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CÁLCULOS DE MEDICAMENTOS Disciplina: Fundamentos da Assistência de Enfermagem Prof.ª Me Daniele Lima dos Anjos e-mail: daniele.reis@faculdadegamaliel.com.br mailto:daniele.reis@faculdadegamaliel.com.br INTRODUÇÃO 2 A terapia medicamentosa tornou-se uma das formas mais comuns de intervenção no cuidado ao paciente, utilizada ao longo dos anos na cura de doenças. Cerca de 88% dos pacientes que procuram atendimento à saúde recebem prescrições de medicamentos. FÓRMULA PARA MONTAGEM DO CÁLCULO COM REGRA DE TRÊS 3 AP- ampola DIL- quantidade de diluição ou volume total do frasco PM- Prescrição médica X – Incógnita (a dose que você precisa saber ) A regra de três simples, na matemática, é uma forma de descobrir um valor a partir de outros três. DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS 4 Significa dissolver, adicionar solvente não alterando a massa do soluto (Pasquale, 2009). Quantos mg há em cada ml de Keflin neste frasco-ampola? EQUIVALÊNCIAS E CONVERSÕES 1 gota = 3 microgotas 1 mL = 20 gotas = 60 microgotas 1 microgota / minuto = 1 mL/h 1 mg = 1.000 mcg 1000 mL = 1 litro (L) 1000 mg = 1 grama (g) 100 mg = 0,1 g 1000g = 1 quilograma (Kg) mL/h equivale = mcg/min mL e cc (centímetro cúbico) = sinônimos DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS PENICILINA CRISTALINA 6 No solvente da penicilina cristalina, deve-se considerar o volume do soluto: Frasco-ampola: 5.000.000 UI equivale a 2 ml 10.000.000 UI equivale a 4 ml. Ex: Quando coloca-se 8ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de 5.000.000 UI, obtém-se como resultado uma solução contendo 10ml. Esquematizando a diluição: • se 5.000.000 UI estão para 8 ml AD + 2 ml de cristais (10ml), logo 5000.000 UI estão para 10 ml. • se 10.000.000 UI estão para 6 ml AD + 4 ml de cristais (10 ml), logo 10.000.000 UI estão para 10 ml. • se 10.000.000 UI estão para 16 ml AD + 4 ml de cristais (20 ml), logo 10.000.000 UI estão para 20 ml. DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS 7 PENICILINA CRISTALINA 6 ml de AD + 4 ml do soluto = 10 ml EXERCÍCIO 8 9 CÁLCULOS COM INSULINA 10 Tipos: ▪ REGULAR (simples ou composta) ação rápida ou média - aspecto límpida; ▪ NPH – ação lenta – aspecto leitoso; ▪ Insulina glargina (Lantus) – ação contínua (uma única dose a cada 24 h) – aspecto incolor. CÁLCULOS COM INSULINA Dispositivo de aplicação 11 CÁLCULOS COM INSULINA Situações para frascos com apresentação diferente da graduação da seringa ou ainda quando não existir seringa de insulina na unidade 12 Fórmula: Prescrição de 20 UI de insulina NPH, tendo o frasco de 100 UI/ml, mas com seringas de 3 ml Atenção: Se não houver nenhum tipo de seringa de insulina na unidade e sendo necessário o uso de seringa (3 - 5 ml), o volume aspirado terá por base sempre 1 ml da seringa, não importando o tamanho da seringa. 1ml CÁLCULOS COM INSULINA 13 EXERCÍCIO 2. Possuo uma prescrição de Insulina Regular 30 UI, possuo frasco com 10 mL e com concentração de 100 UI/ ml, além de seringas de 3mL. Quantos ml deverei aspirar nesta seringa para que administre o volume prescrito? CÁLCULOS COM INSULINA 14 GABARITO SORO Soluções para infusão de grandes volumes 15 - As soluções podem ser isotônica, hipertônica e hipotônica e têm como finalidades: hidratação, alimentação, curativos, solvente de medicações (ampolas), compressa ocular, compressas diversas, e outros. Define-se da seguinte forma: ▪ Solução Isotônica: a concentração é igual ou próxima a do plasma sanguíneo. ▪ Solução Hipertônica: a concentração é maior que a do plasma sanguíneo. ▪ Solução Hipotônica: a concentração é menor que a do plasma sanguíneo. Apresentações comerciais mais utilizadas: • Soro Glicosado 5 % e 10% (SG 5% e SG 10%) • Soro Fisiológico 0,9% (SF 0,9%) • Soro Glicofisiológico (SGF) • Soro Ringer com Lactato ou Ringer Simples SORO 16 TIPO DE SORO CARACTERÍSTICAS Soro fisiológico Conhecido como cloreto de sódio a 0,9%, é muito usado para introduções na veia quando há diminuição de líquidos ou de sal no organismo. Além disso, pode ser utilizado para limpeza dos olhos e do nariz, em nebulizações e em feridas, como queimaduras. Ringer Lactato A composição do Ringer Lactato é usada na reidratação e na reposição de sódio, potássio, cloreto e cálcio. O soro é usado, ainda, no tratamento de acidoses, principalmente as metabólicas, quando há acúmulo excessivo de ácido no corpo. O uso da solução precisa ser intravenoso e individualizado. Solução glicosada A solução glicosada é responsável por repor e adequar os níveis de glicose no sangue. O soro é comumente aplicado em casos de comas alcoólicos ou de desnutrição excessiva. Nesses e em outros quadros, como grande parte dos medicamentos, só pode ser usado sob prescrição médica. SORO 17 TIPO DE SORO CARACTERÍSTICAS Ringer simples Glicofisiológico SORO 18 TRANSFORMAÇÃO DE SORO - Para aumentar a concentração de um soro: Neste caso será necessário descobrir de quanto é a concentração do soro prescrito e a concentração da solução que temos disponível na unidade. Sempre que nos depararmos com porcentagem, utilizaremos o número 100 como referência. Informações matemáticas: SORO Exemplo: Descrito em 5 passos 19 Prescrição médica é de Soro Glicosado 10% 500 ml. Disponho de Soro Glicosado 5% 500 ml e ampolas de 10 ml de glicose hipertônica a 50%. Como proceder? SORO 20 Exemplo: Descrito em 5 passos 5º Passo - Determinar quantas ampolas vou necessitar usar paraobter a concentração prescrita. g SORO 21 EXERCÍCIO 3. Possuo uma prescrição de Soro Glicosado 10% 600 mL, possuo disponível Soro Glicosado 5% 600 mL, além de ampolas de Glicose Hipertônica 50% com 20 mL. Transforme a solução em 5 passos. SORO 22 GABARITO 1º PASSO: Soro que possui 4º PASSO: Ampola 3º PASSO: diferença 2º PASSO: Prescrição 5º PASSO: Nº de ampolas CÁLCULO DE DEXAMETASONA Dexametasona é um anti-inflamatório esteroidal ou corticóide. É utilizado nos mais diversos casos em que se faz necessária uma ação anti-inflamatóriado fármaco. 23 Exemplo: possuo prescrição de 4 mg de Decadron EV, possuo disponível no setor ampola com 2 mL de volume e 0,4% de concentração. Como proceder? Para transformar g para mg multiplica-se por 1000 mg CÁLCULO DE DEXAMETASONA 24 EXERCÍCIO 5. Possuo prescrição de 7 mg de Decadron EV, mas disponho de ampola com 3 mL de volume e 0,4% de concentração. Como proceder? CÁLCULO DE DEXAMETASONA 25 GABARITO 1º Passo: Calcular a mg disponível em 3ml 2º Passo: Calcular o ml indicado para a dose prescrita mg 3 21 21 1,75 CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO MACROGOTAS 26 É utilizado sempre que houver a prescrição de um volume a ser administrado por via endovenosa em um período de tempo pré- estabelecido Realização de um cálculo para determinar quantas gotas devem ser infundidas por minuto para que o volume termine exatamente no horário pré-estabelecido. Fórmula para equipos de macrogotas em horas: Fórmula para equipos de macrogotas em minutos: CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO MACROGOTAS 27 Exemplo: a prescrição médica é de 500 mL de Soro Glicosado 5% para ser infundido no período de 4 horas. Quantas macrogotas deverão cair por minuto para que a solução termine no tempo prescrito? - Quando o nº após a vírgula for 1,2,3 ou 4 arredondamos parabaixo; - Quando o número após a vírgula for 6,7,8 ou 9 arredondamospara cima; - Com exceção temos o número 5, neste caso será necessário encontrar a segunda casa após a vírgula. CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO MICROGOTAS 28 Fórmula para equipos de microgotas em horas: Fórmula para volume a ser infundido em tempo inferior a uma hora (micro) CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO MICROGOTAS 29 Exemplo: a prescrição médica é de 100 mL de Ringer Lactato para ser infundido em 30 minutos, calcule em macro e microgotas. Deverá ser infundido a 67 macrogotas por minuto ou 2000microgotas/min. CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO 30 - A PrescriçãoMédica é de 1000 ml de Soro fisiológico a 0,9 % e 500 ml Glicosado 10% todas as etapas deverão ser infundidas em 20 horas. Há disponível no setor Soro fisiológico a 0,9% de 1000 ml, soro Glicosado 5% de 500 ml e ampolas hipertônica de 20 ml de glicose a 50%. Quantas ampolas hipertônicas de glicose deverão ser adiconadas para atingir a concentração prescrita e quantas macrogotas deverão cair por minuto para que a solução termine no tempo prescrito? EXERCÍCIO 31 CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO GABARITO Parte 1- prescrição soro glicosado 500 ml 10% 100 ml ----- 10 g 500 ml ------ x 100X = 5.000 X= 5.000 100 X= 50 g Parte 2- Soro disponível Glicosado 500 ml 5% 100 ml ----- 5 g 500 ml ------ x 100X = 2.500 X= 2.500 100 X= 25 g 100 ml ----- 50 g 20 ml ------ x 100X = 1.000 X= 1.000 100 X= 10 g Parte 3- Ampola Hipertônica Glicose 50 % em 20ml Adiciona-se 2 AP e 1/2 Parte 4- Determinar quantas ampolas adicionar 1 amp ------ 10 g X amp ------ 25 g (50 – 25) X= 25 / 10 X= 2,5 CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO GABARITO Parte 5- Devemos determinar o volume total a ser infundido Vt = 1000 ml de SF 0,9% + 500 ml SG 10% + 50 ml (2 AP e ½) de glicose a 50 % (sendo 20 ml cada ampola) Vt= 1550 ml Nº de gts/ min = 1.550 = 1.550 = 25,8 gts/ min 20 x 3 60 26 gotas / min. AMINOFILINA Broncodilatador, causando o relaxamento dos brônquios e dos vasos pulmonares. 33 Exemplo: Calcule a quantidade de aminofilina a ser administrada, de acordo com a seguinte prescrição médica: 120mg de Aminofilina diluída em 50 ml de SG 5% para correr em 1 hora. Disponíveis na instituição ampolas de aminofilina 2,4 % 10 ml Parte-1 Converter a porcentagem Aminofilina 2,4 % = 2,4 g --- 100ml Parte-2- Converter a g p/ mg Aminofilina 2,4 g x 1000 = 2400 mg Parte-3 Regra de três 2400 mg --------- 100 ml 120 mg --------- x ml 2400 x = 12000 X= 12000 2400 X= 5 ml 34 AMINOFILINA EXERCÍCIO Calcule a quantidade de aminofilina a ser administrada, de acordo com a seguinte prescrição médica: 300 mg de Aminofilina diluída em 100 ml de SF 0,9% para correr em 2 horas. Disponíveis na instituição ampolas de aminofilina 5% 10 ml 35 CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO GABARITO Parte-1 Converter a porcentagem Aminofilina 5 % = 5 g --- 100ml Parte-2- Converter a g p/ mg Aminofilina 5 g x 1000 = 5000 mg Parte-3 Regra de três 5000 mg --------- 100 ml 300 mg --------- x ml 5.000 x = 30000 X= 30000 5.000 X= 6 ml REFERÊNCIAS 36 GIOVANI, A. Medicamentos cálculo de dosagens. Scrinium, São Paulo, 2006. BRUNNER, L. S.; SUDDARTH, D. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Editora Guanabara Koogan, 2008. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsivier, 2009. SANTANA, E. Farmacologia Básica e Cálculo de Medicamentos. São Paulo, Sem complicação, AG books, 2016. NOGINI, Z. Boas práticas cálculo seguro volume 1. Coren SP, São Paulo 2011. SILVA, S. Cálculo e administração de medicamentos na enfermagem, Martinari, São Paulo, 2012. VIANA, D. Manual de Cálculo e administração de medicamentos, Yendis, São Paulo, 2011. VOLPATO, A. 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