre a hiperplasia nodular e histiocitoma fibroso maligno, mas se assemelha mais ao histiocitoma fibroso maligno - Normalmente acomete a polpa vermelha » Esplenomegalia nodular firme por neoplasias - Primárias: → Linfoma → Sarcoma histiocítico ✓ Aumento da relação das células fibro- histiocíticas/linfócitos (quanto mais fibro histiocítica, mais maligno) ✓ Aumento do potencial de malignidade dos nódulos ✓ Tumores são homogêneos e brancos → Leiomioma → Leiomiossarcoma → Mielolipomas ✓ Concentração igual entre células hematopoiéticas e tecido adiposo ✓ Mais macios Cão com hemangiossarcoma Presença de nódulos vermelhos Baço com nódulos hiperplásicos que podem se romper, pois sua cápsula está mais delgada por conta da hiperplasia Nódulos geralmente esbranquiçados Cão, linfoma nodular Nódulos elevados, branco-amarelados, multifocais a coalescentes → Únicas ou múltiplas → Firmes, elevadas e confinados na cápsula → Gatos: mastocitoma > linfoma > neoplasias mieloides > hemangiossarcoma - Secundárias → Únicas ou múltiplas → Invasivos → Firmes, elevados e confinados na cápsula → Célula tronco hematopoiética (mieloide ou linfoide) → Mesenquimais (sarcomas – fibrossarcoma, leiomiossarcomas, osteossarcomas → pode ocorrercalcificação) → Epiteliais (carcinomas) » Esplenomegalia nodular firme por granulomas - Doenças infecciosas crônicas - Focais ou múltiplos - Relacionado com: → Brucella abortus → Mycobacterium bovis → Circovírus suíno tipo 2 → Blastomicose → Histoplasmose → Criptococose → Coccidioidomicose → Esporitricose » Esplenomegalia nodular firme por abscessos - Doenças infecciosas agudas - Esplenite multifocal supurativa - Raras - Relacionada à → Septicemia/bacteremia por: ✓ Streptococcus spp. ✓ Rhodococcus equi ✓ Arcanobacterium pyogenes ✓ Corynebacterium pseudotuberculosis Carcinoma metastático em bovino firme ao corte e limitado pela cápsula Nódulos ao longo de todo o baço (multifocal) OBS: o difuso é entremeado no parênquima ≠ multifocal no qual os nódulos se distribuem em diversas porções do órgão Baço de equino com múltiplos abcessos provocados por Rhodococcus equi → Corpos estranhos no retículo - Os microrganismos chegam pela corrente sanguínea, o sistema fagocítico mononuclear, presente principalmente na polpa vermelha, fagocita esses microrganismos. Se os microrganismos não morrerem, eles se replicam e promovem abscessos, que variam quanto à cor (branco a amarelado), ao tamanho e à consistência. Com o tempo, os microrganismos tendem a se encapsular no abcesso. Distúrbios variados o Trauma, ruptura e baço acessório - Ruptura por trauma, hematoma e neoplasias o Completa: cápsula → perda de sangue (+ grave, pois o sangue se rompe na cavidade) o Incompleta: apenas na polpa vermelha - Se não fatal: o Cicatrização → união o Baços acessórios - Trauma → hematoma - Ruptura → hemorragia - Baços acessórios → Peritônio ou pâncreas → vascularizados e funcionais → Espessa cápsula fibro-muscular → ≠ hemangiossarcoma (fina e brilhante) → Hiperplasia nodular → + friável → propensa à ruptura → fonte de baço o Hemossiderose - Acúmulo de hemossiderina (pigmento derivado da hemoglobina) - O baço é um local natural de destruição de hemácias → armazenamento de pequenas quantidades de ferro - O armazenamento excessivo ocorre por: → Diminuição da eritropoiese → Rápida destruição de hemácias (anemia hemolítica ou imunomediada ou parasitária) → Hemorragia ou trauma local (hematoma) Baço após ruptura Baço em cicatrização Baço após ruptura O baço tem cápsula espessa, diferente do hemangiossarcoma, em que a cápsula fica fina - Também pode ocorrer a formação de placas sideróticas → Ocorre em cães idosos → Incrustações branco-acinzentadas ou amarelas, firmes e secas sobre a cápsula esplênica → Pelo HE: ✓ Amarelo: bilirrubina ✓ Marrom-dourado: hemossiderina ✓ Azul: Ca corado por hematoxilina Timo - Órgão linfoide primário onde ocorre a diferenciação dos linfócitos T - Involui conforme o animal envelhece - Varia de tamanho e posição de acordo com a espécie - É dividido em região cortical e medular, apresenta uma cápsula que forma as trabéculas, as quais dividem o órgão em lóbulos. Apresenta células epitelioides que abraçam os timócitos (como se fosse uma barreira), além de macrófagos que realizam o sistema monocítico fagocitário e corpúsculos de Hassal na região medular. Cão com placa siderótica, geralmente próxima à cápsula - Resposta à agressão: o Atrofia linfoide o Inflamação – rara o Neoplasia Inflamação e degeneração o Timite e atrofia - Timite → pouco frequente - Hipoplasia e atrofia → um pouco mais frequente - Ocorre em casos de: → Imunodeficiências adquiridas ✓ Infecciosas ✓ Cinomose ✓ FIV ✓ Parvovírus canino ✓ Peste suína → Toxinas ✓ Fumosinas e aflatoxinas (contaminantes de alimentos) → Quimioterápicos/radiação → Desnutrição → Envelhecimento → Neoplasias - Inibição da função dos linfócitos ou destruição dos linfócitos, levando à atrofia - Diminuição dos linfócitos T circulantes → diminuição dos linfócitos T dos órgãos linfoides secundários o Neoplasias - Linfoide → Linfoma de linfócitos T → animais jovens → Gatos e bovinos,medular marrom-escura o Hemorragia - Cortical ou medular - Origem: outros tecidos? Linfonodo? - Hemossiderose sinusal indica que as hemácias vieram de outro local, enquanto lesões de hemorragia linfonoidal mostram hemossiderose em macrófagos nos cordões e paracortical. o Antracose - Linfonodos brônquicos, cães idosos que vivem em centros urbanos (mais comum) o Enfisema - Mesentéricos (suínos – proliferação de bactérias produtoras de gás) e brônquicos (bovinos – enfisema intersticial) o Atrofia linfoide - Bloqueio de linfonodos eferentes que dilata os seios medulares - Caquexia, diminuição da estimulação antigênica, senilidade o Infarto - Linfomas, êmbolos, neoplasias metastáticas que gerem compressão vascular e bloqueiem a circulação sanguínea Linfadenomegalia - 3 possibilidades: o Hiperplasia o Linfadenite o Neoplasia - Citologia dos linfonodos: o Punção por agulha fina + realização de esfregaço tipo squash + coloração o Normal: → 75-85% linfócitos pequenos → 10-15% linfócitos médios/grandes → 2% de macrófagos » Hiperplasia - Linfadenopatia ou linfadenose ou linfonodo infartado - Regional (ex.: inflamação do coxim do membro torácico esquerdo que ativa o linfonodo axilar daquele membro) ou generalizado (ex.: estimulação antigênica sistêmica) - >10 dias de estimulação, sendo caracterizado microscopicamente pelo desenvolvimento de folículos (aumento de tamanho e número) - Biópsia para diferenciar de linfoma (padrão ouro é a histopatologia, apesar de poder ser feita citologia) - Critérios: → Integridade arquitetural → Uniformidade das células → Padrão cromatínico - Cromatina nuclear: » Linfadenite - O antígeno está no linfonodo - Aguda: → Aumento do volume, cápsula fina e lisa, macio, móvel → Hiperemia, drena linfa + sangue (líquido sero-sanguinolento) → Micro: ✓ Vasos corticais proeminentes ✓ Neutrófilos (seios = drenados de outros locais, córtex = linfadenite) ✓ Necrose multifocal ou do linfonodo todo (salmonelose, toxoplasmose) ✓ Abscesso (bactérias piogênicas) - Crônica → Pouca hiperemia e pouco edema → Aumento de volume, firme e fixo → Cápsula espessa → Seco (não drena líquido ao corte) e duro ao corte ✓ Bovinos com brucelose e mastite crônica ✓ Linfocitólise – ruptura dos linfócitos principalmente nos centros germinativos dos linfonodos (Toxoplasmose e Parvovirose) » Linfadenite caseosa - Ovinos e caprinos: acomete linfonodos da cabeça e pescoço - Também é uma zoonose - Corynebacterium pseudotuberculosis (ovis) → Gram +, não esporulada, aeróbica, IC facultativa → Exotoxina – fosfolipase D (necrose liquefativa) Linfonodo de cão com linfadenite aguda: cápsula lisa, fina e delgada, proeminência da vasculatura, ocorre drenagem de líquido sero-sanguinolento + há um abscesso próximo ao seio subcapsular Linfadenite abscedante em suíno causada por Streptococcus → Necrose, hemólise IV, edema pulmonar e choque séptico → A enzima esfingomielinase é dermonecrótica → Lipídeo de superfície leucotóxico que protege da fagocitose - Porta de entrada: pele (pequenas feridas na boca) + solo com fezes e pus - As bactérias provocam linfadenite supurativa (inflamação da circulação linfática + posterior alojamento nos linfonodos) - Acomete bovinos, equinos (abscessos peitorais), suínos - Maioria dos animais não adoece - Pode afetar o homem - Presença de pus, que pode ser amarelo ou verde (eosinófilos) - Espesso, lamelares = “cebola”: abscesso com fibrose intensa ao redor - Vacinação com toxina – imunidade parcial Essas divisórias de comedouro podem provocar lesões na região do pescoço e peito de bovinos acabam sendo comuns Punção aspirativa do linfonodo submandibular Coloração Gram para mostrar positividade Panótico: bactérias intracitoplasmáticas » Linfangite e linfadenite por Carbúnculo hemático (Anthrax) - Bacillus anthracis, Gram +, grande, forma esporos - Acomete herbívoros e homem, sendo aves e répteis resistentes - Caprinos > ovinos > bovinos (curta e septicêmica) > equinos > suínos > cão (branda e localizada no esôfago/intestino, com possível posterior invasão vascular com disseminação da bactéria) - Homem: pústulas localizadas e persistentes na pele e se transmitida por via aerógena, torna-se sistêmica fatal - Esporos viáveis por 15 anos no solo; multiplicação favorável em temperaturas > 15°C e contaminam a água e alimentos, pele, sendo transmitida via aerógena - Quadro histopatológico: linfangite, linfadenite, sero-hemorrágica - Sepse - Toxinas → I: EF, edema fator, aumenta a atividade da Adenil ciclase e a produção de AMPc, gerando edema em diversos lugares → II: PA, antígeno protetor → III: LF, fator letal, depressor SNC → Sem efeitos isoladamente - Injúria a fagócitos, aumento de permeabilidade vascular, anticomplemento, anticoagulação - Animais não devem ser necropsiados pela capacidade de contaminação dos esporos - Macroscopicamente: → Putrefação rápida, gases → Esplenomegalia, macio e rupturas → Hemorragias múltiplas → Edema em tecido conjuntivo → Sangue escuro, poucos coágulos → Enterite hemorrágica ulcerativa Linfonodo retrofarínego aumentado Lesão de aspecto caseoso Cápsula fibrosa em torno do linfonodo Lesão lamelar com exsudato purulento e fibrose → Realizar esfregaço sanguíneo: cápsula distinta, rosa no azul de metileno » Linfadenite por histoplasmose - Histoplasma capsulatum, fungo intracelular encontrado em mononucleares - Acomete homem, cão, felino, suíno, bovinos, equinos, silvestres, aves (temperatura baixa favorece!) - Causada por inalação poeira/solo contendo o fungo - Maioria não se dissemina, mas quando dissemina é fatal - Provoca: → Emaciação, diarreia persistente, febre → Espleno-hepato-linfadenomegalia → Nódulos acinzentados pulmonares com consistência firme → Nódulos esbranquiçados na mucosa intestinal → Distúrbios das enzimas hepáticas: ✓ > 𝛾-globulina,- Ehrlichiose e Peste Suína Clássica Linfadenite aguda com linfonodo hiperêmico e edemaciado A Leishmania não tem aro branco ao seu redor e apresenta um cinetoplasto perpendicular (lembra um T]) Linfadenite no linfonodo parotídeo Linfadenite granulomatosa por Aspergillus → massa mais esbranquiçada que lembra tecido proliferativo (linfoma) Linfadenite por PIF: lesões multinodulares com linfonodos circunscritos que vão se juntando e áreas amareladas que indicam pus Linfadenite pós tuberculose: pus caseoso Linfadenite infecciosa na Ehrlichia canis Linfonodo de suíno com peste suína clássica: áreas enegrecidas = áreas de hemorragia enegrecidas pela fixação no formol » Neoplasia - Tumores hematopoiéticos → 30:100.000 → Linfoma = 87% - Leucemias são raras, pois os animais são frequentemente aleucêmicos e não há massas sólidas - Nomenclatura se adequou à nomenclatura usada em humanos » Linfoma felino - Uma das manifestações do FeLV - 2% dos gatos infectados nos EUA e 90% dos gatos infectados desenvolvem linfoma - Saliva: coloniza epitélio e tecido linfoide da faringe e depois se dissemina para outros locais - Predisposição: → Jovens → Superpopulação → Imunossuprimidos - Anemia não-regenerativa (colonização da medula óssea por linfócitos neoplásicos que destroem tecido hematopoiético por compressão) - Alto > intermediário > baixo grau - Hepato e nefromegalia - Lesões difusas ou em massas subcapsulares acinzentadas - Multicêntrico > alimentar > mediastínico > renal > nódulo único periférico > nasal > cutâneo > ocular/periorbital > generalizado Linfoma gástrico com áreas nodulares evidentes e mucosa firme infiltrada por linfócitos Linfoma mediastínico causando atelectasia pulmonar por compressão Linfoma renal que substitui o tecido renal, podendo causar deformidade e desenvolvimento de massas subcapsulares Linfoma renal com surgimento de massas subcapsulares que deformam o órgão Pouco tecido adiposo perivascular e o restante de massa rósea é linfoma invadindo o epiplo num gato com linfoma generalizado Linfoma ocular, já que a íris é rica em linfócitos » Linfoma bovino - BLV, transmissão horizontal - Linfócitos infectados → Material cirúrgico → Artrópodes - Leucose bovina → Enzoótica → Esporádica - Leucose Bovina Esporádica → Forma tímica: até 2 anos de idade, realiza compressão do esôfago e da traqueia devido a localização cranial no tórax → Forma juvenil: disseminação, linfadenopatia, 3-6 meses → Forma cutânea: rara, acometendo animais jovens e formando placas de linfoma disseminadas na pele - Leucose Bovina Enzoótica → Linfadenomegalia generalizada → Forma entérica: espessamento da parede abomasal, hemorragias, úlceras → Medula espinhal: fraqueza dos membros pélvicos por compressão dos nervos paramedulares → Coração: gordura epicárdica, infiltração do miocárdio Massa densa dentro da medula = linfoma Rim pálido de bovino com áreas esbranquiçadas por infiltração de células neoplásicas Linfoma no pulmão com vários nódulos, causando atelectasia e linfoma nodular em rim Forma cutânea com formação de crostas coaguladas devido à ulceração Parede de rúmen espessada com infiltração de linfócitos na parte muscular Linfoma envolve os nervos e comprime a medula espinhal, causando sinais neurológicos » Linfoma canino - Meia-idade - Sinais inespecíficos: anorexia, letargia e caquexia - Etiologia desconhecida (contato com pessoas que fumam, alimentação semelhante a do homem, etc.) - Não há predisposição sexual - Maioria linfócitos B, mas em estudos nacionais indicam predominância de linfoma de linfócitos T - Formas: → Multicêntrica: linfadenomegalia generalizada, com ou sem aumento de fígado/baço ou medula óssea → Mediastínica → Cutânea (dermo > epidermotrópico) → Tímica → Alimentar: vômito, diarreia, hematoquezia, anemia Grande massa de linfoma no baço e hiperplasia nodular Linfoma na mucosa Linfoma no coração Nodulações que deformam de forma não homogênea o cérebro Infiltração multinodular no fígado - Os linfomas são doenças múltiplas dependendo do tipo de célula proliferando, do estágio clínico, do imunofenótipo (linfoma T, B ou T e B). Devemos estabelecer diferentes tratamentos para os diferentes tipos de linfomas. - Maioria nos cães é linfoma multicêntrico de alto grau (2/3) - 5% de baixo grau, 30% intermediários - 2x He: linfócito grande → Mitoses/HPF ✓ 0-5 = baixo grau ✓ 6-10 = médio ✓ >10 = alto grau - Temos 43 tipos de linfomas: - Os 6 tipos mais comuns → Linfoma difuso de grandes células B Linfonodo com padrão folicular se desfazendo: zona do manto de linfócitos maduros vai se perdendo e alguns folículos só possuem linfócitos neoplásicos imaturos (área mais clara) Linfócitos maiores deixam as áreas mais claras pela maior quantidade de citoplasma e linfócitos menores que apresentam coloração mais escura pelo maior número de núcleos ) Geralmente de alto grau e com bastante figura de mitose ✓ Redondos ✓ Raramente indentados ✓ >2 He ✓ Citoplasma escasso ✓ Nucléolos • Múltiplos - Centroblásticos • Único (90% das células - Imunoblástico • 75% DLBCL-CB • 25% DLBCL-IB → Linfoma de zona marginal ✓ 11 casos (3,7%): 8 linfonodos, 2 baços, 1 linfonodo + baço ✓ Literatura: • 15-17% dos linfomas caninos • Raças de grande porte • Afetam o único linfonodo submandibular ou cervical• O mais frequente entre os primários de baço Cd3 = poucas positivas Cd79a = + positivas Cd3 = negativo Cd79a Animais com linfoma de pequenas células claras sobreviviam muito mais tempo fazendo a quimioterapia (1-2 anos) do que animais com linfoma T plasmocitoide (2-3 meses), já que esse tumor é muito agressivo. » Neoplasias metastáticas - Histiocitose sinusal OBS: nem todo linfonodo aumentado próximo de uma neoplasia é um linfonodo referente a uma metástase da neoplasia, pois a drenagem de células inflamatórias e de substâncias produzidas na inflamação, na necrose do tumor, etc. também podem provocar aumento do linfonodo. - Ponto de metástase preferencial - Várias neoplasias o Carcinomas > sarcomas o Mastocitomas o Melanomas ------ Aula 23: Sistema Nervosos Central ------ Colheita e preservação - Mais importante para avaliar o SNC - Cuidados gerais + especiais para o SNC: o Rapidez (abertura do 1° conjunto ao invés do 6°) o Manipulação (tomar cuidado para não apertar, torcer ou esmagar por ser muito macio e frágil) o Fixar inteiro (importante, pois órgão é muito macio e friável) o Cortar de forma padronizada - A fixação deve ser em formalina 10%, sempre colocando a quantidade adequada de material para evitar autólise, já que o poder de fixação do formol é de 0,5 cm em 24h e devemos ter 10x mais formol do que de volume do tecido. - Histopatologia – SNC - Manipular o mínimo possível: o Exame macroscópico (pós-fixação) o Exame virológico/bacteriológico (pré-fixação) Articulação atlanto-occipital: usando uma agulha e seringa estéreis, podemos colher líquor para avaliar a presença de vírus e bactérias A: corte latero-lateral B: corte seguindo a articulação atlanto-occipital, passando por baixo do chifre C: a linha lateral deve vir em direção à medula para possibilitar a retirada do cerebelo Se a meninge não tiver grudada ao periósteo, fazemos uma pequena abertura de cada lado e retirados a meninge de cada hemisfério e cortamos a invaginação da meninge. Depois soltamos os pares de nervos cranianos (locomotor e trigêmeo) Rete mirabile: rede de capilares que drenam os hormônios hipofisários Amostras para virológico: Telencéfalo, cerebelo, medula oblonga e tálamo = cobrem 99% das doenças infecciosas virais e bacterianas, podendo ter uma ampla investigação Amostras para histopatológico: Hipófise, rete mirable, etc. Corpo celular principal: núcleo e RER Axônios fazem sinapses ou se ligam às placas motoras diretamente com a placa esquelética Cérebro e cerebelo: Substância branca: axônios + oligodendrócitos + astrócitos + micróglia Substância cinzenta: corpos celulares (pericário) + oligodendrócitos + astrócitos + micróglia + neurópilo (prolongamentos axonais e dendríticos que preenchem o sistema nervoso) Na medula inverte: substância cinzenta no centro e branca ao redor. Substância branca: corpos celulares (pericário) + oligodendrócitos + astrócitos + micróglia + neurópilo Substância cinzenta: axônios + oligodendrócitos + astrócitos + micróglia Estrutura e função - SNC o Neurônios + neurópilo o Células da glia: oligodendrócitos (produzem bainha de mielina), astrócitos (reparo tecidual, metabolização), micróglia (macrófagos) o Vasos sanguíneos o Células ependimárias (ventrículos) o Células do plexo coroide (recobrem o plexo coroide) Neurônios o Corpo celular: - Variação de forma e tamanho - Núcleo, nucléolo - Substância de Nissl (RER) → produz neurotransmissores - Reação à injúria → Cromatólise central e degeneração Walleriana → Injúria isquêmica → Deficiências lisossômicas (> volume) → Envelhecimento (lipofuscina) → Doenças degenerativas neuronais: acúmulo de neurofilamentos → Infecções virais → Vacuolização citoplasmática - Cromatólise central → Ocorre após esmagamento/transecção axonal de neurônios com corpo celular no SNC e SNP → Quanto mais próximo do corpo celular, mais intenso é o processo de cromatólise → Tempo longo para a recuperação (3-6 meses), dependendo da gravidade e do grau de transecção/hemorragia → Microscopicamente: ✓ Edema celular, núcleo excêntrico ✓ Dispersão Nissl ✓ Início de 24-48h após a lesão e atinge o máximo 18 dias pós lesão ✓ Degeneração Walleriana axonal: • Edema irregular (48-72h) do neurônio • Fragmentação axonal • Desintegração da bainha de mielina (liberação de fragmentos da bainha, chamado de elipsoides e vistos na histologia) Substância de Nissl e axônio e dendritos Substância de Nissl Núcleo do neurônio deslocado para a periferia, com citoplasma claro e homogêneo Bolas rosas = elipsoides - Lesão isquêmica neuronal → Encolhimento do corpo celular → Citoplasma eosinofílico → Pequenos vacúolos (mitocôndrias) → Núcleo triangular/picnótico → Aumento dos espaços (edema em astrócitos): perineurais + perivasculares o Astrócitos - 2 tipos: fibrosos (SB) + protoplasmáticos (SC) - Micro: → Núcleos grandes e pálidos → Nucléolo discreto → Citoplasma não detectável HE → Só colorações metálicas ou imunohistoquímica (GFAP que marca fibrilas das células da glia) - Funções: → Guia migração neuronal na embriogênese → Cobertura subpial interna do encéfalo/ME (“glia limitans”) → Processos/podócitos sobre os vasos: barreira hematoencefálica → Isolamento de sinapses dos corpos celulares x dendritos Neurônios hipereosinofílicos, encolhidos, com formato picnótico e triangular do núcleo Neurônio sendo digerido pelo macrófago após a injúria isquêmica Edema intersticial causada pela isquemia tecidual + núcleos triangulares → Regulação de neurotransmissores e K+, detoxificação de amônia → Imunológica: liberam TNF e outros mediadores relacionados com o sistema imune no SNC → Também são células reparadoras do SNC e que auxilia a preencher espaços (não ocorre cicatrização, mas sim a formação de uma cavidade cheia de líquor delimitada pelos astrócitos) → Também envolvem vasos sanguíneos, fazendo a regulação da permeabilidade vascular no sistema nervoso. → Monitoramento dos vasos → Barreira hematoencefálica → Agrupamento de neurônios inter-relacionados → Isolamento de sinapses para os neurotransmissores não se soltarem durante as sinapses → Glia limitante externa → Participam de isolamento dos nódulos de Ranvier e na barreira líquor-cérebro → Realizam a cobertura subpial interna: Duramáter: meninge mais espessa e aderida ao periósteo craniano Aracnóide: aderida ao periósteo craniano Espaço subaracnoide Piamáter: meninge mais fina e em contato com o SNC Podócitos: fazem a divisão entre cérebro e meninge, delimitando o que é sistema nervoso e o que está fora do sistema nervoso. - Reações à injúria: → Agressão grave: ✓ Edema celular ✓ Degeneração ✓ Perda de podócitos → Agressão leve ✓ Aumentam volume (atrocitose/”gemistócitos”) ✓ Tanto núcleo quanto citoplasma (eosinófilo) Laranja = astrócito Azul = neurônio Após estimulação pro astrócito: astrocitose → citoplasma eosinofílico e exuberante A cápsula impede a disseminação da inflamação por todo o sistema nervoso o Oligodendrócitos - 2 tipos: → Interfasciculares (SB): mielinização de axônios → Satélites (SC): regulação do microambiente neuronal O mesmo oligodendrócito mieliniza vários axônios ao mesmo tempo Neurônios motores + nódulos de Ranvier (espaçamento entre as bainhas) - Quando há lesões no SNC, os oligodendrócitos se reúnem ao redor do corpo do neurônio → satelitose - Microscopicamente: → Semelhantes a pequenoslinfócitos → Impregnação metálica - Reação: degeneração e morte: “desmielinização primária” (a bainha se desfaz e a gordura da antiga bainha fica no interstício fazendo os elipsoides) o Micróglia - Perineuronais - Perivasculares - Interfasciculares - Micro: → Núcleo pequeno, bastonetes, ovais, vírgula → Impregnação de Ag = ´processos delicados - Macrófagos do SNC - Funções: → Fagocitose (remodelação) → Homeostase (processa/cataboliza neurotransmissores) → Metabolizar mediadores inflamatórios → Imunológica (processa antígeno, ativa macrófagos) - Reações à injúria: → Acúmulo ao redor da lesão (“nódulos gliais”) → “Células gitter” – macrófagos com citoplasma cheio de lipídeos, necrose → “Manguito perivascular” o Epêndima e plexo coroide - Mover o LCR pelos ventrículos - Secretar o LCR (plexo coroide) - Barreiras: → Sangue-LCR: plexo coroide, junções estreitas! → LCR- cérebro: epêndima e astrócitos, cervical,- Laceração (penetram os ossos) - Transecção (separação) » Compressão - Intramedular → Hemorragias → Neoplasias - Extramedular: → Prolapso de disco intervertebral → Mielopatia cervical estenótica (Wöbbler) → Fratura/deslocamento de vértebras Bezerro com hemorragia subaracnóidea devido à contusão Hemorragia subdural em marmota Macaco prego pego por cães com lacrações de crânio com provável hemorragia parequimatosa devido à perfuração do cérebro Diferenciar de hemorragia por herpesvírus que são bilaterais e simétricas Fratura de vértebra e medula espinhal rompida Transecção de medula sem deslocamento vertebral, mantendo a meninge íntegra » Doença do disco intervertebral - Cães: condrodistróficos, Dachshund e pequinês - Degeneração do disco que fica menos gelatinoso, reduzindo a capacidade de absorção de impactos, causando deslocamento do disco e compressão da medula - > 1 ano de idade - 0 + toracolombar e cervical » Mielopatia Estenótica cervical - Bambeira, “Wöbbler” - Estenose canal vertebral cervical entre C5-C7 - Equinos, cães, muitas raças, Doberman, Pinscher - Visível macroscopicamente se fizermos o corte longitudinal da coluna vertebral - Micro: → Nefrose liquefativa + células gitter → Evolui para cisto (astrócitos) e degeneração Walleriana Compressão medular em cão com osteodistrofia fibrosa e expansão do tecido conjuntivo vertebral, comprimindo a medula Osteomielite em bovino, causando compressa medular, com exsudato purulento, estreitamento do canal vertebral Compressão da medula espinhal pela degeneração do disco Compressão crônica do canal medular gera atrofia da medula e hemorragia por compressão Distúrbios circulatórios - Velocidade de privação de oxigênio x lesão - Susceptibilidade das células e áreas anatômicas à isquemia o Neurônios > olingondentrócitos > astrócitos > micróglia > vasos sanguíneos o Neurônios corticais (5-6 min sem oxigênio) > Purkinje > gânglios basais (10 min) > neurônios motores e tronco encefálico (15 min) o Córtex cerebral e estriato > tálamo > tronco encefálico > medula espinhal - Além da falta de oxigênio, temos: o Aumento de liberação de cálcio → Mitocôndria alterada → Retículo endoplasmático o Liberação do neurotransmissor excitatório glutamato → Ativação dos receptores glutamato = excitotoxicidade o Influxo de cálcio extracelular → Piora na função mitocondrial de outras células → Geração de espécies reativas de oxigênio o Edema cerebral - Vasogênico → Tipo mais comum → Extravasamento de líquido durante um processo inflamatório → Após agressão vascular → Ruptura da barreira hematoencefálica - Citotóxico → Acúmulo de líquido intracelular → Degeneração hidrópica → Pós-isquemia → Gera edema em astrócitos, neurônios, oligodendrócitos, atrapalhando o funcionamento do sistema nervoso Diferença dos espaços do canal cervical devido à deformidade nas vértebras cervicais Canal vertebral tortuoso, provocando estreitamento dorso ventral e latero-lateral Distanciamento entre vaso sanguíneo e neurópilo + capilares cheios de líquido Aspecto espongioso com vários vacúolos devido ao acúmulo de líquido dentro das organelas - Hidrostático (intersticial) → No espaço intersticial → Aumento de pressão hidrostática devido à hidrocefalia → O fluxo de líquor e de líquido intersticial é feito pelo espaço de Virchow e passa pelos neurópilos e para o líquor nos ventrículos. Esse fluxo passa pelos espaços entre as células ependimárias e os astrócitos. Quando tem hidrocefalia, há acúmulo de líquido lá dentro e o líquido extravasa para o tecido, fazendo com que o volume tecidual aumente cada vez mais - Osmótico → Hidratação venosa excessiva → Ingestão excessiva de água (mental) → Secreção alterada de ADH → provoca aumento da pressão hidrostática → Ocorre devido ao congelamento/privação de água, de forma que quando o animal tem acesso à água novamente, ele ingere rápido e em grande quantidade, a qual passa rapidamente pro SN - Sequelas do edema cerebral: → Crânio – fechado → Giros achatados, sulcos rasos → Posicionamento alterado → Herniações, conificação o Infarto - Parada cardíaca Edema (herniação do cerebelo em direção ao forâmen magno, esmagando a coluna espinhal e adquirindo formato cônico) x normal Áreas de maior compressão sofrem hemorragias, lacerações e sangramento Achatamento dos giros devido a edema cerebral Conificação do cerebelo - Hipotensão súbita - Compressões, hérnias - Depende da velocidade da oclusão → Anastomoses desviam o fluxo - Embolia - Necrose comparável → Asfixia/redução de oxigênio no ar → Intoxicação por CO → Inibição da respiração celular (cianeto) → Deficiência de tiamina (necessária no metabolismo da glicose) - Macro: → Encefalomalácia/necrose liquefativa na substância branca e cinzenta → Substância cinzenta (polioencefalomalácia) = hemorrágico → Substância branca (leucoencefalomalácia) = anêmico (- vascularizada) o Arteriosclerose - Aterosclerose → Humanos, suínos (8-14 anos), pássaros e cães com hipotireoidismo → Artérias intracranianas extracerebrais → Locais mais comuns de deposição das placas: aa. cerebrais medial, rostral e caudal e a. comunicante - Não-lipídica (fibrose arterial) → Animais idosos, cães e equinos → Não tem relação com colesterol alto ------ Aula 24: Encefalites, neoplasias e distúrbios da formação de mielina ------ Distúrbios na formação de mielina - A mielina é depositada pelos oligodendrócitos ao redor dos axônios, permitindo a condução do impulso nervoso de maneira saltatória. - Falhas na mielinização ou mielinas quimicamente anormais geram conduções de impulso mais lenta Infarto hemorrágico em cérebro de gato num animal que tinha câncer Infarto hemorrágico por embolia Necrose cerebral por deficiência de tiamina Infarto delimitado com necrose liquefativa Placas de ateroma em cérebro de cão com hipotireoidismo que realizou hipercolesterolemia o Hipomielinogênese (hipomielinização) - Produção insuficiente de mielina nos axônios - Raras o Dismielinização - Produção de mielina quimicamente alterada - Rara o Desmielinização - Bainha de mielina é perdida - Primária (sem lesão axonal – lesão nos oligodendrócitos): rara e provocada por lesão tóxica (hexaclorofeno, isoniazida e cuprizone) - Secundária (com lesão axonal – degeneração Walleriana) - Causas: → Distúrbios circulatórios e físicos: ✓ Edema extracelular (lesão nos oligodendrócitos) ✓ Compressão física (Inflamação do SNC - Vias: o Hematógena (+ comum) o Axoplasma de axônios periféricos o Mucosa olfativa o Disseminação direta submucosa nasal-LCR o Traumatismo do crânio e/ou vértebras - Alterações: o Leptomeningite o Manguitos perivasculares (tipo de células encontrado influencia o diagnóstico) o Microgliose (acúmulo de macrófagos ao redor de focos de inflamação) o Degeneração neuronal o Ganglioneurite (raiva) o Edema/trombose (H. somnus) o Necrose (pseudoraiva) - Reações = infiltrado x causa o Supurativas = bacterianas (bactérias piogênicas) o Mononuclear (vírus, protozoários e parasitas) o Granulomatosas (fungos e bactérias) o Abscessos cerebrais - Incomuns - Extensão direta, por exemplo, de infecções do seio paranasal, dos seios frontais, de descorna e do ouvido interno - Também pode ocorrer por via hematógena: substância cinzenta → fluxo maior de êmbolos de outros locais, atingindo o SNC - Efeitos dos abscessos: → Ruptura do tecido, efeito de massa → Infecção dos ventrículos e disseminação - Amarelo-esbranquiçado: Strepto, Staphylo, Arcanobacterium spp. - Branco a cinza: E. coli, Klebsiella spp. - Esverdeado: Pseudomonas spp. Exsudato purulento aderido na base do encéfalo junto ao tronco e ao cerebelo em cérebro de macaco, indicando infecção por bactérias piogênicas (Streptococcus) Efeito de massa com abscessos branco a acinzentados, provocando deformidade do SNC, achatamento dos giros, sulcos rasos e lesões por compressão do restante do SN Abscesso por Streptoccus equi com pus amarelado e cremoso que causa alisamento dos giros cerebrais devido à compressão o Listeriose - Listeria monocytogenes, bacilo Gram + → Oral, intra-axonal (nervo trigêmeo) → Listeriolisina, permite multiplicação intracelular → Lipases e fosfolipases – lesão celular → Infecta neurônios, micróglia/macrófagos, epitélio - Ruminantes, outras espécies, zoonose! - 3 formas: SNC, reprodutiva (aborto) e septicêmica (curso rápido e grave) - Lesões macroscópicas normalmente ausentes - Micro: → Meningoencefalomielite (MN e PMN) → Microabscessos com degeneração neuronal - “Doença do girar”, “torcicolo”: inclinação da cabeça e andar em círculos o Raiva - Rabdovírus, (Rhabdoviridae), RNA - O mais neurotrópico - Transporte axoplasmático - Sem lesões macro: hiperemia de leptomeninges ocorre, mas não é exclusiva da raiva - Micro: → Infiltrado e manguito MN → Microgliose → Degeneração neuronal → Ganglioneurite trigeminal → Corpúsculos de Negri: ✓ Intracitoplasmáticos e eosinofílicos ✓ Encontrados dentro da glândula salivar e neurônios (mas nem sempre é encontrado) - É necessário imuno-histoquímica para o diagnóstico Locais onde há lesão de Listeriose normalmente (tronco e começo da medula oblonga) Lesões piogranulomatosas Microabscessos + infiltrado misto de macrófagos e neutrófilos degenerados o Pseudoraiva/”aujezsky” - Herpesvírus suíno tipo 1, DNA, aerógena - Em suínos jovens é fatal, enquanto os adultos são portadores → Esporadicamente em bovinos, cães, felinos e ovinos - Necrose do fígado, baço e adrenais - SNC pode não apresentar lesões → Congestão leptomeninges - Micro: → Meningoencefalite não-supurativa com ganglioneurite trigeminal → Necrose e degeneração neuronal → Inclusões intranucleares eosinofílicas em várias células - Depressão, nervosismo, tremores, incoordenação, espasmos musculares Desmodus rotundus é o mais comum, mas morcegos frutíferos também podem transmitir raiva Migração pelo axoplasma. Na maioria dos carnívoros. A transmissão ocorre por mordedura e o vírus migra do axoplasma dos neurônios para o SNC e depois é retransmitido para as glândulas salivares, de onde é retransmitido Cérebro com hiperemia Incoordenação motora, edema pulmonar espuma e salivação, com paralisação dos músculos da faringe Corpúsculos de inclusão (Corpúsculo de Negri) Necrose hepática e hemorragia pulmonar Reação de sensibilidade na pele, causando ferimentos na pele o Encefalomielite equina - Leste (EEE), Oeste (WEE), Venezuelana (VEE) → Togaviridae, gênero Alphavirus, RNA → Inoculação por Culex spp. e Aedes spp. → Disseminação hematógena - Não há lesões macroscópicas específicas → Hiperemia, edema, petéquias leptomeninges - Micro: → Substância cinzenta (cérebro e medula espinhal) → Córtex, tálamo e hipotálamo → Manguitos MN + neutrófilos → Infiltrado de neutrófilos → Vasculite + trombose (hemorragias) o Peste suína clássica - “Cólera suína” - Togaviridae, gênero Pestivirus, RNA → Oronasal, disseminação hematógena - Endoteliotrópico, hemorragias em vários órgãos - SNC: SB e SC → Edema, hemorragia e trombose → Manguitos de linfócitos o PIF - Coronavirus, gênero Coronaviridae → Via oral, uterina – replicação intestinal – hematógena - Formas: → Efusiva: serosite, ascite/hidrotórax → Não efusiva: leptomeningite, corioependimite, enceflomielite, oftalmite - Piogranulomas Rim de suíno com lesões pontuais hemorrágicas Lesões hemorrágicas no SN e na medula espinhal Piogranulomas: lesões pequenas e amareladas A: lesão piogranulomatosa atingindo as leptomeninges B: lesões atingindo o parênquima cerebral A’: manguito perivascular rico em macrófagos o Encefalopatia espongiforme bovina - Scrapie – ovinos e caprinos - Encefalopatia espongiforme bovina (BSE) - Príons → Prsc – proteína scrapie → Resistem à degradação - Placas de Peyer – MN ou neurônios? – pelo trânsito leucocitário - Animais de 3-11 anos, incubação longa de 2-8 anos! - Fatais: sistema imune não detecta - Sinais clínicos: → Perda de lã, prurido → Incoordenação, decúbito e morte → Alterações de comportamento, postura e andar → Ansiedade e medo - Macro: → Emagrecimento, lesões na pele → SNC = não observáveis - Micro: → Lesões degenerativas simétricas e bilaterais → +++ tálamo e hipotálamo, tronco → + corpo estriado, medula espinhal → Degeneração neuronal e vacuolização → Pode haver astrocitose severa → Espongiose o Toxoplasmose - Várias espécies afetadas, felino é o hospedeiro completo - Toxoplasma gondii - Ingestão de cistos (bradizoítos) ou de esporozoítos - Epitélio intestinal → linfa/sangue (tráfego leucocitário até o sistema nervoso) - SNC por via hematógena – infecta neurônios e astrócitos - Hiperemia e hemorragias submeningeanas Coceira Vacuolização neuronal delimitada e evidente Status esponjosos no neurópilo - Infartos hemorrágicos, edema e herniações - Micro: → Edema e necrose multifocal → Microgliose e manguitos de mononucleares (macrófagos), todas as células → Lesões vasculares → Dano ao SNC por ação dos macrófagos ativados o Encefalites fúngicas - Oportunistas - Só Cryptococcus neoformans tem tropismo pelo SNC; transmitido por pombos e aves - Chegam por via hematógena, tráfego leucocitário - Resposta piogranulomatosa - Localmente extensa ou granulomatosa bem demarcados - Células típicas do granuloma + neutrófilos o Criptococose - Meninges normais a cinza-opaco - Material mucoso viscoso (mucopolissacarídeos) Lesão esplênica, de pulmão e lesão hepática Infartos hemorrágicos Manguito perivascular: necrose liquefativa com microgliose periférica Toxoplasma no interior de hepatócitos Imprint do tecido suspeito e avaliação citológica - Micro: o Microrganismos encapsulados o Infiltrado MN (granuloma) o Neutrófilos e eosinófilos Neoplasias do SNC - 2-4% das neoplasias em cães o Meningiomas (50%) e glioma (35%)