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Material sobre o sistema urinário: introdução às funções renais e componentes (rins, ureteres, bexiga, uretra), anatomia e variações morfológicas em diferentes espécies, córtex e medula, células mesenquimais e descrição do túbulo proximal.

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Sistema Urinario
Alunos
Larissa Iracema L. S. da S. Vieira 20221304525 
Luiza Falcão Bezerra de Lucena 20222303868
Quezia B. Baptista silva Alves 20221314261
Michel Mineiro de Souza 20221308361 
Bruno Silva de Barros 20221305611 
Sara Kethelin Navarro 20221311612 
Campus: Barra da Tijuca
Turno: Manhã
 
Introdução
Assim como os humanos, os animais precisam manter uma concentração adequada de substâncias e
eliminar os produtos dispensáveis ao organismo. Essa é a função do sistema urinário, é através dele que
quase todos os resíduos do sangue e também o excesso de água que os animais produzem são eliminados. O
sistema urinário é composto por dois rins, dois uréteres, uma bexiga e uma uretra e eu vou começar falando
sobre um deles, o rins.
A função principal do rim é manter a composição dos líquidos corporais dentro do âmbito fisiológico. Os
rins pares produzem urina a partir do sistema circulatório por meio de filtração, secreção, reabsorção e
concentração. De uma forma mais resumida as suas funções são: 
- é através de que ocorre a eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração; ele
basicamente filtra a água e eletroletos do sangue, como: sódio, potássio, cloro e resíduos
nitrogenados do plasma;
– também ocorre o controle do delicado balanço químico e de líquidos do corpo, como: a Diurese,
Oliguria e Amúria;
– serve como regulação da formação do sangue e da produção dos glóbulos vermelhos;
- regulação da pressão sanguínea; ele produz hormônios de Eritroetina: que produzem hemácias e
prostaglandinas, que acaba aumentando a circulação nas artérias e na filtração glomerular.
 
Rim
Em todas as espécies, os dois rins estão situados em uma posição retroperitonial, encostados contra
os músculos lombares ou suspensos desde a porção dorsal do abdome. Em geral, o rim direito está
ligeiramente mais cranial do que o esquerdo. A artéria e a veias renais, vasos linfáticos, nervos e
ureter passam através de uma única indentação, o hilo. 
A superfície do rim está coberta por uma cápsula fibrosa, a qual se compõe basicamente de fibras de
colágeno, mas que também pode conter músculo liso e vasos sanguíneos.
Em geral, a maioria dos rins possuem um formato semelhante ao de um feijão.
Os rins de animais domésticos assumem várias formas. Em cães, gatos, ovinos, caprinos, o rim possui
uma superfície externa lisa, o do porco e do cavalo também, a diferença é o dos suínos tem o formato
mais achatado; e o dos equinos, o rim direito tem o formato de um coração.
Já os dos bovinos são cobertos fissuras superficiais e cheia de lóbos (bolinhas)
Em grandes ruminantes, a forma geral é oval, mas são visíveis vários lóbos na superfície.
Os dois rins do bovino são achatados mas o direito é mais achatado e o esquerdo é um pouco encurvado 
Córtex Renal
- região cortical (+ externa)
- toda superfície do órgão
- coloração vermelho acastanhado
- o corte apresenta estrias (alojam artérias interlobulares)
Ele tende a ser mais espesso do que a maioria dos tecidos internos do órgão e, em
muitos aspectos, serve para proteger o órgão e mantê-lo isolado.
O córtex contém principalmente néfrons, que
são as unidades funcionais básicas dos rins,
assim como os vasos sanguíneos.
Medula Renal
- localizado entre o córtex renal e a pélvis.
- região medular (+ interna)
- arranjo macroscópico 
- bovinos e suínos: apresentam vários
segmentos medulares em forma de
pirâmide
Células Mesenquimais,
Proximal e Alça de Henle
A célula mesenquimal, também denominada de célula adventícia, semelhante aos fibroblastos embora
com núcleo alongado e cromatina condensada. Situa-se normalmente ao redor de capilares e pequenos
vasos sanguíneos no tecido conjuntivo frouxo, sendo também conhecida como pericito ou célula
perivascular.
Sua denominação provém do fato de que ela retém a multipotencialidade das células mesenquimais
embrionárias. Parecem ser importantes na formação de novos fibroblastos durante o processo de
cicatrização de feridas e podem, em determinadas circunstâncias, formar outros tipos de células como
os condroblastos e osteoblastos. Esta capacidade explicaria o ocasional aparecimento de osso na
cicatrização de uma ferida.
A célula mesenquimal é a "célula do futuro". Muitos médicos apostam nela para o tratamento de
diversas doenças, principalmente as doenças auto imunes, como diabetes, vitiligo, esclerose múltipla,
dentre outras.
são células alongadas.
Também podem ser transformadas em células cartilaginosas jovens.
O túbulo proximal é a primeira parte do sistema tubular. Consiste em partes
contorcidas (contornadas) e retas. O túbulo contornado proximal está
localizado dentro do córtex renal e é contínuo com o espaço capsular.
O túbulo reto proximal (ou ramo descendente espesso) estende-se até à
medula. Ambas as partes são compostas por epitélio cúbico simples, rico em
mitocôndrias e microvilosidades (bordadura em escova). Esta morfologia
encontra-se adaptada à função de absorção e secreção do túbulo proximal.
Mais de metade da água e das moléculas previamente filtradas são
devolvidas ao sangue (reabsorvidas) pelos túbulos proximais.
A alça (ansa) de Henle é a curva em forma de U de um néfron (nefrónio), que se estende através da
medula do rim. Histologicamente, consiste em dois ramos: ramo descendente fino e ascendente fino.
Ambos os ramos são compostos por epitélio pavimentoso (escamoso) simples. As células têm poucas
organelas, poucas ou nenhumas microvilosidades, e baixa capacidade de secreção. Os dois
segmentos trabalham em paralelo com os capilares dos vasos retos (vasa recta) circundantes para
ajustar o nível de sais no filtrado (por exemplo, sódio, cloreto, potássio) e os níveis de água. Mais
especificamente, o ramo descendente é altamente permeável à água e menos permeável aos solutos,
enquanto que o ramo ascendente é o oposto. Alguns autores consideram a alça (ansa) de Henle
como sendo sinônimo de alça (ansa) do néfron (nefrónio), enquanto que outros autores consideram
que a alça (ansa) de Henle engloba o túbulo reto proximal, a alça (ansa) do néfron (nefrónio) e o
túbulo reto distal.
Túbulo contorcido distal
Epitélio cúbico simples;
trocas iônicas, absorção de sódio é excreção de potássio (equilíbrio
Secreta íons H+ é amônia para urina (equilíbrio ácido-base do sangue );
encontra-se dado momento no corpúsculo renal
suas células se tornam-se altas, cilíndricas com núcleo alongados e 
 de sais e água no organismo);
 próximo células da mácula densa
Túbulos e ductos coletores
Ducto coletor epitélio cúbico simples;
fudem-se e se aproximam das papilas 
ducto coletor é influenciado pelo ADH.
 epitélio cilíndrico simples 
Aparelho justaglomerula
células justaglomerulares
núcleos esférico;
células mesangiais
extraglomerulares 
citoplasma claro
Ureter
Mucosa - Revestida pelo epitélio de transição; - Formada por células globosas, que mudam
conforme a distensão do órgão podendo ficar mais achatado; - Tendo a lâmina própria, com seu
tecido conjuntivo frouxo ou denso variando-se.
Muscular – Formado por uma camada longitudinal interna e circular externa; - Localizada na
parede da bexiga, abrindo a válvula e facilita a passagem da urina, do ureter para a bexiga. 
Adventícia – Contém o tecido conjuntivo fibroelástico, revestindo externamente o ureter.
É um órgão muscular que conduz a urina do rim até a bexiga. São tubos ricos em tecido muscular liso,
que realizam o peristaltismo para o transporte. Possuem epitélio de transição ou polimorfo. são em
número de dois assim como os rins. Cada um mede aproximadamente 25 cm. O ureter atravessa
obliquamente a parede da bexiga, de modo que se forme uma válvula que impede o refluxo da urina.
O ureter é composto por três túnicas.
Ureter
MC: Mucosa; MS: Muscular; AD: Adventícia
Ureter
Mucosa
Epitélio misto, polimorfo ou de transição - (seta)
Lâmina própria - (2)
Camada muscular (músculo liso) - (3)
Longitudinal interna
Circular externa
 
Adventícia - (4)
Tecido conjuntivoVasos
Nervos
https://histologia.icb.ufg.br/urina.html#m33
https://histologia.icb.ufg.br/urina.html#m32
https://histologia.icb.ufg.br/urina.html#m31
https://histologia.icb.ufg.br/urina.html#m31
PELVE RENAL-É a extremidade superior do ureter, localizada no interior do rim. O ureter
percorre por diante da parede posterior do abdome, penetrando em seguida na cavidade pélvica,
abrindo-se no óstio do ureter situado no pavimento da bexiga urinária.
Principal Função-Atuar como um funil para a urina fluir para o ureter.
Doenças na pelve renal-Os cânceres são, carcinoma urotelial, ocasionalmente, carcinomas de
células escamosas.
PELVE RENAL
PELVE RENAL
Bexiga- A bexiga é um órgão flexível, de paredes musculares, localizado na pelve.
Função- A sua principal função é armazenar urina antes de ser eliminada do corpo. A urina é
produzida pelos rins e conduzida até a bexiga através dos ureteres. Durante a micção, os músculos
da bexiga se contraem e a urina é eliminada através da uretra.
Bexiga
Para entender o processo de formação da urina, primeiramente devemos entender como o sangue
chega até o néfron: O sangue entra no rim pela artéria renal, que se ramifica, formando as
chamadas arteríolas aferentes. Estas entram em uma cápsula renal, onde se ramificam ainda mais.
Essas ramificações das arteríolas aferentes são chamadas de glomérulo renal. Os capilares do
glomérulo fundem-se novamente e formam a arteríola eferente, responsável pela retirada do sangue
para fora da cápsula. 
1. Filtração: Dentro da cápsula renal, o sangue sofre uma forte pressão, que ocasiona a saída do
chamado filtrado glomerular (ou urina inicial), líquido semelhante em composição ao plasma
sanguíneo. O filtrado é formado principalmente de água, ureia, glicose, sais e aminoácidos. É
importante lembrar que as células sanguíneas e algumas proteínas maiores não passam para o
interior da cápsula. 
Formação da urina
2. Reabsorção: Após sair da cápsula renal, o filtrado passa pela extensão do túbulo néfrico e a água
e substâncias úteis são reabsorvidas para o organismo. Essas substâncias vão novamente para a
corrente sanguínea. A maior parte da reabsorção ocorre na região dos túbulos proximais. A fase de
reabsorção é muito importante no processo de formação da urina, uma vez que evita que
substâncias como vitaminas e sais minerais sejam completamente eliminadas. 
3. Secreção e excreção: Após passar por todo o túbulo néfrico, temos o filtrado transformado em
urina. Esta é levada então ao ducto coletor, onde mais água é reabsorvida. Do ducto, a urina passa
para a pelve renal. Daí ela segue para a bexiga urinária através dos ureteres, onde fica armazenada
até ser eliminada para o meio externo. A eliminação é feita através do canal chamado uretra.
Uretra
Polimorfo
 Cilíndrico
 Pavimentoso estratificado (que fica em contato com o ambiente). 
Uretra prostática: inicia-se na bexiga e atravessa a próstata. Tem aproximadamente 3-4 cm
de comprimento. É onde desembocam os dois ductos ejaculadores, pelos quais, passa o
esperma. É revestida por epitélio de transição.
É um tubo que leva a urina da bexiga para o exterior, no ato da micção. No macho, a uretra dá
passagem ao esperma durante a ejaculação. Na fêmea, é um órgão exclusivamente urinário. É
composto de três categorias de epitélio.
1.
2.
3.
Possui esfíncteres que auxiliam a expelir a urina.
A uretra masculina possui três porções: a prostática, a membranosa e a cavernosa ou peniana.
Uretra
Uretra membranosa: tem 1cm de extensão e é revestida por epitélio pseudo- estratificado
colunar. Nessa parte da uretra existe um esfíncter de músculo estriado: o esfíncter externo
da uretra.
Uretra peniana ou cavernosa: localiza-se no corpo cavernoso do pênis. Apresenta epitélio
pseudo-estratificado colunar, com áreas de epitélio estratificado pavimentoso. As glândulas
de Littré são do tipo mucoso e encontram-se em toda uretra, predominando na parte
peniana. Na porção final é formada por epitélio pavimentoso estratificado.
* Nos machos é bem maior, vai da próstata até o final do pênis. Maior comprimento resulta em
dificuldade para expelir cálculos (se houver). Nos machos serve para a eliminação do sêmen,
além da urina.
Uretra
* Nas fêmeas a uretra é menor, tendo de 4 a 5 cm de comprimento (conferindo maior pré-
disposição a infecções urinárias), revestida por epitélio plano estratificado, com áreas de epitélio
pseudo-estratificado colunar. Próximo à sua abertura no exterior, a uretra feminina possui um
esfíncter de músculo estriado, denominado de o esfíncter externo da uretra.
Doenças Urinárias
Atinge cães e gatos de qualquer idade ou raça.
São doenças silenciosas que podem levar o animal à óbito.
Podem estar relacionadas à dieta exclusivamente secas, baixa ingestão de água e a maior
expectativa de vida dos animais.
Doença Renal Crônica
É uma doença degenerativa, mais comum em cães e gatos idosos (embora possa ocorrer em
qualquer idade), que se caracteriza pela deficiência estrutural ou funcional dos rins, que se
perdura por três meses ou mais acompanhado da perda gradual do número de néfrons
funcionais.
Tratamento nos mamíferos
O tratamento deve ser conforme o estágio de classificação da Sociedade Internacional de Interesse
Renal, indo do estágio I ao IV
A base do tratamento da DRC é a medicação e a mudança da dieta do animal, como a restrição de
fósforo e sódio, como restrição protéica e a adição de vitaminas de complexo B e ácidos graxos.
Raças de gatos como o abissínio, o Siamês, o Oriental, Persa e Himalaia, possuem uma tendência
maior a problemas renais, sendo inclusive acometidos de desordens de fundo genético, como a
doença renal policística.
Em cães, as principais raças acometidos por doenças renais de ordem congênitas são Lhasa Apso,
Shi Tzu, Rottweiler, Chow Chow, Bull Terrier, Sharpei, Dorbemann, Pinscher, Samoieda, Golden
Retriver, Poodle Standard, Cocker Spaniel e Beagle.
Urolitíase
As urolitíase ou cálculos urinários são um tipo específico de doença do trato urinário inferior que
acomete a maioria dos mamíferos, caracterizada pela formação de sedimentação microscópio
conhecido como cristais.
Apresenta sintomas como a cólica renal, dor intensa, náuseas e vômitos.
Tratamento da Urotiliase
Para iniciar o tratamento do animal, é necessário fazer exames como o hemograma e a
ultrassonografia.
O tratamento pode variar conforme a gravidade dos cálculos. Se descobertos no início é recomendado
a mudança da dieta e aumento de consumo de água. Se não houver passagem de urina, é necessário
inserir uma sonda ou até mesmo realizar uma punção.
As raças de cães mais acometidos por essa doença são: Chihuahua, Yorkshire, Caniche, Tecido, Shi
Tzu, Snauzer miniatura, Lhasa Apso, Bichon Frisé e principalmente o Dálmata, que possui
predisposição genética a desenvolver cálculos.
Algumas raças de gatos como os Persas, Himalaios e o Ragdoll são raças predispostas, mostrando uma
possível influência genética ou familiar.
Cistite
É uma inflamação na bexiga causada por infecções bacterianas das vias urinárias, pedras na bexiga,
pólipos, tumores ou defeitos anatômicos na bexiga.
Os animais afetados por essas doenças são os cães, gatos machos com idade entre 2 a 6 anos, vacas e
outros mamíferos.
Pode gerar uma série de sintomas, como a dificuldade em urinar, hematúria, estrangúria e
incontinência ocasional.
O diagnóstico pode ser feito através de exames físicos, cultura da urina, radiografia ou
ultrassonografia.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com a causa da cistite, se for o caso de cistite bacteriana é recomendado
o uso de antibióticos, já na ocorrência de pólipos ou tumores, é necessário a correção cirúrgica.
Obrigado(a) a todos!