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Normas Contábeis IFRS, CPC e NBC - Questionários - Atividade Dissertativa

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Normas Contábeis: IFRS, CPC e NBC - Questionários - Atividade Dissertativa
Pergunta 1
Leia o texto abaixo:
“O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), já haviam estabelecido o ano de 2010 como data-limite para adoção da International Financial Reporting Standards (IFRS) como padrão de divulgação das demonstrações financeiras consolidadas, tanto para as instituições financeiras quanto para as companhias de capital aberto. Agora, com a recente publicação da Lei nº 11.638/07, a transição para as IFRS se tornou assunto prioritário também para as demais empresas brasileiras. A Lei nº 11.638/07, que está em vigor desde 1º de janeiro de 2008, ao revisar os aspectos contábeis da Lei das S.A. (6.404/76), determinou a maior mudança na legislação societária dos últimos 31 anos. A nova Lei contém vários pontos de convergência com as IFRS embora não implique adoção imediata das IFRS nem signifique convergência total entre as práticas contábeis brasileiras e as internacionais. Os órgãos reguladores da profissão contábil no Brasil devem trabalhar na normatização da Lei, sendo esperados diversos pronunciamentos desses órgãos no médio prazo. O momento atual é semelhante ao vivido pelas mais de sete mil empresas europeias que adotaram as IFRS em 2005 e nos coloca em posição privilegiada para aprendermos com as dificuldades enfrentadas por essas empresas e nos beneficiarmos dos avanços efetuados pelo órgão regulador das Normas Internacionais de Contabilidade, o International Accounting Standards Board (IASB), desde então. Entre esses avanços, destaca-se a publicação de uma norma específica que trata da adoção das IFRS pela primeira vez, o que, sem dúvida, contribuiu para colocar definitivamente as IFRS como um padrão contábil global. A adoção das IFRS será um grande passo no caminho da maior transparência das informações financeiras e melhoria das práticas de Governança Corporativa das empresas brasileiras. Quanto maior a transparência e comparabilidade das demonstrações financeiras, mais úteis elas se tornam, facilitando o processo de tomada de decisão e aumentando a confiança dos investidores, principalmente, os internacionais. Mais do que uma simples mudança contábil, migrar para as IFRS exigirá a avaliação dos impactos nos negócios, nos sistemas de informação, e das necessidades de treinamento dos profissionais envolvidos nessa nova linguagem de divulgação”. 
Fonte: KPMG. Desafios de um Processo de Convergência - Os profissionais da KPMG no Brasil respondem suas dúvidas. IFRS Hoje 2ª Edição - Julho/ agosto de 2008. Disponível em: https://www.kpmg.com.br/publicacoes/audit/ifrs/ifrs_hoje_2_jul_08.pdf. Acesso em: 02 mai. 2021
A partir da leitura do texto, podemos observar que ocorreram alterações profundas na forma de registros contábeis para uma melhor transparência das demonstrações contábeis. Dentro desses aspectos estão as alterações nos processos de mensuração e reconhecimento de ativos, passivos, patrimônio líquido e resultados. Considerando este contexto, descreva o que é essência sobre a forma, como esse conceito era aplicado anteriormente ao ano de 2008 e qual a relação dele com a migração do Code Law para o Commom Law.
RESPOSTA:
A expressão "primazia da essência sobre a forma", significa que na escrituração contábil, as normas contábeis devem prevalecer sobre as exigências legais. A adoção desta regra não implica em desobediência às exigências da legislação. Ela deve ser aplicada nas situações em que determinações legais sejam incompatíveis com procedimentos contábeis disciplinados pelas normas contábeis.
A regra "primazia da essência sobre a forma", encontra respaldo no §2º do artigo 177 da Lei n. 6.404/1976, onde está estabelecido que a companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras Demonstrações Financeiras.
O sistema Code law é baseado no Direito Romano, ou seja, é um regime conhecido por sua visão legalista, onde tudo tem que estar previsto em lei. O regime foi estabelecido durante o apogeu do Império Romano e deu “origem a um sistema jurídico muito complexo, individualista e com alta formalidade”. Em outras palavras tem que ter um alto grau de detalhamento das regras a serem aplicadas. Países como Alemanha, França e Japão são exemplos desse sistema.
Já o common law é um sistema de origem inglesa e tem como predominância um direito baseado em usos e costumes, ou seja, é um direito consuetudinário, direito comum que não passa por um processo de criação de leis, sendo aplicadas soluções específicas para cada situação.
Países como a “Inglaterra (colonizadora), Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Nova Zelândia (colonizados)” são exemplos de países que estão inseridos no sistema common law.
Sendo assim, na contabilidade existem regras, normas, princípios e os sistemas legais dão um norte as suas aplicabilidades. No sistema code law por exemplo as normas contábeis costumam ser editadas pelo governo, a profissão contábil é ainda pouco atuante, é o caso do sistema adotado pelo Brasil. Enquanto que no sistema common law a profissão contábil é auto regulamentada, ou seja, é responsável pela edição das normas contábeis, padrões de auditoria, etc… nesse sentido o sistema tem pouca influência do governo e tem como característica a essência sobre a forma.

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